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Agenda Ambiental na Administração Pública

O documento apresenta a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), um programa do Ministério do Meio Ambiente que visa integrar a responsabilidade socioambiental nas atividades da administração pública. Ele destaca a importância de boas práticas e a necessidade de sensibilização e capacitação dos gestores públicos para promover a sustentabilidade. A A3P busca estimular a economia de recursos naturais e a gestão adequada dos resíduos, contribuindo para a qualidade de vida e a preservação ambiental.

Enviado por

Karol Scarppely
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Agenda Ambiental na Administração Pública

O documento apresenta a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), um programa do Ministério do Meio Ambiente que visa integrar a responsabilidade socioambiental nas atividades da administração pública. Ele destaca a importância de boas práticas e a necessidade de sensibilização e capacitação dos gestores públicos para promover a sustentabilidade. A A3P busca estimular a economia de recursos naturais e a gestão adequada dos resíduos, contribuindo para a qualidade de vida e a preservação ambiental.

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Ministério do Meio Ambiente

Ficha Técnica
Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental
Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental
Coordenação
Samyra Brollo de Serpa Crespo | Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental
Karla Monteiro Matos | Diretora do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental
Geraldo Vitor de Abreu | Gerente de Projeto (CNMA/A3P)

Elaboração e Revisão
Equipe técnica A3P
Luciana Chueke Pureza
Luiz Augusto Vitali
Marina Monteiro
Mônica Rocha de Souza
Patrícia Carvalho Nottingham

Colaboradores
Ana Carla Leite de Almeida
Emival Sizino dos Santos

Capa e Identidade Visual


OZ Propaganda

Diagramação
Gráfica Ideal

Ilustrações
Estúdio Nous

Brasília – DF | 2009
5ª Edição | Revista e atualizada
Sumário

Apresentação 7 Principais temas relacionados


aos Eixos Temáticos da A3P 52
Legislação e Políticas Públicas 10
Coleta Seletiva Solidária 52
Responsabilidade Socioambiental 20
Consumo da Madeira 59
Agenda Ambiental na
Administração Pública (A3P) 30 O papel nosso de cada dia 60
Histórico 30 Eficiência energética 65
Marco Legal 31 A água e seus usos múltiplos 68
O que é A3P 32 Manutenção da frota
oficial de veículos 72
Objetivos da A3P 33
Principais resíduos gerados
Eixos Temáticos da A3P 36 na Administração Pública 73
Uso racional dos recursos naturais Ampliando conhecimentos 77
e bens públicos 37 Mudanças Climáticas, Empregos verdes,
Resíduos Eletrônicos, Construções Sustentáveis,
Gestão adequada dos resíduos gerados 39 Rotulagem Ambiental, Análise do Ciclo de Vida,
Pagamento por Serviços Ambientais
Qualidade de vida no ambiente de trabalho 43
Implantando a A3P na sua Instituição 86
Sensibilização e capacitação dos servidores 45
Onde ocorre e quem participa 86
Licitações sustentáveis 47
Como a Administração
Pública Participa da A3P 86
Termo de Adesão 87
Rede A3P 87
Passo a passo para implantar a A3P 89
Sugestões de ações 92

Equilibrando prioridades
7 8

Apresentação

Prezado(a) leitor(a),

A Administração Pública, como grande consumidora de bens e serviços, como cumpridora respon-
sável das políticas públicas e com o poder de compra que possui por meio das licitações, precisa
dar o exemplo das boas práticas nas atividades que lhe cabem. Desta forma, o material que compõe
esta cartilha foi especialmente elaborado para os gestores públicos federais, estaduais e municipais
com o intuito de auxiliá-los no processo de inserção da responsabilidade socioambiental e da sus-
tentabilidade em tais atividades.
O grande desafio consiste em transpor o discurso meramente teórico e concretizar a boa intenção

ças de atitudes e de práticas. Para que isso ocorra, se fazem necessárias a cooperação e união de

à Administração Pública.
Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente criou o programa Agenda Ambiental na Administração
Pública (A3P), uma ação que busca a construção de uma nova cultura institucional nos órgãos e entida-
des públicos. A A3P tem como objetivo estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios
de gestão socioambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia de recursos naturais e à
redução de gastos institucionais por meio do uso racional dos bens públicos, da gestão adequada dos
resíduos, da licitação sustentável e da promoção da sensibilização, capacitação e qualidade de vida no
ambiente de trabalho.

Cada um pode fazer a sua parte nas atividades cotidianas, seja no trabalho, em casa, no escritório,
na rua, na escola e em outros locais. Portanto, mãos à obra! A A3P começa por você!

Carlos Minc
Ministro de Estado do Meio Ambiente
9 10

Legislação e Políticas Públicas

As ações necessárias para o alcance d a susten- Convenção de Basiléia sobre Controle de


tabilidade ambiental devem ser vistas como um Movimentos Transfronteiriços de Resíduos
conjunto único, uma vez que nenhuma ação, de Perigosos e seu Depósito (Basiléia);
forma isolada, é capaz de propiciar ganhos sig-
Convenção sobre o Procedimento de
nificativos no enfrentamento dos atuais desafios
Consentimento Prévio Informado Aplicado
a Certos Agrotóxicos e Substâncias
tanto no cenário nacional como internacional.
Químicas Perigosas Objeto de Comércio
Internacional – PIC (Roterdã);
âmbito internacional desde a realização da Confe-
Protocolo de Montreal sobre Substâncias
que Destroem a Camada de Ozônio;
Convenção sobre Zonas Úmidas
de Importância Internacional
especialmente como Habitat de Aves
Aquáticas (Convenção RAMSAR);
Legislação e então, o conceito de desenvolvimento sustentável
passou a ser um referencial para todos os países. Convenção das Nações Unidas
Políticas Públicas Outras convenções internacionais passaram a para Combate à Desertificação;
Convenção-Quadro das Nações
Unidas sobre Mudança do Clima;
específicas como por exemplo: Protocolo de Quioto.
11 12

Constituição Federal
demandando a complementaridade e a interação
agosto de 1981, que instituiu a Política Nacional Na Constituição Federal foi reservado um artigo
do Meio Ambiente, constituiu o marco inicial das específico para tratar do meio ambiente, o que
ações para conservação ambiental e incorpora- demonstra a importância do tema para a socie-
ção do tema nas atividades de diversos setores Art. 5º Art. 170
XXIII; LXXI; LXXIII III e VI - Princípios Gerais
da sociedade. A partir daí várias normas e regu- - Dos Direitos e da Atividade Econômica,
e preservar o meio ambiente e exige, na forma Deveres Individuais Função Social da
Propriedade e Defesa do
ambiental, relacionadas à conservação do meio da lei, que sejam realizados estudos prévios de Art. 20 Meio Ambiente.
I; II; III; IV; V; VI; VII;
ambiente, uso dos ecossistemas, educação am- IX; X; XI e § § 1º e 2º Art. 174
biental, água, patrimônio genético, fauna e flora, nº 7.347, de 1985) a qual tutela os valores ambien- §§ 3º e 4º - Organização
Art. 21 da atividade garimpeira,
entre outras. Outro marco importante para a con- tais, disciplinando a ação civil pública de respon- cativa degradação do meio ambiente. XIX; XX; XXIII levando em conta
servação ambiental no Brasil foi a publicação da a, b e c; XXV
a proteção do Meio
Lei de Crimes Ambientais - nº 9.605, em fevereiro ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, Art. 22 Ambiente;
IV; XII; XXVI
de 1998, que definiu sanções penais e adminis- estético, histórico, turístico e paisagístico. Art. 176
§§ 1º ao 4º - Jazidas
Art. 23 e recursos minerais;
I;III; IV; VI; VII; IX; XI
ao meio ambiente.
bem de uso comum do povo e essencial Art. 182
Art. 24 §§ 2º e 4º - Política de
à sadia qualidade de vida...” VI; VII; VIII Desenvolvimento Urbano;
Política Nacional do Meio Ambiente
Marco Histórico no Desenvolvimento Art. 43 Art. 186
§ 2º, IV e §3º II - Da Política Agrícola e
do Direito Ambiental Fundiária e da Reforma
No texto constitucional foram atribuídas com- Art. Agrária;
49: XIV; XVI
Art. 200
VII; VIII - IV e VIII.
a manutenção e conservação do meio ambiente ambiental, o que possibilitou a descentralização Art.
Da Saúde, Saneamento
91: § 1º, III Básico e Colaboração
ao mesmo tempo que contempla a necessidade e permitiu à União, Estados, Municípios e Distrito
na Proteção do Meio
de adoção de uma nova ética social, buscando Federal ampla competência para legislarem so- Art. 103 Ambiente.
Competência para
propor ação de Art. 216
e adequada, visando à manutenção do equilíbrio definidas nos art. 21, 22, 23 e 24. inconstitucionalidade; V e §§ 1º, 3º e 4º -
ecológico, garantia da saúde, qualidade de vida Art. 129 Da Cultura
III e VI - Funções
e bem-estar econômico, social e ambiental das ambiente, o texto constitucional também faz refe- Art. 225
institucionais do
milhares de famílias brasileiras. rência ao tema em outros artigos. Ministério Público; Art. 231
As questões ambientais fazem parte da agenda Art. 232
Arts. 43 e 44 do ADCT
desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo,
13 14

Políticas Públicas Integração de Políticas Públicas


Entende-se por Políticas Públicas “o conjunto de

Meio Ambiente - o conjunto de condições,


leis, influências e interações de ordem
física e biológica, que permite, abriga e
que é do âmbito privado em ações coletivas no rege a vida em todas as suas formas.

recuperar a qualidade ambiental propícia à vida,


a alteração adversa das características
assegurando condições ao desenvolvimento só-
DIRETRIZES DO MMA do meio ambiente;

Desenvolvimento Sustentável da dignidade da vida humana. Poluição - a degradação da qualidade


nesses conflitos denominados “atores políticos”. Controle e Participação Social ambiental resultante de atividades
Fortalecimento do SISNAMA que, direta ou indiretamente:
tal é um dos grandes desafios da humanidade e Transversalidade seguintes definições: a) prejudiquem a saúde, a segurança
e o bem-estar da população;

vel garantir a inserção da variável socioambiental É forçoso reconhecer que a aplicabilidade des- b) criem condições adversas às
atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
lação das políticas públicas.
a falta de uma base sólida de dados ambientais, d) afetem as condições estéticas
ou sanitárias do meio ambiente;
recursos financeiros escassos e a carência de re-
e) lancem matérias ou energia
cursos humanos necessários à prática de gestão
em desacordo com os padrões
ambiental em todos os níveis.
ambientais estabelecidos.

