A industrialização e os
impactos ambientais
Os métodos de produção das
indústrias causam diversos impactos
no meio ambiente. Entre os principais
impactos podemos destacar:
Poluição do ar
A poluição do ar é constantemente
colocada em debate sobre a relação
entre indústria e meio ambiente, afinal,
todos os dias são lançadas toneladas de gases tóxicos (óxido de enxofre, óxido
de nitrogênio e monóxido de carbono) na atmosfera.
Gases, estes que pioram a qualidade do ar que a população respira, causando
doenças respiratórias, e destroem a camada de ozônio, o que aumenta a
incidência de raios ultravioletas e aumenta a temperatura da terra.
Destruição da fauna e da flora
Os impactos causados pelas indústrias provocam uma grande reação em
cadeia, cada impacto citado aqui tem relação direta com os demais e uns
levam aos outros, o aumento da temperatura do planeta causada pela poluição
do ar pode levar a queimadas em biomas como o cerrado, por exemplo.
Além disso, diversas indústrias descartam de maneira irresponsável seus
dejetos na natureza, contaminando animais, florestas e fontes de água e
devido a irregularidades ainda podem causar grandes desastres ambientais,
como por exemplo o rompimento da barragem em Brumadinho, no ano de
2019.
Contaminação da água
GEOGRAFIA
As indústrias são as principais poluidoras dos nossos corpos hídricos. Isso, por
simples irresponsabilidade, grandes indústrias despejam toneladas de resíduos
tóxicos em rios e lagos, prejudicando todo o ecossistema, tornando a água
imprópria para o consumo e afetando a fauna local.
Além do desequilíbrio ecológico que essas práticas trazem, isso pode trazer
diversos impactos negativos na saúde da população que vive ao redor dessas
áreas.
Aquecimento global
Como dito anteriormente, as ações das indústrias causam uma reação em
cadeia, em que uma coisa leva a outra e todas nos trazem até aqui, ao
aquecimento global.
As atividades industriais duplicaram a concentração de GEE (Gases do Efeito
Estufa) na atmosfera, com o principal gás sendo o dióxido de carbono, porém
além desses ainda são emitidas grandes quantidades de gás metano, óxido
nitroso e óxidos de nitrogênio.
É importante salientar que a indústria não é apenas o local físico de uma
fábrica, mas todo o processo que as envolvem, portanto, todo o CO2
despejado por carros e caminhões a serviço desse ciclo entram nessa conta.
Todos os impactos citados anteriormente acarretam nesse “super impacto”,
que provoca mudanças climáticas graves, aumento do nível do mar,
derretimento de calotas polares, desertificação de áreas de florestas, aumento
da temperatura e diversos outros problemas.
Um exemplo recente do aquecimento global é a precipitação de neve nas
regiões sul do Brasil, um ponto importante de se destacar, pois apesar do
nome, o aquecimento global não é responsável apenas por altas temperaturas
mas sim por um desequilíbrio nelas.
GEOGRAFIA
As grandes esferas da
natureza e as diferentes
alterações na vida do homem.
(atmosfera, hidrosfera e
biosfera)
O sistema terrestre é o conjunto de elementos que garante o funcionamento
dos componentes do planeta Terra em sua superfície, bem como as suas
recorrentes transformações ao longo do tempo. Compreender o sistema
terrestre é, portanto, estabelecer as bases para a compreensão da Terra de um
modo geral, de forma a entender os seus ciclos e processos naturais.
GEOGRAFIA
Basicamente, o sistema terrestre é constituído a partir do relacionamento entre
as formas de relevo e suas influências endógenas (internas) e exógenas
(externas), a dinâmica climática e dinâmica cíclica da água. Portanto, podemos
entender o sistema terrestre como a relação entre os diferentes componentes
da litosfera, atmosfera e hidrosfera, com a consequente formação da biosfera.
Por litosfera entende-se a estrutura física e sólida do planeta. Isso envolve,
portanto, as rochas, as formas de relevo e as dinâmicas relacionadas aos seus
processos de atuação e transformação, tais como a estrutura interna do
planeta e seus efeitos, a exemplo do movimento das placas tectônicas, os
vulcanismos e os terremotos. Nesse sentido, embora a Geologia entenda a
litosfera como a camada mais externa e sólida da Terra, no sistema terrestre
ela envolve tanto essa estrutura como as dinâmicas que nela interferem.
