Resumos do XVII CONAELL 2019
Resumos do XVII CONAELL 2019
RESUMOS
07 a 09 de outubro de 2019
UNEMAT – Campus Universitário de Sinop
ISSN: 2317-3726
0
CIP – CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Luiz Kenji Umeno Alencar - CRB1 2037.
1
Prof. Dr. RODRIGO BRUNO ZANIN
Reitor
2
Caros participantes do XVII CONAELL,
Local do evento:
Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus Universitário de Sinop
Av. dos Ingás, nº 3001. Jardim Imperial – CEP: 78555-000 – Sinop/MT
Tel: (66) 3511-2143 E-mail: conaell@[Link]
Comissão organizadora
Prof. Dra. Rosana Rodrigues da Silva (Coordenadora Geral)
Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos (Presidente da Comissão Científica)
Acadêmicos da 5ª fase de Letras e acadêmicos voluntários
Comissão técnico-científica:
Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos Profa. Dra. Cláudia Landin Negreiros
(Presidente da Comissão Científica) Profa. Dra. Cristinne Leus Tomé
Profa. Dra. Adriana Lins Precioso Prof. Dr. Danglei de Castro Pereira
Profa. Dra. Albina Pereira de Pinho Silva Profa. Dra. Eliane A. Galvão Ribeiro Ferreira
Profa. Dra. Angela Rita Christofolo de Mello Prof. Dr. Genivaldo Rodrigues Sobrinho
Prof. Dr. Antonio Aparecido Mantovani Prof. Ma. Graci Leite Morais da Luz
Prof. Dr. Antonio Carlos Santana de Souza Prof. Dr. Henrique Roriz Aarestrup Alves
Prof. Me. Antonio Tadeu de Azevedo Profa. Dra. Juliana Freitag Schweikart
3
Prof. Dr. Lucio Jose Dutra Lord Profa. Dra. Rosana Rodrigues da Silva
Prof. Dr. Manoel Mourivaldo S. Almeida Profa. Dra. Sandra Luzia Wrobel Straub
Profa. Dra. Marli T. Walker Profa. Dra. Tânia Pitombo de Oliveira
Profa. Dra. Marta Helena Cocco Prof. Ma. Terezinha Della Justina
Profa. Dra. Neusa Inês Philippsen Prof. Dra. Vanessa Fabiola Silva de Faria
Profa. Dra. Olandina Della Justina
Comissão de monitores
Acadêmicos de Letras e do PPGLetras
MINICURSOS
(Terça-feira e quarta-feira – 08 e 09/10/2019)
1
Sessão de Apresentações orais (dia 08/10/2019)
2
UNEMAT/SINOP
Coordenadora: Profa. Ma. Tamiris Marques Eng Wang
Monitora: Fernanda Spenazzato Seger
5
22:30 DO ESTADO DE MATO GROSSO ACERCA DE ALFABETIZAÇÃO E ADRIANA APARECIDA CARVALHO PEREIRA
LETRAMENTO
CONTAGEM REGRESSIVA: DEZ MOTIVOS PARA ESTUDAR A ROSANGELA PECCININI LAZARETTI
LINGUAGEM ONLINE VALCIR JACOB LAZARETTI
UMA REFLEXÃO SOBRE A EXPERIÊNCIA A PARTIR DA LITERATURA VITÓRIA FRANÇA ALBUQUERQUE
DE CORDEL COM DISCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL EM
UMA ESCOLA PÚBLICA NO MUNICÍPIO DE SINOP
Coordenadora: Profa. Dra. Helenice Roque Faria
Monitora: Vitória França Albuquerque
9
GT 01 – Letramentos, formação de professores e ensino e aprendizagem de línguas e
literaturas X
Hora Título Participante(s) Local
POESIA NA VARANDA DE SÔNIA JUNQUEIRA: UMA PROPOSTA TIARLE JAQUELINE CARVALHO DE LIMA
DE LETRAMENTO LITERÁRIO ORIENTADORA: ADRIANA LINS PRECIOSO
UM OLHAR SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA E O ENSINO DE SUZANA FABRIM AGUIAR
20:45 LÍNGUA INGLESA A PARTIR DA PERSPECTIVA DE PROFESSORES Bloco C
às DA REDE ESTADUAL DE ENSINO NO NORTE DO ESTADO DE Mt Sala 2
22:30 SEQUÊNCIA BÁSICA DE COSSON APLICADA AO CONTO O SINARA CRISTINA CANCIAN VOLPE
ALMOÇO COM O REI, DE SANTIAGO VILLELA MARQUES ADALUCY MARTINS PINTO
A FONÉTICA E A FONOLOGIA NA ALFABETIZAÇÃO FERNANDA SPENAZZATO SEGER
ORIENTADORA: LEANDRA INES S. SANTOS
Coordenadora: Profa. Dra. Cristinne Leus Tomé
Monitora: Fernanda Seger
12
REGIÃO CENTRO OESTE DO BRASIL
LITERATURA DE CORDEL: PROPOSTA DE PROJETO DE ITERVENÇÃO LUCIANE LUCYK
PEDAGÓGICA
Coordenadora: Profa. Dra. Albina Pereira de Pinho Silva
Monitora: Mariana Tomadon
13
SILVIA MARIA CAETANO
A IMPORTÂNCIA SOCIAL DA LINGUÍSTICA HISTÓRICA ENTONI KAIO SEGATTO
ANA PAULA JANDREY SOARES
A EXPANSÃO DOS TEMPLOS EVANGÉLICOS EM SINOP MATO MAICON MARCELO DAHMER
GROSSO CRISTINNE LEUS TOMÉ
UMA ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE A CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO VANUZA CRISTINA GOMES
DE ESCOLARIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE COLÍDER POR MEIO DO
MAPEAMENTO DAS ESCOLAS ESTADUAIS ENTRE 1975 E 2010
SUSTENTABILIDADE, CAPTAÇÃO E APROVEITAMENTO DE ÁGUAS PAULO RICARDO OLIVEIRA FERREIRA
PLUVIAIS EM COMUNIDADE QUE VIVE DA AGRICULTURA FAMILIAR CRISTINNE LEUS TOMÉ
EM SINOP - MATO GROSSO
A INCLUSÃO DIGITAL DO IDOSO INTERMEDIADA PELO CEPEC DE ADRIELI TEIXEIRA
SINOP/MT DOUGLAS CABRAL VIANA
ORIENTADORA: GISÉLLI LILIANE MARTINS
HISTÓRIA E MEMÓRIA: O JOGO DISCURSIVO DO SILENCIAMENTO NA KATIA KAROLINA DE ALMEIDA
ANÁLISE DO SAMBA ENREDO HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE LEANE SPIES
Coordenador: Prof. Me. Antonio Tadeu de Azevedo
Monitor: Keoma Leandro Noronha da Fonseca
14
A IMPORTÂNCIA DE LITERATURA NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO SIMONE APARECIDA PEREIRA DA SILVA
FUNDAMENTAL NELY FORTUNA MARTINS
ORIENTADORA: MARA HELENA MARTINS PEREIRA
CORDEL DE ENCANTAR MARIA DE FÁTIMA NUNES RIBEIRO DA COSTA
MARIA CLEONICE DA CONCEIÇÃO SILVA
ORIENTADOR: ALDAIR JOSÉ MORAES DA SILVA
PEQUENOS GRANDES LEITORES MARGARETE DALVA ANSCHAU
MARIA CAROLYNE DOS SANTOS
NAS MARGENS DO VIDEOCLIPE: A BUSCA TEMÁTICA NO TEXTO DANIELA FIDELIS DE MOURA PRZYVITOSKI
MULTIMODAL ORIENTADORA: ADRIANA LINS PRECIOSO
TECNOLOGIAS DIGITAIS E INDEXAÇÃO DE PERIÓDICOS BEATRIZ DILSCHNEIDER ORTOLANI
ORIENTADOR: LUCIO JOSE DUTRA LORD
JORNAL ESCOLAR: COMPARTILHANDO SABERES MARCIA WEBER
ZILETE LUIZ DOS SANTOS
LEARNING ABOUT SAINT PATRICK’S DAY: TEMAS CULTURAIS NO MÁRCIA DE CÁSSIA PEREIRA LOPES
ENSINO DE LÍNGUA INGLESA FLÁVIO SILVEIRA DA COSTA
ORIENTADORA: JULIANA FREITAG SCHWEIKART
Coordenadora: Profa. Ma. Rosana Varela
Monitor: Keoma Leandro Noronha da Fonseca
Desde as décadas de 80 e 90 do século XX, as tecnologias digitais têm se tornado cada vez mais
populares e acessíveis a uma vasta camada da população mundial. Devido às facilidades
indisputáveis proporcionadas por esse tipo de tecnologia para produção, distribuição e
consumo de informação, a cultura contemporânea está se tornando, nas palavras de Lev
Manovich (2001), “uma cultura codificada na forma digital”. Diante desse contexto, pretendo
discutir algumas questões relativas ao modo como a cultura literária está sendo gradualmente
transformada devido à sua proximidade cada vez mais intensa em relação à tecnologia digital.
Com base no aporte teórico dos Estudos Culturais – mais especificamente, o conceito de
Circuito da Cultura proposto por Paul du Gay, Stuart Hall e outros –, inicialmente, será
apresentado um panorama quanto às principais transformações ocorridas com a literatura no
que diz respeito às suas condições de produção, regulação e consumo devido à emergência das
tecnologias digitais. Em seguida, será apresentado um panorama relativo à emergência de
novos formatos e gêneros literários no universo digital, com foco no conceito de literatura
digital/eletrônica. Nesse contexto, será apresentado, inicialmente, um histórico e uma possível
tipologia da literatura digital com base em autores como Katherine Hayles, Jorge Luiz Antonio,
Alckmar dos Santos, entre outros. Serão apresentados desde alguns autores pioneiros da
década de 50, como Theo Lutz, a geração da hiperficção, liderada por George Landow, a poesia
digital até os novos formatos que surgiram após a popularização de aparelhos móveis –
celulares e tablets –, depois de 2010, tais como os book apps, os livros de realidade aumentada
e os projetos transmídia.
CONFERÊNCIA 2
LOS PROCESOS DE LECTURA Y ESCRITURA EN ENTORNOS DIGITALES
LUIS AGUIRRE
Universidad Nacional de Cuyo - Argentina
La mayoría de los estudios sobre los procesos de lectura y escritura recopilan evidencias
mediante protocolos de pensamiento en voz alta o cuestionarios, entre otras técnicas
tradicionales. Estos métodos se basan en las percepciones de los participantes sobre sus
procesos, así como en su capacidad para informarlos. Sin embargo, particularmente para
acercarse a los procesos de lectura y escritura en contextos digitales desde una perspectiva
sociocognitiva, en los últimos años se ha comenzado a emplear keystroke logging, que permite
16
recopilar datos comportamentales a cada milisegundo de manera relativamente simple y sin
interrumpir los procesos (Abdel Latif, 2008; Leijten y Van Waes, 2013). Esta técnica aporta
múltiples datos que pueden filtrarse para analizar los procesos de lectura y escritura digitales:
teclas presionadas en el teclado, movimientos del mouse, sitios web visitados, documentos
digitales consultados, pausas, etc. En esta conferencia discutiremos acerca de las
potencialidades de esta técnica, y de su combinación con otras, para el estudio de tareas
híbridas de lectura y escritura en entornos digitales. En este tipo de tareas, la lectura de
múltiples textos-fuente interactúa con la producción de un texto integral, poniendo en juego
habilidades de búsqueda, comprensión, síntesis e integración de la información (Castelló,
Bañales y Vega, 2011). Las investigaciones que han empleado keystroke logging han señalado
algunos procesos cognitivos claves para las tareas académicas híbridas realizadas en entornos
digitales (Aguirre, 2019; Chan, 2017, entre otras). No obstante ello, falta aún mayor evidencia
empírica para consolidar los hallazgos de un campo de estudio en desarrollo.
MESA DE DEBATES 1
Tema: ENSINO DE LÍNGUAS E LITERATURAS NA ERA DIGITAL
17
experiência desenvolvida durante o projeto realizado no Estágio de Pós-doutoramento, na
FLUC, os pressupostos teóricos que nortearam a pesquisa são os estudos de Hayles
(2009), Aarseth (2006), Zacharias (2016), Kirchof (2009), entre outros.
MESA DE DEBATES 2
Tema: LEITURAS DE MUNDO: PRÁTICAS E VIVÊNCIAS NO ENSINO DE LÍNGUA E LITERATURA
20
As recentes pesquisas e estudos sobre Letramentos (Novos letramentos, Multiletramentos,
Letramentos Críticos, Letramentos Digitais) levam em conta as premissas freireanas de
educação crítica, agência e cidadania. Entretanto, essas ideias vêm sendo reinterpretadas
social, cultural e historicamente, respondendo às mudanças sociais das últimas décadas, como
no caso do fenômeno da globalização e da comunicação digital. Nesse processo, novas noções
se incorporam às percepções de construção de conhecimento, de linguagens, valores,
identidades, expandindo as formas de interação, de produção, de relacionamentos – nas quais
incluem-se as relações de poder – em locais e campos de trabalho e na vida. Nesses, observa-se
a coexistência de novos e antigos paradigmas e a emergência, por um lado, de contradições e
conflitos e, por outro lado, de criação e inovação, trazendo desafios para a aprendizagem e
para o ensino das sociedades atuais e futuras. Este minicurso propõe abordar a percepção
crítica como um dos conceitos-chave na educação e no desenvolvimento de agência, questões
prementes na educação linguística e na linguística aplicada. Pretende focalizar a relação língua-
linguagem-crítica e a visão sobre expansão crítica na reconstrução das representações
linguísticas, culturais e sociais. Algumas das referência teóricas para o minicurso são: Kalantzis,
Cope (2008, 2012); Lankshear, Knobel (2013; 2011); Luke (2004); Freire (1967, 1987, 2001) nos
estudos sobre Letramentos; Biesta (2014; 2010; 2009); Janks (2014; 2008); Kubota (2004);
Monte Mór e Souza (2006); Rojo (2012; 2010) nas pesquisas sobre educação e ensino de
línguas e linguagens críticas e sobre os conceitos de Letramentos; e os estudos sobre crítica
desenvolvidos por Levinson (2011); Monte Mór (2013); Souza (2011), dentre outros. Esses
estudos são também desenvolvidos pelos participantes do Projeto Nacional de Letramentos:
“Linguagem, Cultura, Educação e Tecnologia” (Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq).
Palavras-chave: letramentos; letramento crítico; agência; cidadania ativa.
Este minicurso abordará alguns aspectos da literatura infantil e juvenil contemporânea, quais
sejam:
a) ainda o problema da catalogação: livro infantil e literatura infantil;
b) texto e imagem: autonomia e simbiose;
c) ilustradores e novas escritas;
d) histórias da História
e) casos de reendereçamento.
Este curso tem por objetivo fomentar reflexões sobre o específico juvenil no âmbito da
produção literária contemporânea. Busca-se apresentar uma reflexão acerca das obras eleitas
pelos jovens para leitura e do papel do professor e/ou mediador na formação desse leitor. Para
tanto, pretende-se apresentar e discutir algumas obras juvenis premiadas, bem como refletir
acerca de estratégias que possam motivar o jovem a constituir, pela leitura dessas obras, uma
biblioteca vivida.
21
LITERATURA MATO-GROSSENSE PARA ENSINO FUNDAMENTAL II:
SUGESTÃO DE PROJETOS
RENATO PINTO
Instituto Federal de Mato Grosso/Cuiabá
Os processos de escrita criativa que têm se expandido por todo o país são antigos nos Estados
Unidos da América. O poeta e prosador Edgard Alan Poe, por exemplo, é apontado como um de
seus iniciadores por lá. “A filosofia da composição” é um texto clássico desse conjunto e, a
exemplo de muitos outros escritores/ensaístas e teóricos produziram material de ficção e não
ficção ao longo de sua trajetória. Um curso de introdução à escrita criativa, a meu ver, deve
conter aspectos de caráter histórico em sua plenitude cronológica, mas também deve se ater a
elementos sincrônicos, o que contribui de maneira decisiva para a compreensão espaço-
temporal da produção contemporânea. Um segundo ponto importante é a relação da leitura
com a escrita, a partir da perspectiva da construção dos gêneros literários. É sabido, de maneira
bastante incisiva que a teoria dos gêneros de Aristóteles não se adequa mais para o estudo da
literatura do momento, embora seu conhecimento seja de cabal importância para o que já se
produziu por séculos e séculos. Vejo também com muita precisão uma abordagem a partir do
que grandes autores produziram e como falam de suas próprias obras. Livros que falam sobre
livros devem estar à cabeceira dos interessados no assunto. Outro aspecto relevante é o
diálogo as com plataformas contemporâneas e outras manifestações artísticas. Deve-se
observar também a ênfase sobre a tríade Leitura, Criação e Sistemas Literários. Destaco ainda o
conceito de transubstanciação, ou seja, a migração de textos literários para outros suportes,
tais como cinema, teatro, televisão, videoclips e jogos eletrônicos. Finalizo com o diferencial
que destaca a abordagem teórico-prática para a escrita de textos de ficção e não ficção, com
23
foco na produção ensaística, a questão da autoria e o lugar do leitor e o conceito de pós-
verdade aliado a outras questões contemporâneas na literatura.
ROMEU DONATTI
Teoria e prática parecem travar e perpetuar uma discussão perene. Há defensores e opositores
para ambas. Fato é que na atualidade, em um mundo repleto de mudanças multisetoriais, urge
a necessidade de encontrar-se harmonia entre esses dois construtos, a fim de que, no âmbito
educacional, a formação inicial dos cursos de Letras seja mais eficiente ao promovê-la,
ocasionando reflexos substanciais na prática pedagógica dos docentes em sala de aula. Os
objetivos desta apresentação são a) demonstrar o que as Diretrizes Curriculares Nacionais para
o Curso de Letras propõem para a formação desse profissional, b) analisar, subsequentemente,
como esse profissional absorve as teorias estudadas na formação inicial e c) evidenciar como
ele as articula com a prática em seu fazer pedagógico cotidiano. Como recursos metodológicos
foram utilizados a entrevista semiestruturada com 14 participantes (professores de língua
inglesa de Centros de Educação de Jovens e Adultos – CEJAs), aplicação de um questionário on-
line e o estudo do Parecer CNE/CES 492/2001. Para fomentar o aporte teórico, Celani (2016),
Imbernón (2011) e Paiva (2003), são algumas das referências utilizadas. Os resultados apontam
que a articulação entre teoria e prática ainda está descompassada, mas se faz necessária. Nesse
sentido, entendo que o estudo das teorias é essencial no fazer docente e requer do professor
em sala de aula e na elaboração dos currículos dos cursos de Letras um (re)pensar que
possibilite uma aproximação mais significativa entre teoria e prática.
Palavras-chave: teoria e prática; formação inicial; cursos de Letras; língua inglesa.
25
Este artigo ora apresentado é o resultado de uma pesquisa realizada junto ao grupo indígena
Mekragnotire, subgrupo dos Kayapó Setentrionais, que se autodenominam como Mebengokre,
pertencentes ao tronco linguístico Macro Jê e família linguística Jê. A pesquisa foi realizada na
aldeia Kubenkokre situada no sudoeste do estado do Pará. Inicialmente buscamos apresentar a
constituição desta etnia por meio de dados bibliográficos e etnográficos que abordam suas
origens, partindo da contextualização dos próprios Mekragnotire e registros de pesquisadores
sobre os primeiros contatos com os agentes de colonização. O artigo se constitui de pesquisa
bibliográfica e etnográfica no âmbito da literatura sobre a temática indígena objetivando o
entendimento do processo de luta política do povo Mekragnotire pelo direito a educação
escolar nas aldeias. Este trabalho respalda-se em pesquisadores como Turner (1992), Melatti
(1974), Lea (1986), Luciano Baniwa (2006) dentre outros. O trabalho propõe-se discutir a
importância da construção analítica capaz de contextualizar a temática educação/escola/aldeia.
Busca-se retratar a determinação e persistência desse povo que, através de suas lutas o
resultado enfim se deu através da conquista de uma unidade escolar implantada na aldeia
Kubenkokre. No entrelaçamento dessas visões no que tange o processo de busca ao acesso à
educação formal como meio de fortalecer suas lutas, os Mekragnotire instrumentalizaram a
escola como ferramenta para aprimorar e resguardar seus direitos.
Palavras-chave: Kayapó; Mekragnotire; contatos interétnicos.
Este trabalho tem como objetivo analisar o conto “Chuva benta”, da escritora mato-grossense
Marta Cocco, da obra Não presta pra nada (2016), articulando a teoria literária para leitura do
texto e o letramento literário para leitura em sala de aula, visando a melhoria do ensino
aprendizagem. Propõe-se a leitura com a análise do conto, para investigação da representação
da mulher na narrativa, bem como a reflexão de como a personagem se configura. Partindo da
perspectiva de Zolin, de que “os escritos de mulheres, assim como aqueles relacionados às
minorias étnicas e sexuais e dos segmentos sociais menos favorecidos, são relativamente pouco
difundidos em sala de aula.” (ZOLIN, 2019, p. 235). Esse estudo irá considerar as três acepções
da palavra conto para Julio Casares e Cortázar, sendo elas: 1. Relato de um acontecimento; 2.
Narração oral ou escrita de um acontecimento falso; 3. Fábula que se conta às crianças para
diverti-las (GOTLIB, 1990, p.11). As vozes femininas ficaram por muito tempo silenciadas no
espaço social, de modo consequente, no ambiente literário. Com a luta de direitos cada vez
mais presente, a literatura feminina vai ganhando cada vez mais lugar no coletivo. Essa
proposta busca aliar o estudo da representação da personagem na narrativa ao estimulo à
leitura de obras além do cânone em sala de aula. Vale ressaltar que, sendo essa perspectiva,
um tanto nova, é necessário que o professor tenha acesso a um arcabouço teórico e
metodológico para atuar nesse tipo de texto que interfere na prática social da atualidade.
Palavras-chave: mulher; letramento literário; conto.
26
O termo crenças no processo de ensino-aprendizagem tem sido alvo de pesquisa de diversos
estudiosos no Brasil e no mundo BARCELOS, 2004, ALMEIDA FILHO, 1993, MADEIRA, 2008,
HIRATA, 2012, ABRAHÃO, 2004. Além disso, por ser um termo complexo, diversas áreas de
estudo têm voltado seu olhar para este campo, tais como a Filosofia, Antropologia, a própria
Ciência Histórica etc. Uma das áreas que apresenta fortes discussões sobre o assunto é a
Linguística Aplicada e é nessa área que este trabalho se apoia. No decorrer deste estudo foi
possível compreender que o termo crenças não possui uma definição única, pois, segundo
Barcelos (2004), a existência de vários termos e definições é uma das questões que torna este
assunto difícil de se investigar. Para contribuir com essa discussão, a presente pesquisa teve por
objetivo analisar as crenças sobre formação inicial de professores de inglês de seis acadêmicos
do curso de Letras de uma universidade pública estadual, localizada no município de Sinop/MT.
Os participantes da pesquisa, fazem parte de um programa organizado pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) intitulado Residência Pedagógica (RP),
em Língua Inglesa. A natureza da pesquisa é qualitativa e o método de coleta de dados foi um
questionário semiestruturado disponibilizado aos acadêmicos participantes da RP. Os
resultados obtidos foram organizados sob a perspectiva de uma abordagem interpretativa. A
partir da análise das crenças dos acadêmicos notou-se que eles compreendem a RP como o
momento de colocar em prática o que aprenderam durante as aulas de língua inglesa na
graduação, mas também enxergam o programa como um momento para a aprendizagem do
inglês, o que vai de encontro com a ideia da CAPES de que o programa visa apenas promover a
imersão do licenciando na escola de educação básica, a partir da segunda metade de seu curso
e não a aprendizagem da língua inglesa em si. Dois dos participantes da pesquisa mostraram-se
inseguros, principalmente com relação a proficiência na língua para ministrarem aulas,
entretanto compreendem a RP como um espaço rico de pesquisa e de reflexão das práticas
docentes no ensino de língua inglesa.
Palavras-chave: linguística aplicada; formação inicial; língua inglesa; residência pedagógica.
A presente comunicação faz parte de um projeto de mestrado que está em andamento, cuja
aplicação da sequência básica em sala de aula ocorrerá no próximo ano. Objetiva-se trabalhar o
gênero textual diário, considerando aspectos sociais e do cotidiano do alunado. Para isso, será
trabalhada a obra Quarto de despejo: Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, como
referência para a construção de sentidos na produção textual e valorização do contexto em que
cada aluno se insere. Alguns dos referenciais teóricos usados no embasamento do trabalho
foram, Thiollent (2011), Cosson (2016), Rojo (2009), Coscarelli (2012), Jesus (1994), entre
outros. Considerando o contexto atual em que se valoriza a imagem, propomos um trabalho
com fotografias do dia a dia dos alunos, para mostrar aspectos dos textos não verbais na
construção dos significados e sentido. Assim como o texto verbal, a imagem constitui-se em
discurso. A pesquisa será direcionada por meio da leitura que objetiva uma junção entre a
leitura, o registro de imagens - fotografias e a tradução dos momentos mediados pela escrita
contínua e persistente que desencadeará no aprendizado constante, bem como valorizará os
aspectos autorais de cada indivíduo. O gênero diário traz consigo particularidades essenciais,
pois trata-se da escrita e consiste em um texto pessoal carregado de subjetividade, relata
opiniões, desejos, acontecimentos, fatos e tudo que envolve uma vida em particular. Esses
fatos do cotidiano podem transformar-se em aliados para o ensino e a aprendizagem, visto que
o aluno está completamente imerso no mundo descrito, e por ser algo que lhe pertence,
demonstrará maior envolvimento e, consequentemente, aprendizado. A leitura do livro será
um momento de reflexão e valorização de aspectos sociais e pessoais, considerando que a
autora Carolina Maria de Jesus relata sua história de vida, os pormenores de uma luta diária na
favela, com filhos para criar, mãe solteira e vítima de preconceitos da sociedade em que se
insere. É na valorização do social e da atemporalidade literária que nosso trabalho com o
gênero diário se embasa, pois ele tem raízes nos problemas com os quais nos deparamos todos
os dias, e que requer reflexão, caminhos alternativos, pautados em “textos” reais,
emaranhados de vida e expectativas em uma escola que ensina e forma para a vida.
Palavras-chave: leitura; diário; fotografia; letramento literário.
28
O TEATRO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA:
UMA ESTRATÉGIA DE TRABALHO COM AS TURMAS DO ENSINO FUNDAMENTAL I
MARCIELE MARCHESAN
REGINA CLAÚDIA FURTADO DE SOUSA LIMA
A presente pesquisa foi realizada em quatro turmas de 5° ano do ensino fundamental I em uma
escola municipal situada na cidade de Cuiabá, Mato Grosso. Trata-se de uma atividade de
intervenção, visto que, durante o decorrer do ano letivo verificamos que os alunos das turmas
em questão apresentavam grandes dificuldades para aprender conteúdos básicos da Língua
Inglesa, como o verbo ser ou estar, os pronomes/sujeitos e também vocabulários. Mesmo após
as aulas expositivas com a realização de exercícios escritos e também orais, notamos que os
alunos ainda não conseguiam assimilar o que era ensinado, visto que, não conseguiam obter
resultados satisfatórios durante as avaliações bimestrais. Mesmo retomando o conteúdo em
todas as aulas e estimulando os alunos a se envolverem com a disciplina, notamos uma grande
resistência dos mesmos, pois não compreendiam a necessidade de aprender uma segunda
língua. Desta maneira, visto a realidade dos alunos e os problemas enfrentados na unidade
escolar, vislumbramos a necessidade de aplicar a intervenção pedagógica, associando a
temática social sobre o bullying e o ensino de inglês. Durante as atividades interventivas os
estudantes foram expostos a leitura de pequenos textos e diálogos, interpretação de textos,
escrita e criação de um pequeno texto teatral que colocasse em prática tanto a escrita dos
alunos, quanto a oralidade e habilidade de expressão, através da encenação das mini peças
teatrais que tiveram como tema o preconceito e o bullying na escola. Através das atividades
desenvolvidas durante esse projeto, notamos que as crianças se sentiram envolvidas e fazendo
parte do processo de criação e aprendizado, vendo que eram capazes de escrever e falar
pequenos diálogos em Língua Inglesa. Além disso, também foi possível debater com os alunos
acerca dos problemas enfrentados diariamente com relação ao bullying. Como fundamentação
teórica para a discussão dos dados obtidos nessa pesquisa, realizamos leituras de teóricos
sobre a aprendizagem de línguas, como Leffa (2001) e Paiva (2009). Com relação a importância
do texto teatral como estímulo para trabalhar a oralidade Jorge (2006), e Fante (2005 e 2008)
que nos auxiliou a levantar reflexões sobre o bullying na sala de aula e como levar nossos
alunos a refletirem sobre esse assunto. Através desse projeto de intervenção, conseguimos
observar uma melhora significativa tanto na aprendizagem e na superação das dificuldades que
os alunos tinham com relação a Língua Inglesa, quanto na relação afetiva entre aluno/professor
e aluno/aluno, contribuindo desta forma não só para a melhora da condição intelectual, mas
também social desses estudantes.
Palavras-chave: teatro; bullying; inglês.
PATRÍCIA VERTUAN
ORIENTADORA: ALBINA PEREIRA DE PINHO SILVA
Em atenção aos níveis de proficiência em leitura e escrita apresentados pelos estudantes dos
anos finais do Ensino Fundamental, e diante das tecnologias digitais cada vez mais acessíveis e
que, muitas vezes, apresentam-se mais atrativas aos adolescentes do que os livros e os bancos
29
escolares, surge a reflexão acerca do que tem sido apresentado a esses jovens no ambiente
escolar: que leituras têm realizado e que gêneros estão sendo explorados para desenvolver as
habilidades leitoras e escritoras desejáveis. Além disso, que recursos têm sido adotados para
despertar a atenção e interesse dos estudantes de modo a resultar em uma significativa
aprendizagem. A partir desses questionamentos, este trabalho tem por objetivo apresentar os
aspectos metodológicos da pesquisa intitulada Práticas de leitura e produção do gênero
anúncio em suporte da rede social Facebook: uma proposta intervencionista sob o enfoque dos
multiletramentos, em desenvolvimento no âmbito do PROFLETRAS. A pesquisa investiga como
as práticas de leitura e produção do gênero anúncio, com uso de tecnologias digitais, sob a
perspectiva dos multiletramentos, podem contribuir com o processo de apropriação dos
elementos multimodais. O projeto tomou como referência os princípios do método da
pesquisa-ação (THIOLLENT, 2011). A partir da perspectiva dos gêneros discursivos (BAKHTIN,
1997) e dos multiletramentos (ROJO, 2012), a proposta intervencionista foi desenvolvida por
meio de um Protótipo Didático, que será o foco desta apresentação. A elaboração do Protótipo
Didático levou em consideração os descritores das Orientações Curriculares do Estado de Mato
Grosso e as habilidades descritas na Base Nacional Comum Curricular. Para a estrutura e ordem
das atividades, serviram como referência os quatro encaminhamentos didáticos da pedagogia
dos multiletramentos: prática situada, instrução aberta, enquadramento crítico e prática
transformada (ROJO, 2012). As ações do projeto tiveram por objetivo mobilizar os alunos e
incentivar a leitura crítica, em uma turma de 8º ano do Ensino Fundamental, a partir de um
gênero de ampla circulação social: o anúncio publicitário.
Palavras-chave: leitura e produção textual; multiletramentos; protótipo didático.
A administração executiva da cidade de Santa Carmem – MT tem como foco ofertar um ensino
educacional público e de qualidade a todos que dela precisar, a começar pelo corpo docente,
todos possuem formação e especialização na área de atuação, e aos discentes é dado todo o
material didático adquirido do Instituto Alfa e Beto (IAB). Em prol de uma educação de
qualidade este estudo visa relatar como ocorre o processo de praticabilidade do Programa Alfa
e Beto de Alfabetização a partir da sua implantação. Trata-se de um programa de ensino
estruturado que trabalha a alfabetização através do método fônico das Letras. Objetiva garantir
que todos os alunos estejam plenamente alfabetizados ao fim do 1º ano do Ensino
Fundamental, isto é, que todos os estudantes não só estejam aprendendo a ler como domine o
nível básico de fluência em leitura e escrita, significando uma base sólida na progressão do
estudo escolar. O Programa, também é tido como meio eficaz de alfabetização capaz de elevar
os índices do ensino de Santa Carmem a nível Estadual e Nacional. Além de oferecer todo o
31
material para os educandos, compostos por: livro de Língua Portuguesa, Matemática (2
volumes), Ciências, Grafismo, minilivros e um Tablet, sendo este último para realização do teste
de Língua Portuguesa, que antes do teste os alunos fazem uma vez por semana o treinamento
no Tablet (jogos de alfabetização). Para os professores o Instituto disponibiliza todos os
manuais dos livros, livros e agendas. Há no programa um acompanhamento de todos os
trabalhos realizados por meio de coordenadorias regionais e locais de educação as quais foram
capacitadas pelo próprio Instituto Alfa e Beto a estarem aplicando cursos de formação em
relação à forma de se trabalhar cada material. Bem como o preenchimento de documentos
bimestrais, onde a escola informa dados sobre frequência dos alunos, andamento dos
trabalhos, e resultados dos testes. Os dados são analisados pela escola, coordenadoras
regionais e pelo próprio Instituto Alfa e Beto. Todos os materiais para as avaliações já vêm
pronto para o professor e coordenador aplicarem. O processo de ensino-aprendizagem é
avaliado diariamente por professor regente da sala e coordenação local, bimestralmente,
sempre enfatizando a melhoria e qualidade educacional. Esta pesquisa foi desenvolvida a partir
da prática pedagógica das professoras alfabetizadoras com esse método de ensino adotado
pela escola, com enfoque qualitativo, bibliográfico do próprio mentor do programa, Oliveira
(2008) e estudo de caso, com a participação da diretora da escola, coordenadora local do
programa, e as experiências de três professoras.
Palavras-chave: programa Alfa e Beto; método fônico; prática pedagógica.
Este texto pretende apresentar uma reflexão dos indicadores apontados no Projeto de
Intervenção das Escolas Plenas de Várzea Grande, com foco no componente de Língua
Portuguesa. Instituída pela Lei Estadual nº 10.622/17, a Escola Plena, iniciou a execução das
avaliações diagnósticas de Língua Portuguesa e Matemática, como uma das ações pedagógicas
para melhoria da qualidade da aprendizagem. Para a execução do projeto Escola Plena, na
primeira adesão ao Programa de Fomento do MEC, o Estado contou com vários parceiros, entre
eles o Instituto de Qualidade no Ensino – IQE, responsável pela elaboração e tabulação dos
dados das avaliações diagnósticas e formação de nivelamento dos professores de Língua
Portuguesa e Matemática, com vistas a apoiar o modelo pedagógico ancorado nos princípios
educativos e na Base Nacional Comum Curricular. Neste contexto, esta intervenção pedagógica,
uma ação do modelo da Escola Plena, é apontada, nesta pesquisa, como mecanismo que busca
a elevação da proficiência dos estudantes. Em 2018, com o desligamento do IQE, o Núcleo de
Educação Integral, se constitui como Coordenadoria de Ensino Integral - CEIn e assume a ação
do Projeto de Intervenção em parceria com o Núcleo de Avaliação da Secretaria de Educação, o
Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica de Mato Grosso –
Cefapro e professores das escolas plenas. Para elaboração do Projeto de Intervenção nas
escolas, a CEIn realizou formação EAD para os professores, encaminhou orientativo de modo a
subsidiá-los no planejamento de atividades e estratégias, de cunho interdisciplinar, voltadas
para o trabalho com objetivos de aprendizagem e descritores, respectivamente do ensino
fundamental e ensino médio, que obtiveram menores desempenhos pelos estudantes na
avaliação de entrada, ocorrida em julho do ano em questão. A pesquisa tem a pretensão de
apontar os resultados obtidos em Língua Portuguesa nas E.E. Manoel Gomes e E.E. Honório
32
Rodrigues de Amorim a partir das ações desenvolvidas nos planos de intervenção, cujo o
objetivo era a promoção das aprendizagens relacionadas aos objetivos de
aprendizagem/descritores. Esta pesquisa está apoiada nos epistemológicos Hoffman (2010),
Vasconcellos (2013), Freire (2016), Perrenoud (1993) entre outros, numa vertente da reflexão
da prática pedagógica para a melhoria no desempenho acadêmico do estudante no processo de
ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: escola plena; intervenção pedagógica; língua portuguesa.
Uma das maiores dificuldades encontradas pelos professores no ensino de uma língua
estrangeira (LE) é a desmotivação dos alunos. Habituados com aulas monótonas e repetitivas,
os educandos acabam perdendo o interesse (fator que é muito importante para a
aprendizagem de LE). Dessa forma, este trabalho objetiva discutir e analisar uma intervenção
feita com os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola estadual nas aulas de
língua inglesa. Tal intervenção foi feita por meio da exposição do filme Inside Out. O filme foi
reproduzido para os alunos com áudio em inglês e legenda em português visando lhes
oportunizar uma aula mais atrativa, viabilizando, assim, o processo de aquisição inconsciente
da segunda língua. Para identificar os problemas de aprendizagem da língua e observar
resultados foram desenvolvidas atividades em sala de aula antes e após a reprodução do filme.
No que concerne à aquisição de vocabulário e aprimoramento da pronúncia foram
desenvolvidas atividades escritas e orais nas quais foram utilizados trechos do filme Inside Out.
Além de proporcionar desenvolvimento da aquisição da língua inglesa, as atividades
objetivavam trabalhar o entendimento dos alunos acerca do assunto “Inteligência emocional”,
temática presente no filme e que possui grande importância em ser debatido entre os jovens
dessa faixa etária. Para a realização da aula e análise dos dados coletados, foi utilizado como
aporte teórico o autor Stephen Krashen e as suas contribuições acerca da abordagem natural,
que compreende a aquisição inconsciente de uma segunda língua, e o conceito de filtro afetivo.
Pôde-se observar como resultados o engajamento dos alunos, devido ao estímulo causado pela
apresentação de uma aula diferenciada, a aquisição de vocabulário e o surgimento de um
debate interessante sobre a temática “Inteligência Emocional”. O estudo filia-se aos princípios
da pesquisa qualitativa de natureza intervencionista. Além de Krashen (1985, 2004), também
são citados outros autores que discutem sobre o uso de filmes no ensino-aprendizagem de
línguas (NAPOLITANO, 2003; FRANCO, 2004, entre outros).
Palavras-chave: filtro afetivo; ensino-aprendizagem; formação inicial.
A história de lutas pelos diretos de grupos minoritários no Brasil tem sido acentuada nos
últimos anos. O Estatuto da Pessoa com Deficiência, que entrou em vigor no início do ano de
2016, traz em sua concepção a Lei 13.146 / 2015 tratando dos direitos da inclusão da pessoa
33
com deficiência aos bens culturais da sociedade. Neste sentido, a comunidade surda tem
escrito sua própria trajetória de lutas, principalmente no que tange à inserção escolar, tanto
que o curso de Letras da UNEMAT Sinop, com habilitação em Português/Inglês, conta hoje
com alunos surdos em fase de conclusão do curso. Considerando as atuais configurações da
sociedade pós-moderna que estamos, tornam-se objeto de pesquisa os elementos envolvidos
nos processos de construção de perfis identitários Stuart Hall (2006), Manuel Castells (1999),
Moita Lopes (2003) e Zygmunt Bauman (2001)). Este trabalho, portanto, trata sobre as
problemáticas inerentes ao ensino de Língua Inglesa no espaço universitário, voltando um olhar
crítico-reflexivo para o processo de formação destes letrandos surdos, no intuito de
compreender como tem se dado a construção de suas identidades enquanto
teachers. Devemos lembrar que a aprendizagem de uma nova língua está diretamente
relacionada a fatores ideológicos e identitários. Pensar um contexto de formação de
professores de LI requer também preocupação com estes aspectos (RAJAGOPALAN, 2001;
ALMEIDA FILHO 1992). Neste sentido, o presente trabalho utiliza-se dos pressupostos da
Análise Crítica do Discurso (ACD), fundamentada pelo estudioso Norman Fairclough (2003),
enquanto método de análise dos enunciados dos sujeitos da pesquisa. Ainda, considerando que
a ACD pensa a linguagem num viés dialético, de transformação social, e, tomando como base
as postulações de Bonny Norton (2003, 2010) sobre investimento e comunidades imaginadas,
este trabalho pretende apresentar algumas ações formativas que possam contribuir para uma
formação crítica-reflexiva e emancipatória destes letrandos, visando transformações sociais
que impactem a sociedade em geral e a comunidade surda em específico no que tange ao
acesso ao Inglês enquanto língua adicional.