Poluidor - pessoa física ou jurídica, de


direito público ou privado, responsável,
direta ou indiretamente, por atividade
causadora de degradação ambiental;

Recursos Ambientais - a atmosfera; as


águas interiores, superficiais e subterrâneas;
os estuários; o mar territorial; o solo; o subsolo
e os elementos da biosfera, a fauna e a flora.
15 16

Lei de Saneamento Básico Política Nacional de Resíduos Deputados e seguirá para o Senado Federal para
(Lei nº 11.445/2007) Sólidos (Pl N° 1991/07)
minhado para sanção presidencial.
A Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, estabe-
leceu as diretrizes nacionais para o saneamento
iniciativa do Executivo que propõe regulamentar
Política Nacional Urbana –
Estatuto Das Cidades
as diretrizes para sua gestão integrada.
dades, o Plano Nacional de Saneamento Básico Dentre os principais avanços contidos no PL,
lamentou o capítulo de política urbana da Cons-

biente, como o zoneamento ambiental, avaliação na, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem
normas de ordem pública e interesse social que
de impacto ambiental, licenciamento ambiental, e, o manejo de águas pluviais urbanas, além de a elaboração de Planos de Gestão Integrada de
sistema de informações sobre o meio ambiente, outras ações de saneamento básico de interesse
bem coletivo, segurança e bem-estar dos cida-
cadastro técnico federal de atividades e relatório para a melhoria da salubridade ambiental. lise e avaliação do ciclo de vida do produto e a
dãos e equilíbrio ambiental.
de qualidade do meio ambiente. logística reversa. Cria, ainda, mecanismos para

Impacto ambiental
“Qualquer alteração das propriedades físicas,
químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou Reciclar, em todas as etapas do processo.
O estatuto também definiu o zoneamento am-
energia resultante das atividade humanas Também busca consolidar o controle social nas
que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, várias etapas da atividade no que se refere aos re-
a segurança e o bem-estar da população;
urbana para ordenação do território e desenvol-
as atividades sociais e econômicas; a biota; vimento econômico e social.
e as condições dos recursos ambientais.”
envolvimento do Poder Público e da coletividade
na busca da efetividade das ações que envolvam Política Nacional de Recursos
A Lei 6.938/81 (art. 6º) constituiu o Sistema Na- os resíduos sólidos gerados. Por meio desse arti- Hídricos (Lei Nº 9.433/1997)
go, por exemplo, o Ministério Público poderá atuar
A Lei nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997, instituiu
obrigação prevista na lei originada do PL 1991/07. a Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH
cional do Meio Ambiente – CONAMA (art. 8º) que O referido PL, que tramita em conjunto com o PL
é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA. 203/91, foi aprovado no plenário da Câmara dos Recursos Hídricos – SNGRH.
17 18

Sistema Nacional de
ecológicas, as reservas biológicas, os parques
Unidades de Conservação
(Lei Nº 9.985/2000) de vida silvestre e visam à preservação do am-
biente local, enfatizando determinadas caracte-
rísticas ambientais em particular. devendo estar presente, de forma articulada, em
todos os níveis e modalidades do processo edu-
cativo, em caráter formal e não-formal, sendo um
direito de todos.
rais. Tais unidades compreendem as áreas de

em suas múltiplas e complexas relações, envol-

de fauna, reservas de desenvolvimento susten-


sustentável dos recursos hídricos e a prevenção
tável e reservas particulares do patrimônio na-
contra os eventos hidrológicos nocivos e busca:
tural (RPPN), assim denominadas segundo seu
I - assegurar à atual e às futuras gerações a ne-
propósito principal.
enfoque da sustentabilidade.
qualidade adequados aos respectivos usos; II - a
utilização racional e integrada dos recursos hídri-

ao desenvolvimento sustentável; III - a prevenção


sensibilização da coletividade sobre as questões

dos recursos naturais.


Sua abrangência compreende as três esferas de
Foram definidos como instrumentos da PNRH:
Política Nacional governo – União, estados e municípios.
os planos de recursos hídricos (planos de bacia
de Educação Ambiental A estrutura da Política Nacional de Educação
hidrográfica, planos estaduais de recursos hídri-
(Lei nº 9.795/1999)
Órgão Gestor e o Comitê Assessor no âmbito da
enquadramento dos corpos de água em classes
União; as Comissões Interinstitucionais de Edu-
segundo os usos preponderantes, a outorga dos
cação Ambiental e Secretarias Estaduais nos es-
direitos de uso dos recursos hídricos, a cobrança
tados; e as Secretarias Municipais de Educação
e Meio Ambiente no âmbito dos municípios.
informações sobre recursos hídricos. dois grupos: as de proteção integral e as de uso
19 20

Responsabilidade Socioambiental

tentável e da conservação ambiental. É evidente


as transformações políticas e sociais mundiais, a que muitos reconhecem a sua importância e não

têm evidenciado a importância e a fragilidade da

feiçoamento e efetividade.
de, principalmente no que diz respeito à necessi-

de produção e consumo e modelos econômicos e fragilidades de programas e projetos de caráter


socioambiental que buscam trazer a sustentabi-
emergentes, como é o caso do Brasil.
Nos últimos anos, o modelo econômico globali- riqueza ambiental do território brasileiro somada

forma de exploração de seus recursos, geram a

exemplo, tem atuado em resposta à globalização postura, mas nos resultados obtidos a partir da
Responsabilidade dos mercados pelas grandes corporações trans- implementação das diversas iniciativas denomi-
nacionais, colocando-se em oposição ao “abuso nadas socioambientais, mas que não englobam
Socioambiental
aos padrões éticos”. O movimento tem realizado As questões que remetem à Responsabilidade

tópicos globais e dos impactos sociais e ambien-


tais nas agendas das corporações e dos órgãos

Desde a Declaração de Estocolmo, vários são

e argumentos em favor do desenvolvimento sus- em cada um dos diferentes países. Entretanto, a


21 22

Meio Ambiente, Direitos Humanos


SOCIAL e Democracia Participativa - Pilares
ção Universal dos Direitos Humanos, Declaração de uma Sociedade Sustentável
da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
cesso desigual e desequilibrado de globalização
Agenda 21, Declaração de Copenhague para o A Declaração da Organização Internacional do
das economias bem como da pressão exercida
Trabalho – OIT sobre os princípios e direitos fun-
por organizações e movimentos sociais.
damentais no trabalho foi adotada em junho de

Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos


promover e aplicar um patamar mínimo de prin-
cípios e direitos no trabalho, que são reconhe-
cidamente fundamentais para os trabalhadores.
(“Global Compact”).
ECONÔMICO AMBIENTAL
A Declaração Universal dos Direitos Humanos,

das Nações Unidas e nela estão enunciados os


direitos que todos os seres humanos possuem.
ou ocupação.
global de qualidade e viabilidade.
socialmente responsáveis.
bilidade social das empresas é, essencialmente,
na principal ferramenta do Índice de Sustentabi-
A OIT foi fundada em 1919 com o obje-
lidade da Dow Jones (Dow Jones Sustainability tivo de promover a justiça social e é a
Index) da Bolsa de Valores de Nova Iorque e do única agência do Sistema das Nações
uns aos outros com espírito de fraternidade.” Unidas que tem estrutura tripartite, na
pelas empresas vão além das obrigações legais, pa. O conceito se refere a um conjunto de indica- (Artigo I da Declaração Universal dos Direitos qual os representantes dos emprega-
dores utilizado para a avaliação do desempenho Humanos)
mos direitos que os do governo.
econômico das empresas e das suas ações de
responsabilidade social e ambiental.
No cenário atual, a RSA deixou de ser um con-
social, proteção ao meio ambiente e respeito aos ceito restrito aos projetos sociais de cunho filan-
23 24

Declaração de Copenhague: Os Princípios do Pacto Global


gue, Dinamarca, os líderes mundiais assumiram compromissos assumidos ria, em 20 de julho de 2000, na Sede das Nações
Direitos Humanos
Criação de um ambiente econômico, político,
social, cultural e legal que permitirá às pessoas 1 Apoiar e respeitar a proteção dos
alcançarem o desenvolvimento social; direitos humanos internacionais
da Organização das Nações Unidas com o con- dentro de seu âmbito de influência;
Erradicação absoluta da pobreza com o
ceito de desenvolvimento sustentável (no qual as Princípio 2 Certificar-se de que suas
estabelecimento de metas para cada país;
dimensões social, econômica e ambiental estão corporações não sejam cúmplices tos do trabalho, proteção ambiental e combate à
Emprego universal como uma meta de abusos em direitos humanos. corrupção. Participam da iniciativa mais de 5.000
política básica; instituições signatárias articuladas por 150 redes
Trabalho
político e econômico”. ao redor do mundo, envolvendo agências das Na-
Promover a integração social baseada na
Princípio 3 ções Unidas, empresas, sindicatos, organizações
promoção e proteção dos direitos humanos
de todos;
não-governamentais, entre outros parceiros.

Igualdade entre os gêneros; Apoiar a eliminação de todas cionais e intersetoriais relacionadas ao tema e ao
Princípio 4
as formas de trabalho forçado e
Acesso igualitário e universal à
compulsório;
educação e serviços de saúde primários;
do setor empresarial, mas também dos governos,
Princípio 5 Apoiar a erradicação efetiva do
Acelerar o desenvolvimento da África e países trabalho infantil;
menos desenvolvidos; o tema em suas agendas.
Princípio 6 Apoiar o fim da discriminação
Assegurar que programas de ajuste estrutural relacionada a emprego e cargo.
incluam metas de desenvolvimento social;
tal estão em contínuo processo de construção e
Meio Ambiente
Aumentar os recursos destinados
ao desenvolvimento social; Princípio 7 Adotar uma abordagem preventiva
para os desafios ambientais;
Fortalecer a cooperação para o
desenvolvimento social através da ONU. Princípio 8 Tomar iniciativas para promover
maior responsabilidade ambiental;
e incluindo a participação social.
Princípio 9
Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou as
25 26

próprias necessidades”, tendo como princípio a


padrões de cumprimento voluntário, com vistas a também, orientar todas as políticas implementa-
novas práticas éticas e responsáveis – tanto no
sas multinacionais e que têm sido utilizadas como setor empresarial como público – destaca a im-
instrumento para desenvolvimento de programas portância da criação de políticas e programas de
de responsabilidade social das empresas. As Di- Responsabilidade Socioambiental (RSA). são suficientes para o enfrentamento dos novos
desafios ambientais globais, que cada vez mais
não vinculam governos às empresas. Iso 26000 – Norma Internacional para o desenvolvimento sustentável e demanda demandam novas estratégias que respondam e
de Responsabilidade Social a integração das mais diversas instituições que garantam, ao mesmo tempo e de forma susten-
nº 92/MF, de 12 de maio de 2003, instituiu, no âm- podem e devem ser mais envolvidas nas discus-
as políticas para o desenvolvimento sustentável.
Há que se considerar ainda o papel que o go-
Empresas Multinacionais – PCN, que possui, den- do trabalho; meio ambiente; práticas leais (justas) de de relatórios, mas sim um critério a ser inserido
tre outras atribuições, participar de conversações operação; questões relativas ao consumidor e, envol-
entre as partes interessadas em todas as matérias vimento e desenvolvimento da comunidade. elas atividades meio ou finalísticas. ços nas suas atividades meio e finalísticas, o que,
muitas vezes, provoca impactos socioambientais

seu âmbito; cooperar com os Pontos de Contatos vimento – “Cuidando do Brasil” – que tem como
Nacionais dos demais países em relação às ma-
lhoramento contínuo que consiste em adequar os
e de instituições governamentais, principalmente das efeitos ambientais das condutas do poder público
Conselho da OCDE sobre as Diretrizes. empresas públicas e sociedades de economia mista. 21 Brasileira. Foi estabelecida como prioridade a à política de prevenção de impactos negativos ao
promoção do desenvolvimento com inclusão so-
racional dos recursos naturais e a proteção contra
Responsabilidade Socioambiental objetivo, o governo tem elevado os investimentos a degradação ambiental devem contar fortemente
no Setor Público com a participação do poder público.
Os novos desafios globais e a necessidade de pro-
mover uma Agenda de Desenvolvimento “que atenda
principal interlocutor junto à sociedade, possuin-
do uma ampla responsabilidade e papel indutor

