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ESCOLHER A MÁQUINA FOTOGRÁFICA ADEQUADA
Esta é uma questão que, como é óbvio, dependerá de si e do que pretende fazer com a
máquina. Apesar de os modelos de máquinas fotográficas digitais serem, em traços gerais,
similares aos seus primos analógicos, existem novas funcionalidades e muito mais opções por
onde escolher. No entanto, podemos dividir os modelos existentes em quatro grandes
categorias: maquinas fotográficas domésticas de entrada de gama e de média gama,
semiprofissionais e profissionais. A última categoria não lhe interessará, a não ser que esteja
disposto a despender uma pequena fortuna. Portanto, terá de optar por uma máquina que se
enquadre numa das três primeiras categorias.
1.1. Modelos
As máquinas domésticas de entrada de gama são normalmente as que também servem de
webcam. Este tipo de aparelhos não costuma ir além dos 360.000 pixeis de resolução,
produzindo imagens com um máximo de 640x480 pixeis. É habitual os fabricantes alegarem
que o seu modelo em particular possui uma resolução interpolada de 1,3 Mpixels mas, como já
vimos, este tipo de resolução não nos interessa, uma vez que produz imagens de baixa
qualidade. Nesta categoria, encontramos também modelos com mais alguma qualidade e que
possuem um pouco mais de 1 Mpixel. Estes já têm qualidade suficiente para guardar consigo
uma recordação das férias. No entanto, a resolução destas máquinas não é suficientemente
boa para imprimir as fotografias. Escolha um destes modelos apenas se está interessado em
publicar fotografias na Internet ou se pretende uma forma fácil de guardar consigo
recordações de férias.
No escalão seguinte, encontramos as máquinas fotográficas domésticas de média gama. Nesta
categoria, enquadram-se todos os modelos com 2 Mpixels e mais. Estas máquinas são já
perfeitamente capazes de produzir fotografias bastante boas, sendo indicadas para quem quer
ficar bem servido sem gastar muito dinheiro. A maioria das máquinas desta categoria são do
género “apontar e disparar”, não possuindo muito mais controlos do que as tradicionais
automáticas descartáveis. Esta categoria produz imagens com resolução suficiente para
imprimir fotos de 10x15cm.
No campo das semiprofissionais existe uma miríade de modelos, desde aqueles que são
fisicamente muito parecidos com as tradicionais reflex, até aos que não têm qualquer tipo de
semelhança. A palavra de ordem aqui é flexibilidade, já que este tipo de máquina fotográfica
pode ser utilizado no modo automático, mas também em modos semi-automáticos e manuais
que dão bastante mais controlo ao utilizador. Este tipo de máquina fotográfica possibilita,
além de boas recordações das férias, criar fotografias artísticas, por permitir brincar com os
valores de abertura, velocidade de obturação, ISO, etc. Normalmente, estes aparelhos
possuem CCDs cujo número de pixeis varia entre os três e os cinco milhões.
1.1.1. Outros aspectos a ter em consideração
Além da resolução da câmara, pode querer ter em atenção outros pormenores como a
facilidade de transporte do equipamento — ou seja, a facilidade (ou falta dela) com que
transporta a máquina de um lado para o outro. Existem diversos aparelhos que cabem
facilmente num bolso, outros que nem por isso — neste caso as correias dão sempre jeito.
Existem até máquinas que são exactamente iguais aos seus primos analógicos, apesar de não
haver qualquer necessidade disso do ponto de vista da funcionalidade — só são feitas dessa
forma para se parecerem com os modelos a que as pessoas estão habituadas. As máquinas
fotográficas digitais são, assim, de todos os tamanhos e feitios, existindo até aquelas que são
tão compactas que rivalizam em tamanho com um cartão de crédito.
Tenha também em atenção as capacidades de zoom óptico do modelo que escolher. Pode não
achar o zoom um aspecto fundamental, mas depressa descobrirá que um bom zoom é muito
útil, especialmente para capturar um pormenor que aconteça a alguma distância de si.
