CETEC - CENTRO DE ENSINO SÃO LUCAS
ESCOLA TÉCNICA DE RONDONÓPOLIS
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
TEYCIANE MARQUES PEREIRA
ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL
O papel do profissional em enfermagem
RONDONÓPOLIS-MT
2024
TEYCIANE MARQUES PEREIRA
ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL
O papel do profissional em enfermagem
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a
CETEC – Centro de Ensino São Lucas, como
parte dos requisitos necessários à obtenção do
título de Técnica em Enfermagem.
RONDONÓPOLIS-MT
2024
AGRADECIMENTOS
A Deus, que se mostrou criador, que foi criativo. Seu fôlego de vida em mim
me foi sustento e me deu coragem para questionar realidades e propor sempre um
novo mundo de possibilidades.
“A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar, não seremos capazes de
resolver os problemas causados pela forma como nos acostumamos a ver o
mundo”. (Albert Einstein)
RESUMO
Antigamente a forma de tratar pessoas com algum tipo de doença mental era de
forma bastante isolada. Agora com a reforma psiquiátrica foi mudada essa forma,
nos reafirmando o cuidado integral e a preocupação na reinserção da pessoa em
sua rotina diária com ajuda dos profissionais de enfermagem que estão diariamente
com as famílias. O presente trabalho de pesquisa tem como objetivo geral
esclarecer a importância da atuação dos profissionais de enfermagem na área da
saúde mental. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, do tipo pesquisa
quantitativa. Conclui-se a importância da enfermagem no cuidado ao paciente
mental desde seu período de hospitalização, reinserção na comunidade.
Palavras-chave: Enfermagem, Saúde Mental, Humanização, Reinserção.
ABSTRACT
In the past, people with some type of mental illness were treated in a very
isolated way. Now, with the psychiatric reform, this form has changed, reaffirming
comprehensive care and concern for reintegrating the person into their daily routine
with the help of nursing professionals who are with families daily. The present
research work has the general objective of clarifying the importance of the work of
nursing professionals in the area of mental health. This is an integrative literature
review, of the quantitative research type. The importance of nursing in the care of
mental patients from their period of hospitalization and reintegration into the
community is concluded.
.
Palavras-chave: Nursing, Mental Health, Humanization, Reintegration
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Ilustração 1 – Franco Baglasia..................................................................................18
Ilustração 2 – Saúde Mental......................................................................................21
Ilustração 1 – Enfermagem na área da saúde mental...............................................23
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
OMS – Organização Mundial de Saúde
OPS – Organização Pan Americana de Saúde
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...............................................................................................15
1.1 OBJETIVOS....................................................................................................16
1.1.1 Objetivo Geral...............................................................................................16
1.1.2 Objetivos Específicos..................................................................................16
2 REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................17
2.1 BREVE HISTÓRIA DE LOUCURA.................................................................17
2.2 DA IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL.....................................................20
2.3 DO PAPEL DA ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL.................................21
2.4 DA ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA ÁREA DA SAÚDE MENTAL....22
2.5 HUMANIZAÇÃO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL.........................24
3 CONCLUSÃO.................................................................................................25
REFERÊNCIAS..............................................................................................26
15
1 INTRODUÇÃO
A reforma psiquiátrica surgiu através das práticas do psiquiatra Franco
Basaglia que estabeleceu e implantou novas terapias para o tratamento de doentes
mentais, tendo como principal ação o fechamento de manicômios e hospícios.
(ARAÚJO etal., 2021).
Antes dessa reforma psiquiátrica, o tratamento dos doentes eram tratados te
forma tolalmente desumanas, enquanto os medicamentos não eram eficazes, onde
eram realizados mesmo sem a autorização de familiares, as convulsões eram
controladas por meio de corrente elétrica, o que era conhecido como terapia de
choque.(GUIMARÃES)
Pode-se afirmar que os distúrbios mentais são considerados como as
alterações de pensamentos emoções e comportamentos, gerando determinado
desconforto à pessoa e interferência de forma negativa na sua vida diária. Esses
distúrbios podem ser temporários ou duradouros, com características que
influenciam em todos os aspectos, sejam físicos, psicológicos, sociais, culturais e
hereditários.
