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Discipulado: A Bíblia e o Ser Humano

A Apostila de Discipulado aborda a importância da Bíblia como a Palavra de Deus, enfatizando sua inerrância e centralidade em Cristo para a salvação. Além disso, discute a natureza humana, a origem do pecado e a necessidade de regeneração espiritual para viver uma vida em conformidade com os ensinamentos bíblicos. A apostila também destaca a responsabilidade dos líderes em ensinar a verdade e a importância da prática dos princípios bíblicos na vida do discípulo.

Enviado por

Roger Rangel
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Discipulado: A Bíblia e o Ser Humano

A Apostila de Discipulado aborda a importância da Bíblia como a Palavra de Deus, enfatizando sua inerrância e centralidade em Cristo para a salvação. Além disso, discute a natureza humana, a origem do pecado e a necessidade de regeneração espiritual para viver uma vida em conformidade com os ensinamentos bíblicos. A apostila também destaca a responsabilidade dos líderes em ensinar a verdade e a importância da prática dos princípios bíblicos na vida do discípulo.

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Apostila de Discipulado

Lição 1 - A Bíblia (Sl 119.94-105)

1. A Bíblia é a Palavra de Deus expressa em forma escrita. Fonte única de fé


e de conduta, ela foi escrita por homens comuns, porém, movidos pelo
Espírito Santo (2Pe 1.20,21). Esses homens registraram exatamente o que
Deus queria, por isso, a Bíblia é inerrante, infalível e perfeita. Não é uma
produção humana, mas sua origem é divina e sobrenatural (2Tm 3.16,17). O
testemunho de Jesus ratifica que as Escrituras foram inspiradas por Deus (Lc
24.24-27; Jo 5.39). Olhe para os testemunhos de milhões de pessoas cuja
vida foi transformada pela leitura da Bíblia (João Crisóstomo, pregador e pai
da igreja do século V, pedia que Romanos fosse lido em voz alta uma vez por
semana / Agostinho e Lutero se converteram lendo Romanos / João Calvino
disse: Romanos abriu a porta de todo Tesouro do céu). Sem falar da nossa
experiência em sentir Deus falando conosco, quando lemos a Bíblia. Tudo
isso é evidência da inspiração divina das Escrituras. Porém, como esta
aceitação é matéria de fé e não de prova científica, só a operação do Espírito
Santo em nós é que nos dá a convicção de que a Bíblia é a Palavra de Deus.

2. O tema central da Bíblia é Cristo. A finalidade da Bíblia é a salvação do


pecador. Como Salvador da humanidade Jesus ocupa o centro das Escrituras
(Jo 6.37,38,40; 3.16,18; Lc 24.44).

3. A Bíblia nos revela o que é certo e o que é errado. Ensina sobre o estilo de
vida do justo e do mundano (Ef 4.24; Cl 2.8; 1 Jo 2.15-17). Os líderes têm a
responsabilidade de ensinar a verdade para o povo de Deus (Ez 44.23).
Precisamos basear nossas decisões em princípios bíblicos. Quando
estivermos diante de uma situação difícil ou de uma decisão importante,
devemos fazer uma pergunta a nós mesmos: Que princípios bíblicos podem
me orientar nesta situação? O que a Bíblia diz? Então é isso que vou fazer
(Tg 1.5,6).

4. A Bíblia é alimento espiritual, essencial para o discípulo alcançar


crescimento espiritual (Mt 4.4). Precisamos nos alimentar bastante da
Palavra, pois a falta desse alimento representa grande risco para nossas
almas (Os 4.6). A Bíblia é também uma arma espiritual (2Tm 2.15; Ef 6.17).

5. Só a Bíblia pode nos dá esperança e paz quando tudo ao nosso redor


parece estar se desmoronando (Rm 15.4).

6. A palavra de Deus é de um valor incomensurável, guarde-a em seu


coração, pois é o seu tesouro (Sl 119.11,34).

7. A Bíblia deve ser examinada, não somente para acumularmos


conhecimentos, mas para que nossa vida seja transformada e nossa visão
seja iluminada (Sl 19.8). Uma leitura atenciosa com disposição para a
obediência nos proporcionará uma mudança radical de comportamento e
correção para nossos caminhos (Pv 6.23). A prática de ouvir, ler, estudar,
decorar e meditar na Bíblia resultará em vitórias na nova vida do discípulo.
Todavia, é necessário que tudo aquilo que se aprende por meio das
Escrituras Sagradas seja colocado em prática (Js 1.8).
Apostila de Discipulado

8. A Bíblia Católica tem 07(sete) livros a mais do que a nossa, que


chamados de apócrifos ou deuterocanônicos. Etimologicamente, o termo
apócrifo (grego: απόκρυφος - APOKRYPHOS; latim: APOCHRYPHUS)
significa: “oculto”, “escondido”. O Concílio de Trento, no dia 15 de abril de
1.546, anexou por decreto, esses livros à Bíblia. E aqueles que não
reconhecessem os apócrifos da VulgataF Latina como genuinamente
“sagrados e canônicos” deveriam ser anatemizados. Nós não os aceitamos e
a nossa Bíblia não os tem porque eles não têm nem as evidências externas
nem as evidências internas de que são inspirados por Deus. Foram
produzidos, em sua maioria, durante os dois últimos séculos a.C., no período
entre o último livro das escrituras judaicas, Malaquias e a vinda de Jesus Cristo.
Embora não fizessem parte da Bíblia hebraica dos judeus da Palestina, eles
foram incorporados à tradução da Bíblia ao latim (Vulgata Latina), que
preservou e popularizou esses acréscimos durante a Idade Média. A Igreja
Católica Romana nos acusa de termos retirado esses livros das Escrituras.
No entanto, foi ela que os acrescentou à Bíblia, no concílio de Trento. Aqui
estão os livros do Antigo Testamento que não existem na versão protestante:
Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 e 2 Macabeus.

9. A Bíblia foi escrita por aproximadamente 40 autores inspirados por Deus,


que viveram em tempos e lugares diferentes, num período de 1.600 anos( de
1.500 AC a 97 AD, apóstolo João da Ilha de Patmos – Mar Egeu).
A palavra grega para designar papiro é biblos, então no grego se dizia “ta
Bíblia”. Esta forma nos diz varias livros – Bíblia = livros.
A Bíblia é composta de Testamentos que quer dizer concerto, aliança de
Deus com homem. AT(antigo Testamento – antiga aliança de Deus com o
homem e NT – a nova aliança).

Divisões:
Antigo Testamento - AT = 39 livros
Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio;
Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas,
Esdras, Neemias e Ester;
Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão;
Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel,
Daniel;
Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Novo Testamento - NT = 27 livros


Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João;
Histórico: Atos;
Epistolas Paulinas: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom;
Epístola Paulina / Universal: Hebreus;
Epistolas Universais:Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas;
Profecia: Apocalipse.

