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Entendendo a Dengue: Sintomas e Transmissão

A dengue é uma doença infecciosa aguda causada por arbovírus do gênero Flavivírus, com quatro sorotipos identificados. A transmissão ocorre principalmente por mosquitos Aedes, e a doença pode variar de leve a grave, com sinais de alarme que indicam risco de complicações. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar evolução para formas graves e óbito.
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Entendendo a Dengue: Sintomas e Transmissão

A dengue é uma doença infecciosa aguda causada por arbovírus do gênero Flavivírus, com quatro sorotipos identificados. A transmissão ocorre principalmente por mosquitos Aedes, e a doença pode variar de leve a grave, com sinais de alarme que indicam risco de complicações. O diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para evitar evolução para formas graves e óbito.
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Dengue ❕Epidemiologia

❕Definição OBS: Primeiro contato → Quando sintomático menos grave

 Doença infecciosa febril aguda, que pode ser de ❕Dengue


curso benigno ou grave, a depender de sua forma
de apresentação, podendo evoluir para o óbito. ➖Sorotipos

 Brasil - identificada pela primeira vez em 1986.  DENV 1,2,3,4 → Pode se ter dengue 4 vezes na
vida
➖Agente etiológico
— A partir que eu tenho dengue por um sorotipo eu me
 Arbovírus do gênero Flavivírus (Den 1, Den 2, Den torno imune a aquele sorotipo
3, Den 4)
➖Suscetibilidade e Imunidade
 Em 2013 - Den 5 (Epidemia na Malásia em
 A suscetibilidade é universal.
2007) ???????
 A imunidade é permanente para um mesmo
 AR = artrópode (mosquito) BO= born (nascido-
sorotipo (homóloga).
origem) virus

— Todo vírus transmitido por mosquito


 A imunidade por outro sorotipo (cruzada ou
heteróloga) existe de 3 a 6 meses.
❕Vetores
➖Período de incubação
 Os principais vetores são os mosquitos Aedes das
espécies aegypti (Brasil) e albopictus (Ásia) -
 3-15 dias, sendo em média de 5 a 6 dias
fêmeas.
— Entre a picada do mosquito e o aparecimento de sinais e
sintomas: 5 a 6 dias.
 comportamento urbano(peridomiciliar)
OBS: Casos mais concentrados no período de verão
 ciclo de vida: ovo, larva, pupa e mosquito adulto.
OBS: Faixa etária que concentra mais casos graves → 5 a 14
 vida média do mosquito adulto: 30 a 35 dias. anos/ >59 anos.

 a fêmea põe ovos de 4 a 6 vezes durante a vida — Existe mais casos em adultos jovens mas o casos mais
(100 ovos por vez). graves são nos extremos de idade

— Uma única fêmea faz de 4 a 6 posturas (cada um com — Menos casos na região serrana do RJ → Frio (Quanto mais
100 ovos) → Se ela tiver infectada, todos os ovos estarão quente mais casos)
infectados
OBS: Tendencia para 2025 → Dengue 3 (Menos surtos desse
 um ovo pode sobreviver até 450 dias até eclodir, sorotipo, então a maioria das pessoas não estão imune)
anda que em lugar seco.
❕Dengue/ Definição
— Em local seco, fica viável por 450 dias, com a chuva ele
eclode e vira larva, depois pupa e mosquito adulto. ➖Classificação

OBS: Quanto mais quente mais rápido o desenvolvimento  Clássico


do ovo a mosquito adulto
 Dengue com sinais de alarme
❕Modos de transmissão
 Dengue grave
 A transmissão dá-se por fêmeas que ao se
alimentarem de sangue para suprir necessidades OBS: Dengue hemorrágica não existe pois não
proteicas da oviposição, infectam-se picando necessariamente tem-se hemorragia
indivíduos virêmicos.
Dengue clássico
 Os vírus da dengue multiplicam-se dentro do
 Febre, geralmente acima 38°C, de início abrupto e
aparelho digestivo do mosquito e a chegada às
com duração de dois a sete dias
glândulas salivares determina o início da
transmissão viral.
 cefaleia, adinamia, astenia, mialgia, artralgia e dor
retro-orbitária
 Circula durante todo o dia, mas costuma ser mais
ativo nos horários com temperaturas mais amenas,
 anorexia, náuseas, vômitos e diarreia são
como das 7h às 10h e das 16h às 19h. Além
frequentes!
disso, voa baixo picando geralmente entre os
joelhos e pés. OBS: Vasodilatação → Pressiona-se a mão e forma rash
cutâneo/ exantema (Acontece em todos os tipos de
— Manter os membros cobertos
dengue)
 Outra forma importante é a transovariana. (Passa o Dengue com sinais de alarme
vírus para os ovos)
 Dor abdominal intensa (referida ou a palpação) e
OBS: Picada= Repasto sanguíneo
contínua.
 Vômitos persistentes. 2. Testar se o paciente tem **hipotensão postural
(**Verificar PA c paciente deitado e depois em pé
 Acumulo de líquidos (ascite, derrame pleural, ou sentado)
derrame pericárdico).
3. Avaliar o estado de consciência com a escala de
 Hipotensão postural e/ou lipotimia. Glasgow.

