0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações30 páginas

Conflitos e Desafios na Sala de Aula

O documento retrata diversas interações em uma escola, incluindo conflitos entre alunos e professores, questões de respeito e aprendizado, e a luta de um aluno novo para se adaptar a um novo ambiente. Os diálogos refletem a dinâmica escolar, abordando temas como ansiedade, desrespeito, e a busca por conexão e compreensão. A narrativa destaca a complexidade das relações interpessoais e os desafios enfrentados por jovens em um contexto educacional.

Enviado por

tawanbantunes
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações30 páginas

Conflitos e Desafios na Sala de Aula

O documento retrata diversas interações em uma escola, incluindo conflitos entre alunos e professores, questões de respeito e aprendizado, e a luta de um aluno novo para se adaptar a um novo ambiente. Os diálogos refletem a dinâmica escolar, abordando temas como ansiedade, desrespeito, e a busca por conexão e compreensão. A narrativa destaca a complexidade das relações interpessoais e os desafios enfrentados por jovens em um contexto educacional.

Enviado por

tawanbantunes
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

REC(R)EIOS

Imagem. O sinal da escola toca e, em seguida, as luzes se apagam. Ouve-se choros.

AULA SARAH

SARAH: O que tá acontecendo aqui?!

Breve silêncio seguido de risadas e estalar de dedos. As luzes se acendem e a sala


permanece quieta.

SARAH: Bom dia, pessoal. Hoje vamos ver matéria nova, mas antes disso vou fazer
a chamada, tá bom?... Ana.
LUA: Aqui!

Sussurros na sala

SARAH: Arthur
EUGÊNIO: Faltou

A conversa começa a aumentar enquanto Kevin tira fotos pela sala.

SARAH: Bruno
KEVIN: Presente

No fundo da sala:
PETER: Qual foi?!
YUNA: Vai ver se eu to na esquina, vai!
PETER: Tá me tirando?
YUNA: Cê não cansa de mim, né?
PETER: Fica na sua, idiota.
SARAH: Ei! O que tá acontecendo ai?!
YUNA: Idiota é você!
SARAH (em direção à briga): Pode parar!
Começo da crise de ansiedade

PETER: Vai se foder!


YUNA: Sua mãe nasceu pelada.
PETER: Como é!? Vem pra cima então!!
SARAH (afastando os dois): Vocês querem ir pra direção?
YUNA: Melhor você ficar quieto, seu merdinha!
PETER: Dá licença professora, que eu vou quebrar esse arrombado aqui mesmo!
SARAH: Parem com isso! Eu quero dar a minha aula!
YUNA: Ele não me deixa em paz, professora!

Sarah volta para sua cadeira, ofegante

PETER: Pode deixar, te pego no intervalo


YUNA: Eu te pego no intervalo.

Crise de ansiedade; Dança (Sólida - Rasha); Quando a música para, os alunos


olham para a carteira vazia. O sinal da escola toca e todos voltam para o lugar.
Sarah sai da sala.
—--------------------------------------------------------------------------------------------------

AULA SAM
Sam (professor) entra na sala

PROFESSOR: Você aí! Leandro, não é? Você não consegue ter o mínimo de
respeito em sala de aula por um segundo sequer?
LEANDRO: Relaxa, Teacher. Não é tão sério assim.
PROFESSOR: Não é sério!? Você está perturbando a todos! Você pensa que a sala
de aula é a sua casa?
LEANDRO (dando de ombros): Às vezes, professor. Às vezes parece até mais
interessante.
PROFESSOR: Sua atitude é totalmente infantil! Como você espera aprender algo se
não presta atenção e atrapalha a todos?
LEANDRO (sorrindo): Ah, eu vou aprender, professor, de um jeito ou de outro. Até
porque minhas notas não atingem seu salário, não é?

Risadas

Professor: SILÊNCIO!
PROFESSOR (rindo de forma debochada): Prepare-se para encarar as severas
consequências de suas ações. Não recebo o suficiente para lidar com um MARGINAL
como você!
LEANDRO (suspiro de desprezo); Vai lá reclamar do meu comportamento com a
dona Márcia, vai.
PROFESSOR (enfurecido): Chamarei seu pai aqui, e espero que ele te dê uma surra
tão forte, que até eu sou capaz de dar.

Alunos se viram pra frente, a sala fica em silêncio.

LEANDRO (Rindo debochado): Que tal o senhor dar um oizinho pro vídeo?
(levanta celular gravando a situação)
Professor: Você está EXPULSO da sala de aula. (agarra o braço do garoto e o tira
da sala)

Alunos comentam sobre o ocorrido:

-Ele tá cansado!
- Eu também, nem por isso ele tem que descontar na gente.
- Mas pensa bem, ele sofre com salário, ninguém respeita a aula. Além de que o novo
ensino médio não afeta só a gente!
- Mas afeta PRINCIPALMENTE a gente, quem tá aprendendo somos nós, sempre
dizem que nos querem como protagonistas, mas nem nos tratam como gente. Parece
que na hora de tirar notas boas somos super capazes, mas pra escolher um corte de
cabelo não. A gente se mata de estudar, rala direto pra dar o melhor, e isso é “só o
mínimo” pros nossos pais e pra gestão, ele já é adulto, tem que ter o mínimo de
maturidade.
- Tá mas é difícil lidar com os próprios sentimentos, não importa a idade ou nível de
maturidade, é impossível suportar isso tudo.
- TÁ, mas sempre nos exigem maturidade sempre nos é exigido manter-se firme, por
que com ele tem que ser diferente?
- Ele TAMBÉM sofre, não anula o que a gente passa, mas não deixa de ser fato!