Totalizando 66 livro (AT + NT)


Apostila de Discipulado

Lição 2 - O Ser Humano (Gn 1.26,27)

1. Deus criou o primeiro ser humano do pó da terra, depois soprou em suas


narinas e Adão passou a ter vida. O homem é um ser total. Contudo, para
melhor compreensão da sua formação estrutural, apresentá-lo-emos sob três
aspectos: Corpo é a parte visível e temporal do homem; Alma é aquele
princípio inteligente que usa o corpo para expressar-se e comunicar-se com o
mundo exterior. É a fonte dos pensamentos e sentimentos, da vontade,
emoções e decisões; Espírito é o elemento de comunicação entre Deus e o
ser humano. OBS.: A alma, a força animadora que dá vida aos seres
humanos é uma das palavras mais interessantes do idioma Hebraico:
"neshamá" (‫)נשמה‬. Esta palavra contém um segredo incrível. A palavra
"neshamá" é derivada do verbo "nasham" (‫ )נשם‬que significa "respirar" (Gn
2.7); (Ec 3.16-22; 12.7); (Mt 10.28).

2. Em seu estado original o ser humano era livre, perfeito e gozava de


comunhão plena com o Criador. Foi então que Eva, tentada por Satanás, caiu
e levou Adão também desobedecer ao Senhor. A desobediência do primeiro
casal perverteu por completo a humanidade. Todos os seres humanos, por
serem descendentes de Adão e Eva, são pecadores por natureza (Sl 51.5).

Então, Deus o questionou: “E


quem te fez saber que estavas
nu? Comeste, então, da árvore
que te proibi de comer?”

Gn 3.11-13

3. O ser humano é possuidor de duas naturezas: carnal e espiritual. Cada


uma é resultado de um nascimento. O Espírito e a carne são duas forças
conflitantes, são dois reinos opostos e de origens distintas. O cristão se vê
dividido entre essas duas tendências, pois ele possui em si mesmo, as duas
naturezas que correspondem a essa luta, ou seja, o “velho homem” e o “novo
homem”. Se tentarmos agradar um e outro ao mesmo tempo, acabamos
sendo derrotados pela carne, e passamos a viver uma vida de angústia e
sentimento de culpa, que o pecado causa na vida do homem carnal. Porém,
todo aquele que quiser, pode experimentar a vida vitoriosa e frutífera no
Espírito Santo de Deus (Gl 5.17; Rm 7.14-25). A natureza carnal se origina
por meio da reprodução humana, enquanto a natureza espiritual acontece por
meio da regeneração (Jo 3.6). O que vem a ser a regeneração? A
regeneração não é mera reforma exterior, nem o virar de uma nova página e
o esforço por viver uma vida melhor. O novo nascimento é muito mais do que
ir à frente e pegar na mão do pregador. É uma operação sobrenatural de
Deus no espírito do homem, vivificando-o, transformando radicalmente sua
natureza, passando agora ter a capacidade de viver uma vida que glorifique a
Deus em temor e obediência. O ser humano produz frutos de acordo com a
natureza que o controla (Lc 6.43,44).
Apostila de Discipulado

4. O ser humano natural tem a sua vida governada pela natureza carnal. Ele
sabe que existe um Deus, mas não se importa, e não dá a mínima aos
ensinamentos da Bíblia; ele não entende e acha loucura o que os crentes em
Cristo seguem e praticam (1Co 2.14-16). Controlado pelos seus interesses
egoístas, ele vive para si mesmo e para o que lhe interessa. Os prazeres da
carne não dão espaço para que Deus trabalhe em sua mente. Este tipo de ser
humano está condenado à perdição eterna, e só poderá ser salvo se
experimentar a regeneração (Jo 3.3-7). Regeneração.

5. O ser humano espiritual é aquele que se converteu, e experimentou o


segundo nascimento (regeneração). Agora ele é controlado pelo Espírito
Santo (Rm 8.4-14). A identidade do ser humano espiritual não é anulada, mas
ele não está mais no controle absoluto. Seus interesses, desejos e vontades
são controlados pelo Espírito Santo que resultam em harmonia com o plano
de Deus. Isto significa que Cristo Jesus está no centro de sua vida (Gl 2.20).

6. Em que categoria você se encontra? É ainda controlado pela sua natureza


carnal? Para vencer esta batalha, precisamos saber com clareza o que é obra
da carne (Gl 5.19-21) e o que é fruto do Espírito (Gl 5.22-23). Agora temos
que alimentar o nosso espírito para que seja fortalecido e vença as paixões
da carne (Ef 5.17-21). Jesus nos adverte a respeito da fraqueza da carne (Mc
14.38).

Será que ele e


um crente
Será que ele
espiritual?
e um crente
carnal?
Apostila de Discipulado

Lição 3 - O PECADO (Gn 3.1-19)

1. A origem do pecado neste mundo aconteceu quando nossos primeiros pais


resolveram desobedecer a Deus no Paraíso. Ao escolherem pecar, Adão e
Eva se tornaram seres humanos imperfeitos e contaminaram todos os seus
descendentes. Nascemos imperfeitos, e herdamos uma natureza com
tendência de errar e experimentar todas as consequências dolorosas do
pecado. Pecado (latim “peccatum”, em hebraico é “hattat”, em grego é
“hamartia” que significando 'errar o alvo'. Isto quer dizer: “quem peca não está
acertando o alvo” (Mt 22.29). Acertar o alvo consiste em fazer a vontade de
Deus. O pecado é a falta de conformidade com a Lei de Deus ou qualquer
transgressão dessa Lei, é assim que o apóstolo João, define o pecado, uma
transgressão (1Jo 3.4). Este é o estado decaído do homem (Rm 3.9-18).
Logo o homem se torna escravo do pecado (Jo 8.34). A Bíblia registra ainda
várias outras palavras que descrevem o que é pecado: injustiça, corrupção,
maldade, rebelião... A nossa omissão egoísta também nos faz pecar (Tg
4.17). Tudo isto está relacionado diretamente a “desobediência”.

2. Os 03(três) passos para que temos que dar que nos levará a entender o
que é ser um discípulo de Cristo está em: 1º deixar a injustiça (1Co 13.6); 2º
praticar a justiça (Ef 4.24); e suportar a injustiça (1Pe 2.18-20). Anima-te por
teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las
(Rm 2.6-8). Se for vitima de injustiça, te resta o consolo de saber que, pior
que ser injustiçado é ser o próprio algoz da justiça, pois se torna muito mais
infeliz quem a pratica do que quem a sofre. Deus proíbe a injustiça de
qualquer tipo (Dt 16.19).

