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Uso de Plantas Medicinais na Saúde

Herbalismo, ou fitoterapia, é o estudo e uso de plantas para fins medicinais, com raízes na medicina tradicional e uma crescente aceitação na medicina moderna, apesar de ser considerada uma forma de medicina alternativa. A prática envolve o uso de compostos químicos das plantas que podem ter efeitos benéficos, mas também riscos de efeitos colaterais. A história do herbalismo remonta a milênios, com registros antigos de seu uso em várias culturas, e continua a ser uma prática comum em muitas sociedades ao redor do mundo.

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Uso de Plantas Medicinais na Saúde

Herbalismo, ou fitoterapia, é o estudo e uso de plantas para fins medicinais, com raízes na medicina tradicional e uma crescente aceitação na medicina moderna, apesar de ser considerada uma forma de medicina alternativa. A prática envolve o uso de compostos químicos das plantas que podem ter efeitos benéficos, mas também riscos de efeitos colaterais. A história do herbalismo remonta a milênios, com registros antigos de seu uso em várias culturas, e continua a ser uma prática comum em muitas sociedades ao redor do mundo.

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Herbalismo

Herbalismo ou fitoterapia é o estudo e utilização de plantas


para fins medicinais ou como suplemento alimentar. A palavra
Fitoterapia tem origem grega e resulta da combinação dos
termos Phito = plantas e Therapia = tratamento.[1] Ao longo de
maior parte da História, as plantas têm sido a base de grande
parte da medicina tradicional, cuja prática persiste em várias
regiões do mundo. A medicina moderna considera o
herbalismo uma forma de medicina alternativa e, em alguns
casos, pseudociência, dado que a sua prática não é estritamente A casca do salgueiro contêm uma
baseada em evidências segundo o método científico.[2] grande quantidade de ácido
salicílico, o qual é o princípio ativo
Embora na produção de medicamentos modernos sejam da aspirina. A casca de salgueiro
usados muitos componentes derivados de plantas, a sua seleção tem sido usada há milênios como
e eficácia é assegurada por evidências científicas. Embora a analgésico e febrífugo.
fitoterapia possa utilizar alguns métodos científicos para testar
a eficácia de plantas e medicamentos derivados de fontes
naturais, existem poucos ensaios clínicos de qualidade ou padrões de pureza e dosagem. Por vezes
a definição de herbalismo inclui produtos derivados de fungos e abelhas, sais minerais, carapaças e
algumas partes animais.

Descrição
As plantas sintetizam diversos compostos químicos que são utilizadas para desempenhar
importantes funções biológicas para o seu metabolismo, além de defesa contra predadores. Muitos
destes compostos fitoquímicos geram efeitos benéficos para a saúde do ser humano, e pode ser
utilizado para o tratamento de diversas doenças. Cerca de 12 000 destes compostos foram isolados
até hoje, e estima-se que estes sejam menos do que 10% do total mundial. Estes elementos são
processados pelo organismo humano de forma idêntica ao modo como são processados os
elementos das drogas utilizadas na medicina tradicional, o que concede ao tratamento fitoterápico
a mesma eficácia de um tratamento tradicional, mas também concede o mesmo potencial a
produzir efeitos colaterais.

O uso de plantas medicinais remonta desde a história ágrafa: a etnobotânica (estudo do uso
tradicional das plantas em diversas etnias) é considerada um método eficaz para a descoberta de
novos medicamentos. Diversos medicamentos atuais tiveram origem etnobotânica, como a
aspirina, o ópio, a quinina, entre outros.

O uso de ervas para o tratamento de doenças é quase universal nas sociedades não
industrializadas, e costuma ser bem mais financeiramente viável. De acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS) estima-se que cerca de 80% da população nos continentes Asiático e
Africano utilizam esta forma de medicina em um aspecto de cuidado da saúde primário. Estudos
dos Estados Unidos e Europa afirmam que como receita médica clínica o uso de ervas como
medicamento ainda não é tão comum, mas vem aumentando devido às evidências científicas
acerca a sua eficácia.

História
Como mencionado anteriormente, o uso de plantas medicinais remonta desde a história ágrafa.
Ervas utilizadas para tempero da comida também continham propriedades medicinais. O uso
destes temperos desenvolveu-se em parte devido à presença de certos patógenos no alimento.
Estudos mostram que em locais de clima tropical, onde a presença de tais patógenos é maior, a
culinária tradicional tende a ser mais temperada (e estes temperos costumam ter maior ação
antimicrobiótica). Vegetais, que presumivelmente são menos suscetíveis a estragar, costumam ser
menos temperados. Outros vegetais comumente utilizados na alimentação também apresentam
suas próprias propriedades não apenas nutritivas, mas também curadoras.