O sinal toca. Dois alunos permanecem na sala:

P1- vamos ver south park, pai?


P2- bora, mas onde que vê pai?
P1- baixa lupu TV ae pai!
P2- pode crê pae.
P1- ih mas a aula vai começar! E agora pai, deixa pra próxima?
P2- Nah! É aula de Lajota, não importa. Bora assistir senta aqui, pai!
P1- Ihh...! Ó o Papinho.
P2- do meu lado, pai... Aí aí.
—--------------------------------------------------------------------------------------------------

ÁUDIOS 1

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

DESCRIÇÃO DE PERSONAGEM 1

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
AULA MIGUEL
O professor entra na sala.

PROFESSOR: Bom dia gente, como cêis tão? (breve silêncio). Antes de explicar a
matéria da prova, eu trouxe mais uma frase pra vocês (escrevendo a frase na lousa):
A educação liberta.
GRUPO 1: A educação liberta.
GRUPO 2: A educação coberta
GRUPO 3: Uma nação coberta
GRUPO 4: "Nação coberta?" "Coberta de que?" "Que nação?"

Peter leva a cadeira para mais perto do professor. A coordenadora passa pela sala.

COORDENADORA: E aí, professor, tudo certo por aqui?


PROFESSOR: Tudo certo, sim. Tranquilo.
COORDENADORA: Escuta, mocinho, pode voltar! Volta pro seu lugar, vamos.
PETER: Ali eu não entendo o professor!
COORDENADORA: Entendo… Agora volta pro seu lugar.
PETER: Mas aqui tem espaço de sobra!
COORDENADORA: Não fui eu que fiz assim, só tô fazendo meu trabalho! Volta
agora!

Peter se retira da sala reclamando, a coordenadora vai atrás dele. O professor fica
sem reação e continua a aula.

PROFESSOR (desanimado): Bom, essa é a última parte da matéria. Copiem que eu


já vou explicar. A prova vai ser dia vinte e três.
GRUPO 1: A prova vai ser dia vinte e três
GRUPO 2: A prova vai ser no próximo mês
GRUPO 3: A prova não vai ser pra vocês
GRUPO 4: "Não tem mais prova?" "Mas tá acabando o bimestre." "Por que não?"
Tawan levanta e vai falar com o professor.

TAWAN: Professor, licença. Eu não to te entendendo…


PROFESSOR: Como assim? O que você não entendeu?
TAWAN: Acho que… tudo. É que não dá pra te ouvir de tão longe, sabe?
PROFESSOR: Sério?! Pode deixar que eu vou resolver isso!
O professor vai à sala da direção a fim de resolver o problema e recebe como
solução mais horas de trabalho.
—--------------------------------------------------------------------------------------------------

INTERVALO

O sinal toca e os alunos rapidamente correm para a fila da merenda. Alguns furam
a fila, outros não recebem comida, que acabou. Um aluno, Lucas, aparece com um
lanche que chama a atenção dos que não comeram ainda.

—-------------------------------------------------------------------------------------------------

CONVERSA ALUNO NOVO

Luz do palco azul. Lucas está parado de frente para o plateia, desconfortável, de
repente chega um outro aluno, olhar e andar amigável, e pergunta:

ALUNO: Oi. Seu nome é Lucas, né? O aluno novo.

Lucas se assusta e fica enrijecido.

LUCAS: Sim. O que tem?


ALUNO: Só pensei em conversar, mas você sempre tá com essa cara...
LUCAS: Porque eu não queria tá aqui.
ALUNO: Por que não?
LUCAS (com deboche): Porque essa escola é ruim, né?
ALUNO: Como assim ruim?
LUCAS: A comida é ruim, o material é ruim, as carteiras são ruins. O banheiro da
minha antiga escola não era fedido, os professores da minha antiga escola ensinavam
de verdade... As pessoas da minha antiga escola também eram melhores. (Lucas olha
para o aluno fingindo nojo).
ALUNO: A comida tem cheiro bom, o material tem de sobra, tem carteira pra todo
mundo, o banheiro é limpado antes e depois do intervalo, eu aprendo bem com
alguns professores...
LUCAS: Tá! Idai! A minha antiga escola era melhor! (irritado, faz sinal de dinheiro
com os dedos).
ALUNO: Seu grosso.
LUCAS: Vai embora, então! Me deixa sozinho que é melhor.

O aluno, irritado, se afasta batendo o pé, mas não deixa a cena. Lucas empina o
queixo e suspira, depois se agacha e abraça as pernas, com a cabeça para cima. O
aluno então volta, se aproxima e pergunta empático:

ALUNO: O que foi, ein?


LUCAS (com ressentimento na voz): Eu não queria tá aqui.
ALUNO: Se na sua escola tudo era melhor, então por que você veio pra cá?

Lucas mantém contato com a platéia.

