PSICOPATOLOGIA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
PERTURBAÇÕES DA ANSIEDADE
Condições mentais caracterizadas por padrões persistentes e inflexíveis de
comportamento, pensamento e funcionamento que causam sofrimento significativo para
a pessoa afetada e interferem nas suas relações interpessoais e na sua capacidade de
funcionar no dia a dia.
Podem desenvolver-se a partir de um conjunto de fatores de ordem química
cerebral, genética, biológica, de personalidade e de eventos da vida. São causadas tanto a
nível de agentes biológicos ou ainda a combinação dos mesmos.
Intervenção:
▪ Terapia e psicoterapia
▪ Farmacoterapia
▪ Intervenção em grupo
▪ Psicoeducação
▪ Exposição ao relaxamento
ANSIEDADE
▪ Agrupamento complexo de emoções cuja emoção dominante é o medo,
associando-se outras como a culpabilidade, amargura, vergonha.
▪ Além de um estado emocional, na maior parte das vezes traduz-se de forma
excessiva e desagradável.
▪ A angústia constitui a base de um estado ansioso, surgindo ante qualquer ameaça
à identidade e ao eu.
Tipos de Ansiedade
• exógena: relação com conflitos externos, pode ser desencadeada por eventos
stressantes, mudanças na vida, pressões sociais, traumas ou outras experiências
negativas
• endógena: origem interna, relacionada principalmente a fatores biológicos e
genéticos, pode ser influenciada por desequilíbrios químicos no cérebro,
predisposição genética para transtornos de ansiedade e outras condições médicas
ANGÚSTIA
• como traço: tendência habitual de um sujeito reagir com ansiedade; predisposição
estável e duradoura para experimentar níveis elevados de desconforto emocional
ao longo do tempo, refletindo uma característica de personalidade inerente
• como estado: implica uma situação atual, valorização do estado mental atual,
crise de angústia, estado permanente, reações emocionais temporárias e
específicas a situações ou estímulos momentâneos.
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ANSIEDADE FÓBICA
Tipo específico de transtorno de ansiedade caracterizado por um medo intenso e
irracional de um objeto, situação ou atividade específica, levando a uma resposta de
ansiedade aguda quando exposto a esses estímulos fóbicos.
Sintomatologia da Ansiedade Fóbica
Reações de Ansiedade: Experiência de ansiedade intensa e imediata ao encontrar
o objeto ou situação fóbica.
Resposta de Esquiva: Tendência a evitar ativamente o objeto ou a situação temida,
muitas vezes impactando as atividades diárias.
Sintomas Físicos: A ansiedade fóbica pode manifestar-se através de sintomas
físicos, como sudorese, tremores, taquicardia, falta de ar, tonturas ou náuseas.
Antecipação Ansiosa: A pessoa pode sentir ansiedade intensa só de pensar na
exposição ao estímulo fóbico.
ANSIEDADE GENERALIZADA
Condição mental caracterizada por ansiedade e preocupação excessivas sobre
vários eventos ou atividades quotidianas, havendo dificuldade em controlar essas
preocupações e muitas vezes antecipam o pior cenário possível, mesmo quando não há
uma ameaça real iminente. Este transtorno pode afetar diversas áreas da vida da pessoa e
levar a sintomas físicos e emocionais.
Complexo clínico manifestado de forma permanente, frequente em indivíduos de
personalidade neurótica. A ansiedade é um padrão constante nas suas vidas e esta
ansiedade é flutuante, não abandona o indivíduo. Com o tempo, variável entre indivíduos,
alcança-se a fase crónica.
