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Anorexia Nervosa: Causas e Tratamento

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pelo desejo intenso de emagrecer, levando a uma significativa perda de peso e comprometimento físico, psíquico e social. A prevalência é maior entre mulheres de 15 a 25 anos, com fatores etiológicos que incluem baixa autoestima, dinâmicas familiares e distorções cognitivas. O tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, psicólogos e psiquiatras, com foco na recuperação da imagem corporal e habilidades sociais.

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Karita Rocha
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Anorexia Nervosa: Causas e Tratamento

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado pelo desejo intenso de emagrecer, levando a uma significativa perda de peso e comprometimento físico, psíquico e social. A prevalência é maior entre mulheres de 15 a 25 anos, com fatores etiológicos que incluem baixa autoestima, dinâmicas familiares e distorções cognitivas. O tratamento requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, psicólogos e psiquiatras, com foco na recuperação da imagem corporal e habilidades sociais.

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Trabalho Nutrição C

Clínica I - Anorexia

Aluna: Kárita Rocha


Profa.: Lygia Nestal

Anorexia nervosa

Trata-se
se de um transtorno alimentar que afeta pacientes de ambos os sexos, no qual é
causado por um desejo descontrolado em emagrecer. Relaciona-se com distúrbios da imagem
corporal para
ra que se mantenha um determinado padrão de beleza, está associado ao medo
intenso de ganho de peso, levando o paciente a uma perda significativa de peso considerável,
baixo comprometimento físico, psíquico e social.
Nos estágios iniciais, o quadro de anorexia, se demonstra por um controle obsessivo sobre o
corpo,, sem ocorrer de fato uma perda real do apetite,, há uma negação onde o paciente deixa
de se alimentar corretamente.

Epidemiologia

Os dados demonstram que a prevalência da anorexia é que a doença atinge 0,5 e 1% da


população. Na sua maioria mulheres na faixa etária dos 15 a 25 anos, deixando os homens
com um índice menor dos casos e uma maior a prevalência do transtorno entre homossexuais.
homossex
Os estudos apontam que cercaerca de 90% dos pacientes são do sexo feminino, já no sexo
masculino 0,5 por 100 mil. Sabe
Sabe-se ainda que algumas profissões que lidam com a imagem,
imagem
apresentam maior chance para o desenvolvimento do quadro, em especial aquelas ligadas à
estética e ao corpo.

Etiopatogênia/ Etiologia

É o estudo das causas das doenças e dos mecanismos patogê patogênicos


nicos que atuam sobre o
organismo para provocarem essas doenças, neste caso os principais ais componentes etiológicos
da anorexia são divididos em três fatores, são eles: predisponentes
redisponentes: baixa autoestima,
problemas com alimentação
ntação na infância, histórico familiar de transtorno alimentar, dificuldade
em lidar com as emoções, e ser do sexo feminin feminino,
o, o segundo fator está relacionado a
desencadeantes: onde se relaciona com alterações na dinâmica familiar,
familiar dietas restritivas e/ou
expectativas irreais na escola, no trabalho ou na vida pessoal e proximidade da menarca ou
surgimento de caracteres sexuais secundários muito precoces em meninas, o terceiro fator são
os mantenedores: distorções cognitivas e práticas purgativas
purgativas, alterações neuroendócrinas
decorrentes do estado nutricional alterado e distúrbios da imagem corporal.

Estudos apontam que o microbioma intestinal tem grande importância


a em diversas partes do
funcionamento do corpo humano, seja na saúde física e /ou mental.. Pesquisas científicas
sugerem que a microbiota interfere em aspectos centrais da anorexia, no metabolismo e bem-
estar psicológico e na regulação do peso. Restou observado que características desse grupo
de bactérias e microrganismos diferem entre mulheres, práticas de atividade física e os índices
de massa corporal (IMC).
Dessa forma, poderia se dizer que existem mais estudos sobre fatores etimológicos, não se
restringindo somente os anteriormente apresentados, o que possibilita mais de uma estratégia
para intervenção nos cuidados clínicos para tratamento da anorexia.

Entre os estudos, destaca-se que a anorexia ligada à hereditariedade também foi estudada em
outras seis oportunidades, e a conclusão foi à contribuição genética para os transtornos nos
pacientes. Taxas estimadas de 22% a 76% foram encontradas em casos de anorexia típica e
atípica e a má alimentação prolongada pode levar a uma redução da hipófise, onde exame de
neuroimagem, demonstrou uma redução do mesencéfalo e tálamo, sendo este responsável por
processos de gosto e sabor.

