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RESUMO 09
SUMÁRIO
Do Poder Executivo ............................................................................................................................ 02
Do Presidente e do Vice-Presidente da República ............................................................................. 02
Das Atribuições do Presidente da República ...................................................................................... 04
Da Responsabilidade do Presidente da República ............................................................................. 08
Dos Ministros de Estado ..................................................................................................................... 12
Do Conselho da República .................................................................................................................. 13
Do Conselho de Defesa Nacional ........................................................................................................ 14
Jurisprudência .................................................................................................................................... 16
Caderno de Questões do TEC ............................................................................................................. 18
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A ideia deste resumo é fazer com que nós fiquemos aptos a estudar as questões, mas isso não significa
que devemos estudar de forma rápida, e sim de forma assertiva. Por isso, estude este material com
calma e depois estude as questões.
Neste PDF você encontrará apenas os artigos, incisos e alíneas mais relevantes. Caso queira verificar
algum outro dispositivo, recomendamos o acesso à Constituição Federal (CF) por meio do site do
planalto:
[Link]
Sugestão de estudo:
Estude com calma este PDF. Leia-o devagar, mas não se preocupe em memorizar os detalhes,
pois eles serão memorizados com a repetição do estudo desse conteúdo.
Bons estudos!
@RADEGONDESS 1
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RESUMO 09
DO PODER EXECUTIVO
DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Comentário: O Poder Executivo detém por função a prática de atos de chefia de Estado e
chefia de governo. Ressalte-se que, embora haja administração pública em todos os Poderes
(Legislativo, Judiciário e Executivo), é no Poder Executivo que se concentram os órgãos que
conduzem as políticas públicas de Estado e de governo. No Brasil, predomina o sistema de
governo presidencialista, marcado, dentre outros fatores, pela unicidade do Poder Executivo
(não há distinção entre Chefe de Estado e Chefe de governo).
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á, simultaneamente, no
primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno,
se houver, do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente.
OBSERVAÇÕES
01 A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado.
Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido político,
02
obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-á nova eleição
03 em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois candidatos mais
votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.
Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal
04
de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
Se remanescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a mesma votação,
05
qualificar-se-á o mais idoso.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional,
prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o
bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente,
salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago.
@RADEGONDESS 2
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RESUMO 09
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-
Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas
por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos
cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos
Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias
depois de aberta a última vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os
cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.
§ 2º - Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores.
Nos primeiros 2 anos,
a eleição será feita 90 dias depois ELEIÇÕES DIRETAS
(pelos cidadãos)
Vagando os cargos de
Presidente e
Vice-Presidente Nos últimos 2 anos,
a eleição será feita 30 dias depois ELEIÇÕES INDIRETAS
(pelo Congresso Nacional)
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de 4 (quatro) anos e terá início em 5 de janeiro do ano
seguinte ao de sua eleição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 111, de 2021)
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso
Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
@RADEGONDESS 3
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RESUMO 09
DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O art. 84 possui inúmeros incisos, então iremos separá-los em blocos a fim de que a leitura fique menos
cansativa.
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
II - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração
federal;
III - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos
para sua fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar
aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;
Comentários: O decreto tratado pelo “inciso VI” não é regulamentar. A doutrina
convencionou denominá-lo de Decreto Autônomo. Pode-se dizer que são atos normativos
primários, equivalente às leis, passíveis de controle concentrado de constitucionalidade (ADI
3.232). São fontes primárias do direito e extraem seu fundamento de validade diretamente da
Constituição.
Organização e funcionamento da
Administração Federal, quando não
implicar aumento de despesa nem
Compete privativamente ao criação ou extinção de órgãos públicos
Presidente da República dispor,
MEDIANTE DECRETO, sobre
(art. 84, VI, CF)
Extinção de funções ou cargos públicos,
quando vagos
@RADEGONDESS 4
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RESUMO 09
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso
Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI - remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da
sessão legislativa, expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar
necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos órgãos instituídos
em lei;
QUADRO COMPARATIVO
INDULTO ANISTIA
É o perdão da pena imposta aos É a extinção total das consequências
condenados por certos crimes. de determinados crimes.
Compete ao Presidente da República Cabe ao Congresso Nacional dispor
conceder indulto. sobre concessão de anistia.
(art. 84, XII, CF) (art. 48, VIII, CF)
Concedida por Decreto do PR. Concedida por Lei.
