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Evolução da Internet e seu Impacto

O documento aborda a evolução da Internet desde seus primórdios até 2005, destacando seu papel como uma rede global de comunicação e a crescente necessidade de criação de conteúdo online. A World Wide Web se tornou a aplicação mais utilizada, impulsionando o comércio eletrônico e a disseminação de informações. O texto também menciona a transição da ARPANET para a Internet e o crescimento exponencial do número de usuários e servidores Web ao longo dos anos.

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Evolução da Internet e seu Impacto

O documento aborda a evolução da Internet desde seus primórdios até 2005, destacando seu papel como uma rede global de comunicação e a crescente necessidade de criação de conteúdo online. A World Wide Web se tornou a aplicação mais utilizada, impulsionando o comércio eletrônico e a disseminação de informações. O texto também menciona a transição da ARPANET para a Internet e o crescimento exponencial do número de usuários e servidores Web ao longo dos anos.

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FRONTPAGE 2002 / XP

João Carlos de Noronha Xavier Simões


2005
1.1 - INTRODUÇÃO

A Internet é simultaneamente:
– uma rede de redes de computadores (a maior do mundo), onde as comunicações se
processam através de pacotes, utilizando o protocolo TCP/IP (Transmission Control
Protocol / Internet Protocol);
– uma infra-estrutura para emissão e disseminação de informação através do mundo
inteiro;
– um meio que suporta a colaboração entre pessoas e seus computadores
independentemente da sua localização geográfica.

A Internet entrou no dia-a-dia das pessoas como uma forma globalmente acessível de
comunicar. Como anteriormente tinha acontecido com outras formas de comunicação,
como o telefone ou o telex, é hoje possível a comunicação na Internet em qualquer
parte do mundo. Este facto, associado ao baixo custo e fácil utilização da Internet, tem
motivado um aumento exponencial do número de utilizadores, sendo hoje um dos
meios de comunicação e de procura de informação mais utilizados.
No mundo da Internet, a World Wide Web afirmou-se como a aplicação de mais
comum utilização, a par do correio electrónico. Desta forma, muitos utilizadores
sentem hoje necessidade de criar conteúdos para disponibilizar online para consulta
por parte de clientes ou simplesmente como forma de comunicação para uma
comunidade. Dai que seja hoje muito importante, para além do simples acesso a
Internet que se enraizou em boa parte das pessoas, a capacidade de poder criar
paginas WWW, sejam elas pessoais ou institucionais, sejam para divulgar pequenos
negócios ou para manifestar um interesse ou uma opinião.

Antecedentes e evolução da Internet

1961: Leonard Kleinrock (MIT) publica o primeiro artigo sobre comunicações utilizando
comutação de pacotes, e convence o seu colega Lawrence G. Roberts das vantagens
deste método em relação à comunicação por comutação de circuitos.
1962: J.C.R. Licklider (MIT) apresenta a visão de uma "rede galáctica" de
computadores interligados que permitissem o acesso rápido a programas e dados a
partir de qualquer local.
1967: Lawrence G. Roberts (agora no DARPA = Defense Advanced Research Projects
Agency) desenvolve o conceito de rede de área alargada e publica o plano para a
ARPANET
1968: Refinada a especificação da ARPANET, a empresa BBN (Frank Heart, Bob
Kahn) concebe os comutadores de pacotes (IMP) em que se baseia a ARPANET.
1969: 1º host da ARPANET na UCLA (Kleinrock),seguido do nó da U. Stanford
(Engelbart). 1ª mensagem, de UCLA para Stanford. Seguiram-se UC-Santa Barbara e
a U. Utah.
1972: Bob Kahn demonstra com sucesso a ARPANET na Intemational Computer
Communication Conference.
1972: March Ray Tomlinson (BBN) desenvolve o e-mail “na clandestinidade” para
facilitar a comunicação entre aqueles que desenvolviam a ARPANET.
1973: Vincent Cerf (Stanford) e Bob Kahn (BBN) criam o protocolo TCP/IP, para
permitir o internetworking (uma arquitectura de redes aberta, à qual se pudesse ligar
qualquer tipo de rede). O TCP/IP baseia-se em quatro regras fundamentais:
– Qualquer rede se pode ligar à Internet sem necessidade de alterações internas.
– As redes ligam-se através de gateways que fornecem as adaptações necessárias.
– Retransmissão de pacotes na eventualidade de erros.

