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Risco de Câncer de Pulmão e Tabagismo

O documento aborda a relação entre mutações genéticas, como EGFR e ALK, e o câncer de pulmão, destacando a importância da triagem em pacientes de alto risco, como tabagistas. Também discute os diferentes tipos de câncer de pulmão, suas características e opções de tratamento, incluindo a quimioterapia e radioterapia. Além disso, menciona a necessidade de acompanhamento regular após o tratamento para monitorar possíveis recidivas.

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Samara Machado
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Risco de Câncer de Pulmão e Tabagismo

O documento aborda a relação entre mutações genéticas, como EGFR e ALK, e o câncer de pulmão, destacando a importância da triagem em pacientes de alto risco, como tabagistas. Também discute os diferentes tipos de câncer de pulmão, suas características e opções de tratamento, incluindo a quimioterapia e radioterapia. Além disso, menciona a necessidade de acompanhamento regular após o tratamento para monitorar possíveis recidivas.

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Frequentemente associado a mutações em

genes como EGFR e ALK e ativação de


oncogenes como o p53, levam à ativação
Em pacientes hígidos, não é recomendado pelo Ministério da Saúde. Porém,
constitutiva de vias de sinalização envolvidas
a Sociedade Brasileira de Pneumologia recomenda realização de
no crescimento celular e proliferação.
Tomografia Computadorizada com baixa dose de radiação de forma anual
para pacientes de alto risco, que são:
Idade entre 50 - 80 anos;
Carga tabágica ≥ 20 maços/ano;
Tabagismo atual ou interrupção nos últimos 15 anos;
Genéticos : Polimorfismo de cromossomos 5, 6 e 15 aumentam Boa saúde geral.
risco de desenvolvimento. Alguns oncogenes envolvidos Deve-se realizar de forma anual até os 80 anos em pacientes tabagistas
incluem: K-ras; BCL-2; HER-2 ou até 15 anos após ter cessado o tabagismo (ex-tabagistas).
Fatores Ambientais
Tabagismo: Principal fator. Aproximadamente 90% das
pessoas com câncer de pulmão são ou foram tabagistas.
Carga tabágica de 20 maços-ano tem o risco muito Carcinoma Não Pequenas Células (80%)
Aumento da pressão hidrostática da TRANSUDATO aumentado. Somente após 15 anos do interrompimento do
Líquido anormal que se acumula Adenocarcinoma: Representa 40% das neoplasias. Mais comum entre as mulheres e jovens, é a forma mais
microcirculação ICC tabagismo é que o risco de vir a ter câncer pulmonar reduz
entre as superfícies pleurais parietal comum em não tabagistas. A localização mais frequente é periférica. É originado de glândulas mucosas e
Diminuição da pressão oncótica vascular Cirrose hepática drasticamente.

FISIOPATOLOGIA
Atelectasia / Colapso lombar; e visceral do tórax. apresenta-se com nódulos/massas. É o mais relacionado com osteoartropatia hipertrófica e com derrame pleural.
Aumento da permeabilidade vascular Sd. nefrótica Asbesto
Pneumotorax após toracocentese; Carcinoma Epidermoide: Também conhecido como Carcinoma de Células Escamosas ou Carcinoma

TO
Bloqueio da drenagem linfática Hipoalbuminemia Exposições (sílica, arsênico, níquel, cromo, éter, poluição)
Edema pulmonar após reexpansão rápida; Espinocelular. Representa 30% das neoplasias. Comum em homens fumantes, idosos, era o tipo de câncer mais
Passagem de líquido a partir do espaço

EN
Diálise peritoneal Doenças pulmonares crônicas: Fibrose pulmonar, Tuberculose,
Fibrose pleural; comum até pouco tempo atrás. A localização mais frequente é central. É originado do epitélio brônquico e forma
peritoneal Mixedema

AM
Pseudoquilotórax; DPOC, Sarcoidose... tumoração endobrônquica séssil ou pediculada. Evolui muitas vezes com cavitação central (necrose tumoral
Obstrução de veia cava superior
central) e cursa com frequência com hipercalcemia paraneoplásica (PTH símile) e osteoartropatia hipertrófica.

