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Funções e Tipos de Hormônios Endócrinos

Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas que regulam funções fisiológicas e bioquímicas no corpo. O documento detalha as principais glândulas endócrinas, seus hormônios, funções e métodos de avaliação hormonal, como imunoensaios. Além disso, aborda exames laboratoriais para diagnosticar distúrbios hormonais e a importância dos hormônios gonadotróficos como FSH e LH na reprodução.

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Funções e Tipos de Hormônios Endócrinos

Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas que regulam funções fisiológicas e bioquímicas no corpo. O documento detalha as principais glândulas endócrinas, seus hormônios, funções e métodos de avaliação hormonal, como imunoensaios. Além disso, aborda exames laboratoriais para diagnosticar distúrbios hormonais e a importância dos hormônios gonadotróficos como FSH e LH na reprodução.

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BIOQUÍMICA

2024
CLÍNICA

HORMÔNIOS
Acadêmicas:
Ana Beatriz Dagnoni, Arlete Moura Machado
Severino, Channa Silveira Guimarães, Gabrieli

UNIVALI - ITAJAÍ
da Silva Sehnem, Heloíse Gonçalves, Liriane
Ester da Silva
HORMÔNIOS
São substâncias químicas produzidas por glândulas
endócrinas no corpo que desempenham um papel
crucial na regulação de várias funções fisiológicas e
bioquímicas. Atuam como mensageiros químicos,
transportados pela corrente sanguínea para órgãos e
tecidos alvo, onde exercem seus efeitos específicos.
(JAMESON, GROOT, 2015)
GLÂNDULAS
ENDÓCRINAS
As glândulas endócrinas são órgãos que
produzem e liberam hormônios
diretamente na corrente sanguínea para
regular diversas funções do corpo. Cada
glândula endócrina secreta hormônios
específicos que têm alvos e funções
distintas.
(JAMESON, GROOT, 2015; MELMED et al., 2015)
GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
HIPOTÁLAMO HIPÓFISE GLÂNDULA PINEAL GLÂNDULAS
(PITUITÁRIA) SUPRARRENAIS
Localização: Base do cérebro. Localização: Base do cérebro, Localização: Centro do (ADRENAIS)

(MELMED et al., 2015)


Função: Controla a abaixo do hipotálamo. cérebro. Localização: Acima dos rins
liberação de hormônios Função: Dividida em anterior Função: Divididas em córtex
Função: Produz (camada externa) e medula
pela hipófise. Produz (adenohipófise) e posterior
melatonina, que regula (camada interna). O córtex
hormônios liberadores e (neurohipófise), secreta
hormônios que regulam
o ciclo sono-vigília. produz cortisol, aldosterona e
inibidores que regulam a
andrógenos, enquanto a medula
atividade da hipófise outras glândulas endócrinas
produz adrenalina e
anterior. e várias funções corporais.
noradrenalina.
GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
TIREOIDE PARATIREOIDES TIMO PÂNCREAS
(PARTE ENDÓCRINA)

(MELMED et al., 2015)


Localização: Pescoço, na Localização: Atrás da Localização: Mediastino Localização: Atrás do
frente da traqueia. glândula tireoide. superior, entre os pulmões. estômago.
Função: Produz timosina, Função: As ilhotas de
Função: Produz hormônios Função: Produz hormônio
que é importante para o Langerhans no pâncreas
tireoidianos (T3 e T4) que paratireoideano (PTH) que
desenvolvimento do sistema produzem insulina,
regulam o metabolismo, regula os níveis de cálcio e
imunológico, especialmente glucagon e somatostatina,
crescimento e fósforo no sangue.
na infância. regulando os níveis de
desenvolvimento.
glicose no sangue.
GLÂNDULAS ENDÓCRINAS
OVÁRIOS TESTÍCULOS
(EM MULHERES) (EM HOMENS)
Localização: Pelve. Localização: Bolsa escrotal.
Função: Produzem Função: Produzem
estrogênio e progesterona, testosterona, regulando a
regulando o ciclo produção de esperma e as
menstrual, a gravidez e as características sexuais
características sexuais secundárias.
secundárias.

Essas glândulas trabalham em conjunto para manter a


homeostase no corpo, respondendo a estímulos internos e
externos e regulando processos críticos, como crescimento,
metabolismo, reprodução e resposta ao estresse.
(MELMED et al., 2015; FRITZ, SPEROFF, 2011.)
AVALIAÇÃO DA AÇÃO HORMONAL
IMUNOENSAIOS
Imunoensaios são métodos bioquímicos que utilizam a especificidade da interação
antígenoanticorpo para detectar e quantificar substâncias, incluindo hormônios, em uma
amostra biológica.

ELISA (ENZYME-LINKED
IMMUNOSORBENT ASSAY)
Comumente usado para quantificar hormônios como
insulina, cortisol, hormônio tireoidiano (T3 e T4), entre
TIPOS: outros.

RIA (RADIOIMMUNOASSAY)
Muito sensível e usado para medir hormônios em
concentrações muito baixas, como hormônio do
crescimento (GH) e hormônio luteinizante (LH).

(TAYLOR et al., 2018)


AVALIAÇÃO DA AÇÃO HORMONAL
IMUNOENSAIOS

CLIA (CHEMILUMINESCENT
IMMUNOASSAY)
Usado para medir uma ampla gama de hormônios devido à
sua alta sensibilidade e rapidez.
TIPOS:

FIA (FLUORESCENT IMMUNOASSAY)


Comumente usado para medir hormônios peptídicos e
esteroides.

(TAYLOR et al., 2018)


GERAL
PROCEDIMENTO
AVALIAÇÃO DA AÇÃO HORMONAL
IMUNOENSAIOS
1. PREPARAÇÃO DA AMOSTRA 4. DETECÇÃO
Sangue, soro, plasma, urina ou saliva. Adição de um substrato que reage com a enzima ou
molécula ligada ao anticorpo, resultando em uma mudança
2. INCUBAÇÃO COM ANTICORPOS de cor, emissão de luz ou radioatividade.

A amostra é incubada com anticorpos específicos para o


hormônio de interesse. 5. LEITURA DOS RESULTADOS
Utilização de um espectrofotômetro, luminômetro ou
3. LAVAGEM contador de radiação para quantificar a resposta.
Remove componentes não ligados.