LUCAS: Na minha antiga escola eu tinha amigos. Na minha antiga escola eu sorria,
na minha antiga escola eu dava risada. Na minha antiga escola eu abria meu caderno
com gosto. Na minha antiga escola tudo era colorido, mas na minha antiga escola
também era tudo pago. Um dia eu briguei com meus amigos, e aí ir pra escola virou
um desafio. Eu tinha dificuldade pra prestar atenção nas aulas porque eu só
conseguia pensar nos meus problemas. Nem falei mais com eles. Eu me senti
sozinho, e eu não tive ajuda. Então eu comecei a faltar, porque eu preferia ficar em
casa do que ir pra escola e ser excluído, mas meu pai só pensava nele: Ele me dava
bronca por ficar em casa mas nunca quis entender meus motivos, nunca quis saber
de verdade porque eu tava daquele jeito. Tudo o que ele fazia era brigar, brigar,
brigar! Isso só fez eu ter menos vontade de contar as coisas pra ele. Ele nem se
importa com os meus problemas mesmo, ele nem liga pro que eu passo todos os dias,
parece que ele só quer saber do quanto ele se esforçou na vida pra me dar o que eu
tenho. Se eu choro, eu sou ingrato, se eu fico triste, eu sou ingrato, se eu saio um
pouquinho da curva, eu sou ingrato. Foi aí que ele, por castigo, me mudou de escola,
mas agora que eu não conheço ninguém, agora que eu odeio meu pai, eu tô mais
sozinho ainda.

O aluno digere as palavras e se senta ao lado de Lucas, olhando para ele.

ALUNO: Tô achando que o seu problema não é essa escola.


LUCAS: O problema é você que não sai do meu pé.
ALUNO: Não é só por essa escola ser "pior" que a sua antiga escola, que você deve
usar de desculpa pra ser tão arrogante, se fingindo de rabugento, quando você só tá...
Azul.
LUCAS: Azul?
ALUNO: É, azul. Você tá triste, tão triste que desabafou com um estranho. Tá se
sentindo sozinho. Mas se eu tô aqui com você do seu lado, você não tá sozinho.

Lucas ri com ironia.

LUCAS: Não é bem assim que funciona.


ALUNO: Já pensou que, se você ficar menos azul e mais amarelo, você consegue
tirar essa cara de privada do rosto? Abrir um sorrisão que vai atrair muita gente legal
pro seu lado?
LUCAS: Se eu atrair gente legal pro meu lado eu vou acabar discutindo com elas
igual eu discuti com meus antigos amigos.
ALUNO: E você não acha que aprendeu com tudo o que aconteceu?

Lucas fica em silêncio por um instante para pensar.

LUCAS: Talvez eu devesse ter conversado com eles pra resolver o problema ao invés
de me esquivar deles.
ALUNO: Você também pode tentar fazer a mesma coisa com seu pai.
LUCAS: Meu pai nunca vai me entender.
ALUNO: Quem sabe se você tentar entender ele, ele também possa te entender.
Lucas processa em silêncio.

LUCAS: Eu posso tentar


ALUNO: Você pode ou vai?
LUCAS: Tá bom. Eu vou tentar. Como é seu nome mesmo?
ALUNO: Lucas

Lucas ri.

LUCAS: Lucas? O meu nome que é Lucas.


ALUNO: Sério? O meu também!

Ambos dão uma risada genuína.

LUCAS: Sabe... Tô me sentindo esquisito.


ALUNO: Esquisito como?
LUCAS: Sei lá. Vontade de andar de skate. Vontade de tomar sorvete, vontade de ver
filme, vontade de olhar pro mar, vontade de tirar foto, vontade de desenhar um
elefante, vontade de cantar, vontade de dar risada — Acho que eu já sei o que tá
acontecendo comigo.
ALUNO (empolgado): O quê?!

A luz do palco muda de azul para amarela.

LUCAS: Acho que eu tô me sentindo... Amarelo!

Lucas encolhe os ombros e sorri. Ele e o Aluno dão uma risada genuína.

ALUNO: Quer conhecer meus amigos, Lucas?


LUCAS: Quero sim, quero muito.

Os dois se levantam e saem do palco correndo.


—--------------------------------------------------------------------------------------------------
Entrevista

BSB

P1 - Tá comendo bolacha?
P2 - Biscoito.
P1 - Tanto faz, se mata sua fome serve... tá com fome?
P2 - Sim.
P1 - Já parou pra pensar que todo ser humano sente fome pelo menos 1 vez.
P2 - (Olha lentamente para cara do 1 )hmmmm
P1 - Fome é uma das maiores causas de morte!
P2 - Aham!
P1 - E é por isso que eu...
P2 - Quer uma, né?
P1 - É!
P2 - Tá com fome?
P1 - Sim.
P2 - Eu também.

