Hanseníase/lepra
O que é a hanseníase?
infecto contagiosa crônica. podendo permanecer nos organismos por vários anos
Essa doença gera várias incapacidades, em especial nas mãos, pés e olhos, destruindo tecidos,
podendo inclusive levar a óbito. A mão pode ficar em garra, pois ocorre uma desnervação, causado
pela atrofia dos músculos. O mesmo pode ocorrer com os pés;
cura e com tratamento 100% gratuito pelo SUS.
Doenças tropicais negligenciadas, e prevalece em áreas em que a população vive em situações de
vulnerabilidade socioeconômica, com dificuldades de acesso aos serviços de saúde.
Quem adoece?
Qualquer pessoa
Não é doença genética, mas existem questões genéticas que aumentam a chance de ao entrar em
contato com a bactéria, adoecer.
Todo paciente com hanseníase transmite a doença? Não. Com remédio diminui drasticamente
Quando suspeitar de hanseníase?
Há manchas na pele, mas elas são diferentes de outras manchas. Elas não grudam o suor, o local
possui anidrose,
Menos pelo
Menor sensibilidade Atinge neurônico periféricos
Como confirmar a doença? Avaliação clinica
O que são as reações hansênicas?
Quando se entra em contato com a bactéria que causa a hanseníase, o corpo desencadeia uma
resposta inflamatória e imunológica, p
Pode ocorrer em qualquer fase
As reações podem acontecer durante a fase da doença, após o início do tratamento ou em qualquer
fase da situação da doença. Tem relação com a formação de nódulos nos locais da mancha ou a
mancha fica mais escura, novas manchas
Como tratar a hanseníase?
3 medicamentos: dapsona, clofazimina e rifampicina.
O tratamento é feito em dois períodos, um grupo por seis meses, classificado como paucibacilar, e o
outro grupo por 12 meses, classificado como multibacilar
outros exames, como a baciloscopia, que é coletada da linfa do lóbulo da orelha.
Como proceder com os contatos dos pacientes com
hanseníase?
Quando uma pessoa fecha o diagnóstico de hanseníase, deve-se verificar o contato social e o
contato domiciliar.
caso não esteja com a doença ativa, fazer o tratamento profilático, com a vacina BCG.
Como prevenir a hanseníase?
A hanseníase é uma doença transmissível pela fala, mas quando a pessoa começa o tratamento, já
cessa a transmissão.
O contato também precisa ser prolongado para que haja o desencadeamento da doença.
Não é necessário o isolamento, nem mesmo lactante, uma vez que iniciado o tratamento, cessa a
transmissão.
Como prevenir e tratar as incapacidades e
deformidades físicas?
Não é possível reverter
Qual é a importância do ACS no controle da
hanseníase?
TDO, tratamento diretamente observado, sendo aplicado tanto à tuberculose, quanto à hanseníase,
devendo haver o monitoramento para verificar se o paciente está fazendo adequadamente o
tratamento.
Ajudar também em um diagnóstico precoce, ajude no tratamento e a busca ativa de faltosos
Papel do ACS no combate a hanseníase
• Orientar para comparecimento a consulta médica
• Encaminhamento para diagnóstico precoce;
• Faltosos
• Fazer supervisão da dose medicamentosa, em domicílio (TDO).
• Combate ao estigma
• Estabelecer relações entre as condições de vida - pessoa com sistema imunológico preservado terá menos
chances de adquirir a doença;
• Busca ativa de todos os contatos domiciliares de pacientes com diagnóstico confirmado;
• orientar lubrificação do olho e nariz, hidratação da pele, exercícios das mãos e pés, usar calçados
confortáveis;
• Sigilo do diagnóstico, em razão da relação separatista, por questões culturais
SOBRE
• Agente etiológico: Mycobacterium Leprae – BACTERIA
• Incubação: 2- 7 anos - ENTRA NO SEU CORPO HÁ MUITOS ANOS ATRAS, MAS SURGE DPS
• Notificação semanal SINAN – Não é imediato, Só notifica quando fecha o diagnosstico
• Classificação: Classificação: paucibacilar (até 5 lesões, com baciloscopia negativa) e multibacilar (6 ou mais
lesões ou baciloscopia positiva);
• Sintomas: manchas, queda de cabelo, infiltração, perda da sensibilidade, diminuição da força,
espessamento de nervos, edema, alterações nos olhos.
• Diagnóstico: clínico e exames
• Transmissão: respiratória
• Precaução: padrão, não sendo necessário uso de máscara, uma vez que o paciente, ao internar, estará em
tratamento, cessando a transmissão;
Hanseníase – Agente etiológico
• Agente etiológico: Mycobacterium Leprae (parasita intracelular - BAAR);
• Com a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta infectividade), embora poucos adoeçam
(baixa patogenicidade), o M. leprae atinge principalmente a pele e os nervos periféricos.
• Única espécie de microbactéria que infecta nervos periféricos (células de Schwann
• Esse bacilo não cresce em meios de cultura artificiais, ou seja, não é cultivável in vitro.
Hanseníase - Modo de transmissão
• O homem é reconhecido como a única fonte de infecção.
• Transmissão: paciente MB, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior, infectando outras
pessoas suscetíveis.
• A via de eliminação do bacilo pelo doente são as vias aéreas superiores (mucosa nasal e orofaringe), por
meio de contato próximo e prolongado
Hanseníase Período de incubação e
transmissibilidade
• Período de incubação: dois a sete anos (média), não obstante haja referências a períodos inferiores a dois
e superiores a dez anos.
