Entendendo LGPD e Proteção de Dados
Entendendo LGPD e Proteção de Dados
O que é dado pessoal? ................................................................................... 6 Quais sanções podem ser aplicadas em caso de
descumprimento da LGPD?......................................................................... 14
Quem está sujeito à LGPD?.......................................................................... 6
Essas sanções já são predefinidas? ........................................................ 14
Quem irá regulamentar? ................................................................................ 6
O que é publicização?...................................................................................... 15
Qual é a diferença entre controlador e operador? ......................... 7
O que é responsabilidade solidária?........................................................ 15
Quem é o Encarregado de Dados? ......................................................... 7
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O que é Segurança da Informação?
Operador: pessoa ou empresa, de direito público ou priva- Segundo a LGPD, considera-se dado sensível dado pes-
do, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome soal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opi-
do controlador. nião política, filiação a sindicato ou a organização de cará-
ter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde
Agentes de tratamento: pessoa ou empresa que é contro- ou à vida sexual, dado genético ou biométrico.
lador e operador ao mesmo tempo.
Podemos destacar como um exemplo clássico de que as Em resumo, todas as operações de tratamento realizadas
leis devem conviver em harmonia o disposto no art.7.º,X, por pessoas físicas ou jurídicas (públicas ou privadas) es-
da LGPD,em que se estabelece como base legal para tra- tão sujeitas à LGPD, mesmo que os dados não estejam
tamento de dados pessoais a proteção do crédito com a localizados no País. Se os dados pessoais tiverem sido co-
citação expressa de que deve ser observado o disposto na letados no Brasil ou o tratamento for realizado aqui ou
legislação pertinente. Portanto, quando se fala da prote- com objetivo de fornecer serviços em território nacional ou
ção ao crédito, devemos aplicar as disposições do Códi- para quem esteja no País, estão sujeitos à LGPD.
go de Defesa do Consumidor, que em seu art.43 tratados
bancos de dados, e a Lei 12.414/2011, alterada pela Lei É importante verificar a aplicabilidade no artigo 3.º da
Complementar 166/2019, regulamentada pelo Decreto LGPD. O art.4.º traz as hipóteses em que não se aplica
9.936/2019, que regula o Cadastro Positivo e estabelece a LGPD.
as regras relativas aos bancos de dados.
Resumidamente, o controlador é um dos principais respon- A lei traz 10 hipóteses que autorizam o tratamento de da-
sáveis pelos dados pessoais, isto é, é quem toma as deci- dos pessoais com igual importância,a saber:
sões sobre os tratamentos daqueles dados. Já o operador
é quem atua sobre os dados, isto é, executa os tratamentos
dos dados pessoais de acordo com as definições do con- 1 Proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na
trolador. Em alguns processos, a mesma empresa ou pes- legislação pertinente.
soa pode executar os papéis de controlador e operador e,
com isso, tornar-se o agente de tratamento. Por exemplo, 2 Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo
quando o controlador no Governo de Sergipe incrementa controlador.
as bases de dados escolhendo quais dados pessoais de-
vem existir na base, é controladora. Quando, um cliente
envia informações sobre negativações, o órgão do Governo 3 Quando necessário para a execução de contrato ou
de Sergipe é o operador, pois só irá executar a negativação de procedimentos preliminares relacionados a con-
em nome do cliente (controlador); mas a partir do momen- trato do qual seja parte o titular, a pedido do titular
to em que o órgão do Governo de Sergipe recebe os dados, dos dados.
integra-os aos seus bancos e fornece os serviços, passa a
ser controladora e operadora, o que a torna um agente de 4 Interesses legítimos do controlador ou de terceiros,
tratamento. para apoio e promoção de atividades do controlador
e, ao mesmo tempo, proteção, em relação ao titular,
do exercício regular de seus direitos ou prestação de
Quem é o Encarregado de Dados? serviços que o beneficiem, respeitados as legítimas
expectativas dele e os direitos e as liberdades funda-
mentais nos termos da LGPD.
É o encarregado pelo tratamento dos dados pessoais, é o
responsável pela proteção dos dados pessoais da empresa
e estará envolvido nas definições dos tratamentos de da- 5 Pela administração pública, para o tratamento e uso
dos pessoais. É o responsável por conscientizar a organiza- compartilhado de dados necessários à execução de
ção sobre proteção de dados pessoais e ser a ponte com a políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou
ANPD, o órgão regulador da LGPD. respaldadas em contratos, convênios e outros.
9 Tutela da saúde.
Atender às dúvidas dos titulares de dados.
