Profa.
Daniela Otero
Anormalidades nos Tecidos Bucais
Investigação
Conhecimento da anatomia normal
Identificar anormalidade
Exame Clínico: Anamnese + Exame Físico
Corticóide Sistêmico?
Drogas anti-reabsortivas?
Anticoagulante?
Antiagregante Plaquetário?
Cirurgia Oral Menor
Anamnese
Medicamentos / Drogas Utilizadas
Doenças Sistêmicas existentes ou suspeita
Alergias
História de hemorragias prévias
Hábitos Viciosos: Tabagismo / etilismo
Exame Clínico: Anamnese + Exame Físico
Identificação, Diagnóstico e Tratamento
Exames Imaginológicos
Exames
complementares Exames Laboratoriais
Coleta de Material
Biópsia
Procedimento clínico cirúrgico que consiste na remoção de um fragmento
de tecido vivo com a finalidade de diagnóstico, por exame micróscópio.
formol
Localização Principais indicações das Biópsias
Comportamento
1- Suspeita de lesões malignas e potencialmente malignas
Tempo de evolução
Aspecto clínico
Principais indicações das Biópsias
Qualquer crescimento ou lesões persistentes de etiologia incerta
por mais de 07 – 14 dias
Principais indicações das Biópsias
Lesões que não respondem ao tratamento após 07– 14 dias
Placa branca não destacável que
não regride após terapia
antifúngica
Úlcera que permanece por 15
dias sem sinais de cicatrização
Principais indicações das Biópsias
5- Lesões persistentes na gengiva/ periodonto
Gengivite descamativa
Principais indicações das Biópsias
2- Confirmar diagnóstico clínico
Hipótese Diagnóstica/ Clínica: Diagnóstico Diferencial:
Hiperplasia Fibrosa Inflamatória Tumor de glândula salivar
Principais indicações das Biópsias
2- Confirmar diagnóstico clínico
(razões estéticas ou
excluir um diagnóstico e tranquilizar o paciente e familiares)
Mácula Melanotica Oral
Principais indicações das Biópsias
2- Auxiliar para confirmar diagnóstico clínico
Sindrome de Sjogren
Principais indicações das Biópsias
6- Lesões intraósseas que estão aumentando de tamanho
Exame histopatológico:
Macroscopia e Microscopia
Análise microscópica de um tecido para afirmar a
natureza da lesão.
Todo tecido excisado de rotina:
gengivectomia,
hiperplasias para preparo protético,
lesões apicais em progressão,
lesões ósseas (ex: cistos x tumores)
Princípios
Para realização de biópsias…
• Não pincelar a área a ser biopsiada
com iodo ou anti-sépticos coloridos
• Optar por anestesias tronculares ou
injeções anestésicas a pelo menos 1
cm de distância da área a ser
biopsiada.
Princípios
Para realização de biópsias…
✓Estabilizar adequadamente o tecido a ser biopsiado
Volume adequado de Tecido
Remoção da Peça
✓ Não utilizar bisturi elétrico
- Distorce a arquitetura da peça
Hemostasia do leito
✓ Incisão realizada em linha única, uniforme, com formato
de elipse na superfície e convergente em sua base
✓ Utilizar sempre lâmina nova e afiada
Formato de elipse na superfície e convergente em sua base
Técnicas e Classificação das Biópsias
I. Biópsia Incisional
II. Biópsia Excisional
III. Biópsia por Aspiração
IV. P.A.A.F.
V. Citologia Esfoliativa
Biópsia Incisional
• ✓ Remoção de uma parte da lesão
• (Profundidade e extensão - Periferia)
• ✓ SEMPRE remover uma parte de tecido sadio:
junção da lesão com o tecido adjacente fornece mais
informações ao patologista do que o centro da lesão.
• ✓ Podem ser realizadas remoções de vários
fragmentos em uma mesma lesão
Biópsia Incisional
Indicações….
Lesões Grandes (quando há necessidade de diagnóstico
definitivo antes de planejar a remoção completa da
lesão)
Lesões Difusas ( pode ser necessário diversas áreas)
Lesões em localizações anatômicas de risco ou de difícil
acesso
Suspeita de malignidade
Biópsia Incisional
Contra - Indicações….
Grandes Lesões Vasculares
Sangramento Excessivo
Vitropressão
Ambiente Hospitalar
Técnicas hemostáticas adequadas
Biópsia Incisional
Contra - Indicações….
● Melanoma Lesões Pigmentadas extensas sugestivas de
melanoma
Situação Ideal: Encaminhar para um cirurgião
de cabeça e pescoço e fazer em centro
cirúrgico.
Problema Real: Necessidade de confirmação
diagnóstica e laudo histopatológico para ser
encaminhado para tratamento. Biópsia incisional
acaba sendo necessária.
