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Efeitos das Mudanças Climáticas em Moçambique

O trabalho de pesquisa aborda os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique, destacando a vulnerabilidade do país devido à sua localização geográfica e condições socioeconômicas. O documento analisa as consequências das mudanças climáticas, como secas, cheias e ciclones, que impactam a agricultura, recursos costeiros e hídricos, além de afetar o desenvolvimento sustentável. Conclui-se que as mudanças climáticas representam um retrocesso nos esforços do governo para combater a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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Efeitos das Mudanças Climáticas em Moçambique

O trabalho de pesquisa aborda os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique, destacando a vulnerabilidade do país devido à sua localização geográfica e condições socioeconômicas. O documento analisa as consequências das mudanças climáticas, como secas, cheias e ciclones, que impactam a agricultura, recursos costeiros e hídricos, além de afetar o desenvolvimento sustentável. Conclui-se que as mudanças climáticas representam um retrocesso nos esforços do governo para combater a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA- ONE

WORD UNIVERSITY

ENSINO Á DISTÂNCIA
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

TRABALHO DE PESQUISA

ESTUDANTE: Danilo Félix Montanha

TUTOR: Zabibo Paulo Raul Costa Costa

Maputo
2024
Introdução..........................................................................................................................3

Os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique...................................................4

Moçambique..................................................................................................................4

Mudanças climáticas......................................................................................................4

Clima futuro...................................................................................................................5

mudancas climaticas em Mocambique..........................................................................5

Principais problemas climaticos....................................................................................7

Impactos e vulnerabilidades do sector...........................................................................8

Estratégias......................................................................................................................9

Conclusão.....................................................................................................................10

Referências bibliográficas............................................................................................11
3

Introdução

O presente trabalho da cadeira de Moçambique Contemporâneo II busca retratar sobre


um assunto de relevância para Moçambique. Como tema de pesquisa eu escolhi o tema
˝Os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique̎ o motivo da escolha desse
tema é devido as influencia que os aspetos climáticos tem grande efeito no crescimento
económico do pais.

O Índice de Vulnerabilidade às mudanças climáticas aponta Moçambique como o


quinto país mais vulnerável do mundo. Concorrem para esta posição fatores como
exposição ao risco, por ser banhado pelo Oceano Índico (zona propensa a ciclones
tropicais), e pelo facto de localizar-se junto às principais bacias hidrográficas da região.
Como prova desta classificação, nos últimos anos, o país tem sido assolado
ciclicamente, por desastres naturais.

O trabalho de pesquisa esta estruturado da seguinte maneira: capa; índice; introdução;


descrição dos temas das tarefas; corpo onde fiz a análise e desenvolvimento do tema
escolhido; conclusão onde apresentei os resultados desta análise e as conclusões do
trabalho; e a bibliografia onde indiquei os livros que usei para o relatório, de acordo
com as normas de citação bibliográfica.
4

1. Os efeitos das mudanças climáticas em Moçambique

1.1 Moçambique

Moçambique é um país vasto com uma variedade de topografias e clima desde as zonas
costeiras baixas ao longo de todo o leste até às extensões de terra extremamente quentes
e secas da província de Tete, no noroeste de Moçambique. Moçambique é considerado o
quinto país mais vulnerável do mundo no Índice de Vulnerabilidade às Mudanças
Climáticas, principalmente devido à exposição ao risco climático e ao fraco
desenvolvimento socioeconómico. A maioria das principais cidades de Moçambique
está localizada nas zonas costeiras, as infraestruturas (estradas, redes de abastecimento
de água, escolas e hospitais) estão em mau estado e há uma população urbana em rápido
crescimento, o que significa que as pessoas são forçadas a construir em zonas ao longo
da costa, propensas a risco.

