Equações de Retas e Planos na Geometria
Equações de Retas e Planos na Geometria
PROPÓSITO
Definir as equações de retas e planos na Geometria Analítica e aplicar os conceitos nas
posições relativas entre retas e planos, bem como na distância entre pontos e estas figuras
geométricas.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora
científica ou use a calculadora de seu smartphone/computador.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
MÓDULO 2
Aplicar equações da reta na obtenção da interseção, do ângulo e das posições relativas entre
retas
MÓDULO 3
MÓDULO 4
Aplicar o conceito de ponto, reta e plano na determinação de distância entre pontos, retas e
planos
MÓDULO 1
A equação de uma reta, no plano ou no espaço, pode ter vários tipos de apresentação:
simétrica, geral, reduzida, vetorial e paramétrica. Todos os tipos de equação serão
equivalentes, isto é, representam os mesmos pontos no plano ou no espaço.
Deseja-se obter uma equação que representa todos os pontos dessa reta. Assim, define-se um
ponto genérico P(x, y), pertencente à reta formada pelos pontos A e B, e determina-se uma
equação que é satisfeita por ele.
Na Geometria Analítica são definidos vários tipos de apresentação para a equação da reta,
com formatos diferentes, porém, representando os mesmos pontos. Diz-se que essas
equações são equivalentes. Será definida a equação simétrica, geral, vetorial, reduzida e
paramétrica. Como será visto, de uma forma pode-se obter as demais. A figura abaixo
representa a reta r formada pelos pontos A e B:
Fonte: O autor
Como os pontos A e B são dados, a parcela da direita se transforma em uma fração numérica.
Então,
x−XA
y−YA
x−XA
x−XA
Obtém-se, assim, uma equação que representa todos os pontos (x,y) que pertencem à reta
analisada. Esta equação é denominada de EQUAÇÃO SIMÉTRICA da reta.
x−XA
y−XA
Os valores de d e f são números reais obtidos através dos dois pontos conhecidos da reta.
EXEMPLO
Determine a equação simétrica da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B( 3, −1).
SOLUÇÃO
Assim, aplicando diretamente no modelo da equação:
x−XA
y−YA
XB−XA
YB−YA
X−1
Y−2
3−1
(−1)−2
x−1
2
y−2
−3
Assim,
x−XA
y−YA
→ f x − d y + (dYA − fXA) = 0
Cuidado: se multiplicarmos ambos os lados por um número real k, ainda temos a mesma
equação.
a x + b y + c = d ↔ a k x + b k y + c k = 0, com k real
Existe uma forma alternativa para se determinar a equação geral da reta diretamente através
dos dois pontos dados, A e B. Esta forma é através de um cálculo de um determinante.
Sejam A(XA,YA) e B(XB,YB) dois pontos distintos da reta r, então a equação geral da reta será
obtida por: |
x y 1
XA YA 1
XB YB 1
|=0
EXEMPLO
Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(1, 2) e B(3, −1).
SOLUÇÃO
Aplicando diretamente o determinante |
x y 1
XA YA 1
XB YB 1
|=|
x y 1
1 2 1
3 −1 1
|=0
Dessa forma, seja a reta r : ax + by + c = 0 e um ponto P(X0, Y0). Se o ponto P pertence à reta
Esta propriedade vale para qualquer tipo de equação da reta, não apenas para equação geral.
EXEMPLO
Ache a equação geral da reta e verifique se os pontos Q(5, −4) e R(2, 3) pertencem à reta r
dada pela equação
x−1
y−2
−3
SOLUÇÃO
x−1
y−2
−3
x−1
5−1
=2e
y−2
−3
=
−4−2
−3
=2→2=2
Como as coordenadas do ponto não satisfazem a equação da reta, então R não pertence à
reta.
Fonte: geralt/pixabay
EQUAÇÃO REDUZIDA
Continuando na apresentação dos tipos das equações da reta. Partindo agora da equação
geral e isolando o valor de y se tem:
ax + by + c = 0 → y = −
b
x−
Substituindo m = −
eq=−
Fonte: O autor
O parâmetro m é denominado de coeficiente angular da reta, ele é igual à tangente do ângulo
que a reta forma com o eixo x. O parâmetro q é denominado de coeficiente linear, que
representa o ponto onde a reta corta o eixo y.
Quando m < 0 → tg θ < 0 → 90o < θ < 180o, a reta será decrescente.
A reta horizontal do tipo y = constante, terá m = 0 e a reta vertical do tipo x = constante não terá
valor de m.
Fonte: O autor
EXEMPLO
Determine a equação reduzida da reta que passa pelos pontos A(2, 4) e B(−3, 1). Obter o
coeficiente angular e linear da reta.
SOLUÇÃO
Assim, aplicando diretamente no modelo da equação simétrica
x−XA
y−YA
=
XB−XA
YB−YA
x−2
y−4
−3−2
1−4
x−2
y−4
−5
−3
5
3
→ 3x − 6 = 5y − 20 → 3x − 5 + 14
y=
x+
14
e o coeficiente linear q =
14
Então, o ângulo que a reta r faz com o eixo positivo x vale Θ = arctg(3/5). O coeficiente linear q
14
5
Ao invés do vetor AB→ , poderia ter sido usado o vetor BA→ , pois a reta tem uma direção,
mas não tem sentido. O vetor AB→ ou vetor BA→ , que define a direção da reta, é denominado
de vetor diretor da reta. Na figura, o vetor diretor está representado pelo vetor v→ .
Aqui, vemos mais uma alternativa para se obter a equação da reta, caso não se conheça os
dois pontos da reta. Se forem conhecidos um ponto e a direção definida pelo seu vetor diretor,
será possível obter a equação vetorial da reta. O ponto conhecido fará o papel do ponto A e o
vetor diretor da reta fará o papel do vetor AB→ .
ATENÇÃO
Quaisquer dois pontos de uma reta podem ser usados para definir o vetor diretor da reta.
Não existe um vetor diretor, mas infinitas possibilidades, pois se v→ é um vetor diretor
da reta, então todo os vetores kv→ , com k real diferente de zero, também serão.
Ressalta-se que se pode obter a equação simétrica através da equação paramétrica. Basta
isolar o valor de λ(lambda) nas duas equações.
Se
x−XA
y−YA
for a equação simétrica da reta r, então o vetor (d,f) é o vetor diretor da reta r.
EXEMPLO
Determine a equação vetorial e paramétrica da reta que passa nos pontos A(1, 2) e B(3, −1).