Palavras-chave: acadêmicos surdos; identidade; professores de inglês; formação acadêmica.
RISCIELI DALLAGNOL
ORIENTADORA: LEANDRA INES SEGANFREDO SANTOS
O presente trabalho tem por objetivo apresentar os dados parciais de uma pesquisa em
andamento, desenvolvida em um curso de pós-graduação lato sensu em ensino-aprendizagem
de línguas adicionais para crianças ofertada pela Unemat, campus de Sinop. O surgimento
desse curso ocorreu pela necessidade de capacitar os profissionais que atuam ou desejam atuar
no ensino de línguas para crianças na região Norte do estado de Mato Grosso, aliás, inédito no
Brasil na modalidade presencial, referente ao seu tema. Com o intuito de entender as
especificidades do processo de formar os docentes para ensinar, significativamente, línguas
adicionais para crianças, salientamos a escolha pela abordagem de uma pesquisa qualitativa e
de cunho interpretativista. O diário de campo reflexivo foi escolhido como um instrumento de
geração de dados, pois justifica-se pelo contexto da necessidade de se registrar os fenômenos
observados nas aulas do curso de especialização, no qual, para registro, empregamos modelo
desenvolvido por Santos (2009). Dessa maneira, os registros são compostos pelas ações
desencadeadas pelos 27 participantes da especialização, e os respectivos docentes, que são 09
(nove). Outro apoio para a geração de dados foi a entrevista semiestruturada que está
relacionada a confecção de um tópico guia, pois possibilitou emergir questões momentâneas à
entrevista e assim, a manifestação de respostas livres, não condicionadas a um padrão de
alternativas. Acreditamos que, conforme Bauer, Gaskell e Allum (2002), poderíamos atingir um
referencial seguro com representatividade dos diferentes perfis da população. Os resultados
parciais apontam que o processo de ensinar e formar docentes para trabalhar com o ensino de
língua adicional para crianças requer um cuidado extremo e entender que a identidade
profissional do professor é construída de forma processual, subjetiva, que corresponde a sua
experiência individual e social. Logo, no contexto da contemporaneidade, em que Leffa (2012)
diz que ensinar é olhar para o futuro, o docente tem a possibilidade de (re)pensar na sua
atuação e o desafio está em formar professores capazes de refletirem sobre suas crenças e de
serem um agente ativo da sua prática. Ademais, conhecer como a criança adquire e aprende
línguas, bem como aportes teórico-metodológico-culturais são imprescindíveis para uma
formação consistente para atuação com este público específico.
Palavras-chave: formação docente; ensino de línguas para crianças; língua adicional.
Este artigo aborda a presença da literatura em um livro didático da coleção “Projeto Teláris”,
especificamente a Unidade 2 - Capítulo 3, páginas 82 a 94, sendo o volume do 6º ano do Ensino
35
Fundamental - Anos Finais, da disciplina de Língua Portuguesa, distribuída pelo Programa
Nacional do Livro Didático (PNLD) 2017-2019, pelo fato de ter sido a mais escolhida pelas
instituições de ensino no estado de Mato Grosso. O objetivo central é refletir pelo modo como
o texto literário é abordado no livro didático, se sua presença tem potencial para o letramento
literário dos alunos (no sentido de despertar para o gosto da leitura e de desenvolver suas
competências progressivamente) e cumpre a função de seu papel humanizador. Também
mencionaremos o papel dos professores como incentivadores da leitura literária no contexto
intra e extraescolar e como eles podem trabalhar o texto literário para sensibilizar o aluno a
sentir e a pensar sobre os textos. Nesta perspectiva, pretendemos analisar a proposta
apresentada no livro didático citado anteriormente, Unidade 2 “Conto: imaginação e
realidade”, e Capítulo 3 “Conto em prosa poética”. Bem como expandir a reflexão sobre o papel
do professor nesse processo de letramento literário do aluno. O principal referencial teórico
está pautado em COSSON (2012). A pesquisa deste artigo delineia-se na coleta de dados de
fontes bibliográficas e no método da análise de conteúdo. Os procedimentos analíticos são de
natureza qualitativa. O resultado aponta que são importantes para além da utilização dos
textos literários presentes no livro didático, o incentivo do professor e a organização dos
momentos da leitura de textos literários com os alunos.
Palavras-chave: literatura; livro didático; ensino fundamental.
37
GUISELLA ELIANA HUAMAN VARGAS
Quem nunca gostou de ouvir historinhas? o mesmo de contar uma? isso é uma prática tão
normal, e que surgiu há muito tempo, aliás a própria origem do ensino está enraizada na
tradição oral e nas histórias e lições contadas através das culturas e civilizações da antiguidade.
Hoje pode-se dizer que está presente tanto no meio escolar como no familiar e que faz parte
não só do mundo das crianças, embora sejam elas as mais encantadas. Ouvir e contar histórias
tornou-se parte de seu mundo, e é muito mais interessante se são elas as protagonistas, como
assim aconteceu em este trabalho que surgiu como uma tentativa de motivação e interação da
língua espanhola com a prática. Este estudo é de abordagem qualitativa, com estudos de cunho
bibliográfico, do tipo estudo de caso realizado com um grupo de alunos, com o objetivo de
contribuir na ampliação de seus conhecimentos na língua espanhola, através de histórias
curtas, narradas pela professora e com a participação dos alunos. O estudo de campo foi
realizado em uma escola privada de Sinop, por meio de intervenção pedagógica em sala de
aula. Os sujeitos do estudo foram alunos da turma do 6 ano que conta com 13 alunos
matriculados. Especificamente, objetiva-se verificar se o aprendizado construído por meio das
histórias contadas pela professora e atuado pelos alunos, enriqueceu e incrementou seus
conhecimentos na língua espanhola. Desse modo, percebeu-se que utilizando a contação de
histórias como uma metodologia de interação e conhecimento, é possível despertar a
motivação dos alunos para obter uma melhor disposição e uma aprendizagem significativa com
relação a língua espanhola.
Palavras-chave: contação de história; língua espanhola; aprendizagem.
LUCIVANI CERVIERI
MAURILÚCIO MACIEL MARTINS
38
A ROTINA DIÁRIA DA LEITURA DELEITE COMO
FERRAMENTA NO PROCESSO DE LETRAMENTO
Várias são as ferramentas que o professor tem para realizar suas atividades com as crianças de
maneira lúdica e dinâmica, aqui destacamos uma delas que é a leitura deleite. Por muito tempo
utilizava-se um texto para a partir dele realizar a proposta de trabalho, desenho, pintura entre
outras, porém, ler por ler pode fazer parte da rotina e estar inserida no planejamento diário.
Este trabalho foi realizado com crianças da Turma Fase II, idade de 5 anos. O objetivo principal
foi demonstrar que pode-se apreciar a leitura de um livro sem a obrigação de realizar alguma
atividade relacionada ao texto. Esse momento de sentar, ler, conversar sobre o que se foi lido
de forma livre passou a ser o auge da aula, sendo uma grande possibilidade para introduzir
diversos gêneros literários, poemas, contos, fábulas, álbuns e outros. O debate sobre o que foi
lido ajuda atribuir sentido ao texto, é possível interpretar com base em seus conhecimentos de
mundo e de outros textos. Essas leituras foram previamente selecionadas e inseridas no plano
de ensino e continham objetivos como: apropriar-se do comportamento leitor, compreender a
função social da escrita, despertar o gosto pela leitura, ampliar vocabulário. Cada dia da
semana foi levado um livro diferente e com textos de qualidade, em roda a lia-se e instigava as
crianças a anteciparem acontecimentos e a curiosidade sobre o final das histórias, com frases
como, “Crianças vamos fechar o livro e amanhã terminamos de ler!”, e assim elas ficavam
querendo saber o que iria acontecer, e esperavam o momento onde iriam se divertir e
expressar opinião e serem ouvidas tanto pela Professora quanto pelos colegas. O que se
conclui, portanto, é que a leitura realizada de forma dinâmica leva as crianças a terem um
maior interesse em manusear os livros e tornarem-se mais argumentativas.
Palavras-chave: educação infantil; crianças; leitura.
Sabe-se que a leitura se faz presente a todo instante na vida das pessoas, entretanto ainda se
percebe que falta a verdadeira leitura. A leitura será sempre o principal meio de aprendizagem,
hoje em dia os alunos precisam conhecer todas as características dos textos, já que leem pela
internet, aplicativos e redes sociais. Com o intuito de ampliar o repertório de leitura, incentivar
a leitura de forma prazerosa, desenvolver a oralidade e a escrita, ampliar vocabulário e
estabelecer a leitura como ferramenta para a construção do conhecimento, ou seja, para
incentivar e fazer os alunos vivenciarem a leitura torna-se importante trabalhar a leitura
durante o ano utilizando-se de ao menos uma aula para esse fim. Nesta perspectiva, amparou-
se teoricamente em autores como Cândido (2011), Cosson (2016), Freire (2001), Vidal (2009),
entre outros para dialogar sobre a leitura de livros e o prazer da leitura para o processo de
ensino e aprendizagem. Desta forma, decidiu-se em realizar uma vez por semana a atitude de
levar os alunos para frequentarem a biblioteca da escola para a leitura de livros de escolha
deles, posteriormente entregam um resumo do que leram, no decorrer do ano comentam em
sala sobre o que leram, do que mais gostaram e do que não gostaram. Em algumas aulas, faz-se
leitura de um livro, uma parte dele ou comenta-se sobre algum livro lido, sendo estas, uma
estratégia para instigar a busca por livros, outro meio utilizado é o de passar filmes baseados
39
em livros e comentar sobre as diferenças entre o que é passado no filme e o que consta nos
livros em que foram baseados, aguçando assim a curiosidades dos alunos. A partir dos
resultados no desenvolvimento das atividades propostas por este trabalho os alunos passaram
a fazer mais leituras, melhoraram a interpretação, o desempenho das atividades de língua
portuguesa, bem como passaram a pedir por mais aulas nesse formato. Portanto, conclui-se
que ao despertar o interesse no aluno, faz leitura e melhora seu desempenho, chegando até
mesmo aos que aparentemente não possuem o hábito de ler.
Palavras-chave: imaginação; leitura; prazer por ler.
Este estudo apresenta um relato de experiência de uma bolsista do PIBID baseada em uma
proposta desenvolvida em Língua Inglesa em uma escola estadual de Sinop-MT por meio do
projeto de ensino-aprendizagem “Anglicismos nas redes sociais”, com o objetivo de contribuir
para o conhecimento de língua inglesa dos alunos do ensino médio, avaliar a compreensão que
esses possuem sobre anglicismos, bem como esse fator interfere na linguagem e comunicação
no cotidiano. A internet tornou-se um campo de informações muito popular, os jovens são os
principais usuários e utilizam o seu tempo livre para se conectarem a seus vários aplicativos,
jogos, sites e redes sociais, interagem com seus contatos, assistem a vídeos, jogam em grupos e
se contactam através da comunicação digital de maneira rápida e genérica. A linguagem
utilizada na internet advém de processos modernos que modificaram a língua, a globalização
permitiu que as variações sejam muito presentes, o “internetês” é uma fonte de abreviações da
língua portuguesa, e os anglicismos são destaques na composição dos “posts” e “status” dos
usuários das redes sociais. Para fundamentação teórica tivemos o apoio de Assis-Peterson
(2008), Justina (2006, 2008) Sanou (2018). Os resultados indicam que a trabalhar com essa
linguagem é importante, pois está presente nas interações dos alunos e, aumenta a capacidade
de pluralismo linguístico, portanto, é recomendável que a escola a revisite com um olhar crítico
e como forma de ampliar o acerva lexical.
Palavras-chave: língua inglesa; ensino-aprendizagem; anglicismos; intervenção docente.
As avaliações externas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) têm por objetivo
verificar a qualidade do ensino oferecido pelos sistemas educacionais brasileiros, a prova de
Língua Portuguesa é construída com foco na leitura, sendo assim, ela averigua se os estudantes
são capazes de apreender o texto em diferentes níveis de compreensão, análise e
interpretação. Os resultados obtidos dessas provas apontam para um desempenho não
satisfatório dos alunos matogrossenses, ou seja, o nosso estado encontra-se aquém das
projeções de metas. Reverter esses índices é função dos gestores e das políticas públicas, dessa
40
forma, uma das demandas para a área de Linguagem do Centro de de Formação e Atualização
do Profissionais da Educação (Cefapro) de Sinop para o ano de 2019 é propor formações para
os docentes dos 9° anos do ensino fundamental e 3° anos do ensino médio, turmas que serão
avaliadas. Dessa forma, tivemos como problema de trabalho: como transformar a matriz de
escala de proficiência num instrumento pedagógico. Mediante essa problemática, elaboramos
um curso de formação continuada que tinha por objetivos: compreender o que é e como está
prevista a avaliação SAEB/2019; explorar a Matriz de Referência de Língua Portuguesa; analisar
os níveis de desempenho que compõe a Escala de Proficiência; discutir e visualizar
possibilidades de trabalhar a disciplina a partir das habilidades leitoras; fornecer condições aos
docentes para elaborar atividades que verifiquem, através de questões objetivas, o nível de
proficiência de seus alunos e utilizem esses dados como diagnóstico para o Projeto de
Intervenção da sua matéria. Como estratégias metodológicas lançou-se mão de exposições
dialogadas, oficinas, elaboração de atividades e planejamento de intervenção. Os estudos
foram realizados em encontros presenciais com 4 turmas diferentes e contou com a
participação de professores da disciplina de Língua Portuguesa das escolas estaduais de Sinop e
municípios vizinhos. A formação possibilitou aos participantes um momento de estudo coletivo
em que puderam conhecer e discutir os resultados da proficiência de suas escola, analisar se as
atividades que desenvolvem com seus alunos contribuem para o desenvolvimento das
habilidades cobradas nos descritores e (re)planejar ações que visem o trabalho com essas
habilidades. Toda essa dinâmica foi bem avaliada pelos participantes uma vez que foram
apontadas novas possibilidades de estudos e a necessidade de um trabalho contínuo no que
tange ao acompanhamento dos resultados das avaliações externas e ações para a melhoria da
proficiência leitora.
Palavras-chave: avaliação externa; descritores de língua portuguesa; formação continuada.
Este trabalho tem como finalidade avaliar uma proposta de ensino de língua inglesa que prevê
o desenvolvimento da capacidade de interpretação de textos curtos, como as tirinhas e as HQs,
de alunos do terceiro ano do ensino médio de uma escola estadual do município de Sinop MT.
Essa pesquisa recorre a abordagem qualitativa dentro de um perfil intervencionista. Será
fornecido um questionário avaliativo para levantamento de dados que será aplicado em duas
etapas, no início e no final do programa de aulas, as aulas serão divididas em cinco etapas,
apresentar as HQs e as tirinhas aos alunos; pedir para eles interpretar uma tirinha; formar
grupos para discutir sobre o assunto; explicar como se apresenta as HQs; seus planos; imagens;
como ler os sons entre outros. Posteriormente será sugerido que eles criem uma tirinha
utilizando ferramenta tecnológica da internet para que realizem a interpretação como forma
avaliativa, assim como exposição das tirinhas criadas pelos alunos. As tirinhas trabalhadas são
recortes que já foram utilizadas nas provas do ENEM de anos anteriores, a interpretação de
textos curtos como os apresentados em tirinhas que sempre estão presentes em provas e
concursos, pois carregam informações de temas variados e se apresentam de forma rápida e
ágil. Para a fundamentação teórica, autores como Dionísio (2011), Marcuschi (2005). Os
resultados esperados para essa pesquisa é que os alunos participantes possam conhecer mais
41
profundamente o gênero, interpretar de forma plausível e dar sentido à língua inglesa e isso os
prepare para provas e concursos.
Palavras-chave: língua inglesa; HQs; formação inicial.
Nosso trabalho busca investigar a prática docente, apresentar propostas de melhoria e, ainda,
suscitar uma reflexão sobre o letramento literário numa perspectiva de leitura e aprendizado
por meio de contos. Não há dúvida de que em um país plural, como o Brasil, é importante que a
prática da literatura seja voltada para a diversidade e para o uso de uma construção
cultural sem estigmas a fim de envolver sem qualquer rotulação todos os que estão envolvidos
com o processo de ensino e de aprendizagem. Assim, foram desenvolvidas atividades que
42
suscitassem essa reflexão sobre o uso de textos literários em suas variadas formas com a
utilização do gênero textual contos com foco em uma proposta de atividades literária. A
produção acadêmica recorreu à fonte de Bagno, Cosson e outros. Esperamos que as reflexões
aqui postas sejam utilizadas como instrumento de refinamento por todos os professores que
buscam melhorar a sua prática, conhecer melhor as produções literárias de seus alunos e,
sobremaneira, aprimorar com mais eficiência seus procedimentos de ensino, pois temos clareza
de que o professor é o grande mediador do conhecimento, em especial do texto literário e o
despertar do aluno para leituras estéticas. Percebemos, por intermédio da prática docente, as
inúmeras dificuldades e o pouco gosto pela leitura de textos literários em nosso alunado.
Avaliamos que há uma concorrência severamente desleal: tecnologia (celulares, videogames,
computadores, smartphones) com todas as suas cores, movimentos e musicalidade
versus livros em preto e branco. Todavia, é fundamental que o professor, como mediador do
conhecimento, desperte e busque desenvolver nos discentes o gosto pela leitura literária com o
propósito de contribuir para a sua formação cidadã, pois princípios como autonomia, reflexão e
alteridade são apreendidos através do contato com o texto estético. Além disso, busca-se
contribuir para a sociedade com a formação de cidadãos mais empáticos e compreensíveis a
fim de torná-la mais sensível e consciente diante de tantas atrocidades, pois não podemos
aceitar a naturalização da violência e das mazelas sociais como algo paisagístico e inebriante.
Palavras-chave: letramento literário; reflexão; conto; leitura.
O presente trabalho visa apresentar métodos de ensino mais comuns à realidade atual dos
alunos, sobretudo da rede pública de ensino. É perceptível como as tecnologias e rede sociais
estão cada vez mais presentes na sala de aula, os aparelhos celulares se tornaram um
equipamento de suma importância para os jovens. Diante disto, é necessário reinventar as
formas de ensinar, utilizando uma linguagem que dialogue diretamente com o aluno. Com esse
intuito, o gênero textual “meme” foi usado como forma de aproximar o estudante da língua
inglesa, muitas das vezes não presente na sua rotina. O objetivo é colocar os alunos em contato
com a língua inglesa através desse gênero tão comum entre eles, levando-os à compreensão da
linguagem que delas faz parte e promovendo uma forma de apreender conectado com o uso
linguística da vida diária. Foram realizadas aulas expositivas ressaltando sempre os principais
processos na interpretação de um texto em língua inglesa, incentivando-os a buscar a
compreensão mesmo que parcial do texto e trabalhou-se também a pronúncia de textos em
inglês. A pesquisa está filiada à abordagem qualitativa e de base intervencionista. Por ter uma
linguagem mais direta e mais próxima dos jovens o “meme” foi mais facilmente interpretado
logo de início, sendo comparado com um texto que se tratava do mesmo assunto, o “meme” se
mostrou menos complexo. Conclui-se que a educação e o letramento estão em constante
evolução já que o público a quem se dirige essas aulas muda constantemente por isso é
necessário criar métodos mais atuais que dialoguem com o aluno, facilite seu entendimento e
cative sua atenção.
Palavras-chave: língua inglesa; gêneros textuais; memes.
Nas Ruas do Brás, obra de Drauzio Varella, é uma narrativa que conta a trajetória de seu avô
paterno (imigrante Espanhol) e avós maternos (imigrantes Portugueses) bem como sua infância
no Bairro do Brás – São Paulo. A Sequência Básica, por ser uma prática de atividades
diversificadas, possibilita ao educando, uma inserção ao mundo da escrita, havendo uma
interação na forma de comunicação individualizada em relação ao seu conhecimento de mundo
e na forma de comunicar-se com outras pessoas. A partir dessa concepção, a leitura terá o foco
na interação ativa entre leitor/ouvinte, contextos escritos, orais ou multissemióticos oriundos
de diferentes campos de atividade humana para aprimorar a compreensão leitora de ouvinte
com atividades direcionadas, os quais os mesmos comentarão textos escritos. Essas
experiências devem incluir a reflexão sobre quem escreveu, para quem, sobre o quê, com que
finalidade, em qual tempo e espaço, como o texto circulou e chegou até nós. Esse processo é
fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a formação cidadã,
ampliando o conhecimento de mundo do aluno. As atividades serão propostas no decorrer da
apresentação de cada capítulo com enfoques diferenciados, um processo de apropriação da
literatura na construção de sentidos de acordo com Cosson, e que dessa maneira transcenda os
limites de tempo e espaço. Durante o desenvolvimento da Sequência Básica, os educandos
guardarão seus trabalhos em forma de portfólio, contendo todas as atividades elaboradas no
decorrer do desenvolvimento da Sequência Básica, em forma da produção de um portfólio no
qual as atividades serão apresentadas.
Para finalizar os trabalhos, os mesmos farão um pequeno livro constando suas memórias.
Palavras-chave: sequência; reflexão; conhecimento.
MARCIA WEBER
ZILETE LUIZ DOS SANTOS
Esse trabalho tem por objetivo apresentar a proposta e algumas ações da Intervenção
Pedagógica (Formação Continuada da/na Escola - SEDUC-MT) desenvolvida pelas
coordenadoras da Escola Estadual Cleufa Hübner. Entendendo como Intervenção Pedagógica
uma interferência intencional e responsável feita pelos educadores no processo educativo em
situação de superação ou potencialização, em que estão implicados o ensino e a aprendizagem
(DRC-MT, 2018). A necessidade surgiu a partir da análise e reflexão dos resultados das
Avalições Situacionais realizadas no início desse ano letivo (2019), que apontaram como
maiores dificuldades as questões em que os Objetivos de Aprendizagem (SIGEDUCA) exigiam a
leitura, interpretação e compreensão do textos multissemióticos, aliados ao contexto. Desse
forma, propomos socializar os trabalhos realizados em sala de aula pelos professores, em um
Jornal Mural (quinzenalmente) e nas mídias digitais da escola (Facebook e Instagran),
trabalhando com diversos gêneros textuais. Pozo (2009), aponta que as questões do dia a dia
podem estar presentes no ensino de maneira que os conhecimentos prévios ou o senso comum
se comuniquem com as atitudes investigativas e de interpretação e ressignificação do mundo
em que vive, por meio de um ponto de vista científico. Assim, propor o jornal escolar como um
produto educacional auxilia no desenvolvimento de habilidades leitora e escritora,
consequentemente a melhora da qualidade da aprendizagem. Dentre os objetivos trabalhados
estão: potencializar as aprendizagens que estão em desenvolvimento; proporcionar momentos
44
de interação e coletividade; estimular a leitura e a escrita; incentivar os alunos à leitura, à
pesquisa e à produção de texto; valorizar as produções dos alunos e de suas opiniões e ideias;
aumentar a autoestima dos alunos através da socialização dos trabalhos produzidos;
desenvolver atividades que proporcionem aos alunos a percepção que as diferentes disciplinas
estão interligadas; debater problemas que afetam a sociedade. Das ações já desenvolvidas
observou-se que a interação entre os alunos-professores-publicações está acontecendo
satisfatoriamente, pois percebe-se que tanto os alunos, como os professores sentem-se
envolvidos e estimulados a novas produções e publicações.
Palavras-chave: formação continuada; intervenção pedagógica; leitura e produção de textos.
Este trabalho é resultado de um plano de intervenção, que ocorreu no ano de 2017, em uma
escola estadual, situada no município de Terra Nova do Norte-MT, na disciplina de Língua
Inglesa, como forma de atribuir sentido as aulas, além de possibilitar ao estudante, letramentos
que possam conscientizá-los a respeito de uma alimentação saudável, por meio de textos
explicativos, os quais fornecem informações sobre vitaminas e demais nutrientes
indispensáveis a manutenção do bom funcionamento do organismo. Pautados nos
pressupostos teóricos de Rojo (2012), ao afirmar que a escola deve ampliar os conhecimentos
para além da sala de aula, ressaltando as necessidades do cotidiano, que permite ao estudante
adquirir habilidades e competências inerentes a vida real. O presente trabalho contou ainda
com pesquisas simples em sites seguros a respeito do assunto, ao mesmo tempo em que
pesquisou-se por modos de vida e hábitos alimentares de países em que a língua inglesa é
falada, o que permitiu fazer uma comparação do Brasil com países estrangeiros, principalmente
com os Estados Unidos da América. Os estudantes, foram oportunizados a aprimorar a
pronúncia, ampliar o vocabulário, realizar atividades gramaticais, por meio de um assunto
relevante, capaz de chamar a atenção, principalmente por se tratar de algo que faz parte do
cotidiano das pessoas. Também tiveram oportunidade de criarem cartazes escritos em Língua
Inglesa, divididos em: comida saudável, comida rápida, frutas, legumes, sobremesas, bebidas,
além de produzirem “menus” que simulam cardápios de restaurantes. Para fechar este plano
de ensino, contou-se com a presença de uma nutricionista que palestrou sobre a importância
de uma boa alimentação e, respondeu às perguntas dos discentes. Dessa forma, foi possível
perceber o engajamento dos envolvidos na realização do trabalho, de forma participativa e
compartilhada em todos os momentos da aplicação.
Palavras-chave: multiletramentos; ensino e aprendizagem significativos; assunto relevante;
leitura e produção em língua inglesa.
Uma das maiores fragilidades na formação e ação de docentes no Ensino fundamental 2 (de
quintos a nonos anos) está no trabalho efetivo a partir do gênero poético em sala de aula.
Docentes e discentes não leem e não produzem poemas, encontram inúmeras dificuldades na
leitura, na abstração e na produção de sentido desse gênero, assim e com essas justificativas, a
lacuna a respeito do entendimento e do gosto por este tipo de gênero cresce
progressivamente, fato lamentável e que pode ser revisto por meio de um trabalho detalhado,
com objetivos coerentes e significativos, tal como a proposta de Letramento Literário
desenvolvida por Rildo Cosson e outros teóricos do ensino da Literatura. Para isso, foi
selecionada a obra Poesia na varanda de Sônia Junqueira (2012) com ilustração de Flávio
Vargas, como objeto de análise como argumento de um trabalho possível para essa faixa da
educação básica. A obra traz um texto riquíssimo, carregado de intertextualidades e da
essência do fazer poético, além de contar com ilustrações coerentes e bastante significativas
que somadas ao texto verbal auxiliam no processo de geração de sentido de toda a obra. Os
tempos atuais exigem do leitor competências e habilidades das quais apenas o gênero poético
pode suscitar, tais como: relações intertextuais, empatia, alteridade, enriquecimento linguístico
e gramatical, entre outros. Tendo como característica um texto que circula na sociedade, o
poema ou o gênero poético, caracteriza-se como texto imprescindível para a formação dos
multiletramentos, sendo presença indispensável em sala de aula e; para isso, faz-se necessária
uma rede de atividades, tal como sugere o letramento literário para que esse tipo de texto saia
das “vitrines” e do “supérfluo” e ganha destaque junto aos outros gêneros.
Palavras-chave: poesia; letramento literário; literatura infantil.
Estudos sobre a formação de professores ganham cada vez mais visibilidade e assumem, na
atualidade, importância ímpar nas muitas pesquisas em Linguística Aplicada, sobretudo, aos
estudos que dizem respeito a formação do professor de língua inglesa face a atual conjuntura
da educação no Brasil. Este trabalho é um recorte de dissertação de mestrado, desenvolvida
para o Programa de Pós-Graduação em Letras, linha de pesquisa em estudos linguísticos, da
Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat, tem como base os pressupostos teóricos da
Linguística Aplicada. Recorrendo a informações do Banco de Dados do Projeto Formalin, onde
os dados foram gerados no ano de 2017, por meio de um questionário online composto por 47
perguntas direcionadas aos professores da rede pública estadual da área de linguagem, das
regiões norte e noroeste do estado de Mato Grosso, Brasil, englobando as disciplinas de Língua
Portuguesa, Educação Física, Arte e Língua Estrangeira Moderna (Espanhol e Inglês). Esta
pesquisa irá apresentar informações acerca da formação continuada voltada para a formação
47
de professores de língua inglesa. Visando promover reflexões acerca dos dados coletados,
fundamentamo-nos em Nóvoa (1992), Bortoni-Ricardo (2008), Gatti (2008), Santos (2009),
Freitas (2010), Leffa (2011), Cox E Assis-Peterson (2011), Monte Mor (2012), Jordão (2015),
Coscarelli (2016), Nicolaides (2016), Cassemiro (2018), dentre outros teóricos que discutem os
temas correspondentes à essa dissertação. Os dados que compõem o corpus de análise,
possibilitaram compreender e evidenciar a expressiva importância da Universidade do Estado
de Mato Grosso – Unemat, bem como, os Cefapros, como instituições promotoras de formação
continuada. Os resultados apontam também que há lacunas formativas relacionadas a
formação inicial e contínua e que embora essas fragilidades estejam presentes nos relatos e
expressões dos professores, a busca pela qualificação profissional é bastante mencionada pelos
colaboradores.
Palavras-chave: linguística aplicada; língua inglesa; formação continuada; ensino de língua
inglesa.
Este artigo apresenta uma proposição de trabalho a partir do estudo sobre o letramento
literário por meio da sequência básica de Rildo Cosson (2014) aplicada ao conto O almoço com
o rei, do escritor Santiago Villela Marques (2015). Para tanto, abordamos sobre o poder
humanizador da literatura e a literatura na escola e sua contribuição para a formação social dos
alunos com base em Antonio Candido (2004) e Todorov (2009) Com este estudo, buscamos
fortalecer o diálogo sobre o desenvolvimento de competências leitoras a partir da literatura, e
nutrir o diálogo intelectual. Tendo em vista a que literatura colabora significativamente para a
aprendizagem e quando trabalhada de maneira eficaz sobretudo na escola contribui não só
para a formação leitora dos alunos, mas também para sua formação social, intelectual e
emancipatória enquanto sujeito crítico e situado historicamente no meio em que vive. Através
da literatura o aluno descortina seu olhar e passa a perceber o mundo que o cerca de forma
diferente, desenvolve seu senso crítico e, consequentemente, aprende a se colocar no lugar do
outro, a ser mais complacente com o diferente e a respeitar o próximo. Buscamos nas
referências de Cosson (2014), o letramento literário a partir da sequência básica, que para o
autor, tem o objetivo de apresentar uma possibilidade concreta das organizações de estratégias
a serem usadas nas aulas de literatura. A aplicação da sequência básica nos permite
desenvolver a competência leitora de nossos alunos de forma significativa, pois busca através
de atividades diferenciadas levá-los ao reconhecimento do texto, e à compreensão, pois a falta
destes distancia do prazer da leitura e da formação de leitores eficientes e autônomos.
Palavras-chave: sequência básica; letramento literário; literatura.
As mudanças advindas pelo uso das redes sociais e expansão de uso da internet, por meio de
vários aparatos eletrônicos têm transformado as relações com outras pessoas e com o saber.
Dados são alterados com a mesma celeridade em que são divulgados e assim, é preciso estar
numa constante atualização de conhecimentos que perpassam novas tecnologias digitais e
influenciam no desenvolvimento da competência profissional, pois surgem novas possibilidades
de interação e com maior facilidade, estreitam relações e permitem desenvolver uma
infinidade de saberes. Desta forma, este estudo é um recorte da dissertação de mestrado, em
que buscamos um panorama do letramento digital no espaço de formação inicial de
professores de línguas. Objetivamos compreender a relação dos alunos-acadêmicos/usuários
das novas tecnologias em contextos diários à sua formação acadêmica inicial. Para isso, nos
pautamos no viés da Linguística Aplicada e buscamos aporte teórico em autores como Rojo
(2009,2012), Soares (2001), Street (2014), Kleiman (1995, 2008) que discorrem sobre práticas
sociais de leitura e de escrita nas perspectivas dos novos letramentos e multiletramentos, em
Coscarelli (2012, 2016) para o conceito de letramentos digitais, Lemos (2015), Lévy (2010) para
compreensão do contexto de cibercultura e ainda, subsidiamo-nos em Imbernón (2011) e Gatti
(2013) sobre políticas públicas e formação de professores, dentre outros. Em conformidade
com a metodologia de base qualitativo-interpretativista, para a coleta de dados foram
realizadas duas etapas de entrevistas com acadêmicos da segunda metade do Curso de Letras,
5ª a 8ª fase. Verificamos por meio dos dados analisados, que os alunos-acadêmicos
reconhecem suas dificuldades de inserção no ciberespaço, e buscam na formação inicial uma
base para a utilização das TD no ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: tecnologias digitais; letramento digital; formação inicial de professores.
A VIDA COTIDIANA EM CUIABÁ DESDE SUA FUNDAÇÃO ATÉ MEADOS DO SÉCULO XIX
O presente artigo tem a finalidade de descrever alguns fatos ocorridos no cotidiano da cidade
de Cuiabá, desde sua fundação até meados do século XIX, com base no que propõe Volpato
(1993). E também, relatar alguns equívocos descritos sobre o local onde fora assinada a Ata de
Fundação de Cuiabá, de acordo com Costa e Silva (2012), em sua obra Erros e Mitos na História
de Mato Grosso. Este trabalho se propõe a retratar a trajetória dos habitantes que aqui
viveram, como surgiram os primeiros povoados, como eram compostas as casas e como eram
denominadas as ruas. Desta forma, embasados nos documentos escritos, descreveremos os
aspectos sócios-históricos, assim definidos pela função transcendente da filologia, em que o
texto deixa de ser um fim em si mesmo da tarefa filológica, para se transformar num
instrumento que permite ao filólogo reconstruir a vida espiritual de um povo ou de uma
comunidade em determinada época, segundo Spina (1977), com o intuito de divulgar e
incentivar o estudo da história de Mato Grosso, e também contribuir para o processo de
identidade de Cuiabá. Este trabalho é um recorte da tese de doutorado desenvolvida no
Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato
Grosso – PPGEL/UFMT. Esta pesquisa faz parte dos trabalhos desenvolvidos no Grupo de
Pesquisa “FOLIUM-ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DE LINGUÍSTICA, FILOLOGIA E HISTÓRIA” que
está diretamente ligado ao Projeto Nacional PHPB-Para a História do Português Brasileiro.
Palavras-chave: Cuiabá; povoação; história.
51
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: POSSÍVEIS SENTIDOS PARA A SECRETARIA DE
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E MEIO AMBIENTE DE TABAPORÃ
Este trabalho objetiva analisar parte do registro fotográfico produzidos pela Comissão Rondon
por ocasião da expedição para implantação das “Linhas Telegráficas e Estratégicas de Mato
Grosso ao Amazonas, disponibilizado ao longo de três volumes que compõem o relatório
publicado pela Comissão Rondon como prestação de contas ao governo e ao país. Os
procedimentos metodológicos e teóricos mobilizados pela pesquisa inscrevem-se no campo da
Análise do Discurso, desenvolvida sob o signo das ideias de Michel Pêcheux (1938-1983). A
constituição do corpus discursivo se faz pela via arquivista, mediante a seleção de textos
veiculados pela mídia oficial governamental produzidos por e sobre Rondon que constam nos
relatórios apresentados pela Comissão Rondon ao governo. O testemunho das imagens
contidas no relatório de Rondon fornecem informações sobre aspectos não alcançados pelo
texto escrito, pois, genericamente, tudo o que diz respeito às narrativas sobre os indígenas,
indispensavelmente, vem acompanhado por evidência visual, seja no caso de Rondon, seja na
ocasião do descobrimento do Brasil. É quase impossível conceber a imagem mental de um
indígena apenas por descrição escrita, antes, o que impera é a estereotipização fornecida por
meio das imagens que retratam a falta de vestimenta e pinturas corporais, bem como adereços
típicos, dessa forma, a condição para ser indígena é apresentar essa aparência estereotipada
52
concebida socialmente. Para análise do corpus, além do arcabouço teórico da AD, foram
mobilizados conceitos de iconografia e iconologia cunhados por Burke, bem como as
contribuições de Le Goff e Pierre Nora no vasto campo da Historiografia, tão caro à análise do
discurso.
Palavras-chave: Rondon; fotografia; análise do discurso.
Este trabalho objetiva apresentar um protótipo didático para o ensino da leitura em sala de
aula, de modo a respeitar as necessidades discursivas dos estudantes de uma turma do 8° ano
do ensino fundamental. Para isto, selecionamos o gênero discursivo “Mito” em duas versões da
53
história de “Prometeu e Pandora”, do autor Thomas Bulfinch (2006), presente em sua obra O
livro de ouro da mitologia, como trabalho pedagógico com a leitura e interpretação do mito, e
buscamos respostas para as seguintes questões: a) De que forma a leitura das duas versões de
“Prometeu e Pandora” pode auxiliar no desenvolvimento da formação leitora dos estudantes?
b) Como o trabalho com as versões de “Prometeu e Pandora” pode colaborar para a
compreensão dos elementos e sentidos da lenda mítica? Os pressupostos teóricos são
baseados em Bulfinch (2006), para a construção do mito; enquanto para gênero discursivo
utilizaremos Bakhtin (2003); e Rojo (2012) para a reflexão sobre os multiletramentos e
protótipo didático. O protótipo didático é centrado no processo de leitura e interpretação, que
terá sua organização a serem desenvolvidas em oito etapas, como sugestão aos professores de
língua portuguesa, com atividades para auxiliar os estudantes a aperfeiçoar a compreensão
leitora. Contem anexos com comentários e um apêndice com material extra para os
professores, como subsídio para este trabalho. Desse modo, espera-se que o protótipo didático
ao ser desenvolvido em sala de aula possa auxiliar os professores e estudantes na prática da
leitura e interpretação, no processo de ensino aprendizagem, e que os estudantes reflitam e
percebam como o uso da linguagem em interação pode produzir diversos efeitos de sentido.
Essa proposição didática implica em uma concepção de língua como atividade interativa e
contextualizada socioculturalmente, e uma concepção de linguagem como forma de interação
comunicativa mediada pela produção de efeitos de sentido entre interlocutores, em uma dada
situação e em um contexto sócio-histórico e ideológico, pelo fato de que os interlocutores são
sujeitos que ocupam lugares sociais. A adesão a essa concepção possibilita ao professor adotar
uma nova atitude em relação aos pressupostos metodológicos a serem utilizados em sala de
aula.
Palavras-chave: ensino da leitura; gênero discursivo; mito.
FRANCIELE PELISSARI
Este trabalho visa refletir sobre o discurso jurídico posto pela Lei nº 11.924/2009, que
possibilita o enteado(a) requerer judicialmente a averbação do nome de família (patronímico)
de seu padrasto ou madrasta, com a concordância destes, sem prejuízo dos apelidos de família.
Propõe como objeto de análise realizar um estudo de caso com entrevista semiestruturada da
posição sujeito pai sócio/afetivo padrasto requerente [U1] da primeira sentença deferida no
município de Sinop, região norte mato-grossense, nos termos da referida Lei, cujo convívio
entre as partes era de aproximadamente 16 anos. Mobiliza-se conceitos de fundamental
importância para a compreensão da constituição de sentidos da posição sujeito padrasto e a
inclusão nome de família como âncora que sustenta os processos de identificação do núcleo
familiar. Este estudo sobre linguagem se inscreve na perspectiva teórica da Análise de discurso
materialista histórica, fundada nos trabalhos de Michel Pêcheux e Eni Orlandi e percorre
noções teóricas especialmente quanto as condições de produção da lei em questão, formações
imaginárias, processos de identificação e memória discursiva. Este percurso deu visibilidade à
possibilidade de se estabelecer novos e diferentes caminhos que assentam as relações afetivas
na análise da prática discursiva do sujeito “padrasto” entrevistado. Concluiu-se, por fim, que a
materialidade da sentença jurídica que incluiu o patronímico socioafetivo do padrasto no nome
civil da enteada foi essencial para a formação “sujeito pai” do entrevistado, sendo que a
linguagem reflete normas sociais e também as reforça.
Palavras-chave: análise de discurso; patronímico socioafetivo; posição sujeito padrasto.
