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Funções Reais: Definições e Propriedades

O documento aborda o estudo de funções reais de variáveis reais, incluindo definições, propriedades, caracterizações e representações gráficas. Ele explora conceitos como domínio, monotonia, bijetividade, paridade, periodicidade e limitações de funções, além de exemplos práticos de funções do primeiro e segundo grau. O conteúdo é estruturado em tópicos que facilitam a compreensão das funções e suas aplicações na álgebra.
Direitos autorais
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Funções Reais: Definições e Propriedades

O documento aborda o estudo de funções reais de variáveis reais, incluindo definições, propriedades, caracterizações e representações gráficas. Ele explora conceitos como domínio, monotonia, bijetividade, paridade, periodicidade e limitações de funções, além de exemplos práticos de funções do primeiro e segundo grau. O conteúdo é estruturado em tópicos que facilitam a compreensão das funções e suas aplicações na álgebra.
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1

Funções Reais de Variáveis Real

É o capítulo da Álgebra das funções que estuda as condições, as propriedades,


caracterização e representação gráfica de aplicações (funções).

Número de horas previstas: 24 aulas

Neste capítulo falaremos:

1 Definição de função
2 Caracterização das funções
3 Esboço e sua caracterização específica
4 Transformações lineares sobre funções
5 Inversão de funções
6 Composição de funções

FUNÇÃO
Definição: chama-se função a qualquer aplicação em que cada elemento do conjunto de
partida corresponde a um só elemento de chegada, isto é, cada objecto deve ter uma única
imagem. Caso contrário, ele só será aplicação, mas não função.

Geometricamente: A testagem consiste em traçar linhas verticais sobre a aplicação gráfica e


se notar que por ventura há linhas que tocam o gráfico em mais de um ponto, então, esta
aplicação não é função.

CARACTERIZAÇÃO DE FUNÇÕES

I. DOMÍNIO E CONTRA-DOMÍNIO DE FUNÇÕES


A determinação de domínios é de certa forma análoga ao que se faz na álgebra no cálculo
de domínio de existência de expressão algébrica.
Domínio da função é como domínio de existência, o conjunto de números que tornam
possível a função ou ainda que dão significado à função em questão. O domínio depende do
tipo de função. E o contradomínio ao conjunto das imagens dos objectos.
1. Funções Polinomiais: o domínio é sempre pertencente a , salvo se for
condicionado, daí a condição já o classificará.

2. Funções Racionais fraccionárias: o domínio é feito de todos valores de


excepto os que anulam o denominador

3. Funções Radicais: neste grupo de funções, o domínio depende do índice do radical:


a. Quando o índice do radical é ímpar, o domínio é sempre
b. Quando o índice do radical é par, o domínio determina-se protegendo que o
radicando seja maior ou igual a zero
4. Funções Exponenciais: o domínio é sempre

5. Funções logarítmicas: o domínio determina-se protegendo o logaritmando para


que seja maior que zero

6. Funções Trigonométricas
a. Função seno e Co-seno: o domínio é sempre
b. Função Tangente e Co-tangente: o domínio é tal que depende da exclusão
dos valores que anulam o denominador

Curiosidades: repare que as funções que admitem variáveis no denominador sempre


chamam a atenção a exclusão de valores que anulam o denominador.

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2
O contra-domínio é dependente do domínio, seria inoportuno defini-lo antes de determinar o
domínio da função.

II. MONOTONIA DE FUNÇÕES


Uma função diz-se monótona se for somente crescente ou somente decrescente.

1. Uma diz-se monótona crescente se para valores crescentes do x correspondem


valores também crescentes de y.
x2  x1  f ( x2 )  f ( x1 )

2. Uma função diz-se monótona decrescente se para valores decrescentes do y lhes


corresponde valores decrescentes de x.
x2  x1  f ( x2 )  f ( x1 )
Obs.: Existem funções constantes, aquelas que para qualquer valor de x, o y é o
mesmo valor. Elas são paralelas ao eixo do x.

