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Amor na Filosofia e em O Pequeno Príncipe

O documento explora a evolução do conceito de amor na filosofia e na religião, desde a Antiguidade Clássica até a contemporaneidade, destacando as visões de pensadores como Platão, Aristóteles, Santo Agostinho e Erich Fromm. A obra 'O Pequeno Príncipe' de Antoine de Saint-Exupéry é analisada como uma representação do amor que envolve responsabilidade, sacrifício e aceitação, refletindo temas universais e profundos. O texto também estabelece um diálogo entre as ideias de amor presentes na obra e os ensinamentos bíblicos, enfatizando a natureza transformadora e sacrificial do amor.
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Amor na Filosofia e em O Pequeno Príncipe

O documento explora a evolução do conceito de amor na filosofia e na religião, desde a Antiguidade Clássica até a contemporaneidade, destacando as visões de pensadores como Platão, Aristóteles, Santo Agostinho e Erich Fromm. A obra 'O Pequeno Príncipe' de Antoine de Saint-Exupéry é analisada como uma representação do amor que envolve responsabilidade, sacrifício e aceitação, refletindo temas universais e profundos. O texto também estabelece um diálogo entre as ideias de amor presentes na obra e os ensinamentos bíblicos, enfatizando a natureza transformadora e sacrificial do amor.
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Introdução

“E o amor é uma palavra usada muitas vezes e muitas vezes cedo demais”. O
trecho de um dos poemas mais conhecidos do escritor Charlie Bukowski, no livro O
amor é tudo que nós dissemos que não era, onde ele retrata como o amor pode ser
“difícil” ainda que belo, nos traduz como a palavra é proferida de forma leviana muitas
vezes. O escritor, ainda, em um dos seus livros, diz: “o amor é para aqueles que
aguentam a sobrecarga psíquica”. Apesar da compreensão um tanto quanto pessimista
do poeta, o conceito “amor” tem sido pensado de diferentes formas ao longo do tempo,
seja por correntes filosóficas ou por religiosos.

Pensando na religião, em algumas, o amor é o tema central. No cristianismo o


ato de amar se confunde com o sacrifício de Cristo, e isso é expresso no evangelho de
João, pois está escrito no capítulo 3 e versículo 16 “Porque Deus amou o mundo de tal
maneira que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna”. Percebemos como amar é se doar e esquecer de si próprio. Ainda
nos evangelhos também veremos que os 10 mandamentos foram “resumidos” em
apenas dois, que são amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

O amor como conceito filosófico começou a ser pensado na Antiguidade


Clássica, especialmente na Grécia Antiga, onde filósofos como Platão e Aristóteles
dedicaram-se a refletir sobre sua natureza, formas e significados. Desde então, o amor
tem sido um tema central na filosofia, evoluindo ao longo dos séculos conforme
diferentes pensadores e correntes filosóficas o abordaram. Podemos explorar, de forma
breve e resumida, já que não é a intenção do presente artigo, como o amor foi pensado
ao longo da história da filosofia.

Durante a Antiguidade Clássica os Gregos exploraram as formas de Amor.


Platão (427-347 a.C.) foi um dos primeiros filósofos a explorar o amor de maneira
sistemática, especialmente em seu diálogo "O Banquete" (ou Symposium). Nele, o amor
(em grego, eros) é discutido como uma força que impulsiona o ser humano em direção
ao belo e ao bom. Platão descreve o amor como uma escada ascendente: começa com a
atração física, mas pode evoluir para um amor mais elevado, direcionado à beleza
espiritual e, finalmente, à contemplação da Forma do Bem.

Aristóteles (384-322 a.C.) abordou o amor principalmente no contexto da


amizade (philia). Em sua obra "Ética a Nicômaco", ele argumenta que a amizade é uma
forma de amor essencial para a vida humana, baseada na virtude e no bem comum. Para
Aristóteles, o amor verdadeiro envolve reciprocidade e o desejo de ver o outro florescer.

Na Filosofia Helenística e Romana vemos o amor como cura e conexão, os


estoicos, como Sêneca e Epicteto, viam o amor como uma emoção que precisava ser
equilibrada pela razão. Eles enfatizavam o amor universal (agape) como uma forma de
conexão com a humanidade e o cosmos, mas alertavam contra o apego excessivo, que
poderia levar ao sofrimento.

