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Biomas Brasileiros: Diversidade e Conservação

O documento apresenta uma pesquisa sobre os biomas brasileiros, destacando suas características físicas, biológicas e a importância da conservação. Os biomas abordados incluem Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa, cada um com suas especificidades em relação à biodiversidade e desafios ambientais. O estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas para a preservação e uso sustentável dos recursos naturais.

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Biomas Brasileiros: Diversidade e Conservação

O documento apresenta uma pesquisa sobre os biomas brasileiros, destacando suas características físicas, biológicas e a importância da conservação. Os biomas abordados incluem Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa, cada um com suas especificidades em relação à biodiversidade e desafios ambientais. O estudo enfatiza a necessidade de políticas públicas para a preservação e uso sustentável dos recursos naturais.

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ALUNA: ISABELA AZEVEDO DOS SANTOS

5º Série Fundamental - Ciências

BIOMAS BRASILEIROS

BOITUVA - SP - 2024
CENTRO EDUCACIONAL PERES GUIMARÃES

1
BIOMAS BRASILEIROS

Projeto de pesquisa apresentado ao Centro

Educacional Peres Guimarães.

Orientação: Prof . Laís

2
BOITUVA- SP
2024
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.............................................................................. 4
2. MAPA DE BIOMAS DO BRASIL................................................... 5
3. BIOMA AMAZÔNIA....................................................................... 6
4. BIOMA CAATINGA........................................................................ 8
5. BIOMA CERRADO.........................................................................10
6. BIOMA PANTANAL........................................................................12
7. BIOMA MATA ATLÂNTICA............................................................14
8. BIOMA PAMPA..............................................................................16
9. CONCLUSÃO.................................................................................18
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................19

3
1. INTRODUÇÃO

Bioma é um espaço geográfico que apresenta características físicas e


biológicas semelhantes, como clima, vegetação, relevo, hidrografia, geologia e
solo. É um conjunto de ecossistemas, ou seja, comunidades de plantas e
animais que interagem entre si e com o ambiente. A palavra bioma vem do
latim bio, que significa vida, e oma, que significa massa. Foi criada em 1916
pelo ecologista americano Frederic E. Clements. Os biomas são diferenciados
pelos organismos que ali vivem e pelo clima. Os organismos dentro de um
bioma compartilham adaptações para aquele ambiente particular.
O Brasil é formado por seis biomas de características distintas:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Cada um desses ambientes abriga diferentes tipos de vegetação e de fauna.
Como a vegetação é um dos componentes mais importantes da biota, seu
estado de conservação e de continuidade definem a existência ou não de
hábitats para as espécies, a manutenção de serviços ambientais e o
fornecimento de bens essenciais à sobrevivência de populações humanas.
Biota é o termo utilizado para descrever o conjunto de seres vivos que
habitam ou habitaram um determinado local, como a flora e a fauna de uma
região. A biota pode ser aquática, terrestre, estuarina, lagunar, entre outras.
O termo biota foi proposto formalmente em 1901 por Leonhard Stejneger, com
o objetivo de incluir tanto a fauna quanto a flora de uma região ou período
geológico
Para a perpetuação da vida nos biomas, é necessário o estabelecimento
de políticas públicas ambientais, a identificação de oportunidades para a
conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade.

4
2. MAPA DE BIOMAS DO BRASIL
É possível observar no mapa abaixo onde estão localizados os biomas terrestres
brasileiros.

5
3. BIOMA AMAZÔNIA

A Amazônia é quase mítica: um verde e vasto mundo de águas e


florestas, onde as copas de árvores imensas escondem o úmido nascimento,
reprodução e morte de mais de um-terço das espécies que vivem sobre a
Terra.
Os números são igualmente monumentais. A Amazônia é o maior bioma
do Brasil: num território de 4,196.943 milhões de km2 (IBGE,2004), crescem
2.500 espécies de árvores (ou um-terço de toda a madeira tropical do mundo) e
30 mil espécies de plantas (das 100 mil da América do Sul).
A bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de
6 milhões de km2 e e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta
a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175
milhões de litros d’água a cada segundo. Considerado o maior Bioma brasileiro
e a maior reserva de diversidade biológica do mundo, o bioma Amazônia

