Universidade Federal de Minas Gerais
Instituto de Geociências Departamento de Geografia
Disciplina: Fundamentos da Geologia
Professor: Jarbas Lima Dias Sampaio
Abadane Beethoven Sá Soares
Henrique de Aguilar Drumond
Relatório de Campo: Diamantina
Sumário
1. Introdução
2. Observações de Campo
• 2.1 Ponto 1: BR 369.
• 2.2 Ponto 2: Lavra de Quartzo.
• 2.3 Ponto 3: Granito de Gouveia.
• 2.4 Ponto 4: Portão da Copasa (primeira discordância).
2.4.1 Ponto 5 Portão da Copasa (segunda discordância).
• 2.5 Ponto 6: Praia do Espinhaço.
• 2.6 Ponto 7: Conglomerado SOPA.
• 2.5 ponto 8: Galho do Miguel.
• 2.6 Sitio Arqueológico (Lapa do Moisés).
3. Considerações Finais
4. Conexões Teóricas e Práticas
1. Introdução
O presente relatório detalha a atividade de campo realizada nos dias 23 e 24 de novembro de 2024,
como parte da disciplina de Fundamentos de Geologia. A excursão teve início dentro da faixa
moveu de Araçuaí no município de Gouveia e estendeu-se até Diamantina, ambos localizados na
região central do estado de Minas Gerais, no Vale do Jequitinhonha, sendo compreendidos dentro da
zona UTM 23K. Durante o trajeto, exploraram-se formações do Supergrupo Espinhaço e outros
fenômenos geológicos associados, os quais são analisados nos próximos tópicos. Esta atividade teve
como objetivo integrar os conhecimentos teóricos com a observação de campo, fortalecendo a
compreensão dos processos geodinâmicos e suas implicações para a geografia e economia regional.
Figura 1 (Pontos de estudos).
Fonte: Elaboração dos autores.
2 Observações de Campo
2.1: BR 369 ( Ponto 1)
Coordenadas: 7942010 N / 607181 E
Altitude: 846 m
As observações tiveram início as margens da BR 369 (figura 1). No ponto inicial, observou-se a
Serra do Espinhaço, situada na faixa móvel do Araçuaí. A interação entre esta faixa móvel e o
Cráton do São Francisco gera dobramentos e falhas que resultam em formações de rochas
sedimentares e metamórficas. A Serra do Espinhaço se localiza dentro da faixa móvel de Araçuaí,
que se estende da Serra do Cipó até o norte da Chapada Diamantina, na Bahia, onde se choca com o
Cráton de São Francisco em uma movimentação Leste/Oeste. A Faixa Móvel de Araçuaí passou por
intensas transformações ao longo do tempo geológico. Essa faixa foi empurrada contra o Cráton de
São Francisco durante eventos tectônicos associados à colisão de placas, resultando em
dobramentos, deformações e falhas significativas. O resultado desse encontro geológico é
observado nas formações rochosas analisadas em campo, essas formações refletem os complexos
processos tectônicos e metamórficos que moldaram a região ao longo de milhões de anos. No
estudo da formação da Serra do Espinhaço, foi também discutido o Ciclo de Wilson (figura 2), um
processo que descreve a formação, evolução e fechamento de bacias oceânicas. Esse ciclo se inicia
com o rompimento da crosta continental, frequentemente associado a eventos de soerguimento e
afinamento da litosfera. Esse rompimento dá origem a um rifte, caracterizado por um vale em
subsidência, onde ocorrem as primeiras deposições de sedimentos. À medida que o rifte se alarga,
formam-se bacias sedimentares preenchidas com sedimentos finos, como areia e argila, indicando
as primeiras fases de sedimentação marinha. A contínua separação dos continentes, em um processo
gradual que pode levar milhões de anos, resulta na formação das plataformas continentais e,
posteriormente, no desenvolvimento de um oceano entre os blocos continentais. Esses processos
exemplificam a interação dinâmica entre a tectônica de placas e a sedimentação, fundamentais para
a compreensão da evolução geológica de regiões como o Espinhaço.
