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Currículo Escolar e a BNCC: Fundamentos e Práticas

O documento discute a importância do currículo escolar como parte fundamental do planejamento educacional, enfatizando sua construção social e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é apresentada como um guia para garantir aprendizagens essenciais, enquanto a matriz curricular orienta a prática pedagógica. Além disso, o currículo deve ser adaptado às realidades locais, promovendo uma educação que respeite a diversidade cultural e social dos alunos.

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Currículo Escolar e a BNCC: Fundamentos e Práticas

O documento discute a importância do currículo escolar como parte fundamental do planejamento educacional, enfatizando sua construção social e a necessidade de uma abordagem interdisciplinar. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é apresentada como um guia para garantir aprendizagens essenciais, enquanto a matriz curricular orienta a prática pedagógica. Além disso, o currículo deve ser adaptado às realidades locais, promovendo uma educação que respeite a diversidade cultural e social dos alunos.

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DISCIPLINA: CURRÍCULOS, PROGRAMAS E PLANEJAMENTO EDUCACIONAL

EMENTA
Concepções e fundamentação teórica/pratica sobre currículos e planejamento
escolar.

Currículo no contexto escolar

O currículo é uma parte importante da organização escolar e faz parte do


projeto-político-pedagógico de cada escola. Por isso ele deve ser pensado
er
A+
A-
Dito de forma resumida, o currículo é a organização do
conhecimento escolar.
Essa organização do currículo se tornou necessária porque, com o
surgimento da escolarização em massa, precisou-se de uma
padronização do conhecimento a ser ensinado, ou seja, que as
exigências do conteúdo fossem as mesmas.

No entanto, o currículo não diz respeito apenas a uma relação de


conteúdos, mas envolve também:

“questões de poder, tanto nas relações


professor/aluno e administrador/professor, quanto
em todas as relações que permeiam o cotidiano da
escola e fora dela, ou seja, envolve relações de
classes sociais (classe dominante/classe dominada) e
questões raciais, étnicas e de gênero, não se
restringindo a uma questão de conteúdos”.
(HORNBURG e SILVA, 2007, p.1)

Veiga (2002) complementa

“Currículo é uma construção social do conhecimento,


pressupondo a sistematização dos meios para que
esta construção se efetive; a transmissão dos
conhecimentos historicamente produzidos e as
formas de assimilá-los, portanto, produção,
transmissão e assimilação são processos que
compõem uma metodologia de construção coletiva
do conhecimento escolar, ou seja, o currículo
propriamente dito.” (VEIGA, 2002, p.7)

Assim, isso implica que essa organização – feita principalmente no


projeto-político-pedagógico de cada escola – deve levar em conta
alguns princípios básicos da sua construção. Entre eles o fato de,
como já dito, o processo de desenvolvimento do currículo ter sido
cultural e, portanto, não neutro. Sempre visa privilegiar
determinada cultura e, por isso, há a necessidade de uma
criteriosa análise e reflexão, por parte dos sujeitos em interação,
no caso as autoridades escolares e os docentes com o mesmo
objetivo, baseando-se em referenciais teóricos.
O currículo não é estático, pelo contrário, ele foi e continua
sendo construído. A reflexão sobre isso é importante, porque,
conforme Veiga (2002, p. 7) afirma, “a análise e a compreensão
do processo de produção do conhecimento escolar ampliam a
compreensão sobre as questões curriculares”.
Hoje em dia, a organização do currículo escolar se dá de
forma fragmentada e hierárquica, ou seja, cada disciplina é
ensinada separadamente e as que são consideradas de maior
importância em detrimento de outras recebem mais tempo para
serem explanadas no contexto escolar.
Vários autores apontam para a possibilidade de o currículo não
ser organizado baseando-se em conteúdos isolados, pois vivemos
em um mundo complexo, que não pode ser completamente
explicado por um único ângulo, mas a partir de uma visão
multifacetada, construída pelas visões das diversas áreas do
conhecimento. A organização do currículo deve procurar viabilizar
uma maior interdisciplinaridade, contextualização e
transdisciplinaridade; assegurando a livre comunicação entre
todas as áreas.