Já Epicuro via o amor como uma fonte de prazer, mas também reconhecia que
ele poderia trazer dor. Ele defendia que o amor verdadeiro deveria ser baseado na
amizade e na busca da tranquilidade da alma (ataraxia).

No período Medieval a filosofia atentou para o Amor Divino e Humano. Santo


Agostinho (354-430), que iremos explorar um pouco mais a fundo posteriormente,
influenciado pelo neoplatonismo e pelo cristianismo, via o amor como uma força que
direciona o ser humano para Deus. Em sua obra "Confissões", ele descreve o amor
como uma busca pela união com o divino, mas também reconhece os perigos do amor
terreno quando desordenado.

Tomás de Aquino (1225-1274) Na Suma Teológica, explora o amor como uma


virtude teologal, ligada à caridade (caritas). Ele distingue entre o amor natural (inerente
à natureza humana) e o amor sobrenatural (infundido por Deus), enfatizando que o amor
perfeito é aquele que une o ser humano a Deus e ao próximo.

Durante o Renascimento e Modernidade podemos notar uma busca pelo


entendimento do conceito Amor como Paixão e Razão. René Descartes (1596-1650), em
"As Paixões da Alma", aborda o amor como uma das paixões humanas, ligada à vontade
e ao desejo. Ele distingue entre o amor intelectual (baseado na razão) e o amor sensual
(baseado nos sentidos). Por outro lado, Baruch Spinoza (1632-1677, Em sua obra
"Ética", define o amor como uma alegria acompanhada pela ideia de uma causa externa.
Para ele, o amor é uma expressão da conexão entre os seres humanos e a natureza
divina.

Na Filosofia Contemporânea podemos notar uma inclinação a pensar o Amor


como forma de Liberdade e Existência. Pensadores como Søren Kierkegaard (1813-
1855), em "Obras do Amor", explora o amor como um mandamento divino e uma
expressão da fé. Ele distingue entre o amor romântico (eros) e o amor cristão (agape),
enfatizando que o verdadeiro amor é desinteressado e sacrificial. Percebemos no
pensamento de Jean-Paul Sartre (1905-1980), em "O Ser e o Nada", a abordagem do
amor como uma relação de conflito entre a liberdade do indivíduo e o desejo de posse
do outro. Para ele, o amor é uma tentativa de capturar a liberdade do outro, o que
inevitavelmente leva à frustração. Já Simone de Beauvoir (1908-1986) Em "O Segundo
Sexo", critica a idealização do amor romântico, argumentando que ele muitas vezes
serve para oprimir as mulheres. Ela defende um amor baseado na reciprocidade e na
liberdade.

No pensamento filosófico do século XX e XXI o Amor é visto como Fenômeno


Complexo. Erich Fromm (1900-1980) Em "A Arte de Amar", argumenta que o amor não
é apenas um sentimento, mas uma arte que requer prática e dedicação. Ele distingue
entre diferentes formas de amor (fraternal, materno, erótico, etc.) e enfatiza a
importância do amor como uma força ativa e criativa. Alain Badiou (1937-) Em "Elogio
do Amor", vê o amor como um evento que transforma a vida e cria uma nova
perspectiva sobre o mundo. Ele critica a comercialização do amor na sociedade
contemporânea e defende o amor como uma experiência de verdade e compromisso.

O amor começou a ser pensado como um conceito filosófico na Grécia Antiga,


com Platão e Aristóteles, e desde então tem sido reinterpretado e expandido por
diferentes correntes filosóficas ao longo da história. Cada época e filósofo trouxe novas
perspectivas sobre o amor, seja como uma força cósmica, uma virtude divina, uma
paixão humana ou uma experiência existencial. Hoje, o amor continua sendo um tema
central na filosofia, refletindo sua complexidade e importância para a condição humana.
Pensar o amor é fazer um percurso histórico por um dos conceitos mais caros a filosofia
e as religiões, e porque não, para o mercado, quando pensamos no quanto é algo
utilizado para monetizar.

