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Estudo do Pêndulo Simples e g

O relatório descreve um experimento com um pêndulo simples para investigar a relação entre o período de oscilação e o comprimento do fio, além de calcular a aceleração da gravidade local. Os resultados confirmaram a relação teórica entre o quadrado do período e o comprimento, permitindo a determinação de g, que se mostrou consistente com o valor esperado. O experimento validou a teoria do pêndulo simples e destacou a importância de medições precisas na física experimental.

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Estudo do Pêndulo Simples e g

O relatório descreve um experimento com um pêndulo simples para investigar a relação entre o período de oscilação e o comprimento do fio, além de calcular a aceleração da gravidade local. Os resultados confirmaram a relação teórica entre o quadrado do período e o comprimento, permitindo a determinação de g, que se mostrou consistente com o valor esperado. O experimento validou a teoria do pêndulo simples e destacou a importância de medições precisas na física experimental.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUL DE

MINAS GERAIS
ENGENHARIA CIVIL

ÉRICA CARVALHO DE OLIVEIRA

FÍSICA EXPERIMENTAL

Pendulo simples

POUSO ALEGRE-MG
2024
Relatório de Experimento: Pêndulo Simples
Introdução
O estudo dos movimentos oscilatórios é fundamental para a compreensão de diversos
fenômenos físicos e suas aplicações no cotidiano. O pêndulo simples é um dos sistemas
mais clássicos utilizados para ilustrar conceitos de movimento harmônico simples e a
relação entre força, aceleração e período de oscilação. Esse experimento, realizado no
âmbito da disciplina de Física Experimental, teve como principal objetivo investigar a
dependência do período de oscilação do pêndulo simples em função do comprimento do
fio, além de calcular a aceleração da gravidade local (g) a partir dos dados obtidos.

O movimento do pêndulo simples, para pequenos ângulos de deslocamento, segue


uma trajetória periódica, e seu período de oscilação é descrito por uma equação que
depende do comprimento do fio e da aceleração da gravidade. Este experimento visou
realizar medições precisas do período de oscilação para diferentes comprimentos de fio,
permitindo a análise da relação entre essas grandezas e, consequentemente, a
determinação de (g), a aceleração da gravidade no local da realização do experimento.

O relatório a seguir descreve a metodologia adotada para a realização do experimento,


apresenta os resultados obtidos, e discute as implicações desses resultados no cálculo da
aceleração da gravidade, fundamentados na teoria do movimento oscilatório do pêndulo
simples.

Objetivos
Tem como objetivo investigar o comportamento do pêndulo simples e calcular a
aceleração da gravidade local (g) a partir dos dados experimentais obtidos. Os principais
objetivos são:

 Determinar a relação entre o período T e o comprimento L do fio: O


experimento buscará verificar a dependência teórica entre essas duas variáveis,
considerando que, de acordo com a equação do pêndulo simples, o período é
diretamente proporcional à raiz quadrada do comprimento do fio. Espera-se
observar essa relação por meio da coleta de dados experimentais e da comparação
com a teoria.
 Calcular a aceleração da gravidade g utilizando os dados experimentais: A
partir da relação entre o período T e o comprimento L, será possível aplicar a
fórmula do pêndulo simples para calcular o valor de g, a aceleração da gravidade
local. A precisão deste cálculo dependerá da qualidade das medições de T e L,
permitindo uma estimativa de g com base nos dados obtidos.

Ao realizar essas medições, o objetivo final é validar a teoria do pêndulo simples e


calcular a aceleração da gravidade local com precisão. O experimento oferece uma forma
prática e simples de determinar g, permitindo que os resultados obtidos sejam comparados
com o valor teórico esperado.

. Materiais Utilizados

 Um pêndulo (massa como um cilindro)


 Cronômetro
 Régua para medir o comprimento do fio
 Suporte para pendurar o pêndulo

Metodologia
O experimento foi realizado conforme as etapas a seguir:

Montagem do Experimento

A montagem do experimento de pêndulo simples seguiu as etapas descritas a seguir, com o


objetivo de garantir que as medições e os ajustes realizados estivessem em conformidade com
os requisitos técnicos para a obtenção de resultados precisos.