A organização do currículo escolar de forma hierárquica e


fragmentada precisa ser revista, pois vivemos em um mundo
complexo que não pode ser completamente explicado por uma
única área do conhecimento.
Visto que o currículo é uma questão tão importante no aspecto
escolar, este passou então a ser visto “como um campo
profissional de estudos e pesquisas” (HORNBURG e SILVA, 2007,
p.1). Por isso, surgiram muitas teorias curriculares.

Correia e Dias (1998, p. 115) mostram que apesar de essas


teorias não serem perspectivas acabadas, “elas convertem-se em
marcos orientadores das concepções sobre a realidade que
abarcam, e passam a ser formas, ainda que indiretas, de abordar
os problemas práticos da educação.”

Citando diversos autores com teorias curriculares distintas,


Correia e Dias nos fornecem uma visão mais ampla dos papéis
que o currículo ou curriculum pode abarcar:
“a teoria técnica do curriculum expressa o curriculum como um
plano estruturado de aprendizagem centrado nos conteúdos ou nos
alunos ou ainda nos objetivos previamente formulados, com vista a
um dado resultado ou produto (Pacheco, 1996). De acordo com a
primeira perspectiva, o curriculum centra-se nos conteúdos como
produtos do saber culto e elaborado sob a formalização de
diferentes disciplinas. Mas o curriculum pode também expressar-se,
de acordo com as concepções de curriculum propostas por Gimeno
Sacristán (1991), através das experiências e dos interesses dos
alunos, sendo entendido como um meio de promoção da sua
autorrealização. E, por último, o curriculum pode ser entendido
como um plano de orientação tecnológica que se prende com aquilo
que deve ser ensinado e como deve ser, em ordem a um máximo de
eficiência. Neste sentido, o professor é um mero "operário
curricular" que tem a tarefa de executar um plano.” (CORREIA e
DIAS, 1998, p. 115).

Por Jennifer Fogaça


Graduada em Química

BNCC

A Base Nacional Comum Curricular é um documento normativo que


define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem
desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.

Seu principal objetivo é ser a balizadora da qualidade da educação no País


por meio do estabelecimento de um patamar de aprendizagem e
desenvolvimento a que todos os alunos têm direito.

Ao ter como objetivo nortear os currículos dos estados e municípios de


todo o Brasil a partir dessas perspectivas, a BNCC coloca em curso o que
está previsto no artigo nove da LDB sancionada em 1996.

A elaboração da BNCC contou com participação popular, em diversas


audiências públicas realizadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE),
em 2017, para a discussão sobre o documento para as etapas da
Educação Infantil e do Ensino Fundamental e, em 2018, para a discussão
sobre o documento para a etapa do Ensino Médio. Além disso, o CNE
coletou contribuições públicas enviadas por pessoas e instituições de todo
o País, contendo sugestões de aprimoramento do texto da Base. Todas as
contribuições recebidas foram analisadas e geraram alterações no
documento.

Enquanto os documentos da BNCC referentes às etapas da Educação


Infantil e do Ensino Fundamental foram homologados em 2017, o
documento da Etapa do Ensino Médio foi reformulado ao longo do ano
seguinte, recebeu mais de 44 mil contribuições e foi aprovado pelo CNE
em 4 de dezembro de 2018.

A BNCC não exclui demais documentos oficiais, mas dialoga com eles,
consolidando uma necessidade historicamente situada, que é o
estabelecimento e a organização progressiva das aprendizagens
essenciais de toda a Educação Básica. A BNCC está fundamentada em
bases legais presentes na Constituição Federal de 1988, na LDB
de 1996, e nos fundamentos teórico-metodológicos presentes nas
DCNs, nos PCNs e no PNE.
Assim como na elaboração do currículo, as escolas poderão acrescentar ao
seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) o que for característico de cada
comunidade, sem deixar de lado os direitos dos alunos previstos na BNCC.
Dessa forma, cada Secretaria do Estado pode incluir conteúdos específicos
da região ou tradições específicas.