Muitas são as formas trabalhadas e inúmeras são as obras que buscam extrair do
conceito de amar a sua essência. O pequeno príncipe, livro escrito em 1943, será a obra
central a ser analisada na busca do conceito de amor que o autor busca passar nas linhas
da obra. Como podemos observar a forma como o autor utiliza o amor se compararmos
com o pensamento filosófico de Agostinho ou com o conceito de amor que aparece nas
páginas da bíblia, especificamente no novo testamento? Veremos proximidade ou
distancia? O autor apresenta uma forma de amar próxima a que Cristo deixou exemplo
ou mesmo como Agostinho o entendia, ou presenta sua visão exclusiva a respeito do
tema? No presente artigo buscaremos de forma sucinta, pois entende-se a complexidade
de um tema discutido por séculos e por grandes filósofos, compreender o amor como
caminho para o essencial, e para isso vamos buscar dialogar Santo Agostinho e o
pequeno príncipe.

Capitulo 1

"O Pequeno Príncipe", escrito por Antoine de Saint-Exupéry, é uma obra que,
embora aparentemente simples, aborda temas profundos e universais, incluindo o amor.
Através de suas metáforas e diálogos poéticos, o livro explora o amor de várias
maneiras, tanto em suas formas mais puras quanto em suas complexidades. Na Obra
podemos ver o amor retratado de várias formas como Conexão e Responsabilidade,
visto através da Raposa e o Processo de "Cativar": Um dos momentos mais
emblemáticos do livro é o encontro entre o Pequeno Príncipe e a raposa. A raposa ensina
ao príncipe que o amor é um processo de criação de laços, algo que exige tempo,
paciência e dedicação. O conceito de "cativar" é central aqui: amar alguém é torná-lo
único para você, e isso implica em responsabilidade. A raposa diz: "Tu te tornas
eternamente responsável por aquilo que cativas". Isso sugere que o amor não é apenas
um sentimento, mas um compromisso contínuo com o outro.

Amar então é assumir a responsabilidade pelo outro: O Pequeno Príncipe


aprende que amar é cuidar, proteger e se preocupar com o bem-estar do outro. Isso é
visto em sua relação com a rosa, que ele deixa em seu planeta. Ele percebe, ao longo da
história, que sua rosa é única, não porque ela seja diferente das outras rosas, mas porque
ele dedicou tempo e amor a ela.

Vemos o Amor como sacrifício e desapego: O amor no livro também é retratado


como algo que pode exigir sacrifício. O Pequeno Príncipe deixa sua rosa para explorar
outros mundos, mas no final, ele entende que o verdadeiro amor muitas vezes implica
em fazer escolhas difíceis. Ele decide retornar ao seu planeta, mesmo que isso
signifique deixar o aviador (narrador da história) para trás. Esse ato de desapego é uma
forma de amor, pois ele prioriza o bem-estar de sua rosa.

A Dor do Amor: O livro não romantiza o amor como algo sempre feliz. Pelo
contrário, ele mostra que o amor pode ser doloroso, especialmente quando envolve
separação ou a consciência da fragilidade do outro. O Pequeno Príncipe sente saudades
da sua rosa e, ao mesmo tempo, compreende que o amor também envolve aceitar a
impermanência e a possibilidade de perda.

O Essencial é Invisível aos Olhos: Uma das frases mais famosas do livro é "O
essencial é invisível aos olhos". Isso se aplica diretamente ao amor. O amor não é algo
que pode ser visto ou medido de forma concreta; ele é sentido e vivido. O Pequeno
Príncipe aprende que o valor de sua rosa não está em sua aparência, mas no que ela
significa para ele. O amor, portanto, é uma percepção que vai além do superficial,
exigindo que vejamos com o coração.

A Importância do Tempo e da Memória: O amor também é retratado como algo


que transcende o tempo e o espaço. Mesmo quando o Pequeno Príncipe parte, o aviador
guarda as memórias e os ensinamentos que ele deixou. O amor, nesse sentido, é eterno,
pois permanece vivo na memória e no coração daqueles que amam.

