História
Período Pré-colonial
Os primitivos povos de Moçambique eram bosquímanos caçadores e recolectores. As grandes
migrações entre 200/300 DC dos povos Bantu de hábitos guerreiros e oriundos dos Grandes
Lagos, forçaram a fuga destes povos primitivos para as regiões mais pobres em recursos.
Antes do séc. VII, foram estabelecidos Entrepostos comerciais pelos Suahil-árabes na costa
para trocar produtos do interior, fundamentalmente ouro e marfim por artigos de várias origens.
Penetração Colonial
No final do séc. XV há uma penetração mercantil portuguesa, principalmente pela demanda de
ouro destinado à aquisição das especiarias asiáticas.
Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Sofala
(1505), Ilha de Moçambique(1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares
apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde
estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544). O propósito, já não
era o simples controlo do escoamento do ouro, mas sim de dominar o acesso às zonas
produtoras do ouro. Esta fase da penetração mercantil é designada de fase de ouro.
As outras duas últimas por fase de marfim e de escravos na medida em que os produtos mais
procurados pelo mercantilismo eram exactamente o marfim e os escravos respectivamente. O
escoamento destes produtos acabou sendo efectivado através do sistema de Prazos do vale do
Zambeze que teriam constituído a primeira forma de colonização portuguesa em Moçambique.
Os prazos eram uma espécie de feudos de mercadores portugueses que tinham ocupado uma
porção de terra doada, comprada ou conquistada.
A abolição do sistema prazeiro pelos decretos régios de 1832 e 1854 criou condições para a
emergência dos Estados militares do vale do Zambeze que se dedicaram fundamental ao
tráfego de escravos, mesmo após a abolição oficial da escravatura em 1836 e mais tarde em
1842. No contexto moçambicano as populações macúa-lómué foram as mais sacrificadas pela
escravatura. Muitos deles foram exportadas para as ilhas Mascarenhas, Madagáscar, Zanzibar,
Golfo Pérsico, Brasil e Cuba. Até cerca de 1850, Cuba constituía o principal mercado de
escravos Zambezianos.
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Com o advento da conferência de Berlim (1884/1885), Portugal foi forçado a realizar a
ocupação efectiva do território moçambicano. Dada a incapacidade militar e financeira
portuguesa, a alternativa encontrada foi o arrendamento da soberania e poderes de várias
extensões territoriais a companhias majestáticas e arrendatárias. Companhia de Moçambique
e a Companhia do Niassa são os exemplos típicos das companhias majestáticas. Companhia
da Zambézia, Boror, Luabo, sociedade do Madal, Empresa agrícola do Lugela e a Sena Sugar
Estates perfazem o exemplo des de companhias arrendatárias. O sistema de companhias foi
usado no Norte do rio Save.
E, estas dedicaram-se principalmente a uma economia de plantações e um pouco do tráfego de
mão de obra para alguns Países vizinhos. O Sul do Rio Save (províncias de Inhambane, Gaza
e Maputo) ficaram sob administração directa do Estado colonial. Nesta região do País foi
desenvolvida basicamente uma economia de serviços assente na exportação da mão de obra
para as minas sul-africanas e no transporte ferro-portuário via Porto de Maputo. Estada divisão
económica regional explica a razão da actual simetria de desenvolvimento entre o Norte e o Sul
do País.
A ocupação colonial não foi pacífica. Os moçambicanos impuseram sempre lutas de
resistência com destaque para as resistências chefiadas por Mawewe, Musila, Ngungunhane,
Komala, Kuphula, Marave, Molid-Volay e Mataca. Na prática a chamada pacificação de
Moçambique pelos portugueses só se deu no já no séc. XX.
A Luta pela Independência
A opressão secular e o colonial fascismo português acabaria por obrigar o Povo moçambicano
a pegar em armas e lutar pela independência. A luta de libertação Nacional, foi dirigida pela
FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Esta organização, foi fundada em 1962
através da fusão de 3 movimentos constituído no exilo, nomeadamente, a UDENAMO (União
Nacional Democrática de Moçambique), MANU (Mozambique African National Union) e a
UNAMI (União Nacional de Moçambique Independente). Dirigida por Eduardo Chivambo
Mondlane, a FRELIMO iniciou com a luta de libertação Nacional a 25 de Setembro de 1964 no
posto administrativo de Chai na província de Cabo Delgado.
O primeiro presidente da FRELIMO, Eduardo Mondlane, acabaria por morrera assassinado a 3
de Fevereiro de 1969. A ele sucedeu Samora Moisés Machel que proclamou a independência
do País a 25 de junho de 1975. Machel que acabou morrendo num acidente aéreo, ainda por
explicar, em M'buzini, vizinha África do Sul acabou sendo sucedido pelo actual presidente da
República, Joaquim Alberto Chissano.
A partir do início dos anos 80, o País viveu num conflito armado dirigido pela RENAMO
(Resistência Nacional de Moçambique) apoiada pela regime sul africano do Apartheid. O
conflito que ceifou muitas vidas e destrui muitas infra-estruturas económicas só terminaria em
1992 com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz entre a FRELIMO e a RENAMO. Em 1994 o
País realizou as suas primeiras eleições multipartidárias ganhas pela FRELIMO que voltou a
ganhar as segundas realizadas em 2000. Em Outubro de 2004, o País realizou as suas
terceiras eleições multipartidárias.
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ReligiãoCristianismo: Catolicismo e protestantismo (30%)
Islamismo: Norte do País (20%)
Cultos tradicionais: (50%)
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