13ª Edição do CONAELL: Letras e Ensino
13ª Edição do CONAELL: Letras e Ensino
1
Prezado participante,
A 13ª edição (2015) do CONAELL destina-se a pensar a produção científica e pedagógica na área de
Letras que se produz em nível nacional e internacional. Centrado na temática A leitura e a escrita na
sociedade contemporânea: (re)pensando a formação docente e o ensino, o evento promoverá, em torno
desse eixo, a discussão acerca do ensino, pesquisa e extensão, considerando a produção atualizada e
sistematizada pelos Centros, Núcleos, Grupos e Projetos de pesquisa da UNEMAT e das instituições
convidadas. As questões relacionadas ao ensino buscarão apresentar as inovações pedagógicas que auxiliem
discentes e docentes a primarem pela excelência de resultados na ação pedagógica contemporânea; já aquelas
voltadas às tendências, valorizarão, sobretudo, os aspectos atuais das pesquisas nas diversas áreas das Letras;
e, os diálogos, desenharão os profissionais da Letras, seus objetos de estudo e pesquisas, em confluência com
outras áreas.
O formato dessa proposta busca possibilitar a comunidade acadêmica e externa o contato com diversas
áreas científicas e tecnológicas desenvolvidas por instituições de ensino superior na região e, também, no
cenário nacional, por meio de conferências, mesas-debatedoras, comunicações, pôsteres e minicursos que
contarão com a presença de acadêmicos, bolsistas do PIBID, pós-graduandos do PROFLETRAS e outros
Programas stricto sensu, docentes e pesquisadores da UNEMAT, UFMG, USP, UnB, UEMS, UEL, UERJ, além de
instituições ligadas ao ensino público, como o CEFAPRO e IFMT.
O evento contará com duas (2) conferências, duas (2) mesas de debates (totalizando debate de seis
trabalhos), onze (11) minicursos, cento e cinquenta e seis (156) comunicações orais e quarenta e cinco (45)
pôsteres. Assim, o XIII Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários contribuirá na distribuição
geográfica dos saberes, na confluência do diálogo entre as áreas e na atualização dos processos científicos e
tecnológicos no campo da Letras, concretizando a missão da universidade.
Comissão Organizadora
Sinop, setembro de 2015.
Local do evento:
Universidade do Estado de Mato Grosso – Campus Universitário de Sinop
Av. dos Ingás, nº 3001. Centro – CEP: 78555-000 – Sinop/MT
Tel: (66) 3511-2127 E-mail: conaell@[Link]
Comissão organizadora
Profa. Dra. Neusa Inês Philippsen (UNEMAT/Sinop)
Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos (UNEMAT/Sinop)
Prof. Dr. Genivaldo Rodrigues Sobrinho (UNEMAT/Sinop)
Centro Acadêmico de Letras
Comissão científica
Prof. Dr. Antonio Aparecido Mantovani
Prof. Dr. Genivaldo Rodrigues Sobrinho
Prof. Dr. Henrique Roriz Aarestrup Alves
Profa. Dra. Adriana Lins Precioso
Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos (Presidente)
Profa. Dra. Luzia Aparecida Oliva dos Santos
Profa. Dra. Neusa Inês Philippsen
Profa. Dra. Rosana Rodrigues da Silva
Profa. Dra. Rosane Salete Freytag
Profa. Dra. Sandra Luzia Wrobel Straub
Profa. Dra. Tânia de Oliveira Pitombo
Comissão de monitores
Acadêmicos de Letras e Pedagogia.
2
Programação Geral
Data Horário Atividade
18:00 Inscrições e retirada de material
19:30 Abertura do evento
Mesa de abertura: Coordenação do Curso de Letras e do evento, Coordenador Regional,
Coordenadora do PROFLETRAS, Diretor da Faculdade de Educação e Linguagem e autoridades.
20:00 Apresentação Cultural
28/09/15 20:30 Conferência 1 – Ler e escrever em uma sociedade pós-literária
Seg. Prof. Dr. Rildo Cosson (CEFOR/UFMG)
Mediador: Prof. Dr. Antonio Aparecido Mantovani (UNEMAT/Sinop)
21:30 Debate
22:00 Lançamento de livros
19:30 Mesa 1: Formação de professores e ensino: múltiplos olhares sobre o ler e o escrever
contemporâneos
Profa. Dra. Neide Luzia de Rezende (USP)
29/09/15 Profa. Dra. Maria da Glória Magalhães dos Reis (UnB)
Ter. Profa. Dra. Juliana Tonelli (UEL)
Mediadora: Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos (UNEMAT/Sinop)
21:00 Intervalo
21:20 Comunicações/Pôsteres
30/09/15 19:30 Minicursos
Qua. 20:40 Intervalo
21:00 Minicursos
19:30 Mesa 2: Multifaces do saber científico: contextos de pesquisa, tecnologia e ensino
Prof. Dr. Carlos Serrano (USP)
Prof. Dr. José Pereira da Silva (UERJ)
01/10/15 Prof. Dr. Ruberval Franco Maciel (UEMS)
Qui. Mediador: Prof. Dr. Genivaldo Rodrigues Sobrinho (UNEMAT/Sinop)
21:00 Intervalo
21:20 Comunicações/Pôsteres
02/10/15 19:30 Conferência 2 – O que o Atlas Linguístico do Brasil tem a dizer para o ensino de português
Sex. Profa. Dra. Vanderci Aguilera (UEL)
Mediadora: Profa. Dra. Neusa Inês Philippsen (UNEMAT/Sinop)
22:30 Encerramento e avaliação do evento
Minicursos
Título Ministrante/Instituição Local Monitor
1. A POLÍTICA LINGUÍSTICA POMBALINA A PARTIR DO José Pereira da Silva (UERJ) Bloco H Acad. Brendo
DIRETÓRIO DOS ÍNDIOS (sala 1) Henque Ottoni
2. A PONTUAÇÃO NA GRAMÁTICA E NO ACIONAMENTO Terezinha Della Justina (UNEMAT) Bloco H Acad. Daniel O.
DA LEITURA E DA PRODUÇÃO DE TEXTO Graci Leite de Moraes (UNEMAT) (sala 2) Fernandes
3. A TRANSMISSÃO DE TEXTO LITERÁRIO EM MATERIAL Manoel Mourivaldo Santiago- Bloco M Acad. Graciele
DIDÁTICO Almeida (USP/CNPq/FAPESP) (sala 1) Manfroi
4. ANGOLA: MEIO SÉCULO DE PALAVRAS Carlos Serrano (USP) Bloco H Acad. Valéria
(sala 3) Alves Coelho
5. ATIVIDADES DE LEITURA E DE ESCRITA COMO Neide Luzia de Rezende (USP) Anfiteatro Acad. Izaque R.
EXPRESSÃO DA SUBJETIVIDADE da Silva
6. CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS: UMA VISITAÇÃO A VIDA Rosane Salete Freytag Bloco H Acad.
(UNEMAT/Sinop) (sala 4) Priscila O. Luz
7. FANZINE: UMA POSSIBILIDADE DE LEITURA E Arlete Tavares Buchardt Bloco H Acad. Solange
PRODUÇÃO TEXTUAL (CEFAPRO/Sinop) (sala 5) Dias
Grasiela Veloso dos Santos
(UNEMAT/Sinop)
Ketheley Freire (CEFAPRO)
8. MULTILETRAMENTOS CRÍTICOS E ENSINO DE Ruberval Franco Maciel Bloco H Acad. Patricia
LÍNGUAS ESTRANGEIRAS NA ESCOLA PÚBLICA (UEMS/ALAB) (sala 6) M. Miranda
9. O PAPEL DA AVALIAÇÃO NO ENSINO E NA Juliana Reichert Assunção Bloco H Acad. Aline S.
APRENDIZAGEM DE INGLÊS PARA CRIANÇAS Tonelli (UEL) (sala 7) de Lima
10. O TEATRO E A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE Maria da Glória Magalhães dos Reis Bloco L Acad. Ana
LÍNGUAS E LITERATURAS (UnB) (sala 13 – CEI) Lúcia P. Ribeiro
11. PARA O PROFISSIONAL DE LETRAS, COMO É O Selmo Ribeiro Figueiredo Junior Bloco M Acad. Diego da
MERCADO DE TRABALHO PARA ALÉM DE DAR (USP) Laboratório Silva Dias
AULAS? Informática 1
3
Sessão de Comunicações Individuais (dia 29/09/2015)
4
Coordenadora: Profa. Arlete Tavares Buchardt
Monitora: Acad. Valéria Alves Coelho
7
às DIVERSIDADE CULTURAL: CONTANDO HISTÓRIA NO ESPAÇO ESCOLAR Nelda Cristina M. Teixeira;
22:30 LUDICAMENTE Simone Vieira da Silva;
Marinilda Nunes de Oliveira
LITERATURA INFANTIL: CONTAR HISTÓRIA, UM DIÁLOGO ENTRE OS GÊNEROS Eva Vilma Pereira
TEXTUAIS Priscila Oliveira da Luz;
Izaque Rodrigues da Silva
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ENTRE UNIVERSIDADE-ESCOLA E A FORMAÇÃO DO Edneuza Alves Trugillo;
PEDAGOGO Sinovia Cecília Rauber;
Aline Maria Trugillo V. Dutra
Coordenadora: Profa. Edneuza Alves Trugillo
Monitora: Acad. Priscila Oliveira da Luz
8
GT 01 – Letramentos, formação de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas X
Hora Título Participante(s) Local
IMERSÃO ASSISTENCIALISTA E PATERNALISTA NO LAMAÇAL SOCIAL: SUJEITO Anderson Simão Duarte; Bloco H
SURDO Claudio Alves Benassi Sala 5
POEMAS EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: UMA REFLEXÃO TEÓRICA ACERCA Nayara Piovesan Ribeiro
21:20 DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E CRIAÇÃO
às POIESIS VISOSSINALIZADA: POÉTICAS REAIS, POÉTICAS POSSÍVEIS DA LÍNGUA Claudio Alves Benassi;
22:30 DE SINAIS Anderson Simão Duarte
O ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA PARA SURDOS: POSSÍVEIS PRÁTICAS EM Gilvani Kuyven;
SALA DE AULA Simone de Jesus Padilha
Coordenadora: Prof. Graci Leite Morais da Luz
Monitora: Acad. Valéria Alves Coelho
9
GT 04 – Sociolinguística, dialetologia, fonética e fonologia II
Hora Título Participante(s) Local
MIGRANTES EM SINOP-MT: UM ESTUDO SOBRE CRENÇAS E ATITUDES Jaqueline Dias da Silva Bloco F
LINGUÍSTICAS Sala 1
DO MANUSCRITO À FALA: VARIAÇÃO SEMÂNTICO-LEXICAL EM MATO GROSSO Grasiela Veloso dos Santos
O PAPEL DO ENSINO SUPERIOR INDÍGENA E SUA RELAÇÃO COM A Daniella Correa Alvarenga;
MANUTENÇÃO DA LÍNGUA MATERNA E CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS EM Neusa Inês Philippsen
MATO GROSSO – RESULTADOS E REFLEXÕES
A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA NA COMUNIDADE DE FALA ALTOGARSENSE Tatiane Gomes Oliveira Soares;
Eurenice Gimenes da Silva;
Jocineide Macedo Karim
Coordenadora: Profa. Jaqueline Dias da Silva
Monitora: Acad. Daniella Correa Alvarenga
10
CRIME DO PADRE AMARO” Josilene Pereira Dos Santos
Coordenador: Prof. Genivaldo Rodrigues Sobrinho
Monitora: Acad. Andressa Batista Farias
13
Maria Fátima Silva Santos
PRÁTICA PEDAGÓGICA ATRAVÉS DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA DA OBRA LITERÁRIA DOS Silvana Toniazzo Esposito;
DEZ SACIZINHOS Dulceli Maria de Morais Andrade
PRÁTICAS DE LEITURA: UMA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA NA FORMAÇÃO Lucinei de Fatima Slovinski Oliveira
RECREAÇÃO: UM MOMENTO DE SOCIALIZAÇÃO Adalberto Melgarejo de Vargas
Ledir Feih Steffen
TEXTO VERBO-VISUAL: POSSIBILIDADE DE LEITURA SIGNIFICATIVA E MULTIDISCIPLINAR Marileide da Silva Gama;
EM SALA DE AULA Paulo Rogério de Oliveira
WHATSAPP: FERRAMENTA PARA O ESTUDO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Eliana Aparecida dos Santos;
Ilcilene Silva;
Reizivaldo Pereira de Lima
PROJETO DE INCENTIVO A LEITURA TEMA: LER É UM PRAZER Luciana Aparecida dos Santos Silva
Suzaine da Fonseca Silva
REVISTA DE LETRAS NORTE@MENTOS Djane Stephanie Schneider da Silva
A HISTÓRIA DE CLÁUDIA-MT EM TELAS Claudevânia Barbon Anderle
PRÁTICA PEDAGÓGICA ATRAVÉS DE UMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA Marta Ferreira da Cruz
Silvana Toniazzo Esposito
Coordenadora: Profa. Tamiris Marques Eng Wang
Monitora: Acad. Andreia de Souza Reis
Em uma sociedade com profundas transformações tecnológicas e culturais que modificam as relações que os indivíduos têm com o
mundo simbólico, qual é o lugar da escrita e da leitura? Como formar um leitor atualmente? Há razão para se continuar a ensinar
literatura na escola? O que se ensina quando se ensina literatura? Discutir essas questões e buscar respostas para elas, ainda que
provisórias, é fundamental para aqueles que se preocupam com a formação de leitores literários em qualquer nível de ensino.
Palavras-chave: Ensino de literatura; Formação do leitor; Competência literária.
O Brasil, terra de grandes contrastes regionais, culturais, sociais e econômicos, somente há pouco tempo viu os responsáveis pela
educação despertarem para essas multifaces da linguagem, seu reflexo sobre a oralidade e escrita e, consequentemente, sobre o
aprendizado da própria língua portuguesa. Devido às particularidades de cada região e às grandes distâncias que separam as unidades
federativas, a heterogeneidade do português falado no Brasil se manifesta em várias direções, ou seja, nos eixos espacial, social,
geracional, temporal, para citar os mais conhecidos. Compreendendo que muitas vezes a escola, apoiada por determinados livros
didáticos, se equivoca ao trabalhar com a variação, ora folclorizando as variedades diatópicas, ora repudiando as variedades sociais,
geracionais e temporais, neste evento pretendo discutir alguns aspectos do Atlas Linguístico do Brasil (Cardoso et al, 2014) que podem
contribuir para indicar caminhos possíveis para o ensino de Português.
Palavras-chave: Atlas linguístico do Brasil; Variação; Ensino.
Impossível discorrer hoje sobre questões associadas à leitura literária na escola sem recorrer a uma abordagem mais ampla do universo
do jovem. Quando se investiga a escola (como professora de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa, oriento estágio e pesquisas
na área e tenho lido milhares de relatórios), verifica-se uma desordem na tradicional hierarquia dos saberes e dos poderes: ainda que
se mantenha formalmente a assimetria de poderes, na prática os alunos adotam uma posição de superioridade em relação aos saberes
dos professores. Os conteúdos disciplinares parecem perder sentido e valor diante daqueles obtidos fora da escola. Estes advêm
implacavelmente dos meios digitais e oferecem às crianças e adolescentes um universo de comunicação e informação do qual os
professores em sua maioria se sentem excluídos. Nessa situação, repensar uma didática para a leitura ganha destaque, uma vez que as
práticas não escolares de leitura se mostram ainda mal conhecidas e mal avaliadas. De modo geral, são rejeitadas pelos professores. Se
essa rejeição era não só aceita como valorizada, já que se tratava de estudar na escola a literatura universal e canônica, hoje – com a
força da cultura digital e com as novas teorias que, além de inserir como instância da literatura o leitor (teorias da recepção), buscam
dar voz ao aluno (sociologia da infância) – tal perspectiva se esgotou. Essa nova ética requer mudanças profundas no seio da escola e
principalmente no interior da cultura escolar, que se vê obrigada a se abrir para a cultura do aluno. Na prática, como diz em entrevista
14
Max Butlen (Revista Educação e Pesquisa, no prelo), temos que reinventar o papel e as formas de mediação, uma vez que elas poderão
permitir que na escola se faça o caminho entre a cultura dos jovens, a cultura do século 21, e a cultura legitimada que os professores
desejam compartilhar com os alunos. O desafio é estabelecer e organizar pontes entre essas culturas.
Palavras-chave: Leitura; Literatura; Escola.
Tendo em vista que um dos objetivos da educação básica no ensino é “*...+ o aprimoramento do educando como pessoa humana,
incluindo a formação ética e o desenvolvimento de autonomia intelectual e do pensamento crítico” segundo o artigo 35, II, da Seção
IV, da lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96 , o presente trabalho propõe a discussão sobre as contribuições do pensamento do
Círculo de Bakhtin, de Paulo Freire e de Edgar Morin na reflexão sobre a formação dos professores de Línguas e Literaturas. Dar voz ao
educando e transformar a sala de aula em um local de produção dialógica de conhecimento é o grande desafio de uma concepção da
linguagem vista como inserida em um contexto político e social, e como construção de seres sociais e ideológicos e, de uma concepção
da educação que parte da relação professor-aluno como dois sujeitos colocados lado a lado em uma construção compartilhada e
coletiva, em um processo no qual o ensinar e o aprender estão em uma relação dialética e dialógica. Segundo Paulo Freire, é possível
levar os alunos a olharem mais criticamente para a sua própria educação e tomarem controle de sua aprendizagem. A base da filosofia
de Freire assim como a de Bakhtin está no diálogo, uma das condições fundamentais para a formação de uma consciência crítica.
Abordaremos ainda o pensar a ética e a estética, tal como as observamos nas obras de pensadores do círculo de Bakhtin em conjunto
com as propostas de transdisciplinaridade de Edgar Morin que nos permitirão olhar para o ler e escrever contemporâneos de forma
crítica e analítica. Nossas reflexões pretendem observar como o diálogo entre educador e educando pode ser uma constante, uma vez
que o diálogo implica o reconhecimento do outro, com seus valores, com sua história, como ser igual, levando ao princípio de que a
educação para a libertação envolve a escuta de voz do educando.
Palavras-chave: Língua; Literatura; Dialogismo.
O objetivo desta fala é o de apresentar uma proposta de sensibilização à aprendizagem da língua inglesa junto a alunos da educação
infantil em fase de apropriação do código escrito em sua língua primeira, o português do Brasil. Corroborando a proposta plurilíngue de
Perregaux et al (2003) a qual visa uma perspectiva de educação e abertura às línguas na escola através do material didático EOLE
(Education et ouverture aux langues à l’école), destinado à EI e à escola primária, discutiremos a importância de atividades com vistas
ao ensino de inglês que considerem o desenvolvimento das capacidades metalinguísticas nos alunos, para favorecer as primeiras
concepções sobre a escrita e o estabelecimento de relações entre a língua materna e as línguas estrangeiras. Ao refletir sobre as
línguas a partir da comparação entre elas acreditamos que as crianças podem, desde o primeiro contato com a língua inglesa, refletir
sobre as línguas a partir da comparação entre elas. Esta é a proposta central de Perregaux et al (2003) e do material EOLE: promover
uma reflexão sobre as línguas a fim de sensibilizar o aluno à existência de outras línguas e culturas. Para atingir o objetivo a que nos
propomos, apresentaremos um conjunto de atividades desenvolvidas e aplicadas no Centro de Educação Infantil da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) em um conjunto de aulas de inglês. Para a elaboração das atividades nos ancoramos nos conceitos de
língua(gem), de gênero textual com base na perspectiva do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 2003), na noção de
capacidades de linguagem e na sistematização de atividades em torno destas no escopo do gênero história infantil. Partindo da noção
de gênero como objeto e instrumento de ensino de inglês para crianças, foi considerada a estrutura de uma história infantil do ponto
de vista de sua forma de planificação e de suas características linguístico-discursivas. Além das questões intrinsicamente relacionadas à
aprendizagem de inglês por crianças, tal proposta de ensino aponta para o papel da formação de professores de inglês na
contemporaneidade, com principal ênfase nos cursos de graduação Letras/ Inglês enquanto espaços para formação inicial de
professores nas séries inicias.
Palavras-chave: Abertura às línguas; Ensino de inglês; Formação de professores.
Nesta comunicação analisamos a influência do grupo de intelectuais angolanos denominados "geração de 50" sobre as gerações
posteriores em seus diversos aspectos culturais e políticos e na construção de uma identidade nacional em Angola. Tomamos como
exemplo um texto de Luandino Vieira.
Palavras-chave: Angola; Literatura angolana; Identidade nacional.
A crítica textual se preocupa com o estabelecimento seguro dos textos, de modo que os leitores possam ter a melhor opção possível de
leitura de uma obra ou de um documento, muitas vezes de difícil acesso, seja por causa de sua raridade, da língua e suporte em que foi
produzido e de outros problemas que o tempo vai incluindo nas produções textuais, à proporção que se distanciam cronológica ou
15
culturalmente do leitor. Dependendo do usuário a que se destina um texto, uma ou outra forma de edição será preferível, cabendo ao
editor decidir qual será o seu público privilegiado. A própria edição crítica ou interpretativa poderá ter numerosas variantes,
dependendo de se destinar a linguistas, filólogos ou críticos literários; a historiadores ou especialistas de determinada área ou subárea
do conhecimento ou se é destinada ao público geral, não especializado. Teoricamente, o leitor confia no editor do material que lê,
acreditando que ele foi fiel ao original ou à fonte utilizada, e poucos imaginam o quanto varia o texto de uma edição para outra, seja
intencionalmente ou não. Para fundamentar nossas reflexões, serão buscadas abonações em Emanuel Araújo (2008), César Nardelli
Cambraia (2005) e Bruno Fregni Bassetto (2001), entre outros, mas serão utilizados também alguns trabalhos de nossa própria lavra,
para exemplificar com edições de textos específicos para profissionais da saúde, para profissionais de letras, para historiadores e para
leitores comuns ou não especializados em uma determinada área ou subárea do conhecimento. Enfim, será lembrado o
constrangimento pelo qual passa um filólogo, um linguista ou crítico literário, quando é flagrado usando um exemplo colhido em uma
edição que não corresponde ao que o autor efetivamente produziu ao escrever o exemplo apresentado.
Palavras-chave: Crítica textual; Ecdótica; Edição de textos.
Esta apresentação tem por objetivo problematizar os modelos de ensino de línguas nas escolas com base em Cope e Kalanizis (2010):
didática, autêntica e inovadora. Em seguida, serão discutidas algumas perspectivas pós-modernas e pós-estruturais relacionadas ao
currículo e ensino de línguas (Kumaravadivelu, 2014, Rocha e Maciel, 2015, Monte Mór, 2015, Lanksher e Knobel, 2010, Takaki e
Maciel, 2015, Hawkins, 2013) em uma perspectiva crítica. Para exemplificar, serão apresentadas algumas experiências utilizando tais
perspectivas na universidade e na escola pública.
Palavras-chave: Autoria; Multiletramentos críticos; Pesquisa.
Portugal teve uma política linguística relativamente bem definida, no período colonial brasileiro, mudando-se várias vezes,
dependendo dos objetivos imediatos de cada momento e de sua relação política com a Igreja Católica ou com outros países. No século
XVIII, com D. João V e, depois, com o Marquês de Pombal, a política linguística se tornou mais rígida na sua aplicação aos súditos das
colônias, como parte da reforma pedagógica inspirada por Verney, pregando que “o primeiro princípio de todos os estudos deve ser a
gramática da própria língua” e com a reforma da Universidade de Coimbra, que passa a preferir a experimentação como forma de
ensinar e aprender, substituindo a memorização pelas experiências e pelas pesquisas. É nesse princípio que o sexto parágrafo do
Diretório dos Índios começa com a frase “Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as nações que conquistaram novos
domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma...” e define como uma das principais tarefas dos diretores
“estabelecer em suas respectivas povoações o uso da língua portuguesa”, prometendo, no parágrafo seguinte, criar duas escolas
públicas em todas as povoações para possibilitar a desejada imposição da língua portuguesa aos índios. Mas, com a expulsão dos
jesuítas, dois anos depois, apesar da criação de impostos específicos para a manutenção das escolas, não foi possível implementar o
projeto pombalino, nem mesmo na região para a qual o Diretório foi criado – mais ou menos a atual região da Amazônia Legal. Só com
a vinda da Corte para o Brasil, em 1808, os efeitos da reforma pombalina se efetivaram, apesar de, mesmo assim, terem sido muito
importantes para a sobreposição da língua portuguesa às línguas indígenas em quase todo o país, já no século XIX.
Palavras-chave: Política linguística, língua portuguesa, Diretório dos Índios.
Nas últimas décadas, desde a introdução da linguística no curso de Letras no Brasil e o reconhecimento dela como ciência, foram-se
apresentando modos diversos de se conceber os fatos relacionados ao ensino-aprendizagem da língua que antes era feito
essencialmente pelas prescrições da gramática tradicional. A essência das propostas de ensino atualmente é que não haja um hiato
entre o ensino de tópicos gramaticais, a produção de texto e a leitura. Pesquisas apontam que o estudo da gramática desvinculado
desses dois outros temas não torna a obtenção desses conhecimentos linguísticos profícua, porque desprendido dos contextos de uso
e funcionamento efetivos. Estudá-los em conjunto incidirá, pois, no desenvolvimento das habilidades de leitura e de produção de texto
primordiais no processo do letramento escolar. Pode-se ponderar que os sinais de pontuação hoje constituem peça fundamental da
comunicação pela funcionalidade/contribuição deles para o estabelecimento das relações de sentido que um texto pode
gerar/estabelecer internamente e externamente, na qualidade de elementos que funcionam como indicadores das intenções de
sujeitos situados em contextos específicos; destarte não reduzidos somente a marcas internas de segmentação dos elementos
constituintes dos textos escritos. Para Bechara (2009, 604), os sinais de pontuação “constituem hoje peça fundamental da comunicação
e se impõem como objeto de estudo e aprendizado.” Consoante o mesmo autor (2009, 604), pode-se entender a pontuação de duas
maneiras: numa acepção larga e noutra restrita. A primeira abarca não só os sinais de pontuação propriamente ditos, mas de realce e
de valorização do texto e o segundo, a que se faz referência aqui, é a constituída por traços gráficos que podem assim ser distribuídos:
os separadores (ponto final, vírgula, ponto e vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências) e os sinais de
comunicação (dois pontos, aspas, travessão, parênteses, colchetes, chave). Acrescenta-se que o trabalho da sistematização dos
elementos de pontuação, por meio de reflexão metalinguística, induz a percepção dos modos como os componentes linguísticos são
16
escolhidos e combinados no encadeamento das ideias em um texto para que produzam sentidos, o que contribuirá, paralelamente a
outros saberes, para o engajamento de indivíduos-sujeitos em práticas sociais da sociedade letrada. Nessa conjuntura, tomando-se o
tópico gramatical pontuação como essencial ao processo de leitura e escrita, pretende-se com o minicurso expor que, além de marcar
contornos entoacionais e deslocamentos sintáticos - tal como abordam as gramáticas tradicionais –, a pontuação deve ser vista
também no âmbito textual-discursivo, atuando na construção de sentidos.
Palavras-chave: Pontuação; Gramática; Sentido.
O objetivo do minicurso é apresentar a pesquisa, em andamento, que estuda a transmissão de textos literários em material didático
(livros, apostilas, textos paradidáticos) nas aulas de literatura. As metas da pesquisa são: (i) fazer o levantamento e a classificação das
variantes surgidas no processo de transmissão das obras nesse tipo de material; (ii) investigar a gênese das variantes na transmissão
desse material para encontrar o motivo do surgimento das alterações; (iii) discutir sobre a influência dessas alterações numa análise
crítico-literária da obra e do seu autor. A pesquisa orienta-se pela proposta teórico-metodológica da Crítica Textual. Para a classificação
ou tipologia das variantes, segue-se a proposta de Blecua (1983) e apoia-se em Cambraia; Laranjeira (2010) para análise e identificação
dos padrões ou modelos gerais e específicos que regem as modificações sucedidas nos textos literários. Os resultados dessa pesquisa
contribuem positivamente para o estabelecimento de textos literários e produção de material didático à luz de princípios teórico-
metodológicos da Crítica Textual e, consequentemente, na formação de professores de língua e literatura. Será realizada uma breve
oficina de edição de texto.
Palavras-chave: Texto literário; Material didático; Transmissão de texto.
Como levar os alunos a construir uma passagem entre suas práticas de leitura de uma literatura gastronômica, de entretenimento,
colada a um enredo que os prende, e práticas de uma literatura mais experimental e complexa, que favoreça o distanciamento e a
reflexão e que, muitas vezes, faz parte do cânone escolar? A discussão far-se-á mediante o binômio utilizar e interpretar, designado por
Umberto Eco (Seis passeios pelos bosques da ficcção) e retomado por Annie Rouxel (Leitura subjetiva e ensino da literatura), o primeiro
indicando a leitura para si, o segundo, buscando um saber mais especializado. No minicurso a discussão incidirá sobre importância a ser
concedida às atividades que oferecem acesso à expressão da subjetividade (que se trate de emoções ou pensamento): cadernos e
diários de leitura; abertura para a manifestação de gosto; elaboração de um autorretrato ou de uma autobiografia de leitor. Essas
práticas permitem ao professor conhecer seus alunos, mas têm também por virtude principal ajudar os alunos a se descobrirem
enquanto leitores e enquanto seres. Tais práticas têm, portanto, importância na construção identitária desses jovens. As experiências
de leitura podem acontecer fora do espaço escolar, mas a classe pode ser o lugar de troca intersubjetiva e de debates interpretativos.
Palavras-chave: Sujeito leitor; Leitura literária; Atividades de leitura e escrita.
O curso propõe uma formação inicial dos cursistas na “contação de histórias”. Serão apresentados: como selecionar uma obra, técnica
de voz, memorização, postura corporal, caracterização física. O propósito do trabalho é desenvolver a arte, criatividade, beleza,
imaginação, oralidade, a fim de levar o riso, diversão, alegria, e a magia das palavras. Para tanto, as narrativas deverão se ajustar ao
público, faixa etária e ambientes. A contação de histórias conserva as tradições, a memória individual e coletiva, a difusão de novas
ideias e influencia nas relações sociais. Ao promover a contação de histórias, as narrativas apresentam símbolos arquétipos que
evocam conteúdos psíquicos dos ouvintes, fato que ajuda a construir sua realidade e a lidar com ela. Assim, os ouvintes poderão
reviver suas memórias, identidades e recriá-las. A contação de histórias não se limita as crianças, os adultos adoram contar e ouvir.
Revisitam suas vidas...
Palavras-chave: Contação de histórias; Alegria; Memórias.
A multimodalidade, segundo Kress e Van Leeuwen (1996) constitui o processo em que um texto é formado por vários modos
semióticos - palavras e imagens – e considerando o contexto social ao qual estamos expostos diariamente, é possível perceber que
vivemos em uma sociedade predominantemente imagética. Partindo dessa premissa, as imagens entram em nosso meio e despertam
em nós leitores o desejo de compreender não apenas o que é explícito, mas sim, o que se encontra nas entrelinhas dos textos. Nessa
busca de (des)ler os textos multimodais, partimos dos pressupostos teóricos e metodológicos que abarcam a Análise Crítica do
Discurso(ACD), como uma teoria facilitadora do processo de ensino/aprendizagem, consonante com o pensamento de Resende (2014)
e Magalhães (2001). Nesse contexto de ação, o trabalho com os gêneros textuais multimodais, na perspectiva de Rojo (2009), Paiva
(2005) e Manguel (2001) dentre outros dialogarão conosco dando-nos suporte ao pensamento e à ação pedagógica. Portanto, este
minicurso objetiva refletir sobre práticas de leitura e escrita, e por meio da produção de um fanzine, explorar o tão pouco explorado: o
de que todos temos algo a dizer e maneiras particulares de fazê-lo, percebendo assim, o jogo discursivo que se dá na relação entre o
verbal e o visual na construção de sentidos. O primeiro momento será para exposição dos aspectos teóricos e contextuais relacionados
ao gênero, o segundo, para a confecção do fanzine. Isto posto, acreditamos que o sujeito constrói sentidos para o que lê, pois este não
se encontra alocado, apenas na superfície textual, mas também no seu entorno. Desse modo, esperamos contribuir para que propostas
de leitura que, considerem o texto imagético como objeto de ensino, possam conduzir os alunos a ter um olhar mais crítico diante do
que leem e do que produzem, valorizando a linguagem como prática social concreta.
Palavras-chave: Leitura e produção de texto, fanzine, análise crítica do discurso.
Este workshop tem por objetivo apresentar algumas experiências voltadas para o ensino de línguas estrangeiras com foco nos estudos
sobre multiletramentos e letramentos críticos (Cope e Kalantzis, 2011; 2005. 2008, 2012; Freire, 2005; Monte Mór, 2011, 2013;
Menezes de Souza, 2011; Rocha e Maciel, 2013; 2015; Takaki e Maciel, 2015; Jesus e Maciel, 2015). Para tanto, os seguintes aspectos
serão enfatizados: a proposta de construção de sentidos e teoria dos designs, ampliação de perspectivas de interpretação e relações
de identidade a alteridade.
Palavras-chave: Letramento crítico; Formação de professores; Escola pública.
Considerando as demandas contemporâneas geradas no(s) contexto(s) de ensino e aprendizagem de inglês para crianças, este
minicurso pretende 1) colaborar com a reflexão sobre o papel da avaliação e; 2) instrumentalizar os professores para avaliar crianças
aprendendo inglês como língua adicional. Para isto, objetiva-se oportunizar aos participantes momentos de discussões teórico-práticas
de diversificadas possibilidades de avaliação considerando as diferentes faixas etárias do universo infantil bem como os processos de
aprendizagem de uma língua adicional por crianças. Serão consideradas também as abordagens de ensino de inglês bem como a
influência do currículo nos processos avaliativos no referido contexto.
Palavras-chave: avaliação, inglês, crianças.
O presente minicurso é proposto a partir de experiências realizadas entre os anos de 2004 e 2008 (REIS, 2008), durante as quais
desenvolvi um estudo sobre o tema, no ensino de francês como língua estrangeira, baseado em textos de Bernard-Marie Koltès (1948-
1989), na Universidade de São Paulo, e de 2009 até o presente momento, como docente da UnB, nos projetos realizados como líder do
grupo “En classe et en scène” *Na classe e em cena+ no qual tenho trabalhado sobre encenações de peças como Catharsis (em 2011), À
Petites Pierres (em 2013), Tac-tic à la rue des Pingouins (em 2015) do dramaturgo togolês Gustave Akakpo (nascido em 1974), em
língua francesa e em leituras dramáticas bilíngues ou em português de traduções dos mesmos textos Catarse e Pedra por pedra e Carta
aos atores, do dramaturgo suíço Valère Novarina (nascido em 1947) e A entrevista (1997) de Samir Yazbek. Esta atividade tem o
objetivo de refletir sobre e pelas práticas teatrais ancoradas na materialidade do texto, unidas a práticas que levem em consideração as
dimensões afetivas e corporais, como auxiliar na construção de “ações de linguagem”, envolvendo tanto produções orais quanto
escritas como forma de empoderamento, favorecendo tanto o letramento literário e dramatúrgico quanto o letramento crítico. Esta é
uma proposta transdisciplinar que envolve as áreas de ensino-aprendizagem de línguas, educação, literatura, teatro, linguística e
psicologia, baseada no pensamento do Círculo de Bakhtin, no texto dramático, nos jogos dramáticos e teatrais. Com o intuito de
ampliar as discussões sobre as contribuições do Teatro no desenvolvimento da expressão crítica tanto oral quanto escrita, proponho o
presente minicurso com o objetivo de colaborar com a formação continuada dos professores de línguas e literaturas com reflexões e
sugestões de atividades a serem desenvolvidas junto aos alunos como auxiliar do professor na difícil tarefa de dar conta do currículo
formal e dos conteúdos e atividades sem perder de vista a importância de formação cidadãos críticos e criativos, com sensibilidade
estética e ética, tendo em vista que, este se mostra como um dos grandes desafios da formação de professores, acrescentando ainda
outro, para usar uma expressão do filósofo francês Edgar Morin (1993), que é o “desafio do século 21 será gerar uma cidadania
mundial”. Este educando crítico capaz de se expor crítica, criativa e eticamente no mundo de forma oral e escrita necessita de um
professor que o encoraje e estimule a realizar uma experiência viva com os discursos de forma geral e com o texto dramático de forma
particular no âmbito deste trabalho.
Palavras-chave: Teatro,; Formação de professores; Texto dramático.
PARA O PROFISSIONAL DE LETRAS, COMO É O MERCADO DE TRABALHO PARA ALÉM DE DAR AULAS?
18
Selmo Ribeiro Figueiredo Junior (USP)
Nossa conversa estará pautada e direcionada a uma resposta contundente ao título do minicurso que vai surpreender os participantes,
por conta da existência de uma ampla e atraente gama de atividades no mercado de trabalho voltadas ao profissional de Letras. Parece
um tanto incrível que a pergunta em questão seja feita até mesmo por quem já está frequentando um curso de graduação em Letras,
quer de licenciatura, quer de bacharelado, modalidades presencial ou a distância. Na pós-graduação (aperfeiçoamento, especialização,
mestrado e doutorado), embora menos comum, a indagação costuma se manter, mas já se podem ouvir respostas que mencionem a
profissão de intérprete, de filólogo, de redator — para além da atuação de revisor, editor e outras no mundo editorial que diferentes
profissionais também ocupam, como os jornalistas. Não à toa existem até disciplinas universitárias totalmente elaboradas e
desenvolvidas para tratar da relação entre o mercado de trabalho, examinado com detimento, e os profissionais de Letras. A resposta
que teremos nesse encontro a propósito do minicurso apresentará, além de considerar as colocações educacionais e aquelas que lidam
com língua(s) em outros contextos, ocupações que, já existentes e crescentes, são promissoras, tal como a de linguista computacional
(que trabalha em interface com a área da Inteligência Artificial desenvolvendo recursos computacionais) e a de linguista clínico (que
desempenha papel diferencial em diagnósticos de patologias envolvendo processamento linguístico ou comunicação). O minicurso se
dividirá em duas grandes partes. Apresentação i) da diversidade de ocupações profissionais, com foco naquelas para além da docência,
e ii) dos aspectos que as definem. Ao fim, os participantes terão um conhecimento a respeito do mercado de trabalho que
naturalmente excederá o conhecimento de senso comum a respeito. O encontro destina-se a estudantes e egressos da graduação e da
pós-graduação, bem como a professores dos cursos de formação na área de Letras.
Palavras-chave: Curso de Letras; Profissionais de Letras; Mercado de trabalho.
A organização do trabalho em sala de aula deve estar pautada por propostas que atendam as necessidades atuais de ensino e de
aprendizagem da língua materna, coadunando com as concepções teóricas e com os orientativos oficiais. Dessa forma, esse trabalho
objetiva apresentar como pode ser realizada essa articulação, na perspectiva de escola como agência de letramento e do professor
como agente de letramento. Os pressupostos teóricos repousam nas pesquisas realizadas por Travaglia (1996), ao pensar o objetivo do
ensino de língua materna, Cavalcante (2013), ao abordar o texto como evento comunicativo, Solé (1998), ao afirmar que a leitura é um
processo de interação entre o leitor e o texto, Kleiman (2007), no que tange à concepção de professor como agente de letramento,
Orientações Curriculares do Mato Grosso/Área de Linguagens (2010), que balizam para a necessidade de o texto nortear o ensino de
língua materna. Nesse contexto, a presente proposta atende ao objetivo do Mestrado Profissional em Letras/Profletras que busca
formar professores de Língua Portuguesa voltados para a inovação e capazes de refletir acerca de questões relevantes sobre diferentes
usos da linguagem. Uma das possibilidades de planejar as ações em sala de aula é organizá-las através de sequência didática (SD), que,
para Dolz, Noverraz, Schneuwly (2004), representa um conjunto de atividades escolares organizadas, em torno de um gênero textual.
Nessa perspectiva, estruturou-se uma sequência de atividades, envolvendo a tríade leitura, análise linguística e produção textual,
abordando como temática as questões inerentes à ética no processo eleitoral. O trabalho foi desenvolvido em cinco turmas, sendo
quatro da 3ª fase do 3º ciclo e uma de 5º ano, em três escolas públicas do município de Sinop/MT, que culminou com a produção de
paródias que foram divulgadas nas mídias virtuais e escolares. A organização dos trabalhos escolares partiu do coletivo, da partilha e da
cooperação dos envolvidos, dentro de uma concepção dialógica, em que a prática adquiriu uma significação. Nessa negociação entre os
pares, o professor passou de mediador a agente de letramento, pois respeitou as necessidades e aprendeu ao mesmo tempo em que
ensinou.
Palavras-chave: Ensino e Aprendizagem; Sequência Didática; Letramento.
Não surpreende a constatação de que muitos alunos chegam ao Ensino Médio e até ao universitário como analfabetos funcionais. A
falta de estrutura das escolas, o desinteresse dos alunos, a aprovação automática, a diminuição das aulas de Língua Portuguesa e o
desaparecimento da disciplina de Literatura são citados como alguns dos fatores responsáveis pelo fracasso escolar, além de
desconhecer Antonio Candido (2002) quando atenta para a função humanizadora da literatura sobre o homem e seu direito à
literatura. O texto literário é um importante “instrumento” para promover o letramento literário dos alunos, e se a literatura tem o
poder de educar, tornar as pessoas mais críticas e melhores, cabe à escola proporcionar o encontro dos alunos com o texto literário.
Graça Paulino e Rildo Cosson (2009), fazem alguns apontamentos do que é necessário para que o letramento literário se concretize na
escola. Esse é um processo de apropriação da literatura enquanto construção literária de sentidos. Como afirmar os autores, é “um
estado permanente de transformação, uma ação continuada, e não uma habilidade que adquire como aprender a andar de bicicleta
(2009, p. 67)”. O leitor apropria-se do texto, incorpora e transforma o que leu. A apropriação vai além de um conjunto de textos,
19
compõe-se de um repertório cultural e literário que propicia uma forma única de construção de sentidos. Nesta esteira, Cabe ao
professor e a escola permitirem e disponibilizarem de forma efetiva e constante o contato do aluno com a obra literária,
disponibilizando um acervo bibliográfico, espaço, tempo e oportunidades para a leitura, que é uma porta aberta ao letramento
literário. Este estudo tem como base textos críticos de autores como Candido (2002), Colomer (2007), Cosson, Paulino (2009), Jouve
(2012), Jobim (2009), Perrone-Moisés (2006) ente outros.
Palavras-chave: Ensino; Desafios; Leitura; Letramento literário.
(RE)PENSANDO A LEITURA LITERÁRIA A PARTIR DE ATIVIDADES DE LEITURA EM LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA
Este estudo busca discutir a formação de leitores, tendo como foco as atividades de leitura de textos nos gêneros da esfera literária. A
escolha se deve por considerarmos a leitura como fundamental na formação social do indivíduo, condição indispensável para o
exercício da cidadania. A literatura também contribui na formação do homem, por constituir-se como um fenômeno simbólico e
ideológico, passível de múltiplas interpretações, que colaboram na promoção de sua autonomia e para uma leitura crítica das diversas
problemáticas que se apresentam no dia a dia da sociedade. Desse modo, selecionamos, para nossa análise, apenas os gêneros
literários, presentes nas atividades de leitura de uma coleção de livros didáticos de Língua Portuguesa, intitulada “Vontade de Saber
Português”, das autoras Rosemeire Alves e Tatiane Brugnerotto, aprovada pelo PNLD de 2014 - Programa Nacional do Livro Didático -
selecionada a partir de sua escolha e utilização por uma das maiores escolas públicas de Cuiabá, Mato Grosso, em número de alunos
matriculados, num total de 2.300. Nosso objetivo foi o de identificar primeiramente quais gêneros da esfera literária estão presentes
em cada volume da coleção, em seguida, verificar quais são as atividades que tratam especificamente da leitura e, por fim, verificar que
capacidades de leitura essas atividades mobilizam e, se de fato, contribuem ou não para o desenvolvimento de capacidades leitoras do
aluno. Para tanto, recorremos a alguns pressupostos da teoria enunciativo-discursiva de Bakhtin e seu Círculo que, neste recorte,
aliaram-se a outras contribuições, como os fundamentos da concepção de Vygotsky para a compreensão de aspectos da linguagem,
ideologia e interação, que influenciam na aprendizagem e constituição dos sujeitos sociais, assim como as de Freire, que têm inspirado
os estudos do letramento crítico. Trata-se de uma pesquisa de análise documental, de abordagem qualitativa e dialógica. Para fins
metodológicos, realizamos um levantamento quantitativo que ofereceu informações para a análise qualitativa. A análise dos dados
revelou que a incidência dos textos em gêneros da esfera literária é pouco representativa, sob dois aspectos: primeiro, em relação à
quantidade total de textos em gêneros de outras esferas e, segundo, em relação à quantidade dos que são utilizados para atividades de
leitura. Além disso, o tratamento didático dispensado às atividades de leitura não favorece a mobilização de capacidades leitoras
capazes de favorecer a autonomia do aluno, além de não promover uma educação transformadora. Assim, de um modo geral, a
coleção pouco contribui para a formação do letramento literário e crítico de alunos do ensino fundamental das escolas públicas que o
utilizam.
Palavras-chave: Leitura Literária e Letramento Crítico; Formação de leitores; Livro Didático de Língua.
O presente trabalho apresenta uma proposta de ensino para ser desenvolvida com alunos do segundo ano do Ensino Médio, com a da
temática: Contos de Joaquim Maria Machado de Assis e temas contemporâneos. Tem o objetivo de despertar o prazer pela leitura
literária e a produção textual do gênero contos. Esta temática surge a partir da problemática e preocupação com o desenvolvimento de
atividades que envolvam leitura literária e produção textual na sala de aula. Diante disso a proposta visa tornar a leitura literária e
escrita num momento de reflexão utilizando contos de Machado de Assis, de dimensão histórico-cultural. Para esta sequência didática
foram escolhidos os textos “Missa do Galo” e “Pai contra mãe”, com a contextualização da visão da mulher na sociedade e também as
desigualdades sociais e o preconceito. Para ampliar a temática tratada pelos contos foram selecionadas charges e vídeos. E a
composição textual será desenvolvida a partir de elementos da narrativa de Adam e terá como fundamentação teórica as obras dos
seguintes autores: Bakhtin (1992), Solé (1996), Antunes (2003), Cosson (2014), Koch (2014), Rojo (2013), Guimarães e Batista (2012),
Wachowicz (2012), Adam (2001). A proposta será norteada pelo fundamento da pesquisa qualitativa, pois a mesma investiga e
desenvolve atividades de intervenção, para serem realizadas através de sequência didática, com base nos pressupostos de Dolz,
Noverraz e Schenewly (2004). Essa intervenção visa desenvolver habilidades e competências leitoras e escritoras, assim como
conscientizar os jovens da importância da leitura literária e a ampliação da visão critica sobre a sociedade e os problemas enfrentados
pela mesma, e a partir desta reflexão ser capaz de reescrever o passado a partir de um novo contexto.
Palavras-chave: Leitura literária; Contextualização; Passado; Presente; Produção textual.
Este estudo teve como objetivo investigar as representações de professoras de inglês sobre o livro didático. O aporte teórico que
sustenta esta pesquisa se apoia na teoria das representações sociais fundamentada principalmente em Moscovici (2012), e autores que
também discutem esse conceito como Spink (1995), Jodelet (2001), entre outros; estudos sobre o livro didático na perspectiva de
ensino-aprendizagem, baseado em Cunningsworth (1984), Lajolo (1996), Coracini (1999), Soares (1999), Graves (2000), Richards (2002)
e Tomlinson (2011) e, o conceito de mediação com base em Vygotsky (1934/1984) e autores que discutem esse conceito como Cole e
Scribner (1984), Lantolf e Appel (1996), Wertsch, Del Rio e Avarez (1998), Lantolf (2001), Cole (2003), Daniels (2003), entre outros.
Insere-se no quadro metodológico de um estudo de caso de Stake (1998) e foi desenvolvida em onze escolas da rede pública de ensino
em quatro cidades do interior de Mato Grosso. Quinze professoras de inglês do Ensino Fundamental e Médio participaram desta
pesquisa. Os dados coletados foram obtidos por meio de um questionário on-line. Com base nas respostas do questionário, a análise
20
dos dados foi realizada por meio da Análise de Conteúdo de Bardin (2011). Os resultados obtidos demonstraram que as representações
identificadas são importantes para a formação de professores, principalmente quanto ao seu uso, apontando para a urgência da
promoção de trabalhos que incentivem a adaptação dessa ferramenta, com seu aproveitamento efetivo para o desenvolvimento de
alternativas de ensino voltadas, principalmente, à aprendizagem dos alunos.
Palavras-chave: Representações sociais; Livro didático; Mediação; Formação de professores; Língua Inglesa.
A linguagem é um fator importante para o desenvolvimento mental e exerce uma função organizadora e planejadora do pensamento.
Assim sendo, podemos afirmar que a linguagem tem uma função social e comunicativa, ou seja, é através dela que o sujeito constrói
sua própria identidade. Este projeto surge a partir de inquietações referentes às metodologias usadas por professores de Língua Inglesa
para o ensino e aprendizagem no contexto da sala de aula. O nosso maior objetivo é levar para o cotidiano dos alunos metodologias
diferenciadas e que chamem a atenção deles para a aprendizagem de uma língua estrangeira trabalhando conteúdos e atividades
diferenciadas que venham de encontro com as reais necessidades do educando preparando-o para a prática oral da língua estudada
oferecendo-lhe novas possibilidades metodológicas para uma aprendizagem dinâmica e eficaz ,fazendo com que ele aprenda
brincando, interagindo com o outro e consigo mesmo. Em função disso, vimos à necessidade de elaborar um projeto que venha
melhorar as aulas de Língua Inglesa buscando trabalhar de forma mais dinâmica com a linguagem oral e escrita dentro da sala de aula.
Com o nosso trabalho pretendemos apresentar um paradigma de educação que vai ao encontro das necessidades apresentadas em
sala de aula e também contribuir com a prática pedagógica do professor de Língua Inglesa, pois queremos que o ensino e
aprendizagem, principalmente das habilidades de leitura e escrita, seja (re) pensado e ministrado de forma dinâmica, assim estimule no
aluno o gosto pela aprendizagem de uma LE. Desse modo, destacamos aqui o English Game, English Fair e a Olimpíada de Língua
Inglesa como recursos didáticos importantes que vem ao encontro de nossas necessidades enquanto professores dessa disciplina em
sala de aula, pois ela faz com que o aluno vivencie aquilo que ele está aprendendo, e interagindo com o conteúdo, isso proporciona
uma aprendizagem muito mais significativa do que os métodos tradicionais.
Palavras-chave: Metodologias; Lúdico; Ensino e aprendizagem; Língua Inglesa.
LÍNGUA INGLESA PARA CRIANÇAS: TEORIAS E PRÁTICAS VIVENCIADAS POR PROFESSORES EM PRÉ-SERVIÇO
O trabalho em questão tem como objetivo observar as aulas oferecidas pela Unemat/Sinop, na disciplina de MELIC (Metodologia de
Língua Inglesa para Crianças), ministrada pela Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos para o Curso de Letras, com o intuito de
investigar a metodologia oferecida pela disciplina, o desenvolvimento do aprendizado dos alunos matriculados na mesma, suas
expectativas e o resultado da habilitação para sepoder ensinar uma língua estrangeira a crianças. Para tanto, desenvolveremos uma
pesquisa qualitativa, utilizando um diário e relatório de classe, questionário, entrevista e planos de aula desenvolvidos por esse grupo
de professores em pré-serviço, para acompanhar de perto como se dá essa promoção da competência do professor formado em Letras
no ato de lecionar língua inglesa para crianças.
Palavras-chave: Ensino de Língua Estrangeira; Inglês; Crianças; Professor em Pré-Serviço.
Esta comunicação objetiva apresentar alguns resultados a respeito da investigação sobre o processo de ensino e aprendizagem de
língua inglesa realizado por meio de oficinas com crianças do Programa Mais Educação, em que atividades educacionais diversificadas
de educação integral ofertadas. Esta pesquisa é fruto do Programa de Mestrado em Linguística da Universidade do Estado de Mato
Grosso. A pesquisa em foco está sendo desenvolvida na Escola Municipal Basiliano do Carmo de Jesus, na cidade de Sinop, interior de
Mato Grosso. O público-alvo é a professora das oficinas de língua inglesa e as crianças de oito a dez anos de idade, regularmente
matriculas no ensino fundamental I, 4º e 5º anos, que frequentam oficinas do Programa Mais Educação em horário oposto ao de aula.
O texto está constituído sob o viés teórico da Linguística Aplicada por dialogar de forma inter/transdisciplinar com a linguagem em uso
no social. O embasamento teórico está constituído em Vigotsky (1998), Santos (2010), Rocha (2008) e Tonelli (2010), entre outros que
asseveram o ensino de língua inglesa para crianças. Compreende-se que trabalhar a língua inglesa na perspectiva dos jogos, com as
crianças,é proporcionar um ensino prazeroso, significativo e interessante, visto que elas podem aprender brincando. Além disso, é
também um momento de oportunizar a inserção delas na contemporaneidade, por meio do contato com outra língua e, assim,
possibilitar um ensino inovador, de qualidade e de transformação social, especialmente no contexto público. Esta se orienta pelos
princípios metodológicos adotados a partir da natureza da pesquisa qualitativa do tipo pesquisa-ação. Os instrumentos de coleta são
entrevistas, diário de campo, reflexões, planejamentos das oficinas e conversas informais. A apresentação dos dados será por meio da
transcrição dos excertos, interpretação e reflexão dos mesmos através da triangulação dos dados. Os resultados parciais apontam que
o trabalho com a língua inglesa potencializado nas oficinas, por meio dos jogos, é cativante e encantador; ao mesmo tempo colabora
para o ensino eficiente e de qualidade, pois faz parte do contexto das crianças, além disso, elas são desafiadas para o aprendizado todo
o tempo. Os registros mostram que a aprendizagem vem ocorrendo de forma expressiva, com o uso real da língua alvo, além de estar
contribuindo para a construção do conhecimento das crianças.
Palavras-chave: Língua Inglesa para Criança; Programa Mais Educação; Aprender Brincando.
Esta pesquisa teve início através de um projeto intitulado Brinquedos e Brincadeiras Desenvolvidas em Sala de Aula, que está sendo
desenvolvido com os alunos da 2ª fase do 1º ciclo vespertino turma B da Escola Estadual Professor Djalma Guilherme da Silva em Sinop
MT. Os educados tiveram a iniciativa para a elaboração do projeto pedindo que se construíssem uns brinquedos que se apresentavam
em uma atividade do livro didático utilizado em sala de aula, assim nasceu o trabalho e alunos juntamente com a professora
construíram os brinquedos, com o objetivos de desenvolver a leitura e escrita através da construção de brinquedos e brincadeiras.
Usando como metodologia a construção dos brinquedos e brincadeiras, trabalhando na interdisciplinaridade com o cuidado de
desenvolver todas as habilidades propostas no planejamento, os alunos registraram o que foi feito e como foi feito, depois brincam
com suas construções utilizando as regras dos jogos e brincadeiras, com isso todos participam, trocam experiências entre si, um
ajudando o outro nas dificuldades. Assim, criança passa a ter conhecimento do todo não só da brincadeira, da construção dela
tornado mais significativo e prazeroso para ela. Diante desse processo, todas participam com responsabilidade de fazer e fazer bem
feito. É um projeto que iniciou no mês de agosto e será desenvolvido até o fim do ano letivo. Os alunos registram tudo em um
caderno de campo e no final do projeto levarão para casa esses registros e os brinquedos feitos por eles. Esse trabalho é feito duas
vezes por semana sendo construídos dois brinquedos ou jogos. Todo o processo é registrado e através disso é que eles
desenvolveram/desenvolverão a leitura e a escrita, aprendendo com prazer, desafiando suas próprias capacidades e limites,
promovendo a interação entre si no desenvolvimento de seu aprendizado, construindo o conhecimento com prazer e diversão através
do lúdico.
Palavras-chave: Leitura; Escrita; Aprendizagem.
A INTERAÇÃO SOCIAL ENTRE CRIANÇAS OUVINTES E CRIANÇAS VISUAIS EM UM ESPAÇO ESCOLAR INCLUSIVO
Esta pesquisa aborda as interações entre alunos surdos, de agora em diante, conforme Duarte (2015) sujeitos visuais, e seus colegas,
alunos ouvintes, analisando aspectos comunicativos observados nas interações sociais na EMEB Maria da Glória de Souza, em Cuiabá.
Toda a pesquisa buscou entender como os sujeitos visuais e ouvintes interagem pela linguagem na escola. Portanto, nosso objetivo
geral foi observar se há interação entre estes alunos em ambiente escolar, visto que, em Mato Grosso, não há estudos que analisem a
questão da interação aluno sujeito visual x aluno ouvintesob uma perspectiva bakhtiniana. Na tentativa de alicerçar nossas posições
teóricas, buscaremos trazer, como contribuição à área de estudos linguísticos, uma distinção mais aclarada de como é concebida a
interação social nos estudos de Mikhail Bakhtin e Levy Vygotsky. Nesta direção, compreendemos, neste estudo, a linguagem como um
lugar de interação humana, um fenômeno sócio-histórico e ideológico, assim como definem Bakhtin/Volochínov (2012 [1929]). O
caminho teórico-metodológico usado na pesquisa foi a abordagem qualitativa e a Análise Dialógica do Discurso com base em Brait
(2006) e Amorim (2001), observando momentos interativos, inscritos numa interpretação histórico-cultural e semiótica dos processos
humanos de interação. Foram observadas e filmadas seis aulas no 6º ano da escola selecionada, no período de março e abril de 2014.
