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Dinâmica da Partícula: Conceitos e Exercícios

O capítulo aborda a Dinâmica da Partícula, focando na relação entre movimento e forças, destacando a importância da massa e das leis de Newton. A massa é definida como a resistência a mudanças no estado de movimento e é classificada como inercial e gravitacional. O documento também apresenta a segunda lei de Newton em coordenadas retangulares e exemplos práticos de aplicação dessa teoria.

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Dinâmica da Partícula: Conceitos e Exercícios

O capítulo aborda a Dinâmica da Partícula, focando na relação entre movimento e forças, destacando a importância da massa e das leis de Newton. A massa é definida como a resistência a mudanças no estado de movimento e é classificada como inercial e gravitacional. O documento também apresenta a segunda lei de Newton em coordenadas retangulares e exemplos práticos de aplicação dessa teoria.

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Professor: Cristiano Fiorilo de Melo

[Link]@[Link]
Departamento de Engenharia Mecânica - DEMEC
Escola de Engenharia
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Capítulo 2

Dinâmica da Partícula
Estes slides não substituem a leitura de um bom livro sobre
Dinâmica.

1
1
2.1 Introdução

► Diferente da Cinemática, o objetivo da Dinâmica é relacionar as


características do movimento (trajetória, posição, velocidade e
aceleração) com as interações (forças) que causam esse movimento.

► A grandeza física massa é essencial, já que essas relações levam em


conta as três leis de Newton.

Massa (Horácio, 1976):

► É uma grandeza fundamental da Física. Define-se, sem rigor, mas


apenas como indicação do fenômeno a que se refere, como a
quantidade de matéria contida num corpo.

► Quantitativamente, a mecânica newtoniana fixa a massa de um corpo


como o cociente entre o módulo de uma força e o módulo da aceleração
que esta força imprime ao corpo,

𝐹
𝑚=
𝑎
2
► A massa definida como F/a é chamada de massa inercial, pois é uma
medida da resistência que o corpo opõe à modificação de seu estado de
movimento (inércia).

► A massa gravitacional é difinida como o cociente entre o módulo


peso do corpo pela celeração da gravidade,

𝑃
𝑚=
𝑎
► Essas massas são teórica e experimentalmente idênticas e
constituem atributo intrínseco do corpo.

Massa Mecânica (SI):

► Um quilograma (kg) de massa terá uma aceleração de 1 m/s2


quando sujeita à força de 1 Newton (N).

Peso e Massa

𝑊(𝑁) 𝑊(𝑙𝑏𝑚)
► No SI: 𝑀(𝑘𝑔) = ► No IMS: 𝑀(𝑠𝑙𝑢𝑔) =
9,81𝑚/𝑠 2 32.2𝑓𝑡/𝑠 2
3
Parte A Coordenadas Retangulares: movimento
retilíneo

2.2 Segunda Lei de Newton em coordendaas retangulares

► 𝐅 = 𝑚𝐚 (Eq. Vetorial)

Como 𝐚 = 𝑎𝑥 𝐢 + 𝑎𝑦 𝐣 + 𝑎𝑧 𝐤, 𝐕 = 𝑉𝑥 𝐢 + 𝑉𝑦 𝐣 + 𝑉𝑧 𝐤
𝐫=𝑥𝐢+𝑦𝐣+𝑧𝐤 Equações
vetoriais
Então, 𝐅 = 𝑚(𝑎𝑥 𝐢 + 𝑎𝑦 𝐣 + 𝑎𝑧 𝐤)
Em componentes:
𝑑𝑉𝑥 𝑑2𝑥
𝐹𝑥 = 𝑚𝑎𝑥 = 𝑚 =𝑚 2
𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝑑𝑉𝑦 𝑑2 𝑦 Equações
𝐹𝑦 = 𝑚𝑎𝑦 = 𝑚 =𝑚 2 escalares
𝑑𝑡 𝑑𝑡
𝑑𝑉𝑧 𝑑2 𝑧
𝐹𝑧 = 𝑚𝑎𝑧 = 𝑚 =𝑚 2
𝑑𝑡 𝑑𝑡 4
Caso 1: Força é uma função do tempo ou uma constante.

► Considere que o corpo de massa m da figura acima tenha posição


x(t) = x(t) i. Aplicando a segunda Lei de Newton,

𝑑2 𝑥(𝑡)
𝐅=𝐹𝐢 e 𝐹=𝑚 2
, 𝐥𝐨𝐠𝐨 𝐹 = 𝐹(𝑡)
𝑑𝑡
Daí,
𝑑2 𝑥(𝑡) 𝐹(𝑡)
= m = constante
𝑑𝑡 2 𝑚
𝑑 𝑑𝑥(𝑡) 𝐹(𝑡)
=
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑚 5
Seguindo: 𝑑 𝑑𝑥(𝑡) 𝐹(𝑡)
න 𝑑𝑡 = න 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑚

𝑑𝑥(𝑡) 𝐹(𝑡)
=𝑉=න 𝑑𝑡 + 𝐶1 Eq. da velocidade
𝑑𝑡 𝑚

𝑑𝑥(𝑡) 𝐹(𝑡)
න 𝑑𝑡 = න න 𝑑𝑡 + 𝐶1 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑚

𝐹(𝑡)
𝑥(𝑡) = න න 𝑑𝑡 𝑑𝑡 + 𝐶1 𝑡 + 𝐶2 Eq. da posição
𝑚

► Para obter as constantes C1 e C2, considera-se que em t = t0, V = V0 e


x = x0. Integrais definidas também podem ser consideradas.

𝑑𝑥(𝑡) 𝐹 𝐹 2
► Se F = constante, = 𝑉 = 𝑡 + 𝑉0 e 𝑥(𝑡) = 𝑡 + 𝑉0 𝑡 + 𝑥0
𝑑𝑡 𝑚 2𝑚
m = constante F/m = Aceleração resultante 6
Exercício 12.7

Um veículo de corrida de arrancadas pode desenvolver um torque de


270 Nm em cada roda traseira. Se for considerado que o torque
máximo é mantido e que não há atrito com o ar, qual será o tempo
gasto para percorrer 400 m partindo do repouso? Qual será a
velocidade do veículo ao atingir essa distância de 400 m? O peso
combinado do veículo e do piloto é de 7 kN. Para simplificar, despreze
os efeitos rotacinais das rodas.

7
Solução

𝐷
Dados: raio da roda, 𝑟= = 0,45 𝑚, 𝑉0 = 0 (parte do repouso)
2
torque 𝜏 = 𝐹𝑟 (são perpendiculares),
𝑊 7000
massa 𝑚= = = 713,56 𝑘𝑔
𝑔 9,81

𝜏 270
Logo, para cada roda, 𝐹= = = 600 𝑁.
𝑟 0,45
Para as duas rodas, 𝐹𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 1200 𝑁 e constante. Portanto, do slide 6
(considerando t = t0 = 0),

𝐹𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 2
𝑥 𝑡 = 𝑡 + 𝑉0 𝑡 + 𝑥0
2𝑚
8
Solução

𝐹 2
Ainda para a equção, 𝑥 𝑡 = 𝑡 + 𝑉0 𝑡 + 𝑥0 , 𝑥0 = 0 e, assim,
2𝑚
1200
400 = 𝑡2
2 × 713,56

𝑡 = ± 475,71 = ±21,8 𝑠

O sinal negativo deve ser desconsiderado, então, t = 21,8 s.

A velocidade em t =21,8 s, por sua vez, é calculada pela equação (slide 6)


𝑑𝑥(𝑡) 𝐹𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 1200
=𝑉= 𝑡 + 𝑉0 , 𝑉= 21,8 + 0
𝑑𝑡 𝑚 713,56

𝑚
𝑉 = 36,66 = 131,98 𝑘𝑚/ℎ
𝑠
9
Exercício 12.5 e 12.6

Uma massa D, em t = 0, move-se para a esquerda com velocidade de


0,6 m/s em relação ao solo sobre uma correia que se move para a
direita com velocidade constante igual a 1,6 m/s. Se o atrito existente
é de Coulomb com 𝝁d = 0,3, qual será o tempo transcorrido até que a
velocidade de D em relação à correia atinja 0,3 m/s para a esquerda?

Resolva o mesmo problema para correia inclinada de 15 graus.

Não deixe de resolvê-los!