Este trabalho aborda um estudo dos efeitos de sentido produzidos sobre cidade em dois mapas
interativos do Projeto Infra em Movimento, projeto internacionalmente conhecido pela sua
atuação no mercado de infraestrutura. Ancorados na teoria de Análise de Discurso, de linha
francesa, Michel Pêcheux e Eni Orlandi, concebendo, no estudo sobre cidade, a sua relação com
a mídia, ao capital e às questões relativas à infraestrutura no processo de globalização,
partimos, a priori, das condições de produção do Projeto Infra em Movimento, bem como da
tríade geradora e sustentadora do projeto, a saber: a Rede Globo de Televisão (RGT), o Banco
do Bradesco (BB) e a Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR). Em seguida, tomamos como
discussão, a respeito dos sentidos dicionarizados de cidade, bem como das concepções acerca
da compreensão de cidade sob a ótica do discurso urbanista, permeando também uma
discussão que circunda pelo discurso de sustentabilidade, da globalização e das cidades digitais,
bem como, o discurso midiático enquanto espaço simbólico na produção de sentidos. Nessa
relação, a pesquisa explora os efeitos de sentidos produzidos pelos dois mapas interativos e as
relações possíveis entre sujeito, língua e história, além de investigar, através da memória e do
imaginário sobre cidade, exarados na constituição do corpus de análise, as concepções de
cidade que são concebidas a partir dos imaginários que dizem e se materializam, emanando
sentidos nos/através/pelos mapas interativos.
Palavras-chave: cidade; mídia; sujeito; infraestrutura; sustentabilidade.
Este trabalho teve por objetivo discutir a influência que o laudo com diagnóstico médico tem na
rotina dos alunos que apresentam alterações de fala, linguagem e aprendizado. A partir da
Análise do Discurso (AD), pretendeu-se problematizar essa influência e percebê-la para além
das relações restritas à área da saúde. A metodologia do estudo englobou a revisão teórica dos
conceitos em AD; o estudo da legislação sobre o tema na área da saúde e educação; a
observação dos documentos de laudos sobre os alunos e a coleta de dados mediante
entrevistas com os pais. Para delimitação do sujeito de pesquisa, realizou-se o levantamento
nos prontuários clínicos dos alunos, a fim de identificar aqueles que foram encaminhados pela
escola para diagnóstico médico. Depois, buscou-se contato com os pais e da aceitação desses,
foi composto o grupo focal, junto ao qual as entrevistas foram coletadas. A partir da revisão
teórica buscou-se analisar como o discurso médico se construiu historicamente e como o
mesmo se manifesta hoje, dentro do ambiente escolar. Daí, a opção pelo recurso teórico e
metodológico da AD, que é instrumento privilegiado para a compreensão de tal fenômeno.
57
Para o presente trabalho, escolheu-se o caso de uma aluna/paciente, cujo laudo foi estudado e
os pais entrevistados. Nesse caso a criança, após manifestar dificuldades com a linguagem oral,
aprendizagem e interação social, havia sido encaminhada para avaliação com profissional
especializado, recebendo o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). A partir da
entrevista foi observado que, num primeiro momento, o laudo impactou negativamente sobre
os pais. Contudo, a existência do laudo lhes proporcionou uma clareza, pois, a partir dele
passaram a compreender o que se passava com a filha e buscar recursos para estimulá-la
adequadamente. Segundo as entrevistas, na escola foram adotadas estratégias para melhor
atendimento da criança numa perspectiva de integração com os demais colegas, acompanhado
de uma especial atenção de profissionais no contraturno das aulas. Desse modo, o estudo
conclui, ainda com caráter provisório, que a influência do laudo na rotina escolar pode dirigir
para um atendimento mais adequado às necessidades da criança. Também conclui que o poder
do laudo de influenciar na rotina escolar, além da relação de poder da medicina, está na
concepção dos sujeitos envolvidos, de que ele pode produzir efeitos salutares à qualidade de
vida daqueles que vivem essa realidade.
Palavras-chave: laudo médico; escola; análise do discurso.
É crescente no Brasil o número de mulheres que lamentam por sofrerem violência doméstica,
ao passo que professoras, de modo geral, enunciam vários descontentamentos no fazer
docente, levando-as a lamentar. Esta pesquisa analisa o discurso de Mulheres Professoras (MP)
que atuam no Ensino Básico e de Mulheres Depoentes (MD) na Delegacia de Defesa da Mulher
(DDM), Catalão-GO. A aparente desarticulação entre os discursos a serem analisados torna-se
compreensível se pensarmos esse ponto de intersecção. A Docência uma das primeiras
conquistas, quando ela deixa o espaço privado e se constitui como pessoa pública. Já a
Depoente, conquista o direito de trazer para o espaço público aquilo que se esconde no
privado. A percepção assistemática da existência de um ponto de intersecção entre os dizeres
de MP e de MD motivou a pesquisa: ambas apresentavam discurso de lamentação. Origina-se
na/pela manifestação da inquietação que existe nas mulheres que ocasionam o ato da
lamentação. A hipótese para esse discurso, pautado pela lamentação, é que ambas repetem
um dizer, um imaginário histórico da condição feminina. À esta hipótese, este trabalho assumiu
como objetivo, investigar, no discurso produzido por MP e MD, o discurso comum que
enunciam uma determinação histórica da condição feminina. Os dispositivos da Análise de
Discurso, de linha francesa, constituíram os instrumentos para a análise desse corpus
produzidos nos dois espaços em que se inserem: a sala de aula e a delegacia. Nesses espaços, é
possível visualizar a intersecção entre os público e privado por elas vivenciados e estabelecidos.
A hipótese de que o discurso pautado na lamentação, presente, tanto no discurso de MP,
quanto no discurso MD, tinha origem na repetição de um discurso histórico da condição
feminina, de onde partiu este estudo. Desse modo, confirmou-se: MP e MD revelaram-se
determinadas por um discurso histórico feminino, segundo o qual lhes cabe abnegação e
submissão. Para além dessa hipótese inicial, a análise, permitiu a comprovação dos dispositivos
de subjetivação de que fala Foucault (2005). Ao se apresentarem falando de si, reforçam a
58
eficácia do dispositivo confessional postulado por Foucault (2004), revelando que a verdade
sobre si se encontra não só nas mulheres, mas no ato da confissão que se realiza – entre – as
mulheres e seus ouvintes. A verdade flui no momento em que elas se apresentam falando de si,
em virtude de a verdade estar não somente na materialidade linguística do enunciado das MP e
MD, mas, no ato discursivo: a verdade escapa-lhes no momento da enunciação. Se, de um lado,
constituem-se como corpos dóceis historicamente determinados para garantir o
funcionamento das instituições escolar e familiar em que se encontram inseridas, de outro,
conhecem-se um pouco mais.
Palavras-chave: mulher; confissão; análise do(e) discurso; público; privado.
Quando falamos em atendimento médico para os Surdos muitas são as dúvidas de como
atender o paciente, visto que temos nesse processo línguas distintas. Além da questão
linguística, há no imaginário social uma imagem de como se configura uma consulta. Assim, o
paciente ‘fala’ seus sintomas e o médico prescreve o tratamento, explicando oralmente os
59
passos a serem seguidos. Em relação ao paciente Surdo, o esquema comunicativo é
diferenciado, pois o Surdo tem a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) como primeira língua e os
médicos, geralmente, não possuem o conhecimento da LIBRAS. Acrescenta-se a isso, a ausência
de intérpretes, fato que pode dificultar essa interação. Dessa forma, este trabalho objetivou
analisar como ocorre o diagnóstico das pessoas surdas nas unidades de atendimento do
município de Sinop-MT. O processo investigativo se desenvolveu pela Análise de Discurso
Materialista Histórica. Para coleta de dados, realizamos entrevistas semiestruturadas com três
médicos e uma enfermeira. Fundamentamos-nos teoricamente nas reflexões de Pêcheux
(2009), Orlandi (2003 e 2015), Sá (2010), Quadros (1997) e Oliveira et al (2015). Por meio das
análise de dados, averiguamos que a diferença linguística dificulta o estabelecimento de um
diagnóstico, uma vez que a consulta médica não funciona apenas com apontamentos gestuais
ou pela escrita, considerando que alguns Surdos apresentam dificuldades na língua portuguesa.
Neste contexto, é necessário um diálogo mais específico, já que cada detalhe conta para a
identificação das patologias. Em outras palavras, os profissionais destacam que o diagnóstico
fica comprometido pela falta de intercâmbio linguístico entre as línguas. Ademais, ressaltam a
importância de um intérprete de LIBRAS para auxiliar na comunicação.
Palavras-chave: atendimento médico; LIBRAS; imagem do diagnóstico; análise de discurso.
60
OS SENTIDOS QUE EMERGEM NO DISCURSO DOS AGENTES LETRADORES SOBRE A AVALIAÇÃO
DO ENSINO/APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DO ALUNO SURDO:
UMA INCLUSÃO/EXCLUDENTE
As discussões sobre a inclusão do aluno Surdo no ensino regular brasileiro têm sido alvo de
inúmeras discordâncias, tanto por Surdos quanto por ouvintes por causa da sua especificidade
linguística. Dessa forma buscamos com esse trabalho analisar nos discursos dos professores da
sala de aula regular, quais sentidos emergem no processo de avaliação da aprendizagem
voltada para o aluno Surdo, e quais procedimentos e instrumentos são utilizados a fim de que
esse aluno se desenvolva tal qual o ouvinte, de maneira que contribua com a sua inclusão. Para
essa discussão convidamos diversos autores com pesquisas na área da avaliação da
aprendizagem, dentre eles destacaremos as concepções de Luckesi (2005), Roffmann (2014),
Pimenta (2004). Pesquisadores da língua de sinais como Quadros (2002, 2004, 2012),
Fernandes (2010) e Strobel (2000, 2012), além de algumas Leis e Decretos. A presente pesquisa
deu-se em uma escola Estadual de ensino médio da cidade de Sinop, localizada na região
amazônica ao norte do Estado do Mato Grosso, e a materialidade utilizada para a análise foi
entrevista semiestruturada com três professores. Permearam este trabalho nas questões
teóricas, metodológicas e analíticas, da Análise de Discurso Materialista Histórica Francesa dos
precursores Michel Pêcheux (França) e Eni Orlandi (Brasil). Considerando que a inclusão desses
alunos vai muito mais além de mudanças na arquitetura escolar, e que requer-se
principalmente que haja mudanças nos espaços, nas formas de interação, nas formações de
professores bilíngues, de professores Surdos e de intérpretes de língua de sinais. Buscamos
compreender como acontece a avaliação da aprendizagem do aluno Surdo, se há um
desenvolvimento de qualidade e se há uma inclusão/exclusão desse aluno mediante os desafios
educacionais encontrados no dia a dia. A questão é que, o fato da Libras ser uma língua visual-
espacial, em relação à língua portuguesa, isso determina uma reestruturação na questão da
inclusão do sujeito Surdo nas escolas brasileiras. Assim, embora em alguns discursos produzidos
por esses professores exista a imagem de que o aluno Surdo está sendo avaliado de forma
igualitária com os ouvintes, dessa forma acontece a inclusão, percebe-se que há uma
inclusão/excludente do sujeito Surdo. Essa pesquisa faz parte do Projeto de Pesquisa “Leituras
Urbanas e suas materialidades discursivas socioambientais no Norte do Mato Grosso”,
desenvolvido pela Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT) – Campus de Sinop.
Palavras-chave: aluno surdo; análise de discurso; avaliação.
JOVANDRA CHITOLINA
Este trabalho pretende fazer uma análise sobre a representação e a condição da mulher
moçambicana na obra Niketche - Uma história de poligamia, publicado pela escritora
moçambicana Paulina Chiziane, no ano de 2002, e o seu contexto de produção. É narrada em
primeira pessoa por Rami, mulher de meia-idade, mãe de cinco filhos e casada há vinte anos
com Tony, um alto comissário de polícia. A família pertence à classe média e vive
confortavelmente na capital de Moçambique, nos dias atuais. A narrativa representa não
apenas um mergulho na vida dessa personagem, mas principalmente um panorama complexo
sobre a difícil situação feminina na sociedade moçambicana, a posição de uma mulher dentro
61
da sociedade moçambicana e dentro de seu casamento, no qual a instituição selada pelos votos
católicos não é respeitada, visto que o marido da protagonista, é o comandante da polícia Tony,
possui quatro amantes - rivais: Julieta, Luísa, Saly e Mauá Saulé. Por meio da análise literária,
percebe se o papel da mulher dentro do casamento e na sociedade moçambicana. A da
personagem Rami, uma mulher, contrariamente à aceita na sociedade tradicional, que desafia
sua condição de subalterna, que parte em busca de sua identidade e do seu lugar como sujeito.
Rami personifica a mulher moçambicana que cresce entre os costumes da tradição e a cultura
do colonizador, mas que se revolta contra o tratamento aviltante imposto pela sociedade
tradicional que a considera como ser inferior com o dever de sujeitar-se ao homem.
Palavras-chave: tradição; poligamia; mulher.
A presente pesquisa tem como proposta analisar um recorte da matéria veiculada no endereço
eletrônico do Jornal MT de Fato, em três de maio de 2019. O material midiático aborda o
aprimoramento da gestão de Alimentação Escolar em 124 municípios do Estado de Mato
Grosso. O foco do estudo é pautado pela linha da Análise do Discurso materialista histórica,
embasando-se nos pensamentos do filósofo francês Michel Pêcheux e de Eni Orlandi,
pesquisadora brasileira. O objetivo é compreender o funcionamento do interdiscurso na
evolução da prática das merendas escolares, perante a importância da implementação da
Resolução Normativa nº 34/2016. A legislação dispõe a respeito da Matriz de Riscos e
Controles, a qual regulamenta esta atividade. Busca-se, ainda, verificar as condições de
produção, para que atingisse à necessidade da criação de leis para regulamentar a alimentação
nas escolas, garantindo que o processo de produção até o resultado final seguissem os manuais
de boas práticas de fabricação. Tais manuais determinam as características básicas a serem
encontradas em ambientes de elaboração dos alimentos. Com isso, o intuito foi averiguar como
as condições de produção interferem no ambiente escolar, comparando a influência de seguir
os protocolos da normativa e, assim, padronizar a qualidade do uso da merenda, em
contraposição ao não seguimento desta conduta. Por meio deste, traz-se aos interlocutores, a
beneficiação das informações dispostas no site, através da divulgação destas novas atribuições.
Esse trabalho surgiu a partir de reflexões propostas no curso de extensão Michel Pêcheux:
ideologia (Parte 2), desenvolvido pelo projeto de pesquisa Leituras Urbanas e suas
materialidades discursivas socioambientais no Norte de Mato Grosso, da Universidade do
Estado de Mato Grosso (UNEMAT), campus Sinop/MT.
Palavras-chave: discurso; merenda escolar; mídia.
GUSTAVO DE OLIVEIRA
GUSTAVO DE OLIVEIRA
Diante do cenário atual, demarcado por diversas mudanças no que diz respeito a questões
políticas e partidárias no Brasil, há, em consequência, mudanças no âmbito da educação, palco
de disputas de sentidos em torno da escola e do papel do professor em sala e na sociedade.
Dentro dessas condições, surge o Movimento Escola Sem Partido, criado em 2004 pelo
advogado Miguel Nagib com o intuito de acabar com a doutrinação político-ideológica nos
diversos graus de ensino em todo o país. A partir deste movimento, surgem Projetos de Lei
pautados nesses princípios e, em paralelo, outros projetos que surgem como respostas,
contrapondo o movimento. Neste sentido, o presente trabalho busca compreender como se
estabelecem os sentidos acerca da figura do professor. Para isto, filia-se à Análise de Discurso
de Linha Francesa, criada por Michel Pêcheux, na década de 1960. O corpus deste trabalho é
constituído a partir de recortes retirados de dois Projetos de Lei em tramitação na Câmara
Federal: o PL nº 246/2019, proposto pela deputada Bia Kicis (PSL/DF), que visa instituir o
Programa Escola Sem Partido, e o PL nº 502/2019, da deputada Dalíria Petrones (PSOL/RJ), que
busca instituir o Programa Escola Sem Mordaça. Para a composição da fundamentação teórica,
utiliza-se Pêcheux (2014a, 2014b), Orlandi (2015), Althusser (1996), Mussalim (2006) e Penna
(2016). Ao adotar uma perspectiva materialista de trabalho com os sentidos, busca-se amparo
nas noções de Discurso, Ideologia, Sujeito Discursivo, Formação Ideológica e Formação
Imaginária, Condições de Produção, Paráfrase e Polissemia. Por meio desta pesquisa, torna-se
possível tecer apontamentos acerca dos embates ideológicos na educação e da luta de classes
tendo como palco a língua, lugar de materialização dos discursos.
Palavras-chave: escola sem partido; papel do professor; análise de discurso.
Estudos têm mostrado que o capital cultual dos alunos influencia diretamente no rendimento e
sucesso escolar dos estudantes visto que ao transmitir o habitus a família transmite valores e
estruturas que facilitam a aprendizagem e a decifração de códigos inerentes à apropriação do
conhecimento. O objetivo desse estudo foi entender e compreender de que formas os sujeitos
mobilizam sua cultura nos espaços acadêmicos e de que maneira o capital cultural se relaciona
com o rendimento escolar dos acadêmicos do curso de Pedagogia, da UNEMAT, campus de
Sinop, enfatizando sua relação com leitura e escrita, com base na teoria de Pierre Bourdieu.
Sabe-se que as instituições de ensino valorizam a habilidade da leitura e escrita formal e que
esta formalidade não é cotidiana em todos os contextos sociais e culturais, entretanto ela é
cobrada constantemente em avaliações escolares e avaliações governamentais das próprias
instituições. Para o autor, a escola exerce violência simbólica ao legitimar a cultura dominante
como válida na apreciação do conhecimento, sendo que seus processos avaliativos, seu
currículo e didática utilizada, desconsideram a cultura popular e enaltece a cultura dominante.
Assim, alunos que não carregam o capital cultural desejado pelas instituições encontram
dificuldades em compreender e assimilar os conteúdos, dificultando sua permanência e
continuidade na escola. Desse modo, é importante refletir sobre essas relações, principalmente
as culturais, dos sujeitos presentes em uma Universidade pública. A metodologia de estudos foi
qualitativa descritiva. A coleta de dados foi realizada no ano de 2014/02 com acadêmicos que
estavam no primeiro, quarto, sexto e sétimo semestre. O questionário apresentou 72 questões,
sendo elas abertas e/ou fechadas. Ao todo foram 80 questionários respondidos. Os dados
indicaram que os alunos do curso de Pedagogia da UNEMAT não tiveram acesso aos bens
simbólicos que produzem o habitus apreciado pela escola. De modo geral, os alunos vêm de
classe social popular, não simplesmente pela condição econômica, mas pelas dimensões
relacionais com o capital social e o cultural, refletindo nas relações de reprodução das próprias
condições existentes como classe social. Assim, é possível concluir que na universidade
pesquisada o capital cultural dos acadêmicos reflete diretamente na leitura e escrita
acadêmica. Ao não terem o domínio das habilidades que o capital cultural proporciona, os
alunos passam a enfrentar dificuldades em dominar o linguajar acadêmico utilizado na
Universidade e isso reflete diretamente em seu rendimento escolar.
Palavras-chave: curso de Pedagogia; capital cultural; rendimento escolar; Pierre Bourdieu.
Neste artigo analisa-se dois poemas de Dom Pedro Casaldáliga na perspectiva dos Estudos
Culturais, na qual intenciona-se compreender a dinâmica do poema em consonância com o
ambiente físico, social, político, econômico e religioso. Objetiva compreender o entrelaçamento
desses elementos no texto e como eles se manifestam no poema. A análise está embasada no
aporte teórico de Maria Helena Cevasco e Antônio Cândido no que tange a abrangência dos
Estudos Culturais, Hilda Gomes Dutra Guimarães ao que se refere a história da literatura de
mato grosso e Adriana Lins Precioso pelos estudos realizados sobre o autor. Com esse intuito
realizou-se uma investigação bibliográfica que resultou nesta escrita. Propõe-se realizar uma
64
análise dos poemas ‘E o Verbo se Faz Classe e Cemitério de Sertão’, de Pedro Casaldáliga, sob a
ótica dos estudos culturais que se configuram como um campo do conhecimento que estuda os
aspectos culturais e se articula com diferentes áreas do saber, como a sociologia, história,
filosofia e literatura, a qual se apresenta como campo de investigação neste trabalho, desta
forma, a análise pauta-se nos eixos econômico e social no espaço amazônico. Tem-se como
aporte teórico as contribuições de Maria Helena Cevasco, Antônio Candido, Hilda Gomes Dutra
Guimarães e Adriana Lins Precioso.
Palavras-chave: literatura; poema; engajamento; Pedro Casaldáliga.
GRACIELI ANDRADE
ORIENTADORA: EDNEUZA ALVES TRUGILLO
O presente trabalho teve como objetivo compreender o perfil das acadêmicas do curso de
Licenciatura em Pedagogia, de uma Universidade pública localizada no município de Sinop-MT.
Foi realizado com acadêmicos egressos da 8ª fase de 2019. A pesquisa é de cunho quantitativo
e qualitativo e a metodologia utilizada para a coleta de dados foi a aplicação de questionários
para 24 acadêmicos (as) do curso. Dentre os resultados obtidos, constatou-se que destes, 23
são mulheres, classificando-se na faixa etária de 30 a 35 anos. Quanto à opinião dos (as)
acadêmicos (as) sobre o curso, há mais mulheres do que homens, pois, a própria sociedade
naturalizou este estereótipo de que a mulher teria vocação para tratar com crianças, por outro
lado, afirmou-se que essa desigualdade se dá devido ao preconceito com os homens no
trabalho com a educação, nos anos iniciais da escolarização. Estes dados se tornam relevantes
ao analisar o perfil das acadêmicas do curso de Pedagogia desta universidade e refletir sobre
essa naturalização que a sociedade define sobre o papel da mulher no mercado de trabalho.
Desta maneira, abordou-se, de modo sucinto, a historicidade da educação no Brasil, o perfil
histórico da mulher, seu papel enquanto sujeito na sociedade e sua relação com o curso de
Pedagogia. Para isto, buscou-se aporte teórico em Aranha (2006), Beauvoir (1970), Stamatto
(2002), Silva (2003), Alves e Pitanguy (1985), que abordam as noções teóricas sobre a
historicidade da educação, as informações sobre a mulher na educação e na sequência sobre a
mulher enquanto sujeito. Por fim, há uma análise dos dados obtidos para a materialização dos
resultados.
Palavras-chave: educação; perfil acadêmico; mulheres na Pedagogia.
CLÉZIA DE FIGUEIREDO
RONIVALDO BORGES DOS ANJOS
Este trabalho tem como objetivo apresentar análise de resultados obtidos com a realização do
projeto “Água, Saúde e Cidadania: direitos não estreitados” aplicado aos alunos de 6º ano da
Escola Municipal CMEB – Centro Municipal de Educação Básica - de Sorriso. Dados brasileiros
sobre a água, saneamento e saúde do ser humano revelam que os recursos naturais no Brasil
estão distribuídos de forma desigual perante a população e/ou região geográfica. Os fatores
que contribuem para que isso aconteça são latitude, altitude, chuvas, temperaturas, dentre
65
outros. Segundo a ANA – Agência Nacional de Águas –, a oferta do recurso hídrico não é
proporcional ao número de habitantes de cada região, logo o saneamento básico também
possui a desproporção ainda maior por região, de acordo com o SNIS – Sistema Nacional de
Informações sobre Saneamento. Em decorrência desses fatores, doenças transmitidas por falta
de tratamento de água e falta de saneamento acontecem deliberadamente com milhões de
brasileiros. Durante a vigência do projeto, foram propostas atividades de interpretação de
texto, questionários prévios e ulteriores, leitura de textos do tipo informativo, jogos e músicas
destinados a propiciar práticas e envolvimento social relacionados à problemática da água e do
saneamento básico na comunidade em que o educando está inserido. A realização do projeto
culminou na produção de textos de gêneros diversos, como cartum, panfleto, poema, dentre
outros, apresentando propostas de intervenção às problemáticas locais apontadas no decorrer
da realização do projeto. Apesar de se constituir um tema bastante explorado no ambiente
escolar desde as séries iniciais, a realização do projeto evidenciou que falta aprofundamento do
tema por meio de artigos de caráter científico para que o educando não se detenha no
problema apenas a nível local, mas passe a considerar a situação macro em que está inserido
no que diz respeito ao fornecimento de água e saneamento básico, condições primordiais para
a garantia da saúde e cidadania.
Palavras-chave: projeto de ensino; recurso hídrico; linguagem.
Este estudo tem como objetivo apresentar uma análise do filme “Vida de inseto, sob a
perspectiva das ideias de Èmile Durkhein, Max Weber e Karl Marx no campo da sociologia. O
filme produzido pela Pixar Animation Studios, lançado em 1998, com duração de 1h35min, cujo
gênero é comédia no formato de animação, apresenta uma metáfora das relações sociais nas
quais se pode observar conceitos desenvolvidos por Durkhein, Weber e Marx. Para Karl Marx,
para que seja possível entender o desenvolvimento da sociedade é necessário observar a
maneira como se dão as relações de trabalho, pois para o autor, a sociedade é resultante da
transformação da natureza por meio do trabalho que este exerce, bem como as relações entre
os próprios homens, as quais transformam também sua própria natureza. Não
despropositadamente, os animais escolhidos para figurarem a saga como personagens
protagonistas são formigas, uma representação bastante apropriada da classe proletária, o que
favorece evidenciar também na obra conceitos de Superestrutura e Infraestrutura cunhados
por Marx. Observando o filme sob a ótica de Weber, é possível evidenciar o conceito de Ação
Social, legitimada pela convenção social. Já a consciência coletiva dos membros do formigueiro
configura o que Durkhein chama de solidariedade mecânica, visto que se trata de uma
sociedade relativamente pequena e com divisões de trabalho bem simples, sem mobilidade
social. Vida de Inseto é uma obra fílmica que, apesar de aparentemente se direcionar ao
público infanto-juvenil, apresenta grande potencial para análise à luz da Sociologia,
possibilitando várias reflexões acerca de conceitos desenvolvidos por autores relevantes.
Palavras-chave: relações sociais; obra fílmica; Sociologia.
66
ANA PAULA DA SILVA
TALITA MARIA PEREIRA
Este projeto tem por finalidade refletir sobre o brincar como um avanço para a educação. Para
assim tomarmos consciência da importância que o brincar tem para o desenvolvimento integral
das crianças, descobrindo a partir das práticas de brincadeiras um meio de conhece-las mais
profundamente, com o propósito de que estas manifestações lúdicas propiciam a oportunidade
de repensar e adequar propostas recreativas. Contribuindo para a aprendizagem de nossas
crianças de educação infantil. Refletir sobre as possibilidades que as brincadeiras oferecem
para que aprendizagem a partir da ludicidade seja cada dia mais presente em sala de aula,
respeitando a qualidade da educação oferecida às crianças com trabalhos pedagógicos
organizados de forma que promova o desenvolvimento em seus aspectos físicos, psicológicos,
intelectual e social. Os objetivos específicos neste projeto é desenvolver atividades interativas
(música, danças de roda) que envolvam afetividade e a socialização, realizar experiências
individual e coletivas com a finalidade de aprimorar a concentração e a imaginação das
crianças, proporcionar através de brincadeiras momentos de lazer e companheirismo. Como
metodologia utilizou-se a pesquisas realizadas referente as temáticas, a partir de material já
publicado, constituído principalmente de livros, artigos e materiais disponibilizados na internet
acerca das interações e suas especificidades pedagógicas para se trabalhar através das
brincadeiras com as crianças e como o professor o faz em suas metodologias pedagógicas. Com
o desenvolvimento desse trabalho, e com as análises elaboradas durante a realização do
projeto, foi observado que o desempenho e aprendizado dos alunos ocorreu de forma
espontânea já que os jogos e as brincadeiras proporcionam esse desenvolvimento de forma
que os alunos deixam de ser alunos ouvintes apenas, e passe a ser os protagonistas das
atividades e experiência que foram desenvolvidas ao longo do ano. Essas práticas lúdicas estão
sendo desenvolvidas e bem aceitas nas escolas de Educação Infantil na atualidade, além de
fazer parte da proposta pedagógica do nosso município. Diante disso o papel do professor é
oportunizar ao aluno ser um sujeito ativo para a construção do conhecimento e com esse
trabalho tornaram também observadores das possibilidades e experiências no contexto escolar.
Palavras-chave: criança; aprendizagem; brincadeiras.
CLEDECIR BRIGO
THAIS RODRIGUES ZANONI
ORIENTADORA: JUSSARA SCHNEIDER COSTA LISBINSKI
A educação da atualidade exige que o educador esteja repensando sua prática pedagógica e
alterando-a sempre que necessário essa é uma maneira de encontrar soluções para os desafios
do âmbito educacional, não se encerrar em uma ou outra teoria, mas ver nelas a possibilidade
abrir novos horizontes, pode ser um caminho para se realizar o verdadeiro sentido do termo
ensino aprendizagem. O ambiente escolar é marcado por situações que influenciam
diretamente na vida dos adolescentes e jovens. Quando eles não conseguem seguir certos
modelos, ficam isolados e frustrados em seus empreendimentos pessoais. É o caso dos
estudantes com sobrepeso. A escola é, sem dúvida, o lugar onde se acentuam questões
relacionadas à obesidade. Pensando nisso, faz-se necessário enfrentar a obesidade na escola,
contribuindo com o desenvolvimento psicossocial desses adolescentes e jovens, o que se
reflete em seu processo de aprendizagem. Dessa maneira, o presente trabalho busca, em uma
67
perspectiva interdisciplinar envolvendo as disciplinas de Educação Física e Matemática
promover uma reflexão acerca dos problemas relacionados ao sobrepeso e à obesidade e
incentivar os estudantes a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis, contribuindo assim
para a melhoria da saúde física e da autoestima dos mesmos. Diante do exposto o interesse
para realizar uma prática interdisciplinar surgiu da necessidade de desenvolver hábitos
alimentares e estilos de vida saudáveis, superando as dificuldades apresentadas no cálculo de
porcentagem e elaboração de gráfico, contextualizando assim com a realidade apresentada no
decorrer da proposta vivenciada. Por meio desse contexto e para tentar responder aos
questionamentos apresentados no decorrer das aulas constatou-se que as práticas identitárias,
estão presentes no comportamento alimentar dos estudantes. Portanto foi elaborado um
estudo com o objetivo de investigar a relação entre a percepção dos envolvidos sobre tais
práticas e o seu índice de massa corporal – IMC. A pesquisa foi realizada de modo transversal e
correlacional, contamos com amostra de 25 alunos numa faixa etária de 12 a 14 anos do
período matutino, da Escola Estadual Kreen Akarore. As crianças foram pesadas e medidas para
posterior tabulação em porcentagem, e elaboração de gráfico de acordo com os dados
coletados referente ao IMC dos alunos participantes. A pesquisa demonstrou que há relação
entre índice de massa corporal do aluno e as práticas identitárias, também foi possível detectar
por meio da coleta dos dados, da tabulação e elaboração do gráfico quais alunos apresentavam
grau de desnutrição, quais estavam no padrão de normalidade, sobrepeso, obesidade ou
obesidade mórbida.
Palavras-chave: índice de massa corporal; interdisciplinaridade; práticas identitárias.
SER CIDADÃO
Quando se pensa em educação, pensa se em espaço físico onde o saber é construído, onde são
formados sujeitos críticos, ativos e capazes de melhorar a vida da comunidade em que vivem. A
escola, como um todo, influencia positivamente na formação do cidadão, uma vez que
fortalece as relações de aprendizagem e transmite distintos conhecimentos e modo de vida.
Nesse espaço, todos os envolvidos com o processo de ensino e aprendizagem percebem-se
responsáveis pela formação de indivíduos. Aos poucos, as instituições envolvidas no processo
educativo percebem que fazer uso dos meios de comunicação, principalmente o rádio, no
ambiente escolar, promove um ensino interessante, significativo e útil, que forma pessoas
esclarecidas e atuantes, e descobrem que é praticamente impossível afastar das salas de aula
os meios de comunicação e as e no que se diz ser cidadão com informação sem distancia o
aluno do mundo político. O processo de comunicação é o fundamento do processo educativo. A
relação educador-educando ocorre em mão dupla: um fala, o outro responde, e o diálogo
acontece de forma natural. Desta forma, o rádio pode ajudar na construção de uma prática
onde os alunos sejam os protagonistas da aprendizagem, propiciando uma comunicação
mediadora entre todos os componentes da comunidade escolar. Cidadania é a consciência de
direitos democráticos, é a prática de quem está ajudando a construir os valores e as práticas
democráticas. No Brasil, cidadania é fundamentalmente a luta contra a exclusão social e a
miséria e mobilização concreta pela mudança do cotidiano e das estruturas que beneficiam uns
e ignoram milhões de outros. E querer mudar a realidade a partir da ação com os outros, da
68
elaboração de propostas, da crítica, da solidariedade e da indignação com o que ocorre na
sociedade.
Palavras-chave: cidadania; políticas públicas; processo educativo; comunidade cidadã; poder.
Alimentar-se de forma correta é algo que está cada vez mais escasso, pois a correria do dia a
dia faz com que as refeições sejam as mais simples e rápidas possível. Com isso as crianças são
as mais prejudicadas, visto que com toda correria os responsáveis acabam deixando de
oferecer frutas, legumes e verduras, que são importantes para o desenvolvimento da criança
em todos os aspectos. Este projeto teve por finalidade apresentar as crianças alimentos
saudáveis buscando conscientizá-los a ter uma refeição diversificada. Partindo de toda
observação e roda de conversa surgiu a ideia de apresentar as crianças outros alimentos que
são essenciais no cardápio alimentar já que as crianças tem acesso e conhecimento de frutas,
verduras e legumes que são mais baratos e acessíveis. As experiências de aprendizagem foram
realizadas por meio de histórias infantil, vídeos, pintura, recorte, colagem com diferentes
técnicas e degustações alimentares, com o intuito de apresentar e oferecer diferentes frutas,
verduras e legumes, para que as crianças compreendam desde cedo a importância de comer
bem, levando as mesmas ter um hábito de alimentação saudável, para que possam
compreender que esses hábitos age como um fator de precaução de futuras doenças. Propor
um prato colorido às crianças faz com que as mesmas sintam prazer de degustar os alimentos
oferecidos e a escola nesse processo de aceitação alimentar torna-se imprescindível, pois
apresenta as crianças outros alimentos importantes para o desenvolvimento da mesma em um
todo de forma divertida, dinâmica e diferenciada. Portanto, pode-se perceber que o referido
projeto despertou nos pais o interesse de aprender a ter uma reeducação alimentar, e que as
crianças quando estimuladas têm grande facilidade de comer novos alimentos, e dentro do
ambiente escola essa diversificação alimentar se torna mais viável pois tem o professor
mediador dessas ações que observa, registra, conversa instiga e pesquisa, tendo em vista que
essas práticas alimentares beneficiam no desenvolvimento da criança incentivando a qualidade
de vida.
Palavras-chave: desenvolvimento; criança; escola.
Sabendo que o homem desenvolveu modelos de convivência em grupo, criou símbolos para
que as pessoas pudessem se identificar e se sentir parte de uma determinada sociedade pela
qual deveriam lutar e defender para proteger seu território e seu povo. Partindo desse
pressuposto, esse veio de encontro a proposta pedagógica da escola realizando assim no
segundo semestre com turmas do Ensino Médio da Escola Estadual Plena Vinícius de Moraes
demonstrado que cada povo tem a responsabilidade de defender os interesses de seu país,
69
contribuir para o desenvolvimento do mesmo, manter e proteger o patrimônio histórico,
cultural e artístico para as futuras gerações e a continuidade de sua história. Observa-se, que
parte da população brasileira, entre crianças, jovens e adultos, desconhece ou não se importam
com a história, cultura e arte do país, muitas vezes valorizando em excesso o que “vem de fora”
e desprezam, se envergonham e mesmo acreditam que o Brasil não tem cultura de qualidade,
fazendo uma comparação do que é considerado bonito de acordo com as culturas dominantes
que ditam o que é ou não cultura e arte. Claro que esse processo é uma construção cultural que
ocorre no país desde o período colonial, mas é necessário desconstruir para que os brasileiros,
em sua totalidade, percebam e valorizem a cultura nacional. Dentro desse contexto está à
cultura mato-grossense que é tão pouco divulgada e trabalhada em âmbito escolar e muitas
vezes nossos alunos só tem contato pela televisão ou em algum evento que mais parece uma
demonstração folclórica. Pensando nisso e na divulgação dessa cultura tão rica e diversificada
vamos fazer uma viagem pela História, Cultura e Arte mato-grossense colocando os alunos em
contato com a mesma com o intuito de plantar uma sementinha nesse caminho que é lento e
gradual e ao mesmo tempo valorizar as habilidades artísticas de nossos alunos e quem sabe
despertar outros nesse sentido.
Palavras-chave: cultura mato-grossense; arte de Mato Grosso; historicidade; diversidade
cultural; autores mato-grossenses.
A inserção da criança na Educação Infantil representa um marco na vida dela, é neste ambiente
que seus horizontes irão ampliar significativamente, ela irá conhecer novas pessoas, constituir
novas relações, vivenciar culturas diferentes da sua, experimentar várias aprendizagens que
vão compor seu universo, como também compreender regras e limites, itens indispensáveis
que são constituídos nessa fase. Este trabalho foi pautado em uma pesquisa bibliográfica cujo
objetivo foi analisar e apresentar a importância dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil
como uma ferramenta a mais para tornar o processo de aquisição das habilidades necessárias a
essa faixa etária mais prazerosa. Ao abordarmos essa temática precisamos ter ciência que essa
é a primeira e a etapa mais importante da educação básica, conforme relata a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação, e com isso necessita haver um comprometimento maior por parte dos
professores referente as práticas desenvolvidas em sala de aula. Por meio de estudos e
pesquisas conseguiu-se perceber que os jogos e brincadeiras são recursos pedagógicos
fundamentais na Educação Infantil, pois com os mesmos a criança consegue atingir com mais
facilidades as habilidades necessárias a cada faixa etária, e o professor terá mais êxito em seus
planejamentos. Por meio da curiosidade a mesma constrói, inventa, amplia o seu
conhecimento em todas as áreas e atingi as habilidades necessárias para adentrar o ensino
fundamental. Cabe também ao professor respeitar o tempo de cada criança, valorizar sua
construção e espontaneidade, escutar com muita atenção suas dúvidas e sempre desafiá-los a
construir sua própria história sendo o sujeito das próprias ações. Por meio da brincadeira a
criança consegue aprender, assimilar regras com mais facilidade, se socializa com o meio em
que está inserido, aprende a dividir, sem contar que a aprendizagem será muito mais
prazerosa. O jogo e a brincadeira são a essência da infância e o uso continuo desses dois
recursos faz com que a prática pedagógica permite a produção do conhecimento com mais
exatidão como também a estimulação da afetividade, além de oportunizar compreender o
mundo no qual está inserido.
Palavras-chave: aprendizagem; alunos; estratégias.
KATIANE ASMANN
MARIANE ASSMANN
O presente texto é um relato de experiências do projeto trabalhado em sala de aula com uma
turma de fase II em um Escola Municipal de Educação no Município de Sinop-MT.