A BNCC é um currículo?

Não! A Base e os currículos são documentos com finalidades diferentes. A


BNCC apresenta os conhecimentos fundamentais que se espera que o
estudante aprenda em cada ano da Educação Básica. Já o currículo se
configura como o percurso que cada instituição educacional estabelecerá
para desenvolver as competências e habilidades propostas pela BNCC.
Portanto, a BNCC não é um currículo em si, mas parte dele. Sua função é
orientar a construção dos referenciais curriculares e dos Projetos Político-
Pedagógicos das escolas, preservando a autonomia de cada rede de
ensino.

Matriz Curricular

Matrizes curriculares são diretrizes que definem a atuação pedagógica de


uma instituição de ensino. As escolas da educação básica possuem uma
proposta e planejamento pedagógico como documentos que estabelecem
os conceitos que vão nortear os trabalhos nos anos letivos.

O que ensinar? De que forma ensinar? O que realmente crianças e jovens


precisam ter conhecimento? são dúvidas corriqueiras do professor, bem
como dos coordenadores pedagógicos, que podem ser esclarecidas com
maior eficácia através da construção de uma matriz curricular, elaboração
essa realizada coletivamente.

É fundamental que o professor exclua a ideia de que o currículo


apresentado pela escola seja apenas uma lista de disciplinas e
conteúdos a serem cumpridos, sendo construídos de forma
aleatória sem fundamentação coerente.

Regras criadas pelo Ministério da Educação fornecem as orientações para


as escolas desenvolverem a matriz curricular. A LDB, por exemplo, indica
quais são as atitudes que as instituições de ensino devem adotar para
redigir e colocar em ação o documento.

A matriz curricular é um texto que precisa ser planejado, escrito e


executado pelas escolas. Serve como ponto de partida para o
desenvolvimento dos alunos e leva em consideração a realidade da escola
e todos os componentes curriculares que integram cada segmento do
ensino.
É interessante reforçar que a matriz curricular integra o conjunto de
esforços do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da instituição. Na rede
particular, há autonomia para a redação do documento. Os colégios
públicos precisam seguir as diretrizes das autoridades de educação.

De acordo com os apontamentos do Governo Federal, a sua elaboração


tem que estar conectada com o contexto local mais direto, na rua e na
comunidade em que a escola está inserida. Mas é preciso também haver
uma vinculação com o país, porque o ensino promove a identidade
nacional.

Existem diferentes documentos normativos que embasam o


trabalho da escola e a prática docente, sendo o currículo
escolar um dos principais, pois orienta o processo de ensino e
aprendizagem no cotidiano escolar.

No post de hoje, vamos falar um pouco mais sobre esse


documento e de sua importância para a educação. Confira o texto
até o final!

O que é o currículo escolar?

O currículo escolar é a base da prática pedagógica, que


envolve os conteúdos que serão estudados, as atividades
realizadas e as competências a serem desenvolvidas, com o
objetivo da formação plena dos estudantes.

Ele serve como referência para a gestão e organização do


conhecimento escolar, ao dispor sobre os conteúdos a serem
estudados e o modo como serão abordados em sala de aula, além
de estabelecer as metodologias e estratégias de aprendizagem
adotadas pela escola.

Trata-se de um documento normativo que compreende os


objetivos de aprendizagem e as habilidades a serem
desenvolvidas pelos alunos, além de orientar o trabalho dos
professores para cumprir esse propósito.

O currículo escolar é parte integrante do Projeto Político


Pedagógico da escola, documento normativo que contém todas as
atividades a serem realizadas ao longo do ano letivo,
compartilhado com toda a comunidade escolar.

Ele surgiu para organizar o projeto pedagógico e atender às


diretrizes educacionais, com a padronização dos conhecimentos a
serem adquiridos pelos alunos, de modo a garantir uma formação
democrática que proporcione a humanização, a cidadania, o
direito à educação e a diminuição da desigualdade cultural.