Embora os peritos ainda não consigam prever exatamente o cenário que se desenrolará
em Moçambique espera-se que haja um aumento das temperaturas que pode afetar os
padrões de precipitação. É provável que o país assista a um aumento tanto das cheias
como das secas. Grande parte do país encontra-se no caminho dos ciclones tropicais e
será susceptível aos impactos da subida do nível do mar. As zonas rurais observarão um
aumento dos fenómenos meteorológicos extremos com períodos de seca mais
prolongados seguidos de chuvas intensas. Estas chuvas, caindo em terreno
extremamente seco, causarão cheias mais severas do que nos anos anteriores Ao nível
global espera-se que o país assista a um declínio na precipitação anual. As zonas
costeiras, incluindo Maputo e Beira, poderão ter igualmente problemas relacionados
com a intrusão salina decorrente da subida do nível do mar.

1.2 Mudanças climáticas

Mudanças climáticas são as alterações provocadas nos padrões climáticos a longo prazo.
Elas têm sido alvo de discussões no mundo todo, preocupando a população. "Mudanças
climáticas são alterações provocadas nos padrões climáticos a longo prazo com base nas
alternâncias meteorológicas, ou seja, nas condições do tempo observadas por um
período. Elas podem ser causadas por processos naturais e também pela ação do
homem. "
5

"As mudanças climáticas não aconteceram de uma hora para outra. A nossa história
evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são
observadas desde a formação do planeta Terra. Ao longo dos 4,6 bilhões de anos do
planeta, o clima modificou-se. Houve, nos últimos 400 mil anos, quatro ciclos
diferentes, glaciais e interglaciais.

Nos últimos 150 anos, no entanto, o planeta teve sua temperatura aumentada de maneira
considerável. Estudos indicam que a Terra aquece-se cerca de 0,2°C por década.
Estudos feitos pela NASA e pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica
Nacional) mostram que a temperatura registrada na Terra em 2018 foi a quarta mais alta
nos últimos 140 anos. Em 2017, a temperatura aumentou cerca de 0,83ºC com base na
temperatura média registrada entre os anos de 1951 e 1980. A temperatura média anual
mais alta foi registrada no ano de 2016."

1.3 Clima futuro

As alterações projetadas incluem:

 Aumento da temperatura média de 1 °C nos próximos 20 anos; aumentos de


temperatura mais acentuados no interior, sul e zonas costeiras.

 Aumento do número de dias que excedem 35 °C.

 Diminuição do número de noites abaixo de 25 °C.

 Aumento da intensidade dos eventos pluviométricos e ciclones.

 Não há alterações estatisticamente significativas da precipitação, mas é provável que


se continue a ter um início tardio e o fim precoce da estação das chuvas no norte.

 Aumento das secas nas regiões centro e sul; mais inundações durante as estações
chuvosas.

 Subida adicional do nível do mar de 13-56 cm até 2090.

1.4 mudancas climaticas em Mocambique

Moçambique é especialmente vulnerável aos efeitos das Mudanças Climáticas devido à


sua localização geográfica na zona de convergência intertropical e a jusante de bacias
6

hidrográficas partilhadas, à sua longa costa e à existência de extensas áreas com altitude
abaixo do atual nível das águas do mar.

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CQNUMC), com


197 Partes, foi adoptada na Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(Conferência do Rio), realizada em Junho de 1992, como quadro de cooperação
internacional para o combate à Mudanças Climáticas.

A Convenção entrou em vigor a 21 de Março de 1994 e tem como objectivo


fundamental “estabilizar as concentrações atmosférica de gases do efeito estufa (GEE)
num nível que sejam evitadas as interferências antropogénicas com o sistema climático,
de modo a permitir que os ecossistemas se adaptem naturalmente à mudança do clima,
não seja ameaçada a produção de alimentos e que o desenvolvimento prossiga de forma
sustentável”.

Em 1995 as Partes da Convenção lançaram um processo para fortalecer a resposta


global às Mudanças Climáticas e dois anos depois (1997), na COP3, foi adoptado o
Protocolo de Quioto que estabelece compromissos quantificados de limitação/redução
de emissões para os países desenvolvidos.

De 2008 a 2012, os países desenvolvidos, assumiram o compromisso de reduzir,


colectivamente, suas emissões em 5.2% em relação aos níveis de 1990. O Protocolo de
Quioto entrou em vigor em Dezembro de 2012, tendo as Partes adoptado a Emenda de
Doha, que estabelece o Segundo Período de compromissos 2013 – 2020.