Biópsia Incisional
MARSUPIALIZAÇÃO e DESCOMPRESSÃO
Opção de tratamento de cistos
MARSUPIALIZAÇÃO: Janela cirúrgica
comunicando espaços (lesão e cavidade oral)
DESCOMPRESÃO: É o resultado da manobra
cirúrgica da marsupialização.
Esvaziamento progressivo do conteúdo da
lesão descompressão (diminuição da
pressão intracística) e consequente regressão da
lesão e neoformação óssea.
A técnica é acompanhada por um segundo tempo
cirúrgico para exérese da lesão remanescente
(ENUCLEAÇÃO – biópsia excisional).
Biópsia Incisional
Marsupialização e Descompressão
Obturadores: Para manter as margens
Biópsia Incisional
Marsupialização e Descompressão
Biópsia Excisional
Remoção total da lesão
Sempre realizada remoção com margem
de segurança de 2 a 3 mm
Biópsia Excisional
Indicações….
Lesões < 1cm de diâmetro
Lesões clinicamente benignas
Qualquer lesão que possa ser removida completamente sem mutilar o paciente
Lesão pigmentada e vascular pequenas
Biópsia
Excisional
Técnicas de Biópsias
Bituri
Punch
Técnicas de Biópsias
Pinca sacabocado
Curetagem
Bisturi elétrico ou corte com laser
Etapas do Procedimento
Normas de Biossegurança
Preparo do paciente: Antissepsia face e bochecho com antisséptico
(clorexidina) + campo cirúrgico
Anestesia: Bloqueio anestésico local é preferível à anestesia infiltrativa.
Infiltrar ao redor da lesão e não na lesão para evitar a produção de artefatos.
Diérese: Incisão
Hemostasia
Excérese: Cirurgia / Remoção
Síntese: Sutura
Punção: procedimento prévio à biopsia
Para descartar lesão de origem vascular e investigar
se a lesão é sólida ou cística
tipos de líquido
Lesão Vascular: Sangue
Lesão cística: Citrino, Marrom, Transparente, Turvo
Mucocele/rânula: Saliva
Abscessos: Pus
agulha 14G ou 16G
Biópsia por congelação
Exame Transoperatório
Análise microscópica durante o ato cirúrgico
Criostato
• Analisar as
margens de
lesão maligna
• Tomar decisões
cirúrgicas
Citologia esfoliativa - citopatologia
Método que examina as células superficiais do epitélio;
Não requer anestesia.
Citologia esfoliativa - citopatologia
Fixar imediatamente em álcool (detalhes celulares se
perdem rapidamente)
Citologia esfoliativa - citopatologia
Auxilia na detecção de tumores malignos de origem epitelial, doenças
virais, fúngicas e bacterianas;
PAPA
PAS
Papanicolau & Traut (1943): Aceitação Método diagnóstico do câncer da genitália feminina;
Biópsia por agulha - PAAF
PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) 18G ou BAAF 22/25G.
Modalidade de exame citopatológico;
Estudo das células colhidas por meio de uma
agulha fina e um sistema a vácuo, acoplados a
uma seringa;
NÃO substitui histopatologia, mas é um método
auxiliar importante;
Biópsia por agulha BAAF – Punção por agulha PAAF
PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina)18G ou BAAF 22/25 G.
Método diagnóstico rápido, auxiliar no
direcionamento da conduta terapêutica,
diferenciando a natureza da lesão:
INFLAMATÓRIA X NEOPLÁSICA
BENIGNA X MALIGNA
Esfregaço Citopatológico
PAAF
Ind: Lesões palpáveis e profundas de difícil acesso
Muito utilizada em região de cabeça e pescoço, como em
tireóide, linfonodos, glândulas salivares maiores
AP, 2010
Data do exame: 30/04/2019
Punção Local: Região Cervical – Lado Esquerdo
Macroscopia: O material remetido examinado consta de 01 frasco identificado por JOSÉ MAURÍCIO DE
ALMEIDA, 30/04/19, contendo 2 lâminas com material de esfregaço.
Aspirativa por
Microscopia: Nos esfregaços citopatológicos corados por Papanicolau evidenciam-se: Células epiteliais atípicas
ceratinizadas, cariomegalia, presença nucléolos, cromatina grosseira e necrose.
CONCLUSÃO:
agulha Fina-
POSITIVO PARA CÉLULAS MALIGNAS, TIPO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS
OBS: O diagnóstico definitivo apenas por biópsia (exame histopatológico).
PAAF Rio de Janeiro, 29 de maio de 2019.
Assinado eletronicamente por:
CRO - 19121
Drª Simone de Queiroz
Chaves Lourenço
Atenção:
O diagnóstico anatomopatológico é exame complementar que deve ser validado pela correlação com dados clínico
e imaginológicos.