2
– Ausência de administração ou controlo centralizado.

1983 (1 Janeiro): A ARPANET (então com ±1000 hosts) passa a adoptar o protocolo
TCP/IP. Na sequência desta transição há uma cisão: a MILNET (fins militares) separa-
se da ARPANET e esta última passou a chamar-se Internet.
Agências federais tais como a NSF (em 1986) passam a financiar os custos da infra-
estrutura da Internet. finais 1980s: abertura da Internet a empresas comerciais e início
de investimentos privados em infra-estruturas para a Internet (PSI, UUNET, CO+RE,
...)
1987: Barreira dos 10 000 hosts é ultrapassada.
1989: Barreira dos 100 000 hosts é ultrapassada.
1993: Marc Andreesen (estudante no NCSA, U. Illinois) constrói e distribui com
enorme sucesso o primeiro browser gráfico, o Mosaic, permitindo novidades como
visualizar texto formatado, ver imagens no meio de um texto, fazer scroll, ou navegar
clicando em hiperligações. Quando acabou o curso fundou uma empresa que viria a
lançar o Netscape.
1991: Criação da Internet Society
1992: Barreira dos 1 000 000 hosts é ultrapassada.
1995: Privatização completa da Internet, quando a NSF deixa de financiar o seu
Backbone.
1995: Barreira dos 10 000 000 hosts é ultrapassada.
A Internet como uma nova forma de fazer negócios.
• Janeiro 2003: 171 milhões de hosts;
• Janeiro 2005: 3185 milhões de hosts (fonte: ISC).

A tendência que se verifica desde 1993 de um crescimento exponencial do número de


servidores Web continua a verificar-se nos nossos dias, sem indícios de que possa
parar.

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No inicio do ano 2001 o mercado de servidores WWW estava dividido entre alguns
grandes nomes. A tabela seguinte mostra alguns dados estatísticos:

O principal produto de software utilizado na Internet para cumprir a função de servidor


Web é o Apache e pertence a categoria do software Open Source, ou seja, de
utilização gratuita e com livre acesso ao código que o implementa. A tendência tem-se
ampliado ao longo dos anos, à medida que se assiste a um lento declínio das soluções
proprietárias (pagas) da Netscape e da Microsoft. Claro que em termos absolutos,
todos os fabricantes tem expandido o seu negócio graças ao grande crescimento no
numero de sites.

O grande crescimento da oferta de conteúdos Web provocou uma verdadeira explosão


no consumo de informação WWW. Naturalmente que o crescimento do número de
clientes WWW acompanhou de perto esta tendência, embora á escala das dezenas de
milhões de utilizadores.

Em termos do número de maquinas ligadas, passou-se de 1 milhão em 1992 para


mais de 10 milhões em 1996, e ultrapassaram os 43 milhões em 1999 ( estes
números são meras estimativas, ninguém sabe quantos utilizadores acedem a
Internet). Hoje a Internet e um gigantesco espaço de comunicação que cobre todo o

