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Estágio em Enfermagem no Hospital Mavalane

O relatório documenta um estágio de 3 meses no Hospital Geral de Mavalane, destacando as atividades realizadas e os serviços oferecidos, como consultas pediátricas, pré-natais e de planejamento familiar. Os objetivos do estágio incluem o desenvolvimento de habilidades práticas em enfermagem e a aplicação de conhecimentos teóricos. O documento também aborda a metodologia utilizada e as considerações finais sobre a experiência do estágio.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Estágio em Enfermagem no Hospital Mavalane

O relatório documenta um estágio de 3 meses no Hospital Geral de Mavalane, destacando as atividades realizadas e os serviços oferecidos, como consultas pediátricas, pré-natais e de planejamento familiar. Os objetivos do estágio incluem o desenvolvimento de habilidades práticas em enfermagem e a aplicação de conhecimentos teóricos. O documento também aborda a metodologia utilizada e as considerações finais sobre a experiência do estágio.
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Índice

1. Introdução.................................................................................................................2

2. Objectivos do Estágio..................................................................................................3

3. Cronograma das actividades do estágio....................................................................4

4. Descrição dos locais do estágio...................................................................................4

4.1. Lista de Serviços oferecidos pelo Hospital Geral de Mavalane............................5

4.1.1. Atenção integrada a doenças da infância (AIDI).............................................5


[Link] da criança sadia (CCS).......................................................................6
4.1.3. Consulta de crianças em risco (CCR)..............................................................6
4.1.4. Consulta pré-natal (CPN).................................................................................7
4.1.5. Serviços amigos dos adolescentes e jovens (SAAJ)........................................7
4.1.6. Programa alargado de vacinação (PAV)..........................................................8
4.1.7. Planeamento Familiar ( PF )............................................................................9
4.1.7. Controle de cancro do colo uterino e da mama (CACUM)...........................10
4.1.8. Triagem Geral................................................................................................10
4.1.9. Doenças Crónicas...........................................................................................10
4.1.10. Sala de Tratamento.......................................................................................10
4.1.11. PNCT............................................................................................................10
5. Revisão da literatura.................................................................................................10

5.2. Planeamento em saúde.......................................................................................11


5.3. Promoção da saúde.............................................................................................12
5.3.1. Modelo de Promoção da Saúde/ Teoria Cognitivo – Social.........................13
6. Actividades realizadas durante o estágio................................................................13

3. Metodologia................................................................................................................15

3.1. Tipo de pesquisa...................................................................................................15


3.2. Técnicas de Recolha de dados..............................................................................15
3.3. Tratamento de dados.............................................................................................16
3.4. População amostra................................................................................................16
3.5. Procedimentos éticos da pesquisa.........................................................................17
7. Considerações finais..................................................................................................17

8. Referencias Bibliográficas........................................................................................19
1. Introdução

Neste presente relatório, referente ao estágio integral do curso de Enfermagem Geral,


realizado concretamente no Hospital Geral de Mavalane, localizado no distrito
Kamavota, com duração de 3 meses. O relatório aborda detalhadamente sobre as
actividades que foram realizadas durante o estágio, foram consolidados os
conhecimentos teóricos adquiridos no Instituto Médio Politécnico Umbeluzy.

2
2. Objectivos do Estágio

 Proporcionar aos alunos as oportunidades necessárias para reforçar e adquirir


destreza nas competências aprendidas ao longo do curso principalmente as inerentes
ao campo de Enfermagem Médico Cirúrgico e de Liderança, gestão e Administração
em Enfermagem;
 Oferecer autonomia na prestação de cuidados de enfermagem integrada ao utente, na
qualidade de membro de equipa em serviço;
 Desenvolver habilidades práticas de enfermagem em clinica medica e de urgência;
 Desenvolver habilidades práticas dos procedimentos básicos de enfermagem.
Integrados no componente de fundamentos de enfermagem;
 Reconhecer a importância da Prevenção e Controle de Infecções (PCI) no
desempenho dos diferentes papéis do Enfermeiro Geral, como um dos factores que
permitem a redução dos índices de infecção hospitalar;
 Aplicar os conhecimentos teóricos e práticos de PCI no desempenho das diferentes
actividades de enfermagem.