Figura 2
Fonte: Compilado de Wilson et. al., 2019
Figura 3 (trecho da faixa moveu de Araçuaí).
Fonte: Elaboração dos autores.
2.2 Ponto 2: Lavra de Quartzo
Coordenadas: 7945264N / 614223 E
Altitude: 1200 m
No segundo ponto da atividade, fizemos uma parada para estudo de uma antiga lavra local de
extração de quartzo (figura 4), identificaram-se rochas como filito metamorfizado caracterizado por
uma granulometria fina e alta fragilidade, sendo facilmente quebrável. Uma característica marcante
dessa formação é a presença de foliações, que resultam da intensa pressão tectônica exercida
durante as movimentações da Faixa Móvel do Araçuaí. Essas pressões deformadoras geraram
camadas orientadas perpendicularmente à direção da força aplicada. A composição predominante
das rochas observadas na área inclui meta-arenito e, logo abaixo, meta-filito, ambos representando
rochas de baixo grau metamórfico. Essa classificação indica que as transformações sofridas
ocorreram sob condições relativamente brandas de temperatura e pressão, preservando aspectos do
protólito. A presença de veios de quartzo e a alteração por intemperismo são evidências das
dinâmicas de alteração química e física na região, refletindo processos de mineralização e formação
de jazidas minerais. Essas formações têm potencial econômico significativo devido à concentração
de minerais como o quartzo.
Figura 4 (Lavra de Quartzo).
Fonte: Elaboração dos autores.
Dando sequência às observações, identificamos um paredão (figura 5) que apresentava um grande
bolsão de quartzo. Os veios de quartzo observados são resultados de processos geológicos
relacionados à circulação de fluidos hidrotermais ricos em sílica. Esses fluidos, transportados ao
longo de falhas e fraturas no filito, depositaram o quartzo com o passar do tempo. A composição
predominante do paredão inclui filito, meta-arenito e quartzo. O meta-arenito, encontrado na parte
superior e inclinada, pode ser classificado como um xenólito – fragmento de rocha envolvido por
outra matriz rochosa devido a eventos tectônicos ou magmáticos principalmente pela pressão
tectônica associada aos movimentos da Faixa Móvel do Araçuaí, que induziram tensões e
deformações nas rochas da região.
Figura 5 (Rocha com Foliação).
Fonte: Elaboração dos autores.
2.3 Ponto 3: Granito de Gouveia
Coordenadas: 7958399 N / 633699 E
Altitude: 1036 m
Seguindo nosso trajeto, fizemos a parada no terceiro ponto próximo a cidade de Gouveia, Neste
ponto, observou-se um grande paredão granito de textura fanerítica (figura 6), formado pelo
resfriamento lento do magma em profundidade, um ótimo exemplo de rocha plutônia.
A coloração clara do granito de Gouveia deve-se, principalmente, à alta concentração de quartzo e
feldspato, enquanto a presença de biotita e outros minerais escuros contribui com tonalidades mais
contrastantes. A observação do granito na região de Gouveia é fundamental para entender a
geologia local, pois essa rocha fornece evidências da atividade magmática que ocorreu na região
durante o Proterozoico, um período importante na história evolutiva do Cráton do São Francisco e
da Faixa Móvel do Araçuaí.
Figura 6 (Granito Gouveia).
Fonte: Elaboração dos autores
2.4 Ponto 4: Portão da Copasa (primeira discordancia).
Coordenadas: 7958404 N / 633694 E
Altitude: 1159 m
Como último ponto da visita dentro do município de Gouveia, realizamos uma parada em frente ao
portão de uma unidade da Copasa (figura 7), localizada ao lado de um paredão rochoso com dois
pontos relevantes para observação geológica
No primeiro ponto, localizado próximo ao portão da Copasa, destaca-se uma variação de cores nas
camadas do paredão. As principais tonalidades observadas incluem faixas avermelhadas ou
amarronzadas e outras mais claras, com tons amarelados. As rochas identificadas nesse local
incluem um granito fortemente alterado, caracterizado como um saprólito. Esse granito, em estágio
avançado de alteração, apresenta feldspato já transformado em argila devido a processos de
intemperismo químico. Sua textura é friável, esfarelando-se facilmente ao toque, especialmente em
condições úmidas. Acima do granito argiloso, foi observado um meta-arenito, que mantém
características sedimentares mesmo após sofrer metamorfismo de baixo grau.
