Dilemas Éticos e Legais na Enfermagem
Dilemas Éticos e Legais na Enfermagem
Legais da Profissão
Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Aspectos Legais da Profissão –
Dilemas Éticos na Enfermagem
• Introdução;
• Referencial Teórico;
• Uma Visão do Código de Ética;
• A Responsabilização do Profissional de Saúde;
• Responsabilidade Civil;
• Negligência, Imprudência e Imperícia;
• Imprudência;
• Imperícia.
OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Conhecer os princípios da Lei do exercício profissional, o código de ética, as questões éticas
e os dilemas do profissional de enfermagem.
UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Introdução
As transformações acerca de todos os âmbitos que envolvem a enfermagem vêm
impactando no decorrer dos anos a conquista de muitos espaços na área de saúde, o
que implica cada vez mais na atribuição de diversas responsabilidades e atividades para
si, assumindo, dessa forma, novos cargos e adquirindo um papel que exige muito mais
comprometimento do que nos seus primórdios. Entretanto, na mesma proporção em
que esse novo papel agrega orgulho para a área profissional, ele também aumenta e
expõe maiores responsabilidades e riscos perante o âmbito jurídico.
Diante do que foi ressaltado, verifica-se a preocupação para com o bem-estar jurídico
dos profissionais da área de enfermagem. Dessa forma, as informações alertam sobre a
importância da conduta ética e do trabalho realizado com coerência, o que exigirá dos
profissionais maior cautela, tanto nas funções individuais quanto no trabalho em equipe,
ressaltando que o enfermeiro será o responsável por seus atos no trabalho e também
nos atos daqueles que ele supervisiona.
Devemos acrescentar ainda o fato de que, quando é necessária uma perícia, ela
pode ser realizada por um colega que exerce a mesma profissão. Tal situação afetaria
o comprometimento de uma perícia imparcial, pois poderia ocorrer uma dificuldade e
resistência em julgar ou simplesmente o desejo de proteger a classe. E são situações
como essa que evidenciam o fato de que o cliente em questão terá dificuldade em provar
essa culpa. Portanto, o exercício da enfermagem estará sujeito à conjuntura vivida pelos
profissionais de saúde de modo geral.
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Nesse quesito, iremos analisar se, diante dessa possibilidade, o juiz deve adotar um
critério crítico, subjetivo, à luz do senso comum, avaliando e julgando as provas que lhes
foram apresentadas, bem como as consequências advindas do ato atribuído ao profissio-
nal, buscando sempre a isenção de ânimo.
Referencial Teórico
De acordo com a abordagem histórica, foi somente a partir do século XVIII, que
foram observadas as referências e características daquilo que se assemelhava a um tipo
de trabalho de enfermagem, trabalho que fora complementado com as funções domés-
ticas, tais como no auxílio das atividades dos cirurgiões da época, ou no segmento do
trabalho escravo, quando os negros eram treinados para cuidar.
Perante esse breve contexto histórico, pode se constatar que a prática de enferma-
gem nasceu por intermédio de mãos leigas, e teve como referência a conduta ética e as
técnicas disseminadas e sugeridas por Florence Nightingale, a partir de 1853. Contudo,
nessa fase, a prática da enfermagem enfrentava situações difíceis, como, por exemplo,
a subordinação ao médico, a hostilização e a ausência de entendimento por parte do
corpo clínico quanto ao exercício de suas funções. Segundo o Sistema Nightingale, en-
fermagem profissional obteve sua expansão no mundo ocidental em meados do final do
século XIX.
No Brasil, em 1955, foi criada a Lei 2064 que tinha como premissa regulamentar o
exercício da enfermagem profissional, esta lei conseguiu corresponder, em grande par-
te, às expectativas almejadas pela categoria durante aquela época. E, no ano de 1986,
uma nova lei entrou em vigor, a Lei 7498, a qual propunha que o exercício da enfer-
magem passara a adquirir outra notoriedade e relevância, e com isso seus profissionais
encontraram maior respaldo legal para o exercício de suas habilidades profissionais, e
principalmente o enfermeiro foi dotado de maior autonomia.
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
A Responsabilização do
Profissional de Saúde
Na atualidade, é comum vermos evidências de que os direitos dos pacientes/clientes
estão sendo violados constantemente, evidenciando, dessa forma, a desvalorização dos
mesmos enquanto seres humanos. Tal situação nos leva à necessidade de refletirmos
sobre esses acontecimentos, não apenas quanto à prática do exercício da cidadania e da
humanização do atendimento, mas também para assegurar que ações relativas à respon-
sabilidade civil dos profissionais serão previstas por lei.
