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Estabilidade de Edificações com Pilares-Parede

O estudo analisa a estabilidade global e os efeitos de segunda ordem em edificações de concreto armado com diferentes arranjos de pilares-parede. A pesquisa utiliza o software CSi SAP2000 para comparar cinco estruturas de quinze pavimentos, destacando que arranjos adequados de pilares-parede podem melhorar a estabilidade, enquanto disposições inadequadas podem causar instabilidade. Os resultados indicam que o uso de núcleos rígidos e a localização estratégica dos pilares-parede são alternativas eficazes para enrijecer as edificações.
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Estabilidade de Edificações com Pilares-Parede

O estudo analisa a estabilidade global e os efeitos de segunda ordem em edificações de concreto armado com diferentes arranjos de pilares-parede. A pesquisa utiliza o software CSi SAP2000 para comparar cinco estruturas de quinze pavimentos, destacando que arranjos adequados de pilares-parede podem melhorar a estabilidade, enquanto disposições inadequadas podem causar instabilidade. Os resultados indicam que o uso de núcleos rígidos e a localização estratégica dos pilares-parede são alternativas eficazes para enrijecer as edificações.
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Avaliações da Estabilidade Global e dos Efeitos de 2.

ª Ordem de
Edificações de Concreto Armado Utilizando Diferentes Arranjos de
Pilares-Parede
Bryan Delmond1, Vitor Albuquerque2, Artur Madeiro3, Anne Karollynne
Monteiro 4, Francisco Rocha5
1,2,3,4,5
Universidade do Estado do Amazonas / Departamento de Engenharia Civil /
bryandelmond25@[Link], vitoralbuquerque9@[Link], [Link]@[Link],
annekarollynne@[Link], francsantos@[Link]

Resumo

A crescente demanda de edifícios esbeltos levou ao desenvolvimento de técnicas de


enrijecimento de arranjo estrutural, como, por exemplo, o uso de pilares-parede. A
disposição apropriada desses elementos nos arranjos estruturais das edificações permite
reduzir os efeitos de segunda ordem, melhorando as condições de estabilidade global. O
presente trabalho compara, por meio da determinação do parâmetro de instabilidade α,
do coeficiente γz e dos esforços de 2.a ordem nos pilares, as condições de estabilidade
global e os efeitos de 2.a ordem em cinco estruturas, utilizando o software CSi SAP2000
v.19.0.0. A edificação usada para validação dos resultados possui dez pavimentos. As
demais edificações, com iguais plantas de forma das vigas e lajes, possuem quinze
pavimentos e diferentes arranjos de pilares-parede, tendo a estrutura de referência igual
planta de forma da edificação com dez pavimentos. A análise de segunda ordem foi
efetuada pelo método simplificado, majorando-se as cargas horizontais de vento na
edificação por um fator igual a 1,00γz. Foi constatado que o arranjo de pilares-parede no
contorno da edificação e a utilização de núcleos rígidos nas caixas de escada e do
elevador são alternativas viáveis para enrijecer o edifício. A disposição dos pilares-
parede internamente à edificação, orientados em uma mesma direção, ocasiona
instabilidade.

Palavras-chave
Estabilidade Global; Pilares-Parede; Efeitos de Segunda Ordem.

Introdução

Segundo MONCAYO (2011), ocorreu, nas últimas décadas, um grande avanço no


tocante à tecnologia do concreto, tornando possível a produção de concretos de alta
resistência, cujas resistências características à compressão podem superar 50 MPa. Esse
aumento de resistência possibilitou a construção de edifícios cada vez mais altos e
esbeltos e com arquiteturas flexíveis e modernas. Como consequência, a estabilidade
global e os efeitos de 2.ª ordem passaram a ter grande importância no cálculo dessas
edificações, tornando viável a utilização de pilares-parede e núcleos rígidos como
elementos de contraventamento, a fim de melhorar a segurança e reduzir o custo da
edificação.
O presente trabalho objetiva comparar, por meio da determinação do parâmetro de
instabilidade α, do coeficiente γz e dos esforços de 2.ª ordem nos pilares, as condições
de estabilidade global e os efeitos de 2.ª ordem em cinco estruturas de quinze
pavimentos, com arranjos estruturais compostos por pilares-parede em posições e
direções diferentes. As influências do posicionamento e direcionamento desses
elementos nas edificações nas condições de estabilidade e efeitos de 2.ª ordem
justificam o presente estudo.

