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Moisés de Michelangelo: Escultura e História

A escultura de Moisés, criada por Michelangelo entre 1513 e 1515, é uma representação majestosa e realista do profeta, capturando um momento de intensa emoção ao descer do Monte Sinai. A obra, que faz parte do túmulo do Papa Júlio II, é notável por seus detalhes e pela expressão de ira e desilusão de Moisés ao ver a idolatria do povo. Michelangelo, considerado um dos maiores artistas do Renascimento, utilizou sua profunda compreensão da anatomia e da pedra para criar uma obra-prima que continua a impressionar até hoje.

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Moisés de Michelangelo: Escultura e História

A escultura de Moisés, criada por Michelangelo entre 1513 e 1515, é uma representação majestosa e realista do profeta, capturando um momento de intensa emoção ao descer do Monte Sinai. A obra, que faz parte do túmulo do Papa Júlio II, é notável por seus detalhes e pela expressão de ira e desilusão de Moisés ao ver a idolatria do povo. Michelangelo, considerado um dos maiores artistas do Renascimento, utilizou sua profunda compreensão da anatomia e da pedra para criar uma obra-prima que continua a impressionar até hoje.

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Moisés (Mosè [moˈzɛ])

Data: c. 1513 - 1515


Autor: Michelangelo Buonarroti
Género: Escultura
Técnica: Mármore
Dimensões: 235 cm × 210 cm
Localização: Basílica de São Pedro Acorrentado, Roma.

A estátua de Michelangelo, uma figura gigantesca cheia de vitalidade e energia,


é caracterizada por uma atitude majestosa e pelo realismo que permeia cada
parte. Crônicas da época narram que Moisés foi uma das obras favoritas de
Michelangelo, que a considerou absolutamente realista. Conta-se que após
terminar de esculpir a estátua de Moisés, Michelangelo passou por
um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com
um martelo na estátua e começou a gritar: Por que não falas? (em
italiano: Per ché non parli?).
Segundo a história narrada na Bíblia, Moisés é o homem encarregado por
Deus para libertar o povo de Israel da escravidão do Egito, e conduzi-lo à terra
prometida.
O episódio imortalizado pela estátua de Michelangelo corresponde a um
momento muito específico da história do Êxodo. Durante uma parada, Moisés
subiu ao Monte Sinai para receber de Deus as tábuas de pedra contendo a lei,
os dez mandamentos (Êxodo 24:12-18). O povo, que havia acampado aos pés
do Monte, impaciente, construiu um “bezerro de ouro”. Ao descer da montanha
Moisés se distraiu com os gritos de seu povo que festejava e dançava, em
idolatria, ao redor do bezerro de ouro e, com raiva, jogou as tábuas da lei ao
chão.
A estátua do Moisés de Michelangelo representa, com rara perfeição, o
momento dramático em que o profeta é invadido por uma terrível cólera e
parece que está prestes a se levantar e destruir tudo. As tábuas ainda estão
inteiras debaixo do braço, mas já numa situação muito instável, caso o
“gigante” se levante. Talvez o versículo 15 do cap. 32 do Êxodo tenha inspirado
o artista: “Moisés voltou-se e desceu do monte”.
Outra interpretação do fato de que Moisés é representado com a cabeça girada
é sugerida por Freud, que em 1913 conheceu a obra e a estudou
detalhadamente. Ele chegou a publicar, em 1914, um artigo intitulado “O
Moisés de Michelangelo”, de forma anônima, em uma revista importante de
cultura psicanalítica da época. Segundo o célebre psicanalista, Michelangelo
representou a reação do profeta diante da cena que acontecia diante de seus
olhos: virou a cabeça puxando a barba para domar a própria ira e para
resguardar as tábuas dos Mandamentos. Freud também acredita que o
Moisés de Michelangelo é diferente daquele bíblico. Sugere que o personagem
está se contendo, apaziguando sua raiva e tornando a si.

