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Entendendo o Tromboembolismo Pulmonar

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação comum da trombose venosa profunda (TVP), com a TVP suprapatelar sendo a mais propensa a causar TEP. O diagnóstico envolve a avaliação de sintomas, fatores de risco e a aplicação de escores como o de Wells e Geneva, além de exames de imagem para confirmação. O tratamento padrão inclui anticoagulação com medicamentos como enoxaparina e heparina, dependendo da gravidade e características do caso.

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Entendendo o Tromboembolismo Pulmonar

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação comum da trombose venosa profunda (TVP), com a TVP suprapatelar sendo a mais propensa a causar TEP. O diagnóstico envolve a avaliação de sintomas, fatores de risco e a aplicação de escores como o de Wells e Geneva, além de exames de imagem para confirmação. O tratamento padrão inclui anticoagulação com medicamentos como enoxaparina e heparina, dependendo da gravidade e características do caso.

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PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

INTRODUÇÃO . . .

O TEP juntamente com a TVP fazem parto do grupo de Tromboembolismos venosos (TEV);

Normalmente a TEP é complicação da TVP, aproximadamente 70% dos trombos vieram


provenientes de uma TVP;
● Comum, ocorrer diagnóstico comitantes;

TVP mais comum é a infrapatelar


● É incomum causar TEP → NÃO é obrigatório anticoagular

TVP suprapatelar
● mais comum causar TEP → OBRIGATÓRIO ANTICOAGULAR

Sintomas TVP
● Empastamento da panturrilha, edema assimétrico, dor à palpação, aumento da
circulação colateral da panturrilha…

FISIOPATOLOGIA . . .

É um evento tromboembólico que ocorre na a. pulmonar ou em um dos seus ramos;

Efeito espaço morto: na unidade alvéolo-vascular, o sangue que deveria entrar pelo capilar
pulmonar para que ocorra a troca gasosa pela membrana alveolar não passa por conta do
evento tromboembólico, o que causa um “stop”. Na unidade alveolar, o alvéolo continua
sendo ventilado, todavia a troca gasosa não ocorre na região, já que não sangue (Efeito
espaço morto patológico);

Tríade de Virchow → Mecanismo para TEP


● Hipercoagulabilidade, lesão endotelial, estase venosa

FATORES DE RISCO . …..… .

Baseado na “European society of cardiology”


PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS .

B4:
● Sinal de dilatação do ventrículo direito

Hiperfonese de 2ª bulha
● Surge nos casos de hipertensão pulmonar

Síncope
● 10% dos paciente podem apresentar como primo manifestação
● Ocorre pela dilatação das câmaras cardíacas direitas que irão pressionar as câmaras
esquerdas, cai DC e causa hipoperfusão cerebral

TEP maciço:
● Se refere a instabilidade hemodinâmica → classificação CLINÍCA
● Definição:
○ PCR
○ Choque obstrutivo:
■ PAS maior que 90 mmHg OU
■ Necessidade de vasopresores para PAS menores de 90 mmHg E
■ Sinais de hipoperfusão → rebaixamento do nível de consciência,
hiperlactatemia..
○ Hipotensão persistente:
■ PAS maior que 90mmHg OU
■ Queda maior ou igual a 40mmHg da PAS de base por mais de 15min
sem outra causa aparente

PROBABILIDADE CLÍNICA PARA TEP………………………………………………….

Baseado na “European society of cardiology”


PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

Anamnese + EF + Fatores de risco

Escore de Wells:

● C (câncer) H (Hemoptise) I (imobilização) C (coração acelerado) O (outro


diagnóstico menos provável) (TVP) E (embolia prévia)

Escore de Geneva

Ambos os escores são sensíveis (confiável é não ser TEP), todavia tem baixa especificidade
(não é confiável para diagnosticar)

INVESTIGAÇÃO……………………………………………………………………………

Dependente da probabilidade clínica

Há dois tipos de exames que podemos fazer:


● De apoio ao diagnóstico

Baseado na “European society of cardiology”


PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

○ Troponina I e BNP → exames prognósticos


■ Importante já que se houver embolia pulmonar haverá uma dilatação
(produz BNP) agudas das câmaras cardíacas, podem fazer injúria
miocárdica (TP aumenta);

○ ECG
■ Taquicardia sinusal → achado + comum e pouco específico
■ Padrão S1Q3T3 → sugestivo, mas não é específico
● Olha pro D1 e vê uma onda S, olha pro DIII e vê uma
onda Q e uma T com inversão
● Esse padrão mostra sobrecarga de câmaras direitas

○ Raio-X
■ O mais comum é que ele não
esteja alterado
■ Sinal de Palla
● Dilatação da a.
pulmonar (parece uma
salsicha);
■ Sinal de Westermark
● Pulmão preto sem as
tramas vasculares;
■ Corcova de Hampton
● Infiltrado com formato
de cunho periférico com vértice triangular;
○ Normalmente está ligado a infarto pulmonar

○ Ecodopplercardiografia
■ TEP instável terá disfunção de VD, ou seja, usamos para analisar se a
instabilidade está sendo causada pela disfunção;
■ Mas lembrando que nem todo TEP com disfunção de VD é instável
■ Difícil visualizar o trombo;

○ D-dímeros
■ Tem papel de excluir o TEP em pacientes de TEP improvável
■ Valor de referência: maior que 500ng/ml (após os 50 anos é idade*10)

● Específicos para diagnóstico


○ Angiotomografia de tórax
■ Analisa o enchimento da a. pulmonar e a dilatação de VD
■ Classificação:
● À Cavaleira

Baseado na “European society of cardiology”


PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

○ Ocorre falha de enchimento na bifurcação da artéria


pulmonar → proximal
○ Maiores chances de estarem instáveis
● Lobar
○ Ocorre falha de enchimento em toda a parte lobar da a.
→ proximal

● Segmentar
○ Ocorre falha de enchimento em segmentos da artéria
pulmonar
● Subsegmentar
○ Achado pela angioplastia
○ TEP bem distal
○ Angiotomografia tem baixa sensibilidade nesses casos;

■ Cintilografia ventilação/perfusão
● Para fazer o raio-X deve estar normal;
● Na fase de ventilação → analisa as áreas que ocorreram a
ventilação marcado pela inalação do tecnécio
● Na fase de perfusão → analisa onde a a. pulmonar levou o
tecnécio que foi injetado
● Como fica o exame nos pacientes com TEP?
○ Ventila completo, todavia a áreas que não vão perfundir
bem.
● Usado em pacientes em pacientes com doença renal;

○ Arteriografia pulmonar → Padrão-ouro


■ Analisa os ramos da artéria pulmonar;
■ Todavia, invasiva e cara

MANEJO………………………………………………………………………………………

Baseado na “European society of cardiology”


PROBLEMA 5: TROMBOEMBOLISMO PULMONAR

TRATAMENTO………………………………………………………………………………

Anticoagulação
● Enoxaparina 1mg/kg de 12/12h
○ Mais utilizado

● Heparina não fracionada em bomba de infusão contínua


○ Controle de TTPA
○ Usado em obesos, disfunção renal
● Fondaparinux
● Varfarina
○ Usado após a fase aguda
○ Tem que iniciar ela + heparina para chegar no INR terapêutico

Baseado na “European society of cardiology”

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