10
Exercício 12.9

Um dispositivo simples para medição de acelerações uniformes de


modo razoável é o pêndulo. Calibre o ângulo ϴ do pêndulo para
acelerações de 1,5 m/s2, 3,0 m/s2 e 6,0 m/s2. A bola da extremidada
pesa 5 N e está conectada por meio de uma corda flexível.

11
12
Exercício 13.3 Hibbler

O trem de 160 Mg parte do repouso e começa a subir o aclive, como


mostrado. Se o motor exerce uma força de tração T de 1/8 do peso do
trem, determine a velodiade do trem quando ele tiver avançado uma
distância de 1 km aclive acima. Despreze a resistência ao rolamento.

F
1m
10 m

13
Solução

F
1m
10 m

Dados: Parte do repouso, 𝑉0 = 0,


1 1
Força de tração, 𝑇 = 𝑚𝑔 = × 160000 × 9,81 = 196200 𝑁
8 8
−1 1
Inclinação, 𝛼 = 𝑡𝑎𝑛 = 5,71𝑜
10

Aceleração:
a = F/m

g sen(α)
α =5,71o

g
„...Despreze 14
a resistência ao rolamento“ => sem atrito
Aceleração resultante,

A força resultante, F = 𝑚𝑎 = 𝑇 − 𝑊𝑠𝑒𝑛(5,71𝑜 ). Assim,

𝐹 196200 𝑜
𝑚
𝑎= = − 9,81 × 𝑠𝑒𝑛 5,71 = 1,226 − 0,97 = 0,25 2
𝑚 160000 𝑠

Aplicando a equação do slide 5, para 𝑥 𝑡 = 1000 𝑚


𝑑𝑥(𝑡)
= 𝑉 = 𝑎𝑡 + 𝑉0
𝑑𝑡
𝑉 = 0,25𝑡
𝑎𝑅 2
Não temos o tempo, então, usamos a equação 𝑥(𝑡) = 𝑡 + 𝑉0 𝑡 + 𝑥0
2
ou Torricelli.

𝑉 2 = 𝑉02 + 2𝑎∆𝑥 = 0 + 2 × 0,25 × 1000 = 500

𝑉 = 22,36 𝑚/𝑠
15
Exemplo 12.4

A figura a seguir mostra uma correia transportadora inclinada de 20o


em relação a horizontal. Devido ao vazamento de óleo sobre a
correia, existe uma força de atrito viscoso entre o corpo D e a correia.
Essa força é igual a 1,5 N por unidade de velocidade relativa entre o
corpo e a correia. A correia move-se para cima com velocidade VB,
enquando o corpo D tem uma inicialmente uma velocidade de (VD) =
0,6 m/s relativa ao solo no sentido descendente da correia. Qual a
velocidade VB* que a correia deve ter para o corpo D adquirir uma
velocidade nula em relação ao solo? Para a velocidade da correia VB*
e para uma dada velocidade inicial do corpo D, que é (VD)o = 0,6 m/s,
determine o instante em que o corpo D atinge uma velocidade de 0,3
m/s em relação ao solo. A massa de D é de 2,5 kg.

16
Exercício 13.9 Hibbeler

Cada uma das três chatas tem massa de 30 Mg, ao passo que o
rebocador tem massa de 12 Mg. À medida que as chatas estão sendo
puxadas para frente com uma velocidade constante de 4 m/s, o
rebocador deve superar a restência do atrito da água, que é de 2 kN
para chada chata e 1,5 para o rebocador. Se o cabo entre A e B se
romper, determine a aceleração do rebocador.

17
Solução

Dados: 𝑚𝑐ℎ𝑎𝑡𝑎 = 30 000 𝑘𝑔 , 𝑚𝑅𝑒𝑏 = 12 000 𝑘𝑔

Para cada
Velociade inicial, 𝑉0 = 4 𝑚/𝑠
chata

Força de resistência da água, 𝐹𝑐ℎ𝑎𝑡𝑎 = 2000 𝑁 𝑒 𝐹𝑅𝑒𝑏 = 1500 𝑁

Enquanto o cabo não se rompe, a força resultante, R é nula, já que a


velocidade, nesta situação é constante. Assim,

𝑅 = 𝐹𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 − 1500 − 3 × 2000 = 0


X
Logo, 𝐹𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 = 7500 𝑁

18
Supondo que a força feita pelo motor permaneça constante
após o rompimento do cabo AB, a nova resultante não será
nula, ou seja,

𝑅𝑁𝑜𝑣𝑎 = 𝐹𝑀𝑜𝑡𝑜𝑟 − 1500 − 2 × 2000 = 𝑚𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑎𝑁𝑜𝑣𝑎

7500 − 1500 − 2 × 2000 = 12 000 + 2 × 30 000 𝑎𝑁𝑜𝑣𝑎

Logo,
2000
𝑎𝑁𝑜𝑣𝑎 = = 0,028 𝑚/𝑠 2
72000

19
Exemplo de força variando com tempo - foguetes.

20
Caso 2: Força é uma função da velocidade.

𝑑𝐕 𝐅(𝐕)
=
𝑑𝑡 𝑚

Em geral, 𝐅 = ±𝐹 𝐕
Assim, considerando a 𝑑𝑉 𝐹(𝑉)
direção de V න 𝑑𝑡 = න 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑚

𝑑𝑉 1
𝐕 න =න 𝑑𝑡
𝐹(𝑉) 𝑚

𝐕
𝐅 𝑑𝑉 1
න = 𝑡 + 𝐶1
𝐹(𝑉) 𝑚

► A equação anterior nos permite escrever: V = H(t,C1). Daí,

𝑥(𝑡) = න 𝑉𝑑𝑡 = න 𝐻(𝑡, 𝐶1 )𝑑𝑡 + 𝐶2


21
Exercício

A força de flutuação no balão de 500 kg é F = 6000 N, e a resistência


do ar é FD = (100v) N, onde v é dado em m/s. Determine a velocidade
terminal ou máxima do balão se ele parte do repouso.

22
Solução:

Y
Dados:
𝑚 = 500 𝑘𝑔
𝐹𝐷 = − 100𝑉 𝑁 → 𝐅𝐷 = − 100𝑉 𝐣 (𝑵)
𝐹 = 6000 𝑁 → 𝐅 = 6000 𝐣 (𝑁)

Aceleração resultante:

6000 100𝑉
𝑎𝑅 = 𝑎𝐹 − 𝑎𝐷 − 𝑔 = − − 9,81 = 2,19 − 0,2𝑉 𝑚/𝑠 2
500 500

Considerando a equação do Slide 14, W

𝑑𝑉 1 𝐹 𝑉 =maR
න = 𝑡 + 𝐶1
𝐹(𝑉) 𝑚 𝐹 𝑉 = 500(2,19 − 0,2𝑉)

23
Temos,

𝑑𝑣 1 𝑑𝑣
න = 𝑡 + 𝐶1 -> න = 𝑡 + 𝐶′1
500(2,19 − 0,2𝑉) 500 (2,19 − 0,2𝑉)

𝐶1
Seja 𝑢 = 2,19 − 0,2𝑉 → 𝑑𝑢 = −0,2𝑑𝑉 𝐶′1 =
500
Logo, 𝑑𝑉 = −5𝑑𝑢
E, 𝑑𝑢
-5‫׬‬ = 𝑡 + 𝐶′1
𝑢

−5 ln | 2,19 − 0,2𝑉 | = 𝑡 + 𝐶′1

De acordo com o enunciado, para t = 0, V = 0 (parte do repouso).


Assim,

𝑠
𝐶′1 = −5 ln 2,19 = −3,92 ( )
𝑘𝑔

E teremos −5 ln 2,19 − 0,2𝑉 = 𝑡 − 3,92


24
Ou,
Y
1
ln 2,19 − 0,2𝑉 = − 𝑡 + 0,784
5

2,19 − 0,2𝑉 = exp(0,784 − 0,2 𝑡)

𝑉 = 10,95 − 5[exp 0,784) × exp(−0,2 𝑡 ]

𝑉 = 10,95 − 10,95 × exp(−0,2 𝑡)


W
𝑚
V = 10,95 1 − 𝑒 − 0,2 𝑡 ( )
𝑠

Velocidade será máxima para 𝑡→∞


𝑚
𝑉𝑀𝑎𝑥 = lim [10,95 1 − 𝑒 −0,2 𝑡 ] = 10,95 ( )
𝑡→∞ 𝑠

25
26
Exercício 12.12 Shames

Um avião de caça move-se sobre o solo com velocidade de 100 m/s


quando o piloto aciona o sistema de frenagem por pára-quedas. Qual
a distância percorrida pelo avião até atingir a velociade de 60 m/s? O
avião tem massa de 8 Mg. A força de resistência devida ao arrasto é
dada por 27,5 V2 com V em m/s.

