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Avaliação de Genótipos de Soja em Gurué

O trabalho avalia a adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril] nas condições agroecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué, Zambézia, durante a campanha agrícola 2017/2018. Utilizando o Delineamento de Blocos Completos Casualizados, foram analisados parâmetros como data de emergência, floração, maturação e rendimento, mas não foram encontradas diferenças significativas entre os genótipos testados. O estudo contribui para a compreensão do desempenho da soja em diferentes condições ambientais.

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Avaliação de Genótipos de Soja em Gurué

O trabalho avalia a adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril] nas condições agroecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué, Zambézia, durante a campanha agrícola 2017/2018. Utilizando o Delineamento de Blocos Completos Casualizados, foram analisados parâmetros como data de emergência, floração, maturação e rendimento, mas não foram encontradas diferenças significativas entre os genótipos testados. O estudo contribui para a compreensão do desempenho da soja em diferentes condições ambientais.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

FACULDADE DE AGRICULTURA

LICENCIATURA EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS

Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L)


Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué,
província da Zambézia.

Josefina Miguel

Cuamba, Outubro de 2018


Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L)
Merril] nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué,
província da Zambézia

Josefina Miguel

O presente trabalho é submetido à Universidade


Católica de Moçambique, Faculdade de Agricultura
como requisito parcial para obtenção do grau de
Licenciatura em Ciências Agrárias sob a supervisão da
Engª Celina da Conceição Melo Xavier.

Supervisora: Celina da Conceição Melo Xavier

Co-Supervisor: Engº Gregory Sáxon

Cuamba, Outubro de 2018


DECLARAÇÃO DE HONRA

Eu, Josefina Miguel, declaro por minha honra que o presente trabalho, condição para
obtenção do grau de Licenciatura em Ciências Agrárias, com o tema Avaliação da
Adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril] nas condições agro-
ecológicas de Mutequelesse, Distrito de Gurué, Província da Zambézia, foi elaborado por
mim com base na referência mencionada no ensaio de campo e nas instruções transmitidas
pelos meus Supervisores, seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão
devidamente mencionadas no texto e na bibliografia final.

Declaro ainda, que este trabalho não foi apresentado em nenhuma instituição para obtenção
de qualquer grau académico.

Assinatura

_____________________________________

/Josefina Miguel/

i
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais Miguel José e Jacinta Ernesto José, a quem lhes desejo
boa saúde e que continuem a prestar aquele amor que sempre me mereceram;

Aos meus irmãos, Adélia Jacinta Miguel, Joel Davince Miguel e Dárcia Eliezer Miguel pelo
calor que me emprestaram em todo momento que os precisei;

A todos que directa ou indiretamente com suas palavras de encorajamento me auxiliaram na


persistência para atingir este objectivo.

ii
AGRADECIMENTOS

A Deus, em primeiro lugar, “porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.” (Romanos
11:36).

Aos meus pais, por jamais desistirem de mim e dos meus sonhos. Por trabalharem tanto para
que eu pudesse estudar. À minha mãe, em especial, que em seus longos anos de magistério,
jamais esmoreceu.
Ao Mestre Manuel Pedro Maleia, meu tio, ao Engenheiro Mussa Juma Joaquim, meu
namorado, pelos seus contributos científicos e palavras de ânimo e incentivo, por
compreender a importância do estudo em minha vida.

Aos meus irmãos e demais familiares, por terem sabido me compreender em alturas em que
precisaram de minha ajuda e não pôde estar a altura de os honrar com a minha presença.

À Faculdade de Agricultura pelo acompanhamento prestado, o meu co-Supervisor Engº


Gregory Sáxon pela paciência na orientação do trabalho, bem como os docentes que directa
ou indirectamente contribuíram para minha aprendizagem;

Ao Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), Centro Zonal noroeste (CZw),


Estação Agrária de Gurué e a estação agraria de Lichinga pela paciência e acolhimento
prestado no decorrer do trabalho de campo, em especial aos Engenheiros Miguel
Murracama, Celina da Conceição Xavier, Amílcar Sabonete, Lonília Canivete, Zefanias
Fazenda e ao técnico Cauia, John Bulassi Kaunda e ao Engº. Domingos Madane.

Aos meus colegas da turma do 4º ano da FAGRI em especial aos colegas Edson de Campos,
Micheque Erasto, Cheila da Conceição, Roquito Artur, pelo convívio durante o tempo em
que estivemos juntos trilhando em busca do mesmo objectivo. Aos meus amigos Aguiar
Cheque, Gilda Rafael, Xavier Ramos, Wilson Quaria, que estiveram comigo nos meus
momentos de dificuldade, incondicionalmente. A todos docentes que ao longo desse período
do curso me emprestaram seu saber e por terem aceite me orientar directa ou indiretamente,
de perto e de longe, mas também por cada sugestão feita ao longo destes anos e por me
mostrar que “A leitura é um trabalho para toda vida”;

O meu MUITO OBRIGADO!

iii
Resumo
O ensaio foi realizado na campanha agrícola 2017/2018, nos campos do IIAM, Estação
Agrária de Gurué, Centro Zonal noroeste. Teve como objectivo Avaliar a Adaptabilidade de
vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro- ecológica de
Mutequelesse, distrito de Gurué, província da Zambézia. Foi usado o Delineamento de
Blocos Completos Casualizados (DBCC), num arranjo em talhões divididos em quatro
blocos e vinte tratamentos, tendo ocupado uma área total de 1204,5m2 e área útil de 800m2.
Assim foram medidos e observados os seguintes parâmetros: Data de emergência, data de
floração, data de maturação, altura dos genótipos, número de vagens por planta, número de
sementes por vagem, peso de 100 sementes e rendimento dos genótipos. Apos a colheita dos
dados foram submetidos a análise de variância para verificar se há diferença ou não entre os
genótipos testados e teste de Tukey a 5% de significância para comparar as médias. Embora
alguns genótipos tenham mostrados desempenhos superiores em relação aos outros, de
forma geral nenhum tem ou mostrou diferenças altamente significativas em relação as outras
quando testadas na ANOVA.

Palavras-chave: Soja, genótipo, adaptabilidade,

iv
Abstract
The rehearsal was accomplished in the agricultural campaign 2017/2018, in the fields of IIAM,
Agrarian Station of Gurué, northwest Zonal Center. He/she had as objective to Evaluate the
Adaptability of twenty soy genotypes (Glycine max L.), in the conditions agriculture - ecological of
Mutequelesse, district of Gurué, province of Zambézia. Was used Complete Randomized Blocks
(DBCC), in an arrangement in talhões divided in four blocks and twenty treatments, having occupied
a total area of 1204.5m2 and useful area of 240m2. They were like this measured and observed the
following parameters: He/she dates from emergency, floration date, maturation date, height of the
genotypes, I number of green beans for plant, I number of seeds for green bean, weight of 100 seeds
and income of the genotypes. After the crop of the data they were submitted the variance analysis to
verify if there is difference or not among the tested genotypes and test of Tukey to 5% of
significance to compare the averages. Although some genotypes have shown superior actings in
relation to the other ones, in a general way none has or it showed differences highly significant in
relationship the other ones when tested in ANOVA.

Word-key: Soy, genotypes, adaptability.

v
Lista de siglas e abreviaturas

ANOVA Análise de Variância

H1 Hipótese alternativa

H0 Hipótese nula

IIAM Instituto de Investigação Agrária de Moçambique

ONG’s Organizações não Governamentais

USDA United States Department of Agriculture

DBCC Delineamento de Blocos Completos Casualizados

vi
Lista de Tabelas
Tabela 1: Codificação dos tratamentos .......................................................................................... 14
Tabela 2:Esquema de ANOVA para o Delineamento de blocos completos casualizados ................ 18
Tabela 3:Resultados médios de número de dias para emergência em função dos genótipos............ 19
Tabela 4:Resultados médios de número de dias para a floração em função dos genótipos .............. 21
Tabela 5:Resultados médios de número de dias para a maturação em função dos genótipos
estudados. ..................................................................................................................................... 23
Tabela 6:Resultados médios da variável altura dos genótipos em centímetro ................................. 25
Tabela 7:Resultados médios da variável número de vagens por planta, em função dos
genótipos estudados. ..................................................................................................................... 27
Tabela 8:Resultados médios da variável número de sementes por vagem em função dos
genótipos estudados ...................................................................................................................... 29
Tabela 9:Resultados médios da variável peso de 100 sementes em função dos genótipos
estudados ...................................................................................................................................... 31
Tabela 10:Resultados médios do Rendimento em (Kg/ha) em função dos genótipos
estudados ...................................................................................................................................... 33
Tabela 11:Resultados de teste de hipóteses (Comparação entre o rendimento dos genótipos e
o rendimento do genótipo OCEPARA-4)....................................................................................... 34

vii
Lista de Gráficos
Gráfico 1: Precipitação registada no local de estudo-Mutequelesse/Gurué-2018 .......................................... 13

viii
Lista de apêndices
Apêndice I: Protocolo de ensaio

Apêndice II: Esquema de campo

Apêndice III: Cronograma de actividades

Apêndice IV: Resultados da análise de variância

ix
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-
ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Índice

DECLARAÇÃO DE HONRA .............................................................................................................................. i


DEDICATÓRIA ...................................................................................................................................................ii
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................................ iii
Resumo ................................................................................................................................................................. iv
Abstract.................................................................................................................................................................v
Lista de siglas e abreviaturas .............................................................................................................................. vi
Lista de Tabelas .................................................................................................................................................. vii
Lista de Gráficos ................................................................................................................................................ viii
Lista de apêndices ................................................................................................................................................ ix
CAPITULO Iː INTRODUÇĀO........................................................................................................................... 1
[Link]ção ........................................................................................................................................... 3
1.2. Justificativa ................................................................................................................................................. 3
[Link] de Estudo.................................................................................................................................... 5
[Link] Geral ..................................................................................................................................... 5
 Comparar os parâmetros de desenvolvimento dos genótipos; .................................................................. 5
1.4. Hipóteses .................................................................................................................................................... 5
CAPITULO II- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................................. 6
2.1 Origem e Descrição da Cultura ..................................................................................................................... 6
[Link]ção botânica .................................................................................................................................. 6
2.3 Morfologia ................................................................................................................................................... 6
2.3.1 Raiz....................................................................................................................................................... 6
2.3.2 Caule..................................................................................................................................................... 7
2.3.3 Folhas ................................................................................................................................................... 7
2.3.4 Flores .................................................................................................................................................... 7
2.3.5 Fruto ..................................................................................................................................................... 7
2.3.6 Semente ................................................................................................................................................ 7
[Link]ências Ambientais ................................................................................................................................. 7
[Link] .................................................................................................................................................... 8
[Link] .......................................................................................................................................... 8
[Link].............................................................................................................................................. 8
[Link]íodo ........................................................................................................................................... 8
[Link]ção ........................................................................................................................................... 8

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias


Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-
ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

2.4.7. Solos .................................................................................................................................................... 8


