A RÍTMICA DO
BRASIL
Eric Carvalho
A RÍTMICA DO
BRASIL
Vitória, 2013
© FACULDADE DE MÚSICA DO ESPÍRITO SANTO
Governador do Estado do Espírito Santo
RENATO CASAGRANDE
Vice-Governador
GIVALDO VIEIRA
Secretário de Estado da Educação
KLINGER MARCOS BARBOSA ALVES
Faculdade de Música do Espírito Santo - Direção Geral
Erlon paschoal
Revisão
do autor
Capa, Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica
SÉRGIO RODRIGO DA S. FERREIRA
Impressão e Acabamento
DIO - DEPARTAMENTO DE IMPRENSA OFICIAL - ES
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação
Biblioteca da Faculdade de Música do Espírito Santo
Cxxxp Carvalho, Eric
A Rítmica do Brasil
Vitória : Faculdade de Música do Espírito Santo Maurício de
Oliveira, 2013.
xxxp. il.
ISBN xxx-xx-xxxxx-xx-x
1.Música 2. xxxxxxxx (Estado)
I.Título
CDD. 981.52
Dedico este livro à minha mãe, Áurea, e ao meu pai, Domingos (in memorian) pelo amor e
apoio dado quando decidi me tornar músico.
Faculdade de Música do Espírito Santo “Maurício de Oliveira” (FAMES)
Praça Américo Poli Monjardim - 60 - Centro - Vitória-ES - Cep: 29010-640 - Tel: 27 3636-3600 Aos meus filhos Daniel e Breno e à minha esposa Luciene.
Sumário
Prefácio, 08
TABELA DE SIMBOLOS, 11
PARTE 1, 13
CÉLULAS RÍTMICAS DO QUARTO DE TEMPO (divisão em 4), 14
CÉLULAS RÍTMICAS DA TERCINA (divisão em 3),
PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS DO QUARTO DE TEMPO (divisão em 4),
PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS DA TERCINA (divisão em 3),
SÍNCOPES,
TERCINAS,
PARTE 2
CÉLULAS RÍTMICAS CARACTERÍSTICAS DOS RITMOS E SUAS VARIAÇÕES
CONGO (ES)
BAIÃO (PE)
AXÉ/SAMBA REGGAE (BA)
MARACATU (PE)
SAMBA TELECO TECO
SAMBA PARTIDO ALTO
FREVO
BUMBA MEU BOI (MA)
PARTE 3
Coordenação de mãos e pés
Primeiramente, agradeço a Deus. EXERCÍCIO (1)
EXERCÍCIO (2)
À Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), na figura do diretor professor Edilson Barboza EXERCÍCIO (3)
e da assessora de comunicação Daniela Ramos que tornaram este sonho realidade.
EXERCÍCIO (4)
A Eduardo Lucas, Wellington Rogério da Silva e aos colegas de profissão. EXERCÍCIO (5)
Aos meus familiares, meus amigos, professores e a todos os meus alunos, muito obrigado.
PARTE 4 - PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS MISTURADAS EM
FORMA DE SOLO COM A CARACTERÍSTICA DE CADA RITMO,
PREFÁCIO
CONGO
BAIÃO
AXÉ/SAMBA REGGAE Escrever mais um livro de estudos rítmicos no Brasil é, no mínimo, desafiador. Nossa herança
europeia, que por vezes tanto pesa em nossas decisões enquanto músicos é resolvida na
MARACATU
atuação, pois felizmente temos a liberdade de transitar pela música de concerto e pelas diversas
SAMBA manifestações de nossa tradição musical brasileira. Podemos então dizer, no que diz respeito a
FREVO essas tradições, que nós brasileiros estamos cada vez mais aprendendo a transitar pelos ritmos
BUMBA MEU BOI locais, pela diversidade das estruturas rítmicas do nordeste, das mais populares até as mais
complexas.
PARTE 5 - LEITURAS A DUAS E A TRÊS VOZES No entanto, ainda temos carências, pois nossas faculdades e institutos conseguem lidar com
LEITURA A DUAS VOZES essa diversidade sem muito acesso a um material que nos prepare teoricamente para o estudo
SAMBA e prática de ritmos brasileiros dentro das salas de aula. Essa seria uma necessidade que deve
BAIÃO emergir, na medida em que o ensino de música tem atravessado os muros das nossas instituições
AXÉ/SAMBA REGGAE e chegando às escolas de ensino básico. Ora, se ainda mantemos alguns muros da tradição
europeia, é inconcebível que permaneçamos em sua suposta hegemonia, embora, sabemos
AXÉ/SAMBA REGGAE
muito bem, que ela deva continuar sendo uma constante e contribuinte para a diversidade
MARACATU cultural dos povos e, em nosso caso, na formação musical brasileira.
