50 Esboços de Sermões em Atos
50 Esboços de Sermões em Atos
NOVA EDIÇÃO
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BOAS VINDAS!
Bem-vindos ao E-Book "50 Esboços de Sermões no Livro de Atos dos Apóstolos"!
É com grande alegria e gratidão que damos as boas-vindas a você, querido leitor, a este
ebook especial. Estamos empolgados em compartilhar com você esta coleção de 40
esboços de sermões inspirados no livro de Atos dos Apóstolos. Este livro da Bíblia é uma
fonte rica de ensinamentos, histórias emocionantes e lições de fé que continuam a
inspirar e fortalecer os crentes até os dias de hoje.
Ao longo das páginas deste e-book, você encontrará uma variedade de sermões
cuidadosamente elaborados que exploram os eventos, personagens e lições espirituais
que permeiam o livro de Atos. Nossa esperança é que esses esboços de sermões não
apenas o auxiliem na preparação de mensagens poderosas para sua congregação ou
grupo de estudo, mas também enriqueçam sua própria compreensão e conexão com a
Palavra de Deus.
O livro de Atos dos Apóstolos nos leva em uma jornada fascinante, testemunhando a
propagação do Evangelho, o crescimento da Igreja primitiva e os desafios enfrentados
pelos apóstolos e discípulos enquanto se esforçavam para obedecer ao chamado de
Cristo. É uma narrativa repleta de coragem, milagres, perseverança e, acima de tudo, a
presença constante do Espírito Santo.
Agradecemos por escolher este e-book como parte de sua busca espiritual e
esperamos que ele seja uma fonte de inspiração e bênção em sua vida e ministério. Que
você seja abençoado ao compartilhar essas mensagens com outros e ao estudar o livro
de Atos dos Apóstolos de maneira mais profunda.
Que o Senhor continue a iluminar o seu caminho e encher seu coração de amor,
graça e sabedoria enquanto você se aprofunda nas verdades eternas encontradas neste
livro sagrado. Que a leitura deste e-book seja uma jornada espiritual enriquecedora
para você.
A pirataria não é apenas uma violação dos direitos legais dos criadores, mas também
representa um obstáculo significativo para o desenvolvimento sustentável de indústrias
criativas e culturais. Ela desencoraja a produção de novas obras, diminui a qualidade
do conteúdo e, em última instância, prejudica a diversidade e a riqueza cultural que
todos nós valorizamos.
Ao adquirir ou consumir conteúdo de forma ilegal, você está contribuindo para esse
ciclo de destruição, prejudicando diretamente aqueles que dedicam seu tempo, energia e
talento para criar obras significativas. Além disso, a pirataria frequentemente envolve
sites e redes que podem ser perigosos para seu dispositivo e suas informações pessoais.
Agradecemos a todos que escolhem agir com integridade e ética, contribuindo para
um mundo onde a criatividade e o conhecimento são valorizados e respeitados.
Juntos, podemos promover uma cultura de respeito pelos direitos autorais e pelo
trabalho criativo.
II. INTRODUÇÃO
A ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo são dois pilares que sustentam a
fé e a missão cristã. Em Atos 1:1-11, vemos a gloriosa ascensão de Jesus ao céu e a
promessa de que os discípulos não estariam sozinhos em sua jornada. Este evento não é
somente um momento de separação, mas também de comissionamento. Jesus, antes de
ascender, prometeu ao Espírito Santo, que viria para capacitar a Igreja em sua missão.
Este capítulo estabelece o cenário para o derramamento do Espírito no Pentecostes e
para a expansão subsequente do cristianismo. Aqui, vemos uma transição do ministério
pessoal de Jesus para o ministério da Igreja impulsionado pelo Espírito. A ascensão
marca o fim da obra terrena de Cristo e o início de sua obra celestial como intercessor.
Este sermão explora a profundidade e o significado destes eventos, enfatizando como
eles influenciam nossa compreensão da missão da Igreja e nosso papel como
seguidores de Cristo.
a. Instruções Finais de Jesus: Jesus dá instruções cruciais sobre a espera pelo Espírito.
Conclusão
A ascensão de Cristo e a promessa do Espírito Santo em Atos 1:1-11 são eventos que
moldam a identidade e a missão da Igreja. A ascensão de Jesus não é apenas um evento
histórico; ela marca uma transição significativa no plano redentor de Deus. Com Jesus
no céu, a Igreja é chamada a olhar para cima e para fora - para cima, reconhecendo
Cristo como o Senhor ressuscitado e intercessor, e para fora, cumprindo a grande
comissão. A promessa do Espírito Santo é a garantia de que não estamos sozinhos
nesta missão. O Espírito nos capacita, nos guia e nos mantém unidos em Cristo. Esta
passagem nos desafia a viver em expectativa da segunda vinda de Cristo, enquanto
ativamente participamos da obra que Ele nos confiou. Como seguidores de Cristo,
somos chamados a ser testemunhas de sua graça e amor em todo o mundo. A espera
pelo Espírito Santo é um lembrete da necessidade de dependência de Deus e da
importância da comunidade na jornada da fé. Este texto nos convida a refletir sobre
nossa própria jornada de fé, reafirmando nossa confiança na liderança de Cristo e na
presença contínua do Espírito em nossas vidas. À medida que nos engajamos na missão
de Deus, façamos isso com os olhos fixos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé,
e com corações abertos ao trabalho transformador do Espírito Santo.
SERMÃO-02
TEMA: AS PROVAS INFALÍVEIS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO
INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, Lucas afirma que o Senhor Jesus Cristo <depois de ter padecido,
se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de
quarenta dias e falando do que respeita ao Reino de Deus.= Se fosse estabelecido um
tribunal universal para formar um inquérito de investigação da ressurreição de Jesus
Cristo, certamente encontraria provas incontestáveis e suficientes para declarar como
verdadeiro este fato histórico. Vejamos:
2. Saulo de Tarso, mais tarde chamado Paulo, não apenas ouviu de terceiros o
testemunho da ressurreição de Jesus Cristo, como ele mesmo presenciou com os
seus olhos o Cristo ressuscitado, que o chamava para uma grande obra de difusão
universal do evangelho do poderoso Cristo ressuscitado, que lhe apareceu fora dos
limites da Palestina.
3. Paulo teve um encontro com o Cristo universal. O Cristo não é apenas de um grupo
de judeus; mas sim, o Cristo de todas as criaturas do mundo. Aleluia! Em 1Co
15.17, ele mesmo disse: <E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda
permaneceis nos vossos pecados.= Sendo assim, o apóstolo do cristianismo
universal pôde dizer com autoridade incontestável e infalível: <Mas, agora, Cristo
ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem.= (1Co 15.20)
Glórias a Deus!
Em 1Co 15.3-4, o próprio Paulo já havia apresentado o resumo do evangelho que
ele cria e pregava, dizendo: <Porque primeiramente vos entreguei o que também
recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi
sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras=. Paulo faz questão
de enfatizar: <segundo as Escrituras=. Quem poderá contestar o que as Escrituras
afirmam? (Jo 5.39; 2Tm 3.16).
CONCLUSÃO
Em 1Co 15.5-8, Paulo menciona o depoimento irrefutável de centenas de
testemunhas oculares da ressurreição de Jesus Cristo, dizendo: <… foi visto por Cefas e
depois pelos doze. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos
quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por
Tiago, depois, por todos os apóstolos e, por derradeiro de todos, me apareceu também a
mim, como a um abortivo.= Se não há como contestar o testemunho de duas ou três
testemunhas, quem pode contestar o testemunho de mais de quinhentas pessoas de uma
só vez? (Dt19.15)
SERMÃO-03
TEMA: O PODER MOTIVADOR DA EVANGELIZAÇÃO
INTRODUÇÃO
Podemos dizer que At 1.8, é o texto áureo da obra missionária da Igreja na face da
terra. Este texto é a chave do fervor missionário das Igrejas Evangélicas e Pentecostais.
Neste texto sagrado, o Senhor Jesus Cristo revela que o poder do Espírito Santo é o
grande motivador da expansão missionária da Igreja na terra.
2. Em At 4.31, Lucas escreve que, <tendo eles orado, moveu-se o lugar em que
estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com
ousadia a palavra de Deus.= Quando o <dínamo divino= se manifesta, o lugar
treme!
3. Em At 4.33, a Bíblia afirma que <os apóstolos davam, com grande poder,
testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante
graça=. Aleluia!
8. Em 2Tm 1.7, Paulo ainda afirma que <Deus não nos deu o espírito de temor,
mas de fortaleza, e de amor, e de moderação=.
CONCLUSÃO
Sem o Espírito Santo, não há poder milagroso; e, sem este poder glorioso, não há
testemunho eficaz. Portanto, a expansão da Igreja na terra depende do poder do Espírito
Santo; pois, para isso, Deus tem confirmado a pregação do evangelho <por sinais, e
milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade=
(Hb 2.3-4).
CAPÍTULO - 02
SERMÃO-04
TEMA: OS QUATRO SINAIS DO PENTECOSTES
INTRODUÇÃO
O capítulo 2 de Atos dos Apóstolos é o texto áureo do pentecostalismo mundial. A
descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes marcou para sempre a história da Igreja.
No monte Sinai aconteceu a descida de Deus Pai à terra (Êx 19); em Belém de Judá,
aconteceu a descida de Deus Filho à terra (Lc 2); e, em Jerusalém, aconteceu a descida do
Espírito Santo à terra (At 2). Todas as grandes manifestações da divindade na terra foram
acompanhadas de grandes sinais. O Pentecostes era uma das grandes festas judaicas,
celebrada sete semanas após a Páscoa, e era chamada também de Festa das Primícias ou
Festa das Semanas. Nessa festa, os primeiros frutos da grande colheita anual eram
oferecidos ao Senhor. Por ocasião da descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes,
aconteceram quatro grandes sinais: O som, o vento, as línguas e o fogo.
A. <De repente, veio do céu um som…= (At 2.2). O primeiro sinal que acompanhou a
descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foi um som vindo do céu. O som é
definido como um barulho, um fragor ou um ruído. Com certeza, este som descido
no Dia de Pentecostes foi tão forte que chamou a atenção de todos os peregrinos que
tinham vindo de diversas nações da terra para participar da Festa de Pentecostes (At
2.5-6).
B. A descida do Senhor Deus sobre o monte Sinai foi também marcada por um forte e
estremecedor som de buzina e trovões (Êx 19.16-19). O sonido da buzina era
crescente; Moisés falava, e Deus lhe respondia em voz alta.
C. Os crentes pentecostais são criticados pelas pessoas por fazerem muito barulho. Mas
aí está a razão de fazerem barulho. Quando Deus se manifestou na Bíblia, na maioria
das vezes o fez com grande poder, barulho e som de trovões. Ora, se as pessoas
lotam os estádios de futebol para vibrar e gritar por seu time, muitos mais os crentes,
lavados e redimidos pelo sangue de Jesus Cristo, têm motivos para louvá-lo e
glorificá-lo em alto e bom som. As reuniões da Igreja Primitiva eram acompanhadas
de manifestações espirituais tão barulhentas, que o próprio lugar tremia pelo poder
do Espírito Santo (At 4:31)
C. Em Jo 3.8, Jesus disse: <O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não
sabes donde vem, bem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.=
A. <E foram vistas por eles línguas…= (At 2.3). O terceiro sinal que acompanhou
a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foram as línguas distribuídas,
chamadas também de glossolalia. Essas línguas distribuídas entre os cristãos
primitivos no Dia de Pentecostes eram um sinal da parte de Deus para evidenciar o
batismo no Espírito Santo. Falar noutras línguas é uma expressão verbal inspirada,
mediante a qual o espírito do crente e o Espírito Santo se unem em louvor a Deus, ou
profecia, quando há interpretação dessas línguas dadas pelo Espírito Santo.
B. Em At 2.6-12, todos os representantes das quase vinte nações que estavam em
Jerusalém naquele dia se surpreenderam, ao ver os crentes falando idiomas que não
haviam estudado; mas o Espírito Santo traduzia o que eles falavam na própria língua
nativa daquelas pessoas. Ou seja, é como se um brasileiro estivesse em Jerusalém no
Dia de Pentecostes e um daqueles irmãos estivesse falando o português para o
brasileiro ouvir; no entanto, o irmão batizado com o Espírito Santo falava as línguas
dadas pelo Espírito, e algumas palavras inteligíveis em português.
A. <Línguas… como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles= (At 2.3). O
quarto sinal que acompanhou a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes foi o
fogo. O fogo sempre esteve associado às grandes manifestações da divindade nas
Escrituras (Êx 40.38; 2Cr 7.1-3). O fogo é símbolo de purificação e aprovação (Is 4.4;
6.6-7).