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

FUNCIONÁRIOS DA LIMPEZA
Funcionários da limpeza entram no pátio

EUGÊNIO: Como eles sujam, né? Era só jogar no lixo, o que custa?
LUA: A comida eles jogaram.
EUGÊNIO: O que era hoje?
LUA: Não sei, só vi que foi pro lixo.
EUGÊNIO: Todo dia vai…
LUA: Na minha época não tinha isso não, onde já se viu…
EUGÊNIO: Eram outros tempos, né?
LUA: Era mais difícil mas era melhor, sabe? A gente tinha noção da vida, semancol.
É isso que falta neles: semancol!
EUGÊNIO: Ah, será?
LUA: Quando se tem tudo fácil assim a gente perde a noção da realidade. Eles
reclamam de tudo. E pior! É tanta falta do que fazer que eles vão atrás do problema e
brigam pra ver quem merece mais atenção! Ah, quer chamar a atenção coloca uma
melancia na cabeça.
EUGÊNIO: Eu acho que os problemas são outros, dona Teresa… Antes as pessoas
eram tão preocupadas com o básico que esquecia do resto. Hoje a gente entendeu
que, na verdade, o resto também é o básico.
LUA: A gente não tinha nem tempo pra pensar nisso, garoto!
EUGÊNIO: Então, mulher… hoje em dia as pessoas estão conhecendo a si mesmas
LUA: Elas tem é que arrumar um problema de verdade! Assim criam vergonha na
cara! Quem é que não se conhece?
EUGÊNIO: Calma, eles são novos, as preocupações vem depois
LUA: Novos? Nessa idade eu já trabalhava na casa da dona Alzira, cuidava da casa,
das crianças, ia pra escola!
EUGÊNIO: Mas não é porque a senhora passou por isso que todo mundo tem que
passar, a sociedade evoluiu
LUA: Evoluiu onde? Cada um vive num mundo da lua diferente, não se olha mais
nos olhos, eles só olham pro próprio umbigo, eles andam olhando pro próprio
umbigo, já viu?
EUGÊNIO: É o celular, mulher!
LUA: Então, o celular é o umbigo dessa moçada. Só se preocupa com aparência, a
pose da foto… selfie, né? A importância que eles dão pra opinião alheia, "ai porque
fulano não gosta de mim". Ah, me faça o favor! Vai arrumar o que fazer… fumar uma
maco…
EUGÊNIO: Mas qual o problema de usar o celular? As pessoas mantêm contato… E
você pode aprender muita coisa na Internet, já ouviu falar no chat gpt?
LUA: Já ouviu falar em livro?
EUGÊNIO (olha para lua e volta a varrer): Eu acho que quem reclama de tudo é a
senhora, hein! Ave Maria… Você diz isso tudo porque não tá acostumada
LUA: Tá me chamando de velha é, garoto?
EUGÊNIO: Tô!
LUA: Velho é o teu passado…
EUGÊNIO: Ah, eu prefiro hoje mesmo! É melhor, melhor pra se viver, entendeu?
Ainda é difícil, mas as pessoas estão assumindo suas identidades. Cê não sofreu
preconceito na sua adolescência não?
LUA: Claro que não, acha que alguém ia mexer comigo? Com a Raquel? Queria ver
quem é que ia se atrever a encostar um dedo nela, todo mundo ali me conhecia!
Sempre respeitaram a gente
EUGÊNIO: Você gostava dela, né?
LUA: Eu amava a Raquel… Ela também me amava
EUGÊNIO: Então o que impediu vocês de ficarem juntas?

Silêncio

LUA: Vai cuidar da tua vida, garoto! Desse jeito só vamos acabar isso amanhã.
Termina ai que eu cuido do banheiro…

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
BANHEIRO
Duas pessoas entram no banheiro. Personagem A pede papel higiênico ao
Personagem B

Personagem A: Por que tu não colou na escola ontem, véi?

Personagem B: Tive que levar meu irmão pra escola, minha coroa é empregada em
casa de família tá ligado, ela tá dormindo lá esse mês, ai to cuidando do meu irmão,
aí não deu pra mim vir.

Personagem A: Saquei, as coisas tão difíceis lá em casa, meu coroa foi comprar
cigarro e nunca mais deu as caras, agora tô trampando pra ajudar a pagar as contas
de casa.

Personagem B: Uhum, tu ficou sabendo do cara que tomou bala na rua de baixo,
perto do mercadinho?

Personagem A: É ouvi falar, truta. Você sabe que foi o Fabin, o que estudou com a
gente no ano retrasado, né? Dizem que foi a polícia que meteu bala.

Personagem B: Cê é louco mano. Que parada triste, eu quase já namorei o Fabin,


não sei como ele foi parar nessa vida.
Personagem A: Pô mano, ele se envolveu com os caras do corre, começou fazendo
coisa pequena, aí quando viu ele já tava todo enrolado.

Personagem B: Mas como os polícia acharam ele?

Personagem A: Pelo o que tão contando a polícia tava perseguindo ele, acharam a
moto roubada ou algo do tipo. Nem dá pra acreditar que a gente cresceu junto.

Personagem B: Que role pesado, tô ligado que a galera tá se mobilizando na


quebrada por causa disso.

Personagem A: É verdade, tão organizando um protesto. Precisamos de justiça,


mano

Um pequeno silêncio enquanto a tia da limpeza se aproxima. Ambos se levantam e


não dão descarga, com Personagem A se limpando e jogando o papel dentro da
privada. Eles saem, e a tia se aproxima dos banheiros.

Tia da Limpeza: Caramba, nem pra dar descarga! Que nojo!

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
DESCRIÇÃO DE PERSONAGEM 2

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

ÁUDIOS 2

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
DANÇA DAS CADEIRAS
Luzes apagadas e tic tac do relógio

- Eu não tô enxergando…

Silêncio. Luzes acendem e música começa a tocar - dança das cadeiras. Música
para. Todos sentam.