As bancas vão brincar com esses conceitos.
@RADEGONDESS
OBSERVAÇÕES
A Constituição Federal, em seu artigo 5º inciso XLIII, positivou que não são susceptíveis
01 de graça e anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o
terrorismo e os definidos como crimes hediondos.
O indulto individual, assim como o indulto coletivo são espécies do gênero graça.
Nesse sentido, o STF entende que a Constituição Federal não autoriza a concessão de
02
indulto, pelo Presidente da República, a pessoas condenadas pela prática da tortura, do
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, do terrorismo e de crimes hediondos.
@RADEGONDESS 5
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RESUMO 09
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os Comandantes da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que
lhes são privativos;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo Tribunal Federal
e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-Geral da República,
o presidente e os diretores do banco central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o Advogado-Geral da
União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou
referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas
condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem
pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias após a abertura
da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
@RADEGONDESS 6
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RESUMO 09
ATENÇÃO
O art. 62 da CF estabelece que, em caso de relevância e urgência, o
Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de
lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.
Por meio do art. 62, podemos inferir que não é somente o Poder
Legislativo que pode alterar uma lei. Ou seja, existe a possibilidade de o
Presidente da República editar Medida Provisória alterando uma
determinada Lei que se encontra em vigor, desde que sejam observados
os demais requisitos exigidos. (isso já caiu em provas)
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
XXVIII - propor ao Congresso Nacional a decretação do estado de calamidade pública de
âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta
Constituição. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 109, de 2021)
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI,
XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-
Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
A edição de DECRETO AUTÔNOMO
O Presidente da República
PODERÁ DELEGAR
A concessão de indulto e
aos Ministros de Estado, a comutação de penas
ao PGR ou ao AGU
(art. 84, parágrafo único, CF)
O provimento de cargo público
OBS: A extinção de cargos públicos (quando vagos) poderá ser
delegada, visto que está abarcada pelo decreto autônomo.
@RADEGONDESS 7
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RESUMO 09
DA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a
Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - a existência da União;
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos
Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e
julgamento.
Comentário: O art. 85 define genericamente, em lista meramente exemplificativa, atos
considerados crime de responsabilidade. É necessário lei especial, cuja edição compete
privativamente à União, para tipificar essas condutas e estabelecer normas de processo e
julgamento. Atualmente, a lei que regula os crimes de responsabilidade é a Lei nº 1.079/50.
A existência da União
O livre exercício do Legislativo, do Judiciário, do
MP e dos Poderes constitucionais das unidades
da Federação
O exercício dos direitos políticos, individuais e
São crimes de responsabilidade sociais
os atos do PR que atentem contra
a CF e, especialmente, contra A segurança interna do País
(art. 85, CF)
A probidade na Administração
A Lei Orçamentária
O cumprimento das leis e das decisões judiciais
@RADEGONDESS 8
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RESUMO 09
OBSERVAÇÕES
No caso de julgamento do PR nos crimes de responsabilidade, funcionará como
Presidente o do STF, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois
01 terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos,
para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.
(art. 52, parágrafo único, CF)
A aplicação da sanção de inabilitação para o exercício de função pública, decorrente do
crime de responsabilidade, acarreta restrições mais amplas que a inelegibilidade, uma
02
vez que o gênero função pública envolve as espécies cargos eletivos, cargos em
comissão, cargos efetivos, etc.
Inelegibilidade => Pode votar, mas não pode ser votado.
Inabilitação => Pode votar, mas não pode ser votado e não pode assumir cargos
03
públicos.
Suspensão dos Direitos Políticos => Não pode votar e Não pode ser votado.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos
Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais
comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
Nas infrações
Perante o STF
Admitida a acusação contra penais comuns
o PR, por 2/3 da CD, será ele
submetido a julgamento
(art. 86, CF) Nos crimes de
Perante o Senado Federal
responsabilidade
OBSERVAÇÕES
Note que a acusação é endereçada à Câmara dos Deputados (CD), a qual compete o juízo
01
de admissibilidade, ou seja, a instauração do processo deve ser autorizada por 2/3 da CD.
O processo e o julgamento ficam a cargo do STF (nas infrações penais comuns) ou do
02
Senado Federal - SF (nos crimes de responsabilidade).
