MÉTODOS E TÉCNICAS DE
ABORDAGEM COMUNITÁRIA
UTILIZADAS COM MAIOR
FREQUÊNCIA
Aula 28
Módulo 12 – Saúde da Comunidade e Envolvimento
Comunitário
Curso de Enfermagem Materno Infantil
Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
As palestras na unidade sanitária: objectivos,
preparação do programa e selecção do material
educativo.
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Objectivos de aprendizagem
Ao final desta sessão os alunos deverão ser
capazes de:
Explicar ideias gerais que fundamentam a
abordagem comunitária;
Descrever características, objectivos e
planeamento de palestras na unidade sanitária;
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
Os métodos e técnicas de abordagem
comunitária devem estimular a prevenção de
doenças, a promoção da saúde e o engajamento
e participação da população em assuntos
relacionados à saúde e qualidade de vida, por
meio de ações educativas.
Sua finalidade é contribuir com a melhoria da
situação de saúde e da qualidade de vida nas
famílias e na comunidade.
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
A partir da concepção ampliada da saúde e de
seus determinantes sociais, a abordagem
comunitária pode se dar em diversas áreas,
como:
Saúde Sexual e Reprodutiva;
Comportamentos saudáveis e prevenção às
doenças crônicas não transmissíveis;
Saúde, Saneamento Básico e Meio Ambiente;
Prevenção ao uso abusivo de drogas lícitas ou
ilícitas;
Educação em Saúde Bucal, e outros.
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
Além dos métodos e técnicas voltados a difusão
da informação à saúde que constituíram este
submódulo (Palestras, visitas domiciliárias e
entrevistas e as Brigadas Móveis) destacam-se:
Encontros e debates, oficinas, rodas de
conversa e distribuição de cartilhas e folhetos;
Teatro de rua, gincanas, jogos e concursos de
frases, redações, músicas, etc.;
Transmissão de vídeos educativos;
Exercícios participativos;
Formação de agentes multiplicadores para
educação em saúde, e outros;
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
A abordagem comunitária consiste na
aproximação entre pessoas, com o intuito de
estabelecer uma conversa, um diálogo ou um
processo de aprendizagem.
Quando duas ou mais pessoas entram em
contato ou se abordam, necessariamente, trocam
informações, se conhecem e consequentemente
há (ou pode haver) mudanças tanto de atitudes e
comportamentos, quanto modificações de formas
de pensar e de agir, entre estes agentes sociais.
(Bandeira, 1998).
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
Consiste em "estudar, refletir, pensar, criticar e
criar formas, maneiras, técnicas ou "jeitos" de
como o trabalhador em saúde coletiva se
apresenta, chega, entra em contato, se aproxima
de um indivíduo, família, casa, grupo social,
associação, movimento ou comunidade com o
objectivo de conhecer, escutar, dialogar, fazer e
entender propostas, agir, educar, aprender ou
intervir com soluções desejadas, participantes,
coerentes e ecológicas; e, especialmente, saber
despertar o interesse de ascender..."
(Cordón, 1998).
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
No dia-a-dia, a comunidade desenvolve um
saber popular considerável.
Embora a este saber falte uma sistematização
coletiva, nem por isso é destituído de valor, não
podendo, pois, ser confundido com a ignorância
e desprezado como mera superstição.
Ele é o ponto de partida e sua transformação
mediante o apoio do saber técnico-científico
pode constituir-se em processo educativo sobre
o qual se assentará uma organização eficaz da
população, para a defesa de seus interesses.
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
O saber técnico, ao se confrontar com o saber
popular, não pode dominá-lo, impor-se a ele;
A relação entre os dois saberes deverá ser uma
relação de diálogo, relação horizontal,
bidirecional, democrática;
Diálogo entendido não como um simples falar
sobre a realidade, mas como um transformar-se
conjunto dos dois saberes, na medida em que a
própria transformação da realidade é buscada.