Determine qual ponto desta reta tem ordenada igual a 5.
SOLUÇÃO
Determinando o vetor diretor da reta AB→ = B − A = (3 − 1, −1 − 2) = (2, −3)
Assim, a equação vetorial será P = A + (lambda)λ AB→ , λ(lambda) real ou, (x, y) = (1, 2) +
(lambda)λ(2, −3) = ( 1 + 2λ(lambda), 2 − 3λ(lambda)) , λ real
x = 1 + 2λ(lambda)
y = 2 − 3λ(lambda)
, λ(lambda) real
Para determinar o ponto Q(x, 5) que pertence à reta, ele deve satisfazer a equação x = 1 +
2λ(lambda) e y = 2 −3λ(lambda).
Fonte: geralt/pixabay
Se definirmos um vetor n→ ( a, b), pode ser verificado que: n→ × v→ = a×d + b×f = f×d + (−d)×f
= 0, portanto, o vetor n→ é perpendicular ao vetor diretor da reta v→ . As coordenadas de n→
serão (a, b), que pode ser obtida diretamente da equação geral da reta.
ATENÇÃO
Se ax + by + c = 0 for a equação geral da reta r, então o vetor (a, b) é o vetor normal à reta r.
O vetor normal pode ser usado como uma terceira alternativa para se obter a equação geral da
reta.
Ao se conhecer um ponto da reta e o vetor normal, pode-se obter a equação geral através de
um produto escalar n→ × AP→ = 0, pois serão vetores perpendiculares.
Fonte: O autor
EXEMPLO
Determine a equação geral da reta que passa no ponto (2, 3) e tem vetor normal (1,4).
SOLUÇÃO
A equação geral é dada pela equação
n→ × AP→ = 0 → (1, 4) × (x−2, y−3) = 1×(x−2) + 4×(y−3) = 0 → x − 2 + 4y − 12 = 0
SAIBA MAIS
SAIBA MAIS
AP→ //AB→ ↔
XAP
YAB
YAP
YAB
x−XA
y−YA
=
XB−XA
YB−YA
O determinante proposto é
x y 1
XA YA 1
XB YB 1
|=0
Resolvendo o determinante:
YA x + XB y + XA YB − XB YA − YB x − XA y = 0
No caso do espaço, não existem as equações geral e reduzida da reta. Como será visto em
módulo posterior, a equação do tipo
ax + by + cz+ d = 0 representará um plano e não uma reta.
Assim, seguindo raciocínio análogo da equação da reta no plano, seja a reta r que passa pelos
pontos A(XA,YA,ZA) e B(XB,YB,ZB) e tem um vetor diretor v→ = AB→ = (XA - XB, YA - YB, ZA -
ZB) = (c ,d ,f), com c, d e f pertencente aos reais. Definimos as seguintes equações da reta no
espaço:
Simétrica:
x−XA
XB−XA
=
y−YA
YB−YA
z−ZA
ZB−ZA
x−XA
y−YA
z−ZA
;
Vetorial:
P = A + (lambda)λAB→ → (x, y, z) = (XA, YA, ZA) + (lambda)λ(c, d, f), com (lambda)λ real;
Paramétrica:
r: {
x = XA + cλ(lambda)
y = YA + dλ(lambda)
z = ZA + fλ(lambda)
Da mesma forma que no plano, um ponto para pertencer a uma reta no espaço deve ter suas
coordenadas satisfazendo a equação da reta.
No caso do espaço, não temos nenhuma equação que nos apresenta diretamente o vetor
normal da reta, como no caso da equação geral da reta no plano.
EXEMPLO
Determine a equação simétrica e paramétrica da reta que passa pelos pontos A (1, 2, −1) e
B(0, 3, 1).
SOLUÇÃO
Assim, aplicando diretamente no modelo da equação simétrica
x−XA
XB−XA
y−YA
YB−YA
z−ZA
ZB−ZA
x−1
0−1
y−2
3−2
z−(−1)
1−(−1)
A equação simétrica da reta será
x−
−1
y−2
z−(−1)
Analisando a equação, verifica-se que o vetor diretor da reta será o vetor v→ (−1, 1, 2)
x = XA + cλ(lambda)
y = YA + dλ(lambda)
z = ZA + fλ(lambda)
, com λ(lambda) → {
x = 1 + λ(lambda)
y = 2 + λ(lambda)
z = −1 + 2λ(lambda)
x = −a
y=3+a
z = 1 + 2a
, com a real
EXEMPLO
Determine o valor de k e p para que o ponto P(0, k, p) pertença à reta que passa pelos pontos
A(2, 3, 4) e B(1, 0, 3).
SOLUÇÃO
Obtendo o vetor diretor da reta: v→ = AB→ = B − A = (1−2, 0−3, 3−4) = (−1, −3, −1).
O ponto A(2 ,3, 4) pertence à reta, então, a equação paramétrica será dada por
x = XA + cλ(lambda)
y = YA + dλ(lambda)
z = ZA + fλ(lambda)
x = 2 − λ(lambda)
y = 3 − 3λ(lambda)
z = 4 − λ(lambda)
Para que P pertença à reta, ele deve satisfazer as três equações acima
TEORIA NA PRÁTICA
Um canhão se encontra em uma posição do solo e deve acertar um alvo que se encontra em
cima de uma elevação. Considera-se, por não ser uma distância muito longa, que o projetil ao
sair do canhão percorre a trajetória até o alvo em linha reta. Sabendo que o canhão se
encontra na posição (0, 5) e o alvo se encontra na posição (100, 400), qual deve ser o ângulo
de elevação do canhão em relação ao solo para que o projetil acerte o objetivo?
Solução em vídeo:
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão. Assista:
MÃO NA MASSA
A) x − 2y − 13 = 0
B) x − 2y + 7 = 0
C) x + 2y − 3 = 0
D) x + 2y − 7 = 0
A) (3, 10)
B) (3, 12)
C) (3, 16)
D) (3, 20)
A) 3
B) 1
C) 2
D) 0
X = −5 + 4Λ(LAMBDA)
Y = −4 + Λ(LAMBDA)
B) 17
C) 15
D) 13
X−2
−4
Y+3
A) 0
B) −1
C) −2
D) 1
A) (12, 4, 3)
B) (10, 4, 1)
C) (11, 4, 5)
D) (2, 4, 3)
GABARITO
1. Determine a equação geral da reta que passa pelos pontos A(3, 5) e ponto B(−1, 3).
x−XA
y−YA
XB−XA
YB−YA
x−3
y−5
−1−3
3−5
=
−4
−2
.