(TAYLOR et al., 2018)


VANTAGENS DESVANTAGENS
Alta especificidade e sensibilidade; Custo;
Versatilidade; Complexidade.
Rapidez.
PRINCIPAIS EXAMES
LABORATORIAIS
Teste de Hormônio Tireoideano (TSH, T3 e T4):
TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide): Avalia a função da tireoide,
indicando se está hipoativa ou hiperativa.
T3 (Triiodotironina) e T4 (Tiroxina): Medem diretamente os hormônios
tireoidianos no sangue.
Interferentes: Gravidez, uso de medicamentos (como amiodarona e
biotina), e doenças crônicas podem afetar os níveis de TSH, T3 e T4.
Teste de Cortisol: Mede o nível de cortisol no sangue, urina ou saliva.
Utilizado para diagnosticar distúrbios como a doença de Addison e a
síndrome de Cushing.
Interferentes: Estresse, hora do dia (cortisol tem um ritmo circadiano), e
uso de corticosteroides.
(TAYLOR et al., 2018)
PRINCIPAIS EXAMES
LABORATORIAIS
Teste de Insulina e Glicose: Mede os níveis de insulina e glicose no
sangue. Utilizado no diagnóstico de diabetes mellitus e resistência à
insulina. Interferentes: Jejum, atividade física, medicamentos (como
insulina exógena e antidiabéticos orais).
Teste de Hormônio do Crescimento (GH) e IGF-1: Mede os níveis de GH e
IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina-1). Utilizado para
diagnosticar deficiências ou excessos de GH.
Interferentes: Estresse, hipoglicemia, exercícios, e uso de esteroides
anabolizantes
Teste de Prolactina: Mede os níveis de prolactina no sangue. Utilizado para
diagnosticar prolactinomas e outras causas de hiperprolactinemia.
Interferentes: Estresse, gravidez, amamentação, uso de medicamentos
antipsicóticos e antidepressivos (TAYLOR et al., 2018)
PRINCIPAIS EXAMES
LABORATORIAIS
Teste de Hormônios Sexuais (Estrogênio, Progesterona, Testosterona):
Mede os níveis de hormônios sexuais no sangue. Utilizado no diagnóstico
de distúrbios reprodutivos e hormonais.
Interferentes: Ciclo menstrual, idade, uso de anticoncepcionais, gravidez,
e uso de terapias hormonais.
Teste de Hormônio Paratireoideano (PTH): Mede os níveis de PTH no
sangue. Utilizado para diagnosticar distúrbios do cálcio, como
hiperparatireoidismo.
Interferentes: Níveis de cálcio e vitamina D, doenças renais, e uso de
diuréticos.

(TAYLOR et al., 2018)


HORMÔNIOS
DAS GÔNADAS
O FSH é um hormônio que tem como função estimular o crescimento e a
maturação dos folículos ovarianos, como também, a secreção de
estrogênio. O FSH e o LH atuam nas gônadas e são secretados pela pela
adeno-hipófise, sendo dependentes do GnRH para ocorrer sua ação.

HORMÔNIO É o FSH que regula o crescimento, desenvolvimento, puberdade,

FOLÍCULO reprodução e secreção de hormônios sexuais pelos testículos e ovários.


(PATTON, THIBODEAU, 2002; GUEDES, SILVA, FERREIRA, 2021.)

ESTIMULANTE
(FSH)
FSH
O FSH está mais presente em mulheres
do que em homens e a sua
concentração varia de acordo com a
fase da vida.

HORMÔNIO
FOLÍCULO
Do nascimento até a infância, os níveis
de FSH são muito baixos. Durante a
FSH
ESTIMULANTE puberdade, a liberação
hormônios é restabelecida.
desses

(FSH) Para os homens, a taxa de FSH


permanece estável durante toda a vida
adulta, enquanto nas mulheres a
dosagem de FSH e LH varia de acordo
com as fases do ciclo menstrual.
(PATTON, THIBODEAU, 2002; GUEDES,
SILVA, FERREIRA, 2021.)
HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)
As subunidades alfa de LH, FSH, TSH e hCG são idênticas e contêm 92 aminoácidos.

Os hormônios gonadotróficos LH e FSH são glicoproteínas heterodímeras sintetizadas e


secretadas pelas células gonadotróficas, na hipófise anterior, e contêm uma subunidade α
em comum e uma subunidade β hormônio específica.
ESTRUTURA O FSH possui uma subunidade beta com 118 aminoácidos (FSHB), que confere sua ação
biológica específica e é responsável pela interação com o receptor de FSH.

VERDE: α-FSH
LARANJA: β -FSH
AZUL: RECEPTORES

(SARAIVA et al., 2011; ICHROMA FSH, 2021.)


HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)
O hormônio folículo-estimulante (FSH) é sintetizado e secretado pelos gonadotrofos
da adeno-hipófise. O FSH regula o desenvolvimento, o crescimento, a maturação
puberal e os processos reprodutivos do corpo.

METABOLISMO O FSH e o hormônio luteinizante (LH) atuam


sinergicamente na reprodução.
E FUNÇÃO
Estes hormônios agem de maneira coordenada
na regulação do crescimento e diferenciação
gonadal, na esteroidogênese e gametogênese,
regulando, por conseguinte, o ciclo menstrual.

(SARAIVA et al., 2011; ICHROMA FSH, 2021.)


HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)
O FSH atua de formas diferentes em homens e mulheres. Nos
homens, ele é responsável pelo controle da produção de
espermatozoides, processo chamado de espermatogênese.

METABOLISMO
E FUNÇÃO Nas mulheres, ele atua na regulação do ciclo menstrual, que
começa no primeiro dia da menstruação e vai até o dia anterior
da menstruação seguinte. Nos ciclos regulares, esse período
equivale a 28 dias. No entanto, a sua duração varia de acordo
com cada mulher. Ele é composto por 3 fases: folicular,
ovulatória e lútea.

(SARAIVA et al., 2011.)


HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)

O FSH é secretado de maneira constitutiva,


isto é, grande parte do hormônio é liberada

SECREÇÃO na velocidade em que é produzida, embora


uma pequena parcela possa ser armazenada
para ser liberada em resposta ao GnRH.

(SARAIVA et al., 2011.)


HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)
O desequilíbrio do FSH pode ser causado por diversos fatores.

Em níveis muito baixos, ele pode ter

FSH como consequência a infertilidade


feminina e masculina.

DESEQUILÍBRIOS
O excesso está relacionado a

FSH deficiências nos ovários e puberdade


precoce em mulheres e aumento nos
níveis de testosterona em homens.
(ICHROMA FSH, 2021.)
HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)

O cenário mais comum onde se encontra uma


concentração elevada de FSH no soro é a menopausa.

DESEQUILÍBRIOS Níveis elevados indicam que não existe o feedback de


restrição normal da gônada, levando a uma produção
de FSH irrestrita pela hipófise.
FSH
A ocorrência de níveis elevados de FSH durante os anos
reprodutivos é anormal.

(ICHROMA FSH, 2021.)


HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE (FSH)
As situações com altos níveis de FSH incluem:
Menopausa prematura;
A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP);
Disgenesia gonadal;
Síndrome de Turner;
DESEQUILÍBRIOS Síndrome de Swyer;
Certas formas de hiperplasia adrenal congênita (CAH);
Falência testicular.