(escrevendo e lendo em voz alta) “Quem nunca esteve na prisão não sabe como é o
estudo.”
"estudo"?
Oi?
Não tá enxergando?
O que?
Estado. Tá escrito Estado.
Tem certeza? Acho que minha visão está ruim…
Não faz nem sentido o que você escreveu
Ana, você acredita em fantasmas?
Tá louca, menina? Ta repreendido! Isso nem existe. Se não vejo, não existe!
E Deus?
Claro que acredito!
Não… Deus você também não vê, certo?
Cuidado com suas palavras… Eu não vejo mas eu sinto, entendeu? Fantasma eu não
vejo e nem sinto. Isso aí é invenção pra botar medo nas pessoas, quando elas acham
que são vigiadas deixam de fazer algo. É pra isso que os fantasmas são criados: pra
botar medo!

O sinal da escola toca. Ana e Lúcia vão embora. A dança das cadeiras continua.
Música para. Todos sentam.

E ai!
- Suave?
- Qual seu nome?
- Prazer, eu sou a…
O sinal da escola toca. A dança das cadeiras continua. Música para. Todos sentam.

- Ei, psiu!
-…
- Ei!
- Não enche o saco!
- Acorda! Aqui não é lugar de descanso!
- Ah, vai se..

O sinal da escola toca. A dança das cadeiras continua. Todos sentam, menos esse.

- Ei, sai do meu lugar.


-…
- Não tá me ouvindo? sai do meu lugar!
- Cê tá falando com quem?
- Qualquer um, só quero meu lugar
- Esse lugar é meu
- Não é!
- Quem você acha que é?!! Ta louco!?
- Eu só to dizendo… que um desses é o meu lugar. Se resolvam entre vocês, mas
alguém precisa sair, entendeu?
- (os dois se olham) Dois ou um?
- Não dá pra fazer dois ou um com duas pess…
- Par ou ímpar!
- Já sei. Jokenpô. (levantando a mão fechada)
- Melhor de três?
- Fechou!

papel e papel
pedra e pedra
pedra e papel
- Eu não to gostando desse jogo…
- Não, não vale. Você aceitou
- Tá bom, vai

tesoura e tesoura
papel e papel
tesoura e papel

- Não, calma!
- Agora vai voltar atrás? Você também aceitou
- Espera um pouco…
- Pode parar, agora não tem volta. Jo… ken…
- Por que a gente tá fazendo isso? Por que ele mandou?
- Ah.. ele disse pra alguém sair né… (olhando para o verde) Escuta…
- Eu quero meu lugar.
- Você não tá vendo? Seu lugar não tá aqui!
- Claro que tá! um desses lugares é meu! por direito!
- Mas veja...
- (abrindo um papel amassado) Olha! Bem aqui! "a Constituição Federal de 1988
estabelece em seu Art. 6º que são direitos sociais a saúde, a alimentação, o trabalho,
o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, o transporte, a educação e a M-O-R-A-D-I-A.
Consegue ver? (mostrando o papel)
- (observa o papel) É, ele tem razão.
- Mas calma, o que é isso?
- Isso o que?
- O que tá escrito aí
- São meus direitos!
- Se você tem direito a isso, nós também temos!
- Você eu já não sei..
- Não faz sentido… Por que eu não recebi isso?
- Não é problema meu. Só sei que é meu direito está nesse lugar
- Onde você arrumou isso? Você criou isso!
- Claro que não! Olha essa letra! Isso não foi escrito por uma pessoa.
- Não ligo! Eu sentei no meu lugar e aqui vou ficar.
- Escuta… seu lugar deveria estar aqui, mas não está mais. E se roubaram seu lugar?
é uma possibilidade
- Quem faria isso?
- Alguém que não tinha um lugar e pegou o seu
- (surpreso) É claro! Como não pensei nisso? Eu vou matar o desgraçado que pegou
meu lugar!
- Deveria ir atrás dele!
- Mas você não acha muito difícil pegar o lugar de alguém? É um peso descomunal
levar um lugar consigo…
- É… pode ser. E se, na verdade, se esqueceram de você?
- Hahaha! Cê tá me tirando, né?
- É sério. E se não contaram direito? Acontece ué
- Tá louco? Eu tenho até o papel
- E daí?
- O que eu faço então?
- Faz um abaixo assina…
- Me empresta seu lugar então!
- Não, calma lá. Escuta... e se na verdade o seu lugar é um pouco... diferenciado,
especial, e por isso ainda não o identificou?
- Especial?
- É! Veja… se sentar em algum lugar, logo, esse lugar será seu. Te deram a liberdade
de escolher seu formato de lugar!
- Sério!? Não acredito!! Pra mim? Calma… são muitas possibilidades! Eu posso
sentar aqui, ou aqui.
- Sim! O chão é imenso!!
- (senta ao lado no chão) Haaaa! Veja só!
- (tentando ouvir) O que?
- Vocês estavam certos!
- Não disse? É a mesma coisa!
- Eu só... Não tô enxergando muito bem daqui de baixo… O que tá escrito?
- Eu não consigo te escutar
- Eu disse que -
Luzes apagam

- Eu não enxergo
- (personagens aos poucos) Eu não enxergo

Silêncio. Sinal toca


—--------------------------------------------------------------------------------------------------

AULA PROJETO DE VIDA


Há uma apresentação de trabalho onde Viky é obrigado a se apresentar na frente
de todos. É uma aula sobre "projeto de vida".

Viky: Eu tenho mesmo que apresentar?