Então, a equação simétrica da reta será:
x−3
y−5
Assim, 2(x − 3) = 4 (y − 5) → 2x − 6 = 4y − 20 → 2x − 4y + 14 = 0 → x − 2y + 7 = 0.
3. Uma reta forma um ângulo com o eixo positivo de x de 45o. Esta reta passa pelo ponto
(2,1). Determine o valor de p para que o ponto (1, p) pertença à reta.
A alternativa "D " está correta.
Como o ponto P(2, 1) pertence à reta, então o ponto satisfaz a equação, assim 1 = 2 + q → q =
−1
x = −5 + 4λ(lambda)
y = −4 + λ(lambda)
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
x−2
−4
y+3
. O vetor normal desta reta tem coordenadas (a, b) e o coeficiente linear dela vale q.
Marque a alternativa que apresenta o valor de a + b + 4q.
x−2
−4
y+3
→ 3x − 6 = −4y − 12 &rightarrrow; 3x + 4y 6 = 0
Analisando a equação geral, verifica-se que o vetor normal vale (3, 4).
Assim, o coeficiente linear q = −3/2. O valor de q poderia ser obtido também fazendo x = 0 na
VERIFICANDO O APRENDIZADO
A) 0
B) −1
C) −2
D) 1
2. SEJA A RETA R QUE PASSA NOS PONTOS (1, 2, 3) E (−2, 4, 1). SABE-
SE QUE O PONTO P(4, T, P) PERTENCE A ESTA RETA QUE TEM VETOR
DIRETOR DADO POR (A, −2, B). DETERMINE O VALOR DE A + B + T + P.
A) 8
B) 9
C) 10
D) 11
GABARITO
1. Seja a equação ax + by + 16 = 0 da reta que passa pelos pontos A(3, 2) e B(2, 4). Seja o
ponto C de coordenadas (p, −2) que também pertence a esta reta. Marque a alternativa
que apresenta o valor de
a + b + c.
x y 1
Xa Ya 1
Xb Yb 1
|=|
x y 1
3 2 1
2 4 1
|=0
Portanto, a + b + p = −4 − 2 + 5 = −1.
2. Seja a reta r que passa nos pontos (1, 2, 3) e (−2, 4, 1). Sabe-se que o ponto P(4, t, p)
pertence a esta reta que tem vetor diretor dado por (a, −2, b). Determine o valor de a + b +
t + p.
x−XA
XB−XA
y−YA
YB−YA
z−ZA
ZB−ZA
x−1
−2−1
y−2
4−2
z−3
1−3
x−1
−3
y−2
z−3
−2
O vetor diretor será qualquer vetor proporcional a (−3, 2, −2). No enunciado, a coordenada y do
vetor diretor tem valor de −2, assim, o vetor diretor escolhido será (3, −2, 2), que foi obtido
multiplicando o anterior por −1. Então, a = 3 e b = 2.
Se o ponto P pertence à reta, ele satisfaz as equações da reta:
x−1
−3
y−2
z−3
−2
4−1
−3
t−2
p−3
−2
Resolvendo as equações −1 =
t−2
p−3
−2
→ t = 0 e p = 5. Portanto, a + b + t + p = 3 + 2 + 0 + 5 = 10.
MÓDULO 2
INTRODUÇÃO
No módulo anterior, aprendemos a equação analítica de uma reta no plano ou no espaço.
Ao compararmos as equações de duas retas, observa-se que duas retas no plano podem ter
três posições relativas entre si: concorrentes, paralelas ou coincidentes. No caso do espaço,
além dos três tipos anteriores, temos o caso de retas reversas, que são aquelas que pertencem
a dois planos paralelos distintos.
As equações analíticas das retas podem também ser usadas para se descobrir o ângulo
formado pelas retas e, se for o caso, o ponto de interseção que elas possuem.
Sergey Zolkin/unsplash
Desta forma, a coordenada do ponto de interseção, caso exista, será a solução do sistema
linear composto pelas duas retas analisadas. Se este sistema for possível e determinado, a
solução será o ponto de interseção entre as retas. Se a solução do sistema for possível e
indeterminada, será o caso de as duas retas serem a mesma reta, assim, todos os pontos da
reta são comuns entre as duas, tendo, portanto, infinitas soluções no sistema. E, por fim, se a
solução do sistema for impossível, é porque as retas não têm ponto comum.
COINCIDENTES
São na verdade a mesma reta, tendo, portanto, infinitos pontos comuns.
PARALELAS
Têm a mesma direção, porém são distintas, não tendo nenhum ponto em comum.
Um caso particular das retas concorrentes é o caso das retas perpendiculares ou ortogonais,
que fazem 90° entre si.
Fonte: O autor
Os três casos anteriores representam retas que pertencem ao mesmo plano, isto é, coplanares.
No caso de estar se trabalhando no espaço, temos uma quarta possibilidade. Esta quarta
possibilidade está associada com as retas que não são coplanares. Em outras palavras,
pertencem a dois planos paralelos distintos. Estas retas são denominadas de retas reversas e
não apresentam pontos de interseção. As retas reservas podem ser obliquas ou ortogonais,
veja.
Fonte: O autor
Para o último caso, observa-se que apenas com a análise da interseção não se pode concluir
sobre a posição entre as retas, tornando-se necessária a análise complementar de se observar
a direção relativa das retas, através dos vetores diretores.
RESUMINDO
Assim, resumidamente:
Retas concorrentes: apenas um ponto comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a
análise, os vetores diretores não são paralelos;
Retas coincidentes: infinitos pontos em comum. Neste caso, apesar de não ser necessária a
análise, os vetores diretores são paralelos;
Retas Reversas: nenhum ponto em comum e os vetores diretores não são paralelos.