Com esse propósito, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional (LDB) definiu o currículo escolar como o conjunto de
competências a serem desenvolvidas ao longo da Educação
Básica, para fins de organização das atividades escolares:

“Estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e


os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil,
o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar
formação básica comum” (LDB, 1996, Art. 9 IV).

Qual a importância do currículo escolar?

Além de reunir as disciplinas e os conteúdos a serem


implementados e cumpridos pelas escolas, ele é importante para
estabelecer os objetivos de aprendizagem em cada etapa, bem
como sua sequência lógica para a construção do conhecimento.

O currículo escolar também determina a carga horária,


a metodologia que orientará a prática docente e a definição do
processo de avaliação, seus indicadores e instrumentos.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) foram elaborados


pelo Ministério da Educação (MEC), publicados em 1997, e
surgiram com o intuito de normatizar os aspectos fundamentais
de cada disciplina e orientar os educadores na aplicação da LDB
em sala de aula.

O objetivo é ajudar os alunos no enfrentamento dos desafios do


mundo atual como cidadão participativo, reflexivo e autônomo,
conhecedor de seus direitos e deveres, a partir da educação
democrática.

Com base nos princípios da LDB, os PCNs pretendem proporcionar


aos alunos do Ensino Fundamental, em especial, uma formação
básica para a cidadania, e cabe à escola criar condições de
aprendizagem para:
“I — o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como
meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II — a compreensão do ambiente natural e social, do sistema


político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se
fundamenta a sociedade;

III — o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo


em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a
formação de atitudes e valores;

IV — o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de


solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se
assenta a vida social”. (LDB, 1996, Art. 32; PCNs, 1997, p. 15).

Desse modo, os PCNs devem fazer parte do currículo escolar e da


prática pedagógica, e podem ser alterados e adaptados pelos
educadores conforme a realidade local.

Esses parâmetros precisam de constante revisão e atualização


dos objetivos educacionais, dos conteúdos, dos encaminhamentos
metodológicos e do sistema de avaliação, visando a otimização do
planejamento das aulas e a efetivação da aprendizagem.

Anos depois, surgiu a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


para estabelecer um currículo escolar partilhado por todos os
alunos, de modo que aprendam um conjunto essencial de
conhecimentos e adquiram habilidades comuns em cada etapa do
ensino.

A BNCC é o documento normativo em vigor mais atualizado para


orientar o currículo escolar, que passou a ser implementada em
2020 e tem por objetivo a formação integral dos estudantes, por
meio do desenvolvimento de habilidades e conhecimentos
essenciais para o século XXI.

Uma de suas propostas é incentivar a modernização dos


recursos utilizados em sala de aula e das práticas pedagógicas,
para promover a atualização do corpo docente das escolas.

Embora esses documentos legais definam o currículo escolar, as


escolas têm autonomia para elaborar o seu conforme sua
realidade, desde que tenham como referencial as diretrizes
nacionais da educação.
O currículo escolar permite considerar o contexto da escola,
ao incluir particularidades culturais e sociais que os alunos
precisam aprender em cada região do país.

Desse modo, o currículo escolar é importante para normatizar


as práticas educacionais, orientar o trabalho dos educadores e
garantir aos alunos os conhecimentos essenciais para uma
formação de qualidade.

Além disso, é um aliado na diminuição das desigualdades, pois


aborda aspectos sociais e culturais essenciais para a formação
cidadã e humanizada, bem como questões comportamentais
envolvidas no desenvolvimento de habilidades para a vida
profissional, pessoal e social.

Ele integra todos os saberes e conduz um caminho lógico para a


construção do conhecimento, a partir de três modelos que atuam
em conjunto:

 Currículo social: elaborado com base na realidade local da


escola e dos alunos, considerando suas particularidades
conforme o contexto cultural.
 Currículo oculto: envolve as ações, as atitudes, os
comportamentos e os valores implícitos aos conteúdos
trabalhados.
 Currículo estruturador: interliga as disciplinas em
uma abordagem interdisciplinar.