3. Todas as tragédias e males que afligem a humanidade são consequências


do pecado. A morte espiritual, ou seja, o rompimento da comunhão
definitivamente com Deus, certamente, é a mais grave dentre todas (Is 59.2;
Rm 5.12; Tg 1.15). Segundo a Bíblia, há dois tipos de morte: morte física e
morte espiritual. Morte física é a limitação da vida terrena (Gn 3.19). Já a
morte espiritual é a separação eterna que há entre o Deus totalmente Santo e
o ser humano pecador por natureza. (Ap 20.6,14).
Apostila de Discipulado

4. Tragicamente, o pecado em qualquer quantidade nos afasta de Deus. Não


há nada de si mesmo que o ser humano possa fazer para sair dessa situação.
Ele só poderá ser salvo através de Jesus Cristo (Rm 5.18,19).

5. Ao crermos em Jesus, fomos salvos por inteiro: espírito, alma e corpo (Jo
11.25). Nossa alma é liberta pelo poder da Palavra de Deus (Jo 15.3; 8.32).
Todavia, o nosso corpo não se converte; continuará pecaminoso e com
desejo de pecado até a morte. Isto significa que nós não estamos imunes ao
pecado (Sl 5.3). Mesmo depois de salvos somos passíveis de pecar. Não
podemos nos livrar dessa tendência por esforços próprios. Por esta razão, foi
que o Espírito Santo foi enviado. Deus nos deu o Espírito Santo para que
possamos ser vitoriosos na vida cristã (At 1.8; Cl 1.9,10).

6. Nós recebemos poder em nosso espírito para trazer nosso corpo em


obediência a Deus. Todos os que crêem já possuem o Espírito Santo, mas
precisamos andar no Espírito, cedendo suas vidas ao controle do Eterno
Deus ao invés de seguir a carne (Gl 5.24,25). O discípulo precisa a cada dia
rejeitar e abandonar os desejos da carne (1Jo 3.9).
Apostila de Discipulado

Lição 4 - A Salvação do Pecador (Ef 2.1-8)

1. Independente de raça, idade, classe social ou religião, todos os seres


humanos são pecadores condenados à perdição eterna (Rm 3.23). A paga do
pecado é a morte espiritual: (Rm 6.23). Deus, em seu infinito amor,
providenciou um meio para que a salvação chegasse até humanidade: (Jo
3.16).

2. Jesus Cristo é a solução de Deus para os pecadores. Mesmo sem ter


cometido pecado algum, ele morreu na cruz do Calvário para nos salvar (2Co
5.21; 1Pe 2.24; 3.18). Foi por esta razão que ao vê-lo João Batista disse: (Jo
1.29).

3. A salvação é a maior dentre todas as benções de Deus para a humanidade


pecadora (Tt 2.11). Todavia, para ser salvo, o pecador precisa primeiro ser
convertido pelo Espírito Santo: (Jo 16.7,8). Conversão significa mudança de
direção. Consiste em abandonar o pecado e seguir a Jesus (Is 55.7). A
conversão autêntica é constituída de: arrependimento e fé (crer) (Mc 1.15; At
20.21).

4. O arrependimento se expressa através de uma tristeza profunda por haver


pecado contra Deus (2 Co 7.10). Já o termo crer (fé), é a confiança que
depositamos no Senhor quando lhe entregamos o controle de nossas vidas.
(Sl 37.5). Deus é o agente que opera a conversão por intermédio do Espírito
Santo. Ele convence o pecador do seu estado de perdição, e comunica que
ele precisa se arrepender e crer em Cristo para ser salvo (Jo 16.8).

5. Nosso destino na eternidade, a ressurreição fala sobre uma nova vida, a


saber, a participação na vida eterna, o que resulta em nossa transformação
segundo a natureza e a imagem de Cristo (Rm 8.29), através do poder do
Espírito Santo, de tal modo que passamos de um estágio de glória para outro,
em um interminável avanço espiritual (2 Co 3.18), e assim participaremos da
própria natureza de Deus (2 Pe 1.4A), e de seus atributos (Ef 3.19B). Todos os
que confessam essa verdade, que Jesus é o Senhor, publicamente recebem
a salvação de Deus (Rm 10.9). Recebê-lo como Senhor, é um ato de
reconhecimento que ele é soberano e que desejamos ser submissos e
obedientes a ele eternamente. Significa que devemos submeter todas as
nossas vontades e necessidades às Suas (Mt 6.10). Aceitar seu senhorio
envolve não somente palavras, mas principalmente atitudes (Cl 3.17).
Apostila de Discipulado

6. Jesus Cristo deseja ser o Senhor da sua vida a cada dia, a cada hora, a
cada momento; em qualquer condição ou situação. Ele não quer que o
chamemos de Senhor se não queremos fazer sua vontade (Lc 6.46; Mt 7.21).

A - Extensão dessa participação:


O primeiro passo para inicio deste assunto é a conscientização que nós somos finitos e
Deus é infinito. Assim sendo, embora os remidos venham a participar de sua natureza,
no sentido mais real, terão menor grau de poder, de glória, etc. A natureza será a divina,
mas os atributos estarão sempre em desenvolvimento. Mas, essa extensão menor da
participação nos atributos divino irá sempre aumentando. É disso que consiste a vida, aqui
ou na eternidade (1 Co 8.6) – (Mt 10.22). Os remidos crescerão sempre na participação e
na extensão dessa participação. Pode-se ilustrar isso mergulhando um vaso no mar. O
vaso não pode conter o oceano infinito, mas pode ser cheio por ele, circundando-o por
todos os lados. Assim também um remido é mergulhado na divindade, embora não a
possa conter, pois ela é infinita. Contudo, as dimensões do vaso podem ir crescentemente
aumentando, podendo conter mais e mais do oceano. Assim também o Senhor nunca
deixa de aumentar as dimensões de sua habitação. Suas paredes se alargam, seu telhado
se eleva, e, enquanto isso sucede, os filhos de Deus vão-se tornando cada vez mais
parecidos com o Senhor.

B – Plenitude (Grego πλήρωμα Pleroma).


