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Dilemas Éticos e Legais na Enfermagem

O documento aborda os aspectos legais e dilemas éticos enfrentados por profissionais de enfermagem, destacando a importância do conhecimento sobre responsabilidade civil e ética na prática. Ele enfatiza a evolução da enfermagem e a necessidade de maior comprometimento e cautela dos profissionais diante das implicações legais de suas ações. Além disso, discute a relação entre a ética profissional e a responsabilidade civil, incluindo negligência, imprudência e imperícia.
Direitos autorais
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Dilemas Éticos e Legais na Enfermagem

O documento aborda os aspectos legais e dilemas éticos enfrentados por profissionais de enfermagem, destacando a importância do conhecimento sobre responsabilidade civil e ética na prática. Ele enfatiza a evolução da enfermagem e a necessidade de maior comprometimento e cautela dos profissionais diante das implicações legais de suas ações. Além disso, discute a relação entre a ética profissional e a responsabilidade civil, incluindo negligência, imprudência e imperícia.
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Bioética e Aspectos

Legais da Profissão
Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª M.ª Vanda Maria Gimenes

Revisão Textual:
Prof.ª Dr.ª Luciene Oliveira da Costa Granadeiro
Aspectos Legais da Profissão –
Dilemas Éticos na Enfermagem

• Introdução;
• Referencial Teórico;
• Uma Visão do Código de Ética;
• A Responsabilização do Profissional de Saúde;
• Responsabilidade Civil;
• Negligência, Imprudência e Imperícia;
• Imprudência;
• Imperícia.

OBJETIVO DE APRENDIZADO
• Conhecer os princípios da Lei do exercício profissional, o código de ética, as questões éticas
e os dilemas do profissional de enfermagem.
UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Introdução
As transformações acerca de todos os âmbitos que envolvem a enfermagem vêm
impactando no decorrer dos anos a conquista de muitos espaços na área de saúde, o
que implica cada vez mais na atribuição de diversas responsabilidades e atividades para
si, assumindo, dessa forma, novos cargos e adquirindo um papel que exige muito mais
comprometimento do que nos seus primórdios. Entretanto, na mesma proporção em
que esse novo papel agrega orgulho para a área profissional, ele também aumenta e
expõe maiores responsabilidades e riscos perante o âmbito jurídico.

A questão que motiva o desenvolvimento dos estudos acerca do papel da enfer-


magem na atualidade encontra-se na problemática: “até que ponto os profissionais de
­enfermagem conhecem as possíveis implicações legais advindas de suas ações ou omis-
sões no dia a dia?”.

E, nesse sentindo, devemos partir do pressuposto de que esses profissionais estão


em uma situação de alienamento perante as possíveis decisões acatadas pelo sistema
judiciário e, principalmente, desconhecem as penalidades cabíveis para determinadas
ações ilícitas ou omissões. Esse estudo toma por base em seu objetivo explanar a respei-
to da responsabilidade civil do profissional de enfermagem e seu foco geral é informá-los
sobre esse tema, levando-os às indagações e discussões quanto às situações de risco em
que estão expostos no seu cotidiano.

Diante do que foi ressaltado, verifica-se a preocupação para com o bem-estar jurídico
dos profissionais da área de enfermagem. Dessa forma, as informações alertam sobre a
importância da conduta ética e do trabalho realizado com coerência, o que exigirá dos
profissionais maior cautela, tanto nas funções individuais quanto no trabalho em equipe,
ressaltando que o enfermeiro será o responsável por seus atos no trabalho e também
nos atos daqueles que ele supervisiona.

Iremos abordar a relevância deste estudo pautado sobre dois aspectos:

A princípio, iremos discorrer quanto à relação do paciente para com o profissional


de enfermagem, a qual acontece em ambiente reservado, podendo ocorrer tanto no
consultório quanto no quarto de hospital ou em uma sala de cirurgia, de forma sigilosa
e sem a presença de terceiros, o que implicará diretamente na dificuldade em alegar a
prova ou a culpa do profissional.

Devemos acrescentar ainda o fato de que, quando é necessária uma perícia, ela
pode ser realizada por um colega que exerce a mesma profissão. Tal situação afetaria
o comprometimento de uma perícia imparcial, pois poderia ocorrer uma dificuldade e
resistência em julgar ou simplesmente o desejo de proteger a classe. E são situações
como essa que evidenciam o fato de que o cliente em questão terá dificuldade em provar
essa culpa. Portanto, o exercício da enfermagem estará sujeito à conjuntura vivida pelos
profissionais de saúde de modo geral.

Embora exista o emprego dos meios lícitos e também da competência técnica-científica


do profissional, não devemos nos esquecer da possibilidade de o atendimento não resultar
de forma eficaz caso o organismo do doente não corresponda ao tratamento ministrado.

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Nesse quesito, iremos analisar se, diante dessa possibilidade, o juiz deve adotar um
critério crítico, subjetivo, à luz do senso comum, avaliando e julgando as provas que lhes
foram apresentadas, bem como as consequências advindas do ato atribuído ao profissio-
nal, buscando sempre a isenção de ânimo.

É necessário que, em meio a tais questionamentos, que nós retomemos o advento


da Constituição Federal de 1988, na qual ocorreu uma reinvindicação incisiva e rápida
em prol dos direitos junto ao Poder Judiciário, obtendo destaque ainda que com poucos
casos existentes. No contexto atual, a grande preocupação encontra-se no ajuizamento
de ações diversas decorrentes de erro no exercício profissional nessa atividade.

O que foi proposto pela Constituição Federal, em 1988, viabilizou a possibilidade


de acumulação quanto às indenizações por danos materiais e danos morais advindos
do mesmo fato, uma vez que tais situações levaram a um cuidado maior e também na
conscientização dessa realidade por parte de todos os profissionais, estabelecimentos
hospitalares, unidades de saúde e congêneres.

Referencial Teórico
De acordo com a abordagem histórica, foi somente a partir do século XVIII, que
foram observadas as referências e características daquilo que se assemelhava a um tipo
de trabalho de enfermagem, trabalho que fora complementado com as funções domés-
ticas, tais como no auxílio das atividades dos cirurgiões da época, ou no segmento do
trabalho escravo, quando os negros eram treinados para cuidar.

Perante esse breve contexto histórico, pode se constatar que a prática de enferma-
gem nasceu por intermédio de mãos leigas, e teve como referência a conduta ética e as
técnicas disseminadas e sugeridas por Florence Nightingale, a partir de 1853. Contudo,
nessa fase, a prática da enfermagem enfrentava situações difíceis, como, por exemplo,
a subordinação ao médico, a hostilização e a ausência de entendimento por parte do
corpo clínico quanto ao exercício de suas funções. Segundo o Sistema Nightingale, en-
fermagem profissional obteve sua expansão no mundo ocidental em meados do final do
século XIX.