INTERVENÇÃO – psicoterapia (psicanálise, psicoterapia centrada no cliente e psicoterapia
cognitiva); psicofármacos (ansiolíticos) e mudanças no estilo de vida
7 FATORES DA ETIOPATOGENIA DA ANSIEDADE
▪ Genética – vulnerabilidade no sentido em que certos genes podem estar
associados a uma maior propensão a desenvolver ansiedade, elevada prevalência
em familiares de primeiro grau
▪ Biologia – desequilíbrios neuroquímicos podem influenciar resposta ao humor
▪ Modelos animais – estudar animais ajuda a compreender os processos
neurobiológicos subjacentes à ansiedade de modo a desenvolver abordagens
terapêuticas
▪ Teorias comportamentais – explicação verosímil para a manutenção dos
comportamentos de evitamento fóbicos, não resolvem a questão da emergência
da crise, já que frequentemente surgem de modo espontâneo
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▪ Teorias cognitivas – valorização permanente dos estímulos externos interpretados
como ameaçadores, a intensidade e duração é determinada pela ameaça e
interpretação cognitiva dela
▪ Teorias dinâmicas – exploram como experiências passadas e conflitos
inconscientes podem influenciar a ansiedade, conflitos a nível do EU e do Super EU
▪ Life events – importância de um acontecimento tem repercussões em função da
personalidade e da vulnerabilidade biológica do sujeito, para além de outros
parâmetros como o suporte social.
PERTURBAÇÃO OBSESSIVA COMPULSIVA – não encaixa nas de personalidade
Presença automática e indesejada de pensamentos e imagens mentais
incomodativos que geralmente levam a impulsos. O seu aparecimento é acompanhado
pela estranheza, vergonha e tendência ao encobrimento.
Evolução e Prognóstico
▪ Pode haver remissão completa de sintomas permanente.
▪ Pode haver reincidências e persistir de forma crónica, geralmente face à vivência
de situações ansiogénicas
▪ Quando prevalece ao longo da vida torna-se parte do sujeito
PERTURBAÇÕES DO HUMOR
PERTURBAÇÃO BIPOLAR
É uma perturbação do humor, maníaco-depressiva, associada a alterações no
funcionamento do Sistema Nervoso Central. Ocorrem mudanças extremas no humor,
energia e atividade. As pessoas com perturbação bipolar experimentam episódios de
mania (ou hipomania, se menos intensa) e depressão, alternando entre esses estados ao
longo do tempo.
PERTURBAÇÃO BIPOLAR
Presença de um ou mais episódios maníacos ou mistos
Um ou mais episódios depressivos major (período prolongado de tristeza)
Varia tendo em conta o sujeito, se está a ter o primeiro episodio ou se já é recorrente
Durante episódios maníacos pode haver comportamento violento
Tendência a cronicidade
Inclui pelo menos um episódio maníaco.
Pode ter episódios depressivos, mas não são necessários para o diagnóstico.
Maior risco de psicose durante episódios maníacos.
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Caracteriza-se pela extroversão e impulsividade, labilidade emocional, tendência a
fantasia, liderança e criatividade com uma necessidade de aprovação social. Bizarria no
comportamento e vestimenta.
▪ Passagem ao ato - em casos extremos, os doentes passam de um estado afável
para a agressão física.
▪ Afetividade alterada (euforia, ironia, grande otimismo irrealista, falta de autocrítica)
▪ Atenção e curso do pensamento alterados (incoerência, fuga de ideias, confusão,
...)
▪ Conteúdo do pensamento (omnipotência)
▪ Sensoperceção (podem acontecer alucinações auditivas que se relacionam com o
delírio e estado de ânimo)
▪ Psicomotricidade e comportamento (hiperatividade, agitação, chama a atenção...)
▪ Memória- consciência - orientação (confusão, défices mnésicos para
acontecimentos a curto prazo e hipermnésia para acontecimentos remotos)
Mania: falta de críticas face às alterações, negação
INTERVENÇÃO - Apoio Psicológico, Psicoterapia (Modelos cognitivo-comportamentais,
dinâmicos, humanistas, …), Treino de competências de regulação emocional,
Psicoeducação, Psicofarmacologia (antidepressivos, quando pertinente)
DEPRESSÃO
Estado emocional caracterizado por grande tristeza, sentimentos de desvalia e
culpa, abstenção de contacto com outras pessoas, perda de sono, apetite, desejo sexual e
perda de interesse e prazer por atividades pessoais. Quando enfrentam um problema não
lhes surge uma solução.