CONCLUSÃO
Estes quatro sinais de Pentecostes ainda se manifestam hoje, no meio do
pentecostalismo genuíno. O som simboliza o grito Pentecostal; o vento simboliza a
velocidade do crescimento Pentecostal; as línguas simbolizam o idioma Pentecostal; e
o fogo simboliza o fervor Pentecostal. Aleluia!
SERMÃO-05
TEMA: O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO
ATOS 2:39
INTRODUÇÃO
O batismo com o Espírito Santo é a imersão do crente no rio da plenitude do Espírito
Santo. É a plenitude recebida no Dia de Pentecostes pelos apóstolos e primeiros
membros da Igreja Primitiva, com a evidência inicial do falar em outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Para as Igrejas Pentecostais, não
existe nenhuma dificuldade em crer no batismo com o Espírito Santo como uma
promessa do Pai, válida para os crentes de todas as épocas da história cristã. O
evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (Rm
1.16). Portanto, o evangelho é o Próprio poder de Deus em atividade no mundo ainda
hoje. Vejamos:
a. Observe o que disse o apóstolo Pedro: <Porque a promessa vos diz respeito a
vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor,
chamar.= (At 2.39). Portanto, a promessa do batismo com o Espírito Santo é universal e
abrange a todas as pessoas chamadas por Deus indistintamente. A promessa de Deus é
Pentecostes para todos.
b. Em Mc 1.8, João Batista diz: <tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos
batizará com o Espírito Santo.= O único tipo de batismo que o homem de Deus pode
fazer é o batismo nas águas. Entretanto, batizar com o Espírito Santo é atividade
exclusiva de Jesus. E, Ele continua fazendo isso ainda hoje (Hb 13.8).
CONCLUSÃO
O evangelho é prático, não teórico. Se cremos que a morte redentora de Cristo no
Calvário produz os efeitos da salvação e libertação do pecador, devemos também crer
que a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes para habitar com a Igreja continua
produzindo, hoje, os mesmo efeitos que produziu no período apostólico. Portanto, o
batismo com o Espírito Santo não é uma promessa apenas para os crentes pentecostais ou
carismáticos, mas sim, é uma bênção prometida para toda a Cristandade até a vinda do
Senhor Jesus Cristo.
SERMÃO-06
TEMA: OS SEGREDOS DE UMA IGREJA BEM-SUCEDIDA
ATOS -2 :42-43
INTRODUÇÃO
Aqui neste texto sagrado, nós temos o modelo de uma Igreja bem-sucedida. A
Igreja Primitiva é a matriz que serve de modelo para todas as demais igrejas cristãs.
O segredo de seu avanço, de seu crescimento e de sua marcha vitoriosa tem sido o
ideal perseguido por todas as Igrejas cristãs que almejam a restauração do autêntico
e verdadeiro cristianismo.
CONCLUSÃO
Deus está à procura de uma Igreja que persevera na doutrina dos apóstolos, persevera na
comunhão e no partir do pão, persevera na oração, persevera na adoração a Deus todos os
dias e evangeliza com fervor todos os dias. Tendo estas cinco características, ninguém
impedirá o sucesso desta Igreja. Os desafios são muito grandes; a população mundial
cresce assustadoramente; e Deus deseja salvar almas todos os dias.
SERMÃO-7
I. EXEGESE DO TEXTO
II. INTRODUÇÃO
b. Chamado para o Batismo: Pedro instrui sobre o batismo e o perdão dos pecados.
c. Conversões em Massa: Cerca de três mil pessoas aceitam a mensagem.
CONCLUSÃO
O derramamento do Espírito Santo em Atos 2 não foi apenas o início da Igreja, mas
também um modelo para a vida cristã e a missão da Igreja. Esse evento extraordinário
demonstra o poder transformador do Espírito Santo, que capacita os seguidores de
Cristo a transcender barreiras culturais e linguísticas para espalhar o Evangelho. O
sermão de Pedro estabelece os fundamentos da fé cristã: arrependimento, batismo em
nome de Jesus, e a recepção do Espírito Santo. A resposta imediata do povo, levando a
conversões em massa, ilustra o poder da mensagem do Evangelho quando
acompanhada pelo Espírito. A descrição da vida da primeira comunidade cristã oferece
um retrato vívido de como a Igreja deve viver: unida em doutrina, comunhão, partilha,
oração e adoração. Este capítulo nos desafia a refletir sobre nosso próprio compromisso
com esses princípios fundamentais. Como cristãos hoje, somos chamados a ser uma
comunidade guiada pelo Espírito, dedicada à palavra de Deus, à comunhão fraterna, à
oração e ao testemunho. Que este olhar sobre o Pentecostes nos inspire a buscar um
reavivamento do Espírito em nossas próprias vidas e comunidades, para que possamos
ser instrumentos eficazes de Deus em um mundo que desesperadamente precisa do
Evangelho.
CAPÍTULO - 03
SERMÃO-08
INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender, por meio deste texto sagrado, dois passos importantes para o
avivamento: arrependimento e conversão. Um grande avivamento começa com
arrependimento sincero e conversão genuína. Avivamento é exatamente isso que o
apóstolo Pedro define: <Tempos de refrigério pela presença do Senhor=. O avivamento
renova os nossos dias como antes e traz refrigério espiritual para a alma. Avivamento é
a própria presença divina manifesta em nosso meio.
I. ARREPENDIMENTO
II. CONVERSÃO
B. Em 2Cr 7.14, a Bíblia diz: <E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se
humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos,
então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.= Deus
exige a conversão, tanto do pecador, como dos crentes. Não existe conversão única e
automática. Sempre estamos precisando nos converter de algum caminho mau (Sl
139.23-24).
D. Em Jl 2.12, o profeta Joel ainda escreve, dizendo: <Ainda assim, agora mesmo diz o
SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com
choro, e com pranto.= Aqui, Deus manda o seu povo se converter.
CONCLUSÃO
Arrependimento e conversão são dois passos fundamentais para que o avivamento
venha. Os tempos de refrigério pela presença do Senhor voltarão para os salvos; e os
pecadores se converterão ao Senhor (Sl 51.12-13). Oremos como Jeremias, dizendo:
<Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como
dantes.=(Lm5.21)
SERMÃO-09
TEMA: A CURA DO COXO E O PODER EM NOME DE JESUS=
ATOS 3:1-26
I. EXEGESE DO TEXTO
Atos 3:1-26 narra um milagre significativo realizado pelos apóstolos Pedro e João.
Eles encontram um homem coxo de nascença na entrada do templo chamada Formosa.
Ao invés de dar esmolas, Pedro, cheio do Espírito Santo, oferece algo muito maior: a
cura em nome de Jesus Cristo. A cura milagrosa deste homem, que começa a andar e
louvar a Deus, chama a atenção da multidão, proporcionando a Pedro uma
oportunidade de pregar sobre Jesus. Ele enfatiza a autoridade de Cristo, a ignorância do
povo sobre o Messias, e a necessidade de arrependimento e conversão. Pedro apresenta
Jesus como o cumprimento das profecias e o Salvador prometido. Este evento ilustra o
poder transformador em nome de Jesus e a continuidade do ministério de Jesus através
dos apóstolos, reforçando a mensagem central do cristianismo sobre a salvação e a
transformação pessoal.
II. INTRODUÇÃO
b. O Poder em Nome de Jesus: Pedro cura o homem em nome de Jesus, não com
dinheiro.
c. A Transformação Imediata: O coxo é curado instantaneamente, andando e louvando
a Deus.
d. O Impacto Público: A cura chama a atenção da multidão, criando uma oportunidade
para testemunhar.
b. A Verdade sobre Jesus: Ele destaca a rejeição e crucificação de Jesus pelo povo.
c. O Poder da Fé: A fé no nome de Jesus é enfatizada como a fonte da cura.
CONCLUSÃO
O milagre na porta Formosa e o subsequente sermão de Pedro em Atos 3 são um
poderoso lembrete do poder transformador em nome de Jesus. Este episódio nos mostra
que os milagres não são apenas atos de poder, mas também oportunidades para o
testemunho do Evangelho. O coxo curado é um símbolo da transformação que Jesus
pode operar em nossas vidas - de impotência e desespero para andar em novidade de
vida. O sermão de Pedro nos desafia a reconhecer nossa própria necessidade de Jesus, a
nos arrependermos dos nossos pecados e a nos voltarmos para Deus em busca de
salvação e restauração. Este texto nos lembra que somos chamados a ser portadores do
poder transformador de Cristo, usando nossas vidas e palavras para apontar outros para
Ele. Como a Igreja hoje, devemos ser canais do amor e poder de Deus, mostrando ao
mundo que a verdadeira esperança e transformação vêm através de Jesus Cristo. Que
este sermão inspire cada um de nós a viver com fé e coragem, confiando no poder do
nome de Jesus e estando sempre prontos para compartilhar a boa nova de sua graça
salvadora.
CAPÍTULO-04
SERMÃO-10
INTRODUÇÃO
A. O próprio nome <Jesus= é uma tradução grega do nome hebraico <Yeshua=, que
significa <Yahweh é Salvação=, <Jeová é Salvação=, <O Senhor é Salvação=. Jesus
Cristo é o Salvador por excelência. Jesus Cristo é a nossa salvação.
A- A salvação é individual e pessoal. Jesus Cristo salva todo aquele que nele crê. Em
At 16.30- 31, um homem desesperado perguntou a Paulo e Silas: <Senhores, que
é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus
Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.=
B- Em Rm 10.9, Paulo escreve, dizendo: <Se, com a tua boca, confessares ao Senhor
Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.=
D- Em Hb 5.9, a Bíblia afirma que: Jesus <veio a ser a causa de eterna salvação para
todos os que lhe obedecem=. Glórias a Deus!
CONCLUSÃO
Só há salvação no nome poderoso de Jesus Cristo. Ele é o Salvador do mundo. Ele
salva o mais vil pecador. Ele salvou o ladrão arrependido, porque creu. Ele salvou
Zaqueu e toda a sua casa, porque creram (Lc 23.39-43; 19.1-10). Aleluia!
SERMÃO-11
TEMA: TRÊS SEGREDOS DE UMA IGREJA AVIVADA TEXTO: ATOS 4:31
INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado nós vamos aprender três segredos de uma Igreja avivada. Esta
manifestação poderosa que aconteceu novamente entre os irmãos, a exemplo do
Pentecostes de At 2, confirma a fase avivada da Igreja Primitiva. Os cristãos primitivos
experimentaram sucessivos avivamentos naqueles dias de intensa perseguição à Igreja.
Cada avivamento experimentado fortalecia a Igreja e a encorajava a enfrentar os
grandes desafios daqueles dias. Os três segredos de uma Igreja avivada estão
claramente explícitos neste texto: (1) o poder da oração; (2) o poder do Espírito Santo;
e (3) o poder da Palavra de Deus.
.
I. O PODER DA ORAÇÃO
A. <Tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos= (At 4.31). O
lugar só tremeu depois da oração. O poder da oração é o primeiro segredo de uma
Igreja avivada. Já diz um velho ditado: <Pouca oração, pouco poder. Muita oração,
muito poder.= O lugar tremeu porque oraram. A oração promove o sobrenatural.
B. Em At 12.5, Lucas escreve que, enquanto Pedro estava na prisão, <a igreja fazia
contínua oração por ele a Deus=. O sobrenatural aconteceu, e Pedro foi milagrosamente
solto da prisão e salvo das mãos de Herodes (At 12.6-11).
A. <Todos foram cheios do Espírito Santo= (At 4.31). O segundo segredo de uma
Igreja avivada é o poder do Espírito Santo. A exemplo de At 2.4, os irmãos foram
novamente cheios do Espírito Santo. A experiência do Pentecostes sempre se repete
no livro de Atos dos Apóstolos e continua se repetindo em nossos dias. Aleluia!
B. O resultado de uma vida de oração é experimentar a plenitude do Espírito
Santo para evangelizar com mais fervor e pregar com mais ousadia a Palavra de Deus.
Em At 6.10, os opositores do evangelho não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito,
pelo qual Estêvão falava.
A. <Anunciavam com ousadia a palavra de Deus= (At 4.31). O terceiro segredo de uma
Igreja avivada é o poder da Palavra. A Palavra de Deus é, também, uma fonte
geradora de avivamento. A Igreja Primitiva priorizava a Palavra de Deus. Em At
12.24, a Bíblia afirma que <A Palavra do Senhor crescia e se multiplicava=.