No Brasil, em 1955, foi criada a Lei 2064 que tinha como premissa regulamentar o
exercício da enfermagem profissional, esta lei conseguiu corresponder, em grande par-
te, às expectativas almejadas pela categoria durante aquela época. E, no ano de 1986,
uma nova lei entrou em vigor, a Lei 7498, a qual propunha que o exercício da enfer-
magem passara a adquirir outra notoriedade e relevância, e com isso seus profissionais
encontraram maior respaldo legal para o exercício de suas habilidades profissionais, e
principalmente o enfermeiro foi dotado de maior autonomia.

Ao recorrermos aos dados históricos, conseguimos ressaltar que o aumento da auto-


nomia dos enfermeiros levou também a mais responsabilidades no que se refere à ética,
aos campos penal, civil e administrativo.

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Uma Visão do Código de Ética


É relevante uma análise acerca do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem,
o qual fora apresentado por Gelain, pois logo no capítulo I o autor enfatiza sobre os
princípios fundamentais em que a “Enfermagem é uma profissão comprometida com a
saúde do ser humano”(art. 1º); “O profissional de Enfermagem exerce sua atividade com
justiça, competência, responsabilidade...” (art. 4º) e que “o profissional de enfermagem
exerce a sua atividade com autonomia, respeitando os preceitos legais” (art. 6º).

Já no capítulo II desse mesmo Código de Ética encontramos que “a assistência de


enfermagem deve ser realizada livre de danos decorrentes da imperícia, negligência ou
imprudência” (art. 16); o profissional deve manter-se atualizado (art. 18) e principalmen-
te responsabilizar-se pela falta cometida em suas atividades, seja individual ou em equipe
(art. 20).

No que tange à responsabilidade civil da enfermagem, o Código de Ética dos Profis-


sionais da Enfermagem evidencia que a ética é pautada de acordo com a consciência do
profissional, e com a proposta de se obter uma assistência de qualidade, não somente
um viés normativo daquilo que seria ética.

A função da assistência de enfermagem não está direcionada apenas para o bem


estar do indivíduo, como também para o bem estar da família de um modo geral, isto é,
tomando por base valores pautados no respeito aos direitos humanos, os quais devem
buscar atender às demandas quanto à promoção e à recuperação de sua saúde, e tam-
bém aliviar suas ansiedades e sofrimento.

Portanto, fica evidenciada a heterogeneidade da qual a equipe de enfermagem é for-


mada, e ainda sobre a importância da supervisão do enfermeiro, enfocando suas respon-
sabilidades, advindas de funções específicas e o compromisso por ele diante da sociedade.

O principal ponto que queremos ressaltar aqui é na medida em que os profissionais


de enfermagem ganham espaço e notoriedade profissional, maior serão suas responsa-
bilidades, principalmente, no que se refere às leis.

A Responsabilização do
Profissional de Saúde
Na atualidade, é comum vermos evidências de que os direitos dos pacientes/clientes
estão sendo violados constantemente, evidenciando, dessa forma, a desvalorização dos
mesmos enquanto seres humanos. Tal situação nos leva à necessidade de refletirmos
sobre esses acontecimentos, não apenas quanto à prática do exercício da cidadania e da
humanização do atendimento, mas também para assegurar que ações relativas à respon-
sabilidade civil dos profissionais serão previstas por lei.

Além disso, a sociedade procura, na atualidade, solucionar seus problemas através


do âmbito jurídico, pois, embora nossa sociedade atual enfrente inúmeros problemas,

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devemos nos ater para o fato de que tivemos melhorias no acesso à justiça, e também a
criação das defensorias públicas e dos juizados especiais.

É valido ressaltarmos também sobre o surgimento do Código de Defesa do Consu-


midor (CDC), que foi amplamente divulgado e também aborda este assunto. O CDC
contribuiu também para que a qualidade da assistência à saúde fosse garantida, uma vez
que estabeleceu a seguinte relação: os profissionais de saúde, ou instituições nas quais
atuam, são os fornecedores de serviços, enquanto os clientes são consumidores (art. 14,
parágrafo 4º, CDC), desde que atuem como profissionais liberais.

Dentro desse constante, é interessante nos lembrarmos de que há algum tempo,


quando se ouvia falar de erro médico e das ações que responsabilizassem civil e penal-
mente esse profissional, tais ações também se estendiam e ainda são movidas contra
enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, nesse seguimento.

A questão é que essas situações não são apenas sanadas no âmbito dos conselhos
profissionais, elas podem ir além e extrapolar para a justiça e, nesse caso, no âmbito
civil, o qual poderá solicitar pedido de ressarcimento por danos morais e/ou materiais.

Responsabilidade Civil
É de suma importância umas singelas contextualizações sobre o significado da res-
ponsabilidade civil irão recorrer a Barros, em que responsabilidade civil deve ser enten-
dida como a obrigação de uma pessoa reparar o prejuízo causado a outrem por fato
próprio, de terceiros ou de coisas dela dependentes. E nesse sentido podemos adotar
essa definição para a responsabilidade civil do profissional de saúde, implicando na obri-
gação de reparação do dano tanto ao profissional quanto à instituição na qual trabalhe.

A responsabilidade civil também pode ser interpretada como o dever de alguém


reparar o prejuízo que causou a outrem. Nesse sentido, é irrevogável a importância de
enfatizarmos que a extrema relevância da presença do dano é fator preponderante para
requerer ressarcimento ou indenização. Não pode existir a responsabilidade civil sem o
dano, ainda que a conduta do profissional tenha sido culposa ou dolosa, a ausência do
dano significa não ter que indenizar.

Podemos dividir a responsabilidade civil de duas formas: objetiva e subjetiva; onde


podemos entender responsabilidade civil subjetiva como aquela está ligada à ideia de
culpa – o termo culpa, no lato sensu, abrange também o dolo. Por outro lado na res-
ponsabilidade civil objetiva não há que se provar culpa, pois ela toma por base a Teoria
do Risco, a qual foi pensada para atender à evolução da sociedade e a dificuldade de se
comprovar a culpa do agente, isto é, o responsável pelo dano, em algumas situações.

Entretanto, para a responsabilidade civil não, é necessária a distinção entre a culpa e


o dolo, já que, quando passamos para a prática, o agente causador será obrigado e terá
que ressarcir pelo dano cometido em qualquer uma das duas situações citadas acima.