3
3. Cronograma das actividades do estágio

No de Local Duração Actividades realizadas Responsável


ordem
BS ½ Semana  Admissão
C.I.A equivalente a  Avaliação dos sinais vitais
72h  Colheita de sangue
(gasometria,
Bio+hemograma)
 Inserção de acesso venoso
periférico
 Aspiração de secreções
 Administração de
oxigenoterapia
 Lavagem gástrica
 Administração terapêutica
 Higiene e conforto
 Imobilização
 Algaliação
 Transporte de pacientes para
a elaboração de exames
complementares
 Alimentação via SNG
 Controle do balanço hídrico
electrólitos e diurese

4. Descrição dos locais do estágio

O Hospital Geral de Mavalane, situa-se na Cidade de Maputo no distrito Kamavota, na


cidade do mesmo distrito. É uma unidade do nível primário, prestando serviços do

4
mesmo nível aos munícipes da cidade e a comunidade em geral no distrito. Constituído
por uma secretaria, laboratório, digitação, estomatologia, farmácia, triagem de adultos,
triagem pediátrica, oftalmologia, consulta pré-natal, PAV, CCR, SAAJ, PF, CCS,
cozinha, refeitório, maternidade, NED, PNCT, sala de esterilização, APSS, UATS,
ATS.

4.1. Lista de Serviços oferecidos pelo Hospital Geral de Mavalane

As actividades iniciaram com a apresentação das instalações do centro, onde nos foi
apresentado algumas regras básicas da unidade sanitária, pelos responsáveis de cada
sector.

4.1.1. Atenção integrada a doenças da infância (AIDI)


As consultas de AIDI são realizadas num único sector por um técnico ou enfermeira de
SMI onde damos atenção integrada a crianças dos seus 2 meses aos 14 anos. As
patologias mais frequentes são: infecção das vias aéreas (IVRS), pneumonia, infecções
ora (aftas, candidíase oral), otite, doenças dérmicas, malária, difteria, diarreia, vómitos,
queimaduras, e desnutrição.

Durante o estágio foram executadas as seguintes actividades:

 Acolhimento;
 Anamnese;
 Medição e interpretação das medidas antropométricas;
 Avaliação do desenvolvimento normal e sinais de alarme no atraso de
desenvolvimento psicomotor;
 Execução das técnicas básicas do diagnóstico para o tratamento;
 Avaliação e tratamento a criança doente segundo as normas do mapa AIDI;
 Identificação e transferência dos pacientes com situações graves;
 Organização da triagem de pediatria segundo as normas de TATE e prestação
dos cuidados imediatos;
 Observação e aplicação dos princípios de ética médica, o alto grau de
responsabilidade com atenção dos pacientes;
 Desenvolver actividades de educação para a saúde, e melhorara os hábitos, dos
utentes a seu cuidado.

5
[Link] da criança sadia (CCS)
As consultas de criança sadia são realizadas num único sector por um/a técnico de
medicina preventiva, e por uma enfermeira de SMI onde damos atenção integrada a
crianças de 2 meses até 5 anos de idade. Onde são realizadas as seguintes actividades:

 Avaliação do desenvolvimento psicomotor;


 Avaliação do crescimento da criança;
 Rastreio das doenças alvo;
 Peso das crianças e preenchimento no cartão de saúde;
 Suplementação com vitamina A e desparasitação de acordo com sua idade
 Aconselhamento sobre a alimentação da criança;
 Preenchimento do livro de registos;
 Medição e interpretação das medidas antropométricas.

4.1.3. Consulta de crianças em risco (CCR)


É uma consulta que visa a prestar atenção integrada a crianças dos 2 meses até 14 anos
expostas ao HIV, tuberculose, prematuras peso a inferior 2.500kg a nascença, gémeos,
órfãos, desnutridos, aleitamento artificial com idade inferior a 6 meses, crianças com
atraso no desenvolvimento psicomotor, desmame com idade inferior a 12 meses com
história de internamento por doença graves.