2.5. Infestantes, Pragas e Doenças ...................................................................................................................... 9
2.5.1. Infestantes ............................................................................................................................................ 9
[Link] ................................................................................................................................................... 9
[Link]ças .............................................................................................................................................. 10
2.6. Adaptabilidade .......................................................................................................................................... 10
2.7. Rendimento da Soja .................................................................................................................................. 11
CAPITULO IIIː MATERIAIS E MÉTODOS .................................................................................................. 12
3.1 Descrição da área de estudo ........................................................................................................................ 12
3.2. Materiais ................................................................................................................................................... 13
3.3. Métodos .................................................................................................................................................... 14
[Link] do ensaio ....................................................................................................................... 14
3.3.2. Codificação dos tratamentos ............................................................................................................... 14
3.3.3. Condução do ensaio ............................................................................................................................ 15
3.3.4- Parâmetros de medição....................................................................................................................... 16
4.1. Número de dias para emergência ............................................................................................................... 19
4.2. Número de dias para a floração ................................................................................................................. 21
4.3. Número de dias para a maturação .............................................................................................................. 23
4.4. Altura dos genótipos ................................................................................................................................. 25
4.5. Número de vagens por planta ................................................................................................................... 27
4.6. Número de sementes por vagem ............................................................................................................... 29
4.7. Peso de 100 sementes (g).......................................................................................................................... 31
4.8. Resultado relativo ao Rendimento dos genótipos ...................................................................................... 33
CAPITULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES ............................................................................... 37
5.1. Conclusões ................................................................................................................................................ 37
5.2. Recomendações ........................................................................................................................................ 38
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................................. 39
APÊNDECES ..................................................................................................................................................... 41

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias


Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

CAPITULO Iː INTRODUÇĀO
[Link]
A soja [Glycine max (L) Merril] é uma leguminosa que tem muitas qualidades e que pode ser
utilizada para melhorar os sistemas de produção. Pode ser transformada em produtos que
contribuem para a dieta alimentar diária e para o aumento de rendimento/receita familiar
(Nieuwenhuis & Nieuwelink, 2003).

No contexto mundial a soja está inserida como uma das principais culturas produzidas devido as
suas variadas formas de utilização. Devido a essa diversidade do uso dessa oleaginosa e ao aumento
da demanda global por alimentos, a área destinada ao cultivo de soja vem aumentando anualmente.
De acordo com a USDA a área plantada no mundo passou de 81,48 milhões de ha na campanha
2002/2003 para 106,55 milhões na campanha 2012/2013 num crescimento de 33% na década.

Da produção mundial total das sete principais oleaginosas (soja, algodão, amendoim, girassol,
coqueiro), estimada em 300 milhões de toneladas para 1998 e 1999, a soja participou com 52%, ou
seja, 156 milhões de toneladas (Empresa Brasileira de Pesquisa Agro-pecuária, 2000).

A soja como uma das leguminosas cultivadas em todo mundo tem importância nutricional,
possuindo um alto valor proteico na alimentação Humana e Animal, para além de quantidades
consideráveis de vitaminas e minerais, assim como a sua capacidade de conservar e ou melhorar o
solo (Chiulele, Santos, Monjana & Rodrigues, 2010).

A soja ѐ cultivada principalmente para obtenção de grão, usado para a extracção do óleo alimentar,
produção de farinhas nutritivas quer para o consumo humano como para o fabrico de rações. A
planta de soja pode ser usada como adubo para aumentar a fertilidade do solo após o corte e
incorporação no solo, como também na produção de forragens, fenos e silagem para alimentação do
gado (Chiulele et al, 2010).

Os quatro principais produtores de soja no mundo são os Estados Unidos da América com 27
milhões de hectares, seguido do Brasil com 8,9 milhões de hectares, a China com 7,5 milhões de
hectares e por fim a Argentina com 1.8 milhões de hectares (Ripado, 1995).

1
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Em Moçambique a soja é considerada uma das culturas rentáveis e actualmente tem sido produzida
em todo o país, com maior destaque para as zonas Centro e Norte, onde a sua produção é ainda
muito baixa, sendo promovida pelas ONG’s no sector familiar (Bayonne, 1984).

Portanto, a cultura de soja possui uma enorme diversificação genética e os genótipos ou cultivares
se diferenciam uma das outras em alguns parâmetros de crescimentos e rendimento, daí que
programas de melhoramento vêm sendo privilegiados em vários países, com objectivo de aumentar
a capacidade produtiva, resistência a pragas e doenças, e assim adapta-las a diferentes condições
agro-ecológicas (Mattos, 1987).

Contudo, é notório que a produtividade de qualquer cultura resulta da interacção entre as plantas, o
ambiente e as práticas de maneio (Mauad, Silva, Neto & Abreu, 2010). Daí que a escolha da
variedade ou genótipo é um dos requisitos para incrementar a produção de qualquer cultura
agrícola. E para a cultura da soja em particular, o seu crescimento e rendimento são influenciados
por factores ambientais como a temperatura, a precipitação, a humidade, o fotoperíodo e a
fertilidade do solo (Gubiani, 2005). No entanto, em um determinado meio de produção, os
genótipos possuem uma resposta diferenciada a estes factores, daí que a introdução de novas
variedades ou genótipos em uma determinada zona agro-ecológica deve ser precedido de estudos
relacionados a adaptabilidade.

No distrito de Gurué, tal como sucede na maioria das zonas de Moçambique, a cultura de Soja tem
pouca expressividade e em alguns casos caso, nenhuma expressividade por parte do sector familiar.
O instituto de investigação agraria de Moçambique (IIAM), reconhecendo a sua importância tem
envidado esforços de modo a introduzir esta cultura no seio dos produtores locais. É neste contexto
que o presente trabalho de pesquisa pretendia avaliar a adaptabilidade de vinte genótipos de soja nas
condições agro-ecológicas de Mutequelesse distrito de Gurué/Mutequelesse, visando encontrar a
variedade que melhor responde as condições locais em termos de adaptabilidade, numa tentativa de
melhorar as opções dos agricultores locais.

2
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

[Link]ção
A produção da Soja é uma actividade que constitui na actualidade uma importante opção de renda
familiar, sendo relativamente pouco praticada. A qualidade dos grãos produzidos constitui um
factor decisivo para o mercado do consumidor, portanto, a existência de diferentes variedades
melhoradas, constitui um factor importante para obtenção de melhores rendimentos no seio dos
produtores.

A cultura da soja, tem sido fomentada e cultivada em varias partes de Moçambique, dada sua
variada gama de benefícios e sobretudo por ser uma boa fonte para a geração da renda familiar
devido ao seu valor nutricional que pode suprir certas necessidades alimentares das pessoas e
animais. Este tal fomento, tem vindo a ser feito nas poucas vezes, sem os devidos estudos prévios
relacionados a adaptabilidade de cultivares ou genótipos a determinadas zonas agro-ecológicas,
culminando na maioria das vezes em rendimentos muito inferiores e abaixo do rendimento
potencial das mesmas, da qual em Moçambique no geral se situa em torno das 3 ton/ha.

No distrito de Gurué a Soja ainda não é uma opção principal para a maior parte da população do
sector familiar, e poucos agricultores que se dedicam a produção têm tido rendimentos baixos, isto,
em parte devido ao uso de variedades ou genótipos pouco produtivos e não adaptáveis as condições
agro-climáticas locais, o que até certo ponto desmotiva a produção desta rica cultura no seio dos
produtores. Daí que, questiona-se neste estudo, qual ou quais dos genótipos ensaiados apresenta/m
boa adaptabilidade nas condições agro-ecológicas de Gurué e em particular em Mutequelesse?

1.2. Justificativa
Nos últimos anos, a soja tornou-se uma cultura muito praticada pela população mundial. Em
Moçambique há crescente demanda da soja, pelo uso dos seus derivados no incremento da dieta
alimentar de muitas famílias oque faz com que o seu cultivo seja expandido tanto pelo Governo
bem como por outras organizações privadas, e para fornecimento de matéria-prima à indústria de
ração.

3
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Para satisfazer essa procura, esforços têm sido empreendidos com vista a se elevar a produção nessa
cultura, o que tem resultado em fracasso, originado em parte pela falta de observância rigorosa de
critérios agro-técnicos no seio de muitos produtores e, como é o caso da falta de variedades
adaptadas e com altos rendimentos.

A adaptabilidade e a produtividade são factores a ter em conta quando se pretende maximizar os


benefícios de qualquer cultura agrícola, não sendo excepção na cultura da soja, daí que a introdução
de novas variedades ou genótipos numa certa zona deve ser precedido de estudos visando a
identificação das variedades ou genótipos que melhores rendimentos oferecem nas condições agro-
climáticas locais. Deste modo, este estudo é um contributo adicional aos esforços das entidades de
investigação local, bem como dos praticantes desta rica cultura em Gurué, arredores e todos que
praticam esta cultura nas condições idênticas as de Gurué, visando aumentar a sua produtividade,
contribuindo dessa maneira na melhoria da dieta alimentar e no incremento da renda familiar e dos
seus praticantes.

Por outro lado, trabalhos de pesquisa relacionados com a adaptabilidade de genótipos da cultura de
soja nesta região de Gurué/Mutequelesse, são extremamente escassos, o que de certa forma motiva
e preocupa a sua investigação de modo a solucionar o problema dos produtores desta cultura.

A nível académico, os resultados do preste estudo servirão de base para o provimento de


recomendações sábias e científicas a todos produtores desta cultura de soja, assim bem como a
todos interessados na produção desta cultura nas condições locais e arredores, bem como nas zonas
com condições similares às da área de estudo.

4
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

[Link] de Estudo

[Link] Geral
 Estudar a adaptabilidade de vinte genótipos da cultura de soja (Glycine max. L), nas
condições agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué, província da Zambézia.

1.3.2. Objectivos Específicos

 Comparar os parâmetros de desenvolvimento dos genótipos;


 Comparar os parâmetros de rendimento de cada um dos genótipos estudados (Número de
vagens por planta, número de semente por vagem e peso de 100 sementes);
 Determinar e comparar o rendimento dos genótipos de soja;

1.4. Hipóteses

1.4.1. Hipótese nula (H0):


Os 20 genótipos de soja não diferem significativamente na adaptabilidade e produtividade, quando
comparadas com o genótipo testemunho nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse distrito de
Gurué.

1.4.2. Hipótese alternativa (H1):


Dos 20 genótipos de soja, existe pelo menos um que se difere significativamente na adaptabilidade
e produtividade quando compradas com o genótipo testemunho nas condições agro-ecológicas de
Mutequelesse distrito de Gurué.

5
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

CAPITULO II- REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Origem e Descrição da Cultura


O centro de origem da cultura de soja no mundo, localiza-se na região leste da Ásia, muito
provavelmente na região Centro - Sul da China. A soja foi domesticada na Manchúria que é outra
região na China em que secundariamente se originou a soja, consideram Xu et al. (1989 citado por
Gomes, 2005). Acredita-se que a soja foi introduzida na Europa no século XV e manteve-se como
curiosidade nos jardins botânicos da Inglaterra, França e Alemanha por três séculos, espalhando-se
daí pelo mundo por intermédio dos imigrantes japoneses, chineses e viajantes ingleses, chegando
finalmente a África.

[Link]ção botânica
A soja tem como classificação botânica seguinte:

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: fabaceae ou leguminosae
Género: Glycine

Espécie: [Glycine max (L) Merril]. (Missão, 2006)

2.3 Morfologia
A soja [Glycine max (L) Merril] é uma planta anual erecta com cerca de 70 a 100cm de altura com
pelos finos ao longo dos ramos, folhas e vagens (Cooperative League of United State of América,
2005).