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devemos nos ater para o fato de que tivemos melhorias no acesso à justiça, e também a
criação das defensorias públicas e dos juizados especiais.
A questão é que essas situações não são apenas sanadas no âmbito dos conselhos
profissionais, elas podem ir além e extrapolar para a justiça e, nesse caso, no âmbito
civil, o qual poderá solicitar pedido de ressarcimento por danos morais e/ou materiais.
Responsabilidade Civil
É de suma importância umas singelas contextualizações sobre o significado da res-
ponsabilidade civil irão recorrer a Barros, em que responsabilidade civil deve ser enten-
dida como a obrigação de uma pessoa reparar o prejuízo causado a outrem por fato
próprio, de terceiros ou de coisas dela dependentes. E nesse sentido podemos adotar
essa definição para a responsabilidade civil do profissional de saúde, implicando na obri-
gação de reparação do dano tanto ao profissional quanto à instituição na qual trabalhe.
Quanto ao conceito de como será interpretada a culpa, devemos nos lembrar de que
a culpa estará diretamente relacionada com o dever de cuidar e a inobservância em
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
relação a esse dever é que determinará se a conduta será culposa, sem levar em consi-
deração a intenção da pessoa que a causou.
De acordo com esses pressupostos, é que irá surgir o dever do agente de indenizar a
vítima. Nos casos em que o indivíduo necessita ir à busca de solução para seus proble-
mas através dos serviços disponibilizados pela saúde, ele poderá ou não ser atendido.
Em uma época não muito distante da atualidade, os danos ocasionados pela falta ou
pelo mau atendimento eram qualificados como consequência de dificuldades dos pró-
prios serviços ou do empenho do profissional, ou até mesmo de fatores considerados
inevitáveis. Tais condutas eram sob um, viés prático, banalizadas e os indivíduos pre-
judicados em questão, sequer estavam cientes de que poderiam buscar uma reparação
pelo dano causado. Com isso, no cenário atual as pessoas começaram a reivindicar os
seus direitos e recorrerem à justiça, principalmente nas nações de primeiro mundo, nas
quais observamos, como resposta, o crescente número das seguradoras garantindo aos
profissionais antecipadamente, que, caso eles necessitem indenizar algum cliente devido
a possíveis futuros danos, eles terão recurso para tal. Essa situação também vem ga-
nhando espaço no mercado brasileiro.
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de sangue; contágio por instrumentos sem os cuidados de antissepsia; inobservância nos
cuidados do pré-operatório e pós-operatório; abandono do paciente, entre tantos.
Qualifica-se como atos omissivos os casos de negligência que em que os danos cau-
sados ao cliente são provocados por fatores como: preguiça ou desinteresse por parte
do profissional, entretanto, é levado em consideração também os casos de cansaço e
sobrecarga de serviços devido às condições de trabalho impostas a muitos profissionais
em hospitais e postos de saúde.
Imprudência
Os casos de imprudência são resultados da imprevisão do profissional, quando a
consequência de uma ação que poderia ter sido evitada, uma vez que o mesmo seria
capaz de prevê-la. Se, por um lado, a negligência é caracterizada por ser o resultado
de uma ausência de ação; a imprudência consiste numa falta involuntária decorrente de
uma ação.
Imperícia
A partir da seguinte afirmativa: “Entende-se, no sentido jurídico, a falta de prática ou
ausência de conhecimentos que se mostram necessários para o exercício de uma pro-
fissão”, entendemos que imperícia reflete ignorância, incompetência, desconhecimento,
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Então procurando uma forma prática de explanar a tema, pode-se citar como exem-
plo o profissional de enfermagem, o qual aplicaria qualquer técnica sem ter competência
plena para desempenhá-la, lembrando ainda que nesse caso o profissional de enferma-
gem, além de responder pelos seus atos, também será responsável por sua equipe.
Não é aceitável que se ignore uma distinção importante entre o indivíduo diplomado
e o indivíduo qualificado. Ainda que aceitássemos o argumento pautado de que o recém-
-diplomado seguramente tem a habilidade prática e os conhecimentos científicos e téc-
nicos para exercer a profissão, não há nenhuma circunstância prática capaz de garantir
que, aproximadamente seis anos mais tarde, o profissional esteja com preparo prático
e conhecimentos técnicos, os quais sejam alinhados com os avanços da sua profissão.