As consultas do CCR são realizadas num único sector como paragem única por uma
enfermeira de saúde materna infantil, uma conselheira e uma mãe mentora. Onde são
realizadas as seguintes actividades:

 Acolhimento as crianças e a s mães de acordo com o seu estado:


 Abertura de processos das crianças;
 Seguimento segundo protocolo e seu diagnóstico;
 Colheita de carga viral (CV);
 Testagem e retestagem;
 Preenchimento de filas organizando de acordo com a estratégia em prática na
unidade sanitária, preenchimento de MMIA (Mini-Lrda), folha de contagem e
ficha mestra;
 Avaliação e aconselhamento da adesão do tratamento;
 Aviamento de Airv´s para mães e cotrimoxazol para crianças;
 Interpretação de resultados da carga viral e outros exames pedidos
 Verificar sinais de perigo;
6
4.1.4. Consulta pré-natal (CPN)
As consultas pré-natais são realizadas num único sector por uma ou duas enfermeiras de
SMI, uma conselheira, e uma mãe mentora. Onde foram realizadas as seguintes
actividades:

 Aconselhamento colectivo das gestantes que vem a consulta pela primeira vez onde
a gestante é orientada sobre: higiene, alimentação, sinais de depressão, violência
baseada no género, mitos, tabus, crenças, testagem para HIV e sífilis;
 Anamnese e diagnóstico da gravidez;
 Diagnóstico precoce da gravidez de ARO;
 Rastreio das patologias da gravidez;
 Exame físico e avaliação dos sinais vitais;
 Exame obstétrico (manobras de Leopold, auscultação da frequência cardíaca fetal);
 Diagnóstico precoce das ITS e tratamento;
 Aconselhamento e inicio do TARV para gestantes que testam positivo para HIV;
 Aconselhamento para gestantes com resultado negativo para HIV e Sífilis;
 Aconselhamento aos casais na consulta;
 Preenchimento da ficha pré-natal correctamente;
 Prevenção da anemia com salferroso+acido fólico;
 Prevenção da malaria com oferta de rede mosquiteira;
 Tratamento preventivo da malaria a todas gestantes com resultado negativo para
HIV sem nenhuma contra-indicação para sulfadoxina;
 Vacinação antitetânica a partir de 13 semanas e seguindo o calendário em vigor;
 Colheita e interpretação de resultados de carga viral;
 Pedidos de exames complementares (urina 2,Hgb).

4.1.5. Serviços amigos dos adolescentes e jovens (SAAJ)


As consultas no SAAJ são realizadas no único sector por enfermeira da SMI e uma
conselheira. Neste sector oferecemos uma consulta integrada aos adolescentes e jovens
dos seus 10 a 24 anos, onde são realizadas as seguintes actividades:

 Acolhimento dos adolescentes e jovens baseadas nas suas necessidades;


 Anamnese;
 Pré aconselhamento e testagem para HIV;
 Esclarecimento de dúvidas, mitos e tabus relacionados com a sua reprodutiva dos
adolescentes e jovens;

7
 Diagnóstico e tratamento de ITS;
 Rastreio de casos de violência baseada no género;
 Oferecemos os métodos de planeamento familiar (pilulas, implante, Depo, Diu,
preservativos masculinos e femininos) damos a entender o mecanismo de acção de
cada método suas vantagens e desvantagens, efeitos colaterais de cada método;
 Importância da protecção dupla;
 Início e seguimento a Tarv;
 Colheita e interpretação de resultados de carga viral;
 Avaliação da adesão ao tratamento e sua importância;
 Preenchimento de fila e ficha mestras;
 Oferecemos isoniazida a todos seropositivos a entrada durante 6 meses;
 Aconselhamento sobre importância do cumprimento das consultas de PF.

4.1.6. Programa alargado de vacinação (PAV)


Neste sector damos atenção integrada á crianças dos seus 2 meses até 1 ano e 6 meses,
as consultas são realizadas num único sector por um técnico de medicina preventiva e
uma enfermeira de SMI, onde foram realizadas as seguintes actividades:

 Garantir a imunidade das crianças para patologias futuras;