2.3.1 Raiz
O sistema radicular é pivotante, com a raiz principal bem desenvolvida e raízes secundárias em
grande número, ricas em nódulo de bactérias Rhizobium japonicum fixadoras de nitrogénio
atmosférico (Missão, 2006, p.9).

6
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

2.3.2 Caule
De acordo com Missão (2006), o caule é herbáceo, erecto, com porte variável de 60 cm a 150 cm,
provido de pêlos brancos, precidâneos ou tostados. É bastante ramificado, com os ramos inferiores
mais alongados e todos os ramos formando ângulos variáveis com haste principal.

2.3.3 Folhas
As folhas são alternadas, longas pecioladas, compostas de três folíolos ovalados ou lanceolados, de
comprimento variável entre 0,5 a 12,5 cm. Na maioria das variedades as folhas amarelecem à
medida que os frutos amadurecem e caem quando as vagens estão maduras (Missão, 2006).

2.3.4 Flores
As flores são formadas pelo cálice, corola, androceu e gineceu, ou seja são flores completas.
Ocorrem em racemos terminais ou axilares, o número de flores vária de 2 a 35 por racemos. São de
fecundação autogâmica, chegando a atingir 5 a 6 cm de comprimento e conforme as variedades as
flores são brancas, violáceas ou amarelas, (Mattos, 1987).

2.3.5 Fruto
Os frutos são vagens achatadas, pubescentes, de cor cinza, amarela palha ou preta, dependendo da
variedade. Encerram duas a cinco sementes e nascem, geralmente, em agrupamento de três a cinco,
de modo que se pode encontrar até 400 vagens por planta (Missão, 2006).

2.3.6 Semente
A semente de soja é pequena e dependendo da variedade pode ser de cor amarela, verde, castanha e
ou preta. Segundo Clusa (2005), o peso de 100 sementes varia entre 10 a 20g.

[Link]ências Ambientais
A soja é uma cultura das zonas tropicais quentes e húmidas. Em Moçambique, a soja produz bem
nas condições de cultivo das regiões Centro e Norte onde as condições edafo - climáticas são mais
favoráveis comparativamente a região Sul de Moçambique (Chiulele et al, 2010).

7
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

[Link]
O crescimento e desenvolvimento das culturas são modulados por factores como radiação, água e
temperatura (Sinclair, 1994 citado em Rambo, Costa, Pires, Parcianello & Ferreira, 2004,). A soja
como sendo uma cultura, também é influenciada por esses factores.

[Link]
A soja, para se dar bem, necessita de uma temperatura mínima de 10 °C, a temperatura óptima
sendo de 22 °C e a máxima de cerca de 40 °C. (Nieuwenhuis & Nieuwelink, 2003).

[Link]
A humidade relativa não deve ser inferior a 42% ou superior a 80% durante a fase vegetativa e não
inferior a 24% ou superior a 75% na maturação (Chiulele et al, 2010).

[Link]íodo
Almeida, Kiihl, Miranda e Campelo (1999), consideram a soja como sendo uma planta de dias
curtos. É sensível a duração da luz solar para a floração, isto é, quando os dias passam a ser mais
curtos que as noites, mesmo que a planta não tenha completado o seu ciclo é induzida a floração.
Uma sementeira cedo pode favorecer a planta da soja uma vez que vai ter o tempo suficiente
necessário para o desenvolvimento do sistema radicular, ramos e folhas antes do período normal de
floração da planta (Clusa, 2005).

[Link]ção
A soja requer uma precipitação acumulada de mais de 1000 mm, distribuídos de forma regular
durante todo o ciclo de crescimento (Chiulele et al, 2010). Para Nieuwenhuis e Nieuwelink (2003),
a soja conhece dois períodos críticos no que se refere a necessidades em água: o período da
sementeira até à germinação e o período durante o qual os grãos crescem nas vagens. Antes de uma
semente poder germinar necessita de absorver 50% do seu peso em água.

2.4.7. Solos
Para Chiulele et al (2010), os solos mais adequados para o cultivo de soja são os moderadamente
bem drenados, de textura que varia desde os francos passando pelos franco-argilo-limosos até os

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argilosos, estes últimos, desde que tenham fracção de argila superior a 60%. Devem ser profundos
com mais de 75 cm; ricos em matéria orgânica e pH que varia entre 6,0 e 7,7.

2.5. Infestantes, Pragas e Doenças


O ataque de pragas, doenças e infestantes a cultura de soja, constitui um dos grandes problemas que
reduzem a produção. As perdas ocasionadas por esses agentes estressantes variam entre 10 a 30%,
podendo alcançar os 100% no caso de alta intensidade de ataque. Associado a essa redução directa
da produção, as infestantes podem abrigar os insectos ácaros-praga, os quais podem ser vectores de
doenças, comprometendo a qualidade do produto (Picanço et al, 1999 citado em Ecole, Dias &
Pignatelli, 2011).

2.5.1. Infestantes
Existem certas plantas que por suas características, são mais nocivas aos cultivos por terem maior
capacidade que as outras em aproveitar os suprimentos necessários ao seu desenvolvimento e
produção. Na cultura de soja como outras, as infestantes são prejudiciais porque competem em
relação à luz, água, nutrientes e gás carbónico.

Ervas muito comuns na cultura de soja são gramíneas anuais, algumas ervas de folha larga e Tiririca
(Cyperus spp.), sendo essa última a mais importante em Moçambique (Chiulele et al, 2010).

[Link]
Muitas pragas atacam a cultura de soja praticamente os insectos, ainda que apenas alguns deles
causam danos para cultura (Mattos, 1987). De acordo com Ecole et al (2011), as principais pragas
da soja estão distribuídas em três grupos: Pragas de fase inicial, da fase vegetativa e da fase
reprodutiva.

a) Roscas (Agrotis spp.)


São lagartas de cor castanho-verde ou cinzento-escura. Tem um corpo roliço de 30-45 mm de
comprimento, de aspecto gorduroso. As lagartas pequenas são encontradas nas folhas,
especialmente de madrugada. Quando crescidas só são encontradas na terra ao pé da planta. Quando
perturbadas, enrolam-se em forma de C (Segeren, Oever & Compton, 1994). Para Chiulele et al
(2010), as lagartas são de hábito nocturno e cortam as plantas ao nível do solo.

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b) Besouro das folhas (Ootheca meridiana)


É uma das pragas mais importantes em Moçambique. O adulto é um pequeno coleóptero de 6-8 mm
de comprimento e, tanto a larva como o adulto causam danos. O ciclo biológico é de 35 a 56 dias,
dependendo da temperatura do solo (Chiulele et al).

c) Broca da vagem (Maruca testulalis)


Os adultos são pequenas mariposas de cor castanha-clara, com duas manchas brancas nas asas
anteriores. A lagarta mede no máximo 16 mm de comprimento, é branca com pintas pretas no dorso
e tem cabeça preta. Alimenta-se no interior das flores, pedúnculos e vagens, onde criam furos de
entrada (preferencialmente no lugar onde duas vagens ou uma vagem e folha se encontram), por
onde saem os excrementos (Segeren et al).

[Link]ças
Para Segeren et al (1994) as principais doenças da soja em Moçambique são:

Vassoura-de-bruxa (Phytoplasma), Degenerescência-da-semente (Diaporthe phaseolorum),


Mancha-pupúrea-da-semente (Cercospora kikuchii), Mosaico-comum-da-soja (Soybean Mosaic
Vírus).

2.6. Adaptabilidade
A adaptabilidade refere se a capacidade de os genótipos aproveitarem vantajosamente o estímulo do
ambiente. A selecção de genótipos com alta produtividade de grãos e elevados teores de proteína e
óleo e o principal objectivo dos programas de melhoramento (Rocha & Vello,1999).Porém, a
interacção genótipo × ambiente constitui se num dos maiores problemas dos programas de
melhoramento de qualquer espécie, seja na fase de selecção ou na de recomendação de cultivares. A
interacção G×A pode ser reduzida utilizando se cultivares específicas para cada ambiente, ou
utilizando-se cultivares com ampla adaptabilidade e boa estabilidade.

A cultura da soja e produzida na maioria das regiões Moçambicanas, em diferentes condições edafo
climáticas. Assim há grande variação na produtividade de grãos, não só em função dos sistemas de
cultivo e níveis tecnológicos, mais também em consequência das condições edafo-climáticas,
resultando na interacção entre genótipo e ambiente. Essa interacção ocorre devido a inconsistência
do desempenho dos genótipos nos vários ambientes. Portanto, a interacção genótipos por ambientes

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deve ser estimada e considerada no programa de cultivares (Prado et al,2001). A alternativa


frequentemente mais utilizada para amenizar a influência dessa interacção e a recomendação de
cultivares com estabilidade e ampla adaptabilidade (Cruz & Carneiro,2003).

2.7. Rendimento da Soja


O potencial máximo de produção da cultura de soja no mundo foi conseguido na Austrália, onde
atingiu os 8640 kg/ha (Lorenzon, 2000, citado por Tiago, 2011). Não obstante, este potencial é
dificilmente alcançado, sendo o rendimento médio mundial a rondar cerca de 2200 kg/ha (Juliatti e
Polizel, 2004, citados por Tiago, 2011).Porém, o rendimento de soja em grão é variável,
dependendo do clima e do solo da região onde for cultivada, bem como da variedade e do sistema
de cultivo empregues, sendo que rendimentos em tornos de 2.5 ton/ha são tidos como razoáveis
para a cultura de soja em grão (Ripado, 1995).

Vários factores interferem na variação do rendimento da cultura de soja em grão, dos quais, a
variação genética das variedades e a sua interacção aos factores ambientais como o fotoperíodo, a
temperatura, precipitação pluvial, humidade e fertilidade do solo (Gubiani, 2005), bem como os
amanhos culturais empregues à cultura.

Em Moçambique, a produção de soja tem focos, por se tratar de uma cultura emergente, não
obstante o facto de o país reunir condições mínimas e, em certos casos boas, para a sua produção,
prevendo-se uma produção nacional do grão de cerca de 38.8 mil toneladas na campanha 2010/116,
e cujos rendimentos variam de 0.7-3.0 ton/ha. Para Nieuwenhuis e Nieuwelink (2003), o rendimento de
uma cultura depende de seu rendimento por planta e o número de plantas cultivadas num campo (p.38).

O rendimento médio da soja no final da década 90 era de 2192 kg/ha, que foram substituídos na
campanha 2011/2012 pelo actual recorde de 2575 kg/ha (Demarchi, 2011). Para a situação de
Moçambique o rendimento médio de soja está na ordem dos 1043Kg/ha, sendo os distritos do
Gurué na Zambézia, Angónia em Tete e Manica em Manica os potenciais produtores (Pedro, 2013).

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CAPITULO IIIː MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Descrição da área de estudo


O distrito de Gurué localiza-se a Norte da Província de Zambézia, na região da Alta Zambézia,
fazendo limite com os distritos de Milange, Namarroi, Errego e Alto Mólocuè na mesma província;
e limitando-se ao norte pelos distritos de Malema, na província de Nampula e de Mecanhelas na
província de Niassa, (Perfil Distrital de 2005).