Antiguidade
Os primeiros registros
escritos do estudo
medicinal das plantas
remonta há 5000 anos com
os sumérios, que anotaram
seus conhecimentos em
placas de argila sobre
O óleo essencial do tomilho centenas de espécimes
(Thymus vulgaris), contêm 20-54% (entre eles a mirra e o
timol. Timol, é um poderoso ópio). Em 1500 a.C. os
antisséptico e antifúngico e é antigos egípcios escreveram
utilizado em uma vasta variedade o Papiro Ebers, o qual O Papiro Ebers (1550 a.C.) do
de produtos. Antes do
contêm informações sobre Antigo Egito possui uma prescrição
desenvolvimentos dos antibióticos
modernos, o óleo de tomilho era
850 plantas medicinais, sobre a aplicação tópica de
incluindo o alho, o Cannabis sativa (maconha) para
usado para sob bandagens. Timol
inflamação
também é utilizado para tratar junípero, a cannabis, a
infecções respiratórias. A infusão da mamona, a babosa e a
erva em água pode ser usada para mandrágora.
tosse e bronquite.
Na Índia, a medicina Aiurvédica faz uso de plantas como o
turmérico provavelmente desde 1900 a.C. Escrituras em
sânscrito de cerca de 1 500 a.C., como o Rigueveda, são alguns dos mais antigos documentos
existentes detalhando o conhecimento médico que formou a base do sistema aiurvédico. Várias
outras ervas e minerais usados na Aiurveda foram posteriormente descritos por herbalistas antigos
como Charaka e Sushruta durante o primeiro milênio A.C. O Sushruta Samhita atribuído a
Sushruta no século VI a.C. descreve 700 plantas medicinais, 64 preparados de origem mineral e 57
preparados de origem animal.

Diz-se que o mitológico imperador chinês Shennong foi o escritor da primeira farmacopeia
chinesa, o Sehnnong Ben Cao Jing. O Shennong Ben Cao Jing lista 365 plantas medicinais e seus
usos - incluindo a efedra (o arbusto que introduziu a droga efedrina na medicina moderna), o
cânhamo e a Hydnocarpus wightiana (um dos primeiros
tratamentos eficazes para a lepra). Sucessivas gerações se
basearam no Shennong Ben Cao Jing, assim como no Yaoxing
Lun (Tratado da Natureza das Ervas Medicinais), um tratado
do século VII, da dinastia Tang sobre medicina herbal.

O primeiro sistema de classificação científica foi desenvolvido


pelo filósofo Aristóteles e seu discípulo Teofrasto, onde
dividiram as plantas de acordo com o seu porte, em ervas,
arbustos e árvores.

Idade Média
Os mosteiros beneditinos foram as primeiras fontes de
conhecimento medicinal na Europa e na Inglaterra durante a
Idade Média. Contudo, a maioria dos esforços destas escolas Dente de leão (Taraxacum
officinale) contém um grande
monásticas eram focados na tradução de antigos trabalhos
números de princípios ativos
arábicos e greco-romanos, ao invés do desenvolvimento de farmacológicos, e tem sido usado
novos métodos e informações. Várias obras gregas e romanas há séculos como laxativo, diurético
sobre medicina, entre como outros assuntos, foram e depurativo, servindo de
preservados através de cópias feitas à mão. Além disso, os tratamento para problemas da bile e
monastérios tornaram-se centros de conhecimento médico, e do fígado
suas hortas de ervas providenciaram os materiais para o