EXERCÍCIOS A TRÊS VOZES
Pensando nesse complexo contexto, o professor Eric Carvalho elaborou este inovador material,
BIBLIOGRAFIA para o estudos de percepção musical pelo viés da variedade dos ritmos brasileiros. Este
precioso material vem então confirmar o que os estudos em educação musical têm buscado
incansavelmente: enxergar mais longe a música que, paradoxalmente, está tão perto de nós.
SOBRE O AUTOR
Para Eric Carvalho, isso não é nenhuma novidade, haja vista a sua formação, menos enraizada e
mais rizomática, cheia de buscas em direção ao outro, e por isso mesmo despida dos preconceitos
com os quais ainda lidamos em nosso quotidiano: nosso autor sempre gostou dos estudos de
ritmo, observa-os desde os primeiros flertes com a bateria e, com essa experiência, pouco reta e
tão diversificada, sempre deu destaque especial aos ritmos brasileiros. Foi então na graduação
na FAMES, em seus estudos de rítmica, que ele começou a lançar os olhares mais atentos aos
nossos povos. Assim, como professor no Curso de Música Popular em nossa instituição, foi
incentivado pelo então coordenador do curso, o professor Salvatore Collura a escrever um livro
sobre o assunto, o que só impulsionou o que Eric Carvalho já tinha em mente.
Portanto, o leitor verá neste farto material, atividades de leitura rítmica baseadas, em quase sua
totalidade, na herança negra africana que herdamos desde a sua diáspora até as transformações
internas que sofreram, o que enriquece ainda mais o nosso repertório. Neste Primeiro volume,
o leitor e estudante de música encontrarão, segundo o autor, dois estudos de ritmo que ele
considera em especial: o Congo (Espírito Santo) e o Bumba-meu-Boi (Maranhão) que, segundo
o autor, seriam os ritmos que ele dedica aos que o trouxeram à vida, pois a diversidade já
corria no sangue do nosso percussionista, que é fruto do casamento de uma capixaba com
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um maranhense. Além desses ritmos, o público encontrará o Samba de Partido Alto e o Teleco
Teco, o Baião, o Frevo, o Axé, o Samba reggae e o Maracatu. O livro tem como principal objetivo
o estudo das células características de cada ritmo proposto para estudo. Além disso, o material
é enriquecido com exercícios para coordenação de mãos e pés, atividades de leitura a duas e
três vozes, estudo prático de cada ritmo e da divisão em quatro (quarto de tempo) e em três
(tercina). A novidade do material que o autor apresenta também está nas possibilidades de
exercícios para estudantes de música de todos os instrumentos, não se limitando à percussão TABELA DE SÍMBOLOS
e à bateria.
Quanto ao meio em que Eric Carvalho atua que, segundo ele, permanece de suma importância
para a sua pesquisa, frisamos que a FAMES, segundo o próprio autor, tem contribuído para essas
mudanças de paradigmas, dando abertura a inovações, a projetos ousados, inserindo a música =Localização da célula de rítmica no quarto de tempo e na tercina
na sociedade local, exportando-a para outros povos e culturas, enfim, religando-a à sua fonte X = marcação do pulso com os pés
primária: o homem em sociedade. Com isso, o trabalho de Eric Carvalho passa a fazer parte
desse cenário. Podemos então afirmar que este trabalho se torna de grande contribuição para F = forte
franquear as barreiras dentro dos nossos próprios territórios para trazê-los, de forma elaborada, f = fraco
para o ensino de música nas escolas e faculdades. Este livro reafirma então que poderemos, em
um só tempo, estudar “música no Brasil” e a “música do Brasil”, já que deixamos marcas daquilo mf = mezzo forte
de que nos apropriamos e reconstruímos culturalmente. Finalizamos com uma resposta ao MD = mão direita
início, afirmando que o desafio em escrever um livro de estudos rítmicos é aqui lançado. Pela
progressão dos seus exercícios, poderemos sentir, nas palmas das nossas mãos, na batida nos ME = mão esquerda
nossos pés e na articulação dos nossos lábios alguns pedaços de Brasil. Se arriscarmos um
pouco mais, veremos que algumas de nossas aulas poderão ainda se tornar, a partir deste rico
PD = pé direito
material, uma verdadeira festa de ritmos brasileiros. PE = pé esquerdo
Wellington Rogério Da Silva
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1
CÉLULAS RÍTMICAS DO QUARTO DE TEMPO
(DIVISÃO EM 4)
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CÉLULAS RÍTMICAS DA TERCINA PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS DO QUARTO
(DIVISÃO EM 3) DE TEMPO
(DIVISÃO EM 4)
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PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS DA TERCINA SÍNCOPES
(DIVISÃO EM 3)
As síncopes são células rítmicas predominantes em vários ritmos brasileiros,
como, por exemplo, o samba e o maracatu.
