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Importância do Ensino de Libras na Educação

O ensino de Libras é crucial para a inclusão das pessoas surdas no Brasil, promovendo comunicação e acesso à informação. Apesar de ser reconhecida legalmente, a Libras ainda não é amplamente ensinada nas escolas, resultando em barreiras educacionais para a comunidade surda. A formação de professores e a implementação de currículos bilíngues são essenciais para garantir um ambiente educacional inclusivo e igualitário.

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Importância do Ensino de Libras na Educação

O ensino de Libras é crucial para a inclusão das pessoas surdas no Brasil, promovendo comunicação e acesso à informação. Apesar de ser reconhecida legalmente, a Libras ainda não é amplamente ensinada nas escolas, resultando em barreiras educacionais para a comunidade surda. A formação de professores e a implementação de currículos bilíngues são essenciais para garantir um ambiente educacional inclusivo e igualitário.

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Ensino de Libras: o que é, qual o objetivo e

importância?
Atualmente no Brasil existem cerca de 2,3 milhões de pessoas surdas, que se comunicam
majoritariamente em Libras. Apesar da Língua Brasileira de Sinais ser reconhecida por lei
no nosso país desde 2002, ela ainda não está presente em ambientes muito importantes,
como as instituições de ensino. Ou seja, temos várias pessoas surdas que precisam
dessa língua para se comunicar e ter acesso às informações, mas a educação
brasileira não inclui o ensino de Libras na maioria das escolas.

O que é ensino de Libras?


O ensino de Libras pode ser dividido em duas categorias: para as pessoas surdas ou
para as pessoas ouvintes. Muitas pessoas surdas nunca aprenderam Libras
formalmente. Isso ocorre porque elas normalmente são as primeiras da família com
surdez, então ninguém do seu entorno tem contato com o idioma. Outras vezes, ocorre por
conta do ouvintismo presente na sociedade, que impede as pessoas surdas de
aprenderem a língua de sinais, e as faz se adaptar à língua falada de seu país. No caso do
Brasil, o português.
O ensino focado nas pessoas da própria comunidade surda muitas vezes é feito
direcionado para crianças que não possuem o domínio da língua de sinais. Dessa
forma, as escolas devem se preocupar em criar ambientes propícios para o aprendizado
da Libras em primeiro lugar, e só depois para o ensino do português.
Agora, ensinar Libras para pessoas ouvintes é um outro processo, mas também muito
importante! Vamos falar mais sobre esse tema ao longo deste artigo. De qualquer forma, o
que você já precisa entender é que o foco do ensino de Libras é promover uma melhor
comunicação e acesso à informação para as pessoas da comunidade surda.

Qual é o objetivo da Libras?


A Libras, Língua Brasileira de Sinais, é uma língua espaço-visual, com uma estrutura
linguística e gramatical própria, diferente do português. Ela é uma das principais formas
de comunicação das pessoas surdas no Brasil. Seu objetivo é promover a
comunicação e o acesso à informação das pessoas surdas, para que possam estar
integradas à sociedade.
Além disso, a Libras é um fator muito importante para a construção da cultura e
identidade da comunidade surda brasileira. É por meio dela que muitas vezes as
pessoas surdas garantem suas interações culturais e sociais.

Qual a importância do ensino de Libras na educação?

Antes de nos aprofundarmos, é importante te contextualizar um pouco do cenário da


educação para pessoas surdas no Brasil. Até o século passado, as instituições de
ensino insistiam na oralização dos alunos surdos. Ou seja, eles não eram livres para
aprender e se comunicar da forma que preferiam, e tinham que ser ensinados a falar
português e fazer leitura labial.
O processo de oralização tinha como objetivo tentar integrar as pessoas surdas na
sociedade ouvinte, para que elas fossem consideradas “normais” e se adequassem à essa
cultura. Quem não se adaptava a esse modelo de comunicação era prejudicado, tinha
maus resultados na escola e várias dificuldades em avançar na vida acadêmica.
Por conta disso, hoje as escolas ainda não estão preparadas para acolher estudantes
surdos. As pessoas surdas precisam de ambientes educacionais estimulantes, que
desafiem o pensamento crítico e exercitem sua capacidade cognitiva. É então que a Libras
entra em ação. Oferecer ensino de Libras é super importante para garantir um
tratamento mais igualitário entre todos os alunos, para que eles tenham as mesmas
oportunidades de aprendizagem, cada uma de acordo com suas necessidades. Além do
que, educação em Libras é um direito por lei, mas calma que ainda vamos falar mais sobre
isso.
Por fim, o ensino de Libras é uma ótima maneira de valorizar e empoderar a
comunidade surda e sua cultura, deixando-a mais em evidência perante a sociedade
como um todo.