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planeta e a que estão ligadas varias centenas de milhões de pessoas. O trafego
WWW é o mais procurado, pelo que grande parte das inovações tecnológicas que tem
sido introduzidas na rede tem estado ligadas a Web: o JAVA, o JavaScript, o ActiveX,
o VBScript, as linguagens de scripting de servidor (ASP e PHP por exemplo), as
transações seguras, o RealAudio, o Shockwave, o VRML, o VDO, etc. A maioria
destas tecnologias apareceram entre 1995 e 1997, tendo sofrido múltiplas evoluções
que lhes deram a possibilidade de hoje serem usadas a escala mundial.
Assiste-se também a uma grande proliferação de conteúdo multimedia, com as
necessárias consequências no aumento de trafego. Em termos mundiais, verifica-se
uma fortíssima concentração de tecnologias Internet na Europa e nos Estados Unidos
(que sozinhos detêm 50% das infra-estruturas da Internet), espalhando-se, contudo,
por quase todos os países. Apesar disso, já se inverteu a tendência, havendo hoje
uma Internet de maior dimensão fora dos Estados Unidos, que mantém, contudo, a
maior parte do seu controlo ( os organismos mais representativos da Internet mundial
estão lá).
Em muitos países do mundo, apesar de ainda não haver uma presença significativa
em termos de tecnologia Internet, existe pelo menos alguma forma de acesso (muitas
vezes realizada via um operador de um outro pais). Não é exagero afirmar que a
Internet cobre todo o planeta e está acessível em todos os países do mundo. O
crescimento das taxas de acesso a Internet em todo o mundo segue a mesma
tendência exponencial que vimos para o mundo WWW, não sendo previsível que haja
um abrandamento. O trafego nos principais backbones da Internet tem hoje níveis
muitíssimo elevados, porque, para alem do crescimento no número de utilizadores,
verificou-se também o aumento das aplicações «devoradoras» de banda: voz, vídeo,
etc.

De entre as aplicações que hoje existem na Internet, a World Wide Web é, sem
duvida, a mais popular. Naturalmente que não passou despercebido ao universo
empresarial o facto de, a partir de 1994, um conjunto crescente de milhões de pessoas
estar a navegar na Web. Começaram a surgir publicidade, promoção e informação de
produtos e serviços, e depois vendas directas na Web. Dai até a colocação de novos
serviços e funcionalidades sobre a Web foi um pequeno passo, ao ponto de hoje ser
banal fazer transferencias de dinheiro ou entregar o IRS via Internet.
O aparecimento do JAVA, de server scripting languagens e de outras tecnologias
relacionadas tomou possível a construção de aplicações complexas, baseadas em
sistemas de informação que usam a WWW, fornecendo toda a espécie de serviços.
Hoje em dia, existe um universo de publico muito alargado com acesso a Internet. As
instituições tem gradualmente acordado para as vantagens da utilização da World
Wide Web, criando uma panóplia de aplicações, serviços e informações.

• As Universidades e as instituições de investigação - Foram as primeiras a


ter sites na Web, em que divulgavam informação geral sobre as respectivas
instituições.

• As empresas de serviços - A Web tem um potencial enorme nesta área para


distribuição e venda de software, para transferencia de dados e de software,
para acesso via WWW a aplicações especificas e a bases de dados, e também
para a construção de repositórios de informação técnica para apoio aos
clientes.

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• As entidades governamentais - Utilizam hoje bastante a Internet,
especialmente como veiculo de informação e também com algumas aplicações
interessantes (tal como a entrega do IRS via WWW, que já e possível em
Portugal desde 1997).

• As empresas comerciais - Começaram primeiro por ter sites com informação


comercial ou de natureza publicitária, tendo evoluído também para esquemas
de vendas via WWW (lojas) ou de recolha de dados dos potenciais clientes.

• Para as organizações em geral - A Web e um veiculo privilegiado para a


difusão de informação. Uma vez que ninguém controla a Internet, todo o
género de organizações a pode usar. Exemplos bem esclarecedores são o Ku
Klux Klan, os grupos neo-nazis, os grupos terroristas, as seitas religiosas, etc.
Dadas as naturais dificuldades ( e os riscos) de fazer distribuir informação,
estes grupos, alguns deles ilegais, optam por usar a Internet como a forma
ideal de o fazerem.