O clima do distrito é do tipo húmido, mesotérmico moderado com deficiência de água no inverno,
tal como para os climas tropicais, consideram-se somente duas estações: a época das chuvas para a
estação mais quente e a seca para a mais frias, (Perfil Distrital de 2005).

Os solos deste distrito caracteriza-se por serem vermelhos, à castanho avermelhados de textura
franco-argilo-arenosa, profundos, bem drenados, (INE, 2007).

Mutequelesse, localiza-se no Distrito de Gurué, localidade de Magige, posto Administrativo de


Lioma, fazendo limite a Norte com Ruace, Sul com Aldeia Serra, a Este com a Localidade de
Magige, a Oeste com o povoado de Mucunua, com as coordenadas geográficas S 15º 32´05,6´´E
036º 71´37,8´´ Elevação 692m, (Emílio, 2011).
O gráfico abaixo, ilustra a quantidade de precipitação em mm, durante o período de estudo.

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Gráfico 1: Precipitação registada no local de estudo-Mutequelesse/Gurué-2018

Precipitacao (mm) registada no local de


estudo
250

200

150

100
Precipitacao
50 (mm)

0
Janeiro Fevereiro Marco Abril Maio Junho
Meses

Fonte: Estacão meteorológica de Gurué

3.2. Materiais
Para a realização do ensaio foi usado os seguintes materiaisː enxada, fita métrica de 100cm para
medição da altura, sementes de soja, adubo orgânico (ureia numa quantidade de 10g por linha),
bacias, pulverizador, bloco de notas, esferográficas, sacos plásticos para colocar as sementes,
envelopes caqui.

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3.3. Métodos
[Link] do ensaio
O ensaio foi instalado usando o Delineamento de Blocos Completos Casualizados (DBCC),
constituído por 4 repetições e 20 tratamentos, correspondente a 80 parcelas. Cada parcela constitui
se de 4 linhas de 5m/talhão, sendo as duas 2 centrais consideradas linhas úteis e 2 linhas
consideradas bordaduras. A distância entre as parcelas foi de 0,5 m e um espaço entre blocos de 1
m, perfazendo 11m de largura e 109,5 de comprimento do ensaio. Com estas dimensões área da
parcela foi de 10 m2, área útil do ensaio de 800 m2 e área total do ensaio de 1204,5m2.

3.3.2. Codificação dos tratamentos

Tabela 1: Codificação dos tratamentos

Tratamento Tratamento
T1 TGX 1835˗10E T11 TGX 1951˗3F
T2 TGX 1987˗62F T12 TGX 1485˗1D (Sana)
T3 TGX 1991˗12F T13 TGX 1937˗1F (Olima)
T4 TGX1990˗4F T14 TGX 1908˗8F (Wima)
T5 TGX 1987˗5F T15 BRS JIRIPOCA
T6 TGX 1990˗13F T16 BRS G08360
T7 TGX 1963˗3F T17 BRS 257
T8 TGX 1972˗1F T18 BRS 361
T9 TGX 1987˗38F T19 BRS SAMBAIA
T10 TGX 1987˗20F T20 OCEPARA˗4

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3.3.3. Condução do ensaio


[Link].Preparação do terreno

Foi feita lavoura mecanizada no dia 09 de Janeiro de 2018, numa profundidade de [Link] e
cinco dias depois fez se a gradagem também mecanizada, não foi incorporado nenhum fertilizante
durante o preparo do solo. Tanto na lavoura quanto na gradagem foram usadas charuas de disco.

[Link]. Sementeira e ré sementeira

A sementeira que foi mecanizada, e realizou se no dia 09 de Janeiro de 2018, obedecendo uma
profundidade de 5cm de sementeira e um compasso de 50cm entre linhas e 5cm entre plantas na
linha, 1 semente por covacho, resultando numa população de cerca de 333 mil plantas/ha. A
actividade ré sementeira foi realizada 23 dias após a sementeira, que consistiu na reposição de
sementes nos covachos onde não teria emergido, obedecendo as mesmas regras empregues na
sementeira.

[Link].Adubação de cobertura

A adubação de cobertura foi realizada 10 dias logo após a sementeira, com a aplicação de ureia
numa quantidade de 50kg/ha onde usou se 10g por linha de 5m de comprimento.

[Link].Controlo de ervas daninhas e Amontoa

Apenas realizou se uma sacha, com ajuda de enxada de cabo curto 29 dias após a sementeira, bem
como a pratica de amontoa, que consistiu no aconchegamento do solo a planta.

[Link].Tratamento fitossanitário

A primeira pulverização foi realizada passando 23 dias logo após a sementeira, a segunda
pulverização realizou se 35 dias logo após a sementeira e a terceira foi feita 41 dias após a
sementeira, todas elas foram realizadas com a aplicação de um insecticida chamado clorpirifos na
proporção de 1:1 ou seja 1ml deste produto para 1l de água.

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[Link].Colheita e tratamento do grão


A colheita foi realizada no dia 28 de Maio de 2018, quatro meses após a sementeira, deixou-se ao ar
livre para a secagem. Nos dias 29 a 30 de Maio fez se a medição de alguns parâmetros usando a
balança de precisão.

3.3.4- Parâmetros de medição


Os parâmetros de medição determinados neste estudo, são: Altura da planta, número de vagens por
planta, número de semente por vagem, peso de 100 sementes e rendimento.
[Link].Altura da planta

A variável altura das plantas foi obtida medindo a planta a partir da base até ao ápice da planta, na
fase da colheita. Para este efeito foi usada uma régua de 5m de comprimento, tendo se medido em
cada parcela 15 plantas seleccionadas a partir da amostragem sistemática (de 5 em cinco plantas),
que no final serviram de amostra e no final achou-se a média.

[Link].Número de vagens por planta

O número de vagens por planta foi determinado contando as vagens de 15 plantas seleccionadas em
cada parcela, tendo de seguida achando-se a sua média. De seguida determinou-se o valor médio
deste parâmetro.

[Link]. Número de sementes por vagem

O número de sementes por vagem foi obtido contando o número de semente nas vagem de cada uma
das 15 plantas seleccionadas pela amostragem sistemática, de seguida achou a média de sementes
das vagens das plantas, finalizando com a média das sementes das vagens de todas plantas
seleccionadas.

[Link].Peso de 100 sementes

Para determinar o peso de 100 semente, foram escolhidas aleatoriamente 100 sementes de cada
parcela, e no final determinando o seu peso com ajuda de uma balança eléctrica de até 400 g de
capacidade máxima.

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[Link].Rendimento do grão (kg/ha)

Para esta variável, foi pesado o grão seco de cada genótipo ensaiado e com ajuda de uma balança
eléctrica de até kg de capacidade máxima; com os resultados obtidos, determinou-se então o
rendimento total em kg/ha para cada genótipo estudado. Portanto, para o efeito foi usada a seguinte
fórmula:

( )
( )
( )

3.3.5. Parâmetros de observação


Os parâmetros de observação abordados no estudo são: Densidade inicial, densidade final, e
incidência de doenças. E com base nas duas densidades, calculou-se a taxa de sobrevivência através
da seguinte fórmula:

Taxa de sobrevivência %=

Usou-se uma escala de classificação de 1-5 para o nível de infestação das plantas por doenças,
sendo que, 1 = sem infestação, 2 = pouca infestação, sintomas ocasionais, 3 = infestação moderada,
alguns sintomas em muitas plantas, 4 = infestação severa, sintomas severos e espalhados e 5 =
infestação muito severa.

3.3.6. Análise de dados


A análise de dados recorreu-se ao pacote estatístico SISVAR para a determinação da ANOVA
visando investigar a existência de diferenças entre os genótipos e teste de Turkey para a
comparação entre as médias. A razão da escolha destes testes é pela sua facilidade na aplicação e
interpretação dos seus resultados. Foi recorrido igualmente ao pacote informático MS Excel para
efeitos de representações gráficas e cálculos necessários.

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Tabela 2:Esquema de ANOVA para o Delineamento de blocos completos casualizados

FV G.I SQ QM F

Blocos B-1 SQ bloco QM Bloco QMblocoQMerro

Tratamentos T-1 SQ trata QM Trat QM tratQMerro

Erro (T1-B1) SQ Erro QM Erro

Total TB-1 SQ Total

Fonte: Ott e Longnecker (2001)

Onde:
SQ = Soma de Quadrados (SQT = Soma de Quadrados de Tratamentos; SQB = Soma de Quadrados de
Blocos; SQE = Soma de Quadrados do Erro); gl = graus de liberdade (glT = graus de liberdade dos
Tratamentos; glB = graus de liberdade do Blocos; glE = graus de liberdade do Erro); QM = Quadrados
Médios (QMT = Quadrados Médios dos Tratamentos; QMB = Quadrados Médios dos Blocos; QME =
Quadrados Médios do Erro); t = tratamento; b = bloco.

3.4. Constrangimentos
Ao longo do trabalho, foram encontrados vários constrangimentos dos quais:

 A falta de um higrómetro para medir a humidade relativa, e um termómetro para medir a


temperatura, visto que os mesmos encontravam se em avaria. Razão pela qual não houve
registo e colecta destes dados, pautando se apenas no registo e colecta dos dados de
precipitação.

 O atraso do recebimento dos materiais para poder efectuar a colheita até um certo ponto
prejudicou os genótipos precoces, sendo esta cultura designada deiscente.

 Inacessibilidade das informações relacionadas à descrição dos genótipos (rendimento


potencial, tolerância ou resistência à pragas e doenças), oque dificultou em alguma parte a
discussão dos resultados obtidos.

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CAPITULO IV: RESULTADOS E DISCUSSÃO


Neste capítulo estão apresentados os resultados das variáveis do presente estudo, bem como as
respectivas análises e discussões. São apresentados separadamente, os resultados, as análises e as
discussões das variáveis de crescimento vegetativo e de rendimento.

4.1. Número de dias para emergência


Tabela 3:Resultados médios de número de dias para emergência em função dos genótipos
Genótipo Dias para emergência

BRS257 5a

TGX1987-38F 6a

TGX1835-10E 6a

TGX1951-3F 6a

TGX1908-8F 6a

TGX1991-12F 6a

BRS G0 8360 6a

TGX1987-57F 6a

BRS SAMBAIA 6a

TGX1963-3F 6a

BRS GIRIPOCA 6a

TGX1990-4F 6a

TGX1987-62F 6a

TGX1987-20F 6a

TGX1937-1F 6a

TGX1972-1F 6a

OCEPARA-4 7a

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BRS 361 7a

TGX1485-1D 7a

TGX1990-13F 7a

Média geral 5.9

CV (%) 13.70

Pr % 0.1127

 As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

Os resultados de análise de variância, ao nível de 5% de erro, revelaram que não houve variação
significativa na variável número de dias para emergência. Assim, o teste de Tukey (pr <0.05), a
partir da tabela 2, mostra que o genótipo TGX1990-13F foi estatisticamente superior em termos
ligeiros ou absolutos no que tange a esta variável número de dias para emergência relativamente aos
demais genótipos. Adicionalmente, a partir da mesma tabela, os dados em termos globais, para a
variável número de dias para germinação, variaram de 5 a 7 nas variedades BRS257 e TGX1990-
13F respectivamente. Portanto, a rápida germinação dos genótipos testados poderá estar ligado a
qualidade da semente, condições favoráveis de humidade do solo e temperatura no local de estudo
(Mutequelesse).

