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Avaliação de Cultivares de Mandioca em RO

O estudo avaliou o desempenho de diferentes genótipos de mandioca no município de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, destacando a importância da cultura na alimentação e a baixa tecnologia utilizada pelos produtores. Os genótipos BRS Kiriris, Xingu, BRS Dourada, BRS Gema de Ovo, Pirarucu e EAB451 apresentaram as maiores produtividades de raízes, com a BRS Kiriris se destacando por sua alta produtividade e versatilidade. A pesquisa evidenciou a variabilidade genética entre os genótipos, com resultados que superaram as médias estaduais e nacionais de produtividade.

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Avaliação de Cultivares de Mandioca em RO

O estudo avaliou o desempenho de diferentes genótipos de mandioca no município de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, destacando a importância da cultura na alimentação e a baixa tecnologia utilizada pelos produtores. Os genótipos BRS Kiriris, Xingu, BRS Dourada, BRS Gema de Ovo, Pirarucu e EAB451 apresentaram as maiores produtividades de raízes, com a BRS Kiriris se destacando por sua alta produtividade e versatilidade. A pesquisa evidenciou a variabilidade genética entre os genótipos, com resultados que superaram as médias estaduais e nacionais de produtividade.

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AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE CULTIVARES DE MANDIOCA NO

MUNICÍPIO DE OURO PRETO DO OESTE-RO

Ito Medeiros Sobral (1); Rogério Sebastião Corrêa da Costa (2); Francisco das Chagas Leônidas (2);
Alexandre Martins Abdão Passos (3); Larissa Mac Figueiredo (4); Raimunda Lucineide da Costa
Silva (4)
(1)
Graduando em Agronomia; Faculdade Integradas Aparício Carvalho - FIMCA; Porto Velho, RO;
(itomedeiros@[Link]); (2) Pesquisadores da Embrapa Rondônia; (3) Pesquisador da Embrapa Milho
e Sorgo; (4) Graduandas em Agronomia; Faculdade Integradas Aparício Carvalho – FIMCA.

Introdução
A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma cultura importante por possuir desempenho satisfatório
em condições de solos de baixa fertilidade e em diferentes climas de várias regiões do Brasil, onde ser
faz presente na maioria das pequenas propriedades familiares, sendo importante fonte de carboidratos
na alimentação humana e animal. (SCHONS et al., 2009). Na safra de 2016, a produção brasileira de
mandioca ficou próxima de 23 milhões de toneladas, cultivada em 2,1 milhões de hectares,
representando, desta forma uma produtividade de 15,2 toneladas de raízes por hectare. Em Rondônia, a
cultura foi cultivada em 29 mil hectares com uma produtividade média de mais de 23 toneladas por
hectare (IBGE, 2016).
A mandioca pode ser utilizada para várias finalidades, em Rondônia seu uso é restringido ao consumo
das raízes, tanto na alimentação humana quanto animal, e para produção de farinha. A produção de
goma, utilizada no preparo de pratos regionais, é feita artesanalmente e em pequena escala, sendo
vendida basicamente em feiras livres (ROSA NETO, 2009). O nível tecnológico utilizado pelos
produtores em Rondônia é muito baixo, sendo praticamente inexistente o uso de correção do solo e de
adubação. Os produtores não conhecem as práticas de conservação do solo, que em consequência, não
utilizam. Mesmo havendo mecanização para o preparo do solo, por meio da cessão de máquinas em
algumas propriedades, não é feito a correção desses solos, contribuindo ainda mais para o seu
esgotamento (ROSA NETO, 2009).
Nesse contexto, esse trabalho teve como objetivo avaliar diferentes genótipos de mandioca quanto ao
desempenho agronômico na região do município de Ouro Preto do Oeste, em Rondônia.