III. BIJECTIVIDADE
Uma função diz-se bijectiva se for injectiva e sobrejectiva.

1. uma função diz-se injectiva se objectos diferentes correspondem a imagens


também diferentes.
Geometricamente: se traçarmos uma recta horizontal em qualquer ponto do gráfico
e intersectar somente em um ponto
x1  x2  f ( x1 )  f ( x2 )
2. Uma função diz-se sobrejectiva se o contradomínio da função coincide com o
conjunto de chegada. D ' f  [Link] . Outro sim, diz-se sobrejectiva se o
contradomínio da função for IR ou partições de IR, nomeadamente,
IR , IR , IR0 , IR0

IV. PARIDADE
No estudo da paridade admite-se que se diga que a função é par, ímpar ou nem uma nem
outra.

1. Uma função diz-se par se objectos diferentes ou melhor, se objectos simétricos


correspondem a mesma imagem.
f ( x)  f ( x)
Geometricamente: elas são simétricas em relação ao eixo 0y

2. Uma função diz-se ímpar se objectos simétricos correspondem a imagens também


simétricas. Em comum, elas são simétricas em relação a origem do S.C.O. ou ainda,
simétricas em relação aos bissectores ( 13 ou 24 )
f (  x)   f ( x)

V. FUNÇÕES LIMITADAS
Uma função diz-se limitada se existirem números A e B tal que A  f ( x)  B .
1. Uma função diz-se limitada superiormente se existir um número B que é maior
que todos elementos da função
 B  f ( x)

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3
2. Uma função diz-se limitada inferiormente se existir um número A que é menor
que todos os elementos da função
 A  f ( x)

V. PERIODICIDADE
Uma função diz-se periódica se em intervalos iguais do seu domínio ela toma o mesmo
carácter. O valor do x terminal deste carácter denomina-se por período e o primeiro deles
chama-se período principal.

1. Determinação do período
Fórmula:
 2 ; para a função Seno e Co-seno
T  a

f ( x  T )  f ( x) 
T  
 a ; para a função Tangente e Co-tangente

ESBOÇO E ESTUDO DE FUNÇÕES ELEMENTARES

I. Funções do 1º Grau
Definição: chama-se função do 1º grau a qualquer função polinomial que a variável é de
grau não superior a unidade. Toda função que se deixa representar na forma y  ax  b .

A. Função linear: y  ax – são todas funções que passam pela origem do sistema
cartesiano ortogonal.
Obs.: As funções do 1º grau são rectas, sendo assim, bastam dois pontos para fazer
uma recta

Ex1.: y  2x
0
  0x : y  0  2x  0  x   x  0  (0;0)
2
  0 y : x  0  y  2.0  y  0  (0;0)
 x  1  y  2.1  2  (1; 2)

Esboço:

 y
Estudo:

1. Df : x  ; D ' f : y 

2. É injectiva e sobrejectiva, portanto, é
 bijectiva
x f ( x)  2.( x)  2 x
3. É ímpar:
        
f ( x)   f ( x)

4. a  2; a  0; f ( x) é

5. Zero: x=0

6. Ordenada na origem: y=0
 7. Não é limitada (é ilimitada)
x  ;0 f ( x)  0
8. Variação do sinal:
x  0;  f ( x)  0

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4

Ex2.: y  2x  5
5 5 
0 y : y  0  2 x  5  0  2 x  5  x    ;0 
2 2 
0 y : x  0  y  f (0)  2.0  5  5  (0; 5)
Esboço:

 y
Estudo:
 1. Df : x  ; D ' f : y 

2. É injectiva e sobrejectiva,
portanto, é bijectiva
 3. a  2; a  0; f ( x) é
x
4. Variação do
          5
x   ;  f ( x)  0

 2
sinal:
 5 
x   ;   f ( x)  0

2 
5. Paridade:
 f ( x)  2( x)  5  2 x  5
Não é par
 (2 x  5)
Obs.: A função só tem a possibilidade de ser ímpar quando b=0, isto é, quando passam
da origem do S.C.O ou quando são lineares

Aplicações:
1. Determine o valor do parâmetro m para que a função y  (2m 1) x  3 seja:
a. Crescentes
b. Decrescente
c. Constante
Resolução:
Obs.: Como o valor do declive determina a inclinação da recta e consequentemente o
monotonia, teremos:
 Se a  0  f ( x)
 Se a  0  f ( x)
 Se a  0  f ( x) é constante

a) Para que f ( x) seja crescente:


Condição: a  0
1
2m  1  0  2m  1  m 
2 m
0 1/2 1
1 
m   ;  
2 

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5
b) Para que f ( x) seja decrescente:
Condição:
a0
1
2m  1  0  2m  1  m 
2