Outro aspecto a ter em consideração é a duração das pilhas/baterias que acompanham a
máquina. O consumo energético varia de modelo para modelo mas uma coisa é certa: se
utilizar o ecrã LCD, é garantido que a bateria esgotará muito mais depressa.
Grande parte dos modelos é já fornecida com baterias recarregáveis, o que é algo de muito
positivo. Se este não for o caso do modelo que escolheu, aconselhamo-lo a adquirir baterias
recarregáveis por duas razões:
É muito mais “amigável” para o ambiente utilizar baterias recarregáveis. As máquinas
fotográficas digitais consomem bastante energia, pelo que rapidamente verá crescer o monte
de pilhas que precisa enviar a reciclagem (vai colocá-las na reciclagem, certo?);
É muito mais económico utilizar baterias recarregáveis, apesar de, no início poder achar
que estas saem mais caras. Acredite-nos: utilizar baterias recarregáveis sai muito mais barato a
longo prazo.
1.2. Interfaces
Uma interface é, neste caso, a ligação física entre a máquina fotográfica digital e outro
dispositivo. As máquinas fotográficas digitais podem ser ligadas a um PC ou a uma impressora.
A ligação ao PC possibilita copiar as fotografias para o computador, de forma a serem
armazenadas ou tratadas num programa informático Alguns modelos permitem também a
ligação directa a uma impressora dispensando, assim, o PC para o processo de impressão.
Hoje em dia, a interface mais vulgarizada é a USB (Universal Serial Bus). Como todos os
computadores modernos têm, pelo menos, duas destas portas, não deverá ter problemas.
Basta ligar a máquina à porta USB utilizando o cabo fornecido, para ela ser detectada. Depois
de instalados os drivers (se estiver a utilizar o Windows XP, há grandes possibilidades de o
sistema operativo os instalar por si), está tudo para que possa copiar as imagens. A sua
máquina fotográfica irá aparecer n’”Meu Computador” como mais uma unidade de disco
externa.
Existem alguns fabricantes que fornecem um leitor de cartões de memória com a máquina.
Este tipo de dispositivos é mais cómodo de utilizar porque não é necessário ter a máquina
fotográfica perto do computador, com a inevitável parafernália de cabos. Neste caso, basta
retirar o cartão de memória da máquina e colocá-lo no leitor. Este é tratado como uma
unidade amovível pelo Windows, pelo que pode utilizá-lo como se fosse outro “disco rígido”.
1.3. Tipos de cartões de memória
As fotografias digitais são armazenadas em memória do tipo flash. Este tipo de memória não é
volátil, ou seja, consegue reter a informação mesmo que não esteja a receber energia
eléctrica. Os modelos mais baratos de máquinas fotográficas possuem memória embutida que
não pode ser aumentada. Nesses casos o utilizador fica limitado. A maioria dos modelos, no
entanto, utiliza um dos muitos tipos de cartões de memória existentes no mercado para
armazenar as fotografias. Existem cartões de muitos feitios e tamanhos, mas a função de todos
é a mesma: guardar as fotografias.
1.3.1. CompactFlash
Este é um dos tipos de cartões mais vulgarizados. Possuem uma forma quase quadrangular,
são delgados (têm cerca de 6mm de espessura), bastante robustos e têm uma tolerância
bastante boa a choques e vibrações. Este tipo de cartões inclui um controlador embutido, o
que significa que o cartão fornece ao hospedeiro informações sobre como funciona e como
aceder aos dados que contém. Como os bancos de memória estão encerrados num invólucro
de plástico, os CompactFlash são mais difíceis de danificar do que outros tipos de cartões de
memória, o que é uma grande vantagem.