A maioria dessas condições está associada à subfertilidade e/ou


infertilidade. Portanto, altos níveis de FSH são uma indicação de
subfertilidade e/ou infertilidade.
(ICHROMA FSH, 2021.)
O LH é uma glicoproteína que é sintetizada e secretada de forma pulsátil
pelas células gonadotróficas que ficam na hipófise anterior/adeno-
hipófise.

Ele é muito importante para as


funções reprodutivas, como por

HORMÔNIO exemplo a produção de gametas e de


hormônios esteroides nas gônadas,

LUTEINIZANTE nos dois sexos, também no


desenvolvimento puberal, pois a sua

(LH) falta provoca hipogonadismo e


infertilidade.

No homem provoca a liberação de


testosterona e nas mulheres estimula
a ovulação, formação do corpo lúteo e
produção de estrogênio e
progesterona.
(SARAIVA et al., 2011.; GUSMÃO, 2021; BERGER, 2006; LH, 2021)
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
Glicoproteína heterodímera, tem duas subunidades de polipeptídeos, alfa e beta.
A parte alfa é constituída por 92 aminoácidos e a parte beta por 121 aminoácidos.
As duas partes são unidas por ligações não covalentes, as pontes dissulfídicas
mantém essas ligações.
(SARAIVA et al., 2011.; GUSMÃO, 2021; BERGER, 2006; LH, 2021)

ESTRUTURA
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
A sua principal função em folículos não ovulatórios é estimular a ação da
enzima esteroidogênica, a aromatase p450 nas células da teca, promover a
ovulação e estimular a luteinização das células da granulosa e da teca nos
folículos pré ovulatórios.
Para o seu funcionamento, é preciso que esse hormônio se ligue em receptores
METABOLISMO que ficam na membrana plasmática das células, que irão ativar a enzima Adenil
ciclase pela ligação da proteína Gs.
E FUNÇÃO (SARAIVA et al., 2011; LATRONICO, 2001)
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
A sua secreção é regulada pela concentração
plasmática dos produtos secretados pelas
glândulas-alvo e por neuropeptídeos
produzidos no hipotálamo e pela frequência e

METABOLISMO amplitude de pulso do GnRH.

E FUNÇÃO Na mulher a liberação desse hormônio ocorre


de duas formas, a primeira é através da
liberação pulsátil estimulada pelo GnRH e a
segunda é pelo pico pré ovulatório,
estimulado pela alta concentração de
estradiol no fim da fase folicular.
(BERGER, 2006; GUSMÃO, 2021)
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
Os pulsos de liberação ocorrem com mais
frequência e amplitude a noite na fase
puberal, já na fase puberal tardia, os pulsos
vão ocorrer também durante o dia.
Ele sofre alterações de acordo com o período
METABOLISMO do dia, ciclo menstrual, e idades ginecológica
e cronológica. (LATRONICO, 2001)
E FUNÇÃO
Valores normais:
Homens: 1,5 a 9,3 mUI/ml
Mulheres:
Fase folicular: 1,9 a 12,5 mUI/ml
Pico ovulatório: 8,7 a 76,3 mUI/ml
Fase lútea: 0,5 a 16,9 mUI/ml
Gestantes: < 1,50 mUI/mL
Pós-menopausa: 15,9 a 54,0 mUI/mL
Crianças: < 6,0 mUI/mL
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)
Quando os níveis de LH estão baixos (Hipopituitarismo) por causa de lesões
funcionais ou estruturais do eixo hipotálamo-pituitário, pode ocorrer uma
deficiência chamada hipogonadismo hipogonadotrófico.

Essa deficiência/disfunção pode ser a causa de infertilidade e aborto


espontâneo.

DESEQUILÍBRIOS A diminuição pode ser causada por:


Deficiência hipotalâmica de GnRH,
Deficiência hipofisária de LH,
Produção de hormônio esteróide ectópico,
Tumores hipofisários secretores de gonadotrofina,
Castração masculina,
Vasectomia,
S. de Insensibilidade aos Andrógenos Completa ou Parcial.
(BERGER, 2006; GUSMÃO, 2021; LH, 2021)
HORMÔNIO LUTEINIZANTE (LH)

Níveis elevados de LH (Hiperluteinismo) pode indicar


problemas como:
Síndrome dos ovários policísticos (SOP) em mulheres;
Distúrbios da glândula pituitária;
Tumor na hipófise, havendo aumento na secreção de
DESEQUILÍBRIOS GnRH e, consequentemente, de LH;
Puberdade precoce;
Insuficiência testicular;
Menopausa precoce.
(BERGER, 2006; GUSMÃO, 2021; LH, 2021)
PROGESTERONA
É um hormônio esteroide sexual com papel essencial na manutenção do útero durante a
gravidez. Além de suas funções nesse período, esse hormônio também participa do ciclo
menstrual e da espermatogênese.

Pesquisas demonstram que a progesterona também está associada à redução do risco de


distúrbios neurológicos e osteoporose.
(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)
PROGESTERONA

ESTRUTURA

Forma molecular: C21H30O2


Metabolismo: hepático.
Excreção: renal.

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA
É um componente fisiológico chave na manutenção da gravidez, no ciclo
menstrual e na síntese de outros hormônios esteroides.

Durante o ciclo menstrual, após a ovulação, ocorre a formação do corpo


lúteo, uma glândula temporária originada do folículo vazio. O corpo lúteo
começa a produzir progesterona.
METABOLISMO A progesterona atua no crescimento e desenvolvimento capilar,
E FUNÇÃO promovendo maior vascularização e fluxo sanguíneo, o que cria um
ambiente favorável para a implantação de um óvulo fertilizado.

Caso não ocorra fertilização, o corpo lúteo se desintegra, resultando em


uma diminuição nos níveis de progesterona. Essa diminuição faz com que
o revestimento uterino se torne mais fino e se desintegre, dando início ao
período menstrual.
(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)
PROGESTERONA

METABOLISMO
E FUNÇÃO
PROGESTERONA
É fundamental lembrar que os níveis de progesterona podem variar de acordo
com o estágio do ciclo menstrual e da gravidez.

METABOLISMO
E FUNÇÃO

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA
Durante o ciclo menstrual, a progesterona também promove o
aumento do revestimento mucoso do colo do útero, formando
uma barreira que inibe a penetração do espermatozoide.

METABOLISMO Esse espessamento desempenha um papel importante na


imunidade, estabelecendo uma barreira física contra infecções e
E FUNÇÃO secretando células imunes.

No caso de implantação bem-sucedida do óvulo fertilizado no


útero, o corpo lúteo continua a produzir progesterona. Os níveis
aumentam a cada trimestre, e, quando a placenta se forma, ela
assume a produção desse hormônio.

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA
Inibir novas ovulações;

Diminuir as contrações do miométrio para facilitar a implantação,


FUNÇÃO NA relaxando a musculatura do útero;

GRAVIDEZ Desenvolver as glândulas mamárias durante a gravidez, em preparação


para a lactação

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA

O aumento nos níveis de progesterona além do normal


em cada fase geralmente não está associado a efeitos
negativos na saúde.