Michelangelo Buonarroti
Considerado o maior artista do século XVI. Foi supremo como
escultor, como pintor e arquiteto. Além disso, escreveu também uma
considerável obra poética de alta qualidade.
Nasceu em 1475 em Caprese, no estado de Florença, onde seu pai
era oficial do governo. Quando jovem, foi aprendiz de Ghirlandaio e
foi em seu estúdio onde, provavelmente, aprendeu a técnica de
pintura afresco.
Depois disso foi trabalhar no estúdio de escultura patrocinado por
Lorenzo de Médici, onde tomou contato não só com Lorenzo, o
Magnífico, mas com seu círculo de brilhantes amigos. Nessa época,
Michelangelo se considerava igual aos filósofos e escritores que
cercavam Lorenzo e chegou mesmo a omitir o fato de que tinha tido
um treinamento comum como artesão no atelier de Ghirlandaio.
Antes de Michelangelo, tanto o pintor como o escultor eram tidos
como um artesão um tanto inferior, nunca igual ao poeta, mas a
própria vida de Michelangelo trouxe tal mudança para o status de
artista que, quando ele envelheceu, o epíteto “divino” pode ser
aplicado a ele sem chocar ninguém.
Sua primeira escultura foi um trabalho em mármore, “A luta dos
lápitas e dos centauros”, feita quando Michelangelo tinha dezessete
anos. Essa obra já é extremamente segura e mostra-nos a luta de um
jovem gênio em suas primeiras tentativas para dominar a pedra dura
e tenaz, e expressar numa irrefreável mensagem artística sua
vitalidade interior.
Fica evidente nesse relevo o envolvimento pessoal do artista em sua
ação e reação à pedra inerte. Quando criança, Michelangelo foi
confiado a uma ama de leite, filha e mãe de marmoristas. Isso lhe
proporcionou, certamente, uma grande familiaridade com a pedra,
que, desde a infância, tinha de separar, cortar e talhar. Aprendeu tudo
a respeito de veios secretos e juntas naturais, e de sua cor escondida.
Costumava viajar frequentemente a Carrara, onde estavam as
melhores pedreiras de mármore da Itália, para escolher pessoalmente
o mármore na vertente da montanha.
A extraordinária sensibilidade de Michelangelo à pedra fazia-o ver a
estátua como se ela já estivesse contida nela: “Eu só retiro as sobras,
a estátua já está lá”.
A matéria (a pedra) e a forma (a criação que libertaria a estátua)
eram como dois seres poderosos em luta; ou como a mãe e o filho – a
mãe resistindo à separação, o filho lutando por sua própria
independência.
O primeiro grande trabalho do gênio escultor foi a Pietá, que hoje
está na Basílica de São Pedro, e foi executada durante sua primeira
estada em Roma, entre 1496 e 1501. O absoluto domínio dessa
composição logo tornou Michelangelo o principal escultor da época,
quando ele tinha apenas vinte e cinco anos.
Quando retornou a Florença, esculpiu várias outras obras
importantes, entre as quais a Madonna de Bruges e o gigante de
mármore David, completado em 1504. Essa estátua representa o
ideal de Michelangelo, o nu masculino heroico.
Seu domínio da anatomia e o uso de poses complexas para expressar
emoções fugazes, seduziram muitos pintores de gerações posteriores
à pose retorcida.
Para o Papa Leão X, Michelangelo trabalhou em Florença, onde sua
maior obra foi no túmulo dos Médicis e na Nova Sacristia da Igreja de
São Lourenço, com as simbólicas figuras do Dia, da Noite, da Aurora e
do Crepúsculo.
A altíssima reputação de Michelangelo fez com que, em 1505, o Papa
Júlio II o empregasse em Roma na grandiosa tumba que ele tinha
decidido erigir para si ainda em vida.
De 1536 a 1541 ele trabalhou no grande afresco “O Juízo Final”, que
ocupa toda a parede do altar da Capela Sistina.
Suas últimas estátuas se concentram no tema da Pietà. Uma delas,
que adornaria seu próprio túmulo, está agora na Catedral de Florença,
mas mutilada em pedaços. Sua última Pietà, a Pietà Rondanini, quase
abstrata, pode ser comparada ao último quarteto de Beethoven em
sua complexidade e profundeza de sentimento. Foi provavelmente
nessa escultura que ele estava trabalhando uma semana antes de
sua morte, aos oitenta e nove anos.
A imensa importância de Michelangelo para seus contemporâneos é
atestada pelo fato de que seu estilo dominou a arte italiana por
gerações e ele foi o primeiro artista moderno a ter duas biografias
escritas durante sua vida. Michelangelo recebeu, em 1505, a encomenda
para realizar a tumba do Papa Júlio II. O Moisés foi idealizado para o projeto da
tumba do papa. Foi a única entre as concebidas desde o início a ser utilizada
na obra finalizada.
Júlio II empreendeu grandes obras, dentre elas, o projeto ambicioso de