Para que a Emenda de Doha entre em vigor é necessário que esta seja ratificada por 144
Partes do Protocolo de Quioto ratifiquem este instrumento e que estas representem 55%
das emissões de 1990. Até a data, a Emenda foi ratificada por 139 Partes. Hoje a
Convenção tem 197 Partes das quais 196 são países e uma organização regional de
integração económica, a União Europeia.

Moçambique é Parte da UNFCCC, desde Novembro de 1995 como resultado da


ratificação, deste instrumento, pela Assembleia de Republica através da Resolução n◦
1/94, de 24 de Agosto. O País é também Parte do Protocolo de Quioto, desde 15 de
Janeiro de 2005 e do Acordo de Paris desde 4 de Junho de 2018.
7

Moçambique é especialmente vulnerável aos efeitos das Mudanças Climáticas devido à


sua localização geográfica na zona de convergência inter-tropical e a jusante de bacias
hidrográficas partilhadas, à sua longa costa e à existência de extensas áreas com altitude
abaixo do actual nível das águas do mar.

Contribuem para a sua vulnerabilidade e baixa capacidade adaptativa, entre outros


factores, a pobreza, os limitados investimentos em tecnologia avançada e a fragilidade
das infra-estruturas e serviços sociais, com destaque para a saúde e o saneamento.

No país, as Mudanças Climáticas manifestam-se através de alterações nos padrões de


temperatura e precipitação, do aumento do nível da águas do mar e do tanto em termos
de frequência como de intensidade, de eventos climáticos extremos tais como secas,
cheias e ciclones tropicais que afectam diferentes regiões do país todos os anos.

As consequências incluem a perda de vidas humanas, de culturas agrícolas, de animais


domésticos e fauna bravia, a destruição de infra-estruturas sociais e económicas, o
aumento da dependência da ajuda internacional, o aumento dos preços dos produtos
agrícolas, a deterioração da saúde humana, a degradação ambiental e perda de
ecossistemas.

As Mudanças Climáticas representam, assim, um retrocesso aos esforços do Governo e


seus parceiros no combate à pobreza e persecução dos Objectivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS).

1.5 Principais problemas climaticos

Como prova desta classificação, nos últimos anos, o país tem sido assolado
ciclicamente, por desastres naturais, tais como: cheias e inundações, secas, ciclones
tropicais, com destaque para Idai, Kennet, Eloise e Guambe e a subida do nível das
águas do mar

Secas: Moçambique tem sofrido a pior seca dos últimos 35 anos por causa do fenómeno
El Niño, que aumenta a tempetura do mar do Pacífico e altera o regime de chuvas em
várias regiões do planeta. Milhares de famílias em diversas províncias do país
enfrentam a escassez de água e alimentos.

Ciclones: Os ciclones tropicais em Moçambique são observados de Dezembro a Abril.


A estação ciclónica na região Sul varia de Janeiro a Março e nas regiões Centro e Norte
8

varia de Dezembro a Abril. Os ciclones tropicais ocorrem com maior frequência nas
estações de Nampula, Pebane e Quelimane.

O ciclone é um fenômeno da natureza causada pelas massas de ares que se movimentam


em círculos nos centros de baixa pressão, acompanhados de fortes tempestades. Nesse
caso, a intensidade dos ventos é essencial para a formação dos ciclones, que podem
chegar até mais de 100 km/h, e podem variar de sentido.