DESEQUILÍBRIOS Em alguns casos, pode indicar a presença de um tipo de


tumor ovariano chamado tumor ovariano lipídico.

O aumento do nível de progesterona é uma ferramenta


utilizada pelas pílulas anticonceptivas, uma vez que o
aumento desse hormônio inibe a ovulação.

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA
Por outro lado, níveis baixos de progesterona podem afetar o organismo de várias
maneiras, dependendo da presença ou ausência de gravidez.
Em pessoas que não estão grávidas, sintomas de baixa progesterona podem
incluir:

Período menstrual irregular (incluindo ausência de menstruação);


DESEQUILÍBRIOS Mudanças de humor;
Ansiedade;
Depressão;
Insônia;
Dificuldade em engravidar;
Ondas de calor.

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


PROGESTERONA

Durante a gravidez, baixos níveis de progesterona podem trazer sérias dificuldades


para manter a gestação, uma vez que esse hormônio é essencial para criar um
ambiente favorável ao desenvolvimento do feto.
Entre as complicações possíveis, estão:

DESEQUILÍBRIOS Gravidez ectópica;


Aborto espontâneo;
Trabalho de parto prematuro.

(KOLATOROVA et al., 2022; NAGY et al., , 2021.)


O estradiol é um hormônio produzido
naturalmente no corpo humano pelos
ovários.

É crucial na regulação do ciclo menstrual,


sistema cardiovascular, sistema

ESTRADIOL
neurológico, sistema esquelético, sistema
vascular e muito mais.

O estradiol é o estrogênio (E2) mais


potente e abundante durante os anos
reprodutivos da mulher. Existem quatro
tipos diferentes de estrogênio: estrona
(E1), estradiol (E2), estriol (E3) e estetrol
(E4).
(SIMPSON, 2003)
ESTRADIOL

ESTRUTURA
Fórmula molecular: C18 H24 O2
Metabolismo: hepático.
Excreção: renal.

(SIMPSON, 2003)
ESTRADIOL
Nas mulheres, o estradiol é produzido principalmente nos ovários. Esse
hormônio tem bastante relação com o desenvolvimento e o
funcionamento dos órgãos sexuais femininos, sendo importante para:
Desenvolvimento das mamas;
Crescimento dos pelos pubianos e axilares;

METABOLISMO Desenvolvimento dos óvulos;


Preparação do útero para uma gravidez;
E FUNÇÃO Controle menstrual;
Manutenção da saúde óssea;
Regulação do humor e da saúde mental;
Distribuição da gordura corporal;
Manutenção do colágeno.
Valores normais:
Fase folicular: 1,0 a 30,0 ng/dL ( 37 a 1101 pmol/L).
Pico ovulatório: 15,0 a 60,0 ng/dL (550 a 2202 pmol/L).
Fase lútea: 5,0 a 30,0 ng/dL (183 a 1101 pmol/L).
(SIMPSON, 2003; THOMAS, POTTER, 2013)
ESTRADIOL
Nos homens, o estradiol é produzido a partir da testosterona. Tal
conversão é feita por enzimas chamadas de aromatases, que provêm
do tecido adiposo.
Ainda que esteja presente no organismo masculino em quantidades
bem pequenas, esse hormônio tem uma atuação relevante para:
METABOLISMO Manutenção da saúde óssea;
Proteção cardiovascular;
E FUNÇÃO Metabolismo lipídico (diminuição de LDL, conhecido como
colesterol ruim, e melhora dos níveis de HDL, chamado de
colesterol bom);
Regulação da libido;
Função erétil.
Valores normais:
1,0 a 6,0 ng/dL (37 a 220 pmol/L).

(SIMPSON, 2003; THOMAS, POTTER, 2013)


ESTRADIOL
Quando as mulheres entram na menopausa, a síntese de estradiol diminui
significativamente devido ao funcionamento inferior dos ovários. A
diminuição do estradiol é a razão pela qual a maioria das mulheres apresenta
sintomas da pós-menopausa. Os sintomas da pós-menopausa incluem, ondas
de calor, secura vaginal, coceira vaginal, disúria e dispareunia.

METABOLISMO
E FUNÇÃO

(SIMPSON, 2003)
ESTRADIOL
A redução natural dos níveis de estradiol é um aspecto comum do
processo de envelhecimento, especialmente nas mulheres durante a
transição para a menopausa.

No entanto outros fatores também podem causar a diminuição do


estradiol, como:

DESEQUILÍBRIOS Anorexia nervosa, por exemplo, pode causar redução do hormônio


devido à falta de nutrientes necessários;
Exercício físico excessivo pode levar a baixos níveis de estradiol,
pois pode interromper a função normal do hipotálamo;
Distúrbios da glândula pituitária;
Certos medicamentos e tratamentos médicos também podem afetar
os níveis de estradiol. Ex: alguns tipos de quimioterapia.

(SIMPSON, 2003; MAUVAIS-JARVIS, CLEGG, HEVENER, 2013)


ESTRADIOL
Níveis reduzidos de estradiol podem impactar a saúde de diversas
maneiras.
Em mulheres, a secura vaginal é uma consequência frequente,
podendo causar desconforto durante a relação sexual;
Risco maior de desenvolver osteoporose e doenças
cardiovasculares.
DESEQUILÍBRIOS Quando o estradiol está muito alto, a mulher pode apresentar alguns
problemas que são fáceis de perceber.
Alterações bruscas de humor;
Infecção urinária;
Insônia;
Cansaço excessivo e ondas de calor.

(SIMPSON, 2003; MAUVAIS-JARVIS, CLEGG, HEVENER, 2013)


TESTOSTERONA
Testosterona, mais conhecida como hormônio masculino;

É um andrógeno muito importante encontrado em maior quantidade


no homem, porém a mulher também produz em uma quantidade bem
menor;

Na corrente sanguínea, circula pelo plasma junto com a albumina, que


é uma proteína transportadora e globulina ligadora de hormônios
sexuais.
(GIRELLI JUNIOR, 2015)
TESTOSTERONA
É um esteroide androgênico, molécula lipofílica que atravessa com
facilidade a membrana plasmática.
FÓRMULA: C19H28O2

A molécula da testosterona é derivada do colesterol, que


de várias oxidações se transforma em pregnenolona,
considerada a principal precursora e por isso tem:
ESTRUTURA 3 anéis com 6 carbonos;
1 com 5 carbonos;
Nesse processo também se tem:
3 andrógenos que depois se transformarão em
testosterona no fígado;
5 alfa-diidrotestosterona (DHT);
Desidroepiandrosterona (DHEA);
Androstenediona.