Quadro Clínico

Refere ao conjunto de sintomas e sinais de uma doença ou condição médica em um


paciente. No caso da Anorexia, o quadro clínico geralmente inicia-se após uma dieta restritiva,
no qual são evitados alimentos considerados “proibidos, engordativos”, passando a restringir
de tal forma sua alimentação até chegar ao ponto de minimizar o número de refeições diárias.

É importante ressaltar que tais mudanças nos padrões das dietas com alegações de ser mais
“saudável” pode ser indício de algum tipo de transtorno devendo ser observado com seu devido
cuidado. Assim sendo a anorexia pode ser:

Restritiva: caracterizada pelo aumento de gasto energético e restrição da ingestão calórica,


jejum e outros comportamentos compensatórios não purgativos como, por exemplo, atividade
física em excesso e sem compulsão alimentar;

Purgativa: Caracterizada por episódios de compulsão alimentar e/ou comportamentos


purgativos como vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes, diuréticos ou enemas.

A psicopatologia fundamental da anorexia se caracteriza a distorção da imagem corporal:


apesar do peso significativamente baixo, o indivíduo mantém a restrição alimentar e/ ou
comportamentos compensatórios e purgativos com o intuito de ficar ainda mais magro.

As complicações são extremamente graves em decorrência da desnutrição e dos métodos


compensatórios inadequados, entre elas:

Pele com aspecto amarelado por hipercarotenemia, pele seca, lanugo, cabelos finos e
quebradiços, perda de cabelo, retardo no esvaziamento gástrico, diminuição de peristaltismo
intestinal, pancreatite e constipação intestinal, alterações de enzimas hepáticas, lesões
esofágicas causadas por vômitos, perda dentária, bradicardia, diminuição da pressão arterial,
arritmias, insuficiência cardíaca, parada cardíaca, hipotensão postural, aumento do intervalo
QT, miocardiopatias, edema, cálculo renal, aumento de ureia sérica, poliúria, desidratação,
anemia, leucopenia, trombocitopenia, infertilidade, recém-nascidos com baixo peso, partos
prematuros, complicações perinatais, hipocalemia, hiponatremia, hipofosfatemia,
hipomagnesemia, amenorreia, diminuição de gonadotrofinas, LH e estrogênios,
hipotireoidismo, aumento do hormônio do crescimento, do cortisol e das leptinas, hipotermia e
intolerância ao frio, convulsões, osteopenia/osteoporose, hipoglicemia, atrofia cerebral,
alterações neurocomportamentais.

Diagnóstico (CID11)

-Perda e peso significativa e sem motivo aparente;


-Restrição da ingestão calórica em relação às necessidades;
-Medo intenso de ganhar peso ou de engordar, ou comportamento persistente que interfere no
ganho de peso, mesmo estando com peso significativamente baixo;
-Perturbação no modo de vivenciar o peso, tamanho ou forma corporais; excessiva influência
do peso ou da forma corporais na maneira de se autoavaliar;
-Negação da gravidade do baixo peso;

Tratamento

O quadro clínico de um paciente com anorexia nervosa depende de uma equipe multidisciplinar
composta no mínimo por nutricionista, psicólogo e médico psiquiatra.
O paciente deve ser avaliado e o tratamento psicoterápico deve percorrer por diversos fatores
que determinam a recuperação do quadro de NA. A recuperação cognitiva, volitiva e afetiva, o
medo mórbido de engordar, a insatisfação com a imagem corporal, promover recuperação
funcional e de autoestima e desenvolver habilidades sociais devem ser efetivos na abordagem
terapêutica desse paciente.

Deve-se incluir a responsabilização do paciente sobre o tratamento que também depende dele
a sua progressão. A terapia familiar é extremamente recomendada, já que alterações na
dinâmica familiar são importantes mantenedoras da NA.
Em alguns casos, é recomendado o uso de medicação controlada desde que respeitados as
comorbidades e que sejam ministrados por médicos da equipe que realizem o atendimento
deste paciente. Remédios como a Fluoxetina e o Olanzapina tem demonstrado eficácia no
tratamento de Anorexia nervosa.

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