Estabilidade global e análise de 2ª ordem

A análise da estabilidade global de uma estrutura de concreto armado objetiva


determinar sua sensibilidade quanto a efeitos de 2.ª ordem globais, visando assegurar-se
que o dimensionamento de seus elementos, para as combinações mais desfavoráveis das
ações de cálculo, seja feito de maneira que não ocorra perda de estabilidade nem
esgotamento das capacidades resistentes de seus elementos (ABNT NBR 6118:2014).
As estruturas podem ser classificadas, para efeito de cálculo, conforme a
deslocabilidade de seus nós, em estruturas de nós móveis ou de nós fixos, as quais são
caracterizadas por deslocamentos pequenos em seus nós e pela atuação de efeitos de 2.ª
ordem globais inferiores a 10% dos respectivos esforços de 1.ª ordem, o que torna
razoável desprezar tais efeitos nestas estruturas (ABNT NBR 6118:2014; FRANCO,
1985). Nas estruturas de nós móveis é obrigatória a consideração de efeitos de 2.ª ordem
globais no dimensionamento dos elementos estruturais. Devem ser considerados nessa
análise a não-linearidade física (NLF) do material e a não-linearidade geométrica
(NLG) dos elementos da edificação.
A não-linearidade física é caracterizada pela variação das características do material
conforme a aplicação das cargas, variando da mesma forma sua resposta a elas
(KIMURA, 2007). Os efeitos principais da NLF em uma estrutura de concreto armado
são os oriundos de fissuração e fluência do concreto, bem como do escoamento da
armadura de aço (PINTO, 1997). O comportamento do material é de tal forma que o
módulo de elasticidade do concreto (Ec) é reduzido conforme as tensões solicitantes
aumentam. Da mesma forma, os momentos de inércia (Ic) e, consequentemente, as
rigidezes dos elementos estruturais (EI) também são reduzidos.
Para a consideração da NLF em análises globais de 2.ª ordem, a ABNT NBR 6118:2014
recomenda adotar os seguintes valores aproximados para as rigidezes (EI)sec dos
elementos estruturais: 0,3 EcIc, 0,4 EcIc, 0,5 EcIc e 0,8 EcIc para lajes, vigas com As ≠
As', vigas com As = As' e pilares, respectivamente, onde Ic é o momento de inércia da
seção bruta de concreto, sem considerar-se sua fissuração, e Ec é o módulo
representativo de deformação do concreto.
A não-linearidade geométrica (NLG) consiste no surgimento de solicitações de ações,
decorrentes de mudanças da estrutura no espaço, ou seja, de deformações. Em edifícios
de concreto armado, tais efeitos são decorrentes, principalmente, de deslocamentos
horizontais formados pela ação conjunta de carregamentos verticais e horizontais
(WORDELL, 2003; MONCAYO, 2011). Os principais elementos afetados são os
sujeitos à flexo-compressão, pois há variação nos momentos solicitantes.

Parâmetros para análise da estabilidade global

A ABNT NBR 6118:2014 trata a estabilidade global classificando as estruturas em nós


móveis ou nós fixos através do parâmetro de instabilidade α e do coeficiente γz. A
Norma estabelece que uma estrutura reticulada simétrica pode ser considerada como
sendo de nós fixos se seu parâmetro de instabilidade α (equação 1) for menor que o
valor limite α1 = 0,2+0,1n, se n ≤ 3, ou α1 = 0,6, se n > 3. No caso de contraventamento
formado pela associação de pórticos e pilares-parede, que é o caso abordado neste
trabalho, bem como por associação de pilares-parede, a norma recomenda adotar α1 =
0,6.

(1)

Os parâmetros Htot e Nk significam, respectivamente, a altura total da edificação e o


somatório das cargas verticais atuantes com seus valores característicos, E cs é o módulo
de elasticidade secante do concreto e n é o número de barras horizontais acima da
fundação ou de um ponto pouco deslocável do solo.
Ressalta-se que o parâmetro α não pode ser utilizado como ferramenta para estimativa
dos esforços de 2.ª ordem, sendo necessária, para isso, a utilização de um coeficiente
majorador ou de algum outro processo para a obtenção desses efeitos (WORDELL,
2003).
O coeficiente γz, formulado pelos professores Mário Franco e Augusto Carlos de
Vasconcelos, em 1991 (MONCAYO, 2011), é utilizado como complemento do
parâmetro α para medição da sensibilidade da estrutura a esforços de 2.ª ordem,
podendo ser utilizado como coeficiente majorador de esforços globais de 1.ª ordem para
estimativa de esforços globais de 2.ª ordem (PAIXÃO; ALVES, 2016). O valor do
coeficiente é obtido através da equação 2.

