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Estrutura de Projeto de Pesquisa Acadêmica

O documento apresenta a estrutura básica de um trabalho de pesquisa, que inclui introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução abrange a justificativa, definição do problema, objetivos e hipóteses, enquanto o desenvolvimento envolve revisão de literatura, metodologia e análise de dados. A conclusão sintetiza as reflexões e limitações do estudo, e as referências são obrigatórias para embasamento teórico.
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O documento apresenta a estrutura básica de um trabalho de pesquisa, que inclui introdução, desenvolvimento e conclusão. A introdução abrange a justificativa, definição do problema, objetivos e hipóteses, enquanto o desenvolvimento envolve revisão de literatura, metodologia e análise de dados. A conclusão sintetiza as reflexões e limitações do estudo, e as referências são obrigatórias para embasamento teórico.
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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E GESTÃO

4º ANO

LABORAL

CURSO DE LICENCIATURA EM GESTÃO DE EMPRESAS

DISCIPLINA: TRABALHO DE FIM DO CURSO

TEMA: ESTRUTURA DO PROJECTO DE PESQUISA

DISCENTES:

Amina Manuel José

Gláussia Aventina Manhique

Nossolina Cavele Uamusse

DOCENTE: Domingos Luís

Maputo, Fevereiro de 2025

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REVISÃO DA LITERATURA
Estrutura do trabalho de pesquisa

Com base em Lakatos & Marconi (1992), Gil (1999) e Cervo & Bervian (2002), percebe-se que
os trabalhos científicos apresentam a mesma estrutura básica: introdução, desenvolvimento e
conclusão.

1. Introdução
A introdução é a parte do trabalho em que o assunto é apresentado como um todo. Nela são
apresentados o tema e sua delimitação, o problema de pesquisa, os objectivos geral e específicos,
a justificativa e a apresentação do restante do trabalho. A introdução define brevemente os
objectivos do trabalho, as razões de sua realização, o enfoque dado ao assunto e sua relação com
outros estudos. Essa introdução pode ser elaborada de forma corrente ou apresentar subsecções,
são elas:
1.1. Justificativa (Por quê?): A justificativa compreende a apresentação de forma clara e
objectiva das razões de ordem teórica e ou prática que fundamentam a pesquisa. Justificam-se a
escolha do tema, a delimitação realizada e a relação que o pesquisador possui com ele. “Procura-
se aqui demonstrar a legitimidade, a pertinência, o interesse e a capacidade do aluno em lidar
com o referido tema” (CERVO & BERVIAN, 2002, p. 127).
1.2. Definição e delimitação do problema: nesta parte, deve-se deixar claro o problema que se
pretende responder com a pesquisa, assim como sua delimitação espacial e temporal.
O problema de pesquisa deve ser redigido de forma clara, precisa e objectiva, cuja solução seja
viável pela pesquisa. Geralmente, a elaboração clara do problema é fruto da revisão de literatura
e da reflexão pessoal (CERVO & BERVIAN, 2002).
1.3. Definição dos Objectivos: Segundo Cervo & Bervian (2002), os objectivos definem a
natureza do trabalho, o tipo de problema, o material a colectar, etc.
“A especificação do objectivo de uma pesquisa responde às questões para que? E para quem?”
(LAKATOS & MARCONI, 1992, p. 102). Recomenda-se, portanto, que em sua redacção sejam
utilizados verbos de acção, como identificar, verificar, descrever, sintetizar, analisar, aplicar,
analisar entre outros. Esses objectivos se desdobram em:
a) Geral: está ligado a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o
conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das ideias estudadas

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(LAKATOS & MARCONI, 1992). Vincula-se directamente à própria significação da
tese proposta pelo projecto. Deve iniciar com um verbo de acção.
b) Específicos: apresentam carácter mais concreto. Têm função intermediária e
instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objectivo geral e, de outro, aplicar este a
situações particulares (LAKATOS & MARCONI, 1992).
1.4. Hipóteses: Quando a pesquisa envolve hipóteses, é necessário deixar explícitas as relações
previstas entre as variáveis.
Para Rudio (1980), hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que se
desconhece. Esta suposição tem por característica o fato de ser provisória, devendo, portanto, ser
testada para a verificação de sua validade. Trata-se de antecipar um conhecimento na expectativa
de que possa ser comprovado.
Podem ser verdadeiras ou falsas, mas, sempre que bem elaboradas, conduzem à verificação
empírica - que é o propósito da pesquisa científica
As hipóteses constituem “respostas” supostas e provisórias ao problema. A principal resposta é
denominada hipótese básica, podendo ser complementada por outras, que recebem a
denominação de secundárias.

2. Desenvolvimento
O desenvolvimento é composto, principalmente, da revisão de literatura (Referencial teórico),
metodologia e levantamento e análise dos dados. Ele geralmente é subdividido em partes ou em
capítulos.
2.1. Revisão de literatura (Referencial teórico): Esta parte é dedicada à contextualização
teórica do problema e a seu relacionamento com o que tem sido investigado a seu respeito. Deve
esclarecer, portanto, os pressupostos teóricos que dão fundamentação à pesquisa e as
contribuições proporcionadas por investigações anteriores. Essa revisão não pode ser constituída
apenas por referências ou sínteses dos estudos feitos, mas por discussão crítica do "estado actual
da questão".
Procura dar início à construção da moldura conceitual sobre o tema que será pesquisado,
mostrando ligações entre a bibliografia a ser pesquisada e a situação problema que se pretende
solucionar. Mencione, com citações directas ou indirectas, e discuta pelo menos um estudo que
tenha relação com o tema que se pretende desenvolver.