Pleroma (sujeito – o que enche / objeto aquilo que é enchido) geralmente se refere à
totalidade dos poderes divinos / atributos. A palavra significa plenitude (do grego πληρόω
– pleroo – encher completamente), comparável a πλήρης que significa "cheio" e é usada
em contextos teológicos cristãos, tanto Gnósticos quanto por Paulo de Tarso em Cl 2.9.
Apostila de Discipulado

Lição 5 - Experiências da Salvação

Houve uma grande transformação no ato da sua conversão. Isto é, quando


você recebeu Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida. Confira
essas experiências:

a) Justificação – (Rm 3.21-28)


Deus anula as nossas culpas mediante os méritos de Cristo, que
morreu em nosso lugar.
É o ato soberano de Deus que pela fé em Cristo Jesus torna o pecador
arrependido livre de qualquer culpa (Rm 5.1,8; 8.1).
• Acontece assim: A justiça praticada por Cristo Jesus é
transferida para todo aquele que nele crer (Rm 5.18,19). É o
próprio Deus quem decreta a justificação do pecador
arrependido (Rm 8.33,34) (AÇÃO DIVINA).

b) Regeneração (Jo 3.3-6; 1Pe 1.3)


É o novo nascimento espiritual que acontece com todo aquele que
verdadeiramente se converteu e recebeu Jesus Cristo como Salvador e
Senhor da sua vida (Jo 1.12,13; Gl 5.24,25) (AÇÃO DIVINA).

c) Adoção - (Gl 4.4,5)


É um ato soberano pelo qual Deus concede todos os direitos,
privilégios e obrigações da afiliação para àqueles que aceitam a Jesus
Cristo como Salvador (Rm 8.15). Agora você faz parte da família de
Deus (Ef 2.19). Pela nossa fé passamos a ser filhos de Deus por
adoção (Gl 3.26) (AÇÃO DIVINA).

d) Santificação - (1Co 6.9-11)


É o mesmo que purificação ou separação. Significa que o discípulo
deve se limpar e se afastar das coisas impuras e profanas do mundo.
(2Co 7.1; 2Co 6.17; 1Ts 4.7). Vivemos num mundo injusto rodeados
por violência e desonestidade. Deus não pretende que nos isolemos
deste mundo, mas que brilhemos como luzes num mundo de trevas
(Jo 17.14-19). Nunca foi fácil viver como povo santificado num mundo
de corrupção, mas é possível. Jesus provou isso vivendo uma vida
terrena de pureza sem pecado (1Pe 2.2122). É nossa responsabilidade
seguir seus passos (1Pe 1.16) (AÇÃO DIVINA E HUMANA).
Apostila de Discipulado

Lição 6 - O Novo Nascimento

1. O novo nascimento ocorre quando nos arrependemos, cremos em Cristo e


lhe entregamos nossas vidas (Jo 3.14C). Imediatamente o Espírito Santo, que
é Deus, vem habitar em nós e nos regenera, fazendo com que o nosso
espírito que estava separado de Deus (morto), seja vivificado. Trata-se de um
ato divino e espiritual, através do qual somos regenerados para uma nova
vida (2 Co 5.17). Não se trata de uma reencarnação ou novo nascimento
físico, mas sim um Novo Nascimento espiritual (Jo 3.2-7) regeneração.
Somos gerados pela Palavra de Deus, através do Espírito Santo (Tg 1.18; Tt
3.5).

2. Antes de nascermos de novo, vivíamos segundo a natureza herdada de


Adão. A Bíblia a chama também de ‘carne’. Éramos governados por ela e por
isso servíamos ao pecado (Ef 2.3). Entretanto, quando nascemos de novo,
uma espécie de ‘metamorfose’ acontece em nosso interior e fomos libertados
do poder do pecado para viver uma nova vida segundo Deus (Rm 6.17,18).
Isso não significa que nos tornamos perfeitos, mas que não estamos mais
debaixo do domínio do pecado como antes. A presença do Espírito Santo em
nosso interior libera virtudes que não tínhamos anteriormente e nos conduz
num processo de santificação pelo qual vamos sendo transformados mais e
mais a cada dia na imagem de Cristo Jesus (2 Co 3.18).
Apostila de Discipulado

3. Mesmo nascendo de novo, o discípulo continua de posse da sua natureza


humana carnal, inclinada para o pecado (Rm 7.18-20). No entanto, para o
verdadeiro discípulo o pecado não é mais uma prática comum e prazerosa
como era antes, mas é como um acidente que lhe causa angustia, dor e
sofrimento (Sl 38.6,17,18).

4. Na nossa carne não habita bem algum (Rm 7.18). Ela não se sujeita à lei
de Deus e nem pode sujeitar-se porque está corrompida (Rm 8.7,8).
Enquanto não vencer sua natureza carnal crucificando seus desejos e
vontades, o discípulo jamais vai experimentar a nova vida com Cristo Jesus
(Cl 3.5-10). Ele precisa a cada dia rejeitar e abandonar os desejos da carne,
pois (1 Jo 3.9).

C - Nehushta (hebraico, NChShThN “, objeto de bronze”) é a serpente de bronze feita por


Moisés e colocado em um poste (Nm 21.4-9) para curar os israelitas das picadas
venenosas das serpentes venenosas no deserto.A palavra Nehushtah “coisa de bronze”
contém um trocadilho em hebraico, as três primeiras letras, NChSh, significa “serpente” e
as duas finais, THN, significa “dragão”.
Apostila de Discipulado

Lição 7 - Uma Nova Vida (Ef 4.17-24)

1. A partir do momento em que Jesus entrou em sua vida e se tornou o seu


Senhor, o discípulo passou a viver uma nova vida (2Co 5.17). A nova vida é
testemunhada, principalmente, pela mudança de conduta e caráter do
discípulo. Essa transformação é espiritual (de dentro para fora), inicia-se nos
pensamentos (Rm 12.2; Fp 4.7,8).

2. Esse novo comportamento precisa ser colocado em prática pelo discípulo


primeiramente do lado de fora da igreja, isto é, no seu lar (entre os parentes e
familiares), na escola, no trabalho, na localidade onde reside (entre amigos e
conhecidos) (1Pe 2.12; Fp 2.14,15; 2Co 8.20,21).

3. O discípulo deve deixar sua velha vida para trás e viver uma nova vida
diferente das pessoas do mundo (2Co 5.17). Porém, ele não precisa
necessariamente, se afastar das pessoas que não são crentes (familiares,
parentes, colegas de trabalho, escola... vizinhos), porque o Senhor Jesus não
manda que saiamos do meio deles, mas que estando junto deles façamos a
diferença (Mt 5.13-16).
Apostila de Discipulado

4. Na nova vida, devemos dar prioridade às coisas espirituais que são


eternas. Já as coisas materiais, essas são passageiras e devem ser
colocadas em segundo plano (2Co 4.18; Cl 3.1,2). As pessoas, na sua
grande maioria, estão preocupadas com os valores mundanos, dando
preferência às coisas matérias. Tudo aqui na terra é passageiro inclusive a
nossa vida, e todos esses bens terrenos, tem sido a prioridade da
humanidade pecadora (1Co 15.19; Lc 21.34; Mc 8.36).

5. Tudo de material que conquistarmos nessa vida, um dia deixará de existir.


Portanto, não devemos ser levados pelos valores que o mundo e a sociedade
atual querem nos condicionar a viver (1Jo 2.15-17). É necessário que
vivamos uma vida terrena com valores reconhecidos por Deus (Mt 6.19,20).