6
corresponde a quase metade do território nacional, abrange os estados
brasileiros do: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima; parte de Rondônia,
Mato Grosso, Maranhão e Tocantins.
O clima dessa região é quente e úmido e sua densa vegetação é
caracterizada pela floresta amazônica com árvores de grande porte.
As estimativas situam a região como a maior reserva de madeira tropical
do mundo. Seus recursos naturais – que, além da madeira, incluem enormes
estoques de borracha, castanha, peixe e minérios, por exemplo – representam
uma abundante fonte de riqueza natu ral. A região abriga também grande
riqueza cultural, incluindo o conhecimento tradicional sobre os usos e a forma
de explorar esses recursos naturais sem esgotá-los nem destruir o habitat
natural.
Toda essa grandeza não esconde a fragilidade do ecossistema local,
porém. A floresta vive a partir de seu próprio material orgânico, e seu delicado
equilíbrio é extremamente sensível a quaisquer interferências. Os danos
causados pela ação antrópica são muitas vezes irreversíveis.
Ademais, a riqueza natural da Amazônia se contrapõe dramaticamente
aos baixos índices socioeconômicos da região, de baixa densidade
demográfica e crescente urbanização. Desta forma, o uso dos recursos
florestais é estratégico para o desenvolvimento da região.

7
4. BIOMA CAATINGA

A caatinga ocupa uma área de cerca de 844.453 quilômetros quadrados,


o equivalente a 11% do território nacional. Engloba os estados Alagoas, Bahia,
Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe
e o norte de Minas Gerais. Rico em biodiversidade, o bioma abriga 178
espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios,
241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na
região, a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver.
A caatinga tem um imenso potencial para a conservação de serviços
ambientais, uso sustentável e bioprospecção que, se bem explorado, será
decisivo para o desenvolvimento da região e do país. A biodiversidade da
caatinga ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins
agrossilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de
cosméticos, químico e de alimentos.
Típico do clima semiárido, localizado no sertão nordestino, a caatinga
apresenta uma vegetação arbustiva de médio porte, com galhos retorcidos e

8
folhas adaptadas para os períodos de secas. Os cactos são característicos da
Caatinga.
Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma
acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo
de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos
e indústrias, ao sobre pastoreio e a conversão para pastagens e agricultura.
Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma,
segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca
concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais
e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da
sua biodiversidade.
Em relação às Unidades de Conservação federais, em 2009 foi criado o
Monumento Natural do Rio São Francisco, com 27 mil hectares, que engloba
os estados de Alagoas, Bahia e Sergipe e, em 2010, o Parque Nacional das
Confusões, no Piauí foi ampliado em 300 mil hectares, passando a ter
823.435,7 hectares. Em 2012 foi criado o Parque Nacional da Furna Feia, nos
Municípios de Baraúna e Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, com
8.494 ha. Com estas novas unidades, a área protegida por unidades de
conservação no bioma aumentou para cerca de 7,5%. Ainda assim, o bioma
continuará como um dos menos protegidos do país, já que pouco mais de 1%
destas unidades são de Proteção Integral. Ademais, grande parte das unidades
de conservação do bioma, especialmente as Áreas de Proteção Ambiental –
APAs, têm baixo nível de implementação.

9
5. BIOMA CERRADO

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma


área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área
contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São
Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas.
Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias
hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata),
o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua
biodiversidade.
Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado
apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma
excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o
Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo,
abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma
grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de
espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos
são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os
números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150

10
espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido,
porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%,
respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio
de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.
Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social.
Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias
indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e
comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e
cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.
Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na
recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção
contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais
de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população
local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do Pequi (Caryocar
brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita
(Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado
(Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú
(Dipteryx alata).
Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de
extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram
em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem
no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado
é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com
a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a
produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo
esgotamento dos recursos naturais da região. Nas três últimas décadas, o
Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira.
Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente
predatória de seu material lenhoso para produ ção de carvão.
O clima predominante no cerrado é tropical sazonal, com períodos de
chuvas e de secas. Já a sua vegetação, é caracterizada por árvores de troncos
retorcidos, gramíneas e arbustos. Em geral, as árvores são de pequeno porte e
esparsas.

