Análise Preliminar das Perdas de Potência no
Percurso para Tecnologia LoRa em Ambiente
Indoor na Frequência de 915 MHz
Abstract − Low Power Wide Area Networks (LPWAN) central de monitoramento em tempo real e os estudos
represent a new trend in the evolution of envolvendo o emprego de veículos aéreos não tripulados
telecommunications designed to enable a wide range of (VANT), por uma intercomunicação empregando redes sem
Internet of Things (IoT) applications, presenting great fio [3].
acceptance on the world stage due to large signal coverage, Este artigo tem como propósito apresentar a verificação do
low power consumption and low energy consumption desempenho de um sistema de comunicação móvel baseado
implementation cost. The present work aims to establish em rede de sensores sem fio, mais especificamente à
the characterization of the indoor propagation tecnologia incipiente denominada LPWAN (Low Power Wide
environment, from the path loss data in the frequency Area Network) com o emprego do protocolo de comunicação
range of 915 MHz ISM band using 14 dBm transmit power LoRaWAN (Long Range Wide Area Network), em ambiente
and spreading factor 7, 9, 10 e 12, and thus obtain the indoor, com o objetivo de se obter dados de perda de potência
coverage of the signal LoRa. durante o percurso do sinal transmitido, no enlace ponto a
ponto (P2P) na faixa de frequência de 915 MHz.
Palavras-Chave − LoRa; Caracterização; Propagação A caracterização do canal rádio móvel foi estabelecida
através do enlace entre dois dispositivos móveis, sendo a
I. INTRODUÇÃO estação transmissora fixa e a receptora móvel, para a
campanha de medições estacionárias no interior das
Na atualidade, observamos um mundo cada vez mais dependências do Bloco D do Prédio de Engenharia, localizado
tecnológico em que a capacidade de monitoração da no Campus Praia Vermelha da Universidade Federal
informação tornou-se relevante. Nas últimas décadas, houve Fluminense (UFF).
um crescimento exponencial no número de dispositivos O presente trabalho encontra-se estruturado da seguinte
conectados à rede mundial de computadores, o surgimento da maneira. Seção II apresenta os conceitos teóricos referentes a
Internet das Coisas (IoT) possibilitou que objetos físicos se tecnologia LoRa (Long Range) e o protocolo LoRaWAN, sua
conectassem a centrais específicas de processamento com a estrutura, funcionalidades da camada física e as propriedades
capacidade de auto-organização, compartilhamento de da rede. Na Seção III é apresentado uma descrição do ambiente
informações e recursos, reagindo e agindo diante de situações de medições e suas peculiaridades e o setup de transmissão e
e mudanças no ambiente estrutural e produtivo industrial [1]. recepção. Na seção IV contempla o ponto principal deste
A quarta revolução industrial ou Indústria 4.0 baseia-se na trabalho, a metodologia das medições e o processamento dos
intercomunicação de dispositivos móveis, redes de sensores, dados. Na seção V é apresentado os resultados após o
tecnologias de localização e dispositivos inteligentes processamento dos dados e na seção VI é apresentado as
conectados em nuvem (Cloud Computing) possibilitando a conclusões desse trabalho baseada nos resultados obtidos
análise e o processamento massivo dos dados (Big Data durante a campanha de medições, bem como sugestão de
Analytics) sejam gerenciados por sistemas cognitivos, com trabalhos futuros.
isso, apresentando um impacto significativo na produtividade,
pois representa a automação industrial e a integração de II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
diferentes tecnologias visando promover a digitalização das
atividades produtivas e melhorando o processo como um todo. LoRa é uma tecnologia de rede de comunicação sem fio
Geralmente dadas as características físicas onde as máquinas de código aberto, desenvolvida e patenteada pela empresa
e elementos da cadeia produtiva são instalados, os dispositivos Semtech e operando nas bandas de frequência ISM (Industrial,
inteligentes que monitoram os processos físicos, em sua Scientific and Medical) [3].