Quanto ao conceito de como será interpretada a culpa, devemos nos lembrar de que
a culpa estará diretamente relacionada com o dever de cuidar e a inobservância em

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

relação a esse dever é que determinará se a conduta será culposa, sem levar em consi-
deração a intenção da pessoa que a causou.

Chegamos à conclusão de que a responsabilidade civil é oriunda de um dano causado


a algum indivíduo, e que a sua função é restabelecer o equilíbrio entre o agente causador
e a vítima, à medida que haja a obrigação do agente em reparar o dano causado.

Os termos utilizados para a situação citada acima é o princípio restitutio in integrum,­


o qual significa repor à vítima o quanto for possível, na tentativa de retornar à situação
anterior à lesão. Obviamente, tudo isso irá ocorrer no âmbito civil, sendo determinado
de acordo com a indenização por danos morais e/ou materiais.

Quanto aos pressupostos da responsabilidade civil, temos: pode-se destacar que a


conduta culposa do agente (aquele que por ação ou omissão provocou dano a outrem);
o nexo causal (relação entre a ação ou omissão e o dano causado a outrem) e o dano
(causar prejuízo a outrem).

De acordo com esses pressupostos, é que irá surgir o dever do agente de indenizar a
vítima. Nos casos em que o indivíduo necessita ir à busca de solução para seus proble-
mas através dos serviços disponibilizados pela saúde, ele poderá ou não ser atendido.

Em uma época não muito distante da atualidade, os danos ocasionados pela falta ou
pelo mau atendimento eram qualificados como consequência de dificuldades dos pró-
prios serviços ou do empenho do profissional, ou até mesmo de fatores considerados
inevitáveis. Tais condutas eram sob um, viés prático, banalizadas e os indivíduos pre-
judicados em questão, sequer estavam cientes de que poderiam buscar uma reparação
pelo dano causado. Com isso, no cenário atual as pessoas começaram a reivindicar os
seus direitos e recorrerem à justiça, principalmente nas nações de primeiro mundo, nas
quais observamos, como resposta, o crescente número das seguradoras garantindo aos
profissionais antecipadamente, que, caso eles necessitem indenizar algum cliente devido
a possíveis futuros danos, eles terão recurso para tal. Essa situação também vem ga-
nhando espaço no mercado brasileiro.

Negligência, Imprudência e Imperícia


A falta de atenção para com o dever de cuidar acontece quando se tem negligência,
imperícia e imprudência, as quais não estão qualificadas enquanto elementos da culpa,
porém, da exteriorização da conduta culposa.

Mas afinal como podemos definir a negligência?

A negligência está pautada na falta de cuidados ou de atenção daquele que, embora


esteja apto dos conhecimentos indispensáveis para a função que ocupa, não age de
acordo com as preocupações ou cuidados devidos, o que leva a resultados prejudiciais.

O termo negligência faz menção à inércia, passividade, omissão de precauções e cui-


dados qualificados como necessários, sendo que, quando há tais cuidados, os danos se-
rão invitáveis. Podemos mencionar como exemplos: os descuidos durante as transfusões

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de sangue; contágio por instrumentos sem os cuidados de antissepsia; inobservância nos
cuidados do pré-operatório e pós-operatório; abandono do paciente, entre tantos.

Qualifica-se como atos omissivos os casos de negligência que em que os danos cau-
sados ao cliente são provocados por fatores como: preguiça ou desinteresse por parte
do profissional, entretanto, é levado em consideração também os casos de cansaço e
sobrecarga de serviços devido às condições de trabalho impostas a muitos profissionais
em hospitais e postos de saúde.

Imprudência
Os casos de imprudência são resultados da imprevisão do profissional, quando a
consequência de uma ação que poderia ter sido evitada, uma vez que o mesmo seria
capaz de prevê-la. Se, por um lado, a negligência é caracterizada por ser o resultado
de uma ausência de ação; a imprudência consiste numa falta involuntária decorrente de
uma ação.

Concluímos, portanto, que a imprudência, portanto, é a falta de cautela e de cuidado


na prática de uma ação irrefletida ou precipitada, que será evidenciada na imprevisão,
na desatenção culpável, resultando em um mal presumido. E nesse caso tomaremos
como exemplo: administrar medicamento sem a devida prescrição; empregar técnica de
enfermagem perigosa; sem eficiência comprovada.

Seguindo a linha de raciocínio abordada no presente artigo, iremos explanar sobre


a área de pesquisa, na qual a princípio já podemos mencionar que a imprudência seria
realizar investigação em ser humano, sem o devido esclarecimento acerca da pesquisa,
além é obvio de solicitar seu consentimento. A imprudência nesse caso, em específico,
encontra-se em polos, sendo que, em um desses polos, o profissional arrisca assumir
sozinho a responsabilidade por riscos que devem ser partilhados pelo cliente e pela so-
ciedade. Há o polo do risco em expor o cliente a situações danosas, as quais poderiam
possivelmente ser evitadas devido aos maiores cuidados que uma fiscalização criteriosa
sempre sugere.

Os casos acima mencionados falam da imprudência presente em não adotar as me-


didas preventivas estabelecidas pela profissão para a proteção do próprio profissional,
do cliente e da sociedade, ainda que não haja danos maiores em cada caso em questão.
As imprudências oriundas dessas situações poderiam ser facilmente adaptadas e qualifi-
cadas para o exercício da profissão em que houve má prática da mesma ao desprezar a
dignidade do ser humano e a provocar-lhe danos.

Imperícia
A partir da seguinte afirmativa: “Entende-se, no sentido jurídico, a falta de prática ou
ausência de conhecimentos que se mostram necessários para o exercício de uma pro-
fissão”, entendemos que imperícia reflete ignorância, incompetência, desconhecimento,

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

inexperiência, inabilidade, imaestria na arte ou profissão, pois trata-se de um erro carac-


terístico dos profissionais que se manifesta através de uma inabilidade.

Então procurando uma forma prática de explanar a tema, pode-se citar como exem-
plo o profissional de enfermagem, o qual aplicaria qualquer técnica sem ter competência
plena para desempenhá-la, lembrando ainda que nesse caso o profissional de enferma-
gem, além de responder pelos seus atos, também será responsável por sua equipe.

A imperícia diferencia-se da imprudência e da negligência por fazer menção à inabi-


lidade enquanto as demais estão diretamente ligadas à falta decorrente de uma ação e
omissão respectivamente.

É fácil ocorrer confusão entre os termos imperícia e imprudência, pois na maioria


das vezes é difícil distinguira função de cada uma. Não é plausível que se possa atribuir
imperícia a um profissional devidamente regulamentado com diploma, pois então o erro
será sempre qualificado como imprudência ou negligência.