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6. BIOMA PANTANAL

O bioma Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas


contínuas do planeta. Este bioma continental é considerado o de menor
extensão territorial no Brasil, entretanto este dado em nada desmerece a
exuberante riqueza que o referente bioma abriga. A sua área aproximada é
150.355 km² (IBGE,2004), ocupando assim 1,76% da área total do território
brasileiro. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é
influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai.
O Pantanal sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros:
Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além disso sofre influência do bioma
Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da
Bolívia). Uma característica interessante desse bioma é que muitas espécies
ameaçadas em outras regiões do Brasil persistem em populações avantajadas
na região, como é o caso do tuiuiú – ave símbolo do Pantanal. Estudos indicam

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que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas: 263
espécies de peixes, 41 espécies de anfíbios, 113 espécies de répteis, 463
espécies de aves e 132 espécies de mamíferos sendo 2 endêmicas. Segundo
a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas
no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e algumas apresentam
vigoroso potencial medicinal.
Apesar de sua beleza natural exuberante o bioma vem sendo muito
impactado pela ação humana, principalmente pela atividade agropecuária,
especialmente nas áreas de planalto adjacentes do bioma. De acordo com o
Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros por Satélite – PMDBBS,
realizado com imagens de satélite de 2009, o bioma Pantanal mantêm 83,07%
de sua cobertura vegetal nativa.
Assim como a fauna e flora da região são admiráveis, há de se destacar a
rica presença das comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas,
os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e
Paraguai Mirim, dentre outras. No decorrer dos anos essas comunidades
influenciaram diretamente na formação cultural da população pantaneira.
O clima predominante é tropical continental com altas temperaturas e
chuvas, de verão chuvoso e inverno seco.
A vegetação do pantanal é marcada pelas gramíneas, árvores de médio
porte, plantas rasteiras e arbustos. O nome desse bioma remete às regiões
alagadiças presentes, ou seja, os pântanos.

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7. BIOMA MATA ATLÂNTICA

A Mata Atlântica ocupa a faixa litorânea de norte a sul do país. Assim, ela
engloba a totalidade de três estados brasileiros: Espírito Santo, Rio de Janeiro
e Santa Catarina; grande parte do Paraná e pequenas porções de onze
estados.
A Mata Atlântica é composta por formações florestais nativas (Floresta
Ombrófila Densa; Floresta Ombrófila Mista, também denominada de Mata de
Araucárias; Floresta Ombrófila Aberta; Floresta Estacional Semidecidual; e
Floresta Estacional Decidual), e ecossistemas associados (manguezais,
vegetações de restingas, campos de altitude, brejos interioranos e encraves
florestais do Nordeste).
Originalmente, o bioma ocupava mais de 1,3 milhões de km² em 17
estados do território brasileiro, estendendo-se por grande parte da costa do

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país. Porém, devido à ocupação e atividades humanas na região, hoje resta
cerca de 29% de sua cobertura original.
Mesmo assim, estima-se que existam na Mata Atlântica cerca de 20 mil
espécies vegetais (35% das espécies existentes no Brasil, aproximadamente),
incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.
Essa riqueza é maior que a de alguns continentes, a exemplo da América
do Norte, que conta com 17 mil espécies vegetais e Europa, com 12,5 mil.
Esse é um dos motivos que torna a Mata Atlântica prioritária para a
conservação da biodiversidade mundial.
Em relação à fauna, o bioma abriga, aproximadamente, 850 espécies de
aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes.
Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, a
Mata Atlântica fornece serviços ecossistêmicos essenciais para os 145 milhões
de brasileiros que vivem nela.
As florestas e demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são
responsáveis pela produção, regulação e abastecimento de água; regulação e
equilíbrio climáticos; proteção de encostas e atenuação de desastres;
fertilidade e proteção do solo; produção de alimentos, madeira, fibras, óleos e
remédios; além de proporcionar paisagens cênicas e preservar um patrimônio
histórico e cultural imenso.
O clima predominante é tropical úmido com altas temperaturas e índice
pluviométrico. A vegetação nesse bioma é marcada pela presença de árvores
de grande e médio porte, formando uma floresta densa e fechada.

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8. BIOMA PAMPA

O Pampa está restrito ao estado do Rio Grande do Sul, onde ocupa uma
área de 176.496 km² . Isto corresponde a 63% do território estadual e a 2,07%
do território brasileiro. As paisagens naturais do Pampa são variadas, de serras
a planícies, de morros rupestres a coxilhas. O bioma exibe um imenso
patrimônio cultural associado à biodiversidade. As paisagens naturais do
Pampa se caracterizam pelo predomínio dos campos nativos, mas há também
a presença de matas ciliares, matas de encosta, matas de pau -ferro, formações
arbustivas, butiazais, banhados, afloramentos rochosos, etc.
O clima é subtropical com as quatro estações do ano bem definidas e sua
vegetação é marcada pela presença de gramíneas, arbustos e árvores de
pequeno porte.
Além disso, esse bioma é constituído de amplas áreas de pastagens,
onde se desenvolvem grandes rebanhos.