 1
m   ;  m
 2 0 1 1
2

Significado dos coeficientes “a” e “b” na função y  ax  b


Significado do Coeficiente “a”

O coeficiente “a” denomina-se declive ou coeficiente angular, determina a inclinação da


recta em relação ao eixo 0x. E pode ser obtido à partir de dois pontos do gráfico ou à partir
da inclinação x em graus ou radianos pela tangente de x.

y1  y0
a ; a  tgx
x1  x0

Significado do coeficiente “b”


O coeficiente “b” denomina-se ordenada na origem, determina a intersecção do gráfico com
o eixo 0y ( 0 y : x  0  y  b ).

Determinação de expressões analíticas de funções do 1º grau

Para determinar a expressão analítica de uma função do primeiro grau (recta), basta
conhecer dois pontos do gráfico, um ponto e um declive ou um ponto e um ângulo.
a) Determinação de expressão analítica quando são dados dois pontos:
y1  y0
y  y0   x  x0 
x1  x0
Exemplo: Determine a expressão analítica para cada um dos seguintes casos abaixo:

b)

II. Funções do 2º Grau


Definição: chama-se função do 2º grau a qualquer função polinomial em que o grau não é
superior a 2. Toda função que se deixa representar na forma y  ax2  bx  c . Lembre-se
que as funções quadráticas provêm dos polinómios de uma variável e de 2º grau.

Obs.: as funções do 2º grau são parábolas.


Ex1.: y  ax ; y  2 x
2 2

0
0 x  y  0  2 x 2  0  x 2  x 0x0
2
0 y : x  0  y  f (0)  2.02  y  0
x x 00
CV .: xv  1 2  ; yv  f ( xv )  f (0)  2.02  0
2 2

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6
x  1  y  2.12  2
Para x  1 
x  1  y  2.(1) 2  2

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7
Gráfico:

 y

 Estudo:

1. Df : x  ; D' f : y 0

2. Não é injectiva; é sobrejectiva, não é

bijectiva
x 3. Monotonia:
a  0  f ( x) : x  0; 
        

  f ( x) : x  ;0
 4. Zeros: x1  x2  0
5. CV: xv  0  yv  0

6. Ordenada na origem: y=0
 7. Concavidade: a  0 – parábola virada
para cima
8. Eixo de simetria ( x  xv ) : x=0
f ( x)  2.( x)2  2 x 2
a função y  2 x é par
2
9. Paridade:
f ( x)  f ( x)
10.É limitada inferiormente

Ex2.: y  x 2  3x
  0 x : y  0  x 2  3 x  0  x( x  3)  0  x  0  x  3  0  x1  0  x2  3
  0 y : x  0  y  f (0)  02  3.0  0
x x 03 3
2
3 3 3 9 9
CV : xv  1 2   ; yv  f       3.  
2 2 2 2 2 2 4 9
9  18 9
 
4 4

Esboço:

 y Estudo:
 9 
 1. Df : x  ; D ' f : y    ;  
 4 

2. Não é injectiva; é sobrejectiva, não é bijectiva
 3. Monotonia:
x

         4. Paridade:
 f ( x)  ( x) 2  3.( x)
  x 2  3x

Não é nem par nem ímpar
5. Variação do sinal:

x  ;0 3; 
f ( x)  0
x  0;3
f ( x)  0

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8

6. Zeros: x1  0  x2  3
7. Ordenada na origem: y=0
3
8. Eixo de simetria x
2
9. Concavidade: a  0 – parábola virada para cima
10.É limitada inferiormente

Ex3.: y   x2  4
  0 x.: y  0   x 2  4  0   x 2  4  x 2  4  x12  4  x12  2
  0 y.: x  0  y  f (0)  02  4  4
x x 2  2 0
CV .: xv  1 2    0; yv  f ( xv ); yv  f (0)  4
2 2 2
Esboço:

 y Estudo:


1. Df : x  
; D ' f : y  ; 4 
2. Não é injectiva; é sobrejectiva, não é bijectiva

3. Monotonia:

x
x  ;0 f ( x)
         x  0;  f ( x)