Não é aceitável que se ignore uma distinção importante entre o indivíduo diplomado
e o indivíduo qualificado. Ainda que aceitássemos o argumento pautado de que o recém-
-diplomado seguramente tem a habilidade prática e os conhecimentos científicos e téc-
nicos para exercer a profissão, não há nenhuma circunstância prática capaz de garantir
que, aproximadamente seis anos mais tarde, o profissional esteja com preparo prático
e conhecimentos técnicos, os quais sejam alinhados com os avanços da sua profissão.

São improváveis situações em que, por exemplo, um profissional de enfermagem


que, após ter se formado e nunca tenha exercido a profissão, mas se dedicado a outra
profissão tal como a de produtor rural, retome após um período de cinco a dez anos,
a função de cuidar dos pacientes, exceto aqueles casos com doenças mais singelas
e corriqueiras.

Diante do que foi mencionado até aqui, é cabível, eticamente falando, alegar imperí-
cia a um profissional diplomado. Quando se fala em diploma, é preciso lembrar que o
diploma é algo estático, geralmente concedido apenas uma vez, entretanto habilidades e
conhecimentos são qualidades muito dinâmicas, as quais requerem atualização constante
por parte daqueles que exercem a profissão.

O profissional que atua no campo de enfermagem não é obrigado a saber exatamen-


te tudo que é publicado em revistas e artigos especializados, embora seja sensato cobrar
do mesmo todas as possibilidades disponibilizadas ao seu alcance a fim de que se pos-
sam adquirir os cuidados necessários, ao oferecer maior conforto, alívio do sofrimento e
atenção ao paciente, tendo como foco principal o objetivo de promover ou recuperar a
saúde, controlar a evolução de doenças crônicas, ou em alguns casos inevitáveis auxiliá-lo
perante uma situação em que o mesmo sabe que irá falecer.

Tanto a medicina quanto a enfermagem, foram perdendo ao longo da história sua


fundamentação empírica para se transformarem em ciências aplicadas, dando espaço
para que, dessa forma, ocorresse uma avaliação racional do erro e da culpa profissional.

A história nos apresenta relatos, desde seus primórdios, sobre as situações em que
caso o médico fosse responsabilizado pelo dano causado ao paciente, o profissional da
saúde poderia ser até mesmo ser sentenciado com sob a pena capital.

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É de suma importância se evidenciar que as questões abordadas aqui são válidas ao
profissional de enfermagem visto que sua profissão fora legalmente reconhecida e, por-
tanto, suas atividades e autonomia tiveram que ser expandidas diante do setor jurídico.

No cenário atual, é válido se afirmar, até mesmo, que o cliente está sendo prejudicado
no exercício dos seus direitos enquanto cidadão. O que ocorre é que tanto o profissional
de saúde como o cliente estão sendo iludidos pelas “facilidades” ofertadas pelos avanços
tecnológicos. Devemos nos lembrar de utilizar a tecnologia quando ela estiver coerente
com a realidade de cada um, porém, o mais importante é nos atentarmos ao fato de que
a assistência seja fundamentada de acordo com o conhecimento, cuidado, bom senso
e solidariedade.

É dever do profissional informar as influências sociais e ambientais da doença, assim


como também as particularidades, tais como: a causa, o prognóstico, o tratamento mais
adequado, os riscos e a facilidade ao acesso do prontuário e dos laudos.

Sendo assim, é relevante que se considere que o profissional de saúde, assim como é
da natureza de todos os seres humanos, ser passível de cometer erros durante exercício
da sua profissão.

Portanto, a característica do erro que se tenta evitar e punir são aquelas situações
em que o erro é resultado da acomodação, do despreparo técnico, da negligência, da
imprudência ou imperícia inadmissíveis, da distração a qual ocasiona morte ou defeito
irremediável e situações em haja comprometimento de órgão ou sentido. Nesse sentido,
é primordial ressaltarmos que o zelo, os cuidados e a eficiência são requisitos indispen-
sáveis em toda e qualquer atividade profissional.

Uma das pautas deste texto é sugerir que cada caso necessita ser analisado, tanto
quanto possível, diante das dificuldades em que a parte se depara de modo específico.
Sendo assim, será responsabilidade do juiz estar apto e informado quanto à realidade
que permeia os serviços hospitalares e de saúde da região em que o mesmo exerce sua
profissão, para que, dessa forma, não se restrinja ao excessivo formalismo da técnica
probatória, correndo o risco de se pautar unicamente a laudos periciais que na maioria
das vezes são repletos de resultados obscuros ou dúbios por diferentes razões. Pois, o
essencial aqui é aderir às decisões mais justas possíveis, sem ter que ignorar totalmente
as regras do senso comum.

Em suma, aos profissionais de saúde que exercem as funções de peritos nomeados


pelos juízes, é necessária a conscientização de que realizam serviço público de grande
relevância à causa da justiça e, principalmente, contribuem para uma melhoria nos
serviços prestados na área de saúde, caso seja legal, e exemplarmente punidos os pro-
fissionais que cometem erro no exercício da profissão.

Dessa forma, é reivindicada uma adequada e justa penalização do profissional de


saúde que cometeu erro, ou causou a morte, ou algum dano físico ou psíquico em detri-
mento a um paciente. Seja no âmbito penal, seja no cível, entende-se como verdadeiro
ato educativo-sancionador, que permitirá maior reflexão na prática do exercício dessa
difícil e nobre profissão (responsável por cuidar do ser humano), implicando também
como uma forma de impedir a ação daqueles que estão despreparados.

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Conheça a lei do exercício profissional de enfermagem, disponível em: [Link]

O novo Código de Ética reflete a complexidade da atuação profissional nos tempos


atuais”. A Lei 5905/73 estabelece que compete ao Cofen elaborar o Código de Deon-
tologia de Enfermagem e alterá-lo, quando necessário, ouvidos os Conselhos Regionais.
“Fomos muito além das exigências legais, incluindo no processo de reformulação todos
os Conselhos Regionais, os profissionais de Enfermagem e a sociedade, de maneira
ampla e transparente” (COFEN, 2018).