Os resultados de nossa análise indicam que as diferenças linguísticas e culturais não impediram que a interação social entre os sujeitos
visuais e os sujeitos ouvintes ocorresse. Ficou evidente, para nós, que, para as crianças, a inclusão é muito mais natural do que para os
adultos presentes no espaço escolar. A experiência de inclusão revela-se benéfica para os alunos sujeitos visuais e alunos ouvintes, pois
eles podem melhor elaborar seus conceitos a respeito da surdez, língua de sinais e comunidade surda, desenvolvendo-se como
cidadãos não indiferentes. Essa investigação está inserida nos Projetos de Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso: Relendo
Bakhtin (REBAK), e Aprendendo a aprender o processo de aprendizagem da língua portuguesa com o sujeito visual como segunda
língua, L2.
Palavras-chave: Interação; Aluno Sujeito Visual-Aluno Ouvinte; Inclusão.
Esta pesquisa tem o objetivo de compreender a metodologia aplicada na sala de recursos multifuncionais na educação do sujeito visual
(cf. DUARTE, 2015), na aula de Língua Portuguesa, e quais as contribuições destes para a aprendizagem em sala de aula, focando na
interação entre professor e aluno no processo de ensino e aprendizagem, numa perspectiva da educação inclusiva. Nesse sentido, a
sala de recursos multifuncionais, através do atendimento educacional especializado, vem oportunizar aos alunos situações de
aprendizagem, metodologia diferenciada e materiais didáticos que venham contribuir para superação de suas dificuldades. No que
concerne ao ensino da Língua Portuguesa, deve amparar-se nas reais necessidades desses educandos, para quem a primeira língua é a
língua de sinais (L1) e a língua oral (L2), na modalidade escrita, deverá ser ensinada como segunda língua, com uma função social
determinada. Com relação ao processo de aprendizagem do sujeito visual, especificamente no que tange às produções textuais,
percebem-se muitos problemas coesivos, o que tem ocasionado ao professor dificuldades para a efetivação de uma metodologia na
perspectiva da educação bilíngue. Por isso acreditamos ser imprescindível que o professor da sala regular, juntamente com o professor
da sala de recursos multifuncionais, conheçam com profundidade a língua de sinais, bem como a estruturação de sinais e tradução para
que se possa ofertar um ensino de qualidade. Esta questão nos traz algumas reflexões acerca da linguagem escrita do sujeito visual no
que se refere aos aspectos linguístico-discursivos da Língua Portuguesa, bem como de que forma o sujeito visual articula o seu texto, já
que o mesmo interage no plano visual-gestual, mas precisa integrar-se no mundo da linguagem escrita. Para tanto, buscaremos nos
ancorar na teoria de linguagem enunciativo-discursivo de viés bakhtiniano e na teoria de aprendizagem vygotskyana, ressaltando os
conceitos de enunciado concreto, dialogismo, interação e alteridade. Essa investigação está inserida nos Projetos de Pesquisa da
Universidade Federal de Mato Grosso: Relendo Bakhtin (REBAK), REBAK SENTIDOS e Aprendendo a aprender o processo de
aprendizagem da Língua Portuguesa com o sujeito visual como segunda língua, L2.
Palavras-chave: Metodologia; Sujeito Visual; Sala de Recursos Multifuncionais
22
INFLUÊNCIA DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA FORMAÇÃO INICIAL DE DOCENTES
Patricia Moraes Miranda (UNEMAT/BOLSISTA PIBIC/CNPQ)
Leandra Ines Seganfredo Santos (UNEMAT/Sinop)
A comunicação através das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) vem provocando mudanças em nossa forma de ler e
escrever o que permite às pessoas exercitarem a prática da escrita com maior frequência e facilidade. O projeto de iniciação científica
está vinculado ao Projeto MULTFOR – Multiletramentos e Tecnologia: Formação e Prática Docente (2013-2016) -, do Programa de
Mestrado PROFLETRAS da unidade da UNEMAT/Sinop. O objetivo dessa comunicação é demonstrar o projeto e resultados parciais das
influências de recursos tecnológicos na formação inicial de docentes, pois a tecnologia pode ser utilizada como forma de apoio aos
livros didáticos que não são suficientes para obtenção do conhecimento necessário para se exercer a profissão de docente,
considerando as vantagens dos recursos tecnológicos como forma de conhecimento para um docente se manter atualizado e sempre
ensinando de forma prazerosa os conhecimentos que foram adquiridos dentro e fora da Universidade do Estado de Mato Grosso na
cidade de Sinop. Sendo assim, tomaremos por base os estudos do multiletramento que, de acordo com Rojo e Moura (2012), são
textos compostos de muitas linguagens (ou modos, ou semioses) e que exigem capacidade e práticas de compreensão e produção de
cada uma delas para fazer significar, envolvendo as novas tecnologias de comunicação e de informação, mas caracteriza-se como um
trabalho que parte das culturas de referência do alunado e de gêneros, mídias e linguagens por eles conhecidos, para buscas de novas
informações percebendo que o letramento digital pode ser entendido como conjunto de práticas socialmente organizadas que fazem
parte de um grupo para um propósito específico. Com toda essa rapidez do avanço tecnológico, pretendemos fazer um levantamento
do que é fornecido pela instituição como apoio a esses futuros docentes que, ao exercerem a profissão, se depararão com discentes
que ficam conectados à internet e a meios tecnológicos a todo momento, como os docentes pretendem lidar com essas circunstâncias
visando à importância da tecnologia e com isso pode oferecer à Universidade um espelho dos processos tecnológicos que permeiam os
meios educacionais. Para essa análise, realizamos pesquisa bibliográfica e também aplicamos um questionário semiestruturado com
questões abertas e respondido online e ou impresso. O questionário foi realizado com cinco discentes na formação inicial, do período
noturno de cada um dos cursos de licenciatura em Letras, Matemática e Pedagogia da Universidade do Estado de Mato Grosso campus
de Sinop.
Palavras-chave: Formação docente; Recursos Tecnológicos; Pesquisa.
O trabalho feito com a leitura abre diversas possibilidades de aprendizado; em uma mesma proposta, cada sujeito expõe um olhar
peculiar sobre a situação anunciada. Pretende-se com este artigo expor as experiências adquiridas e os resultados obtidos mediante
uma aula apresentada pelos bolsistas do projeto PIBID Interdisciplinar na EMEB Armando Dias, onde foi desenvolvido, juntamente com
o corpo docente, um trabalho partindo do tema dia Nacional da Literatura Infantil. Foram apresentados danças, contos infantis e
espaço da leitura, tendo como mediadores os personagens do Sítio do pica-pau amarelo. Houve significativa interação dos alunos com
o contexto sugerido, sentiram-se a vontade para dialogar, fazer inferência a partir do que já conheciam, logo, cada sujeito antes de se
aventurar no mundo escolar traz consigo uma experiência empírica, e, baseado nesse conhecimento consegue também participar do
seu processo de formação. Tanto alunos como professores ganharam com a participação nesse evento, que motivou nos alunos a
vontade de saber mais sobre o Sítio do pica pau amarelo de Monteiro Lobato, uma vez que poucos conheciam a história através dos
livros; entretanto o conheciam de um seriado da televisão.. Essa experiência comunga com o nome do projeto desenvolvido na EMEB
Armando Dias, significa: “Da leitura de mundo à leitura da palavra”, Paulo Freire. A partir dessa realidade, os Pibidianos puderam ter
contato com a sala de aula, uma vez que seu conhecimento sobre o ensino é apenas o oferecido na universidade, mas com esta bolsa
de iniciação à docência, a visão passa a ser outra com experiências concretas. Do professor parte a paixão por aquilo que faz,
consequentemente nos alunos ocorre o despertar pela vontade de aprender mais, o seu encantamento pela literatura. E para conhecer
a palavra tem que saber ler suas experiências de mundo e saber interpretar sua vida.
Palavras-chave: Leitura; Literatura; Pibid; Formação Docente.
Os estudos linguísticos têm colocado em cena questões inquietantes tanto do ensino quanto da formação educacional brasileira. De
diversas perspectivas teóricas/metodológicas, estes estudos auxiliam pesquisadores e estudiosos da linguagem sobre as diversidades
que o espaço escolar apresenta e possibilita pensar a Língua Portuguesa para além de sua estrutura e forma, principalmente, a
linguagem em seu funcionamento. Neste direcionamento, o presente trabalho refere-se ao projeto de pesquisa aceito pelo Mestrado
em Linguística pela Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT) intitulado como “Formação linguística na Educação de Jovens e
Adultos: do prescritivo à prática de sala de aula”. Pretende-se com essa pesquisa refletir sobre as concepções de formação/educação
linguística descritas nos documentos oficiais da educação básica para Mato Grosso, bem como as práticas de docentes que atuam na
área de linguagem na disciplina Língua Portuguesa, conjugando com os pressupostos teóricos que suleiam a formação/educação
linguística de Jovens e Adultos descritos em documentos oficiais da educação básica tais como: Lei Das Diretrizes/2013, as Orientações
Curriculares em Mato Grosso (OCs), o Projeto Político Pedagógico (PPP) e o Regimento Interno Escolar (RIE). O espaço investigado será
a Educação de Jovens e Adultos, da cidade de Sinop, que nos permitirá conhecer as práticas docentes da disciplina. Por ser uma
pesquisa qualitativa interpretativa, de cunho etnográfico, a metodologia será através de coletas de informações compostas por
entrevistas, questionários e observações. Pretende-se, assim, repensar o ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa na EJA e refletir
como as práticas sociais escritas fazem emergir o social, o histórico e o ideológico. Portanto estabelece-se o diálogo teórico com
Kleiman (2005), Lopes (2006), Antunes (2003), Fabrício (2006), Magalhães (2013), Faria (2009; 2013), Imbernón (2012) dentre outros.
Espera-se contribuir com as pesquisas em educação linguística, especificamente, no cenário de ensino da Língua Materna em contexto
situado.
23
Palavras-chave: Ensino; Língua Materna; EJA.
EDUCAÇÃO FÍSICA E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA
O presente estudo apresenta análise acerca do resultado de pesquisa desenvolvida durante a prática pedagógica por uma professora,
na regência, realizada na Escola Estadual Nossa Senhora da Glória, no município de Sinop - MT. A Educação Física na EJA, Educação de
Jovens e Adultos, busca conquistar do aluno o entendimento sobre valorizar, apreciar e desfrutar dos benefícios do movimento
corporal, bem como ser capaz de analisar criticamente valores sociais, advindo do esporte e mídia, como também resgatar a prática
prazerosa enquanto conceito fundamental para saúde e melhoria da qualidade de vida. Através da regência, analisou-se que as aulas
de Educação Física para os alunos se resumiam à prática livre, onde os alunos, em maioria as mulheres, ficavam sentados assistindo aos
que queriam praticar alguma modalidade desportiva. O objetivo foi verificar se a prática metodológica de ensino estava atendendo as
necessidades dos alunos da EJA, assim como o conhecimento desses em relação à disciplina. O estudo metodológico constitui-se num
estudo de caso com abordagem qualitativa, sendo feita a coleta de dados a partir de observação e entrevista. Os sujeitos da pesquisa
foram os alunos 2º segmento EJA (8º e 9º ano do Ensino Fundamental) e 2º EJA (2º e 3º ano do Ensino Médio). A partir dos dados
coletados, analisou-se a práxis docente na formação dos alunos. Dessa maneira obteve-se os seguintes resultados: que até o início das
aulas os alunos conheciam a disciplina de Educação Física como aula livre e como prática de modalidades esportivas, mas com o
decorrer das aulas e temas abordados durante o ano os mesmos puderam compreender que a prática não significa apenas praticar
modalidades esportivas, que incluem a saúde, a dança, o corpo humano e as brincadeiras, adaptados ao seu ritmo. A insistência e
persistência da professora contribuíram para o início da prática e apreciação da disciplina de Educação Física.
Palavras-chave: Educação Física; EJA; Práticas Pedagógicas.
Em um mundo globalizado, a educação brasileira busca e se pauta na produção do conhecimento, uma vez que o número de
informações e seu acesso tornou-se mais rápido HALLL (2005); BAUMAN(1999), exigindo o redimensionamento do
ensino/aprendizagem. Observa-se que ao mesmo tempo em que a quantidade e facilidade de informações possibilitam analisar, formar
opiniões e produzir conhecimentos, paradoxalmente restringe ao fazer estruturado, alertado em ROJO (2012). Neste contexto, espera-
se que a escola articule estratégias que forme o indivíduo, sensibilizando-o à importância de ações cidadãs, das possíveis leituras de
mundo voltadas às práticas sociais. Assim, este trabalho objetiva apresentar como os multiletramentos desenvolvidos nas diversas
áreas do conhecimento de uma escola pública, localizada a norte de Mato Grosso, e que atende a modalidade jovens e adultos esforça-
se pelo ensino interdisciplinar no sentido de promover a autonomia e o protagonismo do aluno a partir de suas vivências de
aprendizagem. Frente à realidade do público que conta com sujeitos que foram afastados do espaço escolar por diversos fatores
como a idade, “distanciados” dos padrões de aprendizagem vigentes, e por apresentarem dificuldades com a leitura, a
interpretação e a escrita, surgiu a ideia de agregar as três áreas de conhecimento, quais sejam: Linguagens Códigos e suas Tecnologias,
Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências Naturais e suas Tecnologias e dar voz ao participante da aprendizagem a partir dos
conteúdos trabalhados e fomentar a reflexão sobre o contexto situado, encaminhando o aluno a expressar-se e posicionar-se
conforme ensejado em FREIRE(2011). Assim, as questões centrais são: Como os alunos da Educação de Jovens e Adultos lidam com os
conteúdos programáticos desenvolvidos em contexto de sala de aula? De que forma os discentes estabelecem conexões entre os
conteúdos desenvolvidos e as situações reais de história de vida? Filiados à Linguística Aplicada e numa perspectiva de cunho
qualitativo etnográfico, conforme Gaskell e Bauer (2002), explorou-se os diversos gêneros textuais em sala de aula e selecionou para
um exercício analítico alguns recortes dos textos produzidos na expectativa de responder às questões propostas e verificar se as
provocações feitas no espaço escolar corroboram com o pensar, com a criatividade e desperta às possíveis leituras de mundo, a
ponto de instigar o aluno à reescrita de suas reais histórias de vida.
Palavras-chave: Multiletramentos; EJA; Ensino; Língua Portuguesa.
A Educação do/no Campo tem sido tema de estudos, debates e construções teóricas e metodológicas junto às escolas e às instâncias
governamentais. Nesse processo possibilita, de acordo com a legislação, organizar o currículo das unidades escolares de acordo com a
Pedagogia da Alternância. Baseando-se nessa possibilidade a Escola Estadual Terra Nova adotou essa organização curricular a qual
pressupõe estudos que se desenvolvem em dois momentos, sendo tempo escola e tempo comunidade. Durante o primeiro, os alunos
estudam uma semana em tempo integral na unidade. No segundo, também com duração de uma semana, os mesmos desenvolvem
pesquisas centradas em seu contexto de moradia. Esta possibilidade de organização incentiva o desenvolvimento da autonomia do
discente. No tempo comunidade, os alunos registram as etapas de suas pesquisas no caderno de campo ressaltando os avanços e as
dificuldades encontrados no processo. Com a construção deste relato de experiência pretendemos socializar os resultados encontrados
no desenvolvimento dessa organização e registrados nos cadernos de campo. O relato está construído com base em dez cadernos de
campo e temos por objetivo provar que, mediante a organização da alternância, as pesquisas de campo registradas no gênero relato de
experiência e de vida, o estudante constrói/desenvolve sua autonomia como pessoa, aluno e cidadão. Adotamos a abordagem
metodológica qualitativa da pesquisa-ação utilizando técnicas do Estudo de Caso com entrevistas semiestruturadas, análise dos
cadernos dos estudantes e observações de campo, pautando-nos sobre o aporte teórico das Orientações Curriculares para a Educação
do Campo (2010), dos teóricos que discutem a Pedagogia da alternância e a autonomia do estudante, GIMONET (2007), BATISTA
(2009), e FREIRE (1986) dentre outros. Constatamos que os estudantes alcançam desenvolvimento considerável na organização das
24
atividades tanto no lar quanto na escola; a família passa a se conhecer melhor e interagir mais e melhor entre si e com a unidade
escolar; o estudante se percebe enquanto pessoa e cidadão e qual seu papel na sociedade em que vive.
Palavras-chave: Educação do Campo; Pedagogia da Alternância; autonomia.
A formação continuada é essencial para a atuação profissional em todas as áreas do conhecimento. Assim também é de importância
fundamental a formação em serviço por parte dos professores e professoras que atuam junto aos alunos a fim de promover o ensino e
a aprendizagem. Tendo isso em vista, o Estado de Mato Grosso pensou esse processo com a organização do Projeto Sala de Educador.
Este projeto parte do diagnóstico interno e dos resultados das avaliações externas para verificar quais são as fragilidades, os avanços e
dificuldades do processo ensino e aprendizagem. O diagnóstico da Escola Estadual 13 de Maio apontou a necessidade de trabalhar a
leitura, compreensão, interpretação e produção de textos. A fim de atender a essa necessidade, buscando sensibilizar e despertar nos
alunos e alunas a apreciação e o hábito de leitura, assim como a construção das capacidades pertinentes à leitura e produção de textos
junto às crianças do 1º e 2º Ciclos do Ensino Fundamental, na Escola Organizada por Ciclos de Formação Humana, a unidade escolar
organizou a formação continuada em um projeto pedagógico voltado para o atendimento a tais questões. Este texto, portanto, tem
por objetivo socializar os resultados e as ações ocorridas durante o desenvolvimento do Projeto Sala de Educador que visava o
desenvolvimento da leitura na perspectiva do letramento. Para isso adotamos a abordagem metodológica qualitativa, fazendo uso da
pesquisa-ação e técnicas do estudo de caso. Procedemos à análise das produções textuais dos alunos e alunas dos anos iniciais e
observações do fazer pedagógico e das ações dos mesmos. Buscamos aporte teórico em Kramer (2010), Freire (1996), Ferreiro e
Teberoski (1999), dentre outros. Os resultados nos mostram que a formação continuada na perspectiva do Projeto Sala de Educador é
de fundamental importância para proporcionar suporte teórico e metodológico aos professores e professoras a fim de que os mesmos
promovam o letramento; incentivem atividades de leitura e escrita pensadas de forma contextualizada, o que favorece a aprendizagem
e a construção das capacidades linguísticas pertinentes à leitura e produção de textos e ao domínio do letramento social o qual deve se
dar continuamente mediante práticas de leitura que incentivem o conhecimento do mundo, o desejo de decifrar e interpretar as
emoções e o sentido das coisas.
Palavras-chave: Formação continuada; Letramento; Produção Textual.
O presente estudo que ora apresento tem como objetivo analisar as vozes que permeiam nos discursos/textos de alguns alunos do
ensino superior, no atinente às suas experiências com a prática leitora literária. Especificamente, neste trabalho, pretendo investigar,
sobretudo, a importância do(s) mediador(es) – e suas consequências- no processo da formação leitora dos sujeitos supracitados e, a
maneira que a leitura foi “apresentada” a eles, em especial, a leitura literária. Os corpora aqui analisados são decorrentes de uma
disciplina que ministrei, qual seja: Estágio Supervisionado de Literatura, na Universidade do Estado de Mato Grosso, campus Sinop e
foram coletados por meio de uma questão aberta em que os alunos, dessa mesma disciplina, deveriam discorrer sobre suas
experiências (memoráveis) com a literatura. Assim sendo, foi analisado 15 textos escritos pelos discentes à luz da teoria enunciativo-
discursiva. Para tanto, usamos como referencial teórico o pensador russo Mikhail Bakhtin e o Círculo, além de outros pesquisadores,
tais como: Candido (1988); Brait (2006); Cosson (2011); Paulino (2008) só para citar alguns. Bakhtin e o Círculo asseveram que a
palavra, a linguagem é um signo ideológico e cultural que possui um acento de valor ou apreciativo, isto é, a palavra expressada (escrita
ou falada) por este ou aquele sujeito sempre é acompanhada de um acento apreciativo, um juízo de valor, uma intencionalidade. E
que, além disso, todo discurso/texto é o resultado de muitas palavras - alheias, de múltiplas vozes sócio-histórica-ideológicas.
Consoante Candido (1998), a literatura é tomada como uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a
personalidade do sujeito, uma vez que dá forma aos sentimentos e à visão do mundo; nos organiza; nos liberta do caos e, assim, nos
humaniza. Portanto, negar a fruição da literatura, segundo o autor, é mutilar a nossa própria humanidade. Para a análise dos textos dos
alunos, assumo tais concepções acerca da linguagem e do texto literário, por assim dizer, da prática de leitura literária. Ou seja, a
leitura literária aqui é tomada como ato/atividade social, prática de interação entre o autor e leitor.
Palavras-chave: Leitura; Memória; Mediador.
DE QUE FORMA O GRAU DOS SUBSTANTIVOS ESTÁ SENDO ABORDADO NOS LIVROS DIDÁTICOS?
O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo realizado acerca da forma como os conteúdos sobre grau dos
substantivos são abordados no livro didático do 3º ano do Ensino Fundamental. De acordo com o estudo, constatou-se que existem
vários conceitos de gramática. E isto se deve à divergência entre as maneiras de se conceber o que seja uma gramática, pois nem todos
os autores apresentam as mesmas concepções. Além da consequência das divergências, existe ainda em nosso país (Brasil) uma crítica
à “gramatiquice” e ao “normativismo”. Embora existam divergências de concepções e crítica ao ensino de gramática, o estudo mostrou
que mesmo que não seja para ensinar, pelo menos para defender o ensino de Língua Portuguesa é preciso saber o que é gramática.
Mostrou ainda, que quando se fala em ensino de gramática, é comum que se pense apenas nos aspectos prescritivos, isto é, nas regras
de concordância, regência, pontuação, acentuação. Porém, conforme os teóricos estudados, quando se fala em ensino de gramática
deve-se antes de tudo falar do ensino de um conhecimento sobre a língua, fundamentado numa boa reflexão sobre o seu
funcionamento. O estudo teórico mostrou que só existe sentido em estudar gramática, se esses conteúdos estiverem claramente
subordinados ao domínio das atividades de fala e escrita, isto é, se eles tiverem efetiva relevância funcional. Quanto ao grau dos
25
substantivos, existem duas funções para explicar a formação do grau aumentativo e do grau diminutivo que são: a função expressiva
(manifestação de sentimentos e emoções) e a função denotativa (sentido do dicionário). Dentro da função denotativa os graus
aumentativos e diminutivos são normalmente definidos em termos de dimensão concreta avantajada ou ideia de pequenez.
Entretanto, as noções são mais abrangentes, estendendo-se também a outras dimensões, como a excelência e a intensidade. Para os
teóricos, ao apresentar os graus aumentativo e diminutivo do substantivo deve-se considerar suas forças expressivas, visto que os
mesmos podem estar exprimindo tanto apreciação, carinho, delicadeza, ternura, humildade, cortesia; quanto depreciação, desdém,
irritação, ironia, gozação, hipocrisia. O estudo realizado com o livro didático mostrou que já existe certo cuidado na abordagem dos
conteúdos do grau dos substantivos. Porém, esse cuidado é ainda muito pouco, visto que a maior parte das atividades trazidas nos
livros pesquisados ainda são realizadas de maneira descontextualizada.
Palavras-chave: Gramática; Ensino; Língua Portuguesa.
ENSINO DA LÍNGUA INGLESA POR TEMÁTICAS: UMA FORMA DE MELHORAR A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS
O projeto visa uma prática multidisciplinar entre os conteúdos das disciplinas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa da Escola Estadual
Nossa Senhora da Glória, aplicados em uma turma de 7º Ano do período matutino. A temática escolhida foi saúde e bem estar,
envolvendo os cuidados para a manutenção da saúde, práticas saudáveis e prevenção de doenças. Para desenvolver este trabalho
propomos leituras de artigos, reportagens, vídeos e debates dentro da sala de aula. Também estão sendo coordenadas várias pesquisas
na qual o aluno observa as suas atitudes, bem como de suas famílias, anota e fotografa elementos do meio onde vive, sempre com o
objetivo de enriquecer e fomentar as múltiplas aprendizagens. O material coletado e o resultado das atividades serão apresentados em
uma feira de conhecimento organizado pela escola. No espaço das aulas de Língua Inglesa é proposto o vocabulário acerca dos temas
trabalhados, tais como: alimentação, saúde, partes do corpo, elementos da natureza, cuidados com o meio ambiente e principais
doenças. Durante as atividades com o uso do vocabulário da língua estrangeira há também o desenvolvimento das diferentes leituras
sobre o tema no intuito de dar um maior sentido às aulas, norteando o aluno para a construção de uma aprendizagem com o propósito
de promover uma melhoria para a sua saúde e também de sua família. Através da pesquisa está sendo incentivado o protagonismo do
educando, uma vez que ele será o pesquisador e o objeto de pesquisa. Desta forma é realizado atividades independentes do professor,
promovendo um senso crítico e o perfil de pesquisador atento. Os planejamentos das atividades são apoiados em um estudo das
Diretrizes Curriculares do Estado de Mato Grosso e também pelo estudo de ROJO (2000), MOITA LOPES (2005) e GRADOLL (2006),
dentre outros. Com o intuito de desenvolver as capacidades de construção de diferentes textos, promover a vivência e as
ressignificações das práticas de linguagens fazendo o uso social das diversas linguagens em diferentes situações de fruição e interação.
Palavras-chave: Saúde; Leitura; Planejamento.
O presente trabalho propõe a apresentação de um projeto que visa uma prática multidisciplinar, entre os conteúdos das disciplinas de
Língua Portuguesa e Língua Inglesa da Escola Estadual Nossa Senhora da Glória, aplicados em uma turma de 7º Ano do período
matutino, que podem ser visualizados pelos alunos através de temáticas que envolvem o cotidiano dos discentes na perspectiva de
ampliar o aprendizado relacionado à saúde e bem-estar. Para desenvolver este trabalho propomos leituras voltadas ao tema,
atividades de observação e coleta de dados no bairro onde a escola está localizada. Nesta etapa destacaremos a prática voltada ao que
integra os conteúdos de Língua Portuguesa. A disciplina procura explorar o trabalho linguístico feito no texto e os efeitos de sentido
que provocam, as escolhas do autor para marcar sua intenção comunicativa, as possibilidades que a língua nos oferece e as
consequências de cada uma dessas escolhas, em termos dos sentidos, que elas permitem ao leitor construir. Precisamos encontrar
formas de fazer com que o aluno escreva para outros leitores que não apenas o professor, mesmo que sejam leitores simulados. Esse
tipo de atividade leva em consideração os recursos formais e linguísticos que o constituem em uma situação sócio comunicativa que
traz o contexto de uso da linguagem em que suas condições de produção são consideradas. O trabalho do professor consiste em
nortear o aluno a construir sentido, a perceber o propósito do texto, a desvendar as escolhas linguísticas feitas pelo autor, a ter uma
reação ao texto, fazendo com que se efetive assim uma situação em que a comunicação realmente acontece. Outro ponto sobre o qual
acreditamos que precisamos pensar é a reflexão linguística. Objetivamos contribuir para o ensino e aprendizagema partir do incentivo
ao protagonismo juvenil e para o desenvolvimento de atividades que atuem diretamente sobre o(s) conteúdo(s) desenvolvidos em sala
de aula, integrando e articulando professores, alunos e sociedade fazendo que o aluno mantenha-se mais independente do professor,
entendendo-se como aluno pesquisador, iniciando, assim, o seu pensamento crítico/cientifico. Buscamos com esta proposta didática,
ultrapassar as paredes da sala de aula e envolver nossos aprendizes com questões que integram seu bem-estar, bem como aproximar a
sociedade que integra a escola para aquilo que se produz através do olhar analítico dos discentes, já que os resultados obtidos ao fim
deste trabalho serão expostos durante a feira de conhecimento da escola, onde pais de alunos possam aprender, com seus filhos,
maneiras simples de tornar o bem-estar acessível, e de que forma a escola concilia questões sociais com conteúdo de sala de aula. Em
nossa metodologia trabalharemos, ao longo das aulas, a investigação do aluno quanto os problemas que afetam a saúde e instigaremos
os alunos a levantarem sugestões simples e eficazes para solução dos mesmos.
Palavras-chave: Língua portuguesa; Língua Inglesa; Prática multidisciplinar.
26
As questões que permeiam o espaço da prática pedagógica escolar sempre foram motivo de estudos; as repercussões da gestão de sala
de aula e seus resultados na construção das capacidades atitudinais dos alunos e alunas também são temas de debates. A instabilidade
gerada por substituições consecutivas em uma mesma turma e as consequências advindas dessa ação repercutem consideravelmente
na aprendizagem do aluno e aluna. Objetivando refletir sobre tais considerações pretendemos socializar nesse texto o trabalho
realizado junto a uma turma do 8º ano do Ensino fundamental da Escola Municipal Vinicius de [Link] este trabalho, adotamos
estratégias metodológicas interdisciplinares e interativas as quais possibilitassem a interação social e o desenvolvimento da
afetividade. A turma passou pela experiência de várias substituições de professores o que contribuiu significativamente para que os
alunos e alunas se tornassem mais agressivos, indisciplinados, faltassem bastante, falassem palavras de baixo calão e não realizassem
as atividades propostas, o que acabou afetando a aprendizagem. Adotamos a pesquisa de cunho qualitativo, realizando estudo de caso
e fazendo uso da observação participante. Para nortear nossa pesquisa, nos baseamos nos estudos de Wallon (1994), que ressalta a
importância do professor como um dos elementos principais e responsável por todo um grupo, cabendo a ele mediar o processo
ensino e aprendizagem dos alunos e alunas, contribuir para que eles aprendam a atuar de forma dialógica na sociedade, que percebam
a existência das regras e a importância de respeitá-las. Buscamos ainda respaldo teórico nas Orientações Curriculares da Linguagem
(1010), as quais destacam a necessidade de que o ensino se dê de forma sócio interacional. Os resultados apontam que a adoção de
estratégias metodológicas interacionistas como a utilização da dramatização, da construção da capacidade argumentativa e dialógica
propiciaram mudanças significativas no comportamento dos alunos e alunas, repercutindo no processo comunicativo dos mesmos na
interação social e na aprendizagem.
Palavras-chave: Relação professor/aluno; Ensino e aprendizagem.
O presente trabalho relata o projeto 1ª Oficina Literária: Outros olhares, elaborado durante a realização da disciplina Estágio de
Literatura do Curso Licenciatura em Letras da UNEMAT – Universidade Estadual de Mato Grosso, campus de Sinop. No decorrer das
aulas de estágio proporcionou-se a discussão de vários temas, tais como a análise das OCs (Orientações Curriculares), dos PCN
(Parâmetros Curriculares Nacionais), métodos de avaliação, avaliação dos livros didáticos, entre outros. Após a discussão, os
acadêmicos foram divididos em seis grupos para a construção das oficinas realizadas na Escola Estadual Professora Edeli Mantovani.
Formaram-se seis oficinas, cada uma contemplando um gênero literário com o objetivo de inserir o acadêmico no seu futuro ambiente
de trabalho. Os estágios de observação e regência possibilitam a compreensão do papel do professor, a oportunidade de observar e,
aplicar o conhecimento teórico adquirido na universidade relacionando teoria e prática. Dessa forma buscou-se o modelo Oficinas de
literatura, entendendo que tudo se dá a partir da ideia de que as linguagens literárias são uma permanente conquista dessas
imprecisões da razão e da emoção que requerem uma forma capaz de materializá-las; cada texto é uma vertigem de linguagem que se
plasma através do corpo a corpo com a matéria verbal e as noções teóricas da função estética. Ao longo das oficinas, cada participante
percebeu a razão pela qual uma mensagem verbal, por meio de alguns procedimentos, se torna um texto poético. Tais discussões –
balizadas por leituras e análises de textos da tradição literária foram submetidas a exercícios de produção individual e coletiva, nos
quais o aluno é instado a criar/recriar suas próprias soluções.
Palavras-chave: Formação de professores; Oficina de literatura; Dificuldade em leitura e escrita.
O projeto de iniciação científica que desenvolvi, sob orientação da Profa. Dra. Leandra Ines Seganfredo Santos, está vinculado ao
Projeto MULTFOR – Multiletramentos e Tecnologia: Formação e Prática Docente (2013-2016) do Programa de Mestrado PROFLETRAS
da unidade da UNEMAT/Sinop. Tem como objetivo observar as aulas ministradas no curso de Letras e investigar meu desenvolvimento
enquanto professora de Língua Estrangeira para crianças usando meus conhecimentos adquiridos nas aulas de MELIC (Metodologia do
Ensino de Inglês para Crianças) oferecidas pela Universidade. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa e utilizamos um
diário de classe para acompanhar o desenvolvimento das aulas por mim ministradas.
Palavras-chave: Ensino de Língua Estrangeira; Inglês; Profletras.
A presente comunicação tem por finalidade demonstrar os resultados parciais de um projeto de pesquisa para o trabalho de conclusão
de curso (TCC), desenvolvido sob orientação da Prof. Ms. Juliana Freitag Schweikart. O projeto objetiva o desenvolvimento da
habilidade oral em língua inglesa permeado pelo uso das tecnologias com uma turma de 8º ano do ensino fundamental em uma escola
municipal na cidade de Sinop/MT. É uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, pois desenvolve-se diretamente em ambiente
escolar envolvendo observação e intervenção no meio. A coleta de dados se dá por meio de questionários, notas de campo e produção
oral dos alunos durante o segundo semestre de 2015 com término no primeiro semestre de 2016. Para realização dessa pesquisa,
utilizaremos como base teórica temas como a abordagem comunicativa, os gêneros textuais, no caso aqui gêneros textuais orais
narrativos, uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e ensino/aprendizagem de língua inglesa. Como já dito por muitos
estudiosos, como AZZARI E LOPES (2013), a tecnologia está cada vez mais presente em nosso cotidiano e as escolas não podem ficar
para traz nessa era atual. Os alunos já estão bem situados a nessa nova tecnologia e cobram dos professores o uso delas. Outra
questão que também é bastante discutida por PAVANELLI, WEBER E REY (2013) é a mudança no ensino que cada vez mais se começa a
27
pensar no professor como mediador da aprendizagem e o aluno como o sujeito dessa aprendizagem conforme a teoria de Vygotsky do
sociointeracionismo. Até o momento, podemos perceber, em análise parcial de dados, que os alunos expressam não ter aulas com
atividades orais de comunicação e que sentem vontade de saber falar a língua inglesa, por este motivo os alunos veem essa disciplina
como uma forma de divertimento e não para comunicação, mas querem aprendê-la para o futuro, pois pensam em viajar e conhecer
novas culturas.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Oralidade; Tecnologia.
O mundo atual é marcado virtualmente pelos meios de comunicação e mídias digitais, que se tornaram parte integrante da nossa
cultura e permeiam a vida de jovens e adolescentes de forma efetivada. Um cenário caracterizado pela comunicação audiovisual que
seduz esses adolescentes, principalmente, no tocante aos jogos digitais, provocando transformações no âmbito da linguagem, afetando
o seu modo de se expressar e relacionar com o mundo. Considerando este cenário e caracterizando o jogo como um universo
dinâmico, híbrido, uma prática contemporânea que apresenta significados culturais, escolhido pelos jovens, adolescentes e crianças,
para brincarem livremente, longe dos olhares disciplinadores de pais e professores, a investigação, em andamento, procura
problematizar de que forma os adolescentes constroem sentidos através da cultura dos games, verificar as possíveis implicações na
vida escolar desses adolescentes, buscando entender no que consistem as suas experiências e formas de interação usadas durante o
jogo, evidenciadas em seus enunciados. Isso efetivar-se-á mediante a realização da observação de adolescentes, que têm no uso do
videogame uma prática recorrente, de entrevistas orientadas e semiestruturadase também de análise documental e diário de pesquisa.
Terá caráter interpretativo, com análise qualitativa dos dados, norteada pelos autores Bortoni-Ricardo (2008) e Denzin e Lincoln (2006),
tendo em vista uma maior compreensão do discurso dos entrevistados. O público alvo são cinco adolescentes, entre doze e quatorze
anos, regularmente matriculados no sétimo ano do ensino fundamental e primeiro ano do ensino médio. As questões que nortearão
esta pesquisa são: 1) De que forma os adolescentes constroem sentidos através da prática de videogame? 2) Quais as implicações da
prática de games na vida escolar dos adolescentes? Utilizando referenciais teóricos do campo dos estudos de novos letramentos e
partindo do conceito de jogo apresentado por Huizinga (1993) e Santaella (2004). Com essa pesquisa, espera-se resultados que venham
contribuir para a minha própria prática, trazendo novos olhares relacionados aos jogos digitais na escola.
Palavras-chave: Games; Sentidos; Letramentos.
A língua mãe de todas as línguas do mundo é a língua indoeuropeia. O latim é a língua que deu origem à língua portuguesa e às demais
línguas denominadas neo-românicas, ou seja, remanescentes do tronco da língua latina. A língua materna é constituída, na sua maioria,
por vocábulos oriundos do latim vulgar. O estudo diacrônico da língua suscita a necessidade de resgate histórico e as relações advindas
destas sucessividades que demarcam uma territorialidade sem fronteiras determinantes, pois é histórica na perspectiva de feito e não
de cronologia. Após uma incursão na historicidade, é preciso que sejam definidos o método e as metodologias, que se fundamentam
nos estudos diacrônicos. A conexidade entre a língua latina e a língua portuguesa é inquestionável e o que se ambiciona é a análise do
arcabouço linguístico de formação da língua materna para que se possibilite uma compreensão do que se refere a uma leitura
pragmática e linguístico-discursiva. O latim é a língua que nasceu no Latium, coração da Itália central, no Séc. VIII a.C, em uma
comunidade de albaneses. Este latim não é o latim de Cícero, Júlio César ou mesmo de Plauto ou Terêncio. Este latim é o latim
primitivo ainda classificado de pré-histórico por ser anterior à escrita. Faz-se necessário suscitar a língua indoeuropeia como mãe de
todas as línguas do mundo, que precedeu ao itálico, união do osco, umbro e latim primitivo, e ao latim propriamente dito. A língua
latina se estruturou por meio de processos de formação: pré-histórico, anterior a escrita, idioma somente falado, neste ínterim. O latim
proto-histórico possuiu os primeiros traços da escrita, Fíbula de Preneste e do vaso de Duenos. O latim arcaico possuía estruturas
morfossintaticamente reduzidas e um vocabulário pobre, latim de Plauto e Terêncio, dos teatros, da comédia e dramas populares. O
latim clássico é o de Cícero, das Catilinárias, e de Júlio César, Comentarii de Bello Gallico, a historiografia da Guerra Gaulesa. A língua
latina não possui artigo e carece de acentos diacríticos. Este idioma possui cinco declinações e seis casos latinos: nominativo, genitivo,
dativo, acusativo, vocativo e ablativo. O estudo da língua latina leva a uma reflexão importante sobre a formação da língua portuguesa
e demonstra o quanto é necessário o estudo diacrônico. Os procedimentos metodológicos tanto de natureza linguística quanto didática
são recursos importantes para a análise de resultados possíveis no nível parafrástico e polissêmico. Ao agregar todos estes valores
linguísticos, pretende-se, principalmente, ampliar a leitura para uma perspectiva histórica, possibilitando o posicionamento do sujeito-
leitor-produtor tanto no nível pragmático quanto no linguístico-discursivo.
Palavras-chave: Linguística; Latim; Interfaces metodológicas; Língua Portuguesa e Diacronia.
O desenvolvimento das capacidades de leitura, compreensão, interpretação e produção de textos é foco essencial para a vida em
sociedade por meio do desenvolvimento das práticas de letramento. Cientes da importância de tais construções por parte dos alunos e
alunas e mediante diagnóstico interno desse processo realizado no início do ano letivo o qual revelou fragilidades quanto ao domínio
dessas capacidades por parte dos estudantes. Diante de tal realidade, os profissionais da Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes
organizaram o Projeto Sala de Educador objetivando trabalhar tais fragilidades. Este texto, portanto, tem por objetivo socializar os
resultados da formação continuada desenvolvida na escola referentes à organização dos momentos de transposição didática do
projeto. Considerando as dificuldades de aprendizagem dos educandos da escola quanto à leitura, compreensão e interpretação de
28
textos, buscamos estratégias que possibilitassem superar ou amenizar tais desafios. No coletivo optamos por planejar e desenvolver
aulas que fossem atrativas e que favorecessem a aprendizagem significativa do aluno e aluna. Adotamos a abordagem metodológica
qualitativa com técnicas do estudo de caso fazendo análise da estratégia utilizada com a 3ª fase do 3º Ciclo do Ensino Fundamental
para trabalhar os gêneros textuais, assim como observações do fazer pedagógico e das ações dos alunos e alunas. Buscamos aporte
teórico nas Orientações Curriculares do Estado de Mato Grosso (2010), em Rojo (2012) e Marcuschi (2008) dentre outros. O objetivo foi
detectar os conhecimentos prévios dos alunos quanto ao domínio, circulação e utilização dos gêneros textuais, assim como ampliar a
capacidade cognitiva das estruturas e utilização do gênero como prática social de letramento. Concluímos que os alunos e alunas têm
construído as capacidades de utilização dos gêneros. Ressaltamos que há necessidade de ampliar os conhecimentos quanto às
estruturas dos mesmos. Trabalhando com estratégias diferenciadas é possível ampliar os conhecimentos dos estudantes e construir
capacidades de forma lúdica, divertida e interativa e desenvolver práticas de letramento.
Palavras-chave: Práticas de letramento; Gênero textual; Ensino e aprendizagem.
Este texto objetiva relatar uma experiência vivenciada durante o estágio de docência do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado
de Mato Grosso (UNEMAT), em uma turma de 1ª fase dos anos iniciais do ensino fundamental da Educação de Jovens e Adultos – EJA,
na Escola Municipal de Educação Básica Professor Jurandir Liberino de Mesquita, no primeiro semestre de 2015. Nosso objetivo foi
trabalharmos a alfabetização, a matemática e a leitura através do cotidiano de cada aluno. No período em que estivemos em sala,
pudemos ouvir e conhecer um pouco da vida de cada um, os motivos os quais os fizeram retornarem à escola ou iniciar seus estudos na
idade adulta para aqueles que nunca haviam frequentado uma sala de aula quando criança. Estávamos em uma sala mesclada;
tínhamos alunos com idade entre 18 a 60 anos, cada um com seus sonhos, desejos e objetivos. Para alguns, a escola era apenas um
encontro, para outros a conquista em escrever o próprio nome, e para outros, ler a bíblia. As donas de casa buscavam ser
independente nos aspectos, ir ao supermercado, à loja de roupas, tomar ônibus, etc. Os métodos trabalhados utilizados foram diversos
e evidenciavam o trabalho coletivo com ênfase na necessidade de cada um. Assim, distribuíamos as tarefas entre leituras de pequenos
textos; tomávamos leituras individuais auxiliando àqueles que tinham mais dificuldades. As atividades de português eram diferenciadas
entre os alunos que possuíam facilidade e os que tinham dificuldade; matemática básica para todos, e produção textual. Tomávamos o
cuidado de tentar dar atenção individual para os alunos. Estávamos sempre dispostas a ir até eles e sanar suas dúvidas, isto também
fortaleceu o nosso vínculo com eles. De uma forma muito impressionante, os alunos apresentavam facilidade com a matemática,
alguns pediam para que passássemos atividades extras. Durante este período, percebemos que a Pedagogia exige do profissional da
educação mais humanidade ao lidar com os alunos, exige compreensão, paciência, amor e ternura. Permite-nos ensinar, porém, muito
mais do que ensinarmos, aprendemos a ouvir o aluno; escutá-lo e compreender seus medos e desejos. A cada dia de estágio,
compreendemos como “lidar” com o aluno, atribuindo assim mais sentido à relação professor-aluno. Percebemos que a construção e o
aprendizado da leitura e da escrita na EJA ocorrem muito além das salas de aula; acontece no dia a dia dos alunos; ocorre no trabalho,
no mercado ou em casa. Entendemos que mesmo depois de muitos anos fora da sala de aula, continuam em busca da conquista da
aquisição da leitura e da escrita, em busca de mais conhecimentos que contribuam nas atividades do dia a dia. A aquisição deste
conhecimento auxilia na autoestima dos alunos, tornando-os mais confiantes e proporcionando maior tranquilidade durante o
processo de aprendizagem.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Estágio; Leitura e escrita.
O objetivo desta pesquisa qualitativa-interpretativa (MOITA LOPES, 1994) é descrever e analisar as crenças (BARCELOS, 2007) e
expectativas de acadêmicos participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade do
Estado do Mato Grosso, campus de Sinop, que refletem na aprendizagem teórica e prática no processo de formação inicial do
profissional da área da educação, com base em estudos de Bernardete A. Gatti (2010), António Nóvoa (2009), Kenneth M. Zeichner
(2008), dentre outros. Diferentes são as discussões levantadas à cerca dos desafios que visam melhorar a qualidade da formação dos
professores da rede pública de ensino básico, no entanto aprender a ser professor pode não ser uma tarefa fácil quando o indivíduo
traz consigo para a formação docente uma opinião formada sobre o assunto. Mediante isso, analisamos alguns excertos de entrevistas
semiestruturadas individuais, gravadas em áudio no espaço da própria universidade e transcritas, realizadas com acadêmicos dos
cursos de Letras e Pedagogia, Referem-se àsua formação acadêmica desenvolvida juntamente com o projeto para compreender
quevisão esses alunos possuem acerca da teoria e da prática em sua formação docente. Refletimos sobre as crenças e expectativas
vivenciadas pelos acadêmicos em formação as quais direcionam o exercício do ensino e aprendizagem no contexto social, ou seja, que
crenças orientam as práticas pedagógicas desses futuros professores da área educacional, bem como a identidade que os mesmos
estão construindo para dar andamento à função do exercício. Os resultados mostram que os pibidianos se sentem inseguros quanto à
formação prática oferecida na graduação apenas nos momentos do estágio acadêmico para serem investidos da profissão e, assim,
buscam complementar essa falta com a Bolsa de Iniciação à Docência na expectativa de que, com a parceria entre universidade e
escolas de ensino básico da rede pública de ensino, terão mais tempo para pôr em prática a teoria estudada nas disciplinas, bem como
mais oportunidades para publicações, desenvolvimento de pesquisa e participação em eventos da área educacional que os demais
colegas que não fazem parte do Programa. Creem ainda que deve haver contato constante com a teoria e a prática e não uma
sobreposição de uma sobre a outra dentro da instituição de ensino superior para que haja fortalecimento, maturidade e melhoria na
qualidade da formação docente e formação humana.
Palavras-chave: PIBID; Formação; Teoria e Prática.
29
O PERCURSO DA FORMAÇÃO CONTINUADA EM LINGUAGENS NO CEFAPRO DE MATUPÁ: O QUE DIZEM AS VOZES DO PROCESSO
EDUCATIVO SOBRE A RELAÇÃO DAS DCN, OC’S E AS TEORIAS DAS LINGUAGENS ENQUANTO PRÁTICAS SOCIAIS
O presente trabalho apresenta a análise das vozes dos docentes e dados referentes à formação continuada em Linguagens no Polo do
Cefapro de Matupá, enfocando a ressignificação das práticas para o desenvolvimento da leitura e escrita face à diversidade de gêneros
discursivos presentes no cotidiano, assim como a relação entre os documentos legais que regem o fazer pedagógico com as correntes
teóricas que podem subsidiar essa práxis. A primeira parte da pesquisa envolveu a busca pelo referencial teórico, levantamento de
dados do INEP sobre a proficiência em leitura e escrita das escolas do Polo e seu comparativo desde 2009. Na segunda etapa serão
realizadas entrevistas semiestruturadas por amostragem, direcionadas aos docentes de língua Portuguesa e Pedagogos atuantes no
primeiro, segundo e terceiro ciclo de Formação Humana, buscando identificar as teorias educacionais presentes nos discursos e
práticas. A partir das novas Diretrizes Curriculares Nacionais e do lançamento das Orientações Curriculares da Educação Básica do
Estado de Mato Grosso em 2009 e 2010, percebe-se uma maior preocupação com os processos de ensino-aprendizagem das
linguagens presentes nas discussões acerca das bases teóricas que pudessem fundamentar e orientar essas práticas nas perspectivas
do trabalho como princípio educativo e a pesquisa enquanto princípio pedagógico, desafiando a formação continuada em linguagens na
busca pela compreensão da práxis pedagógica considerando a aplicabilidade significativa em sala de aula, bem como combatendo o
reducionismo didático. Sendo assim, o aspecto fundamental está na revisão e revisitação das concepções alinhadas à coerência dessas
práticas com as bases filosóficas que permeiam esses documentos, tendo na teoria de Bakthin uma intrínseca relação com os princípios
apresentados, levando em consideração a perspectiva do uso social da linguagem através dos gêneros, as esferas de comunicação, seus
atores, as condições de produção e o contexto ideológico envolvido. As vozes evidenciadas até este momento, revelam as
transformações feitas desde a desconstrução teórica e (re)planejamento das estratégias de ensino pelos docentes até os resultados
obtidos e analisados pelo olhar da avaliação formativa, tendo em vista a melhoria do desempenho dos alunos nas produções orais e
escritas e as práticas sociais de linguagens. Percebe-se que há na perspectiva atual um caminhar de forma avançada nas práticas de
primeiro e segundo ciclo, sendo que nos dados analisados referentes ao terceiro ciclo, ainda há dificuldade em implementar na área de
linguagens as práticas sociais que levem em conta o diálogo interdisciplinar, entretanto, trata-se de analisar aqui os avanços alcançados
devendo ser enfatizados e ampliados, sugerindo uma cultura cada vez mais forte entre os educadores na busca pela ampliação de
propostas pedagógicas mais integradoras e socialmente emancipatórias.
Palavras-chave: Formação; Práxis; Gêneros.
NOMES DE ESPORTES COMO EMPRÉSTIMOS LINGUÍSTICOS DO INGLÊS: PROCESSOS PRESENTES NO ACERVO LEXICAL
Os empréstimos linguísticos sempre constituíram o léxico da língua portuguesa e desempenham um papel importante no
enriquecimento do vocabulário. Atualmente, os empréstimos do inglês são o maior número, como resultado de políticas de expansão
da língua, especialmente após a Segunda Guerra Mundial (PENNYCOOK, 1994), e a importação de novas tecnologias também
influenciam seu uso. Assim como em outras esferas de atividades humanas, os empréstimos são marcantes na área dos esportes e se
caracterizam por processos transglóssicos e transculturais (COX E ASSIS-PETERSON, 2001). Por conseguinte, foi desenvolvida uma
pesquisa com base na análise bibliográfica que teve como corpus as unidades lexicais que nomeiam os esportes originados na língua
inglesa e traz uma leitura de como são apresentados no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) e no Dicionário Houaiss
da Língua Portuguesa (DHLP). Com base teórica em Carvalho e Faraco (2011), Carvalho (2009, 1989), Correia e Almeida (2012), Ilari
(2007), Biderman (2002, 2001), foram detectados por quais processos esses empréstimos linguísticos passaram entre a língua de
origem e a forma registrada no vocabulário e nos verbetes das fontes em análise. No processo de uso e incorporação algumas: a)
Foram incorporadas na forma original; b) Passaram por decalque, ou seja, tradução literal; c) houve mudanças fonéticas, morfológicas
e ortográficas. O hibridismo é um processo predominante pois, mesmo que não haja mudança na grafia, na fala é muito comum. Ao
mesmo tempo, foi observada uma lacuna mediante a ausência de unidades lexicais de uso corrente e comumente presente nas
atividades esportivas, inclusive nomeando modalidades bastante conhecidas e praticadas no Brasil. Por outro lado, mesmo que outras
já tenham passado por adaptações severas que quase “apagaram” os indícios de que são provenientes do inglês, recebem registros na
forma de origem. Para finalizar, entende-se que os nomes de esportes carregam traços linguísticos que se misturam com os culturais e
os sociais e se consagram no uso “à moda brasileira”, linguística e culturalmente.
Palavras-chave: Lexicologia; Estrangeirismos; Língua Inglesa.
Através desse trabalho discutiremos, a partir da exposição da música “Samba do Approach”, Composta por Zeca Baleiro, o fenômeno
linguístico conhecido como “Anglicismo”, cujo, ocorre quando se faz uma mesclagem, de alguns termos extraídos da língua inglesa,
com a portuguesa, no caso específico de um país lusófono, como é o Brasil. O autor, ao construir o corpo da letra da referida música,
usou elementos, ou seja palavras, que fazem parte do vocabulário inglês; dando, dessa forma, um tom jocoso à composição, e, ao
mesmo tempo, conclamando os ouvintes a atentarem para o fato como se usa tais palavras na construção dos de algumas expressões
que já fazem parte do nosso cotidiano; porém, são de origem inglesa. Podemos encontrar, também, alguns termos em francês, no
entanto, o que se pode notar, é que o cantor tinha seu foco voltado para a cultura Anglo Saxônica. Esse trabalho será exposto em sala
de aula, em cinco estágios e da seguinte maneira: 1°: os alunos ouvirão a música Samba do Approach, tocada por algum artista
convidado, ou mesmo em aparelhos eletrônicos; 2°, os discentes dirão se identificaram ou não, ao ouvir a música, palavras de origem
estrangeira. 3°, uma vez identificadas tais palavras, os alunos, através de pesquisa em um dicionário inglês-português, escreverão, cada
um, palavras que possam ser identificadas com usadas, frequentemente, na construção de diálogos no cotidiano dos brasileiros. Por
fim, uma discussão sobre a origem dessas palavras e a importância delas no contexto de uso da nossa língua. Durante esse mesmo
tempo, sugerir-se-á que cada pessoa crie uma frase na qual se identifique o fenômeno estudado nessa aula; e o quanto é considerado
“chique” o uso dessas expressões no desenvolvimento, tanto de alguns diálogos, bem como em algumas escritas, na prática, ou seja,
30
na interatividade da nossa fala. Será, nesse estudo, também levado em consideração, o fato de a maioria esmagadora dos envolvidos,
estarem em perene contato com a internet, ambiente no qual mais se pratica o anglicismo na comunicação.
Palavras-chave: Anglicismo; Samba do Approach; Inglês.
O exercício da docência nos revela uma realidade que a cada dia se torna mais dura. As dificuldades que se apresentam no processo de
ensino-aprendizagem e podem ser facilmente encontradas nos discursos de professores do ensino fundamental e também na prática
docente circulam entre falta de disciplina, déficit de atenção e defasagem na alfabetização. De fato esses problemas estão sempre
presentes, antes mesmo da chamada. Enfrentá-los todos os dias nos leva a repensar a nossa prática e a lançar mão de métodos e
atitudes que possam proporcionar ao professor e ao aluno um ambiente propício para o desenvolvimento das atividades de ensino,
alcançando assim, um maior e melhor aproveitamento das aulas. Foi um momento de reflexão da prática pedagógica como este que
inspirou o presente estudo. Na incessante busca por competir pela atenção dos alunos e atraí-los para as aulas passei a incorporar em
meus planos de aula a música, primeiro como objeto de interpretação textual, depois como instrumento de relaxamento e até mesmo
lazer. Este segundo momento em que a música passou a ser usada me causou a maior e mais grata surpresa, não que eu duvidava que
a música pudesse ter esse poder, mas sim por observar nas reações positivas dos alunos durante esses momentos um aumento
significativo da produtividade em sala de aula. Depois que comecei a trabalhar essa inserção da música nas aulas de língua portuguesa
passei a ouvir comentários elogiosos da coordenação da escola que diziam basicamente o seguinte: “Os alunos não param na aula de
ninguém, todos os outros professores reclamam da sala, menos você, e na sua aula eles fazem tudo.”. Encorajado pelos resultados
obtidos resolvi aprofundar a pesquisa e a documentar a evolução dos alunos nas aulas de língua portuguesa, no que tange a
produtividade, comparando os resultados de desempenho com e sem a presença de música. Esse projeto encontra-se na fase de
recolhimento de dados, no entanto, demostra um potencial significativo. Creio que chegaremos a resultados concretos que
demonstrarão a eficiência da inclusão musical no ambiente escolar, especialmente no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Música; Prática; Docente.