Professor: Sim tem, como todos apresentaram. Bom, você é só mais um.
Viky: Mas eu não quero ser só mais um, tipo não no sentido só...esquece.
m
Viky anda até a frente da lousa pra frente de todos

Prof.: Por favor comece


Viky: Meu projeto de vida ... bom e ... eu quero ser artista, na área de canto na verd-
Prof.: Artista? Cantor? Tá querendo passar fome? Na vida você só vai ser alguém
importante se seguir a área de exatas.
Aluno 1: Alá, vai vender arte na praia.
Aluno 2: Com certeza vai morar debaixo da ponte ou vai ser só mais um ninguém
Viky: Mas eu não quero ser ninguém! Eu quero ser alguém! E eu sou alguém mesmo
que eu não seja a pessoa mais famosa do mundo, eu ainda quero ser algu-
Prof: Não diga bobagens, você não pode ser alguém se você não for bem sucedido
ou com uma profissão que lhe pague bem, viver do que ama não dá dinheiro, até no
amor, amor só funciona se a vida financeira dos dois está boa. Quando não está, o
casal briga e se desfaz, você que ache outro sonho senão vai acabar sozinho.
6Viky: Sozinho?
Prof: Sozinho e pior, pobre

A sala inteira ri e logo após toca sinal. Viky fica sozinha na sala sentada no seu
lugar enquanto observa as pessoas saindo da sala. Porém, uma pessoa fica

Guri: Oi, você tá bem depois do que aconteceu?


Viky: Eu não sei, eu tô meio confuso, sabe?
Guri: Confuso? Por quê?
Viky: Não sei, só… eu não sei dizer o que eu sinto ou como me expressar, não sei o
que dizer sobre o que eu quero ser e sobre o que eu deva ser, como devo me
comportar, me vestir, me olhar, me amar, me cobrar, me encher de desculpas até me
transbordar, cheio de medos e angústias, medo que julguem minha forma de falar,
andar ou até mesmo amar! Eu não sou ótimo, mas também não sou horrível, eu não
sei o que eu sou.
Guri: O que você quer ser?
Viky: Eu não sei mais, a minha cabeça não para de me atormentar. Estou cansado e
farto disso, só gostaria de respirar sem medo de falhar ou decepcionar meus pais,
meus amigos, meus professores ou eu mesmo.
Guri: É complicado falar sobre a gente, não só como presente mas como passado e
no futuro.
Viky: De qualquer jeito não somos ouvidos, se falarmos o que sentimos somos
diminuídos, a minha dor é irrelevante já que para todos não temos problemas, se
reclamarmos que estamos cansados vão nos responder:
Viky e Guri: “Mas você só estuda!”
Guri: E se não dissermos vamos ser afogados em nossos pensamentos e problemas
em grito silencioso.
Viky: Às vezes eu queria gritar o que eu sinto.
Guri: É só gritar.
Viky: Oi?
Guri: Grita!

👿
Viky: Agora?
Guri: Não tem ninguém aqui, grita!

Os dois ficam gritando e rindo como se por um instante ninguém iria os perturbar

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
EU TE AMO

- "Eu te amo".
- MENTIRA!
- Verdade, prô. Cheguei nele e falei isso, cansei de guardar pra mim. Tive que
externalizar.
- E ele disse o quê, menino? desembucha.
- Que não me ama do mesmo jeito, né prô. Eu sempre soube que era meio improvável
de ele me amar de volta. Ele também disse que é hétero. Não tem o que fazer.
- Aconteceu algo parecido comigo menino, quando eu era mais ou menos da sua
idade. Eu até tentei mudar meu jeito, entrar na bolha dele, mas nada que eu fazia
funcionava. Logo percebi que eu não precisava fazer nada além de me afastar e focar
em mim. Você devia tentar fazer o mesmo! Não fica remoendo se não você não vai
pra frente. Quando não é pra acontecer não acontece.
- Verdade, professor. Mas que doeu, doeu. Ainda vai doer por um tempo. Vai passar,
ou talvez nem passe. Mas por enquanto eu tenho isso aqui (mostra a escola), meus
amigos, e você também, né?
-Sim, querido. Ah, e nem te conto... Esses dias encontrei com o moço que te falei e
você não acredita o que ele me perguntou...
- O quê, prô? não faz suspense.
- Teve a audácia de perguntar se eu ficaria com ele no sigilo.
- E o que você disse?
- Eu dei pra ele... A PIOR DAS RESPOSTAS. Disse que eu não sou homem de sigilo,
nem de rapidinha. E que muito menos sou homem de não me apaixonar e me
entregar por inteiro, quando eu sinto é literalmente tudo ou absolutamente nada
—--------------------------------------------------------------------------------------------------

DEBATE

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

QUEM DESCOBRIU O BRASIL NÃO FOI CABRAL

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

SALA DOS PROFESSORES


Bate o sinal e os professores entram.

- Esse 3°A é insuportável, ninguém merece!


- Ah, tem que saber lidar com eles…
- Justamente. Não tô disposta. Peço uma pesquisa toda aula e fico mexendo no
Facebook.
- Eu quase não tenho voz lá dentro, mas quem quer aprender entende tudo, me
preocupo muito com o aprendizado deles.
- Nem plano de aula eu faço mais, invento qualquer coisa pra secretaria achar que tá
tudo certo.