Esse projeto surgiu através de uma roda de conversa logo nos primeiros dias de aula, ao falar
sobre o cuidado que é necessário adquirir através da higienização bucal e do nosso próprio
corpo, diante desse diálogo houve diversos questionamentos como: como é feito a higienização
bucal de cada um? Quando se faz necessário higienizar os dentes? Quais alimentos fazem bem
para a saúde do nosso corpo? Quem conhece seu próprio corpo? Como é o corpo humano por
dentro? E por fora? A ideia do projeto aprofundou a partir do momento que tive que fazer uma
cirurgia, a partir daí, as práticas sobre o corpo humano afloraram a curiosidade nas próprias
crianças, que demonstraram um anseio em conhecer e entender melhor nosso corpo e suas
funções. Assim sendo, foi possível observarmos uma necessidade de trabalhar com a
identidade de cada um, conhecer a si próprio e o corpo humano. O objetivo do projeto foi
proporcionar às criança uma apropriação da sua identidade, bem como conhecer quem
escolheu seu nome e quem foram seus antepassados, através de uma árvore genealógica;
73
conhecer nosso corpo internamente e externamente através de imagens, vídeos e livros de
histórias infantis; reconhecer a importância de se ter uma boa higiene corporal e bucal;
desenvolver o hábito de cuidar de si mesmo; construção da própria imagem; a confecção de um
cartaz do corpo humano com o título: conheço-me por dentro e por fora, representando os
órgão do corpo, elaboramos um gráfico com o período de nascimento das crianças desta sala
da fase II, confecção de um cartaz sobre alimentos saudáveis e não saudáveis e, por fim, a
confecção da carteira de identidade de cada criança, entendo que cada um é um ser único e
especial no Mundo. O projeto foi de extrema importância para eles, uma vez todos
participaram, interagiram, demonstraram tamanha curiosidade que chamou atenção dos
próprios familiares que também tiveram um envolvimento com o projeto. A avaliação foi
contínua ao longo do processo, respeitando o tempo e o limite de cada criança, a estratégia de
registro utilizada aconteceu através de fotos as quais eram publicadas no facebook da escola e
de exposição dos trabalhos nos murais da escola, de forma que todos pudessem acompanhar e
apreciar as práticas do projeto.
Palavras-chave: educação; educação infantil; identidade.
JISLAINE LUZ
THAUANY FERREIRA AMARO
Este artigo descreve a experiência obtida com o trabalho cujo objetivo foi propor uma atividade
pedagógica utilizando o modelo de sequência didática - SD (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEUWLY,
2004) que relacionasse o ensino e a aprendizagem das competências metacognitivas às várias
possibilidades de sentido envolvidas no processo de leitura e escrita autoral, tendo em vista
que o gênero textual pode ser compreendido como uma realização linguística concreta
envolvida por propriedades sociocomunicativas (PASSARELLI, 2012). A aplicação da
metodologia de SD com o gênero fanzine ocorreu com os alunos dos anos finais do Ensino
Fundamental, participantes do projeto "Luz do amanhã", realizado pela polícia militar em várias
cidades de Mato Grosso, em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT,
especificamente, com o curso de Pós-graduação PPGLetras (2018/02). Na proposta para a
realização do projeto de inserção social resultante dessa parceria, buscou-se trabalhar com a
integração entre as competências leitoras, escritoras e sociocomunicativas de forma a ampliar
as experiências dos estudantes com o uso das mais diversas linguagens (verbal, não-verbal,
midiática, artístico-literária), abrangendo também o caráter identitário na construção do
conhecimento. Ao final foi possível concluir que, enquanto suporte teórico-metodológico, o
trabalho com sequência didática utilizando fanzines é eficiente no auxílio da construção de
sentidos nos procedimentos de leitura realizados pelos alunos, além de fortalecer as questões
de identidade envolvidas nessa fase de desenvolvimento. Quanto à escrita, o processo de
produção textual evidenciou uma fragilidade na questão autoral, assim como também
apresentaram dificuldades na interrelação e no uso das diferentes linguagens. Porém, foi
possível perceber que os estudantes iniciaram de forma satisfatória esse processo de
construção e reconhecimento de seu potencial autoral e identitário no uso das diferentes
linguagens abordadas através do trabalho pedagógico com o gênero fanzine.
Palavras-chave: linguagens; sequência didática; gênero fanzine.
PROJETO "RAÍZES"
74
SILVIA MARIA CAETANO
EURIMAR LEITE BARBOSA
Este artigo tem por finalidade construir o olhar estético e de cuidado das flores com crianças da
Sala de Recurso, que demonstram curiosidade em conhecer e experimentar vivências com as
plantas através da práticas a pedagógica, respeitando as diversidades dos alunos e exigir
diferenciação nos atos pedagógicos que contemplem suas necessidades educacionais especiais,
fazendo parte de uma estratégia global de educação e visar suas finalidades gerais, contém a
importância das Flores para o meio ambiente. Com o propósito de desenvolver a sensibilidade
da textura, cor, tamanho, fragrância, beleza, singeleza e aroma que leva para um mundo tão
diversificado, construir um olhar estético e de cuidado das plantas com alunos com
necessidades especiais da Sala de Recursos e demais que se interessarem. No âmbito social, as
flores não só proporcionam a beleza, mas a relevância do reconhecimento das flores, o estudo,
a análise, o cultivo da vida das flores e suas utilidades. Desenvolvendo uma relação de respeito
75
e colaboração com os seres vivos de modo especial as flores, através das melhorias ambientais.
Para desenvolver a sensibilidades nos alunos com necessidades especiais, quanto a
diversificação das flores e a conscientização da beleza delas; Relacionar ao conhecimento o
sentimento de proteção e cuidado ao meio ambiente; Levando o aluno a compreender e
valorizar o amor ás flores e ao seu meio. O exercício da cidadania em incluir direitos e deveres
políticos, sociais e ambientais. Exerce-la significa participar de lutas por qualidade ambiental,
moradia, alimentação, saúde, emprego, educação e cultura. E exercício praticado diariamente,
nos torna cidadãos e cidadãs. A juventude está cobrando dos adultos e governos ações que
deem a todos nós a chance de herdar um planeta, colorido e bom de se viver. Isso depende das
atitudes individuais e de políticas públicas que nos tragam mais qualidade de vida. Mas, para
que isso se realize é necessário conscientizar o aluno para que ele entenda que devemos cuidar
juntos de nossa qualidade de vida. Na escola temos a oportunidade de descobrir novas
habilidades, trabalharmos em grupo, nos comunicar. As pessoas com necessidades
educacionais especiais se apoderam do conhecimento “agindo e interagindo” sobre ele,
modificando, descobrindo e inventando novas formas de reformular algo. Nesse enfoque, a
função da sala de Recursos é propiciar situações para que a criança construa seu sistema de
significação e uma vez organizado na mente será estruturado no papel ou oralmente.
Palavras-chave: meio ambiente; preservação; alunos PCD.
Este trabalho vem de encontro as necessidades da educação infantil de 0 a 2 anos (zero a dois
anos) oferecendo inúmeras oportunidades para que a criança aprimore suas habilidades
motoras, aprenda a controlar seus músculos e mover- se com desenvoltura, além de estimular
a oralidade. A música é muito importante para o desenvolvimento sensorial e cognitivo de toda
criança, promove o equilíbrio, proporciona um estado agradável de bem estar, melhorando
assim, o convívio social. O objetivo desta pesquisa é verificar que contribuição a música
proporciona no desenvolvimento infantil, cognitivo e linguístico. Para isso analisamos uma
turma de educação infantil, de uma escola no município de Sinop, onde observamos os
momentos de musicalização proporcionados através de um projeto na prática pedagógica
desenvolvida nesta sala. O projeto proporciona um aprendizado divertido e alegre, facilitando
assim o processo de aprendizagem. E no espaço escolar o educador, numa relação continua
com a criança, deve propor, ampliar e diversificar atividades que trabalhe o próprio corpo,
utilizando os movimentos, a música, os sons do próprio ambiente, cantigas, apresentando à
criança o mundo da cultura, garantindo-lhe elementos necessários à constituição de saberes e
ampliação das diversas linguagens. Concluímos com este trabalho a grande importância que a
musicalização colabora significativamente com as muitas situações presentes no
desenvolvimento das crianças. Estimula os sentidos, propicia movimentos e aguça a percepção
para identificação do próprio corpo, potencializando o desenvolvimento motor dos membros
inferiores e superiores, aumentando a coordenação e aprimorando a percepção da criança,
estabelecendo vínculos afetivos através da música, respondendo as noções de lateralidade e
aumentando o controle motor e o sentido do equilíbrio, através de movimentos e sons.
Palavras-chave: música; educação infantil; expressão corporal.
DO LADO DE LÁ DA FRONTEIRA:
76
CONFLITOS CULTURAIS EM UMA ESCOLA NO PARAGUAI
Esse estudo objetiva, numa tentativa de combater o pensamento que leva ao preconceito
linguístico, propor uma análise e exploração dos memes nas aulas de Língua Portuguesa do 9º
ano do Ensino Fundamental, com o propósito de mostrar a existência das variedades
linguísticas e as mudanças que ocorrem na língua a partir de diversos fatores, tanto linguísticos
quanto extralinguísticos. O aporte teórico que fundamenta este trabalho é a Sociolinguística
Variacionista, fundada pelo cientista William Labov (1972), o qual é um dos mais
representativos desta corrente linguística e, por utilizar a estatística como aporte analítico, é
chamada Sociolinguística Quantitativa ou Variacionista. Foi, portanto, Labov quem mais insistiu
na relação entre língua e sociedade, e na possibilidade de sistematizar a variação existente e
própria da língua escrita e falada. Para a realização deste estudo utilizamos, inicialmente, como
metodologia, a pesquisa bibliográfica em artigos sobre a teoria Sociolinguística, sobre
preconceito linguístico, memes e redes sociais. Em seguida, buscamos memes em páginas das
redes sociais que retratassem a realidade da Língua Portuguesa em uso, memes com
variedades linguísticas, com ênfase para memes que trouxessem a variedade informal da
77
língua. Posterior a isso, fizemos a seleção da página do Facebook Português da Depressão, que
tem como tema principal a difusão desse tipo de meme, e por ser uma página com grande
número de seguidores e interações, como curtidas, comentários e compartilhamentos. Depois
dessa seleção da página, fizemos uma análise do material encontrado e construímos uma
proposta de trabalho com esses memes nas aulas de Língua Portuguesa do 9º ano do Ensino
Fundamental, de modo que essa aula privilegiasse as questões de variação linguística e reflexão
acerca do preconceito linguístico. Concluímos que essa proposta possibilita uma discussão
sobre esses temas e leva o aluno a uma reflexão sobre sua atuação enquanto falante de uma
língua, bem como sua atitude em relação ao falar de cada pessoa. Pensar as variedades e o
preconceito linguístico é uma forma de inclusão social e esse é um papel importante que a
escola como um todo deve desempenhar.
Palavras-chave: Sociolinguística; variedades linguísticas; preconceito linguístico; escola; ensino.
Neste artigo apresentamos crenças e atitudes quanto ao uso da colocação pronominal dos
pronomes - o, lo e ele - com a função de complemento verbal na perspectiva dos estudos da
sociolinguística. A proposta identifica-se neste trabalho como a terceira onda que de acordo
com Veloso (2012), busca entender a variação considerando os papéis e as atividades que o
indivíduo desempenha nas suas relações sociais. Para a coleta de dados foram utilizadas as
interfaces digitais docs google e WhatsApp. Os colaboradores dessa pesquisa residem no
município de Sinop - Mato Grosso. Ao todo, participaram oito colaboradores da pesquisa,
sendo quatro do sexo feminino e quatro do sexo masculino. Sendo quatro colaboradores com
curso superior, dois estudantes no curso superior de direito, um com ensino médio e um com
ensino fundamental, pois interessa-nos conhecer as opiniões e avaliações que esses têm sobre
este processo da colocação pronominal com função de objeto direto do verbo. Neste sentido,
esse trabalho versará itens importantes para a compreensão da referida temática, a saber: a)
concepções de crença e de atitude; b) elementos, formação/ desenvolvimento e modificação
das atitudes; c) juízos como marcas, preconceito, prestígio/status linguístico. Esta pesquisa
considerará as concepções de Crenças e Atitudes dos autores Botassine (2015), Tomani (2014),
Costa e Faria (2012) e Silva e Aguilera (2014). A sociolinguística é um campo da linguística que
estuda fatores extralinguísticos que envolvem a língua em uso. Neste sentido, objetiva-se,
neste trabalho, dialogar com os conceitos variacionistas de Labov que é hoje reconhecido como
referência dos pesquisadores sociolinguistas brasileiros. Pensando a língua como mecanismo
que promove as relações sociais e os fenômenos da variação linguística, a nossa pesquisa
buscou compreender como os pronomes ‘lo, ele e o’ estão sendo, particularmente no
português brasileiro, colocados em posição ao objeto direto do verbo transitivo direto por
falantes do município de Sinop - MT. Também, este trabalho partiu das inquietudes de como o
pronome ‘ele’ vem ganhando status de objeto direto em verbos transitivos diretos nas
comunicações em redes sociais do município. Para a nossa pesquisa, utilizamos o conjunto de
sentenças: a) O José viu ele no cinema.; b) O José viu-o no cinema.; c) Vê-lo-ei no cinema.
Ressaltamos, a princípio, a assertiva de Labov (2008) de que é incompreensível entender a
evolução linguística fora do contexto social da comunidade.
Palavras-chave: crenças e atitudes; complemento verbal; pronomes ele, lo e o; terceira onda.
80
REGIONALISMOS NA LIBRAS: REGISTRANDO SINAIS DE CUIABÁ
Este trabalho visa investigar, sob o olhar do Sociolinguistica a influência que as letras do gênero
musical funk como cultura popular exercem nas marcas de variedades linguísticas peculiares
desse grupo, tanto na oralidade quanto a escrita dos discentes que cursam o oitavo ano de
duas escolas públicas de Sinop-MT. É notável que a classe dominante prestigia a norma culta,
portanto essa variação linguística é excluída ou condenada por ser caracterizada de uma classe
excluída, vista como um linguajar de nível inferior pela escola. Mollica (2013, p. 51) nos afirma
que “*...+ as formas de expressão socialmente prestigiadas das pessoas consideradas superiores
na escala socioeconômica opõem-se aos falares das pessoas que não desfrutam de prestígio
social e econômico”. Portanto, torna-se comum os alunos falarem e escreverem nos textos
expressões que são consideradas incomuns na linguagem ensinada no meio escolar. Bagno
(1999, p. 40) ressalta que: “*...+ qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo
escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, “errada, feia,
estropiada, rudimentar, deficiente [...] apesar de atender uma relação sociocomunicativa de
um determinado grupo de falantes. Para esta investigação, foi feito um estudo das marcas
81
linguísticas presentes nas letras desse gênero musical como: palavrões, uso de gírias e marcas
da oralidade e logo após foram analisados os textos de gênero autobiográfico dos alunos de
uma escola localizada no Centro e outra de um bairro de periferia. Após a análise de algumas
letras do funk, foi possível constatar que as palavras desse gênero musical que é o mais ouvido
pelos alunos, está bem presente tanto na linguagem oral quanto escrita. As expressões como:
bombando, curtição, manero, tá ligado, curiando, marcas de oralidade e palavrões são muito
comuns na fala e escrita dos meninos (as), que às vezes que temos a impressão que essa
linguagem assemelha a uma língua estrangeira. A língua oral é reproduzida na escrita,
refletindo o contexto situacional e relação entre os falantes. TRAVAGLIA (2009), afirma que na
língua não existe o certo e errado, o que existe são variedades e todas elas são igualmente
eficazes em termos comunicacionais nas situações em que o uso é apropriado, pois a linguagem
reflete a realidade no qual está inserido. É comum os professores criticarem o modo de falar
dos alunos, por desconhecimento da Linguística o que gera o preconceito linguístico.
Palavras-chave: sociolinguística; variação; funk; escola.
Este trabalho fundamenta-se nos princípios da Linguística Aplicada associada à Fonologia. Tem
como objetivo apresentar os resultados de um estudo realizado acerca de como são usadas as
palavras que tomamos por empréstimo da língua inglesa e, em solo brasileiro, de que maneira
se mistura aos nossos sotaques constituídos por meio da estrutura fonético-fonológica que
estamos habituados desde as primeiras palavras mencionadas, ainda em tenra idade. Ao
mesmo tempo que os anglicismos se deixam aderir a novos sons, não se destituem de todo das
características da língua de origem. Tornam-se signos mestiços, passam por processos
transglóssicos em que ambas as línguas se entremeiam e falantes do Português do Brasil
(PB) proferem termos do outro no conforto de sua estrutura linguística. Como delimitação do
estudo, o foco está nos metaplasmos, ou seja, as mudanças fonéticas pelas quais passam as
línguas. Para essa pesquisa, preocupa-se especialmente, com os casos de adição de sons:
prótese, epêntese e epítese que caracterizam a sonoridade do PB nas palavras estudadas.
Como apoio teórico, autores com Cristófaro-Silva (2015, 2013, 2005), Crystal (2010), Carvalho
(2009, 1989), Assis-Peterson (2008), Rajagopalan (2005), Ortiz (2003), entre outros. O percurso
teórico-metodológico baseou-se na pesquisa qualitativa, observação de palavras e expressões
comumente usadas em interações diversas e, após compiladas uma lista de palavras, foram
realizadas entrevistas com pessoas comuns, ouvidos áudios e vídeos que contemplam várias
palavras. Por meio da análise dos dados foi feito o levantamento da recorrência dos casos em
questão. Os resultados do estudo indicam a ocorrência de todos os casos: prótese, epêntese e
epítese, sendo que o último está em destaque. As explicações para as mudanças são
apresentadas pelo viés da fonologia e pelos aspectos funcionais de uso linguístico dos termos.
Palavras-chave: anglicismos; transglossia; metaplasmos.
Pretende-se por meio desta pesquisa, demonstrar como Ngungunhane, o mítico imperador do
Estado de Gaza, na África, é representado no âmbito do romance Ualalapi, do escritor
moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa. Com um foco no período pré-colonial e colonial, almeja-
se demonstrar as convergências e divergências que se estabelecem entre a história e a ficção,
tendo como elemento representativo, o imperador Ngungunhane. Para a consecução dos
objetivos propostos, far-se-á uma abordagem bibliográfica, com análise da historiografia oficial
de Moçambique e da narrativa ficcional da obra do autor africano. Em decorrência da
Conferência de Berlim (1884-1885) britânicos e portugueses veem seus interesses em rota de
colisão. Para ratificar seu domínio sobre a colônia africana, era preciso que Portugal avançasse
completamente com seu projeto de expansão colonialista. Na conquista do sul de
Moçambique, no entanto, os portugueses se depararam com o império de Gaza, e tiveram que
travar batalhas épicas com Ngungunhane e seus liderados para a conquista do território. A
criação deste reino, que apresentou por muito tempo um crescimento vertiginoso, está
relacionada à migração e presença dos Nguni, que eram um grupo etnocultural de origem
Bantu. No ano de 1884 o filho de Muzila, Ngungunhane, ascende ao trono, mas se torna, com a
derrota para os portugueses, o último imperador daquele reino. Os fatos históricos
mencionados se imbricam à narrativa ficcional da obra Ualalapi que é composta de seis
“fragmentos do fim”, que são capítulos do livro do autor moçambicano. A representação de
Ngungunhane no romance, por vezes acaba por destoar da história oficial. Para os portugueses,
ele era um selvagem que representava um sério obstáculo aos interesses colonialistas, para o
conceito oficial do governo de Moçambique, no entanto, considerando-se o período em que a
obra foi lançada originalmente, que foi no ano de 1987, que era dirigido pelo partido da
FRELIMO, Ngungunhane tornou-se uma figura idealizada, heroica, símbolo de resistência e luta
contra o colonialismo português. Consoante esta pesquisa, observa-se que a obra de Ungulani
Ba Ka Khosa, retrata uma personagem que oscila, ora entre o que apregoava o governo, com
um Ngungunhane que liderava seu povo contra um jugo colonial, ora entre um líder ditador,
que se mostrava cruel e sanguinário inclusive com seus liderados. Com uma narrativa composta
por fortes elementos da tradição ancestral africana, a análise da representatividade do
imperador em Ualalapi, possibilitou-se adentrar mais profundamente nesse período da história
84
de Moçambique e descortinar evidências de uma reconstrução da figura do misterioso
Ngungunhane, o último imperador de Gaza.
Palavras-chave: África; Moçambique; Gaza; Ngungunhane.
A colonização marcou os territórios brasileiro e africano com a violência da opressão aos povos
nativos, que se estendeu ao longo dos séculos para os mestiços oriundos desses contatos
étnicos e culturais. Esta violência é representada ao longo das obras do português José Evaristo
de Almeida em O escravo e de Lourenço Amazonas em Simá, romance histórico do alto
Amazonas, especialmente contra a mulher local, nativa e mestiça através de violências físicas e
sexuais, que ocasionam traumas sécio-culturais, marcando as sociedades brasileira e cabo-
verdiana. Este trabalho visa abordar esta temática percorrendo os caminhos que algumas
personagens femininas traçaram no contato com o dominador português/branco dentro das
narrativas, que se ambientam no arquipélago de Cabo Verde e na Amazônia brasileira. Através
das leituras de Marcio Seligmann-Silva (2008) e Simone Caputo Gomes (2012) sobre a
abordagem do trauma no texto literário e de Alfredo Bosi (1992) sobre os processos de
colonização, a presente pesquisa aborda as obras destes autores que foram relegados ao
esquecimento por muitos anos após publicadas suas obras, quase que simultaneamente: O
Escravo, de 1856 e Simá, romance histórico do Alto Amazonas, de 1857. Conclui-se que a
evidente similaridade das obras passa longe da simples coincidência. A forte presença de
elementos como o estupro, a escravidão, a loucura, a vingança vêm de encontro a proposta de
dar voz às populações violentadas e escravizadas, fazendo emergir uma problemática que não
se esgotaria nas linhas de ambas as narrativas.
Palavras-chave: literatura comparada; literatura de expressão amazônica; literatura africana;
representação da mulher.
Este artigo reflete sobre a Literatura, propondo-se a discutir suas múltiplas funções e
perspectivas que a remetem, de um lado, a um objeto para uma Teoria da Literatura e, de
outro, a um instrumento à serviço da humanização dos povos. De cunho teórico-bibliográfico, o
trabalho estrutura-se metodologicamente a partir da releitura de um conjunto de textos de
autores como René Wellek, Austin Warren, Regina Zilberman, Roberto Acízelo de Souza, Márcia
Abreu, Antonio Cândido, entre outros, cujos estudos tomam essa mesma Literatura como parte
de um dispositivo teórico, mas, também, como constitutiva à sociedade em geral, a partir do
vasto conjunto de elementos e manifestações não apenas textuais. Ao se estabelecer um
diálogo entre tais perspectivas, caminha-se para um entendimento de que a Literatura, embora
vista quase que na maioria das vezes como atrelada unicamente a um campo teórico de
estudos, geralmente ensinado nos bancos escolares da educação básica brasileira e das
85
universidades, exerce/presta um papel fundamental à sociedade e seu povo. Ao transcender os
limites de uma zona teórica, sobre a qual incidem diferentes correntes e filiações, a Literatura,
muitas vezes sem que nos demos conta e a devida ciência, humaniza o homem e o torna mais
consciente de seu papel enquanto cidadão do mundo, a partir de um emaranhado de formas e
maneiras. Ultrapassar a zona teórica é observar como essa disciplina se faz presente à realidade
humana e opera como um mecanismo de construção do conhecimento, a partir de diferentes
iniciativas, corroborando para o fortalecimento de seu papel social na atual
contemporaneidade.
Palavras-chave: literatura; teoria da literatura; dispositivo teórico; humanização; papel social.
86
O presente trabalho apresenta um estudo comparativo entre o foco narrativo na obra literária
Madame Bovary edição de 2017 de Gustave Flaubert e o foco narrativo do filme Madame
Bovary, com a intenção de analisar se o filme dirigido por Sophie Barthes (2014) possui a
mesma perspectiva de narração do livro. Para tal objetivo, fez-se neste trabalho uma breve
exposição do livro e do filme, tratou-se de questões relacionadas ao cinema, à adaptação
cinematográfica e ao foco narrativo, tanto literário, como, cinematográfico. Para o
desenvolvimento deste estudo, foi requerido uma metodologia de pesquisa bibliográfica e foi
atido a perspectiva da intertextualidade vinculada a literatura comparada. Fez-se uma análise
da narrativa do livro Madame Bovary e da mesma forma analisou-se a narração do filme
Madame Bovary e essas análises mostraram as similaridades entre o foco narrativo nas obras e
a intertextualidade que há entre elas, também se abordou os sentidos que podem ser extraídos
das narrativas em cada obra, especialmente do filme dirigido por Sophie Barthes. Este estudo
abrange a literatura comparada, sendo que, uma obra estudada é literária e a outra faz parte
da arte cinematográfica, portanto, caminha-se entre dois tipos de arte e ao fazer uma análise
comparativa entre elas vinculou-se a questão da adaptação cinematográfica. Entre os principais
teóricos utilizados para embasar tais reflexões temos: Ligia Leite (2004), Linda Hutcheon (2013),
Marcel Martin (2003), Jacques Aumont (1995), Robert Stam (2008), Tania Carvalhal (2006) e
Tiphaine Samouyault (2008).
Palavras-chave: Madame Bovary; literatura; cinema; intertextualidade.
O filme O Rei Leão (The Lion King) de Rob Minkoff e Roger Allers de 1994, foi produzido por
meio da técnica de animação tradicional e se apresentou como o maior êxito da Disney nessa
década, conquistando o sucesso de bilheterias. De forma que em 2019, essa produção
cinematográfica retorna, dirigida e co-produzida por Jon Favreau e escrita por Jeff Nathanson.
Sendo um remake em live-action do longa-metragem original, já se tornou a maior bilheteria de
remakes na história do cinema. Após o formato em live-action, a história também ganhou
versão em livro, com páginas coloridas e capa dura, de modo que resgata a estética do filme
original de 1994. Contudo, a obra não se destina apenas ao público infantil e infanto juvenil,
mas se estende também aos adultos. Até porque, ela apresenta simbologias e
intertextualidades que dialogam com outras obras consagradas pela literatura clássica.
Ademais, trata-se de um conto maravilhoso que instiga análises. Nesse sentido, os objetivos
deste artigo compõem-se em apresentar aspectos literários da obra, as possíveis
intertextualidades e simbologias que a permeiam, e na perspectiva do livro Morfologia do
Conto Maravilhoso de Vladimir Propp (2001), expor uma análise morfológica desse conto. Para
elaborar este trabalho foram realizados estudos comparativos de obras, fatos e simbologias
conexas ao Rei Leão e pesquisas exploratórias. Dessa forma, o estudo revelou que na
composição de elementos narrativos, o narrador é o principal componente que difere a
narrativa literária da cinematográfica. Além disso, a obra em questão demonstra
intertextualidades com passagens bíblicas e com o clássico Hamlet de Shakespeare, além de
apresentar simbologias típicas da cultura africana. Outrossim, ao que concerne à análise
morfológica, verifica-se que O Rei Leão se enquadra aos padrões tradicionais dos contos
maravilhosos russos, devido à apresentação das principais funções que caracterizam o gênero.
87
Porém, constatou-se que nele, a ordem de duas funções dos personagens é deslocada ao ser
comparadas com a sequência elaborada por Propp. Por fim, percebeu-se que o seu conjunto
agrega e externa riqueza cultural, beleza artística e reflexão/crítica as ações humanas.
Palavras-chave: O Rei Leão; intertextualidades; análise morfológica do conto.
O objetivo deste artigo é demonstrar a análise “Entre uma noite e outra” de Lucinda Persona e
“Retrato do artista quando coisa” de Manoel de Barros e se é possível verificar o processo de
automatização/desautomatização do ser, a partir dos olhares poéticos mato-grossense. A
abordagem metodológica qualitativa e o procedimento de pesquisa bibliográfica foram
essenciais neste trabalho, que ao ser concluído, observou-se que o processo de
automatização/desautomatização do sujeito está implícito nas obras de ambos os autores, por
meio da linguagem poética, exigindo do leitor um olhar astuto e crítico que fogem a ordem
natural das coisas. As características marcantes das poesias de Lucinda Persona, possibilitam
dialogar com o poeta Manoel de Barros, pois ambos possuem algo em comum – a linguagem -
e é a partir dela que surgem as reflexões sobre a realidade externa, que segundo Octavio Paz
(2012, p. 168) “o subjetivismo moderno só afirma a existência do mundo externo a partir da
consciência”. Nota-se que a linguagem poética possibilita essa ligação, onde o sujeito consegue
estabelecer relações de sentidos entre a poesia e o universo que o cerca. Esse sujeito e o
poema, que não pertence mais ao poeta, acaba sendo um campo de experiência de sua própria
in-consciência. Neste sentido, a função da linguagem neste trabalho é provocar no leitor uma
curiosidade que o leva entender esse processo por meio dos versos poéticos e perceber que em
um dado momento da vida é necessário desacelerar, desautomatizar, para tanto, as poesias
analisadas utilizam aspectos da realidade de um determinado espaço, mas que atingem a
realidade geral enfrentada pelo homem contemporâneo, confirmando as palavras de Paz ao
afirmar que a nossa condição original é, por essência, algo que sempre está se fazendo.
Palavras-chave: literatura de mato-grossense; automatização/desautomatização; poesia.
Quais relações podem existir entre uma carta escrita em 1500 e uma campanha publicitária
veiculada a partir de 2016? Seria possível encontrar semelhanças em materiais produzidos com
mais de 500 anos de diferença? O presente trabalho é um exercício de pensar sobre a história
e a representatividade das vocações agropecuárias do Brasil. É uma investida comparativa que
busca convergências e divergências entre a Carta de Achamento do Brasil, escrita em 1500 por
Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal Dom Manuel, e a campanha Agro: a indústria-riqueza
do Brasil, veiculada pela Rede Globo de Televisão, ao longo dos anos de 2016 a 2018. Caminha,
em sua carta, era um observador atento à realidade primitiva e desconhecida com a qual teve o
88
primeiro contato. Já a principal emissora de televisão do Brasil, a Rede Globo, desenvolveu as
peças publicitárias remetendo a diferentes vieses da produção agropecuária brasileira,
colocando o agronegócio em evidência. A Carta de Caminha é um relato da história do Brasil
“vista pelo olhar do invasor”, conforme Santos (2009), seguindo objetivos específicos. A
campanha televisiva é igualmente um relato feito por um olhar externo e carregado de
historicidade. Observa-se que possibilidades que se apresentavam no passado, seguem
presentes em posições de destaque nas descrições sobre o Brasil. Esse estudo surge a partir de
reflexões propostas na disciplina de Literatura e Outras Linguagens Artísticas: relações
intersemióticas, que integra o Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLetras), da
Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus de Sinop.
Palavras-chave: agropecuária; Rede Globo; carta de achamento do Brasil.
A atualidade e todos os seus fenômenos sociais vem conduzindo reflexões acerca das práticas
capitalistas e as questões ambientais, de acordo com o pensamento de Nietzsche (2003),
somos os únicos responsáveis por nossos atos e por suas consequências, sendo assim, não há
álibi: é preciso realizar reflexões sobre as atitudes atuais. Para Candido (2000), o elemento
social é constitutivo à obra literária, o fato social importa, não como causa, nem como
significado, mas como elemento que desempenha um papel constituindo uma estrutura
interna. Reflexões sobre a sociedade sob o olhar da literatura permite a realização de novos
significados acerca do que já foi experimentado no contexto histórico passado,
problematizando o tempo atual, de forma distópica que busca o assombro ao acentuar
tendências contemporâneas que ameaçam a liberdade (JACOBY, 2007, p. 40). A porosidade que
ocorre entre literatura e música acontece em vários momentos históricos e cenários culturais
diferentes. O nosso enfoque será realizar um diálogo entre o disco Animals da banda inglesa
Pink Floyd, produzido em 1977 e o livro A Revolução dos Bichos (Animal Farm) de George
Orwell, narrativa literária apresentada por meio de fábula, publicada em 1945, firmados no que
Tomachevski (1976, p. 173) chamará de sequência de informações que nos destinam à
realidade. Embora sejam manifestações diferentes, ambas trazem um tom de denúncia ao
totalitarismo governamental, sob a matiz do descontentamento e da angústia, bem presentes
na pós-modernidade. Pretende-se abordar o contexto histórico-cultural da Inglaterra nas
décadas de surgimento destas duas obras e seus desdobramentos, mostrando como a distopia
e o dialogismo estão fortemente presentes na obra musical Animals, por meio da interpretação
estética da recepção do texto literário entre formas intermidiáticas sobre a luz de das teorias
de Jauss (2002) a estética de Léo Spitzer (1942), que afirmam a experiência primária de uma
obra de arte pela sintonia com o efeito estético, e os diálogos entre gêneros textuais
intertextual nos pressupostos teóricos de Linda Hutcheon (1991) e Bakhtin (1998).
Palavras-chave: intertextualidade; distopia; pós-modernidade.
Este texto apresenta resultados de pesquisa cuja perspectiva teórica se ancora, principalmente,
nos postulados teóricos da ATD (Análise Textual dos Discursos), mobilizando alguns conceitos
teóricos e categorias de análise advindos deste quadro combinados a conceitos e
categorizações presentes em outros autores, como Rabatel (2003, 2004, 2006), bem como
outras categorizações ainda mais finas, como no caso dos verbos de elocução, encontradas em
Charolles (1976), Maingueneau (1997), Marcuschi (1981), Thompson e Yiyun (1991). Considera-
se que tal combinação proporcionaria uma visão mais abrangente acerca do fenômeno,
implicando em avanços, no caso de pesquisas futuras, para o refinamento do conceito definido
como RE no quadro da ATD. Embora não se tenha iniciado a pesquisa com um foco dirigido aos
problemas de ordem eminentemente didática, procurou-se estabelecer conexões possíveis
90
entre os achados e sua aplicabilidade ao ensino dos gêneros acadêmicos. Assim, este trabalho
apresenta uma pequena proposição dirigida ao ensino da escrita científica numa proposta de
sequência didática, feita com a utilização do executável Wordsmith 6.0, e elaborada com base
nos achados e percurso da pesquisa. Não se pretende, com esta proposta, prender-se a
modelos, pois entende-se que a proposição de modelos baseados apenas nas práticas expertas
não despertaria, necessariamente, a consciência do gênero como um modelo, correndo-se,
ainda, o risco de engessar o desenvolvimento de uma consciência apurada acerca das formas
de posicionamento possíveis nesta escrita. Neste sentido, a observação do posicionamento de
autores de variados graus de experiência poderia contribuir muito mais para o refinamento
desta consciência. Importa salientar que a sequência didática apresentada neste trabalho foi
pouco testada pelo pesquisador e se configura mais como uma sugestão de trabalho, pois não
se pesquisou resultados de sua aplicação.
Palavras-chave: escrita acadêmica; voz autoral; posicionamento do autor.
Este trabalho tem como objetivo, mostrar uma realidade que o Brasil tem vivenciado nos
últimos anos, em especial em Sinop-MT, que nas últimas décadas se tornou o ponto de chegada
de povos de línguas e culturas tão diversas, mas que compartilham de uma mesma
necessidade: um país que os acolha com trabalho e segurança e, principalmente, que apoie na
sua comunicação oral e escrita. Devido aos processos migratórios e democratização das m dias,
o português vem ultrapassando fronteiras f sicas e ampliando seu poder de atuação como
l ngua adicional para diversos povos, como refugiados ou como visitantes temporários no
Brasil. Autores como Schlatter e Garcez (2009) apresentaram o termo “l ngua adicional” em
2009, em vez do termo l ngua estrangeira. O ensino de português encontra-se, no nosso
contexto, como l ngua adicional, visto que temos diversos haitianos, em condição de imigração
e latinos em condição de visto temporário para estudante. Assim, para ambos os públicos, a
l ngua portuguesa é adicional ao repertório de l nguas que esses aprendizes já adquiriram. Essa
temática se vincula a um projeto de pesquisa que tem como proposta a realização de um curso
de língua portuguesa por meio de gêneros textuais, mediante a necessidade apresentada pelo
público alvo (estrangeiros) com a finalidade de socializar experiências linguísticas e culturais.
Busca-se utilizar a sequência didática nas concepções de Schneuwly, Dolz e colaboradores
(2011) para o desenvolvimento da proposta interventiva por meio de um conjunto de
atividades organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito.
O presente estudo está em andamento e a análise ainda não foi concluída, entretanto, espera-
se que a proposta possibilite um acolhimento aos participantes, mediante o ensino de
portuguesa.
(Apoio: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Palavras-chave: língua de acolhimento; ensino e aprendizagem; experiências linguístico
culturais.
Este trabalho tem como objetivo repensar o ensino da língua padrão no contexto da sala de
aula e evidenciar a importância do ensino da Língua Portuguesa. Sabemos que muitos alunos
estão saindo do ensino médio com muita dificuldade na modalidade da escrita padrão da língua
e na expressividade de leitura e escrita; para isso nos imbuímos deste projeto que visa
trabalhar novas metodologias facilitando o ensino da língua portuguesa principalmente na
escrita. Temos como suporte a sociolinguística educacional tendo autores como Bortoni-
Ricardo (2014; 2004; 2008); Antunes (2007, 2010, 2012, 2014); Thiollent (1998); Mollica (2003,
2016); entre outros. A pesquisa está sendo desenvolvido com alunos dos 6º anos de uma escola
no município de Sinop/MT cujo intuito foi verificar e acompanhar a produção escrita desses
94
alunos. Nos apoiamos na pesquisa-ação para assim atender as exigências teóricas e práticas e
desenvolver um trabalho relevante dentro deste contexto social em que o envolvimento do
grupo para com os problemas sejam potentes e participativos, pois sabemos que falta muito
estímulo e aperfeiçoamento do/para o professor para uma mudança na educação. Assim, com
esta pesquisa, percebemos que um ensino de concepções e práticas tradicionais não atraem o
aluno para uma educação renovadora e coerente com a sociedade em que vivemos. E, para o
ensino da Língua Portuguesa, em sala de aula, além de conhecimento e habilidade, o professor
tem que ter atitude para levar a essa sociedade escolar um ensino de qualidade. A escola e o
ensino são, portanto, o alvo para um trabalho de interação aluno/professor podendo, assim,
desenvolver um trabalho mais direcionado à produção textual proporcionando um suporte na
ampliação da competência comunicativa dos alunos. Assim, esperamos que nosso trabalho seja
uma forma de privilegiar uma relação dinâmica e uma prática que envolva os alunos e
sociedade.
Palavras-chave: língua portuguesa; professor; ensino; norma; escrita.
O presente trabalho enfatiza as implicações que os gêneros textuais conduzem nas práticas
pedagógicas através da diversidade de metodologias que se podem trabalhar com alunos do
Ensino Fundamental I. Esta pesquisa foi desenvolvida na E.M.E.B Ana Cristina de Sena e na
E.M.E.B Jurandir Liberino de Mesquita em Sinop/MT, nas turmas dos 4º anos, buscando
integrar os gêneros textuais na realidade dos alunos, garantindo diversas aprendizagens
significativas. O objetivo desse trabalho é identificar os gêneros textuais usados no dia a dia e
compreender suas características centrais, utilizar diversos gêneros textuais de forma eficiente
e apropriada e qualificar a comunicação seja escrita, oral ou visual dos alunos. Os objetivos
específicos são: comparar a estrutura e os objetivos dos gêneros textuais como bilhetes,
folhetos informativos, anúncios, receitas, notícias, contos, entre outros, qualificar o
desempenho da leitura, escrita e interpretação, aperfeiçoar a visão de mundo das crianças,
possibilitar a expressividade e criatividade de cada um, e enriquecer o processo de
alfabetização e letramento de forma lúdica e prazerosa. Os gêneros textuais surgiram,
conforme as necessidades e atividades socioculturais, possuindo ligações com a vida cultural e
social. Dessa forma, eles tendem a situar-se e integrar-se em função das culturas onde estão
inseridos, pois também são práticas sociocomunicativas. Portanto, sofrem variações, e muitas
vezes resultam em outros novos gêneros. As tecnologias como rádio, televisão, o jornal, a
revista e a internet principalmente, têm contribuído para o surgimento de novos gêneros
textuais. O processo de avaliação do presente projeto está ocorrendo através de observações e
participações dos alunos por meio de diversas atividades propostas a eles. Por enquanto, a
maioria das crianças estão tendo um ótimo desempenho ao saber identificar os gêneros
textuais e expor as suas ideias mediante a todos os conteúdos elaborados.
Palavras-chave: gêneros textuais; aprendizagens e práticas pedagógicas.
