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50 Esboços de Sermões em Atos

O e-book '50 Esboços de Sermões no Livro de Atos dos Apóstolos' apresenta uma coleção de sermões inspirados no livro bíblico de Atos, abordando temas como a ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo. Os sermões visam enriquecer a compreensão da Palavra de Deus e auxiliar na preparação de mensagens para congregações. Além disso, o documento inclui um aviso contra a pirataria, enfatizando a importância do respeito pelos direitos autorais e pela criatividade.

Enviado por

Gabriel Junior
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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50 Esboços de Sermões em Atos

O e-book '50 Esboços de Sermões no Livro de Atos dos Apóstolos' apresenta uma coleção de sermões inspirados no livro bíblico de Atos, abordando temas como a ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo. Os sermões visam enriquecer a compreensão da Palavra de Deus e auxiliar na preparação de mensagens para congregações. Além disso, o documento inclui um aviso contra a pirataria, enfatizando a importância do respeito pelos direitos autorais e pela criatividade.

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50 ESBOÇOS DE SERMÕES

NOVA EDIÇÃO
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BOAS VINDAS!
Bem-vindos ao E-Book "50 Esboços de Sermões no Livro de Atos dos Apóstolos"!

É com grande alegria e gratidão que damos as boas-vindas a você, querido leitor, a este
ebook especial. Estamos empolgados em compartilhar com você esta coleção de 40
esboços de sermões inspirados no livro de Atos dos Apóstolos. Este livro da Bíblia é uma
fonte rica de ensinamentos, histórias emocionantes e lições de fé que continuam a
inspirar e fortalecer os crentes até os dias de hoje.

Ao longo das páginas deste e-book, você encontrará uma variedade de sermões
cuidadosamente elaborados que exploram os eventos, personagens e lições espirituais
que permeiam o livro de Atos. Nossa esperança é que esses esboços de sermões não
apenas o auxiliem na preparação de mensagens poderosas para sua congregação ou
grupo de estudo, mas também enriqueçam sua própria compreensão e conexão com a
Palavra de Deus.

O livro de Atos dos Apóstolos nos leva em uma jornada fascinante, testemunhando a
propagação do Evangelho, o crescimento da Igreja primitiva e os desafios enfrentados
pelos apóstolos e discípulos enquanto se esforçavam para obedecer ao chamado de
Cristo. É uma narrativa repleta de coragem, milagres, perseverança e, acima de tudo, a
presença constante do Espírito Santo.

Ao explorar estas mensagens, convidamos você a se aprofundar nas histórias e nos


ensinamentos contidos em Atos dos Apóstolos e a refletir sobre como esses princípios
atemporais podem ser aplicados em sua própria jornada de fé. Lembre-se de que o
Espírito Santo está sempre disponível para nos guiar e fortalecer à medida que
buscamos viver de acordo com os princípios e a mensagem de Jesus Cristo.

Agradecemos por escolher este e-book como parte de sua busca espiritual e
esperamos que ele seja uma fonte de inspiração e bênção em sua vida e ministério. Que
você seja abençoado ao compartilhar essas mensagens com outros e ao estudar o livro
de Atos dos Apóstolos de maneira mais profunda.

Que o Senhor continue a iluminar o seu caminho e encher seu coração de amor,
graça e sabedoria enquanto você se aprofunda nas verdades eternas encontradas neste
livro sagrado. Que a leitura deste e-book seja uma jornada espiritual enriquecedora
para você.

Que Deus o abençoe ricamente!


Welliton Alves dos Santos
AVISO!
AVISO DE PROIBIDO À PIRATARIA

Prezados leitores, autores e apoiadores da criatividade e do conhecimento,

Este é um aviso veemente contra a prática ilegal de pirataria. A pirataria de


conteúdo, seja ele literário, musical, cinematográfico ou qualquer outra forma de
criação intelectual, é prejudicial em muitos aspectos. Ela mina os direitos autorais,
prejudica os criadores e suas obras, e, o que é ainda mais grave, mina os alicerces da
inovação e da cultura.

A pirataria não é apenas uma violação dos direitos legais dos criadores, mas também
representa um obstáculo significativo para o desenvolvimento sustentável de indústrias
criativas e culturais. Ela desencoraja a produção de novas obras, diminui a qualidade
do conteúdo e, em última instância, prejudica a diversidade e a riqueza cultural que
todos nós valorizamos.

Ao adquirir ou consumir conteúdo de forma ilegal, você está contribuindo para esse
ciclo de destruição, prejudicando diretamente aqueles que dedicam seu tempo, energia e
talento para criar obras significativas. Além disso, a pirataria frequentemente envolve
sites e redes que podem ser perigosos para seu dispositivo e suas informações pessoais.

Portanto, apelamos a todos os consumidores de conteúdo para que façam a


escolha ética e legal. Compre ou acesse obras apenas através de canais legítimos,
onde os criadores são devidamente compensados pelo seu trabalho. Ao fazer isso,
você está apoiando o florescimento da cultura, da criatividade e do progresso.
Lembre-se, o respeito pelos direitos autorais e a rejeição à pirataria não são apenas
uma questão de conformidade legal, mas uma demonstração de respeito pelos artistas,
autores e todos aqueles que enriquecem nossas vidas com suas contribuições.

Agradecemos a todos que escolhem agir com integridade e ética, contribuindo para
um mundo onde a criatividade e o conhecimento são valorizados e respeitados.

Juntos, podemos promover uma cultura de respeito pelos direitos autorais e pelo
trabalho criativo.

Welliton Alves dos Santos


CAPÍTULO - 01
SERMÃO-01
TEMA: A Ascensão de Cristo e a Promessa do Espírito Santo" - Atos 1:1-11
I. Exegese do Texto

Atos 1:1-11 é um relato fundamental sobre a ascensão de Jesus e a promessa do


Espírito Santo. Lucas, o autor, conecta este livro com seu Evangelho anterior,
continuando a narrativa da obra de Jesus através do Espírito Santo na Igreja primitiva.
O capítulo começa com Jesus instruindo os apóstolos sobre o Reino de Deus e a
promessa do Espírito Santo. A ascensão de Jesus é descrita de forma majestosa,
ressaltando sua divindade e autoridade. Este evento não é apenas um adeus, mas uma
transição de ministério de Jesus para a Igreja. A promessa do Espírito Santo é
destacada como um poder essencial para a missão dos discípulos. Os anjos reafirmam a
segunda vinda de Cristo, incentivando os discípulos a se concentrarem na missão. Este
texto é uma ponte entre a obra redentora de Cristo e a obra missionária da Igreja.

II. INTRODUÇÃO

A ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo são dois pilares que sustentam a
fé e a missão cristã. Em Atos 1:1-11, vemos a gloriosa ascensão de Jesus ao céu e a
promessa de que os discípulos não estariam sozinhos em sua jornada. Este evento não é
somente um momento de separação, mas também de comissionamento. Jesus, antes de
ascender, prometeu ao Espírito Santo, que viria para capacitar a Igreja em sua missão.
Este capítulo estabelece o cenário para o derramamento do Espírito no Pentecostes e
para a expansão subsequente do cristianismo. Aqui, vemos uma transição do ministério
pessoal de Jesus para o ministério da Igreja impulsionado pelo Espírito. A ascensão
marca o fim da obra terrena de Cristo e o início de sua obra celestial como intercessor.
Este sermão explora a profundidade e o significado destes eventos, enfatizando como
eles influenciam nossa compreensão da missão da Igreja e nosso papel como
seguidores de Cristo.

III. Desenvolvimento do Sermão I. A Ascensão de Cristo (Atos 1:9-11)

a. Significado da Ascensão: Jesus ascende ao céu, solidificando sua divindade e


autoridade.
b. A Promessa do Retorno: Os anjos prometem a segunda vinda de Cristo, um evento
futuro cheio de esperança.
c. Mudança de Foco: A ascensão muda o foco do ministério terreno para a intercessão
celestial.
d. Implicações para a Igreja: A ascensão incentiva a Igreja a avançar na missão com fé.

II. A Promessa do Espírito Santo (Atos 1:4-8)

a. O Cumprimento da Promessa: Jesus promete o Espírito Santo como um capacitador


para a missão.
b. O Espírito Santo como Poder: O Espírito é descrito como fonte de poder para
testemunhar.
c. A Natureza Global da Missão: A promessa abrange uma missão que alcança "os
confins da terra".
d. O Espírito e a Igreja: O Espírito é essencial para a vida e missão da Igreja.

III. Preparação e Espera (Atos 1:1-4)

a. Instruções Finais de Jesus: Jesus dá instruções cruciais sobre a espera pelo Espírito.

b. A Importância da Obediência: A obediência na espera é um tema central.

c. O Poder da Paciência: A paciência em esperar o cumprimento das promessas de


Deus.
d. Preparação para o Pentecostes: Este período é um tempo de preparação para o
derramamento do Espírito.

Conclusão
A ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo em Atos 1:1-11 são eventos que
moldam a identidade e a missão da Igreja. A ascensão de Jesus não é apenas um evento
histórico; ela marca uma transição significativa no plano redentor de Deus. Com Jesus
no céu, a Igreja é chamada a olhar para cima e para fora - para cima, reconhecendo
Cristo como o Senhor ressuscitado e intercessor, e para fora, cumprindo a grande
comissão. A promessa do Espírito Santo é a garantia de que não estamos sozinhos
nesta missão. O Espírito nos capacita, nos guia e nos mantém unidos em Cristo. Esta
passagem nos desafia a viver em expectativa da segunda vinda de Cristo, enquanto
ativamente participamos da obra que Ele nos confiou. Como seguidores de Cristo,
somos chamados a ser testemunhas de sua graça e amor em todo o mundo. A espera
pelo Espírito Santo é um lembrete da necessidade de dependência de Deus e da
importância da comunidade na jornada da fé. Este texto nos convida a refletir sobre
nossa própria jornada de fé, reafirmando nossa confiança na liderança de Cristo e na
presença contínua do Espírito em nossas vidas. À medida que nos engajamos na missão
de Deus, façamos isso com os olhos fixos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé,
e com corações abertos ao trabalho transformador do Espírito Santo.
SERMÃO-02
TEMA: AS PROVAS INFALÍVEIS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

TEXTO BASE: ATOS 1-3

INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, Lucas afirma que o Senhor Jesus Cristo <depois de ter padecido,
se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de
quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus.= Se fosse estabelecido um
tribunal universal para formar um inquérito de investigação da ressurreição de Jesus
Cristo, certamente encontraria provas incontestáveis e suficientes para declarar como
verdadeiro este fato histórico. Vejamos:

I- AS PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS


1. As provas da ressurreição de Jesus Cristo são tão infalíveis e incontestáveis que
qualquer cético se converteria, como aconteceu com Tomé, o qual só acreditou
depois de tocar pessoalmente no corpo ressuscitado de Jesus (Jo 20.24-29).
Outro testemunho eloquente e incontestável é a conversão de Saulo de Tarso no
caminho de Damasco (At 9.1-9). Como um homem assim 4 tão intelectual, tão
radical no judaísmo desde o seu nascimento, e ao mesmo tempo opositor e cruel
perseguidor da fé cristã no seu começo 4 poderia se converter e se tornar o seu
maior defensor, se a ressurreição de Jesus Cristo não fosse um fato incontestável?

2. Saulo de Tarso, mais tarde chamado Paulo, não apenas ouviu de terceiros o
testemunho da ressurreição de Jesus Cristo, como ele mesmo presenciou com os
seus olhos o Cristo ressuscitado, que o chamava para uma grande obra de difusão
universal do evangelho do poderoso Cristo ressuscitado, que lhe apareceu fora dos
limites da Palestina.

3. Paulo teve um encontro com o Cristo universal. O Cristo não é apenas de um grupo
de judeus; mas sim, o Cristo de todas as criaturas do mundo. Aleluia! Em 1Co
15.17, ele mesmo disse: <E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda
permaneceis nos vossos pecados.= Sendo assim, o apóstolo do cristianismo
universal pôde dizer com autoridade incontestável e infalível: <Mas, agora, Cristo
ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.= (1Co 15.20)
Glórias a Deus!
Em 1Co 15.3-4, o próprio Paulo já havia apresentado o resumo do evangelho que
ele cria e pregava, dizendo: <Porque primeiramente vos entreguei o que também
recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi
sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras=. Paulo faz questão
de enfatizar: <segundo as Escrituras=. Quem poderá contestar o que as Escrituras
afirmam? (Jo 5.39; 2Tm 3.16).

4. Em Rm 10.9, Paulo declara que a própria salvação do pecador está condicionada à


sua crença na ressurreição de Jesus Cristo, dizendo: <Se, com a tua boca,
confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos
mortos, serás salvo.=

5. A ressurreição de Jesus Cristo sempre foi o tema principal da mensagem cristã, e


ainda hoje deve ser. Já em seus dias, Paulo percebeu que esse tema estava
começando a ficar esgotado e advertiu Timóteo, dizendo: <Lembra-te de que Jesus
Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu
evangelho= (2Tm 2.8). Não esqueçamos de pregar Jesus Cristo ressuscitado em
nossos dias!

CONCLUSÃO
Em 1Co 15.5-8, Paulo menciona o depoimento irrefutável de centenas de
testemunhas oculares da ressurreição de Jesus Cristo, dizendo: <… foi visto por Cefas e
depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos
quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por
Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a
mim, como a um abortivo.= Se não há como contestar o testemunho de duas ou três
testemunhas, quem pode contestar o testemunho de mais de quinhentas pessoas de uma
só vez? (Dt19.15)
SERMÃO-03
TEMA: O PODER MOTIVADOR DA EVANGELIZAÇÃO

TEXTO BASE: ATOS -1:8

INTRODUÇÃO
Podemos dizer que At 1.8, é o texto áureo da obra missionária da Igreja na face da
terra. Este texto é a chave do fervor missionário das Igrejas Evangélicas e Pentecostais.
Neste texto sagrado, o Senhor Jesus Cristo revela que o poder do Espírito Santo é o
grande motivador da expansão missionária da Igreja na terra.

O PODER DO ESPÍRITO SANTO NA PREGAÇÃO

1. A palavra grega para <poder=, encontrada neste versículo, é <dunamis=, de


onde surgiu a palavra <dinamite=. Isto significa que o poder do Espírito é uma
verdadeira explosão de graça e de milagres na obra da evangelização mundial.

2. Em At 4.31, Lucas escreve que, <tendo eles orado, moveu-se o lugar em que
estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com
ousadia a palavra de Deus.= Quando o <dínamo divino= se manifesta, o lugar
treme!

3. Em At 4.33, a Bíblia afirma que <os apóstolos davam, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante
graça=. Aleluia!

4. Em At 6.8, a Palavra de Deus afirma que <Estêvão, cheio de fé e de poder,


fazia prodígios e grandes sinais entre o povo=.

5. Em Rm 1.16, Paulo afirma que o evangelho de Cristo é o poder de Deus para


a salvação de todo aquele que crê.

6. Em 1Co 2.4-5, reconhecendo a grande importância do poder do Espírito


Santo na evangelização, Paulo diz: <A minha palavra e a minha pregação não
consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do
Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens,
mas no poder de Deus.
7. Em 1Ts 1.5, Paulo cita esta mesma fórmula na evangelização de Tessalônica,
dizendo: <Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas
também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais
fomos entre vós, por amor de vós.=

8. Em 2Tm 1.7, Paulo ainda afirma que <Deus não nos deu o espírito de temor,
mas de fortaleza, e de amor, e de moderação=.

CONCLUSÃO
Sem o Espírito Santo, não há poder milagroso; e, sem este poder glorioso, não há
testemunho eficaz. Portanto, a expansão da Igreja na terra depende do poder do Espírito
Santo; pois, para isso, Deus tem confirmado a pregação do evangelho <por sinais, e
milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade=
(Hb 2.3-4).
CAPÍTULO - 02
SERMÃO-04
TEMA: OS QUATRO SINAIS DO PENTECOSTES

TEXTO BASE: ATOS 2:1-4

INTRODUÇÃO
O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos é o texto áureo do pentecostalismo mundial. A
descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes marcou para sempre a história da Igreja.
No monte Sinai aconteceu a descida de Deus Pai à terra (Êx 19); em Belém de Judá,
aconteceu a descida de Deus Filho à terra (Lc 2); e, em Jerusalém, aconteceu a descida do
Espírito Santo à terra (At 2). Todas as grandes manifestações da divindade na terra foram
acompanhadas de grandes sinais. O Pentecostes era uma das grandes festas judaicas,
celebrada sete semanas após a Páscoa, e era chamada também de Festa das Primícias ou
Festa das Semanas. Nessa festa, os primeiros frutos da grande colheita anual eram
oferecidos ao Senhor. Por ocasião da descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes,
aconteceram quatro grandes sinais: O som, o vento, as línguas e o fogo.

I. O SOM VINDO DO CÉU

A. <De repente, veio do céu um som…= (At 2.2). O primeiro sinal que acompanhou a
descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foi um som vindo do céu. O som é
definido como um barulho, um fragor ou um ruído. Com certeza, este som descido
no Dia de Pentecostes foi tão forte que chamou a atenção de todos os peregrinos que
tinham vindo de diversas nações da terra para participar da Festa de Pentecostes (At
2.5-6).

B. A descida do Senhor Deus sobre o monte Sinai foi também marcada por um forte e
estremecedor som de buzina e trovões (Êx 19.16-19). O sonido da buzina era
crescente; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.
C. Os crentes pentecostais são criticados pelas pessoas por fazerem muito barulho. Mas
aí está a razão de fazerem barulho. Quando Deus se manifestou na Bíblia, na maioria
das vezes o fez com grande poder, barulho e som de trovões. Ora, se as pessoas
lotam os estádios de futebol para vibrar e gritar por seu time, muitos mais os crentes,
lavados e redimidos pelo sangue de Jesus Cristo, têm motivos para louvá-lo e
glorificá-lo em alto e bom som. As reuniões da Igreja Primitiva eram acompanhadas
de manifestações espirituais tão barulhentas, que o próprio lugar tremia pelo poder
do Espírito Santo (At 4:31)

II. O VENTO IMPETUOSO

A. <… um vento veemente e impetuoso…= (At 2.2). O segundo sinal que


acompanhou a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foi um vento
impetuoso. Existe uma grande conexão entre o vento e o Espírito. A palavra hebraica
<ruach=, e a palavra grega <pneuma= são as mesmas, o vento é o Espírito Santo;
porém, as características do vento nos ensinam verdades espirituais a respeito da obra
do Espírito Santo. O vento se move de diversas maneiras; o Espírito Santo também se
move de diversas maneiras na Igreja. Ninguém consegue ver o vento, mas sente os
efeitos do vento. Ninguém consegue ver o Espírito Santo, mas sente os efeitos do
mover do Espírito Santo na vida pessoal e em toda a Igreja.

B. As grandes manifestações de Deus nas Escrituras foram também acompanhadas


por um forte vento. Em Êx 14.21, o Senhor usou um forte vento oriental para abrir o
mar, a fim de seu povo atravessar a pé enxuto. Em Nm 11.31, o Senhor soprou um
vento e trouxe provisão alimentar para o seu povo no deserto

C. Em Jo 3.8, Jesus disse: <O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não
sabes donde vem, bem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.=

III. LÍNGUAS DISTRIBUÍDAS

A. <E foram vistas por eles línguas…= (At 2.3). O terceiro sinal que acompanhou
a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foram as línguas distribuídas,
chamadas também de glossolalia. Essas línguas distribuídas entre os cristãos
primitivos no Dia de Pentecostes eram um sinal da parte de Deus para evidenciar o
batismo no Espírito Santo. Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada,
mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem em louvor a Deus, ou
profecia, quando há interpretação dessas línguas dadas pelo Espírito Santo.
B. Em At 2.6-12, todos os representantes das quase vinte nações que estavam em
Jerusalém naquele dia se surpreenderam, ao ver os crentes falando idiomas que não
haviam estudado; mas o Espírito Santo traduzia o que eles falavam na própria língua
nativa daquelas pessoas. Ou seja, é como se um brasileiro estivesse em Jerusalém no
Dia de Pentecostes e um daqueles irmãos estivesse falando o português para o
brasileiro ouvir; no entanto, o irmão batizado com o Espírito Santo falava as línguas
dadas pelo Espírito, e algumas palavras inteligíveis em português.

C. Essas línguas distribuídas tinham o objetivo de magnificar em louvor e


profecia as grandezas de Deus (At 2.12). Um crente batizado no Espírito Santo prega
com muito mais fervor as grandezas de Deus. O falar em noutras línguas, para nós
Pentecostais, é um canal de comunicação exclusivo entre o crente batizado no
Espírito Santo e seu
Senhor (1Co 14.2). E, em 1Co 14.39, Paulo ainda diz: <Portanto, irmãos, procurai,
com zelo, profetizar e não proibais falar línguas.=

IV. COMO FOGO

A. <Línguas… como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles= (At 2.3). O
quarto sinal que acompanhou a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foi o
fogo. O fogo sempre esteve associado às grandes manifestações da divindade nas
Escrituras (Êx 40.38; 2Cr 7.1-3). O fogo é símbolo de purificação e aprovação (Is 4.4;
6.6-7).

B. Em Dt 4.24, Deus é chamado de fogo. Em Mt 3.11, Jesus batiza com o Espírito


Santo e com fogo. Em 1Ts 5.19, o Espírito Santo é um fogo que não pode ser apagado.

C. Em Êx 19.18, Deus desceu em fogo sobre o monte Sinai. Em Lc 12.49, Jesus


veio lançar fogo sobre a terra. Em At 2.3, o Espírito Santo desceu acompanhado com
línguas de fogo sobre a Igreja, em Jerusalém. Em Jr 23.29, a palavra de Deus é como
fogo. Em
Ap 4.5, João observou que, diante do trono de Deus <ardiam sete lâmpadas de
fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus=. Portanto, há uma grande conexão
entre o Espírito Santo e o fogo pentecostal.

CONCLUSÃO
Estes quatro sinais de Pentecostes ainda se manifestam hoje, no meio do
pentecostalismo genuíno. O som simboliza o grito Pentecostal; o vento simboliza a
velocidade do crescimento Pentecostal; as línguas simbolizam o idioma Pentecostal; e
o fogo simboliza o fervor Pentecostal. Aleluia!
SERMÃO-05
TEMA: O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

ATOS 2:39

INTRODUÇÃO
O batismo com o Espírito Santo é a imersão do crente no rio da plenitude do Espírito
Santo. É a plenitude recebida no Dia de Pentecostes pelos apóstolos e primeiros
membros da Igreja Primitiva, com a evidência inicial do falar em outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Para as Igrejas Pentecostais, não
existe nenhuma dificuldade em crer no batismo com o Espírito Santo como uma
promessa do Pai, válida para os crentes de todas as épocas da história cristã. O
evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm
1.16). Portanto, o evangelho é o Próprio poder de Deus em atividade no mundo ainda
hoje. Vejamos:

I. EXTENSÃO DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

a. Observe o que disse o apóstolo Pedro: <Porque a promessa vos diz respeito a
vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor,
chamar.= (At 2.39). Portanto, a promessa do batismo com o Espírito Santo é universal e
abrange a todas as pessoas chamadas por Deus indistintamente. A promessa de Deus é
Pentecostes para todos.

b. Em Mc 1.8, João Batista diz: <tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos
batizará com o Espírito Santo.= O único tipo de batismo que o homem de Deus pode
fazer é o batismo nas águas. Entretanto, batizar com o Espírito Santo é atividade
exclusiva de Jesus. E, Ele continua fazendo isso ainda hoje (Hb 13.8).

c Em At 1.5, o próprio Jesus confirmou isso, dizendo: <Porque, na verdade, João


batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois
destes dias.=
II. O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É UMA EXPERIÊNCIA QUE SE
REPETE
a. O Calvário foi uma experiência única e definitiva; porém os seus efeitos
continuam vigentes e perpassam os séculos. Já o Pentecostes foi uma experiência
singular; porém, continuará se repetindo até a volta de Cristo. De acordo com Arthur
Wood: <Em certo sentido, o Pentecostes nunca mais poderá acontecer de novo. Em
outro sentido, ele poderá estar sempre acontecendo, visto que estamos vivendo na era
do Espírito Santo.= Isto é, a descida do Espírito Santo acompanhada de um som
impetuoso e de línguas repartidas como que de fogo aconteceu precisava ser marcado
por meio destes sinais (At 2.1-4). Entretanto, pelo fato de o Espírito Santo não precisar
mais descer como no Dia de Pentecostes, por já estar conosco, suas manifestações
continuarão sempre caracterizada por aquele início áureo do Pentecostes.

b. O Pentecostes se repetiu na casa de Cornélio: <E, dizendo Pedro ainda estas


palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que
eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que
o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.= (At 10.44-45)

c- O Pentecostes se repetiu em Éfeso: <Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados,


então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João
batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele
havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do
Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e
falavam línguas e profetizavam.= (At 19.3-6) Nesta passagem bíblica.

Paulo faz questão de diferenciar o batismo de arrependimento do batismo com o


Espírito Santo; e, mostrou para esses novos convertidos de Éfeso a atualidade da
promessa do batismo com o Espírito Santo. Portanto, Jesus Cristo ainda continua
batizando com o Espírito Santo (Hb 13.8).