Diante do que foi mencionado até aqui, é cabível, eticamente falando, alegar imperí-
cia a um profissional diplomado. Quando se fala em diploma, é preciso lembrar que o
diploma é algo estático, geralmente concedido apenas uma vez, entretanto habilidades e
conhecimentos são qualidades muito dinâmicas, as quais requerem atualização constante
por parte daqueles que exercem a profissão.
A história nos apresenta relatos, desde seus primórdios, sobre as situações em que
caso o médico fosse responsabilizado pelo dano causado ao paciente, o profissional da
saúde poderia ser até mesmo ser sentenciado com sob a pena capital.
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É de suma importância se evidenciar que as questões abordadas aqui são válidas ao
profissional de enfermagem visto que sua profissão fora legalmente reconhecida e, por-
tanto, suas atividades e autonomia tiveram que ser expandidas diante do setor jurídico.
No cenário atual, é válido se afirmar, até mesmo, que o cliente está sendo prejudicado
no exercício dos seus direitos enquanto cidadão. O que ocorre é que tanto o profissional
de saúde como o cliente estão sendo iludidos pelas “facilidades” ofertadas pelos avanços
tecnológicos. Devemos nos lembrar de utilizar a tecnologia quando ela estiver coerente
com a realidade de cada um, porém, o mais importante é nos atentarmos ao fato de que
a assistência seja fundamentada de acordo com o conhecimento, cuidado, bom senso
e solidariedade.
Sendo assim, é relevante que se considere que o profissional de saúde, assim como é
da natureza de todos os seres humanos, ser passível de cometer erros durante exercício
da sua profissão.
Portanto, a característica do erro que se tenta evitar e punir são aquelas situações
em que o erro é resultado da acomodação, do despreparo técnico, da negligência, da
imprudência ou imperícia inadmissíveis, da distração a qual ocasiona morte ou defeito
irremediável e situações em haja comprometimento de órgão ou sentido. Nesse sentido,
é primordial ressaltarmos que o zelo, os cuidados e a eficiência são requisitos indispen-
sáveis em toda e qualquer atividade profissional.
Uma das pautas deste texto é sugerir que cada caso necessita ser analisado, tanto
quanto possível, diante das dificuldades em que a parte se depara de modo específico.
Sendo assim, será responsabilidade do juiz estar apto e informado quanto à realidade
que permeia os serviços hospitalares e de saúde da região em que o mesmo exerce sua
profissão, para que, dessa forma, não se restrinja ao excessivo formalismo da técnica
probatória, correndo o risco de se pautar unicamente a laudos periciais que na maioria
das vezes são repletos de resultados obscuros ou dúbios por diferentes razões. Pois, o
essencial aqui é aderir às decisões mais justas possíveis, sem ter que ignorar totalmente
as regras do senso comum.
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
O Que há de Novo?
Tabela 1
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Como era O que mudou? (DIREITO)
Art. 1º. Exercer a enfermagem com liberdade, Art. 1º. exercer a Enfermagem com liberdade,
autonomia e ser tratado segundo os pressupostos segurança técnica, científica e ambiental, autono-
e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. mia, e ser tratado sem discriminação de qualquer
natureza, segundo os princípios e pressupostos
legais, éticos e dos direitos humanos.
Art. 3º. Apoiar as iniciativas que visem ao apri- Art. 3º. Apoiar e/ou participar de movimentos
moramento profissional e à defesa dos direitos e de defesa da dignidade profissional, do exercício
interesses da categoria e da sociedade. da cidadania e das reinvindicações por melhores
Art. 60. Participar de movimentos de defesa condições de assistência, trabalho e remune-
da dignidade profissional, do aprimoramento ração, observados os parâmetros e limites da
técnico-científico, do exercício da cidadania e legislação vigente.
das reinvindicações por melhores condições de
assistência, trabalho e remuneração.
Art. 4º. Obter desagravo público por ofensa que Art. 8º. Requerer ao Conselho Regional de En-
atinja a profissão, por meio do Conselho Regio- fermagem, de forma fundamentada, medidas
nal de Enfermagem. cabíveis para obtenção de desagravo público
Art. 47. Requerer, ao Conselho Regional de em decorrência de ofensa sofrida no exercício
Enfermagem, medida cabíveis para obtenção profissional ou que atinja a profissão.
de desagravo público em decorrência de ofensa
sofrida no exercício profissional.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 8º. Promover e ser conivente com a injúria, Art. 71. Promover ou ser conivente com injúria,
calúnia e difamação de membro da equipe de calúnia e difamação de pessoa e família, mem-
enfermagem, equipe de saúde e de trabalhado- bros das equipes de enfermagem e de saúde,
res de outras áreas, de organizações da catego- organizações da enfermagem, trabalhadores
ria ou instituições. de outras áreas e instituições em que exerce sua
atividade profissional.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
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Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 9º. Praticar e/ou ser conivente com crime, Art. 72. Praticar ou ser conivente com crime, con-
contravenção penal ou qualquer outro ato, que travenção penal ou qualquer outro ato que infrinja
infrinja postulados éticos e legais. postulados éticos e legais, no exercício profissional.
