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A Relevância da Comunicação na Atualidade

O documento apresenta uma avaliação sobre a crônica 'O Amor e Outros Males' de Rubem Braga, onde o autor reflete sobre a dor e a complexidade do amor. A crônica discute a percepção do amor como um sentimento incômodo e a relação entre dor emocional e dor física. Além disso, o texto inclui questões de interpretação e análise crítica relacionadas ao conteúdo da crônica e outros textos.
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A Relevância da Comunicação na Atualidade

O documento apresenta uma avaliação sobre a crônica 'O Amor e Outros Males' de Rubem Braga, onde o autor reflete sobre a dor e a complexidade do amor. A crônica discute a percepção do amor como um sentimento incômodo e a relação entre dor emocional e dor física. Além disso, o texto inclui questões de interpretação e análise crítica relacionadas ao conteúdo da crônica e outros textos.
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Autarquia Educacional de Afogados da Ingazeira – AEDAI

Faculdade do Sertão do Pajeú – FASP


Curso: Licenciatura em Pedagogia 3º Período
Disciplina: Estruturas e Usos da Língua Portuguesa Data:

Nome: _________________________________________________________________ Nº _____

INSTRUMENTO ESCRITO DE AVALIAÇÃO

Texto: O AMOR E OUTROS MALES


Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes
que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o
cronista “qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda”. E diz mais: “Não é
possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”.
Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de
meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – “incômodo”. Na época eu
usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mas é uma das tristes coisas desta
vida sentir que um grande amor pode deixar apenas uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse
adjetivo, que a aborreceu.
Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de
revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha,
nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.
A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado
em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada leitora – incomodou.
Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era
um terceiro braço que me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me enforcava devagar, suspensa de uma
nuvem. A senhora acharia exagerado se eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia
inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito
no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói de se dar
guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca um amor como
aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um
instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino
bobo que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que
está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes
invade o corpo e a alma, e a “vontade de chorar e de morrer”, de que fala o samba?
Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje
uma boa bursite.
(Rubem Braga)

01. Analisando a crônica de Rubem Braga, quanto a sua temática, todas as afirmativas estão
corretas, com exceção da letra:
a) O cronista defende a ideia de que o amor é um sentimento incômodo.
b) O cronista trata como temática central a história do seu último amor.
c) O autor mostra que a dor do amor e a dor física causam igual sofrimento.
d) Na visão do cronista a dor do amor supera a dor ocasionada pela bursite.
e) O autor demonstra ser masoquista, pois deseja ter uma bursite.

02. Analise atentamente as afirmações abaixo.


I. Na forma de entender o amor, a visão da leitora se contrapõe à do autor.
II. O uso das expressões “minha senhora” e “delicada leitora”, empregadas pelo autor, deixa entrever
a afetividade dele para com a leitora indignada.
III. O autor se desculpa com a leitora por sua definição “equivocada” do amor.

 É correto o que se afirma em:



a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e II.
e) II e III.
03. Observe o cartaz abaixo e responda o que se pede:

Analise a propaganda e assinale a alternativa correta a respeito


das variantes linguísticas utilizadas nesse texto.
a) O uso da variedade linguística não padrão é feito para
causar efeito humorístico de forma preconceituosa.
b) A intenção do publicitário é incentivar os agricultores.
c) Na propaganda é feito uso de uma variante linguística rural e
outra urbana.
d) O uso de uma variante típica da zona rural demonstra a
criatividade do publicitário em destacar que os correios só
envia Sedex à zona rural por que apresenta mais
dificuldades para a devida localização do destino.
e) O uso de uma variante típica da zona rural demonstra a forma criativa com que o publicitário
reforça o que é dito na parte da propaganda em que usa a variedade.

04. O humor presente na tirinha decorre principalmente do fato de a personagem Mafalda:

a) Atribuir, no primeiro quadrinho, poder ilimitado ao dedo indicador.


b) Considerar seu dedo indicador tão importante quanto o dos patrões.
c) Atribuir, no primeiro e no último quadrinhos, um mesmo sentido ao vocábulo “indicador”.
d) Usar corretamente a expressão “indicador de desemprego”, mesmo sendo criança.
e) Atribuir, no último quadrinho, fama exagerada ao dedo indicador dos patrões. X
05. O texto abaixo faz parte de uma propaganda de sapatos de salto alto.

DOIS PEQUENOS GOLES DE VINHO E UM CALÇADO CERTO DEIXAM QUALQUER MULHER


IRRESISTIVELMENTE ALTA.

O efeito de sentido desse texto é criado, basicamente:


a) Pela fragilidade da mulher, que, com apenas dois goles de vinho, fica alta.
b) Pela carga de sensualidade contida no adjetivo certo e no advérbio de modo
irresistivelmente.
c) Pela conotação do substantivo vinho, que confere à propaganda um clima de sensualidade e
de descontrole emocional.
d) Pelo duplo sentido do adjetivo alta, que se relaciona tanto ao poder inebriante do vinho quanto
à estatura do corpo. X
e) Pela carga de vulgaridade contida no pronome indefinido qualquer.
06. Leia a tira:

a) Há uma ligação entre perguntas nesse diálogo? Explique.


