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Informática Software

O documento aborda a definição e a importância do software em relação ao hardware, explicando que o software é a parte lógica que comanda as atividades do computador. Ele classifica o software em diferentes categorias, como software básico, utilitário e aplicativo, além de discutir licenciamento, incluindo software proprietário e livre. O texto enfatiza as liberdades associadas ao software livre, destacando a importância do acesso ao código-fonte e as implicações éticas e sociais desse tipo de software.
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Informática Software

O documento aborda a definição e a importância do software em relação ao hardware, explicando que o software é a parte lógica que comanda as atividades do computador. Ele classifica o software em diferentes categorias, como software básico, utilitário e aplicativo, além de discutir licenciamento, incluindo software proprietário e livre. O texto enfatiza as liberdades associadas ao software livre, destacando a importância do acesso ao código-fonte e as implicações éticas e sociais desse tipo de software.
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SOFTWARE

Sendo uma máquina, um computador é constituído de diversos componentes físicos dos mais diversos
tamanhos. Em conjunto, esses componentes formam a parte conhecida como hardware. No entanto, se
considerarmos apenas o hardware, o computador é um objeto inerte – sem qualquer atividade própria. Ele
requer uma instrução ou comando para realizar uma específica atividade, por menor ou mais simples que
seja.

O motor do disco rígido, por exemplo, inicia sua rotação após receber uma instrução específica pelo
fabricante; o braço desse mesmo disco também se move pelas trilhas por força de instrução ou sequência
de instruções; quando pressionamos uma tecla de um teclado, uma série de instruções é executada de modo
a prover o aparecimento do correspondente caractere no vídeo. Existem diversas linguagens que permitem
escrever comandos/instruções.

Essas instruções, que podem ser ordenadas de formas diferentes (e, consequentemente, produzir
resultados diferentes), foram denominadas software – em oposição ao termo hardware. Trata-se do que
nós conhecemos genericamente como programas de computador. Galera, é o software que mostra a
versatilidade e a “inteligência” do computador. A execução de um programa manipula as instruções de
máquina segundo uma determinada sequência.

Em suma, software é a parte lógica de um computador! Esse termo surgiu para indicar o elemento que
comanda as atividades do hardware, a sua programação, suas instruções e que podem facilmente ser
alteradas manualmente. O termo inglês soft é antônimo de hard e significa “macio”, isto é, o hardware é
difícil de manipular ou alterar enquanto o software é mais fácil e leve. Entendido? Então, vamos prosseguir...

Classificação de Software

Quanto à Finalidade/Utilização

Software Básico

Software Básico é aquele indispensável para o funcionamento da máquina. Nesse contexto, o mais
conhecido é o Sistema Operacional (Ex: Windows, Linux, MacOS, FreeBSD, Android, iOS, Solaris, etc). Alguns
autores incluem também os softwares montadores, interpretadores e compiladores de linguagens de
programação como softwares básicos. Por que? Porque eles permitem criar outros softwares, inclusive o
sistema operacional, logo são softwares básicos.

Software Utilitário

Software Utilitário é aquele voltado para análise, configuração, otimização, manutenção e desempenho
de um computador (Ex: antivírus, desfragmentador de disco, ferramentas de backup, criptografia,
recuperação, formatação, conversão, limpeza, gerenciamento, compressão de dados, entre outros). Eles
auxiliam o sistema operacional suportando a infraestrutura de um computador e suprindo deficiências dos
sistemas operacionais.

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Software Aplicativo

Software Aplicativo é aquele voltado à solução de problemas do usuário ou à realização de uma tarefa
específica. Em contraste com o software utilitário, o software aplicativo não busca suprir deficiências do
sistema operacional – ele busca auxiliar o usuário. Nesse grupo, podemos identificar os softwares editores de
texto, planilhas eletrônicas, apresentações, imagens, correio eletrônico, jogos eletrônicos, entre outros.

Quanto ao Licenciamento

Quando uma empresa desenvolve um software, é normal que ela tenha interesse em ganhar dinheiro com
ele. Quem não gostaria?