LÍNGUA PORTUGUESA E SUA AQUISIÇÃO PROBLEMÁTICA SOB O OLHAR DOS HAITIANOS MORADORES DE SINOP
Na região norte de Mato Grosso, mais especificamente em Sinop, não há registros acessíveis sobre como se dá a aquisição da língua
portuguesa por parte dos imigrantes do Haiti, e tampouco sobre a forma como os sinopenses que convivem com os haitianos lidam
com a língua materna deles; assim como também não existe nenhuma ação pública em prol destes imigrantes recém-chegados. Dessa
forma, urge então a necessidade de realização de estudos que possam chamar a atenção para as possíveis problemáticas sociais e
linguísticas. As quais podem ser agravadas pela procura de empregos e também pela necessidade de se comunicarem de forma digna,
fator essencial para que alcancem a cidadania plena em Sinop e região, assim como em outras partes do país. E essa situação se deve a
um conjunto de fatores que tem feito com que os haitianos venham para o Brasil, dentre eles o terremoto que devastou grande parte
do país da América do Norte e assolou a economia, a presença da força militar brasileira no Haiti e também uma certa projeção
internacional que o Brasil vem tendo. No entanto, ainda que a maioria destes imigrantes tenha conseguido contratação imediata no
mercado de trabalho brasileiro, muitas empresas que os contratam visam, fundamentalmente, mão de obra com baixo custo. Assim, é
preciso estar alerta para muitas ofertas que, aproveitando-se da vulnerabilidade desses imigrantes, da dificuldade com a língua e das
necessidades urgentes de emprego, podem violar as diretrizes dos direitos dos trabalhadores e dos direitos humanos, como o trabalho
escravo (ALVES, 2014). Pretende-se, assim, neste trabalho de pesquisa, com tema praticamente não trabalhado no mundo acadêmico e
na área da Sociolinguística, amparado pelo aporte teórico da Sociolinguística Variacionista, contribuir para que estudos sobre estas
situações sejam registrados, divulgados, e que a partir de resultados alcançados nesta pesquisa sejam realizadas ações públicas.
Palavras-chave: Sociolinguística Variacionista; Aquisição da linguagem; Imigrantes Haitianos.
Nestes escritos queremos, somente, destacar e esclarecer que a identidade individual é produto social, mas o sujeito é autônomo
como produto do seu próprio Eu. A exclusão começa no próprio grupo em detrimento a algumas escolhas, tais como: usar a oralidade,
desejar aprender a escrever a Língua Portuguesa a somente a língua visual, defender a importância do aprendizado da Língua
Portuguesa na modalidade escrita ou defender o implante coclear com o objetivo de ouvir e falar a língua oralizada. O social tem o
discurso de que o sujeito visual não aprende a escrever uma língua oralizada, que este sujeito tem o seu jeito próprio de escrita ou que
é direito do sujeito visual não querer aprender a Língua Portuguesa nas escolas. Tornando-se, assim, o engessamento do sujeito visual
usar tão somente a língua visual. As marcas subjetivas singulares se desenvolvem nas esferas sociais e históricas, estampadas numa
concepção complexa, entretanto, singular nos aspectos subjetivos. O sujeito coletivo está para o social assim como o social está para o
individual. As marcas subjetivas singulares se desenvolvem nas esferas sociais e históricas, estampadas numa concepção complexa,
entretanto, singular nos aspectos subjetivos. Conforme Gonzaléz-Rey, a subjetividade é a configuração das configurações de sentidos
subjetivos, que constituem a expressão simbólico-emocional, construídas nas mais diversas esferas sociais e que passam a constituir o
sujeito. O sujeito visual tem suas marcas históricas cravadas em seus discursos, não discutiremos se conscientes ou inconscientes. Mas,
eles sustentam um discurso de sofrimentos, perseguições, exclusões, marginalizações oriundas de suas interações desfavoráveis com
os ouvintes. Marcas da imposição de uma língua hegemônica, a Língua Portuguesa em relação às Línguas de Sinais, em especial a
Libras. O sujeito visual é norteado nas escolas regulares como aquele que não pode ficar retido nas séries escolares pelo motivo de
serem “surdos” e fazem parte de um programa nacional de inclusão, logo não podem ser excluídos com as ditas reprovações. Segundo
González-Rey (in MARTÍNEZ; TACCA, 2011, p. 51), as pessoas com deficiências motoras, cegos e surdos só prejudicam o
31
desenvolvimento intelectual em casos de processos inadequados de socialização e ensino. Os educadores não foram orientados nem
habilitados em suas graduações a atenderem os ditos “alunos especiais”, esses estudantes são aprovados não por conhecimentos
científicos, mas por idade cronológica. Entretanto, as universidades públicas não veem os alunos “especiais” com os mesmos olhos que
a educação básica nos processos seletivos de ingressos nos cursos superiores. Concluímos afirmando que os sujeitos visuais têm
potenciais linguísticos e cognitivos tais como quaisquer outros sujeitos no processo de aprendizagem. Portanto, é chegada a hora de
enterrarmos as concepções e categorizações medievais diante dos sujeitos com potenciais específicos.
Palavras-chave: Sujeito Visual; Sentidos Subjetivos; Social.
POEMAS EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: UMA REFLEXÃO TEÓRICA ACERCA DO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO E CRIAÇÃO
Atualmente muitos estudos abordam questões referentes à Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, uma vez que esta se tornou língua
oficialmente reconhecida em território nacional em 2012, através da lei 10.436. O reconhecimento da LIBRAS como língua oficial
utilizada pelos surdos é considerado, na comunidade surda, uma grande conquista advinda de anos de luta. Além disso, também é visto
como um marco de várias mudanças para o sujeito surdo, principalmente no âmbito educacional. Nesse contexto, observe-se que, em
paralelo ao reconhecimento oficial da Libras, tornam-se necessários estudos acerca das manifestações discursivas da comunidade
surda, entre as quais a Literatura Surda produzida no Brasil, mais especificamente poemas surdos produzidos em Libras. Saliente-se
ainda que as pesquisa nessa área são poucas, e muito do que é divulgado não diz respeito às estruturas linguísticas e aos recursos
formais usados para a composição dessas produções literárias. Visando à valorização da Libras como língua, esta pesquisa busca
investigar quais são os elementos constituintes do poema em Libras, através de estudos mais formalistas e estilísticos. Nesse primeiro
momento de análise, trabalharemos com um poema intitulado “Os cinco sentidos”, poema originalmente feito em Língua Britânica de
Sinais (BSL) pelo poeta Paul Scott e traduzido para Libras pelo poeta surdo Nelson Pimenta. Analisaremos alguns elementos formais do
poema surdo, comparando-os com os de poemas em línguas orais, uma vez que precisamos de um ponto de partida consolidado na
teoria da literatura para indagarmos o processo de criação dos poemas em Libras. No entanto, já foi possível identificar, a partir dos
conceitos desses elementos nos poemas nas línguas orais, marcadores de ritmo e rima no poema surdo. Porém, espera-se como
desenvolvimento desta pesquisa descobrir novos recursos poéticos exclusivos das línguas de sinais para que essa se reafirme como
língua independente das línguas orais, inclusive em suas manifestações estéticas.
Palavras-chave: Literatura Surda; Poemas Surdos; Ritmo.
Dentre os vários assuntos, alvos de muito debate acadêmico na área da língua de sinais (LS), está a literatura surda, que consiste,
basicamente, em adaptações, ou seja, a transformação do personagem central de uma trama dos grandes clássicos da literatura
mundial em visossinalizante, para que haja identificação do sujeito visual com a história que lhe é apresentada, quase sempre em
vídeo, em virtude da frágil empatia do mesmo com a leitura e escrita de língua portuguesa, sua L2 (ROSA, 2006). Segundo o autor,
muitos dos livros que contêm essas histórias não apresentam uma literatura visossinalizada, pois não apresentam a essência da LS,
assim aponta a necessidade do desenvolvimento de novas pesquisas para que se delineie os horizontes poéticos reais e possíveis na e
da LS. Nessa direção, é que lançamos nossos olhares. Propomos a criação de uma literatura visossinalizada inteiramente em e da LS,
cuja poética servir-se-ia dos elementos linguísticos da própria LS e de outros e, representada pela escrita das línguas de sinais (ELiS),
sem ser subserviente a língua oral (LO), ou seja, não elegendo a LO como base estética, assim valorizando as poéticas reais e possíveis
para que o sujeito visual possa explorar e registrar seu imaginário e fantasia, bem como informações sobre os seus modos de existir e
sua LS. Para entender o movimento de criação artística, pautar-nos-emos em Salles (2009) que afirma que a criação nas artes se divide
em várias instâncias, sendo o mais importante o da percepção, pois é nele que o criador percebe o mundo, inquieta-se com ele e o
modifica. Em outras palavras, o (re)significa segundo sua ética, por meio da qual a autora chama de ação transformadora e na linha de
força de Benassi (2014) de que o ato criador é crono-exotópico, responsável e dialógico. Analisaremos o poema “Sentimentos” de
autoria Duarte,que se serve do elemento morfológico (não precisar) que se repete no corpo do texto artístico, onde o
eu lírico se movimenta exotopicamente ao lugar do outro - o sujeito visual, o cego, o (d)eficiente físico e o silenciado -, para o entender,
pois é do excedente de visão gerado no extra local que posso compreender as vicissitudes do outro e ao voltar ao meu lugar, estar por
ele constituído e enunciar que o mesmo só quer sentir, viver, quer e precisa do meu eu. Há ainda a rima por meio dos elementos
fonéticos configuração de mão (forma como a mão se comporta na articulação de um sinal), orientação de palma (direção da palma na
articulação de um sinal) e ponto de contato (local no corpo ou no espaço onde a mão toca na articulação do sinal). Esses elementos
presentes no título se deslocam para todos os morfemas que compõem do poema formando assim a sua estética visual.
Palavras-chave: Poética Visossinalizada; Língua Brasileira de Sinais; Sentimentos de Duarte.
Este estudo apresenta uma proposta de pesquisa a ser realizada na Escola Estadual Dom Bosco, de Lucas do Rio Verde, MT, cujo
objetivo é analisar como vem ocorrendo a aprendizagem de língua espanhola por alunos surdos. A fundamentação teórica de nossa
investigação terá como base a produção de Bakhtin e o Círculo, sobretudo as obras de Volochinov (1929) e Bakhtin (1952-1953). Em
Mato Grosso, já há trabalhos na educação para surdos, como as pesquisas de Duarte (2011), Souza (2014) e Almeida (2014), que
trazem resultados significativos sobre o ensino-aprendizagem com alunos surdos, mas em língua espanhola não foram encontrados
trabalhos relevantes com alunos surdos nas aulas de ensino médio. Sabe-se que a língua espanhola é um idioma a que o aluno está
menos exposto que o inglês, porém, de acordo com a lei 11.161/2005, há a obrigatoriedade do ensino de espanhol nas escolas de
32
ensino médio. Algumas observações prévias contextualizam nossa investigação: a) para o aluno surdo só é possível aprender a língua
estrangeira via escrita; b) a maioria dos professores não domina a Língua Brasileira de Sinais, LIBRAS; c) ainda não existe no Brasil um
material apropriado para o ensino de língua espanhola para surdos. Diante desse cenário de aprendizagem de língua estrangeira,
pudemos levantar alguns questionamentos: 1) Quais são os desafios que os professores encontram ao deparar-se com alunos surdos
em salas de ouvintes, sem saber LIBRAS e sem material didático de apoio? 2) De que forma o aluno surdo vem desenvolvendo sua
aprendizagem de língua espanhola? 3) Em que bases é possível conceber uma metodologia de ensino de língua espanhola para surdos?
4) Quais as contribuições que a teoria dos gêneros do discurso e a concepção de linguagem como interação, a partir das formulações
bakhtinianas, pode oferecer para a questão? Para responder a tais questões, propomos operacionalizar a pesquisa da seguinte
maneira: 1) Realização de entrevistas semiestruturadas com professores brasileiros envolvidos no ensino de espanhol; 2) Realização de
entrevistas semiestruturadas com professores espanhóis que já trabalham com metodologia de ensino de espanhol para surdos; A
pesquisa se encontra em fase preliminar, e a coleta dos dados terá início no segundo semestre de 2015.
Palavras-chave: Língua Espanhola; Alunos Surdos; Teoria Bakhtiniana.
Dentre as inúmeras contribuições dos estudiosos que se propõem a refletir acerca das mudanças pelas quais passam os sujeitos e a
sociedade no momento globalizado e tecnológico que estamos vivendo, destaca-se o tratamento de questões referentes ao papel da
escola: como (re)configurá-lo para atender às demandas da sociedade de informação? Sobretudo quando se desloca o status
meramente escolar do conceito de letramento para suas implicações nas práticas sociais, ler e escrever em sociedades complexas
representam tarefas que pressupõem a inserção cidadã, demandando o desenvolvimento, pela via da educação formal, de
competências linguísticas e midiáticas para além da simples decodificação. Isso tem levado a se propor que a educação linguística
considere o aluno como um sujeito inserido em práticas sociais, dentro e fora do ambiente escolar, e que, por isso mesmo, possibilite a
ele participar de diferentes eventos de letramento: os letramentos múltiplos, os letramentos multissemióticos e os letramentos críticos
e protagonistas. A contemporaneidade, desse modo, aponta para o fato de que são várias as possibilidades para se pensar em novos
letramentos, principalmente aqueles que envolvem o uso de novas tecnologias digitais associado à conexão via internet. Nesse
contexto, insere-se na pauta das discussões contemporâneas, a questão de se (re)pensar o que é ser professor (de língua) num
momento de transição de paradigmas. Tomando como aporte teórico a Análise Discurso de tradição franco-brasileira, em uma
perspectiva arqueogenealógica foucaultiana, e as contribuições dos Estudos Culturais, este trabalho se insere num projeto de pesquisa
que tem como grande tema o discurso, o sujeito e as práticas de ensino-aprendizagem da língua portuguesa e de linguagens
sincréticas, mediadas (ou não) pelas novas tecnologias de informação e comunicação. Especificamente, nesta comunicação,
pretendemos discutir as representações acerca do professor contemporâneo, num contexto fortemente marcado pelas tecnologias
digitais, que emergem de trabalhos acadêmicos em língua portuguesa publicados recentemente. A leitura revelou que está em curso,
no campo educacional, uma vontade de verdade que relaciona educação e tecnologias digitais, sendo enunciada por especialistas
pesquisadores referendados pela sociedade.
Palavras-chave: Professor; Tecnologias Digitais; Discurso Acadêmico.
Este trabalho aborda a temática Discursos e Meios de Comunicação e toma como norte algumas das considerações teóricas mais
importantes desenvolvidas pela Análise do Discurso Crítica, tais como a busca pela Democratização do Discurso (FAIRCLOUGH, 2001),
os estudos sobre os Modos de Operação da Ideologia e suas implicações sociais (THOMPSON, 2002) e algumas discussões sobre as
consequências do uso de Padrões de Manipulação na Imprensa (ABRAMO, 2003). O objetivo aqui é apontar como determinados blocos
de poder tendem a conduzir pela perpetuação de práticas sociais sexistas e suficientemente conservadoras para a manutenção de um
status quo ideológico, impedindo sutil ou explicitamente a já mencionada democratização do discurso. A metodologia a ser aplicada
será uma pesquisa qualitativa, a partir dos estudos da concepção crítica da ideologia, cujos registros levam a pressupor que o sentido
serve não apenas para estabelecer as incontáveis relações de poder, mas também para sustentá-las sistematicamente. Neste sentido, o
corpus utilizado será uma campanha publicitária da Philips do Brasil que homenageia o mês das mães e foi largamente anunciada em
maio de 2015 em um dos sites mais populares do país. Observam-se, pela materialidade discursiva, os efeitos que os avanços
tecnológicos causam no desenvolvimento de tarefas domésticas e nos cuidados com as práticas sociais do dia a dia nestes últimos 50
anos. Assim, as conclusões apontam que há marcas discursivas da campanha que descrevem questões que, inicialmente, levam o leitor
a crer na oferta de modernidades tecnológicas como meios de libertação social em termos de gênero. Porém, o que se constata é o uso
do discurso que contribui, de certo modo, para a manutenção de um papel social de gênero que vem se repetindo arbitrariamente ao
longo das décadas. Considera-se a relevância da pesquisa, pois verifica-se, aqui, que a sociedade dispõe de ferramenta(s) de luta contra
a reificação de comportamentos que já não cabem mais à realidade da mulher/mãe contemporânea, seja na América Latina ou no
mundo.
Palavras-chave: Discurso; Mídia; Ideologia; Mulher.
33
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), com a Resolução nº 119, de 11 de setembro de 2006,
aprovou o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE, 2006), que é uma política pública social de inclusão de jovens e
adolescentes em vulnerabilidade social, que visa garantir a aplicação dos princípios fundamentais inerente à dignidade da pessoa
humana. O SINASE (2006) possui como premissa básica a necessidade de se constituir parâmetros que possam reafirmar a natureza
pedagógica da medida socioeducativa; para Papa (2005; 2008), as práticas pedagógicas devem estar conectadas em todas as esferas do
contexto social. Este trabalho tem por escopo analisar os enunciados (discursos) de um servidor(a) da Secretaria de Justiça e Direitos
Humanos (SEJUDH) do Estado de Mato Grosso acerca da relevância da natureza pedagógica das medidas socioeducativas, objetivando
demostrar a importância das ações educacionais para a ressocialização de jovens e adolescentes. O referencial teórico-metodológico
adotado baseia-se na Análise Crítica do Discurso de Faiclough (2003a) e nas representações de atores sociais de Van Leeuwen (1997).
De acordo com Fairclough (2003a), os discursos são modos de representar aspectos do mundo, nesse sentido, percebe-se que
discursos transcendem representações concretas e locais, e um discurso particular pode produzir várias representações. Em
conformidade com Van Leeuwen (1997: 2008), a expressão “atores sociais” é utilizada para representar pessoas e indivíduos sob a
ótica do discurso. Na esteira desse autor, os textos são produzidos dentro de um sistema de contexto e cultura pré-definidos e estes
variam de acordo com o objetivo de quem fala ou escreve, pois as escolhas linguísticas constroem representações sociais podendo
gerar inclusão ou exclusão. A pesquisa está em fase preliminar e prevê estudos aprofundados das aplicações das medidas
socioeducativas preconizadas pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), que delibera diretrizes claras e
exclusivas para o cumprimento das ações executadas pelas instituições e profissionais que operam nessa área.
Palavras-chave: Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE); Orientações Pedagógicas; jovens e adolescentes.
Este trabalho é resultado de pesquisa realizada na disciplina Análise de Discurso e Ensino, ministrado pela Professora Tânia Pitombo de
Oliveira no Curso de Letras da Universidade Estadual do Mato Grosso (UNEMAT). A pesquisa, realizada no setor madeireiro na cidade
de Sinop, localizada na região norte do Estado de Mato Grosso, tem como objeto compreender o discurso jurídico governamental
brasileiro em oposição ao discurso do setor madeireiro, representado pelo dizer do sindicato e madeireiros em atividade na região. A
pesquisa analisa dois acontecimentos fundamentais para o segmento madeireiro que são as operações “Curupira” (2005), que trata da
extração de madeiras na região amazônica envolvendo o setor madeireiro e órgãos ambientais estaduais e a “Arco de Fogo” (2008),
que trata do desmatamento ilegal na região Amazônia; ações que aconteceram nos Estados de Roraima, Pará e Mato Grosso, no
entanto, detemo-nos no município de Sinop como referência para as entrevistas realizadas e materiais coletados, fazendo uma leitura
da obra A saga dos guardiões da floresta: uma viagem emocionante à história do setor de base florestal de Mato Grosso, autoria de
Cristiane Oliveira (2011); e referencial webgráfico regional coletado em notícias, reportagens e vídeos sobre as operações. Em uma
perspectiva Linguística e trabalhando com os dispositivos teóricos da área da Análise de Discurso, recorremos a autores como Eni
Orlandi, Helena Nagamine Brandão, Ana Bentes e Fernanda Mussalim; que movimentam a noção teórica de condições de produção
que sustentam o encontro da língua e da história na construção de sentidos, sempre mediados pelas relações de força e poder, reflexos
de ideologias marcadas por uma memória. A conclusão deste estudo nos permite construir os processos de identificação de uma
sociedade, marcados no embate entre o jurídico governamental e o regional que traçam os rumos de uma região em desenvolvimento.
Palavras-chave: Discurso; Setor madeireiro; Análise de discurso.
A presente pesquisa é resultado de uma reflexão apresentada como requisito parcial para a conclusão da disciplina Análise de Discurso
e Ensino, do Curso de Letras, UNEMAT/ campus de Sinop, MT. Este estudo realiza uma reflexão sobre o ensino da língua
portuguesa/brasileira na concepção de três discursos: gramático, linguista e oficial. Com base nos pressupostos teóricos da Análise de
Discurso e em autores como: Eni Orlandi (1999) e Helena Nagamine Brandão (2004), busca-se evidenciar as condições de produçãodos
referidos discursos nos documentos oficiais: PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacional) e Orientações Curriculares, e em autores como
Evanildo Bechara (2004), Marcos Bagno (2004) e Sírio Possenti (2000). Evidencia-se as divergências, consensos e concepções
discursivas sobre o ensino de língua portuguesa/brasileira. O discurso gramaticista, protagonista durante uma longa trajetória,
construiu um modelo de ensino pautado na gramática normativa e nesse percurso de construção desse paradigma de ensino da língua
portuguesa/brasileira, predominou a valorização de uma variedade (prestigiada) em detrimento de outras (desprestigiadas), bem como
a memorização de regras gramaticais, entretanto, com o advento das contribuições da Linguística e da teoria da variação, o modelo de
ensino praticado até então entrou em “crise”, pois este ensino passou a ser denominado de “tradicional” e passou a significar e a
ocupar um lugar negativo, o que acentua a “crise” do atual paradigma que busca um novo modelo que contemple as diferenças e
principalmente que atenda as demandas do mundo contemporâneo. Diante das contradições entre os discursos gramaticista e linguista
e dos resultados insignificantes do ensino de língua portuguesa/brasileira, esta pesquisa também traz para a reflexão o discurso oficial
e suas orientações, que salientam a necessidade de se criar um terreno de trabalho com a língua no qual não cabem atitudes e
avaliações que a concebam como algo completamente exterior ao sujeito que a usa, com uma configuração formal estável e fechada, e
apartada dele ou de quaisquer outros fatores de ordem sócio-histórica.
Palavras-chave: Educação; Análise de Discurso; Língua Portuguesa/Brasileira.
34
A linguagem em nosso dia a dia está cada vez mais rápida e dinâmica, e o acesso à informação, cada vez mais rápido e fácil através dos
meios de comunicação, tanto como os televisivos como as redes sociais através da internet, por exemplo. Com isso, os informes
chegam em todos os lugares de nosso país ainda de forma deficiente, porém, cada dia mais acessível, desencadeando assim diversas
opiniões às questões sociais a que nos dizem respeito. Opiniões, as quais variam de acordo com o ponto de vista do indivíduo, com o
contexto social no qual o mesmo encontra-se inserido, ideologiae também sua experiência de mundo. Ou seja, o próprio senso comum.
A partir disso, analisaremos os sentidos causados pela mídia no contexto político, focando nas manifestações e protestos de 2013.
Tendo em vista esse cenário, temos a mídia, a qual intermedia toda essa relação de partido e público, e que tem o poder de expor,
ocultar, omitir ou expor dados, e por sua vez, desencadear os sentidos e conceitos que cada um tem em sua individualidade. Para tal
estudo, toma-se como base os conceitos de Eni Orlandi em Análise de Discurso, onde se fará uma abordagem na questão das relações
de força e poder, linguagem e sociedade e de que modo a língua funciona em determinadas posições sociais. A pesquisa faz uma
análise dos discursos e que efeitos esses causam na sociedade em geral, identificando o meio pela qual a mídia transmite determinada
informação e fazendo uso de quê método para tal, onde apenas uma omissão, ou seja, um silenciamento de algum dado, causa
determinado sentido, conforme Orlandi (2001, p.82) consideramos que há sempre no dizer um não-dizer necessário. Quando se diz
“x”, o não dito “y” permanece como uma relação de sentido que informa o dizer de “x”.
Palavras-chave: Contexto político; Análise do Discurso; Mídia.
Este trabalho tem por objetivo analisar, sob a luz das teorias do discurso, a letra da música e-STÓRIA da banda Engenheiros do Hawaii,
composta por Humberto Gessinger e Carlos Maltz para o disco Surfando Karmas & DNA (2002); bem como, analisar o texto produzido
pelos sujeitos sociais, músicos – compositores e instrumentistas – Gessinger e Maltz, na composição da letra e-STÓRIA. Partindo do
pressuposto de que as identidades dos sujeitos analisados estão baseadas e reafirmadas socialmente, ideologicamente e
historicamente, além de estarem pautadas na linguagem musical e em seus discursos, por meio das letras, é que seu campo de ação
discursiva, aparentemente reduzido, se torna vasto em sentidos tão ligados em compassos marcados pela poética da canção que os
transforma mais densos e significativos como um poema. Os sujeitos que vivem no meio musical têm uma cultura própria e peculiar no
modo de vida, de pensar, de agir, de criar e de expressar sua arte por meio de seus discursos. Assim, tornando seus textos um mundo
de discursividade. Discursos esses que se moldam e se fazem sentidos no silêncio, nas letras, na música e no cantar. A relação entre
letra e música é indivisível. A música pode ser somente sonoridade, a letra pode ser apenas linguagem e discursividade, porém, a
canção só pode ser canção se a letra e a música seguirem o mesmo discurso. E seguem, por excelência; trata por objetivo, apenas do
discurso existente na letra a ser analisada, o que possibilita o entendimento visto ao final das análises entre os dois detentores e
propagadores dos discursos por canais sonoros e canais silenciosos de uma composição à distância física. Dentro deste vasto campo
analítico, viso estabelecer diálogos entre as nuances do discurso como condições de produção, interdiscurso, relações de força,
formações imaginárias, formações discursivas, formações ideológicas, entre outras, dentro do discurso.
Palavra-chave: Música; Sujeito; Discurso do Silêncio.
O FATOR ECONÔMICO E AS RELAÇÕES DE FORÇA E PODER PRESENTES NO DISCURSO GERENCIALISTA: EXECUTIVAS EM FOCO
Este trabalho tem por objetivo analisar o discurso do gerencialismo propagado pelas mulheres executivas, enfatizando-se o valor do
fator econômico e as relações de força e poder por [Link] efeitos deste estudo, entende-se por discurso gerencialista,
as práticas discursivas em que se evidencia o gerencialismo como um modelo idealizado de gestão, no qual os gestores sempre devem
agir rápido e corretamente para se consolidarem no poder. E como práticas discursivas, as ações materializadas por meio da linguagem
em um dado contexto social em que se procurou observar a mulher executiva imersa na ideologia gerencialista na busca por
reconhecimento igualitário, tempo mais humanizado, respeito e reconhecimento de seus outros papéis sociais pelo gerencialismo. A
análise do discurso foi a ferramenta utilizada para tratar dos recortes selecionados das treze entrevistas realizadas com mulheres
executivas; coletadas junto ao banco de dados do Núcleo de Estudos de Recursos Humanos e Relação de Trabalho – NERHURT. Os
resultados da análise indicam que o discurso gerencialista é disseminado pelo discurso das mulheres executivas, sobretudo, daquelas
que incorporam a dialética gerencialista em suas práticas discursivas, ou seja, que elegem como seu um discurso que é do outro. Desta
forma o fator econômico, o dinheiro, mostrou-se basicamente como uma moeda de troca para as relações que se estabelecem pelo
gerencialismo. Enquanto que, o trabalho apenas serve para sustentar a possibilidade da estabilidade financeira do sujeito. No discurso
gerencialista, o poder também está relacionado ao trabalho, de modo que, quanto mais o sujeito trabalhe mais chances ele tem de
chegar ao poder. Assim, o gerencialismo mostra-se um modelo cíclico, em que o trabalho leva ao poder e o poder ao dinheiro que, por
sua vez, exige do sujeito uma contrapartida sempre maior. E, por internalizar esse discurso, os sujeitos mostram-se reféns desta lógica
e incorporam-na como sendo algo natural do próprio sujeito.
Palavras-chave: Discurso gerencialista; Gerencialismo; Práticas discursivas.
O presente trabalho tem como objetivo apresentar sobre os meios que são dispostos nas propagandas eleitorais para que os surdos
tenham acessibilidade aos conteúdos políticos, evidenciando as eleições do ano de 2014, a fim de verificar como ocorre a
disponibilização de legendas e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) durante as exibições nos canais televisivos. O artigo foi
desenvolvido embasado na preocupação dos projetos “Centro de Educação e Tecnologia Assistiva” (CETA) e “Educação e as Tecnologias
Assistivas para Deficientes Visuais e Auditivos na Educação Básica e Superior” (EDUTA), ambos da UNEMAT/SINOP que subsidiam a
acessibilidade às pessoas com comprometimentos. Neste contexto, foi aplicado questionário a surdos em Sinop – MT, tendo como
35
objeto de estudo o olhar (discurso) do surdo sobre os recursos acessíveis utilizados nas propagandas. O questionário foi aplicado no
intuito de averiguar se a acessibilidade disponibilizada nos canais de televisão permite ao surdo assegurar seu direito de cidadania na
escolha democrática de seus governantes. Nesse sentido, ao pensarmos nos eleitores surdos, questionamo-nos como acontece o
entendimento das campanhas, já que a pessoa surda tem a LIBRAS como língua materna. Ressaltamos o quão importante é que as
campanhas possibilitem o acesso para o surdo, considerando sua identidade linguística. Desta forma, buscou-se compreender como o
surdo recebe as propostas políticas eleitorais, destacando como sucede a interpretação em Língua de Sinais para a compreensão do
dizer, analisando a constituição do processo de cidadania no quesito específico da acessibilidade às questões políticas eleitorais para a
comunidade surda, o cidadão surdo é constituído a partir da naturalidade de sua língua, que jamais será arrancada da memória
discursiva. O suporte teórico, para discutir essas implicações, teve respaldo na análise de discurso materialista francesa, com base em
Eni Orlandi (2003), Helena Nagamine Brandão (2003), além de estudos sobre o bilinguismo com Carlos Skiliar (1998) e Ronice Müller de
Quadro (1997).
Essa pesquisa é contemplada na área de Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes. (Financiamento FAM e FAPEMAT).
Palavras-chave: Surdo; Propaganda Eleitoral; Análise do discurso.
O presente trabalho, ainda em fase de pesquisa e coleta de dados, faz parte das atividades do projeto DIVALIMT (Diversidade e
Variação Linguística em Mato Grosso), que agrega outros pesquisadores com diferentes enfoques de pesquisa desenvolvidas na
Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus de Sinop. Nessa comunicação, pretende-se mostrar alguns dados referentes aos usos
e funcionamento de marcadores discursivos, doravante MDs, característicos na fala norte mato-grossense, especificamente por
moradores da cidade de Sinop. Os dados a serem analisados e apresentados serão retirados de uma pesquisa em nível de doutorado
realizada na perspectiva da geolinguística e com enfoque na teoria variacionista de Labov (PHILIPPSEN, 2013). Não há consenso nas
definições de MDs na literatura relacionada ao assunto, mas considera-se como um vasto grupo de elementos de constituição bastante
diversificada, envolvendo, no plano verbal, sons não lexicalizados, palavras, locuções e sintagmas mais desenvolvidos, aos quais se
pode atribuir homogeneamente a condição de uma categoria pragmática bem consolidada no funcionamento da linguagem (RISSO,
SILVA & URBANO, 2006, p. 403). A coleta pretende seguir a metodologia da sociolinguística variacionista (LABOV, 1972; 1994; 2001;) e
a análise dos dados, a perspectiva teórica de base funcionalista norte americana, pela qual a gramática, motivada e explicada pela
situação comunicativa, é estruturante de aspectos comunicativos da linguagem (a estrutura é vista como maleável e dependente da
função), abrangendo, além da fonologia, morfossintaxe e semântica, também aspectos pragmáticos e inferenciais (TRAUGOTT, 1995;
GIVÓN, 1995). Também, considera-se os pressupostos teóricos da Gramaticalização (MARTELOTTA, 2004, 1998) como importante
paradigma no estudo do processo de mudança linguística. Este levantamento se faz necessário a fim de contribuir com o estudo do
português falado no Estado de Mato Grosso, especificamente no norte mato-grossense e consequentemente comparar com outros
estudos em regiões diferentes do Brasil, bem como alimentar banco de dados que possam subsidiar outras pesquisas linguísticas.
Palavras-chave: Marcadores discursivos; Variação; Gramaticalização.
Este artigo procura observar, a partir de uma perspectiva enunciativa, a relação designativa do nome "Educação Integral", que passa a
ser reescriturado pelo Programa Federal "Mais Educação". O corpus deste trabalho se constitui da palestra "A Política de Educação
Integral no Brasil", (versão transcrita), proferida pela professora Jaqueline Moll, diretora de educação integral da Secretaria de
Educação Básica do MEC, durante o Colóquio de Educação Integral, realizado em São Paulo, em 2010 e promovido pelo Prêmio Itaú-
UNICEF. Apresento uma breve narrativa da proposta do Programa "Mais Educação" e suas interfaces com propostas similares dessa
política educacional já experimentada por governos anteriores na história de Educação Integral no Brasil. Nosso interesse é analisar
como a expressão/nome "Educação Integral" passa a ser reescriturado por "Mais Educação", e, ainda, como "Mais Educação" opera
argumentativamente para o sentido que passa a significar o sucesso de uma proposta em experimento, uma proposta ainda não
consolidada enquanto política global de Estado, no país, já dada e consolidada como prática metodológica de ensino nas escolas
brasileiras. Com as análises mostramos o movimento semântico que desloca os sentidos de "Educação Integral", deslizando-os
sinonimicamente para a reescrituração por substituição "Mais Educação", constituídos nesse acontecimento de linguagem (a palestra
transcrita). Para tanto, nossas análises se deram considerando o procedimento metodológico analítico do funcionamento semântico-
enunciativo, bem como, dos procedimentos de reescrituração e do Domínio Semântico de Determinação (DSD) das expressões/nomes
"Educação Integral" e “Mais Educação”. Tomamos como fundamento teórico, que sustentam nossas análises, os estudos enunciativos
desenvolvidos por Eduardo Guimarães (2002, 2007).
Palavras-Chave. Semântica; Educação Integral; Reescritura.
ANÁLISE DO DISCURSO NAS CHARGES, QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS E O INTERDISCURSO NOS LIVROS DO PNLD
(Plano Nacional do Livro Didático)
O objetivo geral desta pesquisa, iniciada em setembro deste ano, é analisar, com base nas teorias da AD, os fatores linguísticos e
ideológicos que estão presentes na materialidade discursiva observada nas charges encontradas nos livros didáticos adotados pelo
IFPA, pertencentes ao PNLD. Como objetivos Específicos buscamos compreender, a partir das teorias da AD, em que medida as charges
presentes nos livros didáticos reforçam estereótipos cristalizados em nossa cultura sobre determinados papéis do negro na sociedade;
36
apreender como as charges utilizadas nos livros didáticos contribuem para a legitimação de um conjunto de imagens pejorativas,
preconceituosas acerca do negro na nossa e em outras sociedades; evidenciar que o livro didático, por meio do uso de textos chárgicos,
realiza todo um trabalho de construção ideológica de transformação e de reformulação dos acontecimentos discursivos e de seus
conteúdos. O material para a condução da pesquisa, tanto para o levantamento da bibliografia, quanto para análise das charges, será
obtido por meio de fontes bibliográficas, tais como livros, teses, artigos, publicações oficiais, etc. Será produzida uma revisão da
literatura e com base na produção científica decorrente dessa revisão de literatura passaremos à análise do corpus construído pelos
pesquisadores. A partir da seleção dos livros didáticos a serem utilizados na pesquisa, será realizada uma descrição minuciosa da
materialidade linguística, imagética dos textos selecionados com vistas a evidenciar como eles abordam questões Étnico-Raciais e como
esses acontecimentos discursivos chárgicos são influenciados por questões históricas, sociais, culturais notadamente ideológicas. Para
a análise das charges existentes nos livros didáticos, adotaremos os seguintes procedimentos metodológicos: descrição-interpretação
do enunciado e da enunciação, informações acerca da mídia, relações intertextuais com outros gêneros e subgêneros; marcas autorais,
entre outros; avaliação dos protagonistas da enunciação – locutor, destinatário, enunciador, enunciatário e alvo;
descrição/interpretação da temática que a enunciação veicula (política, ambiental, econômica); descrição-interpretação dos
procedimentos linguísticos; modalidade de língua empregada (padrão, popular - tempos verbais, marcas de subjetividade – pessoa e
espacialidade) e icônicos (traços do desenho, cromática) utilizados que fazem funcionar a enunciação; descrição-interpretação dos
possíveis efeitos que produzem nos interlocutores (riso, indignação...); descrição-interpretação: em qual(is) formação(es) discursiva(s)
o locutor está inscrito e quais formações discursivas a formação discursiva do locutor está associada; descrição-interpretação: como a
enunciação enquanto acontecimento discursivo se relaciona com o acontecimento histórico que dá a circular humoristicamente;
descrição-interpretação: de que maneira as questões étnico-raciais são exploradas, com base na interdiscursividade/intertextualidade
na produção das charges. Este projeto está situado no âmbito da AD de linha francesa, com base em Michel Pêcheux, Eni Orlandi,
Dominique Maingueneau, entre outros, bem como recorre às teorizações do Círculo de Bakhtin e visa à formação de leitores críticos,
capazes de trabalhar com os objetos teóricos e analíticos dessa disciplina, por meio de uma pesquisa bibliográfica, voltada à revisão da
literatura dos principais conceitos da AD, e de uma pesquisa aplicada, que incide sobre a compreensão de práticas discursivas de
diversos campos de atividade humana, como o ensino oficial, a mídia, a política, a ciência, a religião etc.
(Apoio: IFPA PIBEX -Programa Institucional de Bolsas de Extensão-processo 23051.016941/2015-50)
Palavras-chave: Livro didático; Charges; Análise do Discurso.
Esta comunicação tem como objetivo apresentar dados preliminares sobre uma pesquisa realizada nos primeiros encontros da
disciplina de Língua Brasileira de Sinais durante o ano letivo de 2013/2. O público alvo foram dezesseis discentes dos cursos de
Licenciaturas, notadamente, Física, Química e Matemática da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática da Universidade Federal de
Mato Grosso, Campus Sinop. Para a realização desta pesquisa, elaboramos um questionário aberto contendo doze questões.
Perguntamos para os alunos o que significa ser surdo, assim como se há diferença entre surdo e deficiente auditivo? – O que significa
Libras? – Sua opinião sobre o ensino da Libras nos primeiros anos da educação básica de ensino? Além do mais, perguntamos qual tem
sido a relevância da disciplina de Libras nos referidos cursos, e se a carga horária é satisfatória para que se estabeleça uma
comunicação com o aluno surdo. Acreditamos que, com estas indagações e tantas outras que surgiram no decorrer da disciplina, a
presente pesquisa é relevante, porque, embora se tenha as políticas públicas de inclusão tanto a nível nacional quanto internacional,
como a Declaração de Salamanca de 1994 e a presença de intérpretes em salas de aulas para acompanhar alunos surdos nas diversas
disciplinas no ensino fundamental e no ensino médio das escolas públicas, não se têm, ainda, de forma significativa, surdos
matriculados – cuja a língua materna é a Libras –, nos cursos universitários. Para tal, assumiremos como aporte teórico os preceitos do
filósofo russo Mikhail Bakhtin e o Círculo, no que se refere a concepção de língua/linguagem como signo ideológico
(BAKHTIN/VOLOCHINOV, 2009[1929]), enunciado concreto e relações dialógicas (BAKHTIN, 1952-1953). Sendo assim, com este
trabalho, não pretendemos esgotar o assunto, mas incentivar a comunidade acadêmica a desenvolver pesquisas na área da Língua
Brasileira de Sinais.
Palavras-chave: Libras; Formação de professor; Políticas públicas.
Neste trabalho, propomos analisar o filme publicitário da propaganda da Brahma que, no ano de 2014, lançou a campanha “Eu sou o
futebol” com foco na realização da Copa do Mundo no Brasil. O filme, criado pelo marketing da Brahma, conta a história do futebol
desde sua transformação até a volta para casa que, segundo o vídeo, é no Brasil. A propaganda coloca em circulação sentidos em
relação ao “mundial” a ser realizado e do próprio futebol. Recorremos aos pressupostos teóricos e analíticos da Análise de Discurso
para analisar os sentidos e os sujeitos como lugar de memória, e como os sujeitos significam e deixam se significar na e pela história.
Visto que os sentidos não estão prontos ou dados, eles têm uma determinação sócio-histórica e ideológica, que marcam a posição do
sujeito. É nesse jogo da língua que nos adentramos para mostrar os movimentos dos sentidos de/sobre o futebol propagado pelo
marketing da Brahma (cervejaria).Esses processos se dão pelo/no sujeito inconscientemente, uma vez que este não tem o domínio dos
sentidos, ao falar significa, não só o que o indivíduo pretende, mas também sentidos inconscientes, pois nas formulações o dizer passa
pelo interdiscurso, que é o eixo das formulações, da memória, da história, de já ditos e esquecidos e, consequentemente, todo fora da
língua, que afeta a linguagem e a condiciona a produzir e reproduzir sentidos. Portanto, tomar uma propaganda em análise é não se
tornar passivo diante dos ditos, mas sim colocar esses ditos na história e ver os sentidos que produz. Partimos do conceito de que não
tem como não interpretar, uma vez que o sujeito está condenado a esse ato (Orlandi, 2010). Os sujeitos interpretam segundo suas
condições de produção, do lugar que se constituem, do contexto sócio-político, histórico e ideológico.
(Apoio: FAPEMAT – Processo: 89426/2014)
Palavras-chave: Sentidos e Memória; Análise de Discurso; Interdiscurso.
37
RACISMO, DISCURSO E EFEITO DE SENTIDO: UMA ANÁLISE DA CAPA DA REVISTA VEJA REFERENTE À ATITUDE DE DANIEL ALVES
Esta comunicação objetiva apresentar resultados de um trabalho realizado na disciplina de Introdução à Análise do Discurso, do
Programa de Pós- Graduação em Linguística, da Universidade do Estado de Mato Grosso. O trabalho em foco filia-se à Análise de
Discurso materialista de linha francesa desenvolvida por Michel Pêcheux, na França; Eni Orlandi e seus estudiosos, no Brasil. Este teve
como objetivo analisar o recorte de um texto verbal e não verbal, que foi capa da revista Veja, veiculada em 07 de maio de 2014, assim
como verificar os sentidos produzidos por esses textos. Em um jogo entre o Villarreal versus Barcelona, pelo campeonato espanhol,
Daniel Alves, atleta da Seleção Brasileira e do Barcelona foi vítima de racismo durante jogo. Quando o futebolista se encaminhou para
bater um escanteio, uma banana foi atirada em sua direção. Daniel reagiu com uma inesperada atitude diante dos torcedores e
também do agressor. Os efeitos de sentidos produzidos mediante a reação do jogador causou um efeito oposto e inesperado, que
suscitou discussões sobre o racismo no futebol europeu e no mundo inteiro. Este estudo está amparado teoricamente por Orlandi
(1995, 2002 e 2005), Souza (2001), Munanga (1996), Conceição (1995), Fanon (1980), entre outros. O discurso é efeito de sentido entre
os locutores e esse sentido não é dado por aquele que fala, mas pelo efeito que ele produz. Por outro lado, apesar de passos largos na
longa trajetória de luta contra a discriminação racial no Brasil e no mundo, o preconceito e discriminação não foram banidos e
perpetua até os dias atuais. Entretanto, o silenciamento e a invisibilidade do negro na sociedade reforça a discriminação. Esse silêncio é
carregado de sentidos, visto que ele significa por si mesmo. Nesta perspectiva é necessário compreender o funcionamento discursivo
do imaginário sobre a discriminação étnica e os efeitos de sentidos produzidos por essa discursividade a partir dos textos analisados.
Os resultados mostram que o discurso é efeito de sentidos, não sendo dado por aquele que fala, mas pelo efeito que ele produz.
Palavras-chave: Racimo; Discurso; Efeito de sentido.
É cada vez mais comum em nosso cotidiano nos depararmos com propagandas de certos produtos que chamam atenção, seja ouvindo
o rádio, assistindo à televisão, lendo um jornal ou uma revista, ou até mesmo observando os muros e outdoor nas ruas de uma cidade.
Não é novidade alguma que as propagandas dizem muitas coisas, elas significam e prendem o desejo cada vez maior de consumo. Para
uma análise linguística sobre este tema, que levanta discussões no espaço de debates de uma Indústria Cultural,tomaremos como
corpus de análise duas propagandas de dois produtos distintos no intuito de observar os efeitos de sentido produzidos por estes textos
de propagandas. O primeiro enunciado a ser analisado será o de uma marca de lonas para caminhão que traz em seu corpo a seguinte
expressão: Guerra é paz na estrada. A segunda propaganda a ser analisada será a de uma montadora de carros Sul – Coreana, a
Hyundai que diz em seu enunciado o seguinte: a espetacular tecnologia Hyundai aperfeiçoada para as estradas brasileiras [...]. Nosso
objetivo neste estudo será o de analisar as propagandas para observar os sentidos construídos por elas no seu funcionamento. Para
tanto nos filiaremos à Semântica do Acontecimento (Guimarães, 2002).
Palavras-chave: Propaganda; Enunciação; Semântica do Acontecimento.
COMO ASSIM LER TEXTOS EM SALA DE AULA DE LÍNGUAS NA PERSPECTIVA DA ANÁLISE DE DISCURSO?
Nesta comunicação, apresentamos as propostas de leitura feitas em dois livros didáticos de língua inglesa destinados ao ensino médio.
Tendo em vista que a estrutura e as atividades de todas as unidades seguem um mesmo “script”, selecionamos para análise apenas
uma unidade de cada livro, concentrando-nos nas seções que abordam a leitura de texto. Nosso objetivo é investigar as atividades
propostas nos dois livros, buscando responder à seguinte questão: Que concepções de linguagem, leitura, aluno e ensino-
aprendizagem perpassam o tratamento da leitura pelos autores? A análise do conjunto das atividades de leitura norteia-se pelo
referencial teórico-metodológico da Análise de Discurso de orientação francesa e da Linguística Aplicada, mais especificamente os
trabalhos desenvolvidos por Eni Orlandi (2001) e Coracini (1996, 1999) que tratam a leitura não como decodificação de palavras, sem
levar em conta as condições de produção dos textos, que vão além das chamadas intencionalidades dos sujeitos. Nossa análise
constatou que as atividades de leitura desses livros concentram-se na decodificação dos códigos linguísticos, tidos como invólucro para
uma mensagem unívoca, em consonância com uma concepção de linguagem como instrumento de comunicação. As perguntas são
fechadas, isto é, não dão margem para que outros sentidos possíveis sejam produzidos. Acreditamos que o gesto de leitura em uma
língua estrangeira não é (só) traduzir/verter palavras para a língua materna, estudar aspectos gramaticais, buscar o significado
intencionalmente depositado no texto pelo autor; ler é produzir sentidos, é fazer com que o aluno seja intérprete ou autor-produtor de
sua leitura, pois ler é interpretar/produzir sentidos levando em consideração a ideologia, o interdiscurso, os sujeitos historicamente
constituídos, é fazer com que a voz do aluno provoque ecos na memória discursiva como alguém que faz parte dessa realidade. Assim,
é necessário o professor de línguas problematizar e questionar se as atividades de leitura propostas, são realmente atividades de
interpretação, “e se a escola se esquivar dessa missão, é melhor que feche logo suas portas” (BAGNO, 1999).
Palavras-chave: Ensino de línguas; Livro didático; Leitura.
38
Nosso objetivo neste trabalho é refletir sobre as concepções de gramática nas propostas de exercícios gramaticais no livro didático de
Língua Portuguesa “Coleção Viver, Aprender”. Discutiremos o ensino de gramática nas aulas de Língua Portuguesa do Ensino Médio, na
modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Queremos compreender em que medida os exercícios de análise linguística,
abordados nesse livro, vincula-se à realidade do aluno. Tomando como base teórica a História das Ideias Linguísticas articulada à
Análise do Discurso de linha francesa“(...) face à relação norma, funcione a ideologia, aqui e lá, sobretudo nas escolas, produzindo o
imaginário da preservação da pureza da língua. E, na ambiguidade da memória, em que ressoam ecos da colonização, inclusive
professores deslizam para a representação de que a língua verdadeira, pura é a língua portuguesa de Portugal e o brasileiro é um
português mal falado. No entanto, insistimos, o Brasil já é um país linguisticamente descolonizado. Embora restem, sempre, os efeitos
ideológicos da colonização quando as condições os favorecerem.”(ORLANDI, 2009. P. 175). Descreveremos as condições de produção
dos exercícios gramaticais no livro didático e o discurso que produz efeitos de sentidos para os sujeitos e para a história das políticas de
currículos no ensino da língua. Cabe observar que o Ministério da Educação, através de leis, pareceres, normativas, resoluções, passa a
oferecer o primeiro livro didático para a EJA, Ensino Médio, através do Programa Nacional do Livro Didático, com o argumento de
contribuir para a formação dos cidadãos e minimizar as distorções entre as modalidades de ensino. Em nossa reflexão, observamos que
os conteúdos de gramática precisam ser redimensionados levando em conta o perfil dos alunos da EJA. Também ressaltamos a
necessidade de o professor entender as diferentes concepções de gramática para que possam desenvolver, assim, um trabalho que
não se paute em exercícios mecânicos, ou seja, aqueles que tomam a repetição de modelos como parâmetros, mas sim em práticas de
linguagem que sejam mais significativas para os alunos.
Palavras-chave: Discurso; EJA; Livro Didático; Gramática.
O presente artigo é resultado de uma pesquisa realizada na Universidade Estadual do Mato Grosso- UNEMAT, campus Sinop-MT. A
pesquisa foi realizada por discentes do 5º semestre do curso de Letras - UNEMAT, com o objetivo de analisar quais os motivos da
evasão dos discentes do curso de Licenciatura plena em Letras na instituição de ensino superior do campus Sinop-MT na posição dos
docentes, pois acredita-se que com esse tipo de resultado possa-se chegar em um denominador comum entre a própria [Link] a
coleta dos dados, foram feitas entrevistas com docentes, coordenadores do curso de Letras e coordenador da Faculdade de Ensino e
Linguagem- FAEL. A pesquisa foi realizada durante o primeiro semestre do ano de 2014; a partir dos depoimentos, a equipe de
pesquisa deparou-se com uma série de fatores comuns na percepção dos entrevistados; foram relatados durante essas entrevistas
diversos motivos que contribuem com a evasão. A pesquisa conta ainda com dados retirados da secretária acadêmica da própria
UNEMAT, como: informações sobre o número de discentes ingressos no curso e o número de formandos ao término da graduação.
Espera-se que as informações levantadas com os docentes e todos os demais colaboradores da instituição possam contribuir e
assessorar medidas pedagógicas fornecendo informações de caráter qualitativo, objetivando mais auxílio aos discentes do curso de
Letras. Foram analisados dados quantitativos de alunos que ingressam no Curso de Licenciatura plena em Letras com início em 2006 e
dados quantitativos de acadêmicos que coloram grau até 2013. Debruçando sobre essa temática, apresenta-se a análise de duas
textualidades que contribuíram com a interpretação do resultado da pesquisa, sendo elas imagéticas e o texto escrito, para melhor
exemplificação será analisada como noções teóricas a relação de formação imaginária, relação de força e ideologia sobre o tema
proposto de acordo com as estratégias traçadas na disciplina de análise do discurso que as alunas pesquisadoras são integrantes.
Palavras-chave: Evasão; Fatores; Letras.
O presente trabalho objetiva abordar as questões da linguagem jurídica e as dificuldades de compreensão e interpretação que muitos
sentem no contato com a mesma, embora o princípio fundante da Ciência Direito é “A ninguém é dado ignorar a lei”. Este fundamento
distancia-se da prática e ao contrário de dar acesso à população restringe-se a um grupo linguístico. Sabe-se que a linguagem do
ordenador jurídico deve ser instrumento a serviço da eficácia prestação jurisdicional, visto que as palavras empregadas no discurso,
seja ela falada ou escrita, são matérias-primas de sua atividade, como os pareceres, sentenças, petições, etc., mas na maioria das vezes
apresenta-se incompreensível para os leigos e os iniciantes no mundo jurídico. Considerada por muitos como a linguagem da classe
dominante, deixa à margem indivíduos desfavorecidos, socialmente e culturalmente e acaba desestimulado as pessoas a buscarem as
vias judiciais e impossibilitando-os de conhecer seus direitos. Destarte, o Estado Democrático de Direito deve prover uma linguagem
que sane a óbice da justiça dos que são reféns de sua própria ignorância. Portanto, à luz dos estudos da linguagem e em diálogo com
alguns autores como Antunes (2009); Xavier (2010); Bittar(2009); Petri(2009) pretende-se apresentar uma análise reflexiva sobre o
assunto, trazendo à baila como as normas imposta à sociedade muitas vezes se apresentam com falta de clareza, concisão e espera-se
compreender de que forma pode-se reduzir os “desentendimentos” na vida daqueles que utilizam e necessitam da Justiça.
Palavras-chave: Linguagem; Direito; Linguística Jurídica.
A PROPOSTA DISCURSIVA NO LIVRO DIDÁTICO: INDÍCIOS DE UM NOVO CAMINHO PARA O ENSINO DE GRAMÁTICA?
O trabalho com a gramática nas instituições escolares foi posto em cheque nos últimos anos. Com o avanço dos estudos linguísticos,
surgiram, também, questionamentos a respeito do modo como esse ensino é feito, o que instaurou um contraponto entre os domínios
prescritivo e descritivo. Em vista desses caminhos divergentes pelos quais se envereda o trabalho com a linguagem; temos como
objetivo analisar um tópico sintático do livro didático Diálogo de Língua Portuguesa nos atentando ao modo como as questões
gramaticais são desenvolvidas nas escolas. Com base no quadro pelo qual se configura a atual educação no Brasil, observaremos os
modos como funcionam as práticas de ensino balizadas pelo referido material, observando as características de suas propostas e as
maneiras pelas quais estas últimas podem concorrer para o aprendizado. Assim, nos atentaremos aos princípios nos quais se embasam
39
as construções do livro didático mediante seus exercícios. Procuraremos depreender se o direcionamento seguido nas aulas continua
sendo o tradicionalismo normativo, ou se os estudos descritivos linguísticos passaram a afetar os planejamentos da disciplina de LP,
fazendo com que as restrições e regramentos não sobrepujem a amplitude da linguagem feita pelos movimentos dos efeitos de sentido
nos discursos. Para tanto, tomamos como base teórica a Análise de Discurso de linha francesa e base materialista, área do
conhecimento que compreende a linguagem em sua opacidade, afastando as transparências e estabilizações semânticas a partir de um
discurso que não tem seus sentidos delimitados pelo sujeito que formula, mas sim pelo efeito produzido no outro. A partir da
observação de exercícios do livro em questão, podemos dizer da existência de uma certa pretensão de se adicionar um caráter
discursivo ao estudo, com a reflexão e a compreensão de textos atravessados pela exterioridade. Todavia, essa adição não se dá de
maneira fácil, pois o tradicional ainda está, muitas vezes, fortemente arraigado e cristalizado entre os componentes das instituições
escolares, dificultando o desprendimento do formal e do tradicional que imperam desde os primórdios da concepção de ensino.
Palavras-chave: Livro Didático; Ensino de Gramática; Análise de Discurso.
No presente trabalho, que se inscreve no âmbito da pesquisa em Análise de Discurso (AD), difundida na França por Michel Pêcheux e
no Brasil por Eni Orlandi e seus precursores, procuro observar os efeitos de sentidos produzidos através de imagens que veiculavam (na
década de 70) e que, no contexto atual, continuam a ser propagadas na mídia impressa (jornais e revistas) referindo-se à cidade de
Sinop, como àquela que, apesar de jovem, apresenta fortes características de progresso. A cidade é tomada pela mídia (tanto em
décadas passadas, como em tempos atuais) como um verdadeiro ‘paraíso’, sem qualquer tipo de deterioração ou traço de
subdesenvolvimento. Partindo do pressuposto de que para a AD a língua não é transparente, não é estrutura estabilizada, mas
‘acontecimento’ em que o sujeito é afetado pela história e interpelado pela ideologia, é relevante pensar as diferentes estratégias
linguísticas utilizadas pela mídia, que contribuiu e, continua contribuindo para a ocupação da cidade de Sinop. O ‘discurso’, como
definido por Pêcheux (1969) “é efeito de sentido entre interlocutores”, ou seja, não há um sentido dado, pré-determinado e único.
Essa não-transparência da linguagem permite afirmar que, os sentidos se constituem na opacidade, uma vez que a língua só faz sentido
porque está diretamente ligado à história. Nesse sentido, busco compreender, através do estudo sócio-histórico-ideológico, as
estratégias persuasivas do discurso midiático que continua a apresentar a cidade de Sinop como sinônimo de ‘progresso’, de ‘terras
férteis’, de ‘desenvolvimento precoce’ e de inquestionável ‘beleza’, principalmente por tratar-se de uma cidade planejada. Todos esses
fatores configuraram-se como fundamentais para o processo de colonização do local, bem como, continuam a atrair migrantes de
diversas regiões do país através de uma construção ideológica pautada no “desenvolvimento” e “progresso”. Para tanto, procuro, a
partir da teoria da Análise de Discurso, observar como as imagens (referentes à cidade de Sinop) veiculadas na mídia impressa
produziram e continuam a produzir sentidos a partir das condições de produção em que se inscrevem, bem como, levando em
consideração a noção de Memória Discursiva, que, segundo Orlandi (2005), é aquilo que fala antes, é algo que já foi dito e que causa
efeito no que está sendo dito. Assim, o presente trabalho procura verificar através das imagens, como os discursos foram e são (re)
produzidos pela mídia na cidade de Sinop desde o período da colonização até o contexto atual.
Palavras-chave: Análise de Discurso; Mídia Impressa; Colonização.