O Que há de Novo?
Tabela 1
Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)
Como era O que mudou? (DIREITO)
Art. 1º. Exercer a enfermagem com liberdade, Art. 1º. exercer a Enfermagem com liberdade,
­autonomia e ser tratado segundo os pressupostos segurança técnica, científica e ambiental, autono-
e princípios legais, éticos e dos direitos humanos. mia, e ser tratado sem discriminação de qualquer
natureza, segundo os princípios e pressupostos
legais, éticos e dos direitos humanos.
Art. 3º. Apoiar as iniciativas que visem ao apri- Art. 3º. Apoiar e/ou participar de movimentos
moramento profissional e à defesa dos direitos e de defesa da dignidade profissional, do exercício
interesses da categoria e da sociedade. da cidadania e das reinvindicações por melhores
Art. 60. Participar de movimentos de defesa condições de assistência, trabalho e remune-
da dignidade profissional, do aprimoramento ração, observados os parâmetros e limites da
técnico-científico, do exercício da cidadania e legislação vigente.
das reinvindicações por melhores condições de
assistência, trabalho e remuneração.
Art. 4º. Obter desagravo público por ofensa que Art. 8º. Requerer ao Conselho Regional de En-
atinja a profissão, por meio do Conselho Regio- fermagem, de forma fundamentada, medidas
nal de Enfermagem. cabíveis para obtenção de desagravo público
Art. 47. Requerer, ao Conselho Regional de em decorrência de ofensa sofrida no exercício
­Enfermagem, medida cabíveis para obtenção profissional ou que atinja a profissão.
de desagravo público em decorrência de ofensa
sofrida no exercício profissional.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 8º. Promover e ser conivente com a injúria, Art. 71. Promover ou ser conivente com injúria,
calúnia e difamação de membro da equipe de calúnia e difamação de pessoa e família, mem-
enfermagem, equipe de saúde e de trabalhado- bros das equipes de enfermagem e de saúde,
res de outras áreas, de organizações da catego- organizações da enfermagem, trabalhadores
ria ou instituições. de outras áreas e instituições em que exerce sua
atividade profissional.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

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Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 9º. Praticar e/ou ser conivente com crime, Art. 72. Praticar ou ser conivente com crime, con-
contravenção penal ou qualquer outro ato, que travenção penal ou qualquer outro ato que infrinja
infrinja postulados éticos e legais. postulados éticos e legais, no exercício profissional.
Penalidades: Art. 70. Utilizar dos conhecimentos de enferma-
• Multa (arts. 70 e 72); gem para praticar atos tipificados como crime
• Censura (art. 70); ou contravenção penal, tanto em ambientes
• Suspensão do Exercício Profissional (arts. 70 e 72); onde exerça a profissão, quanto naqueles em
• Cassação (arts. 70 e 72).
que não a exerça, ou qualquer ato que infrinja
os postulados éticos e legais.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 12. Assegurar à pessoa, família e coletividade Art. 45. Prestar assistência de enfermagem livre
assistência de enfermagem livre de danos recor- de danos decorrentes de imperícia, negligência
rentes de imperícia, negligência ou imprudência. ou imprudência.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional;
• Cassação.

Art. 13. Avaliar criteriosamente sua competên- Art. 59. Somente aceitar encargos ou atribui-
cia técnica, científica, ética e legal e somente ções, quando se julgar apto técnica, científica e
aceitar encargos ou atribuições, quando capaz legalmente para o desempenho seguro para si e
de desempenho seguro para si e para outrem. para outrem.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 16. Garantir a continuidade da assistência Art. 44. Prestar assistência de enfermagem em con-
de enfermagem em condições que ofereçam dições que ofereçam segurança, mesmo em caso de
segurança, mesmo em caso de suspensão das suspensão das atividades profissionais decorrentes
atividades profissionais decorrentes de movi- de movimentos reinvindicatórios da categoria.
mentos reinvindicatórios da categoria. Parágrafo único. Será respeitado o direito de
Penalidades: greve e, nos casos de movimentos reinvindicató-
• Multa; rios da categoria, deverão ser prestados os cui-
• Censura; dados mínimos que garantam uma assistência
• Suspensão do Exercício Profissional. segura, conforme a complexidade do paciente.

Art. 21. Proteger a pessoa, família e coletivida- Art. 47. Posicionar-se contra, e denunciar aos
de contra danos decorrentes de imperícia, ne- órgãos competentes, ações e procedimentos de
gligência ou imprudência por parte de qualquer membros da equipe de saúde, quando houver
membro da equipe de saúde. risco de danos decorrentes de imperícia, negli-
gência ou imprudência ao paciente, visando a
proteção da pessoa, família e coletividade.
Penalidades:
• Advertência verbal.

Art. 22. Disponibilizar seus serviços profissio- Art. 49. Disponibilizar assistência de enferma-
nais à comunidade em casos de emergência, gem à coletividade em casos de emergência,
epidemia e catástrofe, sem pleitear vanta- epidemia, catástrofe e desastre, sem pleitear
gens pessoais. vantagens pessoais, quando convocados.
Penalidades:
• Advertência verbal.

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Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)


Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 23. Encaminhar a pessoa, família e coleti- Art. 52. Mater sigilo sobre fato de que tenha
vidade aos serviços de defesa do cidadão, nos conhecimento em razão da atividade profissio-
termos da lei. nal, exceto casos previstos na legislação ou por
Art. 82. Manter segredo sobre fato sigiloso de determinação judicial, ou com consentimento
que tenha conhecimento em razão de sua ativida- escrito da pessoa envolvida ou de seu represen-
de profissional, exceto casos previstos em lei, or- tante ou responsável legal.
dem judicial, ou com o consentimento escrito da § 1º. Permanece o dever mesmo quando o fato
pessoa envolvida ou de seu representante legal. seja de conhecimento público e em caso de fale-
§ 1º. Permanece o dever mesmo quando o fato cimento da pessoa envolvida;
seja de conhecimento público e em caso de fale- § 2º. O fato sigiloso deverá ser revelado / em situ-
cimento da pessoa envolvida. ações de ameaça à vida e à dignidade, / na defesa
§ 2º. Em atividade multiprofissional, o fato si- própria / ou em atividade multiprofissional / ,
giloso poderá ser revelado quando necessário à quando necessário à prestação da assistência;
prestação da assistência. § 3º. O profissional de enfermagem intimado
§ 3º. O profissional de enfermagem, intimado como testemunha, deverá comparecer perante
como testemunha, deverá comparecer perante a autoridade e, se for o caso, declarar suas razões
a autoridade e, se for o caso, declarar seu impe- éticas para manutenção do sigilo profissional;
dimento de revelar o segredo. § 4º. É obrigatória a comunicação externa, para
§ 4º. O segredo profissional referente ao menor os órgãos de responsabilização criminal, inde-
de idade deverá ser mantido, mesmo quando a pendentemente de autorização, de casos de
revelação seja solicitada por pais ou responsá- violência contra: crianças e adolescentes; ido-
veis, desde que o menor tenha capacidade de sos; e pessoas incapacitadas ou sem condições
discernimento, exceto nos casos em que possa de prestar consentimento.
acarretar danos ou riscos aos mesmos. § 5º. A comunicação externa para os órgãos de
responsabilização criminal em casos de violên-
cia doméstica e familiar contra mulher adulta
e capaz será devida, independentemente de
autorização, em caso de risco à comunidade ou
à vítima, a juízo do profissional e com conheci-
mento prévio da vítima ou do seu responsável.
Penalidades (art. 52):
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 25. Registrar no prontuário do paciente as Art. 36. Registrar no prontuário e em outros do-
informações inerentes e indispensáveis ao pro- cumentos as informações inerentes e indispensá-
cesso de cuidar. veis ao processo de cuidar de forma clara, objeti-
Art. 68. Registrar no prontuário, e em outros va, cronológica, legível, completa e sem rasuras.
documentos próprios da enfermagem, informa- Art. 37. Documentar formalmente as etapas do
ções referentes ao processo de cuidar da pessoa. processo de enfermagem, em consonância com
Art. 71. Incentivar e criar condições para regis- sua competência legal.
trar as informações inerentes e indispensáveis
ao processo de cuidar.
Art. 72. Registrar as informações inerentes e
indispensáveis ao processo de cuidar de forma
clara, objetiva e completa.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Penalidades (arts. 36 e 37):
• Advertência Verbal (arts, 36 e 37);
• Multa (art. 36).