• Período de transmissibilidade: As pessoas com a forma MB, constituem o grupo contagiante, mantendo-se
como fonte de infecção enquanto o tratamento específico não for iniciado. Os doentes com poucos bacilos
– paucibacilares (PB) – não são considerados importantes como fonte de transmissão da doença, devido à
baixa carga bacilar
Classificação operacional
paucibacilar e multibacilar.
• Paucibacilar possui menos de 5 lesões, havendo dois subtipos de hanseníase, indeterminada e
tuberculóide.
– Indeterminada: início da doença, lesão única clara, bordas não elevadas, hipoestesia, mais comum em <
10 anos. Praticamente todos os doentes com hanseníase passaram por essa fase. Não há comprometimento
nervoso ou insensibilidade. Trata-se da fase inicial e menos grave da doença.
– Tuberculoide: sistema imune, manchas elevadas, bordas grosas, elevadas e uma ferida granulada no
centro, uma ferida aberta.
• Multibacilar possui mais de 5 lesões, havendo dois subtipos de hanseníases, dimorfa e virchowiana.
– Dimorfa ou bordeline: manchas esmaecidas na borda, não há bordas elevadas, espessamento de nervos
(70% casos) e múltiplas lesões.
– Virchowiana: mais grave e mais contagiosa. Madarose (queda de pelos das sobrancelhas e cílios),
infiltração, poros dilatados, hansenomas (caroços duros, nódulos), em homens pode haver azoospermia
(infertilidade pela alteração na produção dos espermatozoides), orquite (inflamação dos testículos) e
ginecomastia (crescimento das mamas em homens). Nariz e olhos secos. Envolve órgãos internos.
Basta haver a baciloscopia positiva na linfa para chamar de multibacilar.
Hanseníase Suscetibilidade e imunidade
• 90% da população tenham defesa natural que confere imunidade contra o M. leprae;
• A suscetibilidade ao bacilo tem influência genética., sendo o domicílio importante espaço de transmissão
da doença.
• Hanseníase tuberculoide: alta resistência à infecção pelo bacilo; há manifestações em relação à
exacerbação da resposta imunocelular (machucados com bordas), com limitação de lesões, formação de
granuloma bem definido e destruição completa dos bacilos.
• Hanseníase virchowiana: alta suscetibilidade, na qual há uma deficiência da resposta imunocelular, com
excessiva multiplicação de bacilos e disseminação da doença para o tecido nervoso e vísceras.
Hanseníase – Complicações
Exames
• Baciloscopia- raspado ID
• Biopsia de pele
• Avaliação da sudorese
• Avaliação da capacidade física (olhos, mãos e pés)
SINTOMAS
manchas esbranquiçadas (hipocrômicas), acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade
ao calor e/ou dolorosa, e/ou ao tato; Formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que
evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber; Pápulas, tubérculos e nódulos
(caroços), normalmente sem sintomas; Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente
nas sobrancelhas (madarose); Pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no locaL
TRATAMENTO
Hanseníase – Tratamento
PAUCIBACILAR Duração: 6 doses.
Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada. Critério de alta: o tratamento
estará concluído com 6 doses supervisionadas em até 9 meses. Na última dose do tratamento, realizar o
exame dermatológico, a avaliação neurológica simplificada e a avaliação do grau de incapacidade física, e
dar alta por cura.
MULTIBACILARES (MB) Duração: 12 doses.
Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada. Critério de alta: o tratamento
estará concluído com 12 doses supervisionadas em até 18 meses. Na última dose do tratamento, realizar o
exame dermatológico, a avaliação neurológica simplificada e a avaliação do grau de incapacidade física, e
dar alta por cura
Hanseníase – Tratamento (Adulto)
Rifampicina: dose mensal de 600mg (2 cápsulas de 300mg) com administração supervisionada (COM O
AGENTE)
Clofazimina: dose mensal de 300mg (3 cápsulas de 100mg) com administração supervisionada e uma dose
diária de 50mg autoadministrada
Dapsona: dose mensal de 100mg (1 comprimido de 100mg) supervisionada e uma dose diária de 100mg
autoadministrada
COR DA URINA
Reações hansênicas
• processos imunológicos, que levam a inflamações, que podem se manifestar antes, durante ou após o
final do tratamento da hanseníase.
• Estas manifestações podem ser caroços no corpo, inchaço, vermelhidão, acompanhados ou não de febre,
dor nas juntas, neurite (inflamação no nervo), mal estar generalizado. Podem se manifestar também através
do inchaço, infiltração (espessamento) e vermelhidão das lesões pré-existentes, acompanhadas ou não de
neurites
Realizar a investigação epidemiológica de contatos
Avaliação dermatoneurológica ao mínimo 1x/ano, por pelo menos 5 (cinco) anos
Independente se for ou – paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB)
Contato domiciliar – resida ou residio, conviva – nos últimos cinco anos anteriores do diagnóstico
Contato social – contato de forma próxima e prolongada
Vacinação BCG para os contatos sadios, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da
avaliação, independentemente de serem contatos de casos PB ou MB.
Vacinação BCG (bacilo de Calmette-Guérin)
A VACINA É DA TUBERLECULOSE
Menores de 1 ano de idade: Não vacinados: administrar 1 dose de BCG; Comprovadamente vacinados que
apresentem cicatriz vacinal: não administrar outra dose de BCG; Comprovadamente vacinados que não
apresentem cicatriz vacinal: administrar 1 dose de BCG 6 (seis) meses após a última dose.
A partir de 1 (um) ano de idade: Sem cicatriz: administrar 1 dose; Vacinados com 1 dose: administrar outra
dose de BCG, com intervalo mínimo de 6 meses após a dose anterior; Vacinados com 2 (duas) doses: não
administrar outra dose de BCG.