(2)

Sendo M1,tot,d o momento de tombamento, ou seja, a soma dos momentos oriundos das
cargas horizontais da combinação adotada na base da estrutura, e ΔMtot,d a soma dos
produtos das cargas verticais pelos deslocamentos de seus respectivos pontos de
aplicação, obtidos em análise de 1.ª ordem.
A estrutura pode ser considerada de nós fixos quando γz ≤ 1,1, e atinge-se sua
instabilidade global para valores superiores a 1,3 (PAIXÃO; ALVES, 2016). A ABNT
NBR 6118:2014 permite, também, para 1,1 ≤ γz ≤ 1,3, a utilização de um método
simplificado para a determinação aproximada dos efeitos de 2.ª ordem na estrutura, que
consiste na análise de 1.ª ordem com a majoração das cargas horizontais por um fator
igual a 0,95γz. Entretanto neste trabalho foi utilizado o fator igual a 1,00γz, por oferecer
valores a favor da segurança e, em geral, melhores, como afirmam MONCAYO (2011)
e outros autores.

Pilares-parede

A Norma NBR 6118:2014 define pilares-parede como pilares cuja maior dimensão de
seção transversal seja igual ou superior a cinco vezes a menor dimensão. Por seu
formato diferenciado, os pilares-parede possuem rigidez acentuada e menor peso
quando comparados aos pilares usuais do sistema de contraventamento. Usualmente são
posicionados nas caixas de escada ou de elevador, além de shafts para passagem de
condutos hidráulicos e elétricos de edifícios altos, sob a forma de núcleos estruturais
(ARAÚJO, 2014; PEREIRA, 2000).
Metodologia

Inicialmente foi analisada a edificação constante no trabalho de MONCAYO (2011),


com dez pavimentos e planta de forma com dois eixos de simetria. Após essa fase, a
edificação foi adaptada para quinze pavimentos (figura 2), pré-dimensionando as seções
dos pilares e pilares-parede e mantendo as dimensões das vigas e das lajes, pois não se
julgou necessária a intervenção por pilares-parede na estrutura com dez pavimentos.

Figura 2 - Planta de forma da edificação original adaptada para 15 pavimentos.

Em seguida, foram definidos quatro novos arranjos estruturais dos pilares e pilares-
parede da edificação de quinze pavimentos. No primeiro, definido como arranjo
estrutural 1, os pilares-parede foram localizados no contorno da edificação, mantendo-
se os pilares internos nas mesmas posições. Os pilares P10 e P16 e, também, os pilares
P13 e P19, foram unidos, formando paredes nas caixas da escada e do elevador. As
direções das faces de maior dimensão dos pilares-parede acompanham o contorno da
edificação (figura 3).

Figura 3 - Planta de forma da edificação: arranjo 1


Nos arranjos estruturais 2 e 3, todos os pilares da edificação se tornaram pilares-
parede. No arranjo estrutural 2, as faces com maiores dimensões foram posicionadas
na direção do eixo x, conforme mostra a figura 4.

Figura 4 - Planta de forma da edificação: arranjo 2

Na figura 5, arranjo 3, os lados maiores dos pilares estão na direção do eixo y. Ressalta-
se que os arranjos 2 e 3 são experimentais, não sendo comumente utilizados em
estruturas.

Figura 5 - Planta de forma da edificação: arranjo 3

O arranjo 4 (figura 6) consiste da implementação, nas caixas de escada e do elevador, de


um núcleo rígido em formato “U”. Em todas as edificações, foram considerados os
seguintes parâmetros: distância entre os pisos dos pavimentos = 3 m; resistência
característica à compressão (fck) = 25 MPa; coeficiente de Poisson = 0,2. Os módulos de
elasticidade longitudinais (inicial e secante) foram obtidos segundo prescrições da
ABNT NBR 6118:2014.
Figura 6 - Planta de forma da edificação: arranjo 4