6. Temos que ter cuidado para não abrirmos espaços para Satanás (Ef.4.27).

7. A obediência a Deus está em seguir os mandamentos de Deus (Mt


5.23,24; Ef 4.25,28,29-32). Não proteles o que tem que ser feito (Ef 4.26).
Fazemos parte de um corpo e temos que ser unidos (Ef 4 15,16). Nosso
comportamento tem que ser digno de um representante de Cristo, pois é o
que somos (Ef 4.1-6).
Apostila de Discipulado

Lição 8 - A Tentação (Gn 3.1-6; Mt 4.1-4)

1. Assim como Adão e Eva, que foram tentados no jardim do Éden, e também
Jesus, que foi tentado no deserto, de igual modo, seremos tentado a pecar
contra Deus. O discípulo, na sua nova vida com Cristo Jesus, precisa
compreender o que é a tentação, saber da sua origem, e os meios para
vencê-la. Somente por meio da Palavra de Deus será possível saber essas
coisas.

2. A tentação é um convite para a prática do pecado. Segundo a Bíblia, as


fontes de tentação são: Satanás, a natureza carnal e o mundo. Satanás usa o
nosso desejo de possuir coisas, nossas inclinações naturais e necessidades,
para nos conduzir ao pecado. A tentação inicia-se na nossa mente, e se
deixarmos que o pensamento prossiga se transformará em pecado. Protegei
a sua mente das coisas ilícitas que possam paira sobre ela. O alvo de
Satanás é a mente. Toda batalha é travada na mente humana primeiro. (Ef
6.17; 2Co 11.3).

Provérbio chinês e dito por Martinho Lutero:

“Não podemos impedir que os pássaros voem


sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir
que eles façam ninhos sobre elas. Assim
também não podemos nos livrar de sermos
tentados, mas podemos lutar para não cairmos
em tentações”.

3. O discípulo é tentado pelos seus próprios desejos e vontades (Tg 1.13-15).


Portanto, cabe a cada um de nós o controle dos nossos impulsos (Gn 4.7D).
Apostila de Discipulado

4. Desde que o pecado entrou no mundo, a humanidade tem experimentado


as investidas de Satanás. Ele tentou vários personagens bíblicos, uns caíram
(Sansão, Davi, Judas...), mas outros saíram vitoriosos, como José, o filho de
Jacó (Gn 39.1-13). Do capítulo 3 de Gênesis ao capítulo 20 do Apocalipse,
encontramos o inimigo, sob diferentes nomes, agindo de maneira ardilosa e
maléfica, levando as pessoas em direção ao pecado se distanciando cada vez
mais do SENHOR.

5. A tentação, em si, não é pecado. Pecado é cair na tentação. Por isso, antes
de ceder à tentação, o discípulo deve considerar o efeito que o pecado tem
sobre si próprio e também sobre outras pessoas (cônjuges, filhos, parentes,
amigos, etc.). Deus conhece a nossa capacidade para resistir às tentações.
Por isso, ninguém é tentado além do que possa suportar (1Co 10.13). Ele
permite a tentação com o propósito de provar e aperfeiçoar do discípulo.
Quando tentado, sua fé é colocada à prova, se passar, ele adquire
perseverança. Ao passar por várias provações, ele adquire experiência e
maturidade.

6. Para enfrentar e vencer a tentação, além de fazer uso da Palavra de Deus,


conforme fez o Mestre, é necessário resistir aos prazeres carnais,
abandonando hábitos perniciosos, e evitar lugares e ambiente que nos
convidam para a prática do pecado. Em suma, precisamos vigiar e orar em
tempo integral (Mt 26.41; Ef 5.17-20; 6.18). Devemos vigiar principalmente
nossos olhos e ouvidos, tendo o cuidado com o que olhamos e ouvimos do
contrário, será inútil orarmos assim (Mt 6.13). Entretanto, a verdadeira vitória
sobre a tentação só será possível se estivermos dispostos a viver uma vida
de total submissão ao Senhor e a sua Palavra. Sem submissão, jamais
conseguiremos resistir às investidas do mundo e do inimigo (Tg 4.7). Mesmo
a maior de todas as tentações pode ser vencida se estivermos
completamente comprometidos com Deus e com a sua Palavra.

Mt 4.1-11
Apostila de Discipulado

D – Conhecendo o coração de Caim, o adverte a não se submeter à tentação assassina do


mal (1Jo 3.12). Caim nutria inveja de Abel porque a oferta de Abel fora aceita por Deus
(Gn 4.4,5).
Jaz à porta. O hebraico fala de um demônio ameaçador agachado do lado de fora da
porta de uma casa. Talvez seja também uma alusão à serpente esperando para dar o
bote no calcanhar (Gn 3.15; 1Pe 5.8).

Vejamos:

Abel ofereceu seu sacrifício motivado pela fé, ou seja, em resultado de uma
autêntica espiritualidade, em legítima obediência a Deus (Abel traz as primícias Gn
4.4). Quanto a Caim, esses fatores se fizeram ausente (Gn 4.3). No Antigo Testamento
havia ordem de Deus para que o povo dedicasse os primeiros (e melhores) frutos de
suas colheitas ao Senhor (Ex 23.29). Isso posto, seu sacrifício realmente não visava
honrar a Deus. Ele estava apenas cumprindo um dever, e não se estava ocupando em
adoração a Deus. E foi nisso que ele pecou. Se foi esse, realmente, o caso, então a
rejeição ao seu sacrifício não foi porque este se compunha de produtos vegetais, mas
por haver sido oferecido com uma atitude errada, com motivos distorcidos. Podemos
discutir se essa interpretação está ou não com a razão. Podemos fazer grandes obras,
mas se nossos corações e nossos motivos não forem espirituais, tais obras não
agradarão a Deus. Outra lição é que cada homem deve oferecer a Deus uma parte
daquilo que ele produz em sua profissão. Ou, melhor dizendo, a profissão de um
homem, sem importar qual seja (desde que seja honesta), deve ser levada a efeito com
vistas à glória de Deus. Primeiro sirvamos a Deus, depois ao próximo, e, finalmente, a
nós mesmos. Essa é a ordem de precedência, segundo a lei do amor.

O Antigo Testamento Interpretado


Autor:
R. N. Champlin, Ph. D.
Adaptação: Marcos Fontes
Apostila de Discipulado

Lição 9 - Crescimento Espiritual (Hb 5.12-14)

1 Co 14.20

1. O crescimento espiritual, não é apenas uma opção, mas uma condição


essencial (2Pe 3.18). A Bíblia compara o novo convertido a uma criança
recém-nascida que precisa experimentar um crescimento espiritual contínuo
(1Pe 2.2). Infelizmente, a infância espiritual parece ter se tornado o padrão de
vida de muitos discípulos. O tempo passou, mas eles não alcançaram o
crescimento espiritual desejado por Deus para seus filhos (Ef 4.12-14).