Sim, embora o diálogo se dê de forma irregular, uma vez que as respostas dadas às perguntas são ditas
somente quando já foi feita outra pergunta.
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b) A forma como o diálogo se constrói se torna coerente se o leitor associá-lo a outra informação dada na
tira. Qual é essa informação? Explique a relação de coerência entre esse dado e a conversa entre as
duas personagens.
O fato do personagem ser considerado lerdo, de modo que suas respostas só são apresentadas quando
outra pergunta já foi feita.
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01. Por que é impossível NÃO comunicar?


a) É impossível NÃO comunicar porque as pessoas geralmente não conseguem ficar, umas diante das outras, sem falar
alguma coisa.
b) As pessoas estão sempre se comunicando: seja conversando pessoalmente, seja falando ao telefone ou pela internet, por
exemplo.
c) Por exemplo, um suspiro, um olhar, um fechar de cenho. Todas essas expressões são formas sutis de comunicação
percebidas pelo interlocutor. X
d) Suspirar”, “um olhar”, “um fechar de cenho

02. “Vivemos na era da informação e do conhecimento. A comunicação tornou-se a moeda circulante de maior valor em nossa
sociedade”. Escolha, a partir dessa afirmação, a alternativa que reflete o porquê da comunicação ter adquirido grande relevância
na atualidade.
a) A comunicação adquiriu uma grande relevância no mundo moderno porque aquele que fala bem sempre será bem visto em
qualquer ambiente em que esteja, independente do conhecimento que possui
b) Aquele que se comunica bem, nos dias de hoje, vive melhor porque consegue vender bem o seu produto, ideia, serviço,
projeto ou talento. Não basta conquistar o conhecimento: é preciso demonstrar o que se sabe por meio da comunicação. X
c) Na comunicação, mais importante do que ter conhecimento é demonstrar que se sabe. Por isso, falar bem, utilizando um
vocabulário rico em palavras incomuns, pode ser importante para influenciar positivamente os ouvintes.
d) Comunicação é tudo! Independente da área em que atuamos, a comunicação é fundamental para alcançar os resultados
desejados. Para a mensagem ser bem entendida pelos ouvintes basta ser bem intencionado e parecer natural.

O texto a seguir é referência para as próximas quatro questões.


Da Violência (Hannah Arendt)
Estas reflexões foram causadas pelos eventos e debates dos últimos anos comparados com o background
do século vinte, que se tornou realmente, como Lênin tinha previsto, um século de guerras e revoluções; um
século daquela violência que se acredita comumente ser o denominador comum destas guerras e revoluções.
Há, todavia, um outro fator na situação atual que, embora não previsto por ninguém, é pelo menos de igual
importância. O desenvolvimento técnico dos implementos da violência chegou a tal ponto que nenhum
objetivo político concebível poderia corresponder ao seu potencial destrutivo, ou justificar seu uso efetivo num
conflito armado. Assim, a arte da guerra – desde tempos imemoriais o impiedoso árbitro final em disputas
internacionais – perdeu muito de sua eficácia e quase todo seu fascínio. O “apocalíptico” jogo de xadrez entre
as superpotências, ou seja, entre os que manobram no plano mais alto de nossa civilização, está sendo jogado
segundo a regra “se qualquer um ‘ganhar’ é o fim de ambos”; é um embate sem qualquer semelhança com os
outros embates militares precedentes. Seu objetivo “racional” é intimidação e não vitória, e a corrida
armamentista, já não sendo uma preparação para a guerra, só pode ser justificada agora pela ideia de que
quanto mais intimidação houver maior é a garantia de paz.
(Extraído e adaptado de: Arendt, H. Crises da República. SP: Perspectiva, 2017.)

01. Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de H. Arendt.


a) Para a filósofa Arendt, o século XX, de guerras e revoluções como previu Lênin, foi o século mais violento da humanidade.
b) Para a autora, a resolução dos conflitos armados dispensa objetivos políticos que não justifiquem o uso de material bélico tecnológico.
c) Segundo a filósofa, a arte da guerra perdeu sua eficácia porque ficou esquecida pelos tempos imemoriais e consequentemente perdeu
seu fascínio.
d) Segundo a filósofa alemã, Hannah Arendt, o que move os embates violentos contemporâneos é a demonstração de força por
intimidação.
e) As superpotências internacionais são responsáveis, segundo a pensadora, por garantir a civilização no seu plano mais alto.

02. Observe as seguintes afirmativas, relacionadas ao texto:


1. A autora não concorda com o político russo, Lênin, acerca da avaliação que ele fez a respeito da violência do século XX.
2. Segundo Arendt, existe um fator relativo à belicosidade e à violência na atualidade que não foi considerado pelo político russo.
3. Há, no jogo de poder das superpotências, um objetivo político cuja racionalidade é a corrida armamentista e a busca da superioridade
majoritária.

Assinale a alternativa correta.


a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. d)Somente as afirmativas 2 e 3 são
b)Somente a afirmativa 2 é verdadeira. verdadeiras.
c) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. e)As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

03. Acerca dos relatores de coesão presentes no texto, assinale a alternativa correta.
a) O termo grifado em “um século daquela violência que se acredita” é conjunção integrante com valor aditivo.
b) O vocábulo “assim” tem valor adversativo, de oposição ao período precedente.
c) O valor semântico de “embora” corresponde a “por mais que”.
d) A locução “ou seja” tem o mesmo valor semântico de “quer seja”.
e) A locução “já não” tem valor concessivo equivalente a “ainda que”.

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