(GIRELLI JUNIOR, 2015; CASTRO, 2012)


TESTOSTERONA

METABOLISMO
E FUNÇÃO

A testosterona entra na célula, se transforma em DHT, depois se liga em um receptor,


que vai levar o DHT até o DNA, onde ele vai se ligar em uma região específica, dando
inicio a transcrição, o que vai fazer com que ocorra os efeitos androgênicos e
anabólicos.
(GIRELLI JUNIOR, 2015; CASTRO, 2012)
TESTOSTERONA
No homem é produzida nos testículos pelas células de
Leydig, um pouco também é produzida no córtex adrenal
pela transformação da androstenediona e a sua regulação
também ocorre pelo eixo hipotálamo-hipófise-gônoda.

METABOLISMO Durante a formação do bebê de sexo masculino na


gestação, tem como função o desenvolvimento dos órgãos
E FUNÇÃO reprodutores, depois desse período ela fica estagnada e
volta a atuar durante a puberdade, para terminar de vez
com o desenvolvimento dos órgãos reprodutores e das
características sexuais secundárias, como por exemplo,
ossos mais longos.

Na mulher é produzida nos ovários e no córtex adrenal e a


sua regulação é feita pelo eixo hipotálamo-hipófise-
gônada.
(OSORIO, 2011; SOUZA, COÊLHO, SANTOS, 2022)
TESTOSTERONA
A ação androgênica desse hormônio nos órgãos ocorre de 3 formas:
Ligação direta nos receptores de andrógenos
5 alfa-redução da testosterona à diidrotestosterona
Aromatização da testosterona para estradiol.

METABOLISMO Ela atua no funcionamento e na regulação de partes importantes do corpo


como o coração, rins, músculos esqueléticos, sistema imunológico, etc.
E FUNÇÃO Além de todas essas ações, a testosterona tem efeitos no sistema
hematopoiético
Aumentando as células vermelhas;
Estimula as unidades formadoras de eritróides nos ossos planos;
Promove a diferenciação a células responsivas e eritropoetina;
Aumenta a absorção de ferro no intestino, a incorporação de ferro nas
células vermelhas;
Estimula a síntese de hemoglobina.

(OSORIO, 2011; SOUZA, SOUZA, PEREIRA, 2021)


TESTOSTERONA
Com a idade a concentração desse hormônio vai diminuindo, essa
condição é chamada de hipogonadismo e também pode ocorrer por
outros motivos, como por exemplo:
Diabetes; Hipertensão arterial;
Obesidade; Estilo de vida.
Síndrome metabólica;
Os sintomas dessa condição são:
DESEQUILÍBRIOS Diminuição da libido, fertilidade, força, massa muscular e densidade
mineral ossea;
Obesidade;
Alterações de humor;
Fadiga, epressão;
Disfunção erétil;
Baixa qualidade de vida.
A baixa da testosterona na mulher tem como sintomas baixa libido,
desânimo, baixa autoestima e sono desequilibrado.

(OSORIO, 2011; ALBUQUERQUE, 2020)


TESTOSTERONA
A testosterona no mercado, foi modificada e começou a ser usada para fins estéticos
tanto para mulheres quanto para homens, onde o indivíduo busca um aumento da
massa muscular e da força.
O uso exagerado ou por um longo período,
pode causar alguns problemas, como:
Alterações no fígado;
Problemas no coração.
DESEQUILÍBRIOS No homem, por se transformar em estradiol,
pode causar:
Aumento da mama
Atrofia dos testículos, esterilidade e
impotência.
Já na mulher vai trazer características
secundárias masculinas, como:
Engrossamento da voz, problemas na
pele, distúrbios menstruais, aumento do
clitóris, redução das mamas, etc.
(COSTA, 2022)
TESTOSTERONA

DESEQUILÍBRIOS

(COSTA, 2022)
DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Hormônio secretado por células especializadas para
desempenhar certas funções dentro do corpo.

DHT é um hormônio que é produzido quando a testosterona


combina com a enzima 5-alfa redutase.

A DHT é mais potente que a testosterona e desempenha um


papel importante no desenvolvimento sexual masculino,
incluindo o crescimento do cabelo, o desenvolvimento da
próstata e a libido.

Também está envolvida em processos como a regulação da função sexual, o crescimento


muscular e a produção de esperma.

(DUFFY et al., 1995; DIIDROTESTOSTERONA, 2021)


DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Nome completo: 5α-Dihidrotestosterona
Metabólito biologicamente ativo do hormônio testosterona.

Formado principalmente na próstata, testículos, folículos


capilares e glândulas adrenais pela enzima 5α-redutase
através da redução da ligação dupla 4,5.

A dihidrotestosterona pertence à classe dos componentes


ESTRUTURA chamados andrógenos, também geralmente chamados de
hormônios androgênicos.

A DHT é cerca de 30 vezes mais potente que a testosterona


devido à sua afinidade aumentada pelo receptor de
andrógenos.

Fórmula molecular C19H30O2.


(DIIDROTESTOSTERONA, 2021)
DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
A dihidrotestosterona (DHT) provém da transformação periférica da testosterona no
homem e da androstenediona na mulher, pela ação da enzima 5-alfa-redutase.
Pequenas quantidades são secretadas pelos testículos.

METABOLISMO É um potente androgênio, importante para o desenvolvimento da genitália masculina


externa, crescimento prostático e metabolismo da pele.
E FUNÇÃO
A DHT exerce seus efeitos no corpo ligando-se a receptores
específicos nas células-alvo, como as células do folículo piloso e da
próstata.
(DIIDROTESTOSTERONA, 2021)

Valores normais:
Homens (20 - 89 anos): 143 a 842 pg/mL
Mulheres (18 - 50 anos): 17 a 596 pg/mL
Mulheres (51 - 83 anos): 17 a 431 pg/mL
DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Função da DHT na próstata

A DHT desempenha um papel importante no desenvolvimento da próstata e na


manutenção da saúde prostática.

METABOLISMO
E FUNÇÃO Função da DHT na libido e função sexual

Também desempenha um papel importante na regulação da libido e da função sexual


em homens e mulheres.
Níveis adequados de DHT são essenciais para a saúde sexual e reprodutiva.
(DUFFY et al., 1995; FERNANDES et al., 2006)
DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Função da DHT no crescimento do cabelo

A DHT desempenha um papel crucial no


crescimento do cabelo, estimulando o

METABOLISMO crescimento de folículos capilares em


áreas como o couro cabeludo.
E FUNÇÃO No entanto, em algumas pessoas, a DHT
pode causar a miniaturização dos
folículos capilares, levando à queda de
cabelo e ao afinamento dos fios. Isso
ocorre porque a DHT encurta a fase de
crescimento do cabelo e prolonga a fase
de repouso, o que resulta em cabelos mais
finos e frágeis.
(DUFFY et al., 1995; FERNANDES et al., 2006)
DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Níveis elevados de DHT podem levar a:
Aumento do tamanho da próstata e ao
Desenvolvimento de hiperplasia prostática benigna (HPB),
que pode causar sintomas como dificuldade para urinar,
micção frequente e dor ao urinar;
DESEQUILÍBRIOS Alopecia (exerce seus efeitos a nível celular no folículo piloso
causando o encolhimento, tornando o cabelo fino e fraco,
tornando-se irreconhecível e causando queda de cabelo);

A Dihidrotestosterona também encontra-se aumentada nos


casos de ovários policísticos, tumores testiculares, assim
como em casos de aumento da atividade da enzima 5 alfa
redutase (que leva à síndrome hiperandrogênica ou
hirsutismo).