Tipos de depressão
• Endógena: resulta de fatores internos, não tem aparentemente causa identificável
• Exógena: reação a algo que aconteceu na vida da pessoa
• Bipolar: alternam-se períodos hipo ou maníacos e melancólicos
• Involutiva: associada ao envelhecimento, episódios de agitação, sentimentos de
culpa, ruína, hipocondria e elevado risco de suicídio
• Somática: disforia secundária a transtornos orgânicos de diversa índole
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PERTURBAÇÕES DE PERSONALIDADE
Personalidade: A personalidade é definida como a soma das características emocionais,
cognitivas e comportamentais de um indivíduo. Quando essas características são
exageradamente rígidas e não adaptativas, podem configurar uma perturbação.
SUJEITOS ESTRANHOS - Incluem características excêntricas ou anormais, como
desconfiança extrema, isolamento social e pensamentos ou perceções peculiares.
• Personalidade Paranóide: desconfiança injustificada, hipersensibilidade a
críticas e restrição afetiva.
• Personalidade Esquizoide: dificuldade em estabelecer relações interpessoais,
indiferença a críticas ou elogios, e frieza emocional.
• Personalidade Esquizotípica: anormalidades de pensamento, perceção e
comportamento que não chegam ao nível de esquizofrenia.
SUJEITOS IMATUROS - Caracterizados por comportamento impulsivo, teatral ou
emocionalmente reativo.
• Personalidade Histriónica: busca constante de atenção, emoções intensas,
teatralidade e superficialidade nas relações.
• Personalidade Narcisista: sentimentos de grandiosidade, necessidade de
admiração e falta de empatia.
• Personalidade Antissocial: desrespeito persistente pelos direitos dos outros,
comportamentos impulsivos e ausência de remorso.
• Personalidade Borderline: instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades
nos relacionamentos interpessoais.
SUJEITOS AMEDRONTADOS - Relacionam-se ao medo e à evitação.
• Personalidade Evitante: hipersensibilidade à rejeição, baixa autoestima e evitação
de interações sociais.
• Personalidade Dependente: necessidade excessiva de cuidado, submissão e
dificuldade de tomar decisões independentes.
• Personalidade Obsessivo-Compulsiva: perfeccionismo, rigidez, preocupação
excessiva com regras e ordem.
• Personalidade Passivo-Agressiva: necessidade de atenção e reconhecimento,
prejuízo dos outros em benefício próprio.
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ETIOLOGIA
• Fatores Genéticos: evidências sugerem um componente hereditário em algumas
perturbações.
• Influências Ambientais: experiências precoces adversas, como abuso ou
negligência.
• Dinâmica Familiar: padrões parentais disfuncionais, como superproteção ou
controle excessivo.
• Fatores Socioculturais: expectativas e normas culturais que moldam a expressão
da personalidade.
TRATAMENTO
• Psicoterapia (Terapia cognitivo-comportamental)
• Tratamento Farmacológico (Usado para tratar comorbidades como ansiedade e
depressão, mas não modifica os traços de personalidade)
• Intervenção Familiar (Envolvimento da família para modificar dinâmicas
disfuncionais)
• Reabilitação Social (Ajuda na reintegração social e no manejo de
comportamentos problemáticos)
ESQUIZOFRENIA
Termo usado para distinguir um grupo de doenças cuja etiologia é desconhecida,
apresentando sintomas mentais característicos que levam, geralmente, à fragmentação da
personalidade.
O doente passa por experiências não habituais que não podem ser entendidas
como exageros ou prolongamentos de sentimentos familiares. O pensamento, a emoção,
a conduta e o movimento podem ser desordenados.
A doença é recorrente, aumentando em cada crise a incapacidade crónica até ser
atingido um determinado nível. O resultado é muitas vezes, a excentricidade, a
inadaptação social, ou a invalidez crónica, requerendo, frequentemente, hospitalização
prolongada.
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA
1. Alterações do pensamento
▪ Delírio processual (destrói a personalidade), irreversibilidade, invasão da vida da
pessoa, podem existir diferentes conteúdos.