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Métodos e técnicas de abordagem
comunitária
Directos: cara a cara, Indirectos: Não há a
bidireccional (participativo). relação cara a cara, sendo
unidireccional.
Enfa. Safira do HCM realizando
treinamento de serventes. Abordagem comunitária por
meio de rádio.
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Métodos Directos ou Bidirecionais
Há contato directo entre
educador e educando;
Pode ser usado com
indivíduos e grupos;
Utiliza a palavra falada
como meio de
comunicação, podendo
utilizar recursos técnicos
de apoio, como
desenhos, quadro-negro,
projector multímidia,
álbum seriado etc;
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Métodos Directos ou Bidirecionais
Vantagens:
Contato directo entre as partes e elucidação
das dúvidas ou problemas que o participante
possa apresentar.
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Métodos Indirectos ou Unidirecionais
Há uma distância no espaço e/ou no tempo entre
o facilitador e o participante;
Utiliza a palavra falada, escrita ou a imagem,
interpondo-se vários meios e técnicas;
Visuais: cartazes, “out-doors”, folhetos, cartas
circulares, revistas, jornais, mala direta.
Sonoros: rádio.
Mistos (audivisuais): cinema, vídeo, televisão.
Meios de comunicação aplicáveis com grupos e
colectividades.
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Métodos Indirectos ou Unidirecionais
Incrementam ou ampliam o conhecimento da
população sobre o tema;
São úteis para informar e sensibilizar grupos e
coletividades sobre hábitos insanos;
Reforçam as atitudes previamente sustentadas;
São de baixo impacto para modificar atitudes
contrárias firmemente enraizadas.
Podem dar lugar a mudanças de atitudes e
práticas, mas principalmente quando existe uma
predisposição à ação.
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Métodos Indirectos ou Unidirecionais
Desvantagens:
Não há relação cara a cara entre facilitador e
participante;
Eficácia de comunicação menor;
Não há retorno de informações entre as partes.
Cartazes
Internet
Rádio e televisão.
RádioLlv
ros Livros,
revistas.
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Comparativamente...
Os Métodos Directos são mais eficazes que os
Indirectos.
Diálogos e Discussões em Grupo são melhores
que Palestras e Aulas.
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Abordagem comunitária
As discussões teóricas sobre o conceito de
participação comunitária estão intrinsecamente
ligadas às ideias de Paulo Freire, o qual afirma
que a educação deveria ser uma troca interactiva
de conhecimentos que permite resgatar filosofias
que representam uma possibilidade de
autonomia crítica do educando.
Nesta perspectiva “o aprendizado já é um modo
de tomar consciência do real e como tal só pode
dar-se dentro dessa tomada de consciência”*.
*Freire, Paulo (1977). Educação como Prática de Liberdade, Rio de
Janeiro. Paz e Terra, p. 8
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Abordagem comunitária
Tomando como referência o “Projecto de
Prevenção Positiva em Moçambique”, a maior
parte das intervenções de prevenção tem como
grupo-alvo a população HIV negativa ou pessoas
infectadas que não tenham conhecimento do seu
estado de HIV.
Os objectivos destas intervenções, são:
Prevenir que indivíduos se infectem;
Encorajar a testagem de HIV.
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Abordagem comunitária
As intervenções do Projecto Prevenção Positiva
são geralmente informativas, motivadoras e
baseadas na aquisição de habilidades:
Como o HIV é transmitido e como se pode
reduzir os riscos de transmissão (informativo);
Porque é importante reduzir o risco de
contágio do HIV (motivador);
Como negociar a redução do risco com um
parceiro sexual (baseado em habilidades).
Esse tipo de abordagem é importante, pois
percebe-se sua preocupação com a mudança
de comportamento.
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Abordagem comunitária
Recentemente, uma maior consciência no âmbito
nacional e internacional identificou que os
esforços de prevenção do HIV necessitam de ter
em consideração não apenas a redução do risco
a indivíduos não infectados, mas também a
adopção de medidas preventivas pelos
indivíduos HIV positivos.