A ação do vento na estrutura foi obtida conforme ABNT NBR 6123:1988 utilizando-se
os seguintes parâmetros, conforme MONCAYO (2011): velocidade básica do vento de
40 m/s, categoria IV, classe B, fator do terreno (S1) = 1,00 e fator estatístico (S3) =
1,00. Os coeficientes de arrasto de cada estrutura foram calculados para as direções de
atuação do vento 0° e 90°.
As análises das edificações foram realizadas utilizando quatro combinações normais de
ações, determinadas conforme prescrições da norma ABNT NBR 6118:2014:
➢ C1: γg x Cargas permanentes + γq x (Cargas acidentais + ψ0 x Vento 0°);
➢ C2: γg x Cargas permanentes + γq x (Cargas acidentais + ψ0 x Vento 90°);
➢ C3: γg x Cargas permanentes + γq x (ψ0 x Cargas acidentais + Vento 0°);
➢ C4: γg x Cargas permanentes + γq x (ψ0 x Cargas acidentais + Vento 90°).
Para a obtenção dos valores de cálculo das ações, foram utilizados os seguintes
coeficientes de ponderação: γg = γq = 1,4, ψ0 = 0,6 para ação do vento e ψ0 = 0,5 para as
cargas acidentais. Foram adotados os seguintes valores para as ações verticais,
conforme MONCAYO (2011): 2,744 kN/m² de carga permanente e 1,47 kN/m² de
carga acidental nos pavimentos tipo, bem como 1,47 kN/m² de carga permanente e 0,98
kN/m² de carga acidental na cobertura.

Conclusões

O software utilizado nas análises das estruturas foi o SAP 2000 v.19.0.0, da Computers
and Structures Inc. Inicialmente foram introduzidas a geometria das estruturas e as
características do material e das seções. As vigas e os pilares foram modelados com
elementos do tipo barra (frame) e as lajes e pilares-parede com elementos do tipo placa
(shell). As lajes foram consideradas esbeltas (thin) e os pilares-parede, em função de
suas características geométricas, como espessos (thick). A vinculação da edificação com
as fundações foi considerada rígida.
Na tabela 1, constam os valores de α e γz obtidos nas edificações analisadas. A rigidez
equivalente, EcsIc, foi determinada aplicando cargas pontuais unitárias nos topos dos
pilares externos das edificações. Na avaliação de γz foi considerada a não-linearidade
física de forma aproximada, conforme as recomendações da ABNT NBR 6118:2014.
Tabela 1 - Valores de α e γz obtidos
Combinações
Edificação Parâmetro
C1 C2 C3 C4
Edificação original α 0,53 0,62 0,53 0,62
(15 pav.) γz 1,16 1,20 1,15 1,19
α 0,55 0,52 0,55 0,52
Arranjo 1
γz 1,15 1,11 1,14 1,10
α 0,38 0,74 0,38 0,74
Arranjo 2
γz 1,06 1,46 1,06 1,41
α 0,76 0,45 0,76 0,45
Arranjo 3
γz 1,46 1,08 1,42 1,07
α 0,37 0,44 0,37 0,44
Arranjo 4
γz 1,05 1,06 1,05 1,06
Notação: pav. – pavimentos.

Os valores de α obtidos na edificação original adaptada para quinze pavimentos e na