grande maioria, empregam dispositivos de rádio frequência O enlace de comunicação LoRa possibilita uma grande
para o envio das informações. Entretanto, os dispositivos de cobertura do sinal, atingindo enlaces na ordem de 10 km em
comunicação sem fio sofrem degradação do sinal de áreas urbanas e suburbanas e de até 30 km em áreas rurais.
comunicação em função das características do canal de Uma de suas principais características é o seu funcionamento
propagação, logo sendo imprescindível uma análise e com baixos níveis de sensibilidade no receptor, em torno de
avaliação da robustez do sistema de comunicação e o -148 dBm [5]. A seguir serão apresentadas as características
conhecimento do comportamento do sinal. intrínsecas da camada física e o protocolo de comunicação
Atualmente, as tecnologias LPWAN associadas a LoRaWAN.
dispositivos inteligentes têm uma ampla aplicabilidade em
emprego dual, ou seja, em setores da sociedade civil e também A. Camada Física
no cenário de emprego militar.
Podemos citar a aplicabilidade das redes de sensores sem fio A rede LoRa possui uma camada física ou modulação
no monitoramento de paraquedistas [2], cujo propósito é proprietária. A modulação LoRa se baseia no método de
realizar a transmissão dos dados vitais do combatente para uma espalhamento espectral Chirp Spread Spectrum (CSS). Esta
técnica de codificação para transmissão digital do sinal, que Fig. 1: ToA em função do payload para os diferentes
usa a técnica de espalhamento no espectro de frequência valores de SF [9].
gerando um sinal de portadora através de pulsos chirp, ou seja,
o espalhamento espectral codifica os bits em símbolos, sendo Ressalta-se que a variação dos parâmetros de SF
que cada símbolo é representado por múltiplos “chips” e influenciam na sensibilidade do limiar de recepção em termos
modulando os pulsos de chirps temporalmente [6]. de potência, tempo de duração de símbolo, cobertura do sinal
As transmissões dos símbolos ocorrem através da variação e na taxa de transmissão do enlace [5]. A taxa de transmissão
da frequência do sinal senoidal em relação a uma frequência Rb, representa a taxa de bits efetiva do sistema podendo ser
base. Esta variação é denominada up-chirp quando a calculada como:
frequência é crescente e down-chirp quando a frequência
decresce. Dessa forma, a informação que o sinal transporta é +,
&: = ;< ∗ ∗ >& [:?'] (4)
dada pelos saltos de frequência, sendo que um salto quando -./
decodificado representará um símbolo, que consequentemente
Outra variável importantíssima da camada física é a taxa
representará um ou mais bits de dados, configurando M
de codificação (Code Rate - CR). Este parâmetro define a
valores possíveis. Considerando SF como o Spreading Factor
quantidade de bits acrescidos aos dados de redundância na
ou Fator de Espalhamento, ou seja, o parâmetro responsável
mensagem, cujo objetivo é realizar a recuperação de erros e
por definir a quantidade de chirps que a portadora de dados
influencia diretamente na robustez do enlace de comunicação,
envia por segundo, tem se que:
com isso maximizando a probabilidade de recepção bem-
sucedida de pacotes.
! = 2 $% (1)
@
A taxa de símbolo (Rs) é a razão entre a taxa de chips e a >& = , com “n” ∈ {1,2,3 e 4} (5)
@AB
taxa em que a informação é espalhada sendo calculada como:
Na Fig. 2 são apresentados os parâmetros variáveis da
( +, *123454 camada física para uma rede LoRa.
&' = = (2)
)* -./ *
Normalmente, as redes LoRa podem utilizar larguras de
banda (BW - Bandwidth) de 125, 250 e 500 kHz e SF
selecionáveis de 6 até 12 [7]. A relação entre BW e SF é
essencial para determinar o Time on Air (ToA), que é o tempo
total decorrido para uma transmissão de dados em função do
payload. Para a transmissão de um pacote com 50 bytes usando
BW de 125 kHz, o ToA é de 0,113s para SF-7, enquanto
usando SF-12 o ToA é de 2,62s, ou seja, a latência para
recepção dos dados é de pelo menos 20 vezes superior para
SF-12 do que SF-7 [8]. Na Fig. 1, é apresentado o gráfico do
ToA em função do SF.