Ela acontece quando se prolonga um tempo ou uma parte de tempo fraco a um
tempo ou parte de um tempo forte.
Exemplos mais comuns:
F= Forte
f= fraco
mf= mezzo forte
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TERCINAS
2
São quiálteras de 3 notas, ou seja o pulso será sempre dividido em três notas de
mesma duração.
Exemplos mais comuns de tercinas:
Localização das tercinas de semínima e mínimas no pulso dividido em três.
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CÉLULAS RÍTMICAS CARACTERÍSTICAS DOS CONGO (ES)
RITMOS E SUAS VARIAÇÕES
Como estudar as células
1. Marcar o pulso com a mão e solfejar as células rítmicas falando a síl-
aba “tá”;
2. Contar o pulso em voz alta e bater o ritmo com a mão;
3. Marcar o pulso e o impulso com as duas mãos;
Ex: solfejar as células ritmicas falando a sílaba “tá”.
4. Contar o pulso e o impulso em voz alta;
Ex: e bater o ritmo com a mão.
5. Contar as 4 semicolcheias em voz alta.
Ex: e bater o ritmo com a mão.
6. Marcar o tempo com uma das mãos, com a outra mão usar um ganzá
(ovinho de percussão) tocado as quatro semicolcheias ( )e
solfejando as células rítmicas falando a sílaba “tá”.
7. Inverter as possibilidades.
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CONGO (ES) BAIÃO (PE)
(continuação)
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BAIÃO (PE) AXÉ/SAMBA REGGAE (BA)
(continuação)
26 | ERIC CARVALHO A RÍTMICA DO BRASIL | 27
AXÉ/SAMBA REGGAE (BA) AXÉ/SAMBA REGGAE (BA)
(continuação) (continuação)
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MARACATU (PE) MARACATU (PE)
(continuação)
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SAMBA TELECO TECO VARIAÇÕES
Célula:
Localização no quarto de tempo
FALTA IMAGEM
Estudar as variações solfejando as células e usando as mãos para marcar o tempo.
Mão esquerda no tempo 1 com a palma da mão aberta
Mão direita no tempo 2 com a mão fechada.
= MÃO ESQUERDA
= MÃO DIREITA
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SAMBA PARTIDO ALTO SAMBA PARTIDO ALTO
(continuação)
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FREVO
Como estudar:
1. Solfejar as células
2. Marcar os tempos com as mãos
Tempo 1 – mão esquerda aberta, conforme mostra a figura abaixo:
Tempo 2 – mão direita fechada, como mostrado abaixo:
= MÃO ESQUERDA
= MÃO DIREITA
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BUMBA MEU BOI (MA) BUMBA MEU BOI (MA)
(continuação)
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3
Coordenação de mãos e pés EXERCÍCIO (1)
Como estudar:
1. Usar as mãos uma contra a outra como movimento da palma (fig. 1)
nos acentos e, onde não houver acento, bater uma mão contra a outra,
como se fosse um golpe de karatê (fig. 2).
Ex:
Figura 1
Figura 2
2. Formas de marcar o pulso;
2.1. Contar em alta voz, Ex: 1 e 2 e
2.2. Contar em alta voz, Ex: 1234 1234
3. Usar os pés nos pulsos fortes.
Ex: 1 2
PD PE
4. Inverter todas as possibilidades.
X= pés.
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EXERCÍCIO (2) EXERCÍCIO (3)
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EXERCÍCIO (4) EXERCÍCIO (5)
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4
PRÁTICA DAS CÉLULAS RÍTMICAS
MISTURADAS EM FORMA DE SOLO COM A
CARACTERÍSTICA DE CADA RITMO
CONGO BAIÃO
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AXÉ/SAMBA REGGAE MARACATU
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SAMBA FREVO
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BUMBA MEU BOI
LEITURAS A DUAS E A TRÊS VOZES
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LEITURA A DUAS VOZES SAMBA
COMO ESTUDAR Utilizando a célula como ostinato para todos os exercícios do samba.
1. Contar os tempos em voz alta, fazer a 1ª voz com MD 2ª voz com
ME.
MD = mão direita
ME = mão esquerda
2. 1ª – voz: solfejar usando a sílaba “tá”.
2ª – voz: bater o ritmo com uma das mãos.
3. 1ª voz: bater o ritmo com a mão direita.
2ª voz: bater o ritmo com o pé esquerdo.
4. Inverter a possibilidades.
Observação: estudar todos os exercícios com o metrônomo.
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BAIÃO AXÉ/SAMBA REGGAE
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AXÉ/SAMBA REGGAE MARACATU
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EXERCÍCIOS A TRÊS VOZES
1ª voz – usar um ganzá (ovinho de percussão) em uma das mãos. Executando a
seguinte célula:
2ª voz - com a mão aberta
Ambos devem ser feitos na mesma mão.