Logo, uma das primeiras coisas com que ela deve se preocupar em fazer é registrar esse software! Ao fazê-
lo, a empresa passa ser a proprietária e todos os direitos passam a ser reservados da empresa (Copyright)!
Dessa forma, ela poderá cobrar royalties de todos aqueles que quiserem adquirir uma licença desse
software.

Software Proprietário

Software proprietário é aquele que não é livre! Seu uso, redistribuição ou modificação é proibido – ou requer
que você peça permissão ao autor ou é restrito de tal forma que você não possa efetivamente usá-lo
livremente.

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TIPO DE SOFTWARE DESCRIÇÃO
Trata-se do software – protegido por direitos autorais – disponibilizado
FREEWARE gratuitamente com todas as suas funcionalidades abertas por prazo indeterminado,
mas que não pode ser modificado – apesar de poder ser redistribuído.
Trata-se do software disponibilizado gratuitamente com restrição de
SHAREWARE funcionalidades e/ou por um prazo determinado, mas que implica no posterior
pagamento pela sua licença.
Trata-se do software disponibilizado como uma versão de demonstração. É
DEMO semelhante ao Shareware, porém é possível utilizar o programa por um tempo ou
com apenas algumas funcionalidades abertas.
Trata-se do software inacabado disponibilizado gratuitamente com suas
BETA funcionalidades abertas para ser executado e testado por qualquer pessoa enquanto
ainda está sendo desenvolvido pelos programadores.
Trata-se do software disponibilizado gratuitamente com todas as suas
ADWARE funcionalidades abertas e que requerem que o usuário visualize propagandas ou
pague algum valor para não as ver.

Software Livre

MARCA REGISTRADA

Esse símbolo indica que essa marca se trata de uma marca registrada perante a Lei Brasileira! Significa
também que essa marca está protegida por direitos autorais, isto é, um conjunto de prerrogativas conferidas
por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa usufruir de quaisquer
benefícios morais e patrimoniais resultantes da exploração de suas criações. Se você quiser criar um
refrigerante, terá que utilizar outro nome e outro logotipo.

No entanto, vocês já pararam para pensar que existem centenas de obras intelectuais que não possuem a
proteção de direitos autorais? Isso vale para músicas, livros, textos, etc! Algumas obras não estãosob a
proteção de direitos autorais porque não se sabe o autor (Ex: Parabéns Pra Você). Outras obras não estão
sob a proteção de direitos autorais porque são antigas demais (Ex: Sinfonia Nº 5, de Ludwig van Beethoven).

Essas obras se encontram – portanto – em domínio público, isto é, podem ser acessada de forma livre e
gratuita. Por exemplo: se você quiser fazer o download da partitura de alguma música de Beethoven ou de
um livro de Machado de Assis, elas estarão disponíveis sem nenhuma restrição de utilização.

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Há, inclusive, um site brasileiro que funciona como um acervo digital de obras de domínio público. Vejam
só:

Em 1449, tivemos os primeiros privilégios de edição cedidos pelo Senado da Sereníssima República de
Veneza, e daí em diante o mundo vem criando legislações para proteger a propriedade intelectual. No
Brasil, há disposição proibindo a reprodução de obras compostas ou traduzidas por cidadãos brasileiros
desde 1830, sendo que atualmente a lei vigente é a Lei 9.610/1998 1.

Vamos mudar nosso foco agora para o contexto de software. Bem, os desenvolvedores de software na década
de 70 frequentemente compartilhavam seus programas de uma maneira similar aos princípios atuais do
software livre. No final dessa década, as empresas começaram a impor restrições aos usuários com o uso
de contratos de licença de software.

Em 1983, Richard Stallman identificou uma falha no software de uma Impressora Xerox. Ele tentou corrigi-la,
mas a empresa se recusou a liberar o código-fonte do software. Ele decidiu, então, criar um mecanismo legal
de garantia para que todos pudessem desfrutar dos direitos de copiar, redistribuir e modificar software.
Nasceu, assim, a Fundação do Software Livre.

