REVISÃO
SAÚDE SEXUAL
E REPRODUTIVA
DOS GÊNEROS
P R O F. ª D R . ª
LORENNA LOPES
ESTÃO PRONTOS? VAMOS COMEÇAR!
CICLO
MENSTRUAL
CICLO MENSTRUAL
Padrão rítmico com
variações mensais da
secreção dos hormônios
femininos, e correspondem
a alterações nos ovários e
nos outros órgãos sexuais
Estrógeno
Ovário
Progesterona
Secreção
alternada de
hormônios Hormônio folículo
estimulante
(FSH)
Hipófise
Hormônio
Luteinizante (LH)
RESULTADOS SIGNIFICATIVOS
DO CICLO MENSTRUAL
Ovulação Implantação
• Em condições • Preparação
normais, espera-se antecipada do
que os ovários endométrio uterino
libere apenas para implantação
1 óvulo por mês do óvulo fecundado
PLANEJAMENTO
FAMILIAR
ESCOLHA INDIVIDUALIZADA
DO MÉTODO
Eficácia Aceitabilidade Disponibilidade
Proteção à
Infecções
Facilidade de uso Reversibilidade
Sexualmente
Transmissíveis (IST)
MÉTODOS DE BARREIRA
PRESERVATIVO MASCULINO E FEMININO
É o único método que, além de
evitar a gravidez, reduz o risco
de transmissão de infecções
sexualmente transmissíveis.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL
ORAL OU INJETÁVEL
COMBINADOS:
estrogênio e
progesterona
(sintéticos)
ISOLADOS:
apenas
progesterona
(sintética)
DIFERENÇA ENTRE
OS ANTICONCEPCIONAIS
Combinado
+ abrangente Muco + espesso
Em alguns casos,
Muco + espesso inibe ovulação
Inibe ovulação
Não combinado
Endométrio
menos propício
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
COMBINADOS
No primeiro mês de uso, ingerir o 1°
comprimido no 1° dia do ciclo menstrual
ou, no máximo, até o 5° dia.
Ao final da cartela (21 dias), fazer pausa de 7
dias e iniciar nova cartela,
independentemente, do dia de início do
fluxo menstrual.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
COMBINADOS
Nos casos de vômitos e/ou diarreias, com duração de
dois ou mais dias:
métodos de barreira devem ser instituídos
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
COMBINADOS
Em caso de esquecimento de uso da pílula, a usuária deve ser
orientada da seguinte forma:
• No caso de esquecimento de uso de uma pílula (até 12h de atraso): deve
ingerir a pílula imediatamente e a pílula regular no horário habitual.
• No caso de esquecimento de duas ou mais pílulas, a usuária pode continuar a
tomar a pílula mas deve utilizar, também, um método de barreira ou pode ser
orientada a interromper a anticoncepção hormonal oral até a próxima menstruação.
• Na ocorrência de coito desprotegido, nesse período, orientar a mulher para o uso
de anticoncepção de emergência.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
ISOLADO (MINIPÍLULA)
São comprimidos que contêm uma dose muito baixa
de progesterona
Promove o espessamento do muco cervical,
dificultando a penetração dos espermatozoides
Inibe a ovulação em aproximadamente metade dos
ciclos menstruais.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
ISOLADO (MINIPÍLULA)
Sangramentos
intermenstruais e
É de particular importância ser
amenorreia ocorrem com
tomada em horário habitual.
frequência durante o uso de
minipílulas.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL ORAL
ISOLADO (MINIPÍLULA)
Vômito dentro de
Ingerir outra pílula
uma hora após
(de outra cartela).
tomar a pílula:
Situações especiais:
Continuar o uso da
pílula
Diarreia grave ou
vômitos durante até que tenha tomado
mais de 24 horas: Usar o preservativo uma pílula por dia,
durante sete dias
ou evitar relações seguidos, depois que a
sexuais diarreia e os vômitos
cessarem.
ANTICONCEPÇÃO HORMONAL
INJETÁVEL
Não combinado
• Consiste na administração de progesterona isolado, via IM, com obtenção
de efeito anticonceptivo por períodos de 3 meses.
Combinado
• Os anticoncepcionais injetáveis combinados contêm uma associação de
estrogênio e progesterona , para IM, mensal.
ISOLADA
Intervalo: 3 meses COMBINADA
Tolerância: máximo Intervalo: 1 mês (30 dias)
quinze dias após a Tolerância: mais ou menos
data estipulada, 3 dias, independentemente
da menstruação.
EFEITOS SECUNDÁRIOS:
ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS
COMBINADOS/ PROGESTERONA ISOLADA
Náuseas,
Alterações de
vômitos e mal- Cefaleia Tonturas
humor
estar gástrico
Sangramento
Aumento de
Mastalgia intermenstrual Cloasma
peso
ou amenorreia
DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)
Os dispositivos intrauterinos são
artefatos de polietileno aos quais podem
ser adicionados cobre (DIU DE COBRE)
ou hormônios (DIU HORMONAL) que,
inseridos na cavidade uterina, exercem
sua função contraceptiva.
DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU)
MECANISMO DE AÇÃO
DIU DE COBRE
Efeitos Secundários Comuns:
• Alterações no ciclo menstrual (comum nos primeiros três meses,
geralmente diminuindo depois deste período)
• Sangramento menstrual prolongado e volumoso
• Sangramento e manchas (spoting) no intervalo entre menstruações
• Cólicas de maior intensidade ou dor durante a menstruação.
DIU HORMONAL
Efeitos Secundários Associados ao
DIU com Levonorgestrel:
✓ Sangramento irregular ou spoting nos primeiros cinco meses
✓ Cefaleia, náuseas, depressão
✓ Queixas menos comuns: acne, mastalgia, ganho de peso e amenorreia
ANTICONCEPÇÃO
DE EMERGÊNCIA
Evita gravidez indesejada se ingerida antes de
completar 72 horas após a relação sexual
desprotegida).
Atua basicamente inibindo/adiando a ovulação. ,
logo a anticoncepção oral emergência não tem
nenhum efeito após a implantação ter se completado.
ANTICONCEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
IMPORTANTE
Aconselhar a mulher para retornar ou consultar um profissional de
saúde se a sua próxima menstruação for bastante diferente da usual,
especialmente se:
• Não ocorrer dentro de quatro semanas.
• For escassa
Se a mulher vomitar dentro de duas horas após
tomar as pílulas, ela deve tomar nova dosagem.
Se o vômito ocorrer após esse período, ela não
deve tomar pílulas extras.
MÉTODO BILLINGS
NÃO CONFUNDIR COM TABELINHA!
FUNCIONA A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DO MUCO
CÂNCER
DE MAMA
FATORES DE RISCO
História familiar (genética)
Mutação genética – Idade
BRCA1 e BRCA2
FATORES DE RISCO
Menarca precoce
Menopausa tardia
Primeira gravidez após os 30 anos
FATORES ENDÓCRINOS/ Nuliparidade
HISTÓRIA REPRODUTIVA Uso contraceptivo hormonal
Terapia de reposição hormonal
FATORES DE RISCO
Obesidade
FATORES
COMPORTAMENTAIS/
AMBIENTAIS Ingestão regular de álcool
Exposição à radiação
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
RISCO ELEVADO
DE CA DE MAMA
Mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau com diagnóstico de
câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade.
Mulheres com história familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau com
diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária.
Mulheres com história familiar de câncer de mama masculino.
DETECÇÃO PRECOCE
MAMOGRAFIA
ORIENTAÇÃO População Mulheres de risco
alvo elevado
MINISTÉRIO DA
A partir dos 50 anos A partir dos 35 anos
SAÚDE
SOCIEDADE
A partir dos 30 anos
BRASILEIRA DE A partir dos 40 anos
MASTOLOGIA
PREVENÇÃO
Alimentação
saudável
Reduz 28% o risco
de câncer de
Atividade Física mama
Evitar consumo de Controlar o peso
bebida alcóolica corporal
Amamentação
CÂNCER
DE COLO
DE ÚTERO
FATORES DE RISCO Multiplicidade de
Multiparidade Infecção pelo HPV
parceiros
Uso de
Baixa imunidade Fumo anticoncepcional por
muito tempo
Manifestações
clínicas: As lesões precursoras do câncer do colo do
útero são assintomáticas, podendo ser
detectadas por meio da realização periódica
do exame citopatológico e confirmadas pela
colposcopia e exame histopatológico.
No estágio Sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou esforço);
invasor, os
principais Leucorreia;
sintomas
são: Dor pélvica;
Queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.
Ao exame Podem ser evidenciados sangramento, tumoração, ulceração
especular: e necrose no colo do útero.
O toque vaginal pode mostrar alterações na forma, tamanho,
consistência e mobilidade do colo do útero e estruturas
subjacentes.
Exame citopatológico A rotina recomendada para
(exame de Papanicolau), repetição: a cada três anos,
que deve ser oferecido às após dois exames normais
mulheres na faixa etária de consecutivos realizados
25 a 64 anos e que já com um intervalo de um
tiveram atividade sexual; ano;
CORRIMENTOS
VAGINAIS
CANDIDÍASE
Secreção vaginal
branca, grumosa • Edema vulvar
aderida à parede • Dispareunia de introito
vaginal e ao colo do • Hiperemia de mucosa
útero • Prurido vaginal intenso
(BRASIL, 2022)
CANDIDÍASE: TRATAMENTO
(BRASIL, 2022)
CANDIDÍASE: RECORRÊNCIA
Recorrência (4 ou mais episódios em um ano)
Fluconazol, 150mg, VO, 1x/semana, por 6 meses
Reforçar medidas higiênicas e investigar doenças imunossupressoras
Parceiro: tratar somente se for sintomático.