A partir de (2), a duração de um símbolo LoRa (Ts) pode Fig. 2: Comparativo da escalabilidade da rede LoRa.
ser determinada por: Fonte: LoRa® Alliance [6].
( -./
6' = = ['] (3) B. Protocolo LoRaWAN
7* +,
O Protocolo LoRaWAN é um protocolo de camada de
enlace de dados que estabelece as regras e parâmetros de
comunicação entre os componentes da arquitetura e de acesso
ao meio através da Camada Medium Acess Control (MAC) do
sistema, permitindo a troca de informações entre dispositivos
periféricos e o gateway [10].
A arquitetura típica da implementação de uma rede
LoRaWAN é composta por end-devices que se comunicam
com um ou mais gateways através de uma rede em topologia
em estrela. No que tange à especificação da camada, a
transmissão dos dados é executada em canais diferentes, logo
os end-devices são pré-configurados conformes as classes de
dispositivos (Classes A, B e C), oferecendo um câmbio entre
duração da bateria e latência no downlink. A Fig. 3, apresenta
as características das classes do sistema LoRa.
Fig. 5: Planta baixa do 1° andar [12].
Na Fig. 6 é apresentado o layout do interior do Bloco D do
prédio de Engenharia.
Fig. 3: Comparativo entre as classes de dispositivos [11].
A camada MAC é responsável pelo gerenciamento de todo
fluxo de dados, definindo comandos utilizados em
comunicações bidirecionais, com isso permitindo a verificação
de conectividade, alteração do canal de comunicação,
adaptação da taxa de dados, dentre outras funcionalidades.
III. AMBIENTE E SETUP DAS MEDIÇÕES
Para possibilitar a caracterização e análise da cobertura do
sinal em ambiente indoor, em diferentes situações (com e sem
linha de visada entre transmissor e receptor), foram realizadas
medições pontuais e estacionárias para obtenção dos dados que
permitisse o cálculo da perda de potência do sinal em função
da variabilidade de diferentes configurações de fatores de
espalhamento utilizados na modulação LoRa. Neste tópico
serão apresentadas as características do ambiente e a descrição Fig. 6: Hall e corredores do Bloco D [12].
do sistema de medição.
B. Setup das Medições
A. Descrição do Ambiente de Medição
Para realização das campanhas de medições, foi
As campanhas de medições foram realizadas no interior do estabelecido um sistema composto por dois micro-
Bloco D do prédio de Engenharia da UFF, sendo o mesmo um controladores com Placa Heltec ESP32 LoRa (Datasheet
edifício de alvenaria da década de 70, que possui 5 andares e SX1276) e display de Oled, sendo um transmissor e outro um
fachada envidraçada. Os andares apresentam separações receptor, duas antenas monopolo Whip e cabos coaxiais
internas com paredes de concreto, janelas de vidros e portas de interligando o dispositivo na antena. Foram estabelecidos os
drywall. parâmetros de configuração nos dispositivos ESP32 LoRa de:
No interior do Bloco D, as dimensões de cada andar são de frequência da portadora de 915 MHz, potência de transmissão
125 m (comprimento) x 20 m (largura), a Fig. 4 apresenta o de 14 dBm, largura de banda de 125 kHz, fatores de
layout da planta baixa do 2° andar do prédio de Engenharia espalhamento 7, 9, 10 e 12 e ganho das antenas de 5 dBi.
que apresenta layout similar aos andares 3, 4 e 5. Por outro O sistema de transmissão permaneceu fixo na parte externa
lado, como pode ser observado na Fig. 5, o 1˚ andar apresenta do Prédio de Engenharia, mas com linha de visada para o
um layout diferente dos demais. Bloco D e a unidade receptora permanecendo no interior do
bloco em questão. Os sistemas de transmissão (Tx) e recepção
(Rx) foram montados sobre um carinho, para facilitar o
deslocamento e, também para posicionar suas antenas a 1
metro de altura em relação ao piso. Na Fig. 7, é apresentado o
posicionamento da antena transmissora.