A presente pesquisa buscou esclarecer como os acadêmicos de Engenharia Civil da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus
universitário de Sinop, pensam a questão da acessibilidade no meio em que estão inseridos. Procurou saber as vivências e práticas em
contraste com a vida acadêmica. Os acadêmicos relatam em suas falascomo a acessibilidade é representada em seu curso e ainda
contam experiências pessoais com a mesma. Foram fornecidos ainda relatos sobre como a acessibilidade é abordada nas disciplinas do
curso e a relevância que é dada por parte dos professores. O aporte teórico utilizado para analisar o discurso em questão foi baseado
nos autores da Análise de Discurso: Orlandi, Foucault e Pêcheux. Deles são utilizados conceitos como: discurso, formação de discurso e
condições de produção. As leis de inclusão, decretos e normas foram elencadas para que fosse consolidada a questão política, uma vez
que o espaço urbano apenas se concretiza para uma pessoa quando sua experiência com ele é total. Interessa, portanto, interpretar a
acessibilidade e as necessidades específicas como partes de um fenômeno maior e integral. Foi constatado na análise desenvolvida que
os acadêmicos não têm uma disciplina que trate do assunto, tudo que é desenvolvido no sentido de acessibilidade são os debates com
os professores, questões levadas na sala e experiências pessoais. Porém, mesmo sem instrução de uma disciplina colocada na matriz
curricular do curso, os acadêmicos procuram pensar essa questão. Foi utilizado, como método de pesquisa, a coleta de dados por
intermédio de entrevistas, de questionário com perguntas de diferentes grandezas com os acadêmicos, e também pesquisa
bibliográfica.
Palavras-chave: Análise de Discurso; Formação de Discurso; Acessibilidade.
40
O período colonial brasileiro foi marcado por uma multiplicidade de formações culturais presentes desde o início da conquista e
ocupação da América pelos portugueses, quando diversas etnias indígenas e africanas praticavam seus cultos e manifestavam suas
crenças. No entanto, tais práticas não eram aprovadas pela Igreja Católica, já que o catolicismo era a única religião permitida por
Portugal para se instalar nas terras da colônia, de acordo com o regime do Padroado. Não apenas as crenças e cultos dos nativos serão
tidos como contrários aos dogmas religiosos da Igreja Católica, posteriormente as religiões dos africanos trazidos para serem escravos
também passaram a ser concebidas como afrontas aos dogmas católicos, o que fez com que a Igreja interviesse com o intuito de
dissuadi-los dos cultos às suas divindades convertendo-os ao cristianismo. Havia também a questão da moral e da sexualidade que
trouxeram grandes preocupações para a Santa Madre Igreja. Entretanto, atuando contra os preceitos cristãos estabelecidos pela Igreja,
não estavam envolvidos apenas índios e negros, mas os próprios brancos colonizadores, que, ao desembarcarem nas novas terras, não
tardaram muito para se unir com várias índias, assim como também adotavam a poligamia indígena. Assim, utilizando o discurso da fé,
a Igreja, aliada ao Estado em favor da manutenção de uma sociedade submissa ao controle religioso e político, utiliza-se de seus
poderes para vasculhar comportamentos, sentimentos mais pessoais, violando a vida privada dos paroquianos. Neste sentido,
apresentamos neste trabalho como o Tribunal do Santo Ofício, que havia sido reativado com o Concílio de Trento (1545-1563), passou
a frequentar as terras brasileiras no final do século XVI, atuando até o século XVIII. O objetivo da reorganização do Tribunal do Santo
Ofício se dava, sobretudo, para combater as práticas e os comportamentos considerados em descompassos com os dogmas da Igreja
Católica, com esse intuito foram criados novos mecanismos como as visitações que pudessem averiguar e apurar os casos de
judaizantes, blasfêmias, desvios sexuais e morais e as práticas mágico-religiosas na Capitania de Mato Grosso na segunda metade do
século XVIII. Para tanto, tomamos como base para nossas argumentações, a documentação deixada pelo visitador Manoel Bruno Pina
em sua visita a Capitania em 1785, assim como a Devassa da Visita Geral da Comarca Eclesiástica de Cuiabá, além de relatos contidos
nos Anais.
Palavras-chave: Catolicismo; Disciplinarização; Capitania de Mato Grosso.
O presente trabalho tem por objetivo relatar uma experiência desenvolvida na oficina de Africanidades e Cultura do Campo, do Projeto
Novos Talentos – CAPES/UNEMAT/Campus universitário de Sinop na Escola Estadual Florestan Fernandes, Assentamento 12 de
Outubro, assentamento organizado pelo MST (Movimento Sem Terra), município de Cláudia/MT. As pessoas envolvidas na oficina de
forma direta consistem em cinco professores e vinte alunos da escola e a comunidade escolar que participa indiretamente. A faixa
etária dos alunos varia de quatro a trinta anos, porém busca-se interação desses alunos de diferentes idades, nível de escolaridade,
círculos familiares e religiosos. As oficinas aconteceram uma vez por semana, no contra turno das aulas, com duração de quatro horas.
As atividades foram organizadas em diferentes momentos e metodologias, envolvendo mesa redonda, estudos e debates, oficinas e
visitas. As atividades acontecem de modo concomitante. A oficina tem por objetivo contribuir com a escola na implementação da Lei
10.639 que estabelece a obrigatoriedade de trabalhar na educação escolar a cultura e história africana e afro-brasileira que levam os
alunos e professores da Educação do Campo, a partir da cultura africana e afro-brasileira, a conhecer suas relações e influências na vida
do campo dos africanos e afro-brasileiros, com a intenção de discutir com a comunidade escolar questões relacionadas à temática
racial como a desigualdade eo preconceito raciais; e trabalhar a construção da identidade de ser negro e ser camponês. Nesse sentido,
esperamos que ao fim do projeto, todos os participantes passem a se interessar pela organização social, política, econômica e que
estreitem relação com a natureza, com a produção agroecológica e agroflorestal dos quilombos, especificamente dos quilombos do
Mato Grosso. Esperamos também que as famílias dos participantes insiram os jogos e o modo de convivência que constituem o cabedal
cultural e a preservação da memória que estão arraigadas nestas atividades em seu dia a dia mostrando, assim, a escola como um
espaço onde discussões como estas devem ocorrer de forma clara e objetiva, além de promover situações em que ocorra a
socialização, na perspectiva do respeito ao próximo independente da questão racial.
Palavras-chave: Identidade Racial; Desigualdade Racial; Cultura Africana.
MULTICULTURALISMO CRÍTICO: POR UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA CENTRADA NO RESPEITO À DIVERSIDADE CULTURAL
Este trabalho tem como finalidade trazer uma reflexão a respeito de alguns pontos elencados na obra “Multiculturalismo Crítico”, de
Peter McLaren, focando a problemática enquanto princípio educativo, desmistificando o pensamento de uma unilateralidade cultural e
dando ênfase à construção das políticas públicas educacionais, partindo de uma prática pedagógica centrada no respeito à diversidade.
Peter McLaren propõe a pedagogia crítica revolucionária, construída a partir das raízes do trabalho de Paulo Freire, Karl Marx e do
grande revolucionário Che Guevara, como uma forma de desvelamento das dimensões exploradoras, sexistas, racistas e homofóbicas
da sociedade capitalista contemporânea. Para isto, serão destacadas as várias possibilidades que podem ser abertas pela educação,
para que o respeito às diferenças seja uma ação comum e consciente no ambiente escolar. Falar de uma pedagogia que há muito vem
sendo discutida sem grandes avanços é um desafio, mas que, certamente, possibilitará uma inquietação sobre a ação educadora. Paulo
Freire (2008) afirma que “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se poderá melhorar a próxima”. Peter McLaren
sempre acreditou também que as mudanças sociais significativas viriam pela educação. Este nasceu em Toronto, Canadá, foi professor
em diversas escolas públicas da periferia, o que lhe trouxe a rica experiência de conviver com imigrantes de diversas nacionalidades e a
certeza de que já não seria mais possível separar o primeiro do terceiro mundo. Desta forma, deu sua significativa contribuição
lançando obras com temáticas voltadas para o cotidiano opressivo das escolas nos Estados Unidos, o melhor dos seus livros foi
publicado em 1992 “Rituais” na escola: em direção a uma economia política de símbolos e gestos na educação, desta maneira, reforça
os ideários da pedagogia crítica e assim, como Paulo Freire, além de grande contador de histórias de vida, escava fundo nas
instituições escolares, destacando as repercussões da sociedade de classe e das discriminações sociais de gênero e de raça, criticando
as esquerdas tradicionais pela falta de importância conferida ao cotidiano dos alunos e dos professores ao se deterem apenas em
análises macroestruturais. Segundo Peter, o multiculturalismo crítico é uma política de resistência à tradição escolar branca ocidental
cristã e machista, o que abre caminhos para uma educação libertadora. É um dos mais destacados representantes da pedagogia crítica
41
e da educação pós-moderna, as quais servem para realçar o papel da escola na reprodução dialógica do capital através de meios
ideológicos e materiais, que estruturam a vida dos estudantes de grupos de classe, etnia e gêneros diferentes. Ele propõe um estudo
sério da linguagem que traduz a cultura dominante e a construção de uma linguagem que seja capaz de traduzir o que é a escola e a
sociedade através da capacitação do contexto e das evidências nas relações entre educação e economia de privilégios, cultura e
ideologia.
Palavras-chave: Multiculturalismo; Diversidade Cultural; Educação Libertadora.
Apresentamos neste texto perspectivas e possibilidades para o ensino da matemática elementar, pautado no método intuitivo. É um
estudo qualitativo de cunho bibliográfico, com o uso da perspectiva histórico-comparativa que permite identificar na história da
educação matemática como os saberes elementares de matemática foram introduzidos na escola, a partir do século XVIII. O ensino da
matemática elementar se ocupa em desenvolver principalmente a percepção matemática para a construção do conhecimento lógico
matemático necessário para a continuação dos estudos nos ensinos fundamental e médio. As referências que nos fizeram entender
algumas construções foram leituras importantes para fundamentar as discussões: Smole e Diniz (2001) que tratam da leitura e escrita
na matemática para o desenvolvimento de habilidades básicas para a aprendizagem; Lorenzato (2011) que apresenta atividades
práticas para professores do ensino fundamental, destacando o desenvolvimento da percepção matemática; Kamii (1990) com uma
importante orientação sobre a criança e o desenvolvimento do conceito de número e suas construções; CENPEC (2002) com produções
sobre oficinas de matemática e leitura e escrita; Valente (2015) que traz a perspectiva histórico-comparativa para a compreensão da
matemática elementar e seu ensino, por meio do método intuitivo. Identificamos que muitas reformas ocorreram no ensino da
matemática elementar, que fizeram emergir orientações para as práticas de ensino da disciplina. O método intuitivo, sendo um
movimento pedagógico, pauta-se na premissa de que o conhecimento pode ser adquirido somente na relação do sujeito com o mundo
exterior, de suas interações com as atividades em que o elementar se configura como um aprendizado pelas experiências sensíveis das
coisas através da intuição. Assim, temos uma perspectiva de que a manipulação sensível, e não abstrata das coisas concretas que
representam as unidades numéricas, torna-se ponto de partida para um ensino da matemática elementar que enfatize a tríade
número, forma e linguagem como fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento lógico matemático.
Palavras-chave: Matemática Elementar; Método Intuitivo; História da Educação Matemática.
O texto ora apresentado resulta de uma pesquisa de doutoramento que vem sendo desenvolvida no âmbito do PPGE/UFMT. A
mencionada pesquisa foi tematizada a partir do seguinte questionamento: Como professores (as) principiantes vêm experienciando,
nos respectivos contextos de trabalho, as relações entre conhecimentos, aprendizagens/ interpessoalidade e, que dimensões deste
experienciar sinalizam como sendo significativos? A questão, do modo como foi concebida, pressupõe como objetivo geral: narrativizar
percursos e trajetórias de professores principiantes a fim de compreender sentidos experienciados contextualmente por docentes em
início de desenvolvimento profissional, bem como investigar processos de desenvolvimento profissional de professores principiantes
que atuam na rede estadual de ensino de Mato Grosso. No que concerne aos objetivos específicos, visa à: investigar modos de ser e de
fazer de professores principiantes que atuam na área de linguagem na rede estadual de ensino de MT; compreender sentidos
experienciados nos meandros da docência por professores em início de carreira; averiguar se existem indícios de tensionamento entre
os saberes cotidianos e os conhecimentos acadêmicos/científicos nas narrativas laboradas junto a docentes em início de
desenvolvimento profissional; perscrutar possíveis conflitos emergidos do encontro entre as perspectivas pessoais de professoras (es)
principiantes e as culturas vigentes na escola. Os sujeitos participantes são professores principiantes(DAY, 2005; MARCELO, 2010) de
Língua Portuguesa e Língua Espanhola. Das narrativas elaboradas junto aos cinco professores que atualmente participam da pesquisa,
foram escolhidas, para os fins pretendidos neste artigo, aquelas que se referem ao um professor peruano radicado no Brasil, há
aproximadamente dez anos. Desde dois mil e dez, atua como professor de Língua Espanhola em escolas estaduais situadas em Várzea
Grande. Interpretadas à luz da Pesquisa Narrativa (CLADININ e CONNELY, 2011), as narrativas deste docente tangenciam uma série de
questões pessoais, profissionais, identitárias (NÓVOA, 2009; MARCELO, 2010; HALL, 2003). Questões que apontam para modos de ser
linguisticamente constituídos (GADAMER, 2002); nestes modos de ser são engendradas formas de fazer constituídas no
entrelaçamento de culturas distintas. Neste entrelugar, o professor peruano vem se constituindo como docente e como pessoa.
Emigrado da respectiva morada que a língua materna lhe proporcionava, tem inventado, ainda que provisoriamente, novas moradas
erigidas igualmente nos meandros da linguagem, agora não mais na língua castelhana, mas nas interfaces entre o espanhol e o
português. De modo que, no limite das similitudes e das diferenças em que estas línguas se aproximam ou se distanciam, não lhe resta
alternativas que, necessariamente não o levem a se tornar professor em uma perspectiva multicultural (CANEN; SANTOS, 2009).
Palavras-chave: Professor Principiante; Linguagem; Multiculturalidade.
O presente trabalho é de natureza discursiva, elaborado através de estudo bibliográfico e a coleta de dados por meio da realização de
entrevistas com pessoas surdas. Relata o resgate da historicidade no processo de integração das pessoas surdas, conceituando termos
como deficiência auditiva, surdo e identidade. Estudo realizado a partir da Disciplina de Análise de Discurso e Linguagens e Tecnologias
42
do Curso de Letras da UNEMAT/Sinop e Grupo de Pesquisa Educação Científico-Tecnológica e Cidadania com o objetivo de discutir a
inclusão da pessoa surda na sociedade e a terminologia deficiente auditivo. Para esse texto utilizamos os teóricos Orlandi (2000),
Quadros (2005), Redondo & Carvalho (2001), entre outros. O objetivo da proposta foi analisar por qual motivo o surdo não gosta de ser
referenciado como deficiente auditivo. Sendo possível destacar que os processos de aprendizado das pessoas surdas, seja oralização,
comunicação total ou comunicação bilíngue, ganharam grande ênfase no que tange a qualidade e o acesso. Observamos essa mudança
de paradigmas ao analisarmos discursivamente a historicidade e os sentidos de reprodução das ideologias do final do século dezenove,
levando em consideração o recente reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como língua oficial da população surda, definida na
Lei10.436, de 24 de abril de 2002. A perspectiva abordada, na pesquisa, observou-se que a terminologia deficiente é vista com teor
pejorativo pela comunidade surda, talvez por isso o motivo da não aceitação da comunidade surda no uso da terminologia. A pesquisa
nos propiciou a compreensão que para os surdos a sua cultura, seu espaço, sua identificação, sua comunicação é de suma importância,
e que na busca pela definição dessa terminologia “deficiente auditivo” e sua abrangência conceitual, tem-se um longo caminho a
percorrer. Assim, vários estudos estão em desenvolvimento buscando auxiliar na ampliação educacional, social buscando propiciar
melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.
Palavras-chave: Surdo; Terminologia; Deficiência; Análise de Discurso.
Este projeto discute o conceito de desenvolvimento sustentável na pequena agricultura e na sua comercialização que é realizada pelo
Sistema Canteiros de Comercialização Sociossolidária Agroecológica (CANTASOL). O CANTASOL é um subprojeto do Projeto Canteiros
de Sabores e Saberes vinculado ao Programa Novos Talentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES), ao Assentamento 12 de Outubro (sede), à Escola Estadual do Campo Florestan Fernandes (Cláudia - MT) e à Universidade do
Estado de Mato Grosso (UNEMAT/Campus de Sinop). As discussões apresentadas iniciam com uma breve história sobre o percurso do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST) no norte do Mato Grosso, como sua chegada, constituição e conquistas nessa
região. A seguir descreve-se o sistema cooperativista de comercialização solidária semanal pelo CANTASOL que visa combater o
Agronegócio, promover o modelo de agricultura familiar e consequente fonte de renda campesina, além de funcionar como um
importante instrumento ecopedagógico de disseminação de valores e ações sustentáveis que auxiliam na arte heterogênea e complexa
do bem conviver em sociedade. Como aporte teórico recorreu-se, dentre outros, ao site Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem
Terras, a autora Helena Hathsue Nagamine Brandão e o autor José Armando Valente.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável; Instrumento sócio-econômico-educador; CANTASOL.
A utilização de palavras cuja sonoridade seja semelhante ou idêntica produzindo o que a literatura denomina de rima é bastante
disseminada e de longa data. Entretanto, ainda na contemporaneidade, há quem acredite que elas servem apenas para embelezar os
poemas ou versinhos infantis. Todavia, percebe-se que tal estrutura está presente por toda parte, tanto nos poemas quanto nas
propagandas, músicas e outras formas literárias. Buscando (re)significar essa prática de Linguagem, organizou-se a Oficina de Rimas
para despertar no leitor a criatividade, assim como também incentivar a produção de formas literárias que fizessem uso das rimas. Tal
atividade possibilita o desenvolvimento da criatividade e a construção/ampliação das capacidades linguísticas pertencentes ao campo
da produção textual. Trabalhar as palavras de acordo com a sonoridade e formar quadrinhas, poemas, versinhos ou outras formas
literárias com rimas e coerência textual implica na apropriação e domínio das capacidades linguísticas, sendo de grande importância
para o ensino. Amparado por esses apontamentos, este texto, portanto, foi desenvolvido para socializar uma prática aplicada com os
alunos da 2ª fase do 3º ciclo do Ensino Fundamental da Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes, sobre a Oficina para construção de
rimas. Para isso, criamos várias atividades em sala de aula as quais oportunizariam alunos e alunas a exercitar a mente e a criatividade;
sistematizar e ampliar os conhecimentos auxiliando assim na compreensão das rimas, assim como, em outras práticas de
letramento. Levando em consideração as dificuldades de aprendizagem dos educandos da escola quanto à leitura e até mesmo escrita
e compreensão de textos, buscamos estratégias que possibilitassem superar ou amenizar tais desafios. Por meio dessa prática optamos
por planejar e desenvolver aulas que proporcionassem e beneficiassem a aprendizagem dos alunos. Desenvolvemos a abordagem
metodológica qualitativa, com técnicas do estudo de caso, fazendo análise da estratégia utilizada mediante observação participante, e
análise do planejamento pedagógico. Buscamos aporte teórico nas Orientações Curriculares (2010), em Rojo (2012), dentre outros. Os
resultados parciais desse trabalho apontam que os educandos se perceberam como autores de construções linguísticas diversas,
apropriando-se das capacidades de produção textual e letramento indispensáveis à prática social interativa.
Palavras-chave: Ensino e Aprendizagem; Produção Literária; Rimas.
43
Este texto tem o propósito principal de mostrar o registro em cartogramas das variantes semântico-lexicais trazidas por grupos distintos de
migrantes, oriundos de diversos estados brasileiros, ao Norte de Mato Grosso. Abordaremos neste trabalho uma parte do projeto, em
construção, o Atlas Linguístico do Norte do Estado de Mato Grosso, apresentando e tecendo considerações sobre os cartogramas referentes
ao Campo Semântico: Festas e Divertimentos. Os resultados da pesquisa nos mostram que há uma enorme diversidade linguística neste
espaço geográfico em análise. O projeto do Atlas Linguístico do Norte do Estado de Mato Grosso tem como objetivo principal de elaborar
um atlas linguístico regional para registrar em cartogramas as variantes lexicais, considerando a origem geográfica dos migrantes e a sua
distribuição na região com o intuito de estabelecer a relação entre a variação lexical e a procedência dos mesmos. O presente estudo
fundamentou-se na Geolinguística e na Sociolinguística. A escolha dos informantes foi definidas através dos seguintes parâmetros:
diageracional - 21 a 35 anos e 55a 75 anos; diassexual - 50% homens e 50% mulheres; escolaridade máxima – ensino fundamental;
topodinâmico, ou tempo de migração - mais de 15 anos de residência na localidade; diatópico - migrantes de regiões distintas, com
representatividade acima de 5% na população total de cada município. O questionário aplicado foi o Questionário Semântico Lexical
(QSL) do Projeto ALiB (Atlas Linguístico do Brasil), elaborado a partir das seguintes áreas semânticas: acidentes geográficos, fenômenos
atmosféricos, astros e tempo, flora, atividades agropastoris, fauna, corpo humano, cultura e convívio, ciclos da vida, religião e crenças,
festas e divertimentos, habitação, alimentação e cozinha, vestuário e vida urbana. Este questionário foi aplicado a 72 informantes
oriundos de 06 Estados diferentes. Compreende-se que o estudo dessa diversidade e a elaboração de um atlas linguístico nesta região do
país, integrante da Amazônia Legal, possam contribuir para o reconhecimento das diferenças sociais e linguísticas, as quais podem levar a
uma nova postura da escola diante do ensino da língua materna e do tratamento das diversidades.
Palavras-chave: Diversidade linguística; Variantes semântico-lexicais; Atlas Linguístico.
MÍDIA, HUMOR E PRECONCEITO: PROGRAMA HUMORÍSTICO ZORRA TOTAL COMO ALIMENTADOR DE PRECONCEITOS
O presente estudo é um recorte de pesquisa realizada no projeto do grupo de pesquisa: Diversidade e Variação Linguística em Mato
Grosso – DIVALIMT. O preconceito encontra-se, desde longa data, muito arraigado em nossa sociedade. Podemos presenciá-lo em
distintos lugares, a todo o momento, seja na escola, no trabalho, na rua, em uma roda de conversa entre amigos, dentre outros.
Atualmente, tem-se tornado ainda mais categórico, principalmente por causa da disseminação de variadas programações midiáticas,
que aliam conceitos preconcebidos linguísticos e sociais. Sabe-se que a mídia, mais especificamente os programas humorísticos
televisivos, reforçam estereótipos causadores da estigmatização de variedades linguísticas de menor prestígio social. Podemos verificar
essa estigmatização, com maior destaque, na estereopatização de variedades regionais e de classes sociais, que geralmente são
reproduzidas de formas cômicas e grotescas, como o sotaque do nordestino e a fala do ‘pobre’, relacionadas, portanto, a fatores
socioeconômicos e culturais. A pesquisa (em andamento) investiga e analisa de que modo são rotuladas as variedades linguísticas de
menor prestígio social, que, consequentemente, estão associadas a classes de menor poder econômico no programa humorístico Zorra
Total, produzido e transmitido pela emissora de televisão Rede Globo, que recebeu nova roupagem no mês de maio de 2015 e passou
a intitular-se como Zorra. O estudo tem como corpus de análise dois quadros “Carretel e Lucicreide” e “Adelaide e Briti Spriti” com
episódios produzidos até ao final do ano de 2014 e que, recentemente, ainda estiveram sendo reprisados no programa humorístico
Zorra Total, os quais, dentre outros, são carregados de estereótipos caricaturados na fala e aspectos físicos e de discriminação social e
étnica. Assim, a pesquisa objetiva estudar e analisar o modo com que o programa de humor Zorra Total veio apregoando os
preconceitos e estereótipos na caracterização de personagens que podem influenciar no comportamento e atitudes da sociedade, e
compreender qual a influência da mídia televisiva nos preconceitos linguístico e social e os efeitos deste programa de humor na vida
social e cultural do telespectador, buscando uma a reflexão sobre os preconceitos disseminados pela mídia, como alimentadores de
estigmas, que necessariamente levam à segregação.
(Apoio: FAPEMAT).
Palavras-chave: Sociolinguística; Humor; Estigmatização; Mídia.
ANÁLISE PALEOGRÁFICA DO MANUSCRITO A CARTA DA RAINHA MARIANA VITÓRIA DE BOURBON - SÉCULO XVIII
Este trabalho tem como objetivo apresentar a análise paleográfica do manuscrito A Carta da Rainha Mariana Vitória de Bourbon. Inicia-
se com a transcrição de uma das muitas cartas que compõem o acervo do arquivo público de Mato Grosso – APMT. A saber, o
manuscrito selecionado para essa análise possui apenas um fólio recto (r), em que consta uma Carta da Rainha Mariana Vitória de
Bourbon direcionada a Antônio Rolim de Moura, datada de 08 de agosto de 1758, Carta Régia de teor administrativo. O texto
desenvolver-se-á na perspectiva filológica, através da edição fac-similar e semidiplomática, de acordo com Spina (1994); Santiago-
Almeida (2009) e Cambraia (2005); como também, a função transcendente que permeia todo o estudo histórico em que o manuscrito a
Carta foi produzido, ou seja, relativo aos aspectos sócio-históricos. Cabe ressaltar, que um filólogo possui em suas mãos um grande
leque de possibilidades ao analisar e transcrever um texto, porém faz-se necessário a obrigação de definir de imediato os critérios de
edição, princípios e normas, que serão adotadas no percorrer do seu trabalho, pois o resultado dependerá desses critérios para
alcançar seus objetivos no estudo de um determinado texto. A conclusão desse trabalho contribuirá com a preservação do patrimônio
público de Mato Grosso, ao restituir um texto a sua forma genuína e torná-lo acessível a um número maior de leitores, a quem possa
interessar-se, além de trazer à tona um inegável bem histórico do território brasileiro do século XVIII.
Palavras-chave: Estudos Filológicos; Paleografia; Manuscrito.
A proposta deste estudo é identificar as crenças e atitudes linguísticas de migrantes em Sinop-MT levando em consideração o grande
movimento migratório que houve nessa região na década de 70, especialmente da região sul. Desta forma, neste trabalho,
apresentaremos resultados da pesquisa sobre crenças e atitudes linguística de migrantes em Sinop que não vieram do Sul.
Fundamentamo-nos sob os olhares da Sociolinguística, a qual objetiva sistematizar as variações linguísticas existentes, as quais variam
de acordo com parâmetros, tais como o espaço geográfico, o espaço social, o espaço temático e o canal linguístico, o que torna a
língua, ao ser expressa no momento da fala, dinâmica e heterogênea. O modelo Laboviano, proposto por Willian Labov (1972), é um
dos mais representativos desta corrente linguística e, por utilizar a estatística como aporte analítico, essa área de estudo é chamada
Sociolinguística Quantitativa. O artigo estrutura-se da seguinte forma: primeiro é apresentado um breve resumo da fundamentação
teórica na qual se encontra a discussão acerca de crenças e atitudes e sua relação com a identidade dos falantes; posteriormente,
descreve-se uma síntese da história de Sinop; em seguida, a metodologia e alguns resultados encontrados na análise e, concluindo, as
considerações finais. A pesquisa teve como corpus dados coletados por meio de um questionário composto por 16 perguntas,
direcionado a falantes migrantes da área urbana da cidade de Sinop, que não vieram da região Sul. Os informantes foram divididos em
dois grandes grupos, a saber: população com mais de 15 anos de residência em Sinop e população com, no máximo, 5 anos de
residência em Sinop. Entendemos que embora tenham aparecido algumas marcas do preconceito linguístico com relação ao falar
mato-grossense, vemos que, de modo geral, não há um preconceito bem marcado. O que há são crenças de migrantes que vieram de
regiões adversas as do sul e que, em sua maioria, sentem-se agradecidos por terem sido acolhidos pela cidade. Sabemos que os
resultados são de uma pequena amostra e que com uma pesquisa mais aprofundada podemos encontrar fatores não encontrados
preliminarmente. Porém, para um primeiro estudo os resultados obtidos satisfazem e configuram o interesse para futuras pesquisas.
O estudo filológico de um texto tem, como uma de suas preocupações centrais, manter viva a memória documental escrita de uma
civilização. Além disso, estudar os textos ‘antigos’, editando-os e preparando-os para a análise por profissionais da linguística e de áreas
afins, corrobora este objetivo. Dessa maneira, o trabalho filológico, apesar da ambiguidade que o cerca, na definição de Filologia stricto
sensu e lato sensu, subside, principalmente, em três domínios: linguístico, literário e edição de textos. Este trabalho pautar-se-á neste
último domínio, para posterior análise linguística. Assim sendo, a pesquisa pretende: (i) editar, por meio das edições fac-similar e
semidiplomática, de forma justalinear, manuscritos pertencentes aos séculos XVIII e XIX, com exemplares do gênero carta, produzidos
em sua maioria na Capitania de Mato Grosso; (ii) descrever aspectos históricos e transcendentes (SPINA, 1977) a partir de fatos
presentes nos documentos; (iii) descrever e analisar o uso (variedades), nesse corpus escrito e, em dados de fala coletados na cidade
de Cuiabá e de Sinop, Mato Grosso, as lexias que podem ser consideradas de baixo uso, e analisá-las a partir dos pressupostos teóricos
da Sociolinguística Variacionista, cunhada por William Labov. Para a primeira parte do trabalho, edições dos textos fac-similar e
semidiplomática justapostas, adotar-se-á o referencial teórico-metodológico dos estudos filológicos, como também o da Crítica
Textual, de acordo com Acioli (2003), Azevedo Filho (1987), Cambraia (2005) e Spina (1977). A abordagem da Sociolinguística ampara-
se em Labov (2008), Alkmim (2001), Isquerdo (1996), Tarallo (1994), Mollica e Braga (2003), entre outros. Soma-se ainda, para a
descrição e análise dos itens ou unidades lexicais focalizados, o respaldo em dicionários consagrados da língua portuguesa. A pesquisa
pretende divulgar e incentivar os estudos filológicos em Mato Grosso e trazer à tona aspectos semântico-lexicais de usos linguísticos
específicos realizados nessa variedade do português brasileiro em perspectiva diacrônica e sincrônica.
Palavras-chave: Filologia; Sociolinguística; Variação Semântico-lexical.
O PAPEL DO ENSINO SUPERIOR INDÍGENA E SUA RELAÇÃO COM A MANUTENÇÃO DA LÍNGUA MATERNA E CULTURA DOS POVOS
INDÍGENAS EM MATO GROSSO – RESULTADOS E REFLEXOES
45
Este trabalho tem por objetivo divulgar os processos de produção, observações, reflexões, e resultados obtidos na pesquisa realizada
com educadores da rede estadual e docentes em processo de formação superior indígena na Universidade do Estado do Mato Grosso,
no município Barra do Bugres, com um percurso de atividades e estudos realizados, que se deu inicialmente com a participação no
Grupo de Pesquisa Diversidade e Variação Linguística em Mato Grosso – DIVALIMT. As diferentes visões e opiniões acerca da educação
superior indígena, dentro e fora do âmbito acadêmico, vêm à tona nas entrevistas dirigidas com os elementos envolvidos; a análise
sócio- histórica dos povos indígenas da região; as atividades e resultados obtidos na intenção de aplicar e criar mecanismos para
identificar e compreender a evolução da língua materna dos povos indígenas do Mato Grosso na perspectiva da educação e do ensino
desses povos. Pretende-se que esse trabalho demonstre que o ensino superior na formação de educadores indígenas tem influenciado
não apenas na manutenção, mas também nas alterações das línguas maternas dos povos indígenas atuantes na formação docente, bem
como suas atuações no processo de educação diferenciada em suas próprias comunidades. Não de forma a postular sobre os benefícios
dessas alterações e/ou manutenção. Mas sim, para mostrar que esses dois fatores passaram a ocorrer de modo e proporção alterados
após o início da formação dos educadores indígenas em um curso voltado para sua sociedade, apontando a importância da preservação
e revitalização não só da língua, mas também das características históricas, culturais, e sociais das comunidades indígenas.
Proporcionando aos índios, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades
étnicas; a valorização de suas línguas e ciências. O espaço escolar, antes associado aos interesses e domínio do colonizador passa a ser
identificado como um lugar de convívio de diferentes saberes.
Palavras-chave: Sociolinguística; Cultura indígena; Diversidade e variação linguística.
Não há língua que seja, em toda sua amplitude, um sistema uno, invariado ou rígido. Dessa maneira, toda língua comporta variações de
duas ordens: em função do falante (ou, em termos de comunicação, do emissor) e em função do ouvinte (ou do receptor, e também
das circunstâncias em que produz a fala). A variação linguística tem sido preconizada como conteúdo de ensino de Língua Portuguesa
em todo o ensino. Tendo em vista que a sociolinguística “focaliza como objeto de estudo exatamente a variação, entendendo-a como
um princípio geral e universal das línguas possível de ser escrita e analisada” (MOLLICA, 1992). Este projeto de pesquisa tem por
objetivo constatar e analisar as possíveis variações linguísticas existentes em grupos de habitantes do Centro-Oeste brasileiro, mais
especificamente, do município de Alto Garças, levando em consideração sua localização geográfica privilegiada e seu fluxo relevante de
imigrantes. Pretendemos encontrar subsidio teórico- metodológico na teoria e variação linguística cujo precursor é William Labov.
Acreditamos que a realização de uma pesquisa sociolinguística de base quantitativa como esta trará benefícios diretos e indiretos tanto
para município em questão, quanto para o próprio estado de Mato Grosso, pois o consideramos uma mina inexplorada.
Palavras-chave: Sociolinguística; Variação Linguística; Comunidade.
Os conhecimentos necessários para leitura, transcrição e edição de manuscritos contribuem para o enriquecimento do pesquisador da
filologia e áreas afins sob os mais variados aspectos. Para estudar um manuscrito em toda a sua completude, a filologia recorre às
disciplinas auxiliares de grande importância para a descrição e análise do corpus. A Codicologia é uma ciência que estuda os
manuscritos, ou códices, no seu aspecto material, como o suporte utilizado, suas dimensões, formação, conteúdo, datação, tipo de
letra e habilidades do escriba ou copista. Além de ser importante à filologia e à crítica textual, ainda permite uma compreensão mais
profunda no processo de transmissão dos textos. Este trabalho visa à análise codicológica de documentos manuscritos do século XVIII,
denominados Bandos. Os Bandos foram identificados de Ms 1 a Ms 34, datados de 1773 a 1789, tratam-se de documentos públicos,
não literários, produzidos em Mato Grosso e que circularam tão somente durante o Brasil Colônia e têm sua autoria em Luiz de
Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, o quarto Governador Capitão-general da Capitania de Mato Grosso e Cuiabá. Os manuscritos
eligidos neste trabalho são de importância sócio-histórica e cultural mato-grossense pertencentes ao acervo do Arquivo Público de
Mato Grosso – APMT. Nas descrições codicológicas, objetiva-se abordar os comentários de modo a atestar sua genuinidade, visando
contribuir com pesquisas da história e descrição da língua regional, tanto nas mudanças ocorridas da língua quanto nas mudanças
sociais, bem como à transmissão e preservação desse patrimônio cultural. Tendo por fundamentação teórico-metodológica de Azevedo
Filho (1987), Spina (1994), Cambraia (2005), Spaggiari e Peruggi (2004), dentre outros. Este estudo vincula-se ao Projeto “Para a
história do português brasileiro – PHPB-MT” e “Estudos de manuscritos produzidos em Mato Grosso a partir do século XVIII”. Os
objetivos de ambos os projetos de pesquisa são analisar o material manuscrito ou impresso, antigo ou moderno, produzido em Mato
Grosso a partir do século XVII, pertencentes a acervos civis, religiosos, públicos ou particulares no Brasil ou no exterior.
Palavras-chave: Filologia; Codicologia; Bandos.
Sob uma orientação com propósito linguístico historiográfico, no âmbito do projeto Diversidade e Variação Linguística em Mato Grosso
— DIVALIMT (UNEMAT-Portaria 963/2014), apresentaremos um levantamento preliminar de línguas de minorias faladas no norte de
Mato Grosso, atividade que se constitui como uma das tarefas do DIVALIMT, ligada ao registro da diversidade linguística existente na
região. Tal propósito fornecerá um panorama desse multilinguismo. Por ora, estamos reunindo as línguas em dois grandes grupos: as
autóctones (indígenas) e as alóctones (línguas brasileiras de imigração). No primeiro conjunto, encontram-se: apiaká, aweti, ikpeng,
46
kaiabi, kalapalo, kamayurá, kĩsêdjê, kuikuro, matipu, mehinako, nahukwá, naruvotu, rikbaktsá, tapayuna, trumai, wauja, yawalapiti,
yudja (todas dentro do parque do Xingú, exceto apiaká e rikbaktsá). No segundo conjunto, temos a possibilidade de encontrar falantes
das seguintes variedades dialetais: a) do italiano (bergamasco, trentino, vêneto etc.); b) do alemão (bávaro, hunsriqueano, pomerano,
tirolês, westfaliano, wolgadeutsch etc.); c) do japonês; d) eslavas (polonês, cassúbio, russo, ucraniano etc.); e e) de fronteira (espanhol,
francês, guarani etc.). A identificação dessas línguas se baseou em trabalhos e pesquisas acadêmicos, de cunho linguístico ou não. No
campo das variedades autóctones, nos baseamos em Schmidt (1924), Francheto (1990), Mujica (1992), Campetela (1997, 2002),
Pachêco (1997, 2001), Borges e Souza (2004), Rodrigues (2005), Padua (2007), Santos (2007), Basso (2008), Borella (2008), Lima (2008),
Santos (2008), Mori (2009), Tempesta (2009), Kamaiwrá (2010), Oliveira (2010), Pioli (2010), Stuchi (2010), Drude (2011), Postigo
(2011), Kamaiurá (2012), Lima (2012). Já na discussão das variedades alóctones, servem de base Frosi (1983), Pessoa (1995), Silva
(2004), Takano (2013), Tavares de Barros e Philippsen (2013), Altenhofen (2014), Horst (2014), Maraccini (2014), Pinheiro (2014). Esta
pesquisa propõe pensar sobre 1) onde as línguas se territorializa(ra)m no espaço geográfico; 2) seus percursos topodinâmicos
(mobilidade no espaço); e 3) a relação da língua com a ocupação do espaço na paisagem linguística (GORTER, 2006). Posteriormente,
essas informações poderão ser utilizadas, por exemplo, para as reflexões de projetos de cunho geolinguístico como o atlas linguístico
contatual dessa região. Além disso, tais dados ajudarão a descrever os diferentes grupos linguísticos da área sob escopo, o que auxiliará
na definição da rede de inquérito e de perfis de informantes bilíngues e monolíngues.
Palavras-chave: Línguas minoritárias; Norte de Mato Grosso; Historiografia Linguística.
Graças aos estudos sociolinguísticos, hoje compreende-se muito bem o caráter heterogêneo da língua portuguesa. Baseando-se nessa
concepção, é que esta pesquisa objetivou a reflexão sobre as possíveis variedades linguísticas existentes na interação social, além de
propor uma prática pedagógica que vise à conscientização dos alunos sobre o que seja o preconceito linguístico e como não o
desenvolver. Inicialmente, optou-se em realizar uma pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, na tentativa de conclamar a temática
em estudo, baseando-se nas fundamentações de Antunes (2007), Bagno (2006; 2007; 2013), Bortoni-Ricardo (2005), Cavalcante (2014)
e Koch (2006), os quais nos oferecem o aporte teórico necessário para que se desenvolva e se firme a concepção de que na língua o
que há são variedades (dialetos), e são elas que nos caracterizam como um país pluricultural, resultado de uma cultura miscigenada.
Posteriormente, serão realizadas algumas atividades práticas com os alunos do 8º ano do ensino fundamental em duas escolas: os do
8º ano G, da EMEF Raimundo Arcanjo da Costa, do município de Oeiras do Pará - PA e os do 8º ano B, da EMEB Pastor José Genésio da
Silva, do município de Brasnorte – MT, cujo enfoque será a análise de textos que apresentem variações linguísticas, contendo
atividades de interpretação oral e escrita, seguidos de uma produção textual que será enviada a um amigo com um recurso digital que
o aluno optar como: “WhatsApp”, “SMS” , “Messenger” ou “E-mail”, a fim de verificar qual o impacto que a linguagem utilizada em sua
produção surtirá em seu interlocutor. Os resultados, portanto, serão analisados, observando-se os comentários apresentados pelos
alunos, na tentativa de se realizar uma conscientização dos mesmos em sala de aula, orientando-os a compartilhar tais conhecimentos
com seus interlocutores. Espera-se, por meio dessa pesquisa e da prática pedagógica, chegar à conclusão de que o aluno compreenda
que as normas culta ou padrão da língua não podem ser consideradas como supremas e únicas nas situações comunicativas,
conscientizando-os sobre as diversas variações linguísticas e diminuindo o preconceito linguístico ainda existente na sociedade,
desenvolvendo a reflexão de que é necessário apenas adequar a língua de acordo com o contexto e a situação interação.
Palavras-chave: Sociolinguística; Heterogeneidade; Preconceito linguístico.
Este trabalho discute o fenômeno do rotacismo, que consiste na troca do /l/ pelo /r/ na fala da comunidade de São Lourenço, no
município de Cáceres-MT. O rotacismo é uma variedade linguística que vem desde os primórdios da língua portuguesa. Palavras como
Igreja e brando, respectivamente ecclesia e blandus em latim, nos dão conta de que o rotacismo é bastante antigo e ainda hoje persiste
na fala de algumas comunidades. A língua pelo seu caráter dinâmico e heterogêneo está em constante mudança. Essa mudança pode
ocorrer nos vários subsistemas da língua: na fonética/fonologia, na semântica, no sintático ou no discursivo, levando à variação nas
formas de uso. Este processo pode ocorrer em português em dois contextos diferentes: em coda silábicae em o ataque complexo em
grupo consonantal. O ataque e a coda silábica são termos relacionados ao conceito de sílaba. Conforme Câmara Jr. “Nos grupos de
líquida como segundo elemento consonântico, há nos dialetos sociais populares o rotacismo do /l/ que o muda em /r/.”(CÂMARA
JÚNIOR, 2009, p. 40-41). Analisamos, através da Sociolinguística com a teoria variacionista de Labov e no trabalho de Tarallo, a
ocorrência deste fenômeno, que apesar de estigmatizado ainda é muito comum. O objetivo desta análise foi entender o processo de
constituição do rotacismo na diversidade linguística do português brasileiro, nos falantes da comunidade de São Lourenço. O rotacismo
é muito frequente na fala, e ocorre com pessoas que tiveram pouco acesso à escolarização de maneira formal. Este trabalho
demonstrou que a heterogeneidade da língua permite o aparecimento ou o apagamento de formas de falar.
Palavras-chave: Sociolinguística; Rotacismo; Mudança linguística.
O presente trabalho traz a arte contemporânea produzida em Mato Grosso, que tem ocupado os diversos espaços possíveis de
contemplação e deleite do belo e do artístico tanto em galerias como em igrejas, produzida pela artista plástica Mari Bueno. As obras
da atualidade carregam o traço da diferença anunciado por Derrida e que formam o caráter de identidade cultural desenvolvido em
nosso Estado. Na cidade de Sinop, a artista elegeu a Amazônia como cenário de suas produções. As telas da pintora foram premiadas
no Egito, Estados Unidos, Alemanha, Itália, Suíça e até no Museu do Louvre, na França. Acredita-se que os traços e tons selecionados
por Mari Bueno para ilustrar o espaço sacro da igreja podem ser o resultado do processo de transculturação que engendra a
construção da identidade cultural que demonstra os diferentes povos que habitam o interior do Estado. Para isso, no letramento
também deve ser inseridaa arte, uma vez que ela também é um texto, pois possui traços e formas que geram sentido e precisam ser
trabalhados por professores dentro e fora da sala de aula. No mundo contemporâneo, imagético e midiático, faz-se necessário, cada
vez mais, ler todos esses elementos. O papel do artista pode ser o do transculturador, do sujeito que transita entre as diferentes
culturas e depois as faz surgir de modo a representar a multiplicidade de elementos culturais presentes e formadores da cultura atual
do estado, principalmente, no interior que sofreu e ainda sofre com o processo de colonização e expansão. A arte, enquanto texto a ser
lido e merecedor de uma significação, tece as ligações necessárias para uma nova percepção do mundo e traz à tona, o que passa
despercebido em nosso cotidiano, as múltiplas culturas de nosso povo.
Apoio: Este projeto faz parte do edital PROBIC Nº004/2015-UNEMAT/FAPEMAT.
Palavras-chave: Transculturação; Letramento; Arte Religiosa.
Mesmo com o passar dos anos, os contos de fadas continuam atravessando os séculos permeando o imaginário humano e se
mantendo vivo, e, não apenas isso, têm se reinventado constantemente acompanhando as mudanças tecnológicas, históricas e
ideológicas. O objetivo deste trabalho é analisar o conto A Bela Adormecida no Bosque dos autores Charles Perrault e Irmãos Grimm
até a sua mais recente versão, a produção fílmica Malévola (2014) da cineasta americana Linda Woolverton. Para o início dessa
pesquisa, analisamos e relacionamos os textos e posteriormente o filme. Sabe-se que tanto a literatura quanto o cinema são
expressões artísticas que percorrem caminhos distintos, mas que mantêm uma relação profunda, e observando esse fenômeno
investigamos como esses textos se dialogam entre si, e como mantêm suas características vivas mesmo apesar dos séculos; e como
essa releitura interfere nas narrativas anteriores. Essa alternância na forma de contar os fatos marca a transposição de valores da
sociedade atual. No filme essa alteração se dá pela substituição do narrador que vê a história por outro ângulo, permitindo uma nova
perspectiva sobre a história, ou seja, uma (re)atualização; com essa modificação entra também o contexto histórico atual, e a principal
modificação é o olhar sobre a mulher dos séculos anteriores em relação a do século [Link] pesquisarmos as biografias dos
autores Perrault e Grimm, encontramos particularidades na narrativa que foram preservadas como marcadores no texto, mas tivemos
o contato com mudanças significativas e compreendemos que esses são resultados do contexto histórico, social, ideológico em que
cada autor estava inserido. Eles viveram em épocas distintas e ocupavam posições na sociedade consideravelmente diferentes, esses
elementos acabaram por influenciar o modo como interpretaram o texto e isso justifica tais alterações no andamento das narrativas.
Nossa pesquisa foi fundamentada na teoria da paródia e na semiótica greimasiana, conhecida também como semiótica francesa,
procuramos compreender as relações existentes entre os textos e estabelecer seus efeitos de sentido. E, como principais teóricos,
recorremos aos autores Hutcheon, Marinho, Propp, Tatit, Barros e Coelho.
Palavras-chave: Bela Adormecida no Bosque; Perrault; Grimm.
O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo realizado acerca da forma como os conteúdos de Variação Linguística
Diamésica são abordados no livro didático do 3º ano do Ensino Fundamental. Conforme o estudo teórico, o Brasil possui muitas
variedades dialetais. Identificam geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. De acordo com os teóricos estudados, há
muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: “é muito comum se
considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas” Em relação à Variação Linguística, Antunes
(2007) diz que a variação aparece como uma coisa inevitavelmente normal. Segundo a autora, existem variações linguísticas não
porque as pessoas são ignorantes ou indisciplinadas; existem, porque as línguas são fatos sociais, situados num tempo e num espaço
concretos, com funções definidas, e, como tais, são condicionados por esses fatores. O estudo constatou que algumas medidas já
foram tomadas para minimizar o problema do preconceito linguístico, pois o ensino de Variação Linguística já se encontra nos
documentos que regem o ensino de língua portuguesa. Autores como Antunes (2007), Faraco (2008), Bortoni-Ricardo (2011 004) e
Bagno (2013) consideram que isso já é um ganho, considerando que a escola tradicional simplesmente negava a Variação Linguística
como matéria de ensino. Todavia, os autores consideram que tal conquista ainda não é o suficiente, visto que este é um tema que deve
ser discutido por toda a sociedade. Sobre o ensino da Variação Linguística, Cagliari (2009), afirma que a maior parte dos problemas de
fala e escrita está relacionada a esse fenômeno. O estudo teórico e análise realizada mostraram que a Variação Linguística Diamésica já
está sendo trabalhada no livro didático que subsidia o trabalho do professor. Mostrou, também, que esse tipo de trabalho permite que
os alunos percebam que a fala e escrita têm suas especificidades. Todavia, a análise também mostrou que ainda existem livros
didáticos que não abordam a Variação Linguística.
Palavras-chave: Ensino; Variação linguística Diamésica; Livro Didático.
Este trabalho é resultado das experiências vivênciadas pelas acadêmicas da 8ª fase do curso de Pedagogia da Universidade do Estado
de Mato Grosso, Campus de Sinop, durante o estágio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), realizado na escola municipal Jurandir
Liberino de Mesquita, no município de Sinop. Após a observação, pudemos fazer um diagnóstico da turma da terceira fase do ensino
fundamental, composta por vinte e sete alunos de diferentes faixas etárias e níveis de aprendizagem. Os alunos eram trabalhadores
braçais como: carpinteiro; servente de pedreiro; auxiliar de serviços gerais e diaristas. No período do estágio de docência que teve a
duração de duas semanas, realizamos o planejamento conforme a observação da turma. Sendo assim, tivemos a oportunidade de
desenvolver atividades com as quais os alunos pudessem compreender a importância de realizarmos trabalhos voltados para as
experiências do cotidiano dos mesmos que ali se encontravam e que buscavam ampliar o conhecimento no mundo da leitura e da
escrita, além de realizar aulas práticas de leituras de diversos gêneros textuais: jornais, revistas, letra de músicas e listas de materiais
de supermercado, bem como a resolução de atividades envolvendo as operações básicas de matemática. O trabalho foi realizado na
perspectiva de refletir sobre a necessidade do esforço e determinação de cada um para dar sequência aos estudos e, deste modo,
realizar seus sonhos e expectativas de crescimento pessoal e profissional. O estudo embasou-se teoricamente na legislação vigente, em
Freire (1989) e (2001), Machado (2008) e Vieira Pinto (1982). A experiência foi fundamental para a formação docente, pois percebemos
que o professor precisa desenvolver as atividades de acordo com as necessidades e conhecimento dos alunos. Durante o estágio, os
alunos participaram de forma comprometida e tendo deste modo resultados satisfatórios para o processo de construção de
conhecimento. Verificamos que estes alunos buscam na leitura e na escrita respostas imediatas para soluções dos problemas do dia a
dia, tais como: assinar o próprio nome, adquirir a Carteira Nacional de Habilitação, almejam também buscar melhores oportunidades
de trabalho e ampliar seus conhecimentos para interagirem e contribuíremna sociedade.
Palavras-chave: Educação de Jovens e Adultos; Estágio de Docência; Realidade dos Alunos.
O objetivo deste estudo é o de refletir acerca do ensino da Literatura nas escolas, observando a necessidade de se promover mudança
de postura no que se refere à práxis atualmente adotada. Na maioria dos casos, as aulas são dedicadas ao estudo das características
dos períodos literários, à cronologia dos movimentos e, eventualmente, à leitura de fragmentos de textos, situação que não favorece
as condições ideais nem para se desenvolver o gosto pela leitura e nem se caracterizando como meio para promoção do letramento
literário; terminologia adotada por Cosson (2014) para se referir ao “processo de apropriação da literatura enquanto construção
literária de sentidos.” Este aponta que é preciso ir além da simples leitura, ou seja, que nas aulas de Literatura deve-se garantir a leitura
efetiva dos textos reconhecendo a disciplina como um lócus de conhecimento; visando fornecer aos alunos os instrumentos
necessários para conhecer e articular com proficiência o mundo feito linguagem. A atividade com leitura do texto literário não deve se
encerrar em si mesma; deve haver uma série de atividades que promovam a interação entre leitor, escritor e texto para a apreensão de
seu sentido, lembrando que a leitura pode até ser um ato individual e solitário, mas a interpretação é solidária, uma vez que os
sentidos são o resultado do compartilhamento de visões de mundo entre os homens no tempo e no espaço. A metodologia adotada
para este estudo consiste em revisão bibliográfica de autores como Cândido (1995), Leffa (1996), Soares (1998), Lajolo (1986), os quais
49
teorizam a temática de leitura e letramento e, principalmente, de Cosson (2014) com Letramento Literário: teoria e prática. Organizou-
se a sequência expandida, que consiste em passos a serem desenvolvidos com os alunos na exploração do conto “Meu amigo João”, de
João Anzanello Carrascoza (Melhoramentos), utilizando-se, ainda, o conto “Um amigo dedicado”, de Oscar Wilde (Ediouro) e da música
“A lista”, de Osvaldo Montenegro para as etapas posteriores da sequência, que assim se constituem: motivação, introdução, leitura,
primeira interpretação, contextualização, segunda interpretação e expansão. Esta proposta de atividade possibilita trabalhar a
Literatura na perspectiva do letramento literário revelando-se um material de fomento a essa prática, dando ao exercício artístico da
palavra o seu devido lugar na sala de aula, bem como favorece aos alunos o gosto pela leitura.
Palavras-chave: Literatura; Leitura; Letramento Literário.
Este projeto, intitulado “Poesia e Letras do Rap: a importância da leitura e escrita em sua totalidade”, tem como base resgatar a leitura
no ambiente escolar, visando a que o aluno, independentemente da idade, tenha vontade de ler. Na realidade atual, observa-se que,
cada vez mais, nossos alunos estão se afastando do ato de leitura e da escrita. Várias causas contribuem para isso, mas, dentre elas,
pode-se citar a falta de incentivo dos familiares, o que ocasiona como consequência dificuldades marcantes sentidas na escola:
vocabulário precário, dificuldade de compreensão e erros ortográficos. Desse modo, faz-se necessário que a escola busque resgatar o
valor da leitura e da escrita, como ato de prazer. Como se percebeu nesta instituição que o alunado não conhecia muito o gênero
poema, porém apreciava muito o gênero musical rap, surgiu a escolha da prática de letramento a ser focalizada, tendo em vista que a
mesma une os dois gêneros, tornando o assim mais atraente para os jovens. O projeto se embasa nas práticas de letramentos de
1
acordo com GARCIA, Ana Luiza M. & RANGEL : “Um projeto é um conjunto de atividades orientadas por objetivos comuns e
organizadas para a elaboração conjunta de um produto final. Trata‐se, assim, de um tipo de organização temporária, na qual se criam
várias oportunidades de ação coletiva: escolher, decidir, planejar, partilhar, cooperar, buscar recursos e realizar. Esses procedimentos
permitem e exigem a construção de conhecimentos e competências pessoais, colaborando para o desenvolvimento da autonomia, da
solidariedade e da liderança.’’ Evidenciamos, através do presente projeto, o despertar do desejo e do prazer pela leitura de poemas
associadas a letras do rap por ser um gênero já valorizado por eles na comunidade. ‘’Esperamos aguçar o interesse desses alunos,
dando-lhes meios de construir opiniões sobre os diversos temas presentes na poesia (...) e nas letras das músicas. Como é o caso do rap
2
que alia som e poesia ao mesmo tempo (...)’’. (ALVES, Suzana Margarida Rios ). Através deste estímulo e contato inicial com a música e
poesia, o aluno encontrará o sentimento de pertencimento através da produção, som e escrita, tornando-se protagonista de todo o
3
processo. Segundo Nascimento e Pinheiro (2013) , '' A expressão mais forte do hip-hop está relacionada no Rap – poesia cantada que,
para existir, precisa da junção de dois elementos: o MC e o DJ. O primeiro (MC), é o poeta que escreve e canta as letras do Rap; já o DJ
dá o tom ao discurso, tematizando as desigualdades sociais, racismo, discriminações e violências''. Todo o projeto ocorreu num período
de seis meses (fevereiro a agosto de 2015). A apresentação ocorreu no dia 14 de agosto de 2015 na feira do conhecimento. O projeto
possibilitou a ampliação e o aprofundamento da aprendizagem dos alunos por meio da apropriação da leitura e escrita.
Palavras-chave: Leitura; Poesia; Rap.
Esta comunicação tem como objetivo apresentar um trabalho de pesquisa a partir da aprendizagem colaborativa entre professores e
alunos do ensino médio da Escola Estadual Desembargador Milton Armando Pompeu de Barros, Colíder /MT. As inquietações da
pesquisa nasceram da dificuldade dos alunos no desenvolvimento da escrita formal de um texto, em que é necessário elencar palavras,
expressões, ideias, a fim de formar orações, frases de forma clara e precisa. Adquirir essa habilidade não é fácil, devido aos muitos
aspectos da língua, tais como: ortografia, sintaxe, concordância nominal e verbal, acentuação, pontuação e semântica. Diante desse
desafio, os professores de Língua Portuguesa resolveram adotar a reescrita do texto como uma forma de metodologia que objetiva fazer
com que a construção da escrita se torne algo significativo. O público participante são alunos dos 1º, 2º e 3º anos do ensino médio, na
faixa etária dos 14 aos 17 anos. Nossas ações iniciaram no ano de 2010, embora não tenhamos feito registros de forma sistemática,
nem discussões e análises das primeiras tentativas, porque ainda não sabíamos direito o que fazer, mas tínhamos necessidade de novas
propostas para que pudéssemos atingir nossos objetivos de forma eficiente. Iniciamos, então, a progressão textual, através da escrita e
reescrita. Os resultados ainda são parciais, mas pôde-se perceber que, para que o aluno desenvolva a produção escrita, é necessário
que se trabalhe estratégias significativas e contextualizadas para que ele consiga construir textos, os quais apresentem traços que o
identifiquem. Dessa forma, o aluno poderá entender que a linguagem faz parte de sua vida, pois, quando ele aprende a aprender,
torna-se sujeito ativo, produzindo saberes e conhecimentos sobre sua própria realidade. Torna-se, assim, capaz de ler e produzir e, no
processo interativo entre sujeitos, ele toma a palavra e se constitui como locutor. Por fim, para trabalhar com a língua, é necessário
viajar pelo mundo da linguística textual, beneficiar-se dela e abandonar a posição de detentor/ transmissor de um saber para se colocar
com os alunos em outro território, o da construção de reflexões e de conhecimentos a propósito da linguagem.