 Letargia e/ou irritabilidade. 4. Verificar o estado de hidratação.

5. Ausculta pulmonar.
 Hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do
rebordo costal. 6. Pesquisar a presença de dor abdominal, ascite e
hepatomegalia.
 Sangramento de mucosa.
7. Investigar a presença de exantema, petéquias,
 Aumento progressivo do hematócrito. equimoses
OBS: Sinais resultantes da perda de permeabilidade dos ➖Hemograma
vasos
1. Hematócrito - hemoconcentração? (Aumento da
IMPORTANTE: Líquido sai pra fora do vaso permeabilidade — Extravasamento plasmático
(extravasamento capilar) → Aumento de hematócrito levando ao aumento do hematócrito/soluto)
(soluto da solução) = Saída de plasma dos vasos.
2. Contagem de leucócitos - leucopenia?
Dengue grave
3. Contagem de plaquetas - plaquetopenia?
 Choque hipovolêmico (Pouco volume na luz dos
vasos) ❕Fase da doença (PROVA!)

 Sangramento grave

 Comprometimento importante de órgãos


 Dengue grave: Ocorre quando a febre desaparecer
OBS: Tratamento de dengue: Hidratação intensa
— Sinais de alarme aparecem quando ele não tem febre —
OBS: Avaliar a epidemiologia para diagnosticar visto que os
Sensação de melhora
sintomas podem ser de outras patologias como sars-cov2,
pneumonia, ITU e etc  Até o D3: Febre, Cefaleia e etc
❕Diagnóstico diferencial
— D2 e D3: Rebaixamento da febre e dos sinais → Sensação
IMAGEM de melhora

➖Anamnese  A partir do D4: Liberação de interleucinas, Fator de


necrose tumoral → Risco de CHOQUE!
1. Pesquisar a presença de febre - referida ou aferida
- e a data de início da febre e de outros — Voltar p reavaliação dentro de 24/48H.
sintomas.
OBS: Realizar exame de hematócrito desde a primeira
2. Investigar a presença de sinais de alarme. (Vômito, entrada no hospital para comparação
sangramento, hipotensão postural, dor abdominal)
➖Fluxograma de atendimento
3. Perguntar se tem náuseas, vômitos, diarreia,
gastrite, entre outras. (Risco de desidratação)

4. Observar estado da consciência, como


irritabilidade, sonolência, letargia,  Sinal de gravidade: Sinais de choque

5. Perguntar sobre lipotimia, tontura.  Sinais de alarme: Sinais de dengue de alarme

6. Perguntar sobre frequência da diurese nas últimas OBS: Metade do volume recomendado (0,5 x peso corporal)
24 horas → Fazer soro de reidratação oral para reposição de
eletrólitos. A outra metade pode ser agua, sucos, chás…
7. Pesquisar se existem familiares com dengue ou
dengue na comunidade, assim como história de OBS: Pressão convergente: 20mmHg de diferença entre PAS
viagem recente para áreas endêmicas de dengue e PAD