Por atmosfera compreende-se a dinâmica climática e dos gases que envolvem
a camada de ar da Terra. Portanto, o funcionamento dos climas e os fatores a
ele relacionados, tais como as chuvas, a umidade, a pressão atmosférica, entre
outros dispositivos, são itens incluídos nesse subsistema.
Por hidrosfera conceitua-se a estrutura de água que compõe o ambiente da
Terra, elemento que está presente em 70% da superfície. No caso, não se fala
somente em água líquida, mas também nos seus estados sólido e gasoso e
nas dinâmicas a ela relacionadas. É importante compreender que a água atua
tanto na transformação dos climas quanto na dinâmica do relevo, além de ser
um item fundamental para a existência dos seres vivos.
Por biosfera compreende-se a inter-relação entre as três esferas acima
apresentadas, formando o ambiente próprio para a manutenção da vida.
Portanto, falar de biosfera é falar nas condições para o assentamento das
vegetações e também dos animais, dos quais os seres humanos não se
excluem, embora a humanidade seja a maior interventora entre os seres vivos
sobre o meio natural em que habita.
GEOGRAFIA
Os grandes Biomas e os
domínios morfoclimáticos do
Brasil
Podemos dividir nos biomas florestados (amazônia, mata de cocais, mata
atlântica, matas de araucárias), formações abertas (Cerrado, caatinga e os
campos sulinos), e formações de áreas inundáveis (pantanal e manguezais).
Os principais domínios morfoclimáticos do Brasil são:
Mata de cocais
Mata Atlântica
A Floresta Amazônica
Mata de Araucárias
Cerrado
Caatinga
Campos Sulinos ou Pampas
GEOGRAFIA
Mata dos Cocais
Este bioma é encontrado principalmente no Maranhão e no Piauí (veja mapa
da página 22), onde representa um bioma de transição entre a Floresta
Amazônica e a Caatinga, mas também se distribui pelo Ceará e Tocantins.
Ocupa cerca de 3% do território nacional e seu clima é caracterizado por uma
quantidade elevada de chuvas e por apresentar altas temperaturas (média
anual de 26 °C).
A Mata dos Cocais é menos densa que a Floresta Amazônica e apresenta
áreas com clareiras.
A vegetação desse bioma é composta, predominantemente, de palmeiras,
como o babaçu, a carnaúba e o buriti, as quais despertam grande interesse
comercial: delas são extraídas ceras, óleos, madeira e fibras, importantes
fontes de renda das populações que vivem lá.
A fauna da Mata dos Cocais é caracterizada por grande diversidade, sendo que
alguns animais também habitam a Amazônia ou a Caatinga. Entre as espécies
mais comuns encontram-se roedores, gambás, lagartos, cobras, aves,
macacos e insetos. Nas águas dos rios podem ser encontrados mamíferos
como o boto e a ariranha, e peixes como o acará-bandeira.
GEOGRAFIA
Mata Atlântica
Quando os portugueses chegaram à costa brasileira, em 1500, encontraram
uma exuberante floresta: a Mata Atlântica. Naquela época, ela se estendia por
toda a costa brasileira, ocupando planícies costeiras e regiões montanhosas.
Inicialmente, houve a extração do pau-brasil; depois, a substituição de parte da
mata nativa por plantações de cana-de-açúcar, café, cacau e eucalipto, além
do uso do solo para a pecuária.
O clima da Mata Atlântica é muito variável: pode ser muito úmido, no Sul,
tropical, ou até semiárido, onde se encontra com a Caatinga, ao Norte.
De forma geral as temperaturas médias são elevadas durante o ano todo. A
grande quantidade de chuvas também é característica: os ventos que sopram
do oceano em direção ao continente trazem massas de ar úmidas que, ao
encontrarem as montanhas que cercam a Mata Atlântica, se condensam e
provocam chuva.
A biodiversidade da Mata Atlântica é uma das mais ricas do planeta. Algumas
de suas espécies não são encontradas em nenhum outro local – são as
chamadas espécies endêmicas. Em todos os biomas existem espécies
GEOGRAFIA
endêmicas, mas, na Mata Atlântica, o número delas é proporcionalmente alto,
apesar de todas as alterações já sofridas.
A ocupação humana na Mata Atlântica, ao longo de mais de 500 anos,
praticamente acabou com a floresta, restando, em 2011, por volta de 7% da
sua formação original. Por toda a sua riqueza e fragilidade, a Mata Atlântica
está entre as cinco áreas que a comunidade científica internacional considera
como de preservação prioritária.