 Vacinação das crianças segundo as vias: intra muscular, intra dérmica, subcutânea,
dependendo da vacina;
 Aconselhamento do comprimento do calendário de vacinas;
 Vacinação ante tetânica para mulheres grávidas, adultos, adolescentes e jovens;
 Preenchimento no cartão de saúde da criança e do livro de registos;
 Aconselhamento a mãe da criança sobre os efeitos adversos da vacina e como trata-
los
 Anamnese;
 A nascença pica duas vacinas, contra Tuberculose (BCG intra muscular na perna
esquerda) e contra Pólio (VAP duas gotas via oral 1ª dose);
 Aos 2 meses tem 4 vacinas contra pólio (IPV injetável via intra muscular na perna
direita 1ª dose), contra difteria, tosse convulsa, tétano, hepatite B e meningite (DTP
via intra muscular na perna esquerda 1ª dose) contra pneumonia (PCV via intra
muscular na perna direita 1ª dose), contra a rotavírus (via oral toda ampola 1ª dose),

8
 Aos 3 meses tem 3 doses, contra pólio (VAP duas gotas via oral 2ª dose), contra
difteria, tosse convulsa, tétano, hepatite B e meningite (DTP via intra muscular na
perna esquerda 2ª dose) e contra rotavírus (via oral toda ampola 1ª dose);
 Aos 4 meses tem 4 doses contra pólio (VAP duas gotas via oral 3ª dose), contra
pólio (IPV injectável via intra muscular, na perna direita), contra difteria, tosse
convulsa, tétano, hepatite B e meningite (DTP via intra muscular na perna esquerda
3ª dose), contra pneumonia (PCV via intra muscular na perna direita 2ª dose);
 Aos 6 meses de vida suplementação com vitamina A;
 Aos 9 meses tem 2 doses, contra sarampo e rubéola (via subcutânea no braço direito
1ª dose), contra pneumonia (PCV 3ª dose);
 Aos 12 meses de vida suplementação com vitamina A e desparasitação com
Albendazol;
 Aos 18 meses de vida contra sarampo e rubéola (via subcutânea no braço direito 2ª
dose), vitamina A e desparasitação;
 De 6 em 6 meses ate aos 59 meses de vida suplementação com vitamina A e
desparasitação com Albendazol.

4.1.7. Planeamento Familiar ( PF )


Ѐ um conjunto de medidas e acções que um casal ou um homem e uma mulher tomaram
para decidir quando e quantos filhos ter e seu espaçamento. As consultas são realizadas
num único sector, tem como público-alvo as mulheres em idade fértil assim como
homens. Neste sector tive a oportunidade de realizar seguintes actividades:

 Acolhimento;
 Anamnese;
 Acolhimento baseado nas necessidades do paciente;
 Dar a conhecer os métodos de planeamento familiar (pilulas, Depo, DIU,
implante, preservativos femininos e masculinos) desde mecanismos de acção,
vantagens e desvantagens, efeitos colaterais e contra-indicações;
 Aconselhamento da importância da protecção dupla;
 Diagnóstico e tratamento de ITS;
 Remoção de DIU, implante;
 Inserção de implantes;
 Distribuição de preservativos femininos e masculinos;
 Aconselhamento e esclarecimento de dúvidas sobre sexualidade.

9
4.1.7. Controle de cancro do colo uterino e da mama (CACUM).
Foram realizadas as seguintes actividades:

 Exercer a técnica do despiste do cancro da mama na mulher e aconselhamos a


técnica do auto exame da mama de rotina;
 Exercer a técnica de despiste de cancro do colo uterino segundo o protocolo;
 Despiste de cancro com lesões acima de 75%;
 Tratamento com crioterapia para lesões acima de 75%;
 Aconselhamento sobre higiene da mulher sobre higiene feminina;
 Aconselhamento sobre a importância do despiste de rotina de cancro do colo
uterino e da mama;
 Aconselhamento sobre a importância á adesão ao tratamento e controle.

4.1.8. Triagem Geral


As consultas de Triagem são realizadas num único sector por um técnico de medicina
geral ou enfermeira geral onde proporcionámos atendimento ao paciente. As patologias
mais frequentes são: infecção das vias aéreas (IVRS), pneumonia, infecções ora (aftas,
candidíase oral), otite, doenças dérmicas, Malária, ITS’s, difteria, diarreia, vómitos,
queimaduras e desnutrição.