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Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 26. Negar assistência de enfermagem em Art. 76. Negar assistência de enfermagem em
qualquer situação que se caracterize como ur- situações de urgência, emergência, epidemia,
gência ou emergência. desastre e catástrofe, desde que não ofereça
risco a integridade física do profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 27. Executar ou participar da assistência à Art. 77. Executar procedimentos ou participar da
saúde sem o consentimento da pessoa ou de seu assistência à saúde sem o consentimento formal
representante legal, exceto em iminente risco da pessoa ou de seu representante ou responsá-
de morte. vel legal, exceto em iminente risco de morte.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 30. Administrar medicamentos sem conhe- Art. 78. Adminstrar medicamentos sem conhe-
cer a ação da droga e sem certificar-se da possi- cer indicação, ação da droga, via de administra-
bilidade de riscos. ção e potenciais riscos, respeitados os graus de
formação do profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 31. Prescrever medicamentos e praticar ato Art. 79. Prescrever medicamentos que não es-
cirúrgico, exceto nos casos previstos na legisla- tejam estabelecidos em programas de saúde
ção vigente e em situação de emergência. pública e/ou em rotina aprovada em instituição
de saúde, exceto em situações de emergência.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 33. Prestar serviços que por sua natureza Art. 81. Prestar serviçoes que, por sua natureza,
competem a outro profissional, exceto em caso competem a outro profissional, exceto em caso
de emergência. de mergência, ou que estiverem expressamente
autorizados na legislação vigente.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 34. Provocar, cooperar, ser conivente ou Art. 64. Provocar, cooperar, ser conivente ou
omisso com qualquer forma de violência. omisso diante de qualquer forma ou tipo de
violência contra a pessoa, família e coletividade,
quando no exercício da profissão.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional;
• Cassação.

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Como era (DIREITO) O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 35. Registrar informações parciais em inve- Art. 87. Registrar informações, incompletas, im-
rídicas sobre a assistência prestada. precisas ou inverídicas sobre a assistência de enfer-
magem prestada à pessoa, família ou coletividade.
Penalidades:
• Multa;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Como era (DIREITO) O que mudou? (DEVER)


Art. 37. Recursar-se a executar prescrição medi- Art. 46. Recusar-se a executar prescrição de en
camentosa e terapêutica, onde não conste a as- fermagem e médica na qual não conste assinatu-
sinatura e o número de registro do profissional, ra e número de registro do profissional prescritor,
exceto em situações de urgência e emergência. exceto em situação de urgência e emergência.
Parágrafo único. O profissional de enferma- §1º. O profissional de Enfermagem deverá recursar-
gem poderá recusar-se a executar prescrição -se a executar prescrição de enfermagem e médica
medicamentosa e terapêutica em caso de iden- em caso de identificação de erro e/ou ilegibilidade
tificação de erro ou ilegibilidade. da mesma, devendo esclarecer com o prescritor ou
outro profissional, registrando no prontuário.
§2º. É vedado ao profissional de enfermagem o
cumprimento de prescrição à distância, exceto
em caso de urgência e emergência e regulação,
conforme Resolução vigente.
Como era O que mudou? (DIREITO)
Penalidades (art. 46):
• Advertência Verbal.

Como era O que mudou? (DEVER)


Art. 38. Responsabilizar-se por falta cometida em Art. 51. Responsabilizar-se por falta em suas
suas atividades profissionais, independente de ter atividades profissionais, independentemente
sido praticada individualmente ou em equipe. de ter sido praticada individual ou em equipe,
Art. 40. Posicionar-se contra falta cometida du- por imperícia, imprudência ou negligência, des-
rante o exercício profissional seja por imperícia, de que tenha participação e/ou conhecimento
imprudência ou negligência. prévio do fato.
Parágrafo único. Quando a falta for praticada
em equipe, a responsabilidade será atribuida na
medida do(s) ato(s) praticado(s) individualmente.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 39. Participar da orientação sobre benefí- Art. 40. Orientar à pessoa e famíia sobre pre-
cios, riscos e consequências decorrentes de exa- paro, benefícios, riscos e consequências decor-
mes e de outros procedimentos, na condição de rentes de exames e de outros procedimentos,
membro da equipe de saúde. respeitando o direito de recusa da pessoa ou de
seu representante legal.
Penalidades:
• Advertência Verbal.

Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)


Art. 42. Assinar as ações de enfermagem que Art. 88. Registrar e assinar as ações de enferma-
não executou, bem como permitir que suas gem que não executou, bem como permitir que
ações sejam assinadas por outro profissional. suas ações sejam assinadas por outro profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura.

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Como era O que mudou? (DIREITO)
Art. 44. Recorrer ao Conselho Regional de Enfer- Art. 9º. Recorrer ao Conselho Regional de Enfer-
magem, quando impedido de cumprir o presen- magem, de forma fundamentada, quando impe-
te Código, a legislação do exercício profissional dido de cumprir o presente Código, a Legislação
e as resoluções e decisões emanadas do Sistema do Exercício Profissional e as Resoluções, Decisões
COFEN/COREN. e Pareceres Normativos emanados pelo Sistema
COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 48. Cumprir e fazer preceitos éticos e legais Art. 26. Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Códi-
da profissão. go de Ética vigente e demais normativas do Siste-
ma COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem.
Penalidades:
• Advertência Verbal.