Preparação

Inicialmente, foi necessário preparar o sistema para a realização das oscilações. Para isso, um
fio inextensível e de massa desprezível foi fixado em um suporte rígido, de modo que a
extremidade do fio ficasse livre para a suspensão de uma massa pontual (a "bob"). A massa
foi presa de forma que pudesse oscilar livremente em torno de um ponto fixo, sem qualquer
interferência ou atrito significativo que pudesse afetar a precisão dos resultados. O ponto de
fixação foi cuidadosamente selecionado para garantir que o fio estivesse suspenso
verticalmente, sem torções ou desvios.

Ajuste do Comprimento

O próximo passo foi o ajuste do comprimento L do fio, o qual foi medido com precisão
utilizando uma ** régua de alta precisão**. O comprimento foi variado para diferentes
valores de L, a fim de estudar a relação entre o período de oscilação e o comprimento do fio.

Os comprimentos escolhidos para o experimento foram os seguintes:

 L1=0,96 m
 L2=0,81 m
 L3=0,72 m
 L4=0,66 m
 L5=0,54 m
 L6=0,37 m

Cada comprimento foi cuidadosamente ajustado, garantindo que o ponto de fixação do


fio estivesse a uma altura suficiente para permitir uma oscilação de amplitude considerável,
sem que o fio tocasse a superfície ou outros obstáculos. A medição foi realizada com a
máxima precisão para garantir que as variações nos comprimentos fossem exatas e
reproduzíveis em cada tentativa experimental.

Para cada valor de comprimento L, o período de oscilação foi determinado, sendo


repetido o experimento várias vezes para cada comprimento a fim de garantir que os
resultados fossem consistentes e minimizar a margem de erro.

Coleta de Dados
Medição do Tempo para as Oscilações

Após o ajuste do comprimento L do fio e a fixação da massa no ponto de suspensão, o


próximo passo foi iniciar as oscilações do pêndulo. O pêndulo foi liberado a partir de uma
posição de repouso, com o fio sendo solto sem aplicar uma força adicional que pudesse
influenciar o movimento. A partir dessa posição inicial, o pêndulo começou a oscilar devido à
força gravitacional que atua sobre a massa suspensa.

Para medir o tempo necessário para o pêndulo completar um número de oscilações, foi
utilizado um cronômetro digital com precisão de milésimos de segundo. O tempo foi
registrado para 5 oscilações completas, ou seja, o pêndulo foi observado enquanto realizava o
movimento de ida e volta (da posição de repouso até o ponto máximo de deslocamento e
retorno). O cronômetro foi iniciado no momento em que o pêndulo cruzou a posição de
repouso e foi parado ao final da quinta oscilação.

Os tempos registrados para 5 oscilações para os diferentes comprimentos LLL foram


os seguintes (em segundos):

 t1=9,45 s
 t2=8,47 s
 t3=7,95 s
 t4=7,70 s
 t5=7,02 s
 t6=5,62 s

Esses tempos representam o total para 5 oscilações e foram registrados com grande
precisão para garantir a confiabilidade dos dados. A escolha de medir 5 oscilações foi para
reduzir o impacto de possíveis erros de medição em uma única oscilação, garantindo
resultados mais confiáveis.

Cálculo do Período Médio para Cada Comprimento

Aqui estão os valores calculados para o período médio Tm(em segundos) para os 6
conjuntos de medições de 5 oscilações:

 Para t1=9,45 , o período médio foi Tm=1,89 s


 Para t2=8,47 , o período médio foi Tm=1,69s
 Para t3=7,95 , o período médio foi Tm=1,59 s
 Para t4=7,70 , o período médio foi Tm=1,54
 Para t5=7,02 , o período médio foi Tm=1,40
 Para t6=5,62 , o período médio foi Tm=1,12
Esses valores do período médio são utilizados para a análise da relação entre o comprimento
do fio L e o período de oscilação, conforme discutido nas próximas seções.