A disposição dessas rochas no paredão evidencia uma discordância, ou seja, uma interrupção na
sequência estratigráfica que marca uma lacuna na história geológica registrada. Essa discordância é
notável devido à diferença de cores, texturas e litologias entre as camadas, com o meta-arenito
sobreposto ao granito argiloso. Essa configuração sugere a presença de uma superfície erosiva que
separa os dois estratos, representando uma diferença significativa no tempo de deposição.
Figura 7 (Discordância/Copasa).
Fonte: Elaboração dos autores
Figura 8 – (Alto grau de alteração formando granito argiloso)
Fonte: Elaboração dos autores
2.4.1 Ponto 5 portão copasa (segunda discordância)
Coordenadas: 7958404 N / 633694 E
Altitude: 1159 m
Logo ao lado, praticamente na mesma formação observada anteriormente, é possível identificar
outra discordância estratigráfica (Figura 9). Nesse caso, o meta-arenito previamente descrito
encontra-se sobreposto a um filito.
A presença dessas discordâncias, marcadas por diferenças no tempo de deposição e nas
características granulométricas das rochas, fornece evidências de que, muito provavelmente, a
região foi coberta por um ambiente marinho em algum momento do passado geológico. Durante
esse período, as variações no nível do mar, aliadas à intensidade das correntes marinhas e fluviais,
influenciaram diretamente na forma e no tamanho dos grãos sedimentares depositados.
O meta-arenito, com grãos mais grossos e maior capacidade de resistência, sugere um ambiente de
deposição em águas mais agitadas ou próximas à costa, onde correntes mais fortes são capazes de
transportar e depositar partículas maiores. Já o filito, derivado de sedimentos mais finos, indica uma
fase de deposição em águas mais calmas e profundas, onde partículas menores, como argila,
puderam se acumular ao longo do tempo.
Posteriormente, essas camadas sedimentares passaram por processos de metamorfismo de baixo
grau e sofreram alterações físicas e químicas devido ao intemperismo prolongado e às pressões
tectônicas. A discordância entre o meta-arenito e o filito evidencia uma interrupção nos processos
de sedimentação, possivelmente causada por eventos tectônicos, variações no nível do mar ou
processos erosivos, seguidos por uma nova fase de deposição.
Essas formações revelam a complexa história geológica da região, marcada por mudanças
ambientais significativas.
Figura 9 (Discordância 2/Copasa).
Fonte: Elaboração dos autores.
2.5 Ponto 6: Praia do Espinhaço
Coordenadas: 7985159 N / 637320 E
Altitude: 1329 m
Logo em seguida, visitamos um antigo ponto de extração de diamantes chamado praia do espinhaço
(figura 10), atualmente desativado. Essa área foi amplamente explorada desde os primórdios da
ocupação da região pelos primeiros mineradores, o que deixou marcas significativas da ação
antrópica no local. Ainda assim, é possível observar diversos fenômenos geológicos de grande
interesse.
Figura 10 (Praia do espinhaço).
Fonte: Elaboração dos autores
O primeiro fenômeno a ser destacado é o que dá nome à parada: “Praia do Espinhaço”. Esse nome é
derivado da presença de formações sedimentares que representam uma antiga praia. Segundo
estudos, essa praia tinha um nível de água em torno de 1 metro. Apesar do nível relativamente
baixo, o movimento das águas promoveu a deposição de sedimentos que se consolidaram no
formato de ondulações, formando estruturas sedimentares conhecidas como ripple marks (figura 11
e 12) ou marcas onduladas.
Formaram-se ondulações sedimentares devido à variação no nível do mar, evidenciadas pelas
texturas observadas nas rochas locais . Essas estruturas indicam condições deposicionais e
climáticas passadas.