A verificação se os vetores diretores são ou não paralelos é feita através da averiguação das
coordenadas dos mesmos serem ou não proporcionais, isto é: Se v→ 1 // v→ 2 ↔
xv1
xv2
yv1
yv2
zv1
zv2
No caso do plano, a comparação das equações gerais é um método simples para se verificar a
posição relativa entre duas retas. Seja a reta r: a1 x + b1 y + c1 = 0 e a reta s: a2 x + b2 y + c2 =
0, assim:
Se
a1
a2
=
b1
b2
c1
c2
Se
a1
a2
b1
b2
c1
c2
, então, as retas r e s serão paralelas;
Se
a1
a2
b1
b2
As condições acima estão relacionadas com as direções dos vetores normais das retas.
v→ 1v→ 2
|v→ 1| |v→ 2|
Por definição, como as retas não têm sentido, o ângulo entre elas será sempre o ângulo agudo,
isto é, menor ou igual a 90o. Como o ângulo agudo tem cosseno positivo, foi colocado um
módulo na fórmula do cosseno do ângulo entre as retas.
O ângulo formado entre os vetores diretores também será o mesmo ângulo formado pelos
vetores normais. Isto parte de uma propriedade da Geometria. Assim, no cálculo do ângulo
através da fórmula anterior, ela pode ser usada com o vetor normal ao invés do vetor diretor.
Se as retas forem paralelas ou coincidentes, por definição se considera como 0o o ângulo entre
elas.
No caso das retas reversas, define-se ângulos entre elas como o ângulo formado pela primeira
reta e uma reta paralela à segunda reta, porém pertencente ao plano da primeira. A fórmula
apresentada já leva em conta esta definição.
No caso da análise no R², o plano, ao invés de usar o vetor diretor para a análise das posições
relativas das retas, pode ser usado, alternativamente, o vetor normal da reta.
EXEMPLO
SOLUÇÃO
Resolvendo o sistema abaixo. Se o sistema for possível e determinado, existirá o ponto de
interseção.
{
2x + y − 1 = 0
3x − y + 6 = 0
→ 2x + 3x + y − y − 1 + 6 = 0 → 5x + 5 = 0 → x = −1 → y = 3
Assim, o ponto (−1, 3) pertence as duas retas sendo o ponto de interseção entre elas.
a1
a2
b1
b2
1
−1
EXEMPLO
SOLUÇÃO
Os vetores normais das retas são n→ 1(2, 1) e n→ 2(3,−1).
|n→ 1| = √(2² + 1²) = √5, |n→ 2| = √(3² + 1²) = √10 e n→ 1 e n→ 2 = 2×3 + 1×(−1) = 5
Assim, cosθ(theta) = |
v→ 1v→ 2
|v→ 1| |v→ 2|
|=
√5 √10
√2
EXEMPLO
x = 2 − 2λ(lambda)
y = 3 − 3λ(lambda)
z = 1 + 2λ(lambda)
x−4
y−6
z−3
−6
SOLUÇÃO
Transformando a equação simétrica da reta s para equação paramétrica s:{
x = 4 + 2a
y = 6 + 3a
z = 3 − 6a
, com a real.
x = 4 + 2a = 2 − 2λ(lambda)
y = 6 + 3a = 3 − 3λ(lambda)
z = 3 − 6a = 1 + 2λ(lambda)
→{
2a + 2λ(lambda) = −2
3a + 3λ(lambda) = −3
6a + 2λ(lambda) = 2
→{
a + λ(lambda) = −1
a + λ(lambda) = −1
3a + λ(lambda) = 1
3a + (−1 − a) = 1 → 2a = 2 → a = 1 → λ(lambda) = −2
Portanto, existe apenas uma solução a = 1 e λ(lambda) = −2. Para achar o valor do ponto de
interseção, substitui-se em qualquer uma das duas retas
x = 2 − 2λ(lambda) = 2 − 2×(−2) = 6
y = 3 − 3λ(lambda) = 3 − 3×(−2) = 9
z = 1 + 2λ(lambda) = 1 + 2×(−2) = −3
ou {
x = 4 − 2a = 4 + 2×1 = 6
y = 6 − 3a = 6 + 3×1 = 9
z = 3 − 6a = 3 − 6×(1) = −3
dessa análise seria que as retas poderiam ser concorrentes ou reversas, mostrando que esta
análise isolada não permite, neste caso, concluir sobre as posições relativas, tornando-se
necessário verificar a interseção.
TEORIA NA PRÁTICA
Um determinado terreno tem dois de seus lados fazendo um ângulo de 60o. A primeira cerca
liga os pontos (4, 1) e (1, 1). A segunda cerca liga os pontos (1, 1) ao ponto (4, 3√3 + 1). O
morador do terreno do lado diz que a segunda cerca está entrando em seu terreno, isto é, está
fazendo um ângulo maior do que 600 com o primeiro lado do terreno. Como você pode ajudar
ao dono do terreno a mostrar que o ângulo está correto?
Solução em vídeo:
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão. Assista:
MÃO NA MASSA
A) 0
B) 1
C) 2
D) 3
A) Paralelas
B) Concorrentes
C) Reservas
D) Coincidentes
3. DETERMINE A POSIÇÃO RELATIVA ENTRE AS RETAS DEFINIDA PELA
EQUAÇÃO
X−1
Y−2
, E A RETA S: 10X − 8Y +6 = 0.
A) Paralelas
B) Concorrentes
C) Reservas
D) Coincidentes
X = 2 − 2Λ(LAMBDA)
Y = 4 + 10Λ(LAMBDA)
Z = 2 − 3Λ(LAMBDA)
, COM Λ(LAMBDA) REAL, E A RETA S:
X+4
Y−6
Z−3
−2
A) (14 , −1 , 0)
B) (1, 14 , 2)
C) (0, 14 , −1)
D) (3, 11 , 14)
R: {
X = 1 − Λ(LAMBDA)
Y = −3 + 3Λ(LAMBDA)
Z = 2 + 2Λ(LAMBDA)
X−7
Y−2
Z−4
A) 5/14
B) 8/14
C) 3/14
D) 1
Y = −5 − 4A
Z = −4 − 4A
, COM A REAL, E S: {
X = −2 + 3Λ(LAMBDA)
Y = 1 + 6Λ(LAMBDA)
Z = 2 + 9Λ(LAMBDA)
A) √30/7
B) √37/5
C) √42/7
D) √23/58
GABARITO
x + 2y −2 = 0
x−y+4=0
Então, x = y − 4 = 2 − 4 = −2 = b. Portanto, a + b = 2 − 2 = 0.
a1
a2
,
b1
b2
c1
c2
−9
Como
a1
a2
b1
b2
c1
c2
2x + 3y + 5 = 0
4x + 6y − 9 = 0
, verifica-se que ele é impossível. Não se tem nenhum ponto que atende as duas equações.
x−1
y−2
, e a reta s: 10x − 8y +6 = 0.