2. Deus quer que na medida em que cresçamos espiritualmente


abandonemos as coisas infantis e ocupemos nossa vida com aquilo que é
apropriado a nova fase da vida (1Co 13.11). É comum para a criança o viver
caindo, se ralando, chorando e necessitando de ser amparado. Mas, com a
chegada da maturidade ele aprende a andar, a correr e a ser independente.

3. Quando falamos que alguém atingiu maturidade, estamos afirmando que tal
pessoa tornou-se responsável por suas escolhas e decisões. Esse discípulo
consegue ver e entender o que está por detrás dos acontecimentos; e, por
conta disso sabe tomar decisões acertadas. Ele permanece firme diante de
dificuldades, maus testemunhos, falsas profecias... frustrações (2Co 4.8-11).

4. Alguém pode pensar que o crescimento espiritual vem com o tempo. Mas
essa idéia é um equívoco. O tempo, por si só, não é garantia de crescimento
espiritual na nova vida. Para que o crescimento espiritual ocorra de fato, os
discípulos terão que ser ensinados, repreendidos, corrigidos e treinados pela
Palavra de Deus. Só então seremos perfeitamente habilitados para toda boa
obra (2 Tm 3.16,17). A provação faz parte deste crescimento (1Pe 1.6,7)E. O
discípulo logo após seu novo nascimento espiritual tem que buscar um
constante e crescente conhecimento de Deus (Os 6.3). Ele tem um ideal, um
objetivo principal e agora precisa persegui-lo, caminhando em direção ao alvo
que é Cristo (Fp 3.13,14).
Apostila de Discipulado

5 – Deixemos, pois, nossas preocupações materiais em segundo plano na


certeza que em nossa fidelidade, Deus proverá tudo aquilo que realmente
precisamos (Fp 4.19).

6. Todos os discípulos são chamados por Deus para dar frutos (Jo 15.16).
Para frutificar na vida espiritual é necessário ser limpo por Deus (Jo 15.1-3).
Ser limpo por Deus nem sempre é agradável, mas faz parte do tratamento
divino na nova vida (Hb 12.9-14).

7. Na vida de muitos discípulos este processo é lento e doloroso. Alguns


recebem a Palavra do Senhor de bom grado e se submete ao tratamento de
Deus. Isto vai depender da resposta individual de cada discípulo. Assim como
qualquer planta só frutifica após ter alcançado crescimento e condições
adequadas, por sua vez também só pode progredir e dar fruto aquele
discípulo que alcança o crescimento espiritual desejado por Deus, quando o
discipulado é bem discipulado dá frutos bom, quando não, seus frutos são
maus ou doentes (Mt 7.17,18).

E – Se necessário: Embora Deus nunca tente ninguém a pecar (Tg 1.13), Ele permite ou
envia provações quando necessário e na correta medida para fortalecimento da fé;
Isso explica porque é necessário que venham provações (Rm 5.3,4; Tg 1.2-4);

Apurado por fogo: Da maneira que os homens usam fogo para purificar metais
preciosos, assim Deus usa provações para diferenciar fé genuína de profissão superficial
e, ao mesmo tempo, fortalecer-la (Jó 23.10);
Redunde em louvor, glória e honra: O propósito final das provações e a recompensa da
glorificação (1Pe 5.1,4)

Revelação(Gr. apocalypsis): Refere-se à volta do senhor e sugere revelação do que


não foi visto antes (1 1Pe 1.5; 4.13; 5.1; 1Co4.3-5).
Apostila de Discipulado

Lição 10 - Oração (Mt 6.9-13)

1. Orar é simplesmente falar com Deus. O Senhor não exige vocabulário difícil
nem tom de voz especial, ele quer apenas que lhe falemos com sinceridade
tudo àquilo que realmente sentimos e desejamos (Jr 29.13; Fp 4.6).

2. Para que desfrute de uma vida de comunhão plena com seu Mestre, o
discípulo cristão precisa criar o hábito de orar diariamente; independente de
horário ou local, condição ou situação (1Ts 5.17; Ef 6.18). Quanto mais tempo
passamos com Deus em oração mais aprendemos sobre sua vontade (Jr
33.3). É nesta comunhão com o Senhor que encontraremos força para vencer
as tentações e os desafios da vida.

3. O discípulo deve orar confiando no poder e na autoridade do Senhor, pois


Ele é O DEUS TODO PODEROSO que pode fazer muito mais do que lhe
pedimos ou desejamos (Hb 4.16; Ef 3.20). Porém, Deus estabeleceu algumas
condições para que nossas orações sejam atendidas (Pv 28.9). Agora quando
nos encontramos na posição, correto aos olhos de Deus nossa oração é
atendida (Jo 15.7). Ao colocarmos nossos pedidos junto a Este Deus que
tem todo o poder no céu e na terra, temos que atentarmos para que
estamos pedindo e saber pedir com coerência (Tg 4.2,3).
Apostila de Discipulado

4. A oração é uma via de mão dupla através da qual o crente vai até Deus,
com seu clamor, e este vem ao seu encontro com as respostas. Três são as
respostas de Deus para nossas orações: sim, não e aguarde. Ele nos ouve e
nos responde quando oramos de acordo com sua vontade (1Jo 5.14). A
verdadeira oração não é uma tentativa de fazer com que Deus atenda nossas
necessidades e exigências de maneira exata egoísta e vaidosa, mas pelo
contrário, ao subordinar nossa vontade à dele, nós nos abrimos para que
suas maiores bênçãos sejam liberadas em nossas vidas

5. Silêncio de Deus: Temos que saber lidar com ele, é desesperador a


emoção de se sentir esquecido, este é um momento difícil na vida do
discípulo. Pelo fato de ser um aspecto às vezes subjetivo da vida, vez por
outra entra também no campo da relatividade, e o que é para você não é para
mim, o silêncio de Deus para minha vida poderá ser de um jeito e para você
de outro, porém estou convicto que Seu silêncio já alcançou seu coração em
algum momento da sua vida e como é árduo quando Deus se cala. Estes
textos exprimem os gritos de Jó e do salmista (Jó 13.24; Sl 10.1; 13.1,2;
27.9; 55.1; 83.1; 89.46). Sinal que em algum momento Deus ficou em
silêncio. Grandes Homens de Deus experimentaram o silêncio de Deus.