4. Variação do sinal:
 x  ; 2  2;  ; f ( x)  0

x  2; 2 ; f ( x)  0


5. Paridade
f (  x )  (  x )  4   x  4
2 2

f ( x)  f ( x)
f ( x) é par
6. Zeros: x1  2 e x2  2
7. Ordenada na origem: y=4
8. Concavidade : a  0 – parábola virada para cima
9. Eixo de simetria: x  0
10.É limitada superiormente
[Link].: xv  0  yv  4
Ex4.: y  x 2  5x  4

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9

b  b 2  4.a.c 5  (5) 2  4.1.4 5  25  16


 0 y.  y  0  x 2  5 x  4  0  x12  ; x12 
2.a 2.1 2
 53 8
x   4
5  9  1
2 2
x12 
2  5  3 2
x2   1
 2 2
 0 y.: x  0  y  f (0)  4
 x1  x2  5
 x  ; yv  f ( xv )  xv 

v
2 2
CV .  
 x   b ; y   b  4ac  y   9
2

 v 2a
v
4a 
v
4

Esboço:

 y Estudo:
 9 
 1. Df : x  ; D ' f : y    ;  

 4 
2. Não é injectiva; é sobrejectiva, não é bijectiva
 3. Monotonia:
x
 5
         x   ;  f ( x)
  2
5 

x   ;   f ( x)
 2 
4. Variação do sinal:
x  ;1  4;  ; f ( x)  0


x  1; 4 ; f ( x)  0
5. Paridade
f ( x)  ( x) 2  5.( x)  4
x2  5x  4
Não é par nem ímpar
6. Zeros: x1  1  X 2  4
7. Ordenada na origem: y=4
8. Eixo de simetria: x  0
9. É limitada superiormente
5 9
[Link].: xv 
 yv  
2 4
[Link] : a  0 – parábola virada para cima

Obs.: A função quadrática tem a única possibilidade de ser par quando o valor do
coeficiente “b” é nulo, o ser ímpar neste caso está fora de questão.
 A função quadrática por ser côncava nunca será bijectiva mais pela injectividade de que
imediato é adulterada ou desrespeitada, aliás, uma função que em certas condições pode
ser par nunca será injectiva e consequentemente não bijectiva
 O limite inferior ou posterior da função depende da concavidade. Se estiver virada para
cima ela terá um mínimo, e se estiver virada para baixo terá um máximo.
 É uma função em que o eixo de simetria coincide sempre com o xv

III. Função Exponencial


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10
Definição: Chama-se função exponencial a qualquer função em que a variável aparece no
expoente, ou qualquer função que se deixa representar na forma y  a x , onde x  e
a  0; a  1 .
Esta função identifica-se como uma nova curva tendendo a assímptota horizontal.

Ex1.: y  2x
A característica destas funções obriga-nos a esboçá-la pela tabela. consideremos um
domínio restrito:
x -2 -1 0 1 2
1 1
y 1 2 4
4 2

Como é de notar, ela não admite valores negativos no eixo do yy, isto mostra que estará
totalmente acima do eixo do xx.

Esboço:

 y Estudo

 1. Df : x  ; D' f : y
 2. É injectiva; é sobrejectiva, é bijectiva
 3. Monotonia: a  0  f ( x)
 4. Variação do sinal: totalmente positiva

5. Paridade: f ( x)  2 x a função não é par nem

ímpar

x 6. Zeros: não existe
7. Ordenada na origem: y=1
        
 8. Assímptota vertical: não existe

9. Assímptota horizontal: y=0








x
1
Ex2.: y     optamos por este exemplo porque
2
através desta característica ou da característica da base “a” é que a função pode ser
crescente ou decrescente.
Num domínio restrito teremos:
x -2 -1 0 1 2

1 1
y 1 2 4
4 2

x -2 -1 0 1 2

1 1
y 4 2 1
2 4

y  2 x
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11

Esboço


y Estudo

 1. Df : x  ; D' f : y
 2. Não é injectiva; é sobrejectiva, não é bijectiva

3. Monotonia: 0  a  1  f ( x )

x
 1

4. Variação do sinal: f ( x)     não é par nem

2
x
ímpar
   

    
5. Paridade: f ( x)  2 x a função não é par nem
 ímpar
 6. Zeros: não existe
 7. Ordenada na origem: y=1
 8. Assímptota horizontal: y=0


 Obs.: A monotonia da função exponencial depende do


 valor de “a”
Lembre-se.:
a  1  f ( x)
0  a  1  f ( x)

IV. Função Logarítmica: y  log a ; a  0 e a 1


x

Lembre-se que a função logarítmica é a inversa da função exponencial.