8. Condições preexistentes: lactentes, maior que 65 ➖Avaliação da via de reidratação


anos, gestantes, obesidade, asma, diabetes
mellitus, hipertensão, entre outras.  Avaliar a condição do paciente de ingerir a
quantidade de água necessária, caso avalie que
9. Uso de medicamentos não seja possível, fazer hidratação via EV
➖Exame físico Desidratação:
1. Sinais vitais: temperatura, qualidade e pressão de
 Anorexia e náusea: Baixa ingesta de líquidos
pulso, frequência cardíaca, pressão arterial e
frequência respiratória.  Febre
 Vomito  Em situação não-epidêmica, porém, o diagnóstico
sorológico de todos os casos é importante, para se
 Diarreia detectar precocemente um aumento do n° de
casos e implementar medidas de controle.
Extravasamento de plasma
 O isolamento viral é importante para conhecimento
 Aumento da permeabilidade capilar dos sorotipos circulantes (laboratórios de
referência estadual)
❕Pontos importantes
Obs: Só podemos dizer que o diagnóstico é confirmado na
 Os sinais de alarme e choque para dengue não são
presença de sorologia positiva ou isolamento viral do
pesquisados rotineiramente;
dengue.
 Os profissionais não têm utilizado o estadiamento IMPORTANTE: Notificar todos os casos suspeitos!!!
clínico preconizado pelo MS;
❕Sinais de alerta
 A hidratação dos pacientes foi inferior ao
preconizado pelo manual;  Os sinais de alarme devem ser rotineiramente
pesquisados, bem como os pacientes devem ser
 Os exames laboratoriais, como hematócrito, orientados a procurar a assistência médica na
necessário para adequada hidratação e dosagem ocorrência deles.
de plaquetas não foram solicitados com a
frequência recomendada;  Em geral, os sinais de alarme anunciam a
perda plasmática e a iminência de choque.
 O tempo de entrega de resultados pelo laboratório
foi inadequado para seguimento de pacientes com  Os sinais de alerta indicam evolução para Dengue
dengue; grave.

 O tipo de assistência (supervisionada) e o intervalo  Estudo realizado por Maron et al. (2011) encontrou
de reavaliação foram inferiores ao estabelecido. associação da dor abdominal à presença de ascite
e ao choque. Portanto, se reconhecidos
❕Diagnóstico laboratorial precocemente, valorizados e tratados com
reposições volumétricas adequadas, melhoram o
 Teste rápido (NS1)→ Até o 3/4º dia (Quando há
prognóstico.
viremia)

— Busca o NS1 que é a proteína que recobre o vírus


 O período de extravasamento plasmático e choque
leva de 24 a 48 horas. Atentar para a rápida
— NS1 positivo = Dengue/ NS1 negativo = Não sei se é mudança das alterações hemodinâmicas.
dengue, depende de quando foi coletado
❕Teoria de Halstead
 PCR (molecular) → Até o 5º/6º dia
— Infecções prévias, por sorogrupos diferentes, são fatores
— Busca a viremia: Fazer enquanto ainda há vírus no de risco para a manifestação da forma mais grave da
sangue doença, a Dengue Hemorrágica.

 Sorologia → Após o 5º dia  Os anticorpos produzidos para cada sorogrupo são


específicos. No entanto, podem realizar uma
— Busca anticorpos reação cruzada, neutralizando outros sorotipos
caso haja uma segunda infeção no intervalo de seis
IMPORTANTE: Teste depende da fase da doença em que meses.
estou
 Dengue Grave: se relaciona com infecções
➖Pontos importantes sequenciais por diferentes sorotipos do vírus
da dengue, num período de 3 meses a 5-10
 A fase crítica da doença tem início com o declínio
anos. Nessa teoria, a resposta imunológica na
da febre (defervescência), entre o 3° e o 7° dia do
segunda infecção é exacerbada, o que resulta
início da doença.
numa forma mais grave da doença.
 Os sinais de alarme, quando presentes, decorrem
 Porém, transcorrido esse período, há uma
do aumento da permeabilidade capilar e sinalizam
tendência à exuberância das respostas imune e
o início da piora clínica do paciente e sua possível
inflamatória, caso ocorra uma segunda infecção
evolução para o choque, por extravasamento
por sorogrupos diferentes.
plasmático. Sem a identificação e o correto manejo
nessa fase, alguns pacientes podem evoluir para ❕Sinais de alerta - Dengue
as formas graves e óbito.
 O sucesso do tratamento do paciente com dengue
➖Critérios para solicitação de sorologia e isolamento viral está no reconhecimento precoce dos sinais de
alarme.
 Em situação de epidemia, não é necessário testar
todas as amostras, pois isto não implicará em  É importante ressaltar que pacientes podem
medidas de controle adicionais. Deve-se priorizar evoluir para o choque sem evidências de
os casos que necessitam de confirmação sangramento espontâneo ou prova do laço
diagnóstica (casos mais graves). - testar 10 a 20% positiva, reforçando que o fator determinante
dos casos. das formas graves da dengue são as
alterações do endotélio vascular, com
extravasamento plasmático, que leva ao  Exantema: tipo, distribuição e data do
choque, expressos por meio da aparecimento.
hemoconcentração, hipoalbuminemia e/ou
derrames cavitários.  Edema subcutâneo: de face, de parede torácica e
abdominal, de membros superiores e inferiores e
❕Formas Graves da Dengue de saco escrotal.