Tenho aprendido com Deus:


Que o tempo é para ensinar a
esperar;
Que a luta vem para nos moldar;
Que a perda é livramento;
Que só crê quem tem Fé;
Que só tem vitória quem não desiste
da luta;
Que o Silêncio de Deus também é
resposta.
A nossa vida e uma escola onde
Deus é o professor, o amigo, o pai

6. Devemos orar pelas necessidades da vida; pelo perdão de nossos


pecados; para nos livrar do mal (Mt 6.11-13); pelo aumento de nossa fé (Lc
17.5); pela cura do sofrimento e da dor (Tg 5.15). Devemos orar, também,
pelos nossos familiares, vizinhos, amigos... Colegas da escola e do trabalho,
esse tipo de oração se chama intercessão. Colocamo-nos no lugar do outro e
pleiteamos as suas causas como se fossem as nossas, empatia (1Tm 2.1; Gn
18.23-32).

7. Algumas vezes nos sentiremos, desanimados, perseguidos e até sem


forças para prosseguir, mas Deus está conosco em todo e qualquer momento
para nos socorrer! (Sl 31.22; 18.3,6). Deus nos assegura que podemos levar
todas as nossas necessidades e preocupações até Ele (1Pe 5.7). O discípulo
que ora é forte e identifica tudo que é prejudicial à sua vida espiritual (1Jo
2.15,16). Essa identificação se denomina “discernimento”. A oração é um
instrumento para quem quer viver uma nova vida de comunhão contínua, com
O Espírito Santo de Deus.
Apostila de Discipulado

Lição 11 - Igreja (Mt 18.18-20)

1. A Igreja foi estabelecida pelo próprio Jesus. Ele chamou um grupo de


pessoas e fez deles seus primeiros discípulos (Mt 4.18-22). Visto isto, nos
somos a reunião daqueles que foram chamados para servirem ao Senhor e
proclamarem o seu reino aqui na terra (1Pe 2.9). A Igreja, portanto, não é um
lugar e também não é um templo. Deus realmente é grandioso demais para
habitar em templos feitos por homens (At 17.24). Ele habita em cada um de
nós, que somos templo de seu Espírito (1Co 3.16; 6.19,20). Por ter essa
consciência de que o corpo é templo de Deus, Não podemos destruí-lo com
atitudes inconseqüentes, como vícios da carne (1Co 3.17).

2. Você se torna um discípulo ao se comprometer com Cristo Jesus, mas se


torna um membro ao se comprometer com uma igreja local. A primeira
decisão opera a salvação, a segunda traz crescimento (At 16.30,31; Cl 2.19).

3. A Bíblia compara a Igreja a um corpo. Jesus é ‘o cabeça’ desse corpo, e


seus discípulos são membros desse mesmo corpo. “E ele é a cabeça do
corpo, da igreja” (Cl 1.18). Jesus não é ‘o cabeça’ somente por título, é Ele
que comanda e organiza sua igreja distribuindo dons e ministérios a cada
membro conforme a sua vontade. Ninguém é excluído ou insignificante, mas
todos são importantes e necessários (Rm 12.4-8; Ef 4.11-16).
Apostila de Discipulado

4. O Senhor não chama todos para exercerem a mesma função, pois como
seria a igreja se todos realizassem a mesma tarefa? Mas, o Espírito Santo
concede aos membros uma variedade de dons e talentos para benefício de
todo corpo. Cada discípulo deve com fidelidade e dedicação exercer a função
que o próprio Senhor lhe deu para o progresso e sucesso de toda
congregação (1Co 12.4-22).

5. Ser membro de uma igreja significa ser um órgão vital de um organismo


vivo. Sendo assim, como alguém pode afirmar ser um seguidor de Jesus se
não é comprometido com Ele? Como andar junto se não seguem a mesma
rota ou destino? Se um irmão não concorda com um grupo específico de
discípulos direcionado por Deus, como poderá andar com a igreja (Am 3.3)?

Não pode ser Então


desse jeito irmão não vou.

6. Nenhum discípulo poderá alcançar o crescimento espiritual desejado por


Deus a seus filhos, vivendo isolado, fora da comunhão dos irmãos. Um dos
motivos do esfriamento espiritual se dá com o irregular comparecimento das
reuniões na igreja (Hb 10.25). O inimigo da Igreja se agrada muito com
aqueles discípulos que se encontram desanimados e afastados da
comunidade dos irmãos, pois ele sabe que com o tempo eles poderão se
tornar ‘presas’ fáceis, por estarem indefesas contra suas armadilhas (1Pe
5.8).

7. A igreja foi instituída por Jesus para cooperarmos “uns com os outros” (Rm
12.9,10; Gl 5.13,14; 6.2; Ef 5.21; Hb 3.12,13; 1Pe 5.5). É na congregação
juntos com os irmãos aonde iremos encontrar alguém disposto a nos
aconselhar e a orar por nós (Cl 3.16).

8. A Igreja é a família de Deus aqui na terra (Ef 2.19). Viver em comunhão


com seus irmãos é motivo de muita alegria para o verdadeiro discípulo de
Jesus (Sl 122.1; Sl 133.1).
Apostila de Discipulado

Lição 12 - Sacramento / Ordenanças de Cristo

O Sacramento é uma ordenança sagrada instituída por Cristo,


para simbolizar, selar e aplicar ao crente os benefícios da
salvação. Cristo estabeleceu dois Sacramentos: Batismos e a
Santa Ceia ou Eucaristia (Nomenclatura utilizada pela Igreja
Católica. Eucaristia em grego: εὐχαριστία - "reconhecimento",
"ação de graças" é uma celebração da morte e ressurreição de
Jesus Cristo. Também é denominada de Sagrada Comunhão, a
Ceia do Senhor, a Refeição Noturna do Senhor e a Celebração
da Morte de Cristo).

a) O Batismo nas Águas (Mc 16.14-20).

Mt
3.16,17

 O termo Batismo é a transliteração do grego "βαπτισμω" (baptismō)


para o latim (baptismus), conforme se vê na VulgataF (Cl 2.12). Este
substantivo também se apresenta como "βαπτισμα" (baptisma) e
"βαπτισμός" (baptismós), sendo derivado do verbo "βαπτίζω" (baptizō),
o qual pode ser traduzido por "batizar", "imergir", "banhar", "lavar",
"derramar", "cobrir", "tingir" ou "purificar", conforme utilizado no Novo
Testamento e na SeptuagintaG. O batismo nas águas é uma ordem do
Mestre para sua igreja (Mt 28.19,20). Também é importante frisar que
o batismo nas águas, além de simbolizar o batismo no corpo, ele é
uma declaração de fé em Jesus Cristo, pelo qual o discípulo torna
pública a sua fé. (At 18.8). O mergulho simboliza a morte/sepultamento
do pecador arrependido para sua velha vida, a vida carnal. Já o sair
das águas simboliza sua ressurreição espiritual para a nova vida com
Cristo Jesus (Rm 6.3,4). O Batismo nas águas somente tem valor e
importância para as pessoas que verdadeiramente desejam sepultar
sua velha vida de pecados e ressuscitar para uma nova vida debaixo
da autoridade do Senhor Jesus (Gl 2.20).
Apostila de Discipulado