• Para as empresas em geral - Distribuição de informação técnica ou comercial,


venda de informação ou de produtos, simples marketing. Esta tem sido, desde
há bastante tempo, a principal utilização que muitas empresas fazem da Web.
A Internet é, habitualmente, encarada com uma extensão da imagem de uma
empresa, razão pela qual aparecem sites com uma qualidade cada vez mais
cuidada, fazendo florescer os negócios de Web Design.

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• Para o publico em geral - As home pages pessoais tem crescido bastante em
numero na Web. Nestas, os utilizadores colocarão todo o tipo de informação,
conforme o seu gosto pessoal. Existem paginas dedicadas aos mais variados
assuntos, algumas delas com informação muito relevante para o publico em
geral. Hoje em dia, é possível publicar informação WWW (não comercial) sem
custos, num dos muitos locais que disponibilizam alojamento WWW gratuito.

Tem havido alguma polémica em torno da permissividade que existe na Internet a


difusão de material pornográfico, pedófilo, racista, violento ou simplesmente
extremista, como o exemplo da figura seguinte.

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Felizmente tem sido preservada a liberdade de expressão na Net. Algumas tentativas
de abafar determinados sites (mesmo por parte de governos!) têm fracassado, devido
a desregulamentação que ainda grassa na Internet. E extremamente fácil, seja para
quem for, colocar os seus pontos de vista, quaisquer que eles sejam, em qualquer
ponto da Net. Basta que exista alguém disposto a aloja-los...

De qualquer forma, tem havido algum esforço no sentido de classificar algum do


conteúdo (especialmente o de natureza violenta ou pornográfica), por forma a torna-lo
inacessível a crianças, por exemplo (algo muito difícil de implementar e que exige a
utilização de standards nos vários browsers que os utilizadores da Internet usam para
aceder a informação ).
Com todos estes grupos representados na WWW, não admira que tenham surgido
locais com informação e serviços muito importantes para o publico. Um dos casos de
sucesso meteórico na utilização da Web ocorreu com uma empresa americana de
venda de livros: a Amazon. O mundialmente famoso site do endereço
[Link] tomou-se na maior livraria on-line do mundo e num dos
maiores sucessos da Bolsa de Wall Street, mesmo sem dispor de uma única loja
física.
O negócio da Internet e do comercio electrónico que se pode colocar em cima dela é
sobretudo uma questão de uma boa imagem e de uma logística adequada de suporte
(facilmente um pequeno negócio se torna global se as coisas correrem bem na
Internet).
Contudo, a grande maioria das empresas ainda coloca informação na Web de
natureza meramente informativa ou de marketing. Em muitos casos, e por não haver
uma ligação Internet a funcionar na empresa, é feita a opção de hospedar as páginas
WWW num dos operadores Internet ou em empresas de alojamento.

1.2. Internet. Intranets e World Wide Web

Em termos muito gerais, a Internet não é uma rede, mas sim um conjunto de redes.
Existem a nível mundial varias redes que servem de suporte ao tráfego que circula
entre as redes dos múltiplos fornecedores de acesso que existem.
Há alguns anos atrás, a conectividade geral existia na Internet mediante a existência
de acordos entre as muitas entidades que detêm as redes e que deixavam que, de
forma gratuita, o tráfego TCP/IP fluísse através das suas infra-estruturas, na condição
de que outros fizessem o mesmo. Hoje em dia, é para protecção dos grandes
investimentos que os grandes operadores fazem nos seus backbones TCP/IP, a
mesma garante-se através de contratos comerciais de troca de tráfego Internet entre
entidades de dimensão semelhante ou, então, com recurso a compensações
financeiras.
A única coisa que caracteriza a Internet de facto são os protocolos TCP/IP , porque em
termos de infra-estruturas, meios, maquinas, sistemas operativos e software existe um
pouco de tudo !
As entidades que fornecem o serviço são os chamados Internet Service Providers
(ISP). Estas entidades criam os chamados backbones de acesso que ligam a Internet