A Organização Mundial da Saúde (2008) defini a saúde mental como um
termo abrangente, e que as diferenças culturais e os julgamentos sobre a loucura
são subjetivos. Afirma que o conceito é vago e engloba situações em que estão
presentes os distúrbios como, dislexia, autismo, síndrome de Down, demência,
depressão e, essas manifestações ocorrem de diferentes maneiras em diferentes
pessoas, mesmo tendo sinais e sintomas característicos.
Segundo Silva et. al. (2000) atualmente, a Política Nacional de Saúde Mental
tem promovido o atendimento integral às pessoas com distúrbios mentais,
oferecendo programas de reabilitação psicossocial e intervenção de saúde, além de
empregar esforços para minimizar a cultura de discriminação e segregação.
Com isso, de acordo o pensamento de Silva et. al. (2000) é importante
destacarmos que o Técnico em Enfermagem tem responsabilidade em compreender
todo processo de trabalho na Saúde Mental para só assim, desenvolver uma
assistência de enfermagem com qualidade.
15
1.1 OBJETIVOS
1.1.1 Objetivo Geral
O objetivo geral desta pesquisa é trazer a compreensão da importância da
enfermagem no atendimento da saúde mental, na qual tem a responsabilidade de
promover ações que identificam e auxiliam a recuperação do paciente em sofrimento
psíquico, visando a inserção desta pessoa em ambiente social respaldado em
direitos e cidadania.
1.1.2 Objetivos Específicos
a) Fazer um breve estudo sobre o conceito de loucura;
b) Compreender a importância da saúde mental;
c) Identificar a importância do papel da enfermagem na saúde
mental;
d) Discutir a importância da assistência da enfermagem na área da
saúde mental e da humanização.
16
2 REFERENCIAL TEÓRICO
É importante destacar, neste momento, que a loucura pode ser interpretada
como uma experiência social e individual (REIS; MATTA, 2015). Ela é manifestada
sob formas diferentes em cada indivíduo. Por isso, o Técnico em Enfermagem
precisa conhecer o contexto da loucura para promover uma assistência de
enfermagem adequada.
2.1 BREVE HISTÓRIA DE LOUCURA
A definição da loucura como doença é uma produção historicamente recente
da civilização ocidental, tornando-se como uma realidade médica como doença a
partir de um dado momento histórico.
Foucault (1993), divide a história da loucura em três momentos:
I. Um período de liberdade e de verdade, incluindo os últimos séculos do
período medieval e o século XVI;
II. O período da chamada “grande internação”, na qual abrange os
séculos XVII e XVIII;
III. A época contemporânea, que acontece após a Revolução Francesa,
quando responsabiliza à Psiquiatria cuidar dos loucos nos asilos.
No final do século XVIII, o conceito de loucura sofre então uma
transformação, vindo a surgir um novo campo ou área do saber: a Psiquiatria.
Por trás do que era chamado de tratamento moral, a assistência psiquiátrica
teve sua estrutura baseada num regime rígido e disciplinador, no qual muitas das
vezes era considerada indulgente devido as suas práticas que eram tanto obscuras
e punitivas, com violências veladas de ameaças e privações, nas quais as
instituições que tratavam a doença mental como asilos, manicômios tinha como
ordem, o papel de vigiar, julgar e punir.
Amarante (2007),nos relata que as reformas políticas e sociais ocorridas na
França no final do século XVIII, os pobres, velhos e vagabundos eram retirados do
hospital, permanecendo apenas os loucos, isolados na internação.
17
Já no século XX, começou a ganhar uma nova visibilidade o argumento de
que as relações sociais, culturais e suas contradições eram tidos como elementos
constitutivos do processo de doença mental (Amarante, 2007).
Surgem assim as diferentes propostas de tratamento psiquiátrico, assim como
novos espaços representantes de novas formas de organização institucional, o que
veio a substituir dos asilos, manicômios, baseadas em um novo saber
psicodinâmico, com idéia de uma equipe multidisciplinar e no movimento cultural que
surgiu para organizar as formas de recuperação, porém, não conseguiram promover
uma modificação de forma concreta em relação a estrutura do tratamento
psiquiátrico, pois o louco continua sendo excluído da sociedade, cercado pelo que
podemos chamar de “muro de proteção”.
Uma mudança radical nas práticas do tratamento à saúde mental ocorreu em
1971 na Itália por Franco Basaglia, começando essa mudança no Hospital Regional
de Trieste.