Qual a importância do ensino de Libras na educação fundamental?


Ensinar Libras desde cedo para as crianças é super positivo para o desenvolvimento de
suas potencialidades, sejam elas surdas ou ouvintes. Como você deve saber, aprender
novas línguas é algo muito mais fácil de se fazer na infância, então é uma época que deve
ser aproveitada para desenvolver nos alunos uma aprendizagem mais significativa.
Para as crianças surdas especificamente, estar em uma instituição de ensino onde se
pode aprender no seu primeiro idioma deixa tudo mais confortável. Estar em um
ambiente que valoriza a diversidade e promove a interação cultural e social é bastante
importante para que ela consiga construir suas relações e não ficar à margem da escola.

Qual a importância do ensino de Libras para alunos ouvintes?


São vários os benefícios de uma pessoa ouvinte aprender Libras. O mais óbvio é que ela
conseguirá melhorar sua comunicação com pessoas da comunidade surda no Brasil, mas
as consequências dessa aproximação também são bem importantes. A pessoa ouvinte
vai aprender sobre a cultura surda, valorizando cada vez mais a diversidade cultural
e se aliando às pautas de inclusão. Ainda, vai ajudar a promover uma sociedade menos
capacitista, independente da sua idade.
Agora, para as crianças, o ensino de Libras é ainda mais positivo. Estudos indicam que, se
aprendem desde cedo, a Língua de Sinais é um fator significativo no desenvolvimento
cognitivo, melhorando suas habilidades de atenção, a discriminação visual e a memória
espacial.

Como é o ensino de Libras?

O ensino de Libras muda de acordo com quem está aprendendo. Por exemplo, ensinar a
Língua Brasileira de Sinais para uma pessoa surda será muito diferente do que ensinar o
idioma para uma pessoa ouvinte. De qualquer forma, os educadores devem sempre ter
em seu planejamento didático estratégias variadas que foquem na modalidade visual
do ensino.
Mas vamos lá, o ensino de Libras para pessoas surdas é chamado de L1. Nele, o
professor deve explorar principalmente o sentido visual, já que é assim que o aluno
conseguirá aprender toda a estrutura gramatical da língua de sinais. Essa forma de ensino
é conhecida como Pedagogia Visual ou Pedagogia da Diferença.
Já quando a Libras é ensinada para pessoas ouvintes, é chamada de L2. Com esse
método o educador pode fazer uso tanto da visão para ensinar a maneira certa de se
sinalizar, quanto a oralização para explicar o significado dos sinais.

O que se estuda no curso de Libras?

Os cursos de Libras que temos disponíveis hoje diferem muito entre si. Isso ocorre
porque ainda não temos um currículo sistematizado, apesar dos pedidos por parte de
entusiastas da causa para que isso aconteça.
Muitas vezes, o ensino de Libras é feito na forma de cursos isolados ou desvinculados das
instituições educativas. Então, eles acabam sendo mais superficiais, se resumindo ao
ensino do vocabulário básico e estruturas gramaticais simples.
De qualquer forma, cursos de Libras normalmente abordam os seguintes temas:

 Língua sinalizada;
 Escrita de sinais;
 Leitura de sinais, incluindo a datilologia, que é o “alfabeto em Libras”;
 Gramática;
 Cultura surda. Esse aspecto se torna mais valioso quando o ensino de Libras é
feito por professores surdos, que deixam a experiência de quem está aprendendo ainda
mais rica. Afinal, aprender sobre isso diretamente de alguém que faz parte dessa
comunidade é uma verdadeira imersão no universo surdo.

Como implementar a Libras na escola?

De acordo com o artigo 58 da LDB, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,


todas as pessoas surdas têm o direito de frequentarem as escolas públicas. No entanto, a
grande maioria dos professores não está preparada para recebê-los e ensiná-los. Sendo
assim, é fundamental contar com os intérpretes de Libras para criar um bom
currículo de ensino e uma boa experiência para todos os alunos.
Esses profissionais não irão apenas traduzir as aulas, mas também buscar em conjunto
com os professores metodologias de ensino diferenciadas que favoreçam o aluno surdo.
Inclusive, você sabia que existe até uma especialização para intérpretes de Libras que
trabalham na educação? São os intérpretes educacionais.
Além disso, para implementar cursos de Libras efetivos na escola, o ideal é adotar a
filosofia da educação inclusiva, ao invés da integrativa. Ambas querem apoiar o ensino
dos alunos com deficiência, mas a inclusiva busca transformar o sistema de ensino em si,
para acabar com as barreiras que limitam sua aprendizagem e participação.
Vale dizer que, independente da metodologia que seja escolhida, criar um programa de
ensino de Libras é algo que exige bastante planejamento. É preciso contar com os
profissionais certos que tenham experiência na área, além de treinar e educar toda a
equipe para que aprenda a trabalhar com Libras e com alunos surdos.
Panorama do ensino de Libras no Brasil