03 STF. ADPF 378
O Senado Federal detém plenos poderes para acolher ou rejeitar o parecer da
@RADEGONDESS 9
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RESUMO 09
Câmara pela abertura ou não do processo de impeachment (crime de
responsabilidade) contra o Presidente da República, cujo juízo inicial se dará
por maioria simples, presente a maioria absoluta dos senadores; a votação
definitiva do Senado pela condenação é que se dará por dois terços dos
senadores.
Ou seja, caso haja a admissão do processo pela Câmara dos Deputados, será
assegurado ao Senado Federal um 2º juízo de admissibilidade.
STF. HC 83.154
Caso se instaure processo penal contra o presidente da República por crimes não
04 funcionais anterior à sua investidura, o Supremo Tribunal não será
originariamente competente para a ação penal, nem consequentemente para
o habeas corpus por falta de justa causa para o curso futuro do processo.
QUADRO COMPARATIVO
CHEFE DO EXECUTIVO CRIME COMUM CRIME DE RESPONSABILIDADE
PREFEITO TJ CÂMARA MUNICIPAL
TRIBUNAL ESPECIAL
GOVERNADOR STJ
(lei 1.079/50 – art. 78)
PRESIDENTE STF SENADO
Art. 86. (...)
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo
Tribunal Federal;
II - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
Nas infrações Se recebida a denúncia (ou
penais comuns queixa) pelo STF
O Presidente ficará
suspenso de suas funções
(art. 86, § 1º, CF)
Nos crimes de Após a instauração do
responsabilidade processo pelo Senado
@RADEGONDESS 10
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RESUMO 09
§ 2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o
afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
§ 3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República
não estará sujeito a prisão.
§ 4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos
estranhos ao exercício de suas funções.
Comentário: Este § 4º trata da imunidade temporária à persecução penal. Significa que o
presidente não poderá ser responsabilizado por crimes não funcionais praticados no curso do
mandato, enquanto não cesse a investidura na presidência.
Exemplo: O Presidente da República, após manter áspera discussão com um de seus primos,
que teve por motivação assuntos relacionados à herança familiar, efetua um disparo de arma
de fogo e mata o referido parente. Segundo o sistema jurídico-constitucional brasileiro, o
Presidente da República permanecerá no exercício da função, embora tenha que responder
pelo crime cometido após a finalização do seu mandato.
@RADEGONDESS 11
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RESUMO 09
DOS MINISTROS DE ESTADO
Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no
exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta
Constituição e na lei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração
federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente
da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo
Presidente da República.
Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública.
Exercer a orientação, coordenação e supervisão dos
órgãos e entidades da administração federal
na área de sua competência
Referendar os atos e decretos assinados pelo
Presidente da República
COMPETE AO MINISTRO DE ESTADO Expedir instruções para a execução
(art. 87, parágrafo único, CF) das leis, decretos e regulamentos
Apresentar ao Presidente da República
relatório anual de sua gestão no Ministério
Praticar os atos pertinentes às atribuições que
lhe forem outorgadas ou delegadas pelo PR
@RADEGONDESS 12
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RESUMO 09
OBSERVAÇÕES
Compete privativamente ao Presidente da República (não é Ministro de Estado)
01
conferir condecorações e distinções honoríficas. (art. 84, XXI)
A ausência do referendo do Ministro de Estado nos atos (incluindo Medida Provisória) e
02 decretos assinados pelo PR configura vício formal, já que previsto na ordem
constitucional (art. 87, parágrafo único, inciso I).
Compete ao STF processar e julgar, nas infrações penais comuns e nos crimes de
03
responsabilidade, os Ministros de Estado. (art. 102, I, “c”, CF)
Compete privativamente ao Senado Federal processar e julgar os Ministros de
04 Estado nos crimes de responsabilidade conexos com o Presidente e o Vice-Presidente
da República. (art. 52, I, CF)
DO CONSELHO DA REPÚBLICA
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele
participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois
nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela
Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
@RADEGONDESS 13
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RESUMO 09
§ 1º O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do
Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.
DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos
relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam como
membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
§ 1º Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta
Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção
federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do
território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas
relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a
independência nacional e a defesa do Estado democrático.
§ 2º A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.