Penalidades: Art. 70. Utilizar dos conhecimentos de enferma-
• Multa (arts. 70 e 72); gem para praticar atos tipificados como crime
• Censura (art. 70); ou contravenção penal, tanto em ambientes
• Suspensão do Exercício Profissional (arts. 70 e 72); onde exerça a profissão, quanto naqueles em
• Cassação (arts. 70 e 72).
que não a exerça, ou qualquer ato que infrinja
os postulados éticos e legais.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 12. Assegurar à pessoa, família e coletividade Art. 45. Prestar assistência de enfermagem livre
assistência de enfermagem livre de danos recor- de danos decorrentes de imperícia, negligência
rentes de imperícia, negligência ou imprudência. ou imprudência.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional;
• Cassação.
Art. 13. Avaliar criteriosamente sua competên- Art. 59. Somente aceitar encargos ou atribui-
cia técnica, científica, ética e legal e somente ções, quando se julgar apto técnica, científica e
aceitar encargos ou atribuições, quando capaz legalmente para o desempenho seguro para si e
de desempenho seguro para si e para outrem. para outrem.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 16. Garantir a continuidade da assistência Art. 44. Prestar assistência de enfermagem em con-
de enfermagem em condições que ofereçam dições que ofereçam segurança, mesmo em caso de
segurança, mesmo em caso de suspensão das suspensão das atividades profissionais decorrentes
atividades profissionais decorrentes de movi- de movimentos reinvindicatórios da categoria.
mentos reinvindicatórios da categoria. Parágrafo único. Será respeitado o direito de
Penalidades: greve e, nos casos de movimentos reinvindicató-
• Multa; rios da categoria, deverão ser prestados os cui-
• Censura; dados mínimos que garantam uma assistência
• Suspensão do Exercício Profissional. segura, conforme a complexidade do paciente.
Art. 21. Proteger a pessoa, família e coletivida- Art. 47. Posicionar-se contra, e denunciar aos
de contra danos decorrentes de imperícia, ne- órgãos competentes, ações e procedimentos de
gligência ou imprudência por parte de qualquer membros da equipe de saúde, quando houver
membro da equipe de saúde. risco de danos decorrentes de imperícia, negli-
gência ou imprudência ao paciente, visando a
proteção da pessoa, família e coletividade.
Penalidades:
• Advertência verbal.
Art. 22. Disponibilizar seus serviços profissio- Art. 49. Disponibilizar assistência de enferma-
nais à comunidade em casos de emergência, gem à coletividade em casos de emergência,
epidemia e catástrofe, sem pleitear vanta- epidemia, catástrofe e desastre, sem pleitear
gens pessoais. vantagens pessoais, quando convocados.
Penalidades:
• Advertência verbal.
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Art. 25. Registrar no prontuário do paciente as Art. 36. Registrar no prontuário e em outros do-
informações inerentes e indispensáveis ao pro- cumentos as informações inerentes e indispensá-
cesso de cuidar. veis ao processo de cuidar de forma clara, objeti-
Art. 68. Registrar no prontuário, e em outros va, cronológica, legível, completa e sem rasuras.
documentos próprios da enfermagem, informa- Art. 37. Documentar formalmente as etapas do
ções referentes ao processo de cuidar da pessoa. processo de enfermagem, em consonância com
Art. 71. Incentivar e criar condições para regis- sua competência legal.
trar as informações inerentes e indispensáveis
ao processo de cuidar.
Art. 72. Registrar as informações inerentes e
indispensáveis ao processo de cuidar de forma
clara, objetiva e completa.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Penalidades (arts. 36 e 37):
• Advertência Verbal (arts, 36 e 37);
• Multa (art. 36).