CONCLUSÃO
O poder da oração, o poder do Espírito Santo e o poder da Palavra de Deus são três
segredos importantes para uma Igreja avivada. Se quiser experimentar o avivamento
pessoal, comece pela oração incessante, e o poder do Espírito Santo virá sobre a sua vida
e você anunciará com poder a Palavra de Deus. Glórias a Deus!
CAPÍTULO- 05
SERMÃO-12
Atos 5:1-42 oferece uma visão profunda da vida da Igreja primitiva, destacando
temas de integridade e poder divino. A narrativa começa com o trágico relato de
Ananias e Safira, que mentem sobre a venda de uma propriedade, demonstrando uma
falta de integridade e temor a Deus. Sua punição severa serve como um lembrete
solene da santidade de Deus e da seriedade do pecado dentro da comunidade da fé. O
capítulo também relata milagres realizados pelos apóstolos e o crescimento da Igreja,
apesar da oposição e perseguição. Os apóstolos são presos, mas um anjo do Senhor os
liberta, encorajando-os a continuar pregando. Eles são levados perante o Sinédrio e
ordenados a parar de ensinar em nome de Jesus, mas Pedro e os outros apóstolos
respondem com coragem e obediência a Deus, não aos homens. Este capítulo ilustra a
tensão entre a autoridade humana e divina e destaca o poder do Espírito Santo na vida
da Igreja primitiva.
II. INTRODUÇÃO
O quinto capítulo de Atos oferece uma visão rica e complexa da Igreja primitiva,
onde temas de integridade, poder divino e confronto com a autoridade secular se
entrelaçam. O incidente de Ananias e Safira revela uma verdade profunda sobre a
natureza da comunidade cristã, onde a honestidade e o temor a Deus são essenciais.
Este evento serve como um lembrete solene de que Deus vê o coração e que a
integridade pessoal é fundamental na vida da Igreja. Por outro lado, o capítulo também
narra a contínua obra do Espírito Santo através dos apóstolos, que realizam milagres e
enfrentam perseguição com coragem e fé inabalável. A libertação milagrosa da prisão e
a coragem dos apóstolos diante do Sinédrio destacam a supremacia da obediência a
Deus sobre a conformidade às autoridades humanas. Este sermão explora como esses
eventos desafiam e inspiram a Igreja contemporânea a viver com integridade, a confiar
no poder de Deus e a permanecer fiel ao chamado de Deus, mesmo diante de oposição
ou dificuldades.
III. DESENVOLVIMENTO DO SERMÃO I. A Queda de Ananias e Safira (Atos
5:1-11)
a. O Pecado da Hipocrisia: Ananias e Safira mentiram sobre sua oferta, revelando um
coração hipócrita.
b. O Julgamento Divino: Sua morte imediata mostra a seriedade do pecado perante
Deus.
c. Temor na Comunidade: O evento gera temor e reverência pela santidade de Deus na
Igreja.
d. Lições de Integridade: A importância da honestidade e transparência na vida da
comunidade cristã.
a. Prisão e Libertação: A prisão dos apóstolos e sua libertação milagrosa por um anjo.
a. A Defesa de Pedro: Pedro defende sua missão e proclama a Jesus como Salvador.
CONCLUSÃO
Atos 5 é um capítulo que fala poderosamente sobre a dinâmica da vida na Igreja
primitiva, apresentando lições vitais para a Igreja de hoje. A história de Ananias e
Safira nos lembra da importância da integridade e do temor a Deus em nossa
caminhada de fé. Seu exemplo trágico serve como um aviso contra a hipocrisia e a
desonestidade. Por outro lado, a coragem e a obediência dos apóstolos diante da
perseguição destacam a supremacia da autoridade de Deus e a importância de
permanecer fiel ao chamado divino, independentemente das circunstâncias. A
capacidade dos apóstolos de se alegrar em meio à perseguição é um testemunho
poderoso da alegria e da força que vêm de uma relação profunda com Deus. Este
capítulo nos desafia a viver com integridade, confiar no poder do Espírito Santo e ser
corajosos em nossa testemunha de Cristo. Como Igreja, somos chamados a refletir
sobre nossa própria vida e ministério: estamos vivendo com a integridade que Deus
deseja? Estamos dispostos a enfrentar desafios e perseguições por causa do Evangelho?
Que este estudo de Atos 5 nos inspire a buscar uma fé mais profunda e autêntica, uma
comunidade mais transparente e amorosa, e um testemunho mais corajoso e poderoso
do amor redentor de Cristo no mundo.
CAPÍTULO - 06
SERMÃO-13
TEMA: OS DOIS MINISTÉRIOS MAIS IMPORTANTES DA IGREJA
INTRODUÇÃO
O capítulo 6 do livro de Atos dos Apóstolos começa a registrar alguns problemas
estruturais, oriundos do próprio crescimento da Igreja Primitiva. Daí a necessidade da
Igreja se organizar melhor administrativamente, sem perder o seu foco principal: a oração
e o ministério da Palavra. Os apóstolos já haviam percebido naqueles dias que a Igreja
começaria a crescer como organização eclesiástica e como organismo vivo. Por isso, eles
procuraram imediatamente se organizar e delegar funções a outras pessoas, a fim de que a
Igreja não sofresse problemas de continuidade em nenhum dos seus departamentos.
I. MINISTÉRIO DA ORAÇÃO
D. Em Êx 18.13-26, Jetro, o sogro de Moisés, ao ver o seu genro tão ocupado com as
questões materiais da congregação israelita, deu valiosos conselhos que ajudaram a
diminuir a sobrecarga de Moisés. A função do pastor não é resolver o problema de
todas as pessoas, mas levar suas causas a Deus em oração e ensinar a sua Palavra.
E. Jesus nunca se descuidou de sua vida de oração. Mesmo após passar o dia cuidando
das necessidades do povo, Ele procurava fugir da agitação e se dirigia aos pés do
Pai, a fim de se consagrar ao ministério da oração (Mt 14.22-23).
B. Para todos os crentes, o Senhor diz: <Bem-aventurado o varão que não anda
segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se
assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua
lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de
águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto
fizer prosperará.= (Sl 1.1-3) Para os religiosos, o Senhor diz: <Errais, não conhecendo
as Escrituras, nem o poder de Deus.= (Mt 22.29)
CONCLUSÃO
A oração e a Palavra são dois dos mais importantes ministérios da Igreja. Jesus
priorizava a oração e o ministério da Palavra. Os seus apóstolos priorizaram a oração e o
ministério da Palavra. A Igreja de nossos dias deve também priorizar esses dois
importantes ministérios. O resultado destes dois ministérios juntos é a multiplicação de
sinais, livramentos, milagres e conversões (At 4.31; 12.5,24; 16.25-33; 19.10-11,20).
CAPÍTULO - 07
SERMÃO-14
TEMA: OS SEGREDOS DE UM DIÁCONO DIFERENCIADO TEXTO BASE:
ATOS-7: 25
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela as qualidades de Estêvão, um diácono diferenciado. A
história de Estêvão nos ensina que muitas pessoas se destacam não apenas pela função
que exercem, mas sim, pelo que são e pelo que fazem. Fazendo uma leitura do livro de
Atos dos Apóstolos, vamos perceber que o diácono Estêvão ocupou muito mais
destaque nas páginas das Escrituras do que muitos sacerdotes, reis, profetas e
apóstolos.
D. Após a morte de Estêvão, Deus levantou outro diácono em seu lugar, Filipe, o
qual foi usado poderosamente para promover um grande avivamento em Samaria (At
8.540).
CONCLUSÃO
Assim como o diácono Estêvão se destacou até mais do que um apóstolo, Deus pode
fazer grandes coisas por meio de sua vida, independente da função que você exerça (1Co
1.2629).
SERMÃO- 15
I. Exegese do Texto
II. INTRODUÇÃO
d. Deus Além do Templo: Estêvão argumenta que Deus não está confinado a lugares.
d. Violação da Lei: Ele acusa o Sinédrio de violar a Lei que afirmam defender.
CONCLUSÃO
O discurso de Estêvão e seu subsequente martírio em Atos 7 são um poderoso
lembrete do custo e do impacto do testemunho cristão. Estêvão não recua diante da
oposição; ao contrário, ele enfrenta seus acusadores com a verdade do Evangelho. Ele
ilustra como um profundo entendimento da história da salvação e uma visão centrada
em Cristo podem nos equipar para testemunhar eficazmente em qualquer situação. A
morte de Estêvão como mártir destaca a realidade de que seguir a Cristo pode levar a
um confronto direto com as forças do mundo. Seu perdão aos seus executores reflete a
graça e o amor de Cristo, mostrando que o verdadeiro poder da fé cristã reside na
capacidade de amar e perdoar, mesmo em circunstâncias extremas. Este sermão nos
desafia a examinar nossa própria fé: estamos preparados para defender a verdade do
Evangelho com coragem e integridade, como Estêvão fez? Estamos dispostos a
enfrentar a oposição e até mesmo a perseguição, mantendo nosso olhar fixo em Jesus?
Que a história de Estêvão nos inspire a viver nossa fé com profundidade e convicção,
prontos para testemunhar de Cristo a qualquer custo, confiando em Seu poder e graça
para nos sustentar até o fim.
CAPÍTULO - 08
SERMÃO-16
TEMA: AVIVAMENTO EM SAMARIA
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve o grande avivamento que se iniciou em Samaria por meio
do ministério do evangelista Filipe. Samaria estava na lista de prioridade das regiões
missionárias apontadas por Jesus (At 1.8). Este avivamento iniciado por Filipe em
Samaria abriu o caminho para uma difusão maior do evangelho de Cristo em outras
regiões, visto que o mesmo estava muito centralizado em Jerusalém.
D. Em Gl 3.28, Paulo escreve, dizendo: <Nisto não há judeu nem grego; não há servo
nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.=
II. O EVANGELHO DE CRISTO É PARATODOS
E- Em 1Co 2.2, Paulo escreve aos crentes de Corinto, dizendo: <Porque nada me
propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado=.
CONCLUSÃO
O avivamento iniciado em Samaria derrubou as barreiras raciais e étnicas e preparou o
cenário para a difusão do evangelho de Cristo em regiões discriminadas pelos judeus. O
evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem
indistintamente. Aleluia!
SERMÃO-17
TEMQ: ESPÍRITO SANTO: O IMPULSIONADOR DA MISSÃO TEXTO
BASE: ATOS-8:29
INTRODUÇÃO
O papel do Espírito Santo na obra missionária é fundamental e multifacetado. Em
Atos dos Apóstolos, vemos repetidamente o Espírito Santo agindo como guia,
incentivador, e capacitador dos discípulos na expansão do Evangelho. Desde a
promessa de Jesus em Atos 1:8 até as orientações missionárias em Atos 16, o Espírito
Santo emerge como a força motriz por trás da missão cristã. Este sermão explora como
o Espírito Santo opera na missão de Deus, examinando os aspectos de chamado,
convicção, orientação e capacitação. Ao entender o papel do Espírito na missão, somos
desafiados a nos sintonizar mais profundamente com Sua orientação e a participar
ativamente da expansão do Reino de Deus.
Conclusão (
O Espírito Santo é, sem dúvida, o protagonista na obra missionária da Igreja. Como
vimos em Atos dos Apóstolos, o Espírito não só capacita e envia, mas também guia e
convence. Esta realidade deve moldar nossa compreensão e prática da missão. Somos
chamados a depender do Espírito, buscando Sua orientação e respondendo com
obediência e coragem. O Espírito Santo não apenas trabalha através de nós, mas
também prepara o caminho à nossa frente, convencendo os corações e abrindo portas
para o Evangelho. Como igreja, devemos nos posicionar em oração, sintonizados com
o Espírito, prontos para participar da missão de Deus no mundo. Que este estudo sobre
o papel do Espírito Santo na missão reavive nosso zelo missionário e nos inspire a
buscar uma parceria mais profunda com o Espírito em nossa jornada de fé e
testemunho.
CAPITULO - 09
SERMÃO-18
INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender com esta passagem bíblica que o Senhor Jesus Cristo recrutou
um soldado que trabalhava do lado contrário para fazê-lo o seu mais fiel aliado. Assim
aconteceu com Saulo de Tarso, mais tarde conhecido como Paulo. No seu extremo
zelo pelo judaísmo, ele aprovava a morte de cristãos, perseguia-os e os lançava nas
prisões. Entretanto, o Senhor Jesus o chamou de maneira irrecusável e o escolheu para
trabalhar com o mesmo zelo e dedicação, mas a favor do bem da sua Igreja na face da
terra.