1.6 Impactos e vulnerabilidades do sector

Agricultura: Os meios de subsistência rurais em Moçambique são principalmente


baseados na agricultura e dependentes do clima. A agricultura é responsável por mais de
25% do PIB de Moçambique e emprega mais de 75% da mão-de-obra do país. A
maioria dos produtores são agricultores de subsistência, pequenos agricultores, e a
maior parte da produção é alimentada pela chuva, vulnerável ao aumento da
temperatura e à pluviosidade variável. Os rendimentos das principais culturas, tais como
mandioca, sorgo, soja e amendoim, poderão diminuir 2-4 por cento nos próximos 40
anos (particularmente na região central). Algumas das principais culturas alimentares
sensíveis à seca, como o milho, poderiam diminuir em média até 11% (2046-2065), e
até 45% em áreas como Tete. Chuvas mais irregulares e mudanças de temperatura
poderiam contribuir para a propagação de pragas agrícolas existentes e novas, tais como
a lagarta do cartucho, representando uma ameaça sem precedentes para o milho e o
sorgo. O aumento do risco de cheias e secas é susceptível de afetar culturas-chave da
cadeia de valor como a soja, o feijão bóer e o sésamo, perturbando os mercados locais e
os rendimentos dos agricultores. O aumento da frequência e gravidade dos ciclones
também chuvas fortes nas estradas rurais, poderiam resultar numa perda do PIB agrícola
de 4,5 - 9,8 por cento até 2050.

Recursos costeiros: Moçambique tem uma das costas mais longas de África,
aproximadamente 2.470 km, lar de 60% da população e vários ecossistemas importantes
tais como recifes de coral, mangais e ervas marinhas. Estes ecossistemas protegem as
linhas costeiras dos surtos de tempestades e da erosão e proporcionam habitats para uma
variedade de espécies, incluindo tartarugas marinhas verdes e falcões em perigo de
extinção e dugongos vulneráveis. Os recifes de coral, em particular, são críticos para a
manutenção da pesca costeira (muitos dos quais são de pequena escala), que apoiam
cerca de 6,6 milhões de pessoas e fornecem cerca de metade das proteínas animais dos
9

moçambicanos. Os recifes de coral são também a base para o rápido crescimento do


turismo costeiro. O aumento da temperatura e acidificação dos oceanos, a subida do
nível do mar e a intrusão salina ameaçam estes ecossistemas e aumentam o risco de
perda da pluviosidade variável, combinado com as exigências de irrigação a montante,
pode ter um impacto negativo na produção hidroelétrica de Moçambique. Moçambique
é atualmente um exportador líquido de eletricidade, em grande parte devido à produção
ao longo da bacia do Rio Zambeze. Vulnerável. Na Beira, por exemplo, a erosão de 30-
40 m de praia nos últimos 15-20 anos ameaçou os mangais e as infraestruturas costeiras.
Mesmo pequenas subidas no nível do mar podem aumentar dramaticamente a
probabilidade de fortes tempestades. Na década de 2040, os danos nos transportes e
infraestruturas nas zonas costeiras poderão aumentar para 103 milhões de dólares por
ano.

Recursos hídricos: Com 104 bacias hidrográficas e um considerável potencial de águas


subterrâneas, Moçambique dispõe de abundantes recursos hídricos. No entanto, o
aumento do risco de cheias e secas, precipitações mais variáveis e o elevado
crescimento populacional estão a colocar estes recursos hídricos sob pressão.
Moçambique partilha 13 rios principais com países vizinhos e as reduções de
precipitação previstas no Zimbabué e na Zâmbia poderiam traduzir-se em reduções
significativas dos caudais fluviais em Moçambique. Os caudais do rio Zambeze
poderiam ser reduzidos até 15 por cento (não tendo em conta o risco de seca e o
crescimento populacional). Na zona central, isto poderia traduzir-se numa redução da
disponibilidade de água percapita de cerca de 1.900 m3 /capita/ano em 2000 para cerca
de 500 m3 em 2050 (o limiar internacional de escassez de água é de 1.000 m3
/capita/ano). Mesmo em áreas onde se prevê um aumento dos caudais fluviais (como no
sul), espera-se que o crescimento populacional previsto venha a diminuir a
disponibilidade de água. Por exemplo, na bacia do Limpopo, um aumento estimado de
15 por cento nos caudais dos rios resultará ainda provavelmente numa queda de 64 por
cento na disponibilidade de água até 2050, devido ao crescimento populacional. O
aumento dos caudais dos rios é susceptível de aumentar o risco de cheias,
particularmente de Janeiro a Março, e os eventos de chuva de alta intensidade
aumentarão as enchentes ao longo da costa. Espera-se um aumento de 25 por cento na
magnitude dos grandes picos de cheias.
10