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Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 26. Negar assistência de enfermagem em Art. 76. Negar assistência de enfermagem em
qualquer situação que se caracterize como ur- situações de urgência, emergência, epidemia,
gência ou emergência. desastre e catástrofe, desde que não ofereça
risco a integridade física do profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 27. Executar ou participar da assistência à Art. 77. Executar procedimentos ou participar da
saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu assistência à saúde sem o consentimento formal
representante legal, exceto em iminente risco da pessoa ou de seu representante ou responsá-
de morte. vel legal, exceto em iminente risco de morte.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 30. Administrar medicamentos sem conhe- Art. 78. Adminstrar medicamentos sem conhe-
cer a ação da droga e sem certificar-se da possi- cer indicação, ação da droga, via de administra-
bilidade de riscos. ção e potenciais riscos, respeitados os graus de
formação do profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 31. Prescrever medicamentos e praticar ato Art. 79. Prescrever medicamentos que não es-
cirúrgico, exceto nos casos previstos na legisla- tejam estabelecidos em programas de saúde
ção vigente e em situação de emergência. pública e/ou em rotina aprovada em instituição
de saúde, exceto em situações de emergência.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 33. Prestar serviços que por sua natureza Art. 81. Prestar serviçoes que, por sua natureza,
competem a outro profissional, exceto em caso competem a outro profissional, exceto em caso
de emergência. de mergência, ou que estiverem expressamente
autorizados na legislação vigente.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 34. Provocar, cooperar, ser conivente ou Art. 64. Provocar, cooperar, ser conivente ou
omisso com qualquer forma de violência. omisso diante de qualquer forma ou tipo de
violência contra a pessoa, família e coletividade,
quando no exercício da profissão.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional;
• Cassação.
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Art. 39. Participar da orientação sobre benefí- Art. 40. Orientar à pessoa e famíia sobre pre-
cios, riscos e consequências decorrentes de exa- paro, benefícios, riscos e consequências decor-
mes e de outros procedimentos, na condição de rentes de exames e de outros procedimentos,
membro da equipe de saúde. respeitando o direito de recusa da pessoa ou de
seu representante legal.
Penalidades:
• Advertência Verbal.
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Como era O que mudou? (DIREITO)
Art. 44. Recorrer ao Conselho Regional de Enfer- Art. 9º. Recorrer ao Conselho Regional de Enfer-
magem, quando impedido de cumprir o presen- magem, de forma fundamentada, quando impe-
te Código, a legislação do exercício profissional dido de cumprir o presente Código, a Legislação
e as resoluções e decisões emanadas do Sistema do Exercício Profissional e as Resoluções, Decisões
COFEN/COREN. e Pareceres Normativos emanados pelo Sistema
COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 48. Cumprir e fazer preceitos éticos e legais Art. 26. Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Códi-
da profissão. go de Ética vigente e demais normativas do Siste-
ma COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem.
Penalidades:
• Advertência Verbal.
Art. 53. Manter seus dados cadastrais atualiza- Art. 33. Manter os dados cadastrais atualizados
dos, e regularizadas as suas obrigações financei- junto ao Conselho Regional de Enfermagem de
ras com o Conselho Regional de Enfermagem. sua jurisdição.
Lei 12.514/2011: autoriza a execução judicial Art. 34. Manter regularizadas as obrigações finan-
quando a dívida for igual ou superior ao valor ceiras junto ao Conselho Regional de Enfermagem
correspondente a 04 (quatro) anuidades ou a de sua jurisdição. (SEM PENALIDADE).
realização de medidas administrativas de co- Penalidade (art. 33):
brança de qualquer valor. • Advertência Verbal.
Art. 54. Apor o número e categoria de inscrição Art. 35. Apor nome completo e/ou nome social,
no Conselho Regional de Enfermagem em assi- ambos legíveis, número e categoria de inscrição
natura, quando no exercício profissional. no conselho regional de Enfermagem, assinatu-
ra ou rubrica nos documentos, quando no exer-
cício prifissional.
§1º. É facultado o uso do carimbo, com nome
completo, número e categoria de inscrição no
Coren, devendo constar a assinatura ou rubrica
do profissional.
§2º. Quando se tratar de prontuário eletrônico,
a assinatura deverá ser certificada, conforme
legislação vigente.
FORMA CORRETA DE IDENTIFICAÇÃO
Jebson Medeiros de Souza
COREN-AC – 00.000 ENF
ASSINATURA/RUBRICA
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa.