A alternativa "D " está correta.
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
x = 2 − 2λ(lambda)
y = 4 + 10λ(lambda)
z = 2 − 3λ(lambda)
x+4
y−6
=
z−3
−2
x = −4 + 2a
y = 6 + 4a
z = 3 − 2a
, com a real.
Igualando as coordenadas {
x = −4 + 2a = 2 − 2λ(lambda)
y = 6 + 4a = 4 + 10λ(lambda)
z = 3 − 2a = 2 − 3λ(lambda)
→{
2a + 2λ(lambda) = 6
4a − 10λ(lambda) = −2
2a − 3λ(lambda) = 1
→{
a + λ(lambda) = 3
2a − 5λ(lambda) = −1
2a − 3λ(lambda) = 1
Portanto, existe apenas uma solução, a = 2 e λ(lambda) = 1. Para achar o valor do ponto de
interseção, substitui-se em qualquer uma das duas retas
x = 2 − 2λ(lambda) = 2 − 2×1 = 0
y = 4 + 10λ(lambda) = 4 + 10×1 = 14
z = 2− 3λ(lambda) = 2 − 3×1 = −1
ou {
x = −4 + 2a = −4 + 2×2 = 0
y = 6 + 4a = 6 + 4×2 = 14
z = 3 − 2a = 3 − 2×2 = −1
r: {
x = 1 − λ(lambda)
y = −3 + 3λ(lambda)
z = 2 + 2λ(lambda)
x−7
y−2
z−4
Verifica-se que os vetores diretores são (−1, 3, 2) e (3, 2 ,1) que não são paralelos, assim, as
retas serão concorrentes ou reversas. Logo, o ângulo é obtido pela fórmula cos θ(theta) = |
v→ 1 × v→ 2
|v→ |1|v→ |
|v
→ 1| = √(−1² + 3² + 2²) = √14, |v
→ 2| = √(3² + 2² + 1²) = √14
→
v 1×v
→ 2 = −1×3 + 3×2 + 2×1 = 5 →cos θ(theta) = |
v→ 1 × v→ 2
|v→ |1|v→ |
|=|
√14 √14
|=
14
x = −3 − 4a
y = −5 − 4a
z = −4 − 4a
, com a real, e s: {
x = −2 + 3λ(lambda)
y = 1 + 6λ(lambda)
z = 2 + 9λ(lambda)
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
X+1
4
Y+2
A) 1
B) 2
C) Infinitos valores
D) Não existe a e b
X = 1 − Λ(LAMBDA)
Y = −3 + 3Λ(LAMBDA)
Z = 2 + 2Λ(LAMBDA)
,
COM Λ(LAMBDA) REAL, E A RETA S :
X−7
3
Y−1
Z−4
A) Coincidentes
B) Paralelas
C) Concorrentes
D) Reversas
GABARITO
x+1
y+2
6
. O ponto P(a, b) é o ponto comum as duas retas. Marque a alternativa que apresenta o
valor de a + b.
Repare que
a1
a2
a1
a2
b1
b2
3x − 2y − 1 = 0
2. Marque a alternativa que apresenta a posição relativa entre as retas. Determine, caso
exista, o ponto de interseção entre a retas r :{
x = 1 − λ(lambda)
y = −3 + 3λ(lambda)
z = 2 + 2λ(lambda)
,
com λ(lambda) real, e a reta s :
x−7
y−1
z−4
1
e verifique as posições relativas entre as retas.
Verifica-se que os vetores diretores são (−1, 3, 2) e (2, 3 ,1) que não são paralelos, assim, as
retas serão concorrentes ou reversas.
x = 7 + 3a
y = 1 + 2a
z=4+a
, com a real.
Igualando coordenada a coordenada: {
1 − λ(lambda) = 7 + 3a
−3 + 3λ(lambda) = 1 + 2a
2 + 2λ(lambda) = 4 + a
→{
λ(lambda) + 3a = −6
3λ(lambda) − 2a = 4
2λ(lambda) − a = 2
x = 1 − λ(lambda) = 1 − 0 = 1
y = −3 + 3λ(lambda) = −3 + 0 = −3
z = 2 + 2λ(lambda) = 2 + 0 = 2
MÓDULO 3
INTRODUÇÃO
Abordamos, anteriormente, a figura geométrica da reta no plano e no espaço. Neste módulo,
estudaremos o lugar geométrico denominado de plano. Como visto na Geometria, um plano é
definido por três pontos não colineares. Apesar disso, existem diversas maneiras de se definir a
sua equação.
De forma similar à reta, o plano terá alguns tipos de equações equivalentes para representar os
seus pontos: geral, vetorial e paramétrica. Por fim, além de definirmos a equação que
representa um plano no espaço, serão analisadas também as posições relativas e o ângulo
entre os planos, de forma similar ao feito na reta.
agsandrew/Shutterstock
Para se definir um plano, necessita-se de três pontos que não pertençam à mesma reta (não
colineares), porém, para se definir uma equação de um plano, algumas alternativas são
possíveis.
Um vetor, para pertencer ao plano, deve ser paralelo ao plano. Assim, vetor paralelo ao
plano ou pertencente ao plano serão sinônimos;
Uma reta, para pertencer ao plano, deve ter, no mínimo, dois pontos distintos da reta que
satisfaça a equação do plano.
A primeira equação analisada é a EQUAÇÃO GERAL do plano, que tem forma similar à
equação geral da reta: ax + by + cz + d = 0, com a, b, c e d reais. Uma das formas para se
determinar esta equação parte do conhecimento de um ponto A (XA,YA,ZA), que pertence ao
y−YA, z−ZA. O vetor normal n→ , por ser perpendicular ao plano π(pi) , será perpendicular a
ax + by + cz + d = 0, com
d = −(axA, bYA, cZA)
Fonte: O autor
Se multiplicarmos ambos os lados por um número real k, ainda temos a mesma equação.
a x + b y + c z + d = 0 ↔ ak x + bk y + ck z + dk = 0 , k ∃ R
EXEMPLO
Determine a equação geral e paramétrica do plano que passa pelos pontos A(1, 4, 2) e é
perpendicular ao vetor (2, −1, 2).