Resultados
Os dados obtidos foram organizados na tabela e no gráfico a seguir
abaixo:

Tabela 1

Comprimento L (c TP para 5 Período


oscilações T^2/(4 PI^2) (s^2)
m) Médio Tm (s)
(s)
1 0,96 9,45 1,89 0,0904823500221987
2 0,81 8,47 1,694 0,0726887290356659
3 0,72 7,95 1,59 0,0640375210915486
4 0,66 7,7 1,54 0,0600733297815421
5 0,54 7,02 1,404 0,0499314845836786
6 0,37 5,62 1,124 0,0320016879263305

Análise dos Dados e Cálculo da Aceleração da Gravidade

Relação Teórica entre Período, Comprimento e Gravidade

A relação teórica que descreve o período de oscilação T de um pêndulo simples, em função do


comprimento L do fio e da aceleração da gravidade g, é dada pela fórmula:

L
T =2 π √
g

Para facilitar a análise, podemos manipular essa equação para expressá-la de forma mais
conveniente para um gráfico linear. Elevando ambos os lados da equação ao quadrado,
obtemos:

L
T =( 2 π )
2 2
g
2

Ou seja, a relação entre T 2 e L é linear, com uma inclinação proporcional a . Ao
g
plotarmos (quadrado do período) versus L (comprimento do fio), espera-se obter uma reta
2

cuja inclinação será , permitindo o cálculo de g.
g
3.2 Cálculos de T 2

Com base nos dados experimentais do período médioT m


para cada comprimento L, o quadrado do período T 2 foi calculado para cada valor de L.
Para isso, utilizamos a fórmula:

2 2
T =T m

Onde T m é o período médio calculado para cada comprimento L. A seguir, são apresentados
os cálculos de T 2para os valores de T m obtidos nas medições experimentais:

2 2 2
Para T m =1 ,89 s , T =(1 , 89) =3 ,57 s

2 2 2
Para T m =1 ,69 s , T =(1 , 69) =2 ,86 s

2 2 2
Para T m =1 ,59 s , T =(1 ,59) =2 , 53 s

2 2 2
Para T m =1 ,54 s , T =(1 , 54) =2 , 38 s

2 2 2
Para T m =1 , 40 ,T =(1 , 40) =3 ,1 , 96 s

2 2 2
Para T m =1 ,12 , T =(1 , 12) =1 , 25 s

Esses valores de T 2foram então plotados em um gráfico, T 2no eixo vertical e L no


eixo horizontal.

Análise GráficaT 2

A análise gráfica dos dados experimentais deT 2 versus L gerou uma reta linear. A inclinação
da reta foi determinada utilizando um software de ajuste de curva ,fornecendo a inclinação m
da reta. O valor obtido da inclinação foi utilizado para calcular a aceleração da gravidade g
local, conforme a fórmula da reta linear:
2

m=
g

A partir da inclinação m, calculamos g utilizando a relação:


2

g=
m

Cálculo da Aceleração da Gravidade g

Com a inclinação da reta m obtida da análise gráfica, foi possível calcular a aceleração da
gravidade local g. Por exemplo, se a inclinação encontrada foi m=0,57 s2/m então:
2
4π 2
g= ≈ 69 ,89 m/ s
0 , 57

Esse valor de g pode ser comparado com o valor teórico esperado para a aceleração da
gravidade, que é cerca de 9,81 m/ s2, na superfície da Terra. Qualquer discrepância pode ser
atribuída a erros experimentais, como imprecisões nas medições de comprimento ou tempo,
ou ainda a fatores como resistência do ar ou atrito no ponto de suspensão.

Conclusão

Os resultados obtidos confirmam a relação linear direta entre T 2 (o quadrado do


período do pêndulo) e L (o comprimento do fio), como previsto pela teoria do pêndulo
simples. A partir da análise gráfica e do ajuste linear, foi possível determinar o valor da
aceleração da gravidade g, que se mostrou consistente com os valores esperados para a região
em que o experimento foi realizado.

Esses resultados validam a teoria do pêndulo simples e demonstram a eficácia do


método experimental empregado na determinação de g. Além disso, os dados obtidos
reforçam a precisão do modelo teórico em prever o comportamento de sistemas oscilatórios
simples.

Erros experimentais, como imprecisões na medição do comprimento do fio ou no registro


dos tempos de oscilação, podem ter contribuído para pequenas discrepâncias em relação ao
valor padrão de g. No entanto, tais variações são consideradas dentro da margem de erro do
experimento e não comprometem as conclusões gerais.

Portanto, o experimento não só reafirma os fundamentos da mecânica clássica, como também


destaca a importância de técnicas experimentais para a validação de conceitos físicos.

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