E o atrito?

27
Solução

Dados: 𝐹𝐴𝑟𝑟𝑎𝑠𝑡𝑜 = −27,5𝑉 2 𝒐𝒖 𝐅𝑨𝒓𝒓𝒂𝒔𝒕𝒐 = −27,5𝑉 2 𝐢

Velocidade inicial, 𝑉0 = 100 𝑚/𝑠


FArrasto
Velocidade final, 𝑉 = 60 𝑚/𝑠

Massa da aeronave, 𝑚 = 8 000 𝑘𝑔


X

Segunda lei de Newton,

𝑑𝑉 𝐹(𝑉)
=
𝑑𝑡 𝑚

𝑑𝑉 𝐹(𝑉) 𝑑𝑉 1
𝑑𝑡 = 𝑑𝑡 න = 𝑡 + 𝐶1
𝑑𝑡 𝑚 𝐹(𝑉) 𝑚

28
Resolvendo,

𝑑𝑉 1
න = 𝑡 + 𝐶1
𝐹(𝑉) 𝑚 FArrasto

1 𝑑𝑉 1
− ‫׬‬ = 𝑡 + 𝐶1 X
27,5 𝑉 2 8000

1 1 1
− − = 𝑡 + 𝐶1
27,5 𝑉 8000

1
= 3,44 × 10−3 𝑡 + 𝐶1′
𝑉

′ 1 𝑠
Para 𝑡 = 0, 𝑉 = 𝑉0 = 100 𝑚/𝑠. Daí, 𝐶1 = = 0,01 ( ). Logo,
100 𝑚

1 1
= 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 𝑜𝑢 𝑉=
𝑉 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 29
Continuando (slide 14),

𝑥(𝑡) = න 𝑉𝑑𝑡 = න 𝐻(𝑡, 𝐶1 )𝑑𝑡 + 𝐶2


FArrasto

1
𝑥(𝑡) = න −3
𝑑𝑡
3,44 × 10 𝑡 + 0,01 X

Seja 𝑢 = 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01

𝑑𝑢 = 3,44 × 10−3 𝑑𝑡, 𝑑𝑡 = 290,9𝑑𝑢

𝑑𝑢
𝑥(𝑡) = 290,9 න + 𝐶2 = ln 𝑢 + 𝐶2
𝑢

𝑥(𝑡) = 290,9 ln 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 + 𝐶2

30
Para t =0 podemos considerar x = 0, assim,

0 = 290,9 ln 0,01 + 𝐶2
FArrasto
𝐶2 = − ln 0,01 = 4,60
X
E

𝑥(𝑡) = 290,9 ln 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 + 4,60

1
Agora, voltamos à equação, 𝑉= e calculamos o tempo
3,44×10−3 𝑡+0,01
para V = 60 m/s,

1
60 =
3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01

Isolando t nesta equação, obtemos, t = 1,94 s.


31
Substituíndo t = 1,94 s em

𝑥(𝑡) = 290,9 ln 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 + 4,60

Obtemos,

𝑥 1,94 = 290,9 ln 3,44 × 10−3 × 1,94 + 0,01 + 4,60

𝑥(1,94) = 147,13 m
FArrasto

Quanto tempo até a


aeronave parar? X

32
FArrasto
1
V=
3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01
X

33
𝑥(𝑡) = 290,9 ln 3,44 × 10−3 𝑡 + 0,01 + 4,60

FArrasto

X
34
Caso 3: Força é uma função da posição.

𝑑𝑉
𝑚 = 𝐹(𝑥)
𝑑𝑡
𝑑𝑉 𝑑𝑥 Resultante
► Como V=V(x), então,
𝑚 = 𝐹(𝑥)
𝑑𝑥 𝑑𝑡

𝑑𝑉
𝑚𝑉 = 𝐹(𝑥)
𝑑𝑥

𝑑𝑉
Supondo m constante,
𝑚න 𝑉 𝑑𝑥 = 𝑚 න 𝑉 𝑑𝑉 = න 𝐹(𝑥)𝑑𝑥
𝑑𝑥

𝑉2
𝑚 = න 𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1
2
1/2
𝑑𝑥 𝑑𝑥 2 C1 -> 2C1/m
Como 𝑉 = , vem que = න 𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑚
35
Caso 3: Força é uma função da posição (continuação).

1/2
𝑑𝑥 2
𝑑𝑡 = න 𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑚

1/2
𝑑𝑥 2
න 𝑑𝑡 = න න 𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1 𝑑𝑡
𝑑𝑡 𝑚

𝑑𝑥
න 1/2
= න 𝑑𝑡
2
𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1
𝑚‫׬‬

𝑑𝑥
Logo, 𝑡 = න 1/2
+ 𝐶2
2
𝐹(𝑥)𝑑𝑥 + 𝐶1
𝑚‫׬‬

► Tipos mais comuns de força como função da posição:


- Força restauradora linear: F = -kx i
- Força restauradora não-linear: 𝐅(𝑥) = − න𝑘 𝑥 𝑑𝑥 𝐢
36
Exercício 12.43

Uma viga em balanço está mostrada na figura. Observa-se que a


deflexão na extremidade A é diretamente proporcional à força
vertical F aplicada em sua extremidade livre, desde que essa força
não seja excessiva. Um corpo B de 200 kg de massa, quando
conectado à extremidade livre da viga, sem a força F, causa uma
deflexão de 5 mm em condições estacionárias. Qual é a velocidade
desse corpo se ele for subtamente conectado à extremidade livre da
viga, que desce 3 mm?

Cuidado. O enunciado e a figura deste exercício podem causar


dubiedade.

37
Solução
Situação 1 Situação estacionária y
Figura do enunciado F

0
5 mm

Dados: 200 kg B

𝑚𝐵 = 200 𝑘𝑔 mBg
𝑦𝐵 = 𝑦𝑚𝑎𝑥 = −5 𝑚𝑚
?
𝑉𝐵 = 0 (condição estacionária)

𝑦𝑐 = −3 𝑚𝑚 Resultante

𝑉𝑐 =?

Considerando o desenvolvimento 𝑉2
𝑚𝐵 = න 𝐹(𝑦)𝑑𝑦 + 𝐶1
do slide 29, pemos partir de 2 38
Situação indicada no slide: “Qual é a velocidade desse corpo se ele
for subtamente conectado à extremidade livre da viga, que desce 3
mm?“

Vc

0
- ky
- 3 mm

mBg

39
Muito cuidado deve ser tomado aqui, a resultante é

𝐹 𝑦 = −𝑚𝐵 𝑔 − 𝑘𝑦, 𝑜𝑢 𝐅 𝑦 = (−𝑚𝐵 𝑔 − 𝑘𝑦) 𝐣

Na condição estacionária,

𝐅 𝑦 = 0 = −𝑚𝐵 𝑔 − 𝑘𝑦
𝑚𝐵 𝑔 200 × 9,81
𝑘=− =− −3
= 392400 N/m
𝑦 (−5 × 10 )

Voltando à integral

𝑉2
200 = න (−200 × 9,81 − 392400𝑦) 𝑑𝑦 + 𝐶1
2
𝑉2 𝑦2
200 = −1962𝑦 − 392400 + 𝐶1
2 2
2
𝑉2 = −19,62𝑦 − 1962𝑦 2 + 𝐶1′ 𝐶1′ = 𝐶1
200 40
Cálculo de 𝐶1′ ,
𝑦𝐵 = 𝑦𝑚𝑎𝑥 = −5 𝑚𝑚
𝑉𝐵 = 0 (condição estacionária)

0 = −19,62(−5 × 10−3 ) − 1962(−5 × 10−3 )2 +𝐶1′

𝐶1′ = −0,04905 𝑚2 /𝑠 2

Logo, 𝑉 2 = −19,62𝑦 − 1962𝑦 2 −0,04905

Substituíndo na última equação, 𝑦𝑐 = −3 𝑚𝑚,

𝑉𝐶2 = −19,62 −3 × 10−3 − 1962 −3 × 10−3 2 −0,04905

𝑚 𝑚𝑚
𝑉= = ???????????? Erro: raiz de um número negativo.
𝑠 𝑠
41
Vamos tentar outra abordagem – barra na horizontal, em condição de
repouso e sem aplicação da força F. Isto é,

𝑦0 = 0 Subíndice 0 representa a posição horizontal em repouso .