Como elaborar o currículo escolar?

A elaboração do currículo escolar é realizada em conjunto com o


Projeto Político Pedagógico da escola. Atualmente, o currículo
deve se orientar pela BNCC e ser composto de uma base comum
e uma parte diversificada.

Na base comum, devem ser considerados os componentes


curriculares e as competências estabelecidos pela BNCC para
todas as escolas, bem como suas competências gerais e
específicas.

Na parte diversificada, devem constar as definições das


secretarias estaduais e municipais de educação, além de
definições das próprias instituições de ensino. Ela complementa e
enriquece a base comum, além de respeitar as características
regionais e locais da sociedade ao inserir novos conteúdos
integrados a ela e de acordo com as competências já
estabelecidas.

Dessa forma, o objetivo da BNCC é que todos os estudantes


tenham o direito de desenvolver uma base comum de
aprendizagens, de modo que também desenvolvam
competências, habilidades e aprendizagens relevantes em sua
própria realidade local e social.

Para elaborar um currículo escolar alinhado à BNCC, considere:

Incluir características regionais

Como mencionado anteriormente, a parte diversificada é


fundamental para um currículo democrático e inclusivo, de forma
que os alunos aprendam características de sua região e cultura,
conforme a BNCC estabelece:

“Os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do


Ensino Médio devem ter base nacional comum, a ser
complementada, em cada sistema de ensino e em cada
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida
pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e dos educandos” (BRASIL, 1996;
ênfase adicionada, apud BNCC, 2018, p. 11).

As identidades linguística e étnica de cada região, por exemplo,


não podem ser desconsideradas no currículo escolar, pois tornam
a aprendizagem mais significativa e próxima da realidade dos
alunos.

Contextualizar a realidade local

A realidade local afeta a aprendizagem dos alunos e precisa ser


incorporada ao currículo escolar e nas práticas pedagógicas, por
meio da “abordagem de temas contemporâneos que afetam a
vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente
de forma transversal e integradora” (BNCC, 2018, p. 19).

Devem ser considerados, por exemplo, os direitos da criança e do


adolescente, educação ambiental, alimentar e financeira, direitos
humanos, processo de envelhecimento, respeito e valorização do
idoso, entre outros.

Escolher materiais didáticos alinhados à BNCC

Utilizar um material didático elaborado com base nos referenciais


da Base facilita o trabalho docente e garante que todos os
componentes curriculares serão abordados nas aulas. Além disso,
auxilia o professor a compreender o funcionamento das diretrizes
na prática e fornece possibilidades de aplicação com os alunos.

Atualizar as práticas no currículo escolar

A BNCC se distancia das práticas tradicionais da educação, ela


promove a autonomia e o protagonismo dos alunos, o que requer
práticas condizentes com a realidade e as necessidades atuais.

Hoje em dia, a formação educacional não considera somente os


aspectos cognitivos, ela desenvolve e articula outras áreas
importantes da vida, como as emoções e os comportamentos.

Nesse cenário, incluir as competências socioemocionais, as


inteligências múltiplas, as metodologias ativas e as habilidades do
futuro são fundamentais para atingir os novos objetivos da
educação.

Desenvolver as competências específicas

Incluir as competências específicas de cada área do


conhecimento, detalhadas para cada etapa da educação, é
fundamental para atingir os objetivos curriculares da BNCC e
facilitar sua aplicação no dia a dia escolar.

O ideal é incluir essas competências no plano de aula e o modo


como serão trabalhadas em sala, incluindo atividades e formas de
avaliação, pois isso garante que os alunos desenvolvam todas
elas.

Como o SAE Digital pode ajudar?

Os materiais do SAE Digital são totalmente alinhados à BNCC e


têm o compromisso de auxiliar os educadores na promoção e no
desenvolvimento das competências e habilidades essenciais para
uma formação integral.

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