CONCLUSÃO
O evangelho é prático, não teórico. Se cremos que a morte redentora de Cristo no
Calvário produz os efeitos da salvação e libertação do pecador, devemos também crer
que a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes para habitar com a Igreja continua
produzindo, hoje, os mesmo efeitos que produziu no período apostólico. Portanto, o
batismo com o Espírito Santo não é uma promessa apenas para os crentes pentecostais ou
carismáticos, mas sim, é uma bênção prometida para toda a Cristandade até a vinda do
Senhor Jesus Cristo.
SERMÃO-06
TEMA: OS SEGREDOS DE UMA IGREJA BEM-SUCEDIDA

ATOS -2 :42-43

INTRODUÇÃO

Aqui neste texto sagrado, nós temos o modelo de uma Igreja bem-sucedida. A
Igreja Primitiva é a matriz que serve de modelo para todas as demais igrejas cristãs.
O segredo de seu avanço, de seu crescimento e de sua marcha vitoriosa tem sido o
ideal perseguido por todas as Igrejas cristãs que almejam a restauração do autêntico
e verdadeiro cristianismo.

I. PERSEVERANÇA NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS

a. O primeiro segredo de uma Igreja bem-sucedida é a perseverança na doutrina


apostólica. Os cristãos primitivos <perseveravam na doutrina dos apóstolos…= (At
2.42). Doutrina é um conjunto de princípios em que se baseia um sistema religioso,
político ou filosófico. Doutrina nada mais é do que um sistema de ensino. Os apóstolos
foram escolhidos por Deus para formular o sistema de ensino da Igreja.

b. Em Ef 2.20, o apóstolo Paulo escreve, dizendo: <Edificados sobre o


fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a Pedra
Angular=.

II. PERSEVERANÇA NA COMUNHÃO E NO PARTIR DO PÃO


A. O segundo segredo de uma Igreja bem-sucedida é a perseverança na comunhão. Os
cristãos primitivos perseveravam <na comunhão, e no partir do pão= (At 2.42).
Comunhão é o ato de comungar e compartilhar das mesmas ideias. Há comunhão de
pensamento, comunhão de ideias, comunhão de bens, comunhão de Jesus Cristo,
comunhão do Espírito Santo, e comunhão com Deus. Quando há comunhão de ideias
e de pensamento, não há espaço para desavenças.
B. Em Fp 2.5, Paulo nos aconselha, dizendo: <Haja em vós o mesmo sentimento que
houve também em Cristo Jesus=. Em 1Co 1.9, Paulo ainda afirma que: <Fiel é Deus,
pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso
Senhor.= Nós fomos chamados para a comunhão e não para a confusão.

III. PERSEVERANÇA NA ORAÇÃO


A- O terceiro segredo de uma Igreja bem-sucedida é a perseverança na oração. Os
cristãos primitivos perseveravam <nas orações= (At 2.42). Perseverança é o ato de
persistir na busca daquilo que almejamos. Perseverança é sinônimo de constância,
firmeza e persistência.

B- Em At 2.46, Lucas escreve: <perseverando unânimes todos os dias no templo…=


Boa parte dos cristãos em nossos dias tem se tornado cristãos domingueiros. Só vão
à igreja no domingo. Os cristãos primitivos frequentavam os cultos todos os dias.
Isso fala de constância e firmeza. Em Rm 12.12, Paulo nos incentiva, dizendo:
<alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração=.

IV. PERSEVERANÇA NA ADORAÇÃO A DEUS


A- O quarto segredo de uma Igreja bem-sucedida é a perseverança na adoração a
Deus. Os cristãos primitivos perseveravam diariamente no Templo <Louvando a
Deus e caindo na graça de todo o povo.= (At 2.47). Adoração é o ato de louvar,
reverenciar e prestar culto a Deus. Os cristãos primitivos faziam isso todos os dias
no templo.

B- No Sl 122.1, o salmista diz: <Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do


SENHOR.= No Sl 29.2, a Palavra de Deus nos orienta, dizendo: <Dai ao
SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o SENHOR na beleza da sua
santidade.=

V. EVANGELIZAÇÃO FERVOROSA TODOS OS DIAS

A- O quinto segredo de uma Igreja bem-sucedida é evangelização fervorosa todos os


dias.
Os cristãos primitivos perseveravam diariamente no templo <louvando a Deus e caindo
na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se
haviam de salvar= (At 2.47). Todos os dias havia salvação de almas na Igreja Primitiva.
Será que está havendo isso em nossos dias?
B- Em At 4.4, a Bíblia afirma que: <Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram,
e chegou o número desses homens a quase cinco mil.= Aleluia! Em At 13.48-49,
após Paulo e Barnabé evangelizarem fervorosamente a cidade de Antioquia da
Pisídia, os "gentios"alegraram se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos
quantos estavam ordenados para a vida eterna. E a palavra do Senhor se divulgava
por toda aquela província.=

CONCLUSÃO
Deus está à procura de uma Igreja que persevera na doutrina dos apóstolos, persevera na
comunhão e no partir do pão, persevera na oração, persevera na adoração a Deus todos os
dias e evangeliza com fervor todos os dias. Tendo estas cinco características, ninguém
impedirá o sucesso desta Igreja. Os desafios são muito grandes; a população mundial
cresce assustadoramente; e Deus deseja salvar almas todos os dias.
SERMÃO-7

TEMA: O Derramamento do Espírito Santo e o Nascimento da Igreja"


ATOS 2:1-47

I. EXEGESE DO TEXTO

Atos 2:1-47 é um capítulo fundamental na história do cristianismo, narrando o


derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Este evento marca o
cumprimento da promessa de Jesus e o início da Igreja. Os discípulos, reunidos em
Jerusalém, recebem o Espírito Santo, o que os capacita a falar em línguas
diferentes, simbolizando a universalidade do Evangelho.

Pedro, cheio do Espírito, proclama a primeira mensagem evangelística, explicando


que o que ocorreu é o cumprimento das profecias messiânicas. Ele prega sobre a vida,
morte e ressurreição de Jesus, enfatizando a necessidade de arrependimento e batismo
para o perdão dos pecados. A resposta é extraordinária: cerca de três mil pessoas
aceitam a mensagem e são batizadas, formando a primeira comunidade cristã. Este
capítulo demonstra a transição da fé centrada na figura física de Jesus para uma
comunidade movida pelo Espírito, marcando o início da missão global da Igreja.

II. INTRODUÇÃO

O capítulo 2 de Atos é um marco na história da Igreja, onde testemunhamos o


cumprimento da promessa de Deus através do derramamento do Espírito Santo. Este
evento não foi apenas um fenômeno isolado, mas o início de uma nova era na história
da redenção. O Pentecostes marca a transição do ministério de Jesus para o ministério
da Igreja, capacitado pelo Espírito. O derramamento do Espírito Santo é um sinal da
nova aliança, onde Deus habita não mais em templos feitos por mãos humanas, mas
dentro dos corações dos crentes. Este sermão explora a profundidade do Pentecostes,
examinando como o Espírito Santo transformou um grupo de discípulos temerosos em
mensageiros corajosos do Evangelho. Abordaremos como esse evento estabelece a
base para a missão e a comunhão da Igreja, destacando a relevância contínua desses
princípios para os cristãos hoje. Pentecostes é um lembrete do poder de Deus em ação e
do chamado contínuo para a Igreja ser uma comunidade guiada pelo Espírito, dedicada
à missão e unida em amor.
III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. O Derramamento do Espírito Santo
(Atos 2:1-4)
a. Cumprimento da Promessa: O Espírito Santo desce, cumprindo a promessa de Jesus.

b. Sinal das línguas: Falar em línguas simboliza a universalidade do Evangelho.

c. Empoderamento para Testemunhar: O Espírito capacita os discípulos para proclamar


as boas novas.
d. Início da Nova Era: Este evento marca o início da era da Igreja.

II. O Sermão de Pedro (Atos 2:14-36)

a. Interpretação Profética: Pedro explica que o derramamento do Espírito cumpre as


profecias.
b. Proclamação de Cristo: Ele anuncia Jesus como o Messias prometido.

c. Chamado ao Arrependimento: Pedro enfatiza a necessidade de arrependimento.

d. A ressurreição de Cristo: A centralidade da ressurreição na mensagem cristã.

III. A Resposta do Povo (Atos 2:37-41)

a. Convicção e Interrogação: O sermão de Pedro leva à convicção de pecado.

b. Chamado para o Batismo: Pedro instrui sobre o batismo e o perdão dos pecados.
c. Conversões em Massa: Cerca de três mil pessoas aceitam a mensagem.

d. O Nascimento da Igreja: Este é o momento fundacional da Igreja cristã.

IV. A Vida da Primeira Comunidade Cristã (Atos 2:42-47)

a. Dedicados ao Ensino dos Apóstolos: A comunidade se dedica ao ensinamento


apostólico.
b. Comunhão e Partilha: Eles praticam uma genuína comunhão e partilha.

c. Oração e Adoração: A vida de oração e adoração é central.


d. Crescimento e Favor: A comunidade cresce em número e graça.

CONCLUSÃO
O derramamento do Espírito Santo em Atos 2 não foi apenas o início da Igreja, mas
também um modelo para a vida cristã e a missão da Igreja. Esse evento extraordinário
demonstra o poder transformador do Espírito Santo, que capacita os seguidores de
Cristo a transcender barreiras culturais e linguísticas para espalhar o Evangelho. O
sermão de Pedro estabelece os fundamentos da fé cristã: arrependimento, batismo em
nome de Jesus, e a recepção do Espírito Santo. A resposta imediata do povo, levando a
conversões em massa, ilustra o poder da mensagem do Evangelho quando
acompanhada pelo Espírito. A descrição da vida da primeira comunidade cristã oferece
um retrato vívido de como a Igreja deve viver: unida em doutrina, comunhão, partilha,
oração e adoração. Este capítulo nos desafia a refletir sobre nosso próprio compromisso
com esses princípios fundamentais. Como cristãos hoje, somos chamados a ser uma
comunidade guiada pelo Espírito, dedicada à palavra de Deus, à comunhão fraterna, à
oração e ao testemunho. Que este olhar sobre o Pentecostes nos inspire a buscar um
reavivamento do Espírito em nossas próprias vidas e comunidades, para que possamos
ser instrumentos eficazes de Deus em um mundo que desesperadamente precisa do
Evangelho.
CAPÍTULO - 03
SERMÃO-08

TEMA: DOIS PASSOS IMPORTANTES PARA O AVIVAMENTO

TEXTO BASE: ATOS 3-19

INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender, por meio deste texto sagrado, dois passos importantes para o
avivamento: arrependimento e conversão. Um grande avivamento começa com
arrependimento sincero e conversão genuína. Avivamento é exatamente isso que o
apóstolo Pedro define: <Tempos de refrigério pela presença do Senhor=. O avivamento
renova os nossos dias como antes e traz refrigério espiritual para a alma. Avivamento é
a própria presença divina manifesta em nosso meio.

I. ARREPENDIMENTO

A- <Arrependei-vos…= (At 3.19). O arrependimento é o passo inicial para que


aconteça o avivamento do seu pecado, Davi descobriu que o que move o coração de
Deus não são os animais inocentes que eram sacrificados para fazer expiação pelo
pecado, mas sim um espírito quebrantado e um coração compungido e contrito.

B- O arrependimento do homem provoca o próprio arrependimento de Deus. Como


acontece isso? Quando o homem se arrepende de seu pecado, Deus também se arrepende
de castigá-lo por causa do pecado. Veja o que diz a Palavra de Deus: <No momento em
que eu falar contra uma nação e contra um reino, para arrancar, e para derribar, e para
destruir, se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me
arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.= (Jr 18.7-8)

C- Em Jn 3.9-10, após os ninivitas se arrependeram no pó e na cinza, disseram:


<Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte
que não pereçamos? E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau
caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.=
D- Em Jl 2.13-14, o profeta Joel descreve a compaixão divina sobre os penitentes,
dizendo: <Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR,
vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em
beneficência e se arrepende do mal. Quem sabe se se voltará, e se arrependerá, e deixará
após si uma bênção…=

II. CONVERSÃO

A. <… e convertei-vos…= (At 3.19) A conversão é o segundo passo para o avivamento.


Conversão é uma mudança de atitude e adesão a uma nova forma de viver. O
arrependimento sincero do pecador sempre vem acompanhado de uma conversão
genuína. Arrepender-se não é o mesmo que converter-se. A pessoa pode se
arrepender sinceramente de algo que praticou sem se converter. Arrepender-se é
sentir o peso do mal que praticou e deixar de pecar. Porém converter-se é a adesão a
uma nova vida em Cristo.

B. Em 2Cr 7.14, a Bíblia diz: <E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se
humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos,
então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.= Deus
exige a conversão, tanto do pecador, como dos crentes. Não existe conversão única e
automática. Sempre estamos precisando nos converter de algum caminho mau (Sl
139.23-24).

C. Em Is 55.7, o Senhor nos aconselha, dizendo: <Deixe o ímpio o seu caminho, e o


homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se
compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.= Aqui,
Deus manda o ímpio se converter.

D. Em Jl 2.12, o profeta Joel ainda escreve, dizendo: <Ainda assim, agora mesmo diz o
SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com
choro, e com pranto.= Aqui, Deus manda o seu povo se converter.

CONCLUSÃO
Arrependimento e conversão são dois passos fundamentais para que o avivamento
venha. Os tempos de refrigério pela presença do Senhor voltarão para os salvos; e os
pecadores se converterão ao Senhor (Sl 51.12-13). Oremos como Jeremias, dizendo:
<Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como
dantes.=(Lm5.21)
SERMÃO-09
TEMA: A CURA DO COXO E O PODER EM NOME DE JESUS=

ATOS 3:1-26

I. EXEGESE DO TEXTO
Atos 3:1-26 narra um milagre significativo realizado pelos apóstolos Pedro e João.
Eles encontram um homem coxo de nascença na entrada do templo chamada Formosa.
Ao invés de dar esmolas, Pedro, cheio do Espírito Santo, oferece algo muito maior: a
cura em nome de Jesus Cristo. A cura milagrosa deste homem, que começa a andar e
louvar a Deus, chama a atenção da multidão, proporcionando a Pedro uma
oportunidade de pregar sobre Jesus. Ele enfatiza a autoridade de Cristo, a ignorância do
povo sobre o Messias, e a necessidade de arrependimento e conversão. Pedro apresenta
Jesus como o cumprimento das profecias e o Salvador prometido. Este evento ilustra o
poder transformador em nome de Jesus e a continuidade do ministério de Jesus através
dos apóstolos, reforçando a mensagem central do cristianismo sobre a salvação e a
transformação pessoal.

II. INTRODUÇÃO

A cura do coxo na porta do templo em Atos 3 é uma demonstração poderosa do


poder em nome de Jesus Cristo é um exemplo vívido da continuidade do ministério de
Jesus através dos apóstolos. Este evento não é apenas um milagre isolado, mas um sinal
do reino de Deus em ação e um testemunho do poder transformador de Cristo. Através
desta história, aprendemos sobre a importância da fé, a necessidade de reconhecer
Jesus como o Messias, e o chamado ao arrependimento e conversão. Pedro usa este
milagre como uma plataforma para explicar o plano redentor de Deus e para chamar as
pessoas a uma resposta. Este sermão explora a profundidade deste milagre e do sermão
de Pedro, destacando como eles se aplicam à nossa vida e fé hoje. Vamos descobrir
como o poder em nome de Jesus pode transformar vidas e como somos chamados a ser
instrumentos desse poder no mundo.

III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. O Milagre na Porta Formosa (Atos


3:1-10)
a. O Encontro com o Coxo: Pedro e João encontram um homem coxo pedindo esmolas.

b. O Poder em Nome de Jesus: Pedro cura o homem em nome de Jesus, não com
dinheiro.
c. A Transformação Imediata: O coxo é curado instantaneamente, andando e louvando
a Deus.
d. O Impacto Público: A cura chama a atenção da multidão, criando uma oportunidade
para testemunhar.

II. O Sermão de Pedro (Atos 3:11-16)


a. Atribuindo Glória a Deus: Pedro redireciona a atenção do milagre para Deus e Jesus.

b. A Verdade sobre Jesus: Ele destaca a rejeição e crucificação de Jesus pelo povo.
c. O Poder da Fé: A fé no nome de Jesus é enfatizada como a fonte da cura.

d. Convite ao Arrependimento: Pedro convida a multidão ao arrependimento e à


conversão.

III. O Chamado à Conversão (Atos 3:17-21)


a. Reconhecendo a Ignorância: Pedro reconhece que a rejeição de Jesus veio da
ignorância.
b. Cumprimento das Profecias: Ele fala sobre Jesus como o cumprimento das profecias
messiânicas.
c. A Promessa de Restauração: Pedro promete tempos de refrigério e restauração
através de Cristo.
d. A Necessidade de Resposta: A importância de responder ao chamado de Deus para a
salvação.

IV. A Conexão com a História da Redenção (Atos 3:22-26)


a. Jesus, o Profeta Prometido: Pedro compara Jesus a Moisés, como um profeta
prometido.
b. A Responsabilidade de Ouvir: A necessidade de ouvir e obedecer a Jesus.

c. Bênçãos da Obediência: As bênçãos de seguir Jesus são enfatizadas.


d. O Chamado aos Descendentes de Abraão: Pedro se dirige especificamente aos
descendentes de Abraão, enfatizando a continuidade do plano de Deus.

CONCLUSÃO
O milagre na porta Formosa e o subsequente sermão de Pedro em Atos 3 são um
poderoso lembrete do poder transformador em nome de Jesus. Este episódio nos mostra
que os milagres não são apenas atos de poder, mas também oportunidades para o
testemunho do Evangelho. O coxo curado é um símbolo da transformação que Jesus
pode operar em nossas vidas - de impotência e desespero para andar em novidade de
vida. O sermão de Pedro nos desafia a reconhecer nossa própria necessidade de Jesus, a
nos arrependermos dos nossos pecados e a nos voltarmos para Deus em busca de
salvação e restauração. Este texto nos lembra que somos chamados a ser portadores do
poder transformador de Cristo, usando nossas vidas e palavras para apontar outros para
Ele. Como a Igreja hoje, devemos ser canais do amor e poder de Deus, mostrando ao
mundo que a verdadeira esperança e transformação vêm através de Jesus Cristo. Que
este sermão inspire cada um de nós a viver com fé e coragem, confiando no poder do
nome de Jesus e estando sempre prontos para compartilhar a boa nova de sua graça
salvadora.
CAPÍTULO-04
SERMÃO-10

TEMA: O PODER SALVADOR DO NOME DE JESUS

TEXTO BASE: ATOS 4:12

INTRODUÇÃO

Neste texto sagrado, o apóstolo Pedro, continua pregando suas mensagens


cristocêntricas e confirma o poder salvador que há no nome de Jesus e a exclusividade do
nome de Jesus na salvação do homem. Não há salvação em Pedro, nem em Paulo, nem
em João, nem em Maria, nem em nome de qualquer outro santo, por mais piedoso que
tenha sido. Só há salvação em Jesus Cristo.

I. A IMPORTÂNCIA DO NOME DE JESUS NA SALVAÇÃO

A. O próprio nome <Jesus= é uma tradução grega do nome hebraico <Yeshua=, que
significa <Yahweh é Salvação=, <Jeová é Salvação=, <O Senhor é Salvação=. Jesus
Cristo é o Salvador por excelência. Jesus Cristo é a nossa salvação.

B. O nome de Jesus garante salvação porque, em Mt 1.21, o anjo do Senhor disse:


<Ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu
povo dos seus pecados.=

C. O nome de Jesus garante salvação porque, em At 2.21, a Bíblia afirma: <E


acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.=

D. O nome de Jesus garante salvação porque, em At 4.12, o apóstolo Pedro prega


com autoridade, dizendo: <E em nenhum outro há salvação, porque também
debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos
ser salvos.=

II. JESUS CRISTO SALVA TODO HOMEM QUE NELE CRÊ

A- A salvação é individual e pessoal. Jesus Cristo salva todo aquele que nele crê. Em
At 16.30- 31, um homem desesperado perguntou a Paulo e Silas: <Senhores, que
é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus
Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.=

B- Em Rm 10.9, Paulo escreve, dizendo: <Se, com a tua boca, confessares ao Senhor
Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.=

C- Em Mc 16.15-16, o próprio Jesus ordenou: <Ide por todo o mundo, pregai o


evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer
será condenado.=

D- Em Hb 5.9, a Bíblia afirma que: Jesus <veio a ser a causa de eterna salvação para
todos os que lhe obedecem=. Glórias a Deus!

CONCLUSÃO
Só há salvação no nome poderoso de Jesus Cristo. Ele é o Salvador do mundo. Ele
salva o mais vil pecador. Ele salvou o ladrão arrependido, porque creu. Ele salvou
Zaqueu e toda a sua casa, porque creram (Lc 23.39-43; 19.1-10). Aleluia!
SERMÃO-11
TEMA: TRÊS SEGREDOS DE UMA IGREJA AVIVADA TEXTO: ATOS 4:31

INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado nós vamos aprender três segredos de uma Igreja avivada. Esta
manifestação poderosa que aconteceu novamente entre os irmãos, a exemplo do
Pentecostes de At 2, confirma a fase avivada da Igreja Primitiva. Os cristãos primitivos
experimentaram sucessivos avivamentos naqueles dias de intensa perseguição à Igreja.
Cada avivamento experimentado fortalecia a Igreja e a encorajava a enfrentar os
grandes desafios daqueles dias. Os três segredos de uma Igreja avivada estão
claramente explícitos neste texto: (1) o poder da oração; (2) o poder do Espírito Santo;
e (3) o poder da Palavra de Deus.
.
I. O PODER DA ORAÇÃO
A. <Tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos= (At 4.31). O
lugar só tremeu depois da oração. O poder da oração é o primeiro segredo de uma
Igreja avivada. Já diz um velho ditado: <Pouca oração, pouco poder. Muita oração,
muito poder.= O lugar tremeu porque oraram. A oração promove o sobrenatural.

B. Em At 12.5, Lucas escreve que, enquanto Pedro estava na prisão, <a igreja fazia
contínua oração por ele a Deus=. O sobrenatural aconteceu, e Pedro foi milagrosamente
solto da prisão e salvo das mãos de Herodes (At 12.6-11).

C. Em At 16.25-26, a Bíblia afirma que: <Perto da meia-noite, Paulo e Silas


oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam. E, de repente,
sobreviveu a um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo
se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.= Aqui, o lugar tremeu
mais uma vez, por causa do poder da oração e do louvor a Deus.

II. O PODER DO ESPÍRITO SANTO

A. <Todos foram cheios do Espírito Santo= (At 4.31). O segundo segredo de uma
Igreja avivada é o poder do Espírito Santo. A exemplo de At 2.4, os irmãos foram
novamente cheios do Espírito Santo. A experiência do Pentecostes sempre se repete
no livro de Atos dos Apóstolos e continua se repetindo em nossos dias. Aleluia!
B. O resultado de uma vida de oração é experimentar a plenitude do Espírito
Santo para evangelizar com mais fervor e pregar com mais ousadia a Palavra de Deus.
Em At 6.10, os opositores do evangelho não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito,
pelo qual Estêvão falava.

C. Em At 4.8, a Palavra de Deus afirma que <Pedro, cheio do Espírito Santo=,


pregou com ousadia perante as autoridades do povo e anciãos. Em At 13.9, Lucas
escreve que: <Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo…=, fixou os
olhos em Elimas, o mágico, e repreendeu o demônio que fazia uso dele para
atrapalhar a pregação do evangelho em Pafos. Em Ef 5.18, o apóstolo Paulo deu um
mandamento aos crentes de Éfeso, dizendo: <Enchei-vos do Espírito=. O Espírito
Santo é a fonte do avivamento.

III. O PODER DA PALAVRA

A. <Anunciavam com ousadia a palavra de Deus= (At 4.31). O terceiro segredo de uma
Igreja avivada é o poder da Palavra. A Palavra de Deus é, também, uma fonte
geradora de avivamento. A Igreja Primitiva priorizava a Palavra de Deus. Em At
12.24, a Bíblia afirma que <A Palavra do Senhor crescia e se multiplicava=.

B. Em At 19.20, O escritor sagrado escreve, dizendo: <Assim, a Palavra do Senhor


crescia poderosamente e prevalecia=. E, em 2Co 6.7, Paulo afirma que devemos nos
equipar:
<na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda=.

C. Em Hc 3.2, o profeta Habacuque orou pelo avivamento da Obra de Deus, dizendo:


<Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos
anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.= O avivamento
começa após o homem ouvir e temer a Palavra do Senhor. Foi assim que aconteceu
nos dias de Esdras e Neemias (Ne 8.1-12). E, em 2Ts 3.1, Paulo pede oração para
que a Palavra do Senhor tenha livre curso, se propague e seja glorificada

CONCLUSÃO
O poder da oração, o poder do Espírito Santo e o poder da Palavra de Deus são três
segredos importantes para uma Igreja avivada. Se quiser experimentar o avivamento
pessoal, comece pela oração incessante, e o poder do Espírito Santo virá sobre a sua vida
e você anunciará com poder a Palavra de Deus. Glórias a Deus!
CAPÍTULO- 05
SERMÃO-12

TEMA: INTEGRIDADE E PODER NA IGREJA PRIMITIVA"

TEXTO: Atos 5:1-42


I. Exegese do Texto

Atos 5:1-42 oferece uma visão profunda da vida da Igreja primitiva, destacando
temas de integridade e poder divino. A narrativa começa com o trágico relato de
Ananias e Safira, que mentem sobre a venda de uma propriedade, demonstrando uma
falta de integridade e temor a Deus. Sua punição severa serve como um lembrete
solene da santidade de Deus e da seriedade do pecado dentro da comunidade da fé. O
capítulo também relata milagres realizados pelos apóstolos e o crescimento da Igreja,
apesar da oposição e perseguição. Os apóstolos são presos, mas um anjo do Senhor os
liberta, encorajando-os a continuar pregando. Eles são levados perante o Sinédrio e
ordenados a parar de ensinar em nome de Jesus, mas Pedro e os outros apóstolos
respondem com coragem e obediência a Deus, não aos homens. Este capítulo ilustra a
tensão entre a autoridade humana e divina e destaca o poder do Espírito Santo na vida
da Igreja primitiva.

