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IVANY FERREIRA DE MEDEIROS
PRÁTICAS DE ENSINO III – 4ºP
ALMENARA
2024/2
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IVANY FERREIRA DE MEDEIROS
PRÁTICAS DE ENSINO III – 4ºP
Trabalho apresentado ao Curso de
Pedagogia da Faculdade Alfaunipac
de Almenara EAD, como requisito
parcial para obtenção do título de
Pedagogo.
ALMENARA
2024/2
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1. INTRODUÇÃO
A Prática de Ensino é importante e fundamental para continuação do aluno
no seu processo de formação, tendo como função agregar as disciplinas do currículo
acadêmico. A realização da Prática de Ensino será incentivada como forma de
associar os alunos às necessidades, criando oportunidades de presenciar a prática
profissional, além de engrandecer e atualizar a formação acadêmica desenvolvida
no Curso de Pedagogia (SILVA, 2022).
O principal objetivo do Saeb é avaliar os sistemas de ensino e oferecer
subsídios para o aprimoramento das políticas educacionais, sendo para tanto,
fundamentais as análises sobre os fatores associados à aprendizagem, de modo a
identificar o que os alunos são capazes de fazer e quais os fatores que dificultam a
aprendizagem. Entre os fatores externos à escola, destacam-se: grau de
escolaridade dos pais; acesso a livros e bens culturais; situação socioeconômica
familiar; carreira e formação inicial dos professores; etc. Entre os fatores internos à
escola e aos sistemas de ensino, ressaltam-se: gestão da escola e clima propício à
aprendizagem; efeitos da repetência; formação continuada e em serviço dos
professores; tempo de permanência na escola; uso do tempo em sala de aula;
acesso à educação infantil; materiais didáticos de qualidade; hábitos de estudo; lição
de casa; participação dos pais; entre outros (CASTRO, 2009).
Teixeira et, al. (2022) diz que o SAEB é composto pelo teste cognitivo
aplicado aos estudantes e pelo questionário contextual que coleta informação do
contexto em que ocorre a escolarização. O teste cognitivo de matemática é
composto por itens elaborados a partir de uma matriz de referência que está
estruturada na resolução de problemas. Sendo assim, ao considerar a relevância da
Matemática para a Sociedade, bem como os métodos de ensino utilizados para o
ensino dessa disciplina, considera-se a necessidade de analisar as influências de
Avaliações Externas, como é o caso do SAEB, na prática docente (Silva, 2023).
Desse modo, o objetivo do relato que aqui se apresenta é descrever o que
define o SAEB e suas características além de relacionar os resultados do SAEB dos
anos de 2017, 2019 e 2023 do município de Josenópolis/MG e entrevistar os
professores do Ensino Fundamental do município com intuito de entender como se
desenrola o ensino da disciplina de matemática e com o Sistema de Avaliação da
Educação Básica pode influenciar neste ensino.
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2. DESENVOLVIMENTO
De acordo com Gil (2021), a pesquisa qualitativa, permite analisar um
fenômeno no seu contexto real e capturar as perspectivas das pessoas envolvidas,
considerando os diferentes tipos de fontes e dados coletados, que posteriormente
são analisados, para melhor compreender a dinâmica do fenômeno pesquisado.
Godoy (1995) afirma, que é entendido que a análise de documentos pode
representar um olhar inovador, pois apresenta o estudo de determinado tema com
base nos dados registrados nos documentos, permitindo, ao pesquisador, imprimir
uma postura analítica, e abrindo espaço para interpretações ainda não realizadas.
Esta pesquisa se deu através de revisão detalhada de documentos
eletrônicos encontrados no Google Acadêmico e Scielo e Documentos de
Referência do INEP/MEC.
A pesquisa bibliográfica que se sucedeu resolveu discutir as descrições do
Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), suas características e relação
do SAEB no ensino da disciplina de matemática. Os resultados da pesquisa foram
discorridos na sessão “CONSIDERAÇÕES FINAIS” onde se encontram em tópicos:
Definição do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB); Características do
Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e Importância da utilização dos
resultados do SAEB para o ensino de matemática.
Os gráficos apresentados nos Anexos foram produzidos através dos dados
obtidos no site do INEP referente aos resultados do SAEB no município de
Josenópolis/MG nos anos de 2017, 2019 e 2023.
Ao finalizar a pesquisa bibliográfica, foi feito entrevista com professores do
ensino fundamental com o objetivo de entender como é feito o ensino da disciplina
de matemática e como o SAEB influência neste ensino.
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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Vieira (2019) afirma que o Saeb favoreceu a sociedade com o conhecimento
mais sistemático do desempenho dos estudantes, o qual se tornou a “principal base
de dados dos estudos em eficácia escolar desenvolvidos no Brasil”, nas últimas
décadas, alinhada às demais estratégias de ampliação do acesso à educação,
principalmente no que se refere ao Ensino Fundamental.