Nessa época, algumas empresas começaram a se apropriar do código-fonte desses


programas de domínio público, realizar algumas modificações e posteriormente
redistribuir ou vender tais programas, mas sem oferecer acesso ao código-fonte dessas
modificações. Enfim, foi isso que motivou esse maluco da foto acima a criar a Free
Software Foundation (FSF).

Richard Stallman define software livre como qualquer software que respeita a liberdade e senso de
comunidade dos usuários. Grosso modo, isso significa que os usuários possuem a liberdade de acessar,
executar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software. Sendo assim, software livre é uma
questão de liberdade e, não, de preço. Galera, vou enfatizar novamente: software livre não quer dizer em
nenhum momento que é necessariamente um software grátis.

DEFINIÇÕES DE SOFTWARE LIVRE


Software disponível com a permissão para qualquer um usá-lo, copiá-lo, e distribuí-lo, seja na sua forma
original ou com modificações, seja gratuitamente ou com custo.
Considera-se software livre um programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado,
modificado e
redistribuído, ainda que sob certas restrições.
Software livre é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e
modificado sem nenhuma restrição.

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O que é código-fonte? O código-fonte é a versão de software da maneira como ele é originalmente escrito
por um humano em texto simples utilizando uma linguagem de programação. Sim, todos os programas de
um computador, o próprio sistema operacional de um computador, todos os aplicativos do seu celular, o
próprio sistema operacional do seu celular, todas as redes sociais que você utiliza... enfim, tudo isso é no
fundo um bocado de código.
Vejam o site abaixo! O programador não desenha o site desse jeito! Para fazer cada coisinha dessas, ele tem
que escrever um bocado código – e o código não é bonito assim! Professor, esse bando de código esquisito
gera esse site bonito? Sim, e tem muito código envolvido! Curiosidade: o Microsoft Windows possui mais de
50 milhões de código...

Pessoal, essa quantidade de linhas de código exigiu um investimento massivo de recursos, sejam de tempo,
pessoas ou dinheiro. Logo, é justo que a Microsoft queira vender seu sistema operacional para obter lucro.
Dito isso, é evidente que ela não vai expor gratuitamente o código-fonte de seu sistema operacional. Você
pode procurar o quanto quiser, você não vai encontrar! Se ela liberasse o código-fonte, alguém poderia
copiá-lo, modificá-lo e vendê-lo por aí...

Vamos entrar em detalhes mais à frente: por enquanto é importante entender que existem softwares
proprietários, cujo código-fonte é privado; e existem softwares livres, cujo código-fonte é público. Professor,
por que alguém teria trabalho para escrever esses códigos complicados e não o proteger? Por diversas
razões, mas lembrem-se que nós temos ainda algumas almas boas nesse mundo e um dos principais
motivos é um motivo filosófico!

Conforme vimos anteriormente, devemos entender software livre como aquele software que respeita a
liberdade e senso de comunidade dos usuários. Grosso modo, isso significa que os usuários possuem a
liberdade de executar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o software. Dessa forma, software livre
é uma questão de liberdade e, não, de preço. Essas liberdades são vitalmente importantes!

Elas são essenciais não apenas para os propósitos individuais dos usuários, mas para a sociedade como um
todo, pois elas promovem solidariedade social — isto é, compartilhamento e cooperação. Elas se tornam
ainda mais importantes à medida que nossa cultura e atividades cotidianas se tornam mais digitalizadas.
Num mundo de sons, imagens e palavras digitais, o software livre se torna essencial para a liberdade em
geral.

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Dezenas de milhões de pessoas no mundo atualmente usam software livre. As escolas públicas de algumas
regiões da Índia e da Espanha ensinam todos seus estudantes a usar o sistema operacional livre Linux.
Muitos desses usuários, contudo, nunca ouviram sobre as razões éticas pelas quais são desenvolvidos esse
sistema ou porque foi construída uma comunidade do software livre. O Richard Stallman diz o seguinte...