Material e Métodos
O experimento foi conduzido no município de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, no campo experimental
da Embrapa Rondônia, localizado a 10°44'04''S e 62°15'19''W, altitude média de 250 m. O clima típico
desta região, segundo Köppen, é do tipo Aw, definido como tropical úmido com estação chuvosa
(outubro a maio) no verão e seca bem definida no inverno. Apresenta deficiência hídrica acumulada
(DEF=175 mm) de junho a setembro e excedente hídrico acumulado (EXC=781 mm) de novembro a
abril. A amplitude da temperatura média anual varia de 30,3 ºC a 21,2 ºC, sendo as mais elevadas nos
meses de julho e agosto e média anual de 24,6ºC. A precipitação anual é de 1.939 mm, com umidade
relativa média do ar em torno de 81,3% (EMBRAPA, 2009).
O solo da área experimental é classificado como um argissolo vermelho eutrófico (SANTOS et al.,
1999), com as seguintes características químicas da camada de 0-20 cm, determinadas segundo SILVA
(2009): pH (água) – 6,1, MO – 13,9 [Link]-1, P – 26,0 [Link]-3, K – 2,9, Ca – 22,9, Mg – 13,7, Al – 0,0,
CTC – 6,9 [Link]-3 e V – 57,0%.
O solo foi preparado no sistema convencional, utilizando duas gradagens sendo uma pesada e outra
niveladora. Após a área ser preparada, iniciou-se de forma mecanizada a abertura dos sulcos de plantio
com um espaçamento de 1,0 m. No momento do plantio a aplicação de adubação se deu com dosagens
de 40 kg ha-1 de N na forma de ureia, 60 kg ha-1 de P2O5 na forma de superfosfato simples, aplicados
no sulco de plantio e 100 kg ha-1 de K2O na forma de KCl, sendo que 50% desta dose foi aplicada no
momento do plantio e os outros 50% restante em cobertura 100 dias posteriores ao plantio. O plantio foi
realizado no início de novembro de 2015, e a colheita e avaliações ocorreram 12 meses após, em
novembro de 2016. Com parcelas de 4 linhas de 10 metros de comprimento, foram feitas avaliações das
plantas das duas linhas centrais, excluindo dessas as plantas localizadas nas extremidades, que se
referem a bordadura.
Utilizou-se delineamento experimental em blocos ao acaso, com quatro repetições. Os tratamentos
compreenderam quatorze genótipos de mandioca oriundos do programa de melhoramento de mandioca
da Embrapa, a saber: 960707, CNPMF 043, CNPMF 1721, CNPMF 09, 91-21-05, ACRE-1, 1668,
Caipó, BRS Dourada, BRS Gema de Ovo, Pirarucu, EAB 451, Xingu e BRS Kiriris. Foram coletadas
as seguintes variáveis em respostas do experimento: produtividade de raízes, expressa em quilograma
por hectare (t ha-1) e altura da planta (m). Os valores dos resultados obtidos foram submetidos à análise
de variância, e as médias dos tratamentos, quando significativas, comparadas pelo teste de Scott-Knott,
a 5% de probabilidade.

Resultados e Discussão
Houve efeito dos genótipos sobre cada atributo agronômico avaliado, que demonstra a variabilidade
genética entre os materiais para os parâmetros avaliados.
Tabela 1 – Médias de produtividade de raiz (t ha-1) (PR) e altura de plantas (m) (AP) de diferentes
genótipos de mandioca avaliados em Ouro Preto do Oeste, RO. 2016.
PR AP
Genótipos -1
(T ha ) (m)
BRS Kiriris 46,15 a 3,38 b
Xingu 43,62 a 3,21 b
BRS Dourada 42,50 a 3,43 b
BRS Gema de Ovo 36,25 a 3,46 b
Pirarucu 34,70 a 3,55 b
EAB451 34,40 a 3,64 b
Caipó 29,55 b 3,35 b
CPMF043 27,12 b 3,44 b
Acre 1 24,00 b 3,58 b
912105 21,77 b 3,27 b
1668 21,47 b 3,33 b
CPMF09 20,92 b 3,22 b
960707 19,70 b 3,43 b
1721 18,77 b 2,78 a
As médias seguidas pela mesma letra, nas colunas, não diferem entre si, pelo teste de Scott Knott (5%).