1. A International Organization for Standardization (ISO), criada em 1946, é uma confederação internacional de órgãos nacionais de
normalização de todo o mundo e promove normas e atividades que favoreçam a cooperação internacional nas esferas intelectual,
científica, tecnológica e econômica. No Brasil, sua representante é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
27 28

suas atividades e integrando as ações sociais e


A responsabilidade socioambiental é processo de RSA por meio da promoção do diá-
ambientais com o interesse público. um processo contínuo e progressivo de logo entre os setores sociais, da conscientização
desenvolvimento de competências cidadãs,
com a assunção de responsabilidades
sobre questões sociais e ambientais
relacionadas a todos os públicos com os governo. O monitoramento das iniciativas é outro
quais a entidade interage: trabalhadores, promovendo a sensibilização e capacitação em
consumidores, governo, empresas, parceria com as entidades do setor empresarial
investidores e acionistas, organizações da e da sociedade civil.
sociedade civil, mercado e concorrentes, As instituições governamentais devem buscar
comunidade e o próprio meio ambiente.
bem como de uma estrutura de apoio e especial-
vendo uma nova cultura institucional de combate
dos impactos das iniciativas implantadas.
ver a revisão e adoção de novos procedimentos
produtivo e empresarial.
para as compras públicas que levem em consi-

podem incluir, por exemplo: a obrigatoriedade de

um princípio geral da compra a ser realizada; a


inclusão da necessidade de proteção ambiental

e serviços; e a conformidade às leis ambientais


RSA, o governo possui um papel importante na
com objetivos econômicos, prioridades sociais e
cessos licitatórios.
ambientais, tem motivado as mais diversas insti-
tuições públicas a implementar iniciativas espe-
cíficas e desenvolver programas e projetos para
promover a discussão sobre desenvolvimento e
a construção de novas, bem como o aperfeiço-
Socioambiental do setor público.

com o desenvolvimento sustentável, atuando na centivos que possam promover e/ou garantir as

avanço em direção à sustentabilidade no âmbito públicas sejam sustentáveis.


30

Agenda Ambiental na Administração Pública | A3P

Histórico
lação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC).
(A3P) surgiu em 1999 como um projeto do Minis- Nesse novo arranjo institucional, a A3P foi fortale-
cida enquanto Agenda de Responsabilidade So-
padrões de produção e consumo e a adoção de cioambiental do Governo e passou a ser uma das
novos referenciais de sustentabilidade ambiental
nas instituições da administração pública.

Atualmente, o principal desafio da A3P é pro-

política governamental, auxiliando na integração

Em 2002, a A3P foi reconhecida pela Unesco


por meio da inserção de princípios e práticas de
Agenda Ambiental dos resultados positivos obtidos ao longo do seu
desenvolvimento, ganhando o prêmio “O melhor administração pública.
na Administração dos exemplos” na categoria Meio Ambiente.
Diante da sua importância, a A3P foi incluída no
Pública | A3P de Educação Ambiental para Sociedades Susten-

tação efetiva da A3P, tornando-a um referencial de


sustentabilidade nas atividades públicas.
A partir de 2007, com a reestruturação do Minis-
tério do Meio Ambiente, a A3P passou a integrar o
Departamento de Cidadania e Responsabilidade
31 32

Marco Legal O que é a A3P?


O Código Florestal, publicado em 1965 (Lei nº Já a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998,
que trata dos crimes ambientais e citada ante-

efetiva do meio ambiente.


uma mudança nos investimentos, compras e con-
permanente, onde a conservação da vegetação
sensibilização e capacitação dos servidores, pela
na lei foram criminalizadas a partir da Lei de Cri- gestão adequada dos recursos naturais utilizados
mes Ambientais, em 1998.
Criada em 1981, a Lei da Política Nacional do qualidade de vida no ambiente de trabalho. Essas
Meio Ambiente (Lei nº 6.938) é considerada um ações embasam e estruturam os eixos temáticos
da A3P, tratados no capítulo seguinte.

os temas: meio ambiente, degradação da qua-


lidade ambiental, poluição, poluidor e recursos custo-benefício e, ao mesmo tempo, atende ao
princípio constitucional da eficiência, incluído no
mendações do Capítulo IV da Agenda 21, que in-
da Constitucional 19/1998, e que se trata de um
dever da administração.
modernos em termos ambientais mundiais.
de políticas e estratégias nacionais de estímulo a

mo”, no Princípio 8 da Declaração do Rio/92, que


“... o que se impõe a todo agente público de realizar suas
afirma que “os Estados devem reduzir e eliminar
padrões insustentáveis de produção e consumo
É o mais moderno princípio da função administrativa, que

Em 1988, nossa Constituição Federal dedicou, institui a “adoção do consumo sustentável como
em seu título VIII - Da Ordem Social - Capítulo VI,
comunidade e de seus membros.” (princípio da eficiência
administrativa – Hely Lopes Meirelles).
entende-se ser viável a implantação de uma polí-
de uso comum do povo.
33 34

Objetivos da A3P

reflexão e a mudança de atitude dos servidores


para que os mesmos incorporem os critérios de

neiras. A A3P também busca:

Sensibilizar os gestores públicos


para as questões socioambientais;

Promover o uso racional dos


recursos naturais e a redução
de gastos institucionais;

Contribuir para revisão dos padrões


de produção e consumo e para a adoção
de novos referenciais de sustentabilidade
no âmbito da administração pública;

Reduzir o impacto socioambiental


negativo direto e indireto causado
pela execução das atividades de
caráter administrativo e operacional;

Contribuir para a melhoria


da qualidade de vida.
35 36

Eixos Temáticos da A3P

instituições públicas possuem em “dar o exemplo”

gerados, qualidade de vida no ambiente de traba-


lho, sensibilização e capacitação dos servidores e
licitações sustentáveis - descritos a seguir:
37 38

1 Uso racional dos recursos naturais e bens públicos


Usar racionalmente os recursos naturais e bens públicos implica em usá-
los de forma econômica e racional evitando o seu desperdício. Este eixo
engloba o uso racional de energia, água e madeira além do consumo de
papel, copos plásticos e outros materiais de expediente.
Inúmeras são as previsões relativas à escassez No início de 2008, o Brasil esteve na iminência
de água, em conseqüência da desconsideração de um novo apagão de energia. A falta de chuvas
da sua esgotabilidade. A água é um dos recursos colocou o país em estado de alerta, temendo
naturais fundamentais para as diferentes atividades uma repetição da crise de 2001, neste período a
humanas e para a vida, de uma forma geral. indústria sentiu a alta dos preços da energia no
O Brasil detém 13% das reservas de água mercado, que chegaram a quase R$ 600/MWh.
doce do Planeta, que são de apenas 3%. Esta As poucas chuvas do início do ano levaram o
visão de abundância, aliada à grande dimensão Operador Nacional do Sistema (ONS) a acionar
continental do País, favoreceu o desenvolvimento usinas térmicas para garantir a estabilidade do
de uma consciência de inesgotabilidade, isto suprimento de energia. Estas usinas térmicas
é, um consumo distante dos princípios de utilizam combustíveis fósseis como carvão,
O acúmulo de riqueza e o consumo cada vez
sustentabilidade e sem preocupação com a óleo combustível e gás natural, insumos de
escassez. A elevada taxa de desperdício de água fornecimento cada vez mais caro e instável e de
no Brasil, 70%, comprova essa despreocupação. grandes emissões de gases de efeito estufa.
do desperdício é a marca do nosso tempo, fruto
O consumo de energia elétrica está aumentando
cada vez mais e é um fator bastante preocupante
pela possibilidade de afetar a vida da população.
sa as camadas de alta renda e paradoxalmente Surge então a necessidade de utilizá-la de modo
inteligente e eficaz. Nesse cenário, a eficiência
energética assume hoje uma importância capital
cultura pautada pelo desperdício. no desempenho empresarial e no equilíbrio
financeiro das famílias, sociedade e governos.
39 40

O Princípio dos 5 R’s


2 Gestão adequada dos resíduos gerados
5R’s apresenta a vantagem de permitir aos admi-
A gestão adequada dos resíduos passa pela adoção da política dos 5R´s:
nistradores uma reflexão crítica do consumismo,
Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Recusar. Dessa forma deve-se
ao invés de focar na reciclagem.
primeiramente pensar em reduzir o consumo e combater o desperdício
dor. Em relação à política dos 3R´s, amplamente
para só então destinar o resíduo gerado corretamente.
difundida e anterior a essa última, a política dos

Repensar

A situação do manejo de resíduos sólidos no nismos para destinação adequada dos resíduos poupa energia e água e ainda diminui o volume
gerados, aproveitando para promover a internali- de lixo e a poluição. Além disso, quando há um
Recusar Recusar possibilidades de
atenção por parte das instituições públicas, em zação do conceito dos 5Rs (Repensar, Recusar,
consumo desnecessário e
todos os níveis de governo. Os governos federal Reduzir, Reutilizar e Reciclar) nos mais diversos produtos que gerem impactos
e estaduais têm aplicado mais recursos e criado órgãos e instituições da administração pública. ambientais significativos. vel. Pode gerar emprego e renda para as famílias

para a gestão adequada dos resíduos. Reduzir Reduzir significa evitar os ser os parceiros prioritários na coleta seletiva”.
desperdícios, consumir menos
produtos, preferindo aqueles
que ofereçam menor potencial
de geração de resíduos e
tenham maior durabilidade.
É importante destacar a diferença
Reutilizar Reutilizar é uma forma e evitar entre Reutilizar e Reciclar.
que vá para o lixo aquilo que
não é lixo reaproveitando tudo Reutilizar significa usar novamente
o que estiver em bom estado. um material antes de descartá-lo.
É ser criativo, inovador usando
um produto de diferentes Reciclar é transformar os produtos
maneiras. em matéria prima para se iniciar
um novo ciclo de produção-
No que diz respeito à destinação dos resíduos Reciclar Reciclar significa transformar consumo-descarte.
no Brasil, nos últimos anos, também houve uma materiais usados em matérias-
primas para outros produtos Qualquer cidadão pode auxiliar no
significativa melhoria da situação, mas ainda há
por meio de processos processo de reciclagem.
industriais ou artesanais.
que os órgãos públicos definam e adotem meca-
41 42

O Decreto nº 5.940/06, publicado em 26 de ou-


Código de cores tubro de 2006, instituiu a separação dos resíduos
recicláveis descartados pelos órgãos e entidades
VERMELHO:
recolhimento, desde a origem dos AZUL:
plástico;
papel/papelão;
recicláveis. Para tanto, é preciso a
VERDE: AMARELO:
e sociedade civil, para se “desen- ria, criada no âmbito de cada órgão e entidade da
vidro; metal;
volver políticas adequadas e des-
o objetivo de implantar e supervisionar a separa-
aspectos econômicos e da confia-
PRETO: LARANJA:
bilidade dos produtos reciclados”.
madeira; resíduos perigosos;

A implementação do Decreto nº 5.940/06, so-


Padrão de cores
ROXO:
A coleta é efetuada por diferentes BRANCO:
resíduos radioativos;
resíduos ambulatoriais
e de serviços de saúde;
nº275 de 25 de abril de 2001, que resíduos no âmbito da administração pública fe-
estabelece o código de cores para MARROM: CINZA: deral direta e indireta. Saiba mais sobre a Coleta
resíduos orgânicos; resíduo geral Seletiva Solidária na página 54.
não reciclável
ou misturado,
ou contaminado
para a coleta seletiva. não passível de
separação.

Ambiente, com vistas a alertar para a importância


de reduzir o consumo de sacolas plásticas, utili-
zando alternativas para o transporte das compras
e acondicionamento de lixo, e recusando sacos e
sacolinhas sempre que possível.
43 44

3 Qualidade de Vida no Ambiente de Trabalho


COMO MELHORAR SEU
A qualidade de vida no ambiente de trabalho visa facilitar e satisfazer
AMBIENTE DE TRABALHO
as necessidades do trabalhador ao desenvolver suas atividades na
organização através de ações para o desenvolvimento pessoal e profissional.
1. Relações interpessoais
Resolução CONAMA nº 2,
Buscar o equilíbrio das emoções
de 8 de março de 1990, que
no ambiente de trabalho
institui, em caráter nacional, o
na qualidade de vida no trabalho, segue abaixo possibilita bons relacionamentos,
Programa Nacional de Educação
algumas ações que podem ser implantadas: proporcionando suporte essencial
e Controle de Poluição Sonora-
às atividades de equipe.
Silêncio, para o monitoramento
Uso e desenvolvimento de capacidades
2. Integração e movimento se combinam das questões de poluição sonora.
Aproveitamento das habilidades;
Autonomia na atividade desenvolvida; A ginástica no trabalho ajuda a
Percepção do significado do trabalho. prevenir doenças características da
atividade exercida e proporciona maior
Integração social e interna
Ausência de preconceitos;
disposição, integra as pessoas, traz
Criação de áreas comuns para felicidade e bem estar; as oficinas de
Tal qualidade de vida visa facilitar e satisfazer
integração dos servidores; talento, criatividade e sensibilização Informações sobre os direitos
as necessidades do trabalhador ao desenvolver
Promoção dos relacionamentos interpessoais; (dinâmicas de grupo) complementam dos portadores de deficiência,
Senso comunitário. as necessidades de desenvolvimento que podem ser adquiridas na
básica o fato de que as pessoas são mais pro-
Respeito à legislação do potencial de cada um, por meio Coordenadoria Nacional para
dutivas quanto mais satisfeitas e envolvidas com Liberdade de expressão; da expressão e arte, favorecendo o Integração da Pessoa Portadora
o próprio trabalho. Portanto, a ideia principal é a Privacidade pessoal; melhor entendimento entre colegas. de Deficiência – CORDE:
conciliação dos interesses dos indivíduos e das Tratamento imparcial.
[Link]
organizações, ou seja, ao melhorar a satisfação 3. Um toque pessoal na decoração
Condições de segurança e saúde no trabalho
Acesso para portadores de deficiência física;
do seu local de trabalho
Decreto federal nº 1.171,
melhora-se consequentemente a produtividade. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA; É saudável que cada servidor
de 22 de junho de 1994 que
Controle da jornada de trabalho; público tenha seu local de trabalho
dispõe sobre o código de ética
Ergonomia: equipamentos e mobiliário; organizado, imprimindo um toque
Ginástica laboral e outras atividades; do servidor público.
pessoal na decoração de sua mesa,
Grupos de apoio anti-tabagismo,
e, quando possível, da própria sala.
alcoolismo, drogas e neuroses diversas;
Orientação nutricional;
São pequenas atitudes que podem
os fatores intervenientes na qualidade de vida e Salubridade dos ambientes; fazer a diferença em sua identificação
na organização do trabalho. Saúde Ocupacional. com o ambiente profissional.
45 46

4 Sensibilização e Capacitação penho das suas atividades, valorizando aqueles


Criar formas interessantes de envolvimento que participam de iniciativas inovadoras e que
das pessoas em uma ação voltada
para o bem comum e para a melhoria
da qualidade de vida de todos;
de experiências, contribuindo para a formação
Orientar para a redução no consumo
de redes no setor público.
e para as possibilidades de
reaproveitamento do material descartado
no local de trabalho e em casa;
As mudanças de hábitos, comportamento e pa-
Incentivar o protagonismo e a
reflexão crítica dos servidores sobre
A maioria das pessoas não têm consciência dos relevantes, esclarecendo a importância da ado- as questões socioambientais, res é fundamental principalmente para os órgãos
impactos que produzem sobre o meio ambiente, ção de medidas socioambientais e os impactos promovendo a mudança de atitudes que possuem várias filiais. Esses multiplicadores
tanto negativos quanto positivos, em decorrência positivos da adoção dessas medidas para a so- e hábitos de consumo da instituição.

todas as áreas do órgão contribuindo assim para


a eficácia na implantação da A3P.
vista tratar-se de um instrumento essencial para
socioambientalmente responsável. As campanhas têm que, além de sensibilizar os
dos recursos públicos, provendo orientação, in-
quanto à responsabilidade socioambiental é um formação e qualificação aos gestores públicos e
grande desafio para a implantação da A3P e ao
mesmo tempo fundamental para o seu sucesso. implantadas. A formação dos gestores pode ser
considerada como uma das condicionantes para
efetividade da ação de gestão socioambiental no
âmbito da administração pública.
Para que essas mudanças sejam possíveis é ne- A capacitação é uma ação que contribui para
o desenvolvimento de competências institucio-
apenas dessa forma será possível a criação de nais e individuais nas questões relativas à ges-

cionadas à área meio ou à área finalística. habilidades e atitudes para um melhor desem- do envolvimento e cada pessoa com a temática.
47 48

5 Licitações Sustentáveis
táveis, mecanismos legais para garantir a prefe-
A administração pública deve promover a responsabilidade socioambiental
das suas compras. Licitações que levem à aquisição de produtos e serviços
dos agentes públicos.
sustentáveis são importantes não só para a conservação do meio ambiente mas
também apresentam uma melhor relação custo/benefício a médio ou longo prazo
quando comparadas às que se valem do critério de menor preço.
rança pelo exemplo.

a utilização de critérios sustentáveis na aquisição


obrigatória, o que seria um importante passo em
direção às licitações sustentáveis. através da Instrução Normativa Nº1 de 19/01/10.

fabricação, utilização e o descarte de produtos e


Compras públicas sustentáveis
e processos a ela relativos. Licitações que levem
à aquisição de produtos e serviços sustentáveis Compras sustentáveis consistem naquelas em
que se tomam atitudes para que o uso dos recur- Obras Públicas
se contexto, o agente tomador de decisão deve ambiente, abrangendo a própria sociedade nele sos materiais seja o mais eficiente possível. Isso As obras públicas devem ser elaboradas visando
dispor de instrumentos que lhe permitam tomar inserida, como também apresentam no aspecto a economia da manutenção e operacionalização
decisões fundamentadas nas melhores práticas da edificação, redução do consumo de energia e
que envolvam não só os aspectos econômicos, a médio ou longo prazo quando comparadas às
mas também os ambientais e sociais. que se valem do critério de menor preço.
As compras e contratações públicas são feitas
uso de equipamentos de climatização
priorizar produtos apenas devido a seu aspecto
mecânica, ou de novas tecnologias
ambiental, mas sim considerar seriamente tal as-
de resfriamento do ar, que utilizem
vantajosa ao interesse público: o melhor produto pecto juntamente com os tradicionais critérios de
energia elétrica, apenas nos ambientes
especificações técnicas e preço.
aonde for indispensável;

impacto ambiental do projeto básico de obras e automação da iluminação do prédio,


projeto de iluminação, interruptores,
iluminação ambiental, iluminação tarefa,
que contemplem o conceito de sustentabilidade de boas práticas ambientais, entre elas o acesso uso de sensores de presença;
49 50

uso exclusivo de lâmpadas fluorescentes Metrologia, Normalização e Qualidade observe a Resolução CONAMA nº 20, preveja a destinação ambiental adequada
compactas ou tubulares de alto Industrial - INMETRO como produtos de 7 de dezembro de 1994, quanto das pilhas e baterias usadas ou inservíveis,
rendimento e de luminárias eficientes; sustentáveis ou de menor impacto aos equipamentos de limpeza que segundo disposto na Resolução CONAMA
ambiental em relação aos seus similares; gerem ruído no seu funcionamento; nº 257, de 30 de junho de 1999.
energia solar, ou outra energia limpa
para aquecimento de água; que os bens devam ser, preferencialmente, forneça aos empregados os equipamentos
acondicionados em embalagem individual de segurança que se fizerem necessários, Portal Comprasnet
sistema de medição individualizado
adequada, com o menor volume possível, para a execução de serviços; O Ministério do Planejamento Orçamento e Ges-
de consumo de água e energia;
que utilize materiais recicláveis, de forma
realize um programa interno de
sistema de reuso de água e de a garantir a máxima proteção durante Comprasnet para realizar a divulgação das listas
treinamento de seus empregados,
tratamento de efluentes gerados; o transporte e o armazenamento; e
nos três primeiros meses de execução
aproveitamento da água da chuva, que os bens não contenham substâncias contratual, para redução de consumo
práticas adotadas nessa área, ações de capaci-
agregando ao sistema hidráulico elementos perigosas em concentração acima da de energia elétrica, de consumo
tação, bem como um banco com editais de aqui-
que possibilitem a captação, transporte, recomendada na diretiva RoHS (Restriction de água e redução de produção
sições sustentáveis já realizadas pelo governo.
armazenamento e seu aproveitamento; of Certain Hazardous Substances), de resíduos sólidos, observadas
tais como mercúrio (Hg), chumbo (Pb), as normas ambientais vigentes; acesse: [Link]
utilização de materiais que sejam reciclados,
cromo hexavalente (Cr(VI)), cádmio
reutilizados e biodegradáveis, e que realize a separação dos resíduos
(Cd), bifenil-polibromados (PBBs),
reduzam a necessidade de manutenção; e recicláveis descartados pelos órgãos
éteres difenil-polibromados (PBDEs).
e entidades da Administração Pública
comprovação da origem da madeira a ser
Federal direta, autárquica e fundacional,
utilizada na execução da obra ou serviço. Contratação de Serviços
na fonte geradora, e a sua destinação
As regras da Instrução Normativa para a con-
às associações e cooperativas dos
Aquisição dos Bens tratação de serviços exige das empresas contra-
catadores de materiais recicláveis, que
tadas as seguintes práticas de sustentabilidade
será procedida pela coleta seletiva do
na execução dos serviços:
papel para reciclagem, quando couber,
que os bens sejam constituídos, no use produtos de limpeza e conservação nos termos da IN/MARE nº 6, de 3 de
todo ou em parte, por material reciclado, de superfícies e objetos inanimados novembro de 1995 e do Decreto nº
atóxico, biodegradável, conforme que obedeçam às classificações e 5.940, de 25 de outubro de 2006;
ABNT NBR - 15448-1 e 15448-2; especificações determinadas pela ANVISA;
respeite as Normas Brasileiras - NBR
que sejam observados os requisitos adote medidas para evitar o desperdício publicadas pela Associação Brasileira de
ambientais para a obtenção de de água tratada, conforme instituído no Normas Técnicas sobre resíduos sólidos; e
certificação do Instituto Nacional de Decreto nº 48.138, de 8 de outubro de 2003;
51 52

Principais Temas Relacionados


aos Eixos Temáticos da A3P

[Link] Seletiva e Reciclagem

administração pública pode ser destinada para a


reciclagem, mas, para que isso seja possível, é O governo federal instituiu a Coleta Seletiva
imprescindível a implantação de um sistema de Solidária para contribuir para o acesso à
coleta seletiva eficiente. Nesse processo, a sepa- cidadania , à oportunidade de renda e à
inclusão social dos catadores de materiais
são, é a primeira preocupação a ser observada. recicláveis.
A Coleta Seletiva Solidária é uma estratégia
zados sem a segregação dos resíduos na fonte, que busca a construção de uma cultura
institucional para um novo modelo de gestão
das suas frações recicláveis. O papelão se desfaz dos resíduos, no âmbito da administração
com a umidade, tornando-se inaproveitável; o pa- pública federal, direta e indireta, somada
aos princípios e ações da A3P.

lata enchem-se com outros materiais, dificultando


53 54

Vantagens da Coleta Triagem de Resíduos Sólidos


Seletiva Solidária Os resíduos sólidos separados podem ser pren-
tampinhas e restos de equipamentos eletrônicos
Materiais recicláveis: sados em fardos ou não, no local de origem, re-
pode contribuir para o risco de acidentes e piorar
compostos por papel, papelão, vidro, Diminui a exploração
significativamente a qualidade dos recicláveis.
metal e plástico, entre outros. dos recursos naturais; rativas e/ou empresas, que se encarregarão de
vendê-los para outras empresas que trabalham
Materiais não recicláveis: Diminui a poluição do com reciclagem.
também chamados de lixo úmido ou solo, da água e do ar;
simplesmente lixo: compostos pela
matéria orgânica e pelos materiais Reduz os resíduos encaminhados
prensados em fardos. Quanto mais limpa e sele-
que não apresentam, atualmente, aos aterros sanitários;
condições favoráveis à reciclagem.
Gera emprego e renda para os
catadores de materiais recicláveis; Exemplificação dos Resíduos
Resíduos líquidos ou efluentes:
Diminui os gastos
rejeitos industriais, águas utilizadas
com a limpeza pública;
(servidas) e chorumes.
Prolonga a vida útil
Resíduos orgânicos: restos de alimentos,
dos aterros sanitários;
galhos e folhas, papel higiênico
Fortalece a organização Resíduos inorgânicos: plásticos,
dos catadores e melhora suas papéis, vidros e metais.
condições de trabalho.
Resíduos secos: plásticos, papéis, vidros,
metais, embalagens “longa vida”.
Resíduos úmidos: restos de alimentos,
Para que a coleta seletiva seja eficaz tem que
cascas de frutas, podas de jardim.
haver a garantia da correta destinação dos resí-
Outros Resíduos (rejeitos): todos
gem. Para introduzir um sistema de coleta sele- aqueles que não se enquadram
tiva é necessário o envolvimento de prefeituras, nas outras classificações.

privadas que atuem com coleta e reciclagem.


55 56

DESCARTE CORRETAMENTE O RESÍDUO Principais etapas para


implementação da Coleta Seletiva Após formada a Comissão esta deverá realizar
Recicláveis um levantamento de dados sobre a situação da
O Ministério de Desenvolvimento Social e Com-
bate à Fome desenvolveu uma cartilha que versa
sobre a implantação da Coleta Seletiva Solidária,
Decreto 5.940/06, nos órgãos públicos federais.
geradores de resíduos utilizados (máquinas foto-
tes órgãos e instituições, sejam eles das esferas copiadoras, impressoras, etc.), a logística interna
de recolhimento pelos empregados dos serviços
Plástico Papéis Metal Vidro Orgânico
etapas do guia abaixo.
Segundo a cartilha, para implementar a coleta,
e destinação de recicláveis já implantado.
Também é importante identificar o volume e

diversas áreas e setores do órgão. A comissão é

interlocução com a organização de catadores. e possibilidades de redução na compra após a


implantação do programa.
A comissão deve identificar ainda quais co-
Não Recicláveis

ajuda a identificar os tipos de materiais reciclá-


veis que poderão ser absorvidos pelo mercado
local. No caso dos órgãos federais abrangidos

de catadores que atendem aos critérios do pre-


vistos no decreto.
57 58

realizada no momento da efetiva implantação da


devem:
Estar formal e exclusivamente
constituída por catadores de materiais
A logística da coleta inclui ainda:
recicláveis que tenham a catação Uma enorme quantidade de catadores,
como forma única de renda; Estabelecer o fluxo, forma e inclusive crianças, ainda participa das ações
frequência de recolhimento interno de coleta nos lixões à céu aberto? Evitar
Não possuir fins lucrativos;
dos materiais recicláveis; essa exclusão social é ação decisiva para o
tadores e de funcionários de outros órgãos com
Possuir infra-estrutura para realizar resgate da cidadania.
Prever a forma e local de armazenamento experiência na coleta seletiva, visitas a coopera-
a triagem e a classificação dos
do material reciclável até que seja coletado;
resíduos recicláveis descartados; e Quanto mais desenvolvida a sociedade, mais
culturais e palestras sobre o tema.
resíduos sólidos por habitante são por ela
Possuir sistema de rateio entre os Após a implementação devem ser feitas visto-
produzidos?
associados e cooperados.
A média de resíduos produzidos pelos suíços
chega a 1,7 kg/dia/habitante, Em cidades
como São Paulo e Rio de Janeiro, a média
diária chega a superar 1 kg/dia/habitante.
eventuais focos de desperdícios.
O lixo adequadamente manuseado pode
produzir riquezas na forma de energia,
produtos reciclados, com uma enorme
ou formulário simples, contendo a data, as quan-
economia no que se refere à extração de
matéria-prima.
registro das informações.
A comissão deve se reunir mensalmente para
No Brasil apenas 2% do lixo é reciclado
realizar a avaliação da coleta identificando os fa-
de implantação e providenciar os equipamentos enquanto que nos EUA e na união Européia a
cilitadores e dificultadores do processo, a fim de
reciclagem chega a 40% do total descartado.
reformular as estratégias e redirecionamento das
ações quando necessário.
diferenciadas, cestas/caixas de coleta de papel,
coletores de copos descartáveis; fragmentadora

material, dentre outros.


59 60

2. Consumo da madeira
A administração pública pode estimular a ado- 3. O papel nosso de cada dia
ção de práticas florestais benéficas por meio das

volvidas na administração pública o papel é um


dos principais recursos naturais consumidos. O
te indutor para a mudança de atitude dos outros
papel A4 - 75 g/m2 ocupa posição de destaque
setores da sociedade e é uma importante ferra-
menta para iniciar a implantação dessa ação tão

grandes quantidades de papel.


utensílios até estruturas de construções. A admi-
ção e consumo de papéis são de grande escala,
desse recurso principalmente na forma de mobi-
estando os principais impactos relacionados ao
liário e divisórias de escritórios.
alto consumo de matéria prima – especialmente
madeira, água e energia. Além de usar intensiva-
61 62

desmaterializados para grande parte dos proce-


dimentos administrativos com o intuito de reduzir
péis tornados inúteis para rascunhos, lembretes,
os sólidos e emissões atmosféricas. Em adição ao menor consumo de recursos na
O processo de produção de papel engloba o produção, é importante salientar que com a reci-
de impressões de frente e verso, que reduzem o
seu branqueamento cujas técnicas mais usadas clagem do papel há redução sensível do volume
em suportes como fita magnética, disquete, etc, uso de papel pela metade. Com medidas como
de resíduos destinados aos aterros sanitários, au-

uma utilização muito menor de papel, o que re-


mento por cloro é mais nocivo ao meio ambiente. Além dos impactos ambientais do papel reciclado
conteúdo ou conteúdo em formato digital). duz os custos decorrentes de sua aquisição e os
resíduos gerados.
O poder de compra do poder público orienta
cuja nocividade é menor. O processo utilizando
os agentes econômicos quanto aos padrões do
o peróxido de hidrogênio ainda não é comum no de coleta seletiva que o supra.
Brasil, mas, por ser totalmente livre de cloro, é o
sustentáveis e, por sua grande escala de consu-
melhor no respeito ao meio ambiente. Reduz a poluição do ar e dos rios,
pois não implica na utilização de
tornar tais produtos economicamente acessíveis,
certos procedimentos químicos,
ou seja, mais baratos.
Reduz o corte de árvores que geram impactos ambientais
para obtenção da pasta de celulose
Recriando o uso do papel
Reduz a utilização de água doce (lançamento de efluentes nos rios
nos processos de produção e partículas e odores no ar)
cloro em seu processo de fabricação e, portanto,
Reduz a energia usada possibilita a inserção social
no processo de fabricação dos catadores e outras parcelas
No mercado brasileiro já existem papéis 100%
da população, bem como a
geração de emprego e renda.

compra do poder público um papel de destaque


é o papel reciclado. Apesar de não ser necessa-
na orientação dos agentes econômicos, quanto
riamente livre de cloro, utilizam matéria prima já
aos padrões do sistema produtivo e do consumo
usada, poupando matéria prima que vem direta-
mente da natureza evitando reiniciar o processo
pode viabilizar a produção em larga escala.
em consumo de água e energia, a produção do
63 64

Maior eficiência no processo


de comunicação

Simplificação dos processos

Economia de recursos
naturais e materiais
PARA ECONOMIZAR PAPEL
Maior facilidade no intercâmbio
de informações 1. Utilize frente e verso das folhas, 6. Quando for imprimir confira sempre
sempre que possível. no monitor se não há nenhum erro;
Maior facilidade para controle do
processo (acompanhamento “on line”) 2. Use os papéis que seriam 7. Use meio digital, tanto quanto
jogados fora na confecção de possível, para gravação de cópias
blocos para anotações. de ofícios e documentos para
arquivos, gerando aumento de
3. Utilize e-mail para comunicação
espaço nas repartições e gabinetes.
interna e externa.
8. Adote sistemas que facilitem a
4. Ao ser enviado material pelo correio,
economia do papel ao imprimir
procure saber se há possibilidade
documentos, tais como usá-
de serem encaminhados outros
lo em frente e verso, configurar
em conjunto ou se pode o
duas páginas em uma folha
material ser encaminhado por
e assim por diante.
outra forma (correio eletrônico).
9. Reformate documentos para
5. Verifique se é necessário, realmente,
evitar espaços em branco
extrair cópias reprográficas ou
e vias desnecessárias
imprimir material e, em caso positivo,
preste atenção para não copiar ou 10. Produza papelaria genérica para
imprimir material em excesso. eventos – crachás, pastas e
blocos, sem indicar data e nome
65 66

4. Eficiência energética
Programa Nacional de Conservação de
Energia Elétrica (Procel) que tem como
Ela é utilizada para gerar iluminação, movimentar objetivo promover a racionalização da
produção e do consumo de energia
elétrica, para que se eliminem os
etc. Da eletricidade dependem a produção, loco- desperdícios e se reduzam os custos
e ainda os investimentos setoriais;
outros fatores associados à qualidade de vida.
Programa Brasileiro de Etiquetagem
(PEB) que efetua a certificação de
equipamentos quanto ao consumo de
o aumento da demanda no futuro é preciso en- energia em parceria com o Procel.
carar o uso da energia sob a ótica do consumo

cios e buscar fontes alternativas mais eficientes e


seguras para o homem e o meio ambiente.

entre eles destacam-se:

Lei Nº 10.295 que versa sobre a


eficiência energética dos equipamentos
comercializados no país que devem atender
aos índices mínimos de eficiência ou níveis
máximos de consumo de energia definidos;
Decreto nº 4.131 que dispõe sobre
medidas emergenciais de redução do
consumo de energia elétrica no âmbito
da Administração Pública Federal.
67 68

5. A água e seus usos múltiplos


A água é elemento essencial à vida e é básica

timo, indústria, aqüicultura, comércio e serviços,


ou seja, a água é geradora de todos os sistemas
necessários e formadores da sociedade.
PARA ECONOMIZAR ENERGIA
Porém, o aumento da demanda por água, so-
mado ao crescimento das cidades, à impermea-
1. Dê preferência à iluminação natural, 7. Mantenha as paredes do ambiente
abrindo janelas, cortinas e persianas. de trabalho preferencialmente
águas e ao desperdício estão conduzindo a um
pintadas com cores claras. Não
2. Apague as lâmpadas de
se esqueça que, por critério de
ambientes vazios ou quando do abastecimento público.
padronização no serviço público, as
deixar o ambiente de trabalho. A Constituição Federal de 1988 define que “os
paredes são pintadas na cor branca.
3. Não deixe computadores e outros
8. Se estiver com sistema de ar atmosfera, a água, o solo, os elementos da bios-
equipamentos elétricos ligados
condicionado ligado, mantenha
por muito tempo sem uso.
portas e janelas fechadas para sendo, a água é um bem ambiental por ser um
4. Ao sair para o almoço, desligue, ao evitar a entrada de ar externo e dos elementos formadores do meio ambiente e
menos, o monitor do computador. otimizar o sistema. Não mexa, um bem de uso comum do povo
em hipótese alguma, nas grelhas
5. Otimize o uso de elevadores. Se
de entrada e saída de ar sem a
subir apenas um andar ou se
orientação de um técnico, isto
for descer dois andares, use a
pode comprometer o sistema e
escada. Além de fazer exercício
aumentar o consumo de energia.
economiza-se energia elétrica.

6. Evite o uso de tomadas


em sobrecarga (fios de
extensão e beijamins).
69 70

mudar hábitos cotidianos é responsabilidade de


dando preferência para as lavagens de garagens
cada um. Medidas simples de serem adotadas
e acesso de automóveis.
no ambiente de trabalho que remetem à mudan-
ça de postura devem ser estimuladas como, por
exemplo, comunicar os responsáveis se houver

Redução do consumo de água;


efetiva e com grande economia; ou ainda sugerir
Evita a utilização de água potável
a colocação de adesivos com mensagens edu-
A adoção dessas medidas tem como intuito a onde esta não é necessária; cativas, lembrando a todos, da necessidade do
maximização da eficiência do uso da água dentro
bom uso da água no ambiente de trabalho.
Os investimentos na construção
ca e podem ser facilmente adotadas seja em edifí- dos reservatórios tem retorno
em 2 anos e meio;

Faz sentido ecológica e financeiramente


não desperdiçar um recurso natural
escasso em toda a cidade, e disponível
em abundância no nosso telhado;

Ajuda a conter as enchentes,


represando parte da água que teria
O sistema de reuso das águas cinzas consiste de ser drenada para galerias e rios;
na utilização da água provenientes das lavagens
de roupas, chuveiro, ralos e pia do banheiro, que Encoraja a conservação de água, a auto-
compõem o chamado esgoto secundário. Neste suficiência e uma postura ativa perante
sistema o esgoto secundário é tratado em equi- os problemas ambientais da cidade;
pamento específico de modo a garantir a quali-
A instalação do sistema, que é
dade mínima requerida pelos padrões e normas
modular, pode ser realizada tanto
em obras em andamento como
em construções finalizadas.
nham contato humano como calçadas internas,
71 72

[Link]ção da frota
oficial de veículos

PARA ECONOMIZAR ÁGUA

1. Coloque ou sugira a colocação 5. Instale um sistema de reuso


de adesivos com mensagens das águas cinzas que, após
educativas lembrando a todos tratamento específico, podem
da necessidade do bom uso da ser reutilizadas nas instalações combustível ou graxas, emitindo ruídos acima do
água no ambiente de trabalho. sanitárias, lavagens de garagens e suportável, tendo dificuldade de frear, com sus-
automóveis e irrigação de jardins; pensão desalinhada ou pneus carecas - comuni-
2. Substitua as torneiras e as
caixas de descargas por 6. Observar as contas de água do
outras mais econômicas; edifício. Este procedimento poderá
indicar aumentos de consumo
3. Utilize “Dispositivos Economizadores
incomuns que podem representar
de Água” que podem resultar
vazamentos ou desperdício
numa redução de vazão de até O exemplo pode ser dado comprando automó-
de água pelos usuários.
12 L/min, por peça sanitária
(torneiras, chuveiros etc.); 7. Providencie de imediato tível de fonte renovável, como álcool ou biodiesel.
os consertos de torneiras, A tecnologia acessível hoje e que já representa
4. Instale um sistema de
bebedouros e descargas vazando
aproveitamento de água de chuva,
em seu local de trabalho.
com utilização de água não
potável nas instalações sanitárias,
lavagens de garagens e automóveis
que traz melhor benefício econômico-ambiental
e para irrigação de jardins;
de acordo com as especificidades locais.
73 74

7. Principais Resíduos Gerados Vidro Materiais de escritório mais usados e desperdi-


na Administração Pública çados:

A administração pública gera grandes quantida-


des de resíduos decorrentes de suas atividades

papéis, plásticos, cartuchos e tonners, lâmpadas


fluorescentes, lixo eletrônico e, em menor quan- Lixo orgânico
tidade, vidros e metais além de pilhas e baterias. A quantidade de lixo orgânico gerada depende

resíduos e o que fazer com eles.


Outros Resíduos gerados nas
Papel que pode ser realizado por qualquer instituição e Atividades de Governo
O papel é o resíduo gerado em maior quantidade adotadas medidas que promovam a redução na servir de adubo para as áreas verdes.
pela administração pública e o que possui maior Lâmpada fluorescente
valor para aproveitamento por meio da reciclagem O material de expediente
se bem separado por meio da coleta seletiva. plásticos ou substituição de copos descartáveis econômicas do que as incandescentes, contêm
Uma das maneiras de promover a correta sepa- por copos duráveis. mercúrio, um metal pesado altamente prejudicial
ração do papel é a disposição de recipientes ade-
Metal sequer sabemos se esses materiais são produ- padas fluorescentes são considerados resíduos
públicos são utilizadas caixas de papelão, indivi- zidos a partir de fontes naturais não renováveis,
duais ou coletivas. Essas caixas também devem como minerais, carvão e petróleo. de Normas Técnicas (ABNT) porque apresentam
Seja qual for a função que exerçamos na ad- concentrações de mercúrio e chumbo que exce-
papéis, ou seja, se serão reutilizados (rascunhos) ministração pública, o resultado do nosso com-
prometimento com o uso racional de todo o tipo de medidas adequadas para o seu descarte que

influenciará, em pouco tempo, outros servidores Como forma de minimizar os impactos provo-
o que reduz o valor do material para reciclagem.
órgãos da administração pública devem buscar
Plástico

economia para os cofres públicos. e descarte dessas lâmpadas.


75 76

Pilhas e Baterias Cartuchos e tonners


Carcaças de computadores Canos de cobre, ferro e alumínio
Os cartuchos e tonners - assim como pilhas, ba-
e ar condicionados Podem ser vendidos a sucateiros.
Podem ser comprados para desmonte. Em cida-
Peças mecânicas e baterias de veículos
ção apropriada. Caso esses resíduos sejam ma-
que recebem esses materiais para o reaproveita-
mentos comerciais. Caberá ao comércio varejista
mento ou reciclagem. das aos ferros-velhos ou sucateiros e as baterias
encaminhar o material recolhido aos fabricantes e o solo, a água, os animais e os seres humanos

Óleos lubrificantes
pela reciclagem, ou, quando não for possível, pelo
tratam do tema baterias.
para empresas especializadas que possam pro-
pois de usados, deverão ser acondicionados em
A resolução prevê ainda que nos materiais pu-
tambores para disposição em aterros industriais Medicamentos com data vencida e
blicitários e nas embalagens de pilhas e baterias, prolongando sua vida útil. Não sendo possível o
resíduos de serviços de saúde
de forma clara, visível e em língua portuguesa, a encapsulá-los ou destruí-los.
saber mais a esse respeito.
advertências sobre os riscos à saúde humana e Pneus
ao meio ambiente, bem como a necessidade de,
de 1993, para saber mais a esse respeito. Produtos químicos em geral

Carcaças de veículos dispostos em aterros de resíduos perigosos.

sucateiros. Entulhos de construção


civil e canos de PVC
Móveis Leia a Resolução CONAMA nº 307/2002 para sa-
ber mais a esse respeito.
ados às entidades sociais.
Divisórias e cortinas
Quando verificado a impossibilidade de reapro-

sanitários.
77 78

Ampliando conhecimentos O que ainda é possível fazer 4. Melhorar as condições de tratamento


tendo em vista os cenários de seus resíduos sólidos criando
futuros da mudança do clima aterros sanitários que capturem e
A questão da mudança climática é um proble- aproveitem as emissões de metano
ma global que requer o engajamento de todos: para geração de energia;
5. Aprimorar o saneamento básico,
aproveitando o lodo do esgoto para gerar
biogás (estudo do potencial de geração de
sociedade civil e indivíduos.
energia renovável proveniente dos aterros
O papel dos governos em nível local como ele-
sanitários nas regiões metropolitanas
e grandes cidades do Brasil);
de redução das emissões de gases efeito estufa
por meio da inserção da mudança do clima nas 6. Parceria municipal com empresas de
políticas globais, implementação de medidas de serviços de conservação de energia
adaptação à mudança do clima, criação e/ou ex- (contrato de performance);
7. No setor de transportes:

substituição de combustíveis de veículos da


mento da sociedade civil (conscientização sobre frota oficial (substituição por combustíveis
com menos carbono intensivo);
consumo e combate ao desperdício).
aumento da oferta de transporte público de
qualidade – redução de congestionamento,
Alguns Exemplos diminuição de transporte privado
individual e criação de facilidades para
1. Economizar energia e aumentar a eficiência
o uso do transporte não motorizado;
energética em prédios públicos;

2. Estimular o setor privado para a economia 8. No setor da construção civil:


e a maior eficiência no uso da energia;
implementação de sistemas de
3. Oferecer melhores opções de aquecimento e refrigeração mais eficientes;
transporte coletivo – investir em infra-
estrutura para ciclistas e pedestres;
79 80

plástico dos gabinetes são ameaças concretas


que requerem soluções em curto prazo.
do o meio ambiente; e a oferta de trabalho, como
A reciclagem é um dos meios de tratar esses
forma de inclusão social.
resíduos; a outra é a substituição de metais pe-
O estudo “Empregos verdes: trabalho decente
Se prevalecer o princípio do “poluidor pagador”, recursos naturais. Algumas medidas que podem
a tendência apontada pela Política Nacional dos
trução com certificado de origem que atestem a
estão em atividades dessa natureza. Destes, 500
produção através de uma cadeia “limpa” na fase
mil trabalham com energias renováveis, 500 mil
de construção, a adoção de um sistema de rea-
com reciclagem e o restante em reflorestamento,
proveitamento e reuso das águas e a adoção de
Construção Sustentável
medidas podem ser adotadas em qualquer fase
Empregos Verdes promissores são reciclagem e biocombustíveis.
da obra inclusive após a construção.
mina um conjunto de medidas adotadas durante
Lixo Eletrônico todas as etapas da obra que visam a sustentabi-
No início do século passado, o lixo urbano era lidade da edificação. Através da adoção dessas
les já construídos. A instalação dessas medidas
rico materiais orgânicos. A partir da década de medidas é possível minimizar os impactos nega-
tivos sobre o meio ambiente além de promover a
rais contribuindo não apenas para a manutenção
economia dos recursos naturais e a melhoria na
ao meio ambiente: o lixo eletrônico. São compu- qualidade de vida dos seus ocupantes.
de gastos para o setor público.
tadores, telefones celulares, televisores e outros
todo o projeto da obra desde a sua pré-constru-
Há diversos setores da economia passíveis de ção onde devem ser analisados o ciclo de vida
em aterros sanitários ou até mesmo em lixões.
construção civil, energia, transportes, serviços e Estima-se que até 2004 cerca de 315 milhões usados, passando por cuidados com a geração
na administração. de resíduos e minimização do uso de matérias-
A contribuição desse tipo de emprego aplica- -primas com reaproveitamento de materiais du-
da a cada um desses segmentos é distinta, mas espaço, peças e componentes de microcompu-
significativa para redução do impacto ambiental
da atividade econômica, para conservar ou res- toxicidade para a saúde humana. O chumbo dos
tabelecer a qualidade ambiental. tubos de imagem, o cádmio das placas e circui-
tos impressos e semicondutores, o mercúrio das
de de fazer frente a dois dos desafios do século baterias, o cromo dos anticorrosivos do aço e o
81 82

Rotulagem Ambiental e
A tendência à adoção de mecanismos volun- avaliar e demonstrar sua conformidade. Também
Análise do Ciclo de Vida
tários de rotulagem ambiental, por parte das in-
dústrias, é mundial. Cada vez mais os atributos a concessão do rótulo.
de ecoeficiência atestados pelo selo verde têm
Rotulagem Tipo II – NBR ISO 14021:
referência na área de construção sustentá-
poderoso instrumento de mercado, pois informa Auto-declarações ambientais
vel no mundo. BREEAM (Inglaterra), Green
aos consumidores os padrões de produção am-
bientalmente corretos. ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos,
HQE ( França), existem nove princípios que
Mesmo não possuindo força legal as normas
norteiam as diretrizes de uma obra que se
tos e serviços, encorajar a demanda por aqueles
qualificações para seu uso. Descreve uma meto-
séries da ISO 9000 e 14000, sobre qualidade e
1. Planejamento Sustentável da Obra
proteção ambiental; a British Standard 8800 - BS -declarações ambientais e métodos específicos
qualidade ambiental.
2. Aproveitamento passivo 8800 e a Occupational Health and Safety Asses-
sment Series 18001 - OHSAS 18001, a respeito selecionadas nesta Norma.
dos recursos naturais destacam-se:

3. Eficiência energética 1. proteger o. meio ambiente: os programas de Rotulagem Tipo III – ISO 14025:
rotulagem pretendem influenciar as decisões funcionários e condições de trabalho; a Account Avaliação do ciclo de vida
4. Gestão e economia de água dos consumidores de modo a incentivar Ability 1000 - AA 1000, sobre a responsabilidade Princípios e procedimentos orientam os progra-
a produção e o consumo de produtos
5. Gestão dos resíduos na edificação menos agressivos ao meio ambiente; e o Global Reporting Initiative - GRI, com ênfase
em aspectos ecológicos. ou seja, garantindo que os valores dos impactos
2. estimular a inovação ambiental saudável
6. Qualidade do ar e do ambiente interior A Organização Internacional de Normalização informados são corretos.
na indústria: os programas podem
7. Conforto termo-acústico incentivar o mercado no sentido de
Técnicas - ABNT iniciou, em 1993, o Programa de
introduzir tecnologias inovadoras e
8. Uso racional de matérias conhecida pela série ISO 14020:
eficientes do ponto de vista ambiental;
92. O estudo relativo a esse programa começou
9. Uso de produtos e tecnologias 3. desenvolver a consciência ambiental dos Rotulagem tipo I – NBR ISO com uma pesquisa sobre os programas de rotula-
ambientalmente amigáveis consumidores: por se tratar de um meio 14024: Programa Selo Verde
idôneo e confiável para dar visibilidade a formulação de um modelo brasileiro. O modelo
no mercado de produtos e serviços “eco-
eficientes”, os rótulos ecológicos são um dos biental, incluindo a seleção, critérios ambientais tulos e Declarações Ambientais – Rotulagem Am-
instrumentos mais eficazes para esse fim. e características funcionais dos produtos, e para biental Tipo I - Princípios e Procedimentos. Nesse
83 84

c) serviços de regulação: os que ajudam na


manutenção dos processos ecossistêmicos, tais
onde todos os setores interessados podem mani-
como o seqüestro de carbono e a purificação do
festar seus interesses, os estudos são baseados les precificados. No entanto, muitos serviços da
ar pelas plantas, o efeito minimizador de eventos
na consideração do ciclo de vida do produto. A natureza são intangíveis, são processos e fluxos
climáticos extremos, regulação dos ciclos de
lentos e invisíveis, mas extremamente valiosos e
água, controle de inundações e secas, controle
ponsabilidade ambiental e os impactos negativos precisam ser conservados, reconstituídos, recu-
do clima e o controle dos processos de erosão;
relacionados a produtos e serviços. perados, melhorados.
d) serviços culturais: os que provêem
Pagamento por Serviços benefícios recreacionais, estéticos e espirituais,
Ambientais – PSA incorporados os valores da cultura humana.
O pagamento consiste numa espécie de compen-
sação a uma pessoa que voluntariamente contribuem
para os ecossistemas continuem a prover estes bene-
a) serviços de provisão: os que
fícios para o bem estar humano.
anos, mostram que a vida e o bem estar humano fornecem bens ou produtos ambientais,
Para isto, criam-se pequenos mercados (transação
utilizados pelo ser humano, tais como
entre pagador e recebedor de um serviço ambiental)
água, alimentos, óleos, látex, madeira e
fibras, entre outros, obtidos pelo uso e
(b) serviços de aprovisionamento; (c) serviços de manejo sustentável dos ecossistemas;
ros, de projetos que visam a proteção de mananciais
regulação e (d) serviços culturais.
b) serviços de suporte: os que mantêm as (Extrema-MG, Apucarana-PR, Rib. Guandu-RJ), siste-
condições de vida na Terra, tais como a
ciclagem de nutrientes, a decomposição em escala nacional por meio do Programa Federal de
dos resíduos, a produção, a manutenção Pagamento por Serviços Ambientais.
e a renovação da fertilidade do solo, a
polinização da vegetação, a dispersão
de sementes, o controle de populações
potenciais pragas, a proteção contra
os raios ultravioleta do sol, o controle
de populações vetores potenciais de
doenças humanas, a manutenção da
biodiversidade, do patrimônio genético;
85 86

Implantando A A3P na sua Instituição

Onde ocorre e quem participa?

públicas das três esferas de governo e dos três

segmentos da sociedade.

Como a Administração
Pública participa da A3P? REDE A3P. A rede é um canal de comunicação

ras, atitudes e práticas internas com a finalidade


de consolidar a Agenda Ambiental em sua estru-
e, finalmente, proporcionar o intercâmbio técnico

vas e a intenção em compromisso. Os princípios experiências entre eles.

causas significativas e inadiáveis.

timento pessoal e da disposição para incorporar


conceitos preconizados, objetivando a mudança
de hábitos e a difusão do programa.
87 88

Termo de Adesão Rede A3P O que cabe às partes, quando da formalização do Termo de Adesão

Ao Ministério do Meio Ambiente cabe: Aos órgãos e entidades da União, estados, Distrito
Como órgão federal, fazer cumprir a política nacional Federal, municípios, agências nacionais, autarquias e
e as diretrizes fixadas para o meio ambiente; fundações instituídas pelo Poder Público que compõem
Promover intercâmbio técnico para o SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente, bem
difundir informações sobre os objetivos como às empresas estatais e de economia mista, cabe:
e a metodologia de implementação da A3P; Criar comissão multi-setorial que será
Incentivar ações de combate ao desperdício responsável pela implementação das ações
e à minimização de impactos ambientais, diretos de melhoria do desempenho ambiental;
e indiretos, gerados pela atividade pública; Realizar, com a participação dos servidores, diagnóstico
Como aderir? Estimular a excelência na gestão ambiental, interno para identificar os aspectos ambientais mais
que consiste na conservação racional dos relevantes da instituição a serem abordados;
recursos naturais e a proteção contra a degradação Executar políticas e diretrizes fixadas para
ambiental, bem como a preferência por produtos a preservação do meio ambiente;
Da instituição:
e serviços com diferenciais ecológicos; Desenvolver, no âmbito da instituição, a gestão adequada
Ofício para encaminhamento dos documentos; dos resíduos, a minimização de impactos ambientais
diretos e indiretos gerados pelas atividades administrativas,
Cópia do comprovante de regularidade fiscal;
a promoção de uma gestão ambiental qualitativa, bem
Cópia do comprovante de endereço; como projetos e ações de combate ao desperdício;
Estabelecer ações de substituição de insumos
Plano de Trabalho impresso e em meio digital;
e materiais que possam causar danos ou riscos à
Minuta do Termo de Adesão saúde do servidor, do entorno e ao meio ambiente.
impressa e em meio digital. Desenvolver um cronograma de avaliações periódicas
que permita esboçar a etapa em que se encontram as
Do representante da instituição no Termo:
ações previstas, bem como
Cópias autenticadas do RG e do CPF; a ampla divulgação dos resultados obtidos;
Promover campanhas educativas e de formação de
Cópia autenticada do ato de nomeação;
educadores que estimulem o envolvimento e conscientização
Delegação de competência do representante de todo o quadro de pessoal acerca da causa ambiental;
em questão para a assinatura de atos Despertar a responsabilidade do servidor
(usualmente a lei orgânica ou o estatuto público no que se refere ao uso correto dos
da instituição, quando couber). bens e serviços da administração pública;
Especificar, sempre que possível, que o objeto licitado
contenha requisitos de qualidade ambiental.
89 90

Passo a passo para


implantar a A3P
Realizar diagnóstico ambiental
Alguns passos iniciais devem ser seguidos pe-
las instituições interessadas em implantar a A3P. Mapear os gastos da instituição com Definir, a partir do diagnóstico e metodologia Apresentar aos funcionários o resultado do
A descrição destes passos se encontra porme- energia, água, papel, plástico, materiais participativa, as atividades e projetos diagnóstico, com a participação dos dirigentes,
norizada a seguir: de expediente, entre outros; prioritários para implantação da A3P; comparando os gastos apurados internamente ante
aos de outras instituições que aderiram a A3P;
Realizar um levantamento dos programas Elaborar o Plano de Trabalho contendo as
Criar e regulamentar existentes sobre qualidade de vida no ações prioritárias, os objetivos, as metas e os Expor os impactos que o desperdício pode causar
a Comissão Gestora da A3P ambiente de trabalho, saúde e segurança do recursos físicos e/ou financeiros necessários; ao meio ambiente e aos cofres públicos;
trabalhador, descarte de resíduos, licitações
Formar e estabelecer a comissão gestora sustentáveis, capacitação e sensibilização; Organizar um calendário de execução Apresentar os resultados do questionário e abrir
de implantação e acompanhamento do das ações, adequando-as às metas pré- um espaço para o debate sobre os mesmos;
programa, com servidores de diferentes Avaliar os recursos físicos e financeiros estabelecidas no Plano de Trabalho;
setores da instituição, encarregada de propor, disponíveis para a efetivação programa; Convidar um representante do MMA para apresentar
Definir os indicadores para acompanhamento o programa A3P e comentar rapidamente sobre
implementar e monitorar as medidas de
Promover pesquisa de opinião pública e aprimoramento de cada uma das atividades; as instituições que já efetuaram a sua adesão;
desenvolvimento da A3P, bem como controlar
junto aos servidores sobre a importância
e divulgar as informações mais relevantes;
da agenda para a instituição; Envolver o maior número de Convidar um representante(s) da(s) cooperativa(s)
colaboradores e áreas de trabalho; de material reciclável a expor os trabalhos
Criar subcomissões nas filiais da instituição, Elaborar questionário que possibilite um dos cooperados vinculados a ela(s);
quando houver, com a presença de levantamento das práticas dos servidores relativas Implantar as ações.
servidores do próprio local; ao consumo e ao descarte de materiais; Realizar apresentações culturais (música, teatro e/
ou outros) que se relacionem com o trabalho
Regulamentar a comissão por meio de Identificar pontos críticos e possíveis da A3P, com distribuição de kits (coletores,
instrumento legal pertinente, no qual conste problemas, bem como suas causas, que bloco de papel reutilizado e outros);
o nome de cada um dos servidores e sua permitam avaliar as facilidades e dificuldades
respectiva área de atuação na instituição. na implantação do programa. Incentivar o debate entre os principais envolvidos com
o programa a fim de aprimorar a A3P na instituição;

Divulgar as melhorias obtidas após a implantação do


programa, estimulando os servidores a replicá-las.
91 92

Sugestões de Ações para Implantação

Realizar reuniões periódicas para


Uso Racional dos Recursos Naturais / Combate ao Desperdício
gerenciar o atingimento das metas
elencadas no Plano de Trabalho; Consumo de papel
Fazer levantamento e acompanhamento do consumo
Avaliar, sistematicamente, as ações implantadas,
de papel usado para impressão e cópias;
identificando falhas e corrigindo-as;
Realizar levantamento das impressoras que precisam
Analisar o desempenho ambiental de manutenção ou substituição;
decorrente da implantação das ações, Realizar impressão de papel frente e verso;
usando o rol de indicadores previamente
definido para auxiliar nesta etapa; Confeccionar blocos de anotação (com papel usado só de um lado);
Utilizar papel não-clorado ou reciclado.
Reforçar procedimentos exitosos;

Consumo de energia
Identificar ações de controle.

Para o sucesso da implementação das O monitoramento contínuo e a avaliação


ações da A3P, definidas no Plano de Trabalho, periódica permitem que sejam identificados Fazer diagnóstico da situação das instalações elétricas e
principalmente no que tange às mudança os pontos críticos, as melhorias indispensáveis propor as alterações necessárias para redução do consumo;
de hábitos e atitudes, é imprescindível que e o os procedimentos exitosos, de forma a indicar
os servidores estejam sensibilizados para as necessidades e prioridades para replanejar Realizar levantamento e acompanhamento do consumo de energia;
a importância da Agenda. Assim, há um as atividades. O monitoramento necessita de
envolvimento mais significativo de cada um conjunto de indicadores para mensurar os Propor implantação de sensores em banheiros;
indivíduo no processo. avanços atingidos.
Promover campanhas de conscientização;
Desligar luzes e monitores na hora do almoço;
Fechar as portas quando ligar o ar condicionado;

Desligar um dos elevadores em horários específicos.


93 94

Consumo de copos plásticos Consumo de água Sensibilização e Capacitação


Promover campanhas Realizar levantamento sobre a
de conscientização para situação das instalações hidráulicas e
uso de copos individuais proposição das alterações necessárias Realizar campanha de sensibilização dos servidores com
não-descartáveis; para redução do consumo; divulgação na intranet, cartazes, etiquetas e informativos;
Disponibilizar copos Realizar levantamento e acompanhamento Promover a capacitação e sensibilização por meio
permanentes para do consumo de água; de palestras, reuniões, exposições, oficinas, etc;
todos os servidores.
Produzir informativos referentes a temas
. socioambientais, experiências bem-sucedidas
e progressos alcançados pela instituição.
Gestão de Resíduos
Qualidade de Vida no Licitações Sustentáveis
Implementação da coleta seletiva Ambiente de Trabalho
Promover a implantação da coleta seletiva (de acordo
com a Resolução do CONAMA nº 275 de 25 de I
abril de 2001 que estabelece código de cores para
diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva);
Promover a destinação correta dos resíduos coletados. Implantar programa de prevenção
de riscos ambientais; Comprar impressoras que
Adequação ao Decreto Presidencial Nº 5.940 de 25/10/2006 imprimam em frente e verso;
Instituir comissão de prevenção de
Instituir uma comissão setorial de coleta seletiva com acidentes e brigadas de incêndio; Incluir no contrato de reprografia a impressão
um representante por unidade e envolver outras instituições dos documentos em frente e verso;
Realizar manutenção ou substituição
alocados no mesmo prédio ou condomínio;
de aparelhos que provocam Comprar papel não-clorado ou reciclado;
Realizar doação de materiais recicláveis para ruídos no ambiente de trabalho;
Incluir nos contratos de copeiragem e serviço
cooperativas de catadores de lixo.
de limpeza adoção de procedimentos que
promovam o uso racional dos recursos
Destinação adequada dos resíduos perigosos
(item I) e a capacitação dos funcionários
etc. para desempenho desses procedimentos.
95

Anotações

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