reconstrução da basílica de San Pietro, que foi confiado a Donato Bramante. A
ideia do papa era a de colocar seu grandioso monumento fúnebre dentro da
nova basílica. Para a realização do projeto, ele pensou em Michelangelo, que
já havia dado provas de sua habilidade como escultor com a realização da
Pietà (1498-1499).
Em março de 1505, Michelangelo, que estava em Florença, partiu para Roma
para encontrar o Papa Júlio II, que lhe convocou movido pelo desejo de
construir uma tumba, que fosse digna de um chefe do Cristianismo, para ser
colocada na Basílica de São Pedro.
Michelangelo começou a conceber um projeto ambicioso do monumento
cristão, que deveria ser um imponente mausoléu inspirado nos grandes
edifícios sepulcrais romanos, e se tornar a tumba mais apreciada não só da
Renascença, mas de toda a história.
A ideia inicial de Michelangelo era a de criar uma estrutura arquitetônica
monumental. A parte inferior deveria ser embelezada por figuras de escravos
– e a parte superior pelas figuras de Moisés e São Paulo, símbolos da Vida
Contemplativa e da Vida Ativa, que deveriam dirigir a atenção do observador
para o caixão do Papa.
O sepulcro deveria ser em forma de pirâmide, com o caixão do Papa na ponta,
rodeado por cerca de quarenta estátuas (de mármore e bronze) espalhadas por
toda a estrutura. A estátua do Papa no alto, acompanhada por dois anjos,
deveria representar o despertar do falecido durante o Juízo Final. O projeto
agradou muito ao pontífice.
Cerca de um mês depois de receber a encomenda, Michelangelo partiu para
Carrara à procura dos mármores necessários para a construção da obra
monumental, e permaneceu oito meses por lá.
Os outros artistas presentes no círculo papal não viam com bons olhos a figura
de Michelangelo, de modo que enquanto o artista estava em Carrara,
começaram a desviar a atenção do Papa para outros projetos, mostrando-lhe
muitas outras obras que contribuiriam para realçar a glória de Roma.
Os recursos papais eram tantos, mas não infinitos e então Bramante,
empenhado na difícil tarefa de reconstruir a Basílica de São Pedro, fez com
que o projeto do túmulo de Júlio II fosse colocado em segundo plano, dando
início aos eventos da “tragédia da sepultura”, que perseguiria Michelangelo por
quarenta anos. Assim, Michelangelo escreveu em uma carta tardia:
[…]. Todos os conflitos que surgiram entre mim e o papa
Júlio foram causados pela inveja de Bramante e de
Raffaello de Urbino [Raffaello Sanzio]; e eles foram a
causa pela qual o papa não deu sequência ao projeto do
seu túmulo enquanto viveu, acabando por arruinar-me. E
Raffaello tinha bons motivos para me invejar, sendo que o
que ele sabia fazer como artista, havia aprendido me mim.
Decepcionado, Michelangelo deixou Roma. Reconciliados em 1508, o Papa
ofereceu ao artista a oportunidade de decorar a abóbada da Capela Sistina
(1508-1512) e continuar o projeto da sua tumba.
Papa Júlio II morreu em 1513, mas em seu testamento escreveu que queria
retomar o projeto original idealizado por Michelangelo para a construção de seu
túmulo. Após a morte de Julio II, o projeto foi suspenso, alterado e retomado
várias vezes. As negociações, com frequentes brigas, foram conduzidas por
Michelangelo com os herdeiros do falecido.
As tratativas seguiram até 1545, quando Michelangelo tinha setenta anos.
Durante esse período, seis diferentes projetos foram estipulados com contratos
que determinaram mudanças em relação ao desenho original (a cada novo
contrato, o projeto encolhia), bem como a mudança do local final da obra
monumental; em 1532, Papa Clemente VII, atuou como mediador entre
Michelangelo e os herdeiros de Júlio II e assim a obra seria destinada ao
interior da Basílica de San Pietro in Vincoli.
A realização da obra foi marcada por tantas controvérsias, dúvidas e
acusações em um intervalo de tempo muito longo que o próprio Michelangelo
definiu o mausoléu como “a tragédia da sepultura”.
O novo Papa Paulo III, após a conclusão da obra Juízo Final, ajudou
Michelangelo a encontrar uma nova solução com os herdeiros de Júlio II. Em
1542, foi estipulado um novo contrato que previa a conclusão da tumba por
Michelangelo ou outros artistas sob a sua orientação.
A nova versão incluía a presença da escultura de Moisés no centro do
complexo e também as estátuas de Raquel e Lia. O resto da decoração foi feito
por outros artistas e este projeto gigantesco foi definitivamente concluído,
embora muito diferente do que foi idealizado.