Palavras-chave: Escrita; Reescrit; Metodologia.
Este trabalho apresentará o projeto de leitura e produção de texto da Escola Estadual Cleufa Hübner, intitulado “A sala de aula é um
50
palco”, que foi proposto pelas professoras Lucicleia Neves de Souza, Patricia Dauhali Clemente Guimarães Pereira e Saane Rodrigues
Soares, nos anos de 2013, 2014 e 2015. Verificada a necessidade de realizar um trabalho de produção de texto que contemplasse os
conteúdos de sala de aula e percebido que os alunos precisavam despertar o gosto pela aprendizagem, escolheu-se o gênero textual
“contos”. Dentro da proposta, o teatro foi um meio de se trabalhar uma linguagem que oportuniza formas de manifestação que
permitem à criança autilização das diferentes formas de linguagem presentes na sociedade, expressando suas próprias vivências e
experiências de maneira mais crítica e, com isso, a criança analisa o resultado de suas ações interagindo de maneira eficaz no meio
social em que vive, podendo considerar a existência de processos de aprendizagem criativa para quem se expressa e para quem assiste.
Segundo Olga Reverbel (1979), teatro é a arte de manipular os problemas humanos, apresentando-os e equacionando-os. A autora
defende a função eminentemente educativa, e destaca que a instrução ocorre através da diversão. Para a mesma, a importância da
diversão justifica-se porque imitar a realidade brincando aprofunda a descoberta e é uma das primeiras atividades, rica e necessária, no
auxilio ao processo de eclosão da personalidade e do imaginário que constituem um meio de expressão privilegiado da criança.
Segundo a autora, o teatro aplicado à educação possui o papel de mobilização de todas as capacidades criadoras e o aprimoramento da
relação vital do indivíduo, desta forma o aluno é capaz de aplicar e integrar o conhecimento adquirido nas demais disciplinas da escola
e, principalmente, na vida. Introduzimos o teatro na escola como instrumento de educação que utiliza ecleticamente diversas áreas do
conhecimento, desenvolvendo a compreensão da natureza da experiência, fazendo a relação entre fantasia e realidade. Tivemos, como
objetivo geral, desenvolver a leitura, a produção textual, o sentido do ritmo e do espaço e compreendendo a necessidade de dominar a
leitura e a produção textual, fortalecendo a autoconfiança, superando bloqueios e inseguranças em apresentações para um público
numeroso, resgatando os contos de fadas, relembrando a infância, a integração e conscientização que são tópicos importantes nesse
projeto, uma vez que, no processo de aprendizagem, a socialização tem papel extremamente relevante e aqui ela é desenvolvida de
maneira lúdica, respeitando o interesse e o tempo de desenvolvimento de cada aluno. Assim, propomos a construção de peças teatrais
com os contos de fadas. Nos três anos de desenvolvimento do projeto, foram atendidos mais de 1.200 alunos do 2º e 3º ciclos da
escola. Como resultado, houve o envolvimento de toda a comunidade escolar direta ou indiretamente. Em todas as edições do projeto,
houve êxito e os alunos conseguiram demonstrar as suas capacidades, a criatividade, o senso democrático, a atuação dos mesmos
como agentes transformadores do meio que estão inseridos.
Palavras-chave: Teatro; Linguagem; Escola.
Arlete Tavares Buchardt (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica)
Ketheley Leite Freire (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica)
Luciene Alves (Escola Estadual Nossa Senhora de Lourdes)
A sociedade humana, em especial a infância e a juventude, sempre teve necessidade de extravasar sua imaginação e fantasia. Em meio
à pobreza, à fome e miséria, o ser humano necessita de algo que lhe dê suporte para vivenciar as durezas da vida. A fim de atender
esta necessidade, surgiram os super-heróis, seres dotados de poderes extraordinários, moral elevada e grandeza de caráter que
pudessem oferecer esperança para a sociedade e que possibilitassem o desenvolvimento da imaginação infantil, jovem e adolescente.
Nesse contexto nasceram os heróis da mitologia grega, também o super-homem, fruto da imaginação e dos sonhos de dois
adolescentes Jerry Siegel e Joe Shuster. O personagem mudaria para sempre a trajetória das histórias em quadrinhos, pois carregava
consigo superpoderes, atendia à necessidade de fantasia e imaginação, e salvava a humanidade dos perigos que a rodeava. Logo, a
criação desses heróis revela uma tendência natural do homem de mitificar o mundo num esforço de justificar aquilo que não
compreende. E estas imagens simbólicas ganharam, ao longo das décadas, forte representação na Arte. Imagens estas, que permeiam
o imaginário dos quadrinhos como tendências que surgem na mente humana, desenvolvem-se junto com sua história de vida e passam
a fazer parte dela, encarnando padrões de representação cultural. Este texto, portanto, tem por objetivo socializar os resultados
encontrados nas produções de histórias em quadrinhos, ou comics - como também são conhecidas -, produzidas em aulas de Arte, no
segundo ano do Ensino Médio. Nesse sentido pretendemos (i) construir um comparativo entre os heróis da mitologia grega e os heróis
modernos estampados nas histórias em quadrinhos; (ii) refletir sobre a presença do super-herói na produção dos adolescentes,
compreendendo que é através dos mitos e heróis que o homem representa a si mesmo e ao mundo em que vive, e (iii) analisar o
aspecto estrutural do gênero textual história em quadrinhos. O objetivo principal é mostrar as histórias em quadrinhos como
depositário de signos culturais e abrir caminhos a novos estudos. Adotamos a abordagem metodológica qualitativa da pesquisa-ação
utilizando técnicas do Estudo de Caso com entrevistas semiestruturadas, análise das histórias em quadrinhos produzidas pelos alunos,
observações de campo e pesquisa bibliográfica, pautando-se sobre o aporte teórico de TORQUATO (2009), SAMPAIO e MATOS (2004).
FERNANDES (2011) e OLIVEIRA (2014) dentre outros. Constatamos a presença do herói em todas as produções dos alunos, a luta entre
o bem e o mal, e a manifestação do herói para socorrer e salvar o personagem em dificuldades o que nos remete ao objetivo inicial da
criação dos quadrinhos nos Estados Unidos.
Palavras-chave: História em quadrinhos; Super-herói; Produção textual.
O ato de se contar histórias sempre esteve presente na humanidade. No entanto, com advento da internet, as práticas da partilha das
histórias cederam lugar para outros meios de interação. Além da tecnologia, o trabalho cotidiano vem consumindo demasiadamente o
tempo das pessoas, tornando a hora da história um momento cada vez mais raro. De acordo com Sisto (2005), poder-se-ia pensar que
contar histórias é uma arte sem lugar às portas do século XXI. Será? Considerando a importância desta atividade, no mês de Maio/2015
por ocasião da Feira Do Conhecimento na escola, propusemos aos estudantes do 6º Ano A da EM Professor Benjamin Padoa em Alta
Floresta/MT a seguinte investigação: ainda existem contadores de histórias nas famílias? Eles levantaram a hipótese de que o uso das
novas tecnologias teriam afastado as famílias desta atividade. Dessa forma, e com o objetivo de fomentar a prática da Contação de
51
Histórias elaborou-se o Projeto Festa de Trancoso. Conforme Cascudo (2006), estudioso da literatura oral no Brasil, Trancoso foi um
escritor português, colecionador de contos. A palavra trancoso teve uma evolução semântica e passou a incluir contos fantásticos,
fábulas, algo irreal e lendário, assim como os contas da Carochinha. Para o desenvolvimento do projeto, os estudantes prepararam o
roteiro da entrevista que fora aplicado com duas pessoas de sua família. Foi organizada em torno de seis questões: a) você ouvia
histórias quando era criança? b) quem contava histórias para você? c) como essas histórias eram contadas? d) que histórias eram
contadas? e) você já ouviu falar de Trancoso? f) você conta histórias? O resultado apontou que dos trinta e oito entrevistados, apenas
um não se lembrava de ter ouvido histórias quando criança. Os contadores eram a mãe, o pai e a avó. Houve referência à Rádio
Nacional de Brasília em seus programas de contação de história. As histórias eram contadas na hora de dormir, e também nas rodas de
conversas nos quintais das casas. As mais citadas foram os contos de assombração, mula-sem-cabeça e lobisomem. Os Contos de
Fadas, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, Cinderela, João e Maria, também foram lembrados. Houve destaque aos mitos, lendas,
contos antigos e histórias de pescador. Apesar de tantas histórias antigas, apenas uma pessoa declarou ter ouvido falar de Trancoso
relacionando-o aos contos de pescador. Um dado interessante é que os entrevistados afirmaram contar histórias, o que descartou a
hipótese dos estudantes. A realização deste projeto nos permitiu pensar que a escola necessitava investir na ação de contar histórias,
visto que o que se pratica é a leitura dos textos literários. Assim, o projeto desdobrou-se no I Conta pra Mim, um evento que envolveu
todos os educadores, funcionários e estudantes numa ação belíssima marcando o dia do contador de histórias e que passará a ser
realizada anualmente.
Palavras-chave: Contação de histórias; Literatura Oral; Trancoso.
A proposta deste trabalho é compartilhar os resultados do Projeto Escolar “Movimento por uma Escola Literária” desenvolvido na E.M.
Professor Benjamin Padoa - Alta Floresta/MT com estudantes das turmas de 5º ano. Durante os meses de Fevereiro e Março/2015, nas
atividades de leitura na biblioteca, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer a obra do escritor Bartolomeu Campos de
Queirós, ocasião em que souberam da existência do “Movimento por um Brasil Literário”, idealizado para a democratização da leitura e
do livro de literatura. A partir de então surgiu o desejo de se saber mais a respeito da importância da leitura literária. Para o escritor, a
literatura é importante na medida em que é feita de ficção e conversa com o mundo idealizado que o sujeito tem na memória. Essa
conversa entre fantasias e possibilidades é fundamental em qualquer sociedade. Assim, idealizou o Movimento por um Brasil Literário
para democratização das práticas leitoras e do livro de literatura. Com a descoberta deste movimento os estudantes expressaram
desejo de saber qual a importância que o livro de literatura tem para a escola. Um roteiro de pesquisa fora elaborado tendo como
objetivo geral fomentar entre os colegas e professores da escola o prazer pela leitura de um livro literário. Conforme Cosson (2006), o
trabalho com a literatura é muito importante e deve manter um lugar especial na escola, pois possui a função de tornar o mundo mais
compreensível e humano. Todavia cabe à escola fazer cumprir o papel humanizador que a literatura tem, promovendo o letramento
literário, que, segundo o autor, é uma prática social de sua responsabilidade. Dessa forma, para alcançar o objetivo proposto elaborou-
se um questionário que foi entregue a 30% dos alunos e 100% dos professores nos dois turnos da escola. Os dados coletados foram
agrupados, apontando que: a) o livro é um passaporte para mundos desconhecidos; b) a leitura de um bom livro permite voar na
imaginação; c) ler amplia a capacidade de compreensão do mundo; d) o livro é um amigo fiel; e) a leitura é a chave para o mundo da
fantasia e das descobertas. Assim, ao comparar os resultados da pesquisa realizada com a Carta de Princípios do Movimento por um
Brasil Literário foi possível concluir que o sentimento que os alunos e professores da E.M. Professor Benjamin Padoa têm pelo livro de
literatura assemelham-se ao sonho do escritor Bartolomeu Campo de Queirós. Os estudantes criaram o Manifesto por uma Escola
Literária, visando engajar a escola ao Movimento por um Brasil Literário através de ações de leitura que ampliem cada vez mais as
possibilidades de acesso ao livro e leitura de literatura. Atualmente o Projeto tem suas ações continuadas por meio da criação do “Beco
da Leitura” a leitura praticada na hora do recreio para todos os estudantes da escola.
Palavras-chave: Leitura; Literatura; Letramento Literário.
A educação é um direito de todos, previsto na Constituição Federal de 1988 e enfatizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA). A educação se faz mais fundamental quando se trata de adolescentes em conflito com a lei, pois a educação de qualidade é um
direito e um portal para a cidadania plena e a inclusão social. Deve ser também entendida como um processo libertador, emancipador,
colaborando para que o adolescente retorne à sociedade. Neste trabalho temos por objetivo apresentar a educação escolar no sistema
Socioeducativo, discutir e analisar as necessidades, possibilidades e limitações das práticas pedagógicas trabalhadas com os
adolescentes em situação de conflitos com a lei. Situamos o estudo sob o aporte teórico dos Documentos Oficiais Sistema Nacional de
Atendimento Socioeducativo (2006); Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo do Estado de Mato Grosso (2014), (VOLPI, 2002),
ARROYO (2004). Quanto à metodologia, optamos pelo método dialético e pela abordagem qualitativa. Para coleta e análise dos dados
apoiamos na pesquisa bibliográfica, documental e estudo de caso. Os dados foram coletados por meio da observação dos participantes
pelo fato dos pesquisadores estarem diretamente ligadas ao processo e ao objeto de estudo. Utilizamos também cadernos de campo e
entrevistas semiestruturadas previamente autorizada e documentada. As sistematizações e análises dos dados ocorreram em três
momentos - pré-análise; exploração do material; inferência e compreensão. Como resultados, na pré-análise, apresentamos a
educação escolar no Sistema Socioeducativo comuma parceria da SEJUDH-MT (Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos), com
a SEDUC-MT (Secretaria de Estado de Educação) através da sala anexa da Escola Estadual Olímpio João Pissinati Guerra. Apresentamos
também o que preconiza os marcos legais para essa modalidade de educação. No segundo momento, apresentamos e discutimos a
52
prática pedagógica realizada junto aos educandos. E por fim, no terceiro momento analisamos as necessidades, os desafios e as
perspectivas dos professores, educandos e autoridades da justiça diretamente ligados ao sistema Socioeducativos.
Palavras-chave: Educação escolar; Práticas docentes; Socioeducativo.
Este trabalho inscreve-se no eixo temático Práticas docentes, leitura e produção textual e visa apresentar a experiência da vivência do
ser professora de um grupo de cinco acadêmicas do curso de Pedagogia, da Universidade do Estado de Mato Grosso, em uma turma
com trinta e dois alunos da 1ª, 2ª e 3ª fase do primeiro segmento, durante o estágio da Educação de Jovens e Adultos-EJA, numa escola
do município de Sinop. O presente trabalho fundamenta-se no pensamento de Freire (2001), Machado (2008), Moura (2007) e na
legislação vigente. Os alunos apresentavam diferentes faixas etárias e níveis de aprendizagem. Entre eles, há dois com deficiência
intelectual e um destes tem problemas de dicção, um com deficiência auditiva. Os alunos trabalham como: motoristas, serventes de
pedreiro, serviços gerais em madeireira, domésticas e babás. A proposição das estagiárias visava contribuir com a qualificação
profissional destes alunos, pois buscaram elaborar atividades de acordo com a vivência cotidiana. Nesta perspectiva, durante o período
de observação, percebeu-se que a professora da turma realizava um trabalho diferenciado para cada aluno, conforme a especificidade
de cada um, embora se notou a ausência de intérprete e monitores para auxiliarem no trabalho docente. O planejamento e a docência,
com as orientações das professoras responsáveis pela disciplina de estágio, deram sequência ao trabalho realizado pela professora de
sala. Dada a constituição da turma, a prática docente foi dividida entre as acadêmicas de modo que duas trabalharam com os alunos
do primeiro ano, uma trabalhou com alunos do segundo ano e as outras duas trabalharam com alunos do terceiro ano. Assim, o
trabalho com as turmas possibilitou atingirmos os objetivos do estágio através do envolvimento entre os alunos e as acadêmicas
durante todo o processo do estágio. Observou-se que ocorreu satisfação pelo trabalho, tanto pela oportunidade de estar em sala de
aula e proporcionar interação com a comunidade escolar, além das reflexões acerca da formação das futuras professoras, quanto pela
aprendizagem dos alunos na produção da leitura e da escrita dada a necessidade para se saber assinar ao se adquirir a carteira de
trabalho, bem como a possibilidade de tirar uma carteira de habilitação. É isso que os move para estar na sala de aula, após um intenso
dia de trabalho. A experiência de docência na EJA, objetiva inserir o acadêmico no meio escolar, para que ele conheça diferentes
realidades educacionais e através das situações vivenciadas possam refletir e problematizar a relação entre a teoria e a prática nos
espaços escolares. Vivenciar a realidade no estágio da docência foi uma experiência que possibilitou conhecer o cotidiano escolar, a
prática docente e suas especificidades.
Palavras-chave: Estágio; Prática Docente; Educação de Jovens e Adultos.
Este projeto, intitulado “Poesia e Letras do Rap: a importância da leitura e escrita em sua totalidade”, tem como base resgatar a leitura
no ambiente escolar, visando a que o aluno, independentemente da idade, tenha vontade de ler. Na realidade atual, observa-se que,
cada vez mais, nossos alunos estão se afastando do ato de leitura e da escrita. Várias causas contribuem para isso, mas, dentre elas,
pode-se citar a falta de incentivo dos familiares, o que ocasiona como consequência dificuldades marcantes sentidas na escola:
vocabulário precário, dificuldade de compreensão e erros ortográficos. Desse modo, faz-se necessário que a escola busque resgatar o
valor da leitura e da escrita, como ato de prazer. Como se percebeu nesta instituição que o alunado não conhecia muito o gênero
poema, porém apreciava muito o gênero musical rap, surgiu a escolha da prática de letramento a ser focalizada, tendo em vista que a
mesma une os dois gêneros, tornando o assim mais atraente para os jovens. O projeto se embasa nas práticas de letramentos de
1
acordo com GARCIA, Ana Luiza M. & RANGEL : “Um projeto é um conjunto de atividades orientadas por objetivos comuns e
organizadas para a elaboração conjunta de um produto final. Trata‐se, assim, de um tipo de organização temporária, na qual se criam
várias oportunidades de ação coletiva: escolher, decidir, planejar, partilhar, cooperar, buscar recursos e realizar. Esses procedimentos
permitem e exigem a construção de conhecimentos e competências pessoais, colaborando para o desenvolvimento da autonomia, da
solidariedade e da liderança.’’ Evidenciamos, através do presente projeto, o despertar do desejo e do prazer pela leitura de poemas
associadas a letras do rap por ser um gênero já valorizado por eles na comunidade. ‘’Esperamos aguçar o interesse desses alunos,
dando-lhes meios de construir opiniões sobre os diversos temas presentes na poesia (...) e nas letras das músicas. Como é o caso do rap
2
que alia som e poesia ao mesmo tempo (...)’’. (ALVES, Suzana Margarida Rios ). Através deste estímulo e contato inicial com a música e
poesia, o aluno encontrará o sentimento de pertencimento através da produção, som e escrita, tornando-se protagonista de todo o
3
processo. Segundo Nascimento e Pinheiro (2013) , '' A expressão mais forte do hip-hop está relacionada no Rap – poesia cantada que,
para existir, precisa da junção de dois elementos: o MC e o DJ. O primeiro (MC), é o poeta que escreve e canta as letras do Rap; já o DJ
dá o tom ao discurso, tematizando as desigualdades sociais, racismo, discriminações e violências''. Todo o projeto ocorreu num período
de seis meses (fevereiro a agosto de 2015). A apresentação ocorreu no dia 14 de agosto de 2015 na feira do conhecimento. O projeto
possibilitou a ampliação e o aprofundamento da aprendizagem dos alunos por meio da apropriação da leitura e escrita.
Palavras-chave: Leitura; Poesia; Rap.
O estudo e o ensino de leitura têm sido cada vez mais discutidos no âmbito da educação brasileira. Podemos entender que este
fenômeno é causado pelo insucesso escolar diante da falta de proficiência leitora dos alunos. Assim, diante desse contexto, o objetivo
deste estudo é discutir a leitura numa perspectiva crítica. Para tanto, defendemos um ensino com base no desenvolvimento de
53
capacidades leitoras, de modo que o aluno tenha condições de ler textos que circulam em diferentes esferas sociais. Pois a leitura é um
fenômeno necessário para promover certas capacidades do leitor não somente cognitivas, mas sociais, culturais, políticas, afetivas,
entre outras, principalmente porque essa prática está também atrelada à outra prática, a do letramento. Logo, uma das alternativas
para minimizar os problemas relacionados à leitura, de diversas ordens, seria um trabalho voltado para o desenvolvimento de
capacidades leitoras na perspectiva do letramento crítico, uma vez que tal abordagem busca desenvolver a consciência do aluno para
que ele possa se posicionar de forma crítica na sociedade. Mas, para que haja a leitura crítica, a compreensão de um discurso, é
necessário que o leitor perceba a relação tênue que existe entre linguagem e poder. Desse modo, podemos inferir que a leitura, para
ser compreendida em seu sentido mais amplo e profícuo, deve estar alinhada a um estudo sobre a linguagem de forma reflexiva e
questionadora. Nosso aparato teórico alia-se em alguns pressupostos da teoria enunciativo-discursiva de Bakhtin e seu Círculo que,
neste recorte, aliaram-se a outras contribuições como a do letramento crítico, Rojo (2004), Monte Mór (2013), entre outros.
Palavras-chave: Capacidades leitoras; Letramento crítico; Linguagem e poder.
Analisamos, nesta pesquisa, como ocorre a produção de sentidos no processo de leitura de textos multimodais nas Redes Sociais,
especificamente, no Facebook, na interação autor-texto-leitor, com 22 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, turma C, vespertino,
da Escola Estadual Antônio Ometto, no município de Matupá-MT. Para isso, utilizamos o método pesquisa-ação; e as atividades foram
organizadas em forma de uma sequência didática – SD, com dez módulos distintos, desenvolvida no segundo semestre do ano de 2014.
Os gêneros escolhidos para o desenvolvimento da SD foram alguns dos que também circulam na internet: a charge, a tira e a foto
legendada por se constituírem em valiosas ferramentas educacionais atrativas aos alunos. Os temas dos textos selecionados para a SD
são saúde pública, política e cultura musical, escolhidos por serem considerados, de certa forma, polêmicos e desse modo proporcionar
um bom debate e produção de sentidos. Tal pesquisa filia-se à perspectiva interacionista de leitura e, por isso utilizamos as estratégias
de leitura sugeridas por Solé (1998), em que é proposto um trabalho antes, durante e após a leitura para a formação de um leitor
proficiente. O registro dos trabalhos deu-se com o uso do diário reflexivo das ações, instrumento necessário para avaliação do
desenvolvimento destes e, para fundamentá-lo, pesquisou-se autores como Xavier (2013), Koch e Elias (2006), Solé (1998), Foucambert
(1994), Leffa (1996), Kleiman (2008), Chartier, (2002), Kato (2003), Menegassi e Calciolari (2002), Dolz, Noverraz & Schneuwly (2004),
entre outros. Os resultados obtidos demonstram que a produção de sentidos nestes suportes ocorre da mesma forma que nos demais,
em que o conhecimento prévio do leitor e a mediação do professor são fundamentais para que ela ocorra.
As obras literárias clássicas e contemporâneas continuam sendo lidas pelos jovens, mas com propósitos bem distintos daqueles
esperados pela sociedade letrada e valorizados culturalmente. Certas obras clássicas são conhecidas a fundo entre os jogadores dos
jogos de RPG (Role-Playing Game), a ponto de enumerarem detalhes que mesmo um leitor proficiente teria dificuldade de guardar na
memória. Desta forma, esse gênero pode ser utilizado como ferramenta mediadora do docente nos estudos literários canônicos. Para
os jogadores de RPG, o reconhecimento da obra serve apenas como um manual de onde são extraídas informações relevantes para
compor uma personagem, um cenário, uma ação. A apropriação do texto original não se faz, usualmente, pela escrita ou outro recurso
midiático, mas sim pela voz, e a interação é imediata. O RPG pode ser definido como um jogo narrativo criado a partir de um cenário,
personagens e regras previamente estabelecidas, os participantes são divididos em um mestre, que atua como um narrador e os
demais jogadores que são participantes. Com base nos saberes e instrumentos previamente definidos, os jogadores vão construindo
cooperativamente a narrativa. A interação entre o mestre e os jogadores é feita por meio de um ou mais dados que indicam o sucesso
ou insucesso da ação do jogador. Tudo isso é feito oralmente com os participantes personificando seus papéis e narrando cada passo
da narrativa. Enquanto prática de leitura literária interativa, os benefícios pedagógicos do RPG proporcionam a motivação e a
cooperação entre os discentes, além de permitir que o leitor assuma a narrativa por si mesmo. Narrativa coletiva com a ajuda de seus
parceiros no jogo, mas também com conhecimentos literários e domínio de textos e contextos relativos ao cenário onde a história se
desenvolve. Domínio que se obtém por meio da leitura minuciosa e atenta dos textos. Outro ponto positivo se dá pela mediação do
professor em associar o aprofundamento da obra desenvolvida pelo jogo em uma concepção de letramento literário, partindo do
universo literário do discente e, assim, ter contato com a obra canônica. O objetivo do projeto é utilizar o Role-Playing Game (RPG)
como auxiliar pedagógico visando o desenvolvimento de espontaneidade, criatividade, raciocínio lógico e introdução aos clássicos
literários por meio de adaptações lúdicas. A literatura, que abrange as várias escolas literárias, desde os clássicos gregos ao movimento
modernista, é-nos apresentada, por meio das multimodalidades de ensino, de forma dinâmica e interativa, com leituras e estudos das
principais obras desses períodos e suas adaptações nos mais diversos formatos. Como proposta metodológica, foram selecionadas
obras literárias para a leitura na escola em seus diversos formatos, utilizando a adaptação como incentivo à formação do leitor;
avaliação do trabalho com a literatura na escola e redirecionamento de novas propostas de trabalho, tendo como foco o texto literário
em sua íntegra e articulação da literatura clássica e contemporânea no ensino de língua, em consonância com diferentes linguagens,
suportes e circuitos tendo como base o texto literário, que visa o reencontro com a Grande Literatura de forma criativa e lúdica.
Palavras-chave: Literatura; RPG; Letramento.
O presente estudo objetiva compreender os diferentes modos de ver a cidade, de modo a ressaltar as imagens que se transformam ao
longo do curso da história, estabelecidas em espaços divergentes e múltiplos. Assim, a cidade compara-se a um discurso que articula
variadas linguagens físicas e simbólicas: a física é percorrida até se perder, a simbólica a ordena e interpreta. A cidade é um labirinto de
ruas e signos e a tarefa é de decifrar essa trama que se atribui à cidade letrada e ao seu segmento intelectual. A cidade letrada interfere
no ideal da concepção através da discussão de projetos e realizações, mas é a partir dos modos de uso do espaço que a cidade letrada
capta as modificações do cotidiano do homem. Esta apresentação tem como objetivo discutir relações sobre as manifestações do poder
e a prostituição na cidade. A prostituição é um dos objetos que ao longo da história ganhou muito destaque em diversos momentos
devido a sua participação em diversas atmosferas da sociedade, o religioso, o social, o jurídico, o médico, o imaginário, o carnal e o
afetivo. Destacaremos o poder social de “mulheres públicas” rompendo com o ideal paternalista ocidental da mulher como
mantenedora da prole e consequentemente complicando a participação da mulher junto as suas famílias e sociedade, bem como
através do poder jurídico, os entraves da jurisprudência junto ao crime de prostituição e o seu complicado enquadramento entre a
perseguição e a permissão em áreas de controle - as chamadas zonas de meretrício. Nesse sentido, o presente estudo faz parte de um
dos trabalhos realizados sobre as práticas do cotidiano na cidade que vem sendo realizada em obras literárias e junto às profissionais do
sexo em Colíder através do método da comparada, na linha Literatura e Sociedade. O estudo teve, como recorte, a prostituição
feminina, com o objetivo de conhecer e analisar o seu contexto e o seu significado, por meio da experiência da prostituição. Como
referencial teórico e conceitual foram adotadas a cartografia simbólica de representações sociais e discursivas. O estudo da realidade foi
realizado com adultas jovens e profissionais do sexo que exerceram ou exercem a prática da prostituição em três bairros da área de
Colíder. Essa pesquisa ainda encontra-se em desenvolvimento, mas já foi possível relacionar três núcleos temáticos de alta
complexidade, identificados como o contexto familiar com suas relações conflituosas e a presença de diversas formas de violência; o
cotidiano perverso da prostituição e as expectativas de futuro. Vale ressaltar que a concepção abrange a indústria do sexo e inclui
bordéis ou prostíbulos e certos bares da cidade, deixando claro que o que existe não é a prostituição e sim um monte de distintos
trabalhos sexuais.
Palavras-chave: Representações imaginárias; Prostitutas; Cartografia simbólica.
A proposta desta apresentação consiste na identificação do aspecto mítico, enquanto elemento de construção do texto de obras
literárias de autores regionais, para que posteriormente sejam estabelecidas relações de sentido entre o aspecto mítico presente na
literatura regional e o contexto político, cultural e ideológico da região norte do Estado de Mato Grosso, evidenciando, portanto,
rupturas e/ou diálogos existentes entre os simbolismos culturais dos diferentes povos que, historicamente, participaram do processo
de construção sociocultural do/no norte do Estado. Nos objetivos da pesquisa, busca-se a elaboração de um quadro de caracterização
da cultura norte mato-grossense e o evidenciamento do papel e função dos mitos na construção de identidades culturais.
Palavras-chave: Mito; Cultura; Literatura Norte Mato-Grossense.
55
TROÇOS E DESTROÇOS AO RÉS DO CHÃO: A CRITISSÍMIA DISFORMAL DA AGRAMATICALIDADE BARREANA
A poesia, assim como outras formas de arte, é usada como fonte de expressão crítica e subversão aos infortúnios sociais que permeiam
a natureza humana. Através da sutileza e despropósitos da poesia barreana, tentaremos buscar o sentido mais congênito, no tangente
à crítica social marxista, do grito poético e advertência humana de Manoel de Barros em Gramática Expositiva do Chão (1966). A obra
apresenta inúmeros questionamentos, diversos objetos são ressignificados e retirados do seu papel de valor de uso e de troca para a
“coisa em si”, apresentando também sua concepção poética. Na obra, o poeta Manoel de Barros expõe diversos elementos que são
encontrados no chão e que a sociedade consumista não utiliza por não possuírem valores ou fins lucrativos. Justamente, ao buscar
romper com as práticas engendradas por essa sociedade capitalista, Manoel de Barros opta por utilizar, para construção de suas
poesias, os seres “ínfimos”, os restos, os destroços e tudo aquilo que não é comercializado. Ressaltando que essa apropriação dos seres
ínfimos para construção poética, é evidenciada na maioria dos estudos realizados acerca de suas poesias. As discussões estabelecidas
até o momento foram necessárias para compreender a poesia de Manoel de Barros no livro Gramática Expositiva do Chão (1966), pois
ficou claro que o contexto cultural, econômico, político e social influenciou e pode ser percebido em suas poesias. A fragmentação do
ser na sociedade capitalista na visão barreana gera disjunções, rupturas, elipses, cortes, montagem da linguagem. A sociedade é vista
pelo autor como destroçada, e o que não serve mais para a máquina de produção, é esquecida no limbo. A dor do sujeito em
desvirtude da valorização do Ter sobre o Ser, impelem as pessoas à marginalização, ao esquecimento e são desprezadas pela sociedade
de consumo quando para ela são desúteis. A obra Gramática Expositiva do Chão (1966) poetiza dramaticamente uma dor de perdas
irreparáveis e insuperáveis.
Palavras-chave: Manoel de Barros; Poesia; Crítica à Sociedade de Consumo.
A CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA EM MATRINCHÃ DO TELES PIRES E FLOR DO INGÁ, DE LUIZ RENATO: UMA APRESENTAÇÃO
A literatura produzida em Mato Grosso ultrapassa barreiras que por muito tempo estigmatizaram o texto como “apenas regional”.
Escritores, como Ricardo Guilherme Dicke e Tereza Albuez, estão recebendo o merecido reconhecimento no cenário nacional e
internacional, apresentando o ambiente local mesclado à estrutura literária influenciada pelos grandes clássicos que universaliza,
através da linguagem, questões da natureza humana. A expansão desse reconhecimento aproxima-nos de outros nomes que chamam
atenção por sua qualidade de expressão, em que se destacam algumas características como a arquitetura textual, o resgate do espaço
da região e a composição do perfil identitário multicultural com o qual se identifica o cenário mato-grossense. É neste núcleo que se
insere o escritor (e poeta, e ator, e professor, e pesquisador...) Luiz Renato, compositor de duas narrativas que tecem, entre a ficção e a
realidade, o processo de construção até os dias de hoje da região norte do Estado. O objetivo deste trabalho é apresentar um breve
percurso pelos títulos Matrinchã do Teles Pires (Entrelinhas, 1998) e Flor do Ingá (Carlini & Caniato Editorial, 2014) para destacar os
pontos que evidenciam a autenticidade do texto em prosa do autor que justificam a sua inserção no cenário local e nacional como
representante da expressão literária contemporânea. Como aporte teórico, são utilizadas bibliografias de análises específicas das
obras, como Santos (2002) e Gatto (2011), que orientam a proposta do percurso; também servem de base os estudos sobre identidade
de Hall (2003 e 2006) e Semprini (1999), assim como os textos que relacionam literatura e sociedade de Rama (2001), Santiago (2000),
Mendes e Scarpelli (2003). Os resultados parciais mostram que a prosa de Luiz Renato se insere no quadro contemporâneo pela
excentricidade das tramas que evidenciam a diversidade que compõem o espaço, tanto pela natureza ambiental quanto humana que
se intercalam no processo de formação da identidade mato-grossense.
Palavras-chave: Literatura de autoria mato-grossense; Construção identitária; Luiz Renato.
CRONOTOPO, DIÁLOGO E AFIGURAÇÃO NO ROMANCE “ÁGUA VIVA” DE CLARICE LISPECTOR NA PERSPECTIVA DE MIKHAIL BAKHTIN
A escritura clariceana impõe-se de variadas formas na arte ficcional e narrativa brasileira e mundial; prova disso são as inúmeras
pesquisas científicas que lançam questões renovadas a esse conjunto de obra literária desde o final do século 20. Em especial, são
contos, ensaios, entrevistas, romances da escritora e também jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada [Link] amplitude de
temas e de produção escrita, este artigo, que contém o esboço inicial de minha pesquisa de doutoramento no Programa de Pós-
Graduação em Estudos de Linguagem – UFMT, na área de Estudos Literários, apresenta o recorte e objetivo precípuo do estudo da
“escrita de si” no romance “Água Viva” (1973), de Clarice Lispector, centrado nas questões estéticas relacionadas com os conceitos:
cronotopo, diálogo e afiguração sob a escritura na perspectiva de Mikhail Bakhtin. A leitura e análise dessa obra literária, tomada por
percurso discursivo na abordagem cronotópica que ainda é pouco explorada como fenômeno da linguagem e que não se restringe às
interfaces de espaço-tempo, mas que abarca amplamente o texto, o contexto e a semântica na produção discursiva, deverá também
contribuir para uma melhor compreensão da linguagem como escritura literária e da significação das categorias fornecidas por teóricos
que sustem a função-autor como espaço esvaziado para o nascimento do leitor, não na forma passiva, mas na forma de coautoria,
interpretando, desconstruindo e reconstruindo outros textos. Em uma primeira etapa, busca-se o aporte teórico sobre a questão
estética da “escritura” em Mikhail Bakhtin, Roland Barthes, Jacques Derrida, Gilles Deleuze, Emmanuel Lévinas, Michel Foucault, Marcel
Proust, Charles S. Peirce, Umberto Eco, em diálogo com outros teóricos; em uma segunda etapa, apontam-se teóricos acerca da criação
literária e o dialogismo na obra literária em tela. Além dessas etapas anteriores, na terceira, procura-se configurar o corpoliterário
ocupado no romance como escritura sob os enfoques de cronotopo, diálogo e afiguração nessa narrativa romanesca. A questão do ato
criador como ato de escritura, assim, parece se apresentar em um “presente sospeso” (PONZIO, 2012).
Palavras-chave: Escrita de si; Clarice Lispector; Mikhail Bakhtin.
A partir da abertura da navegação pelo rio Paraguai em 1856 e mais fortemente no pós-guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai
(1864-1870), quando a navegação foi reaberta, especialmente as elites de Cáceres mantinham um constante contato com o Rio de
Janeiro, São Paulo, e mesmo com cidades da Europa. Esse contato com essas cidades propiciou que Cáceres também passasse por um
processo de modificação dos hábitos e costumes, a começar que passaram a condenar os hábitos e costumes ligados à memória da
população local, passando a negação de todo e qualquer elemento da cultura popular que pudesse macular a imagem civilizada da
sociedade dominante, um projeto agressivo e totalmente identificado com o modo de vida europeu, especialmente parisiense que foi
durante muito tempo modelo de sociedade civilizada. Nesse sentido, as indagações que norteiam esse trabalho pautam-se em
compreender de que maneira Cáceres interpretou e incorporou os discursos de modernização/modernidade em voga no Brasil entre o
final do século XIX e mais propriamente no início do século XX. Para tanto, utilizo os relatos orais como principal fonte, além destes
optei por utilizar a imprensa periódica por compreender que esta se apresenta enquanto uma rica fonte para a pesquisa que proponho
desenvolver. Busco entender a concepção de modernidade almejada pelos moradores da cidade. Apreender em que base se
construíram as representações acerca da modernidade/modernização, entendidas aqui como civilização e progresso. O trabalho com
os relatos orais permitiu “reacender” memórias e vozes que se encontram adormecidas e que se perderam em meio ao processo de
modernização. Entendendo que o silêncio a respeito do passado, longe está de o conduzir ao esquecimento, pois o mesmo se constitui
na resistência que um determinado grupo social possui a respeito dos excessivos discursos oficiais que, na construção de uma história
oficial, ignora os grupos sociais que não fizeram parte dos “grandes feitos”, muito menos se constituíram em “grandes personagens
desses processos”. A memória carrega marcas da relatividade, da descontinuidade, da subjetividade e da impossibilidade de se
conseguir a descrição plena daquilo que se passou, no entanto, traz em si a possibilidade de trazer ao presente nuances do passado
que podem estar esquecidas e não raro impossíveis de se encontrar em outra documentação. Para tanto, mediante as narrativas orais
buscamos entender a concepção de modernização/modernidade almejada pelos moradores da cidade, assim como analisar algumas
medidas adotadas para inserir Cáceres, no dito “mundo civilizado”.
Palavras-chave: Narrativas; Modernidade; Cáceres.
Em 1809, nascia Edgar Allan Poe, criador do gênero de narrativa policial e escritor de várias novelas de terror. Considerado por muitos
como o maior contista norte- americano da área de horror, Poe foi um verdadeiro transgressor de sua época, com seu estilo inovador e
moderno. Com nossa pesquisa, buscamos traduzir esse seu espírito genial através do conto “Berenice” (1835). Nossa apresentação se
baseia no trabalho de conclusão de curso com título homônimo, realizado no período do primeiro semestre de 2015. A pesquisa foi
dividida em três capítulos. No primeiro capítulo, traçamos um panorama da literatura norte-americana à época de Poe, elucidando o
caráter das obras românticas e, mais especificamente, as ultrarromânticas. Para tal, focamos o início da análise na configuração e
ligação recíproca entre as personagens e os narrados edgarianos e mostramos alguns de seus temas recorrentes, trazendo, a título de
exemplo, a narrativa “A Queda da Casa de Usher” (1839). Em seguida, no segundo capítulo, iniciando a análise propriamente dita,
percorremos o trajeto da apreensão cultural feita com relação à imagem da morte para chegar a sua construção simbólica durante o
período romântico. Desse modo, o elemento narrativo priorizado foi o referente à noção do espaço. Nessa etapa do estudo, foi
escolhido, para demonstrar o caráter diferenciado das narrativas de Poe, o conto “A máscara da morte vermelha” (1842). Através dele,
explicamos os conceitos de interdito, tabu e transgressão, segundo a terminologia de Georges Bataille, para em seguida mostrar como
esses elementos estão situados na narrativa de “Berenice”. Na última sessão, por sua vez, demonstramos como no referido conto se dá
a comunhão entre morte e erotismo, de acordo com os conceitos de Bataille (erotismo dos corpos, dos corações, e do sagrado). Como
considerações finais do referido trabalho, verificamos que Poe apresenta no conto “Berenice”, um amálgama de temas. Nele, a
monomania de um narrador obsedado por sua amada prima cria uma trama instigante. Tabus, interditos e transgressões permeiam seu
relato: a violação do corpo e do túmulo, o tabu do incesto e o da necrofilia, as fronteiras entre vida e morte na imagem una e única da
cataléptica Berenice. A narrativa assumiu, assim, por sua vez, um teor estranho – segundo a conceituação de Tzevtan Todorov, ou seja,
nela, as impressões sobrenaturais cedem à apuração de eventos aparentemente normais vistos sob a ótica de um narrador perturbado.
Sendo assim, foi o recorte que o narrador fez dos eventos da exegese que permite as várias leituras do ocorrido e, destarte, torna
possível o movimento transgressor. Para nosso estudo, baseamo-nos principalmente na teoria de Todorov (2010), Bataille (2013) e
Rodrigues (1995, 2006) Com nossa análise, propomos um guia para aqueles que se dedicam ao estudo da obra de Poe quanto aos seus
aspectos transgressores.
Palavras-chave: Berenice; Edgar Allan Poe; Tabu, Interdito e Transgressão.
57
IDENTIDADE E ERRÂNCIA EM O QUIETO ANIMAL DA ESQUINA, DE JOÃO GILBERTO NOLL
Este trabalho propôs-se a realizar um estudo sobre a obra O quieto animal da esquina (1991), do escritor gaúcho João Gilberto Noll. A
pesquisa volta-se para a configuração identitária do personagem desfigurado e fragmentado encontrado em obras literárias de um
tempo para cá e que pôde ser visto na obra analisada, isso no que se refere à sua identidade, típica do contexto pós-moderno em que a
narrativa de Noll se passa, considerado “pós-moderno”, pois apresenta características típicas desse momento que afetariam
diretamente o sujeito contemporâneo e sua identidade, deixando-a fragmentada, deslocada e contraditória. Buscou-se, então, analisar
as configurações e possíveis relações entre identidade e errância no percurso do personagem protagonista na narrativa. A pesquisa
está dividida em três capítulos, o primeiro intitula-se Conceituando a identidade pós-moderna, nele procurou-se fazer um breve
percurso histórico acerca das mudanças ocorridas nas estruturas sociais na modernidade, as quais tiveram um impacto no modo em
como o termo identidade é visto na atualidade. Para tal, utilizou os conceitos de Stuart Hall para se compreender esses eventos
modernos e a consequência de cada um na concepção da identidade dita pós-moderna. No segundo capítulo, intitulado Perder-se para
se (re)encontar. Será? procurou-se entender como a identidade do narrador sem nome se configura em relação à necessidade de
deslocamento, de acordo com o conceito de errância de Michel Maffesoli. Dessa maneira, analisou-se os acontecimentos marcantes da
trajetória do personagem protagonista, os quais se mostram marcados pela precariedade e desestrutura das relações sociais.
Pesquisou-se, também, a relação entre colonizador e colonizado no último capítulo intitulado Releitura pós-moderna: a relação
colonizador/colonizado em questão, tendo como pauta certo grau de inversão dos papéis tradicionais inerentes aos personagens
envolvidos nessa releitura, sem que haja consciência ou intencionalidade por parte do personagem principal. Nessa releitura desse
processo histórico, pretendeu-se pesquisar como se “(re)configuraria” a relação colonizador/colonizado, cujos principais
representantes, na narrativa, seriam o personagem narrador e Kurt, além de Otávio. Para isso, foram utilizados teóricos que falam
sobre o tema da colonização do Brasil e da América Latina, como Silviano Santiago e Alfredo Bosi. Como a identidade, nesse contexto
de pós-modernidade, mostra-se fragmentada e instável, a errância torna-se um instrumento e expressão da busca do “eu” por algo
próprio para tentar suprir a falta de sentido existencial e instabilidades das relações sociais. Concluiu-se que o personagem de Noll,
entretanto, ao mesmo tempo em que “busca” algo, foi sendo levado pelo acaso das circunstâncias, e os encontros que teve não lhe
imprimiram nenhum sentido fundamental ou reflexão crítica. Demonstrou-se que a errância é um elemento intrínseca ao homem e
que, mesmo quando o personagem protagonista conseguiu, aparentemente, se impor na casa e na relação com Kurt, o desejo por
outro lugar permaneceu no nele.
Palavras-chave: Identidade; Errância; Pós-modernidade; João Gilberto Noll; O quieto animal da esquina.
Este trabalho constitui-se na leitura crítica da Obra “O Crime do Padre Amaro”, uma das primeiras realizações artísticas do escritor
português Eça de Queiroz, e impulsiona o Realismo em Portugal com produções de romances realistas que se opõem ao idealismo
romântico introduzindo uma visão mais crítica da sociedade. Ao ser publicada pela primeira vez em 1875, a obra causa muita polêmica
e protestos por parte da igreja e sociedade, pois Eça ataca severamente a Igreja Católica denunciando os abusos do clero, a hipocrisia
burguesa e uma sociedade Leiriense muito manipulada e influenciada pelo clero, revelando uma sociedade completamente decadente.
Ao longo dos anos, a Teoria da Literaturatem proposto diversas contribuições concedidas por vários teóricos cujos trabalhos são
produtos de intensa pesquisa e empenho. Assim, o presente estudo fundamenta-se em pesquisas bibliográficas, além de apresentar a
crítica de Eça sobre o clero e a sociedade portuguesa, o estudo recai também sob uma análise estrutural e semântica da obra, respaldo
em teóricos tais como Genette (1995), Chiappini (1999), Eliade (1992) e Dimas (1985). Destarte, o trabalho apresenta uma breve
contextualização histórica da obra no século XIX, em seguida, uma análise sucinta com elementos cruciais de uma narrativa, tais como
o espaço, a ambientação, os personagens, a narração e o tempo, além de discorrer sobre a passagem do sagrado ao profano e a crítica
social disseminados na narrativa. O arcabouço teórico em que se constitui a presente análise vem constatar a relevância de identificar
na narrativa esses elementos. Direcionando-se para uma análise sobre a constituição e comportamento dos principais personagens ao
longo da narrativa, concluímos que o Padre Amaro não amava Amélia, mas sim a imagem que representava a figura da Virgem Maria, e
Amélia não amava somente o Amaro, mas sim o “Padre Amaro”, era a posição de Padre que lhe despertavam os desejos carnais. Além
disso, concluímos com a análise que esta obra surgiu para “escancarar” a sociedade da época, principalmente o clero que pregava
valores e que não os cumpriam.
Palavras-chave: Realismo; Clero; Literatura.
A função do “pai”, na família patriarcal, seria representar a lei fundamental – interditos – e, apesar de repressora, seria ela necessária
para a própria constituição do sujeito – e da civilização –, de acordo com os padrões impostos pela cultura. Essas questões são
importantes para se analisar os contos: Hora de dormir, de Santiago Villela Marques, e A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa,
tendo em vista as representações dessa “função paterna” em ambas as narrativas. No conto de Marques, o personagem do pai
apresenta-se como algo ameaçador para seu próprio filho Danilo. Associado a uma imagem de “bicho-papão” – o Bicho Tutu –
“comedor de crianças”, a figura do pai é apresentada como alguém que, apesar de representar socialmente a regra, a lei e a ordem
estruturantes da família patriarcal, promoveria o contrário, ou seja, a sua desestruturação e instabilidade. No conto de Rosa, o
personagem do pai, sem maiores explicações, abandona sua família e põe-se a navegar no rio. O pai age dessa forma, misteriosa, sem
dizer uma palavra à família ou ao filho, narrador do conto. Essa atitude promove uma série de eventos desagregadores da família na
58
narrativa. No conto roseano, o pai seria monstruoso porque provoca a aversão da cultura pelo seu retorno ao primitivo,
desconstruindo também sua “função paterna”. Já o pai do conto de Marques assume feições monstruosas por exibir as entranhas
dessa cultura naquilo que tem de mais horripilante: a dominação simbólica do “outro” transforma-se em violência propriamente dita
ao tornar os membros da própria família um “outro” negativo, um inimigo a ser combatido. Isso faz dessa instituição e também de sua
“função paterna”, estrutura fundamental da sociedade patriarcal, no mínimo muito problemática, questionando, “violenta” e
metonimicamente essa civilização e seu modelo de existência. Em ambas as narrativas a “função paterna” e, consequentemente, a
família e a sociedade patriarcal estariam comprometidas. Na narrativa de A terceira margem do rio, essa cultura apresenta-se
desconstruída, mas com a potencialidade de recomeçar algo novo. No conto Hora de dormir, a “civilização” estaria irreversivelmente
deformada, já que seu desfecho concentra-se no conflito violento entre pai e filho. Fica evidente, assim, que em ambos os textos a
civilização de cunho patriarcal encontra-se falida em sua capacidade de significar o mundo e gerir as relações humanas de modo
satisfatório.
Palavras-chave: Função paterna; Narrativas; Relações humanas.
Este trabalho realiza uma análise dos diferentes estilos de linguagens presentes no romance Small island (2004), da escritora afro-
britânica Andrea Levy. A obra é pertencente à literatura pós-colonial por tratar de questões políticas, sociais e, sobretudo, culturais
entre o Império Britânico e a Jamaica. Small island retrata como tema principal a questão da diáspora pós-guerra, uma vez que faz
referência ao deslocamento em massa de centenas de afro-caribenhos que migraram para a Grã-Bretanha, no ano de 1948, após a
Segunda Guerra Mundial em busca de melhores condições de vida. O romance é composto pelo entrelaçamento de quatro narrativas
que são contadas pelos jamaicanos Hortense e Gilbert Joseph e pelos britânicos Victoria Buxton (Queenie) e Bernard Bligh. Os
narradores protagonistas, de diferentes gêneros, raças, classes e culturas, contam,cada um a seu modo, suas experiências individuais
vividas antes, durante e após a guerra. O presente trabalho faz uma análise desses diferentes discursos, pautando-se pelos conceitos
de Mikhail Bakhtin (2010 [1975]) a respeito da hibridização de linguagens, com o objetivo de entender como essa hibridização acontece
em Small island. A investigação do trabalho nos permitiu entender que todo o romance é híbrido, mas os romances africanos e
afrodescendentes de língua inglesa, como é o caso de Small island, são híbridos de uma forma particular, pois possuem características
específicas do encontro das nações colonizadas com as nações colonizadoras. Além do mais, pudemos identificar que as diversas vozes
que aparecem no interior do romance têm a finalidade de mostrar mais do que a simples mistura de duas ou mais culturas diferentes,
revelando a tensão constante que permeia essas culturas, resultando no que Homi Bhabha (2013 [1994]) entende por hibridismo
cultural.
Apoio: CAPES
Palavras-chave: Hibridismo; Diáspora; Andrea Levy.
O objeto de estudos deste trabalho é o romance Without a Name (1994), da escritora zimbabuense Yvonne Vera. Um tema recorrente
no conjunto de sua produção literária é a questão da experiência da mulher em contextos coloniais nos períodos de emancipação
política. Ainda que tenha começado a escrever quase duas décadas depois da independência do Zimbábue, ela analisa o longo processo
de descolonização enfrentado por seu país através da vivência de personagens femininas, tingindo com as cores do gênero os motivos
da resistência e da confrontação. Nessa obra em particular, como não podia ser diferente, encontramos uma temática semelhante. Em
Whitout a Name, Vera narra a trajetória de Mazvita, uma mulher que resiste a diversos tipos de violência como, por exemplo, o
estupro. Mazvita tenta superar o trauma e buscar um futuro melhor para si, mas é possível perceber a impossibilidade de esperança
num cenário repleto de desolação causado pela guerra de libertação e pela opressão patriarcal africana. O objetivo deste trabalho é
analisar a construção da resistência feminina nesse romance por meio da investigação da fragmentação corporal da personagem.
Pretendemos estabelecer relações entre suas possibilidades de reação e agência e o estado alquebrado de seu corpo, ao mesmo
tempo em que buscamos tecer considerações a respeito de suas conexões com o corpo social de sua coletividade. A personagem
representada por Vera é uma resistente por excelência, embora tenha que fazer frente a uma carga de violência que talvez se torne
pesada demais. Também examinamos os modos como o feminismo africano é articulado nessa obra. Ao final de nossa análise,
concluímos que, nesse romance, Vera elabora uma narrativa de aniquilação, retratando as tentativas de resistência e de superação da
personagem como arruinadas, em paralelismo com a debilitação de seu corpo e a desesperança do cenário em que está inserida. Esta
pesquisa se dá pelo viés dos estudos pós-coloniais.
Palavras-chave: Resistência feminina; Feminismo africano; Yvonne Vera.
A INVERSÃO DO SAGRADO E DO PROFANO NO CONTO A ARTE DOS TOPAUAK, DE SANTIAGO VILLELA MARQUES
Este trabalho propõe-se a analisar o processo de inversão do sagrado e do profano no conto A Arte dos Topauak, do escritor e poeta
mato-grossense Paulo Sérgio Marques, artisticamente conhecido como Santiago Villela Marques. Graduado em Jornalismo e Letras e
doutor em Estudos Literários (FCLAR/UNESP), autor dos os livros Ângulo Bi (2002, em coautoria) Primeiro (2004), Outro (2008), Três
Tigres Trêfegos (2010, em coautoria), Correspondências (2012), Selvagem (2013) e Sósias (2015) e vem sendo reconhecido por
premiações de relevância nacional, como o Prêmio Sesc Monteiro Lobato de Conto Infantil (2009 e 2010), Prêmio Sesc Machado de
Assis de Contos (2009 e 2011), Concurso de Contos Ignácio de Loyola Brandão (2007), Concurso de Contos de Ituiutaba Águas do Tijuco
(2012) e Concurso Nacional de Contos Cidade de Lins (2013), e, também, internacional, como o Concurso Internacional de Contos
Cidade de Araçatuba (2014). Correspondências (2012), por sua vez, trata-se da primeira coletânea individual de contos do autor e é
composto de dez narrativas cuja temática central é a mitológica, perceptivelmente presente em Centauros, Hora de Dormir, Os
59
Apanhadores de Sonhos e no até então inédito A Arte dos Topauak, em que se narra a história do contato entre um professor de
literatura e uma pesquisadora chamada Helena na região Norte de Mato Grosso. Desse momento em diante, o professor acaba
descobrindo, por meio dos diálogos e revelações da pesquisadora, o mundo de um hipotético povo ameríndio extinto chamado
Topauak, em que os homens, antecipando-se aos deuses ao criar um sistema mitológico com propósitos humanos, teriam
consequentemente invertido a concepção de mito como uma história sagrada e ocorrida no tempo primordial e a ordem do sagrado e
do profano segundo a concepção eliadiana, tido este (o profano) como tudo aquilo que se opõe ao sagrado e se aproxima, por
conseguinte, das experiências mundanas.
Palavras-chave: O sagrado; O profano; A Arte dos Topauak.
Mário de Andrade faz uma ruptura na linguagem brasileira de sua época dando início a uma linguagem inovadora. Em Macunaíma, o
autor apresenta esta nova maneira de fazer literatura usando as peripécias de um herói sem nenhum caráter para apresentar o povo
brasileiro e denunciar as irregularidades do Brasil. Neste sentido, analisaremos o perfil da personagem Macunaíma comparando-o com
os pícaros espanhóis, indivíduos marginalizados que levavam a vida às custas de muita malandragem. Relacionaremos, também, o
“Herói de nossa gente” com os heróis românticos idealizados, destacando as semelhanças e diferenças que há entre ambos, mas
principalmente destacaremos as características carnavalescas da personagem Macunaíma.
Palavras-chave: Macunaíma; Mário de Andrade; Herói Idealizado; Herói Pícaro.
O presente resumo tem como objetivo expor a importância da literatura infantil para o desenvolvimento das crianças em sua oralidade,
na forma de expressão do desenho, bem como na familiarização com o mundo da leitura e da escrita. Sabe-se que o pouco contato com
a literatura está presente na vida de muitas crianças, por esta razão a proposta foi desenvolvida em um Centro Municipal de Educação
Infantil de Sinop-MT, com três turmas que vivenciaram leituras variadas, como contos, histórias infantis, lendas, parlendas e etc. A
investigação compunha-se em observar e analisar como a leitura em sala contribui para o desenvolvimento da criança no meio social,
cognitivo e afetivo, e, como a criança se apropria da linguagem formal e a importância desta para o desenvolvimento oral. Várias
situações foram inseridas e observadas no momento da contação da história, tais como: a organização das crianças para este momento,
o encantamento que o professor proporcionava antes da história ser lida, a escolha da história pelo professor, as intervenções
adequadas ao texto e as discussões sobre a história contextualizando o ponto de vista das crianças em relação ao texto ouvido. Um dos
resultados que apareceram de imediato foi o fato das crianças aguardarem a próxima história com entusiasmo e ansiedade fazendo a
cobrança ao educador de qual livro seria lido, ou então, solicitando que a professora lesse novamente a história ouvida. Para coleta de
dados e obtenção dos resultados, realizamos uma pesquisa aplicada em um Centro Municipal de Educação, com crianças de 3 e 4 anos,
que visava produzir conhecimentos acerca da Literatura Infantil. Consideramos que a literatura infantil conduz a criança para a
construção uma ligação entre o lúdico, o mundo dos signos, inclusive o desenvolvimento do desenho livre. Para tanto é necessário que
a escola, o educador e também a família mantenham a criança em contato com o material de leitura, formando assim leitores
autônomos.