Art. 55. Facilitar e incentivar a participação dos Art. 27. Incentivar e apoiar a participação dos
profissionais de enfermagem no desempenho profissionais de enfermagem no desempenho
de atividades nas organizações da categoria. de atividades em organizações da categoria.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 56. Executar e determinar a execução de Art. 61. Executar e/ou determinar atos contrá-
atos contrários ao Código de Ética e às demais rios ao código de Ética e à legislação que disci-
normas que regulam o exercício da Enfermagem. plina o exercício da Enfermagem.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Art. 61. Suspender suas atividades, individual ou Art. 13. Suspender as atividades, individuais ou
coletivamente, quando a instituição pública ou coletivas, quando o local de trabalho não oferecer
privada para a qual trabalhe não oferecer condi- condições seguras para o exercício profissional e/
ções dignas para o exercício profissional ou que ou desrespeitar a legislação vigente, ressalvadas
desrespeite a legislação do setor saúde, ressalva- as situações de urgência e emergência, devendo
das as situações de urgência e emergência, de- formalizar imediatamente sua decisão por escrito
vendo comunicar imediatamente por escrito sua e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e
decisão ao Conselho Regional de Enfermagem. ao Conselho Regional de Enfermagem.
Art. 64. Recusar-se a desenvolver atividades
profissionais na falta de material ou equipamen-
tos de proteção individual e coletiva definidos na
legislação específica.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 69. Estimular, promover e criar condições Art. 54. Estimular e apoiar a qualificação e o
para o aperfeiçoamento técnico, científico e cul- aperfeiçoamento técnico-científico, ético-político,
tural dos profissionais de Enfermagem sob sua socioeducativo e cultural dos profissionais de
orientação e supervisão. Enfermagem sob sua supervisão e coordenação.
Penalidades:
• Avertência Verbal.
Art. 78. Utilizar, de forma abusiva, o poder que Art. 90. Utilizar o poder que lhe confere a po-
lhe confere a posição ou cargo, para impor or- sição ou cargo, para impor ou induzir ordens,
dens, opiniões, atentar contra o pudor, assediar opiniões, ideologias políticas ou qualquer tipo
sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou de conceito ou preconceito que atentem contra
dificultar o exercício profissional. a dignidade da pessoa humana, bem como difi-
cultar o exercício profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
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Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 80. Delegar suas atividades privativas a Art. 91. Delegar atividades privativas do(a)
outro membro da equipe de enfermagem ou de Enfermeiro(a) a outro membro da equipe de
saúde, que não seja enfermeiro. enfermagem, exceto nos casos de emergência.
Parágrafo único. Fica proibido delegar ativi-
dades privativas a outros membros da equipe
de saúde.
Art. 92. Delegar atribuições dos(as) profissionais
de enfermagem, previstas na legislação, para
acompanhantes e/ou responsáveis pelo paciente.
Parágrafo único. o dispostivo no caput não se
aplica nos casos da atenção domiciliar para o
autocuidado apoiado.
Penalidades (arts. 91 e 92):
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
Art. 85. Divulgar ou fazer referência a casos, Art. 86. Produzir, inserir ou divulgar informação
situações ou fatos de forma que os envolvidos inverídica ou de conteúdo duvidoso sobre as-
possam ser identificados. sunto de sua área profissional.
Art. 107. Divulgar informação inverídica sobre Parágrafo único. Fazer referência a casos, si-
assunto de sua área profissional. tuações ou fatos, e inserir imagens que possam
Art. 108. Inserir imagens ou informações que identificar pessoas ou instituições sem prévia
possam identificar pessoas e instituições sem autorização, em qualquer meio de comunicação.
sua prévia autorização. Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura.
Art. 95. Eximir-se da responsabilidade por ati- Art. 93. Eximir-se da responsabilidade legal de
vidades executadas por alunos ou estagiários, assistência prestada aos pacientes sob seus cui-
na condição de docente, enfermeiro responsá- dados realizados por alunos e/ou estagiários sob
vel ou supervisor. sua supervisão e/ou orientação.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
Leitura
Conflitos éticos no atendimento à saúde de adolescentes
[Link]
Dilemas éticos vivenciados por enfermeiros apresentados em publicações de enfermagem
[Link]
Bioética da Proteção: vulnerabilidade e autonomia dos pacientes com transtornos mentais
[Link]
Resolução COFEN Nº 0572/2018
[Link]
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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem
Referências
DiOGUISSO, T.; SCHIMIDT, M. J. O exercício da enfermagem: uma abordagem
ético-legal. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. (e-book)
VEATCH, R. M. Bioética. 3. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014. (e-book)
Sites Visitados
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