Alguns autores como o caso de Mundstock e Thomas (2005), salientam que a duração da
emergência está dependente de muitos factores, dos quais, o vigor da semente, a profundidade de
sementeira, a humidade, a textura e a temperatura do solo.

Ainda neste ponto, enfatiza-se a importância do uso de semente de alto vigor para o sucesso de
implantação de qualquer que seja a cultura agrícola (Höfs, 2003; Machado, 2002; Schuch, 1999;
Schuch et al., 1999; Schuch e Lin, 1982a, Vanzolini e Carvalho, 2002, citados por Scheeren et al.,
2010). Para estes autores, o uso de sementes com baixo vigor pode provocar reduções na velocidade
e uniformidade de emergência, na emergência total, no tamanho inicial e no estabelecimento de
estandes adequados, o que pode influenciar a acumulação de matéria seca, afectando assim o
rendimento (Kolchinski et al., 2005, citados por Scheeren et al., 2010).

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Portanto, a utilização de semente de alta qualidade garante a obtenção de populações adequadas,


bem como maior velocidade de emergência e de desenvolvimento das plantas.
Os efeitos na qualidade fisiológica das sementes geralmente são traduzidos pelo decréscimo na
percentagem de germinação, no aumento de plântulas anormais e por uma redução de vigor de
plântulas (Carvalho & Nakagawa, 1980; Smiderle & Cícero, 1998, citados por Maciel, et al., 2005).

Por outro lado, uma disponibilidade insuficiente de água na fase de germinação de soja pode
permitir o início do processo mas este ocorre lentamente, impondo a semente o risco de estar
parcialmente embebida e, por isso, mais sujeita ao ataque de fungos, comprometendo desta feita a
sua vitalidade (Ripado, 1995).

Perante a tabela 2 acima, os dados entram em concordância com Mattos (1987), ao afirmar que a
germinação da semente de soja nas condições normais dura 5 a 7 dias, que confirma ao que ocorreu
no presente estudo. Em relação ao coeficiente de variação obtido para esta variável (13.70) é
considerado médio, significando numa boa precisão (Gomes, 2008).

4.2. Número de dias para a floração


Tabela 4:Resultados médios de número de dias para a floração em função dos genótipos

Genótipo Dias para Floração

BRS257 32 ab

TGX1987-38F 33 ab

TGX1835-10E 32 ab

TGX1951-3F 33 ab

TGX1908-8F 32 ab

TGX1991-12F 30 a

BRS G0 8360 33 ab

TGX1987-57F 35 b

21
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BRS SAMBAIA 35 ab

TGX1963-3F 33 ab

BRS GIRIPOCA 36 b

TGX1990-4F 31 ab

TGX1987-62F 35 b

TGX1987-20F 35 ab

TGX1937-1F 31 ab

TGX1972-1F 35 ab

OCEPARA-4 33 ab

BRS 361 35 b

TGX1485-1D 33 ab

TGX1990-13F 32 ab

Média geral 33.5

CV (%) 6.12

Pr % 0.0024

 As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

A análise de variância ao nível de 5% de significância, revelou que houve variação significativa na


variável número de dias para a floração.

Assim, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 3, mostra que o genótipo BRS 361 foi
estatisticamente superior em relação esta variável de número de dias para a floração relativamente
aos demais genótipos. Adicionalmente, a partir da mesma tabela, os dados em termos globais
variam de 30 a 35 dias para a floração nas variedades TGX1991-12F e BRS 361 respectivamente.

Desta feita, os resultados não se mostram coerentes com os obtidos por Tiago (2011), qual o
número de dias para a floração ocorreu no intervalo de 41 a 58 dias, no entanto esta disparidade em

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termos de resultados poderá estar ligada nas diferenças das variedades utilizadas assim como das
condições edafo˗climáticas nas quais os estudos foram implementados.

O coeficiente de variação (6.12) para a variável número de dias para a floração é considerada por
Gomes (2008), como baixo e significando numa alta qualidade e precisão nos dados.

4.3. Número de dias para a maturação


Tabela 5:Resultados médios de número de dias para a maturação em função dos genótipos
estudados.

Genótipo Dias para maturação

BRS257 101 a

TGX1987-38F 97 a

TGX1835-10E 101 a

TGX1951-3F 98 a

TGX1908-8F 95 a

TGX1991-12F 103 a

BRS G0 8360 103 a

TGX1987-57F 96 a

BRS SAMBAIA 97 a

TGX1963-3F 97 a

BRS GIRIPOCA 101 a

TGX1990-4F 106 a

TGX1987-62F 106 a

TGX1987-20F 94 a

TGX1937-1F 103 a

TGX1972-1F 98 a

23
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

OCEPARA-4 97 a

BRS 361 100 a

TGX1485-1D 100 a

TGX1990-13F 98 a

Média geral 99

CV (%) 6.27

Pr % 0.2964

 As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

A análise de variância ao nível de 5% de significância efectuado no pacote estatístico SISVAR,


revelou que não houve variação significativa na variável número de dias para a maturação.

Assim, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 4, mostra que o genótipo TGX1990-4F foi
superior em termos ligeiros nos valores absolutos no que tange a esta variável número de dias para a
maturação em relação aos outros genótipos testados. Adicionalmente, a partir da mesma tabela 4, os
dados em termos globais, indicam que o genótipo TGX1987-20F obteve o menor numero de dias
para atingir a sua maturação, concretamente aos 94 dias após a sementeira, enquanto o genótipo
TGX1990-4F teve o maior valor absoluto para este parâmetro de estudo, sensivelmente aos 106 dias
após a sementeira.

Ripado (1995, p.45), sustenta que o ciclo de soja vai dos cerca de 80 dias nas variedades precoces
ou cerca de três meses ou um pouco mais nas variedades tardias. Portanto, a maturação fisiológica
observada no presente estudo, dos quais 94 a 106 dias após a sementeira permite dizer que os
genótipos testados em Mutequelesse pertencem ao grupo de variedades do ciclo intermédio.

Gomes (2008), salienta que o coeficiente de variação encontrado nesta variável é baixo e de alta
precisão.

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

4.4. Altura dos genótipos


Tabela 6:Resultados médios da variável altura dos genótipos em centímetro

Genótipo Altura de plantas (cm)

BRS257 52.35 ab

TGX1987-38F 62.80 ab

TGX1835-10E 47.30 a

TGX1951-3F 73.15 ab

TGX1908-8F 51.20 ab

TGX1991-12F 48.90 ab

BRS G0 8360 62.47 ab

TGX1987-57F 75.45 b

BRS SAMBAIA 64.15 ab

TGX1963-3F 64.52 ab

BRS GIRIPOCA 52.52 ab

TGX1990-4F 60.02 ab

TGX1987-62F 72.10 ab

TGX1987-20F 56.82 ab

TGX1937-1F 50.38 ab

TGX1972-1F 72.52 ab

OCEPARA-4 55.50 ab

BRS 361 56.45 ab

TGX1485-1D 57.50 ab

TGX1990-13F 52.27 ab

Média geral 59.42

25
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CV (%) 17.42

Pr % 0.0013

 As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

Os resultados de análise de variância, ao nível de 5% de significância, evidenciaram que houve uma


variação significativa para a variável altura das plantas nos diversos genótipos estudados, assim
sendo, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 5 a cima, mostra que o genótipo TGX1987-
57F foi estatisticamente superior aos demais genótipos e com isso apresentando a maior altura com
cerca de 75.45 cm.

Adicionalmente, a partir da mesma tabela, os dados em termos globais, para a variável altura das
plantas variaram de 47.30 cm a 75.45 cm nos genótipos TGX1835-10E e TGX1987-57F
respectivamente.

Contudo, Ripado (1995) afirma que a estatura da planta de soja depende das condições ambientais e
do genótipo, podendo esta variar dos 30 cm para cerca de 1,80 m. Essas constatações vão de acordo
com os resultados obtidos no presente estudo e se encontram dentro do intervalo estabelecido.
Os resultados apresentam um coeficiente de variação superior a 10% e inferior a 20%, valor este
que é considerado médio na classificação de Gomes (2008), o que confere também uma média
precisão e fiabilidade dos resultados do presente estudo.

No entanto, os resultados obtidos também se encontram dentro dos intervalos observados no estudo
desenvolvido pelos autores Almeida, Bruscke, Polizel, Petter, Hamawaki e Neto (2013) ao
avaliarem o desempenho agronómico de linhagens e cultivares de soja frente a doenças foliares.

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4.5. Número de vagens por planta


Tabela 7:Resultados médios da variável número de vagens por planta, em função dos
genótipos estudados.

Genótipo Número de vagens por planta

BRS257 26 a

TGX1485-1D 27 a

BRS SAMBAIA 28 a

TGX1908-8F 27 a

TGX1991-12F 28 a

BRS GIRIPOCA 29 a

OCEPARA-4 31 a

TGX1990-13F 32 a

TGX1987-57F 36 a

TGX1835-10E 36 a

BRS G08360 37 a

TGX1990-4F 37 a

TGX1987-38F 39 a

TGX1963-3F 41 a

TGX1972-1F 41 a

BRS 361 41 a

TGX1987-62F 42 a

TGX1937-1F 43 a

TGX1987-20F 44 a

TGX1951-3F 45 a

Média geral 35

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CV (%) 49.66

Pr % 0.9109

 As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

A análise de variância ao nível de 5% de significância efectuado no pacote estatístico SISVAR,


revelou que não houve detecção da variação significativa na variável número de vagens por plantas.

Assim sendo, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 6, mostrou que o genótipo TGX1951-3F
com 44.55 vagens por planta foi superior em termos ligeiros nos valores absolutos no que tange a
esta variável número de vagens por planta em relação aos outros genótipos testados.
Adicionalmente, a partir da mesma tabela 6, os dados em termos globais, variaram de 26 a 45
vagens por planta nos genótipos BRS257 e TGX1951-3F, respectivamente.

Contudo, Rocha, Peluzio, Barros, Fidelis e Júnior (2001), estudando o comportamento de cultivares
de soja em diferentes populações de plantas, observaram que o número de vagem por planta está
intimamente ligado à densidade de plantio, de forma que plantios mais adensados tendem a
diminuir o número de ramificações e, consequentemente, o número de vagens podem variar 53 a 60.
Portanto, afirma-se que o número de vagens por planta na cultura de soja vária dependendo dos
genótipos.

O valor de coeficiente de correlação (49.66 %) é considerado muito alto e indicando baixa


fiabilidade dos resultados do estudo, no entanto embora os resultados apresentem baixa fiabilidade
no que concerne ao coeficiente de correlação, há evidencia para pode-los aceitar pós o limite do
coeficiente de correlação para os experimentos de campo é de 50%. Os resultados do presente
estudo não vai de acordo com os obtidos por Garcia (1979), citado por Peixoto et al. (2000), visto
que o genótipo que apresentou maior número de vagens consequentemente obteve maior
produtividade,

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4.6. Número de sementes por vagem


Tabela 8:Resultados médios da variável número de sementes por vagem em função dos
genótipos estudados

Genótipo Número de sementes por vagem

BRS257 3a

TGX1485-1D 2a

BRS SAMBAIA 3a

TGX1908-8F 2a

TGX1991-12F 3a

BRS GIRIPOCA 3a

OCEPARA-4 3a

TGX1990-13F 2a

TGX1987-57F 2a

TGX1835-10E 3a

BRS G08360 3a

TGX1990-4F 2a

TGX1987-38F 3a

TGX1963-3F 3a

TGX1972-1F 3a

BRS 361 3a

TGX1987-62F 3a

TGX1937-1F 3a

TGX1987-20F 4a

TGX1951-3F 2a

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Média geral 3

CV (%) 12.39

Pr % 0.0118

o As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

Na variável número de sementes por vagem, a análise de variância ao nível de 5% de significância


efectuado no pacote estatístico SISVAR, revelou que não houve variação significativa para esta
variável.