1.7 Estratégias

Em 2018, o Governo de Moçambique preparou o seu Primeiro Plano de Contribuição


Nacionalmente Determinada (Primeiro NDC) no âmbito do Acordo de Paris sobre as
Mudanças Climáticas. O Plano destaca um universo de 25 ações estratégicas, onde duas
estão centradas no sector da água, recursos hídricos e abastecimento de água e
saneamento. Ademais, este NDC está mais alinhado com o plano PRAVIDA do que
com os vários planos do sector da água, (incluindo o PRONASAR e a Estratégia
Nacional para a Água e Saneamento Urbano). Ademais, pode haver oportunidades para
incorporar o saneamento na promoção das energias renováveis e na produção de
fertilizantes, especificamente nas ações definidas pelos Ministérios da Agricultura e do
Desenvolvimento Rural e os Ministérios da Energia e dos Recursos Minerais. Em 2021,
o Governo de Moçambique atualizou e reforçou a sua Contribuição Nacionalmente
Determinada (NDC) 2020-2025, que foi apresentada na COP26 em Glasgow. A nova
NDC atualizada é consistente em dezasseis (16) áreas estratégicas de intervenções sobre
mudanças climáticas, incluindo tanto para adaptação como para a mitigação. A
atualização do NDC tem uma abordagem inovadora sobre a componente de adaptação,
dando igual peso quando se trata de prioridades de gestão de recursos hídricos e
saneamento. Especificamente, a atualização do NDC destaca ações e medidas para o
sector de saneamento. O novo NDC sugere, por exemplo, a promoção de soluções de
saneamento rural mais resilientes às cheias, assim como o desenvolvimento de
infraestruturas e tecnologias de construção mais apropriadas para o saneamento rural
(quer pelo ponto de vista da perspectiva da proteção ambiental ou da preservação das
infraestruturas). Ainda há algumas oportunidades por explorar. Por exemplo, quando se
trata de intervenções de mitigação, especialmente na área estratégica de gestão de
resíduos e recuperação de energia, há uma oportunidade para integrar aspetos tais como
sistemas de eco saneamento.
11

Conclusão

Em Moçambique as causas das mudanças climáticas têm a ver com o mau uso dos
recursos por isso as questões ambientais não podem ser tratadas separadamente das
questões energéticas que é um fator do aquecimento da atmosfera. A geração de energia
é responsável, hoje em dia por 60% da emissão dos gases de efeito estufa no mundo.
Moçambique apresenta excelentes características para geração, em pequena e média
escala, de energia geotérmica e biomassas, e em média e grande escala, de energia
hidroelétrica, solar e eólica, mas carece de políticas de promoção e regulação das
tecnologias. Os ciclones tropicais frequentemente resultam em danos severos à
infraestrutura, casas e instalações agrícolas. As inundações subsequentes afetam
negativamente as comunidades locais, resultando em deslocamento forçado, perda de
meios de subsistência e aumento da insegurança alimentar. Para que casos com esses de
mudanças climáticas severas não aconteçam será necessário o desenvolvimento de
novas politicas que permitam o desenvolvimento da sociedade Moçambicana de forma
sustentável.
12

Referências bibliográficas

PCC. Intergovernamental Panel on Climate Change. Climate Change 2007: The 4th
assessment report to the Intergovernamental Panel on Climate Change. 2007.

LIMA, M. S. O; REBELATTO, D. A. N; SAVI, E. M.S. O papel das fontes renováveis


de energia na mitigação da mudança climática. USP. 2006.

BATONE, D. C. O Comportamento das Finanças Públicas em Contextos de Desastres


Naturais em Moçambique: o caso do Ciclone IDAI e Keneth. RAC: Revista Angolana
de Ciências, n. 2, p. 509-530, 2021.

CASTELO, V.; DIQUE, S.; MAGAIA, R. Impacto do Ciclone Tropical Idai sobre o
Tecido Empresarial e Medidas de Intervenção para a Recuperação. Maputo: CTA, 2019.

INSTITUTO NACIONAL DE GESTÃO DE CALAMIDADES. Mudanças Climáticas,


gestão ambiental e Redução da Pobreza. Maputo, Moçambique: INGC, 2009.

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