Ex1.: y  log 2
x

1 1
x 1 2 4
4 2
y -2 -1 0 1 2

y  log x1
2

1 1
x 1 2 4
4 2
y 2 1 0 -1 -2

Esboço

Estudo: y  log 2
x


1. Df : x  ; D' f : y 
2. É injectiva; é sobrejectiva - é bijectiva
3. Monotonia: a  1  f ( x)
4. Variação do sinal:
x  0;1 f ( x)  0
x  1;  f ( x)  0
5. Paridade: f ( x)  log2 ( x) - a função não é
par nem ímpar
6. Zeros: x=1
7. Ordenada na origem: y=1

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12
 AV .: x  0
8. Assímptotas 
 AH .: y  naoexiste
9. É ilimitada

Estudo: y  log x1
2

1. Df : x  ; D' f : y 
2. É injectiva; é sobrejectiva - é bijectiva
3. Monotonia: 0  a  1  f ( x )
4. Variação do sinal:
x  0;1 f ( x)  0
x  1;  f ( x)  0
5. Paridade: f ( x)  log (1 x ) - a função não é par nem ímpar
2
6. Zeros: x=1
7. Ordenada na origem: não existe
 AV .: x  0
8. Assímptotas 
 AH .: y  naoexiste
9. É ilimitada

Função Homógrafa
Definição: Chama-se função homógrafa a toda função racional fraccionária, ou toda função
ax  b
que se deixa representar na forma y ou ainda toda função que tem pelo menos
cx  d
uma variável no denominador.
Para falarmos desta natureza de funções temos que considerar as seguintes definições:
Assímptota: chama-se assímptota a qualquer resta que a função tende, isto é, que a
função aproxima. Ela pode ser horizontal, oblíqua ou vertical. Neste ensino falaremos de
assímptota horizontal e vertical

Determinação de Assímptotas
1. A assímptota horizontal determina-se pelo quociente dos coeficientes dos termos
homólogos de maior grau. Determina-se também pelo limite indefinido da função.
ax  b Dividendo Divisor
Ora vejamos: y  ; ax  b cx  d
cx  d
a a
ax  d
c c
0
 Quociente
a
b d
c
resto

Fórmula crónica:
a 
b  dk
ax  b a c 
f ( x)   
cx  d c cx  d
AH

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13
 a
 AH .: y  c
Em suma: 
b  a .d  k
 c k  0  f ( x)
 determina a monotonia da função 
k  0  f ( x)

ax  b a
lim
Ainda pode ser obtida pelo
lim
x  f ( x)  lim
x  f ( x)   (ver em limites de
x  cx  d c
funções).

2. A assímptota vertical determina-se pelos zeros do denominador ou pelos valores que


o denominador ou domínio rejeita.
ax  b d d
Ora vejamos: y ; D´ f .: cx  a  0  x   ; AV .: x  
cx  d c c
 d 
Veja também que: Df .: x   
 c

Sobre a função Homógrafa


A função homógrafa é uma hipérbole, isto é, curva exagerada que no concreto são duas
curvas opostas, em quadrantes opostos.
A função homógrafa só pode ser ímpar no caso em que a e d forem nulos.
A função homógrafa tem duas assímptotas, vertical e horizontal.

2x 1
Ex1.: y
x3
 Para esboçar funções natureza basta determinar as intersecções com 0x e 0y e
assímptotas (vertical e horizontal).
2x 1 1 1 
o 0 y.: y  0   0  2 x  1  0  2 x  1  x    ;0 
x3 2 2 
2.0  1 1  1
o 0 y.: x  0  y   y     0;  
03 3  3
 a 2
 AH .: y  c ; y  1  2
o Assimptotas  ; k  2. AV  1  2.(3)  1  7
 AV .: x   d ; x  3
 c
Logo: k    f ( x) e localiza-se no II e IV quadrantes
Esboço