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Sempre que tratar um dado pessoal, devo O que é Cadastro Positivo?
ter uma base legal?
Funciona como um boletim escolar que registra os paga-
Sim, todo e qualquer tratamento de dados pessoais deve mentos que você fez no seu histórico de crédito, transfor-
estar fundamentado ao menos em uma das 10 bases le- mando esse comportamento em nota (ou pontuação).
gais da LGPD. Nenhum dado pessoal pode ser tratado Por isso, permite uma análise mais justa na hora que você
sem que haja uma correta definição da base legal pelo pedir crédito, pois sua capacidade de pagamento também
departamento jurídico. Lembre-se, encostou no dado, está será considerada.
tratando o dado!
Não. Todo tratamento deve ser fundamentado ao menos Finalidade: fará o tratamento dos dados pessoais dos titu-
em uma base legal da LGPD(e não apenas na base legal lares de dados para fins específicos, legítimos, explícitos e
da proteção do crédito). Todo cuidado e segurança devem informados. A finalidade deve estar dentro dos limites da lei
ser seguidos para garantir a proteção dos dados pessoais e expressamente clara para o titular dos dados.
e a privacidade do titular dos dados.
Adequação: o tratamento deve ser compatível com as fi-
nalidades que o Governo de Sergipe informou ao titular.
O que é GBD (gestor de banco de dados)?
Necessidade: o Governo de Sergipe deverá utilizar apenas
os dados pessoais do titular dos dados estritamente ne-
É uma definição contida na Lei 12.414/2011 e posteriores
cessários para alcançar as finalidades informadas a ele,
alterações, na qual, para fins de Cadastro Positivo, GBD
qualquer que seja a base legal aplicada ao tratamento.
é a pessoa jurídica que atende aos requisitos da referida
lei, sendo a responsável pela administração de bancos de
Livre acesso: a pessoa física titular dos dados tem o direito
dados com dados positivos, bem como pela coleta, pelo
de solicitar para o Governo de Sergipe consulta, de forma
armazenamento, pela análise e pelo acesso de terceiros
simples e gratuita, de todos os dados que a empresa de-
aos dados armazenados.
tenha a seu respeito.
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Qualidade dos dados: deve ser garantido aos titulares de
dados que as informações que o Governo de Sergipe te-
nha sobre eles sejam verdadeiras e atualizadas. É neces-
sário ter atenção à exatidão, clareza e relevância dos da-
dos de acordo com a necessidade e a finalidade de seu
tratamento.
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Privacidade incorporada ao projeto – Privacy by De-
O que é Privacy by Default e Privacy by
sign é inerente ao design e à arquitetura dos sistemas
Design? de TI e a todas as práticas de negócio. Não é cons-
truído como um add-on (aplicativo instalado ao lado
A primeira se refere à “cultura da privacidade”, a atitu- de um programa já existente para aumentar as suas
de que precisamos ter constantemente: sempre pen- funcionalidades). O resultado é que a privacidade se
sar primeiro na privacidade, principalmente, quando torna um componente essencial das funcionalidades
tratamos dados pessoais. principais a serem desenvolvidas. A privacidade deve
ser integral ao sistema sem diminuir funcionalidades.
Quando isso é aplicado aos nossos processos pro-
dutivos, entra a segunda, Privacy by Design, que sig- Funcionalidade total – “soma-positiva” em vez de
nifica aplicar esse raciocínio de proteção, desde a “soma-zero”: um jogo de soma-positiva é aquele em
cocepção até a execução dos produto se serviços, o que todos ganham, diferente do jogo de soma-zero,
que envolve todos nós, guardiões dos dados. no qual, para um ganhar, outro precisa perder. A me-
todologia de Privacy by Design busca a proteção dos
Um exemplo é quando um aplicativo perguntas e o dados aliada às funcionalidades sem serem neces-
usuário permite utilizar a localização. Os desenvolve- sárias negociações como privacidade versus segu-
dores pensaram na privacidade ao permitir a decisão rança, garantindo e demonstrando que ambas são
do usuário. Se ele permitir ou não, é uma escolha pró- possíveis.
pria. Mas ele tinha a opção.
Segurança de ponta a ponta – proteção durante todo
Na mesma linha, o celular vem com a opção de usar o ciclo de vida dos dados: Privacy by Design, sendo
segurança, como senha ou biometria, ou não usar intrínseca ao sistema, mesmo antes da primeira in-
nenhuma opção segura, mas a possibilidade existe e formação ser coletada, garante a segurança durante
a escolha é novamente do usuário. todo o ciclo de vida dos dados envolvidos. Medidas
robustas de segurança são essenciais à privacidade
do início ao fim.