Fig. 4: Planta baixa do 2° andar [12].
mensurar a perda de potência média do sinal, considerando
uma fonte pontual isolada e sem a presença de obstruções.
FG HG HI JK
Pr E = (6)
@L K M K
O cálculo da potência média recebida, em dBm, foi
realizado subtraindo o ganho do receptor e somando o valor de
offset de 46, calculado após simulações experimentais [11], ou
seja:
NO EPQ = RSSI EPQ − VWXℎZ &[ + Z]]'^_ (7)
Fig. 7: Posicionamento da antena Transmissora [12].
Para o cálculo das perdas de potência do sinal durante o
percurso ou path loss (PL), temos:
IV. METODOLOGIA E PROCESSAMENTO DOS DADOS
N` EP = ab&N − Pr (EPQ) (8)
O objetivo das campanhas de medições foi a obtenção de
dados de potência recebida, com a finalidade de verificar o Sendo a potência efetiva calculada como:
comportamento do sinal propagado, e com isso determinar a
variabilidade das perdas de potência durante o percurso ab&N = NZ_. 6[ + VWXℎZ 6[ (9)
causadas pelos fenômenos de propagação.
No receptor foram coletados os níveis de sinal recebido
indicado RSSI (Received Signal Strenght Indication) em V. RESULTADOS
função dos fatores de espalhamento para marcações pontuais
pré-estabelecidas, como podemos observar nas Fig. 4 e 5. A partir do cálculo da potência recebida e os conceitos
As distâncias entre Tx e Rx, com e sem linha de visada, teóricos apresentados em (7), (8) e (9), foi possível a
foram mensuradas a partir do teorema de Pitágoras, conforme determinação dos dados de perdas da potência do sinal durante
apresentadas na Fig. 8. o percurso (PL). O referencial teórico para a análise e geração
das curvas de atenuação foi baseado no modelo empírico log-
distance. Este modelo foi desenvolvido para mensurar a perda
média em grande escala, sendo o cálculo da atenuação do sinal
estabelecida em função da distância Tx-Rx e do coeficiente de
decaimento do sinal “n” [14]. A formulação para o modelo log-
distance é dada por:
M
PL E = Pr E0 − 10 X log (10)
M0
Os valores de “n” foram determinados a partir dos dados
Fig. 8: Metodologia para medição das distâncias Tx-Rx. de perda no percurso, os mesmos foram inseridos na
ferramenta Curve Fitting (CF Tools) do software Matlab,
Para as configurações dos dispositivos, foi implementado então possibilitando a extração dos valores médios dos
um algoritmo utilizando a plataforma Arduino, em linguagem coeficientes de decaimento em função da distância para o
C++, com o objetivo de realizar o envio de pacotes de dados. ambiente indoor.
Foi estabelecida a cinemática de envio de 1 pacote em Na Fig. 9, são apresentados os valores médios do
intervalos de tempo de 2 segundos e ao término do ciclo de coeficiente “n” para cada andar.
medições, os dispositivos eram reconfigurados para outro SF.
O dispositivo receptor ao receber o pacote de dados,
contabiliza-o e paralelamente mensura o nível de RSSI e a
relação SNR do enlace de comunicação. As coletas de dados
deram-se por um período de 30 segundos ininterruptos, sendo
possível obter 15 amostras do sinal que foram posteriormente
utilizadas para calcular a média. Fig. 9: Coeficientes de decaimento “n” [12].
A partir da obtenção das médias de RSSI, foram realizadas
as comparações entre os dados da intensidade do sinal recebido Nas Fig. 10 a 14, são apresentados os gráficos
e do Espaço Livre. A potência média recebida por uma antena comparativos de perda no percurso em função do SF e das
no espaço livre é expressa por (6), também conhecido como perdas previstas para os modelos de Friis e Log-Distance.
modelo de Friis [13]. O modelo em questão é empregado para
Fig. 10: Perdas de potência no 1° andar.