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Estudo:
1. Df : x  \ 3 ; D ' f : y  \ 2
2. É injectiva; não é sobrejectiva – não é bijectiva
3. Monotonia: k  0  f ( x)
4. Variação do sinal:
1 
x  ; 3   ;   f ( x)  0
2 
 1
x   3;  f ( x)  0
 2
2.( x)  1 2 x  1
5. Paridade: f ( x)   - a função não é par nem ímpar
x  3 x 3
1
6. Zeros: x 
2
1
7. Ordenada na origem: y  
3
 AV .: x  2
8. Assímptotas 
 AH .: y  3
9. É limitada

x
Ex2.: y
x 1
x
o 0 x.: y  0   0  x  0  (0;0)
x 1
0
o 0 y.: x  0  y   0  (0;0)
0 1
 a 1
 AH .: y  c ; y  1  1
o Assimptotas  ;
d 
 AV .: x   ; x    11
 c 1
o k  1  f ( x) (II e IV quadrantes)

Esboço

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15
GRÁFICO (actividade)

Estudo:
1. Df : x  \ 1 ; D ' f : y  \ 1
2. É injectiva; não é sobrejectiva – não é bijectiva
3. Monotonia: k  0  f ( x)
4. Variação do sinal:
x  ;0  1;  f ( x)  0
x  0;1 f ( x)  0
x x
5. Paridade: f ( x)   - a função não é par nem ímpar
x 1 x  3
6. Zeros: x  0
7. Ordenada na origem: y0
 a
 AV .: x  c ; y  1
8. Assímptotas 
 AH .: y   d ; x  1
 c
9. É limitada

2
Ex3.: y
x
2
o 0 x.: y  0   0  2  0  significa que o gráfico não intersecta o eixo
x
dos xs
2
o 0 y.: x  0  y   naoexiste  significa que o gráfico não intersecta o
0
s
eixo dos y
 a 0
 AH .: y  c ; y  1  0
o Assimptotas  ;
d 0
 AV .: x   ; x    0
 c 1
o k  2  f ( x) (II e IV quadrantes)
Afinal a função não aceitou intersectar o eixo dos x s e y s porque são assímptotas, ou
melhor, coincidem com assímptotas
.
Esboço

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Estudo:
1. Df : x  \ 0 ; D ' f : y  \ 0
2. Não é bijectiva
3. Monotonia: k  0  f ( x)
4. Variação do sinal:
x  ;0 f ( x)  0
x  0;  f ( x)  0
2 2
f ( x)  
5. Paridade: x x - a função é ímpar
f ( x)   f ( x)
6. Zeros: não existe
7. Ordenada na origem: não existe
 AV .: y  0
8. Assímptotas 
 AH .: x  0
f ( x)  0
9. Limites:
x

Funções Trigonométricas
Definição: Chama-se função trigonométrica a aplicação que associa a cada variação angular
em radianos ou graus a uma razão trigonométrica.
Lembre-se: Na 9ª classe estudou razões como: seno, co-seno, tangente e co-tangente.

Função: y1  senx e y2  cos x

Consideremos a função num pequeno intervalo do seu domínio: a marcação de pontos no


vertical faz-se por unidade e na horizontal faz-se em uma unidade ou uma unidade e meia.

GRÁFICO (actividade)

Estudo da função y  senx :


1. Df : x  ; D ' f : y   1;1
2. Não é injectiva, não é sobrejectiva, não é bijectiva
   
x     2 K  ;  2 k  f ( x )
 2 2 
3. Monotonia:
  
x    2 K  ;3  2k  f ( x)
2 2 
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17
4. Variação do sinal:
x  0  2k ;   2k  f ( x)  0
x    2k ; 2  2k  f ( x)  0
2 2
5. Periodicidade: T ;T   2
â 1 periodo
principal

6. Zeros: x  k
7. Ordenada na origem: y=0

8. xv  (2k  1).
2
9. Paridade: f ( x)  sen(  x)   senx - a função é ímpar
f (  x )  f ( x )

 
Nota: A função seno e co-seno, por serem complementares estão desfasados a 90   ,
2

isto é, basta trabalhar unidades obtém-se uma ou outra
2

GRÁFICO (actividade)

Estudo da função y  tgx :


 
1. Df : x  \ (2k  1).  ; D ' f : y 
 2
2. Não é bijectiva
3. Monotonia: totalmente crescente
f ( x)  tg ( x)  tgx
4. Paridade: - a função é ímpar
f ( x)   f ( x)

