INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
COORDENAÇÃO DO CURSO DE PSICOLOGIA
BALÍSTICA.
Autores: Lopes Luvunga (14850) e João Kandumbo Bongo (13730)
Licenciatura: Psicologia
Opção: Psicologia Criminal
Período: Noite / 3º ano / Grupo nº2
Sala: 23
Disciplina: Forense
Docente: Augusto Miguel
Luanda, 2025
INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO INTERCONTINENTAL DE LUANDA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
COORDENAÇÃO DO CURSO DE PSICOLOGIA
BALÍSTICA.
DISCIPLINA: FORENSE
Luanda, 2025
ÍNDICE
INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 1
I. BALÍSTICA.............................................................................................................. 2
1.1. Aspectos conceituais.......................................................................................... 2
1.2. Tipos de balística ............................................................................................... 3
1.2.1. Balística Interna ........................................................................................ 3
1.2.2. Balística Externa ....................................................................................... 4
1.2.3. Balística Terminal (ou de efeitos) ............................................................ 5
1.3. Tipos de tiros ..................................................................................................... 5
CONCLUSÃO.............................................................................................................. 6
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 7
INTRODUÇÃO
O presente estudo tem como finalidade a apresentação de conhecimentos iniciais
sobre a balística. A Balística é a ciência que estuda o movimento dos projéteis e os
fenómenos conexos.
Já a balística forense é uma área científica onde os conhecimentos de Física e
Química são aplicados para o estudo de armas de fogo (AF), suas munições e efeitos de
disparo causados por projéteis.
Armas de fogo são “armas que arremessam projéteis empregando a força
expansiva dos gases, gerados pela combustão de um propelente confinado em uma
câmara, normalmente solidária a um cano, que tem a função de dar continuidade à
combustão do propelente, além de direção e estabilidade ao projétil".
Informações sobre a balística é crucial para que o agente de segurança possa ter o
conhecimento técnico que envolve o confronto armado nas mais diversas situações, pois
poderá auxiliá-lo a desenvolver protocolos de treinamentos em combate em prol de sua
segurança e de sua equipe policial.
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I. BALÍSTICA
1.1. Aspectos conceituais
A balística é uma ciência que estuda o comportamento dos projéteis de armas de
fogo, desde o momento em que a espoleta é detonada por percussão, e assim ocorrendo o
disparo até o impacto no alvo (Neto, 2020), ou seja, desde o momento que o atirador aciona o
gatilho da arma e os processos internos são desencadeados, após a arma expelir os projeteis
até o contato com o corpo, seja humano, animal, vegetal ou outro tipo de matéria.
De acordo com Souza (2013): A balística pode ser compreendida como o estudo
das armas de fogo. Ela investiga suas munições, a trajectória de um projétil, as lesões
causadas por eles, maneiras específicas de identificar a origem de um projétil e todo o
procedimento pericial específico a esse seguimento criminal.
O profissional habilitado a fazer esse tipo de investigação é o perito criminal em
balística. Ele tem como principal função desvendar os processos criminais cometidos com
armas de fogo, bem como elucidar os mistérios que rondam alguns tipos de crime (Souza,
2013, p.48).
Sendo a balística uma subárea dentro da ciência forense, ela tem por função
principal: “o exame de armas de fogo, munições e os efeitos por elas produzidos, estendendo
suas atribuições ao exame das armas brancas, armas impróprias, instrumentos, impactos de
projétil, vestes e coletes de proteção balística, sempre que tiverem relação com infrações
penais, visando esclarecer a natureza e as características específicas do material questionado”
(Neto, 2020).
Para Santos (2010), arma de fogo são aparelhos constituídos fundamentalmente de
um cano aberto em uma das extremidades e parcialmente fechado na outra, onde se coloca o
projétil.
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1.2. Tipos de balística
Como a balística se caracteriza sobre os estudos dos efeitos dos projeteis expelidos
pelas armas de fogo, Oliveira (2020) a apresenta como um conhecimento científico em Três
tipologias relacionadas ao tiro, qual seja: balística interna, balística externa, balística de efeito,
sendo que Oliveira (2020) e outros pesquisadores defendem que a balística interna se divide
em balística intermediária.
1.2.1. Balística Interna
A balística interna estuda os processos que ocorrem dentro da arma desde o
momento em que o gatilho é puxado até o projétil sair do cano. Isso inclui a ignição do
propelente, a pressão dos gases gerados e a aceleração do projétil (Neto, 2020).
Balística interna ou interior tem por objeto o estudo das armas e munições antes do
tiro propriamente dito, isto é, antes do projétil abandonar o cano da arma. Pode analisar, por
exemplo, as partes e mecanismos de uma arma de fogo ou munição, a composição química do
propelente (Oliveira, 2020), o raiamento do cano, a construção metalúrgica da arma, com
diferentes ligas metálicas, o sistema de percussão, o sistema de funcionamento e afins (Neto,
2020).