Seguidamente, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 7, ilustra que o genótipo TGX1987-
38F com a média de 3 sementes em cada vagem foi superior em termos ligeiros nos valores
absolutos nesta variável número de sementes por vagem em relação aos outros genótipos testados.
Assim, a partir da mesma tabela, os dados em termos globais, variaram de duas a três (2-3) vagens
por vagem nos genótipos estudados.
O número de grãos por vagem é uma das componentes de rendimento que não tem tido tanta
variação nas cultivares de sojas em diferentes condições de cultivo, o que de certa forma demonstra
concordância com o melhoramento genético (Mundstock & Thomas, 2005).
No entanto, a maioria dos genótipos de soja modernos são desenvolvidos para formar 3 óvulos por
vagem (McBlain & Hume, 1981, citados por Júnior & Costa, 2002), o que se comprova no presente
estudo.

O coeficiente de variação apresentado (12. 39 %) é médio, segundo a classificação de Gomes


(1985), citado por Lana, et al., (2006); Desta feita indica uma média precisão e fiabilidade dos
dados. Os resultados vão de acordo com os obtidos por Tiago (2011) ao avaliar o rendimento de 8
variedades de soja no distrito de Montepuez, na qual não observou diferenças significativas das
variedades no que se refere a este parâmetro.

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4.7. Peso de 100 sementes (g)


Tabela 9:Resultados médios da variável peso de 100 sementes em função dos genótipos
estudados

Genótipo Peso de 100 Sementes (g)

BRS257 13.50 abcd

TGX1485-1D 12.75 ab

BRS SAMBAIA 14.25 abcd

TGX1908-8F 13.50 abcd

TGX1991-12F 17.75 d

BRS GIRIPOCA 13.25 abcd

OCEPARA-4 13.00 abc

TGX1990-13F 17.50 cd

TGX1987-57F 12.50 ab

TGX1835-10E 14.00 abcd

BRS G08360 14.25 abcd

TGX1990-4F 16.75 bcd

TGX1987-38F 14.50 abcd

TGX1963-3F 14.50 abcd

TGX1972-1F 13.25 abcd

BRS 361 14.00 abcd

TGX1987-62F 11.50 a

TGX1937-1F 12.75 ab

TGX1987-20F 12.75 ab

TGX1951-3F 14.50 abcd

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Média geral 14.037

CV (%) 12.56

Pr % 0.0002

o As médias seguidas pela mesma letra minúscula nas colunas não diferem significativamente a 5% de
probabilidade pelo teste de Tukey entre os genótipos.

Os resultados de análise de variância, ao nível de 5% de significância, param a variável peso de 100


sementes detectou a existência de diferenças altamente significativas entre os diversos genótipos
testados neste estudo. Nesta ordem, o teste de Tukey (pr <0.05), a partir da tabela 8, mostra que o
genótipo TGX1991-12F, foi estatisticamente superior em relação aos demais no que tangem a
variável peso de 100 sementes, obtendo 17.75 g.

Seguidamente, a partir da mesma tabela, os dados em termos globais, para a variável peso de 100
sementes variaram de 11.50 a 17.75g nos genótipos TGX1987-62F e TGX1991-12F
respectivamente, e sendo estes dois genótipos a apresentarem o valor mínimo e máximo para esta
variável nas condições locais de Mutequelesse.

O maior valor deste parâmetro (peso de 100 sementes) verificado na variedade TGX1991-12F está
relacionado com o tamanho dos seus grãos que, nas condições locais de Mutequelesse é superior
quando comparado com os restantes genótipos incluídos no estudo. Essa constatação vai de acordo
com a de Mundstock e Thomas (2005), salientando que o peso do grão está estritamente ligado com
o respectivo tamanho e é característica diferencial das variedades. No entanto embora esta
constatação, não impede que este varie dependendo das condições ambientais e do maneio que a
cultura seja submetida.
O peso de 100 sementes de soja varia entre 9-25g (EMBRAPA, 1997). Sendo que os valores
comuns se situam entre os 10-20g (CLUSA, 2006), o que vai de acordo com os resultados do
presente estudo.

O coeficiente de variação 12.56 % para esta variável é considerado médio e significando numa
media precisão na recolha dos dados e boa fiabilidade dos resultados obtidos de acordo com Gomes
(2008).

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4.8. Resultado relativo ao Rendimento dos genótipos


Tabela 10:Resultados médios do Rendimento em (Kg/ha) em função dos genótipos estudados

Genótipo Rendimento (kg/ha)

BRS 361 633.50

BRS GIRIPOCA 846.00

TGX1835-10E 951.34

BRS SAMBAIA 971.50

TGX1963-3F 1011.11

BRS257 1164.50

OCEPARA-4 1190.50

TGX1990-4F 1197.00

TGX1485-1D 1290.16

TGX1987-20F 1292.51

TGX1908-8F 1302.76

TGX1972-1F 1476.89

TGX1987-62F 1477.00

TGX1987-57F 1529.50

TGX1991-12F 1574.50

BRS G08360 1632.00

TGX1990-13F 1738.00

TGX1937-1F 1756.50

TGX1987-38F 1860.01

TGX1951-3F 2080.50

Média geral 1348.79

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
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CV (%) 37.16

4.8.1. Resultados do teste de Hipótese

Tabela 11:Resultados de teste de hipóteses (Comparação entre o rendimento dos genótipos e o


rendimento do genótipo OCEPARA-4)

Genótipos Teste estatístico calculado (tc) Probabilidade (P) **

BRS 361 -6.721300 0.0067723

BRS GIRIPOCA -4.208109 0.024507

TGX1835-10E -0.535287 0.629588

BRS SAMBAIA -0.519374 0.639386

TGX1963-3F -0.346039 0.752160

BRS257 -0.040096 0.970535

TGX1990-4F 0.034220 0.974851

TGX1485-1D 0.227985 0.834313

TGX1987-20F 0.208529 0.8481171

TGX1908-8F 0.626492 0.575424

TGX1972-1F 0.590433 0.5964.27

TGX1987-62F 4.570321 0.019653

TGX1987-57F 1.631186 0.201349

TGX1991-12F 2.639300 0.077703

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BRS G08360 2.812121 0.067175

TGX1990-13F 2.012097 0.137704

TGX1937-1F 1.959558 0.144915

TGX1987-38F 0.979422 0.399574

TGX1951-3F 4.436108 0.021292

** O valor de P inferior a 0.05 de cada genótipo, mostra que o rendimento observado deste, apresenta
diferenças significativas quando comparado com o rendimento do genótipo testemunho (OCEPARA-4) ao
nível de 5% de probabilidade.

Os resultados do teste de hipóteses, realizado para a comparação dos rendimentos dos genótipos com o
rendimento do genótipo testemunho concretamente o genótipo OCEPARA-4, ilustraram que pelo menos
alguns genótipos se mostraram estatisticamente diferentes ao genótipo OCEPARA-4 quanto ao rendimento
nas condições locais de Mutequelesse. Portanto, os genótipos BRS 361, BRS GIRIPOCA, TGX1987-62F
e TGX1951-3F são estatisticamente diferentes quando comparadas com genótipo OCEPARA-4,
sendo os genótipos BRS 361 e BRS GIRIPOCA inferiores a OCEPARA-4, enquanto TGX1987-
62F e TGX1951-3F superiores estatisticamente a ocepara-4. Em contrapartida, os restantes
genótipos apresentam rendimentos similares nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse
quando comparadas ao testemunho.

Contudo, em termos gerais os rendimentos dos genótipos em estudo, variaram de 633.50 e 2080.50
kg/ha, sendo o menor e maior valor deste parâmetro nos genótipos BRS 361 e TGX1951-3F
respectivamente.

Alguns pressupostos a partir de certas evidencias dos rendimentos potenciais de certos genótipos
como OCEPARA-4, cujo rendimento potencial é de 3.5 ton/ha e os genótipos TGX1951-3F cujo em
Moçambique são maioritariamente desenvolvidos pelo IITA e apresentam um nível de rendimento
de cerca de 4.0 ton/ha (Chiulele, et al., s.d.), pode se depreender que os rendimentos alcançados no
presente estudo por exemplo para OCEPARA-4, com 1190.50 kg/ha e TGX1951-3F, com 2080.50
kg/há estão abaixo dos rendimentos potenciais dos genótipos estudados.

35
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

As diferenças constatadas no rendimento dos genótipos revelam a reacção genotípica diferencial às


condições locais de Mutequelesse, o que vai de acordo com a constatação de Ripado (1995), para
quem o rendimento de soja em grão é muito variável, dependendo do clima e do solo da região onde
for cultivada, bem como da variedade e do sistema de cultivo, classificando de razoáveis, os
rendimentos em torno de 2 ton/ha. Assim, a excepção de TGX1951-3F todos as restantes genótipos
incluídos neste estudo apresentam, nas condições locais de Gurué-Mutequelesse, rendimentos
baixos.

Contudo, as médias dos genótipos situaram-se 633.50-2080.50 kg/ha, resultados estes que não vão
de acordo com Boahen (2009) ao afirmar que o rendimento da soja no sector familiar em
Moçambique está na ordem de 600 a 700kg/ha, porém os resultados entram em conformidade com
os mencionados por Amane e Dias (2008) ao referirem que em Moçambique a média do rendimento
nos pequenos produtores é de 500Kg/ha e dos grandes produtores 1600Kg/ha.

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
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CAPITULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

5.1. Conclusões
De acordo com os resultados do presente estudo, obtiveram-se as seguintes conclusões:

Os diversos genótipos testados no presente estudo não apresentaram diferenças significativas para a
variável número de dias para a ocorrência da emergência, contudo o genótipo BRS257 mostrou ser
mais rápido a emergir e o TGX1990-13F o mais tardio.

Em relação aos parâmetros número de dias para a maturação, número de vagens por planta e
número de sementes por vagem, não existiram diferenças significativas quando testadas na análise
de variancia a nivel de 5% de significância.

Para os parâmetros numero de dias para a floração, altura das plantas e peso de 100 sementes,
houve diferenças significativas, destacando que em termos de floração o genótipo TGX1991-12F
floriu mais cedo em relação ao BRS GIRIPOCA que teve mais dias para atingir a floração.
Enquanto para altura e peso de 100 sementes foram obtidos nos genótipos TGX1987-57F e
TGX1991-12F respectivamente.

Para o parâmetro da produtividade, a partir do teste de hipótese elucidou diferenças significativas


nos diferentes genótipos, sendo a maior produtividade alcançada pelo genótipo TGX1951-3F com
cerca de 2080.50 kg/ha, superando desta feita o genótipo testemunho ocepara-4.