Descrição do Moisés de Michelangelo (1513-


1515 e 1542 – 1545)

Com cerca de 2,35 metros de altura, no centro do complexo escultural da


tumba do Papa Júlio II, o colossal Moisés é representado sentado com o rosto
virado, pé direito completamente apoiado no chão, e perna esquerda pouco
levantada, de modo que apenas a ponta do pé toca no chão. A estátua
representa o profeta segurando as tábuas dos Dez Mandamentos. A
cabeça ostenta os cornos míticos, que representam a luz radiante que
veio ao rosto após ver a face de Deus. Moisés ostenta uma barba
possante, enquanto olha para a esquerda, a expressão facial de
Moisés caracteriza-se por mostrar uma mistura de sentimentos:
indignação , sofrimento e desprezo.
A maioria dos críticos descreve o momento como a descida do Monte
Sinai, onde Moisés recebeu de Deus as Tábuas da Lei. Ao descer, vê
a idolatria do povo a um Bezerro de Ouro.
O incrível olhar do profeta é certamente um dos detalhes mais característicos
da obra – muitas vezes foi interpretado como uma expressão do próprio caráter
de Michelangelo, irascível e severo, em que é possível captar ira e
desapontamento (ao observar o detalhe dos músculos, é possível notar que ele
está extremamente tenso).
O braço direito segura as tábuas da lei que, no entanto, estão de cabeça para
baixo e dão a impressão de que poderão cair a qualquer momento. Com a mão
esquerda, Moisés segura a barba, em uma atitude pensativa.
Não tem arte igual nem nas obras modernas, nem nas antigas. Sentado em
atitude séria, ele [o Moisés] se apoia com um braço sobre as Tábuas (dos
Mandamentos). O cabelo, tão difícil de representar nas esculturas, é tão macio
e aveludado que quase parece que o cinzel de ferro se transformou em uma
escova. O rosto bonito, como o de um santo ou de um príncipe lendário, quase
precisa de um véu para cobri-lo, é esplêndido e brilhante, e o artista apresentou
no mármore a divindade com a qual Deus santificou aquele rosto.
As vestes caem graciosamente e os músculos dos braços e os ossos das
mãos são perfeitos, assim como pernas e joelhos, os pés adornados com
calçados, a tal ponto que Moisés agora poderia ser chamado de, mais do que
nunca, amigo de Deus.
Detalhe dos músculos que revelam a tensão do Moisés de Michelangelo. Foto:
Massimo Merlini de Getty Images Signature / Canva