O Movimento do Software Livre tem lutado pela liberdade dos usuários de computador desde 1983. Em 1984,
nós iniciamos o desenvolvimento do sistema operacional livre GNU para que pudéssemos evitar os sistemas
operacionais proprietários (não livres), que negam liberdade aos seus usuários.

Durante os anos 80, nós desenvolvemos boa parte dos componentes essenciais do sistema e criamos a Licença
Pública Geral GNU para lançá-los — uma licença especificamente projetada para proteger a liberdade de
todos os usuários de um programa.

Com essas liberdades, os usuários (tanto individualmente quanto coletivamente) controlam o programa e o
que ele faz por eles. Quando os usuários não controlam o programa, o programa controla os usuários. O
argumento do Richard Stallman é de que o desenvolvedor controla o programa e, por meio dele, controla
os usuários, portanto o programa não livre, ele é proprietário. Logo, de acordo com ele, trata-se de um
instrumento de poder injusto.

CARACTERÍSTICAS DE SOFTWARES LIVRES


Oferece liberdade para acessar, estudar e modificar o código-fonte do software.
Pode ser vendido e comercializado para fins lucrativos – não precisa ser gratuito.
Permite executar o programa para qualquer propósito.
Permite a distribuição de cópias de suas versões modificadas.
Permite acessar o código-fonte do software – disponível para usuários.
Não precisa rodar no Sistema Operacional Linux.

Um programa é software livre se os usuários possuem as quatro liberdades essenciais:

LIBERDADE 0 LIBERDADE 1

Liberdade de executar o programa como você Liberdade de estudar como o programa funciona e
desejar, para qualquer propósito. adaptá-lo às suas necessidades. Para tanto, o acesso
ao código fonte é um pré-
requisito.
LIBERDADE 2 LIBERDADE 3

Liberdade de redistribuir cópias de modo que você Liberdade de distribuir cópias de suas versões
possa ajudar outros. modificadas a outros. Desta forma, você pode dar a
comunidade a chance de beneficiar de
suas mudanças.

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Um programa é um software livre somente se ele der aos usuários todas essas liberdades de forma
adequada; do contrário, ele é não livre! Em qualquer cenário, essas liberdades devem ser aplicadas em todo
código do qual se planeja fazer uso. Software livre não significa que ele não seja comercial. Um programa
livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial e distribuição comercial.

Desenvolvimento comercial de software livre deixou de ser incomum hoje em dia. Você pode ter pago
muito dinheiro por uma cópia de um software livre ou você pode tê-las obtido a custo zero, mas
independentemente de como você conseguiu suas cópias, você sempre deve ter a liberdade para copiar e
modificar o software ou até mesmo para vender cópias. Decorem isso:

M E D E

MODIFICAR EXECUTAR DIsTRIBUIR EsTUDAR

Sobre a Liberdade 0: executar o programa como você desejar...

A liberdade de executar o programa significa que qualquer tipo de pessoa ou organização é livre para usá-
lo em qualquer tipo de sistema computacional, ou para qualquer tipo de trabalho e propósito, sem que seja
necessário comunicar ao desenvolvedor ou qualquer outra entidade específica.

Nessa liberdade, é o propósito do usuário que importa, não aquele do desenvolvedor; você, como usuário,
é livre para rodar o programa para seus propósitos e, caso você o distribua a outra pessoa, ela também será
livre para executá-lo com os propósitos dela, mas você não é intitulado a impor seus propósitos sobre ela.

A liberdade de executar o programa como você deseja significa que você não está proibido ou impedido
de executá-lo. Isso não tem nada a ver com qual funcionalidade o programa possui, se ele é tecnicamente
capaz de funcionar em qualquer ambiente dado ou se ele é útil para alguma atividade computacional
específica.

Sobre as Liberdade 1 e 3: estudar o código-fonte e fazer alterações...

Para que as Liberdades 1 e 3 façam sentido, você deve ter acesso ao código-fonte do programa.
Consequentemente, acesso ao código-fonte é uma condição necessária para o software livre. Código-fonte
obscurecido (aquele feito de propósito para dificultar o entendimento) não é código-fonte real e não conta
como código-fonte.