Ilustração 1 – Franco Basaglia
Fonte: Internet/Google
Assim, convidamos você a conhecer e construir novos conceitos e novas
formas sociais para desenvolver uma técnica de enfermagem adequada, enquanto
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lida com a loucura e com o sofrimento mental do seu paciente (MILLANI; VALENTE,
2008)
No Brasil, segundo Fernandes (2009), a loucura não foi retratada de forma
diferente. Os registros que traziam o tratamento dado às pessoas consideradas
como loucas, aparecem somente a partir do século XIX, retratando também de
forma explícita a exclusão social, pois no Brasil, dianto do avanço tecnológico e
industrial não havia espaço para pessoas portadoras de distúrbios mentais.
O que conhece não pode estar louco, assim como o eu que não pensa, não
existe. Excluída pelo sujeito que duvida, a loucura é a condição de
impossibilidade do pensamento. Ou seja, a partir do racionalismo moderno,
sabedoria e loucura se separam. Os perigos que a loucura poderia oferecer
para influenciar a relação entre o sujeito e as verdades são afastados
(PEREIRA, 1985 apud MILANI; VALENTE, 2008, p. 8).
Voltando um pouco, vemos que ideologia foi logo afastada dos conceitos
sociais e a loucura volta a ser uma questão necessária para a exclusão e asilamento
(SILVEIRA; BRAGA, 2005). Lembrando que isso só ocorreu porque as cidades
passaram a desenvolver-se e as relações políticas começaram a visar a
industrialização e o comércio, e com esse avanço da sociedade não existia a
possibilidade de se abrir espaço para o até então louco.
Rocha (2005), nos afirma que as décadas de 1950 e 1960 marcaram de
forma histórica um período de transformação no Brasil. Diante do avanço
tecnológico e industrial ocorrido nas grandes cidades, o governo então incentivou
que houvesse a expansão do comércio e da economia brasileira. No entanto, com
esse incentivo do aceleramento da economia e aumento populacional nas grandes
cidades, doenças passaram a surgir com mais intensidade, vindo a sobrecarregar os
atendimentos em saúde, uma delas foram doenças mentais e infecto contagiosas.
No início do século XX, assistiu-se então a uma reação às novas definições
correntes de doença mental, em uma revolução, que foi caracterizada pelo
desenvolvimento da “Psiquiatria Dinâmica”, que veio a contribuir para a emergência
de uma nova consciência coletiva, contraposta as ideias majoritárias.
19
Nessa perspectiva estabeleceu-se um processo de desinstitucionalização e,
como consequência, surgiu a humanização dos hospitais e instituições psiquiátricas;
buscando-se dessa forma, um novo cuidar e novo assistir, de maneira mais dignos e
longe de preconceitos aos indivíduos que sofriam de problemas psíquicos.
Os últimos anos da década de 1970 foram marcados o início do movimento
de Reforma Psiquiátrica no Brasil, concretamente delimitado a partir do processo de
reforma sanitária e da redemocratização.
O Movimento passou a fazer denúncias da violência dos manicômios, a tal da
mercantilização da loucura, a hegemonia da rede privada de assistência, além da
construção coletiva de uma crítica ao saber psiquiátrico e ao modelo
hospitalocêntrico na assistência às pessoas com transtornos mentais (Brasil,
Ministério da Saúde, 2005).
2.2 A IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estar com a saúde
mental em dia significa ter bem-estar, o qual resulta em uma satisfação em viver e
contribuir com o ambiente em que vive. Também consiste em saber administrar as
próprias emoções.
Ou seja, ter uma boa saúde mental significa saber lidar bem com os próprios
pensamentos e sentimentos, sejam eles positivos ou não. Quando você não lida
bem com o medo ou a frustração, por exemplo, pode desenvolver doenças como a
depressão.
A importância da saúde mental se dá porque ela possibilita o ajuste
necessário para gerenciar as emoções positivas e negativas. Portanto, investir em
estratégias que possibilitem o equilíbrio das funções mentais é essencial para um
convívio social mais saudável.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é
bem mais abrangente que a simples ausência de doença: é um completo estado de
bem-estar físico, mental e social, e, dessa forma, merece atenção em todas as suas
vertentes.