RE
Encarceramento pulmonar. Atelectasias (aguda)
Carcinoma de Grandes Células Anaplásico: Representa 10% das neoplasias. Histologicamente são poucos

ST
Embolia pulmonar (20%)
diferenciados, e se apresentam perifericamente. São altamente agressivos e podem eventualmente cavitar

RA
(necrose tumoral central).
EXSUDATO
Doença na qual há crescimento celular
Infecciosas

LOGIA
desordenado e descontrolado de células Carcinoma de Pequenas Células (20%)

D
Causas agudas: Neoplásico O

EF
no pulmão. É caracterizado por sua ET Ã OAT Cells: Representa 20% dos casos. Conhecido ainda como Carcinoma Avenocelular. São localizados

C
Insuficiência cardíaca congestiva: Induzida por drogas Ç

IN
IO

O
gênese em células do epitélio do trato A centralmente. Originam-se de células neuroendócrinas. É o mais grave e agressivo dos carcinomas


Derrame grande e sintomático - Diuréticos (furosemida ou bumetanida), fisioterapia, toracocentese terapêutica e oxigênio.

M
LO IC

FISIOPATO
Hemotórax

IA
respiratório inferior. F broncogênicos. Relaciona-se com frequência com as síndromes endócrinas paraneoplásicas. (Vide imagem 2)

Ã
PL
GI I

G
Pancreatite

O
S

IC

LO
Infecciosa:
A S
Pós IAM A

A
Derrame grande e sintomático - ATB empírico (IV), toracocentese terapêutica, fisioterapia, oxigênio.
DE
CL

IO
Ç
Empiema - Toracoromia com tubo. Se falha na drenagem torácica, abordagem cirúrgica via toracoscopia com lise de aderências, Embolia pulmonar (80%) FIN

ET
Õ
IÇÃ

ES
decorticação e drenagem aberta são opções.
Obs.: Uso de fibronolitico + desoxirribonuclease apenas se paciente não responder à antibioticoterapia e à drenagem
O Tosse
convencional, não sendo indicado para cirurgia. Dispneia
Hemoptise

AFECÇÕES
Neoplásica com capacidade funcional desfavorável:
Derrame grande e sintomático - Toracocentse terapêutica, fisioterapia, oxigênio.
Dor torácica
Derrame Pleural
Neoplásica com boa capacidade funcional: TRAT Perda de peso

PULMONARES
Derrame grande e sintomático - Pleurodese ou drenagem com cateter pleural, fisioterapia e oxigênio. AMEN ICO Rouquidão
TO CLÍN
UADRO Alterações auscultatórias
Causa contínua: Q
Derrame pleural benigno e recorrente:
Derrame pleural Câncer pulmonar Síndromes tumorais
Realizar toracoscopia clinica ou cirúrgica (fins diagnósticos e terapêutico). Metástases: pode apresentar dores ósseas,
cefaleias etc
ES
Neoplasicos sintomáticos recorrentes:
ÇÕ
Realizar toracocentese terapêutica repetida, pleurodese e/ou drenagem com cateter pleural.
CA
LI
MP SÍ
Empiema persistente apesar do uso de dreno: Atelectasia pulmonar ND

QU
Visualização direta e lise de aderências. O CO TU RO Síndrome de Pancoast: Relacionada ao carcinoma epidermoide, ocorre devido ao crescimento de um tumor no
ÇÃ Derrame pleural ápice pulmonar, comprimindo estruturas como nervos e vasos, causando dor no ombro e braço (face ulnar) e

AD
M
A OR MES

DIAGN
IC Cavitações pulmonares (necrose erosão das costelas.

RO
IF tumoral central) AI
SS Dispneia progressiva S Síndrome de Horner: Acontece quando a Síndrome de Pancoast comprime a cadeia simpática cervical,
A

CL
Pneumonias
Critérios de Light (definição EXSUDATO) CL Tosse seca resultando em miose, ptose, enoftalmia e anidrose facial.

DI
ÓSTIC

ÍN
Metástases para o cérebro, ossos,

AG
Proporção entre proteína pleural/ proteína Dor torácica ventilatório dependente Síndrome da Veia Cava Superior: Ocorre devido à obstrução do fluxo sanguíneo pela veia cava superior, levando

IC
O
fígado e glândulas suprarrenais. a edema facial, pletora, dispneia e circulação colateral no tórax, geralmente associada a neoplasias pulmonares
sérica > 0,5; (pleurítica)


TIC
Proporção entre lactato desidrogenase como o carcinoma de pequenas células.

ST
O DIFE
ÓS
(LDH) pleural/ LDH sérico > 0,6; EXAME FÍSICO: Síndromes paraneoplásicas

IC
TO
GN

O
LDH pleural maior que 2/3 do limite superior Ausência de murmúrio vesicular CARCINOMA NÃO PEQUENAS CÉLULAS Hipercalcemia: Causada pela produção de PTH-rp, levando a hipercalcemia e hipofosfatemia.