95
TATIANE GOMES DA SILVA
ESTER APARECIDA DE MEI MELLO VILALVA
O presente trabalho tem o objetivo de relatar os resultados obtidos no projeto Feira das
Ciências, realizado na Escola Estadual Professora Zeni Vieira, ao inserir a poesia no processo de
ensino/aprendizagem. Nota-se que o gênero textual poesia, com o passar do tempo, perdeu
espaço nas escolas. Ao detectar grande defasagem nas práticas das linguagens, como leitura,
escrita e oralidade na sala de aula, o projeto Viva a Poesia, apresenta a oportunidade de brincar
com as palavras, construindo novos sentidos, novos sons, ritmos e imagens diferentes. É muito
importante para que o aluno se aproxime da linguagem poética, despertando assim, o gosto
pela leitura e ajudando a desenvolver o pensamento crítico e a expressar emoções. Novaes
(1971) considera que os textos poéticos dão a oportunidade de refletir sobre os problemas do
homem e da vida do homem. E possibilita questionar e refletir face aos valores existentes, pois
o material do poeta é ele mesmo e a sua vida e assim a poesia pode expressar a sua
experiência, a do outro e a do mundo. A poesia chama a atenção por ter caráter lúdico que
auxilia na elaboração e orientação das atividades desenvolvidas em sala de aula. É pensando
nessas possibilidades que esse projeto teve a intenção de despertar o aluno para o mundo
fantástico escondido nas poesias que estão à nossa volta. Durante o processo de produção e
pesquisa, o interesse pela leitura e escrita aproximou os alunos do universo poético,
aumentando as possibilidades comunicativas através do amadurecimento da linguagem verbal
e não verbal. Todas as produções foram ilustradas, estimulando a imaginação e a expressão
artística. No decorrer do desenvolvimento do projeto, todos os alunos participaram das
atividades relacionadas e com esse incentivo acreditamos que nossos alunos se sentiram mais
ligados a esse tipo de expressão escrita apreciando lê-las, interpretá-las e até escrevê-las,
sanando assim, suas dificuldades e ampliando seus conhecimentos.
Palavras-chave: linguagens; linguagem poética; expressão artística.
Este artigo tem por objetivo discutir possibilidades de abordagem da variação linguística em
sala de aula, considerando seu uso e valorização, bem como promover discussões que
envolvem o preconceito linguístico e possíveis formas de combatê-lo. Será apresentada uma
Sequência Didática desenvolvida em uma turma de 7º ano do ensino fundamental em uma
escola da rede estadual de educação em Marcelândia-MT, organizada a partir do gênero Conto
Popular. A escolha por se trabalhar com gênero textual se deu por acreditar que é uma forma
de potencializar o ensino de Língua Portuguesa na sua condição de uso real, e assim,
desenvolver habilidades de oralidade e escrita, concordando com os preceitos de Magda Soares
(1998), quando afirma que trabalhar com gêneros textuais é uma forma de promover a
alfabetização e o letramento concomitantemente, pois não se pode dissociar um do outro para
que o trabalho seja pleno. No que refere-se a interpretação, também foi enfatizado os sentidos
denotativos e conotativos, ambos presentes no conto em questão. Os estudos fundamentam-
se nas perspectivas da sociolinguística (BORTONI-RICARDO, 2014), variação linguística (BAGNO,
2007) e sequência didática (DOLZ, NOVERRAZ e SCHNEWLY, 2004). Em se tratando de variações
linguísticas, o trabalho ressaltou a inexistência do certo e do errado e sim do adequado, além
96
de promover diálogos em torno do preconceito linguístico existente, principalmente no que
tange as camadas socialmente menos favorecidas da população. Dessa forma, espera-se ter
contribuído com a reflexão acerca da importância de respeitar e valorizar as variações da
linguagem, de modo a enfrentar o preconceito, com base no respeito a diversidade cultural e
social.
Palavras-chave: sequência didática; variação linguística; conto popular; preconceito linguístico.
De uns tempos para cá, a questão da leitura e da escrita dos discentes do ensino superior tem
tomado uma proporção bastante considerável. O Instituto Paulo Montenegro (IPM) juntamente
com a ONG ação educativa mostraram que 38% dos discentes do ensino superior não
conseguem ler e escrever satisfatoriamente, ou seja, o nível de proficiência em leitura e escrita
de 38% dos alunos está ruim. Nesse sentido, tenho visto que a falta da prática da leitura e da
escrita no ensino superior tem prejudicado substancialmente o desempenho acadêmico desses
alunos. É indubitável que as atividades de ler e escrever são de suma importância para o
processo de organização de ideias, de argumentos e, por conseguinte, para a produção de
textos, por exemplo, artigo científico, resenha, resumo etc. – gêneros este mais solicitados
entre os acadêmicos. Observei que durante as leituras e interpretações, boa parte dos alunos,
apresentavam alguma dificuldade relacionada a problemática aqui levantada. É nessa
perspectiva conceitual que pretendendo desenvolver este trabalho: leitura e escrita como
práticas sociais e (re)criativas, como ato significativo, objetivo e racional; é, portanto, uma
atividade construtiva e (re)criativa. Assim, tenho como objetivo analisar alguns textos de alguns
discentes do ensino superior, da disciplina “Gêneros Acadêmico-Profissionais”, em que eles
deveriam ler e interpretar algumas charges para depois escreverem um texto de cunho
dissertativo-argumentativo. Para tanto, pela dimensão da linguagem em uso, o presente
trabalho baseia-se no quadro teórico enunciativo-discursivo de Bakhtin, Volochinov e
Medvedev. E, pela dimensão do ensino-aprendizagem, ancora-se no viés sócio-histórico de
Vygotsky. Além dos estudiosos Pécora (1999), Antunes (2005) e Guedes (2009), dentre outros.
Palavras-chave: escrita; leitura; ensino superior.
O projeto começou no ano de 2014, a partir de uma pesquisa realizada sobre a importância da
floresta Amazônica. Então se pensou em que poderia contribuir para esta questão com o tema
Água é Vida: Preservar é Preciso, foram plantadas 60 mudas no final do ano no entorno da
escola. Em 2015 mudou de nome passando para Plantando Com Amor e Carinho, a doação de
mudas a serem plantadas e distribuídas ás famílias dos alunos, este foi um ano difícil, pois a
arborização do pátio da escola foi o grande desafio , por duas vezes praticamente 50 % das
mudas morreram uma queimadas sem querer, 20 por veneno para matar o mato e outras pelo
período extenso de seca, iniciamos o uso do gotejador que deu certo feito com garrafas pet
regulando a tampa para manter a muda molhada por mais tempo. Os alunos foram os atores
nesse processo, pois todos os dias dedicavam um tempo e iam molhar as mudas sob um sol
escaldante. Também sofreram muito porque vândalos arrancavam e quebravam sem dó,
precisando replantar. Um trabalho exaustivo chamamos os vândalos para uma reunião pedindo
a ajuda nos cuidados com as mudas, o que amenizou um pouco a situação de destruição. Em
2016 tomou forma como Árvore Viva: Mãos Com Amor na distribuição de mudas, famílias e
amigos. E em 2017 o projeto bombou tendo os envolvidos transformados em super-heróis das
árvores com o gênero textual história em quadrinho e frase para a população sinopense “SEJA
VOCÊ TAMBÉM UM SUPER HEROI DAS ARVORES PLANTE E CUIDE POR DOIS ANOS DAS MUDAS
PARA TORNAREM ÁRVORES GRANDES CONTRIBUINDO COM A SAÚDE”. Nesses cinco anos do
projeto aproximadamente duzentos alunos envolvidos direta e indiretamente, cinco turmas de
3º anos do Ensino Fundamental e outras indiretamente com seus professores. Hoje tomou
proporções gigantescas tornando-se referência para outras escolas por ser um dos poucos nas
escolas municipais de Sinop a manter as árvores vivas e chegando a um número atual de 2300
98
mudas doadas e distribuídas para a comunidade escolar. Em 2014 foram plantadas 60 mudas
no pátio da escola e atualmente entre plantadas e replantadas temos vivas 105 árvores, esse
número só no pátio da escola. É preciso lembrar que sem os alunos esse resultado não seria
possível, a construção do conhecimento e a conscientização para a importância das árvores
para o meio, da arborização nos espaços públicos. Nesse ano o projeto já está em andamento,
recebemos o convite para apresentar e divulgar o projeto e com isso chegar ao número de
5000 mil mudas distribuídas. Iniciamos o passeio turístico alunos contam as histórias das
árvores divididos por fileiras da paz, amor, gentileza e carinho para os visitantes.
Palavras-chave: meio ambiente; sustentabilidade; amor; educação.
Cisne Branco (2017) romance escrito por um autor cabo-verdiano que assina seus livros como
Evel Rocha, mas que possui o nome de batismo de Ildo José Rocha. Evel Rocha publicou as
99
seguintes obras entre poesias e romances: Versos D’alma, Estátuas de Sal, Marginais, Cinzas
Douradas, A tragédia do Morro Leste, Vidas de Sal, Divórcio e Cisne Branco. A narrativa de Cisne
Branco (2017) se passa na Ilha do Sal, em Cabo Verde, é autobiográfica relatando a trajetória de
Selma em suas várias fases. O romance é escrito em primeira pessoa na voz feminina da própria
personagem principal. A narradora-personagem Selma relata todo o seu percurso ao longo da
vida, portanto é um retrato da realidade social cabo-verdiana e, sobretudo da mulher cabo-
verdiana. Nesta pesquisa objetiva-se investigar as representações da identidade feminina em
sua articulação com o meio social e familiar no romance autobiográfico Cisne Branco (2017) de
Evel Rocha. A identidade é construída em seus espaços, circunstâncias e interações, não é algo
fixo, passa por transformações o tempo todo, tornando-se múltipla. Em vista disso interessa-
nos compreender a forma com que a identidade da protagonista é representada no decorrer da
narrativa, nos seus deslocamentos. Desse modo, serão utilizados como base os estudos
teóricos dos autores Beauvoir (2016), Fernandes (2019), Gomes (2008), Hall (2011), Magalhães
(2001) e Zinani (2013) que abordam as questões que envolvem a identidade e seus movimentos
e também norteiam a compreensão das ações da personagem em estudo.
Palavras-chave: literatura; identidade feminina; Cisne Branco; Evel Rocha.
A produção literária pode estar interligada com a realidade mesmo quando não compromissada
com o real. Isto porque a literatura não é um mero objeto com o intuito de entreter, ela de fato
tem funções de provocar a reflexão e o reconhecimento acerca da realidade junto do leitor
propondo compreensões de mundo, exposto e reconstruindo a realidade e os pensamentos
que muitas vezes poderiam passar desapercebidos. Assim, uma análise sobre a literatura
permite identificar influências dos contextos sociais, políticos e culturais. Nessa perspectiva, a
trilogia estadunidense Jogos Vorazes (The Hunger Games) não se difere e apresenta os
referidos itens para análise. Se destaca nessa trilogia o movimento atual provocado pela
autoria feminina que insere na narrativa literária questionamentos sobre a sociedade em
transformação e destaca o protagonismo da personagem feminina que lidera uma revolução
em seu país. O presente trabalho resulta da análise dessa trilogia feita a partir de instrumentos
teórico-metodológicos da Teoria da Literatura e da Sociologia. O estudo objetivou perceber os
contextos nos quais a obra apresentada está inserida, compreendendo o jogo ideológico e
discursivo presentes e investigando a construção da personagem feminina que emerge como
um símbolo de liderança e esperança, e ocasiona o rompimento da ordem até então
estabelecida na sociedade fictícia. Como conclusão, o estudo retoma os aspectos políticos da
literatura ao considerar a importância de temas e representatividade do protagonismo
feminino no contexto da sociedade contemporânea, algo que marca claramente o momento
atual das discussões e movimentos políticos no mundo em que o feminino e o masculino
ganham novos contornos.
Palavras-chave: literatura; ideologia; feminino; sociedade.
A MORTE EM PERSPECTIVA:
ESPAÇOS MORIBUNDOS NO CONTO DE PAULO SESAR PIMENTEL
100
VANDERLEY DA SILVA
ORIENTADORA: ROSANA RODRIGUES DA SILVA
A literatura brasileira produzida em Mato Grosso conta com escritores contemporâneos que
apresentam em suas narrativas características da pós-modernidade. Essa literatura proporciona
temas do cotidiano, mostrando a visão de um mundo conturbado, cheio de interrogações,
complexidades, egocentrismos e crises existenciais sofridas pelo homem pós-moderno. Em
meio a esse grupo de escritores, Paulo Sesar Pimentel apresenta uma obra que tematiza a
morte de diversas formas. Diante disso, o objetivo deste trabalho volta-se à reflexão sobre a
temática da morte na obra de Pimentel, por meio da análise dos contos publicados na seleta O
cão sem penas (2014), focando como a temática transpassa a estruturação dos espaços
contribuindo para caracterizar, construir e desvelar o interior das personagens. Para esta
pesquisa foi imprescindível as contribuições das obras História da morte no ocidente (2017), de
Philippe Ariès, e Tabu da morte (1983) de José Carlos Rodrigues, que mostram a mudança
gradual na percepção sobre a morte ao longo da história da humanidade. As questões analíticas
referentes ao gênero foram esclarecidas com o aporte teórico de Gaston Bachelard (1993),
Ricardo Piglia (2004), Julio Cortázar (1993), Osman Lins (1988), Edgar Allan Poe (2011), Carlos
Reis e Ana Cristina M. Lopes (1988), entre outros. Espera-se que este trabalho possibilite ao
leitor compreender os espaços que transcendem a ficção narrativa em imagens realistas do
mundo cotidiano em que vive, principalmente ao lidar com o mistério da finitude.
Palavras-chave: literatura brasileira contemporânea; O cão sem penas; Paulo Sesar Pimentel;
morte; espaço.
São Bernardo (1997) é um romance de Graciliano Ramos lançado em 1934, durante os anos do
Modernismo em que se buscava o estabelecimento da identidade brasileira na literatura.
Graciliano Ramos foi um intelectual socialmente comprometido e preocupava-se com questões
de humanização. Em suas obras, há a abordagem de aspectos sociais, principalmente, os
regionais vinculados ao Nordeste. Assim, a obra analisada é uma narrativa em 1ª pessoa e
caracteriza-se pelo narrador, Paulo Honório, que escreve com o intuito de entender alguns
acontecimentos peculiares que se passaram ao longo de sua vida, principalmente, a relação
conturbada e trágica com a esposa, Madalena. O romance é uma interface entre a vida social e
psicológica do protagonista. Analisamos, como acontece, na obra São Bernardo (1997), de
Graciliano Ramos, a reificação social em Paulo Honório, personagem principal e narrador do
romance, e como ele, enquanto sujeito social, também a pratica. Esse processo de transformar
o outro em coisa, mediado pelo capital, ocorre antes e depois do casamento com Madalena,
mas traz inúmeros conflitos dentro do relacionamento conjugal. O personagem, cuja conduta
demonstra sua ideologia capitalista, age de modo a transformar sujeitos em coisas, dá-se a
‘coisificação’, transformam-se traços humanos em objetos, tirando-lhes a característica de
sujeitos sociais. Esse processo de reificação ocorre em Paulo Honório, há a constante dinâmica
de transformar o outro em objeto, criando a possibilidade de adquirir, do outro, através do
capital, algo que ele, Paulo Honório, não possui. A narrativa separa-se em dois tempos, o
passado, para onde Paulo Honório volta, buscando contar sua história e tentar entender os
acontecimentos que se passaram, e o tempo da enunciação, o presente, em que, depois de
101
retomar os fatos, o personagem encontra-se solitário e vazio, sem conseguir retomar a direção
da vida. A reificação tornou-se, desse modo, uma ação dialética, ao mesmo tempo em que o
personagem a praticava em suas relações com o outro, ele também foi vítima do processo, por
ser sujeito inserido em uma esfera social cuja prática de reificação é constante. O referencial
teórico para análise pautou-se em Antonio Candido (2006), João Luiz Lafetá (1997) e Lukács
(1969).
Palavras-chave: literatura brasileira; Graciliano Ramos; reificação.
O presente artigo se propõe, num primeiro momento, explanar sobre a literatura produzida em
Mato Grosso na visão da pesquisadora e historiadora Hilda Magalhaes (2001), pois existe um
número considerado de escritores que nasceram no estado de Mato Grosso e que são
considerados mato-grossenses pela vivência, experiência e contribuição literária, passaram
grande parte das suas vidas nesse estado, se dedicaram a compor tanto em verso quanto em
prosa, valorizando a arte através da escrita. Num segundo momento, se propõe descrever sobre
a origem do conto, sobretudo a sua forma de como ele se apresenta na contemporaneidade.
Além disso, se propõe, também, analisar a estrutura do texto, bem como os elementos da
narrativa presente no conto “A Verdadeira dor” (2014) do escritor Paulo Sesar Pimentel,
contista mato-grossense, que através da narrativa contemporânea, aborda temática sobre
situações do cotidiano que expõe pela personagem, a angustia do homem moderno. Em meio a
esse universo de estudos e pesquisas sobre escritores do Mato Grosso, Pimentel, um escritor
jovem, apresenta em sua narrativa características da contemporaneidade, mostrando a visão
de um mundo conturbado, cheio de interrogações, expondo a complexidade que o ser humano
enfrenta nesse mundo capitalista, egocêntrico, onde aborda de forma exagerada o estado físico
e emocional do indivíduo, gerando uma crise existencial no ser humano. A dor é tanta que nem
consegue definir se o que machuca mais é a dor física ou a psicológica. Para o desenvolvimento
da análise da narrativa no conto, utilizaremos as contribuições teóricas de Gancho (1991),
Antônio Candido (1995), Genette (1995), Magalhães (2001), Nunes (1988) e outros teóricos que
abordam estudos acerca do conto e a narrativa de ficção contemporânea.
Palavras-chave: literatura mato-grossense; conto contemporâneo; Paulo Sesar Pimentel.
O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, um romance que retrata um dos mais
bem-sucedidos homens de negócio de S. Vicente, em Cabo Verde, o qual revelou a intimidade
103
de sua vida, suas paixões e a existência de uma filha, somente após sua morte, contando, não
apenas a história de um garoto de pés descalços que enriqueceu vendendo guarda-chuvas em
uma terra que não chove, mas unindo fatos de sua existência surpreendente ao cotidiano da
cidade de Mindelo, antes da independência de Portugal. Esta, é uma obra do escritor cabo-
verdiano Germano Almeida, cuja narrativa abarca passagens da história de Cabo-verde entre os
anos de 1940 e 1975. Com o objetivo de analisar esta obra leterária, adotou-se como
metodologia a revisão bibliográfica, em que se apresenta um breve percurso sobre a biografia
do autor, discutindo algumas características de suas diversas obras e após, ao adentrar no
romance, se avalia o enredo e seus personagens, considerando, ainda, a figura do narrador e
demais elementos que compõe a narrativa. O trabalho está embasado na literatura de
Germano Almeida (1996), com o suplemento teórico de Antônio Candido (2007), Mikhail
Bakhtin (1988), Benilde Justo Caniato (2004) e Massaud Moises (2006), onde se descreve os
elementos que integram esta fábula. Esta atividade de leitura, resultou no entendimento de
que a narração se constitui em uma sequência de fatos, onde os personagens se movem num
determinado espaço, de acordo com o passar do tempo e, o texto narrativo se fundamenta em
ações que envolvem os personagens, o tempo, o espaço e o conflito, apresentando, também,
como seus elementos o narrador e o enredo.
Palavras-chave: Germano Almeida; composição; teoria literária.
Discorrer a respeito de crônicas é uma tarefa que exige uma certa habilidade argumentativa
por parte do pesquisador. Esse gênero esguio, descendente dos feuilletons franceses,
transposto e moldado para terras tupiniquins em meados do século XIX, tomou certas
liberdades, dentro do seu contexto, que torna difícil sua definição. Do hibridismo característico
à problemática sobre literariedade, a crônica é um tipo de narrativa cujas discussões se
estendem ad aeternum. Logo, urge numa pesquisa sobre o gênero a necessidade de se utilizar
um jogo dialético de certezas, incertezas, teses e antíteses a partir dos poucos alicerces
construídos pelos que se aventuraram a falar sobre ela para não incorrermos no risco de
tergiversar sobre o que não é possível de ser teorizado. Hoje, quando falamos de crônica,
adentramos a um grande universo, que se estende desde as crônicas que não possuem grande
valor estético, até aquelas que se aventuram pela poesia em prosa, pelo gosto ensaístico ou
que tomam um formato metalinguístico e falam de si mesmas – fenômeno esse quase
onipresente na produção dos cronistas brasileiros. Nesse sentido, esta pesquisa teve como
finalidade conduzir uma investigação sobre as crônicas que fazem uso da metalinguagem
enquanto recurso narrativo. A partir de um recorte, além de uma breve introdução à história
do gênero, elencamos três crônicas que perpassam diferentes séculos para compreender como
diferentes autores usaram esse leitmotiv em suas produções, a saber: “O Nascimento da
Crônica”, de Machado de Assis, como representante do século XIX; “Um Acordo”, de Fernando
Sabino, do século XX, e “Um Inseto Sentimental”, de Milton Hatoum, do século XXI. Por meio
desse deslindamento e análise individual, perquirimos a maneira como cada cronista usou o
recurso e os efeitos depreendidos dessa modalidade. Por fim, atestamos a existência de uma
prerrogativa de autocrítica que permeia praticamente todas as metacrônicas,
independentemente do contexto histórico ou diferenças estilísticas de cada autor. Os teóricos
basilares desta pesquisa foram Candido (2003), Sá (1985), Ferreira (2005), Arrigucci (1987), Eco
104
(1988), Telarolli (2010) e Martins (2011). Cada teórico auxiliou na intelecção de características
individuais das narrativas para, no fim, estabelecer conjecturas sobre o mecanismo
metalinguístico como um todo.
Palavras-chave: crônica; recurso metalinguístico; historiografia literária.
DIRLEI ZAFONATO
Henrique Teixeira de Sousa, importante escritor cabo-verdiano aclamado por suas importantes
obras, pertencente ao grupo dos claridosos, que impulsionaram a literatura em Cabo Verde,
escreve o romance Xaguate em 1987, obra que marca a ascensão social do mulato e a
decadência da aristocracia branca de origem europeia. O presente artigo é uma análise desta
narrativa por meio de pesquisa bibliográfica de obras ligadas à análise literária, bem como à
análise de obras sobre as singularidades histórico-sociais da sociedade em Cabo Verde, com a
finalidade de desenvolver investigação a respeito do processo de colonização, escravidão e
independência, estabelecendo ligação entre literatura, cultura e sociedade local, ao direcionar
o olhar para o contexto sociológico entre o passado e o presente de um regresso da América,
que encontra sua família, seus sonhos envoltos em uma sociedade que ainda luta contra a
herança preconceituosa da colonização portuguesa escravagista. O tempo da narrativa ocorre
no ano de 1986 e a Ilha do Fogo é o espaço ficcional utilizado pelo autor. Teixeira de Souza, em
Xaguate, relata de forma muito clara os problemas sociológicos existentes na cultura cabo-
verdiana e finaliza deixando a lição de que os tempos mudaram, demonstrando que a literatura
é um elemento social e sua estrutura tem uma função histórica que vai além das falésias da ilha
do Fogo, de Cabo Verde Independente, sua terra natal, da qual o autor toma como cenário.
Cabe, portanto, ressaltar, que a sociedade cabo-verdiana tem muitos desafios a vencer e que a
busca de um estado que promova igualdades sociais sem sacrificar aqueles que mais dependem
dela ainda tem um longo caminho a percorrer.
Palavras-chave: literatura cabo-verdiana; Henrique Teixeira de Sousa; cultura; colonização.
Este projeto terá como base norteadora de suas pesquisas “o mito como elemento estrutural
da literatura” (FRYE, 2000). Nossa investigação será aplicada nos diferentes gêneros textuais
pertencentes a área da Literatura, além de sua presença em outros textos artísticos como o
107
cinema, a propaganda e a pintura. A “poética do mito” será investigada na sua especificidade
sob o aspecto da pré-história da literatura, como uma unidade sincrética e um processo de
evolução que se traduz em imagens e arquétipos poéticos muito recorrentes nos textos da
atualidade, suas intertextualidades, seus efeitos parodísticos e seus desdobramentos nas
vertentes do fantástico e do maravilhoso. Tomamos o termo "arquétipo" de acordo com a
conceituação de Jung (2000) - "imagens universais que existiram desde os tempos mais
remotos." Marques aponta que "na pesquisa mitológica, como recorda Jung, os arquétipos
aparecem naquilo que habitualmente se denominou 'temas' ou 'motivos". (2007, p. 194).
Sendo assim, além dos temas, motivos e imagens retomadas dos mitos, buscaremos analisar
também a presença estrutural do mito em um diálogo com o contexto histórico, social e
cultural revelando a essência genética e ontológica dele e da narrativa maravilhosa ou
fantástica. Para investigação desses efeitos de sentido dos textos na contemporaneidade,
tomaremos como arcabouço teórico as proposições de Linda Hutcheon nas obras Uma teoria
da paródia (1985) e a Poética do Pós-modernismo (1991). Hutcheon salienta: “A paródia é uma
das formas mais importantes da moderna auto-reflexividade; é uma forma de discurso
interartístico.” (1985, p. 13). Para além da paródia, nosso arcabouço teórico contará com os
fundamentos da semiótica greimasiana e os desdobramentos atuais do fantástico, estranho e
maravilhoso.
Palavras-chave: mitos; fantástico; pós-modernismo; paródia; semiótica.
Este trabalho se propõe a analisar a relação intersemiótica entre tela e texto, a partir do poema
Fendas de Marli Walker, ilustrado por Mari Bueno, busca-se compreender como as diferentes
artes se complementam, criando e recriando novos significados. Para esta análise utilizamos as
teorias de Bachelard (2002), Cohen (1987), Durand (1982) e Praz (1982). O artigo também tem
como intento realçar a presença dos mitos nas obras produzidas em Mato Grosso, obras já
consolidadas, contudo, ainda sob o estigma de produção puramente regionalista, mesmo com
uma vasta produção de artistas que nasceram em outros estados, mas desenvolveram
sentimento de pertença às terras mato-grossenses, portanto, a antropofagia e a
transculturação são elementos presentes em muitas dessas obras. Ademais, com base em Bosi
(2004), Cândido (1972), Fanon (1969) e Willians (1977) propõe-se refletir a partir dos estudos
da colonização sobre a influência das mídias e o consumo na era digital em contraponto com a
literatura e as artes em geral. A poeta Marli Walker na obra Águas de encantação (2009)
apresenta-nos uma lírica feminina, erótica e intimista, os poemas que compõem o livro, são
marcados pela presença do mito. A natureza desvelada pela poética de Walker, contudo, não se
contrapõe a cultura, ao contrário, ambas se entrelaçam, criando e recriando imagens que
levam o leitor a mergulhar nas profundas águas do inconsciente em busca de si mesmo. As
palavras criam significantes que são capazes de fazer o leitor transcender, não bastando, a
poesia é coroada com as ilustrações de Mari Bueno em um movimento que cria e recria
simbolismos. Em acordo com o título do livro, a simbologia das águas se faz presente em toda a
obra, por isso afirmamos que se trata de uma poética feminina. A água, elemento feminino é
sempre acompanhada de dualidade, pode ser acompanhada de imagens boas ou más,
representa a vida e a morte (Bachelard, 2002). A leitura do poema em consonância com a
ilustração podemos afirmar que assim como as palavras, as imagens (com suas cores e formas)
os objetos e a linguagem podem se tornar qualquer outro objeto ou palavra, no movimento
108
dialético da vida. Conclui-se que a leitura do texto para a tela ou da tela para o texto, recria
significados à medida que revigora a força da palavra pelo seu valor imagético.
Palavras-chave: literatura; imagem; simbolismo; Marli Walker; colonização.
Essa pesquisa compõe parte da dissertação intitulada AMERÍNDIA, MORTE E VIDA E MISSA DA
TERRA SEM MALES: um estudo sobre forma literária, tradições estéticas e resistência na lírica
de Pedro Casaldáliga, em buscou-se verificar as contribuições da crítica marxista, no que tange
às implicações das formas e práticas literárias, buscou-se, a partir da análise de poemas de
Casaldáliga, sobretudo em Missa da Terra Sem Males (1980), poema-missa, escrito com o
objetivo de ser celebrado, como, de fato, já aconteceu, nessa obra, de formação híbrida,
percebida como texto literário e litúrgico, há uma recuperação da cosmovisão indígena, a partir
do mito Guarani da Terra Sem Males, retoma, também, fatos históricos, como os conflitos na
região dos Sete Povos das Missões, ocorridas no século XVIII, além de realizar uma espécie de
recomposição da memória histórica dos mártires da causa indígena, os povos atacados ao
longo dos séculos de colonização, em uma dimensão continental, interessa-nos observar como
as noções oriundas da crítica marxista elaborada por Williams (1979) como mediação,
alinhamento e compromisso e estrutura de sentido são capazes de propor novas definições
sobre o entendimento de como se dá a abordagem do estético dentro das práticas de
109
linguagem, posto que os processos semânticos mobilizados no poema, à luz da crítica marxitam
podem ser percebidos como práticas de linguagem criativa dentre as inumeráveis escrituras
que compõem o espaço público, tornando lícito compreendê-las, postos os sentidos
apropriados da experiência ritualística, como soluções estéticas que pretendem atuar sobre
âmbitos extra-literários, tendo em vista a força ideológica das políticas hegemônicas.
Palavras-chave: Casaldáliga; literatura de resistência; crítica marxista; poesia indigenista.
REPRESENTAÇÕES DO OUTRO:
REFLEXOS NA LITERATURA DE SANTIAGO VILELLA MARQUES
Este trabalho aborda as configurações do tema do duplo na literatura produzida por Santiago
Villela Marques, especificamente, as representações do espelho em um de seus contos (Sósias),
extraído do livro denominado Sósias(2017). Para tanto, faz-se um recorte de uma pesquisa de
mestrado em andamento, cujo tema é Nas trilhas do insólito ficcional: faces do fantástico na
literatura produzida em Mato Grosso, da qual é parte integrante do objeto de estudo o referido
conto, que agora se torna o corpus central de análise neste trabalho. Com isso, objetiva-se
investigar como o duplo aparece no corpus da pesquisa e as representações que podem ser
observadas a partir do espelho, bem como, de que modo se configuram no conto estudado. A
pesquisa se mostra relevante por oportunizar uma discussão acerca da fragmentação do
homem na atualidade e como isso se reflete na (des/re) construção da sua própria identidade.
Nesse sentido, uma das representações do espelho abordada no conto selecionado relaciona-
se ao processo de autoconhecimento da personagem, o qual, muitas vezes, se apresenta
turvado no decorrer da narrativa. A base teórico-metodológica será construída a partir das
contribuições de Todorov (2004), Furtado (1980), Lacan (1998) e Brait (2006), dentre outros.
Fez-se a opção pelo referido aporte teórico por acreditar que é o que oferece os conceitos
necessários para se compreender a temática do duplo na literatura fantástica, as
representações da metáfora do espelho e quais as consequências do rompimento das
fronteiras entre o eu e o outro, especialmente, no corpus de análise deste trabalho.
Finalmente, com a conclusão desse estudo, pretende-se refletir sobre a necessidade de
discussão acerca do olhar do sujeito para com o outro e para consigo mesmo, a fim de
compreender como o não conhecer-se pode afetar diretamente as relações construídas em
sociedade, o que se fará sempre ancorado nos elementos dispostos no conto analisado e suas
possibilidades teóricas de interpretação. Com isso, espera-se contribuir com os debates que
abordam as questões aqui tratadas, no sentido de compreender que, assim como o homem
não é uno, o mundo também é permeado por dualidades. Essas dualidades afetam, inclusive, a
constituição humana do sujeito em suas múltiplas faces e identidades. Isso poderá ser melhor
entendido a partir da investigação do tema do duplo e da metáfora do espelho na literatura, a
qual, muitas vezes, é mais que uma representação do real, é o seu próprio reflexo.
Palavras-chave: espelho; duplo; Sósias.
110
LILIANE LENZ DOS SANTOS
ORIENTADOR: AROLDO JOSÉ ABREU PINTO
Segundo Antônio Cândido (1972), a literatura tem uma função definida na sociedade, que é
tornar o homem mais humano, isso é, tem a função de humanizá-lo. A humanização é um
processo que confirma no homem os adjetivos que a sociedade reputa como essenciais. No
presente artigo vamos conhecer um pouco da autora Lygia Bojunga e contexto em que viveu
para melhor compreender o conto “Tchau”, que nos dá um vislumbre do sentimento do ser,
mostrando a humanidade ou (des)humanidade para com o outro e essa humanização se dá
através do sentimento de abandono e traição contra a criança, no caso do conto Tchau, os
filhos, e também o sentimento de traição, em que mãe troca a companhia do marido e dos
filhos por outro homem. O conto Tchau vem aflorar no ser humano o pior sentimento possível,
pois a mãe é tida na sociedade como alguém que sempre protegerá os filhos, porém no conto
Tchau essa não é a situação, pois é a mãe que abandona o lar. Com autores como Cândido
(1972), Eco (2013) e Silva (2008) vamos procurar demonstrar como a autora possibilita a
humanização através do sentimento de traição e abandono não só da personagem, mas
também do leitor que entra em contato com tal conto, pois essa realidade é tão comum na vida
da atual sociedade. Bojunga costuma abordar de forma crítica e coerente, como a crítica social,
o consumismo exagerado e sem limites, o sistema escolar ineficaz, a alienação televisiva,
preconceitos diversos, o abandono da família e outros mais. Ela promove aquilo que Lobato na
década de 1940 chamava de “libertação do imaginário”, pois trabalha a criatividade e a
reflexão. A autora se utiliza da linguagem de forma simples, com o registro do coloquial,
independentemente de ser fala indireta. O tom crítico está sempre presente em suas obras, e
isso proporciona uma reflexão por parte dos leitores sobre seus hábitos e valores da sociedade.
Palavras-chave: traição; abandono; humanização; narrativa; Lygia Bojunga.
ARACI OMIZZOLO
IVONETE BASTIAN
O presente texto visa socializar as práticas vivenciadas a partir do projeto: Eu e minha melhor
amiga no piquenique literário, que foi desenvolvido no Emei Vinicius de Moraes, município de
Sinop MT, na turma da creche três, vespertino. Esse projeto aconteceu a partir da leitura do
livro de literatura, Minha melhor amiga que despertou o interesse dos alunos e acabamos
vivenciando a história do livro realizando um piquenique na escola. O objetivo do nosso
piquenique foi oportunizar as crianças um momento de interação, descoberta, autonomia e
inclusão, essa prática simples de observar os livros que acaba tornando-se uma ferramenta
pedagógica muito importante que estimula o potencial de cada um, em um espaço externo
bem organizado, os pequenos aprimoram a capacidade e exploram os livros de forma lúdica e
prazerosa, cria situações de aprendizagem onde as crianças possam pensar e agir sobre o
assunto, interagir com livros diversos. Os alunos serão motivados em relação ao projeto
através do livro que mencionam o tema, O Projeto “Eu e minha melhor amiga no piquenique
literário” foi uma ponte que contribuiu para a formação leitora de muitas crianças. Com o
desenvolvimento das ações do projeto supracitado foram superadas muitas barreiras, o que
tornou possível transformar a realidade encontrada. A função da escola não é só ensinar a ler
mecanicamente, mas considerar a leitura como um meio imprescindível para a construção de
saberes e observação e torna-se um poderoso instrumento contra a alienação.
111
Palavras-chave: educação infantil; piquenique; literatura; crianças; professores.
Nas últimas décadas tem crescido o número de obras destinadas ao público infantil e juvenil
que tematizam o tema da diferença e, de modo acentuado, da deficiência, em suas variadas
expressões: surdez, autismo, cegueira, deficiência física, síndrome de Down, entre outras. O
presente trabalho trata-se de uma pesquisa do tipo bibliográfica, cujas amostras são compostas
pelas obras "Uma menina estranha: autobiografia de uma autista" (2016), de Temple Grandin e
"Nori e eu" (2019), de Masanori Ninomiya e Sonia Ninomiya. Nesse conjunto, a obra Uma
menina estranha integra a Coleção PNBE Temático (Anos Finais do Ensino Fundamental e
Ensino Médio) e a História em quadrinhos de "Nori e eu". Apoiamos nossa análise nos Estudos
Culturais no que diz respeito às representações, identidades e diferenças. É a partir dessas
considerações que se organiza a presente reflexão, cujo objetivo é analisar as representações
do diferente, do autismo em obras de literatura juvenil de autores brasileiros, ou traduzidas no
Brasil, publicadas nos últimos anos. As obras autobiográficas em destaque trazem como
personagens de suas narrativas sujeitos com autismo. Sendo assim, o presente trabalho se
justifica pela necessidade de debater questões sobre inclusão, inclusão escolar, especialmente,
a partir da leitura da literatura infantil e juvenil. Desse modo, a leitura de tais obras, pretende,
justamente, contribuir para uma análise mais amplo dessas obras e de outras e de outras que
tematizam a diferença e, como consequência, possibilitar uma seleção mais adequada de
títulos e/ou um trabalho de educação inclusiva voltado para o leitor jovem.
Palavras-chave: inclusão; autismo; literatura juvenil.
Este trabalho pretende compreender de que maneira se configura o aparente retorno à cultura
matrística promovido pela obra literária A terra dos meninos pelados, de Graciliano Ramos. Ao
longo da história escrita pelo autor nordestino, o leitor depara-se com o protagonista
Raimundo, menino que, em um apelo ao escapismo, acaba por criar um país imaginário
chamado Tatipirun, onde, ao contrário do que acontece em Cambacará, sua terra de origem,
vê-se aceito pelas demais crianças, a despeito de ter a cabeça pelada e olhos de cores distintas.
A narrativa, assim, por meio da personagem principal, parece recorrer ao arquétipo materno ao
idealizar a nova terra como um espaço de proteção, característica inerente à figura da mãe.
Esse ponto, aliás, serve também de base para que se busque sustentar a hipótese que se
investiga através deste trabalho: é que, além de a terra imaginada por Raimundo lhe servir de
abrigo, ela se apresenta como um ambiente em que os indivíduos reconhecem o outro não
como ameaça, mas sim alguém a ser respeitado, algo próprio ao matrismo. Dessa forma, talvez
se possa afirmar que a narrativa reelabora o arquétipo da mãe, representado no livro pela terra
de Tatipirun, de modo a sugerir o regresso a um modelo de sociedade que se opõe à patriarcal,
uma vez que, nesta última, se verificaria o predomínio da ideia de confronto entre os sujeitos,
112
justamente o que ocorre em Cambacará. Para que o percurso analítico exposto se concretize,
recorrer-se-á, em especial, a referenciais teóricos elaborados por Jung e Maturana.
Palavras-chave: A terra dos meninos pelados; Graciliano Ramos; cultura matrística.
O projeto surgiu através da curiosidade de uma criança na hora do lanche que se deparou com
uma folhinha verde na sopa e perguntou para a professora o que era aquela folhinha a partir
daí a Professora viu a necessidade de trabalhar a diversidade dos alimentos e deu início ao
projeto: o que é essa folhinha? A atividade vem sendo realizada com a turma da creche III “C”
na Escola Municipal de Educação Infantil São Cristóvão Município de Sinop-MT, cujo objetivo
consistiu em apresentar os diferentes tipos de alimentos; tamanhos; cores trabalhamos
também com a música, história o faz de conta para estimular as práticas das cores, formas,
texturas e os sentidos a partir das atividades lúdicas trabalhadas em sala e ambientes diversos
da escola, com enfoque em carimbos de pés e mãos, giz de cera, tintas, desenhos livres e
diversos materiais. A culminância deste projeto será a realização de um livro de receitas que
será entregue para os pais. Durante a realização do projeto é possível verificarmos o quanto a
linguagens artísticas (pintura, desenho, gravura) são importantes e atraem a atenção das
crianças e o interesse pelas próprias produções e de outras crianças e pelas diversas obras
artísticas (regionais nacionais ou internacionais, com as quais entram em contato). A produção
de trabalhos de arte privilegia diferentes linguagens expressivas como as do desenho, da
modelagem, da pintura e da construção do conhecimento dada a importância que tem durante
o processo de desenvolvimento integral da criança, através dela e das práticas com cores,
texturas e formas trabalhamos o movimento corporal, movimentos de coordenação motora,
lateralidade, identificação reconhecimento das cores e formas geométricas, exploração de
diversos materiais. O projeto partiu de uma necessidade e anseio das próprias crianças.
Estamos alcançando nosso objetivo, uma vez que todos participaram de todas as atividades e
práticas trabalhadas em sala e diversos cantos explorados da escola e para finalizar elaboramos
a criação de uma horta feita com a participação das crianças. A comunidade escolar participa
do processo de aprendizagem pois os responsáveis são convidados a trazer mudas de legumes,
chás e verduras. Assim sendo, o projeto contribui para essas diversas habilidades de uma forma
prazerosa e com a participação de todos respeitando o tempo e o ritmo de cada um.