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(através de um grande fornecedor de serviço - NSP / lAP ou Network Service Provider
/ Internet Access Provider -que faz o mesmo que o seu cliente, mas a larga escala - ou
através de uma ligação a uma ou a várias das entidades detentoras de um backbone
Internet). Note-se que a rede de acesso do ISP se destina somente a garantir a
circulação do tráfego dos clientes que este serve e não está normalmente acessível
aos restantes utilizadores da Internet. Contudo, os ISP’s estabelecem entre si os
chamados acordos de peering, em que fazem ligações uns aos outros para permitir a
troca de trasfego entre os clientes de uns e de outros.
A nível mundial, a Internet funciona assim. Uma enorme mistura de entidades e redes,
com acordos específicos entre elas e que na prática ligam quaisquer duas máquinas
ligadas a um qualquer fornecedor de acesso.
No entanto, devido a grande popularidade que as tecnologias Internet tiveram,
começou a generalizar-se no universo das empresas a utilização deste tipo de meios.
Nasceram assim muitos milhares de redes que utilizam tecnologia e meios em tudo
idênticos aos utilizados na Internet, mas acessíveis somente dentro das organizações
(uma espécie de Internets privadas). Estas redes denominam-se Intranets.
Também começaram a surgir ligações TCP/IP especificas que interligam as empresas
e os seus clientes ou fornecedores, mas que não estão acessíveis a partir da Internet
exterior, são as vulgarmente conhecidas por Extranets .
Todas estas palavras, mil vezes repetidas em artigos e livros por todo o mundo,
traduzem na verdade uma só realidade tecnológica: um conjunto de maquinas
denominadas servidoras (que contem a informação a consultar), um numero muito
mais vasto de maquinas clientes e o protocolo TCP/IP utilizado nos acessos. O que
distingue uma Intranet de uma Extranet ou da Internet propriamente dita e somente
uma questão de topologia de rede, acessos e endereçamento.

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Em ternos WWW , a questão põe-se da mesma forma. Uma entidade pode construir
paginas WWW para visualização interna a organização ( colocada num servidor WWW
interno) ou para visualização na Internet exterior. Em termos tecnológicos não há
nenhuma diferença, contudo, e na pratica, os sites WWW internos representam a
maior parte das vendas de tecnologia WWW dos fabricantes.

Para acesso a uma pagina WWW (quer seja Internet ou Intranet), o utilizador vai
empregar um browser WWW que funciona como cliente em relação ao servidor WWW.
A comunicação e feita em TCP/IP, mas sobre este é utilizado um protocolo de alto
nível denominado HTTP (Hipertext Transfer Protbcol).

As páginas WWW são construídas numa linguagem denominada HTML (Hipertext


Markup Language), que é interpretada pelo browser WWW cliente.
Em termos de endereçamento na Web, utiliza-se o chamado URL (Universal Resource
Locator) como nome de acesso para um determinado servidor e para uma
determinada página. Este tem o seguinte formato:

http:llwww .dominio.dominio_topo/directório

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Consoante a estrutura lógica do servidor WWW, assim temos URLs mais ou menos
complicados. No mundo empresarial, e costume identificar-se a home page (página
principal) de uma empresa ou entidade por um URL simples, do tipo:

[Link] .empresa.dominio_topo

(dominio_topo e algo como “.com”, “.net”, “.org”, para os domínios gerais mais
utilizados, ou então um domínio nacional como “.pt”, “.br”, “.uk”, etc. ).
A simplicidade das soluções e o seu baixo custo são dois dos factores que levam a
que o numero de sites WWW não pare de crescer. E também por estas razoes que um
numero significativo de empresas colocou o seu sistema de informação interno sobre
tecnologias deste tipo.
Muitas outras optam por alojar os seus sites em empresas que prestam serviços de
alojamento, uma forma bastante económica e fiável de colocar presença na Web.
Qualquer que seja a motivação que leve o leitor a produzir paginas WWW (para uso
pessoal, para publicação na Internet de tema pessoal, para publicação na Internet de
assuntos de empresa ou para uso numa Intranet ou Extranet), os processos ( e as
ferramentas de software) que utilizar poderão ser os mesmos, devido ao facto de
estarmos perante uma base tecnológica comum.