4.1.9. Doenças Crónicas


As consultas das doenças crónicas são realizadas num único sector por um técnico de
medicina geral onde proporcionamos atendimento aos pacientes vivendo com o vírus de
HIV/SIDA, consultas de seguimento de Hipertensão Arterial e Diabetes.

4.1.10. Sala de Tratamento


 Limpeza e desinfecção de feridas, suturas, extracção de pontos entre outros
cuidados básicos de enfermagem

4.1.11. PNCT
As consultas das doenças crónicas (Tuberculose) são realizadas num único sector por
um técnico de medicina geral onde proporcionamos atendimento aos pacientes
diagnosticados Tuberculose e segmento dos mesmos.

5. Revisão da literatura

10
5.1. Enfermagem

A Enfermagem é uma das profissões essenciais da área de saúde, com um papel


fundamental ma promoção, protecção e recuperação da saúde de indivíduos, famílias e
comunidades.

5.1.1. Papel do enfermeiro

 Promoção de saúde e prevenção


 Assistência directa ao paciente
 Gestão de cuidados
 Suporte emocional

5.2. Planeamento em saúde

No encadeamento de promoção da saúde, os enfermeiros, enquanto profissionais de


saúde, devem ser capazes de saber identificar e procurar resolver os problemas dos
indivíduos/comunidade, saber tomar decisões, adquirindo habilidades nas relações
interpessoais, através de uma comunicação activa, promovendo uma relação de ajuda, o
mais eficaz possível.

Neste contexto, o Planeamento em Saúde é um meio auxiliar na tomada de decisões em


saúde, pois permite racionalizar os recursos de saúde, ou seja, é um dos elementos-
chave do processo de gestão de prestação de cuidados à população. “Subjacentes ao
Planeamento em saúde encontram-se dois princípios básicos de qualquer distribuição de
recursos: um princípio de equidade e um princípio de eficiência”. (António Tavares,
1990:14)

Segundo Tavares (1990:16) “…o planeamento pode permitir, assim, tentar ultrapassar
um das principais preocupações do economista da saúde: a resolução dos conflitos entre
equidade e eficiência”. O mesmo autor reconhece que é através de um planeamento em
saúde bem concebido e eficaz que se poderá obter uma boa eficiência, pois há uma
melhor redistribuição dos recursos, podendo assim, criar estratégias de intervenção que
permitam favorecer todo o tipo de população.

Segundo (Tavares, 1990:29) no planeamento pode se encontrar algumas características:

11
 É sempre voltado para o futuro;
 É um processo permanente, contínuo e dinâmico;
 Pretende a racionalidade da tomada de decisões;
 Visa seleccionar, entre várias alternativas, um percurso de acção;
 Implica uma ação;
 Implica uma relação de causalidade entre a ação tomada e os resultados
determinados;
 É sistémico e de natureza multidisciplinar;
 É iterativo;
 É uma técnica de alocação de recursos;
 É um processo cíclico, em espiral;
 É uma técnica de mudança e inovação;
 É uma técnica para absorver a incerteza do futuro”. (Tavares,1990:29).

Assim, mostra que o planeamento em saúde, necessita uma identificação de problemas o


mais fidedigna possível da realidade, junto das comunidades, definindo-se bem os
objetivos e as prioridades, uma boa racionalização de recursos económicos, humanos e
materiais, por forma a permitir ganhos em saúde, numa sociedade em que cada vez mais
os avanços tecnológicos e as exigências são maiores.

5.3. Promoção da saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define Saúde como sendo “um estado de
completo bem-estar, físico, social e mental, e não apenas a ausência de doença ou
enfermidade” (M. Stanhope & J. Lancaster, 1999:224).

A Promoção tem sido considerada como um dos pilares fundamentais da saúde,


começando a ser equacionada com a Declaração da Alma-Ata (1978), tendo o seu
desenvolvimento na Carta de Ottawa (1986) para a Promoção da Saúde. Esta tem sido

12
considerada o documento mais importante para o tema da Promoção da Saúde, pois nela
assentam as suas bases, bem como os caminhos para passar da teoria à acção.