Sarah atende o celular e sai da roda

- Comigo eles são muito tranquilos…


- Porque você leva eles pra quadra.
- Eu sempre aumento o tom da voz, as vezes uso meu microfone... Não me importa se
estão entendendo, mas dizer que não faço meu trabalho eles não podem.
- É difícil… Tem11 que tornar a aula interessante, mas eu faço o que eu gosto, eu
também aprendo com eles.
- Eu acho eles muito mal educados… Acharam que eu estava cometendo um crime
em ensinar versículos da bíblia! Hereges!

Sinal toca e professores saem da sala, menos Sarah, que continua a conversa no
telefone.

- (no telefone) Não sei como você consegue, filosofia me cansa!


- Ultimamente também tem me cansado…
- Então por que cê não muda de emprego? Manda uns currículos
- Pra onde, fia? A Filosofia só serve pra ser ensinada.
- Se não dá dinheiro, por que você continua?
-…
- Sarah?
-…

Sarah desliga o celular

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

EDUCAÇÃO E CAPITALISMO
Duas entidades entram das laterais, conversando em direção à borda do palco
onde Sarah está sentada.

- Você falha, falhou e falhará!


- Você não é nada sem mim! Eles só te usam e te jogam fora!
- Claro! Têm que pagar pra me ver de perto, sem verba não tem educação.
- Mas a culpa não é do dinheiro, você tá distorcendo tudo.
- Eu sei bem o que tá acontecendo. Mas eu te vi crescer e vou te ver cair.
- Ah, vou sim! Eles dependem de mim!
- É você que depende deles, seu imbecil!
- Comigo se têm liberdade de escolha! Podem decidir o que comprar, vender,
produzir, consumir…
- Se tiver grana!
- Ah, é o justo! Cada um tem o que merece. Agora tudo funciona perfeitamente!
- Perfeitamente onde? Você é falho, dissimulado, incompetente!
- Então quem que deu certo? Me diz, O comunis-
- Ei! Que isso?
-…
- (para o Capitalismo) Já senti esse cheiro! Eu te conheço?
- Conhece, só nunca viu a cara…
- (para a Educação) Há quanto tempo! Achei que ia te ver na escola também, mas lá
nem eu tenho voz.
- Vocês se conhecem?
- Os livros estão em todo canto, meu filho…
- Aah, mas não foi fácil não, viu?
- Culpa dele
- Abençoada seja a pirataria…
- Ô garota! Quem te deixou falar? O que você tem a oferecer?
- Tenho minha voz, seu canalha.
- E sua voz vale do que?
- Escuta aqui, você acha que -
- Espera! Da pra ouvir… lá no fundo. Entre as palavras…
- (suspira)
- Exatamente! Esses suspiros… esses me valem! Nas manchetes… nas fanfics! O -
primeiro, o último… Sempre geram lucro. Fique à vontade, fale o quanto quiser!
- Cê tá me usando?
- É o que ele faz.
- Não… Claro que não. Eu só tô aproveitando a oportunidade, moçinha. Não escuta
ela, tá caduca!
- Ela já me escutou bastante, na verdade. Ou você acha que alguém escolhe fazer
filosofia por dinheiro? Pelo menos você tem poder de escolha. Pode escolher se
morre do estômago ou do coração.
- Eu não escolhi nenhum dos dois.
- Mas e o dinheiro?
- Como?
- Filosofia? O que você ta ganhando com isso?
- Ganhando?
- …

Sarah se encontra sozinha.

- Ganhando o que?
- Aqui!
- A Sarah ganhou.
- Na verdade ela morreu, né? Ninguém achou ela.
- Mas alguém tem que ganhar
- Ah, finge que ela ganhou então. Vai, Sarah, pode contar!
Toca Panis et circenses enquanto Sarah conta. Algumas pessoas se escondem,
outras estão pulando corda, brincando de pula-mula e amarelinha. Algumas falam
durante as brincadeiras:

- Eu vou contar pra minha mãe!


- Você já sabe amarrar o cardaço?
- É c-a-d-a-r-ç-o!
- Lero-lero-lero, você não me pega!

A música para, as brincadeiras continuam sem som.


—--------------------------------------------------------------------------------------------------

ÁUDIO 3

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
Quando o áudio acaba, a última pessoa que Sarah encontra está encolhida no
centro do A~∆palco.

- Achei! Sua vez. Pode contar.

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
DESCRIÇÃO DE PERSONAGEM
__________________________
SECRETARIA JOANA E MIGUEL

______________________________

CADEIRA VAZIA, DADOS E INFORMAÇÕES

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

MÚSICA DESABAFO ESCOLAR


"tic tac
A escola é um oceano, preso no fundo, longe da superfície
tic tac
Pressão em meus pulmões e corpo, juro que gritaria se conseguisse
tic tac
Estuda, se frusta, machuca, tortura, amargura pura e sem cura
tic tac
Tanta incerteza, entende? Começo ou fim, pra trás ou pra frente?
tic tac
Sinto-me incerto, me fecho pra todos, mas no momento, vês-me aberto
tic tac”

[Intro]
c
Madrugando, só pra estressar
g. em
Porque é segunda, primeira aula, matemática a
c
encarar
em
Relaxo para respirar
Mas o sinal tocou e a professora faltou (de novo?)