D. O livro de Atos dos Apóstolos termina com Paulo fazendo sua última tentativa
de priorizar a pregação do evangelho aos judeus; como estes o rejeitam mais uma vez,
Paulo se volta definitivamente para os gentios (At 28.17-28). <Seja-vos, pois, notório
que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.= Esta previsão de
Paulo se cumpriu ao longo da história cristã, pois a Igreja é constituída quase que na
sua totalidade de gentios oriundos de todas as nações da terra.
E. Em 1Tm 2.7, o próprio Paulo faz uma declaração, dizendo: <Para o que… fui
constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios, na fé e na verdade.=
C. De acordo com Is 49.1-3, Paulo podia dizer: <O SENHOR me chamou desde
o ventre, desde as entranhas de minha mãe, fez menção do meu nome. E fez a minha
boca como uma espada aguda, e, com a sombra da sua mão, me cobriu, e me pôs
como uma flecha limpa, e me escondeu na sua aljava. E me disse: Tu és meu servo,
e Israel, aquele por quem hei de ser glorificado.=
F. Em 2Tm 1.11, Paulo ainda disse: <… fui constituído pregador, e apóstolo, e
doutor dos gentios=.
CONCLUSÃO
Ao aprender sobre a forma gloriosa como o Senhor Jesus Cristo recrutou Paulo para
servi-lo e transformá-lo no seu mais fiel soldado, aprendemos que a graça de Deus
transforma o mais indigno pecador e o qualifica para realizar grandes coisas para Deus.
O chamado de Paulo nos ensina que Deus muitas vezes escolhe os improváveis para
realizar Seus propósitos. Sua história é uma lembrança de que nosso passado não
determina nosso futuro no reino de Deus. Pelo contrário, o Senhor frequentemente usa
as experiências e até os erros do nosso passado para moldar e fortalecer nosso
ministério. A transformação de Paulo é um convite a cada um de nós para uma reflexão
profunda sobre a maravilhosa graça de Deus que nos chama das trevas para Sua
maravilhosa luz.
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve um período de grande estabilidade e crescimento da Igreja
do Senhor naquelas regiões da Palestina. Podemos extrair do presente texto pelo menos
quatro segredos desse crescimento: paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do
Espírito Santo.
I. PAZ
A. <As igrejas em toda a Judeia, e Galileia, e Samaria tinham paz…= (At 9.31). Apesar da
Igreja experimentar um período de paz naquele período, nem sempre foi assim. Um
capítulo antes (At 8.1), descreve uma grande perseguição. Portanto, depois da
tempestade, vem a bonança. Apesar da Igreja também ter crescido em período de
perseguições, em período de paz ela tem possibilidade de crescer muito mais (At
9.31).
B. Em 1Tm 2.2-3, Paulo aconselha a Igreja a que faça orações e intercessões <pelos reis e
por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada,
em toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso
Salvador=. A Igreja deve sempre orar em favor da paz.
C. Em Jr 29.7,11, o Senhor envia por meio do profeta Jeremias uma mensagem de paz ao
povo de Deus que estava no cativeiro, dizendo: <Procurai a paz da cidade para onde
vos fiz transportar; e orai por ela ao SENHOR, porque, na sua paz, vós tereis paz…
Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de
paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.=
D. Em Is 32.17, o Senhor faz uma promessa de paz ao seu povo, dizendo: <E o efeito da
justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança, para sempre.=
II. ESTABILIDADE
A. <Eram edificadas…= (At 9.31). Quando a Igreja está sendo perseguida, ela
se torna uma igreja ambulante. Porém, quando Deus abençoa com paz o seu povo
(Sl 29.11), a Igreja adquire estabilidade e começa a se edificar.
B. Em 1Pe 2.5, o apóstolo Pedro escreve, dizendo: <Vós também, como pedras
vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecerdes
sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.=
B. Em At 2.43, Lucas escreve que: <Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e
sinais se faziam pelos apóstolos.=
C. Em Is 33.6, o profeta Isaías escreve, dizendo: <E haverá estabilidade nos teus
tempos, abundância de salvação, sabedoria e ciência; e o temor do Senhor será o seu
tesouro.=
B. Em 2Co 1.4, Paulo afirma que Deus <nos consola em toda a nossa tribulação, para
que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a
consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.=
C. Em Fp 1.19, Paulo afirma que, nós podemos contar com o <socorro do Espírito de
Jesus Cristo=.
D. Em Is 59.19, a Bíblia afirma que, <vindo o inimigo como uma corrente de águas, o
Espírito do SENHOR arvorará contra ele a sua bandeira=. O Espírito Santo é o
guia e orientador da Igreja. Ele é o Consolador do povo de Deus na face da terra.
CONCLUSÃO
Paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do Espírito Santo são os quatro
segredos de uma Igreja que cresce e se multiplica a cada dia. O Senhor é quem dá
paz, estabilidade e crescimento ao seu povo
A história da Igreja Primitiva, como narrada em Atos dos Apóstolos, oferece uma
visão inspiradora de uma comunidade em crescimento dinâmico, caracterizada por paz,
estabilidade, temor do Senhor e consolação do Espírito Santo. Esses quatro elementos
essenciais não são apenas a fundação da Igreja do primeiro século; eles permanecem
vitais para o crescimento e a saúde de qualquer comunidade de fé hoje.
O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e a chave para uma vida que agrada a
Deus. Uma Igreja que caminha no temor do Senhor é guiada pela reverência e pelo
respeito a Deus. Este temor não é um medo paralisante, mas um profundo
reconhecimento da santidade e autoridade de Deus, o que leva a uma obediência alegre
e a um compromisso genuíno com a Sua missão.
Por fim, a consolação do Espírito Santo é o que sustenta, guia e revitaliza a Igreja. O
Espírito Santo é o Consolador que fortalece, o Guia que direciona, e o Capacitador que
empodera a Igreja para cumprir sua missão. A presença e o trabalho do Espírito são
essenciais para o crescimento autêntico e sustentável da Igreja. Portanto, como Igreja
de Cristo hoje, somos chamados a buscar e cultivar esses quatro elementos essenciais.
Devemos ser uma comunidade de paz, estabilidade, temor do Senhor e consolação do
Espírito. Ao fazer isso, podemos confiar que Deus continuará a nos abençoar com
crescimento e frutificação, para Sua glória e para o bem do mundo que Ele ama.
CAPÍTULO - 10
SERMÃO-20
INTRODUÇÃO
Nós vamos aprender com este texto sagrado os segredos de um sermão bem-sucedido. O
apóstolo Pedro foi o primeiro pregador Pentecostal da história. Coube a ele pregar o
primeiro sermão do cristianismo após a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes,
além de pregar aos gentios na casa de Cornélio. Em termos numéricos, Jonas e Pedro
foram os pregadores que tiveram o maior poder de convencimento em um único sermão
pregado. Jonas levou uma população de milhares de pessoas a se arrependerem no pó e na
cinza, com o sermão pregado em Nínive (Jn 3.1-10). Pedro levou quase três mil pessoas a
se renderem aos pés de Cristo por meio de seu sermão pregado no Dia de Pentecostes (At
2.14-41). Na casa de Cornélio, Pedro repetiu o mesmo sucesso (At 10.44-48).
I. PREGAR A VERDADE
A. Existem vários fatores que contribuem para um pregador ser bem-sucedido na sua
mensagem. Além da prática da oração e meditação da Palavra, que faz parte da
vida devocional do pregador, os pregadores que tiveram maior êxito em seu sermão
foram aqueles que pregaram a verdade. A verdade pode até doer, ou alguém não
gostar de ouvir; porém, somente a verdade confronta o pecado e leva o pecador ao
arrependimento. Em Jr 23.28, o Senhor disse a Jeremias: <O profeta que teve um
sonho, que conte o sonho; e aquele em quem está a minha palavra, que fale a
minha palavra, com verdade. Que tem a palha com o trigo? 4 diz o Senhor.=
B. A mensagem pregada por Jonas em Nínive foi muito dura: <Ainda quarenta dias, e
Nínive será subvertida= (Jn 3.4). Entretanto, ele pregou a verdade e levou o povo
ao arrependimento (Jn 3.5-10).
C. O sermão pregado por Jesus em João 6.26-71 é visto como o sermão mais duro de
Jesus nos Evangelhos, a ponto de as pessoas dizerem: <Duro é este discurso;
quem o pode ouvir?= (Jo 6.60). Entretanto, Jesus pregou a verdade, e isso levou os
seus discípulos a tomarem a seguinte decisão: <Senhor, para quem iremos nós? Tu
tens as palavras da vida eterna= (Jo 6.68).
D. Em 2Tm 4.2-4, Paulo disse a Timóteo: <Que pregues a palavra, instes a tempo e
fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e
doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo
comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.=
B. A mensagem pregada por Joel foi uma mensagem de arrependimento: <Ainda assim,
agora mesmo diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso
com jejuns, e com choro, e com pranto. E rasgai o vosso coração, e não as vossas
vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus; porque ele é misericordioso, e
compassivo, e tardio em irar-se, e grande em beneficência e se arrepende do mal.= (Jl
2.12-13).
C. A mensagem de João Batista era de arrependimento: <Arrependei-vos, porque é
chegado o Reino dos céus.= (Mt 3.3) A mensagem de Jesus era de arrependimento:
<Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.= (Mt 4.17)
D. A mensagem de Pedro era de arrependimento: <Arrependei-vos, pois, e
convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os
tempos do refrigério pela presença do Senhor.=
D. Em Mt 7.28-29, Mateus afirma: <E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a
multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não
como os escribas.= Em Jo 7.46, as Escrituras confirmam, dizendo: <Nunca homem
algum falou assim como este homem.= Jesus é o maior pregador do mundo!
CONCLUSÃO
Pregar a verdade, pregar o arrependimento, pregar com graça, unção e autoridade são
os segredos de um sermão bem-sucedido. Jesus Cristo é o nosso modelo de eficiência
na pregação. A mensagem de Jesus tinha graça, unção e autoridade. Assim também,
deve ser a nossa mensagem.
Além disso, pregar com graça, unção e autoridade significa que o pregador deve
estar profundamente enraizado na Palavra de Deus, cheio do Espírito Santo e
conduzido por um sincero amor pelas almas. A graça traz a mensagem do amor
incondicional de Deus, a unção revela a presença e o poder do Espírito Santo, e a
autoridade confirma a verdade e a relevância da mensagem.
Jesus Cristo, o maior pregador de todos os tempos, exemplifica perfeitamente esses
princípios. Ele pregou com uma combinação inigualável de verdade, amor, graça e
autoridade. Seu ministério não foi apenas de palavras, mas também de ações que
demonstraram o poder e o amor de Deus.
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado descreve as qualidades de um homem de Deus chamado Barnabé.
O capítulo 11 de Atos dos Apóstolos registra o início da obra de Deus na cidade de
Antioquia. Antioquia era uma grande metrópole no Norte da Síria. Ali surgiu uma
grande Igreja; todo o colegial apostólico se reuniu na igreja matriz em Jerusalém para
escolher um homem para consolidar o trabalho do Senhor naquela cidade. Então, o
nome de Barnabé foi aprovado por unanimidade para confirmar e solidificar a igreja
do Senhor em Antioquia da Síria. O trabalho do Senhor prosperou muito, e muita
gente se uniu ao Senhor naquele lugar. Barnabé possuía três virtudes importantes na
vida de um homem de Deus. Vejamos:
A. Barnabé possuía o fruto da bondade (Gl 5.22). Porque ele era um homem bom?
Certamente, algumas atitudes de Barnabé registradas nas Escrituras, o qualificam
como um homem de bem, um homem bom.
B. De acordo com At 4.36, o nome anterior de Barnabé era José. Barnabé era israelita
da tribo de Levi, nascido na Ilha de Chipre. Os apóstolos mudaram o nome dele para
Barnabé (que quer dizer <filho da consolação=), identificando-o como um homem
pacificador e cheio de bondade.
A. Barnabé era também um homem cheio do Espírito Santo. Por causa desta graça de
Deus em sua vida, uma numerosa multidão se ajuntou a ele e a Paulo em Antioquia
(At 11.26).
B. Ser cheio do Espírito Santo é uma virtude que todo obreiro deve possuir. Em At 2.4,
o texto diz que: <Todos foram cheios do Espírito Santo…= E, em At 4.8, o texto diz
também que: <Pedro, cheio do Espírito Santo=, se dirigiu às autoridades do povo e
aos anciãos.
E. Em At 13.9, a Bíblia diz que Saulo, também chamado Paulo, ficou <cheio do Espírito
Santo=. Todos os grandes homens usados por Deus nas Escrituras eram homens
cheios do Espírito Santo (Gn 41.38; Nm 27.18; Jz 3.10; 6.34; 1Sm 16.13; Lc 4.1; At
11.24; Ef 5.18).