Palavras-chave: legumes; crianças; práticas.
Esta comunicação tem como objetivo divulgar os resultados de uma intervenção que teve como
finalidade o letramento literário e o letramento digital, simultaneamente, dos envolvidos, ou
seja, pôr em prática os multiletramentos, para que assim os estudantes valorizem os gêneros
literários, mesmo que em material impresso, já que nos dias atuais o maior interesse deles está
em textos digitais. E que ao lerem os textos literários, consigam sentir o que têm a oferecer
com uma significação para a vida. Também que aprendam e aperfeiçoem o uso dos meios
digitais para leitura e produção de textos multimodais. O estudo foi fundamentado em Kleiman
(2007; 2008), Rojo (2012), Coscarelli e Kersch (2016), Coscarelli (2007), Dudeney, Hockly e
Pegrum (2016), Araújo (2000) e Rolla (2015). Foram desenvolvidas atividades teóricas e práticas
113
fundamentadas na sequência básica de Cosson (2018), que consistiu na leitura do romance “A
Estranha Rua 7”, de Eduardo Zugaib, com interpretação e produção de um book trailer do
mesmo, por estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental, da Escola Municipal Geny Silvério
Delarincy, em Alta Floresta – MT. As atividades foram desenvolvidas no contra turno, somente
com os estudantes que demonstraram interesse, pois no horário normal de aulas, desses
estudantes, não seria possível utilizar o laboratório de informática, devido o número de
computadores não ser compatível com o de estudantes. Também para a leitura do livro foi
necessário fotocopiar, já que no acervo da biblioteca da escola não há exemplares de livros
suficientes para o trabalho desenvolvido, já que todos os estudantes precisam ler a mesma
história. Assim, dos 34 estudantes da turma, apenas 8 compareceram para o estudo proposto.
Caso a turma toda quisesse, seriam divididos em grupos de estudo. Observa-se que os objetivos
foram alcançados, pois os estudantes demonstraram gosto pela leitura do livro selecionado e
habilidade para produzir o book trailer. Assim, acredita-se que esse trabalho possa respaldar
outros que envolvam as novas tecnologias aliadas ao letramento literário, levando os
estudantes ao gosto pela leitura. (Apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001).
Palavras-chave: letramento literário; letramento digital; book trailer.
O presente trabalho, Leitura Literária: sequência básica aplicada ao conto O Reizinho Mandão,
de Ruth Rocha apresenta uma proposta de leitura literária desenvolvida com estudantes do 5º
ano de ensino fundamental da Escola Municipal Jardim das Flores, localizada no município de
Alta Floresta, estado de Mato Grosso. Este conjunto de ações pedagógicas surgiu de leituras e
reflexões teóricas realizadas na disciplina de Literatura Infantil e Juvenil durante o Mestrado
Profissional em Letras - Unemat campus Sinop realizada ao longo dos meses de abril, maio e
junho de 2018. Teve como sugestão final, a escrita de um artigo científico. O aporte teórico
utilizado para o planejamento, desenvolvimento das estratégias de leitura, fundamentação e
análises dos resultados está sustentado nos estudos de Rildo Cosson (2012); (2014). Com base
na realização da sequência básica, observamos que a organização de diferentes estratégias
para o ensino de leitura e escrita, propiciam novos caminhos à reflexão e autonomia dos
alunos. Abre-se, sobretudo, um novo campo de perspectivas ao aprimoramento do trabalho
docente em relação ao trabalho com o texto literário. Constatamos ainda, que estratégias
inovadoras de ensino com o uso de novas tecnologias e recursos midiáticos auxiliam
positivamente no processo de formação leitora e favorece condições ao aperfeiçoamento da
escrita dos estudantes. Acreditamos que ao mobilizar outros agentes e diversos espaços da
escola, este trabalho contribuiu para abrir novas possibilidades de leitura na instituição.
Palavras-chave: texto literário; leitura; escrita.
114
O presente trabalho, apresenta como tema a importância do conto de fadas e a literatura
infantil mato-grossense no processo de ensino e aprendizagem na educação infantil. O objetivo
desta pesquisa pretende-se averiguar em uma escola municipal do município de Sinop se há
livros de literatura infantil mato-grossense e se são trabalhados com os alunos, ou ficam
esquecidos nas prateleiras da biblioteca arregalados a segundo plano por falta de tempo ou de
outros multivos. Discutiremos também, como é tratada a questão dos contos de fadas na
educação infantil no 1° ano fundamental I. Investigaremos de forma abrangente o quão
importante o contar das histórias, demonstrando a dimensão pedagógica e o favorecimento
para o desenvolvimento infantil. Apresentaremos as possibilidades oferecidas pelos livros
infantis no processo de ensino aprendizagem e na sua inserção no desenvolvimento da criança,
questionando-se de como o docente pode utilizar tal ferramenta em sala de aula contribuindo
de forma significativa para o desenvolvimento da criança, propondo um olhar sobre os
pequeninos de forma plena, considerando não somente seu lado cognitivo, mas sua
afetividade, assim como a construção de relacionamentos. Do mesmo modo, importa
desenvolver práticas com a literatura infantil mato-grossense, oportunizando, dessa maneira, o
conhecimento sobre essa modalidade literária tão pouco difundida no seu próprio estado de
origem. Dessa forma, há uma necessidade para a formação social e psicológica da criança em
ler literatura. Fizemos pesquisa em campo e bibliográfica. Para tanto, foram necessários os
seguintes aportes teóricos: Cosson (2009), Candido, (1995) Coelho, (1991) Zilberman e Lajolo
(2002) e Soares (2006).
Este trabalho trata sobre a prática da leitura nos anos iniciais e como o processo de leitura em
sala de aula é conduzido pelo professor que auxilia para a aprendizagem dos alunos, partindo
do pressuposto que, o professor seja um mediador deste recurso que pode ser utilizado no
processo de aprendizagem, com o objetivo de investigar a função da Literatura Infantil sobre a
leitura nas propostas pedagógicas desenvolvidas nos anos iniciais do ensino fundamental pelo
viés da Educação Ambiental. Ao verificar se ocorre ou não a aplicabilidade dos conceitos
socioambientais na escola por meio da literatura infantil, propiciou observar no espaço da
escola as práticas de leitura adotadas pelos professores, assim, teve-se a possibilidade em
refletir sobre as implicações no equilíbrio ambiental apresentado por meio dos textos literários.
A investigação ocorre com professoras dos anos iniciais de uma escola Municipal de Sinop, MT
e observação dos alunos em momentos de interação recreativa e práticas de leitura com alunos
do Ensino Fundamental. Proporcionamos algumas estratégias de leitura, utilizando como
aporte teórico os autores, Solé (1998), Coelho (1991), Lajolo e Zilberman (2010), Sato (2001),
Reigota (2017) entre outros. Percebe-se a importância da troca de experiências e aprendizado,
em muitas situações uma formação continuada pode auxiliar os professores em metodologias a
serem utilizadas em aulas diferenciadas, não ocorrendo por parte da gestão pública, formação
direcionada às práticas docentes relacionadas à literatura infantil ou temas transversais aos
professores da rede municipal de ensino. Portanto, entende-se que há ausência na formação
dos professores que atuam nos anos iniciais acerca do tema Educação Ambiental em
consonância com a Literatura Infantil.
115
Palavras-chave: educação ambiental; literatura infantil; leitura; escrita.
O projeto ERA UMA VEZ: Conte outra vez, se caracteriza como relato de experiência de bolsista
do programa PIBID de universidade do Estado de Mato Grosso, e foi desenvolvido na Escola
Municipal de Educação Infantil Tempo de Infância 2018/2, nas creches II, III e IV, com crianças
de 1 a 4 anos nos períodos vespertino e matutino. O objetivo do projeto era estimular o gosto a
leitura e instigar a imaginação da criança através do reconto. Foram utilizados, no momento
das leituras, alguns artifícios para instigar a imaginação, a criatividade e o social, para criança
descobrir o mundo que acerca, tendo assim um melhor desenvolvimento. O processo
metodológico utilizado foi as apresentações de histórias, de contos, de fábulas voltado sempre
à busca pelo gosto da leitura, sendo assim, buscamos expor de forma lúdica e prazerosa, com
utilização de fantasias, fantoches, instrumentos musicais, encenações não só pelas bolsistas,
mas inclusive pelas próprias crianças e assim os fazendo parte integrante dos contos. Nesta
perspectiva a leitura, os contos, as interpretações e o contato com os livros são de suma
importância para o desenvolvimento das crianças e entendimento do mundo onde estão
inseridas, e contada de forma lúdica com toda certeza obtivemos melhores resultados, ouvindo
histórias as crianças adquire o gosto pela leitura. Enfim, a leitura se faz indispensável
principalmente nas fases iniciais, é a partir dessas leituras que inicializarão o gosto pela leitura e
esses futuros leitores estarão aptos ao questionamento, desencadeando assim novas
percepções do sujeito e redescobrindo outros significados do mundo onde estão inseridos.
Palavras-chave: literatura; PIBID; educação infantil.
Este trabalho mostra as ações que estão sendo vivenciadas na Residência Pedagógica durante
as atividades de contacão de histórias numa turma da pré-escola de uma escola municipal de
educação infantil de Sinop. O trabalho está sendo desenvolvido durante a docência entre os
meses junho a novembro de 2019. O mesmo é uma proposição como bolsista do Programa
Residência Pedagógica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O
olhar atento no ambiente escolar da educação infantil oportuniza a oferta de espaços de
aquisição do conhecimento em que as crianças interagem desenvolvem autonomia. A
proposição visa contribuir no processo de aprendizagem acerca da diversidade de opções a
serem exploradas para contação de histórias no ambiente escolar, visto que muitos desses
espaços ainda são pouco utilizados vindos a se limitar ao cantinho de leitura no ambiente de
sala de aula. As ações desenvolvidas contam com o estudo do Projeto Político Pedagógico da
escola vinculada e priorizam o direito a aprendizagem autônoma das crianças, a inclusão, a
interação, o brincar, a afetividade, a coordenação motora e a expressão oral. Assim elas
116
desempenham um papel ativo em ambientes e situações que exigem delas desafios.
Escolhemos amorosamente as atividades propostas, pois todas visam agregar valores com
ênfase ao respeito à diversidade cultural e social das crianças. O projeto apresenta uma
metodologia diversificada com a utilização de: tenda e cabana que são armadas tanto na área
externa, parque, solário ou sala de aula, também brincadeiras com histórias cantadas que
foram desenvolvidas no parque através de atividades dirigidas, caixa de som, músicas e,
materiais didáticos. O projeto esta sendo bem aceito pelas crianças e pela gestão da escola, e
produz efeitos positivos de aprendizagem. Embasa este trabalho a legislação vigente como as
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2010), a Base Nacional Comum Curricular
(2017), o Documento de referência Curricular parra Mato Grosso - Educação Infantil (2018) e
autores como Coelho (2000) e Costa (2007). Percebemos que as ações pertinentes a contação
de histórias na educação infantil merecem atenção por parte da escola e das políticas públicas
no sentido de priorizar o espaço para a biblioteca com obras da literatura local, regional e que
atenda as especificidades dessa faixa etária.
Palavras-chave: aprendizagem; crianças; leitura.
Este artigo busca identificar a temática da voz da mulher sem-terra expressa na poética de
Adriane Rocha, mostrando a importância da mesma, no decorrer da história, e na construção
do movimento, reportando o olhar para a mulher do movimento MST no processo de ocupação
da terra no Brasil. A consolidação desse processo caracteriza-se pelo fato da voz da mulher não
ser ouvida, ficando suprimida pelo movimento em si, onde as mesma tem grande importância
nas conquista do grupo, mas não são citadas causando assim a diferença de gênero que muitas
vezes se torna preconceituosas. Sendo assim buscaremos a identidade dessas mulheres,
através de uma literatura especifica produzidas por autores ligados ao MST, buscando um
referencial teórico de uma literatura comprometida com as questões sociais do país. Podemos
constatar que no geral a poesia já é difícil de ser ouvida e analisada num contexto geral , torna-
se ainda mais difícil ser ouvida na voz da mulher na literatura, onde ainda impera o modelo
conservador patriarcal, e que reina ainda em nossa sociedade, em vários grupos sociais, como
poderemos observar em grupos do MST, a voz da mulher sem-terra através da análise de
poemas de Adriane Rocha onde mostraremos como o sujeito de enunciação se constrói numa
perspectiva feminista , com sensibilidade, doação e o olhar da voz da mulher e a afirmação de
quem são essas mulheres dando-lhes vários nomes e vozes. O objeto de estudo será a voz da
mulher sem-terra expressa na lírica de Adriane Rocha, através da análise dos poemas ‘’ mulher’’
‘’ revoada’’ “porto seguro’’ ‘’inverno’’ e ‘’voos’’ da obra pátria sem-terra, publicada no ano de
2004 pela editora Unemat. Pretendemos assim, estabelecer uma ligação do sujeito de
enunciação com sua voz, mostrando as condições da mulher nessa luta que aos poucos através
de sua obra, toma-se uma forma e passa a ser reconhecida e ouvida ao mesmo tempo. A
análise literária será feita através das obras de Massaudn Moisés, a poética clássica de lírico
para uma melhor compreensão do sistema de enunciado de realidade e o lugar do, sujeito de
enunciação, o conteúdo lírico, mostrando a intenção do texto e que cada enunciação lírica terá
seu objeto. Para a fundamentação teórica utilizaremos Alfredo Bosi. O tempo e o ser da poesia,
e a dialética da colonização e Antônio Cândido, o estudo analítico do poema e Octávio Paz a
outra voz.
117
Palavras-chave: voz; mulher; literatura.
Este trabalho objetivo apresentar como se deu as vivências durante a docência do estágio
curricular supervisionado da educação infantil do curso de Pedagogia da Universidade do
Estado de Mato Grosso no projeto de contação da história o Sanduiche da Maricota de Guedes
(2000). O projeto objetivava compreender a importância da leitura e da contação de histórias
no processo de formação e o desenvolvimento das habilidades motoras, cognitivas, afetivas e
sociais. Despertar interesse e atenção pela leitura, aguçar a curiosidade entre outros aspectos
inerentes a ação na docência. As atividades foram desenvolvidas na instituição com o intuito de
contribuir com a aprendizagem das crianças e inseri-las no mundo imaginário da contação de
história e a dramatização. Na faixa etária de 4 e 5 anos elas já possuem conhecimentos
advindos do convívio familiar e social. Saber explorar esse aspecto facilita o trabalho do
docente na escola. O trabalho com projetos na educação infantil propicia que as crianças
compreendam como as atividades podem ser vivenciadas em que cada proposição e se torne a
somatória de conhecimentos. Assim, planejamos ações com a história do Sanduiche da
Maricota em que exploramos atividades que envolveram o tema animais existentes na história,
seu habitat, a alimentação entre outros aspectos. Contamos a história e as crianças indagaram
sobre a alimentação, onde eles vivem o que comem. Na dramatização proporcionamos espaços
como uma cabana e uma tenda montadas ao livre visando a interação. Para possibilitar o
convívio com os livros a prática da contação de história deve extrapolar as paredes de uma sala
de aula permitindo que se desenvolva a capacidade de criar fantasiar, utilizar a sua imaginação
como ferramenta de criar e recriar. Como ação do projeto, cantamos músicas com o intuito de
promover a oralidade, movimentos corporais, atenção e interação entre as crianças. Também
realizamos atividades com tinta colorida, recortes, colagens e brincadeiras direcionadas e
outras livres. O embasamento teórico deu-se com Guedes (2000), Coelho (2000) e Costa (2007),
legalmente a base foi com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2010) e
com a Base Nacional Comum Curricular (2017). Ao realizar as atividades as crianças demostram
curiosidade, encantamento e alegria. Já por parte dos professores o que predomina é falta
formação para trabalharem contação de histórias.
Palavras-chave: crianças; espaço da leitura; interações.
O presente trabalho apresenta uma proposta de letramento literário e digital para ser aplicada
com alunos do 2ºAno do Ensino Médio, a partir do uso de textos multimodais. O estudo partirá
do tema “O romantismo em diferentes épocas”, com enfoque no desenvolvimento de
habilidades de letramento literário, que segundo Cosson (2014) implica em um conjunto de
atividades a serem desenvolvidas com os alunos, entendidas como um “processo de
apropriação da literatura enquanto construção literária de sentidos” e letramento digital que
para Ramal (2002) os processos de leitura e de escrita não se relacionam somente às novas
formas de acesso à informação, mas também a novos processos cognitivos, que demandam
novas maneiras de ler e de escrever, por meio das telas de dispositivos fixos e móveis. O
processo metodológico terá como base o uso de textos multimodais, iniciando com vídeo da
música popular brasileira “Você não me ensinou a te esquecer” de Caetano Veloso com o
intuito de gerar reflexões acerca da temática tratada nos textos poéticos – o amor não
correspondido vivido pelo eu lírico poético e sua relação com os poemas do período romântico.
Em seguida, os alunos serão orientados para a pesquisa sobre o período histórico, as produções
artísticas e poéticas do período romântico que contribuíram com esse movimento e sua relação
com as temáticas também presentes nas músicas populares brasileiras de Chico Buarque, Tom
Jobim, Tim Maia, Cacá Moraes; e poetas como Vinícius de Moraes, Drummond de Andrade,
119
bem como o período histórico e literário em que foram produzidas. Para garantir a
sistematização das atividades, os alunos farão a exposição dos resultados por meio de mapa
conceituais, imagens e vídeos. Como produção final, os educandos produzirão vídeo poemas,
que serão postados no facebook da escola, explorando a temática recorrente nas produções
dos diferentes períodos, influenciados pela audição de poemas disponíveis em rede, além do
amplo debate em sala decorrente das pesquisas diversas empreendidas. Os resultados
apontam para a eficácia do processo de letramento literário e digital dos alunos,
desenvolvendo a capacidade de reflexão, autonomia e maturidade para apreensão dos
procedimentos exigidos para a leitura do texto poético. Os autores Carlos Ceia (2002), Mariza
Lajolo (1993), Antonio Candido (1998), Petit (2008), Cosson (2014) e Ramal (2002) serviram de
aporte teórico para a fundamentação do trabalho.
Palavras-chave: textos multimodais; letramento literário; letramento digital.
SONAIRA TEIXEIRA
BRUNA SILVA DE SOUSA
O presente texto visa socializar as práticas vivenciadas a partir do projeto: Lousa Digital como
instrumento pedagógico na educação infantil, que foi desenvolvido no Emei Vinicius de Moraes,
município de Sinop MT, na turma da fase I, matutino. Sabemos que as crianças e adolescentes
estão em constante contato com computadores, tablets e supercelulares, e se a escola não
acompanhar essa tecnologia, acaba tornando-se pouco interessante para essa nova geração, e
a Lousa Digital é uma ferramenta pedagógica auxilia na aprendizagen do aluno, por isso nosso
objetivo é proporcionar aulas dinâmicas e significativas que traz um mundo de possibilidades,
onde o professor pode realizar esquemas, montar modelos, demonstrar processos, apresentar
imagens, trechos de filmes e documentários, além de exercícios e jogos interativos, criar
situações de aprendizagem onde as crianças possam pensar e agir interagindo de acordo com a
realidade em que o aluno está inserido, nosso meio está em constante transformação e
devemos ter em mente que durante toda a vida estamos aprendendo e inserido no mundo
tecnológico e a lousa digital e um instrumento que podemos trabalhar perfeitamente em sala
de aula através de forma lúdica e prazerosa. Os alunos serão motivados em relação ao projeto,
trabalhamos através de livros de literatura clássica, onde os mesmos possam interagir de forma
educativa, através da sequência de atividades, alfabeto, escrita com a caneta magica desenhos
dos personagens, pinturas. Concluímos então que com esse projeto da lousa digital as crianças
aprendem brincando fornecer meios para que a aula se torne mais interativa e os alunos mais
participativos.
Palavras-chave: educação infantil; lousa digital; jogos; literatura; crianças e professores.
Os modelos de ensino praticados pelas escolas estão cada vez mais ultrapassados, o aluno
acompanha a matéria lecionada pelo professor por meio de aulas expositivas, com aplicação de
avaliações e trabalhos. Neste método o protagonista é o professor e não o aluno. Nas
metodologias ativas o aluno é o personagem principal e o maior responsável por sua
aprendizagem. Para Moran (2017), as metodologias ativas são as estratégias de ensino que
objetivam a participação concreta dos estudantes, de forma flexível, interligada e híbrida. Ou
seja, um método eficiente requer uma postura de readaptação às necessidades de cada turma,
alunos, como um ser que requer atenção e métodos diferenciados. Para Berbel (1999), as
metodologias ativas têm o papel de despertar a curiosidade, ou seja, o aluno deve aprender a
solucionar problemas práticos do seu dia a dia através da teoria, elemento que serve apenas
como suporte para a busca do aluno. Na atualidade o professor precisa enfatizar a necessidade
da valorização digital, pois é nesse contexto que o aluno está inserido, faz parte de sua
realidade, de nada vale falar em protagonismo e separar o educando de algo que desperta o
seu interesse e prende a sua atenção. Por isso ,as metodologias ativas buscam usar as novas
tecnologias digitais para despertar a aprendizagem de cada estudante. O estudo sobre as
Metodologias Ativas e a utilização das tecnologias digitais, foi realizado durante uma formação
122
de pós-graduação, durante o mês de maio de 2019. O intuito deste estudo foi a capacitação dos
mestrandos para o uso das tecnologias digitais em suas pesquisas. O programa busca formar
professores mestres em Letras, voltados para o ensino fundamental e como requisito do curso
é preciso que os pós-graduandos façam seus projetos de pesquisa voltados para a prática em
sala de aula e todos precisam gerar um produto final com seus alunos, visando o progresso do
ensino e aprendizagem de acordo com as metodologias apreendidas. Para a construção deste
produto final a maioria dos mestrandos optam por trabalhar com tecnologias digitais, pois
desperta o interesse dos alunos. As metodologias ativas unem-se as tecnologias para a
construção do conhecimento e do protagonismo dos estudantes. Durante as aulas de
Elaboração de Projetos, as atividades foram desencadeadas por: Exposição em projetor
multimídia dos conteúdos estudados, abertura de uma conta no google pelos mestrandos para
a formação do Google Classroom da turma (aprendizagem na prática para desenvolver com os
alunos em sala de aula), conhecimento e utilização do programa Movie Maker, uso do Power
Point e a produção de um cartoon pelos mestrandos.
Palavras-chave: metodologias ativas; produção de cartoons; tecnologia digital.
O presente trabalho, objetiva promover, por meio do uso de textos digitais que permeiam o
cotidiano do alunado, uma melhora significativa nos aspectos de leitura e escrita. Podemos
constatar na convivência escolar a necessidade de um olhar voltado aos interesses do aluno no
campo da mediação tecnológica, ao considerar-se que o mesmo demonstra mais interesse
pelas aulas quando está cerceado pelas múltiplas linguagens, cada vez mais presentes em seu
cotidiano. Um método que coloca como centro do ensino e aprendizado o aluno e não o
professor, que está em sala como o objetivo de elevar a proficiência dos educandos. O trabalho
aqui apresentado faz parte de um projeto de intervenção pedagógica em execução em uma
escola estadual do estado de Mato Grosso, os alunos aprenderam a encaminhar um e-mail,
visto que, constatou-se antes do início do projeto que grande parte só utilizava o e-mail para
acessar suas redes sociais. Após as aulas de Língua Portuguesa eles criam imagens, personagens
e uma sequência narrativa sobre o conteúdo estudado, em seguida colocam em movimento
com o auxílio de programas como o movie maker, desencadeando no gênero cartoon. Para
Moran (2018), metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação dos
estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e
híbrida. Sabe-se que o uso das metodologias ativas é uma forma eficiente de recuperar
aspectos como, baixos índices de avaliações, promoção do letramento e infrequência, além de
ativar a diversidade de linguagens, verbal (falada/escrita) e não verbal (imagem, som/música).
Foram ainda estudadas a importância dos gêneros digitais citados e suas características. As
instruções de como utilizá-los foram socializadas na sala de informática da escola, associou-se
ainda o uso do celular como ferramenta pedagógica em momentos de produção e
supervisionado pelo professor. Os trabalhos buscam primordialmente valorizar o contexto em
que o aluno se insere, possibilitando o uso da tecnologia, e consequentemente uma leitura
associada ao contexto educativo, social e familiar.
Palavras-chave: mediação tecnológica; metodologias ativas; leitura.
Este artigo discorre sobre o papel da educomunicação como prática pedagógica e instrumento
de construção de saberes e (re) leitura de mundo a partir das experiências e da proposta do
projeto de inserção social denominado “Educomunicação: mídia aliada à educação”,
desenvolvido com alunos de ensino médio da Escola Estadual Desembargador Milton Armando
124
Pompeu de Barros, no município de Colíder, norte de Mato Grosso. Idealizado como parte das
atividades do Programa de Pós-graduação em Letras (PPGLetras), da Universidade do Estado de
Mato Grosso, campus de Sinop, a ação se constituiu na oferta de minicurso e oficinas voltados
ao desenvolvimento de práticas educomunicativas de produção de vídeos e minidocumentários
pelos alunos do primeiro ao terceiro anos, fomentando a mediação tecnológica e o mecanismo
de construção de saberes no ambiente educacional. Utilizam-se os pressupostos teóricos de
Ismar de Oliveira Soares, Luiz Carlos Lucena, Graça Caldas, entre outros pesquisadores da área,
para discutir a educomunicação como espaço de diálogo e por meio do qual se é possível
articular o processo de ensino-aprendizagem ao cotidiano social de alunos, propiciando, assim,
a construção de sentidos e referências de mundo. A pesquisa concluiu que, mais que fazer
parte do meio social no qual as pessoas vivem, os meios de comunicação também podem se
relacionar de forma intrínseca com o contexto pedagógico, funcionando como operadores do
saber, servindo as múltiplas plataformas midiáticas como espaço de propagação de ideias,
pensamentos e visões. Na/pela prática educomunicativa, os estudantes são estimulados a
retratarem, cada qual a seu modo, as diferentes formas de enxergar o contexto social ao qual
se inserem e, dessa maneira, tornarem-se cidadãos mais conscientes.
Palavras-chave: inserção social; práticas educomunicativas; Colíder.
A internet e as novas mídias que surgem a partir dela estão constantemente produzindo
mudanças na linguagem e em seu uso. Atividades cotidianas passam a se mover mais
rapidamente onde as novas mídias fornecem diferentes relações entre pessoas e tecnologias.
Tomando por base o diálogo com os colegas na sala dos professores, passamos a refletir sobre
como esses profissionais incorporam as mídias digitais ao ensino e aprendizagem em sala de
aula, mais especificamente no contexto da educação linguística. Nesse sentido, desenvolvemos
uma pesquisa junto aos professores de uma escola da rede pública almejando compreender a
percepção desses profissionais acerca de como as linguagens digitais podem ser integradas ao
currículo escolar. De acordo com Barton e Lee (2015. p. 204), "[...] quando os participantes
veem as novas possibilidades tecnológicas e podem imaginar novos futuros, eles dão o próximo
passo, e a educação tende a mudar". Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo
demonstrar que as tecnologias digitais podem contribuir para a autonomia das pessoas nos
processos de compreensão e de relação com o outro, pois trazem possibilidades interativas
para a educação permitindo à docência novos encaminhamentos quanto ao processo de
aquisição do conhecimento. Para Rojo (2019), a maneira como usamos os meios digitais muito
mais do que o impresso em nosso cotidiano demonstra como nos comunicamos. Dessa forma,
compreendemos que os recursos e a linguagem digital aceleram e intensificam o uso de outras
linguagens e, consequentemente nos permitem outras maneiras de ler e produzir. Pelo relato
de alguns profissionais, o que se observa na realidade da sala de aula é que muitas das práticas
pedagógicas e o uso de alguns softwares voltados para o ensino sinalizam para o uso das
tecnologias digitais bastante próximo àquele atribuído, por exemplo, ao livro didático, ou seja,
o material didático é incorporado como fim da aprendizagem e não como meio. Após o
levantamento e análise dos dados traçamos um paralelo com o livro de Barton e Lee
intitulado Linguagem online: textos e práticas digitais e apresentamos dez motivos para estudar
125
a linguagem online. Para Rojo (2019), ao concebermos a pedagogia dos multiletramentos, tanto
o aluno quanto o professor devem ser usuários funcionais dos meios digitais. As novas
tecnologias da informação e comunicação oferecem inúmeras possibilidades de aprender e
tornar-se centro de outra forma de aprender, que afeta, em primeiro lugar a mudança dos
modos de comunicação e dos modos de interação. Por fim, podemos dizer que, ao trabalhar
com as tecnologias digitais o currículo não precisa ser substituído, mas sim, combinado com o
letramento digital o qual nos permite intensificar o uso de outras linguagens.
Palavras-chave: tecnologias digitais; mídias; educação; interação; linguagem online.
LEANI SPIES
MARIANE ASSMANN
Este trabalho tem sido realizado em turmas de 5º anos da Educação Básica para investigar
como se dá a importância da leitura no âmbito de interpretar a situação problema em busca de
uma solução. A pesquisa iniciou nestas turmas em função do preparo dos alunos para
avaliações importantes como a Prova-Brasil, responsável pelo IDEB (índice de desenvolvimento
na Educação Básica). Durante a investigação os dados demonstravam que a falta de habilidade
com leitura ocasiona dificuldades na compreensão dos enunciados. O objetivo desta pesquisa é
ampliar a leitura contribuindo com o avanço da interpretação de situações problemas e a base
investigativa qualitativa pelo método indutivo, com resultados baseados na participação efetiva
em atividades aplicadas. As atividades foram aplicadas no Laboratório de Informática, na EMEB
Aleixo Schenatto, através de simulado criado no GoogleForms e em blogs educacionais pois ao
longo do período letivo, percebemos que a leitura fragilizada impacta diretamente na
complexidade de entender cada frase do problema. A nossa visão de materiais e métodos para
identificar cada critério desta pesquisa, ou seja, mesclar atividades de escrita, leitura e
interpretações problemas para encontrar soluções Matemáticas, é através do método
qualitativo de pesquisa. A professora preparou situações problemas com diversos descritores
da Base Nacional Curricular Comum para aplicar simulados no Laboratório de Informática e
investigar as práticas da leitura para interpretação e inferência de palavras-chave de
antecipação a resolução de problemas. A pesquisa tem como base o método aplicado por
indução, separando o pesquisador do pesquisado, objetivando medir o letramento para
cálculos matemáticos. O público desta pesquisa eram turmas de 5º ano totalizando cento e
vinte crianças de dez e onze anos. Para elaborar a atividades usamos o Google Forms, um
formulário online dentro do navegador do Chrome acessível via e-mail registrado, ou seja, uma
conta no Google dá acesso ao Google drive. Dentro desta conta há diversas ferramentas que
podem ser utilizadas para o ensino-aprendizagem de conteúdo específicos. Nesta pesquisa,
visamos elaborar situações problemas do dia-dia, com informações do cotidiano como forma
de raciocínio lógico matemático de conteúdos específicos como: operações fundamentais,
escrita e leitura de números, cálculo mental, figuras geométricas e grandezas, entre outros.
Observamos que com as atividades aplicadas os alunos se dedicavam a ler com atenção,
raciocinar, resolver a questão no rascunho e então clicar na opção correta. Cada resolução
correta empolgava ainda mais os estudantes que aprendem e ao mesmo tempo treinam para
os sistemas de avaliações educacionais quantitativos.
Palavras-chave: educação; leitura e interpretação; educação matemática; informática na
educação.
126
PROJETO OLÁ UFMT SINOP: A UTILIZAÇÃO DAS TICS E REDES SOCIAIS COMO FORMA DE
APROXIMAÇÃO DA COMUNIDADE EXTERNA COM A UNIVERSIDADE
Esse é um recorte do projeto de extensão “OLÁ UFMT Sinop”, um projeto que visa a interação
entre a universidade e sociedade em geral, em especial os alunos do Ensino Fundamental e
Médio das escolas públicas e privadas do município de Sinop e região. Com intuito de quebrar
a dicotomia entre universidade e sociedade, promover a divulgação da academia através de
visitas monitoradas, e como forma de incentivar a conhecer o seu dinamismo de maneira a
complementar as ações desenvolvidas nas escolas pelos serviços de orientação e coordenação.
Onde o primeiro contato acontece através das tics e redes sociais, pois, os visitantes entram em
contato via telefone, e-mail e/ou página do “facebook” para o agendamento da visita.
Posteriormente a visita temos um “feedback” via formulário googleDocs que enviamos on line.
Essas ações transformaram a forma de interagir da sociedade, e o meio virtual, o ciberespaço, e
as tecnologias digitais colocaram a humanidade em um caminho sem volta. Com todas essas
inovações nos meios de comunicação e linguagem, serviu para aproximar mais ainda a
comunidade da universidade. Para tal, nos utilizamos os seguintes aporte teórico: LÉVY(2005),
MARCHUSCHI (2005), COSTA(2000). E em três anos da atuação do projeto tivemos os seguintes
resultados parciais: o meio mais utilizado para interação foram as redes sociais “facebook” e
“instagram”; a maioria das visitada foram das escolas da região, os visitantes acessam as
imagens e vídeos através das mesmas, porém observamos poucas respostas de feedback ao
formulário on-line que fica disponível na página, também, fizeram o uso das mensagens diretas
com solicitação de informações complementares sobre a visita. Por fim, além, da extensão
universitária trazer para acadêmicos, técnicos e professores a oportunidade de interação,
convivência e o envolvimento com as realidades sociais diferentes, o que instiga a formulação
de novas interrogações sobre a dinâmica das relações sociais.
Palavras-chave: extensão; TICS; redes sociais; interação; sociedade.
Envolver os alunos com a poesia é imprescindível nos dias atuais, promover a reflexão e o
contato com a prática de leitura e escrita deste gênero poético se torna cada vez mais
necessário para o desenvolvimento humano e social do indivíduo. O presente artigo apresenta
alguns resultados de um trabalho desenvolvido como proposta de intervenção pedagógica na
educação básica em uma escola da rede estadual de Mato Grosso, abrangendo três turmas de
sétimos anos. Amparado teoricamente em autores como Scliar (1894), José (1992), Paes (2003),
dentre outros, que discutem metalinguagem, a construção da palavra e a transformação
oportunizada pela linguagem ao ser humano. Com o intuito de aguçar o interesse pela escrita e
possibilitar aos alunos a oportunidade de construir de uma forma mais afetiva e criativa o seu
próprio processo de ensino, este trabalho se consolida e efetiva na escola pública. Como
proposta didática, foi apresentado aos alunos as características desse gênero e a partir de
então, as atividades foram direcionadas de modo que a produção e correção ocorresse de
forma colaborativa, envolvendo alunos e professora. Com isso, concluímos, parcialmente, pois
é um trabalho que está em fase de finalização, que os alunos conseguiram desenvolver as
atividades propostas com alegria, por se tratar de uma atividade lúdica, que eles puderam usar
a imaginação e criatividade. Enfim, percebemos que a literatura é um meio divertido para que
possamos amenizar as várias dificuldades que nos deparamos no ensino de língua portuguesa,
principalmente ao que corresponde a produção escrita.
Palavras-chave: intervenção pedagógica; literatura infanto-juvenil; educação básica; poesia.
DAILTON MARCHIORETTO
ANNA KAROLINE RANZAN MACHADO
ORIENTADOR: JAIRO LUÍS FLECK FALCÃO
A formação inicial de professor é um tema delicado, pois durante nossa trajetória enquanto
licenciandos não conseguimos abranger todos os conteúdos necessários, principalmente no
128
que se refere a utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs e suas interfaces
digitais como recurso pedagógico. Cabe a nós como futuros educadores buscar conhecimento,
principalmente, no que se refere a utilização de mecanismo para nos aproximar dos futuros
alunos, já que essa geração desde muito cedo está conectada há videogames, internet,
smartphones, etc. (PAZZINI, s.d.). Com esses avanços tecnológicos, faz com que a educação
encontre uma aliada para produzir e reproduzir conteúdo utilizando diversos recursos, inclusive
o audiovisual digital. Para Cinelli (2003) elementos audiovisuais na realidade é um
entrosamento entre a dois elementos fundamentais, o som e a imagem. A partir dessas
considerações questionamos quais as dificuldades encontradas pelos licenciandos para a
utilização dos recursos audiovisuais nas práticas em sala de aula? Portanto, temos o objetivo de
compreender como se dá a relação dos licenciandos com as tecnologias e sua utilização no seu
cotidiano. Para responder o objetivo da pesquisa realizamos entrevistas com licenciadas sobre
a visão que possuem a respeito do uso das TICs no contexto pedagógico. É indissociável os
meios tecnológicos do cotidiano das crianças, o desafio que o professor enfrenta é como
ensinar por meio dos vídeos. Entretanto, a pouca utilização no contexto escolar, se deve à falta
de orientação e pesquisas voltadas para os benefícios das TICs na práxis pedagógica, para
Mercado (2002, p. 15) “existem dificuldades, através dos meios convencionais, para se preparar
professores para usar adequadamente as novas tecnologias. É preciso formá-los do mesmo
modo que se espera que eles atuem”. Contudo, a formação dos Licenciandos sobre o uso das
TICs é muito escasso, segundo Metka, Crubelati e Piccin (2015, p. 7) por conta da “falta de
conhecimento de todas as ferramentas do sistema pelos profissionais da escola; falta de
interesse de muitos professores para desenvolver atividades com uso do laboratório de
informática”, realidade enfrentada hoje em dia, conforme relato da entrevistada L1 “é uma
ferramenta muito importante porque ela ajuda, ajuda muitos professores, podem ter um plano
A e o plano B [...] Aí você vai levar as suas atividades para sala e se não der certo você tem o
plano B, a outra atividade né, então assim”.
Palavras-chave: educação; formação; tecnologias.
MARIANE ASSMANN
LEANI SPIES
A utilização de recursos tecnológicos está cada vez mais presente em nossa sociedade, a escola
precisa estar preparada para utilizar de maneira correta tais recursos. A educação infantil como
primeira etapa da educação básica não poderia deixar de acompanhar os avanços tecnológicos.
A educação infantil visa desenvolver as crianças em todos os aspectos, contemplando suas
necessidades, para isso para que as atividades não se tornem cansativas e desinteressantes é
preciso que as propostas utilizadas pelo professor sejam atrativas, precisando recorrer assim a
diversos recursos. Dentro dos recursos tecnológicos, um dos mais utilizados no ambiente
escolar é o audiovisual, este possibilita novos espaços e novas perspectivas ainda não
integralmente exploradas, tornando o aprendizado mais interessante. O objetivo deste
trabalho é demonstrar uma análise da importância da utilização de recursos audiovisuais em
situações de aprendizagem na educação infantil e seus benefícios no processo de trabalhos
com literatura infantil, Letramento e até mesmo contagem. Analisar como os recursos
audiovisuais são aplicados na pratica pedagógica e como eles influenciam nas atividades com
literaturas aplicadas na sala de aula; ampliam horizontes quando pensamos no lúdico do
129
Letramento e até mesmo em atividades de contagem que inspira Matemática desde a tenra
idade. A pesquisa ocorreu com crianças da educação infantil no município de Sinop-MT, onde
foram observadas a utilização dos recursos audiovisuais que a escola possui e como os
professores utilizavam os recursos para auxiliar no trabalho com as literaturas infantis.
Observamos que a aplicação de imagens e sons na aprendizagem, apresenta diversos aspectos
que contribuem para a prática da inserção da literatura na educação infantil, atividades de
letramento com letras e imagens musicais; e recursos audiovisuais para inserir a Matemática no
cotidiano das crianças. A linguagem audiovisual torna possível a veiculação de uma variável de
informações, ampliando assim a construção de informações e enriquecendo o aprendizado das
crianças.
Palavras-chave: recursos tecnológicos; crianças; ensino e aprendizagem.
Temos notado, nas últimas décadas, um crescimento dado à produção e circulação da literatura
produzida em Mato Grosso. Também vislumbramos muitas pesquisas que estão sendo
produzidas aqui e em outros estados da nação, relacionadas aos Estudos de Literatura e Crítica
Literária, sobre os escritores brasileiros de Mato Grosso. Se, por um lado, esse panorama
assinala uma consolidação dessa área de estudos, por outro, questões importantes se
inscrevem no cenário da mesma: como a literatura mato-grossense está inserida na escola
pública no município de Sinop? Como ela se apresenta nos documentos oficiais e legislativos?