II. INTRODUÇÃO

O quinto capítulo de Atos oferece uma visão rica e complexa da Igreja primitiva,
onde temas de integridade, poder divino e confronto com a autoridade secular se
entrelaçam. O incidente de Ananias e Safira revela uma verdade profunda sobre a
natureza da comunidade cristã, onde a honestidade e o temor a Deus são essenciais.
Este evento serve como um lembrete solene de que Deus vê o coração e que a
integridade pessoal é fundamental na vida da Igreja. Por outro lado, o capítulo também
narra a contínua obra do Espírito Santo através dos apóstolos, que realizam milagres e
enfrentam perseguição com coragem e fé inabalável. A libertação milagrosa da prisão e
a coragem dos apóstolos diante do Sinédrio destacam a supremacia da obediência a
Deus sobre a conformidade às autoridades humanas. Este sermão explora como esses
eventos desafiam e inspiram a Igreja contemporânea a viver com integridade, a confiar
no poder de Deus e a permanecer fiel ao chamado de Deus, mesmo diante de oposição
ou dificuldades.
III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. A Queda de Ananias e Safira (Atos
5:1-11)
a. O Pecado da Hipocrisia: Ananias e Safira mentiram sobre sua oferta, revelando um
coração hipócrita.
b. O Julgamento Divino: Sua morte imediata mostra a seriedade do pecado perante
Deus.
c. Temor na Comunidade: O evento gera temor e reverência pela santidade de Deus na
Igreja.
d. Lições de Integridade: A importância da honestidade e transparência na vida da
comunidade cristã.

II. Milagres e Crescimento da Igreja (Atos 5:12-16)


a. Manifestações do Espírito: Os apóstolos realizam milagres, mostrando o poder de
Deus em ação.
b. Atração e Impacto: Os milagres atraem muitos à fé, resultando no crescimento da
Igreja.
c. Poder na Unidade: A comunidade unida na oração e adoração como fonte de poder.

d. Atração e Perseguição: O crescimento da Igreja atrai tanto seguidores quanto


opositores.

III. Confronto com as Autoridades (Atos 5:17-26)

a. Prisão e Libertação: A prisão dos apóstolos e sua libertação milagrosa por um anjo.

b. Obediência a Deus: Os apóstolos priorizam a obediência a Deus sobre as ordens


humanas.
c. Coragem e Missão: Apesar da perseguição, eles continuam pregando corajosamente.

d. Conflito de Autoridades: A tensão entre seguir Deus e as autoridades terrenas.

IV. O Testemunho Diante do Sinédrio (Atos 5:27-42)

a. A Defesa de Pedro: Pedro defende sua missão e proclama a Jesus como Salvador.

b. A Supremacia da Autoridade Divina: A prioridade da obediência a Deus.

c. A Sabedoria de Gamaliel: O conselho de Gamaliel sugere cautela no tratamento dos


apóstolos.
d. Alegria na Perseguição: Os apóstolos se alegram por serem considerados dignos de
sofrer por Cristo.

CONCLUSÃO
Atos 5 é um capítulo que fala poderosamente sobre a dinâmica da vida na Igreja
primitiva, apresentando lições vitais para a Igreja de hoje. A história de Ananias e
Safira nos lembra da importância da integridade e do temor a Deus em nossa
caminhada de fé. Seu exemplo trágico serve como um aviso contra a hipocrisia e a
desonestidade. Por outro lado, a coragem e a obediência dos apóstolos diante da
perseguição destacam a supremacia da autoridade de Deus e a importância de
permanecer fiel ao chamado divino, independentemente das circunstâncias. A
capacidade dos apóstolos de se alegrar em meio à perseguição é um testemunho
poderoso da alegria e da força que vêm de uma relação profunda com Deus. Este
capítulo nos desafia a viver com integridade, confiar no poder do Espírito Santo e ser
corajosos em nossa testemunha de Cristo. Como Igreja, somos chamados a refletir
sobre nossa própria vida e ministério: estamos vivendo com a integridade que Deus
deseja? Estamos dispostos a enfrentar desafios e perseguições por causa do Evangelho?
Que este estudo de Atos 5 nos inspire a buscar uma fé mais profunda e autêntica, uma
comunidade mais transparente e amorosa, e um testemunho mais corajoso e poderoso
do amor redentor de Cristo no mundo.
CAPÍTULO - 06
SERMÃO-13
TEMA: OS DOIS MINISTÉRIOS MAIS IMPORTANTES DA IGREJA

TEXTO: ATOS 6:4

INTRODUÇÃO
O capítulo 6 do livro de Atos dos Apóstolos começa a registrar alguns problemas
estruturais, oriundos do próprio crescimento da Igreja Primitiva. Daí a necessidade da
Igreja se organizar melhor administrativamente, sem perder o seu foco principal: a oração
e o ministério da Palavra. Os apóstolos já haviam percebido naqueles dias que a Igreja
começaria a crescer como organização eclesiástica e como organismo vivo. Por isso, eles
procuraram imediatamente se organizar e delegar funções a outras pessoas, a fim de que a
Igreja não sofresse problemas de continuidade em nenhum dos seus departamentos.

I. MINISTÉRIO DA ORAÇÃO

A. A oração é um dos ministérios mais importantes da Igreja. De acordo com At 6.14,


os apóstolos, ao perceberem que a administração social da Igreja estava tomando
todo o tempo deles, tiveram a orientação do Espírito Santo para que escolhessem
sete homens qualificados, a fim de cuidarem do departamento social da Igreja.
Assim, eles estariam com o tempo disponível para se identifica

B. Se naqueles dias em que a Igreja ainda estava nascendo a parte administrativa já


começava a atrapalhar a vida devocional dos apóstolos, imagine em nossos dias,
onde pastores administram grandes igrejas com milhares de pessoas no seu rol de
membros? Se tais pastores não souberem delegar e distribuir bem as funções a
outras pessoas competentes, ficarão sobrecarregados de preocupações de ordem
administrativas 4 e como ficará a parte espiritual da Igreja? Pastor não foi
chamado para ser gerente administrativo da Igreja, mas para apascentar e cuidar da
vida espiritual das ovelhas (At 20.28).
C. Em Jl 2.17, o profeta Joel clama aos ministros do Senhor e recomenda que orem,
dediquem- se ao ministério da oração e clamem pelo povo. Em Cl 4.2, Paulo
escreve, dizendo: <Perseverei em oração, velando nela com ação de graças=.

D. Em Êx 18.13-26, Jetro, o sogro de Moisés, ao ver o seu genro tão ocupado com as
questões materiais da congregação israelita, deu valiosos conselhos que ajudaram a
diminuir a sobrecarga de Moisés. A função do pastor não é resolver o problema de
todas as pessoas, mas levar suas causas a Deus em oração e ensinar a sua Palavra.

E. Jesus nunca se descuidou de sua vida de oração. Mesmo após passar o dia cuidando
das necessidades do povo, Ele procurava fugir da agitação e se dirigia aos pés do
Pai, a fim de se consagrar ao ministério da oração (Mt 14.22-23).

II. MINISTÉRIO DA PALAVRA

A. A Palavra é também um dos ministérios mais importantes da Igreja. Tanto o


crente como o obreiro não podem se descuidar do ministério da Palavra. Meditar
diariamente na Palavra de Deus é o dever de todo crente salvo, principalmente o
pastor. Para o líder da congregação, o Senhor diz: <Não se aparte da tua boca o livro
desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme
tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então,
prudentemente te conduzirás.= (Js 1.8)

B. Para todos os crentes, o Senhor diz: <Bem-aventurado o varão que não anda
segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se
assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua
lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de
águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto
fizer prosperará.= (Sl 1.1-3) Para os religiosos, o Senhor diz: <Errais, não conhecendo
as Escrituras, nem o poder de Deus.= (Mt 22.29)

C. Para um pastor jovem, a Palavra de Deus diz: <Ninguém despreze a tua


mocidade… Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá. Não desprezes o dom
que há em ti…= (1Tm 4.12-14)
Para os obreiros, a Palavra de Deus diz: <Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a
doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para
convencer os contradizentes.= (Tt 1.9)
D. Para os jovens, a Palavra de Deus diz: <Eu vos escrevi, jovens, porque sois
fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.= (1Jo 2.14)

CONCLUSÃO
A oração e a Palavra são dois dos mais importantes ministérios da Igreja. Jesus
priorizava a oração e o ministério da Palavra. Os seus apóstolos priorizaram a oração e o
ministério da Palavra. A Igreja de nossos dias deve também priorizar esses dois
importantes ministérios. O resultado destes dois ministérios juntos é a multiplicação de
sinais, livramentos, milagres e conversões (At 4.31; 12.5,24; 16.25-33; 19.10-11,20).
CAPÍTULO - 07
SERMÃO-14
TEMA: OS SEGREDOS DE UM DIÁCONO DIFERENCIADO TEXTO BASE:
ATOS-7: 25

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela as qualidades de Estêvão, um diácono diferenciado. A
história de Estêvão nos ensina que muitas pessoas se destacam não apenas pela função
que exercem, mas sim, pelo que são e pelo que fazem. Fazendo uma leitura do livro de
Atos dos Apóstolos, vamos perceber que o diácono Estêvão ocupou muito mais
destaque nas páginas das Escrituras do que muitos sacerdotes, reis, profetas e
apóstolos.

I. AS QUALIDADES DO DIÁCONO ESTÊVÃO


A. Ao observar a lista dos sete homens escolhidos pelos apóstolos para administrar o
departamento social da Igreja Primitiva, percebemos Estêvão no topo da lista
(At 6.5). Os demais tiveram os seus nomes apenas citados;
Estêvão, porém, foi qualificado como um <homem cheio de fé e do Espírito
Santo=.

B. Em At 6.8, o historiador Lucas escreve mais algumas qualificações do diácono


Estêvão, dizendo: <Estêvão, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais
entre o povo.=

C. Em At 6.10, Lucas ainda descreve o diácono Estêvão como um pregador


convincente, dizendo: <E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que
falava.=
D. Em At 7.55-56, ao se tornar o primeiro mártir da história do cristianismo, Estêvão
teve o privilégio de ver o próprio Senhor Jesus se levantar do trono e se colocar de
pé para recebê-lo na glória celestial.

II. EXEMPLOS DE PESSOAS QUE OCUPARAM FUNÇÕES


MENORES E REALIZARAM COISAS MAIORES

A. Além do diferenciado diácono Estêvão, temos muitas outras pessoas na Bíblia


que se destacaram mais pelo que fizeram do que pela função que ocupavam. Obadias, o
mordomo de Acabe, se destacou por temer ao Senhor e ter salvo a vida de cem profetas
do Senhor (1Rs 18.3-4).

B. Ebede-Meleque, o etíope eunuco do rei Zedequias, se destacou por salvar a vida


do profeta Jeremias de uma cisterna (Jr 38.1-13).

C. As parteiras Sifrá e Puá se destacaram por salvar a vida de muitas crianças


hebreias no Egito (Êx 1.15-21).

D. Após a morte de Estêvão, Deus levantou outro diácono em seu lugar, Filipe, o
qual foi usado poderosamente para promover um grande avivamento em Samaria (At
8.540).

CONCLUSÃO
Assim como o diácono Estêvão se destacou até mais do que um apóstolo, Deus pode
fazer grandes coisas por meio de sua vida, independente da função que você exerça (1Co
1.2629).
SERMÃO- 15

TEMA: O DISCURSO DE ESTÊVÃO E O TESTEMUNHO DE FÉ ATÉ O FIM

TEXTO: ATOS 7:1-60

I. Exegese do Texto

Atos 7:1-60 apresenta o discurso de Estêvão, o primeiro mártir cristão, diante do


Sinédrio. Estêvão, cheio do Espírito Santo, faz uma revisão abrangente da história de
Israel, começando com Abraão e passando por José, Moisés, e o estabelecimento de
Israel como nação. Ele interpreta essa história sob uma perspectiva cristocêntrica,
destacando como o povo de Israel repetidamente rejeitou a Deus e aos Seus enviados,
culminando na rejeição e morte de Jesus, o Justo. O discurso é tanto uma defesa da fé
cristã quanto uma acusação contra a dureza de coração e a resistência do povo judeu.
Ao final, Estêvão tem uma visão de Jesus à direita de Deus, reafirmando sua fé. Sua
execução por apedrejamento é marcada por uma postura de perdão, semelhante à de
Jesus na cruz, demonstrando um compromisso inabalável com sua fé e um testemunho
poderoso até o fim.

II. INTRODUÇÃO

A história de Estêvão em Atos 7 é uma poderosa demonstração de fé e coragem. Seu


discurso diante do Sinédrio não é apenas uma defesa da fé cristã, mas também uma
acusação corajosa contra a resistência e dureza de coração do seu público. Estêvão se
destaca como um exemplo de como um fiel seguidor de Cristo deve testemunhar a
verdade, mesmo diante da oposição mais feroz. Ele relembra a história de Israel,
apontando para Jesus como o ápice da revelação divina e o cumprimento das profecias.
Este sermão explora o discurso de Estêvão, destacando sua relevância para os cristãos
de hoje. Estêvão demonstra uma compreensão profunda da história da salvação e uma
habilidade de ver Jesus em toda a narrativa bíblica. Sua morte como mártir é um
testemunho do custo de seguir a Cristo e do poder do perdão. Este sermão nos desafiará
a refletir sobre nossa própria fé, nosso conhecimento da história da salvação e nossa
disposição de permanecer firmes na verdade, mesmo em face da perseguição.
III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. A Revisão da História de Israel (Atos
7:1-19)
a. Os Patriarcas e a Promessa: Estêvão começa com Abraão, destacando as promessas
de Deus.
b. José: Exemplo de Salvação e Rejeição: A história de José simboliza a redenção e a
rejeição.
c. Moisés: Líder e Libertador: Moisés é apresentado como um tipo de Cristo.

d. Rejeição de Moisés: Estêvão aponta para a resistência do povo a Moisés.

II. O Templo e a Presença de Deus (Atos 7:20-50)

a. A Vida de Moisés no Egito e no Deserto: A formação e chamado de Moisés.

b. A Lei e o Tabernáculo: A entrega da Lei e a construção do Tabernáculo.

c. O Templo de Salomão: O significado e as limitações do Templo.

d. Deus Além do Templo: Estêvão argumenta que Deus não está confinado a lugares.

III. Acusação e Condenação de Israel (Atos 7:51-53)

a. Resistência ao Espírito Santo: Estêvão acusa os líderes de resistir ao Espírito.

b. Assassinos dos Profetas: A longa história de perseguição aos mensageiros de Deus.

c. A Rejeição do Justo: Jesus é apresentado como o ponto culminante da fé.

d. Violação da Lei: Ele acusa o Sinédrio de violar a Lei que afirmam defender.

IV. O Martírio de Estêvão (Atos 7:54-60)

a. Visão de Estêvão: Ele vê Jesus à direita de Deus.

b. Reação do Sinédrio: O Sinédrio reage com fúria e violência.

c. O Testemunho Final de Fé: Estêvão testemunha de sua fé até o fim.

d. O Poder do Perdão: Estêvão segue o exemplo de Jesus ao perdoar seus algozes.

CONCLUSÃO
O discurso de Estêvão e seu subsequente martírio em Atos 7 são um poderoso
lembrete do custo e do impacto do testemunho cristão. Estêvão não recua diante da
oposição; ao contrário, ele enfrenta seus acusadores com a verdade do Evangelho. Ele
ilustra como um profundo entendimento da história da salvação e uma visão centrada
em Cristo podem nos equipar para testemunhar eficazmente em qualquer situação. A
morte de Estêvão como mártir destaca a realidade de que seguir a Cristo pode levar a
um confronto direto com as forças do mundo. Seu perdão aos seus executores reflete a
graça e o amor de Cristo, mostrando que o verdadeiro poder da fé cristã reside na
capacidade de amar e perdoar, mesmo em circunstâncias extremas. Este sermão nos
desafia a examinar nossa própria fé: estamos preparados para defender a verdade do
Evangelho com coragem e integridade, como Estêvão fez? Estamos dispostos a
enfrentar a oposição e até mesmo a perseguição, mantendo nosso olhar fixo em Jesus?
Que a história de Estêvão nos inspire a viver nossa fé com profundidade e convicção,
prontos para testemunhar de Cristo a qualquer custo, confiando em Seu poder e graça
para nos sustentar até o fim.
CAPÍTULO - 08
SERMÃO-16
TEMA: AVIVAMENTO EM SAMARIA

TEXTO BASE: ATOS:8 5 a 8

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve o grande avivamento que se iniciou em Samaria por meio
do ministério do evangelista Filipe. Samaria estava na lista de prioridade das regiões
missionárias apontadas por Jesus (At 1.8). Este avivamento iniciado por Filipe em
Samaria abriu o caminho para uma difusão maior do evangelho de Cristo em outras
regiões, visto que o mesmo estava muito centralizado em Jerusalém.

I. O EVANGELHO DERRUBAR AS BARREIRAS ÉTNICAS E RACIAIS

A. Havia uma grande rivalidade entre Samaria e Jerusalém e, consequentemente, entre


judeus e samaritanos (Jo 4.9). Porém, o evangelho de Cristo derruba todas as
barreiras étnicas ou raciais.

B. De acordo com Lc 9.51-56, os samaritanos haviam recusado hospedagem para Jesus


e seus discípulos. Porém, Jesus não guarda mágoas e deu início à evangelização dos
samaritanos por meio de uma mulher samaritana da cidade de Sicar (Jo 4.5-42).

C. Em At 1.8, Jesus inclui Samaria como a terceira região prioritária na obra de


evangelização da Igreja Primitiva.

D. Em Gl 3.28, Paulo escreve, dizendo: <Nisto não há judeu nem grego; não há servo
nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.=
II. O EVANGELHO DE CRISTO É PARATODOS

A. De acordo com At 8.5, Filipe anunciou Cristo aos samaritanos. Cristo é a


mensagem central dos pregadores. O verdadeiro evangelista anuncia Cristo ao mundo.

B. Em At 8.35, Filipe anunciou Jesus a um alto oficial da rainha da Etiópia e, por


tabela, ao continente africano. Afinal, o eunuco deve ter espalhado as boas-novas de
salvação na África.

C. Em Rm 1.16, Paulo afirma com autoridade: <Porque não me envergonho do


evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê,
primeiro do judeu e também do grego.=

E- Em 1Co 2.2, Paulo escreve aos crentes de Corinto, dizendo: <Porque nada me
propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado=.

CONCLUSÃO
O avivamento iniciado em Samaria derrubou as barreiras raciais e étnicas e preparou o
cenário para a difusão do evangelho de Cristo em regiões discriminadas pelos judeus. O
evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem
indistintamente. Aleluia!
SERMÃO-17
TEMQ: ESPÍRITO SANTO: O IMPULSIONADOR DA MISSÃO TEXTO
BASE: ATOS-8:29

INTRODUÇÃO
O papel do Espírito Santo na obra missionária é fundamental e multifacetado. Em
Atos dos Apóstolos, vemos repetidamente o Espírito Santo agindo como guia,
incentivador, e capacitador dos discípulos na expansão do Evangelho. Desde a
promessa de Jesus em Atos 1:8 até as orientações missionárias em Atos 16, o Espírito
Santo emerge como a força motriz por trás da missão cristã. Este sermão explora como
o Espírito Santo opera na missão de Deus, examinando os aspectos de chamado,
convicção, orientação e capacitação. Ao entender o papel do Espírito na missão, somos
desafiados a nos sintonizar mais profundamente com Sua orientação e a participar
ativamente da expansão do Reino de Deus.

DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. O Espírito Santo e o Início da Missão


(Atos 2:1-18)
a. Preenchimento pelo Espírito: Os discípulos são cheios do Espírito Santo no
Pentecostes.
b. Pregação Poderosa: O Espírito capacita a pregação ousada e clara do evangelho.

c. Alcance Global: A diversidade de línguas simboliza o alcance mundial da missão.

d. Cumprimento Profético: Este evento cumpre a promessa de Jesus e as profecias do


Antigo Testamento.

II. O Espírito Santo Chamando e Enviando (Atos 13:1-3)

a. Chamado Espiritual: O Espírito Santo seleciona Barnabé e Saulo para a obra


missionária.
b. Confirmação pela Igreja: A igreja de Antioquia responde ao chamado do Espírito
com oração e jejum.
c. Envio pela Comunidade: A comunidade cristã envia os missionários em obediência
ao Espírito.
d. Parceria com a Igreja Local: Este modelo ressalta a importância da igreja local no
envio missionário.
III. O Espírito Santo Convencendo e Convertendo (João 16:8; Mt 10:20)

a. O Trabalho de Convencimento: O Espírito convence o mundo do pecado, justiça e


juízo.
b. Parceria com o Pregador: O Espírito trabalha através dos missionários para
comunicar a mensagem.
c. Transformação do Ouvinte: A ação do Espírito Santo no coração dos ouvintes leva à
conversão.
d. A Dupla Ação do Espírito: O Espírito Santo equipa o pregador e prepara o coração
do ouvinte.

IV. O Espírito Santo como Guia (Atos 16:6-9)

a. Orientação Estratégica: O Espírito Santo guia Paulo e Silas em sua jornada


missionária.
b. A Visão da Macedônia: Uma visão direciona Paulo para a Macedônia, ajustando o
curso da missão.
c. Resposta à Orientação: Paulo e Silas respondem prontamente à orientação do
Espírito.
d. Abertura de Novos Campos: A obediência ao Espírito resulta na abertura de novas
áreas missionárias.

Conclusão (
O Espírito Santo é, sem dúvida, o protagonista na obra missionária da Igreja. Como
vimos em Atos dos Apóstolos, o Espírito não só capacita e envia, mas também guia e
convence. Esta realidade deve moldar nossa compreensão e prática da missão. Somos
chamados a depender do Espírito, buscando Sua orientação e respondendo com
obediência e coragem. O Espírito Santo não apenas trabalha através de nós, mas
também prepara o caminho à nossa frente, convencendo os corações e abrindo portas
para o Evangelho. Como igreja, devemos nos posicionar em oração, sintonizados com
o Espírito, prontos para participar da missão de Deus no mundo. Que este estudo sobre
o papel do Espírito Santo na missão reavive nosso zelo missionário e nos inspire a
buscar uma parceria mais profunda com o Espírito em nossa jornada de fé e
testemunho.
CAPITULO - 09
SERMÃO-18

TEMA: RECRUTADO PELO PRÓPRIO CRISTO

TEXTO: ATOS-9 :3-6

INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender com esta passagem bíblica que o Senhor Jesus Cristo recrutou
um soldado que trabalhava do lado contrário para fazê-lo o seu mais fiel aliado. Assim
aconteceu com Saulo de Tarso, mais tarde conhecido como Paulo. No seu extremo
zelo pelo judaísmo, ele aprovava a morte de cristãos, perseguia-os e os lançava nas
prisões. Entretanto, o Senhor Jesus o chamou de maneira irrecusável e o escolheu para
trabalhar com o mesmo zelo e dedicação, mas a favor do bem da sua Igreja na face da
terra.

I. PAULO, O APÓSTOLO DOS GENTIOS


A. Paulo foi, sem dúvida, o apóstolo de Cristo que mais compreendeu a
universalidade do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Todos os demais apóstolos de
Cristo foram chamados dentro do círculo da Palestina. Paulo, porém, foi chamado fora
da Palestina, indicando a sua compreensão de um evangelho não apenas restringido aos
judeus, mas sim a toda a criatura debaixo dos céus (Rm 15.17-21).

B. Em At 9.15, o Senhor disse a respeito de Paulo: <Este é para mim um vaso


escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.=
C. De acordo com At 13.44-48, Paulo sempre priorizava o anúncio do evangelho
aos judeus. Porém, quando estes rejeitavam a sua pregação, ele se voltava para os
gentios.

D. O livro de Atos dos Apóstolos termina com Paulo fazendo sua última tentativa
de priorizar a pregação do evangelho aos judeus; como estes o rejeitam mais uma vez,
Paulo se volta definitivamente para os gentios (At 28.17-28). <Seja-vos, pois, notório
que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.= Esta previsão de
Paulo se cumpriu ao longo da história cristã, pois a Igreja é constituída quase que na
sua totalidade de gentios oriundos de todas as nações da terra.

E. Em 1Tm 2.7, o próprio Paulo faz uma declaração, dizendo: <Para o que… fui
constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade.=

F. Em Rm 11.13, Paulo também escreve, dizendo: <Porque convosco falo, gentios,


que, enquanto for apóstolo dos gentios, glorificarei o meu ministério=.

II. ESCOLHIDO DESDE O VENTRE MATERNO


A. Paulo já havia sido escolhido pela presciência de Deus Pai desde o ventre
materno. Em Gl 1.15-16, ele disse: <Quando aprouve a Deus, que desde o ventre de
minha mãe me separou e me chamou pela sua graça, revelar seu Filho em mim, para
que o pregasse entre os gentios…=

B. Em Jr 1.5, o Senhor já havia feito o mesmo com Jeremias, dizendo: <Antes


que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te
santifiquei e às nações te dei por profeta.=

C. De acordo com Is 49.1-3, Paulo podia dizer: <O SENHOR me chamou desde
o ventre, desde as entranhas de minha mãe, fez menção do meu nome. E fez a minha
boca como uma espada aguda, e, com a sombra da sua mão, me cobriu, e me pôs
como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava. E me disse: Tu és meu servo,
e Israel, aquele por quem hei de ser glorificado.=

D. Um dos requisitos do apostolado era ser chamado diretamente pelo Senhor.


Paulo era um apóstolo autêntico, porque viu o Senhor pessoalmente e foi
comissionado por Ele (At 22.14-15).
E. Em Gl 1.1, Paulo podia responder com autoridade aos que questionavam o
seu apostolado, dizendo: <Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por
homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos).=

F. Em 2Tm 1.11, Paulo ainda disse: <… fui constituído pregador, e apóstolo, e
doutor dos gentios=.

CONCLUSÃO
Ao aprender sobre a forma gloriosa como o Senhor Jesus Cristo recrutou Paulo para
servi-lo e transformá-lo no seu mais fiel soldado, aprendemos que a graça de Deus
transforma o mais indigno pecador e o qualifica para realizar grandes coisas para Deus.