Conforme a Tabela 1, as produtividades de raízes apresentaram uma variação de 246,5%, variando de


18,7 para o genótipo 1721 a 46,1 t ha-1 para a cultivar BRS Kiriris. Todos os genótipos, exceto 912105,
1668, CPMF09; 960707e 1721, apresentaram produtividades superiores à média estadual e nacional de
22 e 15,2 t ha-1, respectivamente (IBGE, 2016). As alturas das plantas variaram de 278 cm (1721) a 364
cm (EAB451), apresentando uma média de 336,5 cm entre os genótipos avaliados.
As maiores produtividades de raízes foram observadas para os genótipos EAB451, Pirarucu, BRS Gema
de Ovo, BRS Dourada, Xingu e BRS Kiriris. Observou-se que a BRS Kiriris apresentou uma tendência
de uma maior produtividade de raiz. Carvalho et. al., (2007) obteveram um valor superior de
produtividade de raiz de 39 t ha-1 em um experimento conduzido em Nossa Senhora das Dores, Sergipe.
A cultivar BRS Kiriris é oriunda do BAG da Embrapa Mandioca e Fruticultura possui juntamente com
seu alto potencial produtivo uma dupla aptidão (mesa ou indústria de farinha), além também de ser
tolerante à podridão de raízes e possuir baixos níveis de ácido cianídrico (FARIAS NETO et al., 2013).

Conclusões
Os genótipos BRS Kiriris, Xingu, BRS Dourada, BRS Gema de Ovo, Pirarucu e EAB451 e apresentaram
as maiores produtividades.
Importante destacar a testemunha, Pirarucu, variedade regional, que não diferiu estatisticamente das
mais produtivas.
Referências
CARVALHO, H. W. L.; FUKUDA, W. M. G.; OLIVEIRA, I. R.; OLIVEIRA, V. D. de; RIBEIRO, S.
S. Avaliação de Cultivares de Mandioca na Microrregião de Nossa Senhora das Dores. In: XII
Congresso Brasileiro de Mandioca, 2007, Paranavaí. Revista Raízes e Amidos Tropicais. Botucatu/SP:
Universidade Estadual Paulista, 2007. v. 3.a

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. EMBRAPA. ED. MARCOLAN, A. L.


et al. Cultivo dos cafeeiros Conilon e Robusta para Rondônia. Sistemas de Produção, 33. Porto Velho:
Embrapa Rondônia: EMATER-RO, 2009. 3 ed. rev. atual. 61 p.

FARIAS NETO, J. T. de; et al . Genetic parameters and simultaneous selection for root yield,
adaptability and stability of cassava genotypes. Pesquisa agropecuária. Brasileira, v.48, n.12, 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.


Disponível em: [Link] Acesso em:
01 de agosto de 2017.

ROSA NETO, C. et al (Coord.). A cadeia agroindustrial da mandioca em Rondônia: situação atual,


desafios e perspectivas. Porto Velho: Sebrae/Embrapa Rondônia, 2009.

SANTOS, P.L. dos; SILVA, J.M.L. da; RODRIGUES, T.E.; OLIVEIRA JUNIOR R.C. de; VALENTE,
M.A.; CARDOSO JUNIOR, E.Q. Levantamento semi-detalhado dos solos do Campo Experimental de
Ouro Preto D´Oeste CPAF-Rondônia. Belém: Embrapa Amazônia Oriental, 1999. 38p (Embrapa
Amazônia Oriental. Documentos, 8).

SCHONS, A.; STRECK, N. A.; STORCK, L.; BURIOL, G. A.; ZANON, A. J.; PINHEIRO, D. G.;
KRAULICH, B. Arranjos de plantas de mandioca e milho em cultivo solteiro e consorciado:
Crescimento, desenvolvimento e produtividade. Bragantia, v. 68, p.155-167, 2009.

SILVA, F. C.. MANUAL DE ANÁLISES QUÍMICAS DE SOLOS, PLANTAS E FERTILIZANTES.


2a. ed. Brasilia DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2009. v.1. 627p.

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