▪ Alterações do ritmo de pensamento;
▪ Pensamento absurdo e mágico
▪ Bloqueio e interrupção do pensamento
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▪ Desagregação de pensamento (boa sintaxe, mas não há coerência no sentido)
2. Alterações da Senso-Perceção
▪ Pseudo-alucinações auditivas (+ frequentes, crítica pejorativa ao doente)
▪ Pseudo-alucinações visuais (menos freq., mais associado a síndromes orgânicos)
▪ Pseudo-alucinações cenestopáticas (cenestésicas) - relaciona-se com os órgãos
internos (picadelas, queimaduras, molestação sexual)
3- Alteração da Afetividade
▪ Embotamento afetivo (sente, mas não consegue expressar esse sentimento)
▪ Indiferença afetiva (não consegue sentir)
▪ Ambivalência Afetiva (2 sentimentos opostos sentidos ao mesmo tempo)
▪ Incongruência afetiva (reage com fenómenos que não interessam e manifesta
desinteresse a fenómenos que deveriam ser significativos, e.g. falecimento mãe)
4- Alterações Psicomotoras
▪ Estereotipias e Maneirismos
▪ Comportamentos em curto-circuito (não há tempo de reflexão entre pensamento
e ação)
▪ Ecopraxia (repetição de movimentos)
5- Alteração da Linguagem (perde a função social e converte-se em algo simbólico)
▪ linguagem simbólica, mágica, novas palavras (neologismos)
▪ linguagem desagregada (percebem-se as palavras, mas não a coerência do
discurso)
6- Alteração do comportamento
▪ condutas desordeiras (inadequado, desinibido)
PSICOSE
Perturbação mental em que a deterioração da função mental atinge um grau que
interfere marcadamente com a introspeção e a capacidade enfrentar as atividades do dia
a dia, ou bem de manter um adequado contacto com a realidade (OMS).
Não são perturbações quantitativas, mas categoriais, evidenciando-se uma clara
rutura no continuum existencial do indivíduo a partir de um determinado momento.
TIPOS DE PSICOSE
▪ Psicoses agudas: transtorno psicótico breve (psicoses reativas ou psicogénicas);
▪ Psicoses agudas e recorrentes (psicose ciclóide);
▪ Psicoses induzidas por substância ou psicoses orgânicas agudas.
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▪ Psicoses crónicas: esquizofrenia;
▪ Transtorno esquizoafetivo;
▪ Transtorno esquizofreniforme;
▪ Transtorno delirante persistente.
CLASSIFICAÇÃO ETIOPATOGÉNICA
▪ Psicoses endógenas (esquizofrenia)- nunca melhora, histéricas ou mitomaníacas
▪ Psicose exógenas (subst. tóxicas) – choques emocionais
▪ Psicoses sintomáticas (cons. doença orgânica) – não há lesões, surge de doença
▪ Psicose orgânica (tumores, epilepsia, encefalites) – lesão cerebral
- demências e psico-sindrome cérebro-focal
SINTOMAS POSITIVOS E NEGATIVOS
Positivos (produtivos, mais elaborados) - manifestações adicionais ou excessivas de
comportamento, cognição ou afeto que não são normalmente presentes, representam um
acréscimo ou uma ampliação da experiência normal e incluem:
Negativos (por defeito) - diminuição ou perda de funções ou características que são
normalmente presentes
TRATAMENTO
• Psicofarmacologia
• Psicoterapias individuais (depois da estabilização)
• Terapêutica Ocupacional
• Psicoterapia familiar
• Reabilitação social (tratamento cognitivo, intervenção no comportamento)
PERTURBAÇÕES ALIMENTARES
SIGNIFICADOS COMPORTAMENTO ALIMENTAR
Nível biológico - vital para a sobrevivência, padrão aprendido desde a infância
Nível Psicogenético - importância que tem essa alimentação a nível psicológico, desde o
1º momento da amamentação (alimento que estreita laços afetivos)
Nível Relacional - o que a sociedade determina (valores, diálogo, regras, socializar)
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CLASSIFICAÇÃO DAS PERTURBAÇÕES ALIMENTARES
1- PERTURBAÇÕES QUANTITATIVAS
• Anorexia (1ª e 2ª)
• Bulimia
• Potomania
2- PERTURBAÇÕES QUALITATIVAS
• Pica
• Mericismo ou ruminação
ANOREXIA
ANOREXIA NERVOSA OU 1ª
Caracterizada pela perda de peso como consequência de uma dieta rígida, busca
constante pela magreza, medo de engordar e distorção de imagem corporal. Não há perda
de apetite imediato. Possuem pensamento dicotomizado (tudo ou nada). Pode
desencadear perturbações do sono ou até amenorreia.