A Floresta Amazônica
GEOGRAFIA
A Floresta Amazônica é reconhecida no mundo todo graças, principalmente, à
sua grande biodiversidade. Entre os biomas brasileiros, é o que apresenta,
junto com a mata atlântica, a maior diversidade de plantas.
A Floresta Amazônica, está localizada nas Regiões Norte e Centro-Oeste; as
chuvas frequentes e abundantes que na Floresta Amazônica.
Mata de Araucárias
A Mata de Araucárias está localizada principalmente no sul do Brasil, mas pode
ser encontrada em São Paulo, no sul de Minas Gerais e norte do Rio Grande
do Sul. Nessa faixa, o bioma ocupa, principalmente, regiões do Paraná e de
Santa Catarina.
O clima da região é temperado, ou seja, apresenta chuvas regulares e
estações relativamente bem definidas (em geral, o inverno é frio e o verão é
quente).
A fauna da Mata de Araucárias é muito parecida com a da Mata Atlântica, com
algumas espécies endêmicas.
Além da araucária, a espécie vegetal mais representativa da região, estão
presentes a imbuia, o sassafrás, a canela, a erva-mate, o jacarandá, a
guabiroba, a pitanga, alguns tipos de bromélias, orquídeas e cactos,
GEOGRAFIA
A araucária é uma árvore muito resistente às baixas temperaturas. O órgão
reprodutor da araucária é conhecido como pinha, e suas sementes são os
pinhões, muito apreciados como alimento.
Este bioma já ocupou cerca de 2% do território nacional, mas sofre com o
desmatamento, principalmente pela expansão da agricultura e das madeireiras.
Como consequência, há redução do número de onças-pardas, onças-pintadas,
cutias e pacas. Só no Paraná, segundo a Fundação de Pesquisas Florestais do
Paraná, resta menos de 0,8% da cobertura original.
Cerrado
O Cerrado é o segundo maior domínio morfoclimático do Brasil (o maior é a
Amazônia) e ocupa principalmente o Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Tocantins, mas
também outros Estados.
É formado por áreas relativamente planas, de clima quente, com temperaturas
que variam de 20 °C a 30 °C. Apresenta inverno seco e verão bastante chuvos.
GEOGRAFIA
0 Cerrado é um bioma rico em espécies vegetais, com gramíneas, arbustos e
árvores. As árvores apresentam folhas endurecidas, galhos tortuosos e cascas
grossas.
A área ocupada pelo Cerrado é grande e heterogênea em termos de solo,
relevo e regime de chuvas. Em virtude disso, as características da vegetação,
de acordo com a maior ou menor cobertura vegetal, recebem diferentes
denominações: campo limpo (sem árvores e com predominância de
gramíneas), campo sujo (com mais cobertura vegetal) e cerradão (com
presença de árvores altas em maior número).
O solo tem poucos nutrientes e apresenta baixa capacidade de reter água.
Após as chuvas, a água penetra no solo e alcança regiões mais profundas,
aumentando o volume dos aquíferos (reservatórios de água subterrânea).
Grande parte das árvores do Cerrado apresenta raízes profundas, que chegam
aos aquíferos, evitando a desidratação.
A flora do Cerrado apresenta espécies usadas pela indústria farmacêutica,
como a arnica, componente de alguns anti-inflamatórios; frutas típicas como o
pequi, a gabiroba e a pitanga; plantas ornamentais, como a douradinha e o ipê-
amarelo; e outras, como a carne de vaca e a sucupira-preta, usadas para fazer
utensílios, como cabos de faca.
Entre a grande variedade de animais, é importante destacar algumas espécies
ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará,
tamanduá-bandeira e o cachorro-vinagre (mamíferos) e a águia-cinzenta (ave).
A baixa fertilidade do solo do Cerrado foi, por muito tempo, um fator limitante
para a atividade agrícola nesse bioma. Porém, o rápido aumento populacional
da região, impulsionado pela transferência da capital federal do Brasil para o
Centro-Oeste, levou à maior exploração de terras e à expansão das fronteiras
agrícolas.
Isso foi possível graças a um conjunto de fatores, como novas tecnologias,
novos fertilizantes e o uso de espécies vegetais melhor adaptadas à região.
GEOGRAFIA
O solo tornou-se cada vez mais produtivo, ampliando o desenvolvimento da
pecuária pela formação de pastos e a produção de grãos como a soja. No
estado de São Paulo, por exemplo, a cana-de-açúcar e a laranja ocupam
grandes áreas de Cerrado.