Por meio de quais livros indicados e por quais questões o conhecimento sobre a literatura
produzida em Mato Grosso é trabalhado pelos professores? Qual a sua contribuição e
relevância na formação dos estudantes? Questionamentos como esses perpassam todo o nosso
estudo. A intenção primeira de nosso estudo em andamento, se preocupa em analisar a
presença da literatura produzida em Mato Grosso na última etapa do ensino fundamental e no
ensino médio, das escolas públicas da rede estadual no município de Sinop/MT. Por esse foco, e
buscando compreender esses pontos-chave, objetivamos neste trabalho, mediante pesquisa
bibliográfico-documental de natureza quantitativa e qualitativa, investigar a presença e
aplicabilidade da literatura mato-grossense, associando-a à história literária e à constituição de
leitores literários constituídos a partir dos processos de escolarização.
131
Palavras-chave: literatura; escola pública; presença; aplicabilidade.
LENIR GUEDES
SOELI BATISTA DA SILVA
O PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) é uma iniciativa que visa
melhorar e a valorizar a formação de professores para a educação básica. O objetivo do PIBID
nas instituições é promover a integração entre ensino superior e educação básica das escolas
de Educação Infantil municipal de Sinop. O programa oferece bolsas em parceria com o
município, através da oferta de bolsas de iniciação à ensino aos alunos de licenciatura de
Pedagogia da Universidade Estadual de Mato grosso, com projetos de iniciação á docência, a
escola parceira desse projeto é a Escola Municipal de Educação Infantil Tempo de Infância.
Nossas atividades envolvem todos os alunos da Instituição, da creche aos prés. nos períodos
matutino e vespertino, no total de quatrocentos e cinquenta crianças. Desenvolvemos projetos
com brincadeiras, histórias infantis, produção de brinquedos e colaboramos com os eventos
escolares. Atualmente, são realizados projetos como: Eureka, Hora do conto, Galerinha do
Amor, Brincar faz parte da Infância e Projeto Parque. Além disso, acontecem apresentações de
trabalhos na forma de comunicação oral, banner e musical, participamos de eventos fora da
Instituição que foram o Enaed, Ubuntu, Evento Cultural Municipal de final de ano, Mostra
Pedagógica, SBPC e outros. Nosso intuito maior é proporcionar oportunidades de criação e
participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter
inovador e interdisciplinar. Enfim, a proposta do PIBID é incentivar as carreiras nas áreas da
educação básica com maior carência de professores com formação específica no caso,
Pedagogia. Além disso, o programa mobiliza os professores das escolas públicas de educação
básica, onde seus professores são co-formadores dos futuros docentes e tornando as escolas
protagonistas nos processos de formação inicial à docência. A avaliação é contínua, através de
relatórios, planejamentos e discussão de resultado com as bolsistas, supervisoras e
coordenadora.
Palavras-chave: educação infantil; docência; experiências.
LUCIANE LUCYK
O presente trabalho visa, por meio de um relato de experiência, discorrer a respeito de uma
ação didático-pedagógica interventiva que teve como base os anglicismos em produtos de
supermercado, abordando assim, além da linguagem e dos vários usos possíveis da língua
inglesa, temas inerentes ao universo abordado, como o consumo, por exemplo. Como
metodologia, valemo-nos das bases de pesquisa qualitativa de natureza intervencionista. No
desenvolvimento da proposta, optamos por de aulas expositivas com uso de multimídia para a
exposição dos rótulos de produtos discutidos em sala, além de debates para estimular a
participação dos jovens envolvidos, que trazem em suas vivências diversos termos da língua
inglesa, ou mesmo ‘signos mestiços’, conforme a concepção de Cox (2001) e Assis-Peterson
(2008). Além dessas autoras, os pressupostos teóricos que tratam sobre (multi)letramentos
(SOARES, 2010; TFOUNI, 2010; KLEIMAN, 2012; ROJO, 2014). Através da demarcação deste
território comum entre a linguagem e o dia a dia, entre o consumo e os anglicismos, foi possível
discutir em sala os motivos aparentes (ou possíveis) dos usos da língua inglesa nos produtos e a
possível desterritorialização desta língua, argumento discutido, por exemplo, em Assis-Peterson
(2008). Os resultados vêm não somente apresentar o aumento do acervo lexical dos alunos que
participaram das aulas, mas também dizer de que forma eles participaram ativamente nas
diferentes partes do processo e como se deu esta interação, que acabou por elucidar dúvidas
que os estudantes já tinham, muitas vezes sem mesmo se darem conta delas, sobre palavras
que, mesmo sendo usuais (porque estão estampadas em diversas prateleiras de supermercado)
fazem parte das interações de falantes de língua portuguesa. Toda esta interação, o
desenvolvimento das aulas e do trabalho aqui apresentado se fez possível através do PIBID de
língua inglesa em uma escola estadual de Sinop/MT.
Palavras-chave: língua inglesa; empréstimos linguísticos; anglicismos; formação inicial; escola.
Este trabalho visa relatar e discutir sobre uma experiência de docência futuramente vivenciada
em formação inicial em sala de aula na disciplina de língua inglesa destinada ao nono ano do
ensino fundamental de uma escola estadual. O estudo, conduzido dentro de uma abordagem
qualitativa e de natureza intervencionista terá como base os relatos, notas de campo das aulas,
análise de atividades e avaliações respondidas pelos alunos. Todos os aspectos serão descritos
detalhadamente, desde a escolha do tema principal a ser trabalhado com os alunos até a sua
avaliação final, sendo que esta busca averiguar se o conteúdo teve bons resultados e contribuiu
para aprendizagem dos alunos. Foi definido o gênero canção como apoio e, com base neste
tema, foram desenvolvidos os conteúdos. A escolha de canções pensadas anteriormente pelo
idealizador do projeto, basearam-se naquelas escolhidas e determinadas por seu conteúdo
(tanto no que diz a letra da música como certas expressões a serem destacadas na
interpretação) e, feita a seleção destas, o material desenvolvido será aplicado em turmas de
oitavo e nono ano do ensino fundamental. Durante a aplicação do conteúdo, desde as canções
134
até as atividades finais, os alunos terão demostrado seu interesse cada qual a sua maneira, de
forma que as informações e sentidos atribuídos às letras das canções, de alguma forma, fossem
compreendidos. Todos os detalhes e relatos, desde o pensamento inicial dos conteúdos e
material base até o fechamento do desenvolvimento do projeto serão descritos e analisados na
apresentação do trabalho. A fundamentação teórica terá como apoio autores como Marcuschi
(2005), Doltz e Schneuwly (2004), Costa (2003), entre outros. Os dados indicam que o gênero
canção é importante, pois o seu estudo em contexto escolar pode auxiliar significativamente a
aprendizagem de língua inglesa bem como discutir criticamente os temas das canções.
Palavras-chave: língua inglesa; gênero textual; canção; formação inicial.
Este trabalho tem por pressuposto, o desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa de base
etnográfica, acompanhando o desempenho de um novo Programa do Governo Federal, por
meio da CAPES, a Residência Pedagógica, mais especificamente o subprojeto de Língua Inglesa,
ao qual faço parte. Essa pesquisa tem também como presunção averiguar, analisar e refletir
sobre os aspectos positivos ou não da Residência Pedagógica de Língua Inglesa, na perspectiva
de entender sobre o processo de busca da identidade profissional como docente em formação
inicial do curso de Letras, buscando observar os efeitos da interferência pedagógica na
aquisição de experiências e da confiança visualizando a prática da docência nas escolas
públicas. A pergunta basilar que norteia as ações dessa pesquisa é: em que medida o Programa
Residência Pedagógica de Língua Inglesa influencia no processo de formação inicial docente? A
fim de responder a esse questionamento, alguns objetivos forma traçados, discorrer acerca da
importância de estudos que apresentem programas e propostas para a formação inicial da
carreira docente e os desafios que os formadores de professores vivenciam na atualização dos
cursos; identificar as possíveis influências da Residência Pedagógica no desenvolvimento do
discente e analisar o desempenho dos acadêmicos frente às práticas pedagógicas exigidos pelo
Programa. Para tanto, foi elaborado um questionário para averiguar as concepções que os
bolsistas residentes tem sobre seu próprio conhecimento de língua inglesa, e também, por
meio de observação participante e um diário de campo, o quanto houve interferência dessas
concepções durante às práticas pedagógicas nas escolas. Para embasar esse trabalho, fizemos
uso de aportes teóricos documentais como a BNCC; Edital da RP; autores: BAFFI – BONVINO,
CAVALARI e GRACIA (2012); NÓVOA (2009); VEIGA (1998).
Este trabalho advém das discussões do projeto vinculado ao Programa Residência Pedagógica
do Curso de Pedagogia do Campus Universitário de Sinop, da Universidade do Estado de Mato
Grosso em decorrência ao atendimento de Programas da Capacitação da Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O projeto de formação de professores
vinculados ao Programa atendeu vinte e quatro estudantes – residentes que estudam entre a
quinta e oitava fase do curso de Pedagogia e estão cadastrados e atuando em três escolas
135
municipais de Sinop participantes do Programa. O intuito é formar o estudante para além da
sala de aula em que constituir-se professor durante o estágio, entendido como tempo de
aprendizagem, com base na prática pedagógica vivenciada e coordenada por professores da
universidade acompanhados por professores preceptores das escolas. O Programa visa o
ensino, a pesquisa e a extensão como meio para apropriar-se de vivências teórico-práticas com
foco na ação-reflexão-ação. A legislação, e autores como Freire (1988, 1994, 2011), Geraldi
(1999), Kramer (1886) Smolka (1998) sustentaram teoricamente as discussões acerca do
trabalho. Nesse sentido, durante os meses de outubro a novembro de 2018, as oito residentes
de uma das escolas organizaram um projeto que selecionou vinte quatro crianças matriculadas
no terceiro ano do ensino fundamental que apresentavam carências na leitura e escrita.
Observamos também que eram crianças tímidas, com pouca participação em sala e fora dela.
Assim, durante a vigência do projeto eram atendidas duas vezes por semana, no total de oito
horas semanais. A proposta foi de trabalhar aspectos que envolviam a leitura e a escrita com
atividades lúdicas com o apoio da música e da literatura em ações individuais e coletivas. Ao
final do período observamos significativa melhora na socialização, na aquisição da leitura,
desenvoltura na escrita e mais felizes. As atividades que envolvem ações que propiciam a
descontração, a recreação e o bem estar das crianças contribui para o desenvolvimento e a
aprendizagem. Nesse sentido, o Programa de Residência Pedagógica como projeto de parceria
entre a universidade e a escola, fortalece a formação inicial do futuro professor e faz a
diferença na escola. Sugerimos que sua continuidade seja meta como política pública nesse
tempo de desencontros e dúvidas no que se refere a continuidade de ações inerentes ao
fortalecimento da escola e seus profissionais.
Palavras-chave: vivência na escola; leitura; escrita.
MARCINEIA VARGAS
O tema desse trabalho são os problemas de aquisição de competências pelo processo de ensino
e aprendizagem, no âmbito da formação de professores no curso de Licenciatura em Letras.
Estudos mostram que a aquisição das competências contidas nas Diretrizes Nacionais de
Educação e Resoluções do Ministério da Educação são fundamentais para que o profissional
realize com qualidade seu trabalho de professor na educação básica. Essa aquisição está ligada
às experiências propiciadas pela educação superior durante o processo de formação dos
discentes nas licenciaturas. Nesses termos, diante das questões latentes sobre a baixa
qualidade e limitações na educação básica, se torna relevante investigar o processo de
formação de professores, o que é o tema do presente estudo. O objetivo desse trabalho é
refletir sobre as experiências propiciadas pelo curso de Letras, aos discentes no que diz respeito
a sua formação para serem professores. A metodologia desse estudo envolve a revisão
bibliográfica de livros sobre o tema, e coleta de dados por meio de questionários, aplicados aos
docentes do curso. As questões versaram sobre as dificuldades que os docentes observam no
aprendizado dos alunos como futuros professores, no qual observa-se a preocupação dos
professores em relação a baixa qualidade do ensino básico, sendo um dos fatores que
contribuem nas dificuldades encontradas para a formação do ensino superior, como já
136
dito. Dado o exposto, se faz necessário pensar que a educação tem de ser vista com mais
atenção, tornando-a como uma das principais prioridades em um país, visto que, uma educação
de qualidade é consequentemente propicia para a formação de professores, bem como
essencial para a sociedade em geral.
Palavras-chave: aquisição de competência; ensino e formação; educação superior e básica.
Estudos mostram que o ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras nas escolas públicas de
educação básica vem perdendo sua eficiência, com destaque para o baixo domínio das
habilidades de fala, escrita e compreensão dos alunos. O presente estudo discute estas
limitações, em específico, no ensino e aprendizagem da língua Inglesa, haja vista que esta é
considerada, atualmente, a língua mundial. O objetivo deste trabalho foi identificar quais têm
sido as principais dificuldades apresentadas pelos estudantes da educação básica no
aprendizado da língua Inglesa. Para tanto o estudo analisou a percepção dos alunos-monitores
que atuam no PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) dessa segunda
língua nas escolas públicas. A metodologia do estudo utilizou da revisão teórica, juntamente
com a coleta de dados por meio da aplicação de questionários aos alunos-monitores que fazem
parte do PIBID e cursam a Licenciatura em Letras na Universidade do Estado do Mato Grosso
(UNEMAT) em Sinop. Os dados coletados indicam que de 10 entrevistados, sete assinalaram
ter aprendido Inglês na escola pública, todavia, todos entrevistados marcaram que o ensino da
Língua Inglesa precisa sim de mudanças. Logo, quando perguntado qual ou quais mudanças
estes acreditavam precisar, cinco deles disseram que este ensino precisa de mais recursos e
atenção por parte governamental para renovar a metodologia propondo maiores suportes aos
professores para o ensino deste idioma, e os outros cinco disseram que as mudanças precisa
ocorrer na dinâmica dos professores em sala de aula, ir além do que os matérias didáticos
pedem, para tanto faz-se importante salientar que estes matérias são bases de grande
importância para solidificar o andamento de uma boa aula. Portanto, as pesquisas confirmam
estas limitações no ensino deste idioma, chamando atenção dos futuros professores desta
língua para assim buscarem por futuras melhorias em prol de seu avanço.
Palavras-chave: ensino e aprendizagem; língua inglesa; avanços.
O presente estudo trata de práticas de aprendizagem, com especial atenção aos jogos do saber,
que são as dinâmicas e jogos interativos como, forca, cruzadinhas e outros, que podem ser
praticados em todo e qualquer espaço social, no entanto, alguns estudos acreditam que para
usá-los o melhor lugar é dentro de uma sala de aula e a utilização envolvendo a língua inglesa
em sala, despertando interesse nos alunos pela aula. Para que isso ocorra, o professor
precisaria adaptar-se à uma nova pratica de ensino. Desta forma, a qualidade de aprendizagem
se tornaria mais eficaz. Contudo, a utilização desta didática ainda é limitada, já que poucos têm
o conhecimento dessas práticas, incluindo os espaços de formação do professor de língua
inglesa. Como metodologia foram utilizadas investigações teóricas e coleta de dados,
137
envolvendo os professores de Língua Inglesa da Universidade do Estado de Mato Grosso
(UNEMAT) em Sinop. Os dados coletados indicam que alguns professores de inglês têm
conhecimento desses jogos, mas afirmam que essas atividades exigem um conhecimento
amplo do vocabulário da língua inglesa, já outros dizem não ter o conhecimento desses jogos,
por isso optam por continuar a usar a forma normal de ensino, que é a base de leitura escrita e
fala. Assim, o estudo conclui que alguns dos professores de língua inglesa têm o conhecimento
das práticas de aprendizagem, só que em muitos casos não são aplicadas pela dificuldade de
compreensão do aluno, já os outros não têm o conhecimento.
Palavras-chave: aprendizagem; professores; alunos.
Este projeto é resultante de uma ação pedagógica que pretendeu incentivar os estudantes a
lerem e oportunizar momentos de leitura literária em sala, a fim de contribuir com uma
formação de leitor literário que compreenda a literatura como um espaço em que culturas se
confrontam com outras culturas. Para a realização do trabalho é dedicada uma aula semanal da
disciplina de Língua Portuguesa à leitura literária dos estudantes, em que eles têm a
oportunidade de escolher o livro que desejam ler durante a aula, desde que literário. Ao final
de cada bimestre os estudantes escolhem um dos livros lidos e apresentam aos colegas de sala
como forma de incentivá-los a lerem também o livro exposto. Para que se pudesse realizar o
projeto com sucesso, foi preciso conhecer a problemática apresentada, que é propiciar
momento e oportunidade de realização de leitura de livros literários, e consultar uma
fundamentação teórica sólida que viesse ao encontro dos anseios e propostas. Deste modo,
buscou-se primeiramente referências bibliográficas sobre a leitura literária em autores como
Colomer (2007), Cosson (2010), Rouxel (2013), Zilberman (2009) entre outros, para
compreender a importância dela na escola e para a formação do estudante, assim como para
embasar e desenvolver o projeto. Em um primeiro momento o projeto de leitura foi
apresentado aos estudantes do 1º ano do Ensino Médio, e, se houvesse o consentimento deles,
o trabalho seria desenvolvido com a turma. Assim, os estudantes se comprometeram em
realizar as leituras literárias em sala e em casa. O projeto de leitura literária foi uma
oportunidade de aprendizagem para os estudantes e um momento para aprimorar a leitura de
forma crítica e autônoma, por meio das leituras dos livros literários muitos estudantes
tornaram-se mais envolvidos com a Literatura, tanto a literatura “de massa” quanto à clássica.
Além de criticidade, muitos eram conduzidos à reflexão quanto aos modos de vida de outras
pessoas, quanto à cultura diferenciada entre os povos, à visão e diferentes pontos de vista das
pessoas. Em suma, foi possível oferecer ao estudante a oportunidade dele saber pelo menos
como é ler um livro literário, saborear a leitura ou odiar e, aos poucos, vivenciar a experiência
de ser um leitor, pois como ressalta Colomer (2007), a escola deve ensinar mais do que
“literatura”, deve ensinar “ler literatura”. O projeto possibilitou a criação de um espaço de
leitura individual na escola que pretendeu oportunizar a leitura a todos os alunos; aos que têm
livros em casa e aos que não os têm; aos que dedicam tempo de lazer à leitura e aos que só
leriam os minutos dedicados a realizar as tarefas escolares na aula (COLOMER, 2007).
Palavras-chave: leitura; literatura; formação; leitor; escola.
138
LEITURA LITERÁRIA: UM OLHAR PARA A SOLIDARIEDADE E O RESPEITO AS DIFERENÇAS
PRESENTES NA OBRA “ROBÔ SELVAGEM”
Atualmente, o que mais precisamos em uma sociedade para torná-la mais justa e com
princípios de equidade, são cidadãos que tenham uma reflexão crítica de sua realidade e lutem
pelos seus direitos e bem-estar de todos. O texto literário faz com que o ser humano modifique
sua visão de mundo, tornando-o sensível, solidário e crítico quando mergulhado no universo do
imaginário e do poético por meio da leitura. Para Candido (2011) “a literatura é o sonho
acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o
sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura”. Os pressupostos do
autor nos fazem refletir sobre o papel da escola como mediadora/influenciadora da leitura do
texto literário. É por meio desta que a maioria dos alunos entram em contato com a literatura e
é preciso estabelecer projetos que desperte o gosto pela leitura literária. De acordo com Zinani,
Santos e Wagner (2007) “A escola, como instância mediadora fundamental entre o leitor e o
livro, precisa organizar projetos específicos, visando ao engajamento, não somente de
professores e alunos, mas de toda a comunidade escolar”. No desejo de proporcionar aos
alunos o conhecimento do texto literário e todos os benefícios enquanto formação humana,
realizamos o projeto de leitura literária “A literatura da solidariedade” com estudantes do
7°ano F e H da Escola Estadual Luiz Carlos Ceconello em Lucas do Rio Verde-MT. Foi uma
parceria entre as professoras de língua portuguesa e artes, no qual lemos o livro “Robô
Selvagem” de Peter Brown, a obra trata de valores como a solidariedade, o trabalho em equipe
e o respeito as diferenças. Após a leitura e debate, os alunos escolheram fazer um book trailers
como forma de divulgação do projeto. Cada aluno ficou responsável por fazer um vídeo
expondo sua interpretação sobre dois capítulos do livro, depois juntamos todos os vídeos e
formamos um único, para registrar todo o livro. A apresentação do trabalho será na feira
cultural, na qual vai ser exposto os projetos de intervenção estabelecido pelo CEFAPRO, que
será realizada em outubro. Com a aplicação do projeto, observamos que alunos entenderam
que a solidariedade, o respeito as diferenças e o valor a vida é algo primordial a todos os seres
humanos, que é isso que proporciona a reflexão e a felicidade.
Palavras-chave: texto literário; projeto de intervenção; valores.
GLADES MUELLER
DIONE EMILIA CORREA BOING
MARILIA SPINGOLON
Estudos voltados ao âmbito da oralidade têm percorrido a história do homem, desde antes de
Cristo. É o caso de Aristóteles (384 A. C.), por exemplo, no que tange ao estudo da retórica.
Desde então, filósofos e pensadores no mundo inteiro realizaram importantes trabalhos de
investigação, quanto a importância da fala no processo de comunicação humana. Em tempos
atuais, expoentes contemporâneos da linguística, no Brasil, como Antunes (2003) e Marcuschi
(2003), atestam a importância do estudo da comunicação oral, tendo em vista a globalização e
a necessidade de comunicação efetiva na pós-modernidade, período de abundante
141
informação/desinformação. Além disso, documentos oficiais sobre a educação no país tratam
da importância do tema em questão. Este trabalho será desenvolvido tomando como base o
Projeto de Letramento, que segundo Kleiman (2005) requer reorganização das práticas
pedagógicas por parte do professor, de modo a que possa tornar-se agente de letramento,
possibilitando que o estudante seja capaz de compreender e utilizar socialmente a língua
materna, de modo significativo. Compreende-se como língua os postulados de Bakhtin (2003)
que a tomam dentro de um processo dialógico entre discurso, texto e sujeito, efetivando-se
como formas enunciativas tanto orais, quanto escritas. A preferência pela nomenclatura
gêneros discursivos, parte da premissa Bakhtiniana de que todo enunciado necessita ser
considerado dentro das práticas sociais que o tornam relativamente estáveis. Tal propositura,
também estabelece relação com a proposta de Sequência Didática desenvolvida por Dolz,
Noverraz e Schneuwly (2004). O projeto de letramento será desenvolvido com alunos de 9º
ano da Escola Estadual Professora Alzira Maria da Silva, localizada no município de Colíder-MT,
a qual atende aproximadamente 300 alunos, oriundos do bairro onde se localiza, bem como
demais regiões periféricas de baixo rendimento econômico. Trata-se de uma pesquisa
colaborativa, que requer a coparticipação dos agentes envolvidos no processo educacional de
abordagem teórico-prática, conforme prevê Bortoni-Ricardo (2011). Espera-se que, ao término
do trabalho realizado, os estudantes sejam capazes de refletir sobre o aprendizado,
compreender e analisar sua evolução no transcorrer das aulas, bem como examinar a
importância do uso monitorado da linguagem em uma perspectiva sócio-discursiva. O produto
final a ser gerado pelo projeto será um vídeo-documentário, o qual atenderá à temática
anteriormente eleita pelos próprios estudantes.
Palavras-chave: oralidade; projeto de letramento; socio-discursividade.
A presente pesquisa tem como foco principal, a apresentação de entrevistas coletadas com três
voluntários que contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. Assim, será usado como
base teórica para as possíveis análises, o livro: “Aquisição de segunda língua” de Vera Lúcia
Menezes de Oliveira e Paiva - 2014, em que a autora apresenta os principais estudos realizados
na área de ASL, dialogando com estudiosos e expondo pontos de partida para nortear
iminentes estudos. O processo metodológico da pesquisa, deu-se através da escolha
de três voluntários que se disponibilizaram a relatar sua vivência, contato e experiência com a
aquisição de segunda língua. Assim, os dados foram coletados através do uso de um aplicativo
de celular, com a gravação de áudios para as possíveis respostas que foram transcritas para a
análise e estudo destes conteúdos. Nesta perspectiva, a contribuição dos entrevistados para
esta análise experiência descrições de Aquisição de Segunda Língua desde o primeiro contato,
até a atual relação com esta segunda língua, em que é esclarecido como se construiu essa
aquisição e as relações feitas para aprimorar esse desenvolvimento. Desta forma, os dados
coletados e analisados reafirmam a ideia inicial proposta por Paiva, que o processo de ASL pode
ocorrer de inúmeras maneiras e contextos diferentes e a forma pela qual é apresentado ao
aprendiz implicará em seus conhecimentos, possibilitando uma percepção legítima de
contextos diferentes de teorias para a ASL.
Palavras-chave: aquisição; segunda língua; aprendizagem; língua inglesa.
142
AS DIFICULDADES NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DA SEGUNDA LÍNGUA
Este trabalho foi apresentado como componente curricular da disciplina de mestrado, Línguas
Estrangeiras em Diferentes Contextos PPG/Letras 2018/02, ofertado pela Universidade do
Estado de Mato Grosso, Campus Universitário de Sinop. O presente trabalho busca investigar a
construção de processos de aprendizagem e/ou aquisição de língua estrangeira. Desta forma,
foram entrevistados dois participantes que, gentilmente contribuíram para a composição desta
atividade. Para tal realizou-se entrevistas semiestruturadas por meio de um aplicativo de
mensagens. As respostas foram gravadas pelos colaboradores e enviadas. Um dos
entrevistados foi muito objetivo em suas respostas e diante disso foi lhe enviado um e-mail
143
outras perguntas para que respondesse por escrito. Posteriormente, a análise dados coletados
foi realizada à luz das teorias apresentadas por Vera Lúcia Menezes e Paiva, presentes no livro
“Aquisição de segunda língua” (2014) e outros autores que forneceram suporte bibliográfico
para esta pesquisa. Ao longo das etapas que fazem parte deste trabalho foi possível estabelecer
diante das vozes dos entrevistados que o processo de aprendizagem e aquisição da (s) língua (s)
estrangeira (s) é árduo e único para cada aprendiz. Embora as estratégias utilizadas possam ser
iguais ou parecidas não há receita pronta e comum a todos. O que existem são estratégias e/ou
metodologias que atendem as necessidades de cada um. Ao analisarmos as narrativas observa-
se que, as várias teorias que foram apresentadas objetivamente em Paiva (2014) não podem
serem vistas de forma isolada, ao contrário, todas elas à sua maneira ajudam a
compreendermos os distintos processos de aquisição de uma língua estrangeira.
Palavras-chave: língua estrangeira; aquisição; ensino/aprendizagem.
144
A CONJUNÇÃO DO GÊNERO TEXTUAL RECEITA COM UM JOGO VIRTUAL
PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA
VANESSA BIOLCHI
CAMILA MORIMÃ TREVISAN
O presente trabalho constitui-se no estudo de caso de aulas de língua inglesa que estão em
andamento com duas turmas de 4º ano do ensino fundamental I, de uma escola de âmbito
privado no munícipio de Sinop-MT, desenvolvido sob o eixo temático Letramentos, formação
de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. Dessa forma, neste projeto
objetiva-se observar e analisar a progressão das aulas mencionadas, em que se utilizaram
ferramentas pedagógicas diferenciadas para relacionar tecnologia, o gênero textual receita e o
ensino-aprendizagem de língua inglesa com o intuito de colocar em prática estudos que cada
vez mais relacionam tais áreas (CRISTOVÃO, 2015; ROJO, 2013; COSCARELLI, 2016) e também
buscar acrescentar perspectivas nos letramentos digitais dos alunos (BARTON; LEE, 2015;
DUDENEY; HOCKLY; PEGRUM, 2016). A iniciativa partiu de uma atividade proposta pelo
material didático utilizado na escola, em que uma receita de bolo foi apresentada com a
intenção de passar aos estudantes o vocabulário, a estrutura principal do texto e noções
gramaticais do gênero textual receita, buscando assim ancorar-se em assuntos pertinentes à
realidade do aluno, partindo de seus conhecimentos prévios sobre o tema. Através da
possibilidade de trabalhar com esse gênero, a professora-pesquisadora viu a oportunidade de
utilizar um jogo de uma plataforma virtual para reforçar os conteúdos estudados e também
estimular os alunos a terem contato com algo que, normalmente, eles têm familiaridade e
interesse, que são os jogos virtuais. Amparadas então em estudos qualitativos e etnográficos
(PAIVA, 2019) essa pesquisa procurará analisar os resultados potenciais da junção do gênero
textual e o jogo virtual em atividades que serão desenvolvidas pelos alunos no decorrer do
terceiro bimestre em que os alunos escreverão o gênero textual proposto. Espera-se que os
resultados elucidem possíveis caminhos para a maior utilização dos gêneros textuais em
comunhão com os letramentos digitais para o ensino de língua inglesa.
Palavras-chave: gêneros textuais; língua inglesa; letramentos digitais.
146
um incentivo a reciclagem. O evento, SARAU última etapa do relato, é avaliado por toda a
comunidade escolar e nas observações de todos os segmentos com resultados profícuos.
Palavras-chave: prática docente; projeto de formação; EJA; meio ambiente; ação-reflexão-
ação.
O engatinhar desse projeto surge a partir do momento de ver alunas com deficiência auditiva
inseridas em uma sala de alunos ouvintes, mesmo acompanhadas de interpretes, nota-se uma
exclusão indireta de convivência com os colegas no ambiente escolar. Então, sabendo que
promover a inclusão não é só colocá-lo junto dos outros e sim dar condição para que esse aluno
possa, além de compreender os conteúdos, interagir no mínimo de maneira básica com os
demais estudantes com quem ele convive. Em diálogo com as interpretes, observa-se que para
o aluno surdo o sistema de diferentes formas e significados da LP (língua portuguesa), como:
Sintaxe (a maneira com que se organiza e relaciona as palavras em uma oração), não tem
serventia direta no seu uso em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Com isso, opta-se por
trabalhar em gramatica com a Morfologia (a parte que estuda as classes gramaticas e alguma
de suas flexões). Em acordo com as interpretes, as alunas e o professor de LP decide-se por
reservar trinta minutos de uma das três aulas semanais para o ensino básico de libras em sala,
aula essa que deverá ser ministrada pelas próprias alunas surdas, auxiliadas por suas
interpretes, cada qual com sua turma, com conteúdo que seja relacionado à gramatica aplicada
naquele bimestre e facilite o entendimento do corpo discente da sala com essa aluna surda.
Esse projeto teve início em meados do primeiro bimestre e terminará em meados do quarto. O
tema das aulas é apresentado para as turmas como um conteúdo optativo e não obrigatório,
porém quem participar ganhará uma nota que substituirá sua pior nota no bimestre em
questão, a avaliação será realizada pelas alunas surdas e acontecerá de acordo com a
participação, desenvoltura e algumas avaliações praticas realizadas em sala durante as aulas.
Palavras-chave: inclusão; deficiência auditiva; LIBRAS.
Todas as línguas possíveis mudam com o passar do tempo, se modificam tanto a níveis
fonéticos (som), quanto semânticos (significado), e o processo de mudança nunca para, pois, a
língua se molda de acordo com seus falantes. Ou seja, uma mudança linguística pode ser
melhor observada a partir de analises que considerem as diferenças geográficas ou períodos
históricos. A linguística histórica tem como função exatamente observar e estudar essas
mudanças para entendê-las. Por meio de uma visão histórica, é possível estabelecer a relação
entre essas mudanças e a sociedade, já que a língua não seria algo biológico, mas sim social e
sua evolução ocorre, como consequência da evolução dos falantes. O objetivo do presente
trabalho é perceber o encontro entre as ações linguísticas no universo de alunos da licenciatura
em Letras na Unemat Sinop. A metodologia desse estudo envolve revisão bibliográfica para a
compreensão dos conceitos e a coleta de dados junto aos alunos por meio do uso de
questionário com palavras de marcado regionalismo em termos de Brasil. Foram entrevistados
10 participantes para pesquisa. Desses, 4 não sabiam o significado da palavra “balela”. Foi
observado que, de acordo com a idade do entrevistado, no caso os mais velhos, sabiam o
significado, já os mais jovens chutaram significados aleatórios, ou acertavam o significado por
ter escutado de algum parente mais velho. A partir da coleta de dados observou-se que há
algumas variações ocorridas de acordo com a cultura de determinadas regiões de acordo com
cada entrevistado, tanto o significado de algumas palavras se torna diferente de acordo com a
idade e com a origem cultural-regional do entrevistado. Assim, observou-se que alguns grupos
em Sinop utilizam palavras que não são de conhecimento da coletividade. Assim, há algumas
palavras que não fazem parte do léxico sinopense. Um exemplo disso é a palavra espocar, que
significa “passar do limite” na região sul do país segundo o entrevistado. Conclui-se então que,
pelo que foi visto através dos entrevistados, o curso de letras da Unemat Sinop, possui uma
variação linguística relativamente grande, o que permite aos alunos do curso estar sempre
aprendendo novos dialetos e novas formas de expressão. Dessa forma pode-se dizer que, há
um grande encontro entre as ações linguísticas nesse universo da licenciatura em Letras.
Palavras-chave: linguagem; mudanças; questões sociais; linguística histórica.
148
UMA ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE A CONSTITUIÇÃO DO PROCESSO
DE ESCOLARIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE COLÍDER POR MEIO DO
MAPEAMENTO DAS ESCOLAS ESTADUAIS ENTRE 1975 E 2010
ADRIELI TEIXEIRA
DOUGLAS CABRAL VIANA
ORIENTADORA: GISÉLLI LILIANE MARTINS
Estudos mostram que os aspectos políticos, sociais e culturais influenciam nos usos das
diferentes normas de linguagem no português brasileiro. Nesse sentido pode-se verificar
variações linguísticas em todas as classes sociais ou meios de uso da língua, inclusive entre as
gramáticas de autores mais conceituados que, ao contrário do que se poderia instigar, não são
homogêneas. Esses fenômenos levam a questionar o que torna uma variação da língua mais
aceitável que outras. Partindo dessa constatação presente no estudo sobre o tema, o objetivo
151
deste trabalho é verificar se há variações no uso da gramática no decorrer da trajetória escolar
dos alunos concluintes do curso de Letras da Unemat Sinop. A metodologia utilizada no
desenvolvimento deste estudo consiste em revisão do referencial teórico e entrevista mediante
questionário. Foram entrevistados 13 estudantes dos últimos semestres do Curso de Letras no
dia 29 de agosto de 2019. Dentre esses, 9 percebem que houve muita mudança em seu modo
de falar no decorrer da graduação, enquanto 2 percebem pouca mudança. Entre os 9
participantes que perceberam muita mudança, 8 atribuíram notas oito ou dez (dez nota
máxima) quando questionados sobre o quanto acreditavam que o curso de Licenciatura em
Letras havia influenciado no uso da gramática normativa, e outros dois atribuíram nota dez.
Nenhum dos participantes respondeu ‘irrelevante’ sobre a importância da aproximação do
modo de falar aos padrões da gramática normativa, 7 responderam ‘importante’. Nenhum dos
participantes discorda totalmente sobre o uso da gramática normativa como referencial de
correção e meio de unidade nacional por meio da língua; e vale ressaltar que 8 dessas pessoas
que concordam (totalmente ou em maior parte) acreditam que suas maneiras de falar tenham
mudado ao longo da graduação. Assim, o estudo conclui que, a partir da bibliografia consultada
e dos dados coletados, o fato de cursar Letras implica alterações no modo de falar dos alunos.
Assim, a variação linguística tende a ser menor entre os públicos mais escolarizados por uma
questão de acesso à norma culta, visto que a maioria dos entrevistados, além de perceberem
mudanças em suas falas ao longo do curso de Letras, atribui à academia tais mudanças,
também evidenciando que a língua é uma esfera do poder e envolve diversas instâncias da vida
em sociedade, além de ser matéria viva, sujeita a mudanças constantes.
Palavras-chave: graduação; norma culta; gramática.
O presente texto visa socializar as práticas vivenciadas a partir do projeto: “Me conheço me
identifico”- Entre letras e números realizada com a turma da Fase I na Escola Municipal de
Educação Infantil Vinícius de Moraes no Município de Sinop-MT, cujo objetivo consistiu em
estimular a criações de situações de aprendizagem onde as crianças possam pensar e agir sobre
os assuntos propostos, interagir com jogos, brinquedos, livros e outros materiais diversos,
estimular as percepções visual, tátil e auditiva através de brinquedos, músicas e atividades
relacionadas ao tema proposto e conhecer letras e números presentes em seu próprio nome no
crachá, canções infantis, parlendas e histórias, interpretando-as e identificando a sua presença.
Contemplando os seis direitos de aprendizagem estabelecidos na Base Nacional Comum
Curricular: conviver, brincar, participar, explorar, expressar, conhecer-se. Percebendo o
interesse dos alunos pelo mundo da escrita e dos números e entendendo que os mesmos estão
presentes em diferentes momentos da vida das crianças, que precisam ser trabalhados no dia-
a-dia da sala de aula, aproveitando este momento de curiosidades para desenvolver uma
didática a qual envolva as crianças, tendo em vista que a aprendizagem não ocorra de uma
forma unicamente mecânica e elaborada, mais que seja um conhecimento que tem como
ponto de partida o próprio interesse aguçado dos alunos em aprender as letras, números, bem
como, a sua escrita de forma prazerosa e lúdica. Essas práticas tiverem duração de um
bimestre. Durante a realização do projeto foi possível notar o quanto a criança aprende com
mais facilidade nas brincadeiras realizadas com as letras e números e como a forma lúdica de
ensinar potencializam o aprendizado e criatividade. O projeto partiu de uma necessidade e
anseio das próprias crianças. Alcançamos nosso objetivo, uma vez que todos participaram de
todas as brincadeiras e atividades e práticas trabalhadas em sala e para finalizar elaboramos a
criação de um cartaz feito pelas crianças classificando letras de números que iremos expor para
a comunidade escolar, socializaremos assim, um pouco das experiências que estas crianças
tiveram no decorrer do bimestre. Assim sendo, o projeto contribui para essas diversas
habilidades de uma forma prazerosa e com a participação de todos respeitando o tempo e o
ritmo de cada um.
Palavras-chave: criança; brincadeiras; direitos.
O projeto surgiu através da curiosidade de uma criança que estava no parque e se deparou com
uma borboleta, levou-a para a professora e deu início ao: O mundo encantado das borboletas,
realizado com a turma da creche II “A” na Escola Municipal de Educação Infantil São Cristóvão
Município de Sinop-MT, cujo objetivo consistiu em apresentar os diferentes tipos de
borboletas: tamanhos, cores, a metamorfose que a lagarta passa para se transformar em
borboleta. Trabalhamos também com a música, história o faz de conta para estimular as
práticas das cores, formas, texturas e os sentidos a partir das atividades lúdicas trabalhadas em
sala e ambientes diversos da escola, com enfoque em carimbos de pés e mãos, giz de cera,
tintas, desenhos livres e diversos materiais. A culminância deste projeto foi a realização de um
cartaz utilizando as cores trabalhadas. Essas práticas tiveram duração de um bimestre. Durante
a realização do projeto foi possível verificamos o quanto a linguagens artística (pintura,
desenho, gravura) é importante e atrai a atenção das crianças e o interesse pelas próprias
produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais nacionais ou
internacionais, com as quais entrem em contato). A produção de trabalhos de arte que
privilegiam diferentes linguagens expressivas como as do desenho, na modelagem, da pintura e
da construção dada a importância que esta tem durante o processo de desenvolvimento
integral da criança, através dela e das práticas com cores, texturas e formas trabalhamos o
movimento corporal, movimentos de coordenação motora, lateralidade, identificação
reconhecimento das cores e formas geométricas, exploração de diversos materiais. O projeto
partiu de uma necessidade e anseio das próprias crianças. Alcançamos nosso objetivo, uma vez
que todos participaram de todas as atividades e práticas trabalhadas em sala e diversos cantos
explorados da escola e para finalizar elaboramos a criação de uma cartaz utilizando as cores e
formas conhecidas através da borboleta que iremos expor para a comunidade escolar,
socializaremos assim, um pouco das experiências que estas crianças tiveram no decorrer do
bimestre. Assim sendo, o projeto contribui para essas diversas habilidades de uma forma
prazerosa e com a participação de todos respeitando o tempo e o ritmo de cada um.