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2.2. Metodologia: nesta sessão, o (a) autor (a) deverá descrever a classificação quanto aos
objectivos da pesquisa, a natureza da pesquisa, a escolha do objecto de estudo, técnica de colecta
e a técnica de análise de dados.
Com relação às escolhas metodológicas, podem ser utilizadas as seguintes categorias:
Classificacao quanto a colecta de dados:
 Bibliográfica: dados primários - pesquisa bibliográfica.
 Documental: dados secundários - pesquisa bibliográfica, entrevistas e inquérito.
 Experimental: dados brutos - pesquisa bibliográfica, entrevistas e inquérito, observação.
Classificação da descrição dos recursos a serem utilizados:
 Recursos humanos: profissionais especialistas
 Equipamentos: máquinas, utensílios e móveis (computadores, equipamentos para
laboratórios
 Recursos Materiais: materiais de escritório, materiais gráficos e artigos de limpeza
 Serviços - instalação de equipamentos, transportadoras,
Classificação quanto aos objectivos da pesquisa: descritiva, exploratória, explicativa,
exploratório descritivo.
Classificação quanto à natureza da pesquisa: qualitativa, quantitativa, qualitativa quantitativa.
Classificação quanto à escolha do objecto de estudo: Estudo de caso único, estudo de casos
múltiplos, amostragens não probabilísticas, amostragens probabilísticas, estudo censitário.
Classificação quanto à técnica de análise de dados: análise de conteúdo, estatística descritiva,
estatística multivariada, triangulação na análise.
2.3. Levantamento e análise dos dados: envolve a descrição das técnicas a serem utilizadas
para colecta de dados. Modelos de questionários, testes ou escalas deverão ser incluídos, quando
for o caso. Quando a pesquisa envolver técnicas de entrevista ou de observação, deverão ser
incluídos nesta parte também os roteiros a serem seguidos.
2.4. Cronograma: descreve-se todas as etapas do trabalho, assim como o período de realização
de cada uma delas.
2.5. Resultados e Discussões: ocorre a interpretação e discussão dos dados levantados pela
pesquisa. O pesquisador deve elaborar a sua análise a partir dos resultados alcançados e com
base na revisão bibliográfica. Deve-se chamar a atenção para aspectos novos e interessantes que
apareceram. Discutir resultados significa analisá-los, confrontando-os com pesquisas anteriores.

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Todos os resultados descritos devem ser analisados, discutidos à luz da literatura revisada. Isso
significa que vocês interpretarão os resultados, discutirão sua importância, as convergências e
divergências entre os autores, tendo como base o que leram (Fundamentação Teórica). Todos os
autores citados deverão ser referenciados.
3. Conclusão
A conclusão é a parte final do trabalho e geralmente recebe o título de considerações finais. Nela
são apresentadas a síntese de toda a reflexão, as limitações do trabalho e as sugestões para
futuras pesquisas. Estas devem: evidenciar as conquistas alcançadas com o estudo, indicar as
limitações e as reconsiderações, apontar a relação entre os fatos verificados e a teoria, representar
"a súmula em que os argumentos, conceitos, fatos, hipóteses, teorias, modelos se unem e se
completam" (Trujillo Ferrari, 1982:295).
A maneira de redigir as conclusões deve ser precisa e categórica, sendo as mesmas pertinentes e
ligadas às diferentes partes do trabalho. Dessa forma, não podem perder-se em argumentações,
mas, ao contrário, têm de reflectir a relação entre os dados obtidos e as hipóteses enunciadas.
4. Referencias
É o conjunto de elementos que identificam as obras consultadas e/ou citadas no texto. É um
elemento obrigatório conforme norma NBR 6023/2002.
As referências devem ser apresentadas em uma única ordem alfabética, independentemente do
suporte físico (livros, periódicos, publicações electrónicas ou materiais audiovisuais) alinhadas
somente à esquerda, em espaço simples, e espaço duplo entre elas.
NB: Trabalhos que não possuem referências não são considerados de cunho científico. Por não
possuírem embassamento teórico, são tratadas como obras de ficção.
5. Apêndices e Anexos (se houver)
Apêndices são textos ou documentos elaborados pelo autor, que servem como comprovação de
sua argumentação.

Anexos são textos ou documentos não elaborados pelo autor, que servem como comprovação de
sua argumentação.

Importante: Textos disponíveis na Internet ou publicações de fácil localização em bibliotecas,


não devem ser inseridos como anexo, bastando referenciá-los na listagem bibliográfica.
O anexo é um elemento opcional em um trabalho científico.

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REFERENCIAS
1. PRODANOV, Cleber Cristiano; FREITAS, Ernani Cesar. Metodologia do trabalho
científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Académico. – 2. Ed. -Novo
Hamburgo – Rio Grande do Sul – Sul. 2013.
2. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia
científica. - 5. ed. - São Paulo : Atlas 2003.
3. LAKATOS, E. M. MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia científica. 6. Ed.
5. reimp. São Paulo: Atlas, 2007.
4. GIL, António Carlos. Como elaborar projectos de pesquisa. - 4. Ed. - São Paulo: Atlas,
2002.

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