O rápido avanço da agricultura já devastou mais da metade da área original do
Cerrado no Brasil. A situação é tão grave que, atualmente, estes domínios
morfoclimáticos é considerado uma área de preservação prioritária.
Caatinga
A Caatinga, um bioma exclusivamente brasileiro, estende-se do Ceará até o
norte de Minas Gerais e Piauí, entre a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.
O clima da região é quente e seco: apresenta pouca quantidade de chuvas e
as temperaturas, geralmente, variam de 27 °C a 29 °C. Durante cerca de oito
meses por ano, de maio a dezembro, não chove ou chove muito pouco – é o
chamado verão.
GEOGRAFIA
Quando chega o período marcado pelas chuvas, ressurgem as folhas e forma–
se uma mata baixa e verde. Nessa época do ano, a pluviosidade na Caatinga
é, em média, 3 vezes menor que na Amazônia.
A paisagem da Caatinga é mais complexa do que se imagina, e é constituída
por ecossistemas bem diferentes. Além das áreas planas, encontram-se alguns
morros isolados, os lajedos (terrenos com rochas em sua superfície), os
açudes (lagos formados por represamento de água) e os brejos (pontos altos
onde a umidade do ar é maior, a temperatura média é menor e as chuvas são
mais frequentes).
A maioria dos rios presentes na Caatinga são intermitentes, isto é, correm
apenas durante o período de chuvas e praticamente desaparecem durante a
estação seca.
Entre os rios perenes, ou seja, que não secam no verão, o principal é o rio São
Francisco. Ele forma uma das três principais bacias hidrográficas do país: as
outras duas são a do Amazonas e a do rio Paraná-Paraguai.
Campos Sulinos ou Pampas
GEOGRAFIA
Apesar de existirem Campos em quase todo o Brasil, daremos atenção
especial aos Campos do Rio Grande do Sul, conhecidos como Pampa ou
Campos sulinos. Além do Brasil, o Pampa está presente na Argentina e no
Uruguai.
O inverno do Pampa é frio, com temperaturas que variam de 10 °C a 14 °C. No
verão, as temperaturas ficam entre 20 °C e 23 °C. O clima da região é úmido
ao longo de todo o ano, porém no verão há predominância de clima seco.
Em áreas onde o relevo é suave e pouco ondulado, a vegetação é formada por
campos com matas nas margens dos riachos (mata de galeria). Nas regiões
serranas, há uma mistura de campo e floresta um pouco semelhante às
florestas tropicais.
A paisagem do Pampa é dominada pela presença de gramíneas e de arbustos,
especialmente leguminosas, plantas que produzem frutos na forma de vagens,
como a pega-pega e o trevo-branco.
A fauna típica é constituída, entre outros animais, por aves como ema, perdiz e
marreco; por cobras como urutu, cotiara e jararaca; por mamíferos como ratão-
do-banhado, capivara, tuco-tuco e gato-mourisco.
Entre as espécies animais ameaçadas de extinção, podemos citar como
exemplos o gato-palheiro e o lobo–guará (mamíferos) e a águia-cinzenta (ave).
A devastação de aproximadamente 60% da área ocupada originalmente pelo
Pampa é resultado do uso das pastagens naturais para criação de gado e do
desmatamento para a agricultura de alta produtividade, como arroz, milho, trigo
e soja.
Disponível em: [Link]
morfoclimaticos-do-brasil/
GEOGRAFIA
As bacias hidrográficas no
Brasil
As bacias hidrográficas do Brasil são extensas e formadas por rios caudalosos
e importantes para suas respectivas regiões, fazendo com que o país possua a
maior reserva de água doce/potável do planeta. É importante recordar que as
bacias hidrográficas consistem em uma grande área em que um rio principal é
alimentado por outros rios ao seu redor, os afluentes.
As bacias brasileiras são as seguintes:
Bacia Hidrográfica Amazônica;
Bacia Hidrográfica do Tocantins-Araguaia;
Bacia Hidrográfica do São Francisco;
Bacia Platina (Bacia do Paraná, do Paraguai e do Uruguai);
Bacia Hidrográfica do Parnaíba;
Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental;
Bacia Hidrográfica do Atlântico Nordeste Ocidental;
Bacia Hidrográfica Atlântico Leste;
Bacia Hidrográfica Atlântico Sudeste;
Bacia Hidrográfica Atlântico Sul;
GEOGRAFIA
Disponível em: [Link]
GEOGRAFIA