Palavras-chave: borboletas; crianças; práticas.
SULAMYTA CARGNIN
Este poster contém fotografias e descrição de atividades dos preparativos para a festa Jawari
na Língua Trumai Hopep. Todo o trabalho durou cerca de um ano, período que antecedeu o
evento. Trata-se de uma competição desportiva simbólica de atividade guerreira entre duas
aldeias, que consiste em atirar uma flecha de ponta rombuda, com o objetivo de atingir a coxa
do adversário, que se defende com feixes de varas, ou se esquivando, mas sem tirar os pés do
chão. Apenas um grupo é convidado para a cerimônia; esta deve ser uma homenagem aos
mortos, ou a um morto pertencente da família anfitriã, que é merecedor da festa. Nos estudos
de Guirardello (1992), era assinalado que esta festa havia anos que não era realizada e que
corria o risco de ser esquecida, tendo como objetivo ser realizada após a morte de um ente
querido. O evento foi realizado pelos povos Trumai da aldeia Wani Wani, na reserva Capoto
Jarina, em agosto de 2019, quebrando um jejum de 27 anos sem a realização do evento. Desta
vez, a homenagem foi realizada a Nïtïarï, pai do cacique Ararapan Trumai, falecido há muitos
anos, mas ainda bastante lembrado pelas pessoas, por sua importância no grupo. A festa, que
envolve cantos, disputas esportivas e danças características, é toda cantada na língua Trumai e
o momento é de grande expectativa para os donos da festa. O povo convidado foi o povo
Waurá moradores do Parque Indígena Xingu (PIX). O evento tem uma importância para ampliar
os trabalhos de revitalização da língua indígena, uma vez que o povo Trumai, está buscando de
várias formas fortalecer o idioma e ampliar o seu uso pelos mais jovens da aldeia.
Palavras-chave: Trumai; Hopep; Capoto Jarina.
Considerando que a escola atual enfrenta grandes desafios, como o de formar alunos leitores e,
principalmente, formar alunos escritores, torna-se imprescindível desenvolver projetos que
envolvam a leitura e a produção textual. Sabe-se que a leitura literária é a responsável por
formar a sensibilidade nos estudantes e ampliar sua visão de mundo, possibilitando-lhes o
envolvimento com o mundo letrado formando-os culturalmente. Dessa forma, oportunizar o
letramento literário é papel da escola, incumbida em trabalhar a literatura como uma prática
social e de construção de sentidos. Nesse espaço, entra a figura do professor, como um
mediador, o qual deve propiciar contextos de leituras, que colaborem na formação do aluno
leitor e produtor de textos. Dessa forma, surge esse projeto, que objetiva levar os estudantes
dos Anos Finais do Ensino fundamental a se arriscar a escrever livros dos mais variados gêneros
textuais, tomando gosto pelo ato de escrever, fazendo dessa prática uma oportunidade de
aprendizagem e de exposição dos seus textos no acervo da biblioteca escolar. Para escrever, é
preciso aprender sobre a escrita e sobre o que se escreve, é preciso destinar o texto para certo
público, é preciso compreender que escrever é muito mais do que anotar palavras no papel.
Isto posto, destaca-se a função do professor de Língua Portuguesa, o de ser o canal entre os
alunos e o texto, entre os alunos e a produção textual, pois é preciso mostrar-lhes que para
escrever um bom texto, faz-se necessário rascunhar, revisar, reescrever, trocar o texto com os
colegas, pois a escrita é um processo. Nesse projeto, os alunos tiveram o contato com uma
grande diversidade de gêneros textuais e, nas aulas de Língua Portuguesa, puderam pôr no
156
papel suas histórias: contos, crônicas, fábulas, histórias em quadrinhos, poemas, enfim. E, ao
final, concluiu-se que o projeto proporcionou ao alunado aprender sobre a escrita e, muito
mais do que isso, resultou na possibilidade dos alunos apreciarem suas produções nas mãos
dos colegas, tornando os seus textos uma oportunidade de crescimento pessoal.
Palavras-chave: leitura; produção textual; aprendizagem.
Os alunos de hoje não interagem mais uns com os outros e estão cada vez mais fechados e
introspectivos, eles vivem de cabeça baixa mexendo em seus celulares ou tablets. Como
profissional da educação é de suma importância aprofundar nesse tema onde as aulas lúdicas
permitem um maior aprendizado. Essas aulas lúdicas permitem que os alunos prestem mais
atenção às aulas e faz com que eles assimilem melhor o conteúdo. A aulas com a tabela
periódica ensinada de forma lúdica ficaram mais divertidas e os alunos se mostram mais
interessados em aprender, o resultado disso é uma diminuição no índice de reprovação por
notas [Link] a grande dificuldade para os educadores é reter a atenção dos alunos
durante as aulas, pois cada vez mais as crianças tem dificuldade de concentração e as aulas
tendem a se tornar algo chato e desinteressante para elas. Para estudiosos a educação
brasileira está ultrapassada em muitos aspectos e, um desses pontos é a metodologia aplicada
ao ensino principalmente das crianças.O elemento lúdico pode estar presente em recursos
físicos como por exemplo, na figura de objetos feitos de substâncias contidas na tabela
periódica. Dentro da escola, essas aulas divertidas têm objetivos pedagógicos e o professor
prepara as aulas previamente. Os objetivos das atividades ludopedagógicas são de desenvolver
alguma habilidade ou transferir conhecimento para criança. Quando se fala em transferir
conhecimento refere-se a qualquer tipo de conhecimento, seja matemática, língua portuguesa,
ciências e química, disciplinas com contexto mais social como: questões emocionais das
crianças, atividades de coordenação motora, raciocínio, educação financeira ou segurança
infantil. O ensino lúdico tem sido grande aliado na educação de alunos com algum tipo de
deficiência. Apesar de remeter à brincadeira, a ludopedagogia pode ser aplicada em aulas para
adolescentes e adultos.
Palavras-chave: ludopedagogia; tabela periódica; interação social.
O presente trabalho nasceu de uma instigação reflexiva durante os relatos e roda de conversas
na sala dos professores, quanto às suas angustias, por não atingirem os objetivos nas atividades
de leitura e produção textual, dos alunos dos 2ºs e 3ºs anos, do Ciclo Fundamental I, no
decorrer de 2017 e 2018 na Escola Leni Teresinha Benedetti. Após observações, estudos e
pesquisa, ficou evidente que era preciso inovar, transformar os espaços e momentos de leitura,
praticada na escola. Surge então o Projeto de Leitura Inversa, que foi aderido por quatro
professoras dos 2ºs anos matutino e vespertino, abrangendo em torno de 100 alunos da Escola
Leni Teresinha Benedetti, no início do ano letivo de 2019. O Projeto tem como foco a leitura,
com objetivos e metas no desenvolvimento das Linguagens, com ênfase na oralidade e
produção textual. A metodologia deu-se se após uma Avaliação Diagnóstica, acrescida de uma
sondagem de frequência diária dos alunos, e o desenvolvimento social em sala. Em seguida
realizou-se uma pesquisa com os alunos e famílias, a fim de observar os conhecimentos e
gostos literários. Em seguida na assembleia intercalasse decidiram-se os temas a serem lidos.
Em consonância com o Calendário Letivo de 2019, iniciou-se a rotina de leituras com notáveis
estratégias inovadoras entre elas a mais significava: um instrumento inovador produzido com
ajuda dos alunos: O whisper phone (Sussurro fone), além de ampliar o som do ambiente, capta
a voz individualmente e a retorna somente para quem estiver utilizando. Como resultado os
momentos de leitura coletiva têm mais concentração, o aluno ouve só a própria voz, melhora
compreensão das palavras com sílabas não canônicas. Os alunos produzem textos orais e
escritos com mais facilidade e muita criatividade. Conclui-se que nas práticas de leitura e
escrita, no formar alunos amantes da leitura; é preciso sair da zona de conforto, partir para o
confronto do tradicional com a realidade dos alunos virtuais. O professor deve investigar
pesquisar e inovar no fazer pedagógico e psicológico. Criar possibilidades de transformar o ato
de ler em momentos dinâmicos, rico, prazerosos e inesquecíveis para os alunos.
Palavras-chave: alfabetização; cultura; leitura; inovação; transformação.
O presente trabalho surgiu durante uma roda de conversa com a turma da fase II matutino da
professora de sala regular juntamente com professora da sala de recurso para trabalhar a
inclusão dos alunos na escola. Diante dos anseios das crianças em atuar no mundo faz de conta,
e a convivência, socialização diversificada, que há no espaço escolar e no meio onde vivem.
Vindo ao encontro da proposta da BNCC com embasamento dos teóricos JAPIASSU, 2012,
REVERBEL, 1989 entre outros, com objetivos de proporcionar a aprendizagem da criança e sua
interação com o todo, através das encenações cada um sendo protagonista da sua própria
história, desenvolvendo novas emoções e vibrando com suas conquistas. Sendo assim esses
momentos de interação com a música e movimento torna-se prazeroso para a criança. Para
encenar um teatro é preciso concentração saber o roteiro também começo meio e fim. A
criança aprende as limitações de seu corpo o equilíbrio e sintonia com o outro. Esse trabalho
está em desenvolvimento, as crianças estão ensaiando desde o dia vinte e seis de agosto de
dois mil e dezenove e vai até dia doze de setembro do ano corrente. As crianças surpreendem o
professor com seu entusiasmo dedicação e aprendizagem superando sua timidez, cada um
comprometido com seu papel e fascinados com suas atuações. No decorrer dos trabalhos
surgiu o concurso de teatro da Educação Infantil, onde os alunos irão participar. pois houve a
possibilidade de apresentar o teatro no dia treze do mês de setembro de dois mil e dezenove
nas festividades da cidade. Ao se trabalhar com o teatro possibilitamos aos alunos o
desenvolvimento de expressão, comunicação e auxiliando o crescimento cultural na formação
do indivíduo. Desenvolvendo habilidades cognitiva, linguística e social.
Palavras-chave: experimentação; vivência; aprendizagem.
SENTIR E AGIR
O presente trabalho foi realizado em parceria das professoras, na escola Municipal de Educação
Básica Professor Jurandir Liberino de Mesquita, com turmas do primeiro, segundo e terceiro
ano do ensino fundamental, onde se buscou desenvolver o gosto e o hábito pela leitura,
utilizando-se de variados gêneros textuais no cotidiano da sala de aula, transformando a
informação em conhecimento e o conhecimento em experiência, através da
interdisciplinaridade em sala e entre as turmas, entretanto sabe-se da importância do contato
da criança com gêneros textuais diversificados, trazendo assim conhecimentos variados aos
mesmos. Levou- se em consideração que muitas vezes as crianças não possuem contatos com
diversidade cultural através da literatura em suas casas e na sociedade atual, é enriquecedor e
necessário que além de ouvir, ler, histórias, se conheça diversos gêneros textuais, tais como
músicas, poemas, poesias, parlendas, fábulas, entre outros, para que, as crianças possam
realmente compreender a literatura e sua importância no dia-a-dia, tornando-se leitores
críticos e conscientes, em uma sociedade que se busca sempre cidadãos capazes de pensar,
debater sobre diversos assuntos de forma consciente. Este projeto foi de cunho qualitativo,
com métodos exploratórios e de conhecimento da relação que possuem com tais obras. Sendo
assim este trouxe conhecimento para as crianças dentro e fora da sala de aula, de forma
prazerosa e diferente, levando-os ao contato com uma cultura letrada, necessária para seu
desenvolvimento social e cultural, fazendo com que cresçam com autonomia, criticidade,
sabendo argumentar e se fazer ouvir na sociedade.
Palavras-chave: literatura; ensino; aprendizagem.
CORDEL DE ENCANTAR
O presente trabalho foi desenvolvido com interação entres os docentes, discentes, técnicos
administrativos e apoio administrativo escolar, em culminâncias com a interdisciplinaridade.
Um projeto, que em seu âmbito democrático dentro do tema Cordel de Encantar, foi
trabalhado vários tipos de poemas popular, oral e impresso em folhetos, com produção de
162
papel reciclável para fazer as Xilogravuras, onde foram expostos no varal, pendurados em
cordão ou cordéis, e que foi apresentado no ato cívico do desfile no dia sete de setembro. Com
a percepção da necessidade de resgatar o hábito de leitura, foi executada várias pesquisas
dentro das literaturas de cordel, escrita em forma rimada e alguns poemas, literaturas e
ilustrações com xilogravuras, as turmas trabalhadas foram 7° e 8° ano do ensino fundamental.
Através do Cordel de encantado, e do incentivo à leitura e produção, os alunos adquiriram o
conhecimento de que são estrofes, versos e musicalidade. Pois com essa prática aos alunos
aprenderam a criar e recitar versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola,
além de fazerem as leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os
possíveis compradores, no caso os leitores, partindo do pressuposto que a literatura de cordel
é produção típica do Nordeste, em especial nos estados de Pernambuco, da Paraíba, também
estão presentes em outros estados, como aqui no Mato Grosso, com as produções dos nossos
discentes, que por sua vez possuem origem cultural nordestina.
Palavras-chave: cordel encantado; literatura de cordel; língua portuguesa.
Sabe-se que trabalhar a linguagem através da leitura é muito importante para a formação e
interação da criança, orientando-as em suas ações, auxiliando-as na construção do
conhecimento e desenvolvimento do pensamento, pois aprender uma língua não é somente
aprender palavras, mas sim, seus significados culturais, bem como, a maneira que as pessoas
entendem, interpretam e representam. Segundo a BNCC durante a Educação Infantil, é
necessário estimular os pequenos a ouvir e a falar, por meio de experiências que potencializam
sua participação na cultura oral. Pensando nisso, o presente projeto busca de uma maneira
prazerosa e criativa apresentar autores infantis e suas obras para que as crianças, juntas
possam conhecer e descobrir o mundo fantástico da leitura e quem é responsável pela
produção e ilustração desses livros. Sabendo que o hábito e o gosto pela leitura precisam
começar na infância, sendo esta uma atividade cognitiva que além de proporcionar lazer e
diversão também auxilia na construção de conhecimentos. Este projeto também tem como
finalidade trazer a família à escola e que juntos possam descobrir o mundo mágico e
encantador dos diferentes gêneros textuais. Tendo como objetivos específicos: Estimular e
incentivar crianças a desenvolverem o hábito de leitura; Desenvolver habilidades de ouvir e
reproduzir histórias contadas ou lidas; Criar situações para que o aluno possa refletir sobre o
texto ouvido de forma contextualizada; Incentivar a presença de práticas de leitura no
cotidiano familiar do educando; Desenvolver habilidades de interação oral a partir do grau de
letramento que o aluno traz de seu grupo familiar e cultural; Confeccionar livros e cartuns a
partir de histórias; Propiciar uma relação de autoconfiança com a produção de peças teatrais a
partir das histórias lidas, respeitando a própria produção e a dos colegas; Conscientizar as
crianças a respeito das boas maneiras, dos valores, cuidados e responsabilidade que devemos
ter em relação ao outro ou materiais. O contato com a literatura infantil, mediado pelo
educador contribui para o desenvolvimento do gosto pela leitura, além de estimular a
imaginação e ampliar o conhecimento de mundo. Em relação a cultura escrita deve partir das
curiosidades e dos conhecimentos prévios. Ao ouvir histórias, participar de conversas de
diversas linguagens, a criança se estabelece ativamente como sujeito que pertence a um grupo
social. Nesse convívio, as crianças vão desenvolvendo hipóteses sobre a escrita. De acordo com
163
a BNCC, isso faz com que elas, aos poucos, conheçam as letras do alfabeto, mesmo que em
caligrafias não convencionais e espontâneas. Porém, isso já indica sua compreensão da escrita
como forma de comunicação e representação da língua.
Palavras-chave: leitura; imaginação; criatividade; infância; família; significados culturais.
Este trabalho teve como objetivo expor e auxiliar os alunos do 9ª ano do ensino fundamental,
da Escola Estadual Ludovico da Riva Neto, de Alta Floresta, Mato Grosso, em relação à
dificuldade que apresentam em ler, analisar e fazer inferências sobre a temática presente em
textos multimodais, e que para esta intervenção foi escolhido o videoclipe. A necessidade de se
trabalhar com essa problemática surgiu a partir do momento em que se verificou através de
avaliações internas da escola (escritas / orais) e externas (Prova Brasil / Saeb entre outros) que
os alunos não desenvolveram essa habilidade de maneira adequada. Pensando nesses
resultados obtidos considerou-se para esta atividade interventiva o emprego do gênero
videoclipe, que apresenta linguagem verbal escrita e falada (letra da música); e linguagem não-
verbal (imagens) podendo ajudar no entendimento de noções presente no texto. Todo o
conteúdo (videoclipe) escolhido para o desenvolvimento do projeto será de cunho nacional e
trabalhado de maneira a levar o aluno a refletir sobre a significação que se pode obter a partir
da relação de significado e significante. Para o desenvolvimento da atividade de intervenção foi
aplicado a sequência didática na perspectiva de Dolz, Noverraz e Schnewly (2004), na qual
ocorreu os momentos de leitura, análise e criação dos videoclipes. A apresentação e publicação
dos videoclipes realizados pela turma será veiculado em um canal da internet, aqui escolhido o
Youtube.
O presente trabalho versa sobre a pesquisa realizada para a indexação da Revista Educação
Cultura e Sociedade (RECS) da Unemat-Sinop no portal de periódicos da [Link]. O objetivo foi
conhecer os pontos exigidos pela Scielo para indexação de revistas eletrônicas, comparando
com aqueles aspectos até o momento já atendidos pela RECS e identificando o que ainda falta
ser desenvolvido. Desse modo, a proposta foi buscar informações a respeito de quais são os
requisitos necessários para indexar a Revista no Scientific Electronic Library Online (Scielo). A
relevância desse estudo se dá porque a [Link] é o mais importante indexador de revistas
científicas do Brasil, de modo que os resultados do estudo podem elevar a avaliação da RECS
hoje e subsidiar a indexação também de outras revistas científicas da Unemat. A metodologia
do estudo foi de cunho qualitativo, com revisão de bibliografia e estudo do funcionamento e
das regras da [Link]. Em um primeiro momento foram buscados artigos publicados sobre a
relevância dos indexadores, em especial sobre o Scielo. Em seguida foi analisado o portal
[Link] ([Link]) para localizar e entender alguns aspectos identificados na bibliografia.
Depois foram estudados os termos disponíveis no portal. O conjunto desses dados foi listado e
organizado em tabela por colunas, onde uma constou as exigências da Scielo e outra aquelas já
164
atendidas pela RECS. Os dados analisados levam o estudo a concluir que serão necessárias
mudanças na RECS para uma possível aceitação do periódico no portal [Link]. Dentre as
alterações que devem ser depreendidas na RECS se destaca a necessidade de realizar um
formulário diferenciado do atual para o procedimento de análise e aprovação dos manuscritos,
o que exige também o preparo por parte dos avaliadores ad hoc desde o primeiro momento.
Assim, em que pese vários aspectos já estarem sendo atendidos hoje pela Revista, outros ainda
por desenvolver envolvem a formação de um quadro de avaliadores dos manuscritos que
consiga atender o rigor e os procedimentos exigidos pela [Link] e que são fundamentais para
a melhoria da qualidade do periódico nas próximas avaliações da CAPES. Na última avaliação a
RECS recebeu Qualis B1 (2017-2018). Um dos resultados da indexação na Scielo é a elevação
para o estrato A.
Palavras-chave: indexação; Scielo; RECS.
O trabalho por meio de temáticas culturais como prática para o ensino de Língua Inglesa no
Ensino Básico, aliado às competências e habilidades de leitura pretendidas pelos documentos
orientadores do ensino, foram a base para o desenvolvimento da aula aqui intitulada como
Learning about Saint Patrick’s Day, na perspectiva do ensino contextualizado e significativo de
línguas. A aula em questão é objeto de pesquisa deste trabalho, que busca fazer uma análise
sobre os resultados pretendidos e aqueles obtidos, a partir de temas culturais como
motivadores para uma prática de ensino que não utilize a língua apenas pela língua, e também
por meio de estratégias de leitura, a fim de verificar a contribuição desses recursos
metodológicos para a compreensão de textos na língua-alvo. A referida proposta de ensino
ocorreu no mês de março de 2019, com três turmas do sétimo ano do Ensino Fundamental na
Escola Estadual Olímpio João Pissinati Guerra, situada no município de Sinop, e foi promovida
pelo Programa de Residência Pedagógica, implantado na Universidade do Estado de Mato
Grosso (UNEMAT) para o curso de Licenciatura em Letras. O desenvolvimento da aula ocorreu
por meio do trabalho com áudio na Língua Inglesa, a leitura de um texto informativo impresso –
dividido entre leitura individual e coletiva – e por meio da apresentação da história e dos
símbolos culturais em torno da festividade de Saint Patrick’s Day. A base teórica utilizada como
referência para o desenvolvimento deste trabalho consiste nas orientações contidas na Base
Nacional Curricular Comum (BNCC) e as discussões metodológicas propostas por Borges (2010),
Kruger e Parise (2007), assim como as perspectivas da Sequência Didática proposta por Dolz,
Noverraz e Schneuwly (2004). A proposta de atividade diagnóstica sobre a compreensão dos
alunos acerca do texto apresentado previa a busca de informações ali presentes, assim como a
relação de informações e a compreensão dos símbolos culturais e a localização geográfica em
mapa. Os resultados obtidos pelo trabalho foram satisfatórios, tendo em vista as atividades
realizadas pelos alunos, indicando que as metodologias utilizadas corresponderam à
expectativa de leitura e compreensão do texto escrito.
Palavras-chave: temas culturais; habilidade de leitura; Saint Patrick’s day.
Este trabalho faz a análise do uso da rádio escola enquanto ferramenta pedagógica capaz de
proporcionar um grande desenvolvimento educacional, a partir da experiência com uma turma
do nono ano A e B da Escola Estadual Plena Vinícius de Moraes. Considera-se que a rádio escola
favorece a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis e ritmos de
aprendizagem de cada um dos integrantes da equipe, além de exercitar a comunicação oral,
aprimorando a objetividade e clareza de exposição do pensamento. Neste cenário, a Rádio
Plena amplia as relações sociais, fortalece a expressão oral, verbal, criativa e cultural,
transformando o espaço da comunicação em um espaço educativo, permitindo ao aluno o
acesso às informações cotidianas. O rádio tem grande poder de mobilização e divulgação
devido à facilidade com que alcança as mais longínquas regiões. Seu uso educacional pode
transformar crianças e adolescentes em fazedores de cultura. Além de exercitar a comunicação
oral, aprimorando a objetividade e clareza de exposição do pensamento, o uso do rádio no
espaço educacional favorece as atividades coletivas e a convivência em grupo. Num contexto
de busca e construção do saber, a vantagem de se utilizar a Rádio Escola no fazer pedagógico é
que ela permite inserir metodologias capazes de colaborar com a formação íntegra e cidadã do
aluno, o que leva a ampliação do conhecimento, a concretização da aprendizagem, a melhora
da auto- estima e a transformação de informação em saberes. Ela torna o processo de ensino e
aprendizagem mais democráticos, no momento em que faz com que o aluno desista do papel
de coadjuvante e assuma o papel de protagonista na construção do saber. A rádio promove a
participação de toda a comunidade escolar, estimulando a troca de experiências, a pesquisa, o
debate e a busca por soluções dos problemas enfrentados no espaço escolar e no ambiente em
que a escola está inserida. Ao mesmo tempo aproxima a comunidade, pais, alunos e
professores, estreita relações e amplia horizontes, envolve a todos no processo pedagógico de
construção do saber, aumenta a capacidade de comunicação, promovendo o exercício pleno de
cidadania.
Palavras-chave: rádio; escola plena; capacidade de comunicação; cidadania; aprendizagem.
SANDRA BORSARI
VÂNIA ROMANCINI MUSACHI
167
A história do surgimento do coletivo de mulheres nomeado Sinop para Elas é objeto de
investigação desta pesquisa, que tem por objetivo analisar os deslizes da palavra ‘pioneiro’ na
compreensão da existência do grupo enquanto movimento feminista em Sinop, cidade situada
no norte de Mato Grosso. O grupo analisado movimenta esforços na luta contra a violência da
mulher e pela garantia de seus direitos civis, cuja origem acontece no meio acadêmico após
discussões promovidas sobre o assunto em seminários organizados por bases sindicalistas e a
partir de denúncias de assédio contra à mulher que surgem neste contexto. As bases teóricas
que orientam esta pesquisa se respaldam nos estudos realizados a respeito da história da
colonização de Sinop, de acordo com os autores Leandro Nascimento, Cristinne Tomé e Edson
Antônio de Souza; bem como as contribuições da Análise de Discurso pecheutiana, por meio
dos autores Eni Orlandi, Claudemar Fernandes e Michel Pêcheux; e também nos estudos
metodológicos sobre o trabalho da pesquisa histórica por meio de fotografias e entrevistas,
segundo Beatriz Fischer. A metodologia pela qual se desenvolveu a presente pesquisa, com
respaldo nos autores mencionados, foi realizada por meio de entrevistas com as mulheres
participantes do grupo, além de professores da área dos estudos sociais e por meio de revisão
bibliográfica sobre os registros históricos relativos ao surgimento de Sinop, assim como sobre
os estudos teóricos da Análise de Discurso francesa. O trabalho desenvolvido indicou um
deslize nos sentidos produzidos nos discursos em torno da palavra ‘pioneiro’ nos dois âmbitos
estudados: o do surgimento do movimento social feminista Sinop para Elas e aquele atribuído à
colonização da cidade. O indício de deslizamento entre os sentidos, apresenta uma perspectiva
discursiva em que a linguagem não é transparente, nos termos de Orlandi (2002), e se move,
segue um curso junto à história e às transformações sociais. (Este trabalho é um recorte do
subprojeto de pesquisa intitulado Uma análise sobre as formações discursivas e ideológicas do
grupo Sinop para Elas, inscrito no projeto Leituras urbanas e suas materialidades discursivas
socioambientais no norte de Mato Grosso – Portaria nº 1492/2019).
Palavras-chave: Sinop para elas; pioneirismo; deslizes de sentido.
O texto que segue se propõe a dialogar e socializar materiais didáticos e estratégias de trabalho
com a língua inglesa para crianças. É possível observar atualmente diversas inovações
científicas e tecnológicas e, a educação é impulsionada a estar em meio a estas transformações
que ocorrem vertiginosamente, razão pela qual se compreende que esta evolução deva fazer
parte do cotidiano escolar e, consequentemente, da sala de aula. Nesse sentido, ofertar uma
proposta pedagógica que seja significativa ao processo de aprendizagem dos alunos é essencial,
já que poderá contribuir para o avanço do mesmo na língua foco. Compreende-se que na
atualidade dominar mais que uma língua é não permitir que seja dominado por elas e também,
torná-las de todos, mesmo diante dos inúmeros desafios postos. Neste sentido, serão
apresentados nesta exposição, materiais didáticos como jogos pedagógicos, tais como dominó,
memória, bingo, avançando com a língua inglesa, entre outros gêneros textuais. Estas
propostas de atividades têm possibilidades de serem trabalhadas nas aulas e poderão
contribuir com o ensino e aprendizagem das crianças no cotidiano escolar, já que ao oferecer o
168
ensino de forma significativa, divertida, inovadora e interessante aos jovens aprendizes, esses
poderão ter possibilidades reais de efetivação do aprendizado da língua alvo. Todavia, terão
mais familiarização com a nova língua e isso proporcionará maior crescimento no desempenho
linguístico e elas passarão a operar com maior confiança. Este trabalho está teoricamente
amparado por Vygotsky (1998), Moita Lopes (2006), Tonelli (2007), Rocha (2008), Paiva (2009),
Rajagopalan (2009), Santos (2009), Buose (2016). Dessa forma, espera-se que esta exposição
contribua com o trabalho dos profissionais atuantes ou que possam atuar no ensino de língua
inglesa para crianças, ofertando aulas dinâmicas, motivadoras e conectadas com o público
infantil. Assim, a aprendizagem deles possa ocorrer naturalmente e estes passem a ter mais
autonomia e melhores desempenhos na língua foco.
Palavras-chave: língua inglesa para crianças; materiais didáticos; estratégias de ensino.
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico intitulado Encaixar copos (Fit Cups), que
integrará a exposição de materiais didáticos Jogos Pedagógicos para o Ensino e Aprendizagem
de Línguas Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático Letramentos, formação
de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A organização da exposição se
deu por meio da disciplina de mesmo título da exposição. O jogo pedagógico apresentado é
composto por 12 copos de plástico com figuras e nomes de frutas, quatro cartelas com
sequências diferentes de frutas e um dado de papel. Cada partida do jogo será disputada por
três participantes. O objetivo dessa proposta é desenvolver o vocabulário referente a frutas,
exercitar a prática oral e identificar as características gráficas e fonológicas das frutas em língua
inglesa. Este jogo foi adaptado com base em outro jogo denominado Jogo Torre Copos. Espera-
se que a prática do jogo sirva para que as crianças dos primeiros anos de escolarização
manifestem contato com a língua inglesa através da ludicidade, propiciando no futuro uma
aprendizagem favorável. Já que muitos jogos educativos estão presentes no mercado como
intuito de tornar as atividades ainda mais proveitosa e objetivas, uma vez que atuam
significativamente nas habilidades e desenvolvimento da criança. Assim, utilizar-se da ação de
brincar possibilita a criança que progrida em seu crescimento. Por meio do brinquedo é possível
constatar que a criança passa a percorrer o campo cognitivo, que interliga-se diretamente com
suas motivações internas.
Palavras-chave: línguas adicionais; crianças; jogos pedagógicos; língua inglesa; frutas.
VANESSA BIOLCHI
170
JOGOS PEDAGÓGICOS E ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS INGLESA
PARA CRIANÇAS: DEGUSTAÇÃO ALIMENTOS,
APRENDENDO SOBRE SLOW FOOD E FAST FOOD
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico sobre o tema de nossa aula: slow food e
fast food, que integrará a exposição de materiais didáticos com os Jogos Pedagógicos para o
Ensino e Aprendizagem de Línguas Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático
letramentos, formação de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A
organização da exposição se deu por meio da disciplina Metodologia de Ensino de Língua
Inglesa para Crianças – Projeto de Extensão Língua Inglesa para Crianças Interface com a
Formação Inicial (LICFOR). O jogo pedagógico apresentado será realizado com os alunos de
olhos vendados que deverá degustar, cheirar e apalpa os alimentos depois pronunciar o nome
de frutas e verduras da época, em inglês. Cada partida do jogo disputará entre os integrantes
do grupo "A" e grupo "B". O objetivo dessa proposta é em os alunos praticarem os
vocábulos dos nomes das frutas e verduras, mencionar seu o nome de cada uma dessas
em inglês sabendo se são bons ou prejudiciais à saúde, interagir com os colegas e usar a
competição para aprenderem, além de conscientizá-los e conhecerem a filosofia do slow food
doravante instigá-los a preservação do meio ambiente e dos animais, também, devem ser
alertados dos riscos à saúde em se comer fast food. Espera-se que a prática do jogo sirva para
que os estudantes fixam os vocábulos usando o paladar e olfato. Dessa forma, usamos como
embasamento teórico: Chaguri e Tonelli (2013), Gamero (2014) e Rocha (2008).
Palavras-chave: língua inglesa; crianças; jogos pedagógicos; degustação de slow/fast food.
O objetivo central do nosso trabalho tem como primícias proporcionar meios prazerosos
através de jogos que influenciam diretamente o desenvolvimento do ensino aprendizagem da
Língua Inglesa para crianças de faixa etária entre 8 a 12 anos. Entende-se que através do jogo
por ser considerado um exercício dinâmico, relacional, interativo, lúdico, reflexivo e eficaz age
impulsionando diretamente no processo de aprendizagem e desenvolvimento cognitivo da
criança, fazendo com que o educando memorize e aprende brincando o conteúdo proposto,
neste caso específico o tema é sobre os membros da família. Um dos fatores contribuintes da
aquisição de Língua Inglesa é a idade, é sabido que durante a infância tem uma maior
assimilação e menor resistência ao aprendizado da língua. Pois no momento em que o
educando (a) está jogando, ele (a) está desenvolvendo e aprimorando suas capacidades e
habilidades de pensar, refletir e interiorizar mentalmente tanto a escrita quanto a língua (gem).
Segundo alguns teóricos contemporâneos, tais como: Huizinga, Brougere, Freire, Kishimoto,
Piaget e Vigotsky contribuíram e contribuem para esclarecer sobre a importância dos jogos e
das brincadeiras relacionadas com conteúdos que visam uma melhor aprendizagem e
desenvolvimento do educando em seu processo de ensino aprendizagem durante todo o seu
momento escolar. Dessa maneira foi que nos instigou a apresentar nesse Coanell, o jogo de
trilha relacionando com os membros da família e com o uso do dado, o qual ao percorrer a
trilha os educandos terão que enfrentar obstáculos para prosseguir a trilha e ao mesmo tempo
171
estarão pronunciando, identificando e respondendo oralmente cada questão que estará
proposto na tabela da trilha. Sendo assim terão influência de internalizar as palavras na Língua
Inglesa, bem como a sua tendência oral e escrita. Conclui-se que através deste jogo teremos
melhores resultados relacionados ao gosto por aprender a Língua Inglesa através do lúdico e do
dinamismo.
Palavras-chave: língua inglesa; jogos; aprendizagem.
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico intitulado goldilocks game, que integrará a
exposição de materiais didáticos Jogos Pedagógicos para o Ensino e Aprendizagem de Línguas
Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático Letramentos, formação de
professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A organização da exposição se
deu por meio da disciplina Metodologia de Ensino de Língua Inglesa para Crianças – Projeto de
Extensão Língua Inglesa para Crianças Interface com a Formação Inicial (LICFOR). O jogo
pedagógico apresentado é composto por 24 peças para cada grupo, sendo que a partida do
jogo será disputada por dois grupos ou mais. O objetivo dessa proposta é que os alunos
identifiquem às imagens dos objetos correspondentes aos personagens da história da
Goldilocks and three bears (Mummy Bear, Baby Bear and Daddy Bear) organizando-as na
sequência em que aparecem na história, relacionando embaixo delas os cards com as palavras
em inglês do vocabulário selecionado da história (too hot, to high, too hard, too cold, too low,
too soft and just rigtht). Este jogo foi adaptado com base em "The Story of Goldilocks and Three
Bear". Espera-se que a prática do jogo sirva para o ensino-aprendizagem de língua inglesa para
crianças em se tratando do ensino do vocabulário e expressões através de histórias infantis, e
estimular a atenção e a interação entre as crianças e a memória visual.
Palavras-chave: línguas adicionais; crianças; jogos pedagógicos; goldilocks game; histórias
infantis.
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico sobre o tema de nossa aula: Adjectives,
que integrará a exposição de materiais didáticos com os Jogos Pedagógicos para o Ensino e
Aprendizagem de Línguas Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático
letramentos, formação de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A
organização da exposição se deu por meio da disciplina Metodologia de Ensino de Língua
Inglesa para Crianças – Projeto de Extensão Língua Inglesa para Crianças Interface com a
Formação Inicial (LICFOR). O referente jogo pode ser desenvolvido para o ensino de palavras
aleatórias, onde pode-se escolher 4 cores e nessas cores escrever os adjetivos ou outras
palavras de acordo com o tema da aula, a palavra deve ser desmembrada por letras misturadas
as cores os grupos devem encontrar os adjetivos ou outras palavras escolhidas pelo regente da
aula como uma caça-palavras colorido, no entanto cada cor se refere a uma palavra, tornando
o jogo uma método que insta o raciocínio e a também visa trabalhar a estrutura da língua. A
172
partir dessa experiência ficou claro o quanto os jogos lúdicos podem fazer da aula um momento
divertido e ao mesmo tempo científico, pois basta construir as ferramentas que auxiliam nessa
caminhada. Concordamos com Carvalho (2009) quando diz que “uma que a aula é de inglês, a
professora deveria fornecer o máximo de insumo possível para que as crianças pudessem
indiretamente aprender algum vocábulo extra”. O referente trabalho está embasado em
CHAGURI; TONELLI (2014), quando diz que precisamos construir as ferramentas que auxiliam
nessa caminhada.
Palavras-chave: língua inglesa; crianças; jogos pedagógicos; adjectives; panel control.
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico intitulado The Three Pigs Family Tree, que
integrará a exposição de materiais didáticos Jogos Pedagógicos para o Ensino e Aprendizagem
de Línguas Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático Letramentos, formação
de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A organização da exposição se
deu por meio da disciplina de mesmo título da exposição. O jogo pedagógico apresentado é
composto por cartas com dicas sobre os membros da família, fotos com desenhos das
personagens do conto infantil “The three little pigs” (Os três porquinhos) e uma cartolina onde
está o desenho de uma árvore genealógica a ser completada, foi elaborado para ser trabalhado
com crianças entre oito a dez anos de idade. Cada partida do jogo tem como princípio básico o
aprendizado de palavras bem como o uso das mesmas em situações comunicativas nas quais os
participantes possam estar inseridos, por isso pode ser proposto e praticado por dois ou mais
participantes. A partir da leitura das dicas constantes em cada carta, os jogadores são
convidados a pesquisarem qual é a personagem da foto que completa corretamente cada
espaço da árvore genealógica. O objetivo dessa proposta é incentivar o aprendizado de línguas
adicionais por meio de um modo mais dinâmico de interação com o idioma estudado, haja vista
que a aprendizagem se constitui de maneira mais eficaz a partir do momento em que se
torna mais significativa para o aluno. Nessa perspectiva, o jogo foi adaptado com base no em
leituras de [Link]/search/family-trees/ e do conto infantil “The three little pigs”
(Os três porquinhos). Espera-se que a prática do jogo sirva para apresentar uma forma
diversificada no que tange às práticas inerentes ao ensino de línguas adicionais, no caso mais
específico, inglês, ao passo que possa ressignificar sua aprendizagem a fim de contribuir
positivamente para o despertar do discente para as novas possibilidades que o conhecimento
de um novo idioma pode oportunizar tanto em aspectos linguísticos quanto culturais.
Palavras-chave: línguas adicionais; crianças; jogos pedagógicos; ressignicação da aprendizagem.
O presente trabalho constitui-se no jogo pedagógico intitulado ODD AND EVEN NUMBERS, que
integrará a exposição de materiais didáticos Jogos Pedagógicos para o Ensino e Aprendizagem
de Línguas Adicionais para Crianças, desenvolvido sob o eixo temático Letramentos, formação
de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas. A organização da exposição se
deu por meio da disciplina de mesmo título da exposição. O jogo pedagógico apresentado é
composto por 01 tabuleiro, 01 dado e 06 marcadores, ao passo que tem como um de seus
objetivos proporcionar uma atividade prazerosa para as crianças que estão em processo
de construção de um novo saber associado ao novo idioma que está lhes sendo apresentado.
Nessa dinâmica interacionista, cada aluno consegue aos poucos compreender o processo de
aprendizagem associada à prática do jogo. Assim, cada partida do jogo será disputada por até
06 jogadores, que poderão com a ajuda do jogo, eliminar determinados preconceitos
associados à aprendizagem de um novo idioma, isto é, a partir do brincar o aluno pode
descontruir a ideia de que falar e fazer uso de uma língua diferente da sua é algo difícil. Nessa
conjectura, o objetivo dessa proposta é trabalhar objetos do conhecimento da Língua Inglesa e
da Matemática, a fim de impelir o discente ao uso competente da língua adicional em estudo
de modo eficaz em possíveis situações comunicativas. Este jogo foi adaptado com base no jogo
“Snakes and Ladders”, em português “Serpentes e Escadas”. Assim, espera-se que a prática do
jogo sirva para, nas salas do 3º. Ano do Ensino Fundamental, reforçar os números em inglês (01
à 35), bem como trabalhar os números pares e ímpares, cores dentre outras abordagens que
podem ser possíveis e realizáveis no que concerne ao ensino dos mais diversos conteúdos a
partir do jogo, ou seja, possibilitar por meio de uma situação prazerosa de aprendizagem a
construção de novas relações a partir do ensino de línguas adicionais aos alunos, de modo que
aprender outro idioma seja sinônimo de alegria e enriquecimento no âmbito de sua formação,
esta que por sua vez, vai além da sala de aula e passa a fazer parte também, de alguma forma,
da vida do discente.
174
Palavras-chave: línguas adicionais; crianças; jogos pedagógicos; numbers; odd and even
numbers.
175