 O batismo é uma necessidade, pois é por meio dessa ordenança que


somos integrados a Igreja. Os irmãos podem questionar o arrependimento
e a fé de alguém, quando este não se submete ao batismo nas águas e
consequentemente não recebe tal pessoa na igreja local, antes você não
tinha compromisso algum com a igreja, porém, após batizar-se, você
passa a ser um membro com uma função determinada (At 2.41,42). É
certo dizer que o batismo em si não tem poder para salvar ninguém.
Porém, todo aquele que realmente recebe Jesus como Senhor, tem que
tornar público, cumprindo esta ordem o mais breve possível, (Mc 16.16).
Filipe explicou a certo homem que para ser batizado ele deveria primeiro
crer (At 8 26-38). A palavra Crer é igual a ter confiança, ter FÉ, ai sim
está à salvação, confessar o senhor Jesus como Senhor da sua vida (At
16.30-33; Rm 10.8-13).

 De acordo com a Bíblia, o pecado é uma violação da lei de Deus (1Jo


3.4). A Bíblia ensina que o pecado não é hereditário, embora na nossa
carne habite o pecado original (Adão). As transgressões são cometidas e
não herdadas. Existe uma corrente teológica de entendimento fundamenta
na passagem (Is 53.4,5,10-12; Gl 3.13), que toda maldição foi levada na
cruz, para os que estão em Cristo Jesus. As crianças já nascem puras,
sem cometer pecado (transgressão da lei) e não precisam pagar pelos
erros dos pais (Ez 18.20). Uma pessoa tem que dar conta a Deus de suas
próprias ações e não daquelas feitas por qualquer de seus ancestrais (Rm
2.6; 14.12; 2Co 5.10). Não é preciso que haja uma consciência do pecado
para haver arrependimento e conseqüente fé. O Próprio Senhor Jesus nos
aconselha a termos a pureza de uma criança para conquistarmos a
Salvação da alma (Mc 10.13-16). É causa pela qual não se batiza criança
pelo menos até completar 12(doze) anos de idade, salvo as crianças
excepcionais que apresentam um grau de maturidade excedente as
crianças normais.
Apostila de Discipulado

F – Vulgata é a tradução para o latim da Bíblia, escrita entre fins do século IV (d.C.) início do
século V (d.C.), por São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso I, que foi usada pela Igreja
Cristã e ainda é muito respeitada. O nome se deve à expressão latina "vulgata editio",
isto é, "edição para o povo". A partir do Concílio de Trento até o Concílio Vaticano II,
essa tradução era a versão oficial da Bíblia católica.

VULGATA
G – Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica traduzida em etapas para o grego
koiné, entre o século III a.C. e o século I a.C., em Alexandria. Dentre outras tantas, é a
mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo
oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.
A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta ou Septuaginta (palavra latina
que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos (seis de cada uma das
doze tribos) trabalharam nela e, segundo a tradição, teriam completado a tradução em
setenta e dois dias. A Septuaginta, desde o século I, é a versão clássica da Bíblia
hebraica para os cristãos de língua grega e foi usada como base para diversas traduções
da Bíblia.

SEPTUAGINTA
Apostila de Discipulado

b) A Ceia do Senhor (1Co 11.23-26)

 O termo Ceia do Senhor significa os elementos representativos do


Corpo e do Sangue de Cristo oferecido por sacrifico vicário para
salvação dos que estão em Cristo Jesus. A Ceia do Senhor é uma
cerimônia onde à Igreja se reúne para celebrar sua comunhão com o
seu Salvador (Jo 6.56). O pão e o vinho simbolizam seu corpo e seu
sangue que foi oferecido pelos nossos pecados (Lc 22.19-20).

 A Ceia do Senhor foi instituída pelo próprio Jesus na celebração da


Páscoa judaica. Ele celebrou a Páscoa com seus primeiros discípulos,
que assim como ele, também eram cidadãos judeus (Mt 26.17-30). A
Páscoa judaica é uma festa onde o povo judeu comemora sua
libertação da escravidão no Egito (Êx 12.1-51). A Ceia do Senhor, de
igual modo, é para a Igreja um memorial do livramento da escravidão
do pecado no mundo de trevas para a liberdade com Cristo Jesus no
seu reino de luz (Cl 1.13,14). Todo crente batizado pode e deve
participar do cerimonial da Ceia do Senhor. No entanto, é necessário
que se faça com antecedência um auto-exame de consciência, e só
coma do pão e beba do cálice depois de ter se arrependido e
confessado os seus pecados (1Co 11.27,30).

 Na Ceia do Senhor, o discípulo de Jesus tem a oportunidade de se


arrepender dos seus pecados, confessá-los ao Senhor e a seu irmão e
abandoná-los (Tg 5.16H). A Ceia do Senhor, portanto, é uma
oportunidade de reconciliação do pecador arrependido com o Deus
totalmente Justo e Santo, porém, misericordioso o suficiente para nos
perdoar de qualquer pecado (Hb 8.12).

H – Confissão: Embora a confissão do pecado para um sacerdote não seja biblicamente


necessária, a confissão a Deus e às pessoas por nós lesadas esta é obrigatória.
As culpas: Que Tiago particularmente tem em mente podem ser aquelas de uma
pessoa doente que poderiam ter sido a raiz de sua doença, ou a dos crentes em geral,
independentemente, ele não recomenda uma confissão pública geral de todos os
pecados sem qualquer tipo de descrição. Certamente, as injustiças públicas que
macularam toda a igreja deveriam ser confessadas perante a igreja, mas Tiago refere-
se especialmente à confissão dos pecados aos indivíduos atingidos por eles (Mt
5.23,24).
Apostila de Discipulado

Visão Ministerial da Igreja VIDA NA VIDA

Os 05(cinco) pilares da Igreja:

1 – Glória de Deus
Todos os dons e talentos têm que ser usados para Glória de Deus;

2 – Excelência Ministerial
Tudo a ser feito tem que ser feito com dedicação plena para alcançar a
excelência;

3 – Discipulado
Divide-se em 03(três) partes importantes:
Discipulado Cristão;
EBD aos domingos;
Integração.

4 – Adoração plena
È Cristocêntrica pautada na fé Cristã

5 - Serviço
Todos são diáconos na igreja inclusive o Pastor. Servimos uns aos outros
em amor conforme o mandamento de Cristo.

Glória somente a DEUS!

Amém!

Marcos Fontes
Discipulador

Roger Rangel
Pastor

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