Portanto, este facto da existência de diferenças significativas poderá estar ligado as características
genotípicas de cada genótipo, assim como na capacidade individual de cada genótipo em se adaptar
as condições edafoclimaticas da região implantada e assim maximizar o uso dos foto assimilados e
converte-los em altos rendimentos.

Assim sendo, há evidencias suficientemente fortes, para rejeitarmos a hipótese nula na qual
preconizava que, os 20 genótipos de soja não diferem significativamente na adaptabilidade e
produtividade, quando comparadas com o genótipo testemunho nas condições agro-ecológicas de
Mutequelesse distrito de Gurué e aceitar a hipótese alternativa, diante a qual, pelo menos um
genótipo é estatisticamente superior quando comparado com o genótipo testemunho.

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5.2. Recomendações
Mediante os resultados do estudo efetuado e pelas conclusões obtidas do mesmo, recomenda-se:

Ao instituto de investigação agrária de Moçambique (CZw)

 Que façam a produção do genótipo TGX1951-3F, porque mostrou neste estudo que teve
maior desempenho em termos de produtividade.

A UCM-Faculdade de Agricultura de Cuamba

 Que enfatizem sempre que poderem, aos estudantes a necessidade de efectuar estudos desta
cultura sobre tudo em relação as inúmeras vantagens encontradas assim como a importância
social e económica que esta cultura trás.

Aos produtores do distrito de Gurué, assim como aos produtores singulares de pequena e
grande escala dentro ou fora de Gurué com condições agro-climáticas similares

 Que adoptem o genótipo TGX1951-3F tendo em conta que no presente estudo, este foi o
mais produtivo nas condições locais de Mutequelesse. Contudo, que após a escolha de
qualquer genótipo preconize-se todo o acompanhamento necessário e os devidos amanhos
para que se alcance os maiores rendimentos possíveis.

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agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

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Mattos, M.P. (1987). Soja – A mais importante oleaginosa da agricultura moderna. 16-43pp.
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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

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Picanço, M., Araújo, M. S., & Macedo, T. B. (1999). Manejo integrado de pragas agrícolas.
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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

APÊNDECES

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Apêndice I: Protocolo de ensaio


Ensaio: Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja (Glycine max, l.) nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué, província da Zambézia.

Responsável: Josefina Miguel

Local: instituto de investigação agraria de Moçambique, estacão agraria de Gurué, centro zonal
noroeste

Cultura: soja (Glycine max, l.) campanha 2017/2018

Objectivo do ensaio: Avaliar a adaptabilidade de vinte genótipos de soja (Glycine max, l.) nas
condições agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué, província da Zambézia.

Delineamento: de Blocos Completos Casualizados

Genótipos em estudo: TGX 1835˗10E, TGX 1987˗62F, TGX 1991˗12F, TGX1990˗4F, TGX
1987˗5F, TGX 1990-13F, TGX 1963˗3F, TGX 1972˗1F, TGX 1987˗38F, TGX 1987˗20F, TGX
1951˗3F, TGX 1485˗1D (Sana), TGX1937˗1F (Olima), TGX 1908˗8F (Wima), BRS JIRIPOCA,
BRS G08360, BRS 257, BRS 361, BRS SAMBAIA, OCEPARA˗4 e TGX 1485˗1D (Sana).

Número de tratamentos:20 tratamentos

Espacamento:50cm x5cm

Número total das parcelas: 80 parcelas, resultante de 4 blocos e 20 genótipos

Número de blocos: 4

Repetições: 4

Área da parcela: 10 m2

Número de linhas dentro do talhão: 4

Número de linhas uteis: 2

Distância entre linhas: 0,5m

Distância entre plantas nas linhas: 0,1m

Distância entre blocos: 1m

Comprimento na linha: 5m

Largura da parcela: 2m

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Largura do ensaio: 11m

Comprimento do ensaio: 109,5 m

Comprimento da parcela: 5m

Número de plantas por parcela: 400

Espaço entre parcelas: 0,5m

Área útil total do ensaio: 800m2

Área total do ensaio: 1204,5m2

Esquema do ensaio: Monofatorial

Apêndice II: Esquema de campo

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

Apêndice III: Cronograma de actividades

MESES
JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JUNHO
SEMANAS
ACTIVIDADES MESES 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª
Preparação e demarcação do campo X X
Arrumação e sinalização das parcelas X X
Sementeira X X
Sacha X X X X X X X X X X X X X
Ressementeira X
Adubação de fundo X
Adubação de cobertura X X
Controlo fitossanitário X X X X
Colheita de nódulos X X
Colheita e secagem X X
Medição de variáveis X
Análise e processamento de dados X X
Relatório final X X

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Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

Apêndice IV: Resultados da análise de variância

Variável analisada: DIAS_PARA emergência

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 2.950000 0.983333 1.493 0.2262
GENOTIPO 19 19.050000 1.002632 1.522 0.1127
erro 57 37.550000 0.658772
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 59.550000
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 13.70
Média geral: 5.9250000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Variável analisada: DI_P_FLORA


TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 46.050000 15.350000 3.646 0.0178
GENOTIPO 19 211.950000 11.155263 2.650 0.0024
erro 57 239.950000 4.209649
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 497.950000
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 6.12
Média geral: 33.5250000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Variável analisada: D_PARA_MATURACAO

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 423.700000 141.233333 3.638 0.0180
GENOTIPO 19 879.300000 46.278947 1.192 0.2964
erro 57 2212.800000 38.821053
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 3515.800000
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 6.27
Média geral: 99.4500000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 45


Autora: Josefina Miguel
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Variável analisada: NUMR_PLANT

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 29586.237500 9862.079167 8.750 0.0001
GENOTIPO 19 33958.737500 1787.301974 1.586 0.0920
erro 57 64242.012500 1127.052851
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 127786.987500
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 34.39
Média geral: 97.6125000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Variável analisada: Número de plantas colhidas

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 4616.137500 1538.712500 2.205 0.0973
GENOTIPO 19 8001.137500 421.112500 0.603 0.8882
erro 57 39775.612500 697.817763
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 52392.887500
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 53.00
Média geral: 49.8375000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Variável analisada: ALT_PLANTA

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 1075.611415 358.537138 3.346 0.0253
GENOTIPO 19 5750.376295 302.651384 2.825 0.0013
erro 57 6107.623885 107.151296
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 12933.611595
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 17.42
Média geral: 59.4202500 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

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Variável analisada: NUM_VAG__P

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 673.710375 224.570125 0.730 0.5382
GENOTIPO 19 3340.977375 175.840914 0.572 0.9109
erro 57 17529.627125 307.537318
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 21544.314875
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 49.66
Média geral: 35.3137500 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Variável analisada: N_SEM_VAGE

Opção de transformação: Variável sem transformação ( Y )

--------------------------------------------------------------------------------

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 0.498375 0.166125 1.554 0.2106
GENOTIPO 19 4.457375 0.234599 2.194 0.0118
erro 57 6.094125 0.106914
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 11.049875
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 12.39
Média geral: 2.6387500 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------
Variável analisada: PESO_DE_10

Opção de transformação: Variável sem transformação ( Y )

--------------------------------------------------------------------------------

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 15.437500 5.145833 1.654 0.1871
GENOTIPO 19 202.137500 10.638816 3.420 0.0002
erro 57 177.312500 3.110746
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 394.887500
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 12.56
Média geral: 14.0375000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 47


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Variável analisada: RENDIMENTO

TABELA DE ANÁLISE DE VARIÂNCIA

--------------------------------------------------------------------------------
FV GL SQ QM Fc Pr>Fc
--------------------------------------------------------------------------------
REP 3 2327588.722780 775862.907593 1.427 0.2443
GENOTIPO 19 10322706.088980 543300.320473 0.999 0.4757
erro 57 30989954.717820 543683.416102
--------------------------------------------------------------------------------
Total corrigido 79 43640249.529580
--------------------------------------------------------------------------------
CV (%) = 54.67
Média geral: 1348.7905000 Número de observações: 80
--------------------------------------------------------------------------------

Teste de Hipóteses (Comparação do rendimento dos genótipos em estudo com o


rendimento do genótipo testemunho-OCEPARA 4).

BRS 361
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 633.500000
Variância da amostra: 27470.330000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -6.721300
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.006723
Rejeita-se Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

BRS GIPOROCA
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 846.000000
Variância da amostra: 26808.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -4.208109
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.024507
Rejeita-se Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 48


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BRS GO8360
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1632.000000
Variância da amostra: 98594.670000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 2.812121
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.067175
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

BRS SAMBAIA
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 971.500000
Variância da amostra: 711193.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -0.519374
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.639386
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

BRS257
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1164.500000
Variância da amostra: 1681876.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -0.040096
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.970535
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1485-1D
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1290.160000
Variância da amostra: 764342.600000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.227985
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.834313
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

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TGX 1835-10E
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 951.340000
Variância da amostra: 798478.600000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -0.535287
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.629588
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1908-8F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1302.720000
Variância da amostra: 128342.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.626492
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.575424
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1937-1F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1756.500000
Variância da amostra: 333715.700000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 1.959558
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.144915
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 50


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TGX 1951-3F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 2080.500000
Variância da amostra: 161003.700000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 4.436108
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.021292
Rejeita-se Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1963-3F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1011.110000
Variância da amostra: 1074997.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = -0.346039
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.752160
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1972-1F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1476.890000
Variância da amostra: 941096.200000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.590433
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.596427
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 51


Autora: Josefina Miguel
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TGX 1987-38F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1860.000000
Variância da amostra: 1868825.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.979482
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.399574
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1990-13F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1738.000000
Variância da amostra: 296162.700000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 2.012097
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.137704
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX 1991-12F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1574.500000
Variância da amostra: 84673.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 2.639300
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.077703
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX-1987-20F
Hipóteses sobre médias
_____ ___________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1292.510000
Variância da amostra: 957222.200000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.208529
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.848171
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

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Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
agro-ecológicas de Mutequelesse, distrito de Gurué/Zambézia

TGX-1987-57F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1529.500000
Variância da amostra: 172763.700000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 1.631186
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.201349
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX-1987-62F
Hipóteses sobre médias
______________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1477.000000
Variância da amostra: 15718.670000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 4.570321
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.019653
Rejeita-se Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

TGX-1990-4F
Hipóteses sobre médias
________________________________________________________________________________
Obs. Esse teste é bilateral!
Para obter a significância do correspondente unilateral,
divida o valor calculado do nível de significância por 2
________________________________________________________________________________
Tamanho da amostra: 4
Média da amostra: 1197.000000
Variância da amostra: 144316.000000
Teste da hipótese: Ho: m = 1190.500000
t calculado: tc = 0.034220
Probabilidade: P(t>|tc|)= 0.974851
Não existe evidências para rejeitar Ho ao nível de 5.00% de probabilidade
________________________________________________________________________________

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Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

Apêndice V:Dados brutos


REP Data Data Virus Data Nº Nº Data Alt Acama Rendimen peso Rend Aber Nº Nº Peso
Sem Emer Mos Flor Plan Plan Matu Plan m to por do Talhã t Vag/ Sem de
g soja Emer Colhid r t Hectare talhao o (g) Vag Pln /Vage 100
g as (kg/Ha) em kg m m

1 09- 15- 4 13- 55 69 12- 52.2 1 22.06 0.0110 11.03 1 57.7 2.5 12
Jan Jan Feb Apr 3