(DIIDROTESTOSTERONA, 2021; FERNANDES et al., 2006)


DI-HIDROTESTOSTERONA (DHT)
Níveis baixos de DHT podem levar a:
Disfunção erétil, diminuição da libido e infertilidade.

Está usualmente diminuída nos casos de:


Síndrome de Klinefelter;
Hipogonadismo;
DESEQUILÍBRIOS Uso de drogas que inibem a ação da enzima 5 alfa - redutase, como a
finasterida;
Defeitos da 5 alfa redutase, levando a pseudohermafroditismo masculino
(raros).
Causado por deficiência da enzima 5-alfa-redutase, a testosterona
mostra-se normal ou elevada, a DHT baixa ou normal e a relação entre
testosterona e DHT bem maior que o normal.

(DIIDROTESTOSTERONA, 2021; FERNANDES et al., 2006)


ANDROSTENEDIONA
A androstenediona é um hormônio esteroide produzido pelas glândulas adrenais, testículos e
ovários que é transformado pelo organismo em outros hormônios como testosterona e estrona.

A dosagem de androstenediona no sangue normalmente é indicada quando se suspeita da


produção excessiva de hormônios sexuais masculinos, devido a sintomas como infertilidade,
acne ou desenvolvimento de características masculinas em mulheres.

Valores de referência:
Em adultos:
Homens: 30 a 180 ng/dL
Mulheres: 25 a 220 ng/dL
Já em crianças e bebês, estes valores são muito diferentes e variam de acordo com a idade e
estágio puberal. (ANDROSTENEDIONA, 2020)
ANDROSTENEDIONA
4-androsten-3,17-diona
Fórmula molecular = C19H26O2

ESTRUTURA

Aromatase: reação que transforma a Androstenediona em Estrona.

(ANDROSTENEDIONA, 2020)
ANDROSTENEDIONA
A Androstenediona é o principal precursor na
biossíntese de andrógenos e estrógenos, servindo
como pró-hormônio para testosterona e estrona
(particularmente em mulheres na menopausa).

METABOLISMO Funciona como andrógeno de potência fraca.


E FUNÇÃO
Os andrógenos predominantes na mulher normal são a androstenediona e a
deidroepiandrostenediona.

A conversão periférica de androstenediona para estrona se dá no tecido adiposo,


principalmente em mulheres obesas, o que pode levar a hiperplasia do endométrio.

(FERNANDES et al., 2006; ANDROSTENEDIONA, 2020)


ANDROSTENEDIONA

METABOLISMO
E FUNÇÃO

(ANDROSTENEDIONA, 2020)
ANDROSTENEDIONA
Sintomas de níveis baixos de Androstenediona:

Comprometimento do bem-estar;
Humor disfórico;
Fadiga sem causa aparente;
Comprometimento do desejo sexual;
Emagrecimento;
DESEQUILÍBRIOS Instabilidade vasomotora em mulheres pós-
menopáusicas sob terapêutica estrogênica.

Os níveis baixos podem estar associados a:


Doença de Addison (Insuficiência adrenal);
Hipogonadismo.
(BALLANTYNE et al., 2000; ANDROSTENEDIONA, 2020)
ANDROSTENEDIONA
A androstenediona alta pode ser causada por:
Uso de suplementos com androstenediona;
Síndrome dos ovários policísticos, em mulheres;
Puberdade precoce;
Hiperplasia adrenal congênita;
Tumor no testículo, ovário ou glândula adrenal;
Doença de Cushing;
DESEQUILÍBRIOS Síndrome de Stein-Leventhal;
Tumores ectópicos produtores de ACTH;
Hiperplasia ovariana estromal;
Hirsutismo idiopático;
Síndrome de Achard Thiers (Coexistência de diabetes e hipertricose na mulher).

Quando a androstenediona está elevada no sangue, pode causar sintomas, como


maior ganho de massa muscular e infertilidade
(BALLANTYNE et al., 2000; ANDROSTENEDIONA, 2020)
A prolactina (PRL) humana é um hormônio polipeptídico secretado, sob
controle hipotalâmico, pelas células lactotróficas da hipófise anterior.
Atualmente é considerada também uma citocina, baseada nas suas
propriedades moleculares e funcionais.

(GUELHO et al., 2016; PEREIRA, 2005)

PROLACTINA
PROLACTINA
Além do seu papel na lactação e na regulação da função reprodutiva, esta influência hormonal envolve múltiplos
processos biológicos e afeta diversos aspectos da homeostasia humana.

(GUELHO et al., 2016)


PROLACTINA
Sua estrutura básica é composta de um peptídeo linear com 199 aminoácidos que
se assemelha ao hormônio do crescimento (GH) e ao lactogênio placentário
humano (hPL).

ESTRUTURA

Molécula de PRL monomérica

Valores de referência:
Homens: até 20 ng/mL.
Mulheres não grávidas: até 30 ng/mL
(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
A ação mais comumente associada a este hormônio, é a que
se deve o seu nome, é a iniciação e manutenção da lactação.

Este hormônio tem um papel na:


METABOLISMO Reprodução;

E FUNÇÃO Crescimento e desenvolvimento;


Osmorregulação;
Metabolismo;
Regulação imunitária;
Função cerebral;
Comportamento;
Angiogênese.

(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
O gene que codifica a proteína está localizado, em humanos, no cromossomo 6. A sua
expressão é, sobretudo, inibida pela dopamina e estimulada pela hormona libertadora de
tirotropina, ocitocina e polipeptídeo vasoativo intestinal.

A transcrição deste gene é regulada por duas


regiões promotoras independentes: a região
METABOLISMO promotora proximal hipofisária e a região
promotora super distal responsável pela expressão
E FUNÇÃO extra-hipofisária.

Esta hormona liga-se a um único receptor de


membrana, membro da superfamília de receptores
de citocinas, exercendo a sua ação através da
interação com várias vias de sinalização.

Este hormônio atua através de um receptor do tipo citocina, que se localiza na superfície
da célula, sendo composto por três domínios: extracelular, transmembranar e
intracitoplasmático.
(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
Uma molécula de PRL liga-se a duas do seu receptor provocando a dimerização do
mesmo. Isso ativa a Jak2 que fosforila o receptor e autofosforila-se em várias tirosinas.
As tirosinas fosforiladas no complexo receptor-Jak2 formam pontos de ligação para
diversas proteínas sinalizadoras, destacando-se as STATs (signal transducers and
activators of transcription).