SOLUÇÃO
Resolvendo a equação n→ × AP→ = 0 será obtida a equação geral do plano. P(x, y, z) é um
ponto genérico.
n→ × AP→ = 0 → (2, −1, 2) × (x−1, y−4, z−2) = 0 → 2x − 2 − y + 4 + 2z − 4 = 0
2x − y + 2z − 2 = 0
x=a
y = λ(lambda)
z = 1 − a + ½λ(lambda)
Na terceira possibilidade, são dadas as coordenadas de 3 pontos do plano (A, B e C). Neste
caso, podemos ter duas alternativas. Através dos três pontos, define-se dois vetores que
pertenceram ao plano, por exemplo, AB→ e AC→ . Com estes dois vetores, obtém-se o vetor
normal pelo produto vetorial entre eles e se repete o primeiro caso analisado neste tópico.
O último caso, no qual se é conhecido um ponto e dois vetores do plano, também recai no
primeiro, pois o vetor normal pode ser obtido pelo produto vetorial destes dois vetores dados.
Existe, porém, uma segunda alternativa para este caso, definindo-se o outro tipo de equação
do plano.
EXEMPLO
Determine a equação geral do plano que passa pelos pontos A(1, 1, −1), B(2, 0, 3) e
C(0, 4, 2).
SOLUÇÃO
A primeira forma é fazer o produto misto [AP→ ,AB→ , AC→ ]=0
−15x − 7y + 2z + 24 = 0 → 15x + 7y − 2z − 24 = 0
Outra opção é achar o vetor normal n→ = AB→ × AC→ e usar a mesma solução do exemplo
anterior.
Em outras palavras, seja o ponto A(XA, YA, ZA) e dois vetores não paralelos v→ 1(c, d, f) e v→
2(p, q, r) que pertencem ao plano π(pi). E seja o ponto genérico P(x, y, z) do plano, assim:
Fonte: O autor
x = XA + cα(alpha) + pβ(beta)
y = YA + dα(alpha) + qβ(beta)
z = ZA + fα(alpha) + rβ(beta)
Pode-se obter a equação paramétrica através da equação geral do plano, basta fazer x =
α(alpha), y = β(beta) na equação geral e obter o valor de z. Assim, se produz uma equação
paramétrica
x = α(alpha)
y = β(beta)
Para se obter a equação geral através da equação paramétrica do plano: pegue duas das três
equações e ache o valor de α(alpha) e β(beta) em relação as duas coordenadas escolhidas,
por exemplo, x e y. Depois, substitua o valor de α(alpha) e β(beta) na terceira equação, então,
obtém-se a equação geral.
Fonte: [Link]/Shutterstock
POSIÇÕES RELATIVAS ENTRE PLANOS
Você sabia que dois planos no espaço apresentam entre si posições relativas que podem ser
classificadas como concorrentes, paralelos ou coincidentes? A seguir, veja detalhadamente
cada um:
CONCORRENTES
Apresentam uma reta de interseção.
COINCIDENTES
São, na verdade, o mesmo plano, tendo, portanto, infinitos pontos comuns.
PARALELOS
Não têm nenhum ponto em comum.
Um caso particular dos planos concorrentes, são os planos ortogonais, isto é, fazem 90° entre
si.
Fonte: O autor
A posição relativa entre os planos é dada pela análise do vetor normal aos mesmos. Como
visto no item anterior, um plano de equação geral ax + by + cz + d = 0 tem um vetor normal
dado por n→ (a, b, c). Sejam dados dois planos π(pi): a1x + b1y + c1z + d1 = 0, com vetor
normal n→ π(pi)(a1, b1, c1), e μ(mu): a2x + b2y + c2z + d2 = 0, com vetor normal n→ μ(mu)(a2,
b2, c2).
Se
a1
a2
b1
b2
c1
c2
d1
d2
, as duas equações representam o mesmo plano, assim, os planos π(pi) e μ(mu) serão
planos coincidentes.
a1
a2
=
b1
b2
c1
c2
d1
d2
representam que os dois vetores normais são paralelos, mas não são equações do
mesmo plano, assim, os planos π(pi) e μ(mu) serão planos paralelos.
No caso dos planos concorrentes, pode-se obter a equação da reta que há a interseção dos
planos. Os pontos da reta de interseção devem satisfazer as duas equações do plano
Uma solução é resolver o sistema para duas variáveis em relação a terceira. Dessa forma,
teremos, por exemplo, y e z em função de x. Logo, define-se x como um parâmetro λ(lambda) e
teremos as equações paramétricas.
EXEMPLO
SOLUÇÃO
Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos:
a1
a2
= 3,
b1
b2
3
3,
c1
c2
−3
−1
=3e
d1
d2
Como
a1
a2
=
b1
b2
c1
c2
d1
d2
Desta forma, não existe interseção entre os planos e o ângulo formado entre eles é zero.
n→ π(pi) n→ μ(mu)
Por definição, o ângulo entre os planos será sempre o ângulo agudo, isto é, menor ou igual a
90o.
EXEMPLO
x = 1 + α(alpha) + β(beta)
y = 7 + 6α(alpha) + 4β(beta)
z = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
SOLUÇÃO
Convertendo a equação do segundo plano para equação geral. Separando duas das três
equações e achando o valor de β(beta) e α(alpha) em relação às coordenadas:
x = 1 + α(alpha) + β(beta)
z = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
Substituindo na equação do y = 2x + 2z + 1 → 2x − y + 2z + 1 = 0
a1
a2
−4
= −2,
b1
b2
−1
−2,
c1
c2
=
−4
= −2 e
d1
d2
−2
Como
a1
a2
b1
b2
=
c1
c2
d1
d2
EXEMPLO
SOLUÇÃO
a1 1 b1 1
Comparando os coeficientes das equações gerais dos planos a2
=
2
e
b2
=
−1
= −1
Como
a1
a2
b1
b2
c1
c2
n→ 1n→ 2
|n→ 1| |n→ 2|
n→ 1 = (1,10) e n→ 2 = (2, −1, 1), |n→ 1| = √(1² + 1²) = √2, |n→ 2| = √(2² + −1² + 1²) = √6 e n→ 1
Assim, θ(theta) = |
n→ 1n→ 2
|n→ 1| |n→ 2|
|=|
√2√6
|
=
√3
√3
x+y−3=0
2x − y + z − 1 = 0
→ y = 3 − x e z = 1 + y − 2x = 1 + (3−x) − 2x = 4 − 3x
x = λ(lambda)
y = 3 − λ(lambda)
z = 4 − 3λ(lambda)
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
MÃO NA MASSA
1. DETERMINE A POSIÇÃO RELATIVA ENTRE OS PLANOS 2X + 3Y − Z + 4
= 0 E 7X − Y + 3Z − 2 = 0.