5.3.1. Modelo de Promoção da Saúde/ Teoria Cognitivo – Social

Um projecto de intervenção, deve ter na sua base, um modelo de educação para a saúde,
pois tal como referem Stanhope & Lancaster (1999:269) “organizam globalmente ideias
e simplificam sistemas complexos em esquemas sucintos. (…) fornecem descrições
significativas na orientação do pensamento, observação e prática dos educadores”
citando Edwards (1990) e Driscoll (1994).
Assim, segundo Stanhope & Lancaster (1999) existem três modelos de educação para a
saúde, são eles: o Modelo Precede-Proceed, o Modelo Saúde-Doença e o Modelo de
Promoção da Saúde.
O modelo escolhido para o presente projecto é o Modelo da Promoção da Saúde. Este
desenvolveu-se como complemento de outros modelos de protecção da saúde, como o
Modelo Saúde-Doença, expandindo o que este defende, determinado a probabilidade
que os modelos de estilo de vida saudável e de promoção da saúde ocorrem, pois os
indivíduos podem alterar os seus comportamentos. Este modelo é útil, pois permite aos
enfermeiros avaliar os utentes.

Uma teoria pretende compreender a natureza dos comportamentos, procurando


identificar os procedimentos para posteriormente alterá-los e caracterizar os efeitos das
influências externas nesses eventos. Por sua vez, os modelos baseiam-se nas teorias,
considerando-se assim, como um conjunto de hipóteses genéricas, hipotéticas que
pretendem analisar e/ou explicar um facto.

6. Actividades realizadas durante o estágio

Actividades Descrição Material Usado Período


realizadas
Cateterização -Caracterização da veia para Tabuleiro, cateteres,
a administração de adesivo, algodão e

13
medicamentos directamente luvas, caixa
na corrente sanguínea incineradora, garote.
-Procedimentos cirúrgicos
Algaliação - Colocação da algália nos Algalia, tabuleiro, gel,
órgãos genitais para a luvas, saco colector.
drenagem da urina
- Colecta de amostras de
urinas para exames
- Monitorar a quantidade de
urina produzida
Colocação de - Ajuda na administração dos Sonda nasogastrica,
sonda alimentos ao paciente gel, tabuleiro, luvas,
nasogastrica - Administração de seringa, solução
medicamentos directamente estéril, gases.
no estômago
Colheita de - Exames laboratoriais Tabuleiro, luvas,
Sangue - Doação de sangue seringas e tubos
- Determinação dos tipos
sanguíneos

Higiene e Limpeza do corpo do Bacia de águas, sabão


conforto paciente e compressas

Lavagem das - Lavagem de feridas, Tabuleiro, luvas de


feridas colocação de pensos com o procedimento e
objectivo de remover cirúrgicas, pinças,
microorganismos covete, e cirúrgicas,
- Prevenção de infecções, avental, óculos de
aceleração da cicatrização protecção, adesivos,
compressas, ligaduras,
soluções esteres, gases
iodo
Preparação de - Remoção dos órgãos Luvas, mascara,
múmia avental, óculos de

14
internos protecção, algodão,
- Desidratação do corpo ligadura.
- Lavagem e limpeza

3. Metodologia

3.1. Tipo de pesquisa


Pesquisa Qualitativa: usarei a pesquisa qualitativa porque ajudara na obtenção de
resultados aprofundados através da investigação com certo número de pessoas.

3.2. Técnicas de Recolha de dados

Qualquer pesquisa científica compreende duas partes principais, nomeadamente: a


empírica e a teórica. A ligação entre as duas partes é feita através dos dados a serem
recolhidos de acordo com o problema de pesquisa. Deste modo, torna-se necessário
descrever os métodos de pesquisa aplicados.
Para esta pesquisa foram aplicados os seguintes métodos de recolha de dados: revisão
bibliográfica e análise documental.

A revisão bibliográfica permite contextualizar o estudo no sentido de uma melhor


compreensão do conteúdo e do objectivo geral que se pretende atingir. Além disso, a
revisão da literatura permite apoiar decisões de estudo, levantar dúvidas, verificar
posições de autores sobre determinados temas, actualizar conhecimentos, orientar o
projecto, ou ainda encontrar novas técnicas que enriqueçam o projecto em causa
ECHER (2001:7).
A opção pela revisão bibliográfica prende-se com o facto de permitir discutir com
outros autores sobre a sua posição quanto à temática de pesquisa, e para a concretização
deste método, foram consultadas várias obras que tratam da temática em pesquisa.