Palavras-chave: Literatura infantil; Oralidade; Leitura e escrita.
Este trabalho tem como finalidade abordar as questões raciais expostas no livro O cabelo de Lelê, de Valéria Belém. A ideologia
eurocêntrica pode ser vista em todos os âmbitos sociais, sendo assim, não tem como negar que se faça presente entre os muros da
escola. A literatura além de entreter, também tem a função de instruir, desse modo, pode ser usada tanto para a manutenção de uma
ideologia, quanto para a superação da mesma. Nesse sentido, tem-se buscado através de literaturas contemporâneas promover um
diálogo que supere os estereótipos presentes em nossa sociedade. O trabalho foi realizado em sala de aula com alunos entre três e
quatro anos, em uma creche do município de Sinop, o projeto surgiu da necessidade de desenvolver a autoestima dos alunos, que
mesmo sendo pequenos, sentem o preconceito. A contação de histórias é um momento de interação social e desenvolvimento de
várias competências da criança, principalmente na educação infantil, é sem dúvida uma das atividades mais apreciadas por elas. A sala
de aula é composta em sua maioria por crianças negras e pardas, e em geral a literatura utilizada durante as rodas de conversa eram
contos de fadas europeus, com personagens brancos, de olhos claros e cabelos lisos; observou-se que para as crianças, principalmente
para as meninas, gerava um sentimento de não pertença devido a ausência de personagens que se parecessem com elas, e quando
havia eram considerados maus e feios. O método utilizado é o histórico-dialético por meio de pesquisas bibliográficas do tema através
de autores como Cavalleiro (2000),Chauí (2004), Fanon (2008), Freire (1982), Goés (1991) e Alexandre (2010), além de analisar a
materialidade das Leis 10.639 e 11.645 a partir da observação participante. Os resultados parciais mostram que é preciso discutir nas
escolas sobre diversidade, possibilitando aos alunos a construção de uma identidade cultural através da práxis educativa.
Palavras-chave: Educação Infantil; Estereótipos; O cabelo de Lelê.
O projeto de iniciação científicaque estou desenvolvendo, sob orientação da Profa. Dra. Rosana Rodrigues da Silva, tem por objetivo os
estudos voltados à questão da diversidade cultural que estão cada vez mais presentes nos debates acadêmicos. As literaturas e as artes
em geral trazem características em sua composição que comprovam a diversidade e nos instigam a refletir acerca das relações entre
culturas. O projeto coordenado pela professora Dra. Rosana Rodrigues da Silva contribui para essa discussão na medida em que
investiga o processo de transculturação em obras pictóricas e poéticas de Mato Grosso por meio da análise comparativa de obras de
expressão artística local. Em consonância com essa proposta, o presente subprojeto pretende estudar os elementos da diversidade
cultural, representantes do Estado, que marcam o processo de transculturação em obras da literatura infantil e juvenil produzidas em
Mato Grosso pelo viés dos estudos culturais. A função pedagógica do gênero não apaga as marcas do imaginário cultural que
enriquecem a narrativa para crianças e jovens. As obras de Wander Antunes, Durval França e Ivens Scaff trazem para a escrita literária
elementos da diversidade, propiciando ao leitor mirim contextos e vivências de identificação com traços culturais que marcam a
multiculturalidade na produção regional, revelando o processo migratório sulista e as relações com as demais culturas das diversas
regiões, tais como do cerrado, do pantanal, da Amazônia, do Araguaia e da Baixada cuiabana, em que se presencia elementos da
cultura indígena, africana, entre outras. A literatura para criança e jovens, ao mesmo tempo em que é de fundamental importância
para auxiliar na formação do adulto leitor, constitui um rico material artístico e cultural. Portanto, deve ser compreendida dentro de
um contexto que não ignore seu valor literário e não se limite a propor seu estudo somente por metodologias voltadas ao ensino da
língua materna.
Palavras-chave: Literatura infantil e juvenil; Mato Grosso; Cultura.
O presente projeto de pesquisa de iniciação científica, vinculado ao PROBIC, acompanha as atividades do projeto Diversidade Cultural
na Literatura infantil e Juvenil: letramento literário em Mato Grosso. Neste projeto, visamos diagnosticar e analisar, em três escolas do
município de Sinop-MT, como vem sendo desenvolvido o trabalho com obras da literatura infantil de escritores mato-grossenses. Os
estudos, que trazem uma revisão crítica e teórica sobre a literatura infantil, como faz, principalmente, a produção de Marisa Lajolo e
Regina Zilberman, apresentam um panorama geral dessa literatura e mostram como se desenvolve a atual literatura destinada a
crianças e jovens. Sabemos que as obras da literatura infantil e juvenil produzida hoje em Mato Grosso são bastante diversificadas.
Autores, como Ivens Cuiabano Scaff, Durval França e Cristina Campos, tematizam os elementos da cultura regional, trazendo para a
narrativa aspectos lendários que fazem parte da cultura do Estado e que levam o leitor a reconhecer elementos de sua própria
vivência, identificando-se com as personagens e se envolvendo com a narrativa. O professor precisa estar consciente de que o trabalho
com a leitura deve ser um trabalho estratégico, planejado por partes e contar com um material bibliográfico atraente à criança ou
jovem. Portanto, nesta pesquisa estão presentes, além do levantamento desta produção, o estudo do letramento literário e sua
influência na formação do leitor. Conhecer como as escolas de Sinop têm trabalhado a literatura infantil e juvenil de Mato Grosso e
quais as estratégias adotadas para a formação do leitor, constituem um estudo necessário para o avanço da pesquisa e para a
intervenção na área de formação do leitor em Mato Grosso. Por meio desse conhecimento, não apenas diagnosticamos o ensino, mas
também e, principalmente, apresentamos propostas que contribuam para a melhoria do ensino-aprendizagem da literatura e, ao
mesmo tempo, valorizamos a literatura regional e incentivamos o conhecimento da cultura local.
Palavras-chave: Literatura infantil e juvenil; Letramento; cCultura mato-grossense.
Doraci de Cássia Pelegrini da Silva (Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato)
Marta Elizete Buchelt Rech (Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato)
Silvio Gomes de França (Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato)
O objetivo desta apresentação é favorecer as práticas de leitura, formando leitores e escritores, através da estimulação e produção
oral e escrita de desenhos. Ideias correntes há mais de 20 anos já desenvolviam uma concepção de ensino, que a criança, em processo
de aprendizagem e aquisição de conhecimentos, vai captando, analisando e transformando os estímulos proporcionados pelo
professor em aprendizagem e conhecimento. A criança vai construindo conhecimentos sobre o processo de escrita e leitura, e em
consequência conhecimentos de mundo. Ela pode pensar, refletir e ter ideias sobre a escrita antes de ser formalmente ensinada. Este
trabalho que é realizado na educação infantil é de grande importância e pode contribuir para que haja aprendizagem,
proporcionando um ambiente alfabetizador para que haja elementos estimulantes que desafie a criança a pensar sobre a língua
escrita, como sistema de representação de significado contextuais. Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e
expressão e conhecer vários gêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercambio social nas quais possa contar
suas vivencias. O valor e a importância da leitura começam em casa. Contar histórias é um costume antigo da humanidade e que
precisa ser mantido nos dias atuais, sejam contando ou lendo histórias as crianças, a leitura de uma história deve ser prazerosa entre as
crianças e seus familiares, deve ser construída de uma forma mágica, envolvendo o imaginário da criança o faz-de-conta estimulando a
criança a desenvolver a leitura e escrita de forma lúdica. Os livros na Educação Infantil fazem um novo tipo de companhia para as
crianças, eles provocam ações do entreter, comover, cativar, divertir, surpreender. Concluindo, é importante destacar que essa
proposta caracteriza-se fundamentalmente pelo planejamento e pela busca de continuidade do trabalho com leitura e a literatura.
Palavra-chave: Leitura; Oralidade; Lúdica.
61
Marciele Marchesan (UNEMAT/Sinop)
Com o caráter de pesquisa histórico-literária, este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre os aspectos políticos e
socioculturais e a estrutura literária da obra As Voltas do Meu Coração (1989) de Fanny Abramovich. Além de analisar os aspectos
políticos e socioculturais, esta pesquisa aborda a produção da literatura infantil juvenil produzida nos anos 60 e 70 e a relação da vida
amorosa e pessoal da protagonista com a história política do Brasil no período da ditadura, que é a temática principal da obra
analisada. Salientamos também alguns aspectos da vida da autora Fanny Abramovich que tem relação com a personagem e com o
período ditatorial vivenciado por ela mesma. O método utilizado para a realização deste trabalho é o hipotético dedutivo, os tipos de
pesquisa utilizados são o da pesquisa bibliográfica e da pesquisa documental. O tratamento dos dados faz parte de uma pesquisa
qualitativa, que é de cunho descritivo e os dados são analisados indutivamente. Para sustentação da análise, recorremos a alguns
teóricos como Candido (1972, 2000 e 2011) que é um dos críticos brasileiros que trabalha sob a perspectiva da crítica sociológica,
Lajolo e Zilberman (1993 e 1999) que foram amparo na sustentação da literatura infantil juvenil e Chiavenato (1994) e outros
historiadores para sustentar o painel histórico que foi traçado neste trabalho. Pode-se concluir que a obra de Fanny, apesar de ingênua
a princípio por se tratar de um romance e uma aventura juvenil, faz uma denúncia ao regime militar, assim como ocorre com inúmeras
obras escritas na década de 70. Essa literatura, voltada para o público infantil e juvenil, é extremante importante, não só pela carga
histórica e sociocultural que carrega, mas pela ousadia e criatividade que os escritores tiveram tornando-se assim grandes referências
para as futuras gerações de escritores e tornando suas obras atemporais.
Palavras-chave: Literatura Infantil e Juvenil; As Voltas do Meu Coração; Ditadura Militar; Fanny Abramovich.
Este trabalho apresenta o estudo do imaginário coletivo em obras da literatura infantil produzidas em Mato Grosso, sob a perspectiva
da crítica da antropologia do imaginário humano, debatida por Gilbert Durand. São analisadas obras destinadas ao público infantil
produzidas por autores mato-grossenses, tais como Durval França, Cristina Campos, Wander Antunes e Ivens Cuiabano Scaff. Os
escritores transpõem para o plano do literário os elementos da diversidade da cultura local por meio de narrativas com linguagem
simbólica que mantém o diálogo com a tradição literária do gênero destinado às crianças. Se por um lado esses autores reconstroem
lendas regionais, retratam a paisagem do Estado e tecem a narrativa em contexto local, por outro lado, também mobilizam as formas
da tradição, jogam com o intertexto, dialogam com narrativas clássicas do conto maravilhoso. Por meio deste estudo do simbolismo do
imaginário, é possível reconhecer os símbolos da transcendência e da maternidade, presentes nas narrativas do gênero infantil, escritas
em Mato Grosso, tais como: Isso é coisa de pirata (de Wander Antunes), Conferência no cerrado (de Durval França e Cristina Campos) e
Uma maneira simples de voar (de Ivens Cuiabano Scaff). A natureza feminina e maternal é simbolizada nas figuras fantásticas da Mãe
do Morro, da Mãe d’Água, da Mãe Terra, da Fada e da Velha Sábia, tornando o espaço regional um espaço mágico que passa a interagir
com os personagens crianças ou com seres lendários. Desse modo, a literatura infantil responde à visão da literatura enquanto forma
de representação do imaginário humano e também enquanto expressão cultural. A literatura destinada a crianças e jovens, analisada
nesta pesquisa, encerra inovação e tradição, garantindo ao leitor o atrativo estético e a possibilidade da vivência do imaginário
regional.
Palavras-chave: Literatura infantil; Imaginário; Mato Grosso.
O uso das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem é uma realidade que a cada dia se torna mais presente no espaço
escolar, dinamizando outras práticas no processo educacional contemporâneo. Portanto, os docentes precisam ter consciência de que
a sala de aula se configura enquanto ambiente fecundo e favorável às ações pedagógicas inovadoras, dialogando diretamente com
suportes e artefatos tecnológicos aliados aos fenômenos sociais que ocorrem na comunidade em que a escola está ancorada. Deste
modo, as referências e símbolos que estão presentes no cotidiano discente precisam ser valorizados e potencializados, tornando-se
recursos pedagógicos que produzem sentido às práticas de leitura e escrita. Sendo assim, o presente trabalho é fruto de uma pesquisa
vinculada ao Grupo de Geotecnologias, Educação e Contemporaneidade (GEOTEC), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB),
respaldada nos pressupostos do projeto "A rádio da escola na escola da rádio". Objetiva-se explorar os potenciais das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) redimensionando sua utilização à contribuição nos processos de leitura e escrita, mobilizados pelo
entendimento do lugar dos alunos do Ensino Fundamental I, da Escola Pública da cidade de Salvador/BA. As bases epistemológicas que
alicerçaram essa proposta versam sobre alfabetização e letramento tendo como interlocutores Duran (2012); Buzato (2010); Chartier
(1999); Rego (2012); Kato (1986); Saito (2011, 2014); Soares (1998) e, no que concerne os princípios das Tecnologias como potencial
para a prática educacional, autores como Alves (2004); Hetkowski (2011); Silveira (2005), dialogando com suportes tecnológicos e
sujeitos que estão a todo momento imersos na cultura digital, possibilitando agregar elementos do processo formativo, que não se
esgotam na sala de aula e rompem as barreiras do ensino formal sendo a todo tempo dinamizado pelo entendimento de ser/estar no
mundo. Em relação à compreensão do lugar enquanto espaço de vivência, embasamos as discussões em Brandão (2015); Brito (2013);
Carlos (2005). A metodologia adotada nesta pesquisa é a pesquisa aplicada, com abordagem participante, agregando e possibilitando
aos partícipes serem autores e atores da construção do conhecimento, fomentando o pensamento autônomo e crítico. Deste modo,
62
consideramos o letramento como prática social de inclusão e os processos de leitura e escrita como fundamentais à ampliação e/ou
apropriação de conhecimentos produzidos historicamente pela humanidade.
Palavras-chave: Estratégia Pedagógica; TIC; Letramento.
Com o avanço da popularização da tecnologia, atualmente o uso de recursos digitais permeia a sociedade e essas alterações podem ser
percebidas no desenvolvimento de diferentes estratégias de comunicação como: a comunicação presencial, a escrita, o áudio e a
comunicação digital que é marcada pela comunicação via Internet e as relações sociais se estabelecem principalmente através do
texto. Portanto, há a necessidade de se capacitar os estudantes para a comunicação utilizando esses recursos digitais. A sociedade
tecnológica em que vivemos impulsiona a utilização de recursos digitais na sala de aula, que por sua vez não pode estar desconectada
da realidade. Neste contexto, os materiais, no formato multimídia interativo (digitais), são reconhecidos como uma possibilidade
educativa. No Brasil, são realizadas avaliações como, por exemplo, a Prova Brasil que reconhece as dificuldades nas habilidades de
leitura e escrita dos alunos do Ensino Fundamental. Utilizamos como referencial teórico a Teoria Cognitiva da Aprendizagem
Multimídia, do inglês Cognitive Theory Multimedia Learning (CTML) proposta por Richard Mayer, que orienta os projetos de Objetos de
Aprendizagem Multimídias. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa, cujo objetivo é comprovar se e como o Objeto de
Aprendizagem Histórias Fantásticas do repositório Rede Internacional Virtual de Educação -RIVED possibilita o aprimoramento da
capacidade de leitura e escrita dos alunos nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Os experimentos foram realizados com alunos de
uma turma do quarto ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da periferia de Sinop - MT, durante as aulas de português
realizadas no laboratório de informática no ano de 2014. Para o levantamento dos dados, definimos as atividades e os níveis de
interatividade a serem utilizados levando em consideração o conteúdo desenvolvido em sala de aula. Como ferramentas, foram
utilizados entrevistas e observação direta. A pesquisa se caracteriza como uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória, sendo um
estudo de caso. As análises foram realizadas por meio de uma triangulação entre a teoria e os dados coletados. Foi possível detectar
algumas variáveis que influenciam positivamente no desempenho dos alunos, chegando à conclusão de que o Objeto de Aprendizagem
Multimídia Histórias Fantásticas utilizado no experimento e a sequência didática adotada possibilitam o aprimoramento da capacidade
de leitura e escrita.
Palavras-chave: Objetos de Aprendizagem; Leitura; Escrita.
A ESCOLARIZAÇÃO A PARTIR DA INCLUSÃO DIGITAL: UMA ANÁLISE DAS POSSÍVEIS RESSIGNIFICAÇÃO NA EDUCAÇÃO
O objetivo desta apresentação é analisar a inserção das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC – ao processo de ensino e
aprendizagem a partir do conceito de escolarização em Neil Postman (2002), especificamente na obra “O Fim da Educação: redefinindo
os valores da Escola” e confrontá-lo com as ideias de inclusão digital e inclusão sociodigital (PRETTO, 2008). Para tanto, foram
realizadas diversas leituras de autores que debatem e escrevem sobre a temática nos últimos anos, além da obra de Postman,
anteriormente citada. A metodologia se constitui de revisão de literatura a partir dos conceitos de inclusão digital e inclusão
sociodigital. Os resultados dão conta que o processo de inclusão digital tem sido a tônica das políticas públicas adotadas em vários
países de primeiro mundo a partir da década de 1980 e mais tarde, mais ou menos década de 1990, nos países de terceiro mundo,
como é o caso do Programa de Informatização das Escolas – PROINFO – implantado no Brasil no ano de 1997. As leituras revelam que,
pelo fato da inserção das TIC na escolarização ater-se principalmente à parte técnica, ou seja, à inserção da máquina, das quinquilharias
informacionais no ambiente escolar, tem gerado apenas respostas para os problemas técnicos, para as engenharias de aprendizagem,
em suma para os “como” (POSTMAN, 2002). No entanto, as respostas para os problemas metafísicos não têm sido contempladas, pois
essas só poderão ser alcançadas se houver uma inclusão sociodigital (PRETTO, 2008) que contemple uma formação, que permita ao
professor analisar as tecnologias digitais a partir de uma ressiginificação pedagógica que perpassa pela busca de respostas às questões
metafísicas da escolarização. Por fim, o estudo mostra que é necessário que haja discussões mais aprofundadas com o intuito de se
pensar a educação não a partir da pura e simples inserção das TIC à educação tendo em vista a solução dos problemas técnicos, mas
sim uma inclusão digital ou sociodigital que contemple a discussão da razão, da finalidade e do porquê se faz escolarização.
Palavras-chave: TIC; Escolarização; Inclusão digital e sociodigital.
O objetivo destaapresentação é discutir alguns conceitos sobre Mídias-Educacionais adotados ao longo dos últimos anos por órgãos
voltados à educação e por teóricos que se debruçaram sobre tal temática a fim de melhor entendê-las, a maneira como as tecnologias
digitais e analógicas foram introduzidas no contexto escolar, além de discorrer sobre o desenvolvimento histórico dessas mídias-
educacionais. Para tanto, foram realizadas leituras de autores que debatem e escrevem sobre a temática nos últimos anos. A
metodologia se constitui de revisão de literatura especializada a partir dos conceitos sobre Mídia-Educacional. Os resultados dão conta
que o processo de inserção das mídias educacionais na escola ocorreu em alguns casos de forma intencional, planejada e em outros de
forma atabalhoada, não gerando os resultados desejáveis, mas sim um descompasso entre as teorias e as práticas do professor; entre
as políticas públicas e as necessidades educacionais e principalmente entre o que pensam as novas gerações de estudantes e o que
pensa a geração de quem ensina. É fato que os adolescentes e os jovens que se predispõem a aprender e, em geral, conhecem mais as
63
tecnologias do que os professores que educam. Por fim, o estudo mostra que é preciso compreender que a educação está em processo
de ressignificação e que o professor será constantemente desafiado, como profissional, a rever sua profissão, mas não só rever, ou
ressignificar sua maneira de “ensinar”, mas também opinar, posicionar-se perante e/ou sobre tais mudanças.
Palavras-chave: Mídias-Educacionais; TIC; Inclusão Digital.
O presente trabalho pretende relatar a experiência de formação continuada, com professores do 1º, 2º e 3º ciclos das escolas públicas
do polo do CEFAPRO de Matupá, para o uso da tecnologia como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem do gênero mapa,
destacando a importância da alfabetização e letramento cartográfico, com ênfase em atividades práticas, visto que o conhecimento
dos códigos que nos cercam é essencial para compreensão do espaço em que vivemos. Imbernón (2010) destaca que, para
visualizarmos a educação e a formação dos professores com um olhar significativo, se faz necessário compreender, entre outros
fatores, as mudanças vertiginosas do contexto educacional e a veloz implantação das novas tecnologias da informação. Desta forma,
justifica-se uma formação continuada que se aproprie das novas tecnologias a fim de fortalecer o processo de alfabetização e
letramento, pois alfabetizar e letrar cartograficamente constituem-se tão necessários quanto o ensino da leitura, da escrita e da
matemática. Embora o mapa sempre foi um instrumento usado pelos homens como meio de localização, informação e de
comunicação, de acordo com Cazetta (2014), com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação, novas linguagens
foram e continuam sendo criadas, transformando nossas experiências e ampliando assim as possibilidades de trocas de informações e
conhecimento. Segundo Almeida (2014), uma metodologia do mapa não pode se prender unicamente ao processo perceptivo também
é preciso compreender e explicar o processo representativo. Neste processo, a lousa digital, tecnologia presente nas escolas estaduais
de Mato Grosso a partir de 2012, constitui-se em importante aliada à práxis docente, permitindo a interação da criança na construção
da noção espacial e sua representação gráfica. A formação dos professores foi realizada em cinco escolas da rede estadual por meio do
Projeto Sala de Educador que se configura como proposta de formação continuada de educadores para o Estado de Mato Grosso
considerando as Orientações Curriculares de MT na elaboração das atividades práticas. Metodologicamente a formação se constituiu
de quatro etapas: a primeira – apresentação de planejamento interdisciplinar para formação continuada abrangendo as áreas de
linguagem e ciências humanas, segunda – experimentação das atividades com o uso da lousa digital pelos professores, terceira -
elaboração e execução de planejamentos interdisciplinares para o uso da lousa digital e quarta- socialização e reflexão sobre o
desenvolvimento das atividades. O projeto, em seu desenvolvimento, está na terceira etapa, no entanto, desde já, percebemos que
esta proposta de formação contribuiu para o conhecimento da existência da lousa digital, que estava presente há três anos nas escolas
sem uso, bem como a reflexão quanto à expectativa surreal dos educadores referente à funcionalidade da ferramenta tecnológica.
Diante destes fatos, almejamos que o processo formativo contribua para ressignificação das práticas pedagógicas.
Área:Letramentos, formação de professores e ensino e aprendizagem de línguas e literaturas.
Palavras-chave: Letramento Cartográfico; Formação Continuada; Tecnologia.
O presente artigo é resultado de estudos realizados a partir do Projeto de Iniciação Científica: “Tecnologia, Linguagem e Educação:
multiletramentos e a utilização do notebook por docentes de Língua Portuguesa em Sinop”, vinculado ao Projeto MULTFOR–
Multiletramentos e Tecnologia: formação e prática docente/UNEMAT/Sinop. O estudo buscou analisar como as tecnologias, mais
especificamente o notebook e/ou o tablet estão sendo inseridos no âmbito escolar em Sinop, e como os professores de Língua
Portuguesa do ensino médio usam o notebook ou tablet como apoio pedagógico. Buscou-se entender, como essas tecnologias estão
sendo utilizadas, por meio de uma pesquisa qualitativa de estudo de caso. A metodologia da investigação foi por intermédio de
entrevistas, com perguntas semiestruturadas com professores de escolas públicas de Sinop, realizando acompanhamentos nas aulas
desses professores entrevistados. O suporte teórico, para discutir a realidade escolar e o uso de notebooks pelo professor em sua
prática pedagógica, teve respaldo na análise de discurso de Orlandi (2001 e 2003) e Dias (2011) e na definição de multiletramentos de
Rojo e Moura (2012), além dos estudos de Valente (1999) sobre a formação do professor. Considerando que os alunos dessa geração
são nativos das tecnologias, visualizamos que esses recursos são necessários para que haja uma educação de qualidade. Evidenciamos
que os docentes utilizam o notebook em suas atividades pedagógicas, todavia esse uso não é frequente, porém constatamos que os
professores reconhecem que no contexto atual, não há possibilidades de desvincular-se desse apoio, devido as grandes transformações
tecnológicas que influenciam a vida da sociedade em geral, principalmente a das crianças e dos jovens que possuem uma relação
natural com a tecnologia. Essa pesquisa está contemplada na Área de Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes.
(Bolsista FAPEMAT n° edital: 003/2014-2015 / Financiamento CNPq).
Palavras-chave: Tecnologia; Multiletramentos; Análise de Discurso.
O Projeto de Formação Continuada “Aprendendo com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC): da formação docente ao
projeto com os alunos” teve como objetivos identificar e compreender o potencial pedagógico das TIC no cotidiano escolar para
planejar e desenvolver estratégias de ensino e aprendizagem na prática pedagógica com foco na leitura e produção textual dos alunos.
64
A formação foi desenvolvida com 60 professores da educação básica de escolas públicas do município de Terra Nova do Norte - MT,
com carga horária de 60h, durante os meses de fevereiro a maio de 2013. O trabalho foi desenvolvido a partir do material distribuído
pelo MEC/SED intitulado Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC, subdividido em quatro unidades: tecnologia na
sociedade, na vida e na escola; internet, hipertexto e hipermídia; prática pedagógica e mídias digitais; currículo, projetos e tecnologia.
A metodologia compreendeu dois momentos articulados: modalidade presencial (apresentação e breve discussão da temática da
unidade, uso de computador e internet, socialização das atividades) e estudos à distância (leitura dos textos, off line e on line,
apontamentos, elaboração e aplicação de planos de aula com os alunos e postagem dos planos no Portal do Professor). Os encontros
aconteceram alternadamente, considerando um movimento interativo entre estudo e prática, envolvendo os sujeitos
formadores/professores e professor/alunos. A experiência resultou num processo constante e dinâmico no qual se materializou a
simultaneidade entre a compreensão do objeto estudado e a atuação docente como mediador do processo de aprendizagem da
produção de leitura e escrita dos alunos, a partir de projetos de aprendizagem interdisciplinar articulado ao uso e conhecimento das
tecnologias/mídias digitais. Com isso, concretizaram-se processos de autoria dos formadores/professores/alunos, com a publicação de
quinze aulas no Portal do Professor/MEC e a publicação do projeto “Brinquedos e brincadeiras atuais e do passado” desenvolvido por
uma professora/cursista e alunos da 3ª fase A e B do 1º ciclo da Escola Municipal Chapeuzinho Vermelho, na Revista Nova Escola, de
setembro de 2013. Assim, a formação de professores e o desenvolvimento de ações com os alunos em sala de aula constituíram-se
num movimento dinâmico e constante, coerente com as necessidades dos envolvidos que ocorreu pela/na constituição de espaços
interativos e colaborativos, proporcionou conexões entre teoria e prática, ampliadas com o uso e domínio das tecnologias de
informação e comunicação e tornou possível riquíssimos processos de autoria dos professores/ cursistas e alunos envolvidos nos
projetos de aprendizagem.
Palavras-chave: Formação Continuada de Professores; TIC; Projetos de Aprendizagem; Autoria.
O trabalho consiste em apresentar o relato de experiências vivenciadas em sala de aula a partir de um plano executado. Objetiva-se
dispor a comunidade educacional uma sequência didática de leitura e produção textual em salas de Educação de Jovens e Adultos
(EJA), uma vez que, o trabalho docente tem como desafio a diversidade eminente, visto que abordar assuntos que estão no contexto
social e trazê-los para a sala de aula é promover a inter-relação entre o mundo escolar e as múltiplas vivências socioculturais. Entende-
se que trabalhar os diversos campos das tecnologias aliadas ao ensino de EJA favorece reflexões e desenvolvimento cognitivo sobre o
tema abordado. Logo, vale ressaltar a importância de ser trabalhado em aulas de leitura e produção textual a tecnologia como princípio
argumentativo, assim como a comunicação familiar na era digital através do gênero textual dissertativo e argumentativo.
Palavras-chave: Gênero Textual; Argumentação; Leitura e Produção textual; EJA.
Esta comunicação apresentará o resultado de um estudo sobre crenças em relação ao ensino-aprendizagem de língua inglesa realizado
com um grupo de alunos-professores que fizeram parte do PIBID, Subprojeto de Língua Inglesa. Como apoio teórico, dialogamos com
autores como Barcelos (1999, 2000, 2004, 2012); Pajares (1992); Madeira (2005); Silva (2007); Murphy (2000); Leffa (1991), entre
outros. O percurso da pesquisa acompanhou os moldes da pesquisa qualitativa de cunho etnográfico tendo como principal
instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada (realizada no início e no final das atividades do subprojeto). Foi feito uma
comparação entre as crenças que se firmaram e aquelas que passaram por modificações. Os resultados apresentaram remodelações de
crenças iniciais, predominantemente, geradas pelas vivências de experiências de ensino quando os participantes assumem o papel de
professor, nas escolas de educação básica, e de aprendizagem; ampliação do perfil crítico-reflexivo e associação teórico-prática ao se
envolverem nas atividades colaborativas e discussões sobre a língua inglesa; sua aprendizagem e seu uso para ensinar em ambiente
escolar. Concluímos que as atividades desenvolvidas no subprojeto contribuíram para que os alunos-professores reformulassem boa
parte de suas crenças no que se refere aos saberes para se constituir como professores de línguas que adentrarão em um cenário
profissional mais preparados para atuar.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Crenças; Ensino-Aprendizagem.
A presença da língua inglesa é observável na grande maioriadas atividades humanas das esferas sociais e/ou profissionais dos
brasileiros. Muitos usam a língua no seu cotidiano e, por vezes, não percebem como está ao alcance de todas as pessoas,
independentemente da sua classe social. O inglês está em fachadas de lojas, nas vitrines, nos calçados, em marcas de carros, comidas,
bebidas e etc. Por considerarmos uma manifestação da linguagem constante e importante, elegemos os anglicismos presentes nos
calçados como proposta de ensino-aprendizagem de língua inglesa associada à intenção de que o aluno perceba as características da
linguagem presente em sua vida e de diminuir as crenças que imprimem ao inglês a noção de uma língua distante do contexto
sociocultural e linguístico do cenário brasileiro. Nesta comunicação apresentaremos e discutiremos como os discentes de uma escola
pública percebem os anglicismos no seu cotidiano e destacaremos os anglicismos presentes e usados na linguagem dos calçados e
65
como podem servir de meio para o desenvolvimento da aprendizagem da língua inglesa. Como apoio teórico, dialogamos com Cox e
Assis-Peterson (2013), Assis-Peterson (2008), Justina (2008) e Rajagopalan (2003, 2005) que nos ampararam em reflexões tecidas ante
os dados coletados no desenvolvimento da atividade.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Anglicismos; Linguagem dos Calçados.
Os anglicismos estão presentes constantemente na linguagem em uso em nosso cotidiano; aparece em nomenclaturas e expressões
que circulam no meio digital, informática, veículos, roupas, calçados e também na música. A música brasileira por si só, em suas letras,
apresenta estrangeirismos, especialmente os anglicismos. Sendo assim, pensamos em uma proposta de trabalho didático-pedagógico a
partir dessas expressões e que promovesse meios de ensino-aprendizagem da língua estrangeira, em sala de aula, de uma turma de 9º
ano do ensino fundamental, em uma escola pública. Utilizamo-nos dos estilos musicais que têm os anglicismos em seus nomes, ou seja,
os nomes dos estilos musicais que “importamos” do inglês e fazemos uso sem necessariamente traduzirmos para a língua portuguesa.
São exemplos: o jazz, rock, blues, country, pop, soul, funk, rap entre outros. Muitas vezes os termos estrangeiros passam imperceptíveis
como tal, pois se tornaram tão normais que já os temos como língua nossa. O motivo de escolha desse tema foi devido à forte
presença da música na vida dos adolescentes, fator que influencia para que a aula seja dinâmica e interessante aos alunos. Os nomes
de tais estilos musicais foram transpostos para a sala de aula a fim de que os alunos percebam a presença dos anglicismos em nossa
vida; e, aprofundar os estudos com o uso dos nomes dos estilos musicais e, ao mesmo tempo, ampliar o repertório de vocabulário na
língua inglesa. Para isso, foi feito um estudo da historicidade, origem e tradução do termo em inglês dos estilos, além de considerar os
áudios das músicas (clássicas e contemporâneas, estrangeiras e brasileiras) com o intuito de que os alunos compreendessem o motivo
de os estilos receberem os nomes e saberem identificá-los. Durante o desenvolvimento da proposta foram observadas algumas
dificuldades por parte dos alunos e que afetaram a condução do projeto original. Ao final, e como resultado da proposta, concluímos
que o trabalho com uma segunda língua, utilizando de recursos linguísticos que sejam presentes no cotidiano dos alunos, torna a aula
mais atraente e faz com que o aprendizado da nova língua se concretize de forma eficaz e prazerosa.
Palavras-chave: Anglicismos; Estilos Musicais; Língua Inglesa.
ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA PARA CRIANÇAS POR MEIO DE ANGLICISMOS NOS BRINQUEDOS
Este estudo descreve o transcurso de uma aula realizada através do subprojeto PIBID-LI, em uma escola municipal da cidade de Sinop-
MT, direcionada ao 6º ano do ensino fundamental, na qual o foco é o trabalho realizado com os anglicismos presentes em brinquedos.
Os dados foram coletados através de observações e notas de campo durante as aulas, com base na interação, desenvolvimento e
participação dos alunos nas atividades. Este trabalho visa demonstrar o processo utilizado para a progressão do ensino-aprendizagem
através da linguagem presente nos brinquedos, mais especificamente das expressões que são apresentadas em língua inglesa
largamente no contexto sociocultural dos alunos. Tem como objetivo verificar se os alunos percebem a presença dos anglicismos na
atualidade, despertar no aluno o interesse em descortinar esses anglicismos que os rodeiam e usar os termos como meio de
desenvolvimento de vocabulário na língua inglesa. O foco de análise dos dados recorre aos pressupostos teóricos da teoria
sociocultural vigostkiana e observa-se conceitos como a interação, mediação, internalização, zona de desenvolvimento proximal.
Concluímos que, inicialmente, os alunos não conheciam o conceito de anglicismos, poucos se interessaram em aprender e raramente
percebiam a língua inglesa presente na linguagem dos brinquedos. Além disso, verificamos que os anglicismos têm uma grande
importância para os alunos, pois fazem parte de contexto sociocultural do aluno e pode aproximá-los contextualmente da língua
inglesa ao identificarem seu uso constante em objetos de interesse.
Palavras-chave: Anglicismos; Ensino-aprendizagem; Língua inglesa; Brinquedos.
O presente resumo relata as experiências do recreio dirigido, um momento de atividades livres e direcionadas aos alunos com
acompanhamento das bolsistas do PIBID, é uma das ações desenvolvidas no período matutino. O objetivo do projeto é amenizar os
atritos durante o período do recreio e proporcionar momentos de interação através das brincadeiras lúdicas e prazerosas para os
alunos. Foi desenvolvido na Escola Municipal de Educação Básica Basiliano do Carmo de Jesus, por sete bolsistas todas integrantes do
subprojeto interdisciplinar “Formação para a Diversidade: educação linguística, educação para a diversidade cultural e educação
ambiental nas licenciaturas (Letras e Pedagogia), no contexto da Amazônia Mato-Grossense e entorno do Parque do Xingu”, todas
participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). As ações são planejadas anteriormente junto com a
supervisora e realizadas três vezes por semana para alunos do primeiro ao quarto ano do ensino fundamental. São disponibilizados no
pátio vários brinquedos, jogos e brincadeiras de caráter lúdico e são assistidos e orientados pelas bolsistas, as quais têm um
cronograma das atividades. Teve início em maio de 2013 e tem previsão de terminar até o final do subprojeto e ou se não mais
interessar ao público envolvido. A maioria dos brinquedos utilizados são confeccionados pelas bolsistas provindos de materiais
recicláveis e outros são disponibilizados pela escola parceira. As ações propostas se dão através de jogos e brincadeiras de interação,
que exigem empenho e concentração de todos os envolvidos e participação com entusiasmo. No espaço escolar, o intuito é a
construção de aprendizagens, também no momento do recreio dirigido, a aprendizagem é percebida, pois os alunos fazem descobertas
enquanto brincam, socializando e interagindo com as bolsistas e outros alunos de diferentes faixas etárias. As ações de maior destaque
foram os jogos de xadrez, dama, jogo da velha, memória, dominó e as atividades: amarelinha, pula corda, elástico, brincadeiras com
bola, petecas, cantiga de roda, pé de lata, chinelo maluco. Os alunos se envolvem e demonstram empenho, criatividade, autonomia e
66
habilidade. Esses momentos são significativos para eles e de grande descoberta para nós. Sempre se busca interação acrescentando
regras e valores por meio das atividades desenvolvidas no decorrer das vivências. Considera-se que as atividades são elaboradas por
nós bolsistas, mas são os alunos e somente eles que acrescentam resultados e superam qualquer expectativa, reproduzindo e
recriando a partir do que se apresenta a eles. Pode-se afirmar que nós bolsistas sentimos privilegiadas por participar ativamente desses
momentos na escola e os resultados têm sido de satisfação e aprendizado tanto para a formação acadêmica quanto para a
aprendizagem dos alunos. Isto fica explícito nos relatos dos professores, gestores e pessoal de apoio, administrativo e no empenho e
envolvimento dos alunos nas ações. Diante disso, é que se acredita que o projeto com o recreio dirigido tem dado certo e é viável
continuar sempre inovando as ações de acordo com a necessidade da comunidade escolar.
Palavras-chave: Recreio dirigido; Ludicidade; Aprendizagem.
O objetivo do projeto é desenvolver nos alunos a sensibilização e a conscientização da preservação do meio ambiente utilizando
matérias que são considerados lixo. O projeto “Formando Multiplicadores: Sustentabilidade no ambiente escolar” está em
desenvolvimento, sendo uma continuidade do primeiro semestre deste ano de 2015 na Escola Municipal de Educação Básica Profª Ana
Cristina de Sena, com as turmas de 1º aos 5º anos em parceria com os acadêmicos dos cursos de Licenciatura Plena em Letras e
Pedagogia, bolsistas da Unemat – Campus Sinop pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) do subprojeto
Interdisciplinar “Formação para a diversidade linguística, cultural e biodiversidade” e mais duas floriculturas. No primeiro semestre
iniciamos com o preparo dos canteiros, revolvendo a terra, colocando esterco e já plantando as mudas que ganhamos das floriculturas.
Portanto, sempre que se faz necessário realizamos a limpezas dos canteiros e aguação das plantas. No segundo semestre foi feito a
continuidade da manutenção e também confecções de brinquedos e jogos. Os mesmos foram orientados para que trouxessem de casa
os materiais que poderia ser reciclado como, por exemplo, pneus, garrafas pets, copo de iogurte, caixa de leite e outros. Segundo
relatos de alguns dos alunos dos 5º anos “A e B” do período matutino foi uma aula diferente em que houve a conscientização em que
muitas coisas que jogamos no lixo pode ser aproveitados. Sentiram-se capazes de dar um presente para uma criança mesmo não
tendo dinheiro para comprar um. “O melhor de tudo foi saber que é possível proteger o planeta e ganhar com isso”, fala de um aluno.
Demonstraram concentração nos trabalhos feitos em grupos, com entusiasmo e satisfação, pois tiveram o conhecimento de que, o
que era apenas um material simples, foram tomando forma e dando margem na fabricação dos brinquedos e jogos. Os alunos foram
observados no desenvolvimento do projeto, através dos interesses, participações e realizações das atividades. Assim, estimulando para
que em suas casas pratiquem uma boa conduta, transformando-os em multiplicadores através da conscientização a respeito da
utilização equilibrada dos recursos naturais, provando que é possível conciliar atividades econômicas e preservação. Contudo,
promovendo conscientização seguido de sensibilização do homem, envolvendo a sustentabilidade, pode-se nascer o amor ao meio em
que se vive e onde há amor, há vida. Só assim, será possível ter um futuro com um mundo melhor!
Palavra-chave: Conscientização; Multiplicadores; Sensibilização; Reciclagem.
O presente artigo irá apresentar a experiência vivenciada através das práticas pedagógicas aplicadas na sala do pré II “I”vespertino,
(faixa etária de 4 a 5 anos) do Centro Municipal de Educação Infantil Tarsila do Amaral (CMEI), localizado na Rua das Laranjeiras n° 621
na cidade de Sinop/Mato Grosso. Estas práticas pedagógicas foram desenvolvidas pela acadêmica da 6° fase formativa do curso de
Pedagogia da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência
(PIBID/CAPES/MEC), Joice Ribeiro da Silva. Foi possível chegar ao tema através das observações durante aulas ministradas no primeiro
semestre de 2015. Nesse período, foi trabalhada a comunicação oral, comunicação escrita (através de desenhos livres e definidos) e
expressão corporal com o tema meio ambiente. Após uma reflexão sobre as atividades desenvolvidas, surgiu o interesse em elencar
fatos e acontecimentos que possibilitem definir em que nível está o desenvolvimento da criança relacionado à percepção dela em
relação ao tema meio ambiente e, ao mesmo tempo, promover uma interação entre as crianças e a bolsista pibidiana. Estas práticas
estão sendo desenvolvidas com a colaboração da professora Léa Maria do Rozário, e a aplicação ocorre todas as terças-feiras. Partindo
do tema central que é o meio ambiente, proposto pelas coordenadoras do PIBID, são desenvolvidas e aplicadas atividades que
contribuem para a formação da criança e o seu desenvolvimento, sendo ela o foco central. É fundamental introduzir para a criança uma
contextualização sobre os assuntos relacionados ao meio ambiente. Esses conteúdos são abordados em forma de literaturas,
desenhos, filmes, roda de conversa, apresentações, exploração do espaço, experiências, considerando o que Vygotsky descreve sobre a
zona de desenvolvimento de proximal, enfatizando que a criança tem o seu desenvolvimento ligado às relações estabelecidas no seu
cotidiano havendo sempre a interação individual dos diferentes graus de desenvolvimento prévio. Conclui-se então que, para se avaliar
a evolução da criança, não basta observar as suas relações individuais, mas é fundamental levar em consideração a sua participação
nas atividades coletivas e principalmente o que essa criança consegue produzir com a ajuda do outro,. Nessas atividades, é visível
observar que o brincar é um instinto nato da criança e explorar atividades que possibilitem a ela aprender brincando. Assim, é uma das
ferramentas que deve ser utilizada constantemente pelo professor em suas práticas pedagógicas.
Palavras chave: CMEI Tarsila do Amaral; PIBID; Meio Ambiente.
O presente trabalho O uso das TICs e o ensino de língua portuguesa na educação de jovens e adultos objetiva refletir como os usos das
tecnologias de informação e comunicação - TICs -, aliados a práticas de ensino da Língua Portuguesa podem promover a educação e a
67
capacitação crítica do aluno. Para tal empreendimento, inicialmente, observar-se-á as aulas de Língua Portuguesa no sentido de
identificar as possíveis necessidades e rupturas no processo de ensino/aprendizado. Também analisar-se-á se a utilização de
dispositivos tecnológicos de fácil acessibilidade e de que forma colaboram na prática de escrita. A seguir, aplicar-se-á um questionário
aos educandos de uma turma do ensino fundamental do 7º e 8º anos com o intuito de identificar as dificuldades/limitações que
sentem ao fazer o uso das mesmas. Após, propor-se-á uma intervenção prática com oficinas de produção textual mediadas pelas
tecnologias. Tendo em vista a importância da formação do professor, aplicaremos um questionário para três educadores que atuam no
7° e 8° ano do ensino fundamental no intuito de compreender a possível lacuna que há entre tecnologia e a prática docente. Neste
sentido, a importância desse trabalho se dá pelo fato das constantes transformações que a sociedade contemporânea tem sofrido e
que os sujeitos que nela atuam devem, portanto, acompanhar a evolução do contexto em que vivem. Contudo, atenta-se que o local a
ser pesquisado é onde se dá a educação de jovens e adultos, assim um público diferenciado, mas que também cada vez mais se utiliza
das diversas TICs em seu cotidiano. Considerando o espaço inclusivo, compreende-se que os alunos não podem ser excluídos
digitalmente intramuros escolares. Para tanto, faz-se um diálogo prático/teórico com Rojo (2009,2013); Roque-Faria(2013,2014);
Valente(1999); Freire(1921), para citar alguns e contribuir para as pesquisas linguísticas em Mato Grosso, quiçá no mundo.
Palavras-chave: Ensino; TICs; EJA.
É sabido que o estudo é essencial para a vida de qualquer pessoa. Para que estejamos sempre estudando e compreendendo o mundo
que nos cerca, é necessário que tenhamos uma leitura constante. O objetivo desse artigo é socializar o resultado do projeto “A Leitura
na formação pessoal da criança”, que teve como objetivo apresentar alguns livros, com o intuito de estimular a leitura e a formação
pessoal. O projeto foi desenvolvido na Escola Municipal de Educação Básica Basiliano do Carmo de Jesus, situada na Rua 3 s/n,
residencial Lisboa, município de Sinop, no Estado de Mato Grosso, na turma do primeiro ano B do ensino fundamental, pela bolsista do
PIBID em parceria com a professora titular da turma, sendo uma vez por semana durante o segundo bimestre de 2015. Os livros
apresentados tiveram os seguintes temas: otimismo, gratidão, fraternidade, perdão, dedicação. Cada momento com as crianças fazia-
se a leitura do livro apresentando-se as gravuras e um vídeo também retratando os valores de cada tema e após fazia-se a roda de
conversa trazendo à tona a realidade familiar e social, neste momento as crianças interagiam fazendo-se os comentários e
exemplificando com a realidade pessoal e finalizava-se com a representação da compreensão através de gravuras, sendo estas
expostas em cartazes e, ao final, montou-se um livro com a participação das crianças. Elas se empolgavam do início ao fim das
atividades, envolviam-se de forma ativa e elaboravam diversas gravuras interessantes. Entenderam o que cada assunto representava e
praticavam durante as aulas o que haviam aprendido, como, por exemplo, falavam por favor, ao pedir um material emprestado,
agradeciam sempre e adquiriram o hábito de pedir desculpa, com licença e perdão, eram simpáticas e fraternas uns com os outros e se
ofereciam para auxiliar em alguma tarefa. E, a partir do projeto, mesmo não tendo o domínio da escrita, as crianças apresentaram
maior interesse pelas gravuras de outros livros contando a história, ou seja, criando através das imagens a sua história. Diante desse
projeto, nota-se que de fato houve aprendizagem, interação entre as crianças da turma e contagiaram a outros com as suas atitudes
tanto na sala de aula quanto no pátio com outros colegas e profissionais da educação. Segundo a professora, despertou nas crianças
maior interesse pela leitura de outras imagens e melhorou a oralidade. Essa experiência contribuiu para a formação acadêmica de
forma significativa sobre como lidar com as crianças e percebeu-se como elas se interagem e a pureza na espontaneidade das falas de
cada uma.
Palavras-chave: Leitura; Formação Pessoal; Aprendizagem.
Esta pesquisa intitulada DIVERSIDADE CULTURAL: contando história no espaço escolar ludicamente, será apresentado no GT 10,
retratandoos contos. Este projeto tem como objetivo despertar o interesse das crianças para a leitura dos livros com temas literários,
voltado para a diversidade cultural e ambiental. Os contos são trabalhados na Escola Municipal de Educação Básica Basiliano do Carmo
de Jesus, uma das escolas parceiras, por cinco bolsistas integrantes do subprojeto interdisciplinar, Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência (PIBID), que teve início em maio de 2014 e com término previsto para dezembro de 2015. O público envolvido são
os alunos do primeiro ao quarto ano do ensino fundamental do turno matutino, os professores, gestoras e pessoal de apoio da
referida escola parceira. Os contos são realizados a cada 15 dias e em datas comemorativas, sempre há um cronograma a ser seguido,
sendo este apresentado e ou montado junto com os professores e gestoras antes da apresentação. Os espaços para a realização dos
contos são: sala de aula, de leitura e/ou o saguão. Nos momentos dos contos, são utilizados figurinos de acordo com a história e
também através de fantoches diversos e casinha especial para os contos, são momentos lúdicos. É impressionante o envolvimento das
crianças nos temas das histórias contadas, elas interagem fazendo comentários aos colegas e professores ao retornar para a sala de
aula e ou ao término de cada conto e também procuram o livro do conto para ler a mesma história. E, durante o período fora da sala
de aula, ao encontrar uma das bolsistas, sempre as questionam sobre as histórias e muitas vezes chamam pelo nome do personagem e
ou professora, aumentando a autoestima das bolsistas, fazendo-as perceber como a criança aprende com uma atividade lúdica,
prazerosa. Os professores têm apreciado esses momentos e aproveitado para trabalhar os temas abordados nos contos, e fazem
comentários: “os contos realizados pelas bolsistas são muito bons, pois diferencia dos contos que a gente faz diariamente e tem
despertado o interesse pela leitura e melhorou a oralidade de muitos alunos”. Considera-se que este projeto tem sido de suma
importância para a aprendizagem das crianças, no que diz respeito às leituras e à oralidade, despertando o interesse por diversas
leituras, auxiliado ao professor (a) na sua prática diária e contribuindo para a formação acadêmica de cada uma das bolsistas
envolvidas no projeto.
68
Palavras-chave: Conto; Lúdico; Aprendizagem.
LITERATURA INFANTIL: CONTAR HISTÓRIA, UM DIÁLOGO ENTRE OS GÊNEROS TEXTUAIS
Eva Vilma Pereira (EMEB Professora Ana Cristina de Sena, Bolsista PIBID/CAPES)
Priscila Oliveira da Luz (UNEMAT, Bolsistas PIBID/CAPES)
Izaque Rodrigues da Silva (UNEMAT, Bolsistas PIBID/CAPES)
O projeto de “Literatura Infantil: Contar História, um Diálogo entre os Gêneros Textuais”, está sendo aplicado na Escola Municipal de
Educação Básica Profª Ana Cristina de Sena, com as turmas de 1º aos 5º anos em parceria com os acadêmicos dos cursos de
Licenciatura Plena em Letras e Pedagogia, bolsistas da Unemat – Campus Sinop pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (PIBID) com objetivo de despertar e estimular nos alunos o gosto pela leitura através dos diferentes gêneros textuais,
proporcionando assim a formação de leitores assíduos e conscientes da importância da leitura como fator sociocultural, interacional e
cognitivo. O projeto contribui para a formação dos alunos, para que eles sejam capazes de ler e interpretar com um olhar crítico a cada
gênero textual que tiverem acesso e desta forma utilizarem a linguagem de maneira adequada. Este auxílio ocorre através do
momento do conto, em que são abordados gêneros como contos, fábulas, poesias, poemas, música entre outros e ajuda na construção
de um vocabulário mais amplo, melhora significativamente a escrita e o conhecimento de mundo. Essas histórias são contadas de
diferentes formas como a narração, dramatização, contada, lida, fantoches, etc. O projeto é desenvolvido desde o primeiro semestre
de 2015 nas quartas-feiras e quintas-feiras, sendo que no primeiro dia é reservado um momento para a escolha da história que será
contada e como será apresentada e no dia seguinte, realizamos a apresentação na biblioteca da escola, sempre com o propósito de
que os alunos participem diretamente ou indiretamente. Vemos que os mesmos vêm demonstrando interesse pelo momento
compartilhado, em que interpretam o texto explicitamente e implicitamente quando passamos a importância dos “Valores” em nossas
vidas e refletindo suas atitudes nas socializações no fim de cada história. Os textos dramatizados, interpretados e ou contados pelos
pibidianos têm objetivos a serem alcançados, portanto, estamos sempre à procura de promover expectativas para instigá-los e a
motivá-los à prática de leitura, para que cada vez mais venha a fazer parte de sua rotina, transformando esse exemplo como parte de
sua cultura, tendo uma visão mais ampla e enriquecedora. O projeto desenvolvido possui a perspectiva de um trabalho
interdisciplinar e que prioriza a relação interativa entre os acadêmicos, funcionários e alunos, visando o melhor aproveitamento
possível, vislumbrando também a troca de experiências entre todos.
Palavras-chave: Formação de leitores; Sociocultural; Estimular; Gêneros textuais.
O texto revela sob que condições as práticas pedagógicas das disciplinas que compõem a área de Metodologia de Ensino do Curso de
Pedagogia da Universidade do Estado de Mato Grosso, Campus Sinop-MT, colabora com o desenvolvimento profissional docente e,
simultaneamente, em investigar qual a dimensão política da educação e a relação entre a discussão socioambiental e a formação
docente. No contexto educacional, é necessário pensar em propostas que eliminem do currículo tradicional tópicos considerados
desnecessários, mas reestruturar os currículos escolares no qual todos os envolvidos no processo, desde o construir e elaborar
propostas participe de atividades que lhes permitam adquirir conhecimentos e conceber a ciência não só como processo de busca
desses conhecimentos, mas como formação social que demanda influência em suas vidas. Aportamos através do quadro teórico-
metodológico dialogando com DIAS (2001), ALMEIDA (2002), CAVALCANTI (2002), FAZENDA (2003), FOSTER (2005), JACOBI (1998),
GUIMARÃES (1995), entre outros. O universo desta proposta foi constituído por professores do curso de Pedagogia, da Universidade do
Estado de Mato Grosso – Campus de Sinop/MT, da área de metodologia de ensino, acadêmicos do curso de Pedagogia, professores e
alunos da educação básica e comunidade educativa. Nos anos iniciais, a criança é o elemento central do processo de
ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais na busca de soluções, sendo
motivado a ser agente transformador, desenvolvendo habilidades e atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da
cidadania, pretendendo com isso a consolidação de uma ação interventiva, possibilitando por meio de novos conhecimentos, a sua
participação no processo de transformação. Assim, na formação docente há a necessidade em construir propostas que vinculem a
intervir em práticas pedagógicas, materializando ações não apenas pelos fatores físicos e biológicos, mas sociais, econômicos e
políticos.
Palavras-chave: Práticas pedagógicas; Intervenção; Transformação socioambiental.
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência tem sido relevante ao processo de ensino aprendizagem dos alunos e aos
bolsistas na formação docente, através de suas ações. Partindo destas ações, é que objetiva apresentar algumas reflexões teóricas
sobre as práticas e contribuições do subprojeto e como tem refletido no espaço escolar de acordo com o olhar dos sujeitos envolvidos
nas ações apresentadas e vivenciadas pelas bolsistas. Realizou-se o trabalho na Escola Municipal de Educação Básica Basiliano do
Carmo de Jesus, uma das escolas parceiras do subprojeto Interdisciplinar, “Formação para a diversidade: Educação Linguística,
Educação para a Diversidade Cultural e Educação Ambiental nas Licenciaturas (Letras e Pedagogia), no contexto da Amazônia Mato-
Grossense e entorno do Parque do Xingu”, por acadêmicos dos cursos de Letras e Pedagogia, integrantes do Programa Institucional de
Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Sinop, MT. Para a coleta de dados,
acompanharam-se as vivências das sete bolsistas integrantes do referido subprojeto interdisciplinar, no período de maio de 2014 a
69
julho de 2015, observando-se o envolvimento/atitudes dos sujeitos que compõem a população. As ações aconteceram nas mais
diversas situações a partir das necessidades, anseios e planejamento conjunto com o gestor, professores e demais profissionais da
unidade escolar e em reuniões junto com os coordenadores de área e supervisores, sempre visando o preparo do futuro profissional.
As atividades são de dimensões lúdicas, embasadas na diversidade cultural e preservação ambiental. No desenvolvimento delas, as
crianças têm autonomia, sempre interagindo com as bolsistas nas ações. Nota-se que o lúdico tem refletido significativamente na
aprendizagem prazerosa dos alunos e comunidade escolar em geral. Essas vivências têm contribuído parauma melhor formação dos
futuros profissionais da educação, uma vez que, no decorrer desse período, desenvolvem-se projetos que servirão de base para a
conclusão de curso e atuação profissional com autonomia e segurança.
Palavras-chave: Formação; Ludicidade; Diversidade Cultural e Ambiental.