METABOLISMO Os receptores da PRL são expressos em diversos tecidos e órgãos, como mama, hipófise,
rins, próstata, ovários, testículos, intestino, epiderme, ilhéus pancreáticos, cérebro e
E FUNÇÃO linfócitos.

(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
As concentrações plasmáticas de PRL são mais
elevadas durante o sono e mais baixas durante as
horas de atividade, em humanos.

Contudo, este pode ser alterado por estímulos ambientais, como luz, stresse, sons e
METABOLISMO odores, por estímulos reprodutores como a fecundação e a amamentação e por alterações
do meio interno, afetando os elementos inibidores ou estimuladores do circuito
E FUNÇÃO hipotalâmico regulador.
A PRL pode desempenhar um papel imunomodulador na gênese e progressão de doenças
autoimunes.

A PRL também tem um papel sobre o pâncreas, sendo destaque


durante a gravidez, aumentando a produção de insulina em
resposta às necessidades metabólicas crescentes da mãe,
afetando o desenvolvimento dos ilhéus pancreáticos no feto.
(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
HIPERPROLACTINEMIA:
A hiperprolactinemia pode ser detectada em doenças específicas de órgão, como:
Diabetes mellitus tipo 1;
Doença de Graves;
Tireoidite de Hashimoto;
Doença de Addison;
DESEQUILÍBRIOS Hipofisites linfocíticas;
Doença celíaca;
Esclerose múltipla e diversas doenças
auto-imunes sistêmicas.
Dentre as manifestações clínicas provenientes da hiperprolactinemia, destacam-se:
Amenorreia ou oligomenorreia e galactorreia na mulher,
Hipogonadismo no homem com diminuição da libido, impotência sexual, até
infertilidade.
Hiperprolactinemia continuada, pode levar a osteoporose tanto em mulheres
quanto em homens.
(PEREIRA, 2005)
PROLACTINA
MACROPROLACTINEMIA:

Em decorrência de causas ainda não determinadas, em alguns indivíduos o soro


contém maior quantidade de macroPRL, condição denominada de
Macroprolactinemia.
Em alguns casos, pode simular um tumor pituitário devido aos altos níveis de

DESEQUILÍBRIOS prolactina.
Além disso, ela pode ser associada a qualquer outra causa de hiperPRL, inclusive
podendo estar presente um adenoma hipofisário associado.

HIPOPROLACTINEMIA:
Lesões na hipófise, uso de remédios ou associada à Síndrome de Sheehan.
(PEREIRA, 2005)
SOMATROPINA
O GH, também chamado de somatotropina, é um hormônio secretado pela hipófise anterior

Dentre os hormônios que compõem a hipófise anterior, o GH é o que apresenta maior


peculiaridade em sua forma de atuação. A função do GH efetiva-se diretamente nos seus
“locais-alvos”, ou seja, em todos os tecidos do corpo.

A principal função desencadeada por este hormônio é a promoção do crescimento de todo o


corpo através da sua ação interventiva na formação proteica, multiplicação celular e
diferenciação celular. (CRUZAT et al., 2008)
SOMATROPINA
Composto por uma cadeia simples de 191 aminoácidos.

Dois genes principais estão relacionados com a síntese do hormônio do


crescimento:
Gene normal do GH (GH-N ou GH-1), expresso na hipófise;
Gene variante do GH (GH-V ou GH-2) expresso na placenta e detectável na
ESTRUTURA circulação somente durante a gravidez ou lactação.

Existe uma segunda forma de GH no organismo; esta contém


176 aminoácidos e sua concentração pode variar entre 5 e 10%
do total do GH secretado.
(CRUZAT et al., 2008)
SOMATROPINA
A principal função desencadeada por este hormônio é a promoção do crescimento de
todo o corpo (neste caso humano) através da sua ação interventiva na formação
proteica, multiplicação celular e diferenciação celular.

Os hormônios, particularmente os componentes do eixo GH-sistema IGF (hormônio de


crescimento – fatores de crescimento insulina-símile ou insulin-like growth factors),
METABOLISMO juntamente com a herança genética constituem o grupo de fatores que diretamente

E FUNÇÃO influencia o crescimento.

O eixo GH-sistema IGF constitui a via final


mediante a qual a maioria dos fatores que
atuam no processo de crescimento
exercem sua ação.
(ALIPIO, 2020; EUTROPIN, 2014)
SOMATROPINA
O GH tem ação anabólica, ao estimular o crescimento tecidual, e metabólico, alterando
o fluxo, a oxidação e o metabolismo de praticamente todos os nutrientes na circulação.

Porém, os mecanismos envolvidos com estas ações são bastante complexos e podem
ser divididos em:
ações diretas, que são mediadas pela cascata de sinalizações intracelulares,
METABOLISMO desencadeadas pela ligação do GH ao seu receptor na membrana plasmática;

E FUNÇÃO ações indiretas, mediadas principalmente pela regulação da síntese dos fatores de
crescimento semelhantes à insulina (IGF) e de suas proteínas transportadoras
plasmáticas (IGFBP). (ALIPIO, 2020)
SOMATROPINA
Além da ação sobre o crescimento corporal, o GH exerce específicas funções
metabólicas, podendo promover aumentos de síntese proteica, elevação da mobilização
de lipídeos para produção de energia e redução da utilização da glicose.

SÍNTESE PROTEICA:
No que concerne a síntese proteica, alguns autores afirmam que a mesma é acrescida
METABOLISMO devido aos seguintes “aumentos”: translação do RNA que, consequentemente, eleva a

E FUNÇÃO síntese por meio dos Ribossomos; transcrição nuclear do DNA para a forma do RNA; e
redução do catabolismo proteico e dos aminoácidos.
O GH interfere positivamente na síntese proteica quando há infusão do mesmo a nível
local da musculatura.
METABOLISMO DE LIPÍDIOS:
O GH aumenta o processo de lipólise que, por consequência, eleva a concentração
sanguínea de ácidos graxos. Adicionalmente, o GH promove acréscimos na conversão
dos ácidos graxos em acetil-coenzima A e, dessa forma, possibilita sua subsequente
utilização na produção de energia.
(CRUZAT et al., 2008)
SOMATROPINA
Além da ação sobre o crescimento corporal, o GH exerce específicas funções
metabólicas, podendo promover aumentos de síntese proteica, elevação da mobilização
de lipídeos para produção de energia e redução da utilização da glicose.

METABOLISMO DE CARBOIDRATOS:
Aumento da produção de glicose por parte do fígado e elevação dos níveis de secreção
METABOLISMO do hormônio insulina.