@RADEGONDESS 14
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RESUMO 09
QUADRO COMPARATIVO
CONSELHO DA REPÚBLICA CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
É órgão superior de consulta É órgão de consulta
Pronuncia-se sobre intervenção Opina sobre a decretação da
federal, estado de defesa e intervenção federal, do estado de
estado de sítio defesa e do estado de sítio
Estuda, propõe e acompanha o
Pronuncia-se sobre as questões desenvolvimento de iniciativas
relevantes para a estabilidade das necessárias a garantir a independência
instituições democráticas nacional e a defesa do Estado
democrático
MEMBROS MEMBROS
O Vice-Presidente da República; O Vice-Presidente da República;
O Presidente da CD; O Presidente da CD;
O Presidente do Senado; O Presidente do Senado;
O Ministro da Justiça; O Ministro da Justiça;
Os líderes da maioria e da O Ministro de Estado da Defesa;
minoria na CD;
O Ministro das Relações
Os líderes da maioria e da Exteriores;
minoria no Senado Federal;
O Ministro do Planejamento;
Seis cidadãos brasileiros natos,
com mais de 35 anos. Os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica.
@RADEGONDESS 15
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RESUMO 09
JURISPRUDÊNCIA
Atualmente muitas questões de concurso vêm da jurisprudência do STF/STJ e não propriamente do
texto constitucional ou das leis. Dessa forma, elaboramos um compilado com todas as jurisprudências
que costumam aparecer em provas de forma recorrente. Portanto, atenção a elas!
JURISPRUDÊNCIA RELEVANTE
STF. RE 878.911/RJ
Não usurpa a competência privativa do chefe do Poder Executivo lei que,
embora crie despesa para a Administração Pública, não trata da sua estrutura
ou da atribuição de seus órgãos nem do regime jurídico de servidores públicos.
DECORE => Se o Legislativo inicia projeto de lei que, embora crie despesa para o
Executivo, não altera a estrutura de órgãos do Poder Executivo, não haverá vício de
iniciativa.
01 Exemplo 01: Um grupo de deputados estaduais apresentou projeto de lei à Assembleia
Legislativa do Estado, criando um programa que gera aumento de despesa para o
Executivo. Nesse caso, o projeto de lei é formalmente constitucional, pois, apesar de o
programa gerar aumento de despesa, não incursiona na estrutura de órgãos do Poder
Executivo.
Exemplo 02: Um grupo de deputados estaduais apresentou projeto de lei à Assembleia
Legislativa do Estado, alterando a organização da Secretaria Estadual de Segurança
Pública. Nesse caso, o projeto de lei é formalmente INconstitucional, pois o projeto de
lei incursiona na estrutura de órgãos do Poder Executivo.
STF. Súmula Vinculante 46
A definição dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas
normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da
02 União.
Comentário: Estado-membro não pode dispor sobre crimes de responsabilidade, ainda
que seja na Constituição Estadual.
STF. ADPF 378
O Senado Federal detém plenos poderes para acolher ou rejeitar o parecer da
Câmara pela abertura ou não do processo de impeachment (crime de
responsabilidade) contra o Presidente da República, cujo juízo inicial se dará
03
por maioria simples, presente a maioria absoluta dos senadores; a votação
definitiva do Senado pela condenação é que se dará por dois terços dos
senadores.
Comentário: Caso haja a admissão do processo pela Câmara dos Deputados, será
@RADEGONDESS 16
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RESUMO 09
assegurado ao Senado Federal um 2º juízo de admissibilidade.
STF. Súmula Vinculante 45
04 A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.
STF. HC 83.154
Caso se instaure processo penal contra o presidente da República por crimes não
05 funcionais anterior à sua investidura, o Supremo Tribunal não será
originariamente competente para a ação penal, nem consequentemente para
o habeas corpus por falta de justa causa para o curso futuro do processo.
STF. RE 565.089
O não encaminhamento de projeto de lei de revisão anual dos vencimentos dos
servidores públicos, previsto no inciso X do art. 37 da CF/1988, não gera direito
subjetivo a indenização. Deve o Poder Executivo, no entanto, pronunciar-se de
forma fundamentada acerca das razões pelas quais não propôs a revisão.
06
Comentário: Em caso de ausência de encaminhamento de projeto de lei de revisão anual
dos vencimentos dos servidores o chefe do Poder Executivo deve se pronunciar, de
forma fundamentada, acerca das razões pelas quais não propôs a revisão, de modo a
afastar o direito à indenização por parte dos servidores.
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RESUMO 09
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