Art. 53. Manter seus dados cadastrais atualiza- Art. 33. Manter os dados cadastrais atualizados
dos, e regularizadas as suas obrigações financei- junto ao Conselho Regional de Enfermagem de
ras com o Conselho Regional de Enfermagem. sua jurisdição.
Lei 12.514/2011: autoriza a execução judicial Art. 34. Manter regularizadas as obrigações finan-
quando a dívida for igual ou superior ao valor ceiras junto ao Conselho Regional de Enfermagem
correspondente a 04 (quatro) anuidades ou a de sua jurisdição. (SEM PENALIDADE).
realização de medidas administrativas de co- Penalidade (art. 33):
brança de qualquer valor. • Advertência Verbal.

Art. 54. Apor o número e categoria de inscrição Art. 35. Apor nome completo e/ou nome social,
no Conselho Regional de Enfermagem em assi- ambos legíveis, número e categoria de inscrição
natura, quando no exercício profissional. no conselho regional de Enfermagem, assinatu-
ra ou rubrica nos documentos, quando no exer-
cício prifissional.
§1º. É facultado o uso do carimbo, com nome
completo, número e categoria de inscrição no
Coren, devendo constar a assinatura ou rubrica
do profissional.
§2º. Quando se tratar de prontuário eletrônico,
a assinatura deverá ser certificada, conforme
legislação vigente.
FORMA CORRETA DE IDENTIFICAÇÃO
Jebson Medeiros de Souza
COREN-AC – 00.000 ENF
ASSINATURA/RUBRICA
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa.

Art. 55. Facilitar e incentivar a participação dos Art. 27. Incentivar e apoiar a participação dos
profissionais de enfermagem no desempenho profissionais de enfermagem no desempenho
de atividades nas organizações da categoria. de atividades em organizações da categoria.
Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 56. Executar e determinar a execução de Art. 61. Executar e/ou determinar atos contrá-
atos contrários ao Código de Ética e às demais rios ao código de Ética e à legislação que disci-
normas que regulam o exercício da Enfermagem. plina o exercício da Enfermagem.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

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Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)


Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 57. Aceitar cargo, função ou emprego vago Art. 65. Aceitar cargo, função ou emprego vago
em decorrência de fatos que envolvam recusa ou em decorrência de fatos que envolvam recusa
demissão de cargo, função ou emprego motivado ou demissão motivada pela necessidade do
pela necessidade do profissional em cumprir o pre- profissional em cumprir o presente código e a
sente código e a legislação do exercício profissional. legislação do exercício profissional; bem como
Art. 74. Pleitear cargo, função ou emprego pleitear cargo, função ou emprego ocupado por
ocupado por colega, utilizando-se de concor- colega, utilizando-se de concorrência desleal.
rência desleal. Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura.

Art. 61. Suspender suas atividades, individual ou Art. 13. Suspender as atividades, individuais ou
coletivamente, quando a instituição pública ou coletivas, quando o local de trabalho não oferecer
privada para a qual trabalhe não oferecer condi- condições seguras para o exercício profissional e/
ções dignas para o exercício profissional ou que ou desrespeitar a legislação vigente, ressalvadas
desrespeite a legislação do setor saúde, ressalva- as situações de urgência e emergência, devendo
das as situações de urgência e emergência, de- formalizar imediatamente sua decisão por escrito
vendo comunicar imediatamente por escrito sua e/ou por meio de correio eletrônico à instituição e
decisão ao Conselho Regional de Enfermagem. ao Conselho Regional de Enfermagem.
Art. 64. Recusar-se a desenvolver atividades
profissionais na falta de material ou equipamen-
tos de proteção individual e coletiva definidos na
legislação específica.
Como era O que mudou? (DEVER)
Art. 69. Estimular, promover e criar condições Art. 54. Estimular e apoiar a qualificação e o
para o aperfeiçoamento técnico, científico e cul- aperfeiçoamento técnico-científico, ético-político,
tural dos profissionais de Enfermagem sob sua socioeducativo e cultural dos profissionais de
orientação e supervisão. Enfermagem sob sua supervisão e coordenação.
Penalidades:
• Avertência Verbal.

Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)


Art. 73. Trabalhar, colaborar ou acumpliciar-se Art. 63. Colaborar ou acumpliciar-se com pes-
com pessoas físicas ou jurídicas que desrespei- soas físicas ou jurídicas que desrespeitem a le-
tem princípios e normas que regulam o exercício gislação e princípios que disciplinam o exercício
profissional de enfermagem. profissional de Enfermagem.
Penalidades:
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 78. Utilizar, de forma abusiva, o poder que Art. 90. Utilizar o poder que lhe confere a po-
lhe confere a posição ou cargo, para impor or- sição ou cargo, para impor ou induzir ordens,
dens, opiniões, atentar contra o pudor, assediar opiniões, ideologias políticas ou qualquer tipo
sexual ou moralmente, inferiorizar pessoas ou de conceito ou preconceito que atentem contra
dificultar o exercício profissional. a dignidade da pessoa humana, bem como difi-
cultar o exercício profissional.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

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Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Art. 80. Delegar suas atividades privativas a Art. 91. Delegar atividades privativas do(a)
outro membro da equipe de enfermagem ou de Enfermeiro(a) a outro membro da equipe de
saúde, que não seja enfermeiro. enfermagem, exceto nos casos de emergência.
Parágrafo único. Fica proibido delegar ativi-
dades privativas a outros membros da equipe
de saúde.
Art. 92. Delegar atribuições dos(as) profissionais
de enfermagem, previstas na legislação, para
acompanhantes e/ou responsáveis pelo paciente.
Parágrafo único. o dispostivo no caput não se
aplica nos casos da atenção domiciliar para o
autocuidado apoiado.
Penalidades (arts. 91 e 92):
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Art. 85. Divulgar ou fazer referência a casos, Art. 86. Produzir, inserir ou divulgar informação
situações ou fatos de forma que os envolvidos inverídica ou de conteúdo duvidoso sobre as-
possam ser identificados. sunto de sua área profissional.
Art. 107. Divulgar informação inverídica sobre Parágrafo único. Fazer referência a casos, si-
assunto de sua área profissional. tuações ou fatos, e inserir imagens que possam
Art. 108. Inserir imagens ou informações que identificar pessoas ou instituições sem prévia
possam identificar pessoas e instituições sem autorização, em qualquer meio de comunicação.
sua prévia autorização. Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura.