1 09- 15- 4 13- 170 81 29- 68.8 1 1598 0.799 799 1 41.2 2.5 10
Jan Jan Feb Mar

1 09- 15- 3 13- 146 60 05- 63.6 1 23.06 0.0115 11.53 1 22.6 2.1 13
Jan Jan Feb Apr 3

1 09- 14- 1 08- 155 82 29- 59.2 1 1712 0.856 856 2 51.6 2.3 20
Jan Jan Feb Mar

1 09- 15- 1 13- 130 79 12- 79.8 1 1810 0.905 905 1 28.1 2.4 12
Jan Jan Feb Apr

1 09- 15- 4 13- 146 92 29- 56.4 1 20.66 0.0103 10.33 1 45.9 2.2 12
Jan Jan Feb Mar 3

1 09- 14- 5 13- 170 67 29- 58.6 1 1764 0.882 882 1 14 3 11


Jan Jan Feb Mar

1 09- 15- 2 11- 124 65 14- 62.8 1 24.06 0.0120 12.03 1 30.3 3.1 15
Jan Jan Feb Apr 3

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Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

1 09- 14- 1 08- 152 58 29- 48.5 1 1466 0.733 733 1 28 2.5 19
Jan Jan Feb Mar

1 09- 13- 1 08- 132 21 22- 73.8 1 3106 1.553 1553 1 30 2.8 15
Jan Jan Feb Mar

1 09- 14- 1 08- 55 53 19- 67.4 1 1972 0.986 986 1 78 2.2 14


Jan Jan Feb Apr

1 09- 14- 1 13- 50 48 20- 62.2 1 24.44 0.0122 12.22 1 17.5 3 15


Jan Jan Feb Apr 2

1 09- 14- 1 08- 86 32 12- 42.5 1 1754 0.877 877 1 61.3 2.6 12
Jan Jan Feb Apr

1 09- 17- 1 08- 143 44 12- 50.4 1 1390 0.695 695 1 47.9 2.6 13
Jan Jan Feb Apr

1 09- 14- 1 08- 88 44 13- 30.1 1 1776 0.888 888 1 36.7 3 12


Jan Jan Feb Apr

1 09- 15- 3 08- 179 36 26- 42.1 1 1858 0.929 929 1 18.5 2 14
Jan Jan Feb Apr

1 09- 14- 1 13- 47 17 10- 66 1 206 0.103 103 1 27 2.8 15


Jan Jan Feb Apr

1 09- 15- 1 15- 113 99 26- 64.3 1 688 0.344 344 4 49.2 2.4 13
Jan Jan Feb Apr

1 09- 15- 1 13- 74 77 25- 78.8 1 1932 0.966 966 1 28 3 11


Jan Jan Feb Apr

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

1 09- 16- 1 15- 136 52 24- 50.6 1 1006 0.503 503 1 27.4 2.4 13
Jan Jan Feb Apr

2 09- 16- 1 13- 121 86 10- 84.4 1 23.58 0.0117 11.79 1 58.1 2.6 13
Jan Jan Feb Apr 9

2 09- 15- 1 13- 71 45 09- 56.8 1 1972 0.986 986 3 26.1 1.8 11
Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 2 13- 71 33 23- 52.4 1 21.38 0.0106 10.69 1 40 2.6 13


Jan Jan Feb Apr 9

2 09- 14- 5 13- 36 28 23- 73 1 1562 0.781 781 1 20.9 1.6 13


Jan Jan Feb Apr

2 09- 16- 3 13- 60 11 10- 54.4 1 448 0.224 224 1 11.1 2.4 11
Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 2 13- 32 19 27- 56.4 1 928 0.464 464 1 51.8 2.6 12
Jan Jan Feb Apr

2 09- 13- 1 13- 42 202 22- 62.7 1 536 0.268 268 5 21 3 11


Jan Jan Feb Mar

2 09- 14- 5 08- 58 33 20- 42.4 1 1758 0.879 879 1 39.9 2 15


Jan Jan Feb Apr

2 09- 16- 5 13- 74 34 16- 66.5 1 1316 0.658 658 1 31.5 2.7 16
Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 5 08- 63 44 19- 1 402 0.201 201 1 39.2 2.9 15


Jan Jan Feb Apr

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

2 09- 15- 2 08- 165 22 17- 58.3 1 2116 1.058 1058 2 45.4 2.8 20
Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 2 15- 57 45 19- 95 1 1554 0.777 777 2 32.9 2.5 12


Jan Jan Feb Apr

2 09- 14- 1 08- 116 39 19- 74.6 1 1998 0.999 999 1 81.3 3.1 14
Jan Jan Feb Apr

2 09- 14- 1 13- 70 32 17- 66.7 1 3130 1.565 1565 1 36.2 2.8 15
Jan Jan Feb Apr

2 09- 16- 2 08- 121 18 20- 3 1368 0.684 684 1 43.2 3.2 14
Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 2 13- 103 64 09- 64.4 2 2170 1.085 1085 2 25 3 14


Jan Jan Feb Apr

2 09- 15- 4 13- 165 72 18- 86 1 1990 0.995 995 2 31.5 2.1 15
Jan Jan Feb Apr

2 09- 14- 1 13- 87 63 26- 74.3 2 1392 0.696 696 2 35.7 3.3 12
Jan Jan Feb Apr

2 09- 16- 1 08- 119 47 16- 66.3 1 1254 0.627 627 3 49 2.9 14
Jan Jan Feb Apr

2 09- 14- 1 08- 107 69 29- 50.4 1 2000 1 1000 3 35.5 2.7 18
Jan Jan Feb Mar

3 09- 14- 2 08- 158 62 13- 58.4 1 1880 0.94 940 1 31.5 2.3 13
Jan Jan Feb Apr

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distrito de Gurué/Zambézia

3 09- 15- 1 08- 88 50 20- 69.2 1 2624 1.312 1312 1 65.3 3.1 14
Jan Jan Feb Apr

3 09- 15- 1 13- 89 49 28- 50.7 1 2574 1.287 1287 1 36.3 2.8 13
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 13- 113 48 18- 86.6 1 2360 1.18 1180 1 77.8 2.6 14
Jan Jan Feb Apr

3 09- 16- 2 13- 112 70 13- 86.2 1 2340 1.17 1170 1 33.5 3.1 16
Jan Jan Feb Apr

3 09- 17- 1 08- 78 60 26- 53.4 1 1436 0.718 718 1 28 2.8 15


Jan Jan Feb Mar

3 09- 16- 1 13- 120 25 27- 58.5 1 834 0.417 417 1 41.7 2.8 16
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 08- 137 60 26- 53.3 1 1490 0.745 745 2 25 3.2 15
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 13- 74 58 13- 76.5 1 1820 0.91 910 2 46.9 2.8 14
Jan Jan Feb Apr

3 09- 14- 1 13- 156 42 27- 68.5 1 1484 0.742 742 3 37.9 2.9 17
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 13- 120 55 29- 66.7 1 1570 0.785 785 2 73.9 2.8 11
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 13- 89 78 09- 60.5 1 1942 0.971 971 1 33.1 3 12


Jan Jan Feb Apr

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

3 09- 16- 1 08- 162 47 30- 56.3 1 890 0.445 445 3 10 2 18


Jan Jan Feb Mar

3 09- 14- 3 13- 109 48 26- 48.7 1 1318 0.659 659 2 20 3 13


Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 08- 116 58 27- 56.2 1 1654 0.827 827 2 31.4 3.1 16
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 1 15- 131 52 18- 48.6 1 1922 0.961 961 1 48.2 2.6 14
Jan Jan Feb Apr

3 09- 17- 1 13- 158 65 20- 54.3 1 2040 1.02 1020 2 21.7 2 18
Jan Jan Feb Apr

3 09- 14- 1 06- 43 18 22- 28.4 1 410 0.205 205 5 10.1 2.2 16
Jan Jan Feb Mar

3 09- 15- 4 13- 78 57 26- 52.4 1 1334 0.667 667 2 31.2 3.2 16
Jan Jan Feb Apr

3 09- 15- 1 13- 159 46 20- 46.6 1 822 0.411 411 2 17.4 3.1 14
Jan Jan Feb Apr

4 09- 16- 1 13- 50 49 16- 48.2 1 1282 0.641 641 3 14 2.5 15


Jan Jan Feb Apr

4 09- 14- 1 13- 37 12 20- 50.5 1 354 0.177 177 2 37.5 3.1 15
Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 56 21 18- 48.6 1 564 0.282 282 5 62.5 2.4 16
Jan Jan Feb Apr

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

4 09- 15- 1 13- 71 31 13- 56.4 1 738 0.369 369 3 21.1 2.4 10
Jan Jan Feb Apr

4 09- 16- 1 13- 69 42 10- 54.4 1 938 0.469 469 3 40.7 2.8 18
Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 15- 65 39 13- 52.2 1 356 0.178 178 3 18 2.5 11


Jan Jan Feb Apr

4 09- 14- 1 13- 79 21 10- 50.5 1 934 0.467 467 2 37.2 2.1 12
Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 58 43 09- 53.7 1 1258 0.629 629 1 29.1 2.4 14
Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 46 45 30- 58.3 1 932 0.466 466 3 37.1 2.7 15
Jan Jan Feb Mar

4 09- 16- 1 13- 81 28 27- 50.2 1 1036 0.518 518 2 61.8 2.7 13
Jan Jan Feb Mar

4 09- 14- 2 13- 99 37 15- 52.5 1 1662 0.831 831 1 25 3 14


Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 2 13- 97 52 17- 1 1732 0.866 866 3 6.8 2.1 13


Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 35 25 17- 44.5 1 606 0.303 303 1 41.5 2.8 12
Jan Jan Feb Apr

4 09- 17- 1 15- 56 51 19- 78.6 1 1348 0.674 674 2 16 3 13


Jan Jan Feb Apr

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Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições agro-ecológicas de Mutequelesse,
distrito de Gurué/Zambézia

4 09- 14- 1 15- 59 34 13- 56.5 1 628 0.314 314 3 18 2.6 14


Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 108 55 13- 40.4 1 2150 1.075 1075 1 14.1 2.2 13
Jan Jan Feb Apr

4 09- 16- 1 08- 58 36 28- 48.3 1 1330 0.665 665 1 30 2.6 12


Jan Jan Feb Mar

4 09- 14- 1 13- 87 40 17- 66 1 2448 1.224 1224 1 45.8 2.3 15


Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 13- 90 51 18- 78.3 1 2030 1.015 1015 1 30 3 15


Jan Jan Feb Apr

4 09- 15- 1 08- 129 45 09- 43.4 1 1342 0.671 671 2 21.8 2.5 19
Jan Jan Feb Apr

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 61


Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
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Apêndice VI: Fotos do ensaio

Figura1: Campo de ensaio dos 20 genótipos em franco crescimento e desenvolvimento

Figura 2: Avaliação do índice de ataque de pragas e doenças

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Figura 3: Colheita de nódulos

Figura 4: Dia de campo organizado pelo IITA, em parceria com o IIAM, CIAT, ICRISAT

Trabalho para obtenção de grau de Licenciatura em ciências agrarias Página 63


Autora: Josefina Miguel
Avaliação da adaptabilidade de vinte genótipos de soja [Glycine max (L) Merril], nas condições
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Figura 5: Fase de maturação

Figura 6: Fase de colheita

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Autora: Josefina Miguel

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