𝑉0 = 0
0 = −19,62(0) − 1962(0)2 +𝐶1′
Daí,
𝐶1′ =0
e 𝑉 2 = −19,62𝑦 − 1962𝑦 2

Substituíndo na última equação, 𝑦𝑐 = −3 𝑚𝑚,

𝑉𝐶2 = −19,62 −3 × 10−3 − 1962 −3 × 10−3 2

𝑚 𝑚𝑚
𝑉 = 0,203 = 203
𝑠 𝑠
42
Exercício 13.33 Hibbeler

O anel C de 1 kg ajusta-se livrimente no eixo liso. Se a mola está livre


quando s = 0 e ao anel é dada uma velocidade de 4,5 m/s, determine
a velocidade do anel quando s = 0,3 m.

43
Solução

Dados:
𝑚 = 1 𝑘𝑔 y
𝑉0 = 4,5 𝑚/𝑠 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝑆0 = 0
𝑘 = 60 𝑁/𝑚 x

Análise da figura
Fx
𝐹(𝑠) = −𝑘𝛿
F
𝐹𝑥 = 𝐹𝑐𝑜𝑠𝜃 = −𝑘𝛿𝑐𝑜𝑠𝜃 Fy
s
 δ
0,3 m
0,32 + 𝑠 2 = 0,3 + δ
0,3 m
44
Isolando δ, s

𝛿= 0,32 + 𝑠 2 − 0,3 0,3 m
0,32 + 𝑠 2 = 0,3 + δ

A expressão geral para Fx é,

𝐹𝑥 𝑠 = −𝑘 0,32 + 𝑠 2 − 0,3 cos𝜃

𝑠
𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑘 = 60 N/m
0,32 + 𝑠2

60𝑠
𝐹𝑥 𝑠 = − 0,32 + 𝑠 2 − 0,3 (N)
0,32 +𝑠 2

Na direção da mola,

𝐹 𝑠 = −60 0,32 + 𝑠 2 − 0,3 (N)


45
Para cálculo da velocidade na direção x, partiremos de

𝑉𝑥2
𝑚 = න 𝐹𝑥 (𝑠)𝑑𝑠 + 𝐶1
2
𝑚 = 1 𝑘𝑔

𝑉𝑥2 60𝑠
= න− 0,32 + 𝑠 2 − 0,3 𝑑𝑠 + 𝐶1
2 0,32 + 𝑠 2

𝑉𝑥2 18𝑠
= − න 60𝑠 𝑑𝑠 + න 𝑑𝑠 + 𝐶1
2 0,32 + 𝑠 2

𝑠
𝑉𝑥2 = −120 න 𝑠 𝑑𝑠 + 36 න 𝑑𝑠 + 𝐶1
0,32 + 𝑠 2
Separadamente,
𝑠2
−120 ‫= 𝑠𝑑 𝑠 ׬‬ −120 + 𝐶2 = −60𝑠 2 + 𝐶2
2
46
Continuando...

𝑠2
−120 ‫= 𝑠𝑑 𝑠 ׬‬ −120 + 𝐶2 = −60𝑠 2 + 𝐶2
2

𝑠
36 න 𝑑𝑠 =?
0,32 + 𝑠2

1
𝑢= 0,32 + 𝑠2 → 𝑑𝑢 = 2𝑠𝑑𝑠 𝑒 𝑠𝑑𝑠 = 𝑑𝑢
2
1
−2+1
𝑠 1 𝑢
36 න 𝑑𝑠 = 36 න 𝑢−1/2 𝑑𝑢 = 18 + 𝐶3
0,32 + 𝑠 2 2 1
− +1
2

𝑠
36 න 𝑑𝑠 = 36 0,32 + 𝑠 2 1/2
+ 𝐶3
0,32 + 𝑠2
47
Daí,

1
𝑉𝑥2 = −60𝑠 2 + 𝐶2 + 36 0,32 2
+𝑠 2 + 𝐶3 + 𝐶1
1
𝑉𝑥2 2
= −60𝑠 + 36 0,3 + 2
𝑠 2 2
+ 𝐶4

Para s = 0, 𝑽𝒙 = 𝟒, 𝟓 𝒎/𝒔

1
4,52 = 0 + 36 0,32 + 0 2 + 𝐶4 → 𝐶4 = 9,45
1
𝑉𝑥2 = −60𝑠 2 + 36 0,32 + 𝑠2 2 + 9,45

Para s = 0,3 m

1
𝑉𝑥2 2
= −60 × 0,3 + 36 0,3 + 2
0,32 2
+ 9,45

𝑉𝑥 = 4,40 𝑚/𝑠
Ainda bem que tem um jeito
mais fácil!!!!!!
48
12.5 Lei de Newton em coordenadas cilíndricas (força central)

► Da cinemática, 𝐚 = (𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 )ො𝜺𝑟ҧ + (𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃)ො


ሶ 𝜺𝜃 + 𝑧ො
ሷ 𝜺𝑍 .

► Segunda Lei de Newton, 𝐅 = 𝑚𝐚 . Daí,

𝐅 = 𝑚[(𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 )ො𝜺𝑟ҧ + (𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃)ො


ሶ 𝜺𝜃 + 𝑧ො
ሷ 𝜺𝑍 ]

Em componentes,

𝐹𝑟lj = 𝑚(𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 )

𝐹𝜃 = 𝑚(𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃)

𝐹𝑧 = 𝑚𝑧ሷ

49
Exemplo 12.8 Shames

A plataforma da figura tem velocidade angular w = 5 rad/s. Uma


massa de 2 kg desliza em uma guia sem atrito que está conectada à
plataforma. A massa encontra-se conectada por meio de um cabo
inextensível a uma mola linear com constante de mola K = 20 N/m.
Um pivô giratório em A permite que o cabo gire livremente em
relação à mola que se encontra indeformada quando a massa B está
no centro C da plataforma. Se a massa B for solta em r = 200 mm a
partir de uma posição estacionária relativa à plataforma, qual será
sua velocidade em relação à plataforma quando se deslocar até a
posição r = 400 mm? Qual será a força transversal sobre o corpo B
nessa posição?

50
Solução

Dados:

𝜔 = 5 𝑟𝑎𝑑/s
𝑚 = 2 𝑘𝑔
𝑘 = 20 𝑁/𝑚
𝑟0 = 200 𝑚𝑚 = 0,2 𝑚 𝑟 = 400 𝑚𝑚 = 0,4 𝑚

Eq. Para aceleração em coordenadas cilindricas,

𝐚 = (𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 )ො𝜺𝑟ҧ + (𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃)ො


ሶ 𝜺𝜃 + 𝑧ො
ሷ 𝜺𝑍
Na direção radial,
𝐚𝑟 = (𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 )ො𝜺𝑟ҧ
𝐅𝑟 = −𝑘𝑟ҧ 𝜺ො 𝑟ҧ

Aplicando a segunda lei de Newton, obtemos: 𝑚𝑎𝑟 = 2 𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 = −𝑘𝑟ҧ

51
Isolando 𝑟ሷ ҧ :

lj 2 = −20𝑟ҧ
2 𝑟ሷlj − 𝑟5
Derivada 2ª. no
tempo 𝑟ሷ ҧ = +15𝑟ҧ

Chegamos a uma equação diferencial, para a qual

𝑟ሷ ҧ = 𝑟(ሷ ҧ 𝑟)ҧ

Isto nos permite escrever,

𝑑𝑟ሶ ҧ 𝑑𝑟ሶ ҧ 𝑑𝑟ҧ 𝑑𝑟ሶ ҧ 𝑑𝑟ሶ ҧ


𝑟ሷ ҧ = = = 𝑟ሶ ҧ = 𝑟ሶ ҧ
𝑑𝑡 𝑑𝑟ҧ 𝑑𝑡 𝑑𝑟ҧ 𝑑 𝑟ҧ
Daí,

𝑑 𝑟ሶ ҧ
𝑟ሷ ҧ = 𝑟ሶ ҧ = +15𝑟ҧ
𝑑 𝑟ҧ
52
Vamos resolver a equação:

𝑑𝑟ሶ ҧ
𝑟ሶ ҧ = 15𝑟ҧ
𝑑𝑟ҧ

𝑑𝑟ሶ ҧ
𝑟ሶ ҧ 𝑑𝑟ҧ = 15𝑟𝑑
ҧ 𝑟ҧ
𝑑𝑟ҧ

𝑑𝑟ሶ ҧ
න 𝑟ሶ ҧ 𝑑𝑟ҧ = න 15𝑟𝑑
ҧ 𝑟ҧ
𝑑𝑟ҧ
𝑑 𝑟ሶ ҧ
𝑑𝑟ҧ = 𝑑𝑟ሶ ҧ
𝑑 𝑟ҧ

ሶ ҧ 𝑟ሶ ҧ = න 15𝑟𝑑
න 𝑟𝑑 ҧ 𝑟ҧ

𝑟ሶ ҧ 2 15 2
= 𝑟ҧ + 𝐶1 ou 𝑟ሶ ҧ 2 = 15𝑟ҧ 2 + 𝐶′1 Com 𝐶′1 = 2𝐶1
2 2 53
Para 𝑟ҧ = 0,20 𝑚, 𝑟ሶ ҧ = 0

0 = 15(0,2)2 +𝐶′1

𝐶′1 = −0,6
Logo,

𝑟ሶ ҧ 2 = 15𝑟ҧ 2 − 0,6

Finalmente, para 𝑟ҧ = 400 𝑚𝑚 = 0,40 𝑚.