Franco (2001) e Cotta (2001) concordam que o Saeb é de responsabilidade
do Inep, autarquia vinculada ao MEC, tendo sido criado em 1990 e realizado
bienalmente desde 1995. Sua abrangência acoberta todos os estados brasileiros e o
Distrito Federal, com aplicação de testes de natureza amostral com base na Teoria
de Resposta ao Item (TRI). Seu objetivo é avaliar a qualidade do ensino ministrado,
mediante aferição de conhecimentos e habilidades dos estudantes, buscando a
melhoria da qualidade do ensino e redução das desigualdades educacionais.
O MEC apresenta o Saeb como um sistema que “permite aos diversos
níveis governamentais avaliar a qualidade da educação praticada no país,
oferecendo subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de
políticas”, possibilitando “ações voltadas à correção das distorções e debilidades
identificadas nas redes de ensino”. Além disso, a realização e divulgação dos
resultados são formas do poder público prestar contas de qual ensino vem sendo
ofertado e em que condições é desenvolvido (BRASIL, 2018).
A divulgação dos resultados do Saeb é realizada por meio de relatórios
consolidados, sistemas de acesso a resultados ou boletins de desempenho, por
Estado, municípios e escolas, tendo variações em cada edição do Saeb. Há ainda
as Narrativas Multimídia, uma plataforma digital e interativa do sítio eletrônico do
Inep, que revelam os resultados em formato ilustrado e animado (documentários,
gráficos, ilustrações), que facilitam a sua visualização, consoante à oferta de
“subsídios para a elaboração, monitoramento e aprimoramento das políticas públicas
educacionais, promovendo análise e estudo dos resultados obtidos nos testes
(INEP/MEC, 2020).
A matriz de referência de Matemática é composta por quatro temas, sendo
elas: Espaço e Forma, Grandezas e Medidas, Números e Operações e Tratamento
da Informação, relacionados a habilidades desenvolvidas pelos alunos. Dentro de
cada tema há um conjunto de descritores ligados às competências desenvolvidas. O
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conjunto de descritores é diferente em cada série avaliada (HECK, 2018).
Quando pensamos em bom desempenho em matemática, algumas ideias
vêm logo à cabeça: resolver problemas e realizar cálculos rapidamente, interpretar e
construir gráficos e tabelas com facilidade, interpretar, construir mapas e deslocar-se
no espaço sem dificuldades, e outros tantos conhecimentos que compõem o fazer
matemático. Porém, para atingir esse nível de proficiência em matemática, um longo
caminho há de ser trilhado com o auxílio da escola, uma vez que toda a matemática,
seus conceitos, procedimentos, linguagem e formas de representação, estão
repletos de normas e convenções que dificilmente são aprendidos fora da escola
(INEP, 2009)
A sinalização, por parte dos professores, da não utilização dos itens do teste
em sala de aula justificada pela falta de espaço no planejamento pedagógico,
considerando que por vezes não é possível cumprir o que estabelece o
currículo básico, evidencia a inviabilidade de acomodar outros objetos de
conhecimento ao trabalho pedagógico, uma vez que isso provavelmente
sobrecarregaria o planejamento anual escolar. Há também referência à
inviabilização da utilização desse material pelo fato de os estudantes apresentarem
em sala de aula desenvolvimento de habilidades inferior ao que é solicitado no teste
do Saeb, e tal incompatibilidade impede que esses materiais sejam aproveitados no
planejamento das atividades.
Os relatos dos professores de não utilização dos resultados estão alinhados
ao estudo de Bauer; Alavarse; Oliveira (2015) que afirmam que nem sempre os
testes têm uma influência sobre escolas e professores, visto que, por vezes,
simplesmente ignoram as evidências apontadas pelas avaliações em larga escala
e continuam a fazer o que sempre fizeram na sala de aula, dando seguimento ao
planejamento escolar.
No mesmo sentido, corroboram Brooke e Cunha (2011), Oliveira (2013),
Sousa (2013) acerca da afirmativa que os resultados das avaliações ainda não são
utilizados pelas escolas para moldar a sua ação educativa (BRASIL, 1997).
Ao analisar os resultados do SAEB do Município de Josenópolis/MG nos
anos de 2017, 2019 e 2023, percebe-se um aumento no nível de proficiência. Este
dado está representado no Gráfico I do item Anexos. Entre os anos de 2017 e 2019
houve um salto neste nível de desenvolvimento, sendo comparado a diversas outras
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escolas. Em relação ao Gráfico II, este representa as habilidades as quais os alunos
mais se desenvolveram sendo elas os níveis 2,3 e 4.
No Nível 2 os alunos são capazes de: Números e operações; álgebra e
funções: Resolver problemas do cotidiano envolvendo adição de pequenas quantias
de dinheiro. Tratamento de informações: Localizar informações, relativas ao maior
ou menor elemento, em tabelas ou gráficos.
No Nível 3 eles são capazes de localizar um ponto ou objeto em uma malha
quadriculada ou croqui, a partir de duas coordenadas ou duas ou mais referências.