Uma pessoa positiva está envolvida em cada caso de
transmissão de HIV. Uma mudança no comportamento
de risco de uma pessoa HIV posititivo terá um efeito
muito maior na disseminação do HIV do que uma
mudança no comportamento de uma pessoa HIV
negativo (King-Spooner, 1999).
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Abordagem comunitária
Do exposto sobre essa experiência do “Projecto
Prevenção Positiva”, podemos destacar as
seguintes lições:
Que os métodos e técnicas de abordagem
comunitária devem estar voltados para
promover Conhecimento, Atitude e Prática
(CAP) conducentes à comportamentos
saudáveis e qualidade de vida.
Que os objectivos, o público-alvo prioritário de
ser alcançado e os próprios métodos de
abordagem podem ser modificados a partir de
avaliações dos resultados.
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Palestras nas unidades sanitárias
Constituem o método mais utilizado no meio da
saúde.
Quando dirigidas para grupos, devem:
Ser realizadas pelo próprio grupo social;
O orador deve conhecer o tema;
O tema deve responder aos desejos,
necessidades e interesses do público;
As condições ambientais devem ser ótimas;
Levar em conta as considerações técnicas.
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Exemplo de actividade educativa
pelo grupo social
Grupo de “Mães Modelo” faz uma demonstração
de como preparar uma refeição fortificada para
as crianças, no Centro de Saúde do Lumbo, no
distrito da Ilha de Moçambique.
Os grupos de “mães
modelos” são compostos
por voluntárias que se
dedicam a ensinar outras
mães boas práticas
nutricionais.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 24
Palestras nas unidades sanitárias
Objectivos:
Conseguir que as pessoas estejam bem
informadas sobre os problemas de saúde e
enfermidades;
Fazer com que as mesmas adotem a saúde
como um valor fundamental;
Modificar condutas e hábitos danosos à saúde;
Promover condutas adequadas e positivas de
saúde.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 25
Palestras nas unidades sanitárias
O adulto deve tomar consciência que a
experiência de aprendizagem deve ser dirigida
para si.
Assim, ao participar de um processo de
educação em saúde, o grupo deve ser convidado
a conhecer para fazer, para conviver e para ser,
sendo, portanto, uma experiência de
transformação.
Conhecer Fazer Conviver Ser
(Locarno, 1997)
Curso de Enfermagem Materno Infantil 26
Palestras nas unidades sanitárias
Há um provérbio chinês que afirma (Confúcio):
O que eu escuto,
Esqueço.
O que eu vejo, O que eu faço,
Lembro. Aprendo.
Assim, quanto mais envolvido estiver o
utente na tarefa ou actividade, maior será
seu aprendizado.
Curso de Enfermagem Geral 27
Palestras nas unidades
Vejamos o quanto a palestra ilustrada é mais
eficaz do que a palestra unidirecional:
Memorização relativa ao tipo de apresentação
Tipo de apresentação 3 horas 72 horas
Palestra unidirecional 25% 10 a 20%
Leitura 72% 10%
Palestra ilustrada 80% 65%
Encenações, casos práticos 90% 70%
(Dale, 1969; Miller, 1964)
Curso de Enfermagem Materno
28
Infantil
Memorização pós-formação
Recordamos:
10% do que lemos;
20% do que entendemos;
30% do que vemos;
50% do que vemos e entendemos;
80% do que dizemos;
90% do que fazemos;
(Pike Graham & Selby David, 1999).