𝑟ሶ ҧ 2 = 15(0,4)2 −0,6

𝑚
𝑟ሶ ҧ = 1,342
𝑠

54
Força transversão, F, sobre o corpo B nesta posição,

𝑟ҧ = 400 𝑚𝑚 = 0,4 𝑚

𝐚 = 𝑟ሷlj − 𝑟lj 𝜃ሶ 2 𝜺ො 𝑟ҧ + 𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃ሶ 𝜺ො 𝜃 + 𝑧ො
ሷ 𝜺𝑍

𝐹𝜃 = 𝑚(𝑟lj 𝜃ሷ + 2𝑟ሶlj 𝜃)

Tem-se,

𝜃ሶ = 𝜔 = 5 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝜃ሷ = 0
m = 2 kg
O que nos permite escrever como expressão geral, 𝐹𝜃 = 20𝑟ሶlj
𝑚
Daí, para 𝑟ሶ ҧ = 1,342
𝑠

𝐹𝜃 = 20 × 1,342 = 26,84 𝑁
55
2.6 Movimento devido a Forças Centrais

► Correspondem aos movimentos nos quais a resultante das forças


sobre a partícula está sempre direcionada para um ponto fixo,
chamado de centro de forças, em um referencial inercial.

Exemplo: Um veículo espacial, sem o motor ligado, nas proximidades


de um corpo celeste com distribuição de massa esférica (o que
permite considerar sua massa como pontual).

► Lei de força (Newton):

𝐺𝑀𝑚
𝐅(𝑟) 𝐫ො 𝐅(𝑟) = − 2 𝐫ො
𝑟

G = 6,673x10-11 m3/kg s2
= 6,673x10-20 km3/kg s2

(Constante de Gravitação Universal)

56
𝐫ො
𝐅(𝑟)

𝐺𝑀𝑚
𝐅(𝑟) = − 2 𝐫ො
𝑟
YI

57
𝐺𝑀𝑚
► Peso na superfície do planeta: 𝑊 = 𝑚𝑔 = 2
𝑟𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑡𝑎
𝐺𝑀
Logo, 𝑔= 2
𝑟𝑝𝑙𝑎𝑛𝑒𝑡𝑎

2.7 Movimento devido a forças centrais gravitacionais

𝐺𝑀𝑚
► A equação 𝐅(𝑟) = − 2 𝐫ො apresenta como solução para um
𝑟
sistema de coordenadas polares planas (ou perifocal) e para M >> m,

𝑎(1 − 𝑒 2 )
𝑟=
1 + 𝑒 cos( 𝜈)

Esta é a equação das cônicas em um sistema de coordenadas polares.


Isto é:

- Circunferência. - Parábola.
- Elipse. - Hipérbole.

58
► Cônicas:
Neste contexto, um
veículo espacial só
pode se movimentar
em 4 tipos de órbitas:

-- Circulares,
-- Elípticas,
-- Parabólicas,
-- Hiperbólicas.

𝑎(1 − 𝑒 2 )
► Na equação 𝑟 = : órbita circular
1 + 𝑒 cos( 𝜈)

- a é o semieixo maior da cônica.

- e é a excentricidade, e = c/a .
-  é a anomalia verdadeira. 59
► Órbita eliptica

Pericentro

Apocentro

𝑐
𝑎= 𝑏2 + 𝑐 2 𝑒 = 0<𝑒<1
𝑎

► Órbita parabólica. ► Órbita hiperbólica.

Pericentro
Pericentro

𝑎<0 𝑒>1
𝑎 → ∞, 𝑒=1 60
► Raios do apocentro e pericentro
Pericentro

Apocentro 𝜈
𝜈 = 0𝑜
𝑎(1 − 𝑒 2 )
𝜈 = 180𝑜 𝑟𝑃 =
1+𝑒
𝑎(1 − 𝑒 2 )
𝑟𝐴 = = 𝑎(1 + 𝑒) 𝑟𝑃 = 𝑎(1 − 𝑒)
1−𝑒

Pericentro
Pericentro

p
𝑎<0 𝑒>1

𝜈=0 𝑜 𝜈 = 0𝑜
𝑝 𝑟𝑃 = 𝑐 − 𝑎
𝑟𝑃 =
2 61
► Período orbital (orbitas circulares e elipticas)

𝑎3
𝑇 = 2𝜋
𝐺𝑀

Órbita circular, a = R = constante.

Energia
► A força gravitacional é conservativa, isto significa que a energia da
partícula em qualquer uma das quatro órbitas possíveis é constante.
A energia específica vale,

𝑉 2 𝐺𝑀 𝐺𝑀
𝜉= − =−
2 𝑟 2𝑎

► Logo, a velocidade de um corpo em qualquer posição de uma órbita


é dada por,
Como  e V são escaleres a magnitude da posição, r,
2 1 e o semieixo maior, a, podem ser calculados em
𝑉= 𝐺𝑀 −
𝑟 𝑎 outros sistemas de coordenadas.
62
► As órbitas cônicas também são classificadas de acordo com suas
energias:

- Circulares, 𝑎 = 𝑟 = constante > 0, 𝑒 = 0 e 𝜉 < 0


- Elípticas, 𝑎 > 0, 0<𝑒<1 e 𝜉<0
- Parabólica, 𝑎 → ∞, 𝑒=1 e 𝜉=0
- Hipérbole, 𝑎 < 0, 𝑒>1 e 𝜉>0

Algumas características do movimento orbital

► Movimento de foguetes

63
► Velocidade de escape orbital.
Velocidade da órbita circular:

2 1 𝐺𝑀
𝑉𝑐 = 𝐺𝑀 − =
𝑟 𝑟 𝑟

𝑎 = 𝑟 = constant𝑒

Velocidade da órbita parbólica no


ponto mais próximo ao planeta:

2 1 2𝐺𝑀
𝑉𝑒𝑠𝑐 = 𝐺𝑀 − =
𝑟 𝑎 𝑟

► Incremento de velocidade para escapar do campo gravitacional do


planeta a partir de uma órbita circular,
A massa de combustível
requerida para essa
2𝐺𝑀 𝐺𝑀 𝐺𝑀 manobra é uma função de
Δ𝑉 = 𝑉𝑒𝑠𝑐 − 𝑉𝑐 = − = 2−1
𝑟 𝑟 𝑟 ΔV e das propriedades do
motor. 64
Comentários

► Existe uma disciplina obrigatória chamada Dinâmica Orbital na qual


a dinâmica de veículos espaciais é discutida com muito mais detalhes
e rigor matemático do que o tratado aqui. Aproveitem-na.

► Existe uma disciplina optativa chamada Propulsão II em que a


dinâmica de lançamento de foguetes é discutida com mais detalhes e
rigor. Aproveitem-na, também.

65
66
Exercício 12.79

Duas estacões orbitais, cada qual em uma óbita circular ao redor da


Terra, estão mostradas na figura. Um veículo espacial é lançado da
estação A na direção tangencial à trajetória, a fim de colidir com a
estação B, quando esta estiver em uma posição E = 120o do eixo x,
como mostrado na figura. Qual a velocidade do veículo em relação à
velocidade de A quando ele parte? As órbitas circulares estão situadas
a 320 km e 640 km da superfície da Terra. Considere o raio da Terra
igual a 6371 km.