A Liberdade 1 inclui a liberdade de usar sua versão modificada no lugar da original. Se um programa é
entregue em um produto projetado para rodar a versão de outra pessoa, mas se recusa a rodar a sua, a
Liberdade 1 se torna pretensão vazia ao invés de realidade prática. Uma maneira importante de modificar
um programa é agregar a ele módulos e sub-rotinas livres.

Se a licença do programa diz que você não pode agregar a ele um módulo com uma licença específica, então
essa licença é muito restritiva para ser qualificada como livre. Se uma modificação constitui ou não um
aperfeiçoamento, é uma questão subjetiva.

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Se o seu direito de modificar um programa é limitado, então – fundamentalmente – o programa não é
livre.

Sobre a Liberdade 2 e 3: redistribuir, se assim desejar...

Liberdade para distribuir significa que você é livre para redistribuir cópias, modificadas ou não,
gratuitamente ou cobrando uma taxa pela distribuição, a qualquer um, em qualquer lugar. Ser livre para
fazer tudo isso significa – entre outras coisas – que você não deve ter que pedir ou pagar pela permissão
para fazê-lo.

Você também deve ter a liberdade de fazer modificações e usá-las privativamente ou em seu trabalho ou
lazer, sem sequer mencionar que elas existem. Se publicar suas modificações, você não deve ser obrigado
a avisar ninguém em particular, ou de qualquer modo em particular. A Liberdade 3 inclui a liberdade de
publicar quaisquer versões modificadas como software livre. A licença que requer que modificações sejam
não livres não se qualifica como uma licença livre.

A liberdade de redistribuir cópias deve incluir formas executáveis ou binárias do programa, bem como o
código-fonte, tanto da versão modificada quanto da inalterada. Não há problemas se não for possível
produzir uma forma binária ou executável (uma vez que algumas linguagens de programação não suportam
este recurso), mas deve ser concedida a liberdade de se redistribuir nessas formas, caso seja desenvolvido
um meio de criá-las.

Vamos ver agora alguns exemplos de software livre! Por que, professor? Porque isso cai em prova!
Então vamos lá...

SOFTWARE DESCRIÇÃO
Apache HTTP Server é um servidor web responsável por aceitar requisições
APACHE HTTP HTTP de clientes, geralmente de navegadores, e servi-los com respostas em
HTTP, incluindo
opcionalmente dados, que geralmente são páginas web.
GNOME é um conjunto de ferramentas multiplataforma para criação interfaces
GNOME gráficas e gerenciamento de janelas.

Libreoffice é uma suíte de aplicativos livre para escritório disponível para Windows,
LIBREOFFICE Unix, Solaris, Linux e Mac OS X. A suíte utiliza o formato OpenDocument e é também
compatível com os formatos do Microsoft Office.
KDE é um conjunto de ferramentas multiplataforma para criação interfaces
KDE gráficas e
gerenciamento de janelas.
Trata-se do nome do Libreoffice no Brasil – por conta de direitos autorais do
BROFFICE nome Libreoffice.

Mozilla Firefox é um navegador livre e multiplataforma desenvolvido pela


MOZILLA FIREFOX Mozilla Foundation com ajuda de centenas de colaboradores.

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O [Link], comumente conhecido como OpenOffice, é uma suíte de
OPENOFFICE escritório de código aberto descontinuada. Era uma versão de código aberto do
StarOffice anterior, que a Sun Microsystems adquiriu em 1999 para uso interno.

Mozilla Thunderbird é um cliente de e-mails e notícias da Mozilla Foundation,


MOZILLA THUNDERBIRD mesma criadora do Mozilla Firefox. Acessa também arquivos XML, feeds, bloqueia
imagens, tem filtro anti-spam embutido, etc.
GIMP é um programa de código aberto voltado principalmente para criação e
GIMP edição de imagens raster, e em menor escala também para desenho vetorial.

Sigla ara GNU Compiler Collection (GCC), trata-se um conjunto de compiladores de


GCC linguagens de programação produzido pelo projeto GNU para construir um sistema
operativo semelhante ao Unix livre.

