COLEGIO E CURSO MOVA
CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
Alunos (a):Aline dos Santos,
Amanda Regina da Silva Duque,
Mike Monteiro Ferreira da Costa
Rosely Veloso de Araújo
Sônia Cristina Batista da Silva
SÍFILIS
Nova Iguaçu,
Setembro, 2023
Alunos (a):Aline dos Santos,
Amanda Regina da Silva Duque,
Mike Monteiro Ferreira da Costa
Rosely Veloso de Araújo
Sônia Cristina Batista da Silva
SÍFILIS
Trabalho apresentado para
obtenção de nota parcial na
disciplina de Saúde Coletiva II,
do curso técnico em enfermagem
do Colégio e Curso Mova
Professor (a): Hellen
Nova Iguaçu,
Setembro, 2023
INTRODUÇÃO
A Sífilis é uma doença infecciosa crônica a qual tem como agente etiológico o
Treponema Pallidum e pode acometer diversos sistemas e órgãos, como pele,
fígado, coração e sistema nervoso central. Tornou-se conhecida na Europa no final
do século XV e disseminou-se pelo mundo transformando-se em uma doença
endêmica no século XIX. Com o grande desenvolvimento da medicina neste século
bem como da farmacologia, a implantação da penicilina viria para dar fim a esta
doença, porém em 1960 com a criação dos métodos anticoncepcionais orais e a
revolução do comportamento sexual, o número de pessoas infectadas pelo
Treponema Pallidum voltou a aumentar e, em 1970, com o advento da Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (Aids) tornou-se mais preocupante ainda a criação de
estratégias para o combate desta enfermidade. Em 2008, a Organização Mundial da
Saúde (OMS) estimava que 12 milhões de pessoas, entre elas cerca de 2 milhões
de gestantes, estariam infectadas pelo Treponema Pallidum e atualmente observa-
se ainda uma tendência de aumento da incidência de sífilis e de sífilis congênita em
todo o mundo, provando que há uma grande necessidade de se aprofundar mais
nos métodos de prevenção e controle desta doença.
DESENVOLVIMENTO
O que é?
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva
do ser humano, causada por bactéria. Pode apresentar várias manifestações
clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).
Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de
transmissão é maior. A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha
com uma pessoa infectada ou para a criança durante a gestação ou parto. O
acompanhamento das gestantes e parcerias sexuais durante o pré-natal previne a
sífilis congênita e é fundamental.
Como se transmite?
A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações
sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue
contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado),
e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).
Quais os sintomas?
A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos
sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou
3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as
ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo
tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão
de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo,
surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e
solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias. Caso
ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.
Os sinais e sintomas podem variar em cada estágio da doença e dividem-se
em:
Sífilis primária - Ferida, geralmente única, no local de entrada da
bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais da pele), que
aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias e
normalmente é indolor.
Sífilis secundária - Os sinais e sintomas aparecem entre seis
semanas e seis meses depois do contato. Pode ocorrer manchas no corpo, que
geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Podem
ocorrer também febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo. Essas lesões
são ricas em bactérias.
Sífilis latente - Não aparecem sinais ou sintomas. A maioria dos
diagnósticos ocorre nesse estágio. É dividida em sífilis latente recente (menos de
dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A
duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas
da forma secundária ou terciária.
Sífilis terciária - Pode surgir de dois a 40 anos depois do início da
infecção. Menos frequente hoje em dia. Costuma apresentar sinais e sintomas,
principalmente lesões 8 cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas,
podendo levar à morte.
Sífilis Congênita: A sífilis congênita é resultado da infecção do feto
pela bactéria causadora da sífilis, através da placenta. É uma doença grave e pode
causar má formação do feto, sérias consequências para a saúde da criança.
Geralmente, é mais agressiva na fase inicial da gestação, o que leva o bebe a uma
maior exposição ao treponema. A contaminação do feto pode ocasionar aborto, óbito
fetal e morte neonatal Aproximadamente 50% das crianças infectadas são
assintomáticas ao nascimento. O quadro pode se estabelecer antes dos 2 anos
(sífilis congênita precoce) ou depois dos 2 anos (sífilis congênita tardia). Os
principais sintomas são: lesões cutâneo-mucosas (exantema maculoso)
principalmente na face e extremidades, lesões bolhosas, fissuras periorais e anais.
Na sífilis congênita tardia as lesões são irreversíveis caracterizadas por: fronte
olímpica, palato em ogiva, tíbia em sabre, dentes de Hutchinson e molares em
amora.
Como se prevenir?
Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, a prevenção recai
sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em
mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por
mulheres com intenção de engravidar.
Como é feito o diagnóstico da sífilis?
O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS,
sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30
minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Esta é a principal forma de
diagnóstico da sífilis.
O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das
Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde
(DIAHV/SVS/MS) como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica da
doença. Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser
coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico)
para confirmação do diagnóstico. Deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica
da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames
radiológicos e laboratoriais, para se chegar a um diagnóstico seguro e correto de
sífilis congênita.
Como tratar?
O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização de antibióticos. O
principal medicamento utilizado é a penicilina benzatina (benzetacil). O maior
problema para o tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser
confundida com muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação
sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. Quando
a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido
possível, deve realizar controle mensal de cura. Se não tratada, a sífilis progride,
torna-se crônica.
CONCLUSÃO
A sífilis é uma doença cujo tratamento e controle é imprescindível para
romper-se a cadeira de transmissão do treponema. São necessárias mais políticas
públicas que incentivem o uso do preservativo, o cuidado com materiais perfuro
cortantes e o acompanhamento do pré-natal pra que maiores complicações sejam
evitadas. Também se faz necessária o aconselhamento do paciente procurando
mostrar a importância da comunicação com o parceiro e a preparação e
planejamento das equipes de saúde no combate a esta doença.
BIBLIOGRAFIA:
Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - Serviço de Assistência
Especializada Familiar Materno Infantil - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO
WANDERLEY
[Link]
tratamento-diagnostico-e-prevencao-1
Biblioteca Virtual em Saúde - MINISTÉRIO DA SAÚDE
[Link]
Pesquisa Acadêmica para VIII EPCC – Encontro Internacional de
Produção Científica - SÍFILIS: UMA ABORDAGEM GERAL
[Link]
ana_carolina_zschornak_da_silva.pdf