E FUNÇÃO Ou seja, o GH promove reduções na utilização dos carboidratos. Em consequência, ao


promover aumentos nos níveis séricos de glicose e insulina, o GH acaba incorporando
um adjetivo bastante propositivo: hormônio diabetogênico.
(CRUZAT et al., 2008)
SECREÇÃO DO GH:
A secreção do GH ocorre em pulsos, principalmente no início das fases III e IV do sono,
com meia-vida de aproximadamente 20 minutos.
A amplitude dos pulsos e a massa de GH secretada variam com a idade, aumentando
durante a puberdade, período em que ocorre a maior secreção deste hormônio, e
decaindo na vida adulta para concentrações semelhantes às observadas em indivíduos
pré-púberes, com posterior diminuição progressiva.
(MARTINELLI et al., 2008)
SOMATROPINA

METABOLISMO
E FUNÇÃO
SOMATROPINA
Quanto à deficiência do respectivo hormônio, o déficit na produção de GH pode se
estabelecer de várias formas, devido a distintas “falhas” genéticas.

Indivíduos com alterações genéticas e deficientes secreções de GH, podem a vir


caracterizar-se por:

Baixas estaturas,
DESEQUILÍBRIOS Níveis circulantes reduzidos do referido
hormônio
Crescimentos desacelerados
Taxas de desenvolvimento corporal
equivalente a 25% quando comparadas a
indivíduos saudáveis,
Significantes estados de redução de
massa óssea, entre outros.
(MEDEIROS, SOUSA, 2008)
SOMATROPINA
A excessiva secreção de GH pode produzir distúrbios metabólicos bastante similares
aos encontrados em indivíduos que apresentam diabetes tipo II.

A ação diabetogênica do GH é apontada como uma das maiores limitações ao uso


crônico de altas doses de GH, pois pode provocar hiperglicemia, fator de risco para
diversas complicações cardiovasculares.
(CRUZAT et al., 2008)
DESEQUILÍBRIOS Diagnósticos de crescimento tecidual exagerado são evidenciados quando encontram-
se níveis elevados de secreção de GH.

O gigantismo pituitário e/ou acromegalia, que se


estabelecem como as principais disfunções
evidenciadas pela hiper liberação de GH.
(MEDEIROS, SOUSA, 2008)
Paciente do sexo feminino, 7 anos e 6 meses, passou em consulta
com endocrinologista pediátrico, pois família referia que a filha
era uma das menores da sala de aula, com crescimento lento. O

CASO
interrogatório sobre diferentes aparelhos não trouxe outras
queixas significativas. A criança foi uma recém-nascida a termo,
de uma gestação sem intercorrências, com peso de 2.590 g e

CLÍNICO comprimento de 49 cm. Recebeu aleitamento materno exclusivo


até o primeiro mês de vida, quando iniciou aleitamento misto por
baixo ganho de peso. Não teve alterações no desenvolvimento
neuropsicomotor nem antecedentes de internações ou cirurgias.
A vacinação estava em dia. Apresentava bom desempenho escolar,
praticava atividade física três vezes por semana e mantinha
alimentação adequada e variada. Os pais eram saudáveis, assim
como o irmão mais velho. A mãe tinha 162 cm de estatura e
relatava menarca aos 11 anos e 6 meses. O pai tinha 180 cm e
relatava desenvolvimento puberal dentro da normalidade. Os
dados possibilitaram calcular a estatura-alvo da criança em 164,5
centímetros.
O exame físico inicial da criança não evidenciou alterações, com
peso de 17,5 kg (Z-score = -2,41), estatura de 114 cm (Z-score =
-2,01), pressão arterial (PA) de 90 x 60 mmHg e estadiamento
puberal de Tanner M1P1. (HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)
CASO DESFECHO
A análise dos antecedentes pessoais da criança em estudo mostrou

CLÍNICO que não havia restrição de crescimento intrauterino, já que seu


peso ao nascimento fora maior que 2.500 g. Nos primeiros meses
de acompanhamento, mesmo com boa VC, a paciente se mantinha
próxima da curva do Z-score -2 e com projeção da estatura final
abaixo do padrão familiar e da estatura-alvo, o que levou o
endocrinologista a investigar possíveis causas que estivessem
impedindo um crescimento dentro do esperado. Foram, então,
realizados exames gerais (tabela 3), que não mostraram alterações,
testes de estímulo da liberação do GH (tabelas 4 e 5) e exames de
imagem, assim como cariótipo, com resultado 46,XX (50 metáfases
analisadas).
(HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)
(HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)
CLÍNICO
CASO
(HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)
CLÍNICO
CASO
CASO
CLÍNICO

(HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)


CONCLUSÃO:
A decisão de tratar uma criança com Baixa Estatura (BE) é complexa e
deve considerar fatores fisiológicos e não fisiológicos, como o

CASO entendimento dos pais sobre os efeitos psicológicos da condição de


seu filho. Alguns acreditam que a BE pode causar baixa autoestima,

CLÍNICO
baixo desempenho escolar ou dificuldade nos relacionamentos.
Entretanto, há pouca evidência de que o tratamento com GH possa
melhorar o desempenho psicológico. As diretrizes terapêuticas podem
variar ao redor do mundo, mas o diagnóstico e o início do tratamento
precoces são cruciais, principalmente para as crianças candidatas ao
uso de GH. No caso descrito, apesar da queixa inicial, da observação
de baixa liberação de GH nos testes de estímulo, a família optou por
aguardar algum tempo antes de iniciar a reposição do GH, que teve
início quando a criança estava com 8 anos e 10 meses. Se, antes do
GH, a VC da paciente era de 5,6 cm/ano, passou para 9 cm nos
primeiros 11 meses de uso do hormônio na dose de 0,12 UI/kg/dia. De
fato, o maior ganho de estatura ocorre geralmente no primeiro ano de
tratamento. A criança em estudo apresentou pubarca aos 9 anos e 4
meses e telarca aos 10 anos e 2 meses, comprovada por valor púbere
de hormônio luteinizante. Até o momento da última avaliação, com 12
anos e 4 meses, não havia apresentado menarca.

(HERNANDEZ, RADONSKY, 2021)


QUESTÃO 1

CASO Quais são as causas da BE?Excluindo as causas genéticas.


R: Desnutrição, doenças crônicas, como, anemias, doença renal,

CLÍNICO
doença inflamatória intestinal, doença celíaca e alterações
hormonais, como, deficiência do hormônio de crescimento, a
síndrome de Cushing e o hipotiroidismo.

QUESTÃO 2
Quais exames de imagem podem ajudar no diagnóstico de BE?
R: Raio X de para a determinação de idade óssea, e a
Ressonância magnética da região hipofisária que apresenta grande
sensibilidade na identificação de anormalidades anatômicas ou
patológicas da região hipotálamo-hipofisária, como a presença de
hipoplasia hipofisária no paciente com deficiência de GH.
OBRIGADA
PELA ATENÇAO!
REFERÊNCIAS
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