edificação com o arranjo 1 permitem tratá-las como de nós fixos nas quatro
combinações. Os valores de γz obtidos as classificam como sendo de nós móveis: a
edificação original adaptada para quinze pavimentos nas duas direções (em todas as
combinações) e a edificação com o arranjo 1 nas combinações C1, C2 e C3.
Os valores de γz obtidos para o arranjo 1 foram, em geral, inferiores aos obtidos para a
edificação original adaptada para quinze pavimentos, indicando menor atuação de
efeitos de 2.ª ordem e, consequentemente, melhores condições de estabilidade global.
Além disso, ao contrário do ocorrido na edificação adaptada para quinze pavimentos, os
valores de α e γz obtidos na direção y (vento a 90°) para o arranjo 1 foram
significativamente inferiores aos obtidos na direção x (vento a 0°), indicando aumento
significativo da rigidez do contraventamento do edifício nessa direção. Por outro lado,
constata-se que os valores de α aumentaram na direção x, indicando redução de rigidez
nessa direção.
Os arranjos 2 e 3 proporcionaram melhores valores de α e γz em uma das direções,
quando comparados às demais estruturas. Entretanto tais arranjos se mostraram
instáveis na outra direção, atingindo valores de α superiores a 0,7 e valores de γz
superiores a 1,4. O arranjo 4 proporcionou valores que permitiram classificar a estrutura
como de nós fixos em todas as combinações.
Em todas as estruturas, as combinações C1 e C3 (vento como ação variável secundária)
proporcionaram valores maiores de α e γz quando comparados aos obtidos nos casos C2
e C4 (vento como ação variável principal), indicando que essas combinações são as
mais desfavoráveis para a estabilidade global das estruturas.
Após a determinação dos parâmetros α e γz, foi realizada a análise de 2.ª ordem global
nas estruturas para as combinações de ações que ocasionaram valores de γz entre 1,1 e
1,3, de modo a obter os efeitos de 2.ª ordem somados aos de 1.ª ordem. O método
utilizado foi a análise de 1.ª ordem com a majoração das cargas horizontais por um fator
de valor equivalente ao de γz. Foram obtidos, para cada edificação analisada, as cargas
axiais e os momentos em torno dos eixos x e y nas bases dos pilares, bem como os
deslocamentos horizontais nas cotas das lajes de cada pavimento. Não foram analisadas
as situações em que γz é superior a 1,3, pois nelas ocorre instabilidade global e,
portanto, a análise de 2.ª ordem não é factível. Nas tabelas 2 e 3, constam as cargas
axiais nos pilares de P1 a P14 obtidas em análises de 2.ª ordem.
Tabela 2 - Cargas axiais nas bases dos pilares obtidas por análises de 2ª ordem em
kN (Ed. original - 15 pav.)
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7
C1 2876,58 7006,73 7630,242 3185,503 7633,444 14420,48 14445,82
C2 3091,023 7170,627 7170,627 3091,023 7831,617 14373,26 14373,26
C3 2594,855 6553,822 6986,15 3096,411 6991,348 13409,21 13450,35
C4 2939,771 6811,025 6811,025 2939,771 7313,378 13335,77 13335,77
P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14
C1 8043,457 2434,389 3720,62 3656,536 4131,299 3954,419 2776,803
C2 7831,617 2576,249 3848,965 4033,101 4033,101 3848,965 2576,249
C3 7657,03 2173,664 3414,576 3263,91 4034,719 3794,162 2729,595
C4 7313,378 2405,571 3622,333 3867,754 3867,754 3622,333 2405,571

Tabela 3 - Cargas axiais nas bases dos pilares obtidas por análises de 2ª ordem em
kN (Arranjo 1)
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7
C1 2777,074 6782,071 6880,596 3107,625 7320,064 14527,06 14592,13
C2 3000,646 6914,953 6909,58 2995,111 7524,504 14560,49 14558,48
C3 2481,937 6302,586 6468,916 3031,381 6688,265 13492,01 13600,92
P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14
C1 7734,841 3154,719 8236,151 3169,06 2587,972 9380,531 3331,552
C2 7529,38 3217,11 8815,48 3110,055 3105,409 8799,935 3218,196
C3 7370,839 2890,353 7311,034 3190,377 2233,643 9212,697 3181,722

A distribuição de cargas axiais entre os pilares foi alterada no arranjo 1, quando


comparado à edificação original (quinze pavimentos), tendo, por exemplo, incremento
de cargas solicitantes nos pilares P6 e P7, e decréscimo nos pilares P1 e P2.
Foram obtidos os valores dos momentos fletores em torno dos eixos x e y nas bases dos
pilares em análises de 2ª ordem, tabelas 4 e 5.