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Por ser um conjunto de ecossistemas muito antigos, o Pampa apresenta
flora e fauna próprias e grande biodiversidade, ainda não completamente
descrita pela ciência. Estimativas indicam valores em torno de 3000 espécies
de plantas, com notável diversidade de gramíneas, são mais de 450 espécies
(campim-forquilha, grama-tapete, flechilhas, brabas-de-bode, cabelos de-porco,
dentre outras). Nas áreas de campo natural, também se destacam as espécies
de compostas e de leguminosas (150 espécies) como a babosa-do-campo, o
amendoim-nativo e o trevo-nativo. Nas áreas de afloramentos rochosos podem
ser encontradas muitas espécies de cactáceas. Entre as várias espécies
vegetais típicas do Pampa vale destacar o Algarrobo (Prosopis algorobilla) e o
Nhandavaí (Acacia farnesiana) arbusto cujos remanescentes podem ser
encontrados apenas no Parque Estadual do Espinilho, no município de Barra
do Quaraí.
A fauna é expressiva, com quase 500 espécies de aves, dentre elas a
ema (Rhea americana), o perdigão (Rynchotus rufescens), a perdiz (Nothura
maculosa), o quer-quero (Vanellus chilensis), o caminheiro-de-espora (Anthus
correndera), o joão-de-barro (Furnarius rufus), o sabiá-do-campo (Mimus
saturninus) e o pica-pau do campo (Colaptes campestres). Também ocorrem
mais de 100 espécies de mamíferos terrestres, incluindo o veado-campeiro
(Ozotoceros bezoarticus), o graxaim (Pseudalopex gymnocercus), o zorrilho
(Conepatus chinga), o furão (Galictis cuja), o tatu -mulita (Dasypus hybridus), o
preá (Cavia aperea) e várias espécies de tuco-tucos (Ctenomys sp). O Pampa
abriga um ecossistema muito rico, com muitas espécies endêmicas tais como:
Tuco-tuco (Ctenomys flamarioni), o beija-flor-de-barba-azul (Heliomaster
furcifer); o sapinho-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus atroluteus) e
algumas ameaçadas de extinção tais como: o veado campeiro (Ozotocerus
bezoarticus), o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), o caboclinho-de-
barriga-verde (Sporophila hypoxantha) e o picapauzinho-chorão (Picoides
mixtus) (Brasil, 2003).
O Pampa é uma das áreas de campos temperados mais importantes do
planeta. Cerca de 25% da superfície terrestre abrange regiões cuja fisionomia
se caracteriza pela cobertura vegetal como predomínio dos campos – no

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entanto, estes ecossistemas estão entre os menos protegidos em todo o
planeta.

9. CONCLUSÃO

Através de um estudo sobre os diversos Biomas brasileiros é possível


observar a riqueza da biodiversidade que existe no Brasil, abaixo está descrito
um resumo das principais características dos biomas brasileiros:
• o Brasil possui seis biomas de características distintas: Amazônia,
Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal;
• a Amazônia é o maior bioma do Brasil, abrangendo 60% do território
nacional;
• a Floresta Amazônica tem importante papel na regulação do clima e na
produção de oxigênio;
• o Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, caracterizado por
vegetação de savana. É também o mais ameaçado atualmente;
• originalmente, a Mata Atlântica cobria grande parte da costa brasileira,
mas desapareceu em diversas regiões do país;
• a Caatinga é formada por uma vegetação que se adapta à escassez de
água;
• o Pantanal é a maior planície alagável do mundo e tem uma
biodiversidade rica, com várias espécies de aves, peixes e mamíferos;
• os Pampas ficam no extremo sul do Brasil e apresentam temperaturas
subtropicais;
• todos esses biomas oferecem habitats diversos para uma variedade de
espécies, mas enfrentam ameaças como desmatamento, urbanização e até
mesmo mudanças climáticas;
• sua conservação é essencial para preservar a rica biodiversidade e os
ecossistemas brasileiros.

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10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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