Para as tartarugas, a morte está presente desde o primeiro momento de seu nascimento.
Elas precisam
lutar para chegar a um lugar seguro o mais rápido possível.
"A minha memória mais antiga é o cheiro do mar, o ranger das tábuas daquele barco. Fiquei escondido
por semanas, comendo restos, até que ele me encontrou. Ele não parecia temer minha aparência nem
querer me fazer mal. Apenas me olhou e riu. Perguntou meu nome... Eu nem sabia o que era um nome,
acredita?
Ele me criou desde criança. Era muito mais que um mestre, foi um amigo, um pai. Ainda lembro dele me
contando sobre seu templo e por que decidiu abandonar tudo para se tornar um pirata. Me ensinou
tudo o que sei, tudo o que preciso para me cuidar. Foram longos anos ao seu lado...
Mas depois daquela noite, só quero esquecer os gritos da tripulação, o fogo, o sangue. Ele me colocou
dentro de um barril e me jogou ao mar. Acredito que foi isso que me salvou daquela noite fatídica. Ainda
tenho fé de que um dia irei encontrá-lo novamente."