Qualquer que seja o cenário de alojamento que seja utilizado, e para uma fácil gestão
do site que for criado, é essencial a utilização de uma boa ferramenta de edição de
sites. De entre os muitos programas que existem no mercado para este fim, o
FrontPage destaca-se pela sua simplicidade e eficácia na gestão de sites, mesmo de
alguma dimensão. Pode ser utilizado qualquer que seja a configuração de alojamento
que seja prevista para o site, mas algumas funcionalidades funcionam somente com
soluções de alojamento Microsoft. De qualquer forma, nada impede que o leitor o
utilize com soluções de alojamento Apache, Netscape ou outras, pelo contrario, tal
será um incentivo para a criação de conteúdos Web que sejam o mais standard
possível.

Endereços na Internet

• Cada host possui um endereço IP,

• Tradicionalmente os endereços IP têm 32 bits, o que é limitativo e obriga a


artifícios como o uso de endereços dinâmicos. Na versão IP6, os endereços
são de 128 bits.
• Domain Name System (DNS), inventado por Paul Mockapetris, permite um
mecanismo hierárquico para converter nomes (e.g. [Link]) em
endereços IP.

• Sufixos de domínios da Internet:


– .com, .net, .gov, .org, .mil, .edu, … (genéricos)
– .pt, .es, .fr, … (países)

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• Ranking de domínios N1 (Janeiro 2005, fonte:ISC)
1º .net 10º .au
2º .com 11º .uk
3º .jp 12º .br
4º .it ...
5º .edu 26º .es
6º .arpa ...
7º .nl 36º .tr (Turquia)
8º .de 37º .sg (Singapura)
9º .fr 38º .pt (605 mil hosts)

1.3 - FrontPage 2002

O leitor iniciado nas tarefas de constru9aO e manuten9ao de pciginas WWW poderli


utilizar qualquer um dos muitos produtos de edi9aO WWW existentes na Internet e no
mercado, alguns dos quais gratuitos. Contudo, se se entregar a tarefa de gerir um
conjunto de pciginas com algum volume e complexidade, descobrirci rapidamente que
tem pela frente uma tarefa dificil e trabalhosa, se nao encontrar um metodo de trabalho
que the permita gefir as sucessivas mudan9as a que as pliginas Web estao
constantemente sujeitas e se nao se munir das ferramentas indispensciveis a uma
gestao profissional de um site WWW.
Mesmo que se entregue a tarefa de gestao de um site pessoal em que pretenda
efectuar frequentes altera9oes (a unica forma de o manter vivo ), descobrirci
rapidamente que uma ferramenta bcisica de edi9aO WWW nao the chega. O
FrontPage e, sem duvida, uma das respostas mais adequadas a este problema, com a
vantagem acrescida de que ele ate vem incluido no pacote do Office XP .
O FrontPage e, de facto, uma das ferramentas de software mais adequadas para
exercer com eficcicia as tarefas de Webmaster (gestor de um site WWW) e Web
designer ( desenhador de pliginas Web ). O facto de se tratar de uma aplica9aO muito
poderosa para a edi9aO e manuten9ao de sites WWW, aliado a extrema simplicidade
da sua utiliza9aO, trouxe uma enorme popularidade a este produto, transformando-o
no principal programa de edi9aO de pciginas WWW dos dias de hoje.
A cria9ao de uma pcigina www e uma tarefa bastante simples, como teremos ocasiao
de ver e experimentar .Contudo, a cria9ao de um site WWW envolve habitual mente a
elabora9aO de uma estrutura de ficheiros, com links a apontar para pliginas e recursos
locais e remotos. Num con junto vasto de pciginas, e ap6s alguma manuten9ao, e
inevitcivel come9ar a haver algumas incoerencias.
O leitor nao precisarci de navegar muito na Web para encontrar links para pciginas (ou
recursos) quejci nao existem ou que mudaram de nome ou de local!
Estas situa9oes sao mais fciceis de acontecer do que o leitor provavelmente ima- gina,
devido a natureza permanentemente mutante da Web e mais recentemente gra9as a
prolifera9aO de conteudos dinamicos que residem em bases de dados.
Mesmo em casos de recursos intemos, imagina-se que a mudan9a de um nome ou de
um ficheiro de um direct6rio para outro gera facilmente situa9oes deste tipo, visto ser
necessario, por vezes, modificar em vcirios locais a designa9ao do recurso alterado.