20
Ilustração 2 – Saúde Mental
Fonte: Internet/Google
Assim como a física, a saúde mental é uma parte integrante e complementar
à manutenção das funções orgânicas. Nesse contexto, a promoção da saúde da
mente é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar
as suas habilidades pessoais e profissionais.
Sumariamente, o bom estado mental confere ao homem o amplo exercício de
seus direitos sociais e de cidadania. Assegura, ainda, as condições de interação
para uma convivência familiar mais harmônica e segura.
Desse modo, entender a importância da saúde mental, da estabilidade dela e
sua intensa relação com o bem-estar não deve ser negligenciado. Isso possibilita a
compreensão da relevância de utilizar a capacidade individual para a percepção de
valores e virtudes inerentes à construção da coletividade.
2.3 O PAPEL DA ENFERMAGEM NA SAÚDE NA SAÚDE MENTAL
A enfermagem é a responsabilidade de se solidarizar com as pessoas, os
grupos, as famílias e as comunidades, objetivando a cooperação mútua entre os
indivíduos na conservação e na manutenção da saúde.
Entende-se que a enfermagem focadas na promoção da saúde mental, na
prevenção da enfermidade mental, na ajuda ao doente a enfrentar as pressões da
enfermidade mental e na capacidade de assistir ao paciente, à família e à
21
comunidade, ajudando-os a encontrarem o verdadeiro sentido da enfermidade
mental.
A Enfermagem reinventa seu papel e sua atuação na saúde mental ajudando
o indivíduo a (re)construir sua rede comunitária de cuidados, auxiliando, não só nos
cuidados gerais de manutenção da vida, mas também na divisão da assistência com
outros profissionais (trabalho interdisciplinar), proporcionando “a escuta, o
acolhimento, entrar em sintonia, estimular para a vida, para a autonomia, para a
cidadania, inclusive na comunidade (Rocha, 2019, p. 43).
Nisso, o trabalho no campo da Saúde Mental se dá, também além das
diversas formas já institucionalizadas: com reuniões de equipe, com os usuários,
com os familiares destes e/ou com sua rede social comunitária, bem como por meio
de oficinas, grupos e rodas de conversa, onde o foco principal é o indivíduo e a
necessidade de dirimir seu sofrimento psíquico, além de manter seu protagonismo.
2.4 A ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM NA ÁREA DA SAÚDE
O cuidado de enfermagem em saúde mental requer do enfermeiro uma
conduta de agente terapêutico e seu firmamento se dá por meio do processo de
enfermagem, que identifica a forma de pensar do enfermeiro, cujo intuito é a realizar
o cuidado. É importante que a enfermagem tenha conhecimentos sobre: a
necessidade da saúde, forma de coleta e abordagem das informações necessárias
para que seja feito um plano de cuidado com o paciente, o tratamento exige das
equipes um olhar amplificado e planejado.
O técnico de enfermagem como equipe profissional da equipe
multiprofissional de saúde, conseguirá realizar uma intervenção ativa, requer do
profissional a percepção diante de uma crise e como deverá agir e qual será o
processo de cuidado no paciente em sofrimento psíquico, colaborando no processo
de reintegração na sociedade e na família, sendo capaz de realizar um trabalho
humanizado, pelo meio do encorajamento e da escuta qualificada.
Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a depressão impacta
cerca de 322 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil, 5,8% da população é
22
afetada com esse tipo de problema, que não deixa de ser alarmante. Ainda nessa
mesma pesquisa, 18,6 milhões de brasileiros enfrentam problemas de ansiedade, o
que representa mais de 9% da população.
Ilustração 3 – Enfermagem na área da saúde mental
Fonte: Internet/Google
Oliveira e Silva (2000) define que a reabilitação tem o olhar voltado ao sujeito
e não à doença; e consegue trabalhar com o sofrimento e fragilidade e não apenas
com a incapacidade; ainda tem o objetivo de socialização ao invés da internação,
buscando trabalhar em ambiente também sóciofamiliar.
Rodrigues e Schneider (1999) nos remete ao entendimento de que nesse
período atual, a enfermagem é influenciada pelo referencial das relações humanas
(relação interpessoal, relação de classe, de sobrevivência, de auto-reprodução da
vida material e social), tendo um enfoque que passa do aspecto físico/biológico para
as relações do paciente. Com isso o profissional de enfermagem necessita explorar
o seu “ser profissional” como um instrumento de verdadeira assistência.