Fig. 14: Perdas de potência no 5° andar.
Ressalta-se que os dados registrados nas proximidades do
hall apresentam níveis de perda inferiores em relação à perda
de potência prevista para o Espaço Livre. Este fato pode ser
explicado devido ao reforço do sinal nesta região atribuído às
componentes de multipercurso oriundas do vão da escada do
andar superior e inferiores, janelas amplas e com pouca
obstrução no bloco D. Por outro lado, como podemos observar
nas Fig. 15 e 16, os dados dos 4° e 5° andares não sofrem uma
influência significativa das componentes de multipercurso.
Fig. 11: Perdas de potência no 2° andar.
Fig. 14: Posicionamento da antena Tx com linha de
visada para o Bloco D [11].
Fig. 12: Perdas de potência no 3° andar.
VI. CONCLUSÃO
Para análise e caracterização da cobertura do sinal
propagado por um sistema LoRa em ambiente indoor, foram
realizadas medições estacionárias na faixa de frequência de
915 MHz. O objetivo específico deste trabalho foi a
caracterização das perdas de potência durante o percurso
utilizando variações nas configurações da camada física do
sistema.
Ao analisar os resultados, verificou-se que todos os valores
Fig. 13: Perdas de potência no 4° andar.
analisados foram coerentes com os valores teóricos
encontrados na literatura. É perceptível que os níveis de
Após análise dos resultados, de uma forma geral, a curva
atenuação do sinal, no enlace de comunicação, apresentam
de tendência do modelo Log-Distance mais se aproximou dos
perdas iniciais consideráveis entre os SF7 e SF12.
dados. As maiores perdas de potência foram registradas no 5°
As abruptas variações da intensidade do sinal recebido são
andar, fato justificado, primeiramente, pela existência de mais
justificadas porque o sinal transmitido para o SF 12 permanece
pontos de obstruções (andares, pisos, paredes e janelas) e,
mais tempo no ar (ToA – Time on Air) em relação ao SF 7,
também a maior distância entre transmissor e receptor.
logo proporcionando maior atenuação do sinal, apresentando
Entretanto, os menores percentuais de perda de potência no
comportamento coerente como encontrado na literatura.
percurso foram registrados no 2°, 1° e 3° andares
respectivamente. As curvas de perda de potência no percurso
apresentaram comportamentos concordantes com a teoria.
[5] CENTENARO, M. et al. Long-range communications in unlicensed
bands: the rising stars in the iot and smart city scenarios. CoRR,
abs/1510.00620, 2015.
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[11] LORA® ALLIANCE. A technical overview of LoRa® and
LoRaWANTM. 2015.
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Fluminense, Niterói, 2021.
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andares superiores e inferiores [11]. [S.l.: s.n.], Maio, 1946. p. 254 256.
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cobertura do sinal pode atingir maiores áreas ou andares em [15] LORA® ALLIANCE. A technical overview of LoRa® and
espaços fechados, considerando o enlace de comunicação em LoRaWANTM. 2015.
condições LOS e NLOS, foram explorados ao máximo os
espaços físicos do ambiente de medições e não foi possível
explorar a máxima sensibilidade de recepção do equipamento
conforme as especificações técnicas para a tecnologia LoRa,
que são na ordem de -136 dBm [7][15].
Importante ressaltar que o propósito desse trabalho foi
alcançado. Além dos resultados obtidos, outra grande
contribuição deste trabalho foi a geração de um banco de dados
com mais de 25.000 amostras coletadas e processadas e a
elaboração de um setup para intercomunicação em ambiente
indoor empregando a tecnologia LoRa.
Para trabalhos futuros, sugere-se a construção de um
sistema maior, contemplando mais dispositivos LoRa, e
enviando um maior volume de dados em edificações com mais
de 5 andares.
REFERÊNCIAS
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Tomar, Portugal, 2018.
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Private Deployments. 2017. 58p. Master of Science Degree in Electrical
and Computer Engineering — Instituto Superior Técnico Lisboa,
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