A história da transformação de Paulo é uma das mais extraordinárias narrativas de


redenção e chamado nas Escrituras. Ela nos lembra de que não há ninguém além do
alcance da graça transformadora de Deus. A jornada de Paulo, de perseguidor
fervoroso dos cristãos a apóstolo dos gentios, é um testemunho poderoso do que Deus
pode fazer com um coração completamente entregue a Ele. Este recrutamento divino
não apenas mudou a trajetória de Paulo, mas também teve um impacto imensurável na
propagação do evangelho e no estabelecimento da Igreja.

O chamado de Paulo nos ensina que Deus muitas vezes escolhe os improváveis para
realizar Seus propósitos. Sua história é uma lembrança de que nosso passado não
determina nosso futuro no reino de Deus. Pelo contrário, o Senhor frequentemente usa
as experiências e até os erros do nosso passado para moldar e fortalecer nosso
ministério. A transformação de Paulo é um convite a cada um de nós para uma reflexão
profunda sobre a maravilhosa graça de Deus que nos chama das trevas para Sua
maravilhosa luz.

Além disso, a vida de Paulo é um exemplo de obediência e dedicação inabaláveis.


Apesar das dificuldades, perseguições e desafios, ele permaneceu firme em seu
compromisso de levar o evangelho a todos os povos. Sua vida nos encoraja a perseverar,
independentemente das adversidades, mantendo nossos olhos fixos na missão que Deus
nos confiou. O chamado e ministério de Paulo também nos recordam que Deus tem um
propósito único para cada um de nós. Assim como Paulo foi escolhido desde o ventre
materno e equipado para sua missão específica, cada um de nós foi formado e chamado
por Deus para desempenhar um papel único no Seu plano redentor. Estamos todos
incluídos neste grande movimento de Deus para restaurar todas as coisas em Cristo.
Em resumo, a história de Paulo é um convite à transformação e ao serviço fiel. Ela
nos desafia a considerar como Deus pode estar nos chamando para agir em nosso
próprio contexto, com nossos próprios dons e chamado. Que possamos responder a
esse chamado com a mesma coragem, fé e paixão que Paulo demonstrou, confiando
que, na força de Cristo, também podemos fazer todas as coisas.
SERMÃO-19
TEMA: QUATRO SEGREDOS DE UMA IGREJA QUE CRESCE TEXTO
BASE: ATOS-9:31

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve um período de grande estabilidade e crescimento da Igreja
do Senhor naquelas regiões da Palestina. Podemos extrair do presente texto pelo menos
quatro segredos desse crescimento: paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do
Espírito Santo.

I. PAZ

A. <As igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz…= (At 9.31). Apesar da
Igreja experimentar um período de paz naquele período, nem sempre foi assim. Um
capítulo antes (At 8.1), descreve uma grande perseguição. Portanto, depois da
tempestade, vem a bonança. Apesar da Igreja também ter crescido em período de
perseguições, em período de paz ela tem possibilidade de crescer muito mais (At
9.31).

B. Em 1Tm 2.2-3, Paulo aconselha a Igreja a que faça orações e intercessões <pelos reis e
por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada,
em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso
Salvador=. A Igreja deve sempre orar em favor da paz.

C. Em Jr 29.7,11, o Senhor envia por meio do profeta Jeremias uma mensagem de paz ao
povo de Deus que estava no cativeiro, dizendo: <Procurai a paz da cidade para onde
vos fiz transportar; e orai por ela ao SENHOR, porque, na sua paz, vós tereis paz…
Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de
paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.=

D. Em Is 32.17, o Senhor faz uma promessa de paz ao seu povo, dizendo: <E o efeito da
justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.=
II. ESTABILIDADE

A. <Eram edificadas…= (At 9.31). Quando a Igreja está sendo perseguida, ela
se torna uma igreja ambulante. Porém, quando Deus abençoa com paz o seu povo
(Sl 29.11), a Igreja adquire estabilidade e começa a se edificar.

B. Em 1Pe 2.5, o apóstolo Pedro escreve, dizendo: <Vós também, como pedras
vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes
sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.=

C. Em Ef 2.20-21, o apóstolo Paulo escreve, dizendo: <Edificados sobre o


fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da
esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no
Senhor=.

D. Em 1Pe 5.10, o apóstolo Pedro escreve, dizendo: <E o Deus de toda a


graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes
padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e
fortalecerá.=

III. TEMOR DO SENHOR

A. <Andando no temor do Senhor…= (At 9.31). O temor do Senhor, é sem dúvida, o


mandamento geral de toda a Bíblia (Ec 12.13). O temor do Senhor era uma das
causas do crescimento da Igreja Primitiva.

B. Em At 2.43, Lucas escreve que: <Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e
sinais se faziam pelos apóstolos.=

C. Em Is 33.6, o profeta Isaías escreve, dizendo: <E haverá estabilidade nos teus
tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do Senhor será o seu
tesouro.=

D -Em Pv 9.10, Salomão afirma que: <O temor do SENHOR é o princípio da


sabedoria, e a ciência do Santo, a prudência.=
IV. CONSOLAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

A. <Na consolação do Espírito Santo= (At 9.31). A Igreja sempre dependerá do


Espírito Santo para crescer. Quem lê o livro de Atos dos Apóstolos percebe que a
consolação do Espírito Santo foi e continuará sendo o fator determinante do
crescimento da Igreja na face da terra.

B. Em 2Co 1.4, Paulo afirma que Deus <nos consola em toda a nossa tribulação, para
que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a
consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.=

C. Em Fp 1.19, Paulo afirma que, nós podemos contar com o <socorro do Espírito de
Jesus Cristo=.

D. Em Is 59.19, a Bíblia afirma que, <vindo o inimigo como uma corrente de águas, o
Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira=. O Espírito Santo é o
guia e orientador da Igreja. Ele é o Consolador do povo de Deus na face da terra.

CONCLUSÃO
Paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do Espírito Santo são os quatro
segredos de uma Igreja que cresce e se multiplica a cada dia. O Senhor é quem dá
paz, estabilidade e crescimento ao seu povo

A história da Igreja Primitiva, como narrada em Atos dos Apóstolos, oferece uma
visão inspiradora de uma comunidade em crescimento dinâmico, caracterizada por paz,
estabilidade, temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esses quatro elementos
essenciais não são apenas a fundação da Igreja do primeiro século; eles permanecem
vitais para o crescimento e a saúde de qualquer comunidade de fé hoje.

A paz proporciona um ambiente propício para o crescimento. É em tempos de


tranquilidade que a Igreja pode construir alicerces firmes, desenvolver estruturas
sólidas e estender suas raízes na comunidade. No entanto, essa paz não é meramente a
ausência de conflito; é uma paz que transcende o entendimento, uma paz que flui do
próprio coração de Deus. Essa paz sustenta a Igreja mesmo em tempos de adversidade,
permitindo-lhe crescer em meio a desafios.

A estabilidade, por sua vez, é um sinal de maturidade e profundidade. Uma Igreja


estável é aquela que está firmemente ancorada na verdade das Escrituras e na pessoa de
Jesus Cristo. Esta estabilidade não é imobilidade, mas uma capacidade de crescer e se
adaptar sem perder a essência do Evangelho.

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e a chave para uma vida que agrada a
Deus. Uma Igreja que caminha no temor do Senhor é guiada pela reverência e pelo
respeito a Deus. Este temor não é um medo paralisante, mas um profundo
reconhecimento da santidade e autoridade de Deus, o que leva a uma obediência alegre
e a um compromisso genuíno com a Sua missão.

Por fim, a consolação do Espírito Santo é o que sustenta, guia e revitaliza a Igreja. O
Espírito Santo é o Consolador que fortalece, o Guia que direciona, e o Capacitador que
empodera a Igreja para cumprir sua missão. A presença e o trabalho do Espírito são
essenciais para o crescimento autêntico e sustentável da Igreja. Portanto, como Igreja
de Cristo hoje, somos chamados a buscar e cultivar esses quatro elementos essenciais.
Devemos ser uma comunidade de paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do
Espírito. Ao fazer isso, podemos confiar que Deus continuará a nos abençoar com
crescimento e frutificação, para Sua glória e para o bem do mundo que Ele ama.
CAPÍTULO - 10
SERMÃO-20

TEMA: OS SEGREDOS DE UM SERMÃO BEM-SUCEDIDO

TEXTO BASE: ATOS-10:44-48

INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender com este texto sagrado os segredos de um sermão bem-sucedido. O
apóstolo Pedro foi o primeiro pregador Pentecostal da história. Coube a ele pregar o
primeiro sermão do cristianismo após a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes,
além de pregar aos gentios na casa de Cornélio. Em termos numéricos, Jonas e Pedro
foram os pregadores que tiveram o maior poder de convencimento em um único sermão
pregado. Jonas levou uma população de milhares de pessoas a se arrependerem no pó e na
cinza, com o sermão pregado em Nínive (Jn 3.1-10). Pedro levou quase três mil pessoas a
se renderem aos pés de Cristo por meio de seu sermão pregado no Dia de Pentecostes (At
2.14-41). Na casa de Cornélio, Pedro repetiu o mesmo sucesso (At 10.44-48).

I. PREGAR A VERDADE
A. Existem vários fatores que contribuem para um pregador ser bem-sucedido na sua
mensagem. Além da prática da oração e meditação da Palavra, que faz parte da
vida devocional do pregador, os pregadores que tiveram maior êxito em seu sermão
foram aqueles que pregaram a verdade. A verdade pode até doer, ou alguém não
gostar de ouvir; porém, somente a verdade confronta o pecado e leva o pecador ao
arrependimento. Em Jr 23.28, o Senhor disse a Jeremias: <O profeta que teve um
sonho, que conte o sonho; e aquele em quem está a minha palavra, que fale a
minha palavra, com verdade. Que tem a palha com o trigo? 4 diz o Senhor.=
B. A mensagem pregada por Jonas em Nínive foi muito dura: <Ainda quarenta dias, e
Nínive será subvertida= (Jn 3.4). Entretanto, ele pregou a verdade e levou o povo
ao arrependimento (Jn 3.5-10).

C. O sermão pregado por Jesus em João 6.26-71 é visto como o sermão mais duro de
Jesus nos Evangelhos, a ponto de as pessoas dizerem: <Duro é este discurso;
quem o pode ouvir?= (Jo 6.60). Entretanto, Jesus pregou a verdade, e isso levou os
seus discípulos a tomarem a seguinte decisão: <Senhor, para quem iremos nós? Tu
tens as palavras da vida eterna= (Jo 6.68).

D. Em 2Tm 4.2-4, Paulo disse a Timóteo: <Que pregues a palavra, instes a tempo e
fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e
doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.=

II. PREGAR O ARREPENDIMENTO

A. O segundo segredo para um pregador ser bem-sucedido na sua mensagem é pregar o


arrependimento. Há uma escassez de mensagens sobre o arrependimento em nossos
dias. Muitos pregadores, com medo de desagradar alguns, estão pregando apenas
mensagens <light=, que não provocam nenhum arrependimento nas pessoas. Em Ez
33.30-33, o próprio Senhor denunciou isso a Ezequiel, dizendo: <Quanto a ti, ó
filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto às paredes e nas portas das
casas; e fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi
qual seja a palavra que procede do SENHOR. E eles vêm a ti, como o povo costuma
vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as
põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua
avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem
voz suave e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por
obra. Mas, quando vier isto (eis que está para vir), então, saberão que houve no meio
deles um profeta.=

B. A mensagem pregada por Joel foi uma mensagem de arrependimento: <Ainda assim,
agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso
com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas
vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e
compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.= (Jl
2.12-13).
C. A mensagem de João Batista era de arrependimento: <Arrependei-vos, porque é
chegado o Reino dos céus.= (Mt 3.3) A mensagem de Jesus era de arrependimento:
<Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.= (Mt 4.17)
D. A mensagem de Pedro era de arrependimento: <Arrependei-vos, pois, e
convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os
tempos do refrigério pela presença do Senhor.=

III. PREGAR COM GRAÇA, UNÇÃO E AUTORIDADE

A. O terceiro segredo para um pregador ser bem-sucedido na sua mensagem é pregar


com graça e unção. Jesus Cristo foi o maior pregador da história. Ele é maior do
que Jonas, do que Salomão e do que Pedro (Mt 12.41-42; Jo 13.16). Jesus pregava
com graça, com unção e com autoridade

B. Em Lc 4.22, Lucas escreve que: <E todos lhe davam testemunho, e se


maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca…=
C. Em Mc 12.37, Marcos escreve que <a grande multidão o ouvia de boa vontade=.

D. Em Mt 7.28-29, Mateus afirma: <E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a
multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não
como os escribas.= Em Jo 7.46, as Escrituras confirmam, dizendo: <Nunca homem
algum falou assim como este homem.= Jesus é o maior pregador do mundo!

CONCLUSÃO
Pregar a verdade, pregar o arrependimento, pregar com graça, unção e autoridade são
os segredos de um sermão bem-sucedido. Jesus Cristo é o nosso modelo de eficiência
na pregação. A mensagem de Jesus tinha graça, unção e autoridade. Assim também,
deve ser a nossa mensagem.

A arte da pregação, um dos pilares fundamentais da fé cristã, tem em sua essência


alguns segredos para o êxito, conforme aprendemos com os grandes pregadores
bíblicos como Jonas, Pedro e, acima de todos, Jesus Cristo. A eficácia de um sermão
reside não apenas no conteúdo, mas também no coração e na entrega do pregador.
Pregar a verdade, convocar ao arrependimento, e fazê-lo com graça, unção e autoridade
são componentes essenciais para que a mensagem alcance o coração dos ouvintes e
provoque uma transformação genuína.
Pregar a verdade é desafiar a complacência e o conforto, é confrontar o pecado com
a Palavra de Deus e oferecer a esperança que se encontra em Cristo. A verdade bíblica,
mesmo quando dura, é o caminho para a liberdade espiritual e a renovação. Um sermão
que não teme proclamar a verdade é um instrumento poderoso nas mãos de Deus.

O chamado ao arrependimento é fundamental. Um sermão que falha em convocar os


ouvintes ao arrependimento perde a essência do Evangelho, que é uma mensagem de
transformação e renovação. O arrependimento é o primeiro passo para uma vida
transformada e para o amadurecimento espiritual.

Além disso, pregar com graça, unção e autoridade significa que o pregador deve
estar profundamente enraizado na Palavra de Deus, cheio do Espírito Santo e
conduzido por um sincero amor pelas almas. A graça traz a mensagem do amor
incondicional de Deus, a unção revela a presença e o poder do Espírito Santo, e a
autoridade confirma a verdade e a relevância da mensagem.
Jesus Cristo, o maior pregador de todos os tempos, exemplifica perfeitamente esses
princípios. Ele pregou com uma combinação inigualável de verdade, amor, graça e
autoridade. Seu ministério não foi apenas de palavras, mas também de ações que
demonstraram o poder e o amor de Deus.

Portanto, como pregadores e discípulos de Cristo, somos chamados a seguir Seu


exemplo. Devemos buscar a verdade, convocar ao arrependimento e fazer tudo isso
com graça, unção e autoridade. Que nossos sermões sejam sempre reflexo do coração
de Deus, cheios de Sua verdade, amor e poder, transformando vidas para a glória de
Seu nome.
CAPÍTULO - 11
SERMÃO 21
TEMA: AS TRÊS VIRTUDES DE BARNABÉ TEXTO BASE:
TEXTO BASE: ATOS-11:24

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve as qualidades de um homem de Deus chamado Barnabé.
O capítulo 11 de Atos dos Apóstolos registra o início da obra de Deus na cidade de
Antioquia. Antioquia era uma grande metrópole no Norte da Síria. Ali surgiu uma
grande Igreja; todo o colegial apostólico se reuniu na igreja matriz em Jerusalém para
escolher um homem para consolidar o trabalho do Senhor naquela cidade. Então, o
nome de Barnabé foi aprovado por unanimidade para confirmar e solidificar a igreja
do Senhor em Antioquia da Síria. O trabalho do Senhor prosperou muito, e muita
gente se uniu ao Senhor naquele lugar. Barnabé possuía três virtudes importantes na
vida de um homem de Deus. Vejamos:

I. BARNABÉ ERA UM HOMEM BOM

A. Barnabé possuía o fruto da bondade (Gl 5.22). Porque ele era um homem bom?
Certamente, algumas atitudes de Barnabé registradas nas Escrituras, o qualificam
como um homem de bem, um homem bom.

B. De acordo com At 4.36, o nome anterior de Barnabé era José. Barnabé era israelita
da tribo de Levi, nascido na Ilha de Chipre. Os apóstolos mudaram o nome dele para
Barnabé (que quer dizer <filho da consolação=), identificando-o como um homem
pacificador e cheio de bondade.

C. Barnabé vendeu uma propriedade e investiu todo o dinheiro na obra de Deus.


Portanto, era um homem bom e generoso (At 4.37).
D. Barnabé acreditou no ministério de Paulo e lhe apresentou aos apóstolos (At 9.2627).
Barnabé investia no potencial das pessoas. Barnabé mais uma vez investiu no
ministério de Paulo, foi buscá-lo em Tarso e o levou a Antioquia, onde se tornou uma
grande escola de preparação missionária para ambos (At 11.25).

E. Em At 13.1-4, o próprio Espírito Santo chamou por nome a Barnabé e Paulo e os


designou para uma grande obra missionária, na qual fundaram diversas igrejas em
várias cidades.
F. Em At 15.36-39, houve um desentendimento entre Paulo e Barnabé por causa do
jovem João Marcos, e cada um prosseguiu a sua jornada. Barnabé passou a investir
no potencial que havia no jovem João Marcos; Paulo passou a investir no potencial
de outro companheiro missionário chamado Silas (At 15.40-41). Ao final das coisas,
ambos tiveram razão na escolha que cada um fez; pois, João Marcos e Silas
(Silvano) se tornaram grandes obreiros da seara do Mestre (2Tm 4.11;1Ts 1.1; 1Pe
5.12-13). Por estas e outras razões, a Bíblia descreve Barnabé como um homem
bom, um homem de bem.

II. BARNABÉ ERA UM HOMEM CHEIO DO ESPÍRITO SANTO

A. Barnabé era também um homem cheio do Espírito Santo. Por causa desta graça de
Deus em sua vida, uma numerosa multidão se ajuntou a ele e a Paulo em Antioquia
(At 11.26).

B. Ser cheio do Espírito Santo é uma virtude que todo obreiro deve possuir. Em At 2.4,
o texto diz que: <Todos foram cheios do Espírito Santo…= E, em At 4.8, o texto diz
também que: <Pedro, cheio do Espírito Santo=, se dirigiu às autoridades do povo e
aos anciãos.

C. Em At 4.31, a Bíblia afirma que: <Todos foram cheios do Espírito Santo e


anunciavam com ousadia a palavra de Deus=. Em At 6.3, o texto diz que, os homens
escolhidos para trabalhar na obra de Deus devem ser <varões de boa reputação,
cheios do Espírito e de sabedoria…=

D. Em At 6.5, o doutor Lucas escreve que Estêvão, era um <homem cheio de fé e do


Espírito Santo=.

E. Em At 13.9, a Bíblia diz que Saulo, também chamado Paulo, ficou <cheio do Espírito
Santo=. Todos os grandes homens usados por Deus nas Escrituras eram homens
cheios do Espírito Santo (Gn 41.38; Nm 27.18; Jz 3.10; 6.34; 1Sm 16.13; Lc 4.1; At
11.24; Ef 5.18).

III. BARNABÉ ERA UM HOMEM CHEIO DE FÉ


A. Barnabé era também um homem cheio de fé. As pessoas cheias de fé acreditam
no impossível e têm coragem para empreender grandes coisas para Deus;
consequentemente, esperam e recebem grandes milagres da parte de Deus. De acordo
com At 6.5, Estêvão também era um homem cheio de fé.

B. De acordo com Mt 8.10, o próprio Jesus deu testemunho de um centurião cheio


de fé em Cafarnaum.

C. De acordo com Mt 15.28, Jesus encontrou uma mulher de uma grande fé na


região de Tiro e Sidom.

D. Em Rm 1.17, Paulo afirma que o evangelho se revela de fé em fé; como está


escrito: <o justo viverá da fé=. Em Gl 3.9, Paulo também escreve que <os que são da fé
são benditos com o crente Abraão=.

E. Em Hb 11.1, a Palavra de Deus afirma que <a fé é o firme fundamento das


coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem.= Os grandes heróis da
Bíblia triunfaram pela fé (Hb 11.2- 40). Por isso, devemos também ser homens cheios
de fé.

CONCLUSÃO
A vida e o ministério de Barnabé nos apresentam um modelo inspirador de caráter e
serviço cristão. Suas três virtudes destacadas - bondade, plenitude do Espírito Santo e
fé abundante - são não apenas qualidades admiráveis, mas também essenciais para
qualquer pessoa que deseje impactar significativamente a vida dos outros e a expansão
do Reino de Deus.

Barnabé, um homem de bondade genuína, demonstrou essa virtude através de atos


concretos de generosidade e encorajamento. Sua vida nos lembra que a bondade não é
apenas uma disposição interna, mas se manifesta em ações práticas que refletem o
amor de Deus. Como cristãos, somos chamados a exibir essa mesma bondade em nossa
vida diária, mostrando compaixão, generosidade e cuidado para com os outros,
refletindo assim a bondade de Cristo.

Estar cheio do Espírito Santo é vital para uma vida cristã eficaz. Barnabé, cheio do
Espírito, foi capaz de realizar a obra de Deus com poder e eficácia. Este enchimento
não é um evento único, mas um processo contínuo de se submeter e depender do
Espírito Santo para direção, força e sabedoria. É um convite para vivermos uma vida
guiada e empoderada pelo Espírito, permitindo que Ele forme em nós o caráter de
Cristo e nos capacite para o ministério.

A fé de Barnabé, notável e robusta, foi fundamental em seu ministério. Ele não


apenas acreditava nas promessas de Deus, mas agia baseado nessa crença. A fé, como
Barnabé exemplificou, é ativa e dinâmica. Ela nos move a tomar passos corajosos,
enfrentar desafios e superar obstáculos. Nossa jornada de fé deve ser marcada por uma
confiança contínua e crescente em Deus, mesmo em meio a circunstâncias incertas.

Portanto, ao refletirmos sobre a vida de Barnabé, somos encorajados a cultivar em


nós mesmos essas três virtudes essenciais. Que possamos ser conhecidos por nossa
bondade, estar cheios do Espírito Santo e viver uma vida de fé profunda. Que nossas
vidas, assim como a de Barnabé, sejam um testemunho do poder transformador de
Deus e um reflexo de Seu amor e graça para o mundo. Que busquemos diariamente ser
moldados à imagem de Cristo, servindo a Deus e aos outros com um coração cheio de
fé, guiado pelo Espírito e transbordante de bondade.

Como Barnabé, podemos ser homens de bem, cheios do Espírito Santo e de fé.
Podemos ter estas mesmas qualidades de Barnabé. Devemos imitar o bom exemplo dos
homens fiéis. Podemos ser pessoas de bem, cheias do Espírito Santo e cheias de fé.
CAPÍTULO - 12
SERMÃO-22
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DA LIBERDADE DE CULTOS

TEXTO BASE: ATOS-12:5 a 8

INTRODUÇÃO
A história da Igreja é marcada por períodos de perseguição e liberdade, e a luta pela
liberdade de culto tem sido um aspecto fundamental dessa jornada. A liberdade de
culto, um direito essencial e precioso, tem sido constantemente desafiada ao longo dos
séculos, mas também tem proporcionado oportunidades inestimáveis para o
crescimento da fé e a propagação do Evangelho. Neste sermão, refletiremos sobre as
lições espirituais que podemos aprender com a liberdade de cultos, inspirando-nos na
experiência dos primeiros cristãos e na figura exemplar de Barnabé, um homem que
viveu em tempos de grande mudança e desafio para a Igreja Primitiva.

I. A Importância da Liberdade de Culto


A-Contexto Histórico da Liberdade de Culto: Exame das lutas e conquistas históricas
pela liberdade de cultos.

B-Exemplo de Barnabé: Como Barnabé e os primeiros cristãos valorizaram e utilizaram


a liberdade de culto.

C-Implicações Atuais: Reflexão sobre a liberdade de culto no mundo contemporâneo e


os desafios que ainda enfrentamos.

D-A Resposta Cristã: Como os cristãos devem responder e valorizar a liberdade de


culto hoje.
II. Crescimento e Edificação na Paz
A-Crescimento da Igreja em Tempos de Paz: Analisando como a liberdade de culto
contribui para o crescimento e fortalecimento da Igreja.

B-O Exemplo de Antioquia: Como a Igreja em Antioquia floresceu sob a liderança


de Barnabé.

C-O Papel da Paz no Ministério Cristão: Explorando a importância da paz para o


desenvolvimento espiritual e ministerial.

D-Promovendo a Paz: Como podemos ser agentes de paz e liberdade em nossas


comunidades.

III. Enfrentando a Perseguição com Fé


A-A Realidade da Perseguição: Entendendo a perseguição que ainda ocorre contra
cristãos ao redor do mundo.

B-Resiliência e Coragem: Como a fé nos fortalece em tempos de perseguição.

C-O Legado de Barnabé: Aprendendo com a coragem e a fé de Barnabé diante da


adversidade.