1.3.2. SmartMedia
Estes cartões são incrivelmente delgados e possuem uma forma que lembra uma disquete em
miniatura. Os SmartMedia têm um chip de memória embutido em plástico, sem qualquer tipo
de protecção. Este tipo de cartões não possui um controlador (como ocorre com o
CompactFlash) que diga ao hospedeiro como ele opera e como copiar a informação, o que é
uma desvantagem. Como o controlador tem de estar embutido na máquina fotográfica, isto
significa que as máquinas fotográficas que utilizem SmartMedia só são compatíveis com os
cartões que existam no mercado à altura da sua venda. A maior desvantagem deste formato é
mesmo a sua fragilidade. Como o módulo de memória flash está desprotegido, é
extremamente fácil estragá-lo e, desta forma, arruinar as suas fotografias.
1.3.3. Memory Stick
Este formato de memória foi desenvolvido pela Sony e possui um formato que lembra as
pastilhas rectangulares a que os americanos chamam stick of chewing gum. Daí o “stick” no
nome. Tal como acontece com o CompactFlash, o Memory Stick possui as células de memória
protegidas dentro de um invólucro de plástico (neste caso, em forma de pastilha elástica). Até
agora, apenas a Sony utiliza este tipo de memória nas suas máquinas fotográficas digitais.
1.3.4. Cartões MultiMedia e Secure Digital
Os cartões MM e SD possuem algumas coisas em comum, a começar pelo facto de terem
ambos o mesmo formato e tamanho (o de um pequeno selo) e de os cartões SD terem sido
desenvolvidos a partir dos MM. Tal como acontece com o CompactFlash, também os cartões
MM e SD possuem os chips de memória protegidos por um invólucro de plástico, o que
significa maior durabilidade. Os cartões SD possuem algumas vantagens e melhorias em
relação aos MM, como a maior velocidade na transferência dos dados, a maior tolerância as
descargas electrostáticas e a capacidade de encriptar os dados (para uma maior segurança).
1.3.5. MicroDrives
Alguns modelos de máquinas semiprofissionais (que utilizem cartões CompactFlash) são
também compatíveis com as MicroDrives da IBM. As MicroDrives são minúsculos discos rígidos
que têm a mesma forma e tamanho de um cartão CompactFlash, ao mesmo tempo que
oferecem capacidades de armazenamento que chegam aos 1000MB (ou 1GB). Tendo em conta
que são discos rígidos em miniatura (e, logo, têm peças amovíveis), as MicroDrives possuem
uma tolerância ao choque muito boa.
1.3.6. xD-Picture Card
Este é um formato bastante recente, foi desenvolvido em conjunto pela Olympus e pela
Fujifilm, sendo produzido pela Toshiba. Os cartões são minúsculos, possuindo apenas
20x25x1,7mm de tamanho, e estão disponíveis em versões de 16, 32, 64, 128 e 256MB. Este
formato foi desenvolvido com o intuito de substituir o já velho SmartMedia, razão pela qual
não inclui um controlador interno — a ideia é manter os cartões tão baratos quanto possível.
1.4. Que cartão escolher?
Independentemente do tipo de memória da sua preferência, é muito importante que tenha
em atenção a capacidade de armazenamento do cartão incluído com a máquina que pretende
adquirir. Se o cartão tiver pouco espaço de armazenamento, verá que rapidamente ficará sem
“rolo” fotográfico. Para ter uma ideia podemos considerar um cartão de 8MB (megabytes)
como sendo insuficiente para as necessidades das máquinas modernas.
A quantidade de fotografias que conseguirá guardar num cartão irá depender sempre de um
conjunto de factores, incluindo:
Resolução a que a fotografia é tirada (quanto maior for a resolução, maior será o espaço
necessário para armazenar a fotografia);
Compressão utilizada (muitas vezes, este parâmetro é também referido máquina
fotográfica como “qualidade de imagem”);
Capacidade de armazenamento do cartão propriamente dito.
Para ter uma ideia do que falamos, saiba que com um cartão de máquina fotográfica de 2
Mpixels, conseguirá armazenar cerca de sete fotografias na qualidade máxima. Claro que o
valor que lhe damos é só para que tenha uma ideia. Diferentes máquinas conseguirão
armazenar mais ou menos fotos, dependendo da compressão com que gravam as imagens.