Moisés de Michelangelo. Basílica São Pedro in Vincoli. Foto: Snem / Bigstock


Por que o Moisés de Michelangelo tem chifres?
Muito provavelmente por um erro de tradução, do livro do Êxodo, ocorrido
durante a Idade Média.
Os chifres presentes na cabeça de Moisés podem, portanto, estar relacionados
a uma interpretação literal da versão do episódio narrado na Vulgata (tradução
latina da Bíblia das versões grega e hebraica).
A tradução se refere a “chifres” ou “keren”, que provavelmente é um erro. O
termo chifrudo ligado a Moisés permaneceu em uso até a Renascimento, tanto
é que Michelangelo o interpretou literalmente para a construção da estátua do
profeta. O termo original é precisamente “karen” ou “luz”. Na verdade, no relato
bíblico narra-se que Moisés tinha dois raios de luz que saíam de sua testa e
não dois chifres.
Outro fato que pode ter contribuído para a equivocada interpretação é que,
durante a Idade Média se acreditava que somente Jesus poderia ter um rosto
banhado de luz.

A Torção do dorso e da cabeça de Moisés


Em outubro de 2003, foi concluída a restauração do monumento funerário de
Júlio II, do qual o Moisés de Michelangelo faz parte.
O restaurador Antônio Forcellino, que antes de iniciar o trabalho de restauração
do monumento, realizou uma apurada pesquisa filológica e recuperou uma
carta de um conhecido anônimo de Michelangelo (certificado autêntico) que
relata que o artista “virou a cabeça a Moisés”, provavelmente 25 anos após a
conclusão da obra (em março de 1542).
Segundo Christoph L. Frommel, o maior estudioso de Michelangelo, o artista
realizou esse trabalho posterior por motivos religiosos, pois, desta forma,
Moisés desvia o olhar dos altares da abside e do transepto, onde as correntes
de São Pedro eram veneradas, e onde eram concedidas indulgências a
inúmeros peregrinos, como se tivesse visto um novo bezerro de ouro.
Atualmente, o olhar do profeta está voltado para o fundo da igreja, para a porta
de onde a luz entra.
A hipótese da alteração da estátua original é confirmada por alguns indícios:

A barba
Nota-se que a barba de Moisés foi puxada para a direita, isso se deve ao fato
de que do outro lado não havia mármore suficiente para torná-la perpendicular,
como era originalmente.
Detalhe da barba do Moisés de Michelangelo. Foto: Massimo Merlini de Getty
Images Signature / Canva

O trono
Para dar um efeito natural ao conjunto da obra, Michelangelo teve que abaixar
o trono no qual Moisés está sentado em 7 centímetros.

O pé esquerdo e o joelho
Tendo que recuar o pé esquerdo, que não estava na posição correta, o artista
teve que apertar o joelho em cinco centímetros em relação ao direito.
Detalhe dos joelhos e das vestes do Moisés de Michelangelo. Foto: BremecR
de Getty Images Signature / Canva

O cinturão
Ao examinar a estátua por trás (o que não acontecia desde a época de
Canova) foi descoberto um grande cinto que não aparece na parte da frente.
.
Detalhe do rosto da estátua de Moisés de Michelangelo. Foto: piola666 de
Getty Images Signature / Canva

O fato é que fazer uma estátua de mármore, já esculpida, assumir uma posição
diferente não é uma empresa simples, alguns diriam que é impossível, e aqui
Michelangelo, mais uma vez, dá provas de sua habilidade como escultor, um
mestre incomparável.

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