D-Nossa Resposta à Perseguição: Como podemos apoiar os irmãos perseguidos e


manter a fé em circunstâncias difíceis.

IV. O Papel da Oração e da Intercessão


A-Oração como Arma Espiritual: A importância da oração na luta pela liberdade de
culto
B-Intercedendo pelos Perseguidos: Como podemos efetivamente orar pelos cristãos
perseguidos.

C-Exemplos Bíblicos de Oração Eficaz: Aprendendo com as orações poderosas na


Bíblia.

D-Cultivando uma Vida de Oração: Dicas práticas para desenvolver uma vida de
oração mais profunda e eficaz.

CONCLUSÃO
A liberdade de culto é um presente inestimável, uma bênção que deve ser valorizada,
protegida e usada para a glória de Deus. A história de Barnabé e dos primeiros cristãos
nos mostra como a liberdade de culto pode ser um poderoso instrumento para o
crescimento do Reino de Deus. Ao mesmo tempo, a realidade da perseguição nos
lembra da necessidade contínua de oração, apoio e solidariedade com nossos irmãos e
irmãs em Cristo que sofrem por sua fé.

Como Igreja, somos chamados a ser luz em meio às trevas, promovendo a paz,
defendendo a liberdade e estando firmes na fé, mesmo diante da adversidade. Devemos
nos lembrar de que nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os poderes
espirituais da maldade. Assim, armados com a Palavra de Deus e fortalecidos pela
oração, podemos enfrentar qualquer desafio, confiando que Deus está Deus está
conosco.

Que este sermão nos inspire a ser gratos pela liberdade que temos, a ser corajosos em
defender essa liberdade para os outros e a ser fervorosos em oração pelos que sofrem
perseguição. Que nossa fé seja fortalecida e nossa determinação renovada para avançar
o Reino de Deus, seja em liberdade ou em perseguição, sabendo que "Bem-aventurada
é a nação cujo Deus é o SENHOR" e que, em última instância, "a nossa cidadania está
nos céus".
CAPÍTULO - 13
SERMÃO-23
TEMA: CHAMADOS PELO ESPÍRITO SANTO

TEXTO: ATOS-13:02

INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, nós vamos aprender sobre a chamada missionária de Barnabé e
Paulo. A igreja de Antioquia estava reunida em oração e jejum, quando o próprio
Espírito
Santo chamou Barnabé e Saulo pelos seus respectivos nomes. A igreja matriz em
Jerusalém ainda estava com a visão missionária voltada apenas para os judeus. Porém,
em Antioquia da Síria, havia nascido uma igreja com um grande ardor missionário. E,
neste fervor missionário, o Espírito Santo separou, enviou e capacitou Barnabé e Saulo
para realizarem a primeira viagem missionária transcultural.

I. ELES FORAM AVALIADOS E APROVADOS PELO ESPÍRITO SANTO

A. A cidade de Antioquia já havia sido um campo missionário para Barnabé e Paulo (At
11.22- 26).

B. Antioquia tinha sido uma escola missionária para Paulo e Barnabé. Certamente, o
ano que passaram trabalhando ali serviu para o Espírito Santo avaliar e aprovar o
trabalho de cada um deles (At 11.25-26).

C. De acordo com At 13.4, Barnabé e Paulo foram enviados pelo próprio Espírito
Santo.
D. Em At 13.9-12, fica bem clara a presença do Espírito Santo confirmando e
aprovando a obra de evangelização realizada por eles.
I. O ESPÍRITO SANTO É O GUIA DE MISSÕES
A. O Espírito Santo viu a necessidade urgente da obra missionária, e chamou com
urgência os dois missionários, dizendo: <Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a
obra a que os tenho chamado.= (At 13.2) Não podia ser para depois, pois havia
urgência.

B. Em At 16.7, o texto diz que Paulo queria ir para Bitínia <mas o Espírito de Jesus
não lhe permitiu=. O Espírito Santo conhece as regiões prioritárias para missões.

C. Em At 16.6, o texto ainda diz que <foram impedidos pelo Espírito Santo de
anunciar a palavra na Ásia=. O Espírito Santo é o guia e o orientador da obra
missionária.

D. Em At 8.39-40, o texto afirma que, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e


<Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as
cidades, até que chegou a Cesaréia=. O Espírito Santo havia guiado Filipe até a
Samaria, depois até ao deserto de Gaza; e, agora, até Azoto e cidades próximas a
Cesaréia (At 8.5-40). O Espírito Santo conhece a necessidade missionária de cada
região da terra.

CONCLUSÃO
O Espírito Santo é o guia e o orientador da Igreja do Senhor na face da terra. Hoje,
Ele ainda chama homens e mulheres para realizarem grandes obras para Deus. Ele
conhece o nosso nome e o nosso endereço (At 9.10-11).
CAPÍTULO - 14
SERMÃO 24

TEMA: O DOM DA FÉ TEXTO: ATOS: 14:8-9

INTRODUÇÃO
O conceito de fé é um dos alicerces centrais do cristianismo, e a história de Paulo é
um exemplo brilhante da manifestação poderosa do dom da fé. A Bíblia nos fala de
diferentes tipos de fé: a fé salvadora, a fé comum e o dom da fé sobrenatural. Este
sermão irá explorar as várias manifestações da fé e a importância do dom da fé
sobrenatural, exemplificado na vida de Paulo e outros personagens bíblicos. A fé
sobrenatural, capaz de mover montanhas e realizar milagres, é um presente divino que
transcende a compreensão humana e nos capacita a viver vidas extraordinárias para a
glória de Deus.

I. Manifestações da Fé
A-Fé Salvadora: A fé essencial para a salvação, fundamentada na crença em Jesus
Cristo (Mc 16.15-16; Rm 10.17).
B-Fé Comum: A crença básica que todos possuem em algo ou alguém (Tg 2.19).
C-Fé como Dom: Uma convicção sobrenatural e extraordinária, que ultrapassa a
lógica humana (Mt 17.20).
D-A Fé e o Sobrenatural: Exemplos bíblicos que demonstram a fé agindo de maneira
extraordinária (Mt 21.21-22, At 14.8-10).

II. O Dom da Fé na Vida de Paulo


A-A Cura do Paralítico: Análise do milagre em Listra e a harmonia entre a fé do
paralítico e a fé de Paulo (At 14.8-10).
B-O Poder do Dom da Fé: Como o dom da fé capacita os crentes a operar milagres e
maravilhas (1Co 12.9).
C-O Exemplo de Abraão: A fé sobrenatural de Abraão como modelo para nós (Rm
4.1921).
D-Fé em Ação: Encorajamento para os crentes buscarem e exercerem o dom da fé
em suas vidas.

III. Fé, Fruto do Espírito


A-Fé como Fruto do Espírito: Entendendo a fé como parte do caráter cristão (Gl
5.22).
B-A Relação entre Fé e Confiança: Como a fé se manifesta como confiança e
lealdade incondicional a Deus.
C-Exemplos Bíblicos de Fé Inabalável: Explorando personagens bíblicos que
exibiram uma fé profunda e consistente.
D-Cultivando a Fé em Nossa Vida: Estratégias práticas para desenvolver e fortalecer
a fé no dia a dia.

CONCLUSÃO
A fé é um dom divino multifacetado que permeia todos os aspectos da vida cristã.
Desde a fé salvadora que nos conecta com Cristo até o dom da fé sobrenatural que nos
capacita a realizar o extraordinário, cada manifestação da fé tem um papel vital em
nossa jornada espiritual. O exemplo de Paulo, Abraão e muitos outros na Bíblia nos
inspira a buscar uma fé mais profunda e a depender mais de Deus em todas as
circunstâncias.

Esta fé sobrenatural não é uma negação das realidades ou limitações humanas, mas
um reconhecimento de que, apesar de nossas fraquezas, servimos a um Deus onipotente
que é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. A fé é a ponte
que nos liga ao poder de Deus, permitindo que Seu poder seja manifestado em nossas
vidas de maneiras milagrosas.

Encerramos este sermão com um convite para cada um de nós buscar ativamente o
dom da fé. Que possamos ser encorajados pelo Espírito Santo a desenvolver uma
confiança inabalável em Deus, independentemente das circunstâncias. Que nossa fé
não seja apenas uma crença passiva, mas uma força ativa que molda nossa realidade e
traz o Reino de Deus à Terra. Que sejamos lembrados de que, com fé, todas as coisas
são possíveis para aqueles que creem.
CAPÍTULO - 15
SERMÃO 25

TEMA: O CONCÍLIO DE JERUSALÉM E A UNIDADE DA IGREJA


TEXTO: ATOS 15:1-35

I. Exegese do Texto

Atos 15:1-35 relata um momento decisivo na história da Igreja Primitiva: o Concílio


de Jerusalém. Este capítulo aborda o conflito surgido em torno da necessidade dos
gentios convertidos ao cristianismo seguirem as leis mosaicas, incluindo a circuncisão.
A reunião em Jerusalém, que contou com a participação de líderes-chave como Pedro,
Paulo e Tiago, resultou em um acordo que destacava a graça e a fé como fundamentos
da salvação, em vez da observância estrita da Lei Mosaica. Este evento é crucial por
várias razões: marca um reconhecimento da diversidade dentro da unidade da Igreja,
estabelece um precedente para a resolução de conflitos eclesiásticos e reforça a
natureza inclusiva do Evangelho. A decisão do concílio reflete um equilíbrio entre
liberdade e responsabilidade, e ressalta a importância da sensibilidade cultural na
propagação do Evangelho.

II. INTRODUÇÃO

O Concílio de Jerusalém, como narrado em Atos 15, é um marco na história da


Igreja, ilustrando a maneira como a comunidade de fé lida com divergências
doutrinárias e culturais. Este evento não foi apenas um debate teológico, mas também
um momento de profundo discernimento espiritual e busca pela direção de Deus. No
cerne deste concílio estava a questão da inclusão dos gentios na Igreja e a relevância da
Lei Mosaica para os cristãos não- judeus. A decisão tomada ali foi fundamental para
moldar a identidade da Igreja como uma comunidade que transcende fronteiras étnicas
e culturais, unida pela fé em Cristo e não por práticas religiosas ou culturais. O
Concílio de Jerusalém nos ensina sobre a importância da unidade na diversidade, a
centralidade da graça na vida da Igreja, e como lidar sabiamente com questões
doutrinárias e culturais. Ao examinar este capítulo, podemos extrair lições valiosas
sobre como manter a unidade na Igreja, preservando a verdade essencial do Evangelho.

III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. A Controvérsia da Circuncisão (Atos


15:1-5)
a. O Desafio dos Judeus Cristãos: A insistência na circuncisão para os gentios.

b. Paulo e Barnabé: Defesa da liberdade do Evangelho.

c. A Importância da Discussão: Enfrentando e resolvendo conflitos doutrinários.

d. Unidade na Diversidade: Como a Igreja lida com diferentes pontos de vista.

II. A Decisão do Concílio (Atos 15:6-21)


a. Debate entre os líderes: O processo de tomada de decisão na Igreja.

b. O Discurso de Pedro: Enfatizando a salvação pela graça.

c. Tiago e a Escritura: Busca por um equilíbrio entre tradição e inovação.

d. Uma Resolução Inclusiva: A decisão de não impor o jugo da Lei aos gentios.

III. A Carta aos Gentios (Atos 15:22-29)


a. A Escolha dos Emissários: Fortalecendo a comunicação e a unidade.

b. Conteúdo da Carta: Diretrizes para a convivência entre judeus e gentios.

c. O Papel da Sabedoria: Discernir o essencial do cultural.

d. Recebimento da Carta: A aceitação e a alegria das igrejas gentílicas.

IV. Lições de Liderança e Resolução de Conflitos (Atos 15:30-35)


e. A Importância do Diálogo: Ouvindo e respeitando diferentes pontos de vista.

f. Exemplo de Humildade: Líderes que buscam orientação divina.

g. Respeito mútuo: Valorizando a unidade acima das diferenças.

h. Crescimento e Edificação: O impacto da resolução de conflitos na saúde da Igreja.

CONCLUSÃO
O Concílio de Jerusalém é um exemplo poderoso de como a Igreja pode navegar por
questões complexas de fé, prática e identidade. As decisões tomadas neste concílio não
foram apenas sobre doutrina, mas também sobre como viver em comunidade, honrando
tanto a diversidade quanto a unidade. A capacidade da Igreja Primitiva de dialogar,
debater e chegar a um consenso é um modelo para nós hoje, especialmente em um
mundo cada vez mais polarizado e fragmentado.

A lição principal do Concílio de Jerusalém é que a unidade da Igreja não se baseia na


uniformidade de práticas culturais ou na adesão a um conjunto específico de tradições,
mas na fé comum em Jesus Cristo e na graça que Ele oferece. Esta unidade não é uma
negação das nossas diferenças, mas um reconhecimento de que nossa identidade mais
profunda está em Cristo.

Como seguidores de Cristo, somos chamados a buscar essa unidade, trabalhando


diligentemente para manter o vínculo da paz, sabendo que cada membro da
comunidade tem valor e contribuição únicos. Que possamos aprender com o exemplo
dos líderes da Igreja Primitiva, buscando sempre a orientação do Espírito Santo,
abordando as diferenças com amor, respeito e humildade, e mantendo o foco na missão
central da Igreja de proclamar o Evangelho a todas as nações. Que a história do
Concílio de Jerusalém inspire cada um de nós a contribuir para a edificação da Igreja,
promovendo a unidade em meio à diversidade para a glória de Deus.
CAPÍTULO - 16
SERMÃO 26

TEMA: A ESCOLHA DE TIMÓTEO


TEXTO BASE: ATOS-16:1

INTRODUÇÃO
Atos 16:1 menciona a chegada de Paulo a Listra, onde ele encontra Timóteo, um
jovem que se tornaria um dos seus mais importantes colaboradores. Este versículo é
fundamental para entender a formação da equipe missionária de Paulo e a
importância de Timóteo na propagação do evangelho

I. A HERANÇA ESPIRITUAL DE TIMÓTEO


Timóteo era filho de uma mãe judia e de um pai grego, o que o tornava um exemplo
de como a fé pode transcender barreiras culturais. Sua mãe, Eunice, e sua avó, Loide,
desempenharam papéis cruciais em sua formação espiritual (2 Timóteo 1:5).
Aplicação prática: A importância da educação espiritual nas famílias e como
podemos influenciar as próximas gerações.

II. A DECISÃO DE PAULO DE CIRCUNCIDAR TIMÓTEO


Paulo decidiu circuncidar Timóteo para que ele pudesse ser mais aceito entre os
judeus, considerando a missão que teriam juntos. Essa decisão mostra a
flexibilidade de Paulo em se adaptar às culturas locais para a eficácia do evangelho
(Atos 16:3).
Aplicação prática: A relevância de se adaptar às culturas sem comprometer a
mensagem do evangelho.
CONCLUSÃO
A escolha de Timóteo por Paulo não foi apenas uma decisão estratégica, mas também
um reconhecimento do potencial que ele tinha para o ministério. A relação entre
Paulo e Timóteo exemplifica a importância do discipulado e da mentoria na vida
cristã.
SERMÃO-27

TEMA: A REPUTAÇÃO DE TIMÓTEO


TEXTO BASE: ATOS 16:2-3

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:2-3, vemos Paulo elogiando a boa reputação de Timóteo entre os irmãos
em Listra e Icônio. Isso destaca a importância do testemunho e da integridade no
ministério

I. A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO
A boa reputação de Timóteo é um testemunho de sua vida cristã e de seu caráter. Ele
não apenas era conhecido por sua fé, mas também por suas ações e atitudes que
refletiam o amor de Cristo.
Aplicação prática: Como nossa reputação pode impactar nosso testemunho e a
eficácia do evangelho em nossas comunidades.

II. A Decisão de Paulo de Levar Timóteo na Missão


A decisão de Paulo de levar Timóteo com ele em sua jornada missionária
demonstra a confiança que Paulo tinha em seu potencial. Isso também mostra a
importância de ter colaboradores fiéis e comprometidos no ministério.

Aplicação prática: A importância de investir em relacionamentos e discipulado,


formando novos líderes na igreja

CONCLUSÃO
A escolha de Timóteo como companheiro de Paulo não foi apenas uma questão de
habilidade, mas também de caráter e reputação. Isso nos ensina que, no ministério, a
integridade e o testemunho são fundamentais para a eficácia da obra de Deus.
SERMÃO-28

TEMA: A IMPORTÂNCIA DA COMUNHÃO E DA UNIDADE


TEXTO BASE: ATOS 16:4-5

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:4-5, Paulo e Timóteo, juntamente com Silas, entregam as decisões
tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém às igrejas da região. Este ato é
fundamental para a unidade da igreja primitiva e para a disseminação do evangelho.

I. A COMUNICAÇÃO DAS DECISÕES


As instruções que Paulo e seus companheiros levaram às igrejas eram essenciais para
a saúde espiritual e a unidade da comunidade cristã. Essas decisões abordavam
questões importantes, como a relação entre os gentios e a lei judaica.
Aplicação prática: A importância de manter a comunicação clara e aberta nas
comunidades de fé, promovendo a unidade e a compreensão mútua.

II. O CRESCIMENTO DAS IGREJAS


O versículo menciona que as igrejas eram fortalecidas na fé e cresciam em número.
Isso demonstra que a obediência às diretrizes apostólicas resultou em crescimento
espiritual e numérico.

Aplicação prática: Como a fidelidade à Palavra de Deus e a prática da comunhão


podem levar ao crescimento saudável da igreja.

CONCLUSÃO
A passagem de Atos 16:4-5 nos ensina que a unidade e a comunhão são
fundamentais para o crescimento da igreja. A comunicação eficaz das decisões e a
obediência à Palavra de Deus são essenciais para fortalecer a fé dos crentes.
SERMÃO-29

TEMA: A DIREÇÃO DO ESPÍRITO SANTO


TEXTO BASE: ATOS 16:6-10

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:6-10, Paulo e seus companheiros são guiados pelo Espírito Santo em sua
jornada missionária. Eles tentam entrar na Ásia, mas são impedidos, e recebem uma
visão que os direciona para a Macedônia. Este momento é crucial para a expansão do
evangelho.

I. A RESISTÊNCIA EM IR PARA A ÁSIA


Paulo e seus companheiros tentaram pregar na Ásia, mas o Espírito Santo os
impediu. Isso nos mostra que nem toda oportunidade é uma direção divina. Às vezes,
Deus nos fecha portas para nos guiar a um propósito maior.
Aplicação prática: Como podemos discernir a vontade de Deus em nossas vidas,
mesmo quando enfrentamos obstáculos?

II. A VISÃO DA MACEDÔNIA


A visão de um homem macedônio pedindo ajuda é um exemplo claro de como
Deus pode usar visões e sonhos para nos direcionar. A resposta imediata de Paulo à
visão demonstra sua disposição em obedecer à direção divina.

Aplicação prática: A importância de estar atento às direções de Deus e responder


prontamente ao Seu chamado.

CONCLUSÃO
Atos 16:6-10 nos ensina sobre a importância de buscar a direção do Espírito Santo
em nossas vidas e ministérios. A disposição de Paulo em ouvir e obedecer à voz de
Deus resultou na expansão do evangelho na Macedônia, mostrando que a obediência
pode levar a grandes oportunidades.
SERMÃO-30

TEMA: A CONVERSÃO DE LÍDIA


TEXTO BASE: ATOS 16:11-15

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:11-15, Paulo e seus companheiros chegam a Filipos, onde encontram
Lídia, uma mulher de negócios que se converte ao cristianismo. Este evento é
significativo, pois marca a primeira conversão registrada na Europa.

I. O PAPEL DAS MULHERES NA IGREJA


Lídia, uma vendedora de púrpura, representa a influência feminina na igreja
primitiva. Sua conversão e hospitalidade mostram como as mulheres
desempenharam papéis cruciais na expansão do evangelho.
Aplicação prática: A importância de reconhecer e valorizar o papel das mulheres no
ministério e na vida da igreja

II. A ABERTURA DO CORAÇÃO


O versículo destaca que o Senhor abriu o coração de Lídia para que ela prestasse
atenção ao que Paulo dizia. Isso nos ensina que a conversão é uma obra do Espírito
Santo, que prepara os corações para receber a mensagem do evangelho.

Aplicação prática: Como podemos orar e trabalhar para que mais pessoas tenham
seus corações abertos para a verdade do evangelho.

CONCLUSÃO
A conversão de Lídia em Atos 16:11-15 nos ensina sobre a importância da disposição
de ouvir a Palavra de Deus e a relevância do papel das mulheres na obra missionária.
A abertura do coração é uma ação divina que devemos buscar em nossas vidas e
ministérios.
SERMÃO-31
TEMA: A CONFRONTAÇÃO DO ESPÍRITO MALIGNO
TEXTO BASE: ATOS 16:16-18

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:16-18, Paulo e seus companheiros encontram uma jovem escrava que
possuía um espírito de adivinhação. Ela seguia os apóstolos, proclamando que eles
eram servos do Deus Altíssimo. Este episódio destaca a luta espiritual que Paulo e seus
companheiros enfrentaram em sua missão.

I. A IDENTIDADE DA JOVEM
A jovem escrava, apesar de anunciar a verdade sobre Paulo e Silas, estava sob a
influência de um espírito maligno. Isso nos ensina que nem toda declaração de
verdade vem de um lugar de pureza. A presença de um espírito maligno pode
distorcer a mensagem.
Aplicação prática: A importância de discernir as fontes de informação e a verdade,
especialmente em um mundo cheio de vozes conflitantes.

II. A AUTORIDADE DE PAULO


Paulo, após muitos dias, se volta para a jovem e ordena que o espírito saia dela.
Isso demonstra a autoridade que os apóstolos tinham em Cristo para confrontar e
expulsar espíritos malignos. A libertação da jovem é um exemplo do poder de
Deus sobre as forças do mal.

Aplicação prática: Como podemos exercer a autoridade que temos em Cristo para
enfrentar as opressões espirituais em nossas vidas e comunidades.

CONCLUSÃO
O episódio em Atos 16:16-18 nos ensina sobre a necessidade de discernimento
espiritual e a autoridade que temos em Cristo para confrontar o mal. A libertação da
jovem não apenas trouxe liberdade a ela, mas também ilustrou o poder transformador
do evangelho.
SERMÃO-32
TEMA: AS CONSEQUÊNCIAS DA OBEDIÊNCIA
TEXTO BASE: ATOS 16:19-24

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:19-24, após a libertação da jovem escrava, os proprietários dela,
enfurecidos pela perda de lucro, arrastam Paulo e Silas para as autoridades, resultando
em sua prisão. Este evento destaca as consequências da obediência a Deus e a
resistência do mundo ao evangelho.

I. A REAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS


A indignação dos proprietários da jovem revela como a obediência a Deus pode
provocar reações negativas no mundo. Eles não estavam preocupados com a
libertação da jovem, mas sim com a perda financeira.
Aplicação prática:Como podemos nos preparar para enfrentar oposição e
perseguição ao vivermos nossa fé de maneira autêntica?

II. A PRISÃO DE PAULO E SILAS


A prisão de Paulo e Silas ilustra que a obediência a Deus pode levar a dificuldades
e sofrimentos. No entanto, mesmo em meio à adversidade, eles mantiveram sua fé
e confiança em Deus.

Aplicação prática: A importância de permanecer firme na fé, mesmo quando


enfrentamos desafios e perseguições.

CONCLUSÃO
Atos 16:19-24 nos ensina que a obediência a Deus pode ter consequências
inesperadas, incluindo oposição e sofrimento. No entanto, a fé e a confiança em Deus
são fundamentais para enfrentar essas dificuldades e continuar a missão do
evangelho.
SERMÃO-33
TEMA: O PODER DA ADORAÇÃO EM TEMPOS DE ADVERSIDADE
TEXTO BASE: ATOS 16:25-34

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:25-34, Paulo e Silas, presos e açoitados, oram e cantam louvores a Deus.
Um terremoto ocorre, abrindo as portas da prisão e soltando as correntes dos
prisioneiros. O carcereiro, ao ver a situação, está prestes a se suicidar, mas Paulo o
impede, resultando na conversão do carcereiro e de sua família.

I. A ADORAÇÃO EM MEIO AO SOFRIMENTO


Paulo e Silas, mesmo em prisão, escolheram orar e louvar a Deus. Isso demonstra
que a adoração não deve depender das circunstâncias, mas deve ser uma expressão
de fé e confiança em Deus.
Aplicação prática: Como podemos cultivar uma atitude de adoração em momentos
difíceis, reconhecendo a soberania de Deus sobre nossas vidas?

II. A TRANSFORMAÇÃO DO CARCEREIRO


O terremoto e a libertação dos prisioneiros impactaram profundamente o
carcereiro, levando-o a buscar a salvação. A resposta de Paulo e Silas ao
sofrimento não apenas trouxe liberdade física, mas também espiritual.

Aplicação prática: A importância de nossa resposta às dificuldades como um


testemunho do poder transformador de Deus, que pode impactar aqueles ao nosso
redor.

CONCLUSÃO
Atos 16:25-34 nos ensina que a adoração em tempos de adversidade pode levar a
milagres e transformações. A fé demonstrada por Paulo e Silas não apenas resultou
em sua libertação, mas também na salvação do carcereiro e de sua família, mostrando
que Deus pode usar nossas lutas para Sua glória.
SERMÃO-34
TEMA: A DEFESA DA JUSTIÇA E DA DIGNIDADE
TEXTO BASE: ATOS 16:35-40

INTRODUÇÃO
Em Atos 16:35-40, após a conversão do carcereiro, as autoridades enviam mensageiros
para libertar Paulo e Silas. No entanto, Paulo revela que são cidadãos romanos e que
foram presos injustamente, exigindo um pedido de desculpas. Este episódio destaca a
importância da justiça e da dignidade na missão cristã.