A análise documental, que de acordo com BARDIN (1977:45), a análise de documental


é uma forma de pesquisa qualitativa em que os documentos são interpretados pelo

15
pesquisador para dar voz e significado em torno de um tópico de avaliação, tendo como
objectivo, analisar e representar de forma condensada as informações provenientes dos
elementos pesquisados, que permitem elaborar um documento secundário com o
máximo de informações pertinentes sobre a temática em foco.
A análise documental constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa,
complementa as informações obtidas por outras técnicas, revela novos aspectos
relacionados com o tema ou problema.

3.3. Tratamento de dados

Após serem recolhidos e registados os dados tendo em conta às questões de pesquisa, o


tratamento desses dados passará por diferentes momentos de processamento: descrição,
análise e interpretação. A descrição corresponde à escrita de textos resultantes dos
dados originais registados. A análise corresponde ao processo de organização de dados
onde se devem salientar os aspectos essenciais e identificar factores-chave. A
interpretação diz respeito ao processo de obtenção de significados e conclusões a partir
dos dados obtidos, (VALE, 2000). Para análise das respostas obtidas através da
entrevista, as mesmas foram categorizadas e posteriormente, apresentados em forma de
tabela. De seguida de uma descrição explicativa e fundamentada.

3.4. População amostra

A população amostra, assume-se assim como uma pequena representação do universo


da investigação em curso. Tanto que para MARCONI & LAKATO (2010:28),
população amostra é uma pequena parte de uma população seleccionada para aquisição
de dados que podem ser úteis para a pesquisa, ou seja, a população amostra é uma
parcela conveniente do universo (população) é um subconjunto do universo.
Deste modo, a pesquisa vai abranger uma Escola denominada EPC 8 de Março
pertencente ao Distrito da Matola, onde foi seleccionada uma amostra de vinte (20)
Professores da escola.

16
3.5. Procedimentos éticos da pesquisa

Procedimentos éticos, refere-se aos aspectos que são levantadas em consideração


quando as pessoas estão envolvidas como participantes na pesquisa, como:
Consentimento do inquerido, direito à privacidade e honestidade. Procedimentos éticos
foram levados em consideração e seguidos efectivamente. Os inqueridos foram
informados de que a informação partilhada seria mantida e usada apenas para fins
académicos.

17
7. Considerações finais

O estágio foi uma etapa essencial na minha formação académica e profissional, pois me
proporcionou a integração entre a teoria e prática, permitindo que vivesse um ambiente
real da profissão. Ela desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da
comunidade, pois capacita futuros enfermeiros a actuarem de maneira proactiva e
eficiente na prevenção de doenças, no cuidado humanizado e na educação em saúde

Além disso, o estágio me fortaleceu competências técnicas e interpessoais como o


trabalho em equipa, ética profissional, comunicação e empatia.

Por fim, o estágio integral serve como um preparo para os estudantes enfrentarem os
desafios do mercado de trabalho, formando profissionais comprometidos com o bem-
estar da sociedade e com os princípios de equidade justiça

18
8. Referencias Bibliográficas

Tavares, A. (1990). Métodos e Técnicas de Planeamento em Saúde. Cadernos de Formação


2. Lisboa: Ministério da Saúde

Stanhope, M. & Lancaster, J. (1999). Teorias e Desenvolvimento Familiar. In Stanhope, M.


& Lancaster, J. (org.), Enfermagem Comunitária (4.ª edição – pp. 492-517). Lisboa:
Lusociência

1.ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde (1986). Carta de Ottawa:


Promoção da Saúde nos Países Industrializados. Ottawa: 1.ª Conferência Internacional
sobre Promoção da Saúde. Acedido em 10 de Abril de 2012 em
[Link]

ANDRADE, Maria Margarida. Norma e Técnicas, são Paulo. 1995

CHIZZOTT, António. Pesquisas em ciência humana e sociais. S/ed. Editora Cortez,


2000.\

LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia de trabalho


científico. 4ª Ed. Editora Atlas, 1992.

LAKATOS, Eva Maria & MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia de trabalho


científico. 4ª Ed. Editora Atlas, 1992.

19

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