A) Coincidentes
B) Paralelos
C) Concorrentes
D) Reversos
A) x + 2y + z − 1 = 0
B) x + y − 2z − 7 = 0
C) x − y − 3z − 9 = 0
D) 2x + y − z + 1 = 0
A) 3x − y + 3z − 5 = 0
B) 3x − y + 2z − 8 = 0
C) 3x − y + 3z − 8 = 0
D) 2x − y + 3z − 8 = 0
B) √2/3
C) √10/2
D) √10/5
A) 0
B) 1
C) 2
D) 3
X = 1 + Α(ALPHA) + Β(BETA)
Y = 7 + 6Α(ALPHA) + 4Β(BETA)
Z = 2 + 2Α(ALPHA) + Β(BETA)
E{
X = 3 + Α(ALPHA) + 3Β(BETA)
Y = 1 + 4Α(ALPHA) + 2Β(BETA)
Z = 4 + Α(ALPHA) − 2Β(BETA)
A) Coincidentes
B) Paralelos
C) Concorrentes
D) Reversos
GABARITO
a1
a2
b1
b2
−1
a1
a2
2. Determine a equação do plano que passa pelos pontos A(2, 3, −1) e é perpendicular ao
vetor (1, 1, −2).
Resolvendo a equação n
→ ×AP→ = 0 será obtida a equação geral do plano. P(x, y, z) é um
ponto genérico.
n
→ ×AP→ = 0 → (1, 1, −2).(x−2, y−3, z−(−1)) = 0 → (x−2) + (y−3) − 2(z + 1) = 0 → x + y − 2z −
7 = 0.
3. Determine o valor da equação geral do plano que passa pelos pontos A(0, 1, 3), B(1, 1,
2) e
C(1, −2 , 1).
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
4. Determine o cosseno do ângulo formado pelos planos x + y − 2 = 0 e 2y − z + 3 = 0.
a1
a2
b1
b2
1
2
c1
c2
d1
d2
−2
a1
a2
b1
b2
c1
c2
v→ 1 × v→ 2
|v→ 1||v→ 2|
n
→ 1 = (1, 10) e n
→ 2 = (0, 2, −1), |n
→ 1| = √(1² + 1²) = √2, |n
→ 2| = √(0² + 2² + −1²) = √5, e
n
→ 1×n
→ 2 = 1×0 + 1×2 + 0×(−1) = 2.
v→ 1 × v→ 2
|v→ 1||v→ 2|
|=|
√2√5
|=
√10
5
entre os planos vale 60o e que o ponto P(0, 1, 1) pertence ao primeiro plano. Determine o
valor de k + p².
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
x = 1 + α(alpha) + β(beta)
y = 7 + 6α(alpha) + 4β(beta)
z = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
e{
x = 3 + α(alpha) + 3β(beta)
y = 1 + 4α(alpha) + 2β(beta)
z = 4 + α(alpha) − 2β(beta)
Pela equação paramétrica do primeiro plano, pode-se obter dois vetores paralelos a este plano
(1, 6, 2) e
(1, 4, 1).
^ x ^ y ^ z
1 6 2
1 4 1
|6x
^ + 4z
^ + 2y
^ − 6z
^ − ^y; − 8x
^ = −2x
^ + ^y − 2z
^=
(−2, 1, −2) e um ponto deste plano será o ponto (1, 7, 2), portanto, a equação geral será dada
por
n
→ ×AP→ = 0
n
→ ×AP→ = 0 → (−2, 1, −2)×(x−1, y−7, z−2) = 0 → (−2)(x−2) + (y−7) − 2(z−2) = 0 → 2x − y + 2z
+1=0
Pela equação paramétrica do segundo plano, pode-se obter dois vetores paralelos a este plano
(1, 4, 1) e
(3, 2, −2).
^ x ^ y ^ z
1 4 1
3 2 −2
|−8x
^ + 2z
^ + 3y
^ − 12z
^ + 2y
^; − 2x
^
= −10x
^ + 5y
^ − 10z
^ = (−10, 5, −10) e um ponto deste plano será o ponto (3, 1, 4)
n
→ ×AP→ = 0 → (−10, 5, −10)×(x−3, y−1, z−4) = 0 → (−10)(x−3) + 5(y−1) − 10(z−4) = 0 → 10x
− 5y + 10z − 65 = 0 → 2x − y + 2z − 13 = 0
a1
a2
b1
b2
c1
c2
d1
d2
A) 3
B) 4
C) 5
D) 6
X = 2 + 2Α(ALPHA) + Β(BETA)
Y = 1 + 3Α(ALPHA) − Β(BETA)
Z = 2 + Α(ALPHA) + 2Β(BETA)
A) Coincidentes
B) Paralelas
C) Concorrentes
D) Reversas
GABARITO
0, −1) e
v
→ 2(−1, 1, 2). Determine o valor de a + b + c + d.
^ x ^ y ^ z
1 0 −1
−1 1 2
Resolvendo a equação n
→ × AP
→ = 0 será obtida a equação geral do plano.
n
→ × AP
→ = 0 → (1, −1 , 1)×(x−2, y−3, z+2) = 0 → x − y + z + 3 = 0 → a + b + c + d = 4
x = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
y = 1 + 3α(alpha) − β(beta)
z = 2 + α(alpha) + 2β(beta)
x = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
z = 2 + α(alpha) + 2β(beta)
→{
x = 2 + 2α(alpha) + β(beta)
2z = 4 + 2α(alpha) + 4β(beta)
,
subtraindo: 2z − x = 4 − 2 + 4β(beta) − β(beta) = 2 + 3β(beta)
a1
a2
,
b1
b2
−1
−3
c1
c2
−5
=−
e
c1
d2
−8
−1
MÓDULO 4
Aplicar o conceito de ponto, reta e plano na determinação de distância entre pontos, retas e
planos
INTRODUÇÃO
Nos módulos anteriores, introduzimos os conceitos de ponto, reta e plano.
Neste módulo, aplicaremos estes conceitos na determinação da distância entre pontos, entre
ponto e reta e entre reta e plano.