I. A CIDADANIA ROMANA DE PAULO


Paulo, sendo cidadão romano, tinha direitos que não deveriam ser violados. Sua
reivindicação de justiça não é apenas uma questão legal, mas também uma afirmação
de dignidade e respeito. Isso nos ensina que, como cristãos, devemos valorizar e
defender a justiça..
Aplicação prática: Como podemos ser defensores da justiça em nossas
comunidades, promovendo a dignidade de todos?

II. O IMPACTO DA LIBERDADE


A libertação de Paulo e Silas não apenas os protegeu, mas também trouxe um
testemunho poderoso para as autoridades e a cidade de Filipos. A maneira como
lidaram com a situação demonstrou a força do evangelho e a importância de agir
com integridade.

Aplicação prática: A importância de viver de maneira que nosso testemunho


reflita a verdade do evangelho, mesmo em situações desafiadoras.

CONCLUSÃO
Atos 16:35-40 nos ensina sobre a importância de defender a justiça e a dignidade,
mesmo em face da adversidade. A postura de Paulo e Silas diante das autoridades
não apenas garantiu sua liberdade, mas também fortaleceu o testemunho do
evangelho em Filipos.
CAPÍTULO-17

SERMÃO- 35
TEMA: AS LIÇÕES ESPIRITUAIS DA MULHER Moderna

TEXTO BASE: ATOS-17:12

INTRODUÇÃO
A sociedade moderna testemunha uma transformação significativa no papel da
mulher, como exemplificado pelas mulheres de Beréia mencionadas em Atos.
Enquanto a mulher moderna celebra conquistas em várias esferas, enfrenta também
desafios únicos ao equilibrar sua vida profissional, familiar e espiritual. Este sermão
abordará como as mulheres cristãs podem viver de forma equilibrada e fiel em meio às
complexidades da vida contemporânea, mantendo a fé e os valores cristãos como
fundamentos de suas vidas.

I. A Mulher na Criação e seu Papel Complementar

Criação e Propósito: Deus criou a mulher como auxiliadora idônea do homem (Gn
2:18), um papel único que mostra a importância e o valor da mulher na criação. Este
papel não é de inferioridade, mas de parceria e complementaridade, evidenciando que
homens e mulheres são igualmente valiosos aos olhos de Deus.

Complementaridade, não Independência: A relação entre homem e mulher é


projetada para ser complementar, não competitiva. Cada um traz forças e perspectivas
únicas, criando um equilíbrio harmonioso. Reconhecer essa complementaridade é
essencial para manter relações saudáveis e cumprir o plano de Deus para a família.

Desafios Modernos: As mulheres enfrentam o desafio de equilibrar as expectativas


da sociedade moderna com seus papéis bíblicos. Neste cenário, é vital que mantenham
sua identidade cristã e valores, mesmo quando confrontadas com as pressões e normas
culturais que podem ser contrárias aos ensinamentos bíblicos.

Equilíbrio entre Vida Profissional e Pessoal: Manter um equilíbrio saudável


entre trabalho e vida pessoal é crucial. As mulheres são chamadas a gerenciar
suas responsabilidades profissionais sem negligenciar seu papel na família e na
comunidade. Isso requer sabedoria, discernimento e, muitas vezes, o apoio da
comunidade de fé.

II. A Mulher e a Responsabilidade Dupla

O Impacto das Leis Modernas: As leis de igualdade de gênero trouxeram muitos


benefícios, mas também desafios, ao aumentarem as responsabilidades das mulheres. É
importante reconhecer essas mudanças e buscar maneiras de equilibrar as demandas
profissionais com as responsabilidades familiares e pessoais.

Trabalhando Dentro e Fora de Casa: Gerenciar responsabilidades dentro e fora do lar


pode ser desafiador. Este equilíbrio exige uma organização cuidadosa e a capacidade de
priorizar tarefas, sem perder de vista a importância da família e do autocuidado.

Provérbios 31: Esta passagem bíblica descreve uma mulher que exemplifica o
equilíbrio entre trabalho e vida doméstica. Ela é empreendedora, diligente e cuida de
sua família com amor e sabedoria, servindo como um modelo inspirador para as
mulheres modernas.

Encontrando Apoio e Força: É vital que as mulheres busquem apoio espiritual e


comunitário para gerenciar o estresse e as demandas da vida. A comunidade de fé pode
oferecer encorajamento, sabedoria e um espaço seguro para compartilhar lutas e
vitórias.

III. A Mulher e o Instinto Maternal e Doméstico

Necessidade de Equilíbrio: Nutrir o instinto materno e doméstico é essencial para a


saúde emocional e espiritual da mulher. Este equilíbrio é fundamental para a criação de um
lar amoroso e para a manutenção de um ambiente familiar saudável.

Conciliando Carreira e Maternidade: É possível gerenciar uma carreira


bem-sucedida e ser uma mãe dedicada. Isso exige planejamento, flexibilidade e, às
vezes, fazer escolhas difíceis para garantir que tanto as necessidades da família quanto
as profissionais sejam atendidas.
O Exemplo de Mulheres Bíblicas: Lídia é um exemplo bíblico de uma mulher que
equilibrou com sucesso sua vida profissional e espiritual. Apesar de ser uma bem
sucedida comerciante, ela se manteve fiel a Deus e desempenhou um papel importante
em sua comunidade religiosa.

Saúde Mental e Emocional: Cuidar da saúde mental e emocional é crucial,


especialmente quando se equilibra múltiplas responsabilidades. As mulheres devem
estar atentas aos sinais de estresse ou exaustão e buscar apoio quando necessário.

IV. Valores Familiares e Espiritualidade

O Lar Cristão: Construir um lar que honra a Deus é um objetivo central para a
mulher cristã. Isto envolve criar um ambiente de amor, fé e respeito mútuo, onde os
valores cristãos são vividos e ensinados.

Educação dos Filhos na Fé: A mãe desempenha um papel vital na educação


espiritual de seus filhos. Ela pode influenciar profundamente a fé deles através do
exemplo, do ensino e da oração.

A Mulher como Pilar Espiritual: Muitas vezes, a mulher é a força espiritual em sua
família. Seu compromisso com a oração, estudo da Bíblia e participação na
comunidade de fé pode fortalecer toda a família na caminhada cristã.

Preservando Valores em uma Sociedade Liberal: Em uma sociedade que


frequentemente desafia os valores cristãos, a mulher cristã é chamada a se manter
firme na fé e nos ensinamentos bíblicos, agindo como um farol de luz e verdade para
sua família e comunidade.

CONCLUSÃO
A mulher moderna, embora enfrentando desafios únicos em uma sociedade em
constante mudança, tem a oportunidade de viver uma vida plena e equilibrada, ancorada
em sua fé e valores cristãos. O papel da mulher na sociedade e na igreja é de grande
valor, e ela pode exercer influência significativa em muitas áreas. As mulheres cristãs são
chamadas a serem modelos de fé, amor e sabedoria, tanto dentro de suas famílias quanto
em suas comunidades mais amplas.

Neste contexto, é crucial que as mulheres busquem sabedoria divina e equilíbrio em


todas as áreas de suas vidas. Ao fazer isso, elas podem ser testemunhas poderosas do
amor de Deus, influenciando gerações presentes e futuras. Que cada mulher cristã abrace
seu papel dado por Deus com coragem e confiança, sabendo que ela é valorizada e amada
por Deus, e que sua contribuição à família, igreja e sociedade é inestimável.
SERMÃO-36

TEMA: O Deus Desconhecido

TEXTO: ATOS 17:27

INTRODUÇÃO

Na passagem de Atos 17:23, Paulo confronta a idolatria e a espiritualidade vaga dos


atenienses ao falar sobre o "Deus Desconhecido". Este sermão explora como Paulo
utilizou essa oportunidade para revelar o verdadeiro Deus aos atenienses, imersos em
religiosidade, mas vazios de um entendimento real de Deus. A narrativa reflete a busca
humana contínua por um significado espiritual mais profundo e a relevância desse
episódio para a sociedade contemporânea, que muitas vezes adora deuses modernos, mas
ainda busca conhecer o verdadeiro Deus.

I. O Contexto Religioso em Atenas


A-Idolatria na Antiguidade: A prevalência da idolatria em Atenas e a adoração a uma
variedade de deuses.
B-Altar ao Deus Desconhecido: O significado deste altar na sociedade ateniense e
sua representação da busca espiritual.
C-Politeísmo versus Revelação Divina: Contraste entre a multiplicidade de deuses
atenienses e a singularidade do Deus de Israel.
D-Paulo no Areópago: Análise da estratégia de Paulo ao se conectar com a cultura
ateniense para apresentar o Evangelho.

II. A Revelação do Deus Verdadeiro


A-De Elohim a Yahweh: Explicação de como Paulo introduziu o Deus de Israel aos
atenienses.
B-Confrontando a Idolatria: Como Paulo desafiou as crenças politeístas e revelou a
verdadeira natureza de Deus.
C-Deus Criador e Sustentador: Apresentação de Deus como o Criador de todas as
coisas e Aquele que sustenta a vida.
D-Jesus Cristo 3 A Revelação Suprema: O papel de Jesus Cristo na revelação completa e
final de Deus à humanidade.

III. Implicações para a Sociedade Moderna


A-Idolatria Moderna: Identificação dos "deuses" contemporâneos - materialismo,
tecnologia, sucesso, etc.
B-A Busca Contínua por Significado: Como a sociedade moderna ainda busca
significado e propósito espirituais.
C-Cristianismo em um Mundo Pluralista: O desafio de apresentar o cristianismo de
maneira relevante em uma sociedade pluralista.
D-Jesus Cristo como Resposta: A relevância contínua de Jesus Cristo como a
resposta definitiva para a busca espiritual da humanidade.

C- Vida Cristã no Mundo Moderno


A-Viver em Verdadeira Adoração: Como viver uma vida de adoração autêntica em
meio a uma cultura de idolatria moderna.
B-Testemunho Cristão Eficaz: Estratégias para compartilhar eficazmente a fé em um
mundo diverso e muitas vezes cético.
C-Crescimento Espiritual e Discernimento: A importância do crescimento espiritual
e do discernimento em um mundo repleto de vozes e crenças concorrentes.
D-O Chamado para a Missão: Encorajamento para os cristãos serem missionários em
seus próprios contextos, levando a luz de Cristo aos "atenienses" modernos.

CONCLUSÃO
O episódio do "Deus Desconhecido" em Atos 17 é um poderoso lembrete da busca
humana incessante por um conhecimento mais profundo de Deus. Paulo aproveitou
essa oportunidade para revelar o Deus verdadeiro, que os atenienses adoravam sem
conhecer. Este incidente desafia a Igreja contemporânea a responder às perguntas
espirituais da sociedade moderna com a verdade do Evangelho de Cristo.

Em um mundo onde muitos adoram deuses modernos e buscam significado em


fontes vazias, a mensagem do Evangelho permanece tão relevante quanto era nos
tempos de Paulo. Como cristãos, somos chamados a seguir o exemplo de Paulo,
usando nossa compreensão cultural para conectar as pessoas com a verdade de Cristo
de maneiras que ressoem com suas experiências e buscas espirituais.
Este sermão nos convida a refletir sobre como podemos ser eficazes em testemunhar
em uma sociedade que, como Atenas, está cheia de idolatria e busca espiritual.
Encoraja-nos a crescer em nosso próprio entendimento de Deus e a compartilhar esse
conhecimento com aqueles ao nosso redor. Que sejamos instrumentos nas mãos de
Deus para revelar o verdadeiro Deus aos "desconhecidos" ao nosso redor e guiá-los à
luz e verdade de Jesus Cristo.
CAPÍTULO - 18
SERMÃO-37

TEMA: AVIVAMENTO EM CORINTO


TEXTO BASE: ATOS-18: 1,9,11

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela o início da obra de Deus em Corinto e o grande
avivamento ocorrido nesta grande metrópole do Norte da Grécia. O trabalho do Senhor
floresceu muito na cidade de Corinto, e o Senhor já havia anunciado a Paulo que ali
seria um campo missionário muito promissor, dizendo: <Não temas, mas fala e não te
cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho
muito povo nesta cidade.= (At 18.9-10) Com receio de não ser bem-recebido em
Corinto, como havia acontecido em outras cidades, Paulo recebeu a garantia da
segurança e proteção do Senhor naquele lugar, e permaneceu cerca de 18 meses
ensinando a Palavra de Deus ali (At 18.11).

I. CORINTO — UMA IGREJA GENUINAMENTE PENTECOSTAL


1. Corinto passou a ser conhecida como a igreja dos dons espirituais. Havia
liberdade para as manifestações do Espírito Santo na igreja daquela cidade. A igreja de
Corinto dava lugar ao Espírito Santo e possuía as características de uma igreja
fervorosa e pentecostal (Basta ler 1Co 12-14).
2. Em 1Co 1.5, Paulo chegou a destacar o grande privilégio da igreja de Corinto,
dizendo: <Porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o
conhecimento.=

3. Em 1Co 1.7, Paulo ainda disse que nenhum dom faltava à igreja de Corinto.
Portanto, Corinto experimentou um grande avivamento; era uma igreja privilegiada
materialmente e espiritualmente. Entretanto, ainda estava longe de ser uma igreja
perfeita e tinha problemas de ordem espiritual (1Co 1.10-13; 3.1; 5.1).

II. SENDO O TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO

1. Corinto, além de ser um dos principais centros comerciais do mundo antigo, era uma
cidade famosa por sua devassidão e licenciosidade. Havia um templo de Afrodite (a
deusa grega do amor e do sexo), onde a prostituição era o próprio culto oferecido a
essa entidade pagã. Corinto era uma cidade materialmente próspera, moralmente
corrompida e espiritualmente necessitada da graça divina. Paulo pegou um gancho da
própria cultura local e apresentou aos crentes de Corinto um templo muito mais
importante e puro do que o templo de Afrodite: o templo do Espírito Santo, que é o
nosso próprio corpo (1Co 3.16; 6.19-20).

2. Para vencer a carne, é preciso andar no Espírito. Por isso, Paulo diz: <Andai no
Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o
Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não
façais o que quereis.= (Gl 5.16-17)

3. Em 1Co 6.19, Paulo pergunta: <Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do
Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós
mesmos?=

CONCLUSÃO
O avivamento em Corinto se estende até os nossos dias. Graças a este avivamento, a
Igreja de hoje desfruta da riqueza pentecostal dos ensinos de Paulo a respeito da
atualidade dos dons espirituais esboçados nas duas Epístolas aos Coríntios. Podemos
desfrutar do mesmo avivamento ocorrido em Corinto

O avivamento em Corinto, como registrado na Bíblia, é uma fonte de inspiração e


encorajamento para a Igreja de hoje. Esta igreja, apesar de suas imperfeições e desafios
espirituais, experimentou uma rica manifestação dos dons espirituais e da presença do
Espírito Santo. O exemplo de Corinto nos ensina várias lições importantes:

A importância da busca pela santidade: Corinto era uma cidade imoral, mas a
mensagem de Paulo sobre o corpo como templo do Espírito Santo destacou a
necessidade de vivermos vidas santas e separadas do pecado. Hoje, também somos
chamados a manter nossos corpos e mentes puros, honrando a Deus em tudo o que
fazemos.

A valorização dos dons espirituais: Corinto era uma igreja rica em dons espirituais, e
Paulo enfatizou a importância de usar esses dons para a edificação do corpo de
Cristo.
Devemos reconhecer e cultivar os dons que Deus nos deu, colocando-os a serviço do
Reino e da comunidade cristã.

O desafio de viver em unidade: Embora Corinto tenha sido abençoada com dons
espirituais, enfrentou divisões e contendas. Paulo exortou-os a buscar a unidade em
Cristo. Da mesma forma, a Igreja de hoje deve buscar a unidade, superando diferenças
e divisões para ser um testemunho eficaz do amor de Deus.

O compromisso de andar no Espírito: Paulo incentivou os coríntios a andar no


Espírito e não satisfazer os desejos da carne. Esse chamado permanece válido para nós
hoje, à medida que enfrentamos as tentações e lutas da vida diária. Devemos depender
do Espírito Santo para nos guiar e fortalecer em nossa jornada espiritual.

Em resumo, o avivamento em Corinto nos lembra da importância da vida santa, do


uso dos dons espirituais para a edificação da igreja, da busca pela unidade e da
dependência do Espírito Santo. Que possamos aprender com essas lições e aplicá-las
em nossas próprias vidas e comunidades, para que experimentamos o avivamento
espiritual e continuemos a ser luz no mundo, como a igreja de Corinto foi em seu
tempo. Que o exemplo dessa igreja nos inspire a buscar mais profundamente a presença
de Deus e a viver de acordo com Seus princípios em nosso mundo moderno.
SERMÃO 38
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DO ORADOR SACRO

TEXTO BASE: ATOS 18:24

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela Apolo como um dos grandes oradores da Bíblia. Orador é
aquele que apresenta discursos para um determinado público. A oratória é a arte de falar
em público de forma estruturada e deliberada, com a intenção de informar e influenciar
os ouvintes. A oratória tem sido essencial na Religião, na Política, no Direito e entre
todos os comunicadores. Para nós, cristãos, a oratória possui uma importância maior
ainda. Cada discípulo de Cristo é um orador em potencial. Cada pessoa que teve um
encontro com Cristo já sai falando em público do evangelho de Cristo. Foi assim com a
mulher samaritana, e com tantas outras pessoas que saíam falando em público da pessoa
de Jesus Cristo. A história revela a existência de grandes oradores sacros. A Bíblia
mostra a história de grandes oradores, tanto da antiga aliança como da nova aliança,
além da história do maior de todos os oradores4 Jesus Cristo, o maior pregador de
todos os tempos. Uma forma de desenvolver a arte da oratória. Conhecendo os grandes
oradores da humanidade. Eles foram muitos ao longo dos séculos e, mesmo com
propósitos distintos, arrebataram plateias com as suas palavras. Vejamos:

I- A IMPORTÂNCIA DOS ORADORES NAS ESCRITURAS


1. Grécia e Roma foram, sem dúvida, os berços dos maiores oradores da Antiguidade
clássica. Sócrates, Aristóteles e Demóstenes, na Grécia, e Cícero, em Roma, são
exemplos de oradores incontestáveis. Demóstenes tinha problemas sérios de
gagueira, de dicção, de articulação e também de postura, mas nos dá um grande
exemplo de força e determinação. Ele cria e utiliza métodos para corrigir todos os
seus problemas de postura e verbalização, para se tornar o maior orador da Grécia
Antiga. Em Mc 16.15, Jesus elegeu os seus discípulos como oradores mundiais,
dizendo: <Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.=

2. A Bíblia apresenta uma grande lista de oradores: Moisés, Samuel, Davi, Salomão,
Elias, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Jonas são os grandes oradores da antiga aliança.
No Novo Testamento, temos os seguintes oradores mais importantes: Jesus Cristo, o
maior de todos os oradores da história, João Batista, Pedro, Estêvão, Apolo e Paulo.
Em At 1.8, Jesus prometeu fazer de cada cristão um orador e enfatizou a
necessidade da unção do Espírito Santo na oratória cristã, dizendo: <Mas recebereis
a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto
em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.=

3. Na História da Cristandade, é impossível citar grandes nomes da oratória sacra, sem


mencionar João Crisóstomo, apelidado de <Boca de Ouro=, Jerônimo Savonarola,
Lutero, Calvino, Jonathan Edwards, John Wesley, David Moody, George Whitefield,
Charles Finney, e tantos outros oradores da história e da atualidade.

4. Ao contrário dos oradores seculares que dependem apenas do preparo intelectual e


das técnicas da retórica para serem bem-sucedidos, os oradores sacros dependem da
unção do Espírito Santo para serem bem-sucedidos em sua oratória. Foi assim que
Davi, além de rei, general, poeta e músico, foi um grande orador, quando disse: <O
Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca.= (2Sm
23.2).

5. Moisés, o maior legislador da Antiguidade, à exemplo do grande orador grego


Demóstenes, era pesado de língua; mas reconhecia que a sua oratória era inspirada
por
Deus, quando disse: <Goteje a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito
como o orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água sobre a relva.= (Dt
32.2). Mais adiante, a Bíblia revela que Moisés foi curado de sua deficiência oratória,
quando é dito que ele era <poderoso em suas palavras e obras= (At 7.23).

6. No Sl 40.9, Davi revela a responsabilidade do orador sacro, dizendo: <Preguei a


justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o
sabes.=

7. No Sl 45.1, o salmista atribui a sua capacidade oratória ao Senhor, dizendo: <O meu
coração ferve com palavras boas; falo do que tenho feito no tocante ao rei; a minha
língua é a pena de um destro escritor.=

8. Em Ec 12.9, Salomão descreveu a sabedoria e função do orador, dizendo: <E, quanto


mais sábio foi o Pregador, tanto mais sabedoria ao povo ensinou; e atentou, e
esquadrinhou, e compôs muitos provérbios.=

9. Em Ec 12.10, Salomão revelou a habilidade que o orador precisa ter, dizendo:


<Procurou o Pregador achar palavras agradáveis; e o escrito é a retidão, palavras
de verdade.=

10. Jesus Cristo foi o maior Orador de todos os tempos; pois, a própria Bíblia
afirma que: <Nunca homem algum falou assim como este homem.= (Jo 7.46) Jesus
Cristo foi também o Orador mais carismático de todos os tempos. Em Lc 4.22, o
Doutor Lucas descreve isso, ao afirmar que: <E todos lhe davam testemunho, e se
maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca=.

CONCLUSÃO
Que todos os oradores, comunicadores e pessoas que fazem uso da fala possam
influenciar pessoas com palavras que elevem a sua estima e as incentive para a prática
do bem. Que nós, cristãos, possamos usar a nossa fala para anunciar com intrepidez a
Palavra do Senhor (At 4.31). Que possamos impactar o mundo com a nossa pregação.
Que possamos ser eloquentes e poderosos na arte de ensinar ao povo as sagradas letras
da Palavra de Deus!
CAPÍTULO - 19
SERMÃO-39
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DA ESCOLA

TEXTO BASE: ATOS 19:09

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela pela primeira vez a palavra <escola=. A escola é uma
instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos
países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes
sistemas, os estudantes progridem por uma série de níveis escolares: básico, fundamental e
superior. A escola é comumente um lugar onde se aprende. Por isso, apesar de a palavra
<escola= só aparecer esta única vez na Bíblia, não significa que somente em Atos dos
Apóstolos passou a existir escola na Bíblia. A escola existe desde a Antiguidade; as
famosas <escolas de profetas= já existiam desde o profeta Samuel 4 atribui-se a ele a
fundação da primeira
<escola de profetas= em Israel. No período do Antigo Testamento, a educação era
praticamente informal. As crianças eram ensinadas em casa pelos pais. No entanto, no
período do Novo Testamento, haviam sido estabelecidas escolas para ajudar os pais no
ensino de seus filhos. Vejamos:

A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA NAS ESCRITURAS


1. Para os israelitas, o objetivo da educação era preparar o povo para conhecer Deus e
viver pacificamente com os outros. A educação não enfatizava os três segmentos
habituais: leitura, escrita e aritmética. O método de educação era diferente. Deus
tinha dado aos pais a responsabilidade de ser os primeiros educadores dos seus
filhos, quando disse: <ensinai-as aos vossos filhos, falando delas assentado em tua
casa, andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te= (Dt 11.19). A
A primeira escola dos israelitas era o lar, e a matéria principal era o ensino da
Torá 4 a Lei de Deus.
2. O conceito de unir estudantes em um local separado para a aprendizagem existe
desde a Antiguidade clássica. O ensino fundamental existe provavelmente desde a
Grécia antiga, Roma antiga, Índia antiga e China antiga. O Império Bizantino tinha
um sistema de ensino criado a partir do nível primário. Na Europa, foi durante os
séculos XIV e XV que ocorreu a expansão das escolas, em grande parte devido aos
esforços catequistas da Igreja na busca de fiéis. Missionários cristãos
desempenharam um papel central na criação de escolas modernas na maioria das
nações do mundo. Portanto, a origem da escola está na própria religião dos povos.

3. A educação primordial do homem desde criança era o conhecimento de Deus, e daí


surgiu o ensino fundamental com o acréscimo de outras matérias do cotidiano.
Hoje, as escolas querem abolir o conhecimento de Deus do coração das crianças; e,
por isso, sofrem as consequências de <crianças assassinas=, que invadem as
próprias escolas matando professores e colegas, como bem presenciamos de vez em
quando na imprensa mundial. O sábio Salomão já pregava a importância do ensino
na formação da criança, dizendo: <Instruir o menino no caminho em que deve
andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.= (Pv 22.6)

4. Durante o período entre o Antigo e o Novo Testamento, foram estabelecidas as


sinagogas e escolas. Geralmente, cada rabi ou mestre ensinava em uma escola da
aldeia ajudado pelos pais das crianças. Ao escolherem um <rabi= como professor da
aldeia, os pais estavam mais preocupados com o seu caráter pessoal do que
propriamente com sua habilidade de ensinar. Seu exemplo era mais importante que
suas técnicas de ensino. O <rabi= ideal deveria ser um homem casado que também
fosse cuidadoso e sério. Jamais brincaria com os alunos nem toleraria qualquer
procedimento inadequado. No entanto, considerava-se importante que fosse
paciente. Tanto o mestre quanto os pais tinham Deus como modelo de ensino
adequado. Deus era o Mestre Supremo, que ensinava com palavras e por meio de
exemplos (Dt 8.2-3; Is 30.20-21).

5. Esperava-se que cada pai ensinasse a seu filho um ofício. Um provérbio judaico
dizia o seguinte: <Aquele que não ensina um ofício útil a seu filho ensina-o a ser
ladrão=. Era comum um filho seguir a mesma profissão do pai, com suas técnicas e
segredos.