Tabela 4 – Momentos fletores nas bases dos pilares obtidos por análises de 2ª
ordem em kNm (Ed. original - 15 pav.)
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7
C1 14,448 81,919 81,951 14,815 0,021 5,907 6,040
C2 27,871 106,653 106,653 27,871 2,286 897,499 897,499
Em torno de x
C3 13,189 75,410 75,462 13,785 0,020 5,403 5,618
C4 34,266 114,228 114,228 34,266 3,574 1404,709 1404,709
C1 82,679 5,205 5,085 139,975 38,675 112,071 87,613
C2 28,721 0,061 0,061 28,721 85,486 10,993 10,993
Em torno de y
C3 154,293 8,409 8,298 207,201 2,659 174,202 149,997
C4 26,568 0,056 0,056 26,568 78,662 10,096 10,096
P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14
C1 0,0195 -15,0677 -0,5579 -27,8114 -27,1072 -0,5719 -15,3774
C2 2,2856 -1,9555 0,3858 -12,9950 -12,9950 0,3858 -1,9555
Em torno de x
C3 0,0174 -13,7803 -0,5086 -25,7854 -24,6421 -0,5313 -14,2831
C4 3,5741 6,7902 0,9721 -2,5128 -2,5128 0,9721 6,7902
C1 132,3889 92,8330 31,2516 2,6149 2,1495 26,4917 129,7593
C2 85,4859 18,7924 2,4822 0,2300 0,2300 2,4822 18,7924
Em torno de y
C3 154,8092 163,6729 49,0464 4,0869 3,6484 44,7034 197,7199
C4 78,6617 17,5401 2,3319 0,2150 0,2150 2,3319 17,5401
Tabela 5 – Momentos fletores nas bases dos pilares obtidos por análises de 2ª
ordem em kNm (Arranjo 1)
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7
C1 24,74057 69,74169 69,96066 24,74762 0,039227 5,889211 0,027338
Em torno de x C2 27,39592 75,12637 75,3273 27,34989 1,642593 421,2561 418,3526
C3 22,80061 64,18061 64,39254 22,84606 0,043804 6,408512 1,213304
C1 0,42266 5,566699 5,418053 1,479536 56,13253 92,63616 62,0629
Em torno de y C2 0,528733 0,071698 0,075629 0,528962 72,77276 15,08777 15,54015
C3 1,08402 9,144648 9,006542 2,058497 39,48032 142,0033 113,9034
P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14
C1 0,000466 25,84067 0,021186 13,37517 13,35583 0,011377 25,98791
Em torno de x C2 1,624331 23,24011 3,416027 6,759278 6,777911 3,401042 23,29637
C3 0,008364 23,80065 0,025507 12,30943 12,26356 0,017301 24,00234
C1 89,31559 0,223567 40,75483 349,287 357,9015 8,14489 1,611301
Em torno de y C2 72,68771 0,704854 16,13632 4,706071 1,23926 16,4689 0,701634
C3 94,36357 0,876412 55,61413 581,473 589,4131 25,41818 2,157416

Percebe-se, portanto, que houve grande variação na distribuição dos momentos para os
pilares entre a edificação original adaptada para quinze pavimentos e o arranjo 1. Como
exemplo, cita-se o pilar P1, cujo momento em relação ao eixo y sofreu decréscimo
máximo de 99,97% (C3), e também o pilar P11, em que tal momento sofreu acréscimo
de 2,61 kNm para 349,287 kNm, no arranjo 1 (C1). Na figura 8, são mostrados os
deslocamentos máximos horizontais nos pisos de cada pavimento, obtidos em análises
de 2ª ordem.

Figura 8 - Deslocamentos máximos originais obtidos nos pisos de cada pavimento


em metros (Ed. original - 15 pav. e Arranjo 1)

Nesses gráficos, constatou-se que os valores dos deslocamentos do arranjo 1 foram, em


geral, inferiores aos da edificação original de 15 pavimentos, exceto no topo da
edificação para ação do vento a 0° (combinações C1 e C3). Foram obtidos valores
superiores nas combinações considerando o vento como ação variável principal (C3 e
C4) em ambas as edificações.
O arranjo de pilares-parede no contorno da edificação e a utilização de núcleos rígidos
nas caixas de escada e de elevador são alternativas viáveis para enrijecer o edifício,
pois, conforme mostra a tabela 1, os valores de α e γz proporcionaram melhores
resultados nos arranjos 1 e 4.
A disposição dos pilares-parede internamente à edificação, orientados em uma mesma
direção, ocasionam instabilidade. Os arranjos 2 e 3 reduziram significativamente a
rigidez da estrutura nas direções y e x, respectivamente.
Na fase de combinação de ações, foram obtidos, adotando ação do vento como carga
variável principal (combinações C3 e C4), momentos maiores em alguns pilares,
relativamente aos obtidos adotando vento como carga variável secundária (combinações
C1 e C2), como, por exemplo, no pilar P6, em todas as edificações.

Referências

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Grande: Dunas, 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas de
concreto - Procedimento. Rio de Janeiro, 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6123: Forças devidas ao
vento em edificações. Rio de Janeiro, 1988.
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Colóquio sobre Estabilidade Global das Estruturas de Concreto Armado. São Paulo, 1985.
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estrutura de concreto armado. 221p. Dissertação (Mestrado), Escola de Engenharia de São
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PEREIRA, Ana Cláudia de Oliveira. Estudo da influência da modelagem estrutural do núcleo
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