CONCLUSÃO
A vida e o ministério de Barnabé nos apresentam um modelo inspirador de caráter e
serviço cristão. Suas três virtudes destacadas - bondade, plenitude do Espírito Santo e
fé abundante - são não apenas qualidades admiráveis, mas também essenciais para
qualquer pessoa que deseje impactar significativamente a vida dos outros e a expansão
do Reino de Deus.
Estar cheio do Espírito Santo é vital para uma vida cristã eficaz. Barnabé, cheio do
Espírito, foi capaz de realizar a obra de Deus com poder e eficácia. Este enchimento
não é um evento único, mas um processo contínuo de se submeter e depender do
Espírito Santo para direção, força e sabedoria. É um convite para vivermos uma vida
guiada e empoderada pelo Espírito, permitindo que Ele forme em nós o caráter de
Cristo e nos capacite para o ministério.
Como Barnabé, podemos ser homens de bem, cheios do Espírito Santo e de fé.
Podemos ter estas mesmas qualidades de Barnabé. Devemos imitar o bom exemplo dos
homens fiéis. Podemos ser pessoas de bem, cheias do Espírito Santo e cheias de fé.
CAPÍTULO - 12
SERMÃO-22
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DA LIBERDADE DE CULTOS
INTRODUÇÃO
A história da Igreja é marcada por períodos de perseguição e liberdade, e a luta pela
liberdade de culto tem sido um aspecto fundamental dessa jornada. A liberdade de
culto, um direito essencial e precioso, tem sido constantemente desafiada ao longo dos
séculos, mas também tem proporcionado oportunidades inestimáveis para o
crescimento da fé e a propagação do Evangelho. Neste sermão, refletiremos sobre as
lições espirituais que podemos aprender com a liberdade de cultos, inspirando-nos na
experiência dos primeiros cristãos e na figura exemplar de Barnabé, um homem que
viveu em tempos de grande mudança e desafio para a Igreja Primitiva.
D-Cultivando uma Vida de Oração: Dicas práticas para desenvolver uma vida de
oração mais profunda e eficaz.
CONCLUSÃO
A liberdade de culto é um presente inestimável, uma bênção que deve ser valorizada,
protegida e usada para a glória de Deus. A história de Barnabé e dos primeiros cristãos
nos mostra como a liberdade de culto pode ser um poderoso instrumento para o
crescimento do Reino de Deus. Ao mesmo tempo, a realidade da perseguição nos
lembra da necessidade contínua de oração, apoio e solidariedade com nossos irmãos e
irmãs em Cristo que sofrem por sua fé.
Como Igreja, somos chamados a ser luz em meio às trevas, promovendo a paz,
defendendo a liberdade e estando firmes na fé, mesmo diante da adversidade. Devemos
nos lembrar de que nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os poderes
espirituais da maldade. Assim, armados com a Palavra de Deus e fortalecidos pela
oração, podemos enfrentar qualquer desafio, confiando que Deus está Deus está
conosco.
Que este sermão nos inspire a ser gratos pela liberdade que temos, a ser corajosos em
defender essa liberdade para os outros e a ser fervorosos em oração pelos que sofrem
perseguição. Que nossa fé seja fortalecida e nossa determinação renovada para avançar
o Reino de Deus, seja em liberdade ou em perseguição, sabendo que "Bem-aventurada
é a nação cujo Deus é o SENHOR" e que, em última instância, "a nossa cidadania está
nos céus".
CAPÍTULO - 13
SERMÃO-23
TEMA: CHAMADOS PELO ESPÍRITO SANTO
TEXTO: ATOS-13:02
INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, nós vamos aprender sobre a chamada missionária de Barnabé e
Paulo. A igreja de Antioquia estava reunida em oração e jejum, quando o próprio
Espírito
Santo chamou Barnabé e Saulo pelos seus respectivos nomes. A igreja matriz em
Jerusalém ainda estava com a visão missionária voltada apenas para os judeus. Porém,
em Antioquia da Síria, havia nascido uma igreja com um grande ardor missionário. E,
neste fervor missionário, o Espírito Santo separou, enviou e capacitou Barnabé e Saulo
para realizarem a primeira viagem missionária transcultural.
A. A cidade de Antioquia já havia sido um campo missionário para Barnabé e Paulo (At
11.22- 26).
B. Antioquia tinha sido uma escola missionária para Paulo e Barnabé. Certamente, o
ano que passaram trabalhando ali serviu para o Espírito Santo avaliar e aprovar o
trabalho de cada um deles (At 11.25-26).
C. De acordo com At 13.4, Barnabé e Paulo foram enviados pelo próprio Espírito
Santo.
D. Em At 13.9-12, fica bem clara a presença do Espírito Santo confirmando e
aprovando a obra de evangelização realizada por eles.
I. O ESPÍRITO SANTO É O GUIA DE MISSÕES
A. O Espírito Santo viu a necessidade urgente da obra missionária, e chamou com
urgência os dois missionários, dizendo: <Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a
obra a que os tenho chamado.= (At 13.2) Não podia ser para depois, pois havia
urgência.
B. Em At 16.7, o texto diz que Paulo queria ir para Bitínia <mas o Espírito de Jesus
não lhe permitiu=. O Espírito Santo conhece as regiões prioritárias para missões.
C. Em At 16.6, o texto ainda diz que <foram impedidos pelo Espírito Santo de
anunciar a palavra na Ásia=. O Espírito Santo é o guia e o orientador da obra
missionária.
CONCLUSÃO
O Espírito Santo é o guia e o orientador da Igreja do Senhor na face da terra. Hoje,
Ele ainda chama homens e mulheres para realizarem grandes obras para Deus. Ele
conhece o nosso nome e o nosso endereço (At 9.10-11).
CAPÍTULO - 14
SERMÃO 24
INTRODUÇÃO
O conceito de fé é um dos alicerces centrais do cristianismo, e a história de Paulo é
um exemplo brilhante da manifestação poderosa do dom da fé. A Bíblia nos fala de
diferentes tipos de fé: a fé salvadora, a fé comum e o dom da fé sobrenatural. Este
sermão irá explorar as várias manifestações da fé e a importância do dom da fé
sobrenatural, exemplificado na vida de Paulo e outros personagens bíblicos. A fé
sobrenatural, capaz de mover montanhas e realizar milagres, é um presente divino que
transcende a compreensão humana e nos capacita a viver vidas extraordinárias para a
glória de Deus.
I. Manifestações da Fé
A-Fé Salvadora: A fé essencial para a salvação, fundamentada na crença em Jesus
Cristo (Mc 16.15-16; Rm 10.17).
B-Fé Comum: A crença básica que todos possuem em algo ou alguém (Tg 2.19).
C-Fé como Dom: Uma convicção sobrenatural e extraordinária, que ultrapassa a
lógica humana (Mt 17.20).
D-A Fé e o Sobrenatural: Exemplos bíblicos que demonstram a fé agindo de maneira
extraordinária (Mt 21.21-22, At 14.8-10).
CONCLUSÃO
A fé é um dom divino multifacetado que permeia todos os aspectos da vida cristã.
Desde a fé salvadora que nos conecta com Cristo até o dom da fé sobrenatural que nos
capacita a realizar o extraordinário, cada manifestação da fé tem um papel vital em
nossa jornada espiritual. O exemplo de Paulo, Abraão e muitos outros na Bíblia nos
inspira a buscar uma fé mais profunda e a depender mais de Deus em todas as
circunstâncias.
Esta fé sobrenatural não é uma negação das realidades ou limitações humanas, mas
um reconhecimento de que, apesar de nossas fraquezas, servimos a um Deus onipotente
que é capaz de fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. A fé é a ponte
que nos liga ao poder de Deus, permitindo que Seu poder seja manifestado em nossas
vidas de maneiras milagrosas.
Encerramos este sermão com um convite para cada um de nós buscar ativamente o
dom da fé. Que possamos ser encorajados pelo Espírito Santo a desenvolver uma
confiança inabalável em Deus, independentemente das circunstâncias. Que nossa fé
não seja apenas uma crença passiva, mas uma força ativa que molda nossa realidade e
traz o Reino de Deus à Terra. Que sejamos lembrados de que, com fé, todas as coisas
são possíveis para aqueles que creem.
CAPÍTULO - 15
SERMÃO 25
I. Exegese do Texto
II. INTRODUÇÃO
d. Uma Resolução Inclusiva: A decisão de não impor o jugo da Lei aos gentios.
CONCLUSÃO
O Concílio de Jerusalém é um exemplo poderoso de como a Igreja pode navegar por
questões complexas de fé, prática e identidade. As decisões tomadas neste concílio não
foram apenas sobre doutrina, mas também sobre como viver em comunidade, honrando
tanto a diversidade quanto a unidade. A capacidade da Igreja Primitiva de dialogar,
debater e chegar a um consenso é um modelo para nós hoje, especialmente em um
mundo cada vez mais polarizado e fragmentado.
INTRODUÇÃO
Atos 16:1 menciona a chegada de Paulo a Listra, onde ele encontra Timóteo, um
jovem que se tornaria um dos seus mais importantes colaboradores. Este versículo é
fundamental para entender a formação da equipe missionária de Paulo e a
importância de Timóteo na propagação do evangelho
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:2-3, vemos Paulo elogiando a boa reputação de Timóteo entre os irmãos
em Listra e Icônio. Isso destaca a importância do testemunho e da integridade no
ministério
I. A IMPORTÂNCIA DO TESTEMUNHO
A boa reputação de Timóteo é um testemunho de sua vida cristã e de seu caráter. Ele
não apenas era conhecido por sua fé, mas também por suas ações e atitudes que
refletiam o amor de Cristo.
Aplicação prática: Como nossa reputação pode impactar nosso testemunho e a
eficácia do evangelho em nossas comunidades.
CONCLUSÃO
A escolha de Timóteo como companheiro de Paulo não foi apenas uma questão de
habilidade, mas também de caráter e reputação. Isso nos ensina que, no ministério, a
integridade e o testemunho são fundamentais para a eficácia da obra de Deus.
SERMÃO-28
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:4-5, Paulo e Timóteo, juntamente com Silas, entregam as decisões
tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém às igrejas da região. Este ato é
fundamental para a unidade da igreja primitiva e para a disseminação do evangelho.
CONCLUSÃO
A passagem de Atos 16:4-5 nos ensina que a unidade e a comunhão são
fundamentais para o crescimento da igreja. A comunicação eficaz das decisões e a
obediência à Palavra de Deus são essenciais para fortalecer a fé dos crentes.
SERMÃO-29
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:6-10, Paulo e seus companheiros são guiados pelo Espírito Santo em sua
jornada missionária. Eles tentam entrar na Ásia, mas são impedidos, e recebem uma
visão que os direciona para a Macedônia. Este momento é crucial para a expansão do
evangelho.
CONCLUSÃO
Atos 16:6-10 nos ensina sobre a importância de buscar a direção do Espírito Santo
em nossas vidas e ministérios. A disposição de Paulo em ouvir e obedecer à voz de
Deus resultou na expansão do evangelho na Macedônia, mostrando que a obediência
pode levar a grandes oportunidades.
SERMÃO-30
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:11-15, Paulo e seus companheiros chegam a Filipos, onde encontram
Lídia, uma mulher de negócios que se converte ao cristianismo. Este evento é
significativo, pois marca a primeira conversão registrada na Europa.
Aplicação prática: Como podemos orar e trabalhar para que mais pessoas tenham
seus corações abertos para a verdade do evangelho.
CONCLUSÃO
A conversão de Lídia em Atos 16:11-15 nos ensina sobre a importância da disposição
de ouvir a Palavra de Deus e a relevância do papel das mulheres na obra missionária.
A abertura do coração é uma ação divina que devemos buscar em nossas vidas e
ministérios.
SERMÃO-31
TEMA: A CONFRONTAÇÃO DO ESPÍRITO MALIGNO
TEXTO BASE: ATOS 16:16-18
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:16-18, Paulo e seus companheiros encontram uma jovem escrava que
possuía um espírito de adivinhação. Ela seguia os apóstolos, proclamando que eles
eram servos do Deus Altíssimo. Este episódio destaca a luta espiritual que Paulo e seus
companheiros enfrentaram em sua missão.
I. A IDENTIDADE DA JOVEM
A jovem escrava, apesar de anunciar a verdade sobre Paulo e Silas, estava sob a
influência de um espírito maligno. Isso nos ensina que nem toda declaração de
verdade vem de um lugar de pureza. A presença de um espírito maligno pode
distorcer a mensagem.