Anglicismos é um termo usado para nomear os empréstimos linguísticos originários na língua inglesa que são inseridos em nossa
língua. Comumente o uso é motivado pela necessidade de nomear novos objetos, fenômenos ou comportamentos que não possuem
um termo equivalente na língua portuguesa. Podem permanecer temporariamente ou serem substituídos com o tempo por uma
palavra adaptada ou mesmo conservar-se. Alguns se mantém somente na escrita, considerando que as alterações fonético-fonológicas
ocorrem no primeiro nível de adaptação. Podemos encontrar anglicismos em diferentes esferas de atividades humanas, como em
músicas, fachadas de comércios, na linguagem de redes sociais e de outdoors entre outras. Desta maneira, desenvolvemos um estudo
teórico com base em autores como Assis-Peterson e Cox(2013), Assis-Peterson (2008), Justina (2006,2008), Rajagopalan (2003, 2005),
entre outros, para dar suporte a uma proposta de ensino-aprendizagem de língua inglesa por meio dos anglicismos presentes em
outdoors afixados pelas ruas e avenidas sinopenses. A proposta foi destinada a uma turma de 2º ano do ensino médio de uma escola
pública e a partir da qual desenvolvemos nossas reflexões, teve como objetivo promover o conhecimento dos alunos sobre os
anglicismos presentes em outdoors que fazem parte do percurso de transeuntes como possibilidade de ampliação de vocabulário na
língua inglesa. É uma forma de observar as características dos termos e observar a diversidade da mistura do inglês com o português
decorrente do processo de “familiarização” no cenário linguístico brasileiro. Outro foco da proposta é de que através da observação da
presençae uso constante possa servir de uma forma de diminuir a distância atribuída ao inglês como uma língua distante do Brasil.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Ensino-aprendizagem; Anglicismos em outdoors.
A narrativa memória é tão antiga quanto a existência do homem, pois descreve suas histórias de vida, suas vivências e experiências
consigo e com o outro, inserido num tempo e espaço que de alguma forma o define. Traça a sua condição de existir, fato determinante
para a prática docente com adultos, porque a memória individual e coletiva retoma as datas, história, tradições, ritos, crenças,
culinária, os marcos fronteiriços de sentimentos e pertencimento de um grupo; representam sua existência e seu fazer na cultura.
Segundo POLLAK, a memória não é uma imposição ou coerção, mas uma coesão social e adesão afetiva do grupo. As memórias
precisam ser revisitadas e realimentadas para se manter vivas, pois: “A referência ao passado serve para manter a coesão dos grupos e
das instituições que compõem uma sociedade, para definir seu lugar respectivo, sua complementariedade, mas também as oposições
irredutíveis” (POLLAK, 1989, p.07). A memória é a base de sustentação de uma cultura, sem ela pode-se extinguir os conhecimentos,
vivências e realidades. Através dela se mantém a coerência do que há em comum num mesmo grupo, preservando suas fronteiras
sociais e suas identidades. Na verdade é um ponto de referência, são ingredientes que se congregam em torno de interesses afins. As
narrativas orais permitem às pessoas falar do passado pela construção da voz do adulto ou do ancião do tempo presente, pois as
pessoas trazem na sua memória, suas experiências e lembranças repassadas, mas com a capacidade de filtrá-las por si mesmas e
depois disseminá-las aos outros, mulheres e homens. É o registro de sentimentos, visões, testemunhos e interpretações entrecortadas
pelas emoções de ontem e ressignificadas pelas emoções de hoje.A pesquisa em andamento com alunos da EJA e bolsistas do PIBID, se
entrelaça com estudos de gênero,visto que, paralelo a técnica de narrativas de relatos, serão coletados discursos de mulheres e
homens e deles resultará informações das condições de vida dos alunos, inseridos num contexto de experiências, mitos e ritos
culturais, pois, segundo SCOTT(1990),os estudos de gênero permitem relacionar mulheres, homens, crianças, família e as ideologias
dos gêneros. São referências das estruturas orgânicas e ideológicas do estar numa sociedade.
Palavras-chave: Narrativa; Memória; EJA; PIBID; Gênero.
A escola municipal Sadao Watanabe passa a contar com o projeto do “Pibid Interdisciplinar: Formação para a diversidade” desde
agosto de 2015. Após um mês de observação dos envolvidos no projeto: os bolsistas, os supervisores e a coordenação, para aproveitar
um projeto que já havia na escola, mas estava desativado, optaram, então, para reativar o projeto “Rádio na escola”. Este projeto
busca desenvolver a produção oral, o trabalho coletivo e colaborativo e também a identidade da escola. Alguns dos objetivos
específicos procurarão estabelecer um canal de comunicação com a comunidade escolar e favorecer o trabalho em equipe; promover a
interdisciplinaridade; estabelecer o protagonista dos alunos; disponibilizar entretenimento e informação. A instalação do projeto terá
início em setembro/2015 e será desenvolvido por um ano, com o fim de avalições bimestrais para a condução de novos outras ações. O
projeto também aguarda a disposição do fomento do governo para a aquisição completa do material da rádio, mesmo assim, já são
feitos trabalhos que dão início ao processo de multiletramento. As multimodalidades da linguagem, o uso e apropriação das
tecnologias atuais podem auxiliar os alunos a serem protagonistas da aprendizagem, que valorizem a educação e a própria escola. A
70
perspectiva teórica buscará fundamentação no trabalho desenvolvido por obras Letramentos múltiplos, escola e inclusão
social (Parábola Editorial, 2009) e Multiletramentos na escola (Parábola Editorial, 2012) – em colaboração com Eduardo de Moura
Almeida, do IEL/Unicamp.A programação será elaborada em conjunto com os alunos, a escola e os pibidianos. A construção do projeto
prevê parceiros também fora da escola. Para tanto, o arcabouço teórico deste trabalho terá os estudos sobre identidade do Hall (2000),
a questão do desenvolvimento da oralidade pela Santos (2013), sobre cultura e cultura brasileira por Bosi (2000), gêneros textuais por
Bazerman (2011) e Marcuschi (2008).
Palavras-chave: Rádio; Identidade; Escola.
ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUA INGLESA POR MEIO DOS ANGLICISMOS PRESENTES NOS VESTUÁRIOS
Ao falarmos em anglicismos, nossa atenção se volta a tantas palavras novas que estão sendo introduzidas em nosso idioma
principalmente na linguagem das novas tecnologias. Empréstimos linguísticos estão se tornando a cada dia mais comuns, por vezes,
passam despercebidos e alguns deles já são propriamente ditos “nossos”; falamos sem pensar que é uma palavra estrangeira, pois já
internalizada, consagrada no uso e faz parte de nosso repertório verbal. Desta forma, nossa intenção deste foi de abrir possibilidades
para que os alunos observem que a língua inglesa, por meio dos empréstimos linguísticos do inglês, ou seja, os anglicismos não é uma
língua estrangeira e distante de nós. São vocábulos usados cotidianamente que estão presentes em quase todas as atividades que
exercemos. Nossa escolha se restringe aos termos presentes no vestuário; nomes de peças de roupas extraindo o seu contexto
histórico e a origem dos termos. Com os anglicismos selecionados fizemos a transposição didática para a sala de aula, e o trabalho
desenvolvido com os alunos foi: conceito de anglicismos, situar onde se fazem presentes, apresentação de exemplos, visualização das
palavras e imagens, ampliação de vocabulário, desenvolvimento de pronúncia aproximada da Língua Inglesa, comparação entre a
pronúncia original e a local apontando as diferenças e semelhanças da forma como falamos e o sentido que assumem. Como
resultado, a proposta serviu para o envolvimento dos alunos no sentido de perceber a linguagem em seu [Link] a
interação entre os alunos e ampliou a visão sobre a Língua Inglesa, tida como um idioma distante; ao mesmo tempo amplia o uso do
vocabulário que já possuem e usam habitualmente. Para tanto, como apoio teórico recorremos a Assis-Peterson (2008), Assis-Peterson
e Cox (2013), Rajagopalan (2003), entre outros.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Ensino-aprendizagem; Anglicismos.
Resume-se neste trabalho as experiências vivenciadas pelos bolsistas do PIBID, na EMEB Prof.ª Ana Cristina de Sena, situada em
Sinop/MT, no ano letivo de 2015, com os alunos do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, no período vespertino. Nesse período,
trabalha-se o projeto “Literatura infantil: contar história, um diálogo entre os gêneros textuais”, que se desdobra em “A hora do
conto”. Neste momento os bolsistas contam histórias como: fábula, contos e os clássicos da literatura infantil em busca de atingir os
objetivos propostos no projeto de incentivar a leitura e desenvolver nos alunos valores sociais de convivência, muitas vezes explicitada
nos textos. Tal experiência revelou as inúmeras possibilidades de contar as histórias, explorando as tecnologias de informação e
comunicação (TIC) da educação. Os contos em questão são apresentados de diversas formas, onde ocorre uma exploração das TICs em
busca da diversificação das apresentações, ora conta-se utilizando o livro em uma leitura clássica com os alunos em volta, ora prepara-
se o ambiente e, caracterizados, os bolsistas dão vida aos personagens tirando-os das páginas dos livros; em outro momento busca-se
apoio nas TICs para apresentação de slides ou na execução de vídeos. O projeto se revela como um momento ímpar de pesquisa e
oficina que antecede toda a apresentação semanal, criando um tempo e espaço fértil de aprendizagem para os bolsistas, que entram
em contato com os métodos e com as TICs existentes na unidade, com isso envolve pesquisa, leitura, releitura, confecção de máscaras,
roupas, cartazes, cenários, produção de slides e outros. O projeto revelou um espaço multifacetado, tendo como foco o planejamento
e a preparação do ambiente para receber os alunos e possível verificação do ensino-aprendizagem nos momentos que circundam a
“hora do conto”. Esse momento tem despertado o gosto dos alunos para a leitura, tornando-o esperado na semana. Conclui-se ainda
que a “hora do conto” é uma ferramenta pedagógica indispensável para o cotidiano dos envolvidos.
Palavras-chave: PIBID; Leitura; TICs.
O Fanzine é considerado uma revista de fã, que, assim como os fãs, montam seus álbuns demonstrando sentimento a algo como filme,
cantor, artista, novela, ou qualquer outro determinado assunto, o qual seus desejos são retratados através de recortes, fotos, desenhos
artísticos e colagens, assim também conhecido como “Fanzine”. O termo “Fanzine” possui origem de um neologismo criado no ano de
1941, por Russ Chavenet, que é a junção das palavras “fanatic” e “magazine”, que possui por significado “revista de fã” que se
desenvolveu por meio de publicações semanais. O projeto “Fanzine: Um instrumento de autoconhecimento de identidade”, aplicado
na Escola Municipal de Educação Básica Profª Ana Cristina de Sena, pelas acadêmicas bolsistas da Unemat – Campus Sinop pelo
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) foi aplicado nos 5º anos, com o foco de promover momentos de
criações livres sob o tema “Vivência entre a casa e a escola”, visando aguçar a criatividade dos alunos por meio de diversos gêneros
textuais, expressando seus gostos, experiências e sonhos, facilitando a compreensão e o reconhecimento destes gêneros, sob
orientação das bolsistas. O projeto promoveu aos alunos a representação de sua identidade e despertou o desejo de aprender devido
ao fato de conhecer novas escritas e novos gêneros, através da criação de poesia, entrevista, imagens, acróstico, recortes, colagens e
pinturas. Por ser interdisciplinar, permeando de forma artística os conteúdos escolares, a ação aguçou no aluno a percepção da
71
necessidade de correção na escrita, reconhecendo diferentes gêneros textuais, ampliando sua visão de mundo e melhorando sua
forma de agir socialmente, pois demonstraram curiosidade, desempenho, criatividade e muito interesse em desenvolver o ”Fanzine”,
sempre em grupo ajudando uns aos outros. Podemos ainda nos sentir satisfeita devido aos relatos apresentados pelas crianças, que
acabaram por agradecer a oportunidade de aprender um pouco mais e por termos uma significativa experiência da realidade em uma
sala de aula, das dificuldades particulares existentes de como ajudar cada aluno para chegar ao objetivo final.
Palavras-chave: Fanzine; Gêneros textuais; Identidade; Criatividade.
Esta comunicação discutirá sobre uma atividade desenvolvida (What is/are in the box?) em aulas de Língua Inglesa que envolveram
alunos da 3ª fase do 3º ciclo do ensino fundamental de uma escola pública. O desenvolvimento da atividade, cujo foco é a interação
dos alunos e a ampliação de vocabulário, deu-se pela necessidade de fortalecimento qualitativo do processo e contribuição para a
internalização do vocabulário diante das dificuldades apresentadas pelos alunos para assimilarem os conteúdos desenvolvidos pelo
professor em sala de aula. O objetivo da atividade aplicada aos alunos é avaliar a participação, desempenho e interesse dos mesmos.
Relatamos como se deu o desenvolvimento da atividade juntamente com todos os aspectos e elementos envolvidos na ação didático-
pedagógica. Buscamos, por meio da atividade que inclui uma caixa de adivinhação de nomes de objetos que se encontravam no seu
interior, proporcionar interação entre alunos e professor e também entre os pares envolvidos por uma abordagem lúdica de ensinar e
aprender, ampliando o vocabulário. O conteúdo selecionado teve como base aquele já apresentado pelo professor responsável pela
disciplina e envolveu principalmente substantivos (animais, objetos comuns, materiais escolares, etc.). Para analisarmos os dados,
recorremos às teorias vigotskianas (2007, 2010) com atenção especial à mediação e internalização bem como aos seus pressupostos
sobre jogos. Já em relação à abordagem lúdica, dialogamos com Tonelli(2005) e Kishimoto (1996). Ao finalizarmos, corroboramos a
ideia de que a ludicidade associada às atividades da língua inglesa é um meio que deveria ser mais utilizado para que a internalização
de vocabulário e a interação, por meio da língua, aconteçam de forma mais eficiente e sirvam de apoio ao professor.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Ensino-aprendizagem; Ludicidade.
O presente trabalho objetiva expor uma análise das práticas pedagógicas realizadas por meio do Programa Institucional de Bolsas de
Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) Subprojeto Pedagogia. O projeto proporciona atividades que promovem o aprendizado mútuo,
tanto por parte dos alunos da instituição como dos pibidianos da Universidade do Estado de Mato Grosso, visando uma formação de
qualidade para os futuros docentes, o que consequentemente promove a melhoria na educação básica. As atividades realizadas dentro
das escolas parceiras contribuem para a articulação entre teoria e prática; dessa forma, proporciona aos bolsistas a participação efetiva
em ações, experiências metodológicas e práticas pedagógicas diferenciadas dentro do contexto escolar. Uma das atividades realizadas
na educação infantil é a contação de histórias, que tem sido muito enriquecedora, pois é por intermédio dela que a criança amplia seu
vocabulário, desperta a curiosidade e apreende a realidade, já que a literatura é a melhor forma de transmitir a nossa herança cultural
à criança pequena. Compreende-se, porém, que as crianças têm recebido pouco estímulo quando o assunto é leitura, uma vez que a
maioria não tem nenhum contato com livros em suas casas, cabendo à escola fazer essa mediação. Com base nas experiências
vivenciadas, no CMEI Tarsila do Amaral, durante este ano; buscou-se analisar qual a relação da criança pequena com o livro; as
dificuldades de se fazer essa mediação em uma sociedade imediatista e tecnológica; os entraves pedagógicos e as forma de superação
encontradas durante o processo de ensino/aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa qualitativa na qual utilizamos para embasamento
teórico COELHO (2000), ZILBERMAN (2003), BETTELHEIM (1991) e ABRAMOVICH (1995) e observação participante. Os resultados
parciais obtidos nos revelam que as práticas de leitura em sala são de extrema importância para a formação do leitor. A literatura deve
ser utilizada para além da didática, contemplando a leitura deleite que propicie à criança uma aproximação com o universo literário e a
cultura letrada.
Palavras-chave: Livro; Literatura; Criança.
Esta comunicação tratará de reflexões sobre uma proposta de ensino-aprendizagem de língua inglesa desenvolvida em uma escola
parceira que integra o PIBID-Língua Inglesa da UNEMAT. A proposta tem como tema os anglicismos presentes nas fachadas de
comércios sinopenses, e é destinada a uma turma de alunos do ensino médio. Os anglicismos são termos ou expressões procedentes
da língua inglesa e usados na língua portuguesa. Alguns anglicismos percorrem alterações significativas e, com o tempo, podem passar
por um processo de aportuguesamento, outros mantêm pronúncia e grafia do inglês, mas que predominantemente se misturam com
características fonético-fonológicas, morfológicas da língua portuguesa e algumas vezes assumem sentidos diferentes da original.
Diante dessas considerações, o presente estudo tem como base esse trabalho didático-pedagógico em que os anglicismos são
observados, discutidos e é verificada a sua relevância em nossa linguagem em uso em vários setores de atividades, quer sejam sociais
ou profissionais. Por exemplo, sua presença está em marcas e nomenclaturas de roupas, calçados, alimentos, cosméticos, entre outros.
Na fachada de comércios, foco de nosso estudo, é muito comum serem encontrados. Normalmente estão associados à ideia de status e
beleza para atrair a clientela (JUSTINA, 2008; ASSIS-PETERSON, 2008) e ficam expostos aos olhos dos consumidores mais atentos
fazendo parte do repertório linguístico do cidadão comum. Nosso objetivo em transpor essa linguagem para a sala de aula é de
72
aproximar o aluno da língua inglesa presente no seu cotidiano, tirando o véu da invisibilidade que acarreta a construção de crenças que
determinam um distanciamento ao inglês. Demonstrar aos alunos a proximidade que temos com a língua inglesa e a importância de se
aprender uma segunda língua é importante no contexto atual. Além disso, é um material didático interessante que oportuniza o
desenvolvimento do vocabulário e a percepção do mundo ao seu redor. É esse o percurso através do qual traremos e discutiremos os
dados.
Palavras-chave: Anglicismos; Língua inglesa; Ensino-aprendizagem.
Esta comunicaçãodiscutirá sobre uma proposta de ensino-aprendizagem de língua inglesa com base em atividades que contemplam os
anglicismos presentes em séries estrangeiras de televisão e que podem ser assistidas via internet, canal aberto, ou canal fechado de TV
por assinatura e que fazem parte do entretenimento de jovens sinopenses. Como apoio teórico, recorremos a autores como Assis-
Peterson (2008), Rajagopalan (2003), Vigotski (2007, 2010), Assis-Peterson e Cox (2013). Os anglicismos, em sentido amplo, são os
termos da língua inglesa presentes e usados na linguagem cotidiana, ou seja, são palavras, geralmente presentes em outdoors,
fachadas de comércios, cosméticos dentre outros que fazem parte da linguagem especializada, mas também circulam nas interações
das pessoas comuns. Visto dessa forma, entendemos que a transposição didática de uma linguagem importante incide em um olhar
mais atento para a língua inglesa e, ao mesmo tempo, diminui seu distanciamento como língua estrangeira que se “desestrangeiriza”
(ALMEIDA FILHO, 1999, 2003) ao ser notada no contexto linguístico e sociocultural do aluno. A proposta de ensino-aprendizagem é
destinada a alunos do 1° ano do ensino médio de uma escola pública que integra aproximadamente 20 alunos. Tem por objetivo avaliar
a participação e desenvolvimento dos alunos na atividade e quais os avanços ou aspectos que demandam por reformulações. As nove
séries televisivas escolhidas foram pesquisadas juntamente com o público em questão, partimos de aspectos sociais e acessíveis aos
alunos, pensando na probabilidade de que não tivessem acesso à internet, ou condições financeiras de contratar TV por assinatura.
Desta maneira, em sua maioria, as séries utilizadas como material didático são exibidas em canal aberto. Os resultados apontam para
reflexões relacionadas ao processo ensino-aprendizagem no sentido de que há necessidade da escola ficar atenta para a linguagem que
está presente no meio social do aluno e, ao mesmo tempo, que sirva de estabelecimento de elos entre as práticas didático-pedagógicas
e a linguagem usada na vida do aluno além da escola.
Palavras-chave: Ensino-aprendizagem; Língua Inglesa; Anglicismos.
Os anglicismos são expressões ou termos oriundos da Língua Inglesa que são introduzidos, adaptados e usados em outra língua. É
possível notarmos a presença desses termos em nosso cotidiano em marcas de produtos, roupas, calçados, outdoors, fachadas de
estabelecimentos comerciais, no meio digital e outros. Sobre essa questão, recorremos a teóricos como Assis-Peterson (2008), Assis-
Peterson e Cox (2013), Rajagopalan (2004, 2005). Por conseguinte, essa comunicação surge a partir de atividades realizadas no PIBID –
Subprojeto de Letras - Língua Inglesa e tem como objetivo apresentar o desenvolvimento da temática em uma sala de aula do ensino
médio em uma escola pública da cidade de Sinop - MT. A escolha do tema se deve ao uso recorrente desses termos entre os jovens,
que muitas vezes são utilizados, porém seu significado geralmente é desconhecido. O objetivo do seu desenvolvimento em sala de
aula, primeiramente, é situar os alunos ao tema, apresentar alguns termos presentes no mundo da moda com o auxílio de imagens e
palavras escritas, trabalhando a escrita e a oralidade das palavras. Faz parte da proposta uma encenação teatral organizada pelos
alunos com que se faça o uso dos termos estudados. A utilização de uma dinâmica contribui para a aproximação da outra língua
estudada e na fixação das palavras. Levar uma linguagem largamente usada não se restringindo aos profissionais da área da moda, mas
por todo cidadão comum, com uma abordagem diferente para as aulas de inglês pode despertar o interesse dos alunos ao perceberem
sua proximidade com a língua inglesa e a relação com as palavras no dia a dia. Assim, é uma possibilidade de quebrar a crença de que a
Língua Inglesa é difícil, e/ou que as aulas nas escolas não são agradáveis por pensarem que não fazemos o uso da língua estrangeira
habitualmente.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Ensino-aprendizagem; Anglicismos; Termos da Moda.
O processo de globalização constitui-se de uma série de relações em nível global, embora o termo seja usado mais comumente para
designar associações no domínio econômico, designa ainda uma série de interações que ocorrem em âmbitos diversos, dentre as quais
as trocas culturais. Rompendo com a ideia de que a língua, enquanto fenômeno de cultura, está fundamentalmente limitada por
fronteiras geográficas, este trabalho, juntamente com alguns outros desenvolvidos nos encontros de formação do Programa de
Iniciação à Docência em Língua Inglesa PIBID-LI, pensa a questão de desterritorialização do inglês, tal como colocam Assis-Peterson e
Cox, e sua circularidade em outros espaços, resultando na apropriação da língua e seu consequente uso no ato comunicativo de
falantes não nativos, bem como na inserção de alguns elementos do inglês no conjunto léxico-gramatical próprio desses falantes;
tratam-se de processos constitutivos de um fenômeno linguisticamente denominado “anglicismo”. Numa perspectiva pedagógica, o
trabalho consiste na observação de anglicismos verificáveis em estampas de camisetas, após recolhidos e sistematizados. Os dados
destinam-se a uma proposta de ensino-aprendizagem que contempla as possiblidades de ensino da língua inglesa através do recurso
das estampas e dos anglicismos que nelas se verificam, relacionando o fazer pedagógico à observação de elementos que constituem a
realidade social e cultural do aluno.
Palavras-chave: Anglicismos; Camisetas; Sala de aula.
73
Resumos dos Pôsteres
A HORA DO CONTO: PROJETO DE LEITURA NA ESCOLA SADAO WATANABE
O projeto “Pibid-Interdisciplinar: formação para a diversidade”, após fazer um mês de observação na escola municipal Sadao Watanabe
e averiguar as necessidades daquele grupo, decidiu-se por propor um projeto de leitura de textos clássicos da literatura infantil, bem
como, da mitologia greco-romana e judaico-cristã. Sabe-se que há, em todo o Brasil, um déficit altíssimo na aquisição do hábito
prazeroso da literatura em sala de aula; pensando nesta realidade, este projeto buscará também reavivar a utilização da biblioteca para
diferentes atividades de leitura, dramatização e (re)textualização dos grandes textos clássicos infantis, para os alunos de 1º a 4º ano, e
das mitologias para os alunos do 5º e 6º ano. A formação do leitor literário tem sido uma das atividades mais promissoras para a
reversão desta realidade. A aquisição de uma cultura letrada que dialogue com a cultura popular trazida pelo próprio aluno; a
ampliação e adequação do uso de um vocabulário mais elaborado; a divulgação da cultura clássica e contemporânea por meio de
paródias e relações intertextuais serão os pontos de partida e também o arcabouço teórico para o desenvolvimento desta pesquisa.
Teresa Colomer com a obra Formação do leitor literário (2003) e Andar entre livros (2007), bem como, Rildo Cosson, com Letramento
Literário (2006) farão farte dos pressupostos teóricos utilizados pelo grupo para compor as atividades a serem desenvolvidas e a
justificação por meio de novas teorias sobre a formação do leitor específico para a leitura de literatura. Literatura infantil: política e
concepções também fará parte da composição teórica para a composição do projeto. A educação básica carece de uma política voltada
para o resgate da leitura da literatura, contudo, deve-se atrelar a este resgate uma nova postura por meio do uso da tecnologia, de
novos letramentos, dos multiletramentos vertentes atuais para um resultado diferenciado.
Palavras-chave: Literatura infantil; Pibid; Projeto de intervenção.
Neste resumo apresentamos um recorte de um trabalho de pesquisa que vem sendo realizado numa turma de educação infantil, com
crianças de 3 e 4 anos. São 25 crianças que participam da contação de histórias infantis, O estudo realizado tem por objetivo verificar a
contribuição da literatura infantil no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança. O foco do trabalho tem como proposta
a análise da literatura infantil como impacto de aprendizagem nos desenhos, posteriores à audição, preparando as crianças para o
hábito da leitura. Quando a criança ouve ou lê uma história e é capaz de comentar, indagar, duvidar ou discutir sobre ela, realiza uma
interação verbal, que neste caso, vem ao encontro das noções de linguagem de Bakhtin. É na educação infantil, na primeira infância,
que desenvolvemos o gosto pelos livros, para ouvir as histórias, afinal ouvir histórias é um acontecimento tão prazeroso que desperta o
interesse das pessoas em todas as idades; com crianças não é diferente, se apresentado com figuras, fantoches, simulação, faz-de-
conta e entonação de voz entre outros. Desenvolver o interesse e o hábito pela leitura, é um processo constante, que começa muito
cedo, em casa, aperfeiçoa-se na escola e continua pela vida inteira. Então, questionamos como o desenho elaborado pela criança
poderia contribuir para a aprendizagem de conteúdos e para o desenvolvimento do interesse por estes, principalmente aqueles
relacionados à leitura? O fato de desenhar, após a história contada, conduz os alunos tanto para um regresso aos fatos contados
quanto para a socialização de ideias acerca dos personagens, das cores, do imaginário. No decorrer das atividades, observamos o modo
como seguravam o lápis, as expressões ao escolher as cores e os locais onde pintariam. Ao desenhar, a criança representa as
informações que assimilou de seu meio. Os desenhos infantis, interpretados pelas próprias crianças, revelaram informações sobre suas
ideias, conhecimentos, sentimentos, fantasias relacionados à leitura de histórias no decorrer de um trabalho sistemático com a
literatura infantil. Por essa razão, a cada história contada, a cada desenho trabalhado, perguntamos à criança a sua interpretação de
cada símbolo e registramos. Ao relatar seus desenhos, a criança manifesta a relação que estabelece entre os seus pensamentos,
sentimentos, conhecimentos e imaginação, ou seja, as significações atribuídas às situações planejadas e estruturadas no espaço do
papel.
Palavras-chave: Literatura Infantil; Desenho; Aprendizagem.
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA SALA DE APOIO: TRABALHO PEDAGÓGICO COM ALUNOS NÃO ALFABETIZADOS
Este trabalho de pesquisa se insere na área das Ciências Humanas. Tem por objetivo realizar uma pesquisa ação com alunos que
frequentam a sala de apoio de uma escola pública de Sinop. Busca também verificar os níveis de aprendizagem de leitura e escrita dos
alunos que frequentam a sala de reforço realizando um diagnóstico de leitura e escrita; propor atividades de alfabetização que
atendam os diferentes níveis de aprendizagem apresentado nos diagnóstico de escrita e verificar o avanço dos alunos nas hipóteses
alfabéticas. A metodologia terá abordagem qualitativa e se insere na pesquisa ação. Será desenvolvida durante 6 meses em uma sala
de apoio pedagógico (reforço) através de proposição de atividades diversificadas que envolvam a alfabetização e o letramento. Os
autores que nos darão suporte teórico são Ferreiro e Teberosky (1985),Mortatti(2000); Soares (2004), Moraes e Albuquerque (2008);
Mendonça e Mendonça (2011), entre outros.
Palavras-chave: Educação; Alfabetização; Letramento; Metodologia.
74
ALFABETIZANDO COM MÚSICAS
Odilia Alves Gomes Souza (Escola Estadual Professor Djalma Guilherme da Silva)
Mônica de Fátima Ribeiro (Escola Estadual Professor Olímpio João Pissinati Guerra)
Este projeto visa proporcionar um gênero (música) que permita às crianças dar sentido à linguagem oral e escrita como sistema de
comunicação, em atividades concretas. Ao estabelecer relações entre o escrito e o oral, os alunos avançam nas habilidades de leitura,
escrita e interpretação do próprio texto. A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a
compreender o mundo a nossa volta, no constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o
mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos
estes casos estamos, de certa forma, lendo, embora, muitas vezes, não nos damos conta. O projeto “Alfabetizando com músicas”
possibilita que os alunos realizem um trabalho coletivo, onde todos estejam envolvidos, resgatando cantigas de roda que os pais e avós
cantavam, provocando assim situações em que os alunos se ajudem mutuamente no processo de aprendizagem incentivando a
participação. O Presente trabalho apresentou aos alunos gêneros textuais como a música, visto que é uma forma diferenciada de se
valorizar aspectos da alfabetização e do letramento, de maneira que podemos através desta, trabalhar a leitura, a escrita, a oralidade,
a interpretação e a produção de textos de forma atrativa, garantindo assim, os direitos de aprendizagem condizentes com ano e a
idade propostos; o trabalho foi apresentado para os anos iniciais do ensino fundamental, mais especificamente para a 2ªFase/1ºCiclo.
Procuramos estimular a sensibilidade das crianças, a capacidade de concentração, o raciocínio lógico matemático, a memória, a
pesquisa e a análise das palavras do texto. O registro por escrito das letras das músicas tem uma importante função social: preservar e
comunicar aos outros a diversidade e a riqueza da cultura local ou de outros lugares.
Palavras-chave: alfabetização; lúdico; práticas de leitura e escrita.
Este projeto foi elaborado de forma interdisciplinar, relacionando a teoria com a prática no processo ensino-aprendizagem. O anime é
um termo que define os desenhos animados de origem japonesa e também os elementos relacionados a estes desenhos –mangás.
Tradicionalmente era desenhado à mão, porém, com o desenvolvimento dos recursos tecnológicos de animação, principalmente a
partir da década de 1990, muitos animes passaram a ser produzidos em computadores. Os temas abordados nos animes são bem
variados: dramas, ficção, terror, aventura, psicologia, romance, comportamento, mitologia, etc. Outra importante característica deles
atualmente é a ocorrência de elementos tecnológicos nos enredos das histórias. Têm-se o intuito de exibir à comunidade escolar a
produção referente aos mangás-animes e da tinta nanquim artesanal; mostrar as diferentes técnicas de desenhos e os materiais
utilizados; demonstrar, através de experiências, como se produz a tinta nanquim artesanal, bem como a sua composição química. Para
efetivar-se a realização do projeto Animes- Mangás e sua Ciência, foram desenvolvidas pesquisas bibliográficas e estudos de livros
sobre mangás, debates abordando o conhecimento científico-pedagógico relacionado ao tema e o grande interesse dos adolescentes
pela linguagem apresentada nos textos desse gênero, realização de experiência: como fabricar a tinta nanquim artesanal, assim como
a confecção de cartazes a partir do estudo para apresentação no Colégio Jean Piaget – Feira de Ciências - 2015. Também se têm por
objetivo o incentivo à produção um livro de ilustrado, de autoria de um dos alunos - Pablo Robert Ferrari – o qual está em fase final de
criação e desenvolvimento. Diante das pesquisas e do estudo sobre o tema anime – mangás, percebe-se a importância e tamanha
influência no cotidiano dos jovens brasileiros. Nota-se que por isso a TV brasileira destinava parte de sua programação aos animes
dedicados à faixa etária infanto-juvenil de forma a entreter esse público. Após a disseminação da internet, os animes decaíram
bastante na TV, levando as mesmas a retirá-los de sua grade de programação. Mas, apesar disso, não se pode deixar de dar a devida
relevância ao material utilizado para a produção dos mangás e animes, à tinta nanquim, originado da China e muito apreciado pelos
mangákas na hora de desenhar, por sua composição e resultado final do desenho e a sua linguagem verbal e não verbal que tanto
fascinam os adolescentes.
Palavras-chave: Mangás; Nanquim; Linguagem.
Esta pesquisa tem como objetivo trabalhar gêneros textuais – fábulas com estudantes da 1ª fase/2º ciclo do ensino fundamental,
visando desenvolver habilidades de leitura, escrita, oralidade e produção textual, motivando o sujeito na aprendizagem das histórias e
contos, questionando valores. Melhorar a aprendizagem com relação à pontuação, ortografia e a estrutura, despertando o prazer de
ler, produzir, ilustrar o referido gênero. Este estudo se caracteriza em uma pesquisa qualitativa, participante que engloba toda a turma
composta por um universo de vinte e seis alunos, onde selecionamos quatro que serão sujeitos de nossa pesquisa. O critério de escolha
será os que apresentaram dificuldades de aprendizagem durante a realização das atividades. Nesse processo de construção do
conhecimento, as crianças se utilizaram das mais diferentes linguagens e exerceram a capacidade que possuíam expondo suas ideias e
sobre aquilo que buscaram desvendar nas atividade de leitura, escrita, oralidade, produção de texto,vídeo,recorte,colagem,produção
de imagens, confecção do livrinho com as fábulas. Com algumas dificuldades de leitura, alguns alunos construíram o conhecimento a
partir da intervenção do professor, interações, socializações que estabeleceram com o meio;e desenvolveram as habilidades de
leitura,de escrita e de oralidade. Foi possível observar a capacidade de compreensão do sujeito estabelecendo relações entre leitor e
escritor. Nessa interação foi válido proporcionar momentos para que os alunos dessem opiniões e fizessem seus comentários,
envolvendo -os na leitura, escrita, interpretação e no desenvolvimento criativo através das mais variadas atividades como:
dramatizações, produções de textos, ilustrações e desenhos; fazer reflexão com os alunos sobre os valores mostrados nas fábulas como
um processo dinâmico, onde o leitor/escritor como sujeitos interagiram com diferentes materiais que circulam em seu meio; utilizaram
75
e exploraram para ampliar e aprimorar a sua competência linguística em busca de novos conhecimentos que permitem propiciar o
prazer de aprender.
Palavras-chave: Gêneros textuais; Aprendizagem; Leitura e Escrita.
AVALIAÇÃO UNIFICADA NA ESCOLA ESTADUAL SÃO VICENTE DE PAULA NO MUNICÍPIO DE SINOP/MT
Avaliação é um processo que faz parte da nossa vida, somos avaliados através de críticas e elogios, pelo comportamento, maneira de
falar ou de agir, entre outros, é por meio da avaliação que criamos um pré-conceito inicial sobre o que estamos avaliando. Na escola
não é diferente, os alunos estão sendo avaliados constantemente, não somente os alunos, mas as condições que consideramos ser
fundamental para o aprendizado do mesmo. A atividade de avaliar caracteriza-se como um meio subsidiário do crescimento; meio
subsidiário da construção do resultado satisfatório (LUCKESI, 1996, p.165). Segundo Saul (1994), “a avaliação está tornando-se o centro
da aula, em torno do qual tudo gira. Só que, em vez de centralizar a ação nos processos de produção de conhecimento, de ensino-
aprendizagem que envolvem as pesquisas e as relações professor-aluno, tudo é voltado para a avaliação”. Dentre os tipos de avaliação
que existem, encontra-se a avaliação unificada a qual compreende a elaboração e aplicação de uma mesma prova, ao final de cada
bimestre, para todos os alunos que cursaram uma única série do ensino médio contemplando todas as disciplinas. As disciplinas
oferecidas nas diferentes classes seguem um plano de ensino-aprendizagem com objetivos iguais e adotam um mesmo livro principal
da bibliografia básica. Essa pesquisa estabeleceu como objetivo descrever o contexto histórico e as concepções dos professores sobre o
modelo de avaliação unificada desenvolvida na Escola Estadual São Vicente de Paula no município de Sinop/MT. Para responder a esse
objetivo de forma satisfatória, foi necessário ir a campo e aplicar questionários para os professores e coordenadoras, com os quais
foram obtidos resposta que nortearam esse trabalho. Com os dados coletados, percebemos que a escola está alcançando parcialmente
seus objetivos em relação ao modelo de avaliação adotado, podemos citar como avanço: a participação dos alunos no dia da avaliação,
reuniões periódicas dos professores para discussão e planejamento das questões da avaliação unificada, relacionado com conteúdos
trabalhados em sala de aula, este modelo está sendo modificado e ajustado conforme necessidades identificadas no decorrer dos anos
letivos. Apesar desses avanços, percebe-se que há a necessidade de ajustar alguns detalhes para obter melhores resultados, como por
exemplo, buscar uma participação maior do corpo docente da escola e demais funcionários, construir um projeto específico desse
modelo de avaliação e ser anexado ao PPP da escola, para que o mesmo tenha efetivação legal, e não possa ser questionado, como se
percebe que no atual PPP da escola não apresenta esse projeto. Avaliar constantemente nossas praticas pedagógicas é de suma
importância para obtermos uma educação de qualidade e cumprirmos com os nossos deveres como educadores, além de observamos
se as ferramentas que utilizamos para ensinar e avaliar nossos alunos são suficientes para dizermos que esse indivíduo esteja apto e
preparado para conviver em sociedade.
Palavras-Chave: Avaliação; Avaliação Unificada; Ensino Médio.
CURSINHO DE INGLÊS
Na atualidade dominar uma língua estrangeira significa ascender profissionalmente, desenvolver o lado intelectual e acompanhar a
crescente e rápida mudança tecnológica que vem ocorrendo com rapidez nos últimos tempos; a língua Inglesa está presente no livro de
histórias infantis, no desenho animado, no nome de restaurantes e lanchonetes, na música que escutamos no CD, nos programas de
TV, na comida que comemos e até mesmo em nossas roupas, O Inglês é um idioma de status, é um idioma tão importante e tão
conhecido que é tido como língua universal. Aprender uma nova língua, no caso, a língua inglesa, exige tempo, esforço, organização de
pensamento e principalmente que o aluno sinta prazer e queira aprender, pondo em prática a todo o momento o conteúdo estudado,
pois lendo, revisando e reforçando tudo o que aprendeu, o aluno terá condições de incorporar a nova língua em sua rotina diária.
Como o tempo de aula de Inglês em sala de aula é curto, 2 horas de aula semanal, não é suficiente para os alunos terem uma
aprendizagem eficiente, por isso vimos a necessidade de montar um momento de estudo fora do horário de aula para atender os
alunos interessados em aprimorar seus estudos de Língua Inglesa. Para isso, foi montado um grupo de alunos para participar de aulas
de Língua Inglesa em um minicurso de 2 horas semanais, com atividades de inglês, para complementar a aprendizagem das atividades
trabalhadas em sala de aula. Numa semana trabalha-se aulas gramaticais e estruturais da língua e na outra trabalha-se atividades
através de músicas internacionais para estimular o aperfeiçoamento de vocabulário e conhecimento sobre temas estrangeiros
abordados nas canções. Todas essas atividades visam preparar melhor os alunos que são de turmas diferentes, para a Olimpíada de
Língua Inglesa, que é um projeto de atividade lúdica e interclasse que acontece anualmente, no quarto bimestre na escola, com o
objetivo de instigar o interesse do aluno para aprendizagem.
Palavras-chave: Língua Inglesa; Estrutura gramatical; Música.
Na era digital, o homem vem se tornando midiático e multifuncional e tem hábito de fazer vários eventos ao mesmo tempo. Hoje é
natural depender de algum meio de comunicação ou tecnologia para estar à vontade. As pessoas estão conectadas na internet,
constantemente, a qual oferece diferentes maneiras de interagir, os inúmeros aplicativos são parceiros fiéis e onipresentes de um
número cada vez maior entre os jovens. As pessoas estão buscando mais informação, deixando evidente a conquista de mais
conhecimento por meios tecnológicos. Nesse sentido, a educação busca tornar-se versátil e voltada para essa nova geração midiática.
Nesse estudo, objetivou-se apresentar um estudo bibliográfico comparado das Diferentes Teorias das Gerações Digitais dentro e fora do
ambiente educacional tendoem vista a percepção dos discursos engendrados em suas escritas. Nosso intento é o de destacar
comportamentos da “nova geração digital” e dar uma prévia visão de como discursam e se comportam essa geração. Será pautado em
teorias que mencionam contexto, exemplos, diferenças e categorias, tais como: Nascidos na era digital e homo Zappiens, geração x,
76
geração y. Percebemos, ainda, em processo de desenvolvimento desta pesquisa, que sob perspectiva histórica mais ampla, a sociedade
em rede ou em mundialização representa uma transformação qualitativa da experiência humana que, após milênios de uma batalha
pré-histórica com a Natureza, tem alcançado o nível de conhecimento e organização social que nos permitirá viver em um mundo
predominantemente social, num movimento de existência supranacional e global em mutações constantes na nossa autonomia e
cultura. Vale ressaltar nos nossos resultados as percepções diferenciais junto aos jovens que usam constantemente esses recursos
tecnológicos em ambientes educativos e os que não o fazem.
Palavras-chave: Teorias digitais; Gerações midiáticas; Escritas; Discursividades.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA PARA JOVENS E ADULTOS: UM ESTUDO NO CEJA "BENEDITO SANTANA DA SILVA FREIRE" –mSINOP/MT
A presente pesquisa teve como objetivo descrever o processo de inclusão de alunos Jovens e Adultos com Necessidades Educacionais
Especiais (NEE) no CEJA Benedito Sant'Anna da Silva Freire de Sinop/MT. De caráter qualitativo, a coleta de dados foi realizada a partir
e questionários e entrevistas, nos meses de agosto e setembro de 2014, com participação de vinte alunos que frequentam o 1º e 2º
ano do 2º segmento do ensino fundamental e 1º e 2º ano do ensino médio; professores que lecionam nas turmas com NEE;
coordenadores pedagógicos e de área, além da diretora responsável pela escola. Com os professores e coordenadores, verificamos a
estrutura da escola, a organização dos atendimentos especializados, a formação inicial e continuada para este segmento, as
dificuldades específicas da escola e dos professores, seus anseios e suas expectativas no que tangem a educação inclusiva. Os dados
produzidos a partir dos alunos com NEE possibilitaram descrever a educação ofertada pelo CEJA por meio do olhar desses sujeitos.
Pudemos destacar aspectos positivos e fornecer indicativos que direcionem discussões para uma educação de qualidade a todos os
alunos. Apesar dos esforços da atual direção do CEJA de Sinop, a escola ainda não atende na sua totalidade as orientações postas nas
diretrizes da educação especial. Mesmo tendo ocorrido muitos avanços no espaço físico, o CEJA de Sinop/MT necessita melhorar
aspectos pedagógicos, direcionando uma atenção especial ao currículo e a formação dos servidores que trabalham diretamente com a
inclusão dos alunos com NEE. Percebemos que a escola garante o acesso à matrícula, a sala de recursos possui estrutura física e
recursos humanos, mas é limitada no atendimento devido ao número de alunos que podem ser atendidos por vez. Os professores
entrevistados relataram não ter tido em sua formação inicial contato com abordagens a respeito da educação inclusiva; e os momentos
de formação continuada são isolados e direcionados somente a professores da sala de recursos. Como a maior incidência do tipo de
deficiência dos alunos pesquisados concentrou-se em deficiência mental, visual e auditiva, podemos compreender que suas maiores
dificuldades estão na leitura e escrita, como manifestado por eles. Isso mostra também que a característica da deficiência em si pode
ser superada por meio de recursos humanos e materiais e formação adequada aos profissionais que atuam na EJA com alunos
especiais.
Palavras-chave: Necessidades Educacionais Especiais (NEE); Educação de Jovens e Adultos; Educação Inclusiva.
ENXERTIA ENTRE AS PLANTAS CÍTRICAS LIMÃO “TAITI” (CITRUS AURANTIFOLIA) E “PONKAN” (CITRUS RETICULADA BLANCO)
Adriana Pilonetto;
Rosecler da Rosa de Campos;
Marinalva Pereira dos Santos (Colégio Jean Piaget)
A enxertia é um método de obtenção de novas plantas pelo processo assexuado de multiplicação vegetativa, com a intervenção
humana. Consiste em transplantar uma muda chamada cavaleiro ou enxerto, em outra planta denominada cavalo ou porta-enxerto,
provida de raízes. O cavalo e cavaleiro devem ser de plantas da mesma espécie ou de espécies próximas. O objetivo do presente
estudo foi o de verificar a ramificação de pequenos ápices caulinares (enxertos) do cultivar de -‘ponkan’, enxertados sobre plântulas
do ‘limão-taiti’; aprender as diversas técnicas usadas em enxerto de outras plantas cítricas; verificar a produção textual dos alunos
relacionando a produção do caderno de campo, como um diário de bordo, salientando a importância do registro escrito de forma
científica; envolver os alunos em projetos interdisciplinares para que estes percebam a importância da inter-relação das diversas
disciplinas na articulação e contemplação de conhecimentos e habilidades. Desta maneira, apresentou-se aos alunos do 8º ano do
ensino fundamental, do Colégio Jean Piaget de Sinop-MT, a técnica de enxertia mais adequada para as espécies de citrus escolhidas
como estudo deste projeto. Com um canivete, cortou-se um pedaço da casca do enxerto, a borbulha. Fez-se outro corte de iguais
dimensões no porta-enxerto para acolher a borbulha, encaixando-se a borbulha no galho receptor de maneira bem delicada, com a
gema virada para cima. Em seguida, fez-se a amarração com um plástico para evitar a entrada de ar e água. A amarração foi feita a
mais ou menos 20 cm do solo. Com esse cuidado, evitou-se a entrada de ar e o acúmulo desnecessário de água. Através dos vários
estudos, pesquisas e palestras observou-se que, para essas espécies de plantas cítricas, a melhor técnica de enxerto e a técnica T
invertido borbulha. Essa técnica de enxertia em plantas se mostrou um tema que despertou a atenção e curiosidade dos alunos,
principalmente pelo fato de ser de fácil manipulação que pode ser realizado em sala de aula, pois requer pouco espaço, e pode ser
adequado para diversos tipos de plantas.
Palavras-chave: Enxerto; Interdisciplinaridade; Registro.
No decorrer deste texto, pretendemos descrever a elaboração e o resultado do projeto “Meio Ambiente: preservando hoje para um
futuro melhor”, na temática Práticas docentes, leitura e produção textual, desenvolvido com os alunos da 2ª fase do 1º ciclo na Escola
Estadual Nossa Senhora da Glória- SINOP-MT no primeiro semestre de 2015. Esse projeto teve como objetivos despertar a
conscientização a respeito do meio ambiente e da importância de sua preservação, assim como da necessidade de reaproveitamento
do lixo por meio da reciclagem; mostrar que a reciclagem traz inúmeros benefícios para a sociedade, reduzindo o volume de lixo
77
enviado aos aterros sanitários e ajudando a manter a cidade limpa, além de promover economia de matéria-prima; levar o aluno a
reciclar, em oficinas materiais recicláveis, as sucatas encontradas no meio em que vive; formar e criar consciência ecológica; analisar e
reconhecer o nosso entorno; discutir e criar formas alternativas de ação cidadã e de melhorar o meio ambiente; divulgar os trabalhos
realizados durante o projeto. Direcionamos os estudos para uma análise da realidade ambiental na comunidade escolar, onde os
problemas foram identificados e trabalhados, fazendo-se a conscientização através de atividades e passeio para observação, também
através de estratégias envolvendo leitura e atividades variadas. Por ser um tema rico em conteúdos, ao concluirmos, observou-se a
importância e a relevância do desenvolvimento das capacidades, os alunos demonstraram envolvimento interesse, participação e
aprendizagem significativa. O projeto permitiu que eles se deixassem envolver por diferentes capacidades, os mesmos interpretaram
situações cuja compreensão partiu dos conceitos em estudo, assim construiu-se com os alunos a consciência cidadã de preservação e
cuidado com o meio ambiente, pois somente assim poderemos transformar o nosso planeta em um espaço melhor para o futuro.
Através deste trabalho, também organizaram ideias para melhor entender o significado e as origens de certos assuntos.
Palavras-chave: Aprendizagem; Conhecimento; Transdisciplinaridade.
Sabendo que a nossa escola é de formação humana e que busca o nivelamento de conhecimento de acordo com cada etapa de
aprendizagem, faz-se necessário a elaboração de projeto para o acompanhamento individualizado de alguns alunos, principalmente
aqueles que são reenturmados devido à idade, mas apresentam defasagem de conhecimentos, incorrendo em maior dificuldade em
acompanhar o aprendizado na turma que frequenta. Como a leitura é o ponto inicial para o aprendizado em toda e qualquer área,
elaboramos este projeto para auxiliar os alunos em todas as situações que envolvam leitura e compreensão de texto. Percebemos que
a realidade atual vem afastando cada vez mais nossos alunos do ato de ler. Aspectos como computadores, videogames, TV, celular, o
acesso restrito à leitura no núcleo familiar e a falta de incentivo têm ocasionado pouco interesse para leitura e por consequência
dificuldades marcantes que sentimos na escola, tais como: vocabulário precário, reduzido e informal, dificuldade de compreensão,
erros ortográficos, poucas produções significativas dos alunos, conhecimentos restritos aos conteúdos escolares, entre outros. Faz-se
necessário que a escola busque resgatar o valor da leitura como ato do prazer e requisito para emancipação social e promoção da
cidadania. Neste sentido, pensamos ser dever de nossa instituição de ensino propiciar aos nossos educandos momentos que possam
despertar neles o gosto pela leitura, o amor ao livro e a consciência da importância de se adquirir o hábito de ler. O aluno deve
perceber que a leitura é o instrumento chave para alcançar as competências necessárias a uma vida de qualidade, produtiva e com
realização. Sabemos que do hábito de leitura dependem outros elos no processo de educação. Sem ler, o aluno não sabe pesquisar,
resumir, resgatar a ideia principal do texto, analisar, criticar, julgar ou posicionar-se. Estimulando a leitura, faremos com que nossos
alunos compreendam melhor o que estão aprendendo na escola e o que acontece no mundo em geral, proporcionar-se-á, assim, a eles
um horizonte totalmente novo. Temos como resultado parcial do desenvolvimento deste projeto o avanço de alguns alunos que estão
participando desde o início, sendo que estes já apresentam melhoras significativas na leitura e compreensão, na participação das
atividades em sala de aula regular, na oralidade, no interesse e gosto pela leitura.
Palavras-chave: Leitura; Compreensão; Aprendizagem.
Abadia Nair Alves de Almeida Bazeleski (Escola Estadual Nossa Senhora da Glória)
Marcia Fatima Demarchi Correa (Escola Estadual Nossa Senhora da Glória)
Sueli Maria Ranzan Reina (Escola Estadual Nossa Senhora da Glória)
A aprendizagem das crianças se desenvolve a todo momento e de várias formas em seu cotidiano de acordo com sua realidade. É
interessante o aprender trabalhando projeto com temas que elas já conhecem, pois desperta-lhes a curiosidade para novas
descobertas através da leitura e escrita. Este texto mostra a realidade de um trabalho envolvendo várias disciplinas, através da
temática práticas identitárias, estudos culturais, educação e linguagem com o tema “Festa Junina: diversidades culturais”, desenvolvido
com os alunos da 2ª fase do 1º ciclo e 2ª fase do 2º ciclo na Escola Estadual Nossa Senhora da Glória - SINOP-MT no primeiro semestre
de 2015. O trabalho foi desenvolvido com conteúdos relacionados às áreas ou disciplinas de Linguagem, Matemática, Artes, Educação
Física, Ciências Humanas e Naturais e tendo como objetivo trabalhar a escrita e a leitura enriquecendo o conhecimento da turma
quanto aos costumes. Isso se desenvolveu através de atividades lúdicas, contribuindo para a socialização dos alunos. Conhecendo as
características das festas juninas em diferentes regiões do país, valorizando, demonstrando atitudes de respeito ao trabalho e ao
homem do campo e seu valor dentro do folclore brasileiro, destacando seus aspectos sociais e religiosos. Através desse projeto as
crianças puderam viajar pela diversidade cultural de nosso país, conhecer um pouco sobre uma das festas mais tradicionais do Brasil e
seus símbolos, Santos, pratos típicos, trajes e danças, estabelecendo algumas relações entre o modo de vida característico de seu
grupo social e de outros grupos. Desenvolvemos a linguagem oral, a percepção e coordenação motora e valorizamos a tradição das
festas junina resgatando a cultura caipira. Ao final do projeto, as crianças apresentaram a dança da quadrilha, todas caracterizadas na
festa junina da escola e puderam se deliciar com alguns pratos típicos, além de apresentarem avanços na aprendizagem da escrita e da
leitura.
Palavras-chave: Diversidade; Cultura; Tradição.
78
A geometria espacial é uma área da matemática que está presente no cotidiano, por esse motivo foi escolhida como tema desta
apresentação. A ideia deste trabalho foi realizar atividades que envolvam a geometria espacial, que sejam relacionadas com situações
em diversas áreas do conhecimento em situações reais da vida do aluno, da escola, da cidade, para que se perceba que a matemática
não é isolada, mas presente no nosso mundo. A geometria, quando ensinada de um ponto de vista abstrato, explorando a interação do
aluno com objetos e situações cotidianas, favorece a integração com outros conteúdos, pois permite vincular a matemática a outras
áreas do conhecimento. Assim, os alunos possam compreender que, no meio em que vivemos, tudo tem uma forma e que nem tudo é
igual e existem formas semelhantes e diferentes. Este trabalho mostra o envolvimento das disciplinas interagindo a prática de leitura e
produção através da temática geometria: sólido geométrico desenvolvido com os alunos da 1ª e 2ª fase do 2º ciclo na Escola Estadual
Nossa Senhora da Glória- Sinop-MT no primeiro semestre de 2015. O trabalho foi desenvolvido associando a geometria ao contexto
matemático de forma prática, recreativa, comparativa, lúdica e concreta com tais conceitos matemáticos; tendo como objetivo
despertar nos alunos a capacidade de observar, comparar, compreender e perceber as formas e sólidos geométricos no cotidiano e no
mundo à sua volta, fornecendo ferramenta e subsídios de forma concreta e lúdica que possam aumentar sua motivação e criatividade
no estudo. Através deste projeto, as crianças foram capazes de ver que a geometria contribui para a aprendizagem dos números e
medidas, estimulando a observação, a percepção, semelhanças e diferenças na construção, aplicação e transformação de figuras.
Palavras-chave: Forma geométrica; Planificação; Motivação; Criatividade.
JARDINAGEM NA ESCOLA
Este projeto, intitulado “Jardinagem na Escola”, foi construindo jardins com aproveitamento uma grande quantidade de pneus
arrecadados pelos alunos. Pneus esses que, se não fossem reutilizados, certamente iriam somente poluir o ambiente em que vivemos
durante centenas de anos. Outra preocupação nossa no desenvolvimento do projeto foi com a preparação do solo e com a aplicação
dos adubos, assim colocamos principalmente adubo orgânico, procurando manter o solo bem preparado para o plantio das flores,
deixando o ambiente escolar florido, melhorando assim a qualidade de vida dos alunos e da comunidade, já que estamos cuidando do
ambiente escolar e protegendo a natureza. Contamos com o apoio dos pais que, preocupados em deixar o solo bem preparado, estão
enviando adubo orgânico para o bem estar das plantas e do jardim escolar. Com a preparação dos canteiros e, aproveitando o que
queríamos todos, procuramos trabalhar a interdisciplinaridade. Esse trabalho foi desenvolvido com os alunos da 2ª fase do 2º ciclo na
Escola Estadual Nossa Senhora da Glória no período vespertino. Trabalhamos com a questão ambiental de forma transversal,
envolvendo a interdisciplinaridade com os alunos do 5º ano, sensibilizando-os para a importância da reutilização do lixo seco, evitando
assim a poluição do ambiente local, procurando contribuir para um ambiente mais saudável que deixaremos de herança às futuras
gerações. Desenvolvemos ações complementares e atitudes que possibilitem aos educadores, alunos, funcionários e a comunidade
geral onde está inserida, a garantia da participação de todos na construção e implantação de melhoria do ambiente escolar como a
preparação dos canteiros e plantação das mudas.
Palavras-chave: Jardinagem; Reciclagem; Conhecimento; Transdisciplinaridade.
O presente estudo aborda o trabalho de Dona Dolores Maria Bello Zambiazi, Dona Maria Aparecida Brioschi e Irmã Rosamélia Bonzatti
como agentes da proposta de medicina natural que envolve a Bio Saúde em Sinop, Estado do Mato Grosso. A base do tratamento
provém do uso de folhas, raízes, caules, cascas e sementes das plantas coletadas principalmente do bioma da região. O trabalho
desenvolvido por elas atrai interessados pela cura natural que não concordam às práticas medicinais alopáticas que causam danos ao
organismo humano. A avaliação para detectar a doença é realizada pelo processo da bioenergia. Após o reconhecimento da doença, as
terapeutas selecionam as ervas indicadas para o tratamento e receitam chás diários e dietas alimentares, conforme a necessidade. Este
estudo de caso insere-se na pesquisa “O discurso da sustentabilidade no setor extrativista da Floresta Amazônica” cuja proposta é
estudar a prática discursiva sobre o conceito de sustentabilidade entre o setor extrativista de Sinop e região. O conceito de
sustentabilidade foi criado pelo sociólogo John Elkington (1990) e ficou conhecido como os três Ps: People, Planete Profit. O conceito
abarca uma preocupação que envolve as pessoas em sociedade, o planeta como ambiente de todos os seres vivos ou não e o proveito
econômico destas três categorias em um trabalho conjunto. A pesquisa de campo foi realizada após seleção prévia das coletoras de
folhas medicinais atuantes em Sinop. Posteriormente, realizaram-se entrevistas semiestruturadas, acompanhadas de gravação de
vídeos e fotografias como forma de documentar o trabalho por elas realizado e como este se insere no discurso da sustentabilidade.
