Agenda Ambiental na Administração Pública
Agenda Ambiental na Administração Pública
Ficha Técnica
Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental
Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental
Coordenação
Samyra Brollo de Serpa Crespo | Secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental
Karla Monteiro Matos | Diretora do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental
Geraldo Vitor de Abreu | Gerente de Projeto (CNMA/A3P)
Elaboração e Revisão
Equipe técnica A3P
Luciana Chueke Pureza
Luiz Augusto Vitali
Marina Monteiro
Mônica Rocha de Souza
Patrícia Carvalho Nottingham
Colaboradores
Ana Carla Leite de Almeida
Emival Sizino dos Santos
Diagramação
Gráfica Ideal
Ilustrações
Estúdio Nous
Brasília – DF | 2009
5ª Edição | Revista e atualizada
Sumário
Equilibrando prioridades
7 8
Apresentação
Prezado(a) leitor(a),
A Administração Pública, como grande consumidora de bens e serviços, como cumpridora respon-
sável das políticas públicas e com o poder de compra que possui por meio das licitações, precisa
dar o exemplo das boas práticas nas atividades que lhe cabem. Desta forma, o material que compõe
esta cartilha foi especialmente elaborado para os gestores públicos federais, estaduais e municipais
com o intuito de auxiliá-los no processo de inserção da responsabilidade socioambiental e da sus-
tentabilidade em tais atividades.
O grande desafio consiste em transpor o discurso meramente teórico e concretizar a boa intenção
ças de atitudes e de práticas. Para que isso ocorra, se fazem necessárias a cooperação e união de
à Administração Pública.
Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente criou o programa Agenda Ambiental na Administração
Pública (A3P), uma ação que busca a construção de uma nova cultura institucional nos órgãos e entida-
des públicos. A A3P tem como objetivo estimular os gestores públicos a incorporar princípios e critérios
de gestão socioambiental em suas atividades rotineiras, levando à economia de recursos naturais e à
redução de gastos institucionais por meio do uso racional dos bens públicos, da gestão adequada dos
resíduos, da licitação sustentável e da promoção da sensibilização, capacitação e qualidade de vida no
ambiente de trabalho.
Cada um pode fazer a sua parte nas atividades cotidianas, seja no trabalho, em casa, no escritório,
na rua, na escola e em outros locais. Portanto, mãos à obra! A A3P começa por você!
Carlos Minc
Ministro de Estado do Meio Ambiente
9 10
Constituição Federal
demandando a complementaridade e a interação
agosto de 1981, que instituiu a Política Nacional Na Constituição Federal foi reservado um artigo
do Meio Ambiente, constituiu o marco inicial das específico para tratar do meio ambiente, o que
ações para conservação ambiental e incorpora- demonstra a importância do tema para a socie-
ção do tema nas atividades de diversos setores Art. 5º Art. 170
XXIII; LXXI; LXXIII III e VI - Princípios Gerais
da sociedade. A partir daí várias normas e regu- - Dos Direitos e da Atividade Econômica,
e preservar o meio ambiente e exige, na forma Deveres Individuais Função Social da
Propriedade e Defesa do
ambiental, relacionadas à conservação do meio da lei, que sejam realizados estudos prévios de Art. 20 Meio Ambiente.
I; II; III; IV; V; VI; VII;
ambiente, uso dos ecossistemas, educação am- IX; X; XI e § § 1º e 2º Art. 174
biental, água, patrimônio genético, fauna e flora, nº 7.347, de 1985) a qual tutela os valores ambien- §§ 3º e 4º - Organização
Art. 21 da atividade garimpeira,
entre outras. Outro marco importante para a con- tais, disciplinando a ação civil pública de respon- cativa degradação do meio ambiente. XIX; XX; XXIII levando em conta
servação ambiental no Brasil foi a publicação da a, b e c; XXV
a proteção do Meio
Lei de Crimes Ambientais - nº 9.605, em fevereiro ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, Art. 22 Ambiente;
IV; XII; XXVI
de 1998, que definiu sanções penais e adminis- estético, histórico, turístico e paisagístico. Art. 176
§§ 1º ao 4º - Jazidas
Art. 23 e recursos minerais;
I;III; IV; VI; VII; IX; XI
ao meio ambiente.
bem de uso comum do povo e essencial Art. 182
Art. 24 §§ 2º e 4º - Política de
à sadia qualidade de vida...” VI; VII; VIII Desenvolvimento Urbano;
Política Nacional do Meio Ambiente
Marco Histórico no Desenvolvimento Art. 43 Art. 186
§ 2º, IV e §3º II - Da Política Agrícola e
do Direito Ambiental Fundiária e da Reforma
No texto constitucional foram atribuídas com- Art. Agrária;
49: XIV; XVI
Art. 200
VII; VIII - IV e VIII.
a manutenção e conservação do meio ambiente ambiental, o que possibilitou a descentralização Art.
Da Saúde, Saneamento
91: § 1º, III Básico e Colaboração
ao mesmo tempo que contempla a necessidade e permitiu à União, Estados, Municípios e Distrito
na Proteção do Meio
de adoção de uma nova ética social, buscando Federal ampla competência para legislarem so- Art. 103 Ambiente.
Competência para
propor ação de Art. 216
e adequada, visando à manutenção do equilíbrio definidas nos art. 21, 22, 23 e 24. inconstitucionalidade; V e §§ 1º, 3º e 4º -
ecológico, garantia da saúde, qualidade de vida Art. 129 Da Cultura
III e VI - Funções
e bem-estar econômico, social e ambiental das ambiente, o texto constitucional também faz refe- Art. 225
institucionais do
milhares de famílias brasileiras. rência ao tema em outros artigos. Ministério Público; Art. 231
As questões ambientais fazem parte da agenda Art. 232
Arts. 43 e 44 do ADCT
desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo,
13 14
vel garantir a inserção da variável socioambiental É forçoso reconhecer que a aplicabilidade des- b) criem condições adversas às
atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
lação das políticas públicas.
a falta de uma base sólida de dados ambientais, d) afetem as condições estéticas
ou sanitárias do meio ambiente;
recursos financeiros escassos e a carência de re-
e) lancem matérias ou energia
cursos humanos necessários à prática de gestão
em desacordo com os padrões
ambiental em todos os níveis.
ambientais estabelecidos.
Lei de Saneamento Básico Política Nacional de Resíduos Deputados e seguirá para o Senado Federal para
(Lei nº 11.445/2007) Sólidos (Pl N° 1991/07)
minhado para sanção presidencial.
A Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, estabe-
leceu as diretrizes nacionais para o saneamento
iniciativa do Executivo que propõe regulamentar
Política Nacional Urbana –
Estatuto Das Cidades
as diretrizes para sua gestão integrada.
dades, o Plano Nacional de Saneamento Básico Dentre os principais avanços contidos no PL,
lamentou o capítulo de política urbana da Cons-
biente, como o zoneamento ambiental, avaliação na, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem
normas de ordem pública e interesse social que
de impacto ambiental, licenciamento ambiental, e, o manejo de águas pluviais urbanas, além de a elaboração de Planos de Gestão Integrada de
sistema de informações sobre o meio ambiente, outras ações de saneamento básico de interesse
bem coletivo, segurança e bem-estar dos cida-
cadastro técnico federal de atividades e relatório para a melhoria da salubridade ambiental. lise e avaliação do ciclo de vida do produto e a
dãos e equilíbrio ambiental.
de qualidade do meio ambiente. logística reversa. Cria, ainda, mecanismos para
Impacto ambiental
“Qualquer alteração das propriedades físicas,
químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou Reciclar, em todas as etapas do processo.
O estatuto também definiu o zoneamento am-
energia resultante das atividade humanas Também busca consolidar o controle social nas
que, direta ou indiretamente, afetem a saúde, várias etapas da atividade no que se refere aos re-
a segurança e o bem-estar da população;
urbana para ordenação do território e desenvol-
as atividades sociais e econômicas; a biota; vimento econômico e social.
e as condições dos recursos ambientais.”
envolvimento do Poder Público e da coletividade
na busca da efetividade das ações que envolvam Política Nacional de Recursos
A Lei 6.938/81 (art. 6º) constituiu o Sistema Na- os resíduos sólidos gerados. Por meio desse arti- Hídricos (Lei Nº 9.433/1997)
go, por exemplo, o Ministério Público poderá atuar
A Lei nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997, instituiu
obrigação prevista na lei originada do PL 1991/07. a Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH
cional do Meio Ambiente – CONAMA (art. 8º) que O referido PL, que tramita em conjunto com o PL
é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA. 203/91, foi aprovado no plenário da Câmara dos Recursos Hídricos – SNGRH.
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Sistema Nacional de
ecológicas, as reservas biológicas, os parques
Unidades de Conservação
(Lei Nº 9.985/2000) de vida silvestre e visam à preservação do am-
biente local, enfatizando determinadas caracte-
rísticas ambientais em particular. devendo estar presente, de forma articulada, em
todos os níveis e modalidades do processo edu-
cativo, em caráter formal e não-formal, sendo um
direito de todos.
rais. Tais unidades compreendem as áreas de
Responsabilidade Socioambiental
feiçoamento e efetividade.
de, principalmente no que diz respeito à necessi-
exemplo, tem atuado em resposta à globalização postura, mas nos resultados obtidos a partir da
Responsabilidade dos mercados pelas grandes corporações trans- implementação das diversas iniciativas denomi-
nacionais, colocando-se em oposição ao “abuso nadas socioambientais, mas que não englobam
Socioambiental
aos padrões éticos”. O movimento tem realizado As questões que remetem à Responsabilidade
Igualdade entre os gêneros; Apoiar a eliminação de todas cionais e intersetoriais relacionadas ao tema e ao
Princípio 4
as formas de trabalho forçado e
Acesso igualitário e universal à
compulsório;
educação e serviços de saúde primários;
do setor empresarial, mas também dos governos,
Princípio 5 Apoiar a erradicação efetiva do
Acelerar o desenvolvimento da África e países trabalho infantil;
menos desenvolvidos; o tema em suas agendas.
Princípio 6 Apoiar o fim da discriminação
Assegurar que programas de ajuste estrutural relacionada a emprego e cargo.
incluam metas de desenvolvimento social;
tal estão em contínuo processo de construção e
Meio Ambiente
Aumentar os recursos destinados
ao desenvolvimento social; Princípio 7 Adotar uma abordagem preventiva
para os desafios ambientais;
Fortalecer a cooperação para o
desenvolvimento social através da ONU. Princípio 8 Tomar iniciativas para promover
maior responsabilidade ambiental;
e incluindo a participação social.
Princípio 9
Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou as
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seu âmbito; cooperar com os Pontos de Contatos vimento – “Cuidando do Brasil” – que tem como
Nacionais dos demais países em relação às ma-
lhoramento contínuo que consiste em adequar os
e de instituições governamentais, principalmente das efeitos ambientais das condutas do poder público
Conselho da OCDE sobre as Diretrizes. empresas públicas e sociedades de economia mista. 21 Brasileira. Foi estabelecida como prioridade a à política de prevenção de impactos negativos ao
promoção do desenvolvimento com inclusão so-
racional dos recursos naturais e a proteção contra
Responsabilidade Socioambiental objetivo, o governo tem elevado os investimentos a degradação ambiental devem contar fortemente
no Setor Público com a participação do poder público.
Os novos desafios globais e a necessidade de pro-
mover uma Agenda de Desenvolvimento “que atenda
principal interlocutor junto à sociedade, possuin-
do uma ampla responsabilidade e papel indutor
1. A International Organization for Standardization (ISO), criada em 1946, é uma confederação internacional de órgãos nacionais de
normalização de todo o mundo e promove normas e atividades que favoreçam a cooperação internacional nas esferas intelectual,
científica, tecnológica e econômica. No Brasil, sua representante é a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
27 28
com o desenvolvimento sustentável, atuando na centivos que possam promover e/ou garantir as
Histórico
lação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC).
(A3P) surgiu em 1999 como um projeto do Minis- Nesse novo arranjo institucional, a A3P foi fortale-
cida enquanto Agenda de Responsabilidade So-
padrões de produção e consumo e a adoção de cioambiental do Governo e passou a ser uma das
novos referenciais de sustentabilidade ambiental
nas instituições da administração pública.
Em 1988, nossa Constituição Federal dedicou, institui a “adoção do consumo sustentável como
em seu título VIII - Da Ordem Social - Capítulo VI,
comunidade e de seus membros.” (princípio da eficiência
administrativa – Hely Lopes Meirelles).
entende-se ser viável a implantação de uma polí-
de uso comum do povo.
33 34
Objetivos da A3P
Repensar
A situação do manejo de resíduos sólidos no nismos para destinação adequada dos resíduos poupa energia e água e ainda diminui o volume
gerados, aproveitando para promover a internali- de lixo e a poluição. Além disso, quando há um
Recusar Recusar possibilidades de
atenção por parte das instituições públicas, em zação do conceito dos 5Rs (Repensar, Recusar,
consumo desnecessário e
todos os níveis de governo. Os governos federal Reduzir, Reutilizar e Reciclar) nos mais diversos produtos que gerem impactos
e estaduais têm aplicado mais recursos e criado órgãos e instituições da administração pública. ambientais significativos. vel. Pode gerar emprego e renda para as famílias
para a gestão adequada dos resíduos. Reduzir Reduzir significa evitar os ser os parceiros prioritários na coleta seletiva”.
desperdícios, consumir menos
produtos, preferindo aqueles
que ofereçam menor potencial
de geração de resíduos e
tenham maior durabilidade.
É importante destacar a diferença
Reutilizar Reutilizar é uma forma e evitar entre Reutilizar e Reciclar.
que vá para o lixo aquilo que
não é lixo reaproveitando tudo Reutilizar significa usar novamente
o que estiver em bom estado. um material antes de descartá-lo.
É ser criativo, inovador usando
um produto de diferentes Reciclar é transformar os produtos
maneiras. em matéria prima para se iniciar
um novo ciclo de produção-
No que diz respeito à destinação dos resíduos Reciclar Reciclar significa transformar consumo-descarte.
no Brasil, nos últimos anos, também houve uma materiais usados em matérias-
primas para outros produtos Qualquer cidadão pode auxiliar no
significativa melhoria da situação, mas ainda há
por meio de processos processo de reciclagem.
industriais ou artesanais.
que os órgãos públicos definam e adotem meca-
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cionadas à área meio ou à área finalística. habilidades e atitudes para um melhor desem- do envolvimento e cada pessoa com a temática.
47 48
5 Licitações Sustentáveis
táveis, mecanismos legais para garantir a prefe-
A administração pública deve promover a responsabilidade socioambiental
das suas compras. Licitações que levem à aquisição de produtos e serviços
dos agentes públicos.
sustentáveis são importantes não só para a conservação do meio ambiente mas
também apresentam uma melhor relação custo/benefício a médio ou longo prazo
quando comparadas às que se valem do critério de menor preço.
rança pelo exemplo.
uso exclusivo de lâmpadas fluorescentes Metrologia, Normalização e Qualidade observe a Resolução CONAMA nº 20, preveja a destinação ambiental adequada
compactas ou tubulares de alto Industrial - INMETRO como produtos de 7 de dezembro de 1994, quanto das pilhas e baterias usadas ou inservíveis,
rendimento e de luminárias eficientes; sustentáveis ou de menor impacto aos equipamentos de limpeza que segundo disposto na Resolução CONAMA
ambiental em relação aos seus similares; gerem ruído no seu funcionamento; nº 257, de 30 de junho de 1999.
energia solar, ou outra energia limpa
para aquecimento de água; que os bens devam ser, preferencialmente, forneça aos empregados os equipamentos
acondicionados em embalagem individual de segurança que se fizerem necessários, Portal Comprasnet
sistema de medição individualizado
adequada, com o menor volume possível, para a execução de serviços; O Ministério do Planejamento Orçamento e Ges-
de consumo de água e energia;
que utilize materiais recicláveis, de forma
realize um programa interno de
sistema de reuso de água e de a garantir a máxima proteção durante Comprasnet para realizar a divulgação das listas
treinamento de seus empregados,
tratamento de efluentes gerados; o transporte e o armazenamento; e
nos três primeiros meses de execução
aproveitamento da água da chuva, que os bens não contenham substâncias contratual, para redução de consumo
práticas adotadas nessa área, ações de capaci-
agregando ao sistema hidráulico elementos perigosas em concentração acima da de energia elétrica, de consumo
tação, bem como um banco com editais de aqui-
que possibilitem a captação, transporte, recomendada na diretiva RoHS (Restriction de água e redução de produção
sições sustentáveis já realizadas pelo governo.
armazenamento e seu aproveitamento; of Certain Hazardous Substances), de resíduos sólidos, observadas
tais como mercúrio (Hg), chumbo (Pb), as normas ambientais vigentes; acesse: [Link]
utilização de materiais que sejam reciclados,
cromo hexavalente (Cr(VI)), cádmio
reutilizados e biodegradáveis, e que realize a separação dos resíduos
(Cd), bifenil-polibromados (PBBs),
reduzam a necessidade de manutenção; e recicláveis descartados pelos órgãos
éteres difenil-polibromados (PBDEs).
e entidades da Administração Pública
comprovação da origem da madeira a ser
Federal direta, autárquica e fundacional,
utilizada na execução da obra ou serviço. Contratação de Serviços
na fonte geradora, e a sua destinação
As regras da Instrução Normativa para a con-
às associações e cooperativas dos
Aquisição dos Bens tratação de serviços exige das empresas contra-
catadores de materiais recicláveis, que
tadas as seguintes práticas de sustentabilidade
será procedida pela coleta seletiva do
na execução dos serviços:
papel para reciclagem, quando couber,
que os bens sejam constituídos, no use produtos de limpeza e conservação nos termos da IN/MARE nº 6, de 3 de
todo ou em parte, por material reciclado, de superfícies e objetos inanimados novembro de 1995 e do Decreto nº
atóxico, biodegradável, conforme que obedeçam às classificações e 5.940, de 25 de outubro de 2006;
ABNT NBR - 15448-1 e 15448-2; especificações determinadas pela ANVISA;
respeite as Normas Brasileiras - NBR
que sejam observados os requisitos adote medidas para evitar o desperdício publicadas pela Associação Brasileira de
ambientais para a obtenção de de água tratada, conforme instituído no Normas Técnicas sobre resíduos sólidos; e
certificação do Instituto Nacional de Decreto nº 48.138, de 8 de outubro de 2003;
51 52
2. Consumo da madeira
A administração pública pode estimular a ado- 3. O papel nosso de cada dia
ção de práticas florestais benéficas por meio das
Economia de recursos
naturais e materiais
PARA ECONOMIZAR PAPEL
Maior facilidade no intercâmbio
de informações 1. Utilize frente e verso das folhas, 6. Quando for imprimir confira sempre
sempre que possível. no monitor se não há nenhum erro;
Maior facilidade para controle do
processo (acompanhamento “on line”) 2. Use os papéis que seriam 7. Use meio digital, tanto quanto
jogados fora na confecção de possível, para gravação de cópias
blocos para anotações. de ofícios e documentos para
arquivos, gerando aumento de
3. Utilize e-mail para comunicação
espaço nas repartições e gabinetes.
interna e externa.
8. Adote sistemas que facilitem a
4. Ao ser enviado material pelo correio,
economia do papel ao imprimir
procure saber se há possibilidade
documentos, tais como usá-
de serem encaminhados outros
lo em frente e verso, configurar
em conjunto ou se pode o
duas páginas em uma folha
material ser encaminhado por
e assim por diante.
outra forma (correio eletrônico).
9. Reformate documentos para
5. Verifique se é necessário, realmente,
evitar espaços em branco
extrair cópias reprográficas ou
e vias desnecessárias
imprimir material e, em caso positivo,
preste atenção para não copiar ou 10. Produza papelaria genérica para
imprimir material em excesso. eventos – crachás, pastas e
blocos, sem indicar data e nome
65 66
4. Eficiência energética
Programa Nacional de Conservação de
Energia Elétrica (Procel) que tem como
Ela é utilizada para gerar iluminação, movimentar objetivo promover a racionalização da
produção e do consumo de energia
elétrica, para que se eliminem os
etc. Da eletricidade dependem a produção, loco- desperdícios e se reduzam os custos
e ainda os investimentos setoriais;
outros fatores associados à qualidade de vida.
Programa Brasileiro de Etiquetagem
(PEB) que efetua a certificação de
equipamentos quanto ao consumo de
o aumento da demanda no futuro é preciso en- energia em parceria com o Procel.
carar o uso da energia sob a ótica do consumo
[Link]ção da frota
oficial de veículos
influenciará, em pouco tempo, outros servidores Como forma de minimizar os impactos provo-
o que reduz o valor do material para reciclagem.
órgãos da administração pública devem buscar
Plástico
Óleos lubrificantes
pela reciclagem, ou, quando não for possível, pelo
tratam do tema baterias.
para empresas especializadas que possam pro-
pois de usados, deverão ser acondicionados em
A resolução prevê ainda que nos materiais pu-
tambores para disposição em aterros industriais Medicamentos com data vencida e
blicitários e nas embalagens de pilhas e baterias, prolongando sua vida útil. Não sendo possível o
resíduos de serviços de saúde
de forma clara, visível e em língua portuguesa, a encapsulá-los ou destruí-los.
saber mais a esse respeito.
advertências sobre os riscos à saúde humana e Pneus
ao meio ambiente, bem como a necessidade de,
de 1993, para saber mais a esse respeito. Produtos químicos em geral
sanitários.
77 78
Rotulagem Ambiental e
A tendência à adoção de mecanismos volun- avaliar e demonstrar sua conformidade. Também
Análise do Ciclo de Vida
tários de rotulagem ambiental, por parte das in-
dústrias, é mundial. Cada vez mais os atributos a concessão do rótulo.
de ecoeficiência atestados pelo selo verde têm
Rotulagem Tipo II – NBR ISO 14021:
referência na área de construção sustentá-
poderoso instrumento de mercado, pois informa Auto-declarações ambientais
vel no mundo. BREEAM (Inglaterra), Green
aos consumidores os padrões de produção am-
bientalmente corretos. ambientais, incluindo textos, símbolos e gráficos,
HQE ( França), existem nove princípios que
Mesmo não possuindo força legal as normas
norteiam as diretrizes de uma obra que se
tos e serviços, encorajar a demanda por aqueles
qualificações para seu uso. Descreve uma meto-
séries da ISO 9000 e 14000, sobre qualidade e
1. Planejamento Sustentável da Obra
proteção ambiental; a British Standard 8800 - BS -declarações ambientais e métodos específicos
qualidade ambiental.
2. Aproveitamento passivo 8800 e a Occupational Health and Safety Asses-
sment Series 18001 - OHSAS 18001, a respeito selecionadas nesta Norma.
dos recursos naturais destacam-se:
3. Eficiência energética 1. proteger o. meio ambiente: os programas de Rotulagem Tipo III – ISO 14025:
rotulagem pretendem influenciar as decisões funcionários e condições de trabalho; a Account Avaliação do ciclo de vida
4. Gestão e economia de água dos consumidores de modo a incentivar Ability 1000 - AA 1000, sobre a responsabilidade Princípios e procedimentos orientam os progra-
a produção e o consumo de produtos
5. Gestão dos resíduos na edificação menos agressivos ao meio ambiente; e o Global Reporting Initiative - GRI, com ênfase
em aspectos ecológicos. ou seja, garantindo que os valores dos impactos
2. estimular a inovação ambiental saudável
6. Qualidade do ar e do ambiente interior A Organização Internacional de Normalização informados são corretos.
na indústria: os programas podem
7. Conforto termo-acústico incentivar o mercado no sentido de
Técnicas - ABNT iniciou, em 1993, o Programa de
introduzir tecnologias inovadoras e
8. Uso racional de matérias conhecida pela série ISO 14020:
eficientes do ponto de vista ambiental;
92. O estudo relativo a esse programa começou
9. Uso de produtos e tecnologias 3. desenvolver a consciência ambiental dos Rotulagem tipo I – NBR ISO com uma pesquisa sobre os programas de rotula-
ambientalmente amigáveis consumidores: por se tratar de um meio 14024: Programa Selo Verde
idôneo e confiável para dar visibilidade a formulação de um modelo brasileiro. O modelo
no mercado de produtos e serviços “eco-
eficientes”, os rótulos ecológicos são um dos biental, incluindo a seleção, critérios ambientais tulos e Declarações Ambientais – Rotulagem Am-
instrumentos mais eficazes para esse fim. e características funcionais dos produtos, e para biental Tipo I - Princípios e Procedimentos. Nesse
83 84
segmentos da sociedade.
Como a Administração
Pública participa da A3P? REDE A3P. A rede é um canal de comunicação
Termo de Adesão Rede A3P O que cabe às partes, quando da formalização do Termo de Adesão
Ao Ministério do Meio Ambiente cabe: Aos órgãos e entidades da União, estados, Distrito
Como órgão federal, fazer cumprir a política nacional Federal, municípios, agências nacionais, autarquias e
e as diretrizes fixadas para o meio ambiente; fundações instituídas pelo Poder Público que compõem
Promover intercâmbio técnico para o SISNAMA – Sistema Nacional do Meio Ambiente, bem
difundir informações sobre os objetivos como às empresas estatais e de economia mista, cabe:
e a metodologia de implementação da A3P; Criar comissão multi-setorial que será
Incentivar ações de combate ao desperdício responsável pela implementação das ações
e à minimização de impactos ambientais, diretos de melhoria do desempenho ambiental;
e indiretos, gerados pela atividade pública; Realizar, com a participação dos servidores, diagnóstico
Como aderir? Estimular a excelência na gestão ambiental, interno para identificar os aspectos ambientais mais
que consiste na conservação racional dos relevantes da instituição a serem abordados;
recursos naturais e a proteção contra a degradação Executar políticas e diretrizes fixadas para
ambiental, bem como a preferência por produtos a preservação do meio ambiente;
Da instituição:
e serviços com diferenciais ecológicos; Desenvolver, no âmbito da instituição, a gestão adequada
Ofício para encaminhamento dos documentos; dos resíduos, a minimização de impactos ambientais
diretos e indiretos gerados pelas atividades administrativas,
Cópia do comprovante de regularidade fiscal;
a promoção de uma gestão ambiental qualitativa, bem
Cópia do comprovante de endereço; como projetos e ações de combate ao desperdício;
Estabelecer ações de substituição de insumos
Plano de Trabalho impresso e em meio digital;
e materiais que possam causar danos ou riscos à
Minuta do Termo de Adesão saúde do servidor, do entorno e ao meio ambiente.
impressa e em meio digital. Desenvolver um cronograma de avaliações periódicas
que permita esboçar a etapa em que se encontram as
Do representante da instituição no Termo:
ações previstas, bem como
Cópias autenticadas do RG e do CPF; a ampla divulgação dos resultados obtidos;
Promover campanhas educativas e de formação de
Cópia autenticada do ato de nomeação;
educadores que estimulem o envolvimento e conscientização
Delegação de competência do representante de todo o quadro de pessoal acerca da causa ambiental;
em questão para a assinatura de atos Despertar a responsabilidade do servidor
(usualmente a lei orgânica ou o estatuto público no que se refere ao uso correto dos
da instituição, quando couber). bens e serviços da administração pública;
Especificar, sempre que possível, que o objeto licitado
contenha requisitos de qualidade ambiental.
89 90
Consumo de energia
Identificar ações de controle.
Anotações