O Amor também é apresentado como Aceitação das Imperfeições, A Rosa e suas


"Espinhas" é o exemplo. A rosa do Pequeno Príncipe é vaidosa, exigente e às vezes
difícil de lidar. No entanto, ele aprende a amá-la não apesar de suas imperfeições, mas
por causa delas. Isso reflete a ideia de que o amor verdadeiro envolve aceitar o outro
como ele é, com suas qualidades e defeitos. A rosa é única porque ele a amou em sua
totalidade, não em uma versão idealizada. O livro sugere que o amor não é sobre mudar
o outro, mas sobre entender e aceitar suas singularidades. Isso é visto na relação do
Pequeno Príncipe com a raposa, com o aviador e, claro, com sua rosa.

O Pequeno Príncipe passa por uma jornada de autoconhecimento e crescimento,


e o amor é uma força motriz nesse processo. Ele aprende sobre responsabilidade,
sacrifício, aceitação e a importância de ver com o coração. O amor, portanto, não é
apenas um sentimento direcionado ao outro, mas também uma força que transforma
quem ama. O aviador, que narra a história, também é transformado pelo encontro com o
Pequeno Príncipe. Através do amor e da amizade que desenvolve com ele, o aviador
reencontra a pureza e a sensibilidade da infância, que havia perdido ao crescer. Isso
mostra que o amor tem o poder de nos reconectar com partes essenciais de nós mesmos.

O Pequeno Príncipe viaja por vários planetas e encontra diferentes personagens,


cada um representando aspectos da condição humana. Apesar das diferenças, o amor é
um tema que permeia todas essas interações. Seja na relação com a rosa, com a raposa
ou com o aviador, o amor é apresentado como uma experiência universal, que
transcende culturas, idades e até mesmo espécies. Podemos incluir, por tanto, que o
amor é uma resposta possível para solidão, visto que muitos dos personagens que o
Pequeno Príncipe encontra estão presos em suas próprias solidões e obsessões. O amor,
no livro, é apresentado como uma resposta a essa solidão, uma maneira de encontrar
significado e conexão em um mundo que pode parecer vasto e indiferente.

Ao analisar a obra, destacamos que o autor procura pautar o amor como uma
força complexa, multifacetada e profundamente transformadora. Ele envolve conexão,
responsabilidade, sacrifício, aceitação e a capacidade de ver além do superficial. Através
de suas metáforas e personagens, Saint-Exupéry nos convida a refletir sobre o que
significa amar e ser amado, e como o amor pode nos transformar e nos conectar ao
mundo e aos outros de maneiras profundas e significativas. O livro sugere que o amor
não é apenas um sentimento, mas uma escolha diária, um compromisso com o outro e
consigo mesmo.

Capitulo 2

Não seria estranho, ao fazer o dialogo entre Antoine de saint-exupéry e Santo


Agostinho, a priori, entender como a obra do primeiro dialoga especificamente com o
livro que é regra de fé para o segundo. O amor retratado em "O Pequeno Príncipe" e o
amor descrito na Bíblia Sagrada compartilham várias semelhanças profundas, embora
sejam expressos em contextos e linguagens diferentes. Ambos abordam o amor como
uma força transformadora, sacrificial e essencial para a vida humana. Abaixo, o artigo
explora um pouco como os conceitos de amor presentes no livro podem ser associados
aos ensinamentos bíblicos sobre o amor:

Responsabilidade e Cuidado podem ser vistos em ambos. No Pequeno Príncipe:


A raposa ensina que amar é criar laços e assumir responsabilidade pelo outro. O
Pequeno Príncipe aprende que ele é "eternamente responsável por aquilo que cativa", o
que implica cuidar, proteger e dedicar-se ao bem-estar daqueles que ama, como sua
rosa. Na Bíblia: O amor bíblico também é profundamente ligado à responsabilidade e ao
cuidado. Em 1 João 4:11, está escrito: "Amados, se Deus assim nos amou, nós também
devemos amar uns aos outros". Além disso, o amor ágape (o amor divino) é sacrificial e
coloca o bem-estar do outro acima de si mesmo, como visto em João 15:13: "Ninguém
tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos".
Amor como Sacrifício pode ser visto no Pequeno Príncipe: O Pequeno Príncipe
sacrifica sua própria comodidade e segurança para retornar ao seu planeta e cuidar de
sua rosa. Ele entende que o amor exige escolhas difíceis e, às vezes, dolorosas. Na
Bíblia: O sacrifício é um dos pilares do amor bíblico. O maior exemplo disso é o
sacrifício de Jesus Cristo, que deu sua vida pela humanidade (João 3:16). O amor
bíblico não é egoísta, mas está disposto a abrir mão de si mesmo pelo outro, como
ensinado em Filipenses 2:3-4: "Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por
humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um
em vista o que é propriamente seu, mas também cada qual o que é dos outros".