67
Solução

Dados:
𝑟𝐴 = 6371 + 320 = 6691 𝑘𝑚 = 6 691 000 𝑚

𝑟𝐵 = 6371 + 640 = 7011 𝑘𝑚 = 7 011 000 𝑚

𝐺𝑀
𝑔0 = 2 → 𝐺𝑀 = 𝑔0 𝑅𝑇2 = 9,81 × (6371000)2 = 3,981843782 × 1014 𝑚3 𝑠 −2
𝑅𝑇

Cálculo das velocidades das órbitas circulares,

𝐺𝑀 𝑚 𝑘𝑚
𝑉𝐶𝐴 = =7 714,301 = 7,7143
𝑟𝐴 𝑠 𝑠

𝐺𝑀 𝑚 𝑘𝑚
𝑉𝐶𝐵 = =7 536,195 = 7,5362
𝑟𝐵 𝑠 𝑠

68
A órbita de transferência (pontilhada na figura) poderá ser:

- uma elipse,
- uma parábola,
- uma hipérbole.

𝒓𝑨 corresponde ao perigeu da órbita de transferência. Logo,

𝜐=0 e 𝑟𝐴 = 𝑟𝑝 = 𝑎 1 − 𝑒 = 6691 𝑘𝑚

No ponto de interceptação, para a trajetória de transferência,

𝜐 = 120𝑜

𝑎 1−𝑒 2
𝑟𝐵 = 𝑟 = = 7011 𝑘𝑚
1+𝑒𝑐𝑜𝑠(120𝑜 )

69
Com as considerações do slide anterior, podemos montar
o sistema de duas equações e duas incógnitas.

𝑎 1 − 𝑒 = 6691
൞𝑎 1 − 𝑒 2
= 7011
1 − 0,5𝑒

Substituindo a primeira na segunda equação,

𝑎 1−𝑒 (1+𝑒) 6691(1+𝑒)


= = 7011
1−0,5𝑒 1−0,5𝑒

1 + 𝑒 = 1,048(1 − 0,5𝑒)

𝑒 = 0,0315
Logo, a órbita / trajetória de transferência é
uma elipse. Substituindo e na primeira equação,

𝑎 = 6907,6 𝑘𝑚
70
Agora, podemos calcular a velocidade do perigeu da
elipse de transferência

2 1
𝑉𝑇𝑃 = 𝐺𝑀 −
𝑟𝑃 𝑎

Cuidado,

2 1 𝑚
𝑉𝑇𝑃 = 3,981843782 × 1014 − = 7834,3
6691000 6907600 𝑠

𝑘𝑚
𝑉𝑇𝑃 = 7,8343
𝑠

O incremento de velocidade necessário para colocar


o veículo na órbita de transferência é,

Porque estão ∆𝑉 = 𝑉𝑇𝑃 − 𝑉𝐴


na mesma
direção
∆𝑉 = 7,8343 − 7,7143 = 0,120 𝑘𝑚/𝑠 71
Exemplo 13.13 Hibbeler

Um satélite é lançado a 600 km da superfície da Terra, com uma


velocidade inicial de 30 Mm/h atuando paralela à tangente à superfície
da Terra (Figura). Supondo que o raio da Terra é 6378 km e que sua
massa é de 5,976x1024 kg, determine (a) a excentricidade da
trajetória orbital e (b) a velocidade do satélite no apogeu.

72
Solução

Dados:
Raio do perigeu,

𝑟𝑝 = 𝑟𝑇𝑒𝑟𝑟𝑎 + 600 𝑘𝑚 = 6378 + 600 = 6978 𝑘𝑚 = 6 978 000 𝑚


Velocidade do perigeu,

𝑀𝑚 30 000 000 𝑚 𝑚
𝑉𝑝 = 30 = =8 333,3 = 8,3333 𝑘𝑚/𝑠
ℎ 3600 𝑠 𝑠

Massa do planeta, 𝑀𝑇 = 5,976 × 1024 𝑘𝑔


Constante de Gravitação Universal,
metro
−11 𝑚3 −20 𝑘𝑚3
𝐺 = 6,673 × 10 = 6,673 × 10
𝑘𝑔𝑠 2 𝑘𝑔𝑠 2

Parâmetro de massa, 𝜇 = 𝐺𝑀𝑇 = 3,9877848 × 1014 𝑚3 /𝑠 2


quilômetro
𝜇 = 𝐺𝑀𝑇 = 398 778,48 𝑘𝑚3 /𝑠 2
73
Considerando a equção vis-viva, slide 54,

𝑉 2 𝐺𝑀 𝐺𝑀
− =−
2 𝑟 2𝑎

Para o perigeu, 𝑟 = 𝑟𝑃 = 6978 𝑘𝑚 e 𝑉𝑃 = 8,333 𝑘𝑚/𝑠

Substituindo, obtemos, 𝑎 = 8 891,07 𝑘𝑚


Agora, considerando a equação do slide 53,

𝑎(1 − 𝑒 2 )
𝑟=
1 + 𝑒 cos( 𝜈)

Para o perigeu, ν = 0, logo,


𝑎(1 − 𝑒)(1 + 𝑒)
𝑟 = 𝑟𝑃 = = 𝑎(1 − 𝑒)
1+𝑒
𝑟𝑃
Daí, 𝑒=1 − = 0,215 (trata-se de uma elipse, portanto)
𝑎 74
Para complementar, calculemos o raio do apogeu,
onde ν = 180º
𝑎(1 − 𝑒)(1 + 𝑒)
𝑟 = 𝑟𝐴 = = 𝑎(1 + 𝑒)
1−𝑒

𝑟 = 𝑟𝑃 = 10 802,65 km

Assim,
2 1
𝑉 = 𝑉𝐴 = 𝐺𝑀 − = 5,3822 𝑘𝑚/𝑠
𝑟𝐴 𝑎

75
Exercício 13.123 Hibbeler

Se o foguete deve pousar na superfície do planeta, determine a


velocidade escalar do voo livre que ele deve ter em A‘ de maneira que
o pouso ocorra em B. Quanto tempo o foguete leva para pousar, indo
de A‘ para B? O planeta não tem atmosfera e sua massa é 0,6 vezes a
da Terra.

76
Solução

Primeiro, vamos identificar duas órbitas/trajetórias,

Órbita de Trajetória de
estacionamento “pouso”

Para órbita de estacionamento:

- Raio do pericentro, 𝑟𝐸𝑃 = 𝑟𝐴 = 6400 𝑘𝑚


- Raio do apocentro, 𝑟𝐸𝐴 = 𝑟𝐴′ = 16000 𝑘𝑚
Para órbita/trajetória de pouso:

- Raio do pericentro, 𝑟𝑃𝑃 = 𝑟𝐵 = 3200 𝑘𝑚


- Raio do apocentro, 𝑟𝑃𝐴 = 𝑟𝐴′ = 16000 𝑘𝑚
77
Outros dados:
- Raio do planeta, 𝑟𝑃𝑙𝑎 = 𝑟𝐵 = 3200 𝑘𝑚

- Massa do planeta, 𝑀𝑃 = 0,6𝑀𝑇 = 0,6 × 5,976 × 1024 𝑘𝑔


𝑀𝑃 = 3,5856 × 1024 𝑘𝑔
- Parâmetro de massa gravitacioanal (outro jeito de fazer),

𝜇 = 𝐺𝑀𝑃 = 6,673 × 10−20 × (0,6 × 5,976 × 1024 ) = 239 267,088 𝑘𝑚3 /𝑠 2

Semieixo maior da óbita de estacionamento,

𝑟𝑂𝐴 +𝑟𝑂𝐴′ 6400+16000


𝑎𝐸 = = = 11200 𝑘𝑚
2 2

Velocidade do apocentro da órbita de estacionamento,


𝐕𝐴′

2 1
𝑉𝐴′ = 𝜇 − = 2, 924 𝑘𝑚/𝑠
𝑟𝐴′ 𝑎𝐸
78
Semieixo maior da óbita / trajetória de pouso,

𝑟𝐵 +𝑟𝐴′ 3200+16000
𝑎𝑃 = = = 9600 𝑘𝑚
2 2
𝐕𝐴′
Velocidade do apocentro da órbita de estacionamento, 𝐕𝐴′ 𝑃𝑜𝑢

2 1
𝑉𝐴′𝑃 = 𝜇 − = 2, 232 𝑘𝑚/𝑠
𝑟𝐴′ 𝑎𝑃

Diferença de velocidade para promover a manobra, fonecido pelos


motores do veículo,
Deve ser aplicada
no sentido oposto
∆𝑉 = 𝑉𝐴′ − 𝑉𝐴′ 𝑃𝑜𝑢 = 0,691 𝑘𝑚/𝑠 ao movimento!