Fatores predisponentes: crenças estabelecidas no início da vida a nível individual,
familiar e socio-cultural
Fatores precipitantes: aqueles que originam o problema
Fatores de manutenção: aqueles que mantêm os problemas
ANOREXIA 2ª
Acontece a verdadeira perda de apetite como consequência de outras patologias
orgânicas.
Tratamento: aumentar o peso, tratamento dietético, psicológico, psicofármaco e familiar
PERTURBAÇÕES POR EXCESSO DE INGESTÃO
POTOMANIA
Ingestão excessiva de líquidos, geralmente de água, que muitas vezes se associa
características de personalidade histéricas. Por vezes ingeridos no sentido de induzir a
saciedade (importante fazer o despiste da diabetes).
BULIMIA NERVOSA
Episódios de ingestão descontrolada de grandes quantidades de alimentos, medo
de engordar, indução do vómito e o abuso de diuréticos e laxantes.
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Fatores predisponentes: socioculturais (desejo de estar magro, imagem ideal, falsas
crenças e cognições); individuais (obesidade ou sobrepeso mórbido, fatores de
personalidade); familiares (perturbações afetivas e familiares; obesidade na família;
história familiar de abuso de fármacos e de álcool)
Fatores desencadeantes - dieta por sobrepeso
Fatores perpetuantes - preocupação permanente pela imagem e peso
MANIFESTAÇÃO CLÍNICA
• Perda de controle sobre os alimentos ingeridos
• Prende-se com o engolir algo e não com as calorias
• Receio de engordar (sentimentos de culpa depois da ingesta)
• Cognições erradas em relação à comida, peso e figura
• Perturbações do sono
• Amenorreia
• Falta de controlo
• Baixa autoestima e isolamento social
COMORBILIDADE
• Transtornos do estado de ânimo (depressão major, ...)
• Transtornos da ansiedade (fobia, transtorno obsessivo, pânico, agorafobia)
• Transtorno obsessivo-compulsivo
• Consumo excessivo de fármacos ou outras substâncias (álcool, ...)
• Transtorno do controlo dos impulsos (cleptomania, autoagressões, desinibição
sexual)
• Transtornos da personalidade
Tratamento: restabelecimento do padrão alimentar normal, tratamento dietético,
psicológico, psicofármaco e familiar
PERTURBAÇÕES QUALITATIVAS DA ALIMENTAÇÃO
PICA ou ALOTRIOFAGIA - Perturbação centrada na ingesta permanente de substâncias
não nutritivas.
MERICISMO ou RUMINAÇÃO - Há perda de peso e incapacidade para aumentá-lo.
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PERTURBAÇÕES DE SINTOMAS SOMÁTICOS
Considera-se a existência de lesão orgânica mais ou menos prolongada/definitiva
• Perturbações de sintomas somáticos
• Perturbações da ansiedade relacionados com a doença
• Perturbações conversivas
• Fatores psicológicos que afetam outras condições médicas
• Perturbações factícias
• Perturbações sintomáticas somáticas com ou sem outra especificação
Perturbação Factícia - simulação repetida e coerente de sintomas, às vezes com
automutilações com o intuito de provocar sinais ou sintomas, a motivação não é
consciente, e não há busca de ganhos secundários financeiros. Também classificado
como uma alteração da personalidade.
"Síndrome de Münchhausen"- indivíduos que intencionalmente produziam e
apresentavam sintomas físicos para receber tratamento hospitalar frequente.
Características associadas eram mentira patológica (pseudologia fantástica) e a passagem
por diversos lugares para receber tratamento.
Perturbação conversiva - presença de 1 ou mais sintomas de alterações da função motora
e sensorial voluntária – deve efetuar-se um exame neurológico extenso para descartar
causas orgânicas do sintoma.
INTERVENÇÃO
• Somática (farmacológico se necessário)
• Psicológica (acompanhamento psicológico, psicoterapia)