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1.2.2. Balística Externa
A balística externa foca no comportamento do projétil após deixar o cano da arma e
até alcançar o alvo. São analisados factores como trajectória, velocidade, rotação,
precessão, nutação, arrasto e a influência de condições ambientais como vento e gravidade
(Mariz, 2022).
A balística externa tem seu estudo voltado especificamente para as forças físicas
que actuam no projétil desde o momento em que este abandona o cano da arma até seu
primeiro impacto (Oliveira, 2020).
Como exemplos de possíveis tópicos de balística externa temos a velocidade inicial
da ogiva, a queda do projétil pela ação da gravidade, as forças de rotação, precessão e
nutação, alcance do tiro e outros (Neto, 2020).
Há autores que ainda descrevem a tipologia balística intermédia ou de transição,
que se caracteriza pela, “análise do comportamento dos projéteis após a sua saída à boca
do cano da arma, e após deixarem de estar sob a influência dos gases queimados (Gomes,
2018, p. 11).
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1.2.3. Balística Terminal (ou de Efeitos)
A balística terminal ou de efeitos estuda o trajecto do projétil no alvo, analisando
os danos causados. No contexto policial, é fundamental para entender lesões em vítimas e
danos em objectos (Di Maio,1998).
1.3. Tipos de tiros
Os ferimentos perfurocontusos provocados por arma de fogo podem ser causados
por disparos efetuados em distâncias variáveis, e através do estudo dessas lesões, o perito
consegue identificar a distância em que aquele tiro foi realizado, no caso existem três
tipos: tiro efetuado a longa distância ou à distância, tiro efetuado a curta distância e tiro
efetuado de forma encostada (Croce et al., 2017).
No tiro a curta distância a área de queimadura deve-se a ação dos gases
superaquecidos que alcançam a vítima, os pelos que porventura existirem na região
mostram-se crespos e quebradiços. Ou seja, se a vítima está a uma distância curta daquela
arma de fogo, não só o projétil vai atingi-la, mas também a fuligem, os gases
superaquecidos e a pólvora incombusta.
Tiros à distância é caracterizado quando o orifício de entrada apresenta
características próprias, isto é, a vítima só vai apresentar efeitos primários do tiro, que são
lesões provocadas unicamente pela ação do projétil.
Não apresentam os efeitos secundários de lesão, ou seja, não apresentam os sinais
próprios de disparos a curta distância (Tochetto, 2021).
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CONCLUSÃO
Os principais resultados da pesquisa, apontam que a balística é um campo científico
que objectiva entender a dinâmica de projéteis de armas de fogo quando em funcionamento,
com suas tipologias relativas a cada estágio do tiro, desde os eventos internos da arma, saída e
contato com corpos, e seus resultados.
Assim, observa-se que a compreensão do tema e suas peculiaridades pelo ramo de
investigação criminal é de extrema necessidade, uma vez que a vida do profissional e das
pessoas que são por ele protegidas, depende do entendimento adequados da natureza do tiro,
compreendo as especificidades da arma, posicionamento, projéteis e meios de proteção do
tiro.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Croce, D. et al. (2017). Manual de medicina legal. [Link]. São Paulo: Editora Saraiva.
Di Maio, V.J.M. (1998). Gunshot Wounds: Practical Aspects of Firearms, Ballistics, and
Forensic Techniques. CRC Press.
Gomes, T.S.C. (2018). Investigação criminal e ciências forenses: novas competências da
Polícia de Segurança Pública. 2018. 106f. Dissertação (Mestrado em Ciências Policiais) -
Curso de Formação de Oficiais de Polícia, Instituto Superior de Ciências Policiais e
Segurança Interna, Lisboa.
Mariz, L.G. (2022). Balística. 1. ed. Brasília, Distrito Federal: Editora do autor.
Neto, C. (2020). Balística para Profissionais do Direito. Joinville: Millennium Editora.
Oliveira, M.P. (2020). Concreto com manta de aramida submetido a impacto balístico. 114f.
2020. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil). Universidade Tecnológica Federal do
Paraná. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Curitiba.
Santos, P.C. (2010). A utilização do estudo da balística na prática da medicina forense. 2010.
61f. Monografia (Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais) – Universidade Federal do Rio
Grande do Sul.
Souza, G.N.F. (2013). A importância e a aplicabilidade das investigações criminais sob a
ótica do estado democrático de direito. 66f. 2013. Monografia (Bacharelado em Direito).
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará. Universidade Federal do Sul e Sudeste do
Pará. Marabá.
Tocchetto, D. (2021). Balística Forense: Fundamentos, Tecnologia e Investigação Criminal.
Niterói: Editora Impetus.