O tempo de pouso corresponde a meio período orbital da


órbita/trajetória de pouso (slide 53)

3
1 𝑎𝑃𝑜𝑢
𝑇= 2𝜋 = 6 041,1 𝑠 = 1,67 ℎ
2 𝐺𝑀𝑃
79
Ponderações finais sobre o exercício.

1. É possível resolver este exercício, assim como os outros anteriores,


considerando a conservação do momento angular. Veremos isso mais
adiante.

2. Pense como seria a parte final do pouso.

3. Que tipos de manobras o foquete deve fazer para o pouso?


Principalmente na parte final (considere que o fogue precise efetuar o
pouso na vertical local).

80
Exercício

Considerando o discutido nos exercícios anteriores:

O controle de uma missão para Marte informa (como? Simulações


prévias) que uma nave passará a 17526 km do centro do planeta no
ponto mais próximo de sua trajetória planetocêntrica com velocidade
(relativa à Marte) de 4,884 km/s.

A partir destes dados, faça um estudo prévio para uma trajetória de


pouso “vertical“ controlado na superfície de Marte. Considere que a
fase final do pouso começe a 50 km de altitude.

Dados:

- raio médio de Marte 3390 km,


- aceleração da gravidade na superfície de Marte 3,78 m/s2.

Acompanhe a resolução no quadro.

Referência: método Patched-conic.

81
2.9 Lei de Newton em componentes normal e tangencial

► Do capítulo anterior,
𝑑2 𝑆 (𝑑𝑆/𝑑𝑡)2
𝐚 = 2 𝛆ො 𝑡 + 𝛆ො 𝑛
𝑑𝑡 𝑅
𝑑2 𝑆 (𝑑𝑆/𝑑𝑡)2
Como F = ma, então, 𝐅 = 𝑚 2 𝛆 ො𝑡 + 𝑚 𝛆ො 𝑛 , ou, em componentes,
𝑑𝑡 𝑅

𝑑2 𝑆 (𝑑𝑆/𝑑𝑡)2
𝐹𝑡 = 𝑚 2 𝑒 𝐹𝑛 = 𝑚
𝑑𝑡 𝑅

► A componente normal, é uma equação não linear e, muitas vezes,


de difícil solução.

Aqui, ficaremos restritos a problemas em que a solução desse termo é


simples.
82
Exercício 12.92

Um carro cujo peso é 20 kN move-se a uma velocidade V de 16 m/s


por uma rodovia que tem um raio de curvatura vertical de 200 m,
como ilustratrado na Figura. No instante mostrado, qual será a
máxima desaceleração possível (aceleração tangencial) ao se frear o
veículo se o coeficiente de atrito dinâmico entre os pneus e o
pavimento for de 0,55?

Obs.
No enunciado original,
em Inglês, a velocidade
é 60 km/h = 16,67 m/s.
Haverá uma diferença na
resposta.

83
Solução
𝜀𝑛Ƹ
Dados:
𝜀Ƹ𝑇
- Peso do carro, 𝑊 = 20 000 𝑁

- Velocidade, 𝑉 = 16 𝑚/𝑠

- Raio da curva, 𝑟 = 200 𝑚 W

- Coeficiente de atrito, 𝜇 = 0,55

A
Aplicando a segunda lei de Newton, a N
componente da resultante na direção
tangencial é,
Atrito:
|A| = μN
𝐹𝑇 = −𝑊𝑠𝑒𝑛 15 − 𝜇𝑁 = 𝑚𝑎 𝑇
E a componente normal, A componente do peso e o
atrito têm sentido oposto ao
𝐹𝑛 = 𝑁 − 𝑊𝑐𝑜𝑠 15 = 𝑚𝑎𝑛 eixo 𝜀𝑇Ƹ

Cuidado! 𝜀𝑛Ƹ é para “dentro” 84


Continuando,

𝐹𝑇 = −𝑊𝑠𝑒𝑛 15 − 𝜇𝑁 = 𝑚𝑎 𝑇 (1)
𝜀𝑛Ƹ

𝜀Ƹ𝑇
𝐹𝑛 = 𝑁 − 𝑊𝑐𝑜𝑠 15 = 𝑚𝑎𝑛 (2)

Sendo,
𝑉2
𝑎𝑛 =
𝑅
W

aT é a incógnita do problema.
Daí, de (2) A
N
20 000 162
𝑁 − 20 000 𝑐𝑜𝑠 15 =
9,81 200
Atrito:
|A| = μN
𝑁 = 21 928,1 𝑁
20 000
Substituindo em (1), −20 000 𝑠𝑒𝑛 15 − 0,55 × 21928,1 = 𝑎𝑇
9,81

Assim, 𝑎 𝑇 = −8,455 𝑚/𝑠 Resolva este problema novamente considerando valores de


μ maiores e menores que 0,55. 85
Exercício 13.71 Hibbeler

Um avião de 5 Mg está voando com uma velocidade constante de 350


km/h ao longo de uma trajetóira circular horizontal. Se o ângulo de
inclinação  = 15o, determine a força de sustentação L atuando sobre o
avião e o raio r da trajetória circular. Despreze a dimensão do avião.

86
Solução

Dados:

- Massa, 𝑚 = 5000 𝑘𝑔
𝑘𝑚 𝑚
- Velocidade, 𝑉 = 350 = 97,22
ℎ 𝑠

- 𝜃 = 15𝑜
Considerando a Figura, o diagrama de corpo livre e
a segunda lei de Newton,

𝑉2 LZ
𝐿𝑛 = 𝐿 𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑚 (1) L
𝑟

𝐿𝑧 = 𝐿 𝑐𝑜𝑠𝜃 = 𝑚𝑔 (2)
Ln
𝜀𝑛Ƹ
De (2), W
𝑚𝑔 5000×9,81 𝜀𝑇Ƹ é 𝑝𝑒𝑟𝑝𝑒𝑛𝑑𝑖𝑐𝑢𝑙𝑎𝑟
𝐿= = = 50.780,3 𝑁 a𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑙𝑖𝑑𝑒
𝑐𝑜𝑠(15) 0,966
𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑓𝑜𝑟𝑎. 87
De (1),

𝑉2
𝐿𝑛 = 𝐿 𝑠𝑒𝑛𝜃 = 𝑚
𝑟

𝑚𝑉 2
𝑟=
𝐿 𝑠𝑒𝑛𝜃

5000×(97,22)2
𝑟= = 3 593,24 𝑚
50 780,3 ×0,259

Este problema é interessante. Reflita sobre ele!

O que ocorreria, por exemplo, se a velocidade da


aeronave tanjente á curva fosse inferior a
350 km/h?  e r constantes.

Ou, qual é a relação entre a velocidade tangente


à curva e o ângulo  ?

88
Exemplo 12.14

A figura a seguir mostra parte de uma montanha russa instalada em


um parque de diversões. A parte mostrada do trilho é coplanar. A
curva que se inicia em A e vai para a direita, sobre a qual o veículo se
move, é uma parábola dada por

(𝑦 − 30)2 = 30𝑥

Onde x e y são dados em m. Se o conjunto de carros se move a 12 m/s


quando o carro da frente se encontra a 18 m de altura do solo, qual é a
força normal exercida por um passageiro de 90 kg no carro da frente?