Aplicação prática: A importância de discernir as fontes de informação e a verdade,
especialmente em um mundo cheio de vozes conflitantes.
Aplicação prática: Como podemos exercer a autoridade que temos em Cristo para
enfrentar as opressões espirituais em nossas vidas e comunidades.
CONCLUSÃO
O episódio em Atos 16:16-18 nos ensina sobre a necessidade de discernimento
espiritual e a autoridade que temos em Cristo para confrontar o mal. A libertação da
jovem não apenas trouxe liberdade a ela, mas também ilustrou o poder transformador
do evangelho.
SERMÃO-32
TEMA: AS CONSEQUÊNCIAS DA OBEDIÊNCIA
TEXTO BASE: ATOS 16:19-24
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:19-24, após a libertação da jovem escrava, os proprietários dela,
enfurecidos pela perda de lucro, arrastam Paulo e Silas para as autoridades, resultando
em sua prisão. Este evento destaca as consequências da obediência a Deus e a
resistência do mundo ao evangelho.
CONCLUSÃO
Atos 16:19-24 nos ensina que a obediência a Deus pode ter consequências
inesperadas, incluindo oposição e sofrimento. No entanto, a fé e a confiança em Deus
são fundamentais para enfrentar essas dificuldades e continuar a missão do
evangelho.
SERMÃO-33
TEMA: O PODER DA ADORAÇÃO EM TEMPOS DE ADVERSIDADE
TEXTO BASE: ATOS 16:25-34
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:25-34, Paulo e Silas, presos e açoitados, oram e cantam louvores a Deus.
Um terremoto ocorre, abrindo as portas da prisão e soltando as correntes dos
prisioneiros. O carcereiro, ao ver a situação, está prestes a se suicidar, mas Paulo o
impede, resultando na conversão do carcereiro e de sua família.
CONCLUSÃO
Atos 16:25-34 nos ensina que a adoração em tempos de adversidade pode levar a
milagres e transformações. A fé demonstrada por Paulo e Silas não apenas resultou
em sua libertação, mas também na salvação do carcereiro e de sua família, mostrando
que Deus pode usar nossas lutas para Sua glória.
SERMÃO-34
TEMA: A DEFESA DA JUSTIÇA E DA DIGNIDADE
TEXTO BASE: ATOS 16:35-40
INTRODUÇÃO
Em Atos 16:35-40, após a conversão do carcereiro, as autoridades enviam mensageiros
para libertar Paulo e Silas. No entanto, Paulo revela que são cidadãos romanos e que
foram presos injustamente, exigindo um pedido de desculpas. Este episódio destaca a
importância da justiça e da dignidade na missão cristã.
CONCLUSÃO
Atos 16:35-40 nos ensina sobre a importância de defender a justiça e a dignidade,
mesmo em face da adversidade. A postura de Paulo e Silas diante das autoridades
não apenas garantiu sua liberdade, mas também fortaleceu o testemunho do
evangelho em Filipos.
CAPÍTULO-17
SERMÃO- 35
TEMA: AS LIÇÕES ESPIRITUAIS DA MULHER Moderna
INTRODUÇÃO
A sociedade moderna testemunha uma transformação significativa no papel da
mulher, como exemplificado pelas mulheres de Beréia mencionadas em Atos.
Enquanto a mulher moderna celebra conquistas em várias esferas, enfrenta também
desafios únicos ao equilibrar sua vida profissional, familiar e espiritual. Este sermão
abordará como as mulheres cristãs podem viver de forma equilibrada e fiel em meio às
complexidades da vida contemporânea, mantendo a fé e os valores cristãos como
fundamentos de suas vidas.
Criação e Propósito: Deus criou a mulher como auxiliadora idônea do homem (Gn
2:18), um papel único que mostra a importância e o valor da mulher na criação. Este
papel não é de inferioridade, mas de parceria e complementaridade, evidenciando que
homens e mulheres são igualmente valiosos aos olhos de Deus.
Provérbios 31: Esta passagem bíblica descreve uma mulher que exemplifica o
equilíbrio entre trabalho e vida doméstica. Ela é empreendedora, diligente e cuida de
sua família com amor e sabedoria, servindo como um modelo inspirador para as
mulheres modernas.
O Lar Cristão: Construir um lar que honra a Deus é um objetivo central para a
mulher cristã. Isto envolve criar um ambiente de amor, fé e respeito mútuo, onde os
valores cristãos são vividos e ensinados.
A Mulher como Pilar Espiritual: Muitas vezes, a mulher é a força espiritual em sua
família. Seu compromisso com a oração, estudo da Bíblia e participação na
comunidade de fé pode fortalecer toda a família na caminhada cristã.
CONCLUSÃO
A mulher moderna, embora enfrentando desafios únicos em uma sociedade em
constante mudança, tem a oportunidade de viver uma vida plena e equilibrada, ancorada
em sua fé e valores cristãos. O papel da mulher na sociedade e na igreja é de grande
valor, e ela pode exercer influência significativa em muitas áreas. As mulheres cristãs são
chamadas a serem modelos de fé, amor e sabedoria, tanto dentro de suas famílias quanto
em suas comunidades mais amplas.
INTRODUÇÃO
CONCLUSÃO
O episódio do "Deus Desconhecido" em Atos 17 é um poderoso lembrete da busca
humana incessante por um conhecimento mais profundo de Deus. Paulo aproveitou
essa oportunidade para revelar o Deus verdadeiro, que os atenienses adoravam sem
conhecer. Este incidente desafia a Igreja contemporânea a responder às perguntas
espirituais da sociedade moderna com a verdade do Evangelho de Cristo.
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela o início da obra de Deus em Corinto e o grande
avivamento ocorrido nesta grande metrópole do Norte da Grécia. O trabalho do Senhor
floresceu muito na cidade de Corinto, e o Senhor já havia anunciado a Paulo que ali
seria um campo missionário muito promissor, dizendo: <Não temas, mas fala e não te
cales; porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho
muito povo nesta cidade.= (At 18.9-10) Com receio de não ser bem-recebido em
Corinto, como havia acontecido em outras cidades, Paulo recebeu a garantia da
segurança e proteção do Senhor naquele lugar, e permaneceu cerca de 18 meses
ensinando a Palavra de Deus ali (At 18.11).
3. Em 1Co 1.7, Paulo ainda disse que nenhum dom faltava à igreja de Corinto.
Portanto, Corinto experimentou um grande avivamento; era uma igreja privilegiada
materialmente e espiritualmente. Entretanto, ainda estava longe de ser uma igreja
perfeita e tinha problemas de ordem espiritual (1Co 1.10-13; 3.1; 5.1).
1. Corinto, além de ser um dos principais centros comerciais do mundo antigo, era uma
cidade famosa por sua devassidão e licenciosidade. Havia um templo de Afrodite (a
deusa grega do amor e do sexo), onde a prostituição era o próprio culto oferecido a
essa entidade pagã. Corinto era uma cidade materialmente próspera, moralmente
corrompida e espiritualmente necessitada da graça divina. Paulo pegou um gancho da
própria cultura local e apresentou aos crentes de Corinto um templo muito mais
importante e puro do que o templo de Afrodite: o templo do Espírito Santo, que é o
nosso próprio corpo (1Co 3.16; 6.19-20).
2. Para vencer a carne, é preciso andar no Espírito. Por isso, Paulo diz: <Andai no
Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o
Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não
façais o que quereis.= (Gl 5.16-17)
3. Em 1Co 6.19, Paulo pergunta: <Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do
Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós
mesmos?=
CONCLUSÃO
O avivamento em Corinto se estende até os nossos dias. Graças a este avivamento, a
Igreja de hoje desfruta da riqueza pentecostal dos ensinos de Paulo a respeito da
atualidade dos dons espirituais esboçados nas duas Epístolas aos Coríntios. Podemos
desfrutar do mesmo avivamento ocorrido em Corinto
A importância da busca pela santidade: Corinto era uma cidade imoral, mas a
mensagem de Paulo sobre o corpo como templo do Espírito Santo destacou a
necessidade de vivermos vidas santas e separadas do pecado. Hoje, também somos
chamados a manter nossos corpos e mentes puros, honrando a Deus em tudo o que
fazemos.
A valorização dos dons espirituais: Corinto era uma igreja rica em dons espirituais, e
Paulo enfatizou a importância de usar esses dons para a edificação do corpo de
Cristo.
Devemos reconhecer e cultivar os dons que Deus nos deu, colocando-os a serviço do
Reino e da comunidade cristã.
O desafio de viver em unidade: Embora Corinto tenha sido abençoada com dons
espirituais, enfrentou divisões e contendas. Paulo exortou-os a buscar a unidade em
Cristo. Da mesma forma, a Igreja de hoje deve buscar a unidade, superando diferenças
e divisões para ser um testemunho eficaz do amor de Deus.
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela Apolo como um dos grandes oradores da Bíblia. Orador é
aquele que apresenta discursos para um determinado público. A oratória é a arte de falar
em público de forma estruturada e deliberada, com a intenção de informar e influenciar
os ouvintes. A oratória tem sido essencial na Religião, na Política, no Direito e entre
todos os comunicadores. Para nós, cristãos, a oratória possui uma importância maior
ainda. Cada discípulo de Cristo é um orador em potencial. Cada pessoa que teve um
encontro com Cristo já sai falando em público do evangelho de Cristo. Foi assim com a
mulher samaritana, e com tantas outras pessoas que saíam falando em público da pessoa
de Jesus Cristo. A história revela a existência de grandes oradores sacros. A Bíblia
mostra a história de grandes oradores, tanto da antiga aliança como da nova aliança,
além da história do maior de todos os oradores4 Jesus Cristo, o maior pregador de
todos os tempos. Uma forma de desenvolver a arte da oratória. Conhecendo os grandes
oradores da humanidade. Eles foram muitos ao longo dos séculos e, mesmo com
propósitos distintos, arrebataram plateias com as suas palavras. Vejamos:
2. A Bíblia apresenta uma grande lista de oradores: Moisés, Samuel, Davi, Salomão,
Elias, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Jonas são os grandes oradores da antiga aliança.
No Novo Testamento, temos os seguintes oradores mais importantes: Jesus Cristo, o
maior de todos os oradores da história, João Batista, Pedro, Estêvão, Apolo e Paulo.
Em At 1.8, Jesus prometeu fazer de cada cristão um orador e enfatizou a
necessidade da unção do Espírito Santo na oratória cristã, dizendo: <Mas recebereis
a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto
em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.=
7. No Sl 45.1, o salmista atribui a sua capacidade oratória ao Senhor, dizendo: <O meu
coração ferve com palavras boas; falo do que tenho feito no tocante ao rei; a minha
língua é a pena de um destro escritor.=
10. Jesus Cristo foi o maior Orador de todos os tempos; pois, a própria Bíblia
afirma que: <Nunca homem algum falou assim como este homem.= (Jo 7.46) Jesus
Cristo foi também o Orador mais carismático de todos os tempos. Em Lc 4.22, o
Doutor Lucas descreve isso, ao afirmar que: <E todos lhe davam testemunho, e se
maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca=.
CONCLUSÃO
Que todos os oradores, comunicadores e pessoas que fazem uso da fala possam
influenciar pessoas com palavras que elevem a sua estima e as incentive para a prática
do bem. Que nós, cristãos, possamos usar a nossa fala para anunciar com intrepidez a
Palavra do Senhor (At 4.31). Que possamos impactar o mundo com a nossa pregação.
Que possamos ser eloquentes e poderosos na arte de ensinar ao povo as sagradas letras
da Palavra de Deus!
CAPÍTULO - 19
SERMÃO-39
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DA ESCOLA
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela pela primeira vez a palavra <escola=. A escola é uma
instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção de professores. A maioria dos
países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes
sistemas, os estudantes progridem por uma série de níveis escolares: básico, fundamental e
superior. A escola é comumente um lugar onde se aprende. Por isso, apesar de a palavra
<escola= só aparecer esta única vez na Bíblia, não significa que somente em Atos dos
Apóstolos passou a existir escola na Bíblia. A escola existe desde a Antiguidade; as
famosas <escolas de profetas= já existiam desde o profeta Samuel 4 atribui-se a ele a
fundação da primeira
<escola de profetas= em Israel. No período do Antigo Testamento, a educação era
praticamente informal. As crianças eram ensinadas em casa pelos pais. No entanto, no
período do Novo Testamento, haviam sido estabelecidas escolas para ajudar os pais no
ensino de seus filhos. Vejamos:
5. Esperava-se que cada pai ensinasse a seu filho um ofício. Um provérbio judaico
dizia o seguinte: <Aquele que não ensina um ofício útil a seu filho ensina-o a ser
ladrão=. Era comum um filho seguir a mesma profissão do pai, com suas técnicas e
segredos.