Figura 11 ( Ripple marks)
Fonte: Elaboração dos autores.
Figura 12 (Ripple Marks)
Fonte: Elaboração dos autores.
No contexto dessas formações, é comum que sedimentos mais finos sejam depositados em áreas
mais afastadas da costa (figura 13), formando ondulações mais suaves, enquanto sedimentos mais
grosseiros se acumulam em áreas próximas à linha costeira, apresentando ondulações mais
destacadas. No entanto, nesta região, fenômenos como a subsidência – o rebaixamento gradual da
crosta terrestre – permitiram a deposição de materiais finos sobre as rochas sedimentares já
formadas. Isso resultou na formação de camadas superiores, como argila metamorfizada. A presença
dessa argila sugere que, em um momento posterior, o nível da água era mais elevado e a distância
em relação ao continente, maior, criando condições distintas das que geraram as ondulações iniciais.
Figura 13 (Deposição de materiais finos)
Fonte: Acervo dos autores
Outro aspecto notável dessa área é a ocorrência de laterita (figura 14), uma rocha arredondada
composta principalmente de quartzo, com características marcantes como a presença de películas
ferruginosas. A coloração avermelhada da laterita é resultado do processo de lixiviação, que remove
minerais mais solúveis e aumenta a concentração de óxido de ferro na rocha. Esse processo confere
à laterita sua coloração característica e reflete as condições ambientais de intemperismo químico
intenso, típicas de climas tropicais.
Figura 14 (Laterita).
Fonte: Acervo dos autores
2.6 Ponto 7 Conglomerado SOPA (Jazida de Diamantes)
Coordenadas UTM: 7985159 N / 637320 E
Altitude: 1329m
Logo ao lado, encontra-se o segundo ponto. Este conglomerado apresenta características distintas
em relação a formações similares, sendo a mais marcante a presença de diamantes em algumas de
suas porções, o que motivou a intensa exploração da região no passado. A formação de diamantes
nessas rochas está diretamente relacionada à deposição de kimberlito, que é a rocha matriz do
diamante. Com a erosão do kimberlito ao longo do tempo, os diamantes, por serem sedimentos mais
finos e resistentes, foram transportados e se acumularam em determinados pontos ao longo dos
cursos d’água, criando depósitos secundários. Esse processo evidencia a ação de agentes erosivos e
o papel dos sistemas fluviais na redistribuição dos minerais.
Além disso, nos paredões formados por essas rochas, observa-se um padrão notável de camadas
intercaladas. Estas camadas alternam entre rochas originadas pela deposição de sedimentos mais
grossos – geralmente compostos por seixos bem arredondados (figura 15 e 16) e rochas formadas
por sedimentos de granulação muito mais fina, que foram depositados sobre as camadas anteriores.
Esse padrão de intercalação ocorre pelo menos três vezes ao longo do paredão e reflete variações no
nível e na energia das marés que atuaram na região em tempos remotos. Essas variações são
indicativas de mudanças ambientais significativas, como ciclos de transgressão e regressão marinha,
que influenciaram diretamente os processos sedimentares locais.
Figura 15 (Seixos arredondados).
Fonte: Acervo dos autores
Figura 16 (Seixos arredondados).
Fonte: Acervo dos autores
2.7 Ponto 8 Galho do Miguel
Coordenadas UTM: 7.976.805 N / 633.481 E
A última parada do estudo ocorreu no Galho do Miguel, localizado nas coordenadas UTM 23 K
7.976.805 N; 633.481 E. Este ponto pertence ao Supergrupo do Espinhaço, uma importante unidade
geológica caracterizada por formações sedimentares predominantemente eólicas. Essa deposição
sugere um ambiente desértico em épocas geológicas passadas, reforçando a ideia de que a região foi
marcada por condições áridas e dinâmicas de sedimentação influenciadas pelo vento.