 Sinais de disfunção de órgãos: coração, pulmões,  Grau de hidratação, temperatura e peso.


rins, fígado e sistema nervoso central (SNC).
 Enchimento capilar: é considerado prolongado
 Alterações cardíacas graves: ICC, miocardite, quando o tempo de enchimento capilar é > que 2
associados à depressão miocárdica, redução de seg. depois do empalidecimento da pele, após leve
fração de ejeção e choque cardiogênico. compressão do leito ungueal;

 Sara (Síndrome da angústia respiratória),  Pulso: normal, débil ou ausente.


decorrente de pneumonite, pode levar a
insuficiência respiratória.  Frequência cardíaca

 Elevação de enzimas hepáticas - pode evoluir para  Prova do laço (NÃO é específica; serve de alerta)
insuficiência hepática, associado a icterícia,
distúrbios de coagulação e encefalopatia. ➖Hemograma - Hemoglobina, Hematócrito e Plaquetas

 A insuficiência renal aguda é menos comum,  Gestantes (pedir também sorologia - diagnóstico
geralmente cursa com pior prognóstico. diferencial com rubéola)

➖Avaliações hemodinâmicas  Portadores de doenças crônicas - HAS, DM, DPOC,


doenças cardiovasculares graves, doenças
hematológicas, doenças autoimunes, anemia
falciforme, doença renal.

❕Anamnese / histórico ❕Classificação de risco

 Cronologia dos sintomas A classificação de risco do paciente com dengue visa a


reduzir o tempo de espera no serviço de saúde. Para essa
 Características da febre classificação, foram utilizados os critérios da Política
Nacional de Humanização do Ministério da Saúde e o
 Presença de sinais de alarme estadiamento da doença. Os dados de anamnese e exame
físico serão utilizados para fazer esse estadiamento e para
 Epidemiologia - presença de casos de dengue no orientar as medidas terapêuticas cabíveis.
bairro, local de trabalho; se o paciente se deslocou
nos últimos 15 dias. ➖Classificação de risco de acordo com os sinais e sintomas

 Coexistência de doenças crônicas (anemia  Azul: Grupo A - atendimento de acordo com o


falciforme, doença renal crônica, doença horário de chegada
cardiovascular grave, diabetes, doenças auto-
imunes).  Verde: Grupo B - prioridade não-urgente

 Relato de episódio prévio de dengue?  Amarelo: Grupo C - urgência, atendimento o mais


rápido possível
 Gestante?
 Vermelho: Grupo D - emergência, paciente com
 Calendário de vacinação / doenças de infância necessidade de atendimento imediato

 Uso de medicamentos: AAS, antiagregantes ❕Intervenções no dengue


plaquetários, anticoagulantes, corticoides
➖Grupo A
❕Exame físico
 Hemograma completo (não há hemoconcentração /
 Estado de consciência: irritabilidade, sonolência, plaquetopenia)
torpor etc.
 Repouso - Acompanhamento ambulatorial
 Avaliar pele: pálida ou corada; seca ou úmida;
 Iniciar hidratação oral (60- 80 ml/Kg/dia):
sudoreica.
— 1/3 de solução SRO (soro caseiro) - (1L)
 Pulso periférico: ausentel presente; rápido/ normal;
cheio/ fino. — 2/3 de líquidos: sucos, chá, água de coco, água. (2L)

 Sangramento de mucosas ou manifestações — Adulto 70 Kg: 4 a 5 litros por dia


hemorrágicas de pele.
 Sintomas:
 Petéquias, sufusões hemorrágicas em locais de
punção venosa e equimoses. — Dor e febre: Dipirona, acetaminofen.

