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Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal

A síndrome do desconforto respiratório (SDR) é causada pela deficiência de surfactante pulmonar, afetando principalmente recém-nascidos prematuros. O tratamento envolve estabilização, oxigenoterapia e administração de surfactante exógeno, com monitoramento rigoroso. A prevenção inclui cuidados pré-natais adequados e uso de corticoesteroides para reduzir a gravidade da SDR.
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Síndrome do Desconforto Respiratório Neonatal

A síndrome do desconforto respiratório (SDR) é causada pela deficiência de surfactante pulmonar, afetando principalmente recém-nascidos prematuros. O tratamento envolve estabilização, oxigenoterapia e administração de surfactante exógeno, com monitoramento rigoroso. A prevenção inclui cuidados pré-natais adequados e uso de corticoesteroides para reduzir a gravidade da SDR.
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Síndrome do desconforto

respiratório
Por Giovanna Pereira Cavalcante
Preceptor: Dr Rodrigo Ferreira
SDR ou DMH
Resultante da deficiência primária
de surfactante
RNPT em especial baixo peso
Prematuridade, descolamento
prematuro de placenta,
gemelaridade, diabetes materna,
entre outros
Surfactante
pulmonar
Mistura de lipídios e proteínas
Diminuição da tensão superficial
na interface ar líquido alveolar e
nos bronquíolos distais
Ocorre um aumento da tensão
superficial dos alvéolos
ocasionando colabamento de
alguns alvéolos, formação de
atelectasias e consequente
diminuição da relação
ventilação/perfusao.
Manifestações

Dependem da idade gestacional

Gemido expiratório, cianose, taquipneia,


batimento de asas de nariz, tiragem intercostal
e subcostal, diminuição global do murmúrio
vesicular.
Diagnóstico

Conhecer história
materna obstétrica Raio-x = aspecto
e familiar reticulogranular de
condições do intensidade variável
nascimento Grau I, II,III e IV
identificação de
fatores de risco
Tratamento A estabilização do RNPT pode
requerer O2 na sala de parto.
Controlado com um blender
Manter o RN em ambiente > 28 semanas --
térmico neutro, identificar e concentração inicial de 30%
tratar hipotensão e ou choque, 28 a 31 semanas --
oferta hídrica, sódio e postássio concentração entre 21-30%
IOT reservada para os que não
pedem ser acrescidos ao soro de
respondem a ventilação
manutenção. Hiperbilirrubinemia
positiva com mascara facial.
ocorre frequentemente, deve Assistência respiratória com
dosagem de bilirrubinas e CPAP ou VM.
indicação precoce de fototerapia Monitorizar PaO2
Tratamento RNs que mostram sinais clínicos de SDR,
necessitando de FiO2 > 30%, que
precisam de intubação traqueal para
Surfactante exógeno - mais estabilização na sala de parto ou mesmo
precoce possível na UTI neonatal ou que falham na CPAP.
Dose inicial de 200mg/kg
Uma segunda ou terceira dose
podem ser administradas se
Monitorização
houver necessidade. Minimo de
controle radiológico
8 horas entre 2 doses e o
após 6 horas de
número máximo de 3 doses até
administração
48 horas após a primeira dose,
Sato2 entre 92-95%.
dose essa de 100mg/kg.
Via intratraqueal em alíquota
única em decúbito dorsal
Complicações
Displasia broncopulmonar PCA

Pneumotorax Enfisema intersticial

Hemorrágica cerebral intraventricular

Pneumomediastino
Prevenção
Pré-natal adequado
Prevenção da prematuridade
Uso de corticoesteroides
menor incidência e risco de SRD entre os
RN com idade gestacional entre 28-34
semanas
Menor gravidade
Maior sobrevivência
Reduz o risco de enterocolite necrosante
e hemorragia intraventricular
Refererência
PEREIRA DE MELO, Ana Maria Andrello Gonçalves; SCHVARTSMAN, Benita G.
Soares (org.); MALUF JR., Paulo Taufi (org.); CARNEIRO-SAMPAIO, Magda
(org.); CARVALHO, Werther Brunow de (coord.). Neonatologia. 2. ed., rev. e
atual. Barueri, SP: Manole, 2020. (Pediatria do Instituto da Criança do HC-
FMUSP; 16).

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