Esta pesquisa tem como linha teórico-metodológica a Análise de Discurso de Linha Francesa. O estudo do sentido de uma determinada
materialidade linguística não se constitui pelo reconhecimento de dada palavra ou enunciado, como se o locutor ou o interlocutor
pudessem se fazer compreender apenas neste ato locutório. Mas o efeito de sentidos ocorre quando há uma relação entre os
interlocutores presentes frente às condições de produção do enunciado, uma vez que os discursos são produzidos socialmente e não
individualmente. Observou-se que as coletoras descrevem e enfatizam seu trabalho apontando o tripé que abarca o conceito de
sustentabilidade, o social, o econômico e o ambiental. O cuidado que ocorre durante o processo de seleção e manejo das folhas, o
tratamento de secagem e trituração, ensacamento das ervas, até chegar ao consumidor final desta medicina, tem como característica a
preocupação com o meio-ambiente, com o homem que o habita e com o apropriar-se de maneira responsável dos recursos naturais
disponíveis.
Palavras-chave: Sustentabilidade; Coleta de ervas medicinais; Bio Saúde.
79
Doraci de Cássia Pelegrini da Silva
Marta Elizete Buchelt Rech
Silvio Gomes de França (Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato)
Ideias correntes há mais de 20 anos já desenvolviam uma concepção de ensino, que a criança em processo de aprendizagem e
aquisição de conhecimentos, vai captando, analisando e transformando os estímulos proporcionados pelo professor em aprendizagem
e conhecimento. A criança vai construindo conhecimentos sobre o processo de escrita e leitura, e em consequência conhecimentos de
mundo. Ela pode pensar, refletir e ter ideias sobre a escrita antes de ser formalmente ensinada. Este trabalho que é realizado na
educação infantil é de grande importância e pode contribuir para que haja aprendizagem em um ambiente alfabetizador e elementos
estimulantes que desafie a criança a pensar sobre a língua escrita como sistema de representação de significado contextuais. Ampliar
gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão e conhecer vários gêneros orais e escritos participando de diversas
situações de intercambio social nas quais possa contar suas vivencias. O valor e a importância da leitura começam em casa. Contar
histórias é um costume antigo da humanidade e que precisa ser mantido nos dias atuais, sejam contando ou lendo histórias às crianças.
A leitura de uma história deve ser prazerosa entre as crianças e seus familiares, deve ser construída de uma forma mágica, envolvendo
o imaginário o faz-de-conta, estimulando a criança a desenvolver a leitura e escrita de forma lúdica. Os livros na Educação Infantil
fazem um novo tipo de companhia para as crianças, eles provocam ações do entreter, comover, cativar, divertir, surpreender. É
importante destacar que essa proposta caracteriza-se fundamentalmente pelo planejamento e pela busca de continuidade do trabalho
com a leitura e a literatura.
Palavra-chave: Leitura; Oralidade; Lúdica.
O Projeto Arte e Biodiversidade tem buscado melhorar a qualidade de ensino proporcionando assim o desenvolvimento de ações
pedagógicas e interação entre alunos do ensino integrado e regular favorecendo o conhecimento teórico/prático para melhoramento
dos índices escolares e tornar a escola um ambiente agradável, prazeroso e favorável ao conhecimento. Envolver os alunos em um
trabalho de equipe na qual o resultado é para seu próprio benefício. Diante do espaço entre as salas e os laboratórios resolve-se rever
este ambiente, e em parceria com os profissionais desta unidade integrar temas como reciclagem e meio ambiente, estabelecendo
assim relações entre jardinagem e educação ambiental; sendo trabalhados na teoria e na prática diversos temas com: Reino plantae;
equilíbrio químico, classificação sistemática das plantas investigando fatores motivacionais que interferem no padrão de jardim
harmônico; porte da planta, exigência de espécie em luminosidade (fototropismo), água, solo, adubação e morfologia externa da flor
de algumas espécies com flores, no momento, como por exemplo, petúnia e Maria sem vergonha e também partes constituintes das
pteridófitas. Colocar a mão na massa e registrar esta transformação, valorizar o “fazer” dos alunos transformando este ambiente em
um “laboratório” vivo. A primeira etapa desse trabalho foi conscientizar e pedir para os alunos trazerem garrafa PET (polietileno de
tereftalato) que iria para a lixeira de suas residências. Logo após coleta dos pneus, preparação do solo, construção dos canteiros e
inserção das sementes/mudas. Foram semeadas: Cravo (Tagetes Petit), Maria sem vergonha (Impatiens walleriana), Balsamina
(Impatiens Balsamina), Beldroega (Portulaca) entre outras; as mudas doadas pelos alunos e professores, como: Rosa do deserto
(Adenium Obesum Balf), Samambaia Amazonas (Polypodium decumanum), Palmeiras fênix (Phoenix roebelinii), etc. As atividades foram
realizadas de maneira hipotética, pois permitem que o aluno atinja um nível de compreensão do conteúdo que vai além da
memorização. (LAKOMY, 2008). Esse trabalho já faz 06 meses e tornou o local um ambiente alegre e prazeroso. Sendo possível
envolver os alunos com atividades práticas que trouxeram resultados visíveis dentro e fora da sala de aula, fazendo parte da
construção, zelando, interagindo e usando o que ia para o lixo, simples artes, mas fazendo uma grande diferença a nosso favor. Apesar
de não ter finalizado as etapas programadas do projeto, é possível afirmar com embasamento teórico e vivenciando na prática uma
grande transformação na transmissão e recepção dos conteúdos, melhorando o rendimento das aulas, contribuindo na melhoria do
ambiente não só escolar, mas no sentido de incentivar a redução de consumo e consequentemente produção de lixo e descarte
inadequado. O local está agradável e colorido, sendo impossível passar despercebido. A assimilação dos conteúdos fica menos
complexas, pois vivenciam na prática.
Palavras-chave: Biodiversidade; Trabalho de equipe; Aprendizagem.
O ensino da Matemática sempre foi marcado por controvérsias e desafios para promover o domínio das operações matemáticas, da
investigação, da pesquisa e da problematização os quais possibilitassem a construção do letramento matemático. Buscando ensinar a
disciplina de forma contextualizada, escolhemos situações que fizessem parte da realidade vivenciada pelos alunos e alunas a fim de
tornar a aprendizagem dos conceitos mais significativa. Procuramos ainda adotar uma estratégia metodológica lúdica, propiciando a
oportunidade de se apropriar do assunto de forma divertida e prazerosa. Este texto, portanto, tem por objetivo socializar uma prática
desenvolvida com os alunos da 2ª fase do 2º Ciclo do Ensino Fundamental da Escola Nossa Senhora de Lourdes sobre o sistema
monetário brasileiro, bem como a construção da capacidade de cálculo e o uso de valores aproximados para resolver situações
envolvendo quantias em dinheiro. Para isso criamos um minimercado em sala de aula onde o aluno tinha a oportunidade de
aprofundar, sistematizar e ampliar os conhecimentos sobre o sistema auxiliando assim na compreensão das quatro operações com
foco no contexto do dia-a-dia; comprando e/ou vendendo produtos; voltando troco e dividindo entre os colegas. Uma aula
diferenciada, gostosa, divertida e suave de se aprender matemática, pois o lúdico auxilia no processo da aprendizagem, ou seja, uma
ponte entre a disciplina e o aluno, fazendo com que os alunos se interessem pela Matemática e que possam sentir prazer em praticá-la
e mostrar que no dia-a-dia a utilizam sem se dar conta que ela está presente no seu cotidiano. Adotamos a pesquisa de cunho
qualitativo com estudo de caso, fazendo uso da observação participante. Embasamos esse estudo nas teorias de LUCKESI (2001),
80
ALMEIDA (2015) os quais defendem a necessidade de trabalhar de forma lúdica, pois tal procedimento favorece a aprendizagem de
forma acentuada. Os resultados apontam que houve maior interação dos educandos no desenvolvimento das aulas, possibilitando a
construção das capacidades matemáticas de forma lúdica e agradável, melhorando assim a aprendizagem e a qualidade do ensino.
Palavras-chave: Lúdico; Sistema monetário; eEnsino e aprendizagem.
Por meio dos relatos de viagem de Saint-Hilaire, em “A segunda viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e São Paulo”, será possível
verificar de que modo estava organizado o território das províncias visitadas, naquele período, pelo viajante, assim como do Brasil
colônia pouco antes da Independência de Portugal. Por meio da interdisciplinaridade entre Geografia e Literatura, pode-se apreender a
formação territorial brasileira através da compreensão do espaço e da análise dos aspectos culturais, naturais, regionais, sociais,
econômicos e políticos refletidos na obra literária, mostrando assim que as inter-relações entre tais aspectos envolvem as mais diversas
dimensões culturais, psíquicas e estéticas, abrindo caminhos e diálogos para diferentes níveis de análise. Isso será possível, uma vez
que, a obra literária permitirá o acesso à visão do mundo do autor e também ao contexto histórico da época. A obra escolhida para
análise, “Segunda Viagem do Rio de Janeiro a Minas Gerais e a são Paulo”, relata que Auguste de Saint-Hilaire veio ao Brasil por
influência do Conde de Luxemburgo, em 1816, e permaneceu por aqui até meados de 1822. Durante este período, fez expedições pelos
atuais estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Podemos, portanto,
obter o entendimento da formação territorial e da construção da identidade nacional brasileira e, tratando-se da obra de Auguste de
Saint-Hilaire, compreender especificamente a formação dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; locais percorridos pelo
naturalista em sua viagem ao Brasil, durante o século XIX, mais precisamente entre os anos de 1816 e 1822. A história da literatura
brasileira vem sendo estudada de vários modos, desde o seu início no século XVI, com a literatura clássica vinda da Europa que se refere
à transposição um meio cultural específico para o Brasil colônia, até os dias de hoje. Isso nos possibilita às mais diversas compreensões,
não somente acerca da formação territorial, mas em diversos outros quesitos como o conhecimento do lugar, do espaço e da paisagem
presentes nas obras literárias. É preciso entender que a literatura nos auxilia a compreender cada momento histórico específico e é por
meio dela que voltamos ao passado, e que é a partir disso, que traremos para a realidade aspectos dessa “viagem” literária, relevantes a
ponto de nos permitir compreender momentos vivenciados por culturas, sociedades e tradições passadas. Vale ressaltar que, o presente
trabalho encontra-se em andamento e as verificações necessárias serão realizadas conforme o desenvolvimento do mesmo no intuito
de alcançar os objetivos propostos.
Palavras-chave: Literatura; Auguste de Saint-Hilaire; Formação territorial.
A escola é um ambiente privilegiado por garantir muito contato com os livros. Entretanto, habilitar-se como leitor depende não apenas
das oportunidades de acesso que se venha a ter com os livros em sua diversidade e riqueza de quantidade, nem da exercitação de uma
capacidade supostamente especial da interpretação de textos. Isso vai além. Passar a gostar ou a detestar a leitura, tem a ver com a
qualidade das interações com aquele que intermedia os encontros com os textos e, também, com as situações em que as leituras
ocorrem. Vivemos numa cultura predominantemente escrita, num mundo permeado por diferentes objetos escritos, impressos ou
virtuais, que exercem sobre nós uma constante interação através da ação leitora. A todo instante nos deparamos com a linguagem
escrita em jornais, revistas, panfletos, cartazes, outdoors, placas de trânsito, e-mails, blogs, sites e outros; um mundo escrito que se
põe diante de nossos olhos, nos caracterizando como verdadeiros leitores ambulantes e, agora, [Link] o propósito de formar
alunos capazes de usar adequadamente a língua materna em suas modalidades escrita e oral, e refletir criticamente sobre o que leem e
escrevem a Escola Estadual Olímpio João Pissinati Guerra, desenvolve o Projeto de Leitura “Lendo e Escrevendo na Escola”,
trabalhando não apenas “leitura”, mas todas as leituras que apresentam no dia a dia a fim de que os alunos possam ver a leitura não
como uma tarefa escolar, mas como um hábito cotidiano e prazeroso.
Palavras-chave: Leitura; Diversidade; Linguagem.
A escola é indiscutivelmente o melhor agente para promover a educação alimentar, pois na infância e na adolescência se fixam atitudes
e práticas alimentares difíceis de modificar na idade adulta. Uma horta proporciona momentos de distração, de vida ao ar livre, e a
oportunidade de realizar trabalhos manuais, além da satisfação de acompanhar o desenvolvimento das plantas que serão nosso
alimento. A horta escolar é um importante instrumento de auxílio ao aprendizado das crianças nas escolas, sendo incentivada pelo
governo federal através do programa “Educando com a Horta Escolar” do FNDE em parceria com FAO. A horta possibilita ao estudante
aprender a plantar, transplantar mudas, regar, cuidar, colher, e assim, altera-se sensivelmente a relação das pessoas com ambiente em
que vivem, levando a construção dos princípios de responsabilidade e comprometimento com a natureza, com o ambiente escolar e a
comunidade, e com a sustentabilidade do planeta. Deste modo, foi desenvolvido o projeto horta escolar: espaço de aprendizado e
educação ambiental na Escola Estadual Professor Djalma Guilherme da Silva, com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de hortas
81
escolares no município de Sinop - MT para fins educacionais, além de estimular o consumo de alimentos saudáveis aliados à prática de
conservação do meio ambiente (reciclagem de resíduos). Com isto espera-se: a) estimular os estudantes a praticarem o hábito de
plantar hortaliças para consumo; b) despertar o interesse das crianças para o cultivo de horta e conhecimento do processo de
germinação e desenvolvimento das plantas; c) demonstrar técnicas de cultivo e conservação de solos; d) demonstrar aos professores
novas técnicas de ensino baseado na produção de alimentos e conservação ambiental; e) mostrar a importância do alimento e suas
funções para promoção de saúde. A horta foi implantada em uma área previamente preparada (gradeada) com auxílio de estudantes
da UFMT. Foram confeccionados cinco canteiros de aproximadamente 12,0 m de comprimento e 1,0 m de largura, os quais foram
fertilizados com cama de aviário peletizada e um fertilizante NPK (8-30-16). Antes do cultivo implantou-se um sistema de irrigação por
aspersão de modo a facilitar o manejo da irrigação. O cultivo de hortaliças iniciou-se em junho de 2015 e prossegue nos dias atuais.
Foram cultivadas as seguintes espécies hortícolas: rúcula, alface, almeirão e cebolinha. Os estudantes têm participado ativamente do
plantio, dos cuidados com as plantas e da colheita das mesmas, as quais passaram a integrar a merenda escolar. No decorrer do cultivo,
os estudantes realizaram todos os tratos culturais: semeadura, desbaste, transplante de mudas, limpeza dos canteiros e a colheita. Em
sala de aula os professores têm desenvolvido atividades relativas à horta, as quais tem tido boa receptividade por parte dos
estudantes. Muitos deles anseiam por mais atividades na horta conforme relatos de alguns professores e por mim mesma. Na fase
final, serão aplicados questionários para identificar e possibilitar mudanças nos hábitos alimentares das crianças e de suas famílias.
Palavras-chave: Hortaliças; Multidisciplinaridade; Transversalidade.
Este trabalho tem como base metodológica o estudo de caso que deu suporte para fazer as conferições necessárias. Conforme Nesbett
E Watts, “o desenvolvimento do estudo de caso possui três fases: exploratória ou de definição dos focos de estudo; fase de coleta de
dados ou de delimitação do tema e da fase de análise sistemática dos dados” (2005, p. 47). Outros recursos necessários para a coleta
foram às observações que segundo Chizzotii (1991) é a observação direta ou participante que é adquirida através da relação do
pesquisador com o sujeito da pesquisa, a partir de então colher as informações dos sujeitos em seu contexto natural, e por meio de
seus aspectos e pontos de vista. Com o objetivo compreender o porquê dos alunos, tão cedo, já apresentarem indisciplina em sala e
quais estratégias utilizadas pelo professor mediante a essa situação, bem como as consequências que a indisciplina pode influenciar no
processo de aprendizagem dos mesmos. A pesquisa foi desenvolvida com a turma de Primeiro Ciclo da Segunda Fase do Ensino
Fundamental na Escola Estadual Paulo Freire, e teve como foco principal observar os alunos indisciplinados e verificar as intervenções
dos professores mediante a questão. Com a pesquisa compreendeu-se que o tema é uma realidade presente em várias instituições de
ensino e que tem afetado muito o aprendizado dos alunos, e inquietando muitos educadores, pois essa questão vem se tornando um
enorme desafio e permeando muitas complexidades no ambiente escolar. Uma das consequências trazida para o ambiente escolar vem
da família. A falta de participação familiar na vida dos alunos e comunicação tem mostrado que tanto na escola como também em casa
o comportamento e as atitudes dessas crianças têm mudado radicalmente. A indisciplina tende a ser superada nas escolas através da
parceria entre escola e família, pois ambas fazendo um trabalho em conjunto os resultados serão relevantes. Conclui-se que essa
temática é muito discutida no ambiente escolar, e que ainda necessita de muito estudo e pesquisa que possibilite criar estratégias para
transformar o comportamento e desenvolver as capacidades que esse aluno precisa alcançar. Outro recurso importantíssimo é a
parceria da família com a escola. O diálogo entre pais e filhos é de grande valia para se resolver os problemas de indisciplina em sala
de aula. Através do diálogo, de metodologias diferenciadas para trabalhar com esse público, tanto escola quanto família poderá
vivenciar transformações interpessoais no aluno, e no processo de aprendizagem do mesmo. O papel do professor é de suma
importância na administração da sala de aula e condução das relações interpessoais dos alunos.
Palavras Chaves: Indisciplina; Educação; Família.
LEITURA E ESCRITA NO AMBIENTE ESCOLAR: O FAZER PEDAGÓGICO NA FORMAÇÃO CRÍTICA E EMANCIPADORA DO ALUNO
Adquirir o hábito da leitura é de fundamental importância para se ter uma vida de qualidade produtiva com realização pessoal e
profissional. É pela leitura que as pessoas obtêm a oportunidade de viajar para mundos conhecidos ou desconhecidos, adentrar por
caminhos inexplorados ou já descobertos, mas que fascinam e estimulam todo e qualquer sentimento de explorador, de curioso que o
ser humano possa ser. Decifrar tais sentimentos e emoções acarretam ao homem perspectivas inusitadas, detentoras de poderes
capazes de solidificar e ampliar a bagagem cultural que possui ou que possa vir a ter. Esse dom de transformação do mundo real e
imaginário, que a leitura possui, instiga no leitor a capacidade criadora, expandindo seu processo de aprendizagem e de conhecimento
significativo. Com esse intuito de propiciar ao aluno o senso de leitor, conhecedor, descobridor, escritor; fazendo-o perceber-se como
parte de uma sociedade crítica que tenha postura reflexiva e questionadora torna-se um dos pontos fundamentais na ação de
conscientizar o aluno quanto a importância do hábito da leitura, do prazer de ler e também escrever. Este trabalho é resultado de um
processo de criação, desenvolvida pelo aluno Pablo Robert Ferrari, que adentrou no mundo da ficção produzindo uma obra Literária
“Aura Spiritus O Mundo de Vita”, a qual apresenta uma história com imagens reais e irreais baseado no estilo das histórias em
quadrinhos japonesas “Mangá/Anime”, em que os personagens foram inspirados em seus colegas de turma do Colégio Jean Piaget,
Sinop/MT. Ressalta-se que o ensino-aprendizado do estudante deve ser ampliado e consolidado através dos seus conhecimentos
prévios, preparando-o para sua inserção nas mais variadas práticas sociais. A leitura e a escrita permitem o desenvolvimento das
habilidades e competências educacionais, fornecendo uma maior capacidade compreensiva, que deixa a mera decodificação textual
para alcançar uma leitura interpretativa e reflexiva, necessária à compreensão de mundo e da realidade que o indivíduo está inserido.O
uso da escrita tanto no que diz respeito à habilidade individual como coletiva é de caráter irrefutável para que se obtenha
conhecimentos teórico-metodológicos sobre aspectos que envolvem o processo de ensino e aprendizagem da língua materna. Dessa
82
forma, a elaboração de um projeto de leitura e escrita pode ser decisivo para a ampliação do desejo pela leitura e produção textual, e a
formação de um aluno leitor-escritor;
Palavras-chave: Leitura; Escrita e Autonomia.
O ENSINO DA GEOMETRIA POR MEIO DE MATERIAIS CONCRETOS, DESENVOLVIDO NAS DISCIPLINAS DE MATEMÁTICA E ARTES
Este trabalho visa discutir os resultados de uma atividade interdisciplinar desenvolvida na Escola Estadual de Ensino Fundamental
“Nossa Senhora de Lourdes”, Sinop, Mato Grosso. O objetivo inicial foi proposto no projeto “Sala do Educador” da escola, para que os
professores desenvolvessem oficinas interdisciplinares com o intuito de contribuir no ensino e aprendizagem dos alunos de forma
prática e diferenciada. A oficina de figuras geométricas tridimensionais foi aplicada na 3ª fase do 2º ciclo (6º ano), 1ª fase do 3º ciclo
(7º Ano) e 2ª fase do 3º ciclo (8º ano) com planificações e construções de sólidos geométricos com varetas (palitos de churrasco) e
garrotes. Para a disciplina de matemática, foram propostos para os alunos identificar os diversos tipos de poliedros, quantidades de
faces, vértices e arestas de um polígono. Para a disciplina de Artes, foi trabalhado desenhos com proporções, figuras e
planificaçõ[Link] as dificuldades dos alunos em entender as atividades propostas, em que eram usados apenas livros didáticos e
destacando principalmente a falta de motivação destes ao aprendizado por este meio. O trabalho foi elaborado com o intuito de
despertar o interesse dos alunos ao aprendizado, usando como método principal as planificações e construções dos sólidos
geométricos. Após a aplicação das oficinas percebemos que os conceitos trabalhados foram fixados e gerou um aprendizado
significativo, além do aprendizado, os alunos tiveram uma notável melhora na motivação e participação nas atividades propostas.
Estudos na área de Educação Matemática indicam que o uso de material concreto estimula a criatividade e o interesse dos alunos
dando lhes a oportunidade de, não só fazerem conexões entre os conteúdos a serem ministrados e suas aplicações práticas do dia a
dia, como também de redescobrirem novos padrões, regras e relações. Dessa maneira, na aplicação das atividades observamos que o
uso de exemplos concretos aumentou o interesse dos alunos pelas aulas de matemática e Artes. Já os trabalhos em grupo, foi uma
importante ferramenta na construção dos conceitos abordados, aumentando o entrosamento entre os alunos e os professores. Dessa
forma, tínhamos como objetivos principais estimular o ensino aprendizagem desses alunos, incentivar o trabalho em equipe e o prazer
em trabalhar com construções matemáticas.
Palavras-chave: Geometria; Oficina interdisciplinar; Sala do Educador.
Este resumo é resultado do Projeto Mitos e Lendas do Brasil, que teve como objetivo trabalhar mitologia, contos e lendas populares e
mitos da cultura popular brasileira. O folclore pode ser definido como a ciência que estuda todas as manifestações do saber popular
considerada indispensável para o conhecimento social, cultural e psicológico de um povo. O projeto foi desenvolvido no mês de agosto
no ano de 2015, na Escola Estadual Nossa Senhora da Glória, com crianças do 2º ano do ensino fundamental, (1º fase do 2º ciclo) com
idades de sete a oito anos. As atividades tinham a intenção de na perspectiva multidisciplinar trabalhar com todas as disciplinas. Como
culminância das atividades do projeto, nas aulas de artes foram confeccionadas máscaras de personagens como: SACI PERERÊ e
BOITATÁ; em história e geografia foram trabalhados os estados de origem de algumas lendas, além de desenhos feitos pelas crianças a
partir do entendimento das histórias do folclore contadas em sala. O projeto teve como finalidade trabalhar com as crianças a
diversidade folclórica e nos trabalhos realizados foram oferecidas oportunidades para os alunos conhecerem e resgatar a cultura
popular que diz respeito à nossa tradição através das diferentes formas de expressão e manifestação. O projeto permitiu que as
crianças conhecessem algumas lendas e personagens do folclore brasileiro e mato-grossense, o que permitiu interações, participações
e envolvimento de toda sala, o que com certeza resultou em aprendizagem.
Palavras chave: Cultura; Lendas; Mitos.
O INCENTIVO À LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: TRABALHANDO COM OBRAS DE ANA MARIA MACHADO
Este trabalho é resultado de um projeto desenvolvido com turmas de Pré II, de crianças de 5 e 6 anos, do Centro Municipal de
Educação Infantil Cecília Meireles, na cidade de Sinop-MT, realizado durante o ano de 2014. O projeto analisa a importância e as
contribuições da leitura para os alunos da educação infantil através da apreciação das obras da autora Ana Maria Machado devido
posterior visita da escritora à instituição, bem como o desenvolvimento de atividades relacionadas a partir dos livros apresentados às
crianças e das leituras realizadas. As obras de Ana Maria Machado utilizadas no decorrer do projeto foram selecionadas de acordo com
a faixa etária das crianças, proporcionando as mesmas um maior entendimento através das leituras realizadas. A partir da leitura das
obras: A menina que vivia perdendo; Menina bonita do laço de fita; Bem do seu tamanho; Dona Baratinha; Cadê meu travesseiro e
Cachinhos de ouro foram desenvolvidas atividades como dramatização, faz de conta, e releitura das histórias, tudo objetivando
incentivar o hábito da leitura no cotidiano. Ter acesso à literatura desde a infância proporciona às crianças diferentes experiências com
a linguagem e com os sentidos, ou seja, possibilita o seu desenvolvimento linguístico e cognitivo permitindo assim, que elas possam ter
acesso à leitura e à escrita de maneira divertida, pois quanto mais as crianças lerem, melhores desenvolvimentos na escrita obterão. Os
livros devem ser disponibilizados às crianças para que adquiram o hábito da leitura ainda que não conheçam a escrita, pois as
experiências com os livros e suas imagens despertarão interesse para a leitura posteriormente. A literatura infantil influencia a criança
na sua aprendizagem tornando-a leitora da sua realidade; e ouvindo histórias diariamente ela poderá fazer comparações e descobertas
83
para tentar compreender o mundo que a cerca. O presente trabalho teve como apoio teórico os autores: ABRAMOVICH (1993),
COELHO (1985), CUNHA (2002), SIMÕES (2000) que tratam a literatura infantil como um fator de grande importância na vida das
crianças, causando encantamento com um novo mundo através do faz de conta, mesmo para aquelas que ainda não estão
alfabetizadas. Ao final do projeto, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a autora pessoalmente na instituição, tendo um
contato mais direto com a mesma através de uma conversa a respeito de suas obras, tirando dúvidas e conhecendo mais sobre seu
trabalho.
Palavras-chave: Educação Infantil; Leitura; Literatura Infantil.
A partir de observação realizada no Centro Municipal de Educação Infantil, destacam-se a preocupação em procurar técnicas de como
incentivar nossos alunos ao hábito da leitura, tendo como objetivo refletir sobre a contribuição da leitura e literatura infantil na
formação das crianças, e sobre a importância da criação do hábito de ler desde o contexto escolar e familiar, posteriormente identificar
estratégicas pedagógicas que promova essa prática. Atualmente as crianças estão dependuradas na frente das tecnologias e pouco
contato com a literatura ou leitura de diversos gêneros. Portanto, para a realização deste trabalho, foi utilizada a linha de pesquisa em
Docência, fundamentada na reflexão de leitura de livros, bem como pesquisa de grandes autores referente a este tema como: Coelho,
Cunha, Abramovich, dentre outros. Eles ressaltam a importância da leitura desde a infância. O tema Maria vai com as outras foi
escolhido com objetivo de proporcionar momentos de interação entre pais e filhos; a participação dos pais na vida escolar do aluno é
bom para incentivar autonomia, respeitar as diversidades. Com duração bimestral, será desenvolvido com contação de história, no qual
o aluno levará para casa a sacola de leitura na sexta-feira, com retorno na segunda-feira, contendo uma maleta, tapete das fases da
história, ovelhinhas, máscara, o livro da história e caderno de registro. Após isso, fará um relato da experiência, na sala, para todos os
colegas. A avaliação acontecerá continuamente com observação e registro. Os resultados parciais estão de encontro com o esperado;
alunos e pais estão interagindo com entusiasmos, e com muita ansiedade esperam a sua vez para poder levar e socializar com os
demais. Nesse sentido, Abramovich (1997) acredita que o trabalho em nível literário de forma estimulante, proporcionará aos
educandos um espaço adequado à Literatura Infantil, bem como uma prática pedagógica voltada à formação dos profissionais da
educação é fundamental.
Palavras-chave: Leitura; Incentivo; Professor; Criança; Família.
A pesquisa vinculada àárea das Ciências Humanas tem por objetivo geral analisar as práticas de leitura e escrita de professoras que
participaram do programa do PNAIC de alfabetização em 2013. Busca verificar como as professoras que participaram da formação do
PNAIC de alfabetização trabalham as atividades de leitura e escrita; analisaras implicações dos conhecimentos adquiridos na formação
no dia a dia da sala de aula e verificar junto aos alunos dessas professoras como está seu processo de alfabetização. A metodologia será
na abordagem qualitativa, a técnica para a coleta de dados será a observação participante, diagnóstico de escrita embasado na
psicogênese da escrita de Emília Ferreiro e entrevista com as professoras alfabetizadoras que receberam a formação do PNAIC de
alfabetizadores em 2013. A coleta de dados ocorrerá durante os três primeiros meses do semestre de ano letivo de 2016. Os autores
que nos darão suporte teórico são de Ferreiro e Teberosky (1985), Mortatti (2000); Soares (2004), Moraes e Albuquerque (2008), etc.
Palavras- chave: Educação; Formação; Professoras; PNAIC.
O QUE DIZEM (DOS) ALUNOS SURDOS SOBRE SEU APRENDIZADO DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCRITA
Pesquisas, depoimentos, relatos, observações em livros e produções acadêmicas denunciam que a inserção dos sujeitos surdos na dita
escola inclusiva não tem garantido o aprendizado eficiente da língua portuguesa escrita, de forma proficiente e autônoma, em relação
aos vários letramentos. A maior denúncia recai sobre o fato de que a alfabetização em sua própria língua materna (Língua Brasileira de
Sinais - Libras) é deficitária, e que o ensino de língua portuguesa escrita (LP), sua L2, acontece com parâmetros de L1. Os discursos
pedagógicos atribuem responsabilidade aos docentes e instituição escolar, desconsiderando o papel fundamental e basilar da própria
família, geralmente pais ouvintes que não conhecem Libras. Este estudo, inserido no Grupo de pesquisa GEELLI (IFMT), linha de
pesquisa Interfaces entre ensino e aprendizagem de língua, linguagem e suas tecnologias, tem como objetivo analisar depoimentos de
alunos surdos, estudantes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio, de escola pública e de ensino especializado
(CEADAA), de Cuiabá-MT, acerca do ensino e aprendizagem, em relação às dificuldades, pontos fortes e fracos, estratégias utilizadas,
metodologias. Na fase inicial, são ouvidos alunos, considerando o slogan “Nada sobre nós, sem nós”. Futuramente seus professores
serão entrevistados para, juntamente com observações, triangular os dados, o que permitirá uma análise mais abrangente. As
primeiras observações apontam do ponto de vista dos alunos: baixa autoestima em relação à LP, falta de estímulo leitor no ambiente
extra escolar, o tempo escolar (na escola inclusiva); do ponto de vista dos professores: pouca qualificação para o trabalho com alunos
surdos, (des)crença no potencial dos alunos, atividades baseadas/adaptadas na/da LP, pouco uso da Libras como ponto de partida para
as atividades, principalmente voltadas à compreensão textual. Os resultados desta pesquisa subsidiarão a proposição de curso de
extensão no IFMT, acerca de tópicos da LP mais relevantes para os alunos surdos, em cumprimento às metas estabelecidas no Plano de
Desenvolvimento Institucional com vistas à política de inclusão do instituto. O aporte teórico é a teoria do letramento crítico, ancorado
em Freire, Rajagopalan, Paes de Barros, e a pedagogia sócio-histórica de Vygotsky.
Palavras-chave: Ensino; Aluno surdo; Língua portuguesa; Escrita.
84
OBRA LITERÁRIA DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS E SUA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESO ENSINO APRENDIZAGEM
Na prática pedagógica do professor, é de suma relevância propor leitura de obras literárias para as crianças, para que as mesmas
agucem a criatividade e a imaginação. Diante disso, coloca-se a necessidade de que se compreenda o processo de leitura e escrita
como algo prazeroso e que irá contribuir na formação de indivíduos enquanto seres humanos plenos de direitos. Nesse ínterim, o
presente trabalho teve como objetivo descrever sobre a obra literária de Alice no País das Maravilhas, de autoria de Lewis Carroll,
retratando a importância das histórias na sala de aula diariamente, além de despertar o gosto pela leitura e apropriação da escrita,
contribuindo nesse ínterim no processo de ensino aprendizagem. O trabalho foi realizado numa Escola Estadual, no município de
Sinop/MT. Os dados foram coletados no enfoque qualitativo através de investigação de ação participativa com a turma do 4° ano do
ensino fundamental. Tendo em vista estes pressupostos e partindo do trabalho realizado em sala de aula, foi proposto o projeto “Alice
no País das Maravilhas: leitura e encantamento da palavra escrita”, no período de 6 meses, uma vez por semana de regência efetiva a
ser realizado buscando colocar a criança cada dia mais perto do universo da literatura, promovendo assim o encantamento pela leitura
e a necessidade de apreciar a palavra escrita, percebendo-a como algo presente no cotidiano e considerando-a essencial para à vida
dos mesmos. Durante o desenvolvimento do trabalho, foi estabelecido relações entre os personagens da obra literária e o cenário atual
brasileiro, contextualizando os temas e buscando a efetivação do senso crítico através de debates, análise e expressão de opiniões para
melhor oportunizar o desenvolvimento das habilidades de leitura e produção textual. A fim de promover a participação ativa das
crianças através do referido projeto, realizou-se os seguintes procedimentos secretas e códigos; realização de ditados com diferentes
técnicas; frases fatiadas; produção de textos argumentativos; leitura e construção de poesias; propostas de jogos participativos;
brincadeiras; montagem de painéis; rodas de conversa; experiências científicas; quadro de curiosidades. O trabalho foi construtivo para
os envolvidos, pois os mesmos aprimoraram a oralidade, a escrita e o interesse nas atividades propostas e desenvolvidas em sala de
aula. Por meio do projeto, as crianças se identificaram com as situações vividas pelos personagens como se fosse sua própria vida.
Esses conflitos vividos, por meio do imaginário, são capazes de auxiliar no desenvolvimento integral das crianças, despertando assim o
interesse e participação, tornando a leitura poderosa ferramenta no processo de ensino aprendizagem.
Palavras-chave: Leitura; Escrita; Ensino Aprendizagem.
A orientação sexual está diretamente vinculada à passagem de informação, principalmente interligados ao tema sexualidade, que
possibilita reflexões e discussões sobre os tabus, as posturas, os valores, as regras encravadas nas relações interpessoais e nos
comportamentos dos indivíduos. A definição diferencia-se da conceituação de educação sexual, que interliga o processo de
aprendizagem à sexualidade de forma informal e ao longo da vida, que corresponde às práticas culturais vivenciadas. O acesso às
literaturas auxiliam a ampliação das informações sobre as temáticas relacionadas à sexualidade e o papel do docente é oferecer aos
estudantes referências adequadas, possibilitando difundir as mesmas atualizadas à comunidade escolar. O estudante é o agente
multiplicador das informações recebidas no universo escolar, difundindo e ampliando os conhecimentos das pessoas do convívio
familiar e social nos quais não se tenha acesso às informações, com isso mudando hábito e comportamento cotidianos. O estudo de
orientação sexual começará a ser realizado nas escolas municipais e estaduais de Jaciara, nos perdidos final e inicial dos anos letivos
2015/2016, sendo pioneira a implantação desta pesquisa em orientação sexual. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN s),
orientados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), serão utilizados no estudo, sendo de grande importância na inserção dos
conteúdos que mencionam a sexualidade e saúde reprodutiva. O estudo voltado à orientação sexual torna-se importante devido à
constatação de dados que apontam o aumento crescente nos índices de DST/ AIDS e de gravidez precoce e sem planejamento,
principalmente entre adolescentes. Esse problema afeta diretamente a vida das pessoas envolvidas, de seus familiares. Infelizmente
os números, que já eram/são alarmantes, vêm sempre crescendo no Brasil desde a década de 1980. O resultado esperado pela
pesquisa é inserir literaturas que auxiliem o docente na prática em sala de aula para que possibilitem aos jovens acesso às informações,
por meio de roda de leitura, intervenções pedagógicas, oficinas e teatros, que envolvam a temática sexualidade, sem constrangimento
e afastamento do público alvo.
Palavras-chave: Literatura; Sexualidade; Docência.
Este estudo aborda o trabalho desenvolvido durante o projeto de aprendizagem sobre contos infantis, durante o estágio curricular
dos anos iniciais do curso de Pedagogia para educadores do campo da Universidade do Estado de Mato Grosso, na Escola Municipal
Ouro Branco, localizada no meio rural no município de Nova Canaã do Norte. Respaldou-se no trabalho realizado pela professora
titular da turma do segundo ano do ensino fundamental, na necessidade de despertar o gosto pelo prazer da leitura e da escrita das
crianças. Entre as proposições, destacou-se: o estudo de gêneros textuais diversificados; interpretação dos contos através da
dramatização; contação, produção e reprodução de textos; e desenvolver também as habilidades artísticas através de desenhos e
dobraduras. Buscou-se relacionar as atividades de acordo com a realidade em que as crianças vivem com o estabelecimento de
relações com o campo, proporcionando um trabalho interdisciplinar. O trabalho teve início no mês de agosto e estendeu-se até o mês
de setembro, com a apresentação por meio do desfile pátrio de Sete de Setembro, em que as crianças desfilaram representando os
personagens dos contos infantis. O trabalho embasou-se na legislação nacional e do Estado de Mato Grosso que orienta o uso dos
85
contos e da literatura entre as crianças, de autores como Bettelheim (2007), Cademartori (2007), Lajolo (1994) e Zilberman (1987).
Com a utilização dos contos, observou-se que além do resgate dos contos no trabalho na sala de aula, há o estreitamento da relação
da criança com a literatura infantil. Observou-se também que as crianças ampliaram seus conhecimentos em relação à sistematização
dos conteúdos abordados, demonstraram o prazer pela leitura e nas produções escritas e artísticas, despertaram para o imaginário e
o faz de conta. Para nós, professoras, mostrou-nos a necessidade de se utilizar com mais frequência a literatura na sala de aula, tendo
em vista o encantamento que esta proporcionou às crianças durante a vigência e conclusão do projeto.
Palavras-chave: Contos infantis; Leitura e escrita; Escola do campo.
OS PROCESSOS FONOLÓGICOS NAS PRODUÇÕES TEXTUAIS DE ALUNOS DO SÉTIMO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
O presente relato de experiência vem apresentar o resultado de um estudo realizado no campo da Fonética e Fonologia, tendo como
objetivo perceber a presença dos processos fonológicos na escrita de alunos do sétimo ano do ensino fundamental, das escolas
públicas de Feliz Natal-MT e Santarém-PA. Somos conhecedores de que, nessa etapa de ensino, esses processos são mais evidentes na
fala, porém a análise revela que em alguns casos é possível percebê-los nitidamente na escrita. A pesquisa partiu das inquietações
acerca de como a criança apropria-se da linguagem, e de como ocorre a transição da oralidade para a escrita. Estas reflexões
basearam-se nos estudos de Oliveira (2005), Hora (2013), Cagliari (2007), Seara (2015), Bagno (2007) e Bortoni-Ricardo (2006), teóricos
preocupados com o desenvolvimento da consciência fonológica dos profissionais da educação, em especial, aqueles que trabalham
com o ensino de língua para que intervenham adequadamente. É a partir da percepção de que em alguns momentos o aluno passa por
processos fonológicos que o educador poderá contribuir para que o aluno possa desenvolver a sua consciência fonológica e fazer uso
da língua de forma adequada. Othero (2005) afirma ser necessário compreender que, quando a criança entra na escola, ela já tem
certo nível de consciência fonológica, pois segue um padrão de associação ao falar; cabe ao professor perceber estes processos de
associação da fala transmitidos para a escrita e propor atividades de modo que o aluno possa ampliar os seus conhecimentos
linguísticos e dominar tanto a linguagem oral quanto a escrita. Conhecer fonética e fonologia não significa que teremos a solução para
todos os problemas que o ensino de língua nos apresenta, mas é um caminho que nos apresenta possibilidades que podem ser
testadas e aprimoradas. Ao analisar as produções textuais dos alunos do sétimo ano, percebemos que a oralidade ainda influencia no
momento da aquisição da escrita, e o mais interessante é sabermos que, muitas vezes, aquilo que classificávamos como lacunas de
alfabetização ou erros ortográficos nada mais são que processos de associações para adquirir o conhecimento da representação da
escrita. O apagamento da líquida final não lateral, violação das formas dicionarizadas, a hipercorreção e a representação da nasalidade
foram os processos fonológicos mais recorrentes nos textos analisados. Partindo dos pressupostos estudados e da análise dos dados
coletados, observamos que os alunos apresentam na escrita uma regularidade resultante da influência de processos fonológicos.
Palavras-chave: Processos Fonológicos; Escrita e Oralidade.
PRÁTICA PEDAGÓGICA ATRAVÉS DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA DA OBRA LITERÁRIA DOS DEZ SACIZINHOS
Ressalta-se a necessidade e a importância do trabalho com a diversidade textual na escola, pois a mesma permite às crianças a
aquisição de um conhecimento amplo dos textos que circulam na sociedade e de sua relevância e função nas práticas sociais. Propor
atividades contextualizadas que envolvam diferentes tipos de textos de modo interdisciplinar, é um trabalho de grande importância
para o aprendizado das crianças. O presente trabalho relata as atividades desenvolvidas em uma turma de 2° ano do ensino
fundamental, numa escola estadual na cidade de Sinop, na qual foram aplicados pela professora vários conteúdos interdisciplinares nas
áreas de conhecimento: português, matemática, artes e jogos pedagógicos, como metodologia para desenvolver a sequência didática
de uma obra literária, explorando o gênero textual lenda. A obra escolhida foi “Dez sacizinhos”, da autoria de Tatiana Belink. Os dados
foram coletados no enfoque qualitativo através de investigação de ação participativa. Foi organizado um projeto didático em vigor com
o objetivo de trabalhar conteúdos através de uma sequência didática com o gênero textual lenda, com a leitura da obra literária e de
outros mitos do folclore, interpretação oral e explicação oral do gênero textual trabalhado com o objetivo de desenvolvera concepção
da linguagem, a capacidade da leitura, da escrita, da oralidade e a de identificar os conhecimentos matemáticos. Nesse ínterim, o
desenvolvimento do trabalho realizou-se da seguinte forma: primeiramente a leitura do livro dos “Dez sacizinhos” foi realizada pela
professora, ilustrando a capa e autor; após foi feito a interpretação oral da lenda, escrita de algumas palavras da lenda identificando as
letras e sílabas, leitura de outras lendas do folclore, ilustração de personagens de algumas lendas do folclore, produção textual,
recontar a história, contação da história, desenho e pintura dos personagens de algumas lendas; desenvolvimento da escrita numérica,
atividades utilizando material concreto para realizar a adição e subtração, antecessor, sucessor, resoluções de problemas e os jogos
pedagógicos. E, como culminância, foram confeccionados, em EVA, fantoches dos personagens das lendas do folclore e apresentação
para a turma. O desenvolvimento do trabalho, a partir de uma sequência didática de uma obra literária, foi construtivo para todos os
envolvidos. Desse modo, uma prática pedagógica bem planejada do professor resulta no aprendizado da criança, pois a mesma passa a
refletir sobre os princípios éticos, morais que levam em consideração o contexto social em que a criança esta inserida, interligando com
a realidade atual e desenvolvendo a habilidade da argumentação. Os resultados foram satisfatórios, pois através de observações,
relatos e troca de ideias, pode-se perceber que o trabalho pedagógico organizado por meio de uma sequência didática propicia a
interação, participação e interesse das crianças quanto ao tema e as atividades propostas na aula.
Práticas docentes, leitura e produção textual.
Palavras chave: Prática Pedagógica; Lendas; Aprendizagem.
O subprojeto desenvolvido pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência – PIBID/UNEMAT/Sinop propõe uma vivência
de trabalho interdisciplinar na escola EMEB Professora Ana Cristina de Sena. A proposta prevê auxiliar a interação e a participação do
aluno no ambiente escolar no momento do recreio dirigido para que tenha uma melhor convivência, pressupondo que as atividades no
recreio incentivam a socialização e a interação e proporcionam a formação de valores e reconhecimento da pluralidade linguística,
cultural e a biodiversidade. O objetivo é realizar um momento prazeroso, através de brincadeiras e jogos direcionados, fazendo com
que os alunos compreendam que se faz necessário compartilhar e respeitar as regras para que a socialização venha acontecer. Quanto
às atividades propostas pelo PIBID, jogos e brincadeiras são trabalhadas a partir da necessidade da escola. Buscamos fazer um recreio
prazeroso, com descontração e ao mesmo tempo incentivando a criança a aprender a se comunicar com os demais colegas, levando-os
a compreensão de uma boa convivência para com o próximo, e também contribuindo no seu dia a dia para que venham a ser um
cidadão de bem, para que saibam respeitar as regras na sociedade em geral. Trata-se de uma proposta de intervenção com elaboração
e desenvolvimento de brincadeiras e jogos. Essas brincadeiras acontecem às quartas-feiras e quintas-feiras, no intervalo do recreio,
com a duração de quinze minutos, direcionadas pelos bolsistas do PIBID Interdisciplinar, em que interagem com os alunos com
atividades lúdicas, propiciando o desenvolvimento psicomotor, intelectual e social. Através das atividades direcionadas percebemos a
participação ativa dos alunos no subprojeto. Os resultados têm se mostrado satisfatórios, sendo que os alunos expressam-se com
muita disposição e euforia, sobretudo compreendendo que é possível conviver sem violência, aprendendo, dessa forma, a desenvolver
uma atitude de respeito ao próximo. O presente projeto continua em fase de desenvolvimento, acrescentando a cada dia ideias
inovadoras, fortalecendo a construção de uma relação mais harmoniosa em ações conjuntas entre professor, aluno e bolsistas do
PIBID.
Palavras-chave: Recreação; Socialização; Desenvolvimento; Cultura.
Neste painel temos como objetivo apresentar algumas propostas metodológicas que temos desenvolvido para a leitura de charges em
sala de aula, numa perspectiva multidisciplinar, tanto para o ensino fundamental como para o ensino médio. Desse modo, tomamos
como base teórica teoria da análise de discurso de linha francesa, mais especificamente os trabalhos desenvolvidos por Eni Orlandi
(2001) e Coracini (1996, 1999) que tratam da questão da leitura não como decodificação de palavras, ou decifração de imagens sem
levar em conta as condições de produção dos textos escritos ou imagéticos que vão além das chamadas intencionalidades dos sujeitos.
Consideramos que ler é interpretar/produzir sentidos levando em consideração a ideologia, o interdiscurso, os sujeitos historicamente
constituídos. Desse modo, ler não é (só) “traduzir a escrita em fala, dar respostas a sinais gráficos, extrair a ideia central, seguir os
passos da lição do livro didático” conforme nos mostra Ezequiel Theodoro (1999, p. 13-15). Acreditamos que o ensino de leitura numa
perspectiva discursiva o professor contribui melhor para uma prática pedagógica mais significativa, pois estará desenvolvendo no
alunado uma visão mais crítica da realidade social, proporcionando-o a participar como sujeito ativo, no sentido de opinar, pôr sua voz
para provocar ecos na memória discursiva como alguém que faz parte dessa realidade, afinal, os alunos são sujeitos históricos e sociais,
e mais, são ideologicamente determinados e constituídos, tratá-los como alguém que não sabe “nada” seria o mesmo que afirmar que
não são sujeitos sociais. Portanto, é de suma importância problematizar o ensino de leitura em sala de aula, para oportunizar
deslocamentos metodológicos na postura do professor, para que este possa entender que a leitura é uma prática discursiva, que está
umbilicalmente ligada com o social, a menos que a meta não seja realizar uma educação emancipatória, como recomendam os
Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa.
Palavras-chave: Análise de discurso; Ensino de Leitura; Multidisciplinaridade.
Com o advento da internet e dos dispositivos móveis, vieram não somente as facilidades do dia a dia e laborativas, como também as
inúmeras possibilidades de interação entre as pessoas, surgindo, assim, as redes sociais como Twitter, Skype, Facebook, WhatsApp e
outras. Em pouco tempo, esses meios de interação seduziram o público jovem, e tornaram- se forma de comunicação mais usada pelos
internautas, por conta da facilidade de acesso à página e da rapidez com a qual as interações ocorrem. Como não poderia deixar de ser,
essa “onda” invadiu as salas de aula e o professor viu-se diante de situações para as quais não estava preparado; então duas
indagações surgiram a partir dessa “invasão”: combater o seu uso em sala de aula ou torná-las ferramenta de aprendizagem? Este
trabalho não tenciona encontrar respostas para essas perguntas, mas estudar as possibilidades pedagógicas de uso do WhatsApp, rede
social notoriamente utilizado por jovens ainda em formação escolar, como espaço de interação social tanto escrito quanto oral.
Entendemos, portanto, que nunca se leu e se escreveu tanto na internet como em nossos dias. As práticas de leitura e de produção
textual são, antes de tudo, atos sociais da linguagem e, como tal, precisam de situações reais que requeiram dos alunos a habilidade de
fazer uso da linguagem adequando-a a situações sociais, ao espaço de circulação e aos possíveis leitores com os quais interagem
através de seus textos. Por isso, o objetivo deste trabalho foi primeiramente descobrir quais recursos poderiam ser usados para a
realização dessas práticas e em seguida apresentar uma proposta de atividade. Esta pesquisa se ampara nos estudos de Segate (2010),
Marcuschi (2002) e Bakhtin (1992) sobre gêneros textuais; de Bagno (2007) e Bortoni-Ricardo (2005) sobre variação linguística; e de
Bernardo (2014), Aceituano e Pêna (2012) e Reyanto (2014) sobre práticas de leitura e escrita nas escolas, bem como na análise de
uma conta do WhatsApp, gerando uma discussão sobre gêneros textuais/gêneros digitais e o ensino da língua materna, e sobre as
relações destas com a rede WhatsApp. Verificou-se que a rede social em questão disponibiliza vários recursos de interação que podem
ser usados em sala de aula para estimularem o desenvolvimento de práticas contextualizadas de leitura e de escrita, tornando o ensino
de língua materna significativo, e propõe-se uma sequência textual envolvendo o estudo do gênero conversa e das variedades
linguísticas a partir da interação entre alunos dos Estados de Mato Grosso e Pará.
Palavras-chave: Tecnologia digital; Variação linguística; Gêneros textuais digitais.
Luciana Aparecida dos Santos Silva (Escola Estadual Nossa Senhora da Gloria)
Percebemos que a realidade atual vem afastando cada vez mais nossos alunos do ato de ler. Aspectos como computadores,
videogames, TV, o acesso restrito à leitura no núcleo familiar e a falta de incentivo têm ocasionado pouco interesse para leitura e por
consequência dificuldades marcantes como: vocabulário precário, reduzido e informal, dificuldades marcantes de compreensão, erros
ortográficos, poucas produções significativas dos alunos, conhecimento restritos aos conteúdos escolares são vistos diariamente em
sala de aula. Faz-se, entretanto, necessário que a escola busque resgatar o valor da leitura como ato de prazer e requisito para
emancipação social. O projeto foi realizado no ano de 2015, na Escola Estadual Nossa Senhora da Glória, com as turmas do 1ª ano ao 9ª
anos, onde os alunos eram incentivados a trazer material do seu interesse como revistas e jornais, e os professores também ofereciam
vários gêneros de leitura, como poesias, contos e histórias em quadrinhos. A hora da leitura acontecia todas as quintas feiras, sendo 30
minutos de leitura para toda escola, incluindo direção, secretaria, coordenação e vigias, todos para o momento leitura. A leitura nunca
se fez tão necessária nos bancos escolares. Nesse sentido, pensamos ser dever de nossa instituição de ensino, juntamente com
professores e equipe pedagógica, propiciar aos nossos alunos momentos que possam despertar neles o gosto pela leitura, o amor ao
livro, a consciência da importância de se adquirir o hábito de ler. Assim estimulando a leitura, faremos com que nossos alunos
compreendam melhor o que estão aprendendo na escola, e o que acontece no mundo em geral, e mostrando a eles um horizonte
novo. Formando leitores críticos e reflexivos considerando assim a leitura como instrumento essencial para a formação integral de
crianças e adolescentes como leitores competentes e “escritores”, pois a prática de leitura leva à produção de textos eficazes.
O município de Cláudia-MT, nasceu de um de vários projetos de colonização que houve no século XX no Centro-Oeste brasileiro.
Possuía pouco registro de sua história, um dos motivos foi devido às inúmeras dificuldades enfrentadas no período de colonização. A
escola constituiu-se o ‘centro’ de permanência dos migrantes que, no período de colonização, chegavam à cidade. As dificuldades
foram enfrentadas no início de colonização; vivenciei com meus familiares; chegamos em 1980, tinha seis anos de idade e aos 12 anos
tive que assumir uma sala de aula devido à falta de professores. Neste contexto permeado por desafios este trabalho buscou criar
imagens que registrem a história da colonização de forma a valorizá-la. O objetivo principal foi investigar o processo de colonização do
município de Cláudia e recontar sua história tendo como subsídio a arte. A pesquisa voltou-se para o campo de investigação buscando
captar as histórias e reconstruir imagens que não existem em fotografias, mas que ainda estão presentes na memória de quem
vivenciou a história; os primeiros anos de colonização. Desta forma, a principal perspectiva deste trabalho foi de fundamentar e de
subsidiar os acontecimentos históricos, buscando a valorização da região onde se vive pela arte, como fundamento de criação, de
produção de história, de construção humana. Depois de minha formação pedagógica, através de um projeto de extensão do Campus
de Sinop-MT da UNEMAT, atuei desenvolvendo projetos no município sobre a importância da arte, buscando criar uma valorização da
arte para que esta pesquisa complementasse o trabalho buscando o objetivo principal que foi a criação de uma identidade histórico-
cultural para o município. Da época das cavernas até a contemporaneidade percebe-se que o indivíduo tem se confrontado com uma
infinidade de representações visuais. As artes visuais certamente participam de forma ativa neste processo junto às constantes
transformações sociais. A metodologia foi configurada a partir da perspectiva da pesquisa qualitativa de gênero historiográfico. Assim
foram colhidas entrevistas, na perspectiva da história oral, a partir de um questionário com perguntas abertas, tendo em vista obter
informações dos que viveram à época. Foi realizado cinquenta entrevistas; para escolha dos entrevistados se adotou como critério
inicial o período de chegada à cidade de Cláudia- MT (1978- 1988-período de início da colonização à emancipação política da cidade).
Os recursos para as escolhas dos entrevistados foram feitos através de indicações de famílias pioneiras, além do método conhecido na
história oral como ‘sistema de rede’, onde um entrevistado indica outro. A partir das fontes historiográficas, dos relatos orais e de
88
todos os vestígios históricos, realizou-se a produção das quinze obras (acrílico sobre tela painel 120x80) que retrata a história da
comunidade claudiense.
Palavras-chave: Arte; Cultura; Memória.
89
OFICINA DE LEITURA LITERÁRIA: MÉTODO LINEAR
A comunicação apresenta reflexões que contemplam um caminho para o contato de leitores em formação com obras literárias Stricto
Sensu a partir do método linear de leitura literária. Compreende uma das propostas de intervenção relacionadas ao Projeto de
Pesquisa “O ensino de literaturas de língua portuguesa em escolas estaduais de Campo Grande/MS”, projeto com apoio do CNPq e do
Projeto de extensão “O estudo do texto poético”. O objetivo central é apresentar o texto literário de forma mais lúdica, possibilitando
não só o contato do leitor com obras literárias, como e, principalmente, criar um espaço de interação entre o leitor e os textos
literários em ambiente escolar. As ações descritas na comunicação compreendem um espaço lúdico para a leitura de obras literárias
brasileiras, contos e poesias, portuguesas e de expressão em língua portuguesa, tendo como foco principal a formação do leitor
literário e o desenvolvimento de técnicas lúdicas de fundo crítico/reflexivo associadas à leitura literária. Procuramos fomentar a
compreensão do literário como forma de expressão cultural, bem como, estimular o contato do público alvo com diferentes formas de
expressão artística.
Palavras-chave: Leitura literária; Literatura e ensino; Texto literário.
90