Art. 95. Eximir-se da responsabilidade por ati- Art. 93. Eximir-se da responsabilidade legal de
vidades executadas por alunos ou estagiários, assistência prestada aos pacientes sob seus cui-
na condição de docente, enfermeiro responsá- dados realizados por alunos e/ou estagiários sob
vel ou supervisor. sua supervisão e/ou orientação.
Penalidades:
• Advertência Verbal;
• Multa;
• Censura;
• Suspensão do Exercício Profissional.

Como era O que mudou? (DEVER)


Art. 105. Resguardar os princípios da honesti- Art. 53. Resguardar os preceitos éticos e legais
dade, veracidade e fidedignidade no conteúdo da profissão quanto ao conteúdo e imagem vei-
e na forma publicitária. culados nos diferentes meios de comunicação
Art. 106. Zelar pelos preceitos éticos e legais da e publicidade.
profissão nas diferentes formas de divulgação. Penalidades:
• Advertência Verbal.

Como era O que mudou? (DIREITO)


Sem Referência. Art. 21. Negar-se a ser fimado, fotografado e
exposto em mídias sociais durante o desempe-
nho de suas atividades profissionais.

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)


Como era O que mudou? (PROIBIÇÃO)
Sem Referência. Art. 75. Praticar ato cirúrgico, exceto nas situa-
ções de emergência ou naquelas expressamente
autorizadas na legislação, desde que possa com-
petência técnica-científica necessária.
Penalidades:
• Multa;
• Censura
• Suspensão do Exercício Profissional.

Sem Referência. Art. 83. Praticar, individual ou coletivamente,


Penalidades: quando no exercício profissional, assédio moral,
• Advertência Verbal; sexual ou de qualquer natureza, contra pessoa, fa-
• Multa; mília, coletividade ou qualquer membro da equipe
• Censura
de saúde, seja por meio de atos ou expressões que
tenham por consequência atingir a dignidade ou
• Suspensão do Exercício Profissional.
criar condições humilhantes e constrangedoras.

Tabela 2 – Das infrações e penalidades


Resolução COFEN 311/2007 Resolução COFEN 564/2017 (NOVO)
Como era O que mudou?
Art. 116. A gravidade da infração é caracteriza- Art. 106. A gravidade da infração é caracterizada por
da por meio da análise dos fatos dos danos e de meio da análise do(s) fato(s), do(s) ato(s) praticado(s)
suas consequências. ou ato(s) omissivo(s), e do(s) resultado(s).
§ 4º. A suspensão consiste na proibição do § 4º. A suspensão consiste na proibição do exer-
exercício profissional da enfermagem por um cício profissional da Enfermagem por um perío-
período não superior a 29 (vinte e nove) dias do de até 90 (noventa) dias e será divulgada nas
e será divulgada nas publicações oficiais dos publicações oficiais do Sistema COFEN/Conselhos
Conselhos Federal e Regional de Enfermagem, Regionais de Enfermagem, jornais de grande cir-
jornais de grande circulação e comunicada aos culação e comunicada aos órgãos empregadores.
órgãos empregadores. § 5º. A cassação consiste na perda do direito ao
§ 5º. A cassação consiste na perda do direito ao exercício da Enfermagem por um período de até
exercício da enfermagem e será divulgada nas 30 anos e será divulgada nas publicações do Sis-
publicações dos Conselhos Federal e Regional de tema COFEN/Conselhos Regionais de Enferma-
Enfermagem e em jornais de grande circulação. gem e em jornais de grande circulação.
§ 6º. As penalidades aplicadas deverão ser regis-
tradas no prontuário do infrator.
§ 7º. Nas penalidades de suspensão e cassação, o
profissional terá sua carteira retida no ato da noti-
ficação, em todas as categorias em que for inscrito,
sendo devolvida após o cumprimento da pena e, no
caso da cassação, após o processo de reabilitação.
Art. 121. As infrações serão consideradas ­leves, Art. 111. As infrações serão consideradas leves,
graves ou gravíssimas, segundo a natureza do moderadas, graves ou gravíssimas, segundo a
ato e a circunstância de cada caso. natureza do ato e a circunstância de cada caso.
§ 1º. São consideradas infrações leve as que § 1º. São consideradas infrações leves as que
ofendam a integridade física, mental ou moral ofendam a integridade física, mental ou moral
de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou de qualquer pessoa, sem causar debilidade ou
aquelas que venham a difamar organizações da aquelas que venham a difamar organizações da
categoria ou instituições. categoria ou instituições ou ainda que causam
danos patrimoniais ou financeiros.
§ 2º. São consideradas infrações moderadas
as que provoquem debilidade temporária de
membro, sentido ou função na pessoa ou ainda
as que causem danos mentais, morais, patrimo-
niais ou financeiros.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

Leitura
Conflitos éticos no atendimento à saúde de adolescentes
[Link]
Dilemas éticos vivenciados por enfermeiros apresentados em publicações de enfermagem
[Link]
Bioética da Proteção: vulnerabilidade e autonomia dos pacientes com transtornos mentais
[Link]
Resolução COFEN Nº 0572/2018
[Link]

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UNIDADE Aspectos Legais da Profissão – Dilemas Éticos na Enfermagem

Referências
DiOGUISSO, T.; SCHIMIDT, M. J. O exercício da enfermagem: uma abordagem
ético-legal. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. (e-book)

VEATCH, R. M. Bioética. 3. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2014. (e-book)

BORENSTEIN, M. S.; PADILHA, M. I.; SANTOS, I. do. Enfermagem: história de uma


profissão. 2. ed. São Caetano do Sul, SP: Difusão, 2018. (e-book)

MARTINS-COSTA, J.; MOLLER, L. L.; ALVES, C. A. Bioética e responsabilidade.


Rio de Janeiro: Forense, 2009. (e-book)

OLIVEIRA, M.; AUGUSTIN, S. Direitos humanos: emancipação e rupturas. Caxias do


Sul (RS): Educs, 2013. (e-book)

PRATA, H. M. Cuidados paliativos e direitos do paciente terminal. Barueri, SP:


Manole, 2017. (e-book)

SANCHES, M. A. (org.). Bioética e planejamento familiar: perspectivas e escolhas.


Petrópolis, R.J: Vozes, 2014. (e-book)

Sites Visitados
ENTRA em Vigor Novo Código de Ética da Enfermagem Brasileira. 2018. COFEN
– Conselho Federal de Enfermagem. Disponível em: <[Link]
-em-vigor-novo-codigo-de-etica-da-enfermagem-brasileira_61770.html>. Acesso em:
05/03/2021.

RESOLUÇÃO COFEN 311, de 08 de fevereiro de 2007. Dispõe sobre o Código de


Ética dos Profissionais de Enfermagem. COFEN – Conselho Federal de Enfermagem.
Disponível em: <[Link]

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