Tipos de Licença
O que é um Licença de Software? É bem simples: licença de software é basicamente um documento que
determina quais ações o utilizador pode ou não executar em relação a um determinado software. Sem uma
licença de software, um programa não pode ser distribuído ou modificado sem a permissão explícita dos
autores. Uma licença de software livre, por outro lado, permite estudar, redistribuir, modificar e liberar o
programa modificado. Fácil, não?

Isso é possível porque você – o detentor dos direitos autorais – abre mão de alguns dos seus direitos,
licenciando outros para copiar, modificar e distribuir seu código, às vezes sob algumas condições. Uma
licença que não é livre é dita proprietária. Licenças proprietárias vêm em uma variedade de sabores e
geralmente não permitem o acesso ao código-fonte ou modificações. Vejamos como as licenças de software
livre se dividem:

TIPO DE LICENÇA DESCRIÇÃO


Também conhecidas como licenças acadêmicas, recebem este nome pelas poucas
LICENÇA PERMISSIVA (NÃO restrições que impõem às pessoas que obtém o produto. As mais comuns são: Licença
COPYLEFT) BSD, Licença MIT e Licença Apache.

Determinam que qualquer trabalho derivado do original deve ser redistribuído e


LICENÇA RECÍPROCA TOTAL disponibilizado sob os mesmos termos da licença original. As mais comuns são:
(COPYLEFT) Licença GPL e Licença AGPL.

Determinam que modificações feitas em um software sob esta licença


LICENÇA RECÍPROCA sejam disponibilizadas sob a mesma licença, mas se as modificações forem
PARCIAL utilizadas como componente de outro projeto de software, este projeto não precisa,
necessariamente ser disponibilizado sob a mesma licença. As mais comuns são:
Licença LGPL e Licença Mozilla.

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Licença GPL (General Public License)

A General Public License (GPL) acompanha os pacotes distribuídos pelo Projeto GNU. É a mais utilizada,
sendo adotada pelo Linux. Ela impede que o software seja integrado em um software proprietário e garante
os direitos autorais. Não permite que as liberdades essenciais originais sejam limitadas, nem que sejam
impostas restrições que impeçam a distribuição da mesma forma que foram adquiridos. Pode ser aplicada a
qualquer tipo de trabalho e, não somente, software.

Licença BSD (Berkley Software Distribution)

A Licença BSD é outra licença de software livre que, entretanto, apresenta menos restrições que a Licença
GPL. Ela garante a autoria do código original, mas permite que as versões modificadas possam utilizar
Licenças GPL ou Licenças Proprietárias, sendo – portanto – mais liberal. As modificações, ao contrário da
GPL, não precisam ser divulgadas, logo se trata de uma licença menos restritiva que a GPL.

Licença LGPL

A LGPL é uma licença de software livre criada com o objetivo de ser um meio-termo entre a Licença GPL e
algumas licenças mais permissivas (Ex: BSD ou a MIT). A principal diferença entre a GPL e a LGPL é que esta
permite também a associação com programas que não estejam sob as Licenças GPL ou LGPL, incluindo
Software Proprietário. Além disso, os trabalhos derivados, que não estejam sob a LGPL, devem estar
disponíveis em bibliotecas.

Licença Apache

A Apache License é uma licença para software livre de autoria da Apache Software Foundation que permite
ser usada em qualquer projeto, desde que sejam obedecidos os termos e condições contidos em seu texto.
Ela permite o uso e distribuição do código-fonte tanto no software livre, quanto no proprietário.
Entretanto, exige a inclusão do aviso de copyright (direito autoral) e do termo de responsabilidade no
produto.

Licença MIT

A Licença MIT (Massachusetts Institute of Technology) permite que o software seja tratado sem restrições
para o uso, modificação e distribuição. Desta forma, pode ser utilizada tanto em projetos de software livre,
quanto em projeto de software proprietário. No texto desta licença não existe copyright, desta forma
outros grupos podem modificar a licença, com o objetivo de atender as suas necessidades.

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