 Examinar conjuntivas e cavidade oral (palato,


gengiva e orofaringe).
— NÃO podem ser administrados: antiinflamatórios não  Conduta: hidratação venosa rápida, inclusive
hormonais, ácido acetilsalicílico (AAS), devido a suas durante eventual transferência para uma unidade
propriedades anti-agregantes plaquetárias. de referência. Exames específicos
(sorologia/isolamento viral): obrigatório.
— Vômitos: metoclopramida (Plasil®), bromoprida
(digesan®),alisaprida, dimenidrinato. ✔️Fase crítica

— Prurido intenso: dexclorfeniramina, loratadina, cetrizina, A fase crítica da Dengue tem como base fisiopatológica uma
hidroxizine. resposta imune anômala, desencadeada pela resposta
imune do indivíduo infectado e provocada pela cepa viral
 ORIENTAR RETORNO dentro de 3-6 dias para infectante, envolvendo leucócitos, citocinas e
reavaliação clínica. imunocomplexos, causando aumento da permeabilidade por
má função vascular endotelial, sem destruição do endotélio,
➖Grupo B
com extravasamento de líquidos para o interstício,
 Casos suspeitos de dengue, SEM sinais de alerta, causando queda da pressão arterial e manifestações
hemorrágicas, associadas a trombocitopenia. Consequentes
porém COM manifestações hemorrágicas
a tais manifestações, surgem hemoconcentração com
espontâneas ou prova do laço positiva.
redução da volemia, má perfusão tissular, hipóxia e acidose
 Condições clínicas especiais e/ou de risco social ou lática.
comorbidades:
Exames inespecificos obrigatórios
 lactentes / menores de 2 anos
 Hemograma completo.
 gestantes
 Dosagem de albumina sérica e transaminases.
 idade acima de 65 anos
 Exames de imagem recomendados: radiografia de
 pessoas com com hipertensão arterial ou outras tórax e ultrassonografia de abdome.
doenças cardiovasculares graves, diabetes
 exame ultrassonográfico é mais sensível para
mellitus, DPOC, doenças hematológicas crônicas
diagnosticar derrames cavitários, quando
(principalmente anemia falciforme e púrpuras),
comparados à radiografia.
doença renal crônica, doença ácido péptica,
hepatopatias e doenças auto-imunes.  Outros exames conforme necessidade: glicose,
ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TAP/PTT,
Conduta:
ecocardiograma.
 Exames específicos (sorologia/isolamento viral):
obrigatório.
 Internação por 48H

 Exames inespecíficos: Hemograma completo  Reposição volêmica


(avaliar hemoconcentração)
Adulto
 Iniciar hidratação oral da mesma forma que no
 Fase de expansão: hidratação IV imediata: 20
grupo A;
ml/kg/h em duas horas, com soro fisiológico ou
Ringer Lactato.
 Hto normal - tratamento ambulatorial com
reavaliação diária por 48h;  Reavaliação clínica e de hematócrito em 2 horas
(após a etapa de hidratação).
 Orientar para observar sinais de alarme

permanecer em observação:
 Repetir fase de expansão até três vezes, se não
houver melhora do hematócrito ou dos sinais
 Hto. > 10% do valor basal, ou hemodinâmicos

 Crianças: Hto. > 42%;  Se resposta inadequada após as três fases de


expansão = conduzir como Grupo D.
 Mulheres: Hto. > 44%;
 Se houver melhora clínica e laboratorial após fases
 Homens: Hto. > 50% de expansão, iniciar fase de manutenção:

OBS: Hidratação oral supervisionada — Primeira fase: 25 ml/kg em 6 horas

➖Grupo C Se melhora:

 Febre por até sete dias, acompanhada de pelo — Segunda fase: 25 ml/kh em 8 horas, sendo 1/3 com soro
menos dois sinais e sintomas inespecíficos fisiológico e 2/3 com soro glicosado
(cefaléia, prostração, dor retro orbitária, exantema,
➖Grupo D
mialgias, artralgias) e história epidemiológica
compatível.  Presença de sinais de choque, desconforto
respiratório ou disfunção grave de órgãos
 Presença de algum sinal de alarme.
 Esses pacientes devem ser atendidos, inicialmente,
 Manifestações hemorrágicas presentes ou
em qualquer nível de complexidade, sendo
ausentes.
obrigatória hidratação vens rapida, indusive
durante eventual transferência para uma unidade IMAGEM
de referência.
 A vacina dengue (atenuada) é uma solução
PROVA: Cálculo de volume infundido → V/3xT injetável, composta pelos sorotipos 1,2, 3 e 4 do
vírus da dengue atenuado.
❕Vacina
 Apresentação: Frasco-ampola com pó liofilizado +
 A vacina contra a dengue é um imunizante que
frasco-ampola com 0,5ml de diluente.
protege contra os quatro sorotipos do vírus da
dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.  VIA DE ADMINISTRAÇÃO: EXCLUSIVAMENTE
SUBCUTÂNEA (SC).
 No Brasil, existem duas vacinas atenuadas contra a
dengue: a Qdenga (Takeda) e a Dengvaxia  NÃO DEVE SER ADMINISTRADA POR INJEÇÃO
(Sanofi). INTRAVASCULAR, INTRADÉRMICA OU
INTRAMUSCULAR.
➖Vacina - Qdenga (Takeda)
 Deve ser armazenada sob refrigeração, entre +2°C
 A vacina Qdenga ®, do laboratório japonês Takeda,
e +8°C.
teve seu registro aprovado pela Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023.  Após a abertura do frasco, se mantida sob
refrigeração, pode ser utilizada em até 2 horas.
 QDenga® é uma vacina tetravalente atenuada
contra os quatro sorotipos da dengue (DENV-1, ❕Método Wolbachia
DENV-2, DENV-3 e DENV-4), produzida a partir de
tecnologia de DNA recombinante. Dessa maneira,  consiste na liberação de Aedes aegypti com
ela induz uma resposta semelhante àquela Wolbachia (Bactéria) nos territórios para que esses
produzida pela infecção natural, mas sem causar a mosquitos se reproduzam com os aedes locais e
doença. ajudem a estabelecer uma nova população de
insetos, todos portando a bactéria e não
 O público, em 2024, será composto por crianças e transmitindo doenças.
adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que
concentra o maior número de hospitalização por  Com uma injeção mais fina que um fio de cabelo,
dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o retira-se a Wolbachia da drosófila, a mosca das
qual a vacina não foi liberada pela Anvisa. frutas, e inserem nos ovos do Aedes aegypti. Após
décadas de pesquisa, chegou-se à conclusão de
 As vacinas serão destinadas a regiões de saúde que esse microorganismo, inofensivo para seres
com municípios de grande porte com alta humanos, bloqueia a replicação do vírus de
transmissão nos últimos dez anos e população dengue, zika, chikungunya e febre amarela nos
residente igual ou maior a 100 mil habitantes, insetos.
levando também em conta altas taxas nos últimos
meses.  Desde 2014, o Brasil integra o rol de 11 países que
compõem o Programa Mundial de Mosquitos (ou
OBS: Não se vacina todo mundo pois o laboratório não World Mosquito Program, da sigla WMP). Conduzido
conseguiria produzir para todos pela Fundação Oswaldo Cruz, com financiamento
do Ministério da Saúde em parceria com governos
 O esquema completo da Qdenga é composto por
locais.
duas doses, a serem administradas por via
subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas.  Na Fiocruz, no Campus Maré, na Avenida Brasil,
que ganham vida os Wolbitos — como são
 Quem já teve dengue também deve tomar a dose.
carinhosamente chamados os mosquitos com
A recomendação, nesses casos, é especialmente
Wolbachia.
indicada por conta da melhor resposta imune à
vacina e também por ser uma população Wolbachia
classificada como de maior risco para dengue
grave  A fêmea do mosquito que possui a Wolbachia em
seu organismo e é capaz de transmiti-la a todos os
 A Qdenga é contraindicada para gestantes e seus descendentes - mesmo que ela acasale com
lactantes e, portanto, não pode ser administrada machos sem a bactéria.
nem na rede pública, nem na privada.
 Com o tempo, o percentual de mosquitos que
 Também é contraindicada para pessoas com carregam a Wolbachia aumenta até que não haja
imunodeficiências primárias ou adquiridas e mais necessidade de novas liberações.
indivíduos que tiveram reação de
hipersensibilidade à dose anterior.  Existem áreas do Rio de Janeiro e Niterói, ele
exemplifica, cujas liberações foram feitas há oito
 Pessoas com mais de 60 anos não têm indicação anos e os mosquitos continuam ali presentes
para receber a dose em razão da ausência de positivos com a bactéria.
estudos clínicos.
✔️O exemplo de Niterói - Wolbachia
 A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue
e não protege contra outros tipos de arboviroses,  Niterói deve ser a primeira cidade brasileira com
como Zika, Chikungunya e febre amarela. 100% do território coberto pelo método Wolbachia.

➖Estratégia  O projeto teve início com uma ação no bairro de


Jurujuba, em 2015.
 Nessa região piloto, houve uma redução de 69,4%
nos casos de dengue, 56,3% de chikungunya e
36% de zika.

 Hoje os Wolbitos já estão presentes em 75% do


município. Os resultados impressionam. Se em
2016, foram registrados 3.369 casos de dengue na
cidade, em 2022, o número caiu para 12.

 Este ano, 2024, até março, foram apenas três


casos da doença, segundo dados da Secretaria
Municipal de Saúde.

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