7. Jesus deve ter sido educado em uma das escolas de Nazaré e, aos 12 anos, foi
levado a Jerusalém, onde sua mãe o encontrou no meio dos doutores e mestres
judeus (Lc 2.42-46). O QI (Quociente de Inteligência) de Jesus foi declarado tão
alto, que <todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas= (Lc
2.47).
8. A escola fez muito bem ao menino Jesus, a ponto do doutor Lucas escrever,
dizendo: <E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e
os homens= (Lc 2.52). O crescimento de Jesus foi o desenvolvimento mais perfeito
que uma criança já havia tido no sentido físico, moral, mental, intelectual e
espiritual. De aluno exemplar, Jesus se tornou no Mestre exemplar, e ordenou aos
seus discípulos que seguissem o seu exemplo (Jo 13.12-15).
9. Graças a Deus, temos boas escolas cristãs que se preocupam não apenas com o
aspecto didático ou profissional do aluno, como também ensinam muitos valores
éticos e morais sob a influência de Jesus Cristo 4 o Mestre dos mestres e grande
educador da paz! (Jo 13.35; 14.27).
10. Além das escolas públicas e particulares, temos as nossas Escolas Dominicais nas
Igrejas Evangélicas, onde os alunos são instruídos na Palavra de Deus, de acordo
com cada faixa etária (2Tm 3.14-17).
11. Temos ainda as nossas Escolas Bíblicas de Obreiros, onde os obreiros da seara do
Senhor são instruídos a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo (2Pe 3.18). Há ainda as Escolas Bíblicas de Férias, que
promovem o aprendizado da Palavra de Deus às crianças no período de férias.
12. Em Pv 9.9, o sábio Salomão nos ensinou o seguinte a respeito da escola: <Dá
instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina ao justo, e ele crescerá em
entendimento.=
CONCLUSÃO
A escola é o lugar da educação, do aprendizado, da formação, da instrução e da
aprovação. A escola está presente em todos os lugares: em casa, na igreja e na
própria repartição escolar. A própria vida é uma escola para todos nós. Cada fato
novo é um aprendizado. Sempre estamos aprendendo com alguma coisa.
SERMÃO-40
INTRODUÇÃO
Este capítulo 19 de Atos dos Apóstolos revela o auge da terceira viagem missionária
de Paulo. Éfeso, a capital da Ásia Menor, se tornou um grande centro de evangelização
mundial. A cidade de Éfeso abrigava o magnífico templo de Diana, uma deusa do
paganismo greco-romano, tido como uma das sete maravilhas do mundo antigo. O
templo de Diana atraía devotos do mundo inteiro que se dirigiam para participar dos
seus festivais. Entretanto, Éfeso se tornou o cenário perfeito para uma difusão maior do
evangelho de Cristo. Ali as pessoas descobriam que a grande maravilha de Éfeso não
era o templo de Diana, mas sim o Jesus que Paulo pregava e Deus fazendo maravilhas
por meio das suas mãos.
1. Em At 19.11, o texto diz que <Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas
extraordinárias…= Éfeso se tornou a principal sede das atividades de Paulo na
terceira viagem missionária e o lugar onde Deus multiplicou as suas maravilhas, a
fim de confrontar as divindades pagãs ali existentes. O nome do Senhor Jesus era
engrandecido.
1. Éfeso era uma cidade religiosa, parecida com algumas cidades do Brasil que
atraem pessoas para fazerem turismo religioso (At 19.35). Porém, o poder de Deus
se manifestou de maneira tão extraordinária em Éfeso, que os romeiros nem
estavam mais se interessando pelas imagens e nichos de Diana, os quais eram
comercializados pelos ambulantes que ficavam em volta do templo de Diana (At
19.23-28).
5. Em Ef 5.18, Paulo escreveu mais tarde para os crentes de Éfeso, dizendo: <E não
vos embriagues com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.=
Aleluia!
CONCLUSÃO
Um simples homem cheio do Espírito Santo fez a diferença na grande metrópole de
Éfeso. O poder de Deus supera toda idolatria, toda mágica e toda feitiçaria em uma
cidade. Basta que a Igreja do Senhor busque o poder do Espírito Santo, pois esse poder
divino é superior a qualquer outro tipo de poder.
CAPÍTULO -20
SERMÃO-41
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado menciona como o Espírito Santo constituiu <bispos= para
apascentarem o rebanho de Deus. A palavra <bispo= tem a sua origem na expressão grega
<episkopos=, que significa <inspetor=, <superintendente= ou <supervisor=. O bispo é uma
espécie de pastor setorial, ou presidente de um campo eclesiástico, pelo fato de
supervisionar várias congregações. Embora algumas denominações coloquem o bispo
como uma função acima do pastor, a Bíblia nivela bispo e pastor na mesma posição
funcional. Ambos são destacados como apascentadores do rebanho de Deus. Há uma
corrida frenética de líderes para ver quem possui o cargo eclesiástico mais alto, seja
pastor, apóstolo ou bispo. Acredito que nenhum pastor deve se sentir inferior a nenhum
bispo ou apóstolo, pois, assim, estaria desprezando o cargo que o Supremo Pastor fez
questão de dizer: <Eu sou o bom Pastor= (Jo 10.11). Portanto, não fique preso a
nomenclaturas, pois o que importa é a unção de Deus no seu ministério. Vejamos:
1. Em At 20.28, o apóstolo Paulo disse: <Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho
sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de
Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.=
2. Em Fp 1.1-2, o apóstolo Paulo saúda os bispos da igreja de Filipos, dizendo: <Paulo
e
Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em
Filipos, com os bispos e diáconos: graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e
da do Senhor Jesus Cristo.=
3. Em 1Tm 3.1, o apóstolo Paulo escreve, dizendo: <Esta é uma palavra fiel: Se alguém
deseja o episcopado, excelente obra deseja.= Desejar ser um bispo ou um pastor é
desejar uma excelente obra!
CONCLUSÃO
Portanto, os bispos de hoje são aqueles que chamamos de pastores presidentes das
Igrejas- Sedes, que deve estar na condição de uma igreja-mãe com várias congregações;
ou supervisores de uma subsede com um determinado número de congregações filiadas.
CAPITULO -21
SERMÃO-42
TEXTO: ATOS-21:08
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado menciona <Filipe, o evangelista=. O <evangelista= é um mensageiro
de boas- novas. O evangelista desempenha um papel semelhante ao do missionário,
levando o evangelho de Cristo para várias cidades e nações diferentes. A principal
função do evangelista é a evangelização, pois a palavra <evangelista= é derivada das
palavras <evangelho=, <evangelizar= e <evangelização=.
8. Em 1Co 9.16, Paulo revela também sua vocação de Evangelista, dizendo: <Se
anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa
obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!=
9. Em Ef 2.17, Paulo cita Jesus exercendo a função do evangelista, dizendo: <E, vindo,
ele evangelizou a paz a vós que estáveis longe e aos que estavam perto=.
10. Em Ef 4.11, Paulo cita a função do evangelista como um dos dons
ministeriais, dizendo: <E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas,
e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores=.
11. Em 2Tm 1.11, o próprio Paulo declara o exercício de três dons ministeriais
operando nele, dizendo: <Para o qual eu fui designado pregador, e apóstolo e doutor
dos gentios=.
CONCLUSÃO
Em 3Jo 5-8, o próprio apóstolo João elogia o bom exemplo do presbítero Gaio em
receber bem os evangelistas itinerantes, dizendo: <Amado, procedes fielmente em tudo
o que fazes para com os irmãos e para com os estranhos, que em presença da igreja
testificaram do teu amor, aos quais, se conduzires como é digno para com Deus, bem
farás; porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios. Portanto, aos tais
devemos receber, para que sejamos cooperadores da verdade.= Os fiéis pregadores do
evangelho, saindo por causa do nome de Cristo, precisavam, além da hospitalidade, de
ajuda em alimento e dinheiro para o próximo estágio de sua viagem. Como
representantes de Deus, deviam receber o mesmo trato que os crentes dariam a Deus.
CAPÍTULO - 23
SERMÃO-43
TEMA: LIÇÕES ESPIRITUAIS DO SOLDADO
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado mostra um destacamento de soldados armados e preparados para
conduzir Paulo com segurança ao governador Félix. O termo soldado significa <alguém
que é pago para servir=. A carreira de soldado proporciona ao jovem o aprendizado de
valores como disciplina, organização, amor à pátria, solidariedade e perseverança, entre
vários outros que orientam suas atividades dentro e fora do quartel. O soldado exerce
atividade em tempos de guerra e na manutenção da paz, dentro e fora do país. Presta
auxílio à população em situações de calamidade. Em sentido religioso, o <soldado de
Cristo= é aquele arregimentado por Cristo para o exercício cristão. Todo cristão é um
soldado voluntário de Cristo; porém, existem os soldados contratados por Cristo para
trabalharem de forma integral no ministério cristão. Por isso, Paulo chama o jovem
obreiro Timóteo de um <bom soldado de Jesus Cristo= (2Tm 2.3). Vejamos:
Em 1Cr 12.21, a Bíblia afirma que: <Estes ajudaram Davi contra aquela tropa, porque
todos eles eram heróis valentes e foram capitães no exército.= E, em 1Cr 12.22, a Palavra
de Deus afirma que, <naquele tempo, de dia em dia, vinham a Davi para o ajudar, até que
se fez um grande exército, como exército de Deus=.
6. Davi era um general tão confiante e corajoso que, no Sl 27.3, disse: <Ainda
que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se
levantasse contra mim, nele confiaria.=
CONCLUSÃO
Em 2Tm 2.4, o apóstolo Paulo afirma: <Ninguém que milita se embaraça com
negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.= Portanto, o
soldado não pode brincar em serviço, não pode se distrair em serviço. É preciso andar
atento e vigilante, orando em todo o tempo no Espírito (Ef 6.18).
CAPÍTULO-24
SERMÃO-44
TEMA: FÉLIX, UM POLÍTICO AMEDRONTADO!
TEXTO: ATOS-24:24 a 25
INTRODUÇÃO
Este texto revela o apóstolo Paulo evangelizando o governador Félix e sua esposa
Drusila. Paulo aproveitou para evangelizar esta autoridade romana e abordou três assuntos
principais em sua pregação: a justiça, a temperança, e o Juízo vindouro (At 24.25).
Segundo os historiadores, Félix era um político corrupto e desequilibrado, por isso,
quando Paulo tocou em sua ferida, o governador ficou amedrontado, e procurou logo
mudar de assunto. Paulo, um habilidoso pescador de almas, tocou em três assuntos que
mais atingem os governantes.
A maioria dos governantes falha na aplicação da justiça, no controle de seu ímpeto pela
posição que ocupa, e no Juízo vindouro, que é o reconhecimento de que acima dele existe
uma Autoridade maior que governa todo o Universo. Vejamos:
I. A JUSTIÇA
1. Justiça é a vontade perpétua que faz reconhecer os direitos dos outros e faz dar
a cada um o que é seu. A base do trono de um bom governante é sempre a justiça. Em
2Sm
8.15, a Bíblia afirma que: <Reinou, pois, Davi sobre todo o Israel; e Davi julgava e
fazia justiça a todo o seu povo.= É isso que a população espera de um governante!
2. Em 1Rs 3.28, a Bíblia ainda diz que, após Salomão proferir uma sentença
judicial, todo o povo teve profundo respeito por ele, porque viram que havia nele a
sabedoria de Deus para fazer justiça.
2. Em 2Sm 16.5-12, o rei Davi mostrou muita temperança e equilíbrio diante do insulto
e das provocações de Simei, em momento de grande aflição na sua vida.
3. Em Pv 16.32, o sábio Salomão aprendeu com o equilíbrio de seu pai Davi e ensinou,
dizendo: <Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do
que o que toma uma cidade.=
2. O rei Herodes mandou matar Tiago à espada e pensou que iria ficar impune (At
12.1-2). Entretanto, o Juiz do Universo não tardou em agir, e o anjo do Senhor feriu
Herodes por ele não haver dado glória a Deus; <e, comido de bichos, expirou= (At
12.20-23).
3. Em Dn 4.37, após ser duramente disciplinado por Deus, quando perdeu o trono e
ficou louco por algum tempo, Nabucodonosor foi restaurado ao trono da Babilônia, e
reconheceu que há um Rei Maior que governa o Universo, dizendo: <Agora, pois,
eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as
suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam
na soberba.=
CONCLUSÃO
O sábio Salomão, no final de sua velhice, após reconhecer os erros que também
cometeu, escreveu suas últimas palavras, dizendo: <Porque Deus há de trazer a juízo toda
obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau.= (Ec 12.14) Ao ouvir
isso,qualquer homem deve ficar mesmo amedrontado, como o governador Félix.