 
5. Periodicidade: T   
a 1 periodo
principal

6. Zeros: x  k ; k 
  
x   0  k ;  k  f ( x )  0
 2 
7. Variação do sinal:
  
x     k ;0  k  f ( x)  0
 2 
8. É ilimitada

Estudo da função y=cotgx :


1. Df : x  \  x  k  ; D ' f : y 
2. Não é bijectiva
3. Monotonia: totalmente decrescente
f ( x)  co tg ( x)  cotgx
4. Paridade: - a função é ímpar
f ( x)   f ( x)

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 
5. Periodicidade: T  
a 1
6. Zeros: x  k
  
x   0  k ;  k  f ( x )  0
 2 
7. Variação do sinal:
  
x     k ;0  k  f ( x)  0
 2 
8. É ilimitada

Funções Trigonométricas Inversas


As funções trigonométricas já referidas não são bijectiva, então elas não admitem inversas,
facto que permite fraccioná-las ao ponto de encontrar parte da função que admite, após a
inversão, a definição da função.

Lembre-se: uma aplicação diz-se função se traçarmos verticais podendo intersectar no


gráfico em um ponto do gráfico. Caso contrário, a aplicação não é função.

Função: y1 =arcsenx; y 2 =arccosx

GRÁFICO (actividade)

y3 =arctagx; y 4 =arccotgx

GRÁFICO (actividade)

Transformações Lineares
As transformações lineares consistem em translação e rotações. É a maneira mais fácil de
esboçar as funções quando sofrem algum acréscimo, seja aditivo e multiplicativo.

Fórmula de transformação: y  A. f (ax  b)  B


A e a – Rotações
A – rotação em torno do eixo do xx, isto é, com o x fixo, transforma-se em y directamente
a – rotação em x com y fixo, afecta inversamente

B e b – Translações
B – translação na horizontal e directa
b – translação na vertical e inversamente

Neste capítulo falaremos de transformações sobre funções já retratadas e tratando-se de


uma dimensão maior falaremos deste processo em algumas delas:

Ora vejamos:
1. Consideremos f ( x)  x  desenhe y  A. f ( x) se A=2  y  2 f ( x) 
Explicação: a partir da função y  x , vamos multiplicar os valores de y por 2,
mantendo os de x.

GRÁFICO
GRÁFICO
GRÁFICO
GRÁFICO

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19
GRÁFICO
GRÁFICO

Observações: Na transformação é importante saber localizar cada item de transformação.


Aconselha-se ao estudante a começar pelo interior da função, principalmente pelos valores
de a e b. Se se começar pelo a enquanto b existir, então o b deve agir logo depois com um
b
correctivo deslocando para direita ou esquerda dependendo do sinal favorito. Os valores
a
exteriores A e B agem directamente como já nos referimos anteriormente e a troca da
ordem de execução não altera o sentido verdadeiro do gráfico (figura). A partir destes
exemplos tente resolver um número maior de exercícios para permitir maior familiarização.
Lembre-se a matemática faz-se pela prática.

Funções Trigonométricas Inversas


Chama-se função modular a qualquer função em que a variável aparece sobre o símbolo de
módulo. A função modular é tida como uma das transformações e como já falamos de
transformações será fácil fazer a rotação ou a translação.

1. Função modular: y  f ( x )
 Quando o módulo aparece no argumento a função transforma-se num par,
isto é, objectos simétricos correspondem a mesma imagem. Toda parte da
função que estiver sobre a parte negativa o eixo 0x transforma-se igualmente
à parte do eixo 0x.

Ex1.: y  2 x  4

 0 x.: y  0  2 x  4  0  x  2  (2;0)
1º passo: Esboça-se a função y  2x  4 
 0 y.: x  0  y  2.0  4  4  (0; 4)

GRÁFICO

Ex2.: y  2 x  4

GRÁFICO

Ex3.: y  x  4 x  3  y  x  4 x  3
2 2

 x1  1
 0 x.: y  0  x  4 x  3  0
2

 x2  3

1º passo: Esboça-se a função: y  x  4 x  3  0 y.: x  0  y  3
2

 b 4 16  4.1.3
CV .: xv     2; yv    1
 2a 2 4

GRÁFICO

GRÁFICO

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20

Ex4.: y  x  4 x  3
2

GRÁFICO

x 1
Ex4.: y
x 2
x 1
1º passo: Esboça-se a função: y
x 2
x 1
ox.: y  0   0  x 1
x2
0 1 1
oy.: x  0  y  
02 2
 c 2
 AV .: x   d   1  2
Assímptotas: 
 AH .: y  a  1  1
 c 1
k  2  1  3  f ( x)

GRÁFICO

2º passo: Considera somente a parte do gráfico em relação ao eixo 0x; daqui é só fazer do
lado negativo do eixo 0x, uma função igual a função na parte positiva.