O substrato do local é composto principalmente por quartzitos, que são rochas metamórficas
formadas a partir da recristalização de arenitos ricos em quartzo. Além disso, há intercalados filitos,
que possuem uma composição predominantemente argilosa com foliação bem definida, e
metassiltitos, resultantes da metamorfose de sedimentos de granulometria fina. A homogeneidade
granulométrica observada nas camadas reflete um processo de sedimentação uniforme, compatível
com condições de deposição em ambiente de alta energia eólica.
Uma característica marcante da área é a presença de estratificação cruzada, evidenciada pelas
camadas inclinadas em relação ao plano horizontal (figura 17). Esse fenômeno ocorre devido ao
transporte e deposição de sedimentos pelo vento em dunas móveis ou estruturas similares, típicas de
desertos de alta energia. A estratificação cruzada não apenas indica a direção predominante dos
ventos na época, mas também ajuda a reconstruir o paleoclima e as condições ambientais do
período.
Essa análise reafirma o papel crucial do Supergrupo do Espinhaço como registro de um ambiente
desértico em uma era geológica anterior. As evidências estruturais e litológicas destacam a
relevância desse local para o entendimento da evolução paleogeográfica e climática da região.
Figura 17 (Estratificações cruzadas).
Fonte: Acervo dos autores
2.7 Ponto 8 Sitio Arqueológico
Por fim, visitamos o sítio arqueológico que fica logo ao lado das formações geológicas de Galho
miguel, um sítio arqueológico de grande relevância localizado no distrito de Guinda, no município
de Diamantina, Minas Gerais. Sob a proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (IPHAN), este local combina elementos naturais, culturais e históricos, sendo um
testemunho das interações entre populações pré-históricas e o ambiente da região.
Um dos aspectos mais notáveis do sítio são as pinturas rupestres, traços que evidenciam a ocupação
humana na pré-história. As representações artísticas, feitas com pigmentos naturais, incluem figuras
geométricas, zoomorfas e antropomorfas, revelando um pouco do cotidiano, crenças e simbolismos
das comunidades que habitaram a região. Essas pinturas não apenas têm valor estético, mas também
são fundamentais para a compreensão das relações sociais e culturais das populações antigas.
A região onde se encontra a Lapa do Moisés é caracterizada por sua geologia única, composta
principalmente por formações quartzíticas. Essas rochas, formadas há milhões de anos, sofreram
processos de intemperismo e erosão que moldaram a paisagem em feições distintas. O local
apresenta cavernas, abrigos e afloramentos rochosos que são o resultado de movimentos tectônicos
e ações climáticas ao longo do tempo.
A morfologia das rochas do sítio é marcante. Superfícies arredondadas, fendas e saliências criam
um ambiente ideal para a preservação de vestígios arqueológicos e para a formação de habitats
diversos. A composição mineralógica das rochas também desempenhou um papel importante no
desenvolvimento das pinturas rupestres, já que os minerais locais foram utilizados como matéria-
prima para os pigmentos.
A Lapa do Moisés é mais do que um sítio arqueológico; é um elo vivo entre o passado e o presente,
oferecendo uma janela para a história humana e natural da região de Diamantina. Sua preservação é
essencial para manter viva a memória cultural e para promover o entendimento sobre as complexas
interações entre o homem e o ambiente ao longo do tempo.
Figura 18 (Pinturas Rupestres).
Fonte: Acervo dos autores
3. Considerações Finais
A atividade de campo proporcionou uma compreensão aprofundada das dinâmicas geológicas da
região de Diamantina, destacando os processos tectônicos, sedimentares e metamórficos envolvidos
na formação das paisagens locais. Observações como discordâncias estratigráficas e formações
minerais enriquecem o entendimento da história geológica da área.
4. Conexões Teóricas e Práticas
As observações realizadas durante o campo complementam conceitos teóricos fundamentais da
geologia. Por exemplo, as discordâncias estratigráficas ilustram os princípios de Steno, enquanto as
formações de xisto e conglomerados reforçam a compreensão dos processos de deposição e
metamorfismo. A mineração de diamantes e quartzo na região demonstra a aplicação prática desses
conceitos na exploração de recursos minerais, conectando a teoria às demandas econômicas e
sociais.