A artemisinina é um fármaco que


Dioscórides Materia Medica, cópia em árabe, descreve as
serve como tratamento contra a
propriedades medicinais do cominho e do endro
malária, derivado da planta
artemísia. Sendo uma praga no
tratamento de doenças comuns. Ao mesmo tempo, a medicina mundo antigo, mais de 70 agentes
popular praticada em casa continuava sendo comumente de tratamento foram encontrados na
literatura médica grega do período
utilizada. Entre estes praticantes encontravam-se os homens e
clássico, do século V a.C. ao 3 d.C.
mulheres sábios, que prescreviam remédios naturais junto com
instruções para simpatias, benzas e feitiços. E então, com a
chegada da Inquisição, estes sábios tornaram-se alvos da histeria das bruxas na inquisição. Uma
das mulheres mais famosas na tradição de medicina herbal foi Hildegarda de Bingen, uma freira
beneditina do século XII e autora do Causae et Curae.
Escolas de medicina conhecidas como Bimaristan apareceram no século IX no mundo medieval
islâmico entre os persas e os árabes, que em geral eram mais desenvolvidos que a Europa na época.
Os árabes veneravam a cultura e aprendizado greco-romano, e traduziram 10 mil textos no seu
idioma para estudos mais aprofundados. Uma vez que viviam em um ponto estratégico comercial
entre os impérios da época, os viajantes árabes tiveram acesso a material vegetal provindos de
lugares distantes como a China e a Índia. Diversos artigos médicos e traduções destes foram
trocados no oriente. Botânicos e físicos muçulmanos contribuíram significantemente para a
expansão de tal conhecimento até então. Por exemplo, Abu Hanifa de Dinavar descreveu mais de
637 drogas provindas de plantas no século IX, e ibne Albaitar descreveu mais de 1400 plantas,
alimentos e drogas, das quais 300 foram de sua própria descoberta, no século XIII. Neste mesmo
século o método científico experimental foi introduzido no campo na medicina pelo botânico
Alandalus Abu Alabas Anabati, professor de ibne Albaitar. Anabati introduziu técnicas empíricas
nos testes, e separou os registros não testados dos que possuíam uma base de teste e observações.
Isto permitiu que a medicina desenvolvesse a ciência da farmacologia.

Bagdá era um importante centro de herbalismo árabe, assim como Alandalus entre os anos 800 e
1400. Abulcasis de Córdova (936–1013) escreveu obras que serviram como uma fonte importante
para a medicina europeia, enquanto ibne Albaitar (1197–1248) de Málaga descreveu o artigo mais
completo de conhecimento herbal, descrevendo o uso de 200 novas ervas, incluindo o tamarindo,
acônito e a nux vomica. Avicena lista em suas obras o uso de 800 drogas, plantas e minerais
testados tais como a noz moscada, senna, sândalo, ruibarbo, mirra, canela e água de rosas. Suas
obras permaneceram em uso nas escolas de medicina árabe e europeia até o século IX. Outras
farmacopeias incluem as escritas por Albiruni no século XI e ibne Zur no século XII (publicado em
1491).

Idade Moderna
Os séculos XV, XVI e XVII eram o auge do uso dos remédios herbais, vários deles eram disponíveis
em inglês e outros idiomas além de latim e grego. As duas obras mais conhecidas em inglês foram o
The Herball or General History of Plantas (1597) de John Gerard e o The English Physician
Enlarged (1653) de Nicholas Culpeper. O texto de Gerard era basicamente uma tradução pirata de
um livro escrito pelo herbalista bélgico Dodoens e suas imagens vinham de um trabalho botânico
alemão. A edição original continha muitos erros devido à fracassada combinação de duas partes.
Culpeper misturou medicina tradicional com magia, astrologia e folclore e devido a isso foi
ridicularizado pelos físicos da época embora este livro (assim como outras de suas obras) tiveram
uma popularidade fenomenal. As Grandes Navegações e o intercâmbio colombiano introduziu
novas plantas medicinais na Europa. O Manuscrito Badiano era um artigo herbal mexicano escrito
em náuatle e latim no século XVI. No segundo milênio, contudo, presenciou o começo de uma
lenta erosão da posição renomada dos efeitos terapêuticos das plantas. Isto começou com a Peste
Negra, a qual a maioria dos métodos médicos mostrou-se impotente. Um século depois, Paracelso
introduziu o efeitos de drogas químicas (como arsênico, sulfato de cobre, ferro, mercúrio e
enxofre). Estes eram métodos aceitos mesmo com os seus efeitos tóxicos devido à urgência do
tratamento da sífilis.

Referências
1. Educacao, Portal. «Portal Educação - Artigo» ([Link]
o/artigos/estetica/fitoterapia-o-que-e/36053). [Link]. Consultado em
14 de junho de 2020
2. «Hard to swallow» ([Link]
Nature. 448 (7150): 105–6. 2007. Bibcode:2007Natur.448S.105. ([Link]
abs/2007Natur.448S.105.). PMID 17625521 ([Link]
doi:10.1038/448106a ([Link]

Obtida de "[Link]

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