Ora vejamos:

GRÁFICO

x 1
Ex5.: y
x2

GRÁFICO

Ex6.: y  log 2 x

GRÁFICO

Ex7.: y  sen x

Inversão de funções
Uma determinada função diz-se invertível se for possível exprimir x em função de y e
1
designa-se por f ( x)  y 1 (lê-se inversa de f ou y ).
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21
Lembre-se que a função só tem inversa se for bijectiva mais pela injectividade.

y 5 x 5
Ex1.: y  2x  5  y  5  2x  x  T .V . y 1 
2 2
Ex2.: y  x2  5x  4  não tem inversa porque não é injectiva

Ex3.:
2x 1
y  y.( x  4)  2 x  1  y.x  4 y  2 x  1
x4
4 y  1 4 x  1
 y.x  2 x  4 y  1  x( y  2)  4 y  1  x  T .V . y 1 
y2 x2

Ex4.
y  2 x 1  3  y  3  2 x 1  x  1  log 2  y  3
:
 x  1  log  y  3 T .V . y 1  1  log 2  x  3

Ex5.:
y 1
y  [Link] 2  2 x  5   1  y  1  3log 2  2 x  5    log 2  2 x  3 
3
y 1 x 1
y 1 y 1
2 3
5 2 3
5
 2x  5  2 3
 2x  2 3
5 x  T .V . y 1 
2 2

Ex6.:
1
y  .e x 3  1  2  y  1  e x 3  x  3  en 2  y  1
2
 x  3  en 2 ( y  1)T .V . y 1  3  en 2 ( x  1)

Ex7.:
  y 3     y 3
y  2sen  x    3   sen  x    x   arcsen  
 2 2  2 2  2 
  y 3 1   x 3
x  arcsen   T .V . y   arcsen  
2  2  2  2 

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22
1   1  
yarctg  3x  2    y   arctg (3x  2)  2.  y    arctg (3x  2)
2 2 2 2  2
Ex8.:  2 y    arctg (3x  2)  3x  2  tg (2 y   )  3x  2  tg (2 y   )

2 1 2 1
x  tg (2 y   )  y 1   tg (2 x   )
3 2 3 3

Composição de funções
Consideremos três aplicações a citar f,g e h como mostra o diagrama abaixo:

DIAGRAMA

Sabe-se que: f ( A)  B; g ( B)  c; h( A)  C
 g  f  A    C  como é de notar que a função f ( A) está dentro da função g ( B) . Então,
daí, a função é composta e designa-se  g 0 f  A  e lê-se g após f. Em suma, f dentro de g.

Generalizando:  gof  ( x)  g  f ( x)

Exemplos: Considere as funções A( x)  3x 1; B( x)  x 2  1 ; C ( x)  2x1 ;


x 1
D( x)  log3 ( x  2) ; E ( x)  ; F ( x)  enx e determine:
x2
a)  A0 B  ( x) Obs.: Para melhor perceber tente
resolver as restantes alíneas.
b)  B 0C  ( x)

c)  C 0 D  ( x )

d)  D 0 E  ( x )

e)  E 0 F  ( x)

f)  A0 A  ( x)
1

g)  A 0 B  ( x )
1

h)  E 0 E  ( x)
1

i)  F 0 F  1 ( x)

Resolução
a)
( A0 B)( x)  A  B( x)   3.B( x)  1  3( x 2  1)  1  3 x 2  3  1  A  B  x    3 x 2  2

b)
( B 0C )( x)  B C ( x)   (2 x 1 ) 2  1  22 x  2  1

c)  C 0 D  ( x )  C  D  x    2
log3 ( x  2) 1

d)
 x 1   x 1 2x  4   x  5 
( D0 E )( x)  D  E  x    log 3   2   log    log  
 x2   x2   x2 

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