6. Pesquisadores não concordam a respeito de quantos israelitas sabiam ler e escrever


nos tempos do Antigo Testamento. No período do Novo Testamento, entretanto,
quase toda aldeia tinha sua própria escola, onde os meninos aprendiam a ler e
escrever. Os pais enviavam os seus filhos às escolas para que aprendessem a ler as
Escrituras; estes continuavam a frequentar as escolas desde os 6 ou 7 anos de idade
até os 12 anos. Se os pais desejassem que os seus filhos recebessem instrução
suplementar, enviavam a Jerusalém, onde um grande número de notáveis rabis
tinham escolas. São famosas as escolas dos rabis Hilel, Shamah e Gamaliel. O
apóstolo Paulo, por exemplo, passou parte do seu tempo aprendendo em uma dessas
escolas, tendo como mestre Gamaliel (At 22.3).

7. Jesus deve ter sido educado em uma das escolas de Nazaré e, aos 12 anos, foi
levado a Jerusalém, onde sua mãe o encontrou no meio dos doutores e mestres
judeus (Lc 2.42-46). O QI (Quociente de Inteligência) de Jesus foi declarado tão
alto, que <todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas= (Lc
2.47).

8. A escola fez muito bem ao menino Jesus, a ponto do doutor Lucas escrever,
dizendo: <E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e
os homens= (Lc 2.52). O crescimento de Jesus foi o desenvolvimento mais perfeito
que uma criança já havia tido no sentido físico, moral, mental, intelectual e
espiritual. De aluno exemplar, Jesus se tornou no Mestre exemplar, e ordenou aos
seus discípulos que seguissem o seu exemplo (Jo 13.12-15).

9. Graças a Deus, temos boas escolas cristãs que se preocupam não apenas com o
aspecto didático ou profissional do aluno, como também ensinam muitos valores
éticos e morais sob a influência de Jesus Cristo 4 o Mestre dos mestres e grande
educador da paz! (Jo 13.35; 14.27).
10. Além das escolas públicas e particulares, temos as nossas Escolas Dominicais nas
Igrejas Evangélicas, onde os alunos são instruídos na Palavra de Deus, de acordo
com cada faixa etária (2Tm 3.14-17).

11. Temos ainda as nossas Escolas Bíblicas de Obreiros, onde os obreiros da seara do
Senhor são instruídos a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18). Há ainda as Escolas Bíblicas de Férias, que
promovem o aprendizado da Palavra de Deus às crianças no período de férias.

12. Em Pv 9.9, o sábio Salomão nos ensinou o seguinte a respeito da escola: <Dá
instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em
entendimento.=
CONCLUSÃO
A escola é o lugar da educação, do aprendizado, da formação, da instrução e da
aprovação. A escola está presente em todos os lugares: em casa, na igreja e na
própria repartição escolar. A própria vida é uma escola para todos nós. Cada fato
novo é um aprendizado. Sempre estamos aprendendo com alguma coisa.
SERMÃO-40

TEMA: A MAIOR MARAVILHA DE ÉFESO


TEXTO: ATOS-19:17

INTRODUÇÃO
Este capítulo 19 de Atos dos Apóstolos revela o auge da terceira viagem missionária
de Paulo. Éfeso, a capital da Ásia Menor, se tornou um grande centro de evangelização
mundial. A cidade de Éfeso abrigava o magnífico templo de Diana, uma deusa do
paganismo greco-romano, tido como uma das sete maravilhas do mundo antigo. O
templo de Diana atraía devotos do mundo inteiro que se dirigiam para participar dos
seus festivais. Entretanto, Éfeso se tornou o cenário perfeito para uma difusão maior do
evangelho de Cristo. Ali as pessoas descobriam que a grande maravilha de Éfeso não
era o templo de Diana, mas sim o Jesus que Paulo pregava e Deus fazendo maravilhas
por meio das suas mãos.

I. MARAVILHAS DE DEUS EM ÉFESO

1. Em At 19.11, o texto diz que <Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas
extraordinárias…= Éfeso se tornou a principal sede das atividades de Paulo na
terceira viagem missionária e o lugar onde Deus multiplicou as suas maravilhas, a
fim de confrontar as divindades pagãs ali existentes. O nome do Senhor Jesus era
engrandecido.

2. De acordo com At 18.18-19, ao final da sua segunda viagem missionária, Paulo


havia deixado o casal missionário Priscila e Áquila em Éfeso, para ali implantar
uma base missionária.

3. De acordo com At 19.1-7, o trabalho de Áquila e Priscila deu fruto, e Paulo já


encontrou doze novos convertidos em Éfeso, com os quais deu início ao seu
trabalho.

4. De acordo com At 19.10, Paulo concentrou o seu ministério em Éfeso por um


espaço de dois anos, e todos os habitantes da Ásia tiveram a oportunidade de ouvir
o evangelho de Deus.
5. De acordo com At 19.12, até os lenços e aventais de Paulo que se levavam para
tocar nos enfermos afugentavam as enfermidades das suas vítimas, e os espíritos
malignos se retiravam.
II. A SUPERIORIDADE DO DEUS DE PAULO

1. Éfeso era uma cidade religiosa, parecida com algumas cidades do Brasil que
atraem pessoas para fazerem turismo religioso (At 19.35). Porém, o poder de Deus
se manifestou de maneira tão extraordinária em Éfeso, que os romeiros nem
estavam mais se interessando pelas imagens e nichos de Diana, os quais eram
comercializados pelos ambulantes que ficavam em volta do templo de Diana (At
19.23-28).

2. O poder de Deus superou as artes mágicas em Éfeso, a ponto dos mágicos


queimarem seus livros em praça pública e se renderem ao poder da palavra de
Deus (At 19.1820).

3. Em At 19.20, a Bíblia afirma que <a palavra do Senhor crescia poderosamente e


prevalecia=.

4. Em 1Co 16.8-9, Paulo chegou a afirmar que o motivo da sua permanência em


Éfeso foi <porque uma porta grande e eficaz se me abriu=, referindo-se ao trabalho
do Senhor naquela cidade.

5. Em Ef 5.18, Paulo escreveu mais tarde para os crentes de Éfeso, dizendo: <E não
vos embriagues com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.=
Aleluia!

CONCLUSÃO
Um simples homem cheio do Espírito Santo fez a diferença na grande metrópole de
Éfeso. O poder de Deus supera toda idolatria, toda mágica e toda feitiçaria em uma
cidade. Basta que a Igreja do Senhor busque o poder do Espírito Santo, pois esse poder
divino é superior a qualquer outro tipo de poder.
CAPÍTULO -20
SERMÃO-41

TEMA: A FUNÇÃO DO BISPO NA IGREJA

TEXTO BASE: ATOS-20:28

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado menciona como o Espírito Santo constituiu <bispos= para
apascentarem o rebanho de Deus. A palavra <bispo= tem a sua origem na expressão grega
<episkopos=, que significa <inspetor=, <superintendente= ou <supervisor=. O bispo é uma
espécie de pastor setorial, ou presidente de um campo eclesiástico, pelo fato de
supervisionar várias congregações. Embora algumas denominações coloquem o bispo
como uma função acima do pastor, a Bíblia nivela bispo e pastor na mesma posição
funcional. Ambos são destacados como apascentadores do rebanho de Deus. Há uma
corrida frenética de líderes para ver quem possui o cargo eclesiástico mais alto, seja
pastor, apóstolo ou bispo. Acredito que nenhum pastor deve se sentir inferior a nenhum
bispo ou apóstolo, pois, assim, estaria desprezando o cargo que o Supremo Pastor fez
questão de dizer: <Eu sou o bom Pastor= (Jo 10.11). Portanto, não fique preso a
nomenclaturas, pois o que importa é a unção de Deus no seu ministério. Vejamos:

A IMPORTÂNCIA DO BISPO NAS ESCRITURAS

1. Em At 20.28, o apóstolo Paulo disse: <Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho
sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de
Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.=
2. Em Fp 1.1-2, o apóstolo Paulo saúda os bispos da igreja de Filipos, dizendo: <Paulo
e
Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em
Filipos, com os bispos e diáconos: graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e
da do Senhor Jesus Cristo.=
3. Em 1Tm 3.1, o apóstolo Paulo escreve, dizendo: <Esta é uma palavra fiel: Se alguém
deseja o episcopado, excelente obra deseja.= Desejar ser um bispo ou um pastor é
desejar uma excelente obra!

4. Em 1Tm 3.2-7, Paulo descreve as qualificações morais do bispo, dizendo: <Convém,


pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio,
honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não
cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que
governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
(porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de
Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não
caia em afronta e no laço do diabo.=

5. Em Tt 1.7-9, Paulo reforça as qualificações dos bispos, dizendo: <Porque convém


que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem
iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas
dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo
firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para
admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.=

6. Em 1Pe 2.25, o apóstolo Pedro menciona quem é o Bispo primaz do Universo,


dizendo: <Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas, agora, tendes voltado ao
Pastor e Bispo da vossa alma.=

CONCLUSÃO
Portanto, os bispos de hoje são aqueles que chamamos de pastores presidentes das
Igrejas- Sedes, que deve estar na condição de uma igreja-mãe com várias congregações;
ou supervisores de uma subsede com um determinado número de congregações filiadas.
CAPITULO -21
SERMÃO-42

TEMA: A FUNÇÃO DO EVANGELISTA NA OBRA DE DEUS

TEXTO: ATOS-21:08

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado menciona <Filipe, o evangelista=. O <evangelista= é um mensageiro
de boas- novas. O evangelista desempenha um papel semelhante ao do missionário,
levando o evangelho de Cristo para várias cidades e nações diferentes. A principal
função do evangelista é a evangelização, pois a palavra <evangelista= é derivada das
palavras <evangelho=, <evangelizar= e <evangelização=.

Evangelizar é proclamar o evangelho. Apesar do termo <evangelista= só aparecer no


Novo Testamento, a função primordial do evangelista foi mencionada de forma direta e
explícita pelo profeta Isaías, dizendo: <Quão suaves são sobre os montes os pés do que
anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia o bem, que faz ouvir a salvação,
que diz a Sião: O teu Deus reina!= (Is 52.7). Portanto, o evangelista é, por excelência, um
mensageiro das boas-novas de salvação. Vejamos:

A IMPORTÂNCIA DO EVANGELISTA NAS ESCRITURAS

1. Em Mt 4.23, Jesus é citado exercendo as funções do evangelista: <E percorria Jesus


toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e
curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.=
2. Em Lc 4.18-19, o próprio Jesus assume a função de evangelista, dizendo: <O
Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres,
enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a
dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do
Senhor.=

3. Em Lc 10.1-20, Jesus, o Pai de todos os evangelistas, enviou setenta evangelistas


para pregarem de cidade em cidade, dizendo: <Eis que vos dou poder para pisar
serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum.=

4. Em At 8.12, Lucas cita Filipe, o primeiro obreiro mencionado como evangelista na


Bíblia, no exercício de sua função, dizendo: <Mas, como cressem em Filipe, que
lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam,
tanto homens como mulheres.=

5. Em At 8.25, os apóstolos Pedro e João aparecem também exercendo a função do


evangelista: <Tendo eles, pois, testificado e falado a palavra do Senhor, voltaram
para Jerusalém e, em muitas aldeias dos samaritanos, anunciaram o evangelho.=

6. Em At 8.40, a Bíblia afirma: <Filipe se achou em Azoto e, indo passando,


anunciava o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia.= E, em At
21.8, Filipe é citado pela primeira vez nas Escrituras como evangelista.

7. Em 1Co 9.13-14, Paulo cita o direito ao sustento que os trabalhadores do evangelho


possuem, dizendo: <Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem
do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar participam do
altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam
do evangelho.=

8. Em 1Co 9.16, Paulo revela também sua vocação de Evangelista, dizendo: <Se
anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa
obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!=
9. Em Ef 2.17, Paulo cita Jesus exercendo a função do evangelista, dizendo: <E, vindo,
ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto=.
10. Em Ef 4.11, Paulo cita a função do evangelista como um dos dons
ministeriais, dizendo: <E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas,
e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores=.

11. Em 2Tm 1.11, o próprio Paulo declara o exercício de três dons ministeriais
operando nele, dizendo: <Para o qual eu fui designado pregador, e apóstolo e doutor
dos gentios=.

12. Em 2Tm 4.5, Paulo aconselha Timóteo a exercer o ministério de Evangelista,


dizendo: <Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um
evangelista, cumpre o teu ministério.= Em Tt 3.13, Paulo ordena que o pastor Tito
providencie o sustento dos evangelistas, dizendo: <Acompanha, com muito cuidado,
Zenas, doutor da lei, e Apolo, para que nada lhes falte.=

CONCLUSÃO
Em 3Jo 5-8, o próprio apóstolo João elogia o bom exemplo do presbítero Gaio em
receber bem os evangelistas itinerantes, dizendo: <Amado, procedes fielmente em tudo
o que fazes para com os irmãos e para com os estranhos, que em presença da igreja
testificaram do teu amor, aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem
farás; porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios. Portanto, aos tais
devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade.= Os fiéis pregadores do
evangelho, saindo por causa do nome de Cristo, precisavam, além da hospitalidade, de
ajuda em alimento e dinheiro para o próximo estágio de sua viagem. Como
representantes de Deus, deviam receber o mesmo trato que os crentes dariam a Deus.
CAPÍTULO - 23
SERMÃO-43
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DO SOLDADO

TEXTO BASE: ATOS:23:23 a 24

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado mostra um destacamento de soldados armados e preparados para
conduzir Paulo com segurança ao governador Félix. O termo soldado significa <alguém
que é pago para servir=. A carreira de soldado proporciona ao jovem o aprendizado de
valores como disciplina, organização, amor à pátria, solidariedade e perseverança, entre
vários outros que orientam suas atividades dentro e fora do quartel. O soldado exerce
atividade em tempos de guerra e na manutenção da paz, dentro e fora do país. Presta
auxílio à população em situações de calamidade. Em sentido religioso, o <soldado de
Cristo= é aquele arregimentado por Cristo para o exercício cristão. Todo cristão é um
soldado voluntário de Cristo; porém, existem os soldados contratados por Cristo para
trabalharem de forma integral no ministério cristão. Por isso, Paulo chama o jovem
obreiro Timóteo de um <bom soldado de Jesus Cristo= (2Tm 2.3). Vejamos:

A IMPORTÂNCIA DO SOLDADO NAS ESCRITURAS


1. De acordo com a Bíblia, para fazer parte do exército de Israel, o soldado
precisava ser capaz de sair à guerra e ter a idade mínima de 20 anos (Nm 1.3). Em At
10.7, a Bíblia afirma que o centurião Cornélio possuía soldados piedosos ao seu
serviço. Hoje, temos muitos soldados, cabos, sargentos, capitães, tenentes, coronéis, e
até generais do Exército Brasileiro servindo ao Senhor!

2. A Bíblia sempre valoriza o trabalho do soldado e apregoa os seus direitos. De


acordo com a Lei de Moisés, os soldados tinham o direito de desfrutar de uma casa
nova, plantar uma vinha e desfrutar dela, e direito a ficar um ano em casa promovendo
felicidade à sua esposa, caso fosse recém- casado (Dt 20.5-7; 24.5).
3. Ainda de acordo com a Bíblia, o soldado não poderia ser medroso e nem de
coração tímido (Dt 20.8).

4. A Bíblia está repleta de exemplos de soldados valorosos no exército de Israel.


Davi, por exemplo, montou um poderoso exército dos <valentes de Davi=, cujas
proezas e façanhas militares estão registradas na Bíblia (2Sm 23.8-39).

Em 1Cr 12.21, a Bíblia afirma que: <Estes ajudaram Davi contra aquela tropa, porque
todos eles eram heróis valentes e foram capitães no exército.= E, em 1Cr 12.22, a Palavra
de Deus afirma que, <naquele tempo, de dia em dia, vinham a Davi para o ajudar, até que
se fez um grande exército, como exército de Deus=.

5. Em cada exército de uma nação há uma hierarquia com várias patentes. No


Exército Brasileiro, as patentes começam pelo soldado, cabo, 3º sargento, 2º sargento,
1º sargento, subtenente, aspirante, segundo-tenente, primeiro-tenente, capitão, major,
tenente-coronel, coronel, general de brigada, general de divisão, general de exército e
marechal. No exército de Deus também há várias patentes. Davi, por exemplo, possuía
uma patente tão alta no exército de Deus, que ele valia por dez mil soldados do
exército de Israel (2Sm 18.3).

6. Davi era um general tão confiante e corajoso que, no Sl 27.3, disse: <Ainda
que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se
levantasse contra mim, nele confiaria.=

7. Hoje, os soldados do exército de Cristo são arregimentados para enfrentar


inimigos espirituais; por isso, suas armas também devem ser espirituais (2Co 10.4).

8. Hoje, os soldados de Cristo são convidados a se fortalecerem no Senhor e na


força do seu poder (Ef 6.10), revestindo-se de toda armadura de Deus (Ef 6.11).

9. Hoje, os soldados de Cristo são equipados com o cinto da verdade, a couraça


da justiça, os calçados da preparação do evangelho da paz, o escudo da fé, o capacete
da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus (Ef 6.13-17).

CONCLUSÃO
Em 2Tm 2.4, o apóstolo Paulo afirma: <Ninguém que milita se embaraça com
negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.= Portanto, o
soldado não pode brincar em serviço, não pode se distrair em serviço. É preciso andar
atento e vigilante, orando em todo o tempo no Espírito (Ef 6.18).
CAPÍTULO-24
SERMÃO-44
TEMA: FÉLIX, UM POLÍTICO AMEDRONTADO!
TEXTO: ATOS-24:24 a 25

INTRODUÇÃO
Este texto revela o apóstolo Paulo evangelizando o governador Félix e sua esposa
Drusila. Paulo aproveitou para evangelizar esta autoridade romana e abordou três assuntos
principais em sua pregação: a justiça, a temperança, e o Juízo vindouro (At 24.25).
Segundo os historiadores, Félix era um político corrupto e desequilibrado, por isso,
quando Paulo tocou em sua ferida, o governador ficou amedrontado, e procurou logo
mudar de assunto. Paulo, um habilidoso pescador de almas, tocou em três assuntos que
mais atingem os governantes.
A maioria dos governantes falha na aplicação da justiça, no controle de seu ímpeto pela
posição que ocupa, e no Juízo vindouro, que é o reconhecimento de que acima dele existe
uma Autoridade maior que governa todo o Universo. Vejamos:

I. A JUSTIÇA
1. Justiça é a vontade perpétua que faz reconhecer os direitos dos outros e faz dar
a cada um o que é seu. A base do trono de um bom governante é sempre a justiça. Em
2Sm
8.15, a Bíblia afirma que: <Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi julgava e
fazia justiça a todo o seu povo.= É isso que a população espera de um governante!

2. Em 1Rs 3.28, a Bíblia ainda diz que, após Salomão proferir uma sentença
judicial, todo o povo teve profundo respeito por ele, porque viram que havia nele a
sabedoria de Deus para fazer justiça.

3. Paulo podia ter dito ao governador Félix as palavras de Mq 6.8,: <Ele te


declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que
pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?=
II. A TEMPERANÇA
1. Temperança pode ser definida como a qualidade ou virtude de quem é moderado,
sensato e equilibrado. Um governante com tanto poder nas mãos precisa ser
temperante e ter domínio próprio para saber lidar com a oposição. Um governante
destemperado age movido pelo espírito vingativo e usa o poder que tem para eliminar
os seus opositores, em vez de se abrir ao diálogo!

2. Em 2Sm 16.5-12, o rei Davi mostrou muita temperança e equilíbrio diante do insulto
e das provocações de Simei, em momento de grande aflição na sua vida.

3. Em Pv 16.32, o sábio Salomão aprendeu com o equilíbrio de seu pai Davi e ensinou,
dizendo: <Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do
que o que toma uma cidade.=

III. O JUÍZO VINDOURO


1. Quando Paulo falou para Félix sobre o Juízo vindouro, o governador ficou assustado
e pediu para Paulo interromper a pregação, dizendo que o ouviria em outra hora (At
24.25). Paulo deve ter falado do Juízo Final, quando todos os grandes e pequenos
hão de comparecer perante o grande Juiz do trono branco (Ap 20.11-15), e Félix
ficou com medo. Ao não reconhecer que acima dos governantes humanos há um Rei
maior que governa o Universo, Belsazar perdeu o seu reino (Dn 5.22-31).

2. O rei Herodes mandou matar Tiago à espada e pensou que iria ficar impune (At
12.1-2). Entretanto, o Juiz do Universo não tardou em agir, e o anjo do Senhor feriu
Herodes por ele não haver dado glória a Deus; <e, comido de bichos, expirou= (At
12.20-23).

3. Em Dn 4.37, após ser duramente disciplinado por Deus, quando perdeu o trono e
ficou louco por algum tempo, Nabucodonosor foi restaurado ao trono da Babilônia, e
reconheceu que há um Rei Maior que governa o Universo, dizendo: <Agora, pois,
eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as
suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam
na soberba.=
CONCLUSÃO
O sábio Salomão, no final de sua velhice, após reconhecer os erros que também
cometeu, escreveu suas últimas palavras, dizendo: <Porque Deus há de trazer a juízo toda
obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.= (Ec 12.14) Ao ouvir
isso,qualquer homem deve ficar mesmo amedrontado, como o governador Félix.
CAPÍTULO - 26
SERMÃO-45

TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DO TEÓLOGO

TEXTO: ATOS 26:24

INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, o governador Festo, impactado com o conhecimento teológico de
Paulo, exclamou, dizendo: <Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!= Ao
reconhecer Paulo como um homem letrado, Festo notou o grande preparo intelectual de
Paulo. Paulo foi o maior teólogo da Cristandade. O homem sempre buscou conhecer e se
aproximar do Criador de todas as coisas. Por isso, para entender melhor esse Ser
Supremo, pesquisadores passaram a estudá-lo intensamente, resultando na Teologia, o
estudo sobre Deus. Assim, tanto teólogos como filósofos tentam descrevê-lo. O teólogo
estuda e analisa as diversas religiões do mundo e sua influência sobre o homem do ponto
de vista antropológico e sociológico. Sua principal fonte de pesquisa são os textos
sagrados, as doutrinas e dogmas religiosos.
Vejamos:

A IMPORTÂNCIA DA TEOLOGIA NAS ESCRITURAS

1. A Teologia, estudo de Deus, já foi classificada no passado como a <Rainha das


Matérias Universitárias=, por pesquisar e estudar sobre o maior de todos os
mistérios do Universo 4 Deus. E também, por ser um dos mais antigos cursos
universitários da história. Aliás, as primeiras universidades da Europa ofereciam
basicamente três cursos: Teologia, Filosofia e Direito. Hoje, com a extrema
secularização das universidades, o Curso de Teologia sofre toda a discriminação da
comunidade científica, por sua associação com a religião e pelo fato de ir contra
todos os argumentos e teorias científicas a respeito da origem do homem e do
Universo, como a Teoria da Evolução, Teoria do Big Bang e tantas outras teorias.

2. Entretanto, as previsões teóricas dos sábios deste mundo fracassaram, e a Teologia


voltou a ficar em evidência. Eles previam que o povo perderia o interesse pela
religião e, consequentemente, Deus seria retirado da pauta. Todavia, apesar do
materialismo das pessoas, elas resolveram querer Deus e também a prosperidade
econômica. Portanto, Deus nunca saiu e nem jamais sairá da mente humana. Deus
sempre será o assunto principal do mundo. Os maiores conflitos hoje ao redor do
mundo ainda são por questões religiosas.

3. Os Cursos de Teologia voltaram a ser reconhecidos como Curso Superior pelo


MEC (Ministério da Educação). Os teólogos estão cada vez mais se tornando fonte
de consulta para os problemas existenciais da vida humana. Hoje, os teólogos
estão sendo convidados para participar de programas de auditório na televisão,
além de programas de debate em rádios, redes sociais e demais meios de
comunicação. A pergunta que Pilatos fez a Jesus é uma pergunta que não se cala:
<Qual é a verdade?= (Jo 18.38). Tanto filósofos como teólogos tentam explicar
Deus.

4. Para o filósofo grego Platão: <Ele é o começo, meio e fim de todas as coisas. É a
metade ou a razão suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, imutável,
onisciente, onipotente. Tudo permeia e tudo controla. É justo, santo, sábio e bom;
absolutamente perfeito, começo de toda a verdade, a fonte de toda a lei e justiça, a
origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o bem.= Essa
descrição foi aceita por muitos teólogos.

5. Já o teólogo cristão Anselmo de Cantuária, o Pai da Escolástica, definiu Deus da


seguinte forma: <Deus é o princípio e o fim de todas as coisas, Ele existe antes,
durante e depois de todas as coisas, pois Ele criou tudo, mantém tudo e
permanecerá eterno e imutável depois que todas as coisas tiverem seu fim. Em
tudo se pode notar Deus, pois em cada criatura está uma inscrição de seu Criador.
Ele criou todas as coisas existentes às nossas realidades sensíveis a também
aquelas que nossa limitação sensitiva não é capaz de perceber, somente sofrer suas
consequências. Tu estás inteiro por toda a parte e a tua eternidade é inteira e
imperecível. Tu estás de tal maneira fora do espaço que não há em ti nem meio,
nem metade, nem parte alguma. Tu és misericordioso porque és sumamente bom, e
és sumamente bom porque és sumamente justo, deve-se admitir que és
verdadeiramente misericordioso porque és sumamente justo. Portanto, tu és justo
conforme a tua natureza, ó Deus justo e benigno, tanto ao castigar como ao
perdoar. Tu não és apenas aquilo de que não é possível pensar nada maior, mas és,
também, tão grande que superas a nossa possibilidade de pensar-te.= Já dizia o
profeta Isaías: <Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o
Salvador.= (Is 45.15)

6. O termo <teologia= foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo <A
República=, para referir se à compreensão da natureza divina de forma racional,
em oposição à compreensão literária própria da poesia, tal como era conduzida
pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles empregou o termo em numerosas
ocasiões, com dois significados: (1) teologia como o ramo fundamental da
filosofia, também chamada <filosofia primeira= ou <ciência dos primeiros
princípios=, chamada de metafísica por seus seguidores; e (2) teologia como
denominação do pensamento mitológico imediatamente anterior à filosofia. O
teólogo cristão protestante suíço Karl Barth definiu a Teologia como um <falar a
partir de Deus=.