(BRASIL, 2022)
CONSIDERAÇÕES RELEVANTES
Orientar: cuidados quanto ao uso de roupa íntima de algodão, evitar roupas
apertadas e higiene
Refratariedade: avaliar origem alérgica (sabonete, desodorante, roupa íntima
de material sintético) ou irritativa (produtos químicos, absorvente interno),
estresse, problemas emocionais, baixa imunidade.
(BRASIL, 2022)
VAGINOSE CITOLÍTICA
VAGINOSE
CITOLÍTICA
Corrimento branco • Prurido vaginal
abundante (piora • Queimação vaginal
na fase lútea) • Dispareunia
• Disúria terminal
(BRASIL, 2016)
VAGINOSE CITOLÍTICA
Não possui tratamento medicamentoso
O tratamento é dirigido no sentido de reduzir o
número de lactobacilos elevando-se o pH vaginal.
Atenção especial à alimentação e higiene íntima
(BRASIL, 2022)
VAGINOSE BACTERIANA
VAGINOSE
BACTERIANA
Corrimento vaginal • Leucorreia fétida (mais
branco-acinzentado, acentuada após a relação
de aspecto fluido sexual sem o uso do
ou cremoso, preservativo, e durante o
algumas vezes período menstrual)
bolhoso • Dispareunia de introito
(BRASIL, 2022)
VAGINOSE BACTERIANA:
TRATAMENTO
(BRASIL, 2022)
TRICOMONÍASE
Infecção Sexualmente
Transmissível
Leucorreia
abundante, • Odor fétido (lembrando peixe podre);
amarelado ou • Prurido e/ou irritação vulvar;
amarelo • Dor pélvica (ocasionalmente);
esverdeado, • Sintomas urinários (disúria, polaciúria);
bolhoso/ • Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou
espumoso; focal, com aspecto de framboesa).
TRICOMONÍASE: TRATAMENTO
IST’S
SÍFILIS
A sífilis é uma infecção bacteriana sistêmica, crônica e curável;
Agente etiológico: Treponema pallidum;
Transmissão: contato sexual
Pode ser transmitida verticalmente para o feto durante a gestação de uma mulher com sífilis não tratada
ou tratada de forma não adequada
CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA
Sífilis recente
(primária, secundária
e latente recente): até Sífilis tardia (latente tardia
1 ano de evolução; e terciária): mais de 1 ano
de evolução.
SÍFILIS - DIAGNÓSTICO
Teste
Teste Treponêmico não Treponêmico
Teste Sífilis
VDRL
Rápido confirmada
1:2
1:4
REAGENTE 1:8
NÃO REAGENTE 1:16
1:32
1:64
HEPATITES B E C
Transmissão:
contato com Sexual
fluidos
corpóreos
infectados
Percutâneo (procedimentos de manicure
e pedicure, confecção de piercings e
tatuagens, tratamentos odontológicos)
HEPATITES B E C
Reutilização ou falha
Compartilhamento Falha de
de esterilização de
de agulhas, seringas esterilização de
equipamentos
e outros objetos equipamentos de
médicos ou
para uso de drogas manicure;
odontológicos;
Reutilização de Procedimentos
Uso de sangue e
material para invasivos
seus derivados
realização de (ex: hemodiálise,
contaminados;
tatuagem; cirurgias, transfusão)
Relações sexuais Transmissão de mãe
sem o uso de para o filho durante
preservativos a gestação ou parto
(menos comum); (menos comum).
HEPATITE B E C
(MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS)
Muitas vezes a doença é diagnosticada
décadas após a infecção
HEPATITES
(DIAGNÓSTICO)
TESTES
LABORATORIAL
RÁPIDOS
ATENÇÃO
antivirais de
ação direta (DAA)
Hepatite B Hepatite C
não tem cura CURA tem cura
ATENÇÃO
Hepatite C
Hepatite B
tem vacina VACINA não tem
vacina
HEPATITE B
(PREVENÇÃO)
CRIANÇA
AO NASCER 2 MESES 4 MESES 6 MESES
Hepatite B Pentavalente Pentavalente Pentavalente
ADULTO
1ª DOSE 2ª DOSE 3ª DOSE
1 mês após à primeira 6 meses após à
dose primeira dose
HIV AIDS
HIV
A infecção pelo HIV envolve diversas
fases, com durações variáveis, que
dependem da resposta imunológica do
indivíduo e da carga viral.
HIV
(DIAGNÓSTICO)
Testes rápidos Confirmação
com outro tipo
de teste (pode
✓ Amostra de sangue ser rápido ou
✓ Fluido oral sorológico)
HIV
ESTUDEM, VIU?!
“A PROVA TÁ TOOOOP!”