89
Solução

Dados:

- 𝑉 = 12 𝑚/𝑠
- Altura, 𝑦 = 18 𝑚
- Massa, 𝑚 = 90 𝑘𝑔

Considerando a equação,

𝑑2 𝑆 (𝑑𝑆/𝑑𝑡)2
𝐚 = 2 𝛆ො 𝑡 + 𝛆ො 𝑛
𝑑𝑡 𝑅

(𝑑𝑆/𝑑𝑡)2 𝑉 2
𝑎𝑛 = =
𝑅 𝑅
3/2
𝑑𝑦 2
1+
𝑑𝑥
E 𝑅= com, (𝑦 − 30)2 = 30𝑥
𝑑2 𝑦
𝑑𝑥2 90
Derivando a equação (𝑦 − 30)2 = 30𝑥, em relação a x

2−1
𝑑𝑦
2 𝑦 − 30 = 30
𝑑𝑥
𝑑𝑦 15
=
𝑑𝑥 (𝑦 − 30)
Calculando a segunda derivada,

𝑑𝑦
𝑑2𝑦 0 × 𝑦 − 30 − 15
= 𝑑𝑥
𝑑𝑥 2 (𝑦 − 30)2
15
𝑑2 𝑦 −15 (𝑦 − 30)
2
=
𝑑𝑥 (𝑦 − 30)2
𝑑2 𝑦 225
2
=−
𝑑𝑥 (𝑦 − 30)3
91
Para y = 18 m, temos,

(18 − 30)2 = 30𝑥 → 𝑥 = 4,8 𝑚

𝑑𝑦 15
ቤ = = −1,25
𝑑𝑥 𝑦=18 18 − 30

𝑑2 𝑦 225
2 อ =− 3
= −0,130
𝑑𝑥 18 − 30
𝑦=18

Podemos, agora, calcular o raio da curva,

3/2
𝑑𝑦 2 3/2
1+ 1+ −1,25 2
𝑑𝑥
𝑅= 𝑑2 𝑦
= = 31,55 𝑚
−0,130
𝑑𝑥2

92
A componente de aceleração normal, por sua vez, é dada por,

𝑉2 122
𝑎𝑛 = = = 4,564 𝑚/𝑠 3
𝑅 31,55
E a componente da força na direção normal,

𝑉2
𝐹𝑛 = 𝑚𝑎𝑛 = 𝑚 = 90 × 4,564 = 410,76 𝑁
𝑅
Fn é a componente normal à trajetória da força resultante necessária
sobre o carro/ passageiro para que ele mantenha seu movimento
sobre a trajetória. Advem da gravidade e das forças exercidas sobre o
assento. Logo, na direção normal, temos

𝐹𝑛 = 𝑃𝑛 − 𝑊𝑛

𝑃𝑛 = 410,76 + 90 × 9,81 × 𝑐𝑜𝑠𝛽

93
Pn e Pt são as componentes normal e tangencial da força
advinda da ação do carro sobre o passageiro.

Por outro lado, por definição,

𝑑𝑦
ቤ ≡ 𝑡𝑎𝑛 𝛽
𝑑𝑥 𝑦=18

Daí,

15
𝛽= 𝑡𝑎𝑛−1 = −51,34𝑜
18 − 30
Levando em conta a geometria do problema,  > 0, portanto,

𝑃𝑛 = 410,76 + 90 × 9,81 × cos 51,34 = 962,3 𝑁

Esta é magnitude da força normal do veículo sobre o passageiro.

94
2.10 Sistemas de Partículas

► Considere um sistema com n partículas.

𝑛
𝑑 2 𝐫𝑖
► A resultante das forças sobre o i-ésima partícula é, 𝑚𝑖 2 = 𝐅𝑖 + ෍ 𝐟𝑖𝑗
𝑑𝑡
𝑗=1
Onde, 𝑖≠𝑗

- fij é a força da j-ésima partícula sobre a i-ésima partícula.


- i ≠ j porque a partícula não pode exercer força sobre ela própria.
- Fi é a resultante das forças externas sobre a i-ésima partícula
(não é devida às demais partículas).

► Para cada partícula do sistema, há uma equação como a última.


95
Sistemas de Partículas (continuação)

► Considerando a soma de todas elas, Resultante sobre o sistema

𝑛 𝑛 𝑛 𝑛
𝑑 2 𝐫𝑖
෍ 𝑚𝑖 2 = ෍ 𝐅𝑖 + ෍ ෍ 𝐟𝑖𝑗
𝑑𝑡
𝑖=1 𝑖=1 𝑖=1 𝑗=1

► No segunto termo, devem ser excluídos termos com índices


repetidos, tipo f11, f22,.... Porque uma partícula não pode exercer força
sobre ela própria.

► Para cada termo com qualquer par de índices, existirá outro com
índices invertidos. Isto é, para cada fij, haverá um fji. Pela 3a. Lei de
Newton, fij = - fji.

Logo:
𝑛 𝑛

෍ ෍ 𝐟𝑖𝑗 = 0
𝑖=1 𝑗=1

96
Sistemas de Partículas (continuação)

Exemplo 3 3 3

 f =  (f
i =1 j =1
ij
i =1
i1 + f i 2 + f i3 )

= f11 + f12 + f13 + f 21 + f 22 + f 23 + f 31 + f 32 +f 33

f11 = f 22 = f 33= 0
f12 = −f 21
f13 = −f 31
f 23 = −f 32
3 3

෍ ෍ 𝐟𝑖𝑗 = 0
𝑖=1 𝑗=1

97
Momento de primeira ordem ou primeiro momento de inércia
(sistema de partículas)

Momento de primeira ordem = ෍ 𝑚𝑖 𝐫𝑖


𝑖=1

ri é a posição da i-ésima partícula.

CM é o centro de massa do sistema de partículas e 𝐫𝑪 é definido por:


𝑛
σ𝑛𝑖=1 𝑚𝑖 𝐫𝑖 σ𝑛𝑖=1 𝑚𝑖 𝐫𝑖
𝐫𝑐 = = 𝑀𝐫𝑐 = ෍ 𝑚𝑖 𝐫𝑖
σ𝑛𝑖=1 𝑚𝑖 𝑀 ou
𝑖=1
98
► Aplicando a segunda lei de Newton ao sistema,

𝑑 𝑑𝐫𝑐ሶ 𝑑𝑀
𝐅 = (𝑀𝐫𝑐ሶ ) = 𝑀 + 𝐫𝑐ሶ
𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝑑𝑡

Com a massa M é constante,

𝑑𝐫𝑐ሶ
𝐅=𝑀
𝑑𝑡

► Significa que o sistema pode ser tratado como uma única partícula
de massa M e posição rc variando no espaço. O sistema não perde
massa.

99
Exercício 12.104 Shames

Um astronauta em uma caminhada espacial puxa uma massa A de 100


kg em sua direção e reduz a distância d em 5 m. Se o astronauta pesa
660 N sobre a terra, de quanto se moverá a massa A de sua posição
original? Despreze a massa da corda.

100
Solução

Dados:

Massa de A, 𝑚𝐴 = 100 𝑘𝑔
𝑊𝐻 660
Massa do astronaunta, 𝑚𝐻 = = = 67,28 𝑘𝑔
𝑔 9,81

Vamos supor que o astronauta esteja na origem de um sistema de


coordenadas em t = 0.

Considerando a equação do slide 91,


𝑛

𝑀𝑥𝑐 = ෍ 𝑚𝑖 𝑥𝑖
𝑖=1

Para t = 0 (Figura ao lado),

𝑚𝐻 𝑥𝐻0 +𝑚𝐴 𝑥𝐴0 67,28×0+100𝑑 100𝑑


𝑥𝑐0 = = =
𝑚𝐻 +𝑚𝐴 67,28+100 167,28
101
Na situação final, t > 0,

𝑚𝐻 𝐷+𝑚𝐴 [𝐷+ 𝑑−5 ] 67,28𝐷+100𝐷+100𝑑−500


𝑥𝑐 = =
𝑚𝐻 +𝑚𝐴 167,28

Se não há forças externas, então,

𝑑 𝐫𝑐ሶ
𝐅= 𝑀 = 0 ⇒ 𝐫𝐶ሶ = 𝑐𝑡𝑒, 𝑒 𝑥𝐶0 = 𝑥𝐶
𝑑𝑡

Daí, 100𝑑 67,28𝐷+100𝐷+100𝑑−500


=
167,28 167,28

Após simplificações,

0 = 167,28𝐷 − 500
𝐷 = 2,99 𝑚

Finalmente, 𝐷+ 𝑑−5 +𝑘 =𝑑

E 𝑘 = 5 − 𝐷 = 2,01 𝑚 102
Exercício 12.99 Shames

Para um instante t = 0, são apresentados os seguintes dados para um


sistema de partículas:

- M1 = 50 kg na posição (1; 1,3; -3) m.


- M2 = 25 kg na posição (-0,6; 1,3; -2,6) m.
- M3 = 5 kg na posição (-2,6; 5,3; 1) m.

As seguintes forças externas atuam sobre as partículas:

- F1 = 50 j + 10 t k (N) (partícula 1).


- F2 = 50 k (N) (partícula 2).
- F3 = 5t2 i (N) (partícula 3).

Qual é a velocidade de M1 em relação ao centro de massa após 5s,


considerando que em t = 0, as partículas se encontravam em repouso.

103

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