Quais são os pilares do Privacy by Design?
Visibilidade e transparência – Privacy by Design visa
Existem sete pilares que auxiliam o entendimento do garantir que, independentemente dos negócios ou
Privacy by Design e, consequentemente, a sua utili- da tecnologia envolvidos, os tratamentos dos dados
zação. A saber: seguirão as premissas e os objetivos estabelecidos,
sujeitos a auditoria.
Ser proativo e não reativo – prevenir e não remediar:
a metodologia de Privacy by Design é caracterizada Respeito pela privacidade do usuário – solução cen-
por ser proativa e não reativa. Dessa forma, antecipa trada no usuário: este é um dos preceitos básicos do
e previne eventos de invasão de privacidade antes de Privacy by Design. Toda a arquitetura e operacionali-
acontecerem. Assim, não espera um risco de privaci- dade do sistema ou da prática de negócio devem ser
dade se materializar nem tenta remediar quando in- centradas na privacidade do usuário, pensando sem-
frações de privacidade acontecem. Essa abordagem pre na proteção completa dos seus dados pessoais.
é executada para prevenir que elas ocorram. Em re-
sumo, Privacy by Design acontece antes dos fatos,
não depois.
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LGPD
Direitos do Titular
Quais são os direitos do titular?
Revogação do consentimento.
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Regulamentação
da LGPD
O que é ANPD?
Bloqueio do tratamento.
Advertência.
Publicização da infração.
Reincidência.
Medidas corretivas.
Condição econômica.
Proporcionalidade.
Proteção de dados.
Boas práticas e governança.
Cooperação do infrator.
Grau do dano/gravidade.
É um incidente que fere a privacidade de uma • Certificar-se de que os endereços de e-mail es-
pessoa. Pode ser, por exemplo, acesso não auto- tão corretos.
rizado aos dados pessoais, incidentes ou ilícitos
que causem alteração, eliminação, divulgação • Conectar-se com frequência à VPN ou à rede da
dos dados pessoais, entre outros. Aqui é claro o empresa para atualizações sistêmicas.
exemplo que demos de que é necessária a au-
tenticação do usuário para que alguém não se
passe por outro. O que é política de mesa limpa?
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Os dados criptografados são aqueles submetidos a um • Se tiver dúvidas sobre a lei, pergunte às áreas do Ju-
processo que os torna ininteligíveis. As pessoas só conse- rídico ou de Privacidade.
guem ler dados criptografados com uma chave que os de-
codifica. • Verifique se o tratamento que está executando tem
validade jurídica e se está escrito em contrato.
A diferença para dados anonimizados é que estes não têm
a tal chave. A anonimização é irreversível e faz com que • Sem promessas, mais realidade. Traga o negócio
os dados não possam ser relacionados a uma pessoa. A para a realidade.
LGPD não considera os dados anonimizados como dados
pessoais. Portanto, dados anonimizados estão fora do es- • Sempre tenha contrato e só execute o que está nele.
copo da LGPD.
• Só faça ativações ou reativações se estiver em con-
trato.
O que deve ser feito para garantir a
segurança?
O que não deve ser feito para garantir a
segurança?
• Bloquear o computador ao se ausentar.
• Não clicar em links suspeitos.
• Bloquear o celular quando não estiver em uso.
• Não abrir e-mails ou anexos suspeitos.
• Trocar as senhas periodicamente.
• Não enviar e-mails corporativos para o e-mail pes-
soal
• Usar senhas complexas.
• Não usar o e-mail corporativo para fins pessoais.
• Usar senhas diferentes para contas diferentes.
• Não deixar contratos e documentos à vista.
• Não discutir assuntos confidenciais da companhia
em lugares públicos. • Não esquecer armários e gavetas abertos.
• Prestar atenção ao descartar informações. Se forem • Não compartilhar crachá de identificação nem usá-lo
restritas, confidenciais ou contiverem dados pessoais, para reservas de mesas em restaurantes, por exemplo.
devem ser descartadas de forma apropriada, como,
por exemplo, numa fragmentadora de papel. • Não fornecer informações confidenciais a desconhe-
cidos.
• Destruir as informações corretamente quando não • Não conversar assuntos da empresa em elevadores,
forem mais necessárias. restaurantes, nem trabalhar em locais públicos.
• Usar configurações de privacidade em mídia social • Não salvar senhas no navegador de Internet.
para restringir o acesso a informações pessoais.
• Não anotar senhas em arquivos ou papéis.
• Evitar usar redes públicas de wi-fi e nunca utilizar
quando estiver trabalhando. • Não compartilhar senhas.
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