Curso de Enfermagem Materno Infantil 29
Palestras nas unidades sanitárias
Portanto, aplicando os conhecimentos
apresentados, as palestras poderão ser mais
eficazes se:
Forem realizadas com apoio audiovisual,
acompanhado de uma ilustração adequada;
Possibilitem o diálogo e a participação entre
profissional e utentes. Nesse sentido é que o
termo mais adequado para essa actividade é
“Exposição dialogada”.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 30
Palestras nas unidades sanitárias
Pontos essenciais para o alcance dos objetivos
de uma “exposição dialogada” na US:
O ambiente deve agradável aos utentes:
cadeiras, boa higiene, iluminação e ventilação;
Uso de linguagem simples e clara, conforme a
realidade dos utentes;
O conteúdo não deve ser muito extenso, pois
a actividade não deve ultrapassar uma hora;
Os utentes devem ser encorajados a fazerem
perguntas, esclarecerem dúvidas e trocarem
experiências.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 31
Palestras nas unidades sanitárias
Continuação:
O profissional deve iniciar com uma rápida
apresentação dos participantes;
A actividade deve ter uma introdução a
destacar a importância do assunto, de modo a
despertar o interesse dos utentes; seguir com
a informação, estimulando perguntas e
participação; e realização de um fechamento
ou resumo.
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Palestras nas unidades sanitárias
Pacientes HIV positivo em actividade de educação
em saúde na US, facilitada por uma paciente
capacitada multuplicadora.
A actividade é
realizada
embaixo de
árvores
frondosas à
frente da US.
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Palestras nas unidades sanitárias
O Cristo se reunia com o povo em ambientes
agradáveis, provocando questionamentos.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 34
Palestras nas unidades sanitárias
Crianças HIV positivo participam de actividade
educativa com o objectivo de aprenderem a
conviver com o vírus.
A profissional proporciona
um ambiente infantil
adequado (com jogos,
brinquedos, pintura etc) e
o conteúdo é ensinado por
meio de contação de
história, tendo por base
revistas ilustradas.
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Preparação do programa
A preparação de um programa de palestras na
US deve definir:
Abordar o quê?
Qual técnica utilizar?
Quem realiza?
Quando?
Quais os materiais necessários?
Com essa preparação haverá maior chance de as
actividades ocorrerem sistematicamente, com melhor
organização e qualidade.
Curso de Enfermagem Materno Infantil 36
Preparação do programa
Para responder a pergunta “abordar o quê?” é
necessário:
Conhecimento detalhado das condições de
vida e trabalho das pessoas que residem no
território;
Conhecimento das formas de organização e
de atuação dos diversos órgãos
governamentais ou não, para que se possa ter
"visão estratégica", isto é, clareza sobre o que
é necessário e possível fazer.
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Preparação do programa
Utilizando-se de informações da comunidade ou
grupo, faz-se o planeamento das ações e define-
se as prioridades de forma participativa.
Nada deve ser pré-fixado no primeiro contato com
a população, mas estabelecido gradualmente por
meio de aproximações sucessivas durante todo
processo de planeamento e programação.
O planeamento deve ser baseado no diagnóstico
de saúde da comunidade ou expectativas e
interesse do grupo e deve considerar os
princípios e objectivos das ações a serem
executadas.
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Preparação do programa
As informações pertinentes ao programa devem
constituir um plano com o cronograma a ser
seguido pela equipa responsável;
Este deve estar afixado em local de fácil
visualização da equipa.
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Sugestão de plano com cronograma
Programa de palestras para o pré-natal – Dezembro/2012
Temas Responsáveis Datas Materiais
Orientações sobre as Enfa. Safira 02/12 Folheto
queixas mais comuns da
gestação.
Preparação para o parto Enfa. Felizarda 09/12 Álbum seriado,
modelo pélvico
Preparação para o Enfa. 16/12 Modelo mamário,
aleitamento materno Conceição modelo de recém-
nascido
Cuidados durante o Enfa. Rita 23/12 Vídeo
puerpério
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Selecção do material educativo
O material educativo pode incluir:
Material de apoio do profissional: álbum
seriado, folheto, vídeo, flip chart, multimídea,
modelos anatômicos e outros.
Material a ser entregue ao utente: cartilha,
folheto e outros.
Estes devem ser seleccionados de acordo com o
tema e a disponibilidade.
O profissional que desenvolve actividades
educativas, sistematicamente, acabam por ter os
“pacotes” dirigidos à cada tema.
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