CAPÍTULO - 26
SERMÃO-45
INTRODUÇÃO
Neste texto sagrado, o governador Festo, impactado com o conhecimento teológico de
Paulo, exclamou, dizendo: <Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!= Ao
reconhecer Paulo como um homem letrado, Festo notou o grande preparo intelectual de
Paulo. Paulo foi o maior teólogo da Cristandade. O homem sempre buscou conhecer e se
aproximar do Criador de todas as coisas. Por isso, para entender melhor esse Ser
Supremo, pesquisadores passaram a estudá-lo intensamente, resultando na Teologia, o
estudo sobre Deus. Assim, tanto teólogos como filósofos tentam descrevê-lo. O teólogo
estuda e analisa as diversas religiões do mundo e sua influência sobre o homem do ponto
de vista antropológico e sociológico. Sua principal fonte de pesquisa são os textos
sagrados, as doutrinas e dogmas religiosos.
Vejamos:
4. Para o filósofo grego Platão: <Ele é o começo, meio e fim de todas as coisas. É a
metade ou a razão suprema; a causa eficiente de todas as coisas; eterno, imutável,
onisciente, onipotente. Tudo permeia e tudo controla. É justo, santo, sábio e bom;
absolutamente perfeito, começo de toda a verdade, a fonte de toda a lei e justiça, a
origem de toda a ordem e beleza e, especialmente, a causa de todo o bem.= Essa
descrição foi aceita por muitos teólogos.
6. O termo <teologia= foi usado pela primeira vez por Platão, no diálogo <A
República=, para referir se à compreensão da natureza divina de forma racional,
em oposição à compreensão literária própria da poesia, tal como era conduzida
pelos seus conterrâneos. Mais tarde, Aristóteles empregou o termo em numerosas
ocasiões, com dois significados: (1) teologia como o ramo fundamental da
filosofia, também chamada <filosofia primeira= ou <ciência dos primeiros
princípios=, chamada de metafísica por seus seguidores; e (2) teologia como
denominação do pensamento mitológico imediatamente anterior à filosofia. O
teólogo cristão protestante suíço Karl Barth definiu a Teologia como um <falar a
partir de Deus=.
8. Definir exatamente quem é Deus não é algo que se pode fazer meramente por
palavras. Se não houvesse uma revelação acima de tudo do próprio Deus ao
homem, nunca iríamos compreendê-lo. Acreditando ou não na existência de Deus,
o homem necessita de Deus para compreender a si mesmo, e eis a questão que
definirá o nosso destino eterno. A definição básica que os dicionários bíblicos dão
sobre Deus é esta: <Deus é um Ser existente por si mesmo, Infinito, Supremo,
Criador e Conservador do Universo.=
CONCLUSÃO
Desde que o tempo teve início, o homem tem procurado descrever ou retratar Deus
por meio de figuras, pinturas e de palavras descritivas. Porém, tem sempre falhado
nestas descrições humanas. A natureza de Deus melhor se revela pelo que Ele é. Deus
é Espírito, Infinito, Eterno e Imutável em seu Ser, Sabedoria, Poder, Santidade, Justiça,
Bondade e Verdade. O materialismo despreza a distinção entre mente e matéria. A
espiritualidade é fundamental à existência de Deus. Ele é o Agente, Ator, Ser Vivo e o
Espírito de Vida. A verdade da espiritualidade de Deus é revelada em nosso ser
espiritual. Deus, sendo Espírito, é incorpóreo, invisível, sem substância material, sem
partes ou paixões físicas e, portanto é livre de todas as limitações temporais.
Verifica-se, portanto, que Deus, na qualidade de Espírito, deve ser apreendido não
pelos sentidos do corpo, mas sim pelas faculdades da alma, vivificadas e iluminadas
pelo Espírito Santo. Por isso, deve ser adorado em espírito e em verdade (Jo 4.24). A
função principal do teólogo é mostrar todas estas verdades a respeito de Deus para o
povo.
CAPÍTULO - 27
SERMÃO-46
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela o momento da viagem de Paulo a Roma, quando lançaram
quatro âncoras no mar a fim de que o navio não fosse lançado contra a rocha. A âncora é
um dispositivo de ferro ou aço, usado para prender as embarcações por um cabo. A
âncora foi um dos mais antigos símbolos usados na Igreja cristã e acha-se encontra em
anéis e monumentos. Usada simbolicamente, a palavra <âncora= designa tudo aquilo que
sustenta a alma em tempos de crises e perturbações. À exemplo das quatro âncoras do
navio de Paulo, a oração, a Palavra de Deus, a esperança e a fé são quatro âncoras da
alma, que nos seguram firmes e confiantes diante das tempestades do mar bravio e das
tribulações deste mundo.
I. A ORAÇÃO
1. A âncora funciona de forma oculta nas águas, quando se agarra e segura na rocha.
Neste aspecto, o símbolo mais apropriado é a oração. É diante das tempestades da
vida que o cristão penetra no mundo invisível por meio da oração, agarrando-se a
Cristo, a nossa rocha eterna (Is 26.4).
2. A oração é a primeira âncora que o cristão deve lançar diante das tempestades da
vida. No Sl 50.15, o próprio Senhor se oferece como âncora do aflito, dizendo:
<Invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.=
3. Em Jn 2.2, do fundo do mar Jonas lançou a âncora da oração, e disse: <Na minha
angústia, clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e
tu ouviste a minha voz.=
III. A ESPERANÇA
3. Em 1Tm 4.10, Paulo ainda diz que: <Porque para isto trabalhamos e lutamos,
pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente
dos fiéis.=
4. Em Cl 1.27, Paulo também afirma que <Deus quis fazer conhecer quais são as
riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da
glória=.
IV. A FÉ
1. De acordo com alguns entendidos no assunto, apenas 500 gramas de ferro de uma
âncora sustenta 5.000 quilos de um navio em alto mar. Neste aspecto, o símbolo mais
apropriado é a fé. Se a nossa fé, mesmo que pequena, for eficiente como um grão de
mostarda, pode realizar grandes coisas, a ponto de transportar montes (Mt 17.20).
2. De acordo com Joseph Hall: <Um grama de fé é mais precioso do que um quilo de
conhecimento=. Em 1Pe 1.7, o apóstolo Pedro afirma que, a nossa fé é muito mais
preciosa do que o ouro.
4. Em 1Co 13.13, o apóstolo Paulo escreve que: <Agora, pois, permanecem a fé, a
esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.= De acordo com o
apóstolo Tiago, a fé acompanhada pelas obras forma o verdadeiro amor (Tg 2.14-18).
CONCLUSÃO
Neste sermão, exploramos as quatro âncoras que sustentam a vida do cristão diante
das tempestades e desafios que enfrentamos ao longo da jornada espiritual. Assim
como o navio de Paulo lançou quatro âncoras para evitar o naufrágio, nós, como
crentes, temos à nossa disposição essas quatro âncoras espirituais: a oração, a Palavra
de Deus, a esperança e a fé.
A oração foi destacada como a primeira âncora que devemos lançar diante das
tempestades da vida. Ela nos permite acessar o mundo espiritual e encontrar refúgio em
Cristo, nossa rocha eterna. Quando enfrentamos dificuldades e medos, a oração é o elo
que nos conecta a Deus, que estende Sua mão para nos socorrer.
A Palavra de Deus foi apresentada como a âncora que nos oferece credibilidade e
firmeza. Assim como um âncora se apoia em algo sólido no fundo do mar, nossa fé
se baseia na infalível Palavra de Deus. Ela nos guia, nos instrui e nos fortalece em
momentos de incerteza.
A esperança foi destacada como a âncora da alma, aquela que nos mantém firmes em
Jesus Cristo, nosso Salvador. Através da esperança, olhamos para além das
circunstâncias atuais e nos ancoramos na promessa da glória futura. Essa esperança nos
dá força para continuar, mesmo quando as águas da vida estão agitadas.
A fé, por sua vez, foi comparada à força de uma âncora que sustenta um navio.
Mesmo uma pequena quantidade de fé pode realizar feitos poderosos, e nossa fé em
Deus é mais preciosa do que o ouro. A fé nos permite mover montanhas e nos conecta
a um Deus que é capaz de realizar o impossível.
TEXTO: ATOS-28 : 1 a 9
INTRODUÇÃO
Este texto sagrado revela como o evangelho de poder partiu de Jerusalém, conforme
a promessa de Jesus em At 1.8, e chegou com poder aos confins da terra, até atingir os
povos bárbaros da ilha de Malta. Em todos os 28 capítulos de Atos dos Apóstolos, o
avivamento da evangelização com poder se fez presente. O livro de Atos dos Apóstolos
é o livro do avivamento pentecostal. Pois, a partir do Dia de Pentecostes, a história da
Igreja nunca mais foi a mesma. O avivamento pentecostal se alastrou como um fogo
por todas as partes do Império Romano, e ninguém mais pôde deter a chama
pentecostal que ardia no coração daqueles cristãos primitivos. Vejamos:
17. Em At 17, avivamento em Atenas, Tessalônica e Beréia. Estas três cidades são
impactadas pelo poder da pregação do evangelho de Cristo.
19. Em At 19, avivamento em Éfeso. Deus fazia coisas extraordinárias pelas mãos de
Paulo.
22. Em At 23, avivamento no Sinédrio. Paulo faz aquilo que Estêvão havia feito antes,
e prega uma mensagem, cheio do Espírito Santo.
25. Em At 26, avivamento no tribunal romano. Paulo evangeliza o rei Agripa e outras
autoridades romanas.
26. Em At 27, avivamento no navio alexandrino. Paulo ganha toda a tripulação do
navio.
27. Em At 28, avivamento na ilha de Malta. Paulo evangeliza todos os bárbaros da ilha
de Malta e, em seguida, chega a Roma, onde testemunhará com poder do evangelho
de Cristo.
CONCLUSÃO
O livro de Atos dos Apóstolos é um verdadeiro <Manual de avivamento= da Igreja
Primitiva.
Todos os elementos necessários para o avivamento estão ali ensinados e praticados
pelos primeiros cristãos
SERMÃO-48
TEMA: A IMPORTÂNCIA DA COMUNIDADE CRISTÃ E DO ACOLHIMENTO
NA JORNADA DE FÉ
TEXTO BASE: ATOS 28:10-15
INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:10-15 narra a chegada de Paulo a Roma, um momento crucial
em sua jornada missionária. Este trecho não apenas documenta eventos históricos, mas
também nos oferece lições profundas sobre a importância da comunidade cristã,
acolhimento e a expectativa em nossa caminhada de fé. Ao explorarmos essa
passagem, somos convidados a refletir sobre como podemos aplicar esses princípios
em nossas vidas.
- Citação: "A fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que
se não veem." (Hebreus 11:1)
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:16-22 marca a chegada de Paulo a Roma e sua interação com
os líderes judeus. Este trecho é fundamental para entendermos a continuidade da
missão de Paulo e a resistência que ele enfrentou. Ao explorarmos essa passagem,
somos desafiados a refletir sobre a receptividade à mensagem do evangelho e a
importância de estarmos abertos ao que Deus deseja nos ensinar.
A) - Paulo convoca os líderes judeus para explicar sua situação e a mensagem que
ele prega. Ele se apresenta como um defensor da esperança de Israel, que é
Cristo.
• Exemplo: Considere como você pode ser mais intencional em compartilhar sua
fé com aqueles ao seu redor, mesmo que isso signifique enfrentar resistência.
- Citação: "E, se alguém não receber a vossa palavra, ao sair daquela casa ou
cidade, sacudi o pó dos pés." (Mateus 10:14)
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
A passagem de Atos 28:23-29 retrata a reunião de Paulo com os líderes judeus em
Roma, onde ele apresenta o evangelho e enfrenta a resistência à sua mensagem. Este
trecho é crucial para entendermos a persistência de Paulo em compartilhar a verdade
de Cristo, mesmo diante da rejeição. Ao explorarmos essa passagem, somos
desafiados a refletir sobre a importância de sermos fiéis na comunicação da nossa fé,
mesmo quando encontramos resistência.
- Citação: "E, se alguém não receber a vossa palavra, ao sair daquela casa ou
cidade, sacudi o pó dos pés." (Mateus 10:14)
A) - Paulo cita o profeta Isaías para enfatizar a dureza de coração do povo. Ele
destaca que muitos ouvirão, mas não entenderão; verão, mas não perceberão.
CONCLUSÃO