Reconhecer dentre um conjunto de polígonos, aquele que possui o maior número de
ângulos. Associar figuras geométricas elementares (quadrado, triângulo e círculo) a
seus respectivos nomes. Grandezas e medidas: Converter uma quantia, dada na
ordem das unidades de real, em seu equivalente em moedas. Determinar o horário
final de um evento a partir de seu horário de início e de um intervalo de tempo dado,
todos no formato de horas inteiras. Números e operações; álgebra e funções:
Associar a fração ¼ a uma de suas representações gráficas. Determinar o resultado
da subtração de números representados na forma decimal, tendo como contexto o
sistema monetário. Tratamento de informações: Reconhecer o maior valor em uma
tabela de dupla entrada cujos dados possuem até duas ordens. Reconhecer
informações em um gráfico de colunas duplas.
Já no Nível 4, os estudantes provavelmente são capazes de: Espaço e
forma: Reconhecer retângulos em meio a outros quadriláteros. Reconhecer a
planificação de uma pirâmide dentre um conjunto de planificações. Grandezas e
medidas: Determinar o total de uma quantia a partir da quantidade de moedas de 25
e/ou 50 centavos que a compõe, ou vice-versa. Determinar a duração de um evento
cujos horários inicial e final acontecem em minutos diferentes de uma mesma hora
dada. Converter uma hora em minutos. Converter mais de uma semana inteira em
dias. Interpretar horas em relógios de ponteiros. Números e operações; álgebra e
funções: Determinar o resultado da multiplicação de números naturais por valores do
sistema monetário nacional, expressos em números de até duas ordens e posterior
adição. Determinar os termos desconhecidos em uma sequência numérica de
múltiplos de cinco. Determinar a adição, com reserva, de até três números naturais
com até quatro ordens. Determinar a subtração de números naturais usando a
noção de completar. Determinar a multiplicação de um número natural de até três
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ordens por cinco, com reserva. Determinar a divisão exata por números de um
algarismo. Reconhecer o princípio do valor posicional do Sistema de Numeração
Decimal. Reconhecer uma fração como representação da relação parte todo, com o
apoio de um conjunto de até cinco figuras. Associar a metade de um total ao seu
equivalente em porcentagem. Associar um número natural à sua decomposição
expressa por extenso. Localizar um número em uma reta numérica graduada onde
estão expressos números naturais consecutivos e uma subdivisão equivalente à
metade do intervalo entre eles. Tratamento de informações: Reconhecer o maior
valor em uma tabela cujos dados possuem até oito ordens. Localizar um dado em
tabelas de dupla entrada.
As respostas obtidas nos mostram que os professores do Ensino
Fundamental não utilizam as questões da prova para ensinar os alunos. Eles
preferem utilizar atividades que vão desenvolver de maneira assertiva as habilidades
em matemática dos alunos. Essas atividades são em sua maioria lúdicas e
envolvendo a rotina das crianças.
Sendo assim, posso concluir que a prática de ensino me fez desenvolver um
olhar crítico em relação ao ensino de matemática. Entender que os alunos devem
aprender de verdade e não “aprenderam” através da memorização, o que acarreta
no não desenvolvimento das habilidades necessárias.
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4. ANEXOS
NÍVEL DE PROFICIÊNCIA
218
216
214
212
210
208
206
204
202
2017 2019 2023
GRÁFICO I: Nível Geral de Proficiência por ano.
DIVISÃO PERCENTUAL POR NÍVEL DE
PROFICIÊNCIA
30
25
20
15
10
0
NÍVEL 0 NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3 NÍVEL 4 NÍVEL 5 NÍVEL 6 NÍVEL 7 NÍVEL 8 NÍVEL 9 NÍVEL
10
2017 2019 2023
GRÁFICO II: Divisão Percentual Por Nível de Proficiência
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5. REFERÊNCIAS
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educação: formação docente em questão. Revista Diálogo Educacional, Curitiba, v.
17, n. 54, p. 1353-1375, jul./set. 2017
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sistematização do debate. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. esp., p. 1367-
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BAUER, A;
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INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.
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OLIVEIRA, R. P. A utilização de indicadores de qualidade na unidade escolar ou
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porque o IDEB é insuficiente. In: BAUER, A; GATTI, B. A. (Org.). Ciclo de Debates
Vinte e cinco anos de avaliação de sistemas educacionais no Brasil:implicações nas
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2013. p. 87-100.
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NOENSINODAMATEMÁTICA. ISSN: 2358-8829. 2023.
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Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em 07 de novembro de 2024.
Teixeira; Cristina de Jesus. Pereira, Cátia Maria Machado da Costa. Moreira,
Geraldo Eustáquio. O OLHAR DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA SOBRE O
SAEB E A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO. RPEM, Campo
Mourão, PR, Brasil, v.11, n.26, p.23-43, set.- dez. 2022. DOI:
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VIEIRA, Ivan Souza . Oportunidades Educacionais no Brasil: o que dizem os dados
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