Também o Amor como Aceitação das Imperfeições, No Pequeno Príncipe: O


Pequeno Príncipe ama sua rosa apesar de suas imperfeições. Ele entende que ela é única
não porque é perfeita, mas porque ele dedicou tempo e amor a ela. A raposa também
ensina que o amor envolve aceitar o outro como ele é. Na Bíblia: O amor de Deus pela
humanidade é incondicional, apesar de nossas falhas. Em Romanos 5:8, está escrito:
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por
nós, sendo nós ainda pecadores". O amor cristão também é chamado a ser paciente e
bondoso, aceitando as imperfeições dos outros, como descrito em 1 Coríntios 13:4-7.

Amor como Visão do Invisível. No Pequeno Príncipe: A famosa frase "O


essencial é invisível aos olhos" sugere que o amor verdadeiro vai além das aparências e
das coisas materiais. O Pequeno Príncipe aprende a ver com o coração, percebendo o
valor intrínseco daqueles que ama. Na Bíblia: O amor de Deus é espiritual e
transcendente, não dependendo de aparências ou méritos humanos. Em 1 Samuel 16:7,
Deus diz: "O homem vê o exterior, porém o Senhor vê o coração". O amor cristão
também é chamado a ser guiado pela fé e não pelas aparências, como ensinado em 2
Coríntios 5:7: "Porque andamos por fé, e não por vista".

Amor como Transformação Pessoal. O amor transforma o Pequeno Príncipe,


ensinando-lhe sobre responsabilidade, sacrifício e a importância de ver com o coração.
Ele cresce emocional e espiritualmente através de suas experiências de amor. A Bíblia
mostra que: O amor de Deus tem o poder de transformar vidas. Em 2 Coríntios 5:17,
está escrito: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já
passaram; eis que tudo se fez novo". O amor divino nos capacita a amar os outros de
maneira genuína e sacrificial, como visto em 1 João 4:19: "Nós amamos porque ele nos
amou primeiro".
No Pequeno Príncipe o amor é apresentado como uma força universal que
conecta todos os seres, independentemente de suas diferenças. O Pequeno Príncipe
aprende a amar a raposa, o aviador e sua rosa, cada um de maneira única, mas
igualmente profunda. Na Bíblia vemos que o amor de Deus é universal e inclusivo. Em
João 3:16, é dito que Deus amou o mundo inteiro, não apenas um grupo seleto. O amor
cristão é chamado a ser igualmente inclusivo, como ensinado em Gálatas 3:28: "Não há
judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; porque todos
vós sois um em Cristo Jesus".

Se pensarmos o amor como Resposta à Solidão e ao Vazio, muitos personagens


que o Pequeno Príncipe encontra estão presos em sua própria solidão e vazio. O amor é
apresentado como a resposta a essa condição, trazendo significado e conexão. No livro
sagrado o amor de Deus é a resposta definitiva para a solidão e o vazio humano. Em
Salmo 68:6, está escrito: "Deus faz que o solitário viva em família". Além disso, Jesus
promete estar conosco sempre (Mateus 28:20), preenchendo nossa necessidade de
conexão e pertencimento.

O amor em "O Pequeno Príncipe" e na Bíblia compartilha uma essência comum:


é um amor que transcende o superficial, exige sacrifício, aceita imperfeições e
transforma tanto quem ama quanto quem é amado. Enquanto o livro de Saint-Exupéry
explora o amor de maneira poética e metafórica, a Bíblia o apresenta como um
mandamento divino e uma expressão da natureza de Deus (1 João 4:8). Ambos nos
convidam a amar de maneira profunda, responsável e sacrificial, reconhecendo que o
amor é a força mais poderosa e essencial para a vida humana.

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