Dados do Censo Escolar de 2016 apontam que na educação básica o Brasil possui
aproximadamente 22 mil estudantes surdos, 32 mil que possuem algum grau de deficiência
auditiva e 300 alunos surdocegos. Enquanto isso, de acordo com um estudo realizado pelo
Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda, apenas 7% dessas pessoas
surdas possuem nível superior completo. Ainda, 15% se formou no ensino médio, 46%
chegou até o final do ensino fundamental e 32% não concluíram nenhum nível formal de
escolaridade.
Essas informações são importantes para percebermos que o ensino de Libras e a
educação de pessoas surdas no geral ainda está bem abaixo do ideal. Ainda hoje são
poucas as instituições como o INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) que
oferecem currículos bilíngues em Libras e português, apesar das leis vigentes.
Vamos nos aprofundar em algumas delas agora.

Legislação para o ensino de Libras

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) é uma das principais legislações quando se trata dos
direitos das pessoas com deficiência. Ela possui um capítulo inteiro dedicado à educação,
e graças a ele o MEC (Ministério da Educação) lançou a portaria nº 20, voltada para as
instituições de ensino superior. Essa portaria exige que as faculdades estejam acessíveis
seguindo a legislação em vigor. Sem seguir essa lei, as universidades não conseguem
credenciar ou recredenciar seus cursos.
Mais recentemente, em 2021, foi aprovada a Lei nº 14.191, que determina
uma educação bilíngue para pessoas surdas, tendo a Libras como primeira língua, e o
português escrito como segunda. A proposta é iniciar esse projeto na educação infantil,
mas fazer com que ele siga toda a jornada educacional do estudante surdo.
Por fim, está tramitando no Senado Federal hoje o Projeto de Lei nº 5961 de 2019, que
busca incluir “nos currículos do ensino fundamental e do ensino médio, para todos os
alunos, sejam surdos ou ouvintes, conteúdos relativos à Língua Brasileira de Sinais
(Libras)”. A ideia é justamente promover um sistema de educação inclusivo na prática.

Qual a qualidade do ensino de Libras no Brasil?


Como já comentamos, o Brasil sofre atualmente com a falta de profissionais
qualificados para tocar projetos de ensino de Libras. Por exemplo, poucas pessoas
surdas tiveram acesso ao ensino superior e, apesar do curso de Pedagogia ter sido um
dos mais escolhidos por esse grupo, a abordagem das aulas era direcionada a alunos
ouvintes.
Ou seja, a maioria dos professores de cursos de Libras não possuem esse idioma como
primeira língua, e muitas vezes nem fazem parte da comunidade surda. Isso apenas
reforça a cultura do ouvintismo na nossa sociedade, prejudicando a qualidade do
aprendizado de alunos surdos. O resultado desse cenário é um distanciamento cada vez
maior entre o estudante surdo e o conhecimento escolar, e até da própria Libras,
infelizmente.
A formação de docentes para o ensino de Libras
Até pouco tempo atrás, a única instituição que formava profissionais para o ensino de
Libras era a FENEIS, a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. Ou
seja, não existem muitos deles qualificados disponíveis no mercado, e nem interesse por
parte das escolas em capacitar os educadores que já fazem parte de suas equipes. De
qualquer forma, é essencial que exista uma formação contínua de professores e
intérpretes especializados no ensino de Libras.
O papel desses profissionais é prestar atenção na vida do aluno surdo para incluir suas
vivências externas dentro da sala de aula. Dessa maneira, os sinais, histórias e hábitos
que fazem parte da cultura surda, poderá ser transmitida da forma correta no ambiente
escolar.

Conclusão

O ensino de Libras é essencial para que a gente possa promover a inclusão das pessoas
surdas, e de outras que se comunicam na Língua Brasileira de Sinais. A legislação focada
nessa tema está começando a tomar forma e a ser exigida pelo governo, mas ainda está
apenas no começo da sua jornada de evolução. Então, é papel de todo mundo trabalhar
para construir uma sociedade e um ambiente educacional de inclusão, e não apenas
integração.

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