[Verso 1]
c
Me pego tentando não cochilar
g. em
Pensando nas tarefas e trabalhos que deixei passar
c
Ensino médio, tortura, this is Shakespeare?
em. g
Matérias que não ensinam nem o necessário
Só estão lá para nos sufocar
c
[Tic-tac da mente, mente]
g
O tempo passa, rápido demais
em. D
Ainda que eu tente ser paciente, não há paz
c
O tempo é curto, nem dá pra respirar

(Respira)

[Refrão]
Só me deixa respirar 2x( c - em - g)
Só me deixa eu me acalmar ( c - em - g)
Só deixa eu relaxar( c - em - g)
c
Só me deixa
em. g
Só me deixa

[Verso 2]
c
Oh, cadeira vazia, o que aconteceu?
em
Um lugar que parecia preenchido, desapareceu
g
Agora é um lembrete de que a vida apodreceu
c
Mas a memória permanece, mesmo que tudo recomece
[Ponte]
em
A cadeira vazia nos faz refletir
g
A entender a importância do que nos trouxe aqui
c
O tic tac ecoa em sua timeline
O tempo é curto demais, nem dá para respirar
(Respira)

[Refrão]
Só me deixa respirar 2x ( c- em - g)
Só me deixa eu me acalmar ( c - em - g)
Só deixa eu relaxar( c - em g)
c
Só me deixa
em. g
Só me deixa
Só deixa eu relaxar 2x ( c - em - g )
c
Só me deixa
em. g
Só me deixa

[Final]
Hi, dear
My love
What did you do? yeah
Smile, they record you.

—--------------------------------------------------------------------------------------------------
ASSINATURA CAMISETAS

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

TODES DE JALECO

ficamos 14 anos na escola, 14 anos convivendo com vocês, professores, muitos foram
mais que mentores ou acolhedores, muitos foram uns queridos e outros muito
amigos.

a desavenças a brigas e encrencas dentro do ambiente escolar, mas eles sempre


estarão lá para nos ensinar e aconselhar

somos gratos a cada professor que passou pras nossas vidas, e como mudou as
nossas vidas

falo isso pensando naquele professor que me fez amar física, naqueles professores de
filosofia que tão diferentes que em 2 anos mudaram o sentindo da vida, da professora
de matemática mesmo odiada por muitos e muito amada também e carinhosa com
aqueles q convém, da professora de literatura que embarcou na aventura de amar á
sala de aula como mais ninguém...e para aquela que nunca me deu aula diretamente,
mas me ensinou muito, cuidou de mim dês de criança, que sempre foi a minha
esperança e minha alegria de viver, festeira, amiga, minha fada madrinha que nunca
irei esquecer, uma professora muito querida e é uma pena que nem todos puderam
conhecer
para minha professora madrinha essa homenagem é para você e para aqueles
professores que jamais irei esquecer .

—--------------------------------------------------------------------------------------------------

CENA 18 - MANIFESTO FUNK

Merenda presente escola pra frente


Verba faltou escola desandou
Desigualdade entrou aluno abandonou
—--------------------------------------------------------------------------------------------------
POESIA ESCOLHAS DE ESCOLA

Esses dias, passando pela minha antiga escola, eu encontrei um professor da minha
época,
ele me viu e me perguntou o que eu tava fazendo hoje…
Hoje tá tudo diferente, e o que eu falei pra ele foi algo mais ou menos assim:

Nesse caminho confesso


Algumas vezes eu me perdi por escolha
Própria de quem não tá na bolha
Mas isso também foi escolha

Não me fechei na redoma


Eu sempre preferi ser livre
Ainda que isso doa

Na real minto pra mim mesmo


Nem sempre isso foi escolha
É que eu tinha meu próprio tempo

E na porta da minha escola, eu vi um mano acendendo um cigarro


Ele tinha minha idade, e alguns problemas no bairro
Na casa, no trabalho,
E meu professor me disse: Eu também tentei salvá-los
Só que infelizmente não tava no seu alcance
Sem chance

Aos amigos que saíram por necessidade


Senti saudade
Eu escolhi ser artista, alguns priorizaram família
Eu tentei seguir nos trilhos
Do tipo que persiste ainda com a falta de incentivo
Mas prefiro lembrar daqui pelos bons momentos, pelos bons exemplos
Tipo um mano meu, estudou comigo, e eu vi ele cantando na TV esses tempos…

E se hoje eu sou quem sou,


foi graças a um professor, uma professora
Tentando fugir do processo que te fecha numa bolha

É que jovens sem aula, tão tipo numa jaula


Porque é bem difícil falar quando alguém te cala

E eu sinto que esse grito já tava entalado


Eu sinto que esse grito já tava entalado
Se te impediram de falar, hoje cê pode ser escutado

Eu quero fazer a diferença msm quando me deixam de lado


Eu quero fazer diferente pra eles não me deixarem de lado

Eu tô cansado
Depois de tanto tempo eu tô cansado
Mas quero levar algo daqui além de saudade

Pq até o conhecimento tá em falta faz um tempo


Me apeguei aos bons exemplos

Sabe, eu…já me dediquei bem mais


Eu já quis ser bem mais
Tanta gente fez mais…
Mas aprendi que exaustão e parar são coisas normais

Ninguém tem que tá bem o tempo todo


Seu futuro não se perde por um dia outro
E se não te faz bem
Procure onde faça
Eu tô cansado de farsas,

minha alma tá plena


Eu aprendi tantas coisas, e se aprendeu algo comigo, confesso, valeu a pena

Você também pode gostar