7. O cristianismo produziu grandes teólogos ao longo da história. O apóstolo Paulo


foi, sem dúvida, o maior teólogo da história cristã. A Igreja cristã, em seus quase
dois mil anos de história, foi riquíssima pelo número de teólogos que despontaram
em seu meio, eminentes em santidade e sabedoria. Entre eles estão:
Inácio de Antioquia, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano, Ambrósio,
Eusébio, Atanásio, Agostinho, Jerônimo, João Crisóstomo, os quais se
destacaram na Patrística. Anselmo e Tomás de Aquino se destacaram na
Escolástica. John Wycliffe, Martinho Lutero e Calvino, na Reforma, além de
tantos outros nomes da história moderna e contemporânea.

8. Definir exatamente quem é Deus não é algo que se pode fazer meramente por
palavras. Se não houvesse uma revelação acima de tudo do próprio Deus ao
homem, nunca iríamos compreendê-lo. Acreditando ou não na existência de Deus,
o homem necessita de Deus para compreender a si mesmo, e eis a questão que
definirá o nosso destino eterno. A definição básica que os dicionários bíblicos dão
sobre Deus é esta: <Deus é um Ser existente por si mesmo, Infinito, Supremo,
Criador e Conservador do Universo.=

9. Em Is 57.15, o próprio Deus dá a definição de si mesmo, dizendo: <Porque assim


diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto
e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o
espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos.= Aqui Deus revela a
sua transcendência e a sua imanência. Ele é um Deus que transcende a tudo e está
acima de tudo; porém, é um Deus imanente, o qual está bem perto de sua criação, e
mora também dentro do coração das pessoas contritas.
10. A existência e a vinda de Jesus a este mundo estão historicamente comprovadas de
tal forma que os inimigos da fé não podem negar. Eles mesmos são obrigados a
sempre mencionar em seus escritos as datas como a.C. (antes de Cristo) e d.C.
(depois de Cristo). Cristo dividiu a história. Esta sem dúvida é a maior prova que
temos sobre a existência de Deus. E o mais importante é que Jesus era <Emanuel=
(Mt 1.23), que significa <Deus conosco=. Isto significa que <Deus morou entre os
homens durante 33 anos e eles não perceberam Deus=. Jesus veio revelar Deus aos
homens (Lc 10.22), como ele mesmo disse: <Quem me vê a mim vê ao Pai= (Jo
14.9). Deus <se fez carne e habitou entre nós= (Jo 1.1-14).

CONCLUSÃO
Desde que o tempo teve início, o homem tem procurado descrever ou retratar Deus
por meio de figuras, pinturas e de palavras descritivas. Porém, tem sempre falhado
nestas descrições humanas. A natureza de Deus melhor se revela pelo que Ele é. Deus
é Espírito, Infinito, Eterno e Imutável em seu Ser, Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça,
Bondade e Verdade. O materialismo despreza a distinção entre mente e matéria. A
espiritualidade é fundamental à existência de Deus. Ele é o Agente, Ator, Ser Vivo e o
Espírito de Vida. A verdade da espiritualidade de Deus é revelada em nosso ser
espiritual. Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem
partes ou paixões físicas e, portanto é livre de todas as limitações temporais.
Verifica-se, portanto, que Deus, na qualidade de Espírito, deve ser apreendido não
pelos sentidos do corpo, mas sim pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas
pelo Espírito Santo. Por isso, deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24). A
função principal do teólogo é mostrar todas estas verdades a respeito de Deus para o
povo.
CAPÍTULO - 27
SERMÃO-46

TEMA: AS QUATRO ÂNCORAS DO CRISTÃO

TEXTO: ATOS 27:29

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela o momento da viagem de Paulo a Roma, quando lançaram
quatro âncoras no mar a fim de que o navio não fosse lançado contra a rocha. A âncora é
um dispositivo de ferro ou aço, usado para prender as embarcações por um cabo. A
âncora foi um dos mais antigos símbolos usados na Igreja cristã e acha-se encontra em
anéis e monumentos. Usada simbolicamente, a palavra <âncora= designa tudo aquilo que
sustenta a alma em tempos de crises e perturbações. À exemplo das quatro âncoras do
navio de Paulo, a oração, a Palavra de Deus, a esperança e a fé são quatro âncoras da
alma, que nos seguram firmes e confiantes diante das tempestades do mar bravio e das
tribulações deste mundo.

I. A ORAÇÃO
1. A âncora funciona de forma oculta nas águas, quando se agarra e segura na rocha.
Neste aspecto, o símbolo mais apropriado é a oração. É diante das tempestades da
vida que o cristão penetra no mundo invisível por meio da oração, agarrando-se a
Cristo, a nossa rocha eterna (Is 26.4).

2. A oração é a primeira âncora que o cristão deve lançar diante das tempestades da
vida. No Sl 50.15, o próprio Senhor se oferece como âncora do aflito, dizendo:
<Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.=
3. Em Jn 2.2, do fundo do mar Jonas lançou a âncora da oração, e disse: <Na minha
angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e
tu ouviste a minha voz.=

4. Em Mt 14.30-31, quando Pedro estava começando a submergir no mar da


Galileia, lançou a âncora da oração e gritou, pedindo socorro. <E logo Jesus,
estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, porque duvidaste?=
Quando a tempestade surgir e vier o medo, lance a âncora da oração e clame por
Jesus, e ele lhe estenderá a sua mão.

II. A PALAVRA DE DEUS

1. A âncora sempre precisa de algo para se apoiar e segurar o navio. Neste


aspecto, o símbolo mais apropriado é a Palavra de Deus. O próprio Jesus, quando
enfrentou o diabo, se apoiou na Palavra de Deus para vencer o tentador (Mt 4.4).

2. O cristão sempre precisa da âncora da Palavra de Deus para se apoiar. Um


profissional que apresenta um telejornal é chamado de âncora, devido à credibilidade
que oferece aos seus telespectadores. A Palavra de Deus é a âncora que oferece
credibilidade aos seus ouvintes (Pv 30.5).

3. Em Is 40.8, a Bíblia afirma: <Seca-se a erva, e caem as flores, mas a palavra de


nosso Deus subsiste eternamente.=

4. No Sl 119.89, o salmista disse: <Para sempre, ó SENHOR, a tua palavra


permanece no céu.= A Palavra de Deus oferece segurança e firmeza ao cristão.

III. A ESPERANÇA

1. O navio precisa da âncora para segurá-lo na tempestade. Neste aspecto, o


símbolo mais apropriado é a esperança. Geralmente, a âncora de apoia em algo firme,
que está além da nossa vista. A esperança é a âncora da alma, que se apoia e mantém o
nosso coração firme naquele que está no interior do véu, o Senhor Jesus Cristo (Hb
6.1819).
2. Em 1Tm 1.1, Paulo introduz a sua primeira Epístola a Timóteo, dizendo:
<Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do
Senhor Jesus Cristo, esperança nossa=.

3. Em 1Tm 4.10, Paulo ainda diz que: <Porque para isto trabalhamos e lutamos,
pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente
dos fiéis.=

4. Em Cl 1.27, Paulo também afirma que <Deus quis fazer conhecer quais são as
riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da
glória=.

IV. A FÉ

1. De acordo com alguns entendidos no assunto, apenas 500 gramas de ferro de uma
âncora sustenta 5.000 quilos de um navio em alto mar. Neste aspecto, o símbolo mais
apropriado é a fé. Se a nossa fé, mesmo que pequena, for eficiente como um grão de
mostarda, pode realizar grandes coisas, a ponto de transportar montes (Mt 17.20).

2. De acordo com Joseph Hall: <Um grama de fé é mais precioso do que um quilo de
conhecimento=. Em 1Pe 1.7, o apóstolo Pedro afirma que, a nossa fé é muito mais
preciosa do que o ouro.

3. De acordo com W. H. Shaw: <A fé é a alma segura por uma âncora=. E, em Hb


11.1, O escritor sagrado afirma que <a fé é o firme fundamento das coisas que se
esperam e a prova das coisas que não se veem.=

4. Em 1Co 13.13, o apóstolo Paulo escreve que: <Agora, pois, permanecem a fé, a
esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.= De acordo com o
apóstolo Tiago, a fé acompanhada pelas obras forma o verdadeiro amor (Tg 2.14-18).

CONCLUSÃO

Neste sermão, exploramos as quatro âncoras que sustentam a vida do cristão diante
das tempestades e desafios que enfrentamos ao longo da jornada espiritual. Assim
como o navio de Paulo lançou quatro âncoras para evitar o naufrágio, nós, como
crentes, temos à nossa disposição essas quatro âncoras espirituais: a oração, a Palavra
de Deus, a esperança e a fé.

A oração foi destacada como a primeira âncora que devemos lançar diante das
tempestades da vida. Ela nos permite acessar o mundo espiritual e encontrar refúgio em
Cristo, nossa rocha eterna. Quando enfrentamos dificuldades e medos, a oração é o elo
que nos conecta a Deus, que estende Sua mão para nos socorrer.

A Palavra de Deus foi apresentada como a âncora que nos oferece credibilidade e
firmeza. Assim como um âncora se apoia em algo sólido no fundo do mar, nossa fé
se baseia na infalível Palavra de Deus. Ela nos guia, nos instrui e nos fortalece em
momentos de incerteza.

A esperança foi destacada como a âncora da alma, aquela que nos mantém firmes em
Jesus Cristo, nosso Salvador. Através da esperança, olhamos para além das
circunstâncias atuais e nos ancoramos na promessa da glória futura. Essa esperança nos
dá força para continuar, mesmo quando as águas da vida estão agitadas.

A fé, por sua vez, foi comparada à força de uma âncora que sustenta um navio.
Mesmo uma pequena quantidade de fé pode realizar feitos poderosos, e nossa fé em
Deus é mais preciosa do que o ouro. A fé nos permite mover montanhas e nos conecta
a um Deus que é capaz de realizar o impossível.

Portanto, à medida que enfrentamos as tempestades da vida, podemos confiar nessas


quatro âncoras espirituais para nos manter seguros, confiantes e firmes em nossa fé. A
oração nos conecta a Deus, a Palavra de Deus nos guia, a esperança nos sustenta e a fé
nos capacita a superar qualquer desafio. Que estas âncoras sejam sempre lembradas e
aplicadas em nossa jornada espiritual, para que possamos permanecer inabaláveis em
Cristo Jesus.
CAPITULO - 28
SERMÃO-47
TEMA: AVIVAMENTO EM ATOS DOS APÓSTOLOS

TEXTO: ATOS-28 : 1 a 9

INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela como o evangelho de poder partiu de Jerusalém, conforme
a promessa de Jesus em At 1.8, e chegou com poder aos confins da terra, até atingir os
povos bárbaros da ilha de Malta. Em todos os 28 capítulos de Atos dos Apóstolos, o
avivamento da evangelização com poder se fez presente. O livro de Atos dos Apóstolos
é o livro do avivamento pentecostal. Pois, a partir do Dia de Pentecostes, a história da
Igreja nunca mais foi a mesma. O avivamento pentecostal se alastrou como um fogo
por todas as partes do Império Romano, e ninguém mais pôde deter a chama
pentecostal que ardia no coração daqueles cristãos primitivos. Vejamos:

I AVIVAMENTOS EM ATOS DOS APÓSTOLOS


1. Em At 1.8, o avivamento já está às portas. Jesus Cristo confirma todas as
promessas de avivamento, dizendo: <Mas recebereis a virtude do Espírito Santo,
que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda
a
Judeia e Samaria e até aos confins da terra <

2. Em At 2, avivamento no Dia de Pentecostes. O Espírito Santo é derramado sobre


os discípulos, 120 crentes são batizados com o Espírito Santo e começam a falar em
novas línguas, a Igreja do Senhor é inaugurada na terra, e neste mesmo dia quase
três mil almas se convertem a Jesus de uma só vez.

3. Em At 3, avivamento na porta do templo. Pedro e João vão para o templo orar e


curam um paralítico que ficava junto à porta do templo, o qual entra no templo
saltando e glorificando a Deus.
4. Em At 4, avivamento entre os discípulos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo
e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus.

5. Em At 5, avivamento que atinge toda a cidade de Jerusalém. Até os sacerdotes


passam a obedecer à fé cristã.

6. Em At 6, avivamento entre os diáconos da Igreja Primitiva. Foram escolhidos


sete homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria.

7. Em At 7, avivamento na tribuna do Sinédrio. Estêvão, um dos sete diáconos,


cheio do Espírito Santo, prega uma grande mensagem perante o Sinédrio judaico, e
sua mensagem fica impregnada na mente de Paulo, que se converte mais tarde.

8. Em At 8, avivamento em Samaria. Filipe desce a Samaria e prega a Cristo, e


multidões são impactadas pelo poder de Deus, nascendo uma Igreja pentecostal
entre os samaritanos.

9. Em At 9, avivamento no caminho de Damasco. Saulo, o maior perseguidor da


Igreja Primitiva, converte-se a Cristo e se torna no maior avivalista da Igreja cristã
no primeiro século.

10. Em At 10, avivamento na casa de Cornélio. Enquanto Pedro pregava, o Espírito


Santo desceu sobre a família de Cornélio, e todos foram batizados com o Espírito
Santo.

11. Em At 11, avivamento em Antioquia da Síria. Barnabé é enviado como pastor da


igreja de Antioquia da Síria para consolidar a grande obra de avivamento que se
iniciou naquela grande metrópole.

12. Em At 12, avivamento na prisão. Pedro é solto milagrosamente da prisão, e um


grande mover de Deus se espalha pela cidade.

13. Em At 13, avivamento missionário na igreja de Antioquia. Barnabé e Saulo são


chamados pelo Espírito Santo para iniciarem a primeira viagem missionária
transcultural.
14. Em At 14, avivamento nas cidades de Listra, Derbe, Icônio e Antioquia da Pisídia.

15. Em At 15, avivamento no primeiro Concílio Missionário em Jerusalém.

16. Em At 16, avivamento em Filipos. Um grande terremoto sacode os alicerces da


prisão de Filipos enquanto Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e
tanto os presos como os funcionários do presídio são libertos por Cristo.

17. Em At 17, avivamento em Atenas, Tessalônica e Beréia. Estas três cidades são
impactadas pelo poder da pregação do evangelho de Cristo.

18. Em At 18, avivamento em Corinto. A cidade de Corinto é impactada pelo poder de


Deus por meio da operação de todos os dons espirituais.

19. Em At 19, avivamento em Éfeso. Deus fazia coisas extraordinárias pelas mãos de
Paulo.

20. Em At 20, avivamento em Trôade, a antiga cidade grega de Tróia.

21. Em At 21—22, avivamento nas escadarias da fortaleza de Antônia. Paulo prega


uma mensagem em hebraico, cheio do Espírito Santo.

22. Em At 23, avivamento no Sinédrio. Paulo faz aquilo que Estêvão havia feito antes,
e prega uma mensagem, cheio do Espírito Santo.

23. Em At 24, avivamento no palácio do governador Félix. Paulo evangeliza o


governador Félix e sua esposa Drusila.

24. Em At 25, avivamento no palácio do governador Festo. Paulo evangeliza o


governador Festo, sucessor de Félix.

25. Em At 26, avivamento no tribunal romano. Paulo evangeliza o rei Agripa e outras
autoridades romanas.
26. Em At 27, avivamento no navio alexandrino. Paulo ganha toda a tripulação do
navio.

27. Em At 28, avivamento na ilha de Malta. Paulo evangeliza todos os bárbaros da ilha
de Malta e, em seguida, chega a Roma, onde testemunhará com poder do evangelho
de Cristo.

CONCLUSÃO
O livro de Atos dos Apóstolos é um verdadeiro <Manual de avivamento= da Igreja
Primitiva.
Todos os elementos necessários para o avivamento estão ali ensinados e praticados
pelos primeiros cristãos
SERMÃO-48
TEMA: A IMPORTÂNCIA DA COMUNIDADE CRISTÃ E DO ACOLHIMENTO
NA JORNADA DE FÉ
TEXTO BASE: ATOS 28:10-15

INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:10-15 narra a chegada de Paulo a Roma, um momento crucial
em sua jornada missionária. Este trecho não apenas documenta eventos históricos, mas
também nos oferece lições profundas sobre a importância da comunidade cristã,
acolhimento e a expectativa em nossa caminhada de fé. Ao explorarmos essa
passagem, somos convidados a refletir sobre como podemos aplicar esses princípios
em nossas vidas.

I. A RECEPÇÃO DE PAULO EM PÁTMOS (ATOS 28:10)


Contexto histórico: Paulo, após enfrentar diversas adversidades, é recebido
calorosamente pelos irmãos em Pátmos. Este ato de acolhimento é um reflexo da
unidade e do amor que devem existir entre os cristãos. A recepção calorosa é um
testemunho do poder da comunidade em momentos de dificuldade.
Aplicação Prática:
- Reflexão: Como estamos recebendo os outros em nossas comunidades?
- Desafio: Estamos prontos para acolher e apoiar aqueles que vêm até nós,
especialmente em momentos de necessidade?
- Exemplo prático: Considere como sua igreja pode criar um ambiente mais
acolhedor, talvez através de grupos de apoio ou eventos de integração.

II. A IMPORTÂNCIA DA COMUNIDADE CRISTÃ (ATOS 28:11-12)

A) - A viagem de Paulo e a colaboração com outros cristãos. A jornada de Paulo é


um exemplo de como a fé é fortalecida em conjunto. Ele não viaja sozinho; ele
é apoiado por outros crentes, mostrando que a missão é coletiva.
B) - O papel da comunidade na edificação da fé. Cada membro da comunidade tem
um papel vital, contribuindo para o crescimento espiritual do todo.

- Citação: "Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os


membros, sendo muitos, são um só corpo, assim também é Cristo." (1 Coríntios
12:12)

• Exemplo: Histórias de igrejas que se uniram para ajudar missionários ou


necessitados, demonstrando o poder da união em Cristo. Pense em iniciativas como
campanhas de arrecadação ou projetos missionários que envolvem toda a
congregação.

III. A CHEGADA A ROMA E A EXPECTATIVA (ATOS 28:13-15)

A) - A expectativa de Paulo ao chegar a Roma, um centro cultural e religioso.


Paulo sabia que Roma era um lugar estratégico para a propagação do evangelho.
Sua expectativa reflete a importância de termos uma visão clara em nossa
jornada de fé.

B) - A importância de ter uma visão e um propósito claro em nossa jornada de fé.


Cada passo que damos deve ser guiado por Deus, e devemos estar atentos ao
que Ele deseja para nós.

- Citação: "A fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que
se não veem." (Hebreus 11:1)

- Aplicação: Pergunte-se: Qual é a minha visão e propósito em minha caminhada


com Deus? Como posso alinhar minhas ações a essa visão?

CONCLUSÃO

A passagem nos ensina sobre a importância da comunidade, da recepção e do apoio


mútuo. Ao seguirmos o exemplo de Paulo, somos desafiados a ser uma luz nas
vidas dos outros, acolhendo e apoiando aqueles que cruzam nosso caminho. Que
possamos ser instrumentos de amor e acolhimento em nossas comunidades,
refletindo o amor de Cristo em nossas ações.
SERMÃO-49
TEMA: A PERSEVERANÇA NA MISSÃO E A COMUNICAÇÃO DA FÉ EM
MEIO À RESISTÊNCIA
TEXTO BASE: ATOS 28:16-22

INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:16-22 marca a chegada de Paulo a Roma e sua interação com
os líderes judeus. Este trecho é fundamental para entendermos a continuidade da
missão de Paulo e a resistência que ele enfrentou. Ao explorarmos essa passagem,
somos desafiados a refletir sobre a receptividade à mensagem do evangelho e a
importância de estarmos abertos ao que Deus deseja nos ensinar.

I. A CHEGADA DE PAULO A ROMA (ATOS 28:16)


Contexto histórico: Paulo é recebido em Roma sob custódia, mas com a liberdade
de viver em uma casa alugada. Isso demonstra a providência de Deus em sua vida,
mesmo em circunstâncias adversas.
Aplicação Prática:
- Reflexão: Como reagimos quando estamos em situações difíceis?
- Desafio: Podemos encontrar oportunidades para servir e testemunhar mesmo em
meio a limitações?
- Exemplo prático: Pense em como você pode ser um testemunho de fé em sua
própria "casa" ou ambiente, mesmo quando enfrenta desafios.

II. A REUNIÃO COM OS LÍDERES JUDEUS (ATOS 28:17-20)

A) - Paulo convoca os líderes judeus para explicar sua situação e a mensagem que
ele prega. Ele se apresenta como um defensor da esperança de Israel, que é
Cristo.

B) - A importância de comunicar claramente nossa fé. Paulo não hesita em


compartilhar sua experiência e a razão de sua prisão.
- Citação:"Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para
a salvação de todo aquele que crê." (Romanos 1:16)

• Exemplo: Considere como você pode ser mais intencional em compartilhar sua
fé com aqueles ao seu redor, mesmo que isso signifique enfrentar resistência.

III. A Resposta dos Líderes Judeus (Atos 28:21-22)

A) - Os líderes judeus expressam curiosidade, mas também ceticismo. Eles desejam


ouvir mais sobre essa nova seita que Paulo representa.

B) - A resistência à mensagem do evangelho. Mesmo diante de evidências e


testemunhos, muitos ainda permanecem céticos.

- Citação: "E, se alguém não receber a vossa palavra, ao sair daquela casa ou
cidade, sacudi o pó dos pés." (Mateus 10:14)

• Aplicação: Como lidamos com a rejeição ou ceticismo em relação à nossa fé?


Devemos continuar a semear a palavra, mesmo quando não vemos resultados
imediatos.

CONCLUSÃO

A passagem nos ensina sobre a perseverança na missão, a importância de


comunicar nossa fé e a realidade da resistência que enfrentamos. Assim como
Paulo, somos chamados a ser testemunhas de Cristo, independentemente das
circunstâncias. Que possamos ser firmes em nossa fé e abertos ao que Deus deseja
fazer através de nós.
SERMÃO-50
TEMA: O EVANGELHO SEM FRONTEIRAS: A ÚLTIMA PROCLAMAÇÃO DE
PAULO EM ATOS
TEXTO BASE: ATOS 28:23-29

INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:23-29 retrata a reunião de Paulo com os líderes judeus em
Roma, onde ele apresenta o evangelho e enfrenta a resistência à sua mensagem. Este
trecho é crucial para entendermos a persistência de Paulo em compartilhar a verdade
de Cristo, mesmo diante da rejeição. Ao explorarmos essa passagem, somos
desafiados a refletir sobre a importância de sermos fiéis na comunicação da nossa fé,
mesmo quando encontramos resistência.

I. A OPORTUNIDADE DE COMPARTILHAR A MENSAGEM (ATOS 28:23)


Contexto histórico: Paulo, após convocar os líderes judeus, tem a oportunidade de
explicar sua fé e a esperança que ele encontra em Cristo. Ele utiliza as Escrituras
para fundamentar sua mensagem.
Aplicação Prática:
- Reflexão: Como aproveitamos as oportunidades que Deus nos dá para
compartilhar nossa fé?
- Desafio: Estamos preparados para explicar nossa esperança em Cristo de maneira
clara e fundamentada?
- Exemplo prático: Considere como você pode se preparar para conversas sobre fé,
estudando as Escrituras e praticando sua comunicação.

II. A REAÇÃO DOS LÍDERES JUDEUS (ATOS 28:24)

A) - A resposta dos líderes judeus é dividida; alguns acreditam, enquanto outros


rejeitam a mensagem. Isso ilustra a diversidade de reações que encontramos ao
compartilhar o evangelho.
B) - A realidade da resistência à mensagem de Cristo. Mesmo quando a verdade é
apresentada, muitos ainda permanecem céticos.

- Citação: "E, se alguém não receber a vossa palavra, ao sair daquela casa ou
cidade, sacudi o pó dos pés." (Mateus 10:14)

• Aplicação: Como lidamos com a rejeição? Devemos continuar a semear a


palavra, mesmo quando não vemos resultados imediatos.

III. A CITAÇÃO DE ISAÍAS E A ADVERTÊNCIA (ATOS 28:25-27)

A) - Paulo cita o profeta Isaías para enfatizar a dureza de coração do povo. Ele
destaca que muitos ouvirão, mas não entenderão; verão, mas não perceberão.

B) - A importância de ter um coração receptivo à mensagem de Deus. A


advertência de Paulo serve como um lembrete de que a resistência pode levar à
cegueira espiritual.

- Citação: "Porque o coração deste povo está endurecido, e de ouvidos ouviram


pesadamente, e fecharam os olhos." (Atos 28:27)

• Aplicação: Como podemos garantir que nossos corações estejam abertos à


verdade de Deus? Estamos dispostos a ouvir e a responder à Sua palavra?

CONCLUSÃO

A passagem nos ensina sobre a importância de sermos fiéis na comunicação da


nossa fé, mesmo diante da resistência. Assim como Paulo, somos chamados a
persistir em nossa missão, a usar as Escrituras para fundamentar nossa mensagem e
a estar atentos à condição de nossos corações. Que possamos ser instrumentos de
Deus, prontos para compartilhar a esperança que temos em Cristo.

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