Fonte: ImageFlow/Shutterstock
SOLUÇÃO
cz + d = 0. A distância do Ponto P ao plano será dada pela projeção vertical do vetor AP→ na
direção do vetor normal n→ , sendo, portanto, o módulo do vetor PQ→
Fonte: O autor
EXEMPLO
SOLUÇÃO
A equação do plano já está na forma geral. Se estivesse em outro formato, teríamos que
converter para geral para obtermos o vetor normal. O vetor normal é n→ (2, 1, −1), assim:
|TP→ × TR→ |
|TR→ |
ou dP r =
|PR→ × v→ |
|v→ |
, em que T e R são dois pontos quaisquer da reta e v→ é o vetor diretor desta reta.
No caso do R², o raciocínio pode ser análogo ao feito para determinar a distância do ponto ao
plano.
Seja o ponto P(XP,YP) e a reta r, de equação ax + by + c = 0, com vetor normal n→ (a, b), a
distância entre o ponto P e a reta r vai ser dada pela projeção vertical do vetor AP→ na direção
do vetor normal n→ . Que será o módulo do vetor PQ→ .
EXEMPLO
x−3
y+2
z−1
−1
SOLUÇÃO
Da equação da reta, obtém-se o vetor diretor v→ (2 ,1 ,−1) e |v→ | = √(2² + 1² + −1²) = √6
Escolhe-se um ponto arbitrário que pertence à reta r: R(3, −2, 1), assim PR→ = R − P = (2, −5,
2)
PR→ × v→ = |
x^ y^ z^
2 −5 2
2 1 −1
|PR→ × v→ |
|v→ |
3√21
√6
3√14
.
TEORIA NA PRÁTICA
Duas estações de telecomunicações se encontram em uma posição do planeta. Através de
uma medição em coordenadas cartesianas, obteve-se sua localização como sendo E1 (−200,
100 , 1000) e E2(500, 800, 2200). As coordenadas estão medidas em metros. Para realizar o
projeto de propagação entre elas, necessita-se medir a distância entre as estações. Determine
esta distância para que seja possível a realização do projeto.
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
MÃO NA MASSA
A) √6
B) 2√6
C) 3√6
D) 4√6
A) 2√13 ÷ 13
B) √13 ÷ 13
C) 7√13 ÷ 13
D) 11√13 ÷ 13
A) 7
B) 8
C) 9
D) 10
4. A DISTÂNCIA ENTRE DOIS PLANOS PARALELOS É DADA PELA
DISTÂNCIA DE UM PONTO DO PRIMEIRO PLANO E O SEGUNDO PLANO
OU VICE-VERSA. DETERMINE A DISTÂNCIA ENTRE OS PLANOS 2X + 3Y
−Z+5=0
E 4X + 6Y − 2Z + 12 = 0
A) 7√14 ÷ 14
B) 5√14 ÷ 14
C) 3√14 ÷ 14
D) √14 ÷ 14
Y−1
A) √5
B) 2√2
C) √3
D) 2√3
A) 2x + 6y + 10 = 0
B) 2x + 6y + 15 = 0
C) 2x + 6y + 13 = 0
D) 2x + 6y + 17 = 0
GABARITO
A equação da reta na forma geral. Se estivesse em outro formato, teríamos que converter para
geral para obtermos o vetor normal. O vetor normal é AB
→ (2, 3), assim:
dA r =
|a XA + b YA + c|
√(a² + b²)
=
|2×2 − 4×3 + 6|
√(2²+3²)
√13
2√13
13
3. A distância entre o ponto (1, k) e (5, 5) vale 5. Determine o valor de k, sabendo que é
maior do que 6.
16 + (5−k)² = 25 → (5−k)² = 25 − 16 = 9 → 5 − k = ±3 → k = 2 ou k = 8
4. A distância entre dois planos paralelos é dada pela distância de um ponto do primeiro
plano e o segundo plano ou vice-versa. Determine a distância entre os planos 2x + 3y − z
+5=0
e 4x + 6y − 2z + 12 = 0
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
5. Determine o triplo da distância entre os pontos P(1, 1, 1) e a reta
y−1
No vídeo a seguir o professor vai desenvolver o cálculo que resultará na resposta desta
questão.
6. Determine a equação da reta que é equidistante das retas x − 3y + 4 = 0 e 2x − 6y + 18 =
0.
Este problema só tem sentido porque as duas retas são paralelas. A reta que apresenta a
mesma distância para as outras duas retas (equidistante) é composta dos pontos (x, y) que têm
a mesma distância para as retas dadas, assim:
dP r =
|aXp + bYp + c|
√(a²+b²)
|x − 3y + 4|
√(1² + 3²)
|x − 3y + 4|
√10
dP s =
|aXp + bYp + c|
√(a²+b²)
|2x − 6y + 18|
√(2² + 6²)
|2x − 6y + 18|
√40
|2x − 6y + 18|
2√10
|x − 3y + 9|
√10
dP r = dP s →
|x − 3y + 4|
√10
|x − 3y + 9|
√10
x − 3y + 4 = x − 3y + 9
x − 3y + 4 = −(x − 3y + 9)
→ |x − 3y + 4| = |x − 3y + 9|
VERIFICANDO O APRENDIZADO
A) 1
B) √2
C) √3
D) √5
2. DETERMINE A DISTÂNCIA ENTRE O PONTO A(1, 3, 0) E O PLANO Y − X
+ 2Z + 4 = 0.
A) √6
B) √5
C) √3
D) 1
GABARITO
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao longo deste tema, foi possível determinar os diversos tipos da equação da reta no R2 e no
Analisamos também as posições relativas entre as retas e entre os planos e os ângulos que
existem entre duas retas e dois planos. Por fim, examinamos a distância entre pontos, entre
ponto e reta e entre ponto e plano. Vimos os principais conceitos relacionados a reta e plano,
suas representações, e aplicamos os conceitos nas posições relativas, distâncias e ângulos.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
PEREIRA, P. Curso Geometria Analítica. YouTube. Consultado em meio eletrônico em: 02 jul.
2020.
STEINBRUNCH, A.; WINTERLE, P. Geometria Analítica. 2. ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987.
cap. 4, p. 99- 132, cap. 5, p. 143-178, cap. 6, p.190-201.
EXPLORE+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
IEZZI, G. Fundamento de Matemática Elementar 7. 4. ed. São Paulo: Atual, 1978. cap. 2, p.
25-45, cap. 3, cap. 4, p. 77-82.
Para aprofundar os conhecimentos adquiridos neste tema, veja mais alguns conteúdos
complementares.
CONTEUDISTA
Jorge Luís Rodrigues Pedreira de Cerqueira
CURRÍCULO LATTES