Lesões suspeitas de malignidade
Äreas mais significativas : Áreas vermelhas
Lesões ulceradas: Áreas centrais (úlcera)
mostram somente necrose e inflamação
Laudo falso-negativo
ou inconclusivo
Buscar área na periferia da
lesão
X
Lesões suspeitas de malignidade
Äreas mais significativas : Áreas vermelhas
Lesões ulceradas: Áreas centrais (úlcera)
mostram somente necrose e inflamação
Laudo falso-negativo
ou inconclusivo
Buscar área na periferia da
lesão
X
X
Lesões suspeitas de malignidade
Äreas mais significativas : Áreas vermelhas
Lesões ulceradas: Áreas centrais (úlcera)
mostram somente necrose e inflamação
Laudo falso-negativo
ou inconclusivo
Buscar área na periferia da
lesão
X
Lesões suspeitas de malignidade
Äreas mais significativas : Áreas vermelhas
Corante vital: AZUL DE TOLUIDINA (TAT)
Teste Azul de toluidina
Vantagens x Desvantagens
Rápido, fácil e baixo custo.
Tem afinidade por tecidos com Dessa forma, cora também
aumento das mitoses celulares: tecidos inflamados e áreas
maior concentração de ácidos de neoplasias benignas;
nucléicos (DNA / RNA –
citoplasma);
Teste Azul de toluidina
Principais indicações
Coloração in vivo;
Sugere áreas de displasias epiteliais, carcinomas in situ e
precocemente invasivos;
Acompanhamento clínico de lesões cancerizáveis;
Seleção de áreas para a realização de biópsias;
Monitorização de pacientes com tratamento prévio por câncer bucal.
Teste Azul de toluidina
Desvantagens
Determina a extensão da lesão apenas em
superfície e não em profundidade;
Falsos-positivos: Dorso de língua, áreas ulceradas
e área de carúnculas;
Falsos-negativos: áreas de carcinomas infiltrativos
recobertos por mucosa íntegra.
Teste Azul de toluidina
Material
Solução aquosa de
Azul de Toluidina a
1%;
Ácido acético a 1%;
Gaze;
Cotonete.
Teste Azul de toluidina
Técnica
Bochecho com água
para a remoção inicial
de resíduos por 20 seg;
Aplicação do Ácido
acético a 1% com
cotonete no local a ser
estudado – 20 seg;
Seca-se o local;
Teste Azul de toluidina
Técnica
Aplica-se o Azul de
Toluidida a 1% (1 min),
Remoção do excesso do
corante com gaze;
Ácido acético a 1%
novamente;
Secagem do local e
observação.
Auxiliar na escolha da área a ser biopsiada
Teste Azul de toluidina
Considerações
TAT: não tem finalidade diagnóstica. Apenas
orienta na escolha da área a ser biopsiada,
funcionando como auxiliar do exame físico;
Não deve substituir o exame clínico detalhado, o
levantamento da história médica e a indicação
de biópsia quando necessário.
Lesões Ulceradas
Lesões vesiculobolhosas
O diagnóstico se faz através de caracteristicas
histopatológicas da região perilesional.
Orientações ao paciente
Cuidados pós operatórios
Cirurgia Oral Menor
Dor: analgésicos
Repouso e cuidados alimentares - 48 horas.
Higiene bucal.
Pequeno sangramento: pressionar com gaze.
Orientações ao paciente
Cuidados pós operatórios
Retorno geralmente em 1 semana – remoção de sutura
Fragmento de tecido será submetido a
Exame microscópio (histopatológico) = Laudo Histopatológico.
Cuidados com a peça
Frasco devidamente identificado
Lápis
Evitar comprimir com a pinça / dilacerar o tecido : artefato
Remover sangue
Acondicionamento em frasco com fixador formol a 10%
Maria da Graça Silva
Língua borda direita
18/09/17
Cuidados com a peça
Estender a lesão sobre um pedaço de papel
auxilia a não enrolar a peça e a não perder
fragmentos pequenos
Maria da Graça Silva
Língua borda direita
18/09/17
Requisição histopatológica
Identificação do paciente;
Breve relato clínico: Descrição da lesão,
localização, tempo de evolução,
sintomatologia, procedimentos prévios;
Observações transoperatórias (resistência do
tecido, drenagem de secreção - aspecto, ;
Hipóteses diagnósticas
Envio de outros exames
Descrição da Lesão:
Lesão fundamental: Pápula,
Nódulo, Mácula, Placa, Úlcera,
fissura, Vesícula, bolha, pústula,
petéquia, Equimose
Superfície: lisa, papilar, verrucosa
Base: séssil, pedunculada
Coloração: Normocrômica,
eritematosa, leucoplásica
Número: única, múltipla
Aspectos imaginológicos