3ª voz – com a mão fechada
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BIBLIOGRAFIA
BOLÃO, Oscar. “Batuque é um Privilégio” Rio de Janeiro - RJ, Lumiar, 2003.
CUNHA, Cássio. “Acentos Rítmicos Brasileiros” Rio de Janeiro-RJ, Multifoco, 2011.
GONÇALVES E COSTA, Guilherme e Mestre Odilon. “Batuque Carioca” Rio de
Janeiro - RJ, Editora Groove, 2000.
GRAMANI, José Eduardo. “Ritmica Viva” Campinas-SP, Editora Unicamp, 1996.
GRAMANI, José Eduardo. “Rítmica” São Paulo – SP, Perspectiva, 2007.
JACOB, Mingo “Método Básico de Percussão: Universo Rítmico” São Paulo – SP,
Irmãos Vitale, 2003.
LINS, Jaceguay. “O Congo do Espírito Santo” Vitória-ES, Editora GSA, 2009.
MED, Bohumil. “Ritmo” Brasília – DF, Musimed,1986.
OLIVEIRA, Denilson. “Caminhos de Ritmos Brasileiros” São Paulo – SP, Edição do
autor, 2008.
POZZOLI,. “Guia Teórico-Prático Partes I e II”, Editora Ricordi
ROCCA, Edgard. “Ritmos brasileiros e Seus Instrumentos de Percussão” , Rio de
Janeiro - RJ, Editora Europa.
ROCHA, Éder. “Zabumba moderno”, Recife – PE, Funcultura Pernanbuco.
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SOBRE O AUTOR
Eric Carvalho, nascido em 1971, é natural de Castelo, Espírito Santo, cidade conhecida
pelo acidentado relevo, pelo excelente clima e pelas marcas da cultura italiana. Desde sua
infância, mudou-se para a capital, Vitória, mas foi em pela participação como público no
primeiro Rock in Rio em 1985 que surgiu o seu imenso interesse pelo estudo da bateria.
Assim, 1986, ou seja, aos 15 anos, começou a investigar por conta própria o desejado
instrumento ao recebê-lo de presente do seu pai. Até então, tocava por hobbie, com os
amigos nos fins de semana, mas em 1991 a sua carreira começou a trilhar os primeiros
passos da profissionalização, a partir de sua primeira participação no “Festival de Música
de Alegre”, em parceria com o seu amigo Roberto Freitas. Nesse momento, decidiu
abandonar a faculdade de administração para seguir a carreira musical, tendo estudado
teoria e leitura rítmica com o professor Michel Hochreiter.
No estudo do instrumento, teve o baterista Sérgio Melo como o seu primeiro formador.
Em 1994, Eric Carvalho começa então a atuar no meio profissional e em seguida a lecionar
bateria em um estúdio montado na casa de sua avó, Marina Haddad, mais conhecida
como dona Marina por toda a sua vizinhança. O músico lembra que sua avó foi muito
generosa ao ceder o espaço e suportar o imenso “barulho” durante praticamente todos
os dias em que ali passou como professor. A partir de então, cursou teoria musical na
EMES, atual FAMES, em meados dos anos 1990.
Em 1999, integrou a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo – OFES - na qualidade de
músico convidado. Paralelamente, participou de várias bandas de Rock, Axé, Sertanejo,
MPB, bailes realizados na cidade dentre outras participações. Vale mencionar que Eric
Carvalho ainda teve a oportunidade de participar das bandas Lordose e Pride.
Entre 2001 e 2008, o músico, já profissionalizado pela carreira, atuou como professor de
percussão no “Projeto Vale Música” – academia de ensino - e teve então a oportunidade
de entrar para o ensino superior, graduando-se em Licenciatura em Música pela FAMES,
em 2008, e em seguida cursando uma pós-graduação em Arte-Educação como meio
de aprimoramento da carreira no magistério. Incansavelmente, Eric Carvalho tem
procurado a excelência também na performance, tendo estudado com Kiko Freitas,
Robertinho Silva, Pascoal Meirelles, Eduardo Túlio, John Boudler, Claúdio Infante, Edson
Quesada, Fernando Rocha, Giuliano Ribas e Edu Szajnbrum.
Desde 2010 é professor da Fames, onde leciona nos cursos de Licenciatura em música,
com a disciplina “Oficina de Percussão e Rítmica” e no “Curso de Formação Musical em
Música Popular - CFM, na disciplina “Bateria e Rítmica. Leciona em seu estúdio particular
aulas de bateria, percussão popular e percussão erudita.
Atualmente é também baterista da FAMES Jazz Band.