Falando da saúde mental após a reforma psiquiátrica ainda vemos a prática
de enfermagem ainda está em construção. Por isso é muito importante estabelecer
um vínculo, da escuta e do convívio, pois podem ser guias fundamentais para a
enfermagem e conseguir garantir uma desconstrução de ideias préconcebidas em
relação a loucura (FILHO, 2009).
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Por fim (REINALDO, 2007) nos afirma que a escuta se caracteriza pela
disposição que existe em acolher, na promoção de trocas, do desejo de ajudar, do
afetar e ser afetado, do cuidar com criatividade e humanidade, enquanto o ouvir se
baseia em um ato considerado em apenas fisiológico.
2.5 HUMANIZAÇÃO DA ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL
Segundo (OLIVEIRA; FORTUNATO, 2003) a principal importância da
humanização para a enfermagem é o resgate da subjetividade do sujeito isto é, uma
mudança em relação ao olhar clínico para um de forma mais compreensiva, singular,
onde se aprofunda cada vez mais no diálogo profissional de enfermagem-paciente.
Já (CASSATE; CORRÊA, 2005) defende que os usuários dos serviços de
saúde devem usufruir de seus direitos, vindo a participar assim de decisões da
humanização em saúde, e com isso passar a ter uma autonomia nesse processo,
ajudando assim a coletividade e os profissionais de saúde.
Atualmente ainda existem muitas discussões sobre a humanização em Saúde
Mental e dando por início a batalha antimanicomial, isso ocorre quando extinto os
castigos físicos e mentais e os abusos medicamentosos alegados como fins
terapêuticos, iniciando os direitos dos pacientes poderem falar e serem ouvidos e
principalmente, pela mudança das relações dos profissionais de saúde entre si e
suas relações com os pacientes (REIS; MARAZINA; GALLO, 2004).
A enfermagem lida com a dor e o sofrimento do ser humano. É inerente à
profissão o cuidado prestado ao indivíduo e à sua família de maneira a garantir-
lhes boas condições de saúde física e mental e permitir o enfrentamento das
adversidades, da dor e do sofrimento que determinadas ocasiões impõem.
Sofrer vai além do saber e do corpo físico. Ele se caracteriza como uma junção
de vertentes éticas, morais, religiosas, psicológicas, sociais e culturais. O
sofrimento é mais que uma simples ameaça à integridade biológica, mas
também à sua integridade como homem, como sujeito de ação, de reação e
que possui necessidades próprias, específicas, que precisa de atenção e
cuidado singular e solidário (MIELKE et al., 2009)
Diante disso(CALGARO; SOUZA, 2009) considera que partir desse movimento da
reforma psiquiátrica, o a enfermagem quanto aos cuidados com pacientes
psiquiátricos, tornou-se de certa forma, indispensável, atuando sim como agente
terapêutico capaz de modificar seu processo de trabalho e promover uma
assistência de enfermagem qualificada.
24
3 CONCLUSÃO
Com a realização desse projeto de pesquisa concluiu-se que a área da
saúde mental continua passando por um redirecionamento de um modelo
assistencial reconstruindo as práticas e saberes, a que a torna fundamental para que
os profissionais de enfermagem possam trabalhar em equipe, e entendam que
interrelação, a troca de experiências e conhecimentos favorecem a assistência
humanizada em saúde mental.
Os profissionais de enfermagem devem assumir o compromisso com uma
assistência de enfermagem mais humanizada em saúde mental, buscando assim, a
promoção de um processo educativo de maneira permanente para que a equipe de
saúde, tanto para a equipe multidisciplinar, como para enfermagem, entendendo que
por ser o profissional que passa a maior parte do período com o paciente.
Com esse trabalho, acredita-se que possamos contribuir para as equipes de
saúde e enfermagem que prestam assistência as pessoas com transtorno mental,
através de uma nova concepção, onde o paciente consiga exercer a sua autonomia,
podendo participar das escolhas, nas quais considera ser melhor para o seu
tratamento, onde de fato, suas opiniões e queixas possam ser ouvidas e levadas em
consideração durante seu tratamento, e dessa forma exercendo a sua cidadania
quando consegue enxergar seus direitos serem respeitados e terem assim um
tratamento como um ser integral.
25
REFERÊNCIAS
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