12
A tarefa de manutenc;:ao de um site WWW e assim bastante importante. Nao so
porque um conjunto de paginas devera ser considerado sempre em construc;:ao (um
site que nao evolui dificilmente continuara a manter as visitas dos seus clientes), mas
tambem porque e vulgar a existencia de alterac;:5es nos linkS’ constantes das
paginas, pelo que e necessario manter sempre a maior coerencia da informac;:ao
disponivel.
O FrontPage (actualmente na versao 2002) e um produto de edic;:ao de paginas
WWW, mas que permite tambem fazer a gestao da propria estrutura do site, ou seja,
do conjunto das paginas WWW. A partir do mesmo ambiente integrado, pode ser
construida e mantida a estrutura e o desenho das paginas, bem como testar em
qualquer altura a integridade do conjunto de paginas (incluindo os linkS’ para o
exterior).
A Microsoft optou por colocar funcionalidades de edic;:ao WWW nos varios produtos
da familia Office, que ate podem ser utilizadas para a edic;:ao de paginas, mas o leitor
devera perceber que estas e as facilidades do FrontPage sao duas realidades
distintas, para aplicac;:5es distintas e utilizac;:5es diferentes. Os tradicio- nais
produtos da familia Office podem funcionar como editores de paginas www como
extensao das suas funcionalidades basicas de edic;:ao de documentos. Para alem de
resolverem os problemas de edic;:ao www de muitos utilizadores de paginas
individuais e de pequenos sites, fazem parte da estrategia da Microsoft de aproximar o
mundo da Internet e do ambiente Windows .
la o FrontPage e um produto so vocacionado para a construc;:ao e manutenc;:ao de
sites WWW e nao tem qualquer outra finalidade. O seu publico alvo sao os
profissionais da Web e todos aqueles que gerem paginas WWW com alguma
complexidade, embora obviamente seja perfeito para qualquer utilizador, dada a
simplicidade do seu funcionamento.
O FrontPage 2002 e um produto que inclui uma serie de funcionalidades do maior
interesse para os seus utilizadores. De entre elas, destacam-se algumas mais
importantes:

.Esquema grcifico de disposi<;ao organizativa das pciginas ( com varias modali-


dades ), O que toma muito simples a gestao do site.

.Mecanismos autom<iticos de teste dos links que o site contem.

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.Excelente editor www que pennite a coloca<;ffo de texto, imagens e objectos
multimedia de fonna transparente, dispensando a necessidade de conhecimento
da linguagem HTML.

.Funcionalidades que se podem adicionar aos servidores WWW para assim


conseguir uma integra<;ao perfeita entre o produto de gestao e edi<;ao, e o
servidor propriamente dito.

Ao longo das paginas dos capitulos que se seguem serao descritas estas e outras
funcionalidades, com alguns exemplos praticos. O leitor ira certamente ficar
surpreendido com a grande facilidade com que pode ser criado e mantido um site
WWW com o FrontPage 2002 e, ao mesmo tempo, com o facto de ter a sua
disposiyao formas simples e praticas ( algumas com alguns cliques de rato) de criar
paginas que antigamente levariam muito tempo e paciencia para produzir!

No proximo capitulo teremos jli ocasiao de construir um pequeno site, que o leitor e
encorajado a experimentar, e verificar por si proprio que em cinco minutos pode
construir um pequeno site para a Internet...

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