EN

DI
do normal para o soro. Macicez à percussão Osteoartropatia Pulmonar Hipertrófica: Comumente associada ao adenocarcinoma, caracteriza-se por
DIA

COMPLEMEN
Depende do estágio da doença, com base na classificação TNM:

RENC

FE
AM
Diminuição ou ausência do FTV Estágio I: O tratamento visa à cura com cirurgia, como lobectomia e baqueteamento digital, sinovite e alterações ósseas devido à liberação de citocinas inflamatórias.

RE
AT
Diminuição da expansibilidade avaliação linfonodal. Em pacientes com risco cirúrgico, pode-se optar por SIADH: Relacionada ao carcinoma de pequenas células, envolve a secreção de ADH pelo tumor, causando

NC
DIA
EXAMES
IAL
hiponatremia.

TR
Sinal de Signorelli cirurgia segmentar ou radioterapia.

IA
GN
Síndrome de Cushing: Decorrente da secreção de ACTH ou CRH por tumores de pequenas células, levando

L
Estágio II: Além da lobectomia e dissecção linfonodal mediastinal, a
ao quadro de Síndrome de Cushing.

ÓS
Radiografia torácica póstero-anterior e quimioterapia adjuvante é recomendada, com esquemas utilizando
lateral (embotamento dos ângulos Vimblastina e Cisplatina. Síndrome de Eaton Lambert: Também associada ao carcinoma de pequenas células, é causada por

TIC
TARES
costofrênicos - parábola de damoiseau ou Estágio III: O tratamento pode variar, combinando cirurgia, quimioterapia e autoanticorpos que bloqueiam a transmissão nervosa, resultando em fraqueza muscular e hiporreflexia.

O
sinal do menisco) radioterapia.
Espessamento Pleural
USG pleural - 5-10 ml de líquido no espaço IIIA

O
Colapso e condensação
pleural T3N1M0: cirurgia de ressecção + quimioterapia adjuvante

ENT
pulmonar Nódulo Pulmonar Solitário
TC do tórax T4N0-1M0: Quimiorradioterapia + cirurgia de ressecção Metástase Pulmonar de outro órgão
Cúpula diafragmática elevada
LDH e proteína no líquido pleural e no soro IIIB: quimiorradioterapia

AM
Tumores pleurais/ gordura Tuberculose
Estágio IV: O tratamento é paliativo. Pacientes com adenocarcinoma Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
extrapleural

ADI
devem ser testados para mutação EGFR. Em caso positivo, utiliza-se Bronquiectasia
COVID-19
inibidores de tirosina-quinase. Em outros casos, usa-se quimioterapia com

EST
Pneumonia
platina, como Carboplatina e Paclitaxel.

CARCINOMA DE PEQUENAS CÉLULAS


Doença limitada: Tratamento com radioquimioterapia, utilizando Cisplatina Diante da suspeita diagnóstica, solicita-se inicialmente Raio-X de tórax. A
e Etoposídeo. Existe a possibilidade de Radioterapia Profilática Craniana partir disso, com achados, é imperativo a realização de TC de
(PCI) para prevenir metástase cerebral. Tórax/Abdomen superior; e na sequência, deve-se confirmar
Doença avançada: Tratamento quimioterápico com Paclitaxel e histopatologicamente.
Carboplatina. Tumor Central: Escarro (citologia), Broncoscopia com biópsia, USG
Internação é necessária em casos de complicações. Após o tratamento, é endoscópico com biópsia.
importante o seguimento com exames físicos regulares a cada 3-6 meses Tumor Periférico: Toracotomia, Videotoracoscopia, biópsia percutânea
Laboratoriais: Hemograma completo; Creatinina, Ureia; Sódio,
e de imagem quando indicado. transtorácica.
Potássio; TGO, TGP; Gama-GT, Fosfatase Alcalina; Bilirrubinas;
Albumina Obs1: Caso exista derrame pleural, deve-se realizar a análise citológica
Exame de imagem: Tomografia de tórax contrastado + desse líquido.
Tomografia/Ressonância de crânio + Cintilografia/PETscan Obs2: Linfonodos patológicos devem ser analisados
Exame histológico: biópsia tumoral histopatologicamente, seja através de biópsia ou punção com agulha
NÃO PEQUENAS CÉLULAS Pacientes com Carcinoma de Pequenas Células com alterações fina.
em hemograma, devem se submeter a biópsia ou aspirado de
medula óssea.
Exame de escarro
PEQUENAS CÉLULAS
Espirometria
Apresenta apenas dois estágios:
Doença Limitada: O tumor